sábado, 27 de outubro de 2018

Brasil busca o pentacampeonato na Copa América de Futebol de 7, no Equador

Marcelo Regua/MPIX/CPB
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Por CPB

A Seleção Brasileira de futebol de 7 para paralisados cerebrais já está em Quito, no Equador, onde a partir do próximo sábado, 27, começa sua jornada em busca do pentacampeonato da Copa América da modalidade. O Brasil foi campeão no Chile (2002), no Brasil (2007), em Buenos Aires (2010) e em Toronto (2014).

Na última fase de treinamento que aconteceu em setembro, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, os atletas passaram por uma bateria de testes e exames, em busca de uma melhor preparação para encarar a altitude de 2.850m de Quito.

“Nas primeiras 24 horas na altitude, boa parte da delegação já está se adaptando bem, ingerindo bastante líquido e com uma alimentação balanceada. Mesmo com todos os cuidados, alguns estão sentindo uma dificuldade de respiração e desconforto, o que é normal neste início. Vamos aguardar pra ver como serão os primeiros treinos e jogos, mas estamos monitorando tudo”, destacou o médico da Seleção, Dr. Breno Casari.

O Brasil chegou ao Equador apontado como favorito pelos adversários, mas o técnico Paulo Cabral descarta o favoritismo. “Com a grande mudança que o futebol de paralisados cerebrais está passando na classificação funcional, é difícil eleger um favorito porque as equipes se modificaram muito. Mas o Brasil está em busca da melhor colocação possível.”

O Brasil está no grupo A, junto com o Chile, Canadá e Colômbia. O jogo de estreia será no sábado às 16h (horário de Brasília). Os países que estão no grupo B são Estados Unidos, Venezuela, Argentina e Equador. A competição acontecerá no Estádio Municipal General Rumiñahui, com capacidade para 7.500 pessoas, e se estenderá até o dia 3 de novembro.

O futebol de 7 pc não compõe o programa de provas dos Jogos Paralímpicos Tóquio 2020. No ano que vem, o Brasil defenderá o título de campeão parapan-americano, em Lima, no Peru.

Confira a lista dos 14 atletas brasileiros convocados e dos quatro membros da comissão técnica:

Bruno da Silva Ayva – CEMDEF (MS)
Dhiego Rezende Rodrigues – CEMDEF (MS)
Adriano Costa Martins – CEMDEF (MS)
João Batista Araújo – APBS (SP)
Lucas Henrique da Silva – ADMC Mogi
Ubirajara da Silva Magalhães – Vasco da Gama (RJ)
Evandro de Oliveira Gomes de Souza – Vasco da Gama (RJ)
Gilvano Diniz da Silva – Vasco da Gama (RJ)
Jeferson Aparecido Miranda Cardoso – CEPE (SC)
João Vitor Batista Cortês – CETEFE (DF)
José Carlos Monteiro Guimarães – AMAPED (RJ)
Jan Francisco Brito Costa – AMAPED (RJ)
Lucas Fernando dos Santos – APBS (SP)
Lucas Thiago Correa – APESBLU (SC)
Paulo Alberto Veiga Cabral – Técnico
Kleber Luiz Coutinho Silva – Auxiliar Técnico
Ygor Carrozzini Macedo de Mattos – Fisioterapeuta
Marcos dos Santos Ferreira – Estagiário
Dr. Breno Casari – Médico

*Com informações da Associação Nacional de Desporto para Deficientes (ANDE)

Fonte: cpb.org.br

Comitê da ONU sobre pessoas com deficiência publica nova orientação legal

Estudante com deficiência visual em uma universidade em Al-Fashir, Darfur do Norte, no Sudão. Foto: Hamid Abdulsalam/UNAMID
Estudante com deficiência visual em uma universidade em Al-Fashir, Darfur do Norte, no Sudão. Foto: Hamid Abdulsalam/UNAMID

Pessoas com deficiência e suas organizações representativas devem participar de processos públicos de tomada de decisões sobre seus próprios direitos humanos, afirmou o Comitê das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. O órgão publicou nova orientação legal sobre a Convenção sobre os Direitos de Pessoas com Deficiência.

“Nada sobre nós sem nós” tem sido há tempos um mote de movimentos de direitos para pessoas com deficiência. Em seu comentário geral, o Comitê destaca que, quando pessoas com deficiências são consultadas, isto leva a leis, políticas e programas que contribuem para sociedades e ambientes mais inclusivos.

Pessoas com deficiência e suas organizações representativas devem participar de processos públicos de tomada de decisões sobre seus próprios direitos humanos, afirmou neste mês o Comitê das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

O órgão publicou uma nova orientação legal sobre a Convenção sobre os Direitos de Pessoas com Deficiência.

A orientação, emitida em 3 de outubro como comentário geral n.º 7, sustenta o direito de todas as pessoas com deficiência participarem e serem envolvidas em todas as questões relacionadas a elas.

A orientação também esclarece as obrigações de Estados garantirem a participação de pessoas com deficiência, através de suas organizações representativas, na implementação e no monitoramento da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, em linha com artigos 4(3) e 33(3) deste tratado internacional.

O documento completo está disponível para leitura aqui em sua forma padrão e aqui em formato de leitura simplificada, ambos em inglês. O Comitê emite muitos de seus documentos em formato simplificado, os tornando acessíveis para pessoas com deficiência.

“Estados Parte da Convenção claramente precisam de orientação sobre como e por que participar com organizações de pessoas com deficiência de forma respeitosa e como iguais”, disse Stig Langvad, presidente do Grupo de Trabalho sobre o comentário geral. “Como uma pessoa com deficiência desde 1973, que está ativa em organizações e na vida pública, eu conheço o poder de pessoas com deficiência”, acrescentou.

“Nada sobre nós sem nós” tem sido há tempos um mote de movimentos de direitos para pessoas com deficiência. Em seu comentário geral, o Comitê destaca que, quando pessoas com deficiência são consultadas, isto leva a leis, políticas e programas que contribuem para sociedades e ambientes mais inclusivos.

O comentário geral busca ser uma ferramenta vantajosa para fornecer recomendações concretas sobre como se comprometer com consultas com pessoas com deficiência, por meio de suas organizações representativas.

Isto pode incluir desenvolvimento de informações acessíveis sobre processos de tomada de decisões, implementação de metodologias inclusivas e garantias de que organizações de pessoas com deficiência tenham acesso a financiamentos nacionais e internacionais para funcionamento, segundo o Comitê.

O comentário geral também define organizações de pessoas com deficiência e destaca que respeito aos direitos de pessoas com deficiência à liberdade de associação, assembleia pacífica e expressão é essencial para a participação e realização de consultas.



sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Universitários Suíços criam cadeira de rodas que sobe e desce escadas.

Chamado de “Scewo”, o protótipo está em uma campanha de financiamento colaborativo

scewo-cadeira-de-rodas-consegue-subir-e-descer-escadas (Foto: Divulgação)
Conheça Scewo, a cadeira de rodas elétrica que sobe escadas (Foto Divulgação)

Quatro estudantes universitários suíços desenvolveram uma cadeira de rodas elétrica que consegue subir e descer escadas de maneira independente. Chamada de Scewo, o protótipo está em ccampanha de financiamento colaborativo.

Os estudantes tinham como objetivo criar uma cadeira que permitisse “viver sem obstáculos”. Para isso, ela conta com largas faixas de borracha que fornecem segurança e conforto no momento da subida ou descida, além de uma base extralarga que a estabiliza mesmo em escadas em espiral.

Para controlar a cadeira, o usuário pode inclinar o corpo e usar o peso ou mexer no controle instalado na peça (como um joystick de vídeogame). A Scewo conta com três modos de condução diferentes: “seguro”, quando a pessoa está parada ou andando em linha reta; “elevado”, quando o usuário precisa alcançar objetos no alto; e “trilha”, que supera superfícies escorregadias e obstáculos que necessitam de maior tração.

Confira as fotos da cadeira:

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Scewo (Foto Divulgação)

scewo-cadeira-de-rodas-consegue-subir-e-descer-escadas (Foto: Divulgação)
Scewo (Foto Divulgação)

scewo-cadeira-de-rodas-consegue-subir-e-descer-escadas (Foto: Divulgação)
Scewo (Foto Divulgação)


scewo-cadeira-de-rodas-consegue-subir-e-descer-escadas (Foto: Divulgação)
Scewo (Foto Divulgação)

Fonte: revistacasaejardim.globo.com

Para garantir acessibilidade, designer mistura escadas e rampas

Talasi, como é chamado, é ideia da designer industrial sérvia Snežana Jeremić

Projeto mistura rampas e escadas (Foto: Reprodução/Behance)
O projeto garante acessibilidade para pessoas em cadeiras de rodas, ciclistas e pais com carrinhos de bebê (Foto Reprodução/Behance)

Pensando em encontrar soluções para os problemas de acessibilidade, um projeto inovador propõe uma resposta à questão: a combinação de escadas com rampas.

A autora da ideia é a designer industrial sérvia Snežana Jeremić, que nomeou o projeto de Talasi. Apesar de ainda não ter saído do papel, a ideia consiste em uma série de rampas pequenas misturadas a alguns degraus, facilitando a passagem de cadeiras de rodas e carrinhos de bebê.

Confira algumas representações do projeto nas imagens abaixo.


Projeto mistura rampas e escadas (Foto: Reprodução/Behance)
Uma série de rampas pequenas misturadas a alguns degraus (Foto Reprodução/Behance)


Projeto mistura rampas e escadas (Foto: Reprodução/Behance)
A ideia é da designer industrial sérvia Snežana Jeremić, batizado de Talasi (Foto Reprodução/Behance)

Crato: Parque Ecológico Estadual Sítio Fundão inaugura uma trilha acessível


por Antônio Rodrigues

Crato. Com área de 93,52 ha, o Parque Estadual Sítio Fundão está sendo pioneiro no projeto de acessibilidade em suas trilhas. A Unidade de Conservação (UC), que preserva sua mata nativa, representando os biomas da Caatinga e Cerrado, além de conter uma diversidade de animais silvestres dentro da área urbana do Município, agora quer ampliar os visitantes, oferecendo mais facilidade de locomoção e interação para pessoas com algum tipo de limitação motora ou condição especial. Por enquanto, são pouco mais de 250 metros de trecho adaptado, que ainda serão expandidos.

A ação "Trilha dos sentidos: acessibilidade e interação. Desafio sim, dificuldade não", realizada na manhã dessa sexta-feira (25), reuniu crianças cratenses de escolas públicas com necessidades especiais como cadeirantes, deficientes visuais, surdos e com mobilidade reduzida. O objetivo é que estas pessoas possam usufruir da natureza, bem como possibilitar que o Parque possa trabalhar a inclusão delas em ambientes naturais.

O Sítio Fundão preparou algumas instalações diferenciadas, como trilha com paletes de madeira, uma réplica do Rio Batateiras e percurso com cordas para cegos. A ação também contou com intérpretes de libras. Além disso, o aplicativo para celular Ecomapss, que funciona na UC fornecendo informações sobre a flora e bens históricos de lá, agora conta com plaquinhas em braile descrevendo o nome popular e o científico das plantas.

Segundo o professor João Abreu, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) de Crato, um dos desenvolvedores do aplicativo, a adaptação do aplicativo surgiu pela necessidade de passar mais informações do Parque para todas as pessoas. "Nós estamos ampliando o leque de pessoas. O papel dele se torna muito mais importante, pois pessoas que têm essa limitação vão poder ter a autodescrição pelo aplicativo", justifica.

Fontes: Diário do Nordeste - blogdocrato.blogspot.com

No RS, polícia investiga denúncia de bilhete discriminatório colocado em mochila de menina com síndrome de Down

Caso aconteceu em escola de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, e teria motivações políticas

Por Juliana Malacarne

                   Bilhete encontrado na mochila de Maria Eduarda, de acordo com a mãe Daniela Chaves (Foto: Arquivo pessoal)
Bilhete encontrado na mochila de Maria Eduarda, de acordo com a mãe Daniela Chaves (Foto: Arquivo pessoal)

A Polícia Civil de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, está investigando a origem de um bilhete com frases discriminatórias encontrado por Daniela Chaves, 43 anos, nesta quarta-feira (24), dentro da mochila escolar da filha Maria Eduarda, de 8 anos, que tem síndrome de Down. Na mensagem, escrita à mão, lê-se: “Negro na senzala. Gay no armário. Retardado na APAE. B17”.

De acordo com Daniela, na quarta-feira (24) pela manhã, ela estava arrumando a mochila da filha, que estuda no Instituto Educacional Metodista de Passo Fundo, quando encontrou o bilhete em meio aos livros da menina. “Na hora em que li a mensagem fiquei tão indignada que amassei o papel”, disse em entrevista à CRESCER. “Meu primeiro impulso foi jogar aquilo no lixo e deixar lá. Mas decidi que teria que me expor porque luto pela inclusão há muito tempo e um bilhete assim é de uma covardia imensa e um ataque que dói muito”.

                      O boletim de ocorrência do caso  (Foto: Reprodução)
                   O boletim de ocorrência do caso (Foto: Reprodução)

Às 14h23 da quarta, o pai de Maria Eduarda, Carlos Eduardo Nunes, foi até a Delegacia e registrou boletim de ocorrência para que o caso fosse investigado. A escola também foi informada no mesmo dia. A mãe afirma não acreditar que a mensagem tenha sido deixada por uma criança. “A Maria Eduarda tem um relacionamento excelente com os colegas, sempre é convidada para as festinhas de aniversário e passeios. Ela é muito envolvida na comunidade escolar, participa das aulas de teatro e dança e nos três anos que frequenta essa escola nunca sofremos preconceito nenhum. Os professores também fazem um trabalho de inclusão muito legal em que cada dia um colega da turma fica ao lado dela e de uma outra aluna autista para ajudar nas tarefas. As crianças adoram e a única discussão que dá é porque todos querem ser ajudantes”, conta.

Ela ressalta também que a letra utilizada no bilhete não parece ser infantil, já que a maioria das crianças da turma ainda escreve com letra de forma. A hipótese que lhe parece mais plausível é que alguém tenha colocado o bilhete na mochila da menina depois do fim da aula do período vespertino da terça (23), enquanto as crianças brincavam esperando pelos pais, e as mochilas ficavam, como de costume, em um local separado no pátio. No horário em que Maria Eduarda estuda, todos os alunos frequentam até o quinto ano do ensino fundamental, ou seja, têm no máximo por volta de 10 anos.

                     Maria Eduarda e os pais Daniela e Carlos Eduardo (Foto: Arquivo pessoal)
                  Maria Eduarda e os pais Daniela e Carlos Eduardo (Foto: Arquivo pessoal)

Ainda na quarta (24), os dirigentes da escola enviaram aos pais dos alunos uma nota comunicando o ocorrido e afirmando se tratar de “uma manifestação de uma posição totalmente contrária as regras de convivência e normas da Escola”. Em entrevista à CRESCER, o diretor da instituição, Rubens Silva, se disse profundamente chateado e preocupado com o ocorrido. “A postura da escola é veementemente contra esse tipo de situação. Somos pautados nos princípios éticos e cristãos e valores ensinados por Jesus Cristo e contra qualquer tipo de discriminação. Sou negro e a primeira frase do bilhete me atinge diretamente. Nos meus dois anos e meio como diretor dessa instituição e 25 anos de magistério, nunca tinha passado por algo parecido. Estamos abertos para conversar sobre pontos de vistas diferentes, mas jamais toleraremos o uso desse tipo de expediente criminoso e covarde”.

Além de entrevistas com pais e funcionários, a escola está buscando as imagens das câmeras de segurança para tentar identificar o momento em que o bilhete foi colocado na mochila da garota e quem é o responsável. O Instituto Educacional Metodista de Passo Fundo afirma estar também buscando melhorias em seu sistema de assessoramento e acrescentando nas atividades escolares do ano que vem palestras com os pais dos alunos sobre inclusão.

Tanto para Daniela quanto para o diretor Rubens, a mensagem tem claro cunho político por causa da assinatura usada no fim do bilhete, “B17”, uma referência a letra inicial do nome e ao número do candidato à presidência Jair Bolsonaro. 

“O preconceito não nasceu agora, mas parece que tem pessoas se sentindo no direito de expor ideias preconceituosas pelo momento que estamos vivendo”, afirma Daniela. “Desde que compartilhei essa história nas redes sociais, sofro ataques de pessoas que me acusam de ter forjado o bilhete e até ameaçam boicotar meu trabalho como veterinária. Gostaria que tivessem mais empatia e não deixassem que o ódio cego nos dividisse. Para quem tem preconceito com deficientes, só quero que saibam que se tivessem um terço do amor que eles têm para dar, o mundo seria um lugar muito melhor”.

Daniela ainda não conversou com Maria Eduarda sobre o bilhete, mas a menina já recebe o apoio dos amigos na escola. “Eles a abraçam e dizem que não vão deixar que nada de ruim aconteça com ela”, conta Daniela. Ela ainda espera o melhor momento para contar à filha o que está acontecendo.

                Nota enviada aos pais pela escola (Foto: Arquivo pessoal)
              Nota enviada aos pais pela escola (Foto: Arquivo pessoal)

CPB anuncia 300 bolsas para graduação no lançamento do programa Atleta Cidadão

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Texto do Comitê Paralímpico Brasileiro

O Comitê Paralímpico Brasileiro lançou no dia 16 de outubro o programa “Atleta Cidadão”. Em evento realizado no CT Paralímpico, em São Paulo, o CPB ainda anunciou que haverá a distribuição de 300 bolsas de estudos integrais para cursos de ensino superior para atletas e ex-atletas, no formato à distância (EaD). A iniciativa foi viabilizada por meio de parceria com o Grupo Estácio - que abrange diversas instituições de ensino no Brasil. Os atletas interessados no programa podem acessar maiores informações no Edital do Projeto.

Link do edital: https://bit.ly/2Pm58Al

O Programa "Atleta Cidadão" tem como objetivo estimular o desenvolvimento pleno da cidadania dos atletas em todas as fases da carreira (iniciação, alto rendimento e pós-carreira) por meio da capacitação e orientação profissional. Para viabilizá-lo, o CPB estabeleceu parcerias com entidades especializadas. Atualmente, o Comitê trabalha em conjunto com a Estácio, o Ernest Young Institute, a EF English Live, a Lee Hatch Harrison e a Adecco. Mais dois parceiros juntaram-se ao programa: o Centro de Tecnologia e Inovação e a ASBZ Advogados.

"O processo de formação de uma pessoa é complexo. A transição de uma carreira, na verdade, precisa ter início o mais rapidamente possível. Com este propósito, definimos em 2017 que criaríamos um programa que atendesse ao atleta desde o início até o fim de sua trajetória. Hoje, temos a oportunidade de efetivamente lançarmos o Atleta Cidadão, que é sequência do Transição de Carreiras. Este programa significa um passo adiante", disse Mizael Conrado, ex-atleta do futebol de 5 e presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro.

A apresentação contou com a presença dos medalhistas paralímpicos Antônio Delfino, ouro nos 200m e 400m T46 (amputados de braço) em Atenas 2004 e prata nos 400m em Sydney 2000, e Adria Jesus, bronze no vôlei sentado feminino no Rio 2016. Os dois são os primeiros atletas a concluírem o ensino superior por meio da iniciativa do CPB.

Além deles, estiveram presentes Ivaldo Brandão, vice-presidente do CPB, Linamara Rizzo Battistella, secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Cid Torquato, secretário Municipal da Pessoa com Deficiência, Silvio Soares dos Santos, diretor-geral da Fundação Uberlandense do Turismo, Esporte e Lazer, Simone Rocha, presidente do Conselho de Atletas do CPB, e de Pílade Moreira de Moraes, diretor de parcerias estratégicas do Grupo Estácio, e presidentes de confederações esportivas paralímpicas.

"O CPB está olhando o atleta em sua mais profunda expressão como pessoa. Temos recebido todo o apoio no esporte e agora teremos o direcionamento e cuidado no nosso desenvolvimento, no nosso intelecto e no preparo para o mercado de trabalho. O Comitê Paralímpico exerce muito bem a sua função social", disse Simone Rocha.

"Os atletas com deficiência precisam ser valorizados em todos os seus aspectos. O esporte é mobilizador e traz uma felicidade imensa a quem faz e assiste, mas precisamos ir além das potencialidades visíveis. Precisamos encontrar o cognitivo e fazer com que cada atleta seja um cidadão pleno. Por isso, esse programa é de relevância imensa", completou Linamara Rizzo Battisttella.

O Atleta Cidadão visa aperfeiçoar o antigo projeto “Transição de Carreiras”. Criado em setembro de 2015, o “Transição” atendeu cerca de 250 atletas em sua fase final de trajetória. A ideia, no momento, é fazer a mentoria enquanto os esportistas ainda estão na ativa. Os esportistas recebem suporte por meio de cursos de graduação, idiomas e programas de mentoria e coaching.

Mariana Erthal Nunes Ramos
Secretaria Geral | General Secretariat
Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais | Brazilian Confederation of Sports for the Visually Impaired
Rua do Orfanato, nº 760 - sala 72, Vila Prudente/SP - CEP:03.131-010 - Brasil
Tel.: +55 11 2548-0463

Fonte: CBDV por e-mail