segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Nadador quebra quatro recordes brasileiros em estreia no Circuito Loterias Caixa, em Brasília

Foto: Alê Cabral/CPB
Foto: Alê Cabral/CPB

O nadador Gabriel Bandeira, da classe S14 (para deficientes intelectuais), estreou em competições paralímpicas na etapa Regional Centro-Leste do Circuito Loterias Caixa, em Brasília, neste fim de semana, e já conquistou seis medalhas de ouro com quatro quebra de recordes brasileiros. As disputas de atletismo, halterofilismo e natação se encerraram na manhã deste domingo, 2.

Ao todo, participaram da etapa Centro-Leste 527 atletas, sendo 292 no atletismo, 137 no halterofilismo e 98 na natação. Esta é a primeira parada da principal competição nacional das três modalidades. A próxima será em Vitória, no Espírito Santo, com a etapa Rio-Sul de atletismo e natação no próximo fim de semana, 7 e 8.

Natural de Indaiatuba, São Paulo, Gabriel, 20, debutou nas disputas paralímpicas com 100% de aproveitamento ao conquistar seis medalhas de ouro, de seis provas para classe S14 para deficientes intelectuais: 100m e 200m livre, 100m costas, 100m peito, 100m borboleta e 200m medley. O jovem representa o Praia Clube de Uberlândia, Minas Gerais.

O resultado mais expressivo foi no nado borboleta. A marca feita por Gabriel (57s27) está abaixo do índice estabelecido pelo Departamento Técnico do CPB para os Jogos Paralímpicos de Tóquio.

Em março, o jovem nadador participará do Open Internacional Loterias Caixa, no CT Paralímpico, em São Paulo, para obter a classificação internacional e poder brigar por uma vaga na Seleção que irá para o Japão.

No sábado, 1º, ele nadou os 100m costas, e com o tempo de 1min03s34 estabeleceu o novo recorde brasileiro da prova com três segundos a menos da marca anterior, de 2019. O nadador do Praia Clube ainda estabeleceu uma nova marca nacional nos 100m livre (53s56).

Na manhã deste domingo, 2, ele caiu na água para disputar os 100m peito e com 01min10s83 encerrou a competição com mais um recorde. A melhor marca nacional até então era de Felipe Caltran, medalhista mundial no México 2017 e parapan-americano de Lima 2019, com 1min14s33.

“Eu não esperava bater nenhum recorde brasileiro, especialmente o dos 100m peito, já que não é um estilo que treino muito. Estou muito feliz por participar do Circuito, é tudo novo para mim apesar de já ter experiência no convencional”, comentou.

Gabriel migrou para o paradesporto no início de 2020. Desde os 11 anos ele compete no convencional e nas últimas quatro temporadas defendeu a equipe do Minas Tênis Clube. Em 2019 disputou o Troféu Maria Lenk pela equipe mineira junto com o medalhista mundial Bruno Fratus e do recordista mundial, o paraibano Kaio Márcio.

“Ele treina há pouco tempo conosco, mas é um atleta muito regrado com dieta, treinos e é muito consciente de seu nado. Como ele veio do convencional, agora precisamos focar os treinos nas provas que estão disponíveis para a classe dele”, explica o técnico do Praia Clube, Alexandre Vieira.

No atletismo, sete recordes brasileiros foram quebrados nesta fase Regional do Circuito Loterias Caixa. Destaque para Ricardo Serpa de Souza com dois recordes, nos 400m e 800m T34 (para atletas com paralisia cerebral que competem em cadeira de rodas).

Nesta temporada o halterofilismo contou com uma novidade. Semelhante ao atletismo e natação, agora o formato de competição é regionalizado. Atletas das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste competiram em Brasília em busca do índice mínimo para as fases nacionais do Circuito Brasil Loterias Caixa. Nomes como Luciano Bezerra, o Montanha, e Márcia Menezes participaram deste evento. A Seleção Brasileira da modalidade está na Nigéria para a disputa da Copa Mundo de halterofilismo que acontecerá de 4 a 8 deste mês. O Brasil será representado por oito atletas.

Em março, Recife sediará a etapa Norte-Nordeste do Circuito Loterias Caixa com as três modalidades (14 e 15 de março). A quarta e última etapa regional acontece no CT Paralímpico, em São Paulo (4 e 5 de abril).

Os atletas que alcançarem os índices estabelecidos pelo departamento técnico do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) nas regionais garantem participação nas etapas nacionais do Circuito Brasil Loterias Caixa, que serão realizadas em São Paulo.

Patrocínios
O paratletismo tem patrocínio das Loterias Caixa e da Braskem.
A natação e o halterofilismo têm patrocínio das Loterias Caixa.

O Circuito
O Circuito Brasil Loterias Caixa é organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e patrocinado pelas Loterias Caixa. Este é o mais importante evento paralímpico nacional de atletismo, halterofilismo e natação. Composto por quatro fases regionais e duas nacionais, tem como objetivo desenvolver as práticas desportivas em todos os municípios e estados brasileiros, além de melhorar o nível técnico das modalidades e dar oportunidade para atletas de elite e novos valores do esporte paralímpico do país. Em 2020, as disputas das fases nacionais serão separadas por uma modalidade em cada fim de semana - haverá ainda um Campeonato Brasileiro de cada esporte.

Participante do Camping Escolar Paralímpico foi convidada para Seletiva Olímpica

Crédito: Alê Cabral
Crédito: Alê Cabral

Entre os dias 28 de janeiro e 5 de fevereiro, o Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, sedia o Camping Escolar Paralímpico, projeto que tem como objetivo proporcionar a jovens atletas a vivência da rotina de um atleta de alto rendimento. Entre os três mesa-tenistas convocados para o Camping está Sophia Kelmer. Recentemente, a atleta de apenas 12 anos foi convidada para competir na Seletiva Olímpica de tênis de mesa.

Sophia tem hemiplegia direita, ou seja, paralisia cerebral que afeta o lado direito do seu corpo provocada no momento do seu nascimento. "A minha mãe é fisioterapeuta, então quando eu tinha apenas quatro meses, ela começou a perceber que eu tinha algo de diferente. Com cinco meses, comecei na fisioterapia. Eu consigo fazer alguns movimentos desse lado, mas é difícil. Faço fisioterapia duas vezes por semana, para conseguir sempre melhorar", explica.

Aos oito anos a carioca começou a jogar ping pong com o auxílio do seu pai. Mudou de escola e vencia de todos os colegas. Foi então que entrou em uma escolinha de tênis de mesa e seu técnico viu que tinha potencial e ela começou a competir.

Recentemente, Sophia recebeu o convite para participar da Seletiva Olímpica de tênis de mesa: "A experiência foi muito gratificante porque, no paralímpico, só a Bruna Alexandre consegue chegar até o Olímpico e eu também cheguei. Consegui fazer jogos muito bons, mas não consegui a vaga. Só de estar na seletiva já valeu para mim."

Os participantes do Camping Escolar foram selecionados nas Paralimpíadas Escolares 2019, que ocorreram em novembro também no CT Paralímpico. Podem participar desta competição atletas de 12 a 17 anos. Na última edição, o evento contou com cerca de 1.220 competidores, dos quais 117 foram convocados para participar do Camping.

"Ser convocada para o Camping foi uma alegria enorme porque treinar com a Seleção e com os técnicos da Seleção é incrível. Estou adorando, fazendo novas amizades não só do tênis de mesa como de todos os esportes e é uma experiência muito importante porque eu estou sozinha, sem ninguém da família", comenta a atleta que conquistou ouro no individual e prata nas duplas nas Paralímpiadas Escolares de 2019.

E com tantas conquistas, ela já imagina a possibilidade de ser da Seleção: "Eu já tentei vários esportes e me achei no tênis de mesa. Hoje é uma coisa que eu me sinto muito feliz em fazer. Eu treino todos os dias e estou conquistando muitas coisas. Quero continuar para quem sabe ir para a Seleção e conquistar ainda mais coisas no esporte."

Na primeira edição do Camping, houve treinamento apenas de atletismo e natação e foram atendidas 34 crianças. Já em 2019, o projeto passou a contemplar todas as modalidades das Paralimpíadas Escolares: basquete em cadeira de rodas, bocha, futebol de 5, futebol de 7, goalball, judô, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas e vôlei sentado, assim foram reunidos 98 atletas. Este ano, o parabadminton passou a integrar o programa do Camping. Os atletas realizam dois encontros no CT Paralímpico, um em janeiro e o outro em junho. A próxima etapa desta edição será de 23 de junho a 1º de julho.

domingo, 2 de fevereiro de 2020

Nenhum de Nós interrompe show no Planeta para divulgar história de crianças com doença rara - Veja o vídeo.

Banda recordista de apresentações no festival mostrou rede social de duas meninas gaúchas que foram diagnosticadas com Atrofia Muscular Espinhal. Thedy Corrêa pediu que público ajudasse as pequenas.

Por Fabiana Bonugli, G1 RS — Xangri-Lá

Nenhum de Nós divulga redes sociais de gauchinhas com Atrofia Muscular Espinhal — Foto: Fabiana Bonugli/G1
Nenhum de Nós divulga redes sociais de gauchinhas com Atrofia Muscular Espinhal — Foto: Fabiana Bonugli/G1

Além de empilhar sucessos, colocar o público para cantar junto e unir planetários de diversas idades, a banda Nenhum de Nós surpreendeu o público com um ato de solidariedade durante show no Planeta Atlântida, em Xangri-Lá, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, neste sábado (1º).

Em sua 14ª apresentação no festival, o vocalista Thedy Corrêa convidou o público a pegar os celulares, abrir a câmera e fotografar o telão. Na imagem, apareciam dois perfis de rede social: @amejujurs@liviatls.

Eles são de duas crianças gaúchas: Júlia Cardoso Torres, de Santa Cruz do Sul, e Lívia Teles de Teutônia. Ambas foram diagnosticadas com Atrofia Muscular Espinhal (AME), uma doença degenerativa rara.

Em outubro do ano passado, o G1 mostrou o caso da pequena Lívia. Na época, os pais dela precisavam arrecadar R$ 9 milhões para importar um medicamento aprovado nos EUA e que é usado no tratamento da doença.

"É pra isso que serve a música. É pra isso que serve o planeta. Todo mundo junto pra ajudar alguém", afirma o vocalista.

A atrofia muscular espinhal é uma doença neuromuscular que afeta principalmente recém-nascidos. Pacientes diagnosticados com a AME não têm a capacidade de se sustentarem em pé sozinhos, respirar espontaneamente ou engolir naturalmente. A expectativa de vida dessas crianças é de até dois anos, pois a progressão dos sintomas é rápida e elas precisam de auxílio para respirar.

O público embarcou na ideia e na hora apontou os celulares para a telão.

Nenhum de Nós se apresenta pela 14ª vez no Planeta Atlântida — Foto: André Feltes/Agência Preview
Nenhum de Nós se apresenta pela 14ª vez no Planeta Atlântida — Foto: André Feltes/Agência Preview

Além da solidariedade, o show reuniu antigos fãs da banda. A médica de Porto Alegre Ana Paula Andrade estava bem na frente do palco para mais uma apresentação do grupo que acompanha há três décadas.
Músicos cantaram clássicos como 'Paz e Amor' e o sucesso que já embalou muitos Planetas, a clássica 'Camila'.

Você pode acompanhar todos os detalhes do Planeta Atlântida no G1. De acordo com a organização do evento, menores de 14 anos não entram no local, mesmo se estiverem acompanhados pelos pais ou responsável legal. É proibida a venda ou a entrega de bebida alcoólicas a menores de 18 anos.

Fonte: g1.globo.com

Torcedor com paralisia cerebral usa Gabigol como inspiração e entrará em campo com o Flamengo


Marcello Neves

A permanência de Gabigol no Flamengo foi comemorada pelos mais de 40 milhões de torcedores espalhados pelo mundo. Mas um rubro-negro em especial ficou marcado no dia do "fico": Victor Hugo, de 12 anos, teve as reações efusivas gravadas pela irmã, Isabella Borges. A comemoração do pequeno rubro-negro tem motivo: o camisa 9 é a inspiração para vencer as batalhas da vida diante da paralisia cerebral.


A história de Victor é daquelas de superação maiores que virar uma final de Libertadores em três minutos. Nascido com apenas seis meses após complicação na gravidez da mãe, Ana Paula, foi diagonisticado com sofrimento fetal e teve a retirada precoce tendo apenas 650 g. Devido a prematuridade, enxerga apenas de uma vista, não fala e não consegue andar.

A paralisa foi grau 4 de um lado e 1 do outro. O caso dele foi muito grave, teve três paradas cardiorespiratórias e precisou ser reanimado. Foi muito complicado. Tive uma depressão muito grande e ajuda da família. Ele faz fisioterapia até hoje, neuroterapia e tem uma série de outros cuidados — conta a mãe, que cria o filho sozinha desde que ele tinha apenas cinco anos.

                

Victor Hugo mora no Engenho de Dentro, na Zona Norte do Rio, mas nem mesmo a proximidade do Estádio Nilton Santos o fez pensar em outro clube para seguir. A idolatria pelo Flamengo e por Gabigol são quase uma terapia de família. Tanto a mãe quanto a irmã brincam o chamando pelo nome do camisa 9 rubro-negro, despertando no filho respostas imediatas.

Ele não anda, não fala, mas entende tudo relacionado ao Flamengo. Se perguntar, quem é Gabigol, ele bate no peito. Todo jogo do Flamengo, independentemente do horário, ele fica aceso e não quer dormir. Fica com a mão para cima, para baixo, comemora junto — conta Ana.

No dia 28 de janeiro, Isabella postou o vídeo do irmão nas redes sociais e o tornou uma celebridade. Até a publicação da matéria, são mais de 1,8 milhões de visualizações e mais de 90 mil compartilhamentos. A ação chegou até Gabigol, que respondeu e fez o Flamengo entrar em contato com a família, prometendo levá-lo a um jogo e entrar junto com o camisa 9.
O Gabigol comentou na publicação da minha filha. Depois, o marketing do Flamengo entrou em contato informando que já tinha combinado com o Gabigol de que iria entrar em campo com o Victor. Eles disseram que iriam entrar em contato — completa a mãe.

O EXTRA entrou em contato com o Flamengo, que confirmou que Victor Hugo entrará junto com a equipe em algum jogo do clube. A data ainda não está confirmada.

Jovem com síndrome de Down supera câncer, 'entra' para a polícia e muda rotina de delegacia em Anápolis

Apaixonado por Segurança, ele acompanha o dia-a-dia dos policiais como voluntário. Sentimento é recíproco, pois servidores relatam melhora no lugar apenas com a presença dele: 'Toda empresa deveria ter funcionários assim'.

Por Vanessa Martins, G1 GO

Lucas Tadeu de Morais e Manoel Vanderic em Anápolis — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal
Lucas Tadeu de Morais e Manoel Vanderic em Anápolis — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Aos 23 anos, Lucas Tadeu de Morais transformou a rotina da Delegacia de Proteção ao Idoso, à Pessoa com Deficiência, ao Consumidor e Trânsito de Anápolis, a 55 km de Goiânia. Portador de síndrome de Down, o jovem venceu um câncer e está realizando o sonho de viver o dia-a-dia de policiais, ao trabalhar como voluntário.

O delegado Manoel Vanderic, responsável pela unidade, conheceu Lucas há três anos, quando foi abordado pela mãe dele pedindo que tirassem uma foto juntos porque o filho era muito fã de policiais e sonhava em ser um. Na época, eles conversaram, e o delegado disse que se o garoto quisesse ir à delegacia para acompanhar a rotina, estava convidado.

“Há umas três semanas ela me mandou uma mensagem por meio de uma rede social contando que ele havia acabado de finalizar um tratamento contra o câncer e perguntou se a proposta ainda estava de pé. Eu disse que sim, e ele veio no outro dia”, contou.

Lucas Tadeu de Morais, 23 anos, em Delegacia de Anápolis — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal
Lucas Tadeu de Morais, 23 anos, em Delegacia de Anápolis — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

De acordo com Vanderic, a simples presença do Lucas na delegacia já mudou o ambiente. Sendo uma pessoa alegre, amorosa e muito empática, o jovem passa as tardes ajudando em alguns atendimentos ao público e em funções administrativas.

“A presença dele é muito positiva. Humanizou muito o ambiente. [...] Foi muito além do que eu esperava, não só com o público externo, mas com o interno. As pessoas ficam mais simpáticas, muito mais tranquilas”.

“Ele está sempre rindo. Se vê alguém triste, ele logo sente e tenta ajudar. Toda empresa, todo órgão deveria ter funcionários assim”, disse o delegado.

O agente Flávio Laudares, que também atua na delegacia, disse que também sente a mudança no local.

“Ele tem um histórico de superação de doença recente. Vendo ele lá, sempre alegre depois de toda dificuldade da vida dele, faz com que a gente reflita. Percebemos que a gente esquece de ser grato”, contou o agente.

Luce Anne Pereira e o filho Lucas Tadeu de Morais em tratamento em Barretos Goiás — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal
Luce Anne Pereira e o filho Lucas Tadeu de Morais em tratamento em Barretos Goiás — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Realização de um sonho

Mãe do Lucas, a empresária Luce Anne Pereira, de 43 anos, contou que a admiração do filho por policiais e profissionais da Segurança Pública começou quando ele ainda era criança. Hoje, vendo-o trabalhar na área, ela se enche de orgulho e satisfação por ver a felicidade dele.

“Ele está muito feliz. Na concepção dele, ele acredita que conseguiu ser o policial e eu sou muito grata pela oportunidade que ele está tendo”, afirmou.

Luce relatou que, em abril de 2019, o filho foi diagnosticado com um câncer na virilha, fez uma cirurgia e iniciou o tratamento de quimioterapia em Barretos.

“Foi muito difícil, ele sofreu muito, só quem viveu que sabe. Mas o hospital é só amor e isso ajudou muito. Por exemplo, ele foi vestido de Hulk na primeira sessão de quimioterapia e todo mundo entrou no jogo, pediram autógrafo. [...] Lucas teve muito isso de dar valor à vida e não força à doença”, completou.

A doença entrou em estágio de remissão. Assim, Luce ficou muito empolgada e grata pela recuperação do filho. Foi quando a empresa decidiu entrar em contato com o delegado para saber sobre a possibilidade de realizar esse sonho do filho. Segundo ela, a resposta foi logo: “Quando ele começa?”.

“O Lucas é muito criativo, muito educado, inteligente, isso é dele. Desde quando ele nasceu faz muito sucesso aonde vai. Ainda mais depois de tudo que ele passou, ele merece tudo isso e muito mais, ser muito feliz, fazer o que ele quiser”, concluiu.

Fonte: g1.globo.com

Verão em Santa Catarina tem sol, calor, praia e acessibilidade - Veja o vídeo.

Cadeiras anfíbias permitem que deficientes físicos tomem banho de mar com auxílio de guarda-vidas.

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Praias de Santa Catarina promovem inclusão de banhistas

Em Santa Catarina, os bombeiros participam de uma operação especial para garantir que pessoas com deficiência possam aproveitar um dia na praia durante o verão. Até uma cadeira foi adaptada para ajudar no banho de mar.

Clique AQUI para ver o vídeo.

São só alguns metros até o mar.

“Eu sou fascinado por praia. Eu gosto de praia, eu gosto muito de praia. É muito bom. A gente se liberta no mar”, diz Hipolite Leon Denizard.

Só que chegar ali nem sempre é tão simples.

“Não tem como a cadeira andar na areia porque a areia é muito fofa”, explica Hipolite.

“A pessoa com qualquer tipo de deficiência, sendo física, ela vai depender de uma pessoa para carregar”, ressalta José Flávio Pires da Rosa.

Mas agora dá. A solução é mudar de cadeira. Hipolite e José Flavio moram em Florianópolis. A prefeitura leva até a praia. O apoio fica por conta dos guarda-vidas. A cadeira anfíbia é parte do material nos postos dos bombeiros em algumas praias de Santa Catarina.

“As cadeiras vêm das mais diversas origens. As associações têm nos repassado, nós temos adquirido em alguns lugares, algumas emendas parlamentares também têm sido repassadas(?) e algumas famílias acabam muitas vezes patrocinando essa cadeira”, explica César de Assunção Nunes, comandante da 1ª Região de Bombeiro Militar.

Ela é leve e resistente à areia. Na água, a cadeira flutua e, com uma boia, o banho é completo...

“Não dá nem vontade de sair. Sensação indescritível de liberdade total”, diz José Flávio.

O projeto começou há seis anos em uma praia no sul do estado. Hoje, as cadeiras ficam à disposição em 46 praias durante o verão. Em média, por temporada, 300 pessoas com deficiência usam o equipamento para entrar no mar no litoral catarinense.

“Sensação muito boa, boa demais. Ainda mais agora com o auxílio do pessoal do bombeiro”, conta Marcos Jínio Dalomba.

Uma relação de confiança e bem antiga. Foram os bombeiros que ajudaram a salvar a vida de Marcos em 2005. Ele sofreu um acidente enquanto trabalhava, uma descarga elétrica violenta.

“Levei uma descarga elétrica de 13.800 volts, alta tensão, e vim a perder o braço e as duas pernas”.

Marcos agora mora em Minas Gerais. Está passando o verão em Canta Catarina. Por coincidência encontrou um dos bombeiros que o ajudou naquele dia.

“Às vezes, a gente pensa que superação é apenas uma palavra. O Marcos é exemplo de superação. Ele está dando um exemplo gigantesco hoje para nós”, disse o bombeiro Cláudio Luiz Andrade.

Fonte: g1.globo.com

Para promover inclusão, voluntários levam pessoas com deficiência ao Planeta Atlântida - Vejam oa vídeos.

Projeto existe há 10 anos e foi criado por educador físico. Objetivo é proporcionar uma experiência diferente aos integrantes.

Por Carolina Cattaneo, G1 RS — Xangri-Lá

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Voluntários levam pessoas com deficiência ao Planeta Atlântida

Ao som do reggae da banda Natiruts, um grupo dançava com uma energia contagiante no Planeta Atlântida na noite deste sábado (1). Eles foram ao festival por meio de um projeto, formado por voluntários, que leva pessoas com algum tipo de deficiência ao evento.

Clique AQUI para ver o vídeo.

O técnico de esporte e lazer e professor de educação física, Fábio Izaguirre Azeredo, criou a iniciativa há 10 anos. Essa foi a primeira edição que ele conseguiu levar dois grupos - um na sexta (31) e outro no sábado.

"É muito legal proporcionar isso para eles. Não tenho palavras pra descrever", conta.

Fábio, que trabalha com pessoas com deficiência, convida integrantes de instituições da área a irem ao Planeta. Para isso, o professor seleciona voluntários que vão junto ao evento.

Por meio de rifas, doações e parcerias, o projeto consegue comprar ingressos e alugar um micro-ônibus, que leva o grupo de Porto Alegre até a praia de Atlântida no dia dos show.

"Falta de atividades e festas para essas pessoas tão especiais me motivou a criar esse projeto. Graças a Deus a gente tá conseguindo, graças a ajuda de todos aqui no Planeta", afirma Fábio.

O festival reserva uma área só para pessoas com deficiência, mas isso não os impede de irem para o meio da multidão junto com os voluntários.

Maribel Fabião Borralho tem uma deficiência intelectual. Ao B, ela contou o quanto fica feliz em estar no evento.

"Tá muito bom curtir o Planeta. É a primeira vez que eu vim".

Integrantes do grupo se animam com os shows; muitos estão indo no Planeta Atlântida pela primeira vez — Foto: Carolina Cattaneo/G1
Integrantes do grupo se animam com os shows; muitos estão indo no Planeta Atlântida pela primeira vez — Foto: Carolina Cattaneo/G1

Outro integrante do grupo, Gregory Caletti conta que o show que mais gostou, até o início da noite, foi Natiruts. Mas tem uma apresentação que ele aguardava com ainda mais ansiedade.

"Agora vai começar a Anitta, não é? Adoro Anitta", conta, animado.

A professora de educação física Fabiane de Oliveira Dorneles é voluntária do projeto desde que ele foi criado.

"Eu vinha no Planeta, curtia com meus amigos. E pensei que seria legal poder trazer um grupo com pessoas com deficiências diversas pra poderem curtir também. É um momento de lazer. A gente faz festa junto com eles, a gente se diverte juntos. Um sentimento de felicidade, alegria", define.
Fonte: g1.globo.com