sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Principais Normas de Acessibilidade.

Muito se pode fazer para eliminar as barreiras arquitetônicas. O texto abaixo foi extraído da cartilha "O que todos precisam saber sobre barreiras arquitetônicas", publicada pelo Programa Estadual de Atenção à pessoa portadora de deficiência / Fundo Social de Solidariedade, do Governo do Estado de São Paulo (1994).

• Muitos jovens com deficiência poderiam ir ao cinema, prestar vestibular, assistir aos jogos do seu time de futebol, trabalhar, viajar, se os espaços fossem adequados a eles.

• As mulheres gestantes poderiam ir de ônibus ao trabalho, ou ao médico, se os degraus não fossem altos demais.

• Um homem acidentado poderia abrir a sua padaria, como fazia todos os dias, atravessando a rua com o uso de muletas, se as guias fossem rebaixadas.

• Um senhor idoso poderia passear pela praça para encontrar seus amigos, usando bengala, se, em lugar dos degraus, ali existissem rampas de acesso.

• Pessoas cegas poderiam andar livre e seguramente pelas calçadas, se houvesse sinalização para detectarem os obstáculos.

• Pessoas em cadeiras de rodas poderiam usar os sanitários de forma independente, se as portas tivessem dimensões que permitissem sua passagem.

• Pessoas em cadeiras de rodas também poderiam usar os orelhões, se estes ficassem na altura adequada.

• Pessoas que usam muletas poderiam andar livremente pelas ruas, se o tempo do sinal fosse mais prolongado.

• É importante termos em mente que as pessoas com deficiência, ou incapacidades, têm o direito de estar nos mesmos locais em que nós todos estamos.

Há normas que norteiam a implementação das mudanças ambientais, de forma a eliminar as barreiras arquitetônicas.
As normas são estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT, na NBR 9050, de Setembro de 1994.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

REABILITAÇÂO (continuação)

Educação especial em São Paulo: um breve histórico:

Em outubro de 1917, o doutor Vieira de Mel 10 publicou na Gazeta Clínica um trabalho sobre a educação de excepcionais na escola pública. Anos mais tarde, foi criada e instalada no edifício da Inspeção Médica Escolar ( onde hoje funciona a Secretaria de Educação) uma escola especial que funcionou sob a regência do professor Norberto de Souza Pinto.
Ao mesmo tempo, entrou em funcionamento uma classe especial no Grupo Escolar do Belém (hoje E. E, Amadeu Amaral),por iniciativa do professor Cyro Bonilha.
Em 1933, houve a criação de duas classes especiais, anexas à Escola Normal "Padre Anchieta", na Capital.
Já no início de 1954 funcionavam 21 classes especiais em grupos escolares da Capital.
Em 1955 iniciou-se o atendimento educacional dos deficientes visuais, através de convênio firmado entre a Secretaria de Educação e a Fundação para o Livro do Cego no Brasil (atual Fundação Dorina Nowill).
Em 1959 iniciou-se o atendimento dos deficientes auditivos. Em 1960 iniciou-se o atendimento dos deficientes físicos, com a instalação de quatro classes especiais no Grupo Escolar "Rodrigues Alves" da Capital, em convênio com a Associação de Assistência à Criança Defeituosa (MCD).
A partir de 1967 a orientação técnica do atendimento educacional dos excepcionas foi unificada no Serviço de Educação Especial, subordinado ao Departamento de Educação.
O Serviço de Educação Especial foi estruturado e suas funções redefinidas com quatro equipes técnicas: o de estudos pedagógicos; o de estudos psicológicos; o de promoção e divulgação; e o de recursos auxiliares.


A educação inclusiva:

A educação é considerada fundamental, pelas entidades, para o crescimento do indivíduo como uma forma de desenvolver todas as suas potencialidades, para minimizar os efeitos das deficiências e assim estimular uma independência futura. A AMA, por exemplo, afirma que "a escola é a entidade que deve preparar todo indivíduo para a vida adulta." Dessa maneira, a professora Ana Maria Prado, explica que "dada esta diretriz, cada caso é avaliado individualmente. De acordo com as capacidades, necessidades e limitações de cada educando, estabelece-se um programa de educação. Nem sempre este programa inclui alfabetização ou o desenvolvimento das demais habilidades exercitadas na escola regular."
As escolas especiais (onde só estudam pessoas com deficiência) foram e ainda são muito utilizadas e na sua maioria são mantidas por instituições que cuidam desses casos, como a AMA, AACD, entre outras. Porém, nessa última década as escolas inclusivas vêm tendo um crescimento. Nessas escolas, alunos deficientes e não-deficientes frequentam as mesmas aulas com o objetivo de um relacionamento maior entre essas pessoas.
Apesar de estarem sendo muito utilizadas, as escolas inclusivas trazem sempre uma questão a ser debatida: o que é melhor para os deficientes - estudar em escolas especiais ou estudar em escolas comuns?
Uma das pessoas que responde melhor essa questão é Romeu Kazumi Sassaki, que diz que "o que é melhor para pessoas deficientes depende de inúmeros fatores: desejo dos pais; desejo das próprias pessoas deficientes; opinião das autoridades educacionais, a realidade escolar da cidade ou região etc".
"Uma escola comum tal qual como sempre existiu não se torna automaticamente uma escola inclusiva só porque admitiu alguns alunos com deficiência nas classes comuns; uma escola comum só se torna inclusiva depois que se reestruturou para atender à diversidade do novo alunado em termos de necessidades especiais, não só as decorrentes de deficiência física, mental, visual, auditiva ou múltipla, como também aquelas resultantes de outras condições atípicas, em termos de estilos e habilidades de aprendizagem dos alunos e em todos os outros requisitos do princípio da inclusão, conforme estabelecidos no documento' A Declaração de Salamanca e o Plano de Ação para a Educação de Necessidades Especiais'." Essa afirmação de Sassaki demonstra o que é necessário para uma escola ser de inclusão.
Além disso, ele cita a "Declaração de Salamanca", que é um documento que foi adotado por mais de 300 participantes representando 92 países e 25 organizações internacionais, presentes na Conferência Mundial sobre Educação de Necessidades Especiais: Acesso e Qualidade, realizada na cidade de Salamanca, na Espanha, em junho de 1994. Trata-se de um texto sobre inclusão na educação, onde fica explicado que a educação inclusiva não se refere apenas às pessoas com deficiência e sim a todas as pessoas, deficientes ou não, que tenham necessidades educacionais especiais.
Fonte: CEAPPD.