domingo, 11 de novembro de 2018

Conheça personagens que insistiram na formação do ensino superior no Sul do Estado - Veja o vídeo.

'Plugue' conheceu Mariana, que concilia maternidade e graduação e Flávia, a única universitária down do estado do Rio de Janeiro

Mariana continuou nas aulas da faculdade até o fim da gestação de Alice — Foto: Reprodução/ Plugue
Mariana continuou nas aulas da faculdade até o fim da gestação de Alice — Foto: Reprodução/ Plugue

Para garantir uma boa educação, tem muita gente por aí que se desdobra para isso. Aqui, na região, não é diferente. O Plugue deste sábado (10) conversou com jovens que fazem de tudo para não desistir da formação.

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Uma destas pessoas é a Mariana Reis. Ela, que foi mãe ao sair do ensino médio, contou das dificuldades de conciliar a maternidade com o ínicio de faculdade, mas afirma que, apesar de tudo, não desistiu em nenhum momento.

Diana Sabadini conversou com a jovem, que disse que o apoio da família, amigos e professores foi fundamental para seguir com os estudos e frequentar as aulas até o fim da gravidez.

'Tudo é difícil, mas nada é impossível' - Mariana Reis

Flávia Oliveira contou que gosta de estudar desde criança — Foto: Reprodução/ Plugue
Flávia Oliveira contou que gosta de estudar desde criança — Foto: Reprodução/ Plugue

Já a professora de matemática, Edméa Maria, conversou com o Rovany Araújo sobre os empecilhos de colocar sua filha Flávia Oliveira na escola e, depois, no ensino superior. Flávia, que é down, se deparou, junto com sua mãe, com a falta de preparo de algumas instituições para iniciar os estudos.

Mas, depois de algumas buscas, a quarta escola que Edméa visitou abriu as portas para a Flávia, ainda na educação infantil. Quando chegou na faculdade, ela teve que se matricular junto com sua filha, pois, na época, não existia lei para garantir ensino superior.

Agora, Flávia já segue sozinha graças a um projeto de lei que segura esta possibilidade e, com isso, ela já está na reta final da graduação, sendo a única universitária do estado com down e, ainda, com convite de uma unviersidade federal, para iniciar o mestrado!

Candidata de 65 anos presta Enem desde a 1ª edição, em 1998, para 'manter a cabeça funcionando' - Veja o vídeo

Lúcia Helena parou de trabalhar para se dedicar exclusivamente a uma de suas filhas, que tem autismo. Ela sonha cursar biomedicina em 2019.

Por Luiza Tenente, G1

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Lúcia Helena fez todas as provas do Enem desde 1998

Lúcia Helena, de 65 anos, presta o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) desde a primeira edição, em 1998 - só deixou de fazer a prova em um ano, por problemas pessoais. Ler todas as perguntas e resolvê-las foi a forma que ela encontrou de "manter a cabeça funcionando”, de "lembrar as fórmulas matemáticas" e de "não esquecer as normas gramaticais".

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Desde que uma de suas filhas, Érica, foi diagnosticada com autismo, Lúcia parou de trabalhar como auxiliar de enfermagem e passou a se dedicar integralmente à menina. Fazer o Enem a cada ano é o único momento em que ela pode pensar somente nela. O restante de sua vida é inteiramente voltado para cuidar da família. Durante as mais de 5 horas de exame, Lúcia senta na cadeira, separa suas canetas e, naquele intervalo, sonha que é aluna de alguma instituição de ensino.

                                Lúcia Helena segura uma prova do Enem ao lado de uma das filhas, Heloísa. — Foto: Arquivo pessoal
Lúcia Helena segura uma prova do Enem ao lado de uma das filhas, Heloísa. — Foto: Arquivo pessoal

“Gosto de ler e de estudar, não posso ficar parada. Parei os estudos para me dedicar ao meu sol, que é minha filha Érica. Sou baixinha, mas quero estar ao redor, para proteger, sabe? Ser uma supermãe”, diz.

“Como fico cuidando dela, não consigo fazer uma faculdade. Mas não abro mão do Enem. É tão maravilhoso, fico até o último minuto para sair com o caderno de questões”
— Lúcia Helena

Outra filha de Lúcia - Heloísa Raquel, de 25 anos - acredita que o Enem seja a ponte que Lúcia estabelece com a realidade fora do lar. “Ela vive em função da Érica há quase 30 anos, porque o autismo dela é severo. Precisa ajudar a tomar banho, a evitar que ela se machuque. O único momento do ano em que minha mãe consegue deixar minha irmã é o do Enem”, conta. “É o que faz com que ela se sinta parte da sociedade.”

Depois que a Érica, hoje com 30 anos, iniciou um tratamento em uma instituição especializada, seu quadro melhorou - passou a ficar mais calma e a aceitar a companhia de outras pessoas. Para alguém com autismo, a interação social é justamente uma das principais dificuldades. Diante disso, as outras três filhas de Lúcia podem se revezar como acompanhantes da irmã.

Desde então, a família concentra-se em um objetivo: insistir para que a mãe, em 2019, realize o sonho de cursar biomedicina.

"Já pensou, estudar sobre as vacinas? Estudar com esses livros todos? Minha nossa, não consigo nem imaginar. Seria maravilhoso", diz Lúcia.

Lúcia Helena presta o Enem para se sentir mais viva. — Foto: Arquivo pessoal
Lúcia Helena presta o Enem para se sentir mais viva. — Foto: Arquivo pessoal

Inspiração

Lúcia teve cinco filhos. Um deles faleceu há dois anos, em um atropelamento. “Fiz o primeiro Enem porque queria que ele tivesse um exemplo. Ele estava quase terminando a faculdade de direito, mas partiu. Os livros dele ficaram – e adoro ficar lendo tudo”, diz.

Heloísa Raquel conta que o fato de a mãe sempre fazer o Enem foi, de fato, um estímulo para que a família sempre estudasse. “É a nossa inspiração. Ela se prepara para o exame como se fosse a primeira vez. Estuda até 1h da manhã e tem aulas de espanhol com a minha outra irmã. Diz que está revisando para a prova”, explica.

Para compartilhar com outras pessoas o orgulho que sente da mãe, Heloísa postou no Facebook um texto sobre Lúcia, que recebeu cerca de 10 mil curtidas. 

"Vários comentários eram de pessoas de 30 ou 40 anos que dizem ficar envergonhadas de tentar fazer uma faculdade nessa fase da vida. Minha mãe inspirou muita gente", diz Heloísa.

                             Post no Facebook conta a história de Lúcia Helena, de 65 anos. — Foto: Reprodução/Facebook
Post no Facebook conta a história de Lúcia Helena, de 65 anos. — Foto: Reprodução/Facebook

‘Amei essa prova’

Existe um ritual no dia do exame – Lúcia precisa comprar pelo menos cinco canetas pretas, para não correr o risco de alguma falhar. Leva chocolates e balas, mas não come nenhum deles durante a prova, porque teme uma dor de barriga.

No último domingo (4), foi fazer a prova com a ansiedade que a acompanha desde 1998. “As perguntas estavam maravilhosas. Achei o tema da redação difícil, mas amei as questões. Tinha uma sobre os gays e adorei isso. Gostei da do Henfil também. Falava sobre a ditadura e eu vivi isso, me lembro do Brasil naquela época”, diz Lúcia.

"Eu tenho uns sonhos às vezes, sabe? Que minha filha vá se curar. Se isso acontecer, quem sabe eu faça faculdade um dia. Por enquanto, vou prestando o Enem e tentando fazer um vestibular escondida. Estar na sala de aula por algumas horas faz com que eu me sinta revigorada”.

Fonte: g1.globo.com

Garoto de 10 anos com paralisia cerebral realiza sonho de conhecer o ídolo Lewis Hamilton - Veja o vídeo

Carlos Eduardo é fanático pelo pentacampeão mundial da Fórmula 1. Nesta sexta-feira, ele foi recebido pelo piloto inglês nos boxes da Mercedes: "Um sonho realizado!"

Por Daniel Fideli, Marcel Merguizo e Renato Peters — São Paulo, SP

Foto: Andreia Campos
Garoto de 10 anos com paralisia cerebral realiza sonho de conhecer o ídolo Lewis Hamilton
Lewis Hamilton realiza sonho de menino de 10 anos com paralisia nas pernas

“Still I Rise”, em português “ainda sim eu me levanto”. É essa a frase que Lewis Hamilton carrega tatuada em sua pele, nas costas que muito já suportaram o peso de ser uma exceção a regra. Pentacampeão mundial, Hamilton foi o primeiro negro a competir na Fórmula 1, superando preconceitos, inspirando, mas nunca esquecendo de quem também o inspirou. Se Lewis não nega ser fã incondicional de Ayrton Senna, o garoto Carlos Eduardo também não faz discrição ao falar do amor que sente pelo piloto britânico.

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Natural de São Paulo, o “Cadu”, de apenas 10 anos de idade, nasceu com uma doença chamada leucomalacia, um tipo de paralisia cerebral. Isso fez com que o garoto tivesse os membros inferiores paralisados. Da dificuldade para desenvolver atividades físicas, Carlos Eduardo criou um interesse forte pela televisão, seu principal passatempo, enquanto não podia se divertir com os amigos na rua. Foi através desse hábito, de horas em frente à telinha, que Cadu descobriu um novo herói, e ao invés de capa ou máscara, este usava um macacão prateado.

- Ele me inspira a cada dia, a cada corrida, a cada GP que ele vence. Eu fico impressionado - diz o garoto.

A história do Carlos Eduardo se mistura com a do próprio Hamilton. Nicolas, irmão do pentacampeão, é portador de diplegia espástica, uma forma de paralisia cerebral de condição neuromuscular. Os principais sintomas são aumento do tônus e redução da capacidade de estiramento muscular nos membros inferiores, como perna, quadris e pélvis, o que provoca rigidez e dificulta a movimentação. Lewis sempre fez questão de ressaltar como a resiliência do irmão o inspirou na carreira.

- Ontem à noite eu vi esse garotinho fora da minha garagem e o convidei para conhecê-lo. Ele tem paralisia cerebral, algo que vi em meu irmão enquanto crescia. Eu não acredito ter ganhado um abraço tão forte de alguém em toda a minha vida. Fez o meu dia conhecê-lo. São tantas pessoas incríveis por aí lutando suas próprias batalhas, de uma forma ou de outra. Continuem lutando, continuem acreditando em vocês mesmos e acreditando que vocês melhorarão. Enviando energia positiva a vocês - postou o pentacampeão no Instagram.

Cadu encontra Lewis Hamilton — Foto: Reprodução
Cadu encontra Lewis Hamilton — Foto: Reprodução

Nesta sexta-feira, em Interlagos, o piloto viu em Cadu o resultado da inspiração que ele próprio proporcionou.

- Quando entrei (no box) e vi o Hamilton, não aguentei, chorei. Abracei ele um monte de vezes. Ele me disse que ia me levar para ver o carro dele.

Lewis com Nicolas, em 2012 — Foto: Getty Images
Lewis com Nicolas, em 2012 — Foto: Getty Images

Com mais dois filhos para criar, Andreia, mãe de Cadu se desdobra para minimizar as perdas e impedimentos que resultam de uma deficiência física. Foi dela que partiu a ideia para tentar levar o filho até o autódromo de Interlagos, com o objetivo de que ele conhecesse o ídolo. A mãe conta que o garoto é fanático por esportes, corintiano, assiste a todos os jogos do time paulista, mas o grande sonho era conseguir chegar perto do pentacampeão da Fórmula 1. Andreia ressalta o tamanho da importância que o esporte teve na vida de Carlos Eduardo.

- Nós, como pais, nem sabíamos do amor dele pelo Hamilton. Ele fala que gosta de vê-lo correr, se identifica. O esporte é um grande remédio para o Cadu, porque a vida dele é muito limitada, não é uma criança que pode ir para a rua brincar com os amigos. Ele tem os amigos da escola, que vêm em casa jogar videogame e ver televisão. O esporte dá motivação para ele, ali ele consegue ver que pessoas especiais também conseguem atingir seus objetivos.

Cadu à espera do ídolo — Foto: Marcel Merguizo
Cadu à espera do ídolo — Foto: Marcel Merguizo

O próximo passo na recuperação de Cadu será uma cirurgia programada para o mês de janeiro do próximo ano. Ele terá que operar o quadril, o fêmur e os pés, para que no futuro possa ganhar maior sustentação nas pernas. Segundo Andreia, o período de recuperação da cirurgia será de seis meses a um ano, e, apesar dos percalços que envolvem uma operação dessa complexidade, ela diz que o filho está "dando graças a Deus" por estar em casa por tanto tempo e poder assistir as corridas de Hamilton pela televisão.

- Me inspiro no Hamilton e no irmão dele. Acho que a cirurgia vai ser boa para mim, vai me ajudar a andar melhor - finaliza, tímido, mas sorridente.

                                          Horário - GP do Brasil - F1 — Foto: Editoria de arte


Bebê que nunca saiu do hospital completa 1 ano internado: 'Difícil'

Luan Henrique nasceu prematuro, em 2017, e tem paralisia cerebral. Aparelho de respiração mecânica custa R$ 35 mil e a família não tem condições de comprá-lo.

Por Mariane Rossi, G1 Santos

Luan está internado no Hospital Guilherme Álvaro, em Santos, há um ano — Foto: Amanda Carvalho/Arquivo Pessoal
Luan está internado no Hospital Guilherme Álvaro, em Santos, há um ano — Foto: Amanda Carvalho/Arquivo Pessoal

Internado desde o dia em que nasceu, o pequeno Luan Henrique dos Santos nunca saiu do hospital Guilherme Álvaro, em Santos, no litoral de São Paulo. Ele é portador de paralisia cerebral e, para viver com a família em casa, precisa de um aparelho de ventilação mecânica que custa em torno de R$ 35 mil. A família, que não tem condições de comprá-lo, já entrou com um pedido na Defensoria Pública, mas não sabe quando Luan poderá ir para casa pela primeira vez.

Luan nasceu de 33 semanas em um parto normal. Ele ficou entubado na UTI Neonatal por quatro meses. Depois, passou por uma traqueostomia e uma gastrotomia, para respirar e se alimentar por meio de aparelhos. “Ele nasceu com falta de oxigenação no cérebro, que evoluiu para uma paralisia cerebral. A paralisia descobrimos somente quando ele fez a tomografia, porque ele não ficou com os bracinhos ou perninhas tortas”, explica a mãe de Luan, Amanda Costa, de 19 anos.

O menino foi transferido para a UTI Pediátrica e, desde então, vive no Hospital Guilherme Álvaro, sob o cuidado de médicos e enfermeiras. Segundo Amanda, Luan já teve alta médica, mas não pode ir para casa porque necessita do aparelho para respirar. “Ele está bem, mas precisa porque não consegue respirar porque não tem força no músculo. Já fizemos exames e não mostrou nada, não sabemos porque ele é assim. Tem outro amiguinho dele, também com paralisia, mas que consegue respirar sozinho. O aparelho para o tamanho dele custa R$ 35 mil”, diz a mãe.

O pai William dos Santos trabalha de auxiliar de serviços gerais e ganha um salário mínimo. Enquanto isso, Amanda vive, de segunda a sexta-feira, no hospital junto com o filho. Aos fins de semana, William é quem cuida do menino. A renda mensal da família é utilizada para pagar as contas, e não é o bastante para a compra do aparelho de respiração que Luan precisa para viver.

                   Festa de 1 ano de Luan, dentro do Hospital Guilherme Álvaro — Foto: Amanda Carvalho/Arquivo Pessoal
Festa de 1 ano de Luan, dentro do Hospital Guilherme Álvaro — Foto: Amanda Carvalho/Arquivo Pessoal

Funcionários e médicos, que conhecem a história do menino se sensibilizaram. Neste mês, Luan completou um ano de vida, dentro do hospital. Ele ganhou uma festa surpresa. “As enfermeiras que fizeram uma festinha para ele. Foi no quarto, elas fizeram um bolinho. Ele entende e adorou”, conta Amanda.

A festinha ocorreu alguns dias após o nascimento do segundo filho de Amanda. Samuel também nasceu com paralisia como o irmão, ficou internado mas morreu no hospital. Após os dias de luto, hoje, a jovem só deseja cuidar de Luan no conforto de casa.

Para isso, ela recorre a todos os meios para comprar o aparelho de respiração. A família está fazendo uma campanha na internet para arrecadar dinheiro. Amanda diz que outra alternativa seria entrar com uma ordem judicial, mas não pode aguardar o tempo da Justiça. “Estamos nessa rotina de hospital há um ano. Não dá certo. Na UTI, ele corre o risco de pegar alguma doença. Uma mãe ficar um dia no hospital já é difícil., Imagina um ano”, finaliza.

O G1 entrou em contato com o Governo do Estado para falar sobre o caso de Luan mas, até a publicação desta reportagem, na manhã deste domingo (11), não houve retorno.

                 Luan está internado no Hospital Guilherme Álvaro, em Santos, há um ano — Foto: Amanda Carvalho/Arquivo Pessoal
Luan está internado no Hospital Guilherme Álvaro, em Santos, há um ano — Foto: Amanda Carvalho/Arquivo Pessoal

Fonte: g1.globo.com

Príncipe de Mônaco arremata camisa de Neymar e faz doação a fundação beneficente

Andrea Casiraghi compra uniforme usando por astro do PSG, com a grife de Michael Jordan, por € 16 mil e repassa fundos para fundação de apoio a pesquisas sobre paralisia cerebral

Por GloboEsporte.com — Rio de Janeiro

                       Camisa de Neymar foi arrematada por príncipe de Mônaco — Foto: Reprodução
               Camisa de Neymar foi arrematada por príncipe de Mônaco — Foto: Reprodução

Andrea Casiraghi, um dos príncipes de Mônaco, realizou a "compra" de uma camisa usada por Neymar e, de quebra, teve um gesto solidário. O neto do príncipe Rainier III e da atriz Grace Kelly arrematou uma peça utilizada pelo astro do PSG, com a grife de Michael Jordan, por € 16 mil.

Os fundos foram repassados para uma fundação de apoio a pesquisas sobre paralisia cerebral, que tem sede na França e foi criada em 2006, passando a ser chamada de Fundação Paralisia Cerebral dez anos depois.

A camisa arrematada por Andrea Casiraghi faz parte da linha de uniformes lançada pelo PSG para a disputa da Liga dos Campeões nesta temporada, que leva a marca do ex-jogador de basquete Michael Jordan.



"Teleton 2018" bate a meta com Silvio Santos apressado

Maratona ultrapassou os R$ 32 milhões

Lourival Ribeiro/ SBT
Silvio Santos no Teleton 2018

Por: Thiago Forato

Terminou na madrugada deste domingo (11) a 21ª edição do "Teleton". A meta, a princípio ousada, de R$ 30 milhões, foi batida à 0h13.

Com um cheque de R$ 4,5 milhões, o Banco do Brasil fez os números saltarem e a maratona beneficiente, que ocupou mais de 24 horas na programação do SBT, teve mais um final feliz com mais de R$ 32 milhões arrecadados para a AACD.

Não se pode negar que o "Teleton" teve mais uma edição viva e vibrante, com musicais, números de mágica, até casamento no palco pela primeira vez na história e um Silvio Santos afiado.

Ainda que esta edição tenha reunido todos esses predicados, ainda faz falta o que era realizado em suas primeiras edições: especiais. Quem não se lembra do "Show do Milhão", "Show de Talentos", "Gol Show"', "Curtindo uma Viagem"? Desde 2005, quando Silvio levou ao ar o "Family Feud" e "Roda a Roda", nenhuma atração mais teve ganhou edições especiais. E lá se vão 13 anos.

Pela primeira vez após cinco anos, todas as grandes emissoras participaram do evento com algum nome, com destaque para Henri Castelli. Sua participação rendeu ao lado de Rebeca Abravanel, a filha número cinco de Silvio Santos. Eliana e até a própria Patrícia fizeram coro de que eles formavam um bonito casal e entraram na brincadeira, levando a internet e o público à loucura com a possibilidade.

A abertura, que desta vez teve Ivete Sangalo, foi um dos pontos altos do programa. A baiana esteve por lá até depois da uma da manhã, proporcionando excelentes momentos com direito até a elogio de um dos pijamas usados por Silvio Santos.

No período da tarde, Raul Gil foi um ponto não tão alto assim. Poderia ter até havido uma tensão quando ele passou a elogiar o presidente eleito, Jair Bolsonaro, e Maisa Silva não disfarçou seu desconforto e fez uma rápida troca de de assunto, pedindo para que a empresa presente mostrasse logo o cheque.

Silvio Santos, como era de se esperar, distribuiu patadas. A principal vítima talvez tenha sido Patrícia. "Você pode fazer o favor de voltar ao seu lugar", disse o dono do SBT para a filha número quatro depois de ela sair do local demarcado por ele, em um bingo criado para esta edição, onde o telespectador podia se cadastrar pela internet e participar.

A pressa de Silvio também era evidente. Se em outros tempos o "Teleton" adentrava a madrugada, terminando às 2h, ele já foi logo avisando que hoje terminaria à meia-noite, como no ano passado. Em 2017, contudo, havia a desculpa da exibição do primeiro episódio de "Stranger Things", num acordo inédito com a Netflix. Desta vez, nem isso.

Com a tropa do cheque com importâncias mais magras devido a crise, Silvio Santos tratou de dispensá-los o mais rápido que pode.

Se em outros tempos o encerramento era o momento mais aguardado, quando ele se juntava a Hebe Camargo, o mesmo não se pode dizer agora. Embora ainda esteja em plena forma, sua inquietação é flagrante aos olhos de quem assiste, criando situações por vezes desnecessárias e até alguns constrangimentos, como a vivida por Claudia Leitte, que ficou visivelmente sem graça com os comentários sobre sua roupa sensual.

No mais, o "Teleton" mais uma vez merece palmas, pela nobre causa engajando todos os canais e, principalmente, o público.

O testemunho de uma mãe cuidadora de um filho com deficiência (Em Portugal)

A televisão fala do assunto. O Presidente fala, falam alguns cuidadores sobre o seu dia-a-dia.

Ivone Marranita


Mas passando o 5 de novembro, mais ninguém aborda o assunto.

Que assunto é este? Este é o assunto que é também uma história de vida: aquela que leva mães e pais a deixarem uma carreira para se dedicarem exclusivamente ao seu filho, marido, pais, ao familiar que tem dificuldades várias e necessita de ajuda constante.

Deixo o meu testemunho pessoal:

Tenho 65 anos e um filho com uma doença neuromuscular, genética, nasceu com ele, mais especificamente uma Atrofia Muscular/Espinal Progressiva.

Logo nos primeiros anos de vida, o meu Tozé não se deslocava normalmente como as outras crianças, precisando logo aos 5 anos de aparelhos de marcha. No infantário, na primária, tinha de subir com ele ao colo para a sala dele. Quando passou para o secundário, teve de começar a usar uma cadeira de rodas, porque já não tinha força para andar.

Terminada a secundária, era altura natural de ir para a faculdade, tal como os outros jovens. E agora? A 20km da faculdade, onde também andava o irmão, não perdi tempo a pensar muito: voltei a pegar no volante, numa carrinha onde a cadeira de rodas coubesse, e fazíamos este percurso de ida e volta, diariamente, 5 dias por semana, durante 6 anos.

Este era o meu “emprego”.

Levantá-lo cedo da cama, vesti-lo, dar-lhe banho, fazer a higiene pessoal, alimentá-lo, cuidar-lhe das mazelas de andar todo o dia na cadeira de rodas; durante a noite, levantar-me para o ajudar a virar-se na cama, duas a três vezes por noite, para evitar problemas como escaras e dores musculares.

Dar-lhe um jeito ao casaco, puxá-lo na cadeira para outra posição, penteá-lo, fazer-lhe a barba, subir a almofada, cruzar-lhe a perna… pensem em tudo o que conseguem fazer, a maioria tinha de ser ajudado por mim.

O Tozé terminou a faculdade há 18 anos, teve a sorte de ser convidado para um emprego onde ainda está até hoje. Tem um salário, paga impostos, desconta como qualquer outro trabalhador, é um jovem adulto com 40 anos.

Porém, todas as pequenas tarefas já faladas: deitar, vestir, banho, barba, calçar, etc, etc, etc… não terminam. Nunca terminarão. E faço questão que ele esteja sempre no seu melhor, sempre apresentável, sempre como ele gosta de estar e parecer. Enquanto eu e o pai tivermos força, vai ser sempre assim.

E eu, agora com 65 anos? Sempre no desemprego, durante estes 40 anos? Onde está a minha reforma, como poderia eu descontar se não tinha remuneração?

Podia ter deixado o meu filho em casa, com um subsídio (miserável) de apoio para pessoas com deficiência, mas não quis. E ao fazer isso, ao ajudá-lo a ter uma vida digna, poupei ao estado 40 anos de subsídios. E quase metade desse tempo, foi ele a descontar para o estado com os seus impostos.

Não me arrependo de nada, faria tudo de novo.

Mas não posso aceitar que só hoje, neste dia, se fale neste assunto. Nestas vidas. Numa mãe com um filho com 95% de incapacidade, que o apoiou de modo a conseguir ser Engenheiro informático, licenciado em História, pós-graduado, mestrando, a trabalhar há 17 anos.

É altura de se levar este assunto a discussão na Assembleia da República, por mim e por todos os milhares de cuidadores na mesma e em mais complicada situação que eu.

Fontes: Noticias da Trofa - tetraplegicos.blogspot.com