quarta-feira, 2 de julho de 2008

Crianças latinas com deficiência sem escola

A presidente da Rede Latino-Americana de Organizações Não-Governamentais de Pessoas com Deficiência e suas Famílias (Riadis), Regina Maria Melo Atalla, afirmou que 70% das crianças com deficiência na América Latina não freqüentam a escola. Para a especialista, o fato demonstra que os direitos das pessoas com deficiência, previstos na legislação não têm chegado à população.

Regina Atalla foi uma das participantes da audiência pública promovida pela CDH e pela Subcomissão Permanente de Assuntos Sociais das Pessoas com Deficiência, ligada à CAS.

A presidente da Riadis informou ainda que existem no mundo 650 milhões de pessoas com deficiência, das quais 82% estão entre as camadas mais pobres da sociedade, enfrentando precárias condições de acessibilidade.

Para ele, a convenção poderá representar importantes avanços na implementação dos direitos das pessoas com deficiência. Também Nicola Speranza, representante do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, destacou a participação da sociedade civil na discussão promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU) para a elaboração da convenção, o que deu grande legitimidade ao texto.

Para Ricardo Tadeu Marques da Fonseca, procurador regional do Ministério Público do Trabalho a convenção da ONU é mais um passo para assegurar direitos iguais a todos. Para o procurador, a convenção inova ao definir deficiência como parte da diversidade humana e ao estabelecer como princípios o respeito à autonomia individual e à independência das pessoas.

O debate realizado na CDH foi proposto pelo presidente da comissão, senador Paulo Paim (PT-RS). Ele é autor do projeto de Estatuto da Pessoa com Deficiência, (PLS 06/03) aprovado pelo Senado em dezembro de 2006.

domingo, 29 de junho de 2008

INCLUSÃO NAS ESCOLAS CONTINUAÇÃO

Continua a discussão, de Mães em Comunidade do Orkut, sobre Inclusão Escolar


Marilia
Luciana.
A sua história nos faz pensar num caminho do meio. Enquanto não temos a escola intremediária, porque não encarar a inclusão como mais uma terapia, ou seja, em alguns dias da semana a criança convive com as "diferentes" e nos demais, mais tempo, fica entre as que possuem alguns desafios maiores como ela.
Temos no Brasil, uma escola que faz a inclusão ao contrário. Muito interessante. Vou pegar o site para que todo mundo conheça.
Vamos seguir a discussão porque somente assim chegaremos num modelo ideal e viável ao mesmo tempo. Beijos

Elizete
Luciana.
Que bom, que sua filha teve uma inclusão escolar bem sucedida!
Por isto é que digo que não dá para generalizar, algumas crianças estão bem em escolas regulares, mas concordo com vc, a escola especializada deve complementar a regular e vice versa, se for o caso.
Devemos estar abertas para todas as hípóteses e ideias!
É muito importante!

Roberta.
Uns se dão bem na especial, outros na regular...outros nas intermediárias...Não podemos padronizar...A lei ainda é vaga..falta muitos detalhes...Mas base é certa, temos que permitir o acesso a todos, em qualquer lgar..Permitir não é obrigar...A criança por sí acaba mostrando onde ela se sente mais feliz...Nossa obrigação é ampara-lá , protege-lá e garatir que ela tenha seus direitos preservados!!!!...Não importa onde...

Andréa.
Eu trabalhei desta forma, fui estagiária em escolas regulares para acompanhar as as crianças e adolescentes em sala de aula. Baseada na minha experiência minha opinião pessoal é a seguinte: realmente depende muito do caso da cr, trabalhei tanto com crs com retardo leve quanto com cr com problemas gravíssimos. Nesses casos gravíssimos não existe inclusão mesmo, não adianta forçar uma situação quando a cr apresenta um quadro grave, o melhor mesmo é a instituição especializada, essa uma cr grave que peguei simplesmente me chutava o tempo todo e todos os dias e era bem difícil trabalhar com ela, realmente percebi que ali ela não ia ser incluída, até porque a própria professora não tinha preparo nenhum, só sabia gritar o tempo todo. Em outros casos acho super válido, é extremamente gratificante vc ver o desenvolvimento e a socialização dessas crs, é muito bom para elas sim, isso é inegável, elas brincam muito, fazem amigos e se sentem úteis
naquele ambiente da escola regular. Não vou negar que em alguns momentos realmente nos dá essa sensação de sermos babás, mas a gente faz outras coisas tb, pelo menos no meu caso a gente podia usar o computador com programas específicos para essas crs e ajudá-las. Hoje na verdade quando penso neste estágio que fiz tenho a sensação de que Deus já estava me preparando para ser mãe de uma cr especial, mas reafirmo que na questão da inclusão cada caso é um caso, principalmente no que diz respeito ao preparo da escola e professores para receberem essas crianças.

Tânia.
Você disse tudo Andréia, o que eu debato muito é que ele ñ classificam a inclusão para aquelas crianças que realmente conseguem se adaptar em uma escola regular o que eels querem é incluir e pronto independente se os professores estão adaptados ou ñpara receber estas crianças
Pois teem crianças que parecem ser adaptáveis mais qdo acontece a inclusão ñ tem um trabalho feito com os professores e alunos para aceitarem esta criança vou citar um ex:tem uma menina aqui em minha cidade com uma deficiência leve sua paralisia ñ atingiu o psicomotor , mais atingiu outras partes ele ñ tem controle sobre escfinger( ela faz coco e xixi)
E eles insistem em colocá-la numa escola regular;mais é só motivo de gozação dos colegas dizendo que ela esta fedida na melhor das frases qdo ñ falam outras coisas... agora me digam ela esta incllusa, tem que ir para escola eo psicológico dessa criança em outros caso crianças com surto psicótico agredi professores e colegas.. todos ficam afetados.
Para mim a mídia faz muita propaganda sobre inclusão, mais ñ mostra a realidade dela. E como poderia sr feito para realmente serem inclusos ñ só as crianças com síndrome de daw que eu acho que são os mais atingidos,pois eles mostram o daw que tem um melhor aproveitamento a gente sabe que tem vários graus desta deficiência .........
Desculpe gente mais com esse 16 anos de luta já vi muita coisa e falo de carteira enqto ñ nos unirmos mostra para esse governo que vale pena investir para que apareçam mais escolas como a que esta a filha da Luciana ñ não vamos chegar a lugar nenhum.

Roberta
Concordo com todos aqui, pq tb se formos ver ts querem dizer a memsa coisa, so que de modos diferentes...
A verdade é que o bom senso deve..ou pelo menos deveria prevalecer..temos q lua contra as disparidades...e absurdos..
Claro que como a Tania disse, um PNE mais grave não ira usufruir da mesma forma dos beneficios da escola regular, como um PNE mais leve...Pq as necessidades são diferentes...
Meu filho estudou um tempo em uma escola especial, e não deu certo...e na regular tb não..ele é tem como CID 10 : retardo intelectual leve a moderado...
E é isso que btalho e vou sempre batalhar nã só por ele, mas por tds...acesso a aquilo que é melhor para cad caso..seja na educação, lazer, saúde tranporte...pq para cada um deles haverá uma necessidade a ser atendida...

Carla
Tudo na vida e tentar.
Meu filho tem 3 anos e esta na inclusão, no começo quando estava a procura foi dificil, todas as escolas perguntavam, ele anda ? eu dizia não, eles falavam então não pegamos, isso aconteceu em varias escolas particulares. Mas graças a Deus encontrei uma escola maravilhosa, o meu filho e o único especial na escola, achei muito bom, ele mudou muito, e pra melhor cada dia q passa aprende uma coisa nova, e eu estou muito feliz com o resultado, ele participa de todas as festinhas da escola, e maravilhoso.....

Elisabete
Carla, nem sempre dá certo, conheço vários casos de tentativas frustrantes. Crianças que estavam bem numa escola especial aqui da minha cidade que foram mandadas para a inclusão, isso mesmo, mandadas, sem direito dos pais escolherem se queriam ou não. E sabe o que aconteceu? A maioria com as quais tive contato, voltaram para a escola especial, pois não se adaptaram à essa inclusão obrigatória do governo. Maravilhosa no papel e no comercial da televisão, mas, horrível e ridícula na realidade, no dia a dia, na prática. Para alguns, a inclusão pode até dar certo, como já foi falado anteriormente. Cada caso é um caso, envolve a parte financeira principalmente, e vários outros fatores, porém, se é inclusão, não pode haver nehuma exclusão, não é mesmo?

Smile.
Eu tive problemas qdo troquei a Isa de escola pq senti que eles tem uma certa resistência em receber alunos especiais embora já trabalhe com algumas crianças. Este é o segundo ano dela nessa nova escola e estou gostando dos resultados. Ela é bem aceita pelos colegas de classe; fazem um trabalho de reforço pedagógico tres vezes por semana com as crianças especiais. Já está escrevendo o nome dela, tem
algumas noções de operações matemáticas com a ajuda de palitos de sorvete( em casa ) e na escola com material dourado(próprio para isso). Ela está com 7 anos e está no primeiro ano(que seria o antigo pré). Tenho consciencia que ela não acompanhará os colegas mas cada progresso dela para mim é muito importante. O progresso no desenvolvimento geral dela é visível e penso que o que a está ajudando é essa convivência com os colegas da escola.Pago pela mensalidade o mesmo valor que outras mães. Abri mão de muitas coisas para poder ter o básico para ela. Não compro roupas desde que ela nasceu. Uso a famosa marca "se me dão" . Na outra escola ela ficou por dois anos e não vi progresso. Com certeza nem todas as escolas estão preparadas p/ a inclusão. Essa escola na qual ela estuda se analisarmos bem , está caminhando para a inclusão.Não vou dizer que é a melhor, mas já tive parametros para comparação e por enquanto tenho observado que para a Isa está sendo uma boa opção.A Isa é portadora de SD.
Abraços

Ângela.
Inclusão,não é somente na escola,nós pais levando a todos os lugares,participando de atividades sociais,festas,shopping,cinemas,teatros seja o que for é uma inclusão social muito benéfica .
O dificil é dar a liberdade,aceitar as diferenças que fazem,as provocações e outras coisas mais,acredito que depois que nós conseguirmos aceitar tudo isso e tentar nao proteger tanto de tudo,as pessoas vão conviver e aprender a amar os deficientes como nós pais amamos,vão ver e sentir como eles são carinhosos,puros e sinceros e vão ter oportunidade que nós tivemos em ter em nossas vidas tão grande benção!
Muitas vezes nós protegemos tanto nossos filhos que não damos oportunidade deles conviverem com outras pessoas,pq fazem coisas e dizem coisas que nos machucam então como uma forma de proteção acabamos criando uma barreira invisivel em volta deles.
Não concordo com a inclusão social na escola,não deve ser generalizada pq existem varios niveis de deficiencia e não creio que todos iriam se beneficiar com isso,principalmente em escolas publicas que não tem capacidade nem de ensinar ,nem proteger as crianças ditas normais.

(Continua)