domingo, 26 de janeiro de 2020

Pai cria controle de videogame para filha deficiente poder jogar

Pai constrói controle de videogame para filha deficiente poder jogar

INSPIRAÇÃO

Um pai se tornou viral após compartilhar em sua conta do Twitter a reação da filha ao jogar videogame com um controle criado especialmente para a sua deficiência.

A menina, Ava Steel, de 9 anos, tem paraparesia espástica, doença hereditária que prejudica as funções motoras e a fala, impedindo assim que ela jogue com um controle comum.

Com 110 libras em peças (cerca de R$ 600), o seu pai, Rory Steel, projetou e construiu o aparelho, que segundo ele, ainda está em fase de testes. Futuramente, ele pretende publicar um passo a passo para que os pais de outras crianças com a mesma doença possam construir o controle.

Finished! Ava gives my homemade #accessibility controller V1.0 the thumbs up. She can play @Nintendo #BreathoftheWild on her #switch like her friends now. All thanks to @Microsoft

Projeto de Romário susta decreto de Bolsonaro que reduziu acessibilidade em templos e igrejas


Brasília – O senador Romário (PODE-RJ) protocolou, nesta quarta-feira (16), um projeto que susta o decreto do presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, que reduziu a acessibilidade em templos e igrejas. De acordo com o senador carioca, o decreto de Bolsonaro “extrapola, indevidamente e sem qualquer justificativa plausível, os limites da Lei 10.098, que prevê acessibilidade nos espaços públicos”.

O decreto nº 10.014, de 6 de setembro de 2019, editado por Bolsonaro, isenta os altares e os batistérios das igrejas da obrigação de eliminarem barreiras físicas que dificultam o acesso de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. “Me admira um presidente que na sua posse tenha colocado a inclusão de pessoas com deficiência como destaque, agora edite um decreto que invalida uma legislação que prevê acessibilidade em altares religiosos. Por acaso pessoas com deficiência não casam em igrejas e templos? Não se batizam? Não participam de outras cerimônias?”, questiona o senador.

Para Romário, o decreto é ilegal e fere a dignidade da pessoa com deficiência, impedindo-as de exercer livremente sua liberdade religiosa. O senador aponta ainda que o alcance da legislação também atinge à mobilidade, pois restringe o acesso a meios de transporte de fretamento de turismo.

O projeto de decreto legislativo (PDL) nº 638, de 2019, apresentado por Romário, invalida as medidas propostas por Bolsonaro.

CI analisa obrigação de acessibilidade em programas habitacionais públicos

Edilson Rodrigues/Agência Senado
Sala de comissões do Senado Federal durante reunião de instalação dos trabalhos e eleição do presidente e do vice-presidente da CE para o biênio 2015/16.   Em pronunciamento, senador Romário (PSB-RJ).  Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Para o autor, Romário, proposta supre lacuna do Estatuto da Pessoa com Deficiência

Da Redação

Os projetos e tipologias construtivas adotados em programas habitacionais públicos ou subsidiados com recursos públicos deverão passar a considerar os princípios do desenho universal, com vistas à acessibilidade, quando da aquisição pela pessoa com deficiência. Essa novidade está prevista no PLS 279/2016, pronto para votação na Comissão de Infraestrutura (CI).

Desenho universal é a concepção de produtos, ambientes, programas e serviços a serem usados por todas as pessoas, sem necessidade de adaptação ou de projeto específico, incluindo os recursos de tecnologia assistiva. De autoria do senador Romário (Podemos-RJ), a proposta tem voto pela aprovação do relator, senador Weverton (PDT-MA).

O texto inclui a determinação no Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146, de 2015) e prevê que, além dos programas diretamente ligados ao poder público, também os que contam com recursos subsidiados deverão adotar o mesmo critério. 

Romário argumenta que sua proposta supre uma lacuna do Estatuto da Pessoa com Deficiência fruto de veto aplicado pela ex-presidente Dilma Rousseff. Ele defende a aprovação da medida lembrando que o custo de construção é irrisório comparado ao de obras de adaptação.

“O desenho universal [inclusive] já integra o direito brasileiro desde a edição da Lei da Acessibilidade - Lei 10.098, de 2000”, observou.

Já Weverton destaca que o desenho universal é condição de dignidade e tratamento isonômico aos beneficiários da política habitacional. Segundo ele, a recusa do Poder Executivo em implantá-lo nos projetos de sua responsabilidade “é parte de um contexto mais amplo de abordagem, que resultou em graves falhas verificadas nos empreendimentos financiados pelo Programa Minha Casa, Minha Vida”, atestadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

“O projeto em análise contribui para resgatar a dignidade não apenas das pessoas com deficiência, mas de toda a população brasileira, que precisa ser tratada não como objeto, mas como sujeito das políticas públicas nacionais”, defende o relator.

Caso seja aprovado na CI, se não houver recurso para votação em Plenário, o texto será remetido à Câmara dos Deputados.


'É a 1ª vez em 22 anos que coloco 10 dedos no teclado', diz maestro João Carlos Martins sobre luva biônica que o fez voltar ao piano - veja o vídeo.

Depois de anunciar a despedida no ano passado, pianista se reencontrou com o instrumento neste sábado graças a um projeto desenvolvido em Sumaré. Concerto que marcou o retorno foi em comemoração aos 466 anos de São Paulo.

Por Marília Rastelli e Marcello Carvalho, EPTV e G1 Campinas e Região

Foto: Reprodução/EPTV
'É a 1ª vez em 22 anos que coloco 10 dedos no teclado', diz maestro João Carlos Martins sobre luva biônica que o fez voltar ao piano

Prestes a completar 80 anos, o pianista e maestro João Carlos Martins, referência da música clássica no Brasil e no mundo, passou por uma das grandes emoções da carreira. Depois de  anunciar em fevereiro de 2019 a despedida dos pianos por conta de uma série de problemas de saúde que limitaram a movimentação de suas mãos, ele voltou a tocar em público neste sábado (25), graças a uma luva biônica  desenvolvida por um designer industrial de Sumaré (SP) O projeto permitiu que o músico voltasse a ter o movimento de todos os dedos e pudesse se reencontrar com o instrumento que o consagrou.

Clique AQUI para ver o vídeo.

"É a primeira vez em 22 anos que eu coloco os dez dedos no teclado. Eu senti que o grande segredo na vida é levar o seu coração para o coração do público. Eu achei que mesmo com todas as limitações que eu tenho e com o milagre que o Bira fez nas minhas mãos, com essa luva biônica, eu ainda posso transmitir um pouco de emoção. E isso mexeu com meu coração, com meu cérebro, com tudo", disse o maestro em entrevista exclusiva à EPTV.

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João Carlos Martins retorna ao piano graças a luva desenvolvida em Sumaré

O concerto que marcou o retorno de João Carlos Martins ao piano aconteceu no Teatro Municipal de São Paulo, em comemoração aos 466 anos da maior cidade do país. A apresentação, com a Orquestra Bachiana Filarmônica do Sesi, teve no repertórios obras dos compositores alemães Ludwig van Beethoven e Johann Sebastian Bach. Ainda em êxtase por ter conseguido voltar a tocar com todos os dedos, o maestro contou que passa por um período de adaptação com a luva biônica, que já está na sexta versão.

"Eu só podia tocar com dois polegares. Agora, eu tenho que reeducar o cérebro, acho que eu posso até recuperar a velocidade no futuro. Pode demorar um ano ou cinco anos, não sei, porque é uma musculatura que nunca usou esse terceiro, o quarto e o quinto dedo. Eu acho que eu vou recuperar a velocidade em um estudo, mas não tenho coragem de fazer em público. Em público vou fazer só coisas mais lentas por enquanto", explicou.

Maestro João Carlos Martins fala pela primeira vez sobre projeto que o fez retornar ao piano — Foto: Reprodução/EPTV
Maestro João Carlos Martins fala pela primeira vez sobre projeto que o fez retornar ao piano — Foto: Reprodução/EPTV

A relação do designer industrial Ubiratan Bizarro Costa, de 55 anos, com João Carlos Martins começou na metade de 2019 e foi esmiuçada em uma reportagem do G1, onde o fã e agora amigo contou todos os processos de criação da luva biônica. Encantado com a capacidade de invenção do que chamou de "anjo da guarda", o maestro confessou que, na primeira versão do protótipo, ficou constrangido de dizer que a obra não daria certo, mas mesmo assim decidiu convidar o inventor para um almoço em sua casa.

"Quando ele almoçou aqui em casa, eu percebi que eu estava diante de um gênio. Aí ele fez o primeiro protótipo, fez o segundo protótipo, eu fui para Sumaré, nós corrigimos o segundo protótipo. Qualquer coisa que eu pedia, ele ficava uma madrugada inteira trabalhando para chegar ao resultado que eu queria. Então eu só posso dizer que eu ganhei um anjo da guarda antes dos meus 80 anos", afirmou Martins.

Bira já criou seis versões de luva para o maestro João Carlos Martins — Foto: Fernando Pacífico / G1
Bira já criou seis versões de luva para o maestro João Carlos Martins — Foto: Fernando Pacífico / G1

'Era pra ele brincar em casa'

Além de analisar imagens gravadas em concertos, Bira, como prefere ser chamado explicou que se sentiu motivado por ter desenvolvido em anos anteriores protótipos de exoesqueletos que poderiam beneficiar cadeirantes. Um dos elos, avalia, está a busca por um design minimalista, marcado pelas ideias de simples e objetivo.

As mãos que antes fechavam após movimentos, voltaram a ficar estendidas com uso do invento apelidado pelo maestro de "luvas biônicas", mas que funcionam como molas para gerar o efeito esperado. No entanto, o inventor esperava que o projeto fosse usado apenas para o maestro "brincar em casa".

O designer se diz fã de música clássica, principalmente pela "meticulosidade dos artistas" e porque a mãe é professora de piano. Cada par de luvas tem custo estimado de R$ 1,5 mil e, por enquanto, Bira leva uma semana para fazer artesanalmente. O desenho a mão é elaborado em 3D, passa por um software onde há análise minuciosa de "camadas" e cada luva requer pelo menos três horas de impressão.

O designer Ubiratã Bizarro Costa, com luvas criadas para o maestro João Carlos Martins — Foto: Fernando Pacífico / G1 Campinas
O designer Ubiratã Bizarro Costa, com luvas criadas para o maestro João Carlos Martins — Foto: Fernando Pacífico / G1 Campinas

'Eu vou chegar lá'

Depois de estrear a luva na apresentação deste sábado, o objetivo do maestro agora é se aprimorar para conseguir tocar "coisas mais rápidas", no concerto que fará no icônico Carnegie Hall, em Nova York, ao lado de Gal Costa, para comemorar os seus 80 anos de vida, que serão completados no dia 25 de junho deste ano.

"Eu chegava a fazer 21 notas por segundo. Agora faço a cada 21 segundos uma nota, mas eu vou chegar lá. Porque a única coisa que vale na vida é a palavra esperança. E com a esperança você sempre pode provar que Deus existe e essa é a minha meta", contou o maestro, que chegou a fazer 24 cirurgias.

João Carlos Martins voltou a tocar piano em público neste sábado — Foto: Reprodução/EPTV
João Carlos Martins voltou a tocar piano em público neste sábado — Foto: Reprodução/EPTV

Após quase dois anos internado, menino consegue quarto adaptado e recebe alta de hospital em Teresina

Emanoel, de 1 ano e 10 meses, possui Atrofia Muscular Espinhal (AME), uma doença rara que paralisa quase todos os movimentos do paciente.

Por Murilo Lucena e Maria Romero, G1 PI

Depois de quase dois anos internado, Emanoel chegou ao seu quarto, em sua casa.  — Foto: Murilo Lucena/TV Clube
Depois de quase dois anos internado, Emanoel chegou ao seu quarto, em sua casa. — Foto: Murilo Lucena/TV Clube

Depois de quase dois anos de luta, altos e baixos e também conquistas, Emanoel Barbosa é o primeiro paciente do Piauí com Atrofia Muscular Espinhal (AME) a deixar a unidade de cuidados especiais do Hospital Infantil Lucídio Portela, em Teresina. Ele foi para casa nessa sexta-feira (24). A AME é uma doença rara que paralisa quase todos os movimentos do paciente. Agora, com um quarto adaptado e com a medicação adequada, ele pode ir para casa.

Emanoel foi internado aos três meses de idade e desde então vivia entre o vaivém de médicos e enfermeiros no hospital. Uma campanha pelo medicamento Spinraza, cuja dose custa R$ 300 mil e que não era fornecido pelo governo, mobilizou as redes sociais e a família conseguiu arrecadar quase R$ 70 mil.

Pais de Emanoel conseguiram quarto e medicamento para levar o menino para casa. — Foto: Murilo Lucena/TV Clube
Pais de Emanoel conseguiram quarto e medicamento para levar o menino para casa. — Foto: Murilo Lucena/TV Clube

Depois de uma determinação do Ministério da Saúde, desde outubro de 2019 o medicamento entrou na lista do Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes com o grau mais intenso da doença, como é o caso do menino. Agora, o valor arrecadado será usado no home care [cuidados em casa].

“Emanoel é o primeiro paciente com o diagnóstico da doença a deixar o hospital infantil para continuar tratamento em casa. Nós conseguimos a casa e recursos de ajuda através de inúmeras campanhas nas redes sociais, isso mobilizou cidades do interior do Piauí, Brasil e até doações do exterior”, contou o pai, Pedro João Barbosa.

Comoção na despedida

Emanoel conquistou a equipe do hospital infantil, em Teresina.  — Foto: Murilo Lucena/TV Clube
Emanoel conquistou a equipe do hospital infantil, em Teresina. — Foto: Murilo Lucena/TV Clube

Houve muita emoção na despedida do Emanoel, funcionários fizeram uma festa de despedida. A técnica de enfermagem Marileide Mourão disse que se apegou ao garoto e cuidava dele como se fosse da família.

Apesar da despedida, ela e os colegas estavam felizes porque o menino finalmente pode ir para casa. Só no Hospital Infantil, além de Emanuel, há mais cinco crianças com AME.

Enfermeiros, técnicos e médicos fizeram mural em homenagem ao menino Emanoel. — Foto: Murilo Lucena/TV Clube
Enfermeiros, técnicos e médicos fizeram mural em homenagem ao menino Emanoel. — Foto: Murilo Lucena/TV Clube

Outro caso é o de Raiza do Nascimento, que é mãe de uma menina diagnosticada com AME há a quase 3 anos. Ela ainda mora no hospital infantil. A filha dela não tomou as doses do medicamento do Emanuel e espera que a situação mude com a inclusão do Spinraza na lista do SUS.

A médica Lorena, Mesquita, que está acompanhando a transferência do hospital até a casa, e quem cuidou do caso, falou sobre o desafio que será para os pais o cuidado longe do hospital.

Contudo, o menino conseguiu na Justiça um quarto completamente adaptado, incluindo refrigeração 24 horas por dia e ventilador mecânico (para respiração por aparelhos).

Fonte: g1.globo.com

Vídeo: mãe ensina filha com paralisia cerebral a caminhar e viraliza

A mãe Shanell Jones conta que a filha Kinley fez fisioterapia e terapia ocupacional para se recuperar. O vídeo que mostra seu progresso já tem mais de 2 mil visualizações

CRESCER ONLINE

                       Mãe ensina filha com paralisia cerebral a andar e viraliza (Foto: Reprodução: Facebook )
          Mãe ensina filha com paralisia cerebral a andar e viraliza (Foto: Reprodução: Facebook )

Shanell Jones, da Carolina do Norte, Estados Unidos, conquistou a atenção da web ao postar um vídeo ensinando sua filha Kinley, que tem paralisia cerebral, a andar. Hoje com 4 anos, a menina foi diagnosticada quando tinha dois anos, os médicos alertaram a mãe que a doença poderia afetar suas habilidades motoras.

No início, a família ficou chocada, mas logo a mãe começou a ajudar a menina. "Eu fico muito feliz que minha filha está trazendo esperança para as pessoas. Muita gente me liga para dizer que nunca pensou que seus filhos andariam, mas que o nosso vídeo lhe deu fé", disse Shanell ao Good Morning America.

As crianças com paralisia cerebral precisam ser bem assistidas pelas famílias. Kinley fez terapia ocupacional e fisioterapia. Sua família também a ajuda a fazer alguns exercícios para fortalecer a perna. "Ela é bem inteligente e motivada. Muitas vezes, Kinley não entende que não consegue andar direito, mas ela não desiste". diz a mãe.

Segundo Shanell, o sonho da menina é ser uma YouTuber e ter um canal de culinária. O vídeo da pequena  Kinley já tem mais de 2 milhões de visualizações e 7 mil curtidas.

Confira o vídeo abaixo:

Tiago ruma aos EUA para conhecer o exoesqueleto que o poderá tirar da cadeira de rodas


O preparador físico da ginasta Beatriz Martins está a caminho dos Estados Unidos para fazer testes com o exoesqueleto HAL e tentar qualificar-se para o programa Cyberdyne, que o poderá tirar da cadeira de rodas e permitir andar.

Tiago Sousa era atleta de alta competição de tumbling, no Lisboa Ginásio Clube (LGC), quando, em 12 de janeiro de 2005, com 21 anos, sofreu um acidente num treino e contraiu uma lesão grave que o remeteu para uma cadeira de rodas.

“Estava a fazer um treino e [num mortal] parei no ar, caí com a testa e o corpo foi todo para a frente, fazendo a luxação das [vértebras cervicais] C5 e C6. Percebi que era muito grave, porque chegavam pessoas ao pé de mim e eu gritava porque não me conseguia levantar. Quando cheguei ao hospital, percebi que era algo realmente grave, porque não mexia nada do pescoço para baixo”, começa por recordar, em entrevista à agência Lusa.

O acidente conduziu-o a um longo processo de tratamentos, fisioterapia e, ao fim de dois anos, abriu-lhe um novo rumo, quando saiu do Centro de Medicina e Reabilitação de Alcoitão e assistiu a um treino de tumbling, altura em que percebeu que era ali que queria estar. De outra forma, por outro meio. O ex-aluno do curso Técnico-Profissional de Desporto tirou uma especialização como instrutor de fitness, fez um curso de micro expressões e linguagem corporal e tornou-se preparador físico de vários atletas, colaborando ainda na preparação de atletas do Projeto Olímpico de trampolins e da seleção nacional.

Hoje, com 35 anos, o desafio de Tiago Sousa é outro. Conquistou alguma atividade motora nos membros inferiores e consequentemente o acesso aos testes com o exoesqueleto HAL (“Hybrid Assistive Limb”), que vão decorrer em Jacksonville, nos EUA.

“Este é um grande objetivo ter conseguido ir para o Cyberdyne HAL. De 14 a 24 de fevereiro, vou fazer os testes para ver se consigo ficar os três meses. Em 2016, tentei entrar, só que ainda não tinha os pré-requisitos de atividade muscular para ingressar nesse programa. De há dois, três anos para cá comecei a treinar e a ser o bio-atleta de alta competição para conseguir alcançar este grande objetivo que é ingressar neste programa”, explica.

Caso seja bem-sucedido nos testes, Tiago Sousa, que, entretanto, já recuperou grande parte da mobilidade dos membros superiores, usará diariamente, durante 45 minutos a uma hora, o exoesqueleto HAL.

“A diferença entre este exoesqueleto e os outros é que, para este exoesqueleto HAL funcionar, tem de haver atividade muscular, nem que seja o mínimo. Porquê? Que vai fazer este exoesqueleto? Vai potenciar essa mensagem. Ou seja, se eu quiser por o exoesqueleto a trabalhar, e não tiver nenhuma atividade muscular, ele não vai mexer”, esclarece.

A expectativa de Tiago Sousa não é, contudo, “sair de lá a andar”, mas dar um passo rumo à sua total recuperação.

“A minha ambição é a de sempre, a de criar metas para alcançar o grande objetivo. Não estar tão focado nesse objetivo de sair da cadeira de rodas e andar, que vai ser o objetivo para o resto da minha vida ou até acontecer, mas ficar mais focado no processo e em todas as conquistas que vou conseguindo dia a dia”, frisa.

Mas para conseguir realizar o programa, o preparador físico desenvolveu uma campanha de angariação de fundos para tentar reunir 10 mil euros para os testes e 30 mil euros para os três meses da Cyberdyne HAL.

Mediante este desafio, Beatriz Martins não hesitou em juntar-se à causa de “um profissional incrível”, fazendo um apelo nas redes sociais e disponibilizando-se para as iniciativas que estão a ser desenvolvidas, como aulas de fitness, zumba ou ‘workshops’.

“Tocou-me um bocadinho mais no coração, é meu amigo, é meu treinador e, por ser uma pessoa tão próxima, sei o quanto ele quer isto, o quanto trabalhou para isto e acho que é altura de se focar um bocadinho mais nele próprio”, defende a ginasta, assegurando que “nunca foi muito estranho” o seu preparador “estar numa cadeira de rodas e nunca houve um dia em que achasse que as limitações do Tiago estavam a limitar” o seu treino.

Em vésperas da partida, Tiago Sousa mostra-se extremamente confiante naquela que chama a qualificação para os seus Jogos Olímpicos.

“Sinto-me tão forte fisicamente e mentalmente que, mesmo que não alcance [a qualificação], sei que vai aparecer alguma coisa e eu hei de conseguir alcançar. Mas o objetivo é ir lá e, com toda a minha força, e de todas as pessoas que estão à minha volta, conseguir fazer o programa e viver sozinho”, conclui Tiago Sousa.


Fontes: SAPO24 - tetraplegicos.blogspot.com