segunda-feira, 24 de junho de 2019

Vacina contra rotavírus pode ajudar a proteger contra diabetes tipo 1

Estudo norte-americano constatou esse benefício adicional na vacina ao analisar dados de mais de 1,4 milhões de crianças ao longo de 16 anos

Deborah Giannini, do R7

André Brant/Agência Minas
A vacina contra o rotavírus na rede pública é ministrada aos 2 e 4 meses, via oral
A vacina contra o rotavírus na rede pública é ministrada aos 2 e 4 meses, via oral

A vacina contra o rotavírus, que protege contra vírus que causa infecção grave em crianças, pode ter um benefício adicional: reduzir o risco de diabetes tipo 1. Isso é o que constatou um estudo da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, publicado na revista científica Nature.

Os pesquisadores analisaram 1,4 milhões de bebês nascidos nos Estados Unidos entre 2001 e 2017 a partir de dados de uma seguradora de saúde. Observou-se uma redução de 37% do risco de diabetes tipo 1 em crianças que receberam a pentavalente em comparação com as que não receberam.

Houve ainda uma redução de 31% nas hospitalizações no período de 60 dias após a vacinação em comparação a crianças não vacinadas. Percebeu-se também a redução de 4% na incidência anual da diabetes tipo 1 em crianças de 0 a 4 anos nos Estados Unidos de 2006 a 2017, que coincide com a introdução da vacina em 2006. Assim, concluiu-se que a vacinação contra o rotavírus está associada a uma incidência reduzida de diabetes tipo 1.

O estudo ressalta que a predisposição genética desempenha um papel importante na diabetes tipo 1, principalmente naqueles com haplótipos HLA-DR3-DQ2 ou HLA-DR4-DQ8, um trecho do genoma. Mas fatores ambientais são suspeitos de serem desencadeadores de autoimunidade de células beta, células endócrinas responsáveis por sintetizar e secretar o hormônio insulina, que regula os níveis de glicose no sangue.

Há dois tipos de vacina contra o rotavírus ​​nos Estados Unidos: a vacina pentavalente RotaTeq, introduzida em 2006 e administrada em 3 doses aos 2, 4 e 6 meses, e Rotarix, introduzido em 2008 e administrado em 2 doses aos 2, 4 e 7 meses.

No Brasil, existe a vacina monovalente, que é oferecida pela rede pública e deve ser aplicada em duas doses, aos 2 e 4 meses, e a pentavalente, exclusiva da rede privada, em três doses, aos 2, 4 e 6 meses.

A monovalente contém um tipo de rotavírus, mas protege de outros tipos por meio da proteção cruzada. Já a pentavelente oferece proteção direta para cinco tipos de rotavírus. Trata-se de uma vacina feita com vírus vivo atenuado. Sua aplicação é via oral.

Segundo o Ministério da Saúde, o rotavírus é transmitido via fecal-oral, que pode ser direto entre duas pessoas, pela ingestão de água e alimentos contaminados ou pelo contato com objetos contaminados, como brinquedos. É encontrado em altas concentrações em fezes de crianças infectadas.

Entre os sintomas do rotavírus estão febre, vômitos e diarreia grave. É uma das principais causas de gastroenterites e morte em crianças abaixo de 5 anos.

Cuidados adequados da pessoa com Alzheimer:

Cuidados adequados ajudam vida do cuidador da pessoa com Alzheimer

Foto: Pixabay
O Alzheimer é uma doença
degenerativa do sistema nervoso que leva a alterações progressivas da memória,
do comportamento e da funcionalidade. Está relacionada ao envelhecimento,
embora também esteja associada a fatores de risco como hipertensão, diabetes, colesterol
elevado, sedentarismo, obesidade, baixa escolaridade e até mesmo isolamento
social e sintomas depressivos, segundo o neurologista Rodrigo Schultz
O Alzheimer é uma doença degenerativa do sistema nervoso que leva a alterações progressivas da memória, do comportamento e da funcionalidade. Está relacionada ao envelhecimento, embora também esteja associada a fatores de risco como hipertensão, diabetes, colesterol elevado, sedentarismo, obesidade, baixa escolaridade e até mesmo isolamento social e sintomas depressivos, segundo o neurologista Rodrigo Schultz.

Foto: Pixabay
Apesar de não ter cura, combinar tratamento e cuidados adequados pode melhorar a qualidade de vida não apenas do paciente, mas também do cuidador. Manter atividades físicas e mentais, associadas a um propósito de vida, é fundamental
Apesar de não ter cura, combinar tratamento e cuidados adequados pode melhorar a qualidade de vida não apenas do paciente, mas também do cuidador. Manter atividades físicas e mentais, associadas a um propósito de vida, é fundamental.

Foto: Site de Beleza e Moda - Mulher
A doença de Alzheimer corresponde
a 70% dos casos de demência, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Estima-se
que 50 milhões de pessoas sofram de demência no mundo e, a cada ano, cerca de
10 milhões de novos casos são registrados. No Brasil, a doença impacta a
vida de 1,2 milhão de pessoas

 
A doença de Alzheimer corresponde a 70% dos casos de demência, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Estima-se que 50 milhões de pessoas sofram de demência no mundo e, a cada ano, cerca de 10 milhões de novos casos são registrados. No Brasil, a doença impacta a vida de 1,2 milhão de pessoas.

Foto: Pixabay
Segundo o neurologista, a tendência é que
o cenário se torne ainda mais desafiador. Isso porque a população idosa no país
deve triplicar até 2050, de acordo com o IBGE, elevando o número de casos de
Alzheimer. Embora seja uma condição associada ao envelhecimento, em cerca de 9%
dos casos os sintomas aparecem antes dos 65 anos, segundo a OMS 

 
Segundo o neurologista, a tendência é que o cenário se torne ainda mais desafiador. Isso porque a população idosa no país deve triplicar até 2050, de acordo com o IBGE, elevando o número de casos de Alzheimer. Embora seja uma condição associada ao envelhecimento, em cerca de 9% dos casos os sintomas aparecem antes dos 65 anos, segundo a OMS.

Foto: Pixabay
Entre os principais cuidados para melhorar a vida de quem tem Alzheimer está realizar atividades que estimulem o cérebro. Montar um quebra-cabeça,
ver um álbum de fotografias ou ler um livro podem ser mais que passatempos para
uma pessoa com Alzheimer. São exercícios que estimulam as funções cerebrais e
auxiliam a treinar a linguagem, a memória e a fazer pequenas tarefas. As
atividades podem ser feitas individualmente ou em grupo
Entre os principais cuidados para melhorar a vida de quem tem Alzheimer está realizar atividades que estimulem o cérebro. Montar um quebra-cabeça, ver um álbum de fotografias ou ler um livro podem ser mais que passatempos para uma pessoa com Alzheimer. São exercícios que estimulam as funções cerebrais e auxiliam a treinar a linguagem, a memória e a fazer pequenas tarefas. As atividades podem ser feitas individualmente ou em grupo.

Foto: Malhar Bem
Praticar atividade física é essencial. Devido à
redução na mobilidade do paciente com Alzheimer, como dificuldade para andar ou
manter o equilíbrio, programas individualizados de atividade física são
benéficos para pessoas com doença de grau leve a moderado. Além de prevenir
dores e quedas, melhora a disposição e o humor
Praticar atividade física é essencial. Devido à redução na mobilidade do paciente com Alzheimer, como dificuldade para andar ou manter o equilíbrio, programas individualizados de atividade física são benéficos para pessoas com doença de grau leve a moderado. Além de prevenir dores e quedas, melhora a disposição e o humor.

Foto: Pixabay
O tratamento adequado pode fazer a diferença. Caso a
doença seja diagnosticada no início, o tratamento adequado irá retardar seu
avanço e amenizar seus sintomas. O SUS disponibiliza várias terapias, incluindo
a medicamentosa, e o médico deve indicar a mais adequada de acordo com cada
paciente. Atualmente, já existem opções de tratamento de fácil administração
que causam menos efeitos colaterais
O tratamento adequado pode fazer a diferença. Caso a doença seja diagnosticada no início, o tratamento adequado irá retardar seu avanço e amenizar seus sintomas. O SUS disponibiliza várias terapias, incluindo a medicamentosa, e o médico deve indicar a mais adequada de acordo com cada paciente. Atualmente, já existem opções de tratamento de fácil administração que causam menos efeitos colaterais.

Foto: Pixabay
Lembre-se de manter a pessoa com Alzheimer segura. Confusões mentais e lapsos de memória decorrentes da doença podem colocá-la em risco. Minimize contratempos com medidas simples. Por exemplo: informe vizinhos e amigos de seu estado para que, se necessário, eles o ajudem; uma pulseira de identificação ou uma etiqueta na carteira podem resolver o problema, caso ele se perca
Lembre-se de manter a pessoa com Alzheimer segura. Confusões mentais e lapsos de memória decorrentes da doença podem colocá-la em risco. Minimize contratempos com medidas simples. Por exemplo: informe vizinhos e amigos de seu estado para que, se necessário, eles o ajudem; uma pulseira de identificação ou uma etiqueta na carteira podem resolver o problema, caso ele se perca.

Foto: Pixabay
A nutrição
adequada varia de acordo com cada pessoa com Alzheimer e deve ser orientada por um nutricionista. Os idosos
podem necessitar de uma maior oferta de proteínas, por exemplo, carnes brancas, como
peixe e aves, e carnes vermelhas magras, além de leite desnatado, carboidratos e fontes de vitaminas e minerais, como vegetais, frutas e legumes
A nutrição adequada varia de acordo com cada pessoa com Alzheimer e deve ser orientada por um nutricionista. Os idosos podem necessitar de uma maior oferta de proteínas, por exemplo, carnes brancas, como peixe e aves, e carnes vermelhas magras, além de leite desnatado, carboidratos e fontes de vitaminas e minerais, como vegetais, frutas e legumes.




Mudanças simples na casa previnem acidentes e facilitam vida de idosos

Nesta segunda-feira (24), Dia Mundial da Prevenção de Quedas, especialista dá dicas como uso de bengalas com pegadores e luz noturna em corredores

Giovanna Borielo, do R7* - *Estagiária do R7 sob supervisão de Deborah Giannini

Pexels
A cama não pode ser alta nem baixa e o criado-mudo deve ser fixo para apoio
A cama não pode ser alta nem baixa e o criado-mudo deve ser fixo para apoio

As dificuldades em decorrência do avanço da idade fazem com que muitos idosos se tornem vulneráveis a acidentes e quedas dentro da própria casa. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 12 mil idosos - pessoas acima de 60 anos - morreram por conta de quedas em 2017.

De acordo com a SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia), cerca de 30% dos idosos sofrem pelo menos uma queda e 50% deles acabam ficando com a mobilidade reduzida.

O geriatra Renato Gorga, diretor científico da SBGG, afirma que os acidentes geram grande repercussão na vida dos idosos. Segundo ele, adaptações em casa podem reduzir o risco desses acidentes. "Muitos idosos têm medo de sair de casa porque acham que vão cair na rua, mas isso ocorre debaixo do próprio teto", diz.

Gorga diz que retirar móveis de áreas de passagem, como mesas de centro ou abajures, e retirar tapetes ajudam a evitar que idosos tropecem ou se machuquem com as extremidades das mobílias. Outra adaptação possível é a fixação de outros móveis para que, caso o idoso se apoie para evitar uma queda, não gere outro acidente no qual móveis caiam sobre ele.

O banheiro é outro cômodo que merece atenção na casa. "A maioria dos acidentes com idosos acontece ali. É importante colocar barras de apoio em frente ao vaso sanitário para ajudá-lo a se levantar e na área em que ele toma banho para não escorregar. O tapete antiderrapante, com ventosas que o fixam no piso, também são essenciais para evitar uma queda. Elevadores de altura para o vaso sanitário podem ajudar também esse idoso na hora em que ele precisa se levantar", explica o geriatra.

No quarto, Gorga afirma que é importante que a cama não seja muito baixa nem muito alta, de maneira que o idoso consiga se levantar com facilidade. Para evitar acidentes noturnos, o médico recomenda que a cama fique encostada em uma parede e que o criado-mudo também seja fixo ou pelo menos sem rodinhas de maneira que ele possa se apoiar ali.

"Durante a noite, os idosos também ficam mais vulneráveis devido à falta de iluminação. Uma dica é colocar luzes que acendem por meio de sensores de movimento, facilitando a visão. A chamada luz noturna [utilizada em quarto de bebê], não é recomendada no quarto de idoso, mas pode ser colocada no corredor e em outros cômodos para facilitar a sinalização", explica o geriatra.

Na cozinha, pratos e copos de vidro podem ser trocados por utensílios de plástico ou acrílico. Talheres e copos com alças podem ser adaptados principalmente para uso de pessoas com doença de Parkinson. Utilizar materiais coloridos e contrastantes também facilita a percepção da dimensão de profundidade para esse idoso.

"É interessante utilizar cores e fitas zebradas para ajudar o idoso. É bom colocar em barras de segurança e portas de vidro. Fitas antiderrapantes pode ser usadas em degraus, em cores que não sejam comuns na casa para chamar a atenção", diz Gorga.

Para facilitar a visão dessas pessoas, o médico recomenda que controles de TV sejam trocados por controles universais, que possuem botões com números maiores.

Outras quedas que podem ser evitadas são as relacionadas às ações que o idoso faz para pegar utensílios nos armários. O geriatra recomenda que os familiares o ajude a reorganizar a disposição dos materiais mais usados, disponibilizando-os em locais que estejam entre a altura do peito e da cintura. Já quando os objetos caem no chão, existe a opção de bengalas com pegadores.

domingo, 23 de junho de 2019

Artrite reumatoide: Pesquisadores apostam em prevenção da doença

Médicos começam a discutir abordagens que ajudem a evitar o surgimento da doença autoimune. A expectativa é de que, em um futuro próximo, indivíduos com perfil de alto risco possam ser assistidos


por Priscila Torres*

Há pouco mais de 15 anos, receber o diagnóstico de artrite reumatoide significava, para o paciente, uma vida de dor, deformidades, perda de produtividade e limitações. Hoje, a doença permanece grave, mas conhecimentos aprofundados dos mecanismos que a conduzem — o que levou ao aprimoramento da abordagem terapêutica — permitiram que, em um intervalo curto de tempo, os prognósticos melhorassem significativamente.

Embora já seja possível atingir a remissão da doença e minimizar ou até evitar as comorbidades, ainda assim, 60% dos pacientes não respondem à medicação adequadamente. A mortalidade de pessoas com artrite reumatoide também é maior, comparada a quem não sofre dessa condição autoimune. É por isso que, além de insistir na necessidade de diagnosticar e tratar precocemente, o que retarda a evolução dos sintomas, os médicos começam a discutir a prevenção da doença reumática.

A ideia é que, em um futuro próximo, quem tem perfil de alto risco seja submetido a exames que detectam anticorpos e outras substâncias associadas à artrite reumatoide e possa receber intervenções para evitar que ela se manifeste. As possibilidades de prevenir a enfermidade foi tema de uma edição especial da revista Clinical Therapeutics, da editora Elvesier, na mesma semana em que se realizou, em Madri, o Congresso Europeu de Reumatologia.

A artrite reumatoide é uma doença autoimune, quando o corpo passa a atacar as próprias células por não reconhecê-las como parte dele mesmo. Esse processo está presente em todas as pessoas e é importante para varrer do organismo células defeituosas que são produzidas diariamente. Porém, no caso dos pacientes, mesmo as saudáveis são consideradas inimigas e combatidas por conjuntos do sistema imunológico.

Sinais precoces

Hoje, se sabe que, ao menos cinco anos antes de a doença sintomática de fato se instalar, há produção aumentada de algumas substâncias, detectáveis na corrente sanguínea. “A maior parte das doenças autoimunes só é identificada uma vez que o indivíduo fica ‘doente’.

Por exemplo, com a artrite reumatoide, quando a pessoa sente dor e tem inchaço nas articulações”, diz o médico Tsang Tommy Cheung, professor de medicina da Universidade de Hong Kong e um dos editores convidados da revista.

“Exames de sangue podem, agora, identificar aqueles em alto risco antes que se sintam doentes, abrindo um horizonte totalmente novo de triagem e possível prevenção. Tratar a artrite reumatoide muito precocemente pode permitir terapias mais baratas e seguras porque, quando a doença se desenvolve em toda sua forma, tipicamente precisamos de medicamentos muito poderosos para controlá-la”, explica o especialista.

Na edição especial da Clinical Therapeutics, pesquisadores sugerem a realização de estudos clínicos para avaliar se, uma vez identificados os pacientes em alto risco, sejam feitos testes com medicamentos usados hoje para tratar a doença já instalada, com objetivo de verificar se a estratégia pode evitar ou atrasar o desenvolvimento da artrite reumatoide. Eles destacam que, antes de transformar a prevenção em prática clínica, é preciso avaliar se os benefícios serão maiores que os riscos, já que todo remédio tem efeitos colaterais.

O reumatologista Levi Jales Neto, da Rede de Hospitais São Camilo, de São Paulo, afirma que alguns estudos-pilotos europeus já avaliaram o tratamento com imunossupressores antes da fase sintomática em pessoas predispostas e com anticorpos presentes. Porém, ele diz que os resultados foram insuficientes para se estabelecer um protocolo clínico.

“Os estudos tiveram como resultado o início mais tardio da doença. Mas, por submeter as pessoas a riscos de efeitos adversos da medicação, essa estratégia não é utilizada na prática clínica atual.”

“Exames de sangue podem, agora, identificar aqueles em alto risco antes que se sintam doentes, abrindo um horizonte totalmente novo de triagem e possível prevenção”, Tsang Tommy Cheung, professor de medicina da Universidade de Hong Kong.

por Priscila Torres*
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.




Brinquedos Inclusivos

Imagem Internet/Ilustrativa
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por Zé Morgado

Os mercados estão atentos e tudo e tudo se transforma numa oportunidade. O empreendedorismo é uma competência na formação e qualificação dos indivíduos nas sociedades actuais.

Mesmo as problemáticas de diversa natureza que tornam grupos de cidadãos mais vulneráveis ou com necessidades específicas são rapidamente transformadas em nichos de mercado, legais ou ilegais, pois tudo tem cabimento.

Vem esta talvez estranha introdução a propósito de um trabalho no I centrado nos “brinquedos inclusivos” ou nos brinquedos que promovem a inclusão. Uma rápida pesquisa pela net mostra uma infindável gama destes materiais ou dispositivos.

Na peça do I são ouvidos alguns especialistas, incluído da área do “marketing” pois claro, sobre a questão dos brinquedos inclusivos e retive uma afirmação sensata da pedo psiquiatra Ana Vasconcelos “não se deve uma Barbie que anda em cadeira de rodas a uma criança que tem de andar de cadeira de rodas”.

Talvez estas minhas notas se expliquem pelo cansaço que me causa uma permanente referência à ideia de inclusão que, muitas vezes, branqueia ou disfarça a exclusão.

Sim, sejamos claros, a inclusão é também uma área de negócio com múltiplas facetas, desde a formação de docentes e de técnicos com uma oferta esmagadora e para todos os gostos e bolsas, a promoção e venda de receitas e dispositivos milagrosos, as próprias respostas educativas, sociais ou de qualificação profissional, etc. Chegou aos brinquedos e não há que estranhar, por que razão não haveria de chegar? Os mercados são inclusivos.

Uma das muitas e importantes funções dos brinquedos é mediar a relação das crianças como o meio em que se movem, com o mundo à sua volta. Se as pessoas são diversas, se os animais são diversos, se a natureza é diversa, se tudo é diverso … os brinquedos devem espelhar essa diversidade.

Por outro lado, uma das características de um brinquedo que cumpra a sua função, é que seja adequado ao desenvolvimento e competências das crianças que com ele brincam e que, a partir dessas competências, promova novas ou mais desenvolvidas competências.

O que é que isto tem a ver como inclusão? Tudo e nada.

Tudo, se os brinquedos forem usados de forma interactiva, com grupos diversos de crianças.

Nada, se, recupero a afirmação de Ana Vasconcelos, a uma criança com um problema motor lhe derem uma boneca que também evidencia um problema da mesma natureza e fique a brincar sozinha mesmo que ao seu lado esteja um grupo de crianças.

Um brinquedo, nenhum brinquedo, só por si é inclusivo ou exclusivo, a sua adequação à criança e o uso que dele é feito é que pode, ou não, promover inclusão.

O resto, desculpem lá … é marketing e negócio.

Fonte: atentainquietude.blogspot.com - Imagem Internet/Ilustrativa

Não deixem o medo e as dores paralisarem e te impedirem de viver

Meu nome é Daiana.


por Priscila Torres*

Na época não tinha consciência, mais as dores começaram após ficar bastante estressada e sobrecarregada no meu antigo trabalho, passava por um momento ruim, de bastante estresse e não tinha consciência que as dores e inchaços estavam diretamente ligados a minha mente, eu me deixava afetar.

Acabei pedindo demissão e as dores e inchaços foram aumentando, ia todos os dias para emergência, tomava remédios paliativos e depois de dois dias voltavam novamente.

Os meus joelhos, tornozelos e punhos inchavam demais, passei por um ortopedista e fiz uma serie de exames que não deram muita coisa, até que um segundo ortopedista me indicou um reumatologista. Ele só de olhar meus joelhos ele logo disse: ” você está com problema reumático, precisa ir ao reumatologista.”

Então, comecei a procurar um profissional, passei por dois que não me deram muita informação e não me senti acolhida até que na terceira tentativa encontrei um anjo que me deu todas as orientações e que me acompanha até hoje.

Comecei a usar corticoide, metrotexato e vitamina D. As inflamações continuavam, fui engordando, inchando de uma forma que além de todos problemas eu não gostava de me olhar no espelho. Temos que ter muita paciência e sabedoria para lidar com o tratamento e as consequências, adquirir pressão alta, passei a usar dois remédios para controlar a pressão e o uso contínuo dos remédios para tratamento.

Até que obtive uma melhora e a minha medica iniciou o tratamento com o biológico, o primeiro que utilizei foi o Golimumabe ( Simponi) atrelado ao Arava e o MTX e corticoide, não obtive melhora, depois de 6 meses a médica mudou para o Tocilizumabe (Actemra) a melhora veio aos poucos e então conseguimos tirar o corticoide e mtx.

Em paralelo comecei a fazer hidroginástica, e a academia aos poucos melhorou a minha qualidade de vida foi se estabilizando, durante o tratamento fiquei afastada pelo INSS, mas faz algum tempo que retornei ao mercado de trabalho. Faço academia, aulas de dança, minha paixão que me ajuda a controlar as calorias na dança, não abro mão.

Consegui perder 16 kg e vou equilibrando minha vida. Sabendo que devemos ser gratos a tudo que nos acontece, acredito que nada acontece por acaso e ter A.R estava predestinado em minha vida. Nesse período de início de tratamento tinha um namorado que também não me acrescentava muito, acabei rompendo e hoje tenho como amigo.

Então mais uma vez digo que devemos acreditar e persistir , ter fé que iremos entrar em remissão e viver uma vida de forma mais leve possível. Agradeço a esse grupo na pessoa de Priscila Torres, por ter sido meu apoio, quando descobri a doença. Nem sabia nada a respeito e o blog Artrite Reumatoide foi a primeira página que pesquisei e lembro bem que passei horas e horas lendo.

Gratidão,gratidão e gratidão!

Priscila Torres*
Jornalista, motivada pelo diagnóstico de artrite reumatoide aos 26 anos, “Patient Advocacy”, Arthritis Consumer, presidente do Grupo EncontrAR, vice-presidente do Grupar-RP, idealizadora dos Blogueiros da Saúde, eterna mobilizadora social em prol da qualidade de vida das pessoas com doenças crônicas no Brasil.

Homem impede atropelamento de cadeirante em Ponta Grossa - Veja o vídeo.

Caso foi registrado na sexta-feira (21); cadeirante agradeceu o empresário com uma mensagem: 'Não te agradeci ontem porque nem falo nem ando, mas muito obrigado por estar esperto'

Por Alana Fonseca, RPC Ponta Grossa

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Homem impede atropelamento de cadeirante em Ponta Grossa

Um homem salvou um cadeirante de um atropelamento na sexta-feira (21), em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. Uma câmera de monitoramento registrou a cena.

Clique AQUI para ver o vídeo.

As imagens mostram o momento em que o cadeirante atravessa a rua, com carros transitando nos dois sentidos.

Quando o homem estava quase terminando a travessia, um motorista que saía de uma farmácia - e iria acertar o cadeirante - foi avisado por Johnny Anderson Puppo, dono de uma barbearia, e parou o veículo.

"Eu tinha acabado de liberar um cliente, peguei e olhei para fora. Quando vi ele [o cadeirante] estava no meio dos carros para fazer a travessia. Fiquei cuidando. Quando vi o carro saindo da farmácia saí correndo e fiz o motorista parar evitando machucar ele", recorda.

Puppo recebeu uma mensagem de agradecimento neste sábado (22). "Só queria te agradecer por ontem. Sou o cadeirante de ontem. Não te agradeci ontem porque nem falo nem ando, mas muito obrigado por estar esperto", diz o texto.

Fonte: g1.globo.com