sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

ADOLESCENTE COM SÍNDROME DE DOWN SE TORNA INFLUENCIADORA E MODELO DE SUCESSO COM 15 ANOS DE IDADE

A brasileira Georgia Furlan trabalha para cinco agências de modelos e viu sua fama chegar ao exterior

Georgia Furlan, 15 anos, superou dificuldades para se tornar modelo e influenciadora nas redes sociais (Foto: Instagram)
Georgia Furlan, 15 anos, superou dificuldades para se tornar modelo e influenciadora nas redes sociais (Foto: Instagram)

Por Redação

Você conhece Georgia Furlan Traebert? Trata-se de uma modelo adolescente brasileira que já acumula legiões de fãs nas redes sociais e ganhou status de influenciadora. Tudo isso tendo Síndrome de Down, tendo passado por um grave problema de saúde na infância e superando preconceitos.

Com apenas 15 anos de idade, a catarinense já fez trabalhos para importantes marcas de roupas e joias, e ajuda a mostrar que pessoas com Down são tão capazes de chegar ao sucesso quanto outras.

O sucesso começou há cerca de três anos quando a mãe de Georgia, Rubia Traebert, postou no Facebook algumas fotos junto filha com mensagens motivacionais. As imagens viralizaram e a família e Georgia concordaram em apostar que ela poderia se tornar uma influenciadora nas redes.

Isso depois de algumas dificuldades: Georgia foi diagnosticada ainda bebê com uma rara doença cardíaca e passou por uma delicada cirurgia com apenas cinco meses de idade. Mais tarde, teve de trocar de escola diversas vezes pelas dificuldades de socialização com outras crianças.

A resposta da mãe aos obstáculos foi incentivar a garota a desenvolver talentos que a ajudassem a ganhar autoestima e confiança. “Dançamos, cantamos e brincamos muito em casa”, conta Rubia, em entrevista ao jornal inglês The Sun – uma das várias que ela e Georgia deram depois que o sucesso se tornou internacional.

Esta foto de Georgia teve mais de 8 mil curtidas no Instagram - e outras recebem ainda mais (Foto: Instagram)
Esta foto de Georgia teve mais de 8 mil curtidas no Instagram - e outras recebem ainda mais (Foto: Instagram)

Hoje, a adolescente pode comemorar por trabalhar como modelo fotográfica para cinco diferentes agências, e ser convidada para parcerias e posts pagos nas redes sociais. As marcas Gang, de vestuário, e Andrea Conti, de joias de alto padrão, foram algumas das marcas que já contrataram seus serviços. Seu perfil no Instagram tem mais de 65 mil seguidores.

Hoje, conta a mãe, Georgia já é referência para garotas mais novas que também querem atuar na mesma área. E ela traça planos futuros: se firmar como atriz e cantora. “Estamos investindo em aulas de atuação e canto. Quem sabe? Digo para ele nunca desistir de que nada é impossível”, aposta Rubia, que mora com a filha em Curitiba.




Aluno cego e cadeirante vira exemplo ao se tornar o 1º mestre com deficiências múltiplas no N-NE


O primeiro mestre em Ciência da Informação com múltiplas deficiências do Norte e Nordeste do País é o bibliotecário Igor Peixoto Torres Girão, que tem múltiplas deficiências, e é aluno da Universidade Federal do Ceará (UFC). 

Por isso, foi homenageado com o troféu Waldo Pessoal, concedido pelo Instituto dos Cegos do Ceará às pessoas com deficiência visual que fazem a diferença na sociedade. Ele também acaba de ser aprovado em um concurso público estadual.

Entre os semestres 2016.2 e 2018.2, ele fez parte da primeira turma do mestrado do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação. A dissertação intitulada “Audio games no processo de aprendizagem de deficientes visuais: uma análise sob a mediação da informação”, foi orientada pelo professor Tadeu Feitosa.

O mestre também foi aprovado em 1º lugar, entre os portadores de necessidades especiais, no concurso público para bibliotecário da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult). Mesmo se Igor tivesse participado na ampla concorrência, a colocação dele estaria dentro do número de vagas ofertadas. Assim, ele assumiria o cargo ainda que não houvesse uma categoria específica.

Igor estudou as formas variadas de entendimento das informações e o processo de transformação de conteúdos em conhecimento pelos deficientes visuais.

“Eu me matriculei numa instituição que oferece atendimento e educação para cegos, aproveitando minha deficiência visual para participar do dia a dia dos estudantes, através da etnografia e de conversas livres sobre o tema em questão. Minha pesquisa consegue ser exatamente o que eu queria; me fez crescer como pessoa, como pesquisador, e deu contribuição em várias facetas da cultura cega na academia”, explicou o recém-mestre.

Fontes: UOL TRIBUNA DO CEARÁ - nandoacesso.blogspot.com

Surdez 'seletiva'? A rara doença que faz com que as pessoas parem de escutar vozes masculinas

Caso registrado na China de mulher que não conseguia ouvir o namorado nem funcionários e pacientes de hospital virou notícia e trouxe à tona condição considerada rara.

Por BBC

As vozes masculinas geralmente têm uma frequência muito menor que as vozes femininas, por isso deixam de ser ouvidas — Foto: rawpixel/Unsplash
As vozes masculinas geralmente têm uma frequência muito menor que as vozes femininas, por isso deixam de ser ouvidas — Foto: rawpixel/Unsplash

Você consegue se imaginar não ouvindo vozes? Nenhuma voz...de homens?

Alguns podem até ver nisso uma vantagem ou um sonho realizado, mas a verdade é que se trata de uma doença rara chamada perda auditiva de inclinação invertida ou deficiência auditiva de baixa frequência.

As pessoas que sofrem com essa condição deixam de ouvir sons de baixa frequência, como vozes masculinas, zumbidos de geladeiras, micro-ondas ou até mesmo de trovões, por exemplo.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 466 milhões de pessoas no mundo (5% da população) apresentam problemas auditivos incapacitantes. Acredita-se que 3 mil tenham essa doença apenas nos Estados Unidos e no Canadá.

No Brasil, segundo divulgou o Ministério da Saúde no final de 2018, com base em dados do IBGE, mais de 9,7 milhões de pessoas - ou 4,63% da população - têm deficiências auditivas.

Ausência de vozes masculinas

A condição rara dessa deficiência virou notícia este mês devido a um caso registrado na China.

Uma mulher chinesa, identificada apelas pelo sobrenome Chen, procurou um hospital afirmando que não conseguia ouvir a voz do namorado, segundo informações da agência de notícias AFP e da mídia local chinesa.

Na noite que antecedeu sua ida ao hospital, a otorrinolaringologista Lin Xiaoqinga, que a atendeu na unidade, disse à mídia local que ela estava vomitando e sentindo um zumbido nos ouvidos.

A médica a diagnosticou com perda auditiva de inclinação invertida ao comprovar que ela ouvia sua voz, mas não as de homens - pacientes ou funcionários do hospital.

O que provoca a doença?

No caso de Chen, a médica disse que a doença foi causada por um conjunto de fatores que ia desde estresse e longas horas de trabalho a poucas horas de sono.

Com um período de descanso, sua capacidade auditiva deveria melhorar, segundo Xiaoqinga.

A perda auditiva de inclinação invertida geralmente é hereditária e relacionada a condições como a síndrome de Wolfram, que afeta pacientes com diabetes, ou à displasia Mondini, que afeta a cóclea, uma parte interna do ouvido próxima ao nervo auditivo.

Essa perda auditiva também pode ser causada, em alguns casos, por uma mudança de pressão no líquido interno do ouvido ou uma abertura anormal neste órgão - como efeito colateral de uma anestesia geral, por exemplo.

As pessoas com perda auditiva de inclinação invertida podem ter dificuldade para ouvir vozes por telefone ou o barulho do motor dos carros.

O diagnóstico é difícil porque, geralmente, salvo em períodos de estresse em que a perda auditiva piora, as pessoas que sofrem com ela não percebem que ouvem sons de baixa frequência de forma diferente das pessoas com audição normal.

Fonte: g1.globo.com

Pagamento de pensão por morte muda regra de união estável e outras; entenda - Veja o vídeo.

Imagem Internet/Ilustrativa
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Thâmara Kaoru Do UOL, em São Paulo

O pagamento de pensão por morte foi mudado em alguns pontos pela medida provisória de combate a fraudes no INSS. Uma das mudanças se refere à comprovação de união estável. Outra é sobre duração da pensão por morte vinculada à pensão alimentícia.

Clique AQUI para ver o vídeo

O UOL conversou com a presidente do IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário), Adriane Bramante, e com o especialista em direito previdenciário André Bittencourt para explicar as mudanças. Confira:

COMPROVAÇÃO DE UNIÃO ESTÁVEL

Como era: Nas agências do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), os segurados já tinham que apresentar provas documentais para garantir a pensão para relações de união estável. Na Justiça, porém, esse direito era garantido apenas com prova testemunhal.

Como ficou: A necessidade de ter uma prova documental para comprovação de relações de união estável ou de dependência econômica passa a fazer parte da lei e, portanto, poderá ser exigida na Justiça.

PENSÃO ALIMENTÍCIA

Como era: O ex-cônjuge poderia receber a pensão por morte desde que tivesse direito à pensão alimentícia.

Como ficou: A MP estabeleceu que o ex-cônjuge só irá receber a pensão por morte pelo tempo que faltar para acabar a pensão alimentícia. Por exemplo: o juiz determina que o segurado tem que pagar a pensão para o ex-cônjuge por três anos. Ele morre, e ainda faltava um ano de pensão alimentícia. A pensão por morte será paga apenas por mais um ano para esse ex-cônjuge.

PRAZO PARA MENORES DE 16 ANOS

Como era: Os filhos menores de 16 anos não tinham prazo definido para pedir a pensão por morte. O pagamento era garantido desde a data da morte do segurado.

Como ficou: Agora os menores de 16 anos passam a ter que pedir a pensão em até 180 dias após a data da morte do segurado para receber valores retroativos. Se fizerem o pedido após esse prazo, receberão apenas a partir do requerimento.

Para os demais dependentes, ficou mantido o prazo de 90 dias para requerer a pensão no INSS e receber o pagamento desde a data da morte do segurado. Quem pedir a pensão a partir do 91º dia perderá o direito ao pagamento dos três primeiros meses e só receberá a partir da data do requerimento.

DISPUTA ENTRE DEPENDENTES

Como era: Se a pensão já era paga para um dependente e outro conseguisse o mesmo direito na Justiça, o INSS tinha de pagar a pensão para esse segundo parente, sem reduzir os ganhos do primeiro. Só quando o processo terminava, o INSS dividia o valor total da pensão para os dois dependentes, em partes iguais.

Como ficou: Se um outro dependente entrar na Justiça, o valor que seria pago a ele é descontado da pensão de quem já recebe e retido até o julgamento final da ação. Se a pessoa que entrou com a ação tiver direito, ela recebe os valores que ficaram retidos. Se a pessoa perder, o valor é devolvido aos outros pensionistas. Essa regra só começa a valer 120 dias após a publicação da MP.

MP NO CONGRESSO

Essas mudanças previstas na medida provisória já estão valendo, com exceção do desconto de parte da pensão para as ações na Justiça. Para valer em definitivo, porém, elas ainda precisam ser aprovadas pelo Congresso.

As doenças negligenciadas pela indústria farmacêutica que afetam milhões de pessoas no mundo e no Brasil

Imagem: Natali_Mis/iStock
Natali_Mis/iStock
Pesquisa e desenvolvimento de tratamentos para essas doenças é feito pelo poder público e por entidades filantrópicas internacionais

Letícia Mori Da BBC News Brasil em São Paulo

Cerca de um bilhão de pessoas no mundo - um sexto de todos os humanos no planeta - são afetados pelas chamadas "doenças negligenciadas": enfermidades que a indústria farmacêutica não tem interesse em pesquisar, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

O motivo? "Elas estão relacionadas à pobreza, não têm muito interesse para o mercado porque não dão um retorno lucrativo", explica Sinval Brandão, pesquisador da Fiocruz e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT).

A OMS classifica 17 patologias como doenças tropicais negligenciadas. Elas são diferentes uma da outra, mas têm em comum o fato de atingirem principalmente pessoas de baixa renda ou em condição de miséria, em lugares pobres e em países em desenvolvimento.

Algumas das patologias são conhecidas há séculos, explica Ethel Maciel, epidemiologista da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

Várias delas você já deve ter estudado na escola: teníase, lepra, doença de Chagas, esquistossomose, doença do sono, tracoma, oncocercose, filariose linfática, entre outras.

Para muitos que vivem em grandes centros urbanos no Primeiro Mundo, há a impressão (errônea) de que são doenças do passado, que já foram erradicadas. Afinal, em extensas partes do mundo nas quais as condições de vida e de higiene melhoraram, elas não são mais um problema.

Mas elas continuam bem presentes, concentradas em regiões pobres do mundo, em áreas rurais remotas, em favelas e áreas urbanas sem saneamento - inclusive (e em grande quantidade) no Brasil.

Imagem: Divulgação
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Doença de Chagas, dengue, leishmaniose, hanseníase, malária, esquistossomose e tuberculose são consideradas prioridades para o Ministério da Saúde

"O Brasil foi responsável por 70% das mortes no mundo por doença de Chagas em 2017; contribuiu com 93% dos novos casos de hanseníase e 96% dos casos de leishmaniose visceral do continente, só para citar alguns exemplos", diz Jardel Katz, gerente de pesquisa e desenvolvimento da DNDI (Iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas).

Se tanta gente é afetada, por que não se fala mais dessas doenças? Elas são silenciosas, diz a OMS, "porque as pessoas afetadas ou em risco tem pouca voz política".

"Às vezes em que chamam a atenção é quando saem do circuito de baixa renda e locais pobres em que normalmente são endêmicas e atingem a classe média, bairros ricos", diz Ethel Maciel. "É o caso da dengue, por exemplo.".

Algumas entidades consideram um grupo maior de enfermidades na lista das negligenciadas. O projeto G-Finder cita 33 enfermidades em seu relatório anual sobre doenças negligenciadas, incluindo tuberculose e malária na lista. O projeto é organizado pelo centro de estudos Policy Cures Research, dedicado a buscar formas de promover avanços na saúde da população mais pobre no mundo, e patrocinado pela fundação Bill & Melinda Gates.

Imagem: Getty Images
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As doenças negligenciadas se concentram em áreas pobres, como favelas urbanas e zonas rurais remotas

Segundo Jardel Katz, da DNDI, todas as 33 doenças consideradas pelo G-Finder estão presentes no Brasil, em maior ou menor medida dependendo da região.

O Ministério da Saúde definiu em 2008 sete doenças negligenciadas como prioridade no país, com base em dados sobre seu impacto no Brasil: dengue, doença de Chagas, leishmaniose, hanseníase, malária, esquistossomose e tuberculose.

O problema é que, justamente em uma área tão dependente de investimento público, o gasto governamental com pesquisa e desenvolvimento vem caindo. Segundo um relatório da G-Finder publicado recentemente, o governo fez um corte de 42% em verbas para pesquisa em doenças negligenciadas entre 2016 e 2017.

Tratamento antigo

A falta de interesse da indústria farmacêutica faz com que essas doenças tenham tratamentos muito antigos, com limitações, baixa eficácia e reações adversas, explica Jadel Katz.

Um dos principais tratamentos para a leishmaniose, por exemplo, é feito com uma substância chamada antimoniato, que mata o protozoário causador da infecção.

"É um tratamento que tem mais de cem anos e é muito tóxico. A pessoa entra no tratamento e pode ter problema cardíaco, renal", explica o epidemiologista Guilherme Werneck, doutor em saúde pública por Harvard e professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).

"Há um outro remédio, a Anfotericina B lipossomal, mas que é muito cara e também é bastante tóxica", diz Werneck.

Ethel Maciel explica que a dificuldade não é só para tratamentos, mas também em prevenção e diagnóstico.

"No combate à dengue, a forma de se combater o vetor (o mosquito transmissor do vírus) é a mesma desde os anos 1980 na maior parte do país", diz ela. No caso da dengue, hoje ainda não há remédio específico e apenas uma vacina, que tem baixa eficácia.

Pesquisa e desenvolvimento

"Para essas doenças é o setor público quem financia mais pesquisas, e isso gera descobertas importantes. Mas para questões de inovação e tratamento, a parceria com a iniciativa privada é essencial", diz Werneck.

Isso porque, explica Jadel Katz, quando se fala de avanços na área da saúde em geral, normalmente as universidades e instituições públicas fazem a maior parte das chamadas pesquisas em ciência básica (estudando os agentes causadores e como combatê-los).

O estudo sobre a criação e aplicação de remédios propriamente ditos acaba ficando com a iniciativa privada, que tem mais dinheiro e estrutura - além do interesse econômico nisso. "Eles cuidam mais dessa etapa onde há as questões regulatórias, os testes clínicos, que exigem participação de pacientes, dinheiro", diz Katz.

Além disso, há uma terceira etapa, de fabricação, que exige infraestrutura de produção.

No caso das doenças negligenciadas, no entanto, praticamente toda a pesquisa e desenvolvimento é feita pelo setor público ou por instituições sem fins lucrativos, principalmente estrangeiras.

"É uma área extremamente dependente de investimento público", explica Sinval Brandão.

Mas mesmo que o setor público e a academia invistam em pesquisa, o avanço é muito mais difícil sem a infraestrutura da indústria, principalmente na criação de tratamentos e na fabricação de remédios.

No Brasil, instituições públicas como o laboratório de remédios Farmanguinhos, da Fiocruz, fazem esse trabalho, mas elas ainda são poucas e não conseguem ter um nível de produção comparável ao da iniciativa privada.

Queda no investimento

No Brasil, há uma grande preocupação com a queda de investimentos do governo nessas doenças.

Segundo o relatório da G-Finder sobre investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D) em doenças negligenciadas, o investimento no Brasil caiu muito nos últimos anos - apesar de ter crescido no mundo, onde atingiu seu maior patamar em 2017.

De acordo com a pesquisa, publicada na semana passada, o total de investimento na área no Brasil foi de R$ 29 milhões em 2017, 42% a menos do que em 2016, o que tirou o Brasil da lista de doze maiores financiadores globais.

"Sentimos diretamente essa redução nos cortes orçamentários", afirma Sinval Brandão, da SBMT. "A redução de investimento, que já se vinha sentindo nos últimos anos, em 2017 e 2018 foi muito maior, interrompendo projetos e fechando laboratórios.".

"Essa redução geral é extremamente significativa em uma área que tem tão pouco interesse do setor privado", afirma Brandão.

Isso afetou praticamente todas as patologias negligenciadas consideradas prioritárias pelo Ministério da Saúde no Brasil.

O investimento em pesquisas sobre malária caiu 15%. Para leishmaniose, a redução de verbas foi de 63%. Para tuberculose, o corte foi de 45%.

Para doença de Chagas - problema para o qual o Brasil foi, durante cinco anos, o segundo maior financiador de pesquisas - o corte foi de 74%.

Só duas doenças tiveram aumento no investimento. Uma delas foi a dengue, que cresceu 41%.

A outra foi a esquistossomose, que teve um aumento considerável, de R$ 500 mil em 2016 para R$ 2,8 milhões em 2017 - aumento de 460%. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 1,5 milhões de pessoas viverem em áreas sob risco de contrair a doença.

O que diz o governo

Quando aprovou o teto de gastos, em 2016, o governo disse reiteradamente que o limite no orçamento não afetaria as áreas de saúde e educação - vários defensores da medida fizeram essa afirmação, incluindo os ministros Henrique Meirelles (que estava no Ministério da Fazenda) e Dyogo Oliveira (Planejamento).

Questionado pela BBC News Brasil, o Ministério do Planejamento afirmou que quem deveria se pronunciar sobre o assunto é o Ministério da Saúde. "O dinheiro sai do orçamento para o órgão. Ele é que decide onde e como gastar", disse a pasta, em nota.

Já o Ministério da Saúde diz que seu Departamento de Ciência e Tecnologia (Decit) não fez cortes em doenças negligenciadas e que mantém pesquisas por meios de parcerias com órgãos governamentais como CNPq e Finep, mas que não responde por cortes feitos por agências financiadoras.

O ministério também afirma que o Brasil tem "alta carga de doenças não-transmissíveis, além das doenças transmissíveis e negligenciadas.".

"Isto faz com que os recursos para pesquisa sejam destinados para diversas frentes de conhecimento. Em relação especificamente às doenças negligenciadas, podem ocorrer destinações de recursos maiores ou menores para determinadas doenças a partir de necessidades específicas. Por exemplo, em 2016 e 2017, com a emergência em Zika, houve investimento maior em pesquisas relacionadas ao mosquito Aedes aegypti.".

A pasta destaca dados do relatório G-Finder que apontam o Decit como com um dos maiores financiadores de pesquisas relacionadas a controle vetorial do mosquito em 2017. Diz ainda que outras áreas do Ministério da Saúde e do Governo Federal "financiam pesquisas e não estão contemplados no relatório", mas não especificou quais, para quais doenças e nem quanto foi investido.

No entanto, o ministério destacou uma lista de ações de combate às doenças negligênciadas que não envolvem pesquisa e desenvolvimento (e por isso não estão no relatório G-Finder), como "repasses extras anuais superiores a R$ 10 milhões para intensificação das ações de controle da malária nos Estados com maior registro de casos".

"Quanto a hanseníase, o Ministério da Saúde realiza anualmente campanha para alertar a população sobre sinais da doenças, estimular a procura pelos serviços de saúde e mobilizar profissionais de saúde na busca ativa de casos, favorecendo assim o diagnóstico precoce, o tratamento oportuno e a prevenção das incapacidades", diz a pasta, em nota.

O órgão também destacou o Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose como Problema de Saúde Pública, lançado no ano passado, e a "atuação em conjunto com as secretarias estaduais e municipais de saúde no controle das leishmanioses", além do diagnóstico e tratamento gratuito oferecido no SUS para as doenças.


Brasil estreia na madrugada desta sexta-feira, 1, em torneio no Japão

Foto: Tadeu Casqueira/CBDV
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Legenda: Seleção Brasileira durante o Mundial 2018

A Seleção Brasileira feminina estreia no Japan Para Goalball Championship no começo da madrugada desta sexta-feira, 1, à meia-noite, em Tóquio, no Japão. O Brasil fará quatro jogos no primeiro dia, entre eles, o de abertura da competição contra as donas da casa.

O evento conta com a participação de quatro forças da modalidade, Brasil, Estados Unidos, Japão e Turquia, e tem como principal objetivo avaliar as atletas para a formação da equipe brasileira que terá compromissos importantes este ano, como os Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019, competição no qual vai em busca do bicampeonato.

“Esperamos fazer bons jogos mesmo sabendo das condições das meninas que estão voltando das férias de final de ano. Todas estão motivadas e cientes que precisam superar esse momento de início de temporada. Esse torneio tem como objetivo ainda avaliar algumas atletas, visto que é uma equipe em formação ainda. E aí não só no primeiro dia, mas em todo torneio continuar observando tantos as nossas atletas, como as adversárias”, disse o técnico Dailton Nascimento.

Após enfrentar o Japão na abertura da competição, o Brasil encara os Estados Unidos, às 4h20, depois medirá forças contra a Turquia, às 7h30, e por fim volta a duelar com as japonesas, às 22h45, em jogos desta sexta-feira, 1, com horários de Brasília.

Confira a tabela de jogos.

Dia 1/2 (sexta-feira)

Japão x BRASIL - 0h
Turquia x EUA - 1h10

Japão x Turquia - 3h10
BRASIL x EUA - 4h20

Japão x EUA - 6h20
Turquia x BRASIL - 7h30

BRASIL x Japão - 22h45
EUA x Turquia - 23h55

Dia 2/2 (sábado)

Turquia x Japão - 1h55
EUA x BRASIL - 3h05

EUA x Japão - 5h05
BRASIL x Turquia - 6h15

Disputa do Bronze - 23h

Dia 3/2 - (domingo)

Final - 1h10

Assista às partidas ao vivo: http://bit.ly/2CZA29t

Fonte: cbdv.org.br

Judocas se apresentam nesta sexta-feira, 1, para a I Fase de Treinamento

Foto: Tadeu Casqueira/CBDV
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Legenda: Meg Emmerich conquistou bons resultados em 2018

A Seleção Brasileira de judô paralímpico se apresenta nesta sexta-feira, 1, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, para dar início a preparação dos atletas para os desafios do ano na I Fase de Treinamento que acontece até o dia 10 de fevereiro.

A etapa contará com a presença de 16 atletas e o principal objetivo é prepara-los para os compromissos deste ano, que incluem dois Grand Prix internacionais, German Open, torneio nos Estados Unidos e os Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019.

“Estou bem animada e preparada para este ano cheio e tão importante, um ano que antecede os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020. Estou pronta para alcançar os meus objetivos de 2019 no judô”, disse otimista a campeã mundial Alana Maldonado.

A programação de treinos será concentrada em grande parte no CT Paralímpico, mas os judocas também terão atividades em outros locais, como o São Paulo FC, CREC Vila Marlene, em São Bernardo do Campo, e no AD São Caetano, além de avaliações físicas a serem realizadas no Núcleo de Alto Rendimento (NAR).