sábado, 3 de maio de 2008

25 países já ratificaram. E o Brasil?

Slovênia é o 25º. País a Ratificar aConvenção da ONU sobre Deficiência
A Slovênia ratificou no dia 24 de abril a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo, tornando-se o vigésimo quinto país a oficializar o tratado internacional. No próximo sábado, 3 de maio, a Convenção começa a vigorar nos países que a ratificaram mas, para desapontamento dos quase 15% da população que tem algum tipo de deficiência, o Brasil ainda está longe de fazê-lo.
Com objetivo de pressionar os parlamentares a se mobilizarem pela votação do documento e chamar atenção para a importância da Convenção, vários grupos de pessoas com deficiência realizarão manifestações no próximo sábado, em todo Brasil. Serão dadas informações sobre a Convenção e recolhidas assinaturas para a campanha Assino Inclusão – www.assinoinclusao.org.br, em prol de sua ratificação।

25 países já ratificaram a Convenção da ONU sobre os direitos das pessoas com deficiência. O Brasil não figura nessa lista, apesar de o presidente da Câmara Federal, deputado Arlindo Chinaglia, ter priorizado a ratificação na reunião especial para discutir a proposta de Estatuto da Pessoa com Deficiência, realizada em 23/11/2007 no Plenário da Câmara. Na ocasião, ele disse que isso aconteceria em menos de 20 dias.
Amanhã, dia 3 de maio, a Convenção passa a vigorar em todo o mundo e as pessoas com deficiência brasileiras farão manifestações em todo o país pela Ratificação Já!
No Rio de Janeiro será realizada coleta de assinaturas no Posto 9 da Praia de Ipanema, a partir de 10h.
A propósito dessa mobilização, a Rádio MEC entrevistou Andrei Bastos na manhã de hoje, no programa Manhã MEC.
(Clique aqui e ouça a entrevista)

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Refletindo sobre Inclusão

Para acirrar uma pouco mais o nosso momento de reflexão que antecede a ação, resolvi postar um tópico que foi enviado ao grupo do yahoo da Associação Síndrome do Amor।

Todos nós temos nossos conselheiros। Eu tenho vários, pessoas vividas, experientes, sábias e sobretudo que sabem ouvir. Me deixam falar, falar e depois organizam as minhas idéias seguindo com um banho de vivência que não tem preço.
Ontem ouvi conselhos que mexeram comigo e preciso dividir com vocês। Grande parte de nós é de uma geração um tanto reprimida que agora aprende que pode e deve lutar não só por si e sua família, mas pela sociedade, pelo planeta. Esta nova condição nos deixa deslumbrados e assustados com tantas coisas equivocadas nesse mundo. Aprendemos a nos colocar no lugar do outro e sair "brigando".
Sempre nos envolvemos nos casos de famílias especiais, mas me refiro agora a um, especificamente: uma criança que foi "incluída" numa escola particular pagando 4 ou 5 vezes a mensalidade de uma criança normal। A Mãe luta como louca para encontrar um patrocinador que o mantenha lá. Comentei essa história com muita gente pela indignação que me causou. A primeira idéia foi socorrer essa criança, pensando melhor concluímos que são várias na mesma situação e nossa atuação precisa ser numa esfera maior e mais abrangente...
A revolta inicial foi com a escola, ou as escolas com seus preços abusivos e discriminação, mas aí entrou meu conselheiro que questionou algo que eu não tinha pensado.
।Descrevi o que pensávamos em fazer, iniciando com uma carta da Associação para a escola, pleiteando o cumprimento das leis que falam em inclusão, etc। Depois, no caso de nada acontecer, partir para o Ministério Público e tudo mais.
Foi aí que vieram as perguntas que não querem calar: "Será que o caminho é mesmo esse? Já que temos nas mãos uma associação que, de certa forma tem como objetivo defender direitos de pessoas especiais, não seria o caso de começarmos a questionar essas leis?
Assim, do jeito que foram aprovadas beneficiam a quem? Será que a uma criança especial em meio a 30 crianças "normais" é realmente o cenário adequado para seu melhor desenvolvimento?
Obrigando escolas comuns, e muitas vezes sem condições de abrigar crianças mesmo sem qualquer limitação física, o governo não estaria apenas jogando sua responsabilidade de construir escolas especiais ou mesmo intermediárias realmente adequadas a nossos filhos?
Pessoal, minha experiência de vida, de maneira geral é baseada em prática। Infelizmente meu filho não chegou à fase de freqüentar uma escola. Sem querer transferir a responsabilidade de decidir e lutar, jogo a bola para vocês. Precisamos definir a direção e aí sim utilizar tudo o que temos de convicção e força para as batalhas.
Somente nós temos condições de "formar" uma lei que seja justa e adequada à nossa realidade tão fora do padrão।
Pensem nisso e vamos...Beijos

domingo, 27 de abril de 2008

Butolismo Infantil

O butolismo infantil e o consumo de mel de abelha


O botulismo infantil é uma doença que acomete lactente e é causada pela ingestão de alimentos contaminados com a bactéria Clostridium botulinum.


04/12/07 Embrapa Meio-Norte


Embora tenha sido comprovada a contaminação de bebês que consumiram alimentos industrializados e formulações próprias, pesquisas indicam que um terço dos casos de botulismo infantil ocorridos no mundo tem histórico de ingestão de mel, fazendo com que esse alimento seja contra-indicado para crianças com menos de 1 ano de idade (Aron, 1979; Europen Commission, 2002). Apesar de mais de mil casos de botulismo infantil já ter sido relatado em todo mundo, menos na África, devido à semelhança com outras síndromes, acredita-se que os diagnósticos errôneos encobrem grande parte da ocorrência dessa doença. Cerca de 4,5 a 15% doa vítimas da “Síndrome da Morte Súbita do Bebe” ou “Morte do Berço” foram posteriormente confirmados como botulismo infantil (Mugnol, 1997; Europen Commission, 2002). Devido à crença de que o mel tem propriedades terapêuticas, esse alimento é fornecido para crianças em substituição ao açúcar e mesmo como remédio. Por isso, acredita-se que os casos de botulismo de lactentes decorrentes da contaminação de mel é maior do que o revelado.As análises de amostras de méis indicam que entre 2% e 15% do mel em todo o mundo está contaminado com esporo de Clostridium botulinum, havendo uma incidência maior de contaminação em amostras coletadas nos próprios apiários (até 23%; Midura et al., 1979; Nevas et al., 2006). Segundo pesquisas realizadas pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), cerca de 7% do mel brasileiro de Apis mellifera está contaminado com Clostridium botulinum (Schocken-Iturrino et al. 1999; Rall et al., 2003). Na Finlândia, estudos demonstraram que essa bactéria não está presente somente no mel, mas também nas abelhas, na cera e no pólen (Nevas et al. 2006). Como o Clostridium botulinum está amplamente distribuído no meio-ambiente, a contaminação do mel pode ocorrer a partir do néctar e pólen, pela própria abelha, ar, etc. Nesses casos não existe forma de evitar a contaminação. Por outro lado, por ser resistente ao calor, a pasteurização do mel não elimina o Clostridium botulinum. Somente temperaturas superiores a 100oC podem afetar o agente causador do botulismo e aquecer o mel a essa temperatura destrói suas propriedades físico-químicas.Algumas práticas de manejo podem aumentar ou diminuir a presença do Clostridium botulinum nas colônias. A utilização das Boas Práticas de Fabricação (BPF) durante todas as etapas da colheita, extração e beneficiamento podem evitar a contaminação posteriormente. Chamo atenção para essa observação: a contaminação pode ser reduzida, mas não evitada. Além disso, como um mel que sai da colméia sem conter os esporos, pode ser contaminado durante a extração, ou mesmo posteriormente, no processo de envase, incluir a análise de detecção do Clostridium botulinum. Por outro lado, não existem dados sobre a presença desse esporo em mel de abelhas sem ferrão (Melipona). Como essas espécies utilizam barro na construção dos ninhos, é possível que a quantidade de Clostridium botulinum nesses méis seja maior do que a existente no mel de Apis mellifera. Sendo assim, é necessário que sejam realizadas pesquisas neste aspecto para nortear as ações dos órgãos competentes sobre o assunto. Fábia de Mello Pereira - Pesquisadora da Embrapa Meio-Nortefabia@cpamn.embrapa.br