segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Judô brasileiro brilha e volta do Pan do Canadá com nove medalhas

Dos 12 atletas que competiram em Montreal, nove subiram ao pódio e cinco ganharam o ouro

#Acessibilidade: foto do pódio da categoria até 73 kg masculina, com Luan Pimentel centralizado em frente ao número 1 e entre o vice e o terceiro colocado. Ao fundo dos atletas, o banner traz escrito "IBSA Judo Pan Am Montréal 2020" e o logo do evento.

Por Comunicação CBDV Renan Cacioli

A seleção brasileira de judô encerrou sua participação no 2020 IBSA Judo American Championship, neste domingo (12), com nove medalhas conquistadas, sendo cinco de ouro. Dos 12 atletas que foram a Montreal, no Canadá, apenas dois não pegaram pódio – além de Giulia Pereira, que nem lutou pois não havia oponentes da sua categoria (até 48 kg).

A primeira competição do ano valendo pontos para o ranking mundial teve ares de revanche dos últimos Jogos Parapan-Americanos, realizados em Lima, em agosto do ano passado. Os brasileiros reviram muitos de seus adversários daquele torneio, e a maioria se saiu bem novamente.

O sul-mato-grossense Luan Pimentel, por exemplo, enfrentou – e derrotou – três rivais que ele já havia superado no Parapan para confirmar mais uma medalha de ouro para o currículo. Assim como em Lima, seu adversário final foi o argentino Fabian Ramirez, outra vez derrotado por ippon.

"Essa competição foi muito importante para mim, estava precisando de bastante pontos no ranking para subir o mais rápido possível. Consegui a medalha de ouro e vou continuar na briga pela vaga", festejou o atleta do Ismac-MS. Vale lembrar que é com base no ranking que se define os participantes dos Jogos Paralímpicos de Tóquio, em agosto, no Japão. Na última lista, divulgada em outubro, Luan aparecia na 14ª colocação.

Quem também repetiu o feito dos jogos peruanos e subiu ao lugar mais alto do pódio em Montreal foi Lúcia Teixeira, oitava melhor judoca do mundo na categoria até 57 kg. Ela derrotou duas vezes a argentina Laura Gonzalez, a quem também vencera em Lima na disputa pelo ouro.

"Ganhar medalha é sempre importante, ainda mais essa que pontuou diretamente para o ranqueamento internacional. E ser campeã das Américas não tem preço! É uma preparação, a gente passou dezembro quase todo treinando. E sair dessa competição com a medalha quer dizer que o trabalho está sendo bem feito. E é uma de mais duas competições que pontuam direto para Tóquio, isso só fortalece nossa preparação", disse a paulista, que compete pelo Cesec-SP.

Além do torneio canadense, os atletas terão apenas outras duas etapas do Grand Prix da IBSA, uma na Inglaterra, em abril, e outra no Azerbaijão, em maio, para pontuarem.

Pesados se destacam

O Brasil mostrou estar muito bem representado entre os judocas mais pesados das Américas. No masculino, Antônio Tenório, o maior medalhista paralímpico da modalidade, ficou com o ouro na categoria até 100 kg. Entre os atletas com mais de 100 kg, Wilians Araújo provou mais uma vez estar recuperado de lesão e ganhou do cubano Yordani Fernández na final.

Entre as mulheres, as paulistas Meg Emmerich e Rebeca Silva repetiram a final do Parapan. Assim como no Peru, Meg, de 33 anos, usou sua experiência para derrotar a jovem oponente de 18. Eleita a melhor atleta da modalidade no último Prêmio Paralímpicos, ela ampliou sua coleção de ouros.

Confira o desempenho de todos os brasileiros que foram a Montreal:

Giulia Pereira - nem lutou, pois era a única da categoria

Karla Cardoso - PRATA

Maria Núbea Lins - fora do pódio

Lúcia Teixeira - OURO

Rebeca Silva - PRATA

Meg Emmerich - OURO

Antônio Tenório - OURO

Thiego Marques - BRONZE

Luan Pimentel - OURO

Harlley Arruda - fora do pódio

Arthur Silva - PRATA

Wilians Araujo - OURO

Fonte: cbdv.org.br

Campanha “Todos Pela Lolo” precisa arrecadar R$50 mil em menos de dez dias

A menina Maria Heloísa Esser corre contra o tempo! A pequena itapemense, de apenas 8 anos, sofre com um problema gravíssimo na traqueia. Usa, inclusive, uma traqueostomia para facilitar a entrada de ar e, assim, respirar. Sem o aparelho ela não consegue falar, por exemplo.

Fotos: Arquivo pessoal/Facebook

No entanto, ela tem uma cirurgia marcada para o próximo dia 17, quando os médicos farão um enxerto da cartilagem da costela dela. Essa é a última chance da menina, tendo em vista que ela já foi submetida à duas cirurgias que não deram certo.

Além do mais, o caso de Helô é considerado um dos mais graves do mundo.

Sem verbas, a família mantém ativa desde o ano passado uma vaquinha online. Todavia, o dia da cirurgia está chegando e a campanha “Todos pela Lolo” ainda não arrecadou todo o dinheiro necessário para o procedimento médico, que deve ser realizado em São Paulo.


Faltam aproximadamente R$50 mil, os quais devem ser juntados em menos de dez dias.

Artistas como Fernando & Sorocaba e Maiara & Maraísa já fizeram apelo para a campanha da itapemense.


As doações são feitas por meio de três contas bancárias – uma em nome da mãe da menina, Márla, e as demais no nome da Helô.

Há, também, uma vaquinha online na qual é possível doar: http://bit.ly/35FgLGu




domingo, 12 de janeiro de 2020

Número de pessoas idosas com necessidade de cuidados prolongados triplicará nas Américas até 2050

De acordo com a PNAD de 2016, 14,4% da população brasileira têm 60 anos ou mais de idade, correspondendo a 29,6 milhões de pessoas. Foto: PNUD
De acordo com a PNAD de 2016, 14,4% da população brasileira têm 60 anos ou mais de idade, correspondendo a 29,6 milhões de pessoas. Foto: PNUD

O número de pessoas com 60 anos ou mais que necessitam de cuidados prolongados mais que triplicará nas Américas nas próximas três décadas, passando dos 8 milhões atuais para 27 a 30 milhões até 2050. No Dia Internacional das Pessoas Idosas, celebrado na terça-feira (1), especialistas em envelhecimento da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) pedem aos países que fortaleçam seus sistemas de saúde para poder responder a essa mudança.

As pessoas estão vivendo mais na região, com os maiores ganhos observados na América Latina e no Caribe. “O aumento da expectativa de vida é uma das grandes conquistas das últimas décadas”, afirmou a diretora da OPAS, Carissa F. Etienne. No entanto, ela acrescentou que, “para muitas pessoas, isso vem acompanhado por doenças crônicas e deficiências que, em muitos casos, afetam a capacidade das pessoas de serem autossuficientes”.

A situação aumentará significativamente a demanda por atenção e cuidados, que deve basear-se em abordagens integradas que ajudem as pessoas idosas a manter suas capacidades funcionais.

“Os serviços de saúde devem estar adaptados às necessidades das pessoas idosas, que exigem uma gestão muito mais eficaz de seus cuidados. Isso não apenas melhora sua sobrevivência, mas também maximiza sua capacidade funcional e reduz os anos de dependência de outros”, complementou Etienne.

Em 2017, 14,6% da população das Américas tinha mais de 60 anos de idade. Em 2050, essa proporção deverá atingir quase 25% na América Latina e no Caribe como sub-região e até 30% em alguns países.

Essas mudanças ocorrerão em apenas 35 anos, dando à América Latina e ao Caribe metade do tempo para se adaptar em comparação com outras regiões do mundo. Na Europa, por exemplo, essa evolução durou cerca de 65 anos; no Canadá e nos Estados Unidos, aproximadamente 75 anos.

Aumenta a expectativa de vida, mas também os anos vividos com incapacidade

A expectativa de vida nas Américas continua aumentando: ao fim de 2017, uma criança recém-nascida podia esperar viver em média 77 anos; uma pessoa de 60 anos podia esperar viver mais 22 anos; e uma pessoa com 80 anos viveria, em média, mais 9,4 anos.

No entanto, viver mais não significa necessariamente viver com boa saúde. Em toda a região, o número de anos vividos com incapacidade aumentou 12,6% desde 2009.

“A dependência durante a última década da vida é evitável; as pessoas não precisam viver seus últimos anos com problemas de saúde”, disse Enrique Vega, chefe da unidade do Curso de Vida Saudável da OPAS. “Nós podemos fazer essa mudança; é necessário um sistema de assistência de longo prazo com base nos direitos humanos, integrado aos serviços sociais”.

Déficit de profissionais de saúde e cuidadores

De acordo com o relatório final do Plano de Ação da OPAS sobre Saúde das Pessoas Idosas 2009-2018, os recursos humanos em saúde não estão preparados para atender às necessidades das pessoas idosas.

Menos de 15% dos programas de graduação em ciências da saúde nas Américas e menos de 10% das principais especialidades médicas incluem envelhecimento e saúde geriátrica em seus programas de graduação ou pós-graduação.

Ao mesmo tempo, os cuidados familiares não remunerados, que atualmente representam a maior parte dos cuidados de longa duração, oferecidos predominantemente por mulheres, se tornarão cada vez mais insustentáveis nas próximas décadas, tanto por razões éticas e sociais quanto por razões socioeconômicas e demográficas, incluindo mudanças na estrutura familiar e participação das mulheres na força de trabalho.

Olhando para a Década do Envelhecimento Saudável 2020-2030

Para promover o envelhecimento saudável, a Organização Mundial da Saúde (OMS) liderará a Década do Envelhecimento Saudável 2020-2030, em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A Década será um esforço mundial para alcançar vidas mais longas, mas também saudáveis.

O Dia Internacional das Pessoas Idosas é uma oportunidade para destacar as importantes contribuições dessa população para a sociedade e conscientizar sobre as oportunidades e os desafios do envelhecimento no mundo de hoje. A campanha procura destacar as desigualdades atualmente enfrentadas pelas pessoas idosas e evitar formas de exclusão que possam surgir no futuro.

Censo IBGE 2010: Quem são as pessoas com deficiência do Brasil?

Imagem Internet/Ilustrativa
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Relatório Mundial sobre a Deficiência estimou que existiam, em 2011, mais de um bilhão de pessoas com deficiência no mundo. O mesmo relatório estimava também que um percentual significativo destas pessoas (cerca de 80%) viviam em países em desenvolvimento como o Brasil.

A mais recente pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística sobre deficiência, o Censo 2010, estima as características gerais que compõe a camada de pessoas com deficiência da população brasileira.

O objetivo de pesquisas com o Censo 2010 é de conhecer melhor esta camada da população, a fim de compreender quais são os elementos que constituem a deficiência no Brasil.

O índice do IBGE aponta os seguintes dados:

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Fonte: IBGE.


Dentro do índice geral que caracteriza 23,9% da população brasileira como PCD, estima-se que 8,3% destes tenham alguma deficiência severa. O maior percentual de deficiência severa pertence à categoria de deficiência visual (3,46% da população) enquanto o menor índice pertence à classe da deficiência mental ou intelectual (1,4% da população). Mais detalhadamente:

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Fonte: IBGE.

Quanto à idade, o IBGE estima que o maior percentual de pessoas com deficiência está na faixa etária de 65 anos ou mais (67,73%). Esta estimativa marca uma característica social da população brasileira: o aumento da expectativa de vida do país. Como consequência disso, há o aumento da população idosa – que, por sua vez, indica uma percentagem de 95% destes apresentando alguma espécie de limitação proveniente da idade.

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Fonte: IBGE.

Apesar de existir uma discrepância no número de pessoas com deficiência em distintas faixas etárias, o índice constata também que a deficiência com maior reincidência é a visual, seguida da auditiva, motora e mental, respectivamente. A deficiência mental, que possui o menor índice, afeta apenas 0,9% da população com deficiência de 0 a 14 anos, 1,4% da população de 15 a 64 anos e 2,9% da população acima de 65 anos.

A respeito de outros indicadores como a questão racial, constatou-se que os maiores percentuais de pessoas com deficiência concentravam-se nas raças negra e amarela. Em todos os grupos raciais as mulheres seguiram sendo as pessoas com deficiência em maior número.

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Fonte: IBGE.

Regionalmente, o Nordeste possui o maior indicador de pessoas com deficiência do Brasil – cerca de 26,63%. Em comparação com todo o país, os estados nordestinos do Rio Grande do Norte e Paraíba possuem o maior número de pessoas com deficiência. Já a região Sul possui o menor número de pessoas com deficiência do país. Em um parâmetro estadual, os estados do Distrito Federal e São Paulo possuem os menores índices.

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A partir dos dados apresentados, conclui-se que o cenário brasileiro apresenta 23,9% (45.606.048 pessoas) de pessoas com alguma deficiência física ou intelectual, onde deste total 26,5% são mulheres e 21,2% são homens. A deficiência com maior incidência é a visual com 18,6% do total e pessoas com mais de um tipo de deficiência representam 23,9% da população com deficiência. O grupo etário mais afetado é das pessoas com mais de 65 anos, com 67,73% da população desta faixa com deficiência, o que revela mais uma vez atenção ao tema da longevidade no Brasil.

A análise por raça, cor e sexo, revela que a concentração ocorre principalmente nas raças negra e amarela, com destaque para discrepância entre homens e mulheres negros com deficiência, as mulheres negras totalizam 30,9% e os homens 23,5%, uma incidência 7,4% superior em mulheres negras. Por fim, nota-se que a Região Nordeste apresenta o maior índice de PCD, 26,63% da população com deficiência no Brasil.

Fonte: wiki.redejuntos.org.br Imagem Internet/Ilustrativa

Os 45 milhões de brasileiros com deficiência física são os novos párias

Aqueles que sofrem de deficiência para se deslocar estão sendo empurrados para um retiro forçado. São os novos excluídos de uma sociedade que prioriza aqueles que produzem

Fotos do projeto “Sem Rampa, Calçada é Muro”.
Fotos do projeto “Sem Rampa, Calçada é Muro”.REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

JUAN ARIAS

Devem nos parecer poucos porque tentamos não vê-los. Na realidade, segundo o último censo demográfico do IBGE, 45 milhões de brasileiros sofrem de algum tipo de deficiência física. Entre eles, pessoas que saem às ruas em cadeiras de rodas para enfrentar, nas grandes cidades, criadas para os “normais”, o calvário de espaços que não os levam em conta. São os novos párias de uma sociedade que privilegia os saudáveis.

O mundo está cada vez mais agrupado nas grandes cidades de asfalto. O mundo rural está desaparecendo e essas grandes megalópoles parecem pensadas, projetadas e criadas para os carros e os atletas. Aqueles que sofrem de deficiência para se deslocar estão sendo empurrados para um retiro forçado. São os novos excluídos de uma sociedade que prioriza aqueles que produzem, enquanto cria calçadas que são na verdade muros intransponíveis para aqueles que perderam a mobilidade das pernas.

Quando o poder público fecha os olhos a esses chatos incapazes de usar as modernas cidades de asfalto e prefere pensar que não existem, surgem, como uma centelha de humanidade para esses pobres de mobilidade, movimentos de resistência de jovens ligados à arte que se organizam para desmascarar publicamente a cegueira frente aos novos excluídos que acabam marginalizados.

Um desses movimentos que desmascaram os insensíveis à dor de carregar o fardo de não se sentirem autossuficientes nasceu em São Paulo, a maior cidade da América Latina, com dez milhões de habitantes. Em todo o Brasil, apenas 4,7%, segundo o IBGE, das calçadas são acessíveis para pessoas com deficiência física. Em São Paulo, uma cidade que sempre foi sensível aos problemas de mobilidade urbana, apenas 9% das calçadas são acessíveis a essas pessoas, o que significa que 91% não o são.

Na capital paulista, coração do mundo das finanças, um grupo de jovens grafiteiros, estimulado pela ONG Movimento SuperAção, lançou o projeto “Sem Rampa, Calçada é Muro”, idealizado pela agência Z. A ideia é levar os grafites dos muros da cidade às calçadas, que para os deficientes físicos são os verdadeiros muros intransponíveis. Trata-se, na ideia desses jovens artistas que já realizaram 14 dessas provocações com as suas obras de arte em outras tantas regiões da cidade, de mostrar que para essas pessoas as calçadas das ruas são muros intransponíveis.

Segundo Billy Saga, presidente da ONG Movimento SuperAção, trata-se de “estimular a emoção dos cidadãos, porque a razão não foi suficiente”. De acordo com os animadores dessa resistência dos jovens grafiteiros “a arte é uma das mais belas fontes de contato entre o ser humano e ele próprio. Estamos fomentando a inclusão de uma forma que só a arte é capaz”.

Será por isso que, para o novo Governo de Jair Bolsonaro, a simples palavra “arte” provoca calafrios? Que a arte e o pensamento, a reflexão e a defesa dos direitos humanos seriam válidos apenas para quem não precisa deles? O presidente brasileiro chegou a cunhar com sarcasmo que o que lhe interessa não são os direitos humanos, mas os “humanos direitos”. Os rotos, os esquecidos, os frágeis, aqueles que se gostaria de esconder ou eliminar, esses não interessam.

Um presidente e um Governo que tanto alardeiam Deus e a Bíblia, se esquecem que Jesus, um nome que de tanto manuseá-lo se tornou descartável, viveu para defender não os “humanos direitos”, aqueles os que não precisam de ajuda, os que se orgulhavam de “não serem pecadores como os outros”, mas aqueles aos quais não existia nem compaixão nem lugar na sociedade. Para eles, os incapazes de se deslocar e de viver direitos, aos improdutivos, dirigia não apenas sua compaixão, mas a força de fazê-los andar, liberando-os da dor de não poderem ser autossuficientes.

Exemplos como o dos jovens artistas de São Paulo já estão contagiando o Rio de Janeiro e o Recife. Espero que a iniciativa acabe incendiando o país inteiro. É emblemático que sejam hoje os mais jovens do mundo aqueles que desenvolvam com maior criatividade e sensibilidade os movimentos a favor, por exemplo, da defesa da Terra ameaçada. A adolescente sueca de 16 anos, Greta Thunberg, está mobilizando milhões nos cinco continentes em defesa do meio ambiente. E no Brasil, onde se tenta decapitar o orçamento da educação sem o menor pudor, os jovens foram os primeiros a sair às ruas contra essa infâmia, porque se algo é urgente no Brasil é vitalizar e modernizar o ensino, que figura no fim dos rankings mundiais de eficiência. E isso quando é evidente que sem essa revolução educacional o Brasil continuará, com Governos da direita ou de esquerda, perpetuando sua pobreza intelectual, moral e espiritual.

Pessoas com deficiência no Brasil

©UNESCO/Stafford Ondego

Mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo vive com alguma forma de deficiência, destas quase 93 milhões são crianças. No Brasil, são 45,6 milhões de pessoas, que representam quase 24% da população brasileira com algum tipo de deficiência.

As sociedades percebem de forma distinta os tipos de deficiência e a capacidade limitada de atores sociais e governamentais para acomodar necessidades especiais, muitas vezes colocando-as a margem. As pessoas com deficiência vivenciam desigualdades na sua vida diária e têm menos oportunidades de ter acesso a uma educação de qualidade e de se desenvolver num ambiente inclusivo.

A UNESCO apoia vários tratados e convenções internacionais de direitos humanos que defendem o direito à educação de todas as pessoas, incluindo o artigo 26 da Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU, 1946), a Convenção relativa à Luta contra a Discriminação no Campo do Ensino (UNESCO, 1960), a Convenção sobre os Direitos da Criança (UNICEF, 1989) e o artigo 24 da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (ONU, 2006).

Por meio de uma abordagem baseada em direitos, a UNESCO promove políticas, programas e práticas de educação inclusiva para assegurar oportunidades iguais de educação para pessoas com deficiência. Algumas áreas de ação:

  • Criação de parcerias institucionais, por meio da Força tarefa de Educação da Parceria Global para Crianças com Deficiência, coliderada pelo UNICEF e pela UNESCO, que visa a orientar os Estados-membros na implementação do Artigo 24 da Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência.

  • Fortalecimento da capacidade dos sistemas educacionais no desenvolvimento de diretrizes e ferramentas que ajudam a construir um ambiente de aprendizagem inclusivo, bem como na formação de professores e Tecnologia de Informação e Comunicação na educação para pessoas com deficiência.

  • Defesa do direito à educação nas comemorações do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência que é celebrado anualmente no dia 3 de dezembro e o lançamento semestral do Prêmio UNESCO / Emir Jaber al-Ahmad al-Jaber al-Sabah para promover uma educação de qualidade para as pessoas com deficiência intelectual, que recompensa as atividades de indivíduos, grupos, organizações e centros que estão promovendo ativamente a educação inclusiva.

Garotos do Santos na Copinha recebem visita de "influencer" de 7 anos com síndrome de Down - Veja o vídeo.

Durante a passagem do Peixe por Marília na primeira fase do torneio, delegação pôde conhecer Mariana Santana, garota torcedora do time que faz sucesso nas redes sociais

Por GloboEsporte.com — Bauru, SP

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Jogadores do Santos conhecem menina com Down que é apaixonada pelo time em Marília

O elenco do Santos que disputa a 51ª edição da Copa São Paulo de Futebol Júnior viveu nesta semana uma experiência especial durante a estadia em Marília, sede do Grupo 2 da competição. O time disputa a segunda fase neste sábado à tarde, diante da Ponte Preta, em Osvaldo Cruz.

Clique AQUI para ver o vídeo.

Em meio às disputas da 1ª fase que terminaram com três vitórias e 13 gols marcados, os garotos do Peixe receberam a visita da garota Mariana Santana, de apenas 7 anos, que tem síndrome de Down e se destaca na cidade como “digital influencer” – tem milhares de seguidores nas redes sociais.

Como toda a família da garota é santista, ela recebeu o convite para visitar a concentração do time. Com desenvoltura e alegria, a menina fez a alegria dos jogadores e da comissão técnica. (Veja no vídeo abaixo)

Mariana fez questão até de conhecer Edinho, o filho de Pelé, que é dirigente da base santista. Para o volante Felipe Carvalho, destaque do time na primeira fase, a presença da garota é uma inspiração para os atletas

– Tenho dois irmãos mais novos e sei que sou um espelho e um exemplo para eles. Espero que, como atleta, eu também possa ser um espelho para uma menina tão especial como a Mariana – disse o volante.