sábado, 18 de outubro de 2008

Acordo entre bancos e MP prevê adaptação de agências a deficientes

BB e Caixa de todos os estados terão que se adaptar. Em SP e MG, bancos privados também serão modificados.

Diego Abreu

Os bancos públicos federais de todo o país (Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal) terão que se adaptar para oferecer condições de acessibilidade e atendimento prioritário aos portadores de necessidades especiais. Isso é o que determina o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado na manhã desta quinta-feira (16) entre o Ministério Público Federal (MPF), a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (Corde) e a Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República.
O acordo estabelece que os bancos ofereçam aos clientes rampas de acesso ou elevadores, instalem assentos de uso preferencial, adaptem o mobiliário para o atendimento diferenciado, equipem as agências com sanitários adaptados para usuários de cadeira de rodas, ofereçam caixas eletrônicos especiais, entre outras exigências.
O objetivo do MPF é garantir acessibilidade às pessoas com deficiência física, visual, auditiva e mental. Os bancos terão prazos para fazerem as adaptações. De acordo com o TAC, em seis meses, no mínimo 30% do total de agências em funcionamento em cada estado já deverão fazer as adaptações arquitetônicas previstas. E, em até 15 meses, 100% dos bancos que assinaram o acordo deverão estar com a arquitetura adaptada ao atendimento especial.
Em 12 meses, as agências terão, por exemplo, que oferecer aos deficientes visuais a leitura do teor do TAC, em voz alta ou por meio eletrônico, e fornecer extrato mensal de conta corrente em braile. Para os deficientes auditivos, os bancos terão que treinar pessoal e dispor de equipamento capaz de manter comunicação, nos mesmos horários de atendimento ao público. Pelo acordo, até o dia 28 de fevereiro de 2009, as agências deverão possuir pelo menos um funcionário capacitado a prestar atendimento às pessoas surdas na Língua Brasileira de Sinais (Libras).
O descumprimento das normas estabelecidas no TAC acarretará multa de R$ 1 mil por dia de atraso ou por cliente não atendido.
SP e MG
Em São Paulo e Minas Gerais, 18 bancos privados também se comprometeram a adaptar as agências para atendimento às pessoas deficientes, uma vez que também assinaram o TAC nesta quinta os ministérios públicos de ambos os estados. Entre os bancos particulares que se adaptarão nos dois estados, estão Bradesco, Itaú, Banco Real e Santander.
Segundo a Febraban, os ministérios públicos das demais unidades da federação também deverão assinar, em breve, termos de ajustamento de conduta para que bancos privados e bancos estaduais também se comprometam a se adaptar para o atendimento aos portadores de necessidades especiais. Segundo a federação, 25 milhões de pessoas serão beneficiadas com o acordo - esse é o número estimado de portadores de deficiência no país.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Roupa robótica para deficientes será alugada no Japão

A firma japonesa Cyberdyne anunciou que começará a produção em massa de sua roupa robótica HAL, que será alugada para o público interessado no país.
Apesar de o nome ser o mesmo do computador inteligente e voluntarioso do filme "2001: Uma Odisséia no Espaço", o nome HAL neste caso é acrônimo de "hybrid assistive limb", ou "membro auxiliar híbrido", na tradução literal.

Segundo o site TechRadar, a roupa identificará sinais cerebrais de movimento e auxiliará seu usuário na movimentação, o que beneficiará deficientes físicos e idosos com problemas de mobilidade. A Cyberdyne afirmou que HAL será vendido nos modelos pequeno, médio e grande, e trará um computador à bateria anexado à cintura do usuário e que operará os membros mecânicos.

O aluguel mensal da roupa custará 150 mil ienes, o equivalente a US$ 1.500, conforme noticiou o site China Daily. A roupa também deve chegar em breve ao mercado europeu, mas ainda não tem previsão de exportação para outros países.

A empresa parece gostar de nomes cinematográficos. Além do nome do produto, a própria empresa remete à Cyberdyne Systems, do filme O Exterminador do Futuro.

HAL apareceu na mídia pela primeira vez em abril de 2006, quando dois japoneses portadores de deficiência física seriam carregados por outros escaladores utilizando as vestimentas em uma expedição pela montanha de Breithorn, de mais de 4 mil metros, nos Alpes suíços