segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

A moçada está saindo.

Foi bonito de se ver. Na semana que antecedeu o Natal fui duas vezes ao shopping comprar presentes e tive gratas surpresas. Depois de batalhar por uma vaga reservada para pessoas com deficiência, todas ocupadas, tive que esperar na fila para usar o banheiro adaptado e vi muitas cadeiras de rodas circulando pelos corredores e lojas.

Não é à toa que o símbolo de acessibilidade mais difundido e conhecido é uma cadeira de rodas. Claro que outras pessoas, com outras deficiências, também foram às compras, mas a idéia de um espaço acessível conquistado é facilmente passada pela imagem dos cadeirantes circulando com facilidade.

Mais do que uma simples inclusão nos templos do consumo, esta nossa maior afluência aos shoppings resulta da irreversível elevação da nossa autoestima, tanto por conquistas de natureza pessoal como política. Nossa determinação e luta constante fizeram com que chegássemos à atual situação e vão nos levar mais longe ainda. A porta do consumo é a mais fácil de ser aberta, pois a chave é o dinheirinho nada desprezível de 25 milhões de brasileiros e seus familiares.

É preciso que tenhamos clareza em relação a esse poder econômico, significativamente aumentado por nossa inclusão cada vez maior no mercado de trabalho, e saibamos usá-lo para efetivar todas as outras conquistas já consolidadas nas leis. Se associarmos essa compreensão às questões de direitos do consumidor e de que somos tão pagadores de impostos quanto os outros, a despeito de isenções fiscais plenamente justificadas que nos atendem, potencializaremos nossa força política na luta pela cidadania plena.

Por outro lado, também sabemos que usuários de vagas reservadas em shoppings ainda representam uma minoria entre nós e que, por isso, devemos fazer com que a acessibilidade desse comércio de luxo seja implementada em todas as construções e transportes das cidades. Afinal, nenhum dos sorridentes cadeirantes “consumistas” deve ter chegado de ônibus. Mas, de qualquer maneira, foi bonito de se ver porque a diferença foi grande “em relação ao mesmo período do ano anterior”, marcando 2009 como o ano em que muitos cadeirantes saíram da toca.

Na minha última incursão consumista, ao sair do elevador me deparei com um congestionamento de cadeiras de rodas. Foi divertido porque, sem perceber, de repente estávamos num papo solto como se fôssemos velhos conhecidos, rindo e brincando com nossas cadeiras e muletas, e atrapalhando o trânsito, é claro. Foi quando um jovem e bem humorado cadeirante do grupo, olhando para a confusão, expressou o que percebíamos ao dizer que “a moçada está saindo”.

É isso mesmo: estamos saindo para a vida, para o mundo, e tudo indica que 2010 será o ano em que provocaremos congestionamentos também nas avenidas, ruas e pontos de ônibus, lutando por acessibilidade para todos. Vocês já imaginaram o impacto que apenas dois ou três cadeirantes podem provocar se tentarem pegar, ao mesmo tempo, o mesmo ônibus adaptado sobre chassi de caminhão? É primeira página na certa.

A moçada está saindo e vai ganhar as ruas. Feliz 2010 acessível!



Publicado no blog Andrei Bastos Domingo, 27 de Dezembro de 2009 às 20:42.
Matéria postada no Blog da APNEN 28/12/2009

Jaú implanta sistema pioneiro de acesso de deficientes visuais aos ônibus.

Acessibilidade no trânsito de Jaú - Sistema para deficientes visuais será implantado.

Jaú será mundialmente pioneiro na implantação de um sistema para a acessibilidade de deficientes visuais ao transporte coletivo urbano. É o DPS2000, criado por Dácio Pedro Simões e aperfeiçoado pela Universidade Federal de Minas Gerais. O sistema foi apresentado na tarde da última sexta-feira (18/12) no auditório do Ciesp pelo diretor da empresa Geraes, de Belo Horizonte, Júlio César David de Mello para o Prefeito Municipal e Primeira Dama, Presidente do Fuss e Secretária dos Direitos das Pessoas com Deficiências e Idosos.


O DPS2000 é um equipamento que através de rádio-frequência permite ao deficiente visual acionar a linha de ônibus que pretende utilizar e alerta ao motorista, através de um sinal sonoro, que no próximo ponto à frente há um deficiente visual para embarcar. Quando o ônibus pára no ponto um alerta sonoro, partindo de dentro do veículo, informa o número da linha para que o deficiente saiba que estará embarcando no ônibus correto para o seu destino.


A Previsão de funcionamento do novo sistema nos ônibus de Jaú é até maio de 2010. Segundo a Primeira Dama, "Estamos tentando sair na frente. Pela demonstração pudemos ver que é um projeto ousado, mas que não é uma tecnologia cara. Percebemos que em valor para nós custaria em torno de R$ 18 mil da Prefeitura a proposta inicial de implementação do sistema. Nós estávamos pensando em sonorizar o Terminal Urbano de Integração, mas esse projeto é muito mais amplo e atende ao deficiente em qualquer lugar onde estiver na cidade".


O projeto prevê também palestras, cursos de formação de motoristas, e será custeado através de uma parceria inicial da Prefeitura Municipal de Jaú com a Empresa Macacari. A Secretaria dos Direitos das Pessoas com Deficiência e Idosos também está buscando novas parcerias para custear a linha de produção e baratear ainda mais o preço final do produto.

Prefeitura de Jahu 28/12/2009
Mat´ria postada no log da APNEN 28/12/2009

domingo, 27 de dezembro de 2009

Futebol dribla paralisia e miséria em Campo Grande.

Na capital sul-matogrossense, esporte se transforma em meio de vida e já produz até uma nova geração de jogadores.

Com estrutura precária, cidade concentra três dos principais times do país e integrantes da seleção que ganham bolsas do governo.



Em Campo Grande, futebol é muito mais uma atividade para deficientes físicos do que um esporte para profissionais.
Na capital do Mato Grosso do Sul estão as bases das seleções principal e sub-20 de futebol para paralisados cerebrais.
Rede de saúde falha, erros médicos, falta de informação e difícil condição financeira das famílias. A situação de Campo Grande não é muito diferente da do resto do Brasil.
A diferença é que existe uma certa estrutura para a prática de futebol para quem tem paralisia. Pobre, precária, mas ainda assim uma estrutura.
No último Brasileiro da modalidade, disputado há 15 dias em São José dos Pinhais (PR), três dos oito times eram de Campo Grande. No futebol profissional não há nem sequer um clube de Mato Grosso do Sul nas séries A, B e C.
A última equipe do Estado a disputar a primeira divisão foi o Operário, em 1986, quando o torneio teve 80 participantes.
Nenhum dos times paraolímpicos paga salários para jogadores e comissão técnica, mas há dezenas de praticantes incluídos no programa bolsa--atleta, do governo federal.
No Campeonato Brasileiro, o título ficou com o IBDD, do Rio. Mas o Caira e o Pantanal, de Campo Grande, ficaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. O outro time da cidade (ADD) terminou em sexto e teve a revelação do torneio, Rafael Franciscatto, 16.
Um lugar no pódio vai valer R$ 750 mensais para cada jogador ao longo de 2010 -a não ser que o atleta já receba outro auxílio, como o pago a quem disputou a última Paraolimpíada (no caso, R$ 2,5 mil mensais).
O futebol paraolímpico virou um meio de vida na capital sul-mato-grossense. Em Atlanta-96, 3 dos 12 integrantes da seleção eram de Campo Grande.
Em Pequim-08, 6 dos 12 convocados defendiam times de Mato Grosso do Sul.
Hoje, o Estado já produz uma nova geração de jogadores, quase todos concentrados na capital. Em outubro, a seleção brasileira sub-20 ganhou os Jogos Parapanamericanos em Medellín, com seis sul-matogrossenses no time -quatro deles entre os sete titulares.
Rael Medeiros Coelho, 15, era um dos mais novos da equipe. Começou a jogar por influência do vizinho Joelson da Rocha Cabral, 20, também paralisado cerebral, de quem acabou companheiro de seleção.
"Agora que ele vai ganhar a bolsa, vou poder pagar o que devo", diz Adriana, 40, mãe de Rael e empregada doméstica. "Faço tudo para ele jogar. Pego passe de ônibus emprestado, faço prestação para comprar chuteira, meia, tudo."

Rivalidade
O Pantanal é o mais antigo dos clubes de paralisados cerebrais de Campo Grande. Ligado à ONG Cemdef, foi fundado em 1996 e sobrevive da ajuda eventual de empresas e políticos.
Sob o comando de Dolvair Castelli, acumulou títulos nos dez anos seguintes, até que um racha resultou na criação de outro time, ligado a outra ONG da cidade, o Caira, que se sustenta da mesma maneira.
Para lá foram o técnico José Renato Ferreira e vários jogadores, como Marcos dos Santos Ferreira e Luciano Rocha, atacante da seleção brasileira nas últimas três paraolimpíadas.
O outro time da cidade é o ADD (Associação Driblando Diferenças), que concentra jogadores mais jovens e treina junto com o Pantanal num campo improvisado, ao lado do ginásio Guanandizão.
"Ainda é longe do ideal, mas é o que temos", diz o técnico Castelli, resignado. O campo de grama alta e fofa tem dimensões menores que as oficiais, as traves não têm redes e não há linhas marcadas.
A reforma por que passa o local não tem nada a ver com futebol. Torres de iluminação estão sendo instaladas para aumentar a segurança do campo à noite, quando o gramado se transforma em estacionamento para os cultos evangélicos realizados no Guanandizão.
A "sede" do Pantanal são duas salas contíguas, de teto inclinado, localizadas embaixo das arquibancadas do ginásio.
Numa delas fica o único aparelho de ginástica -que é dividido entre os 20 jogadores-, os armários de ferro para os uniformes e os colchonetes para sessões de alongamento.
Na outra ficam os troféus e a mesa do presidente do Pantanal, Antonio Carlos Barbosa, que também atua como auxiliar-técnico, motorista e o que mais for necessário. Há dois meses, o local foi assaltado. "Roubaram o computador e os uniformes", relata Barbosa.
O Caira usa duas vezes por semana as instalações de um clube de elite. "Nos outros dias a gente corre no parque e faz treinos táticos em quadras públicas de futsal", conta o treinador José Renato Ferreira.
A rivalidade entre Caira e Pantanal é tamanha que os times nunca se enfrentaram em amistosos. Situação que pretendem mudar em 2010.


Folha de São Paulo: ESPORTES
São Paulo, domingo, 27 de dezembro de 2009

Matéria postada no Blog da APNEN 27/12/2009

Anvisa muda regras para embalagens de remédios; braile será obrigatório

Uma norma da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicada na semana passada no Diário Oficial da União irá mudar as embalagens de medicamentos. A partir da publicação, as fabricantes terão de seguir novas regras como a obrigatoriedade do nome do remédio em braile nas caixas, além da inclusão de informações sobre conservação e prazo de validade do produto após a abertura. O objetivo da medida é “tornar os rótulos de medicamentos mais claros e úteis para a sociedade”. Os fabricantes terão 18 meses para se adaptarem às mudanças. Todos os medicamentos terão que conter a bula obrigatoriamente. Antes, os remédios isentos de prescrição e que incluíssem as informações exigidas na própria embalagem, eram dispensados da bula. A partir da resolução, informações impressas nas caixas, como o número de lote, data de validade e de fabricação terão que aparecer em tintas coloridas. Está proibida a impressão apenas em alto ou baixo relevo, como é feito atualmente. Os laboratórios só poderão utilizar figuras nas embalagens se a função for de auxiliar o uso do remédio. E para evitar confusão com a gradação das tarjas, o uso das cores vermelha, preta e amarela nos rótulos estão restritas.


(Agência Brasil)
Jornal TodoDia 27/12/2009
Matéria postada no Blog da APNEN 27/12/2009

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

FLAGRANTE DE DESRESPEITO







A APNEN, (Associação dos Portadores de Necessidades Especiais de Nova Odessa, denuncia um flagrante de desrespeito a Pessoas com Deficiência, mobilidade reduzida, e aos idosos, esta foto foi tirada na esquina da Rua Quinze de Novembro, com Rua Aristeu Valente ao lado do Banco do Brasil no Centro.
Além das poucas vagas existentes no centro da nossa cidade, não são respeitadas por motoristas, que param seus veiculos, simplesmente ignorando estas vagas, talvez pelo motivo de estarem mal sinalizadas, ou falta de orientação, ou punição, onde algumas destas vagas, necessitem de uma nova pintura, e também a colocação de placas com informações, e advertência , em acordo com a nova resolução do Contran nº 304/08, onde diz que o uso em desacordo com esta nova resolução, caracteriza infração prevista no Art. 18, inciso XVII do CTB.( Quem estacionar na vaga reservada em desacordo com as normas, (exemplo: sem transportar idoso nem pessoa com deficiência ou sem ter a identificação obrigatória no veículo) está sujeito a multa por infração leve, de R$ 53,20, além da remoção por guincho e três pontos na CNH), esta vaga que estamos nos referindo, foi uma solicitação da APNEN, porque pessoa portadora de deficiência já foi multada por estacionar em frente ao Banco do Brasil, denunciamos esta verdadeira falta de respeito, porque além de estar iterditando o passeio público, este entulho, esta depositado em uma vaga exclusiva de estacionamento de pessoas com deficiência, e mobilidade reduzida, e ainda esta em desacordo com a Lei municipal nº 1303 de 05 de Junho de 1992 (revogada pela lei municipal nº 1564 de 01 de outurbro de 1997) onde no seu Art. 2º, diz: É obrigatório a construção de passeio publico desde que o imóvel edificado ou não, esteja localizado em via publica pavimentada.
§ 1.º Os passeios deverão ser revestidos de mosaico português ou executados em concreto, a critério da Prefeitura e mantidos sempre limpos e desobstruídos, de forma a permitir o livre trânsito de pessoas.
Solicitamos ao setor responsável da Prefeitura, que tome as devidas providências quanto ao assunto.
“ACESSIBILIDADE. Siga esta idéia.”

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Cidade insensata.

Cidade insensata.



Conheci Lahiry Romero outro dia e fiquei muito impressionado. Tendo aprendido a nadar há apenas nove anos, ela ocupa o terceiro lugar no ranking brasileiro da sua categoria, já quebrou recorde nacional e ganhou cerca de 200 medalhas e troféus. Para conseguir tudo isso, é claro que Lahiry treina quase todos os dias, faz musculação e cuida da alimentação, embora não dispense o chopinho no fim de semana, pois ninguém é de ferro. O bom humor de quem está sempre de bem com a vida é a marca registrada dessa atleta de 81 anos que, evidentemente, não tem dificuldade para andar em nossas cidades e em nossos transportes coletivos sem acessibilidade.

Já a ex-ginasta Luísa Parente, outra pessoa que irradia grande alegria de viver, e dispensa maiores apresentações, eu conheço há mais tempo e igualmente me impressionou bastante. O preparo de atleta duas vezes olímpica lhe deu condições de também enfrentar sem dificuldade a falta de acessibilidade no Rio de Janeiro e no Brasil quando grávida. Cá entre nós, sempre achei que Luísa seria capaz de fazer uma pirueta no quinto mês de gestação.

Da mesma forma, Alarico Moura, ciclista amputado de uma perna há 28 anos, hexacampeão brasileiro, não tem problemas para superar os obstáculos da falta de acessibilidade nas ruas, prédios e transportes. Sem fugir à regra dos vencedores, Alá é muito querido por sua força de vontade e alto-astral e, com seu visual moderno de piercing, barbicha e tatuagens, não gosta de ser chamado de senhor, apesar dos mais de 60 anos de idade.

Ou seja, queridos idosos, gestantes, pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida: todos devemos ser atletas para vencer as dificuldades criadas pela falta de consciência e incompetência dos nossos governantes, que muitas vezes são os primeiros a desrespeitar as leis.

De outra forma, chega de dizer que a falta de acessibilidade resulta de longo e tenebroso inverno obscurantista e que a sociedade precisa ser conscientizada. Já sabemos o que é preciso ser feito, as leis e suas regulamentações estão aí, assim como as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), e o que falta para acabar com a desfaçatez é uma verdadeira vontade política, que começa na firme cobrança de direitos pela cidadania, pois todos precisam e se beneficiam do alto grau de civilização que um mundo acessível proporciona.

As ferramentas para a construção desse mundo também já estão aí. O desenho universal e a tecnologia que atende às necessidades específicas de pessoas com deficiências sensoriais e intelectuais, como cegos, surdos, paralisados cerebrais e com síndrome de Down, já estão mais do que suficientemente desenvolvidos para aplicação e uso imediatos. E tais recursos ampliam o conceito de acessibilidade para muito além do mundo físico das cidades, veículos e objetos, atingindo a comunicação, a literatura, o teatro, o cinema e a televisão.

Acessibilidade é tudo isso e serve para tirar as pedras do caminho, tanto nas calçadas como na insensatez humana.


O Globo, Opinião, 21/12/2009:

Blog de: ANDREI BASTOS é jornalista e integra a Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ.

Matéria postada no BLOG da APNEN 22/12/2009

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Papai Noel cadeirante.

Chegou o Natal e a agitação é grande no Polo Norte com os preparativos de última hora para a longa viagem do Papai Noel cadeirante. Finalmente o novo trenó de rodas, mais largo, ficou pronto e o bom velhinho faz um test drive pelos céus do Ártico. 2009 foi um ano de grandes comilanças nos muitos feriados e a gula deixou sua marca na aposentadoria do antigo veículo, incompatível com as novas medidas do nosso Noel.

Muitas outras coisas também mudaram, no mundo glacial, que diminuiu por causa do aquecimento do planeta, e no mundo tropical, que tem vivido períodos de grande turbulência climática pela mesma razão. Diante disso, a equipe multidisciplinar de engenheiros natalinos inclusivos, formada por profissionais com deficiências físicas, sensoriais e intelectuais, lançou mão da tecnologia mais avançada e construiu um trenó de rodas cheio de recursos de navegação acessíveis e movido a solidariedade humana, a energia mais limpa e poderosa que existe na Terra.

Com a aprovação no test drive, os presentes começam a ser carregados e logo se descobre que será necessário atrelar vários contêineres, pois a lista de pedidos é gigantesca neste Natal. Coçando a longa barba branca, Noel conclui que o aumento se deve às conquistas da luta pelos direitos humanos e manda juntar a cada presente um exemplar da versão para crianças da Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

Apesar da enorme quantidade de presentes, nenhum deixou de ser analisado pela equipe técnica de acessibilidade do Polo, também multidisciplinar, que verificou qualidade, sustentabilidade e adequação às determinações de acessibilidade da Associação Ártica de Normas Técnicas (AANT). Cada criança com deficiência da Terra receberá o presente que pediu devidamente aprovado e com o selo da Organização Natalina Deficiências e Acessibilidade (ONDA).

Feliz da vida com o sucesso da organização deste Natal, ao menos dentro das fronteiras do Ártico, nosso querido velhinho agora dedica todo o seu brilhantismo intelectual de PCC (Paralisado Cerebral Criativo) à elaboração de uma estratégia de enfrentamento e superação dos tristes problemas de preconceito, discriminação e falta de acessibilidade que vai encontrar na viagem, como estranheza diante do seu “Ho, ho, ho!” mal pronunciado, exclusão total das crianças com deficiência pobres, não aceitação por pais de crianças atendidas por seu colega sem deficiência, desrespeito a vagas de estacionamento reservadas, ruas e prédios públicos e privados sem acessibilidade e, pior de tudo, chaminés estreitas…

Mesmo com esses obstáculos a vencer, é com a alegria pelas conquistas de emancipação das pessoas com deficiência já obtidas somada às 2.009 alegrias das comemorações pelo nascimento de um menino que se tornou apóstolo de uma inclusão absoluta que nosso Papai Noel cadeirante vai à luta. Ou melhor, pois é verdade e estamos em clima natalino: vai correr o mundo distribuindo presentes de amor e solidariedade. A nós, simples humanos com deficiência, cabe incorporar esses presentes à nossa vida, sonhar com um Natal inclusivo de verdade e, como ninguém é de ferro, cair de boca nos comes e bebes da festa!

Fonte: Blog ANDREI BASTOS 20/12/2009

Matéria postada no BLOG da APNEN 21/12/2009

Meningite bacteriana mata cerca de 40% dos atingidos.

No fim de outubro, um surto de meningite ocorrido em Porto Seguro, na Bahia, resultou em seis mortes, e acabou voltando a exigir a atenção da população para a doença. Não é para menos, já que a meningite é uma das patologias mais temidas, tendo um alto índice de morte entre crianças e adultos jovens. A doença é uma inflamação das membranas que recobrem o cérebro e a medula espinhal causada por vírus ou bactérias.
As formas virais são mais brandas e, apesar de não haver vacinação, esse tipo de meningite não mata nem deixa sequelas. Já as meningites bacterianas — causadas pelos meningococos, pneumococos ou hemófilos —, se não tratadas, podem ter efeitos irreversíveis ou letais.

De acordo com as estatísticas do Ministério da Saúde, cerca de 40% dos infectados pela meningite bacteriana morrem e 30% ficam com sequelas. Isso porque alguns sintomas da doença podem ser facilmente confundidos com problemas como, por exemplo, a otite e a infecção de garganta. “O sucesso do tratamento da meningite está no rápido diagnóstico e na administração correta do antibiótico”, explica Bruno Vaz, pediatra da enfermaria do isolamento do Hospital Regional da Asa Sul (HRAS) e diretor da Sociedade Brasileira de Pediatria no Distrito Federal (SBP/DF).


Somente febre, abatimento ou falta de apetite não são efeitos específicos da doença. Os portadores da patologia sentem dor de cabeça, nuca rígida, irritabilidade, vômitos violentos, convulsões e alterações na pele (sinais vermelhos que parecem picadas de mosquito). As crianças lactantes e abaixo de 2 anos, entretanto, apresentam sintomas diferentes, mas muito específicos. “Essas crianças não apresentam rigidez da nuca. Seus sintomas vão de um extremo ao outro: ou ela fica muito quieta ou muito agitada, ou não dorme nada ou fica muito sonolenta. O vômito e a falta de vontade de mamar ou comer, relacionados aos outros sintomas, também são indícios da doença”, esclarece o pediatra Wilson Marra.

O médico ainda alerta para outro sinal de inflamação na meninge: a moleira alta. “A meningite, quando ataca os bebês, deixa a moleira alta e dura. É importante que os pais levem a criança imediatamente para o hospital. O tempo é precioso.”

Trágica confusão

Foi justamente essa confusão de sintomas que provocou a morte de Ana Lídia, de apenas 7 meses. A mãe, Maria Aparecida Franco de Oliveira, conta que a criança apresentou febre alta e foi levada ao médico plantonista. “Ele examinou e disse que era otite. Receitou um anti-inflamatório e nos mandou para casa.” A febre da menina, porém, não cedeu — e a mãe retornou ao médico. Ele novamente examinou a criança e disse que o quadro, dessa vez, era de infecção na garganta. “Ele nos mandou continuar com o tratamento e voltamos para casa.”

No dia seguinte, Maria Aparecida recebeu uma ligação da irmã relatando que a menina estava com a moleira alta e endurecida. “Fiquei apavorada, porque a moleira parecia um caroço”, lembra. Os pais de Ana Lídia correram para outro hospital e a médica suspeitou de meningite. “A pediatra disse que minha filha teria que ficar internada em uma UTI e nos mandou para o Hospital Materno Infantil (Hmib). Quando chegamos, demoramos a ser atendidos. Os médicos fizeram a punção lombar e constataram a meningite”, relata. Ana Lídia ficou internada por cinco dias na UTI e não resistiu à infecção na meninge.

De acordo com Bruno Vaz, a meningite causada pelo penumococo — a mesma bactéria que causa a penumonia — é a que mais deixa sequelas. “Esse tipo de meningite é uma das mais difíceis de diagnosticar, porque seus sintomas podem ser confundidos com os de outras infecções. Quando ela não mata, deixa sequelas, por conta da demora no início do tratamento”, diz.

O risco das sequelas das meningites bacterianas é proporcional ao tempo que se demora para fazer o diagnóstico e instituir o tratamento. “A meningite provoca uma inflamação das membranas que estão em volta do cérebro. Se nada for feito, há um acúmulo de pus que não tem por onde escapar e a formação de abscessos que afetam partes nobres do cérebro ou alguns nervos. Essas lesões neurológicas são irreversíveis. Por isso, quando a doença demora a ser diagnosticada e tratada, pode provocar sequelas, como surdez, alterações de percepção e movimento ou outras ainda mais graves”, explica Vaz Ruan.
Patrick Lima Dantas, 15 anos, teve meningite com apenas três dias de vida, a chamada meningite neonatal. Segundo sua mãe, Maria da Graça de Lima, o menino apresentou febre alta e ela o levou ao hospital. Ruan teve uma convulsão e foi internado imediatamente na UTI neonatal. “Ele passou por uma bateria de exames e nenhum médico sabia dizer o que ele tinha. Meu filho apresentava convulsões quase de hora em hora, até que teve uma parada cardiorrespiratória.”

A mãe relata que alguns médicos desistiram do menino, por não conseguirem saber o que ele tinha. “Foi quando uma residente suspeitou de meningite e o levou para fazer a punção lombar. O resultado era meningite meningocócica.”
Maria da Graça conta que tudo aconteceu em menos de 24 horas. “Foi tudo tão rápido, do começo da febre até o exame que diagnosticou meningite”, lembra com os olhos marejados. Ruan sobreviveu, mas ficou com paralisia cerebral leve por conta da doença.

Disseminação
David Barroso, da Fiocruz, afirma que os surtos ocorridos na Bahia e, recentemente, em Araguari (MG) — com sete pessoas infectadas e duas mortes, de jovens adultos —, são isolados e não caracterizam uma epidemia(1). “Com o deslocamento rápido de pessoas, a disseminação do meningococo se faz eficaz e é dificilmente contida, pois os portadores sadios não adoecem e nada sentem durante semanas ou meses.”

Já o infectologista da SBI Francisco Bonasser diz que 25% da população têm a bactéria meningocócica na garganta, mas não desenvolve a doença. Com isso, a meningite pode ser transmitida com facilidade. “A transmissão desse tipo de meningite é igual à da gripe, por contato com gotículas”, explica. Por isso, as melhores formas de prevenção são as vacinas e os cuidados com a higiene. “Hoje, todo mundo beija todo mundo, come e bebe nos objetos usados por qualquer um. Aí fica fácil para as doenças”, afirma.

Explosão de casos.

Entre 1972 e 1974, havia no Brasil uma série de casos provocados pelo meningococo C, quando surgiu um outro problema, o meningococo do sorogrupo A, que praticamente não se encontra no Brasil — o que provocou uma epidemia explosiva. As estatísticas indicam que, a cada 100 mil habitantes, 250 tiveram a doença. Naquela ocasião, foi realizada uma campanha de vacinação nacional, na qual foi utilizada a vacina antimeningocócica AC.


http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2009/12/18/cienciaesaude.
Publicação: 18/12/2009

Matéria postada no BLOG da APNEN 21/12/2009

domingo, 20 de dezembro de 2009

RESOLUÇÃO Nº 4, DE 2 DE OUTUBRO DE 2009.

CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA.


Institui Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica, modalidade Educação Especial.

O Presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, no uso de suas atribuições legais, de conformidade com o disposto na alínea "c" do artigo 9º da Lei Nº 4.024/1961, com a redação dada pela Lei Nº 9.131/1995, bem como no artigo 90, no § 1º do artigo 8º e no § 1º do artigo 9º da Lei Nº 9.394/1996, considerando a Constituição Federal de 1988; a Lei Nº 10.098/2000; a Lei Nº 10.436/2002; a Lei Nº 11.494/2007; o Decreto Nº 3.956/2001; o Decreto Nº 5.296/2004; o Decreto Nº 5.626/2005; o Decreto Nº 6.253/2007; o Decreto Nº 6.571/2008; e o Decreto Legislativo Nº 186/2008, e com fundamento no Parecer CNE/CEB Nº 13/2009, homologado por Despacho do Senhor Ministro de Estado da Educação, publicado no DOU de 24 de setembro de 2009, resolve:
Art. 1º Para a implementação do Decreto Nº 6.571/2008, os sistemas de ensino devem matricular os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas classes comuns do ensino regular e no Atendimento Educacional Especializado (AEE), ofertado em salas de recursos multifuncionais ou em centros de Atendimento Educacional Especializado da rede pública ou de instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos.
Art. 2º O AEE tem como função complementar ou suplementar a formação do aluno por meio da disponibilização de serviços, recursos de acessibilidade e estratégias que eliminem as barreiras para sua plena participação na sociedade e desenvolvimento de sua aprendizagem.
Parágrafo único. Para fins destas Diretrizes, consideram-se recursos de acessibilidade na educação aqueles que asseguram condições de acesso ao currículo dos alunos com deficiência ou mobilidade reduzida, promovendo a utilização dos materiais didáticos e pedagógicos, dos espaços, dos mobiliários e equipamentos, dos sistemas de comunicação e informação, dos transportes e dos demais serviços.
Art. 3º A Educação Especial se realiza em todos os níveis, etapas e modalidades de ensino, tendo o AEE como parte integrante do processo educacional.
Art. 4º Para fins destas Diretrizes, considera-se público-alvo do AEE:
I - Alunos com deficiência: aqueles que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, intelectual, mental ou sensorial.
II - Alunos com transtornos globais do desenvolvimento:
aqueles que apresentam um quadro de alterações no desenvolvimento neuropsicomotor, comprometimento nas relações sociais, na comunicação ou estereotipias motoras. Incluem-se nessa definição alunos com autismo clássico, síndrome de Asperger, síndrome de Rett, transtorno desintegrativo da infância (psicoses) e transtornos invasivos sem outra especificação.
III - Alunos com altas habilidades/superdotação: aqueles que apresentam um potencial elevado e grande envolvimento com as áreas do conhecimento humano, isoladas ou combinadas: intelectual, liderança, psicomotora, artes e criatividade.
Art. 5º O AEE é realizado, prioritariamente, na sala de recursos multifuncionais da própria escola ou em outra escola de ensino regular, no turno inverso da escolarização, não sendo substitutivo às classes comuns, podendo ser realizado, também, em centro de Atendimento Educacional Especializado da rede pública ou de instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos, conveniadas com a Secretaria de Educação ou órgão equivalente dos Estados, Distrito Federal ou dos Municípios.
Art. 6º Em casos de Atendimento Educacional Especializado em ambiente hospitalar ou domiciliar, será ofertada aos alunos, pelo respectivo sistema de ensino, a Educação Especial de forma complementar ou suplementar.
Art. 7º Os alunos com altas habilidades/superdotação terão suas atividades de enriquecimento curricular desenvolvidas no âmbito de escolas públicas de ensino regular em interface com os núcleos de atividades para altas habilidades/superdotação e com as instituições de ensino superior e institutos voltados ao desenvolvimento e promoção da pesquisa, das artes e dos esportes.
Art. 8º Serão contabilizados duplamente, no âmbito do FUNDEB, de acordo com o Decreto Nº 6.571/2008, os alunos matriculados em classe comum de ensino regular público que tiverem matrícula concomitante no AEE.
Parágrafo único. O financiamento da matrícula no AEE é condicionado à matrícula no ensino regular da rede pública, conforme registro no Censo Escolar/MEC/INEP do ano anterior, sendo contemplada:
a)matrícula em classe comum e em sala de recursos multifuncionais da mesma escola pública;
b)matrícula em classe comum e em sala de recursos multifuncionais de outra escola pública;
c)matrícula em classe comum e em centro de Atendimento Educacional Especializado de instituição de Educação Especial pública;
d) matrícula em classe comum e em centro de Atendimento Educacional Especializado de instituições de Educação Especial comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos.
Art. 9º A elaboração e a execução do plano de AEE são de competência dos professores que atuam na sala de recursos multifuncionais ou centros de AEE, em articulação com os demais professores do ensino regular, com a participação das famílias e em interface com os demais serviços setoriais da saúde, da assistência social, entre outros necessários ao atendimento.
Art. 10. O projeto pedagógico da escola de ensino regular deve institucionalizar a oferta do AEE prevendo na sua organização:
I - sala de recursos multifuncionais: espaço físico, mobiliário, materiais didáticos, recursos pedagógicos e de acessibilidade e equipamentos específicos;
II - matrícula no AEE de alunos matriculados no ensino regular da própria escola ou de outra escola;
III - cronograma de atendimento aos alunos;
IV - plano do AEE: identificação das necessidades educacionais específicas dos alunos, definição dos recursos necessários e das atividades a serem desenvolvidas;
V - professores para o exercício da docência do AEE;
VI - outros profissionais da educação: tradutor e intérprete de Língua Brasileira de Sinais, guia-intérprete e outros que atuem no apoio, principalmente às atividades de alimentação, higiene e locomoção;
VII - redes de apoio no âmbito da atuação profissional, da formação, do desenvolvimento da pesquisa, do acesso a recursos, serviços e equipamentos, entre outros que maximizem o AEE.
Parágrafo único. Os profissionais referidos no inciso VI atuam com os alunos público-alvo da Educação Especial em todas as atividades escolares nas quais se fizerem necessários.
Art. 11. A proposta de AEE, prevista no projeto pedagógico do centro de Atendimento Educacional Especializado público ou privado sem fins lucrativos, conveniado para essa finalidade, deve ser aprovada pela respectiva Secretaria de Educação ou órgão equivalente, contemplando a organização disposta no artigo 10 desta Resolução.
Parágrafo único. Os centros de Atendimento Educacional Especializado devem cumprir as exigências legais estabelecidas pelo Conselho de Educação do respectivo sistema de ensino, quanto ao seu credenciamento, autorização de funcionamento e organização, em consonância com as orientações preconizadas nestas Diretrizes Operacionais.
Art. 12. Para atuação no AEE, o professor deve ter formação inicial que o habilite para o exercício da docência e formação específica para a Educação Especial.
Art. 13. São atribuições do professor do Atendimento Educacional Especializado:
I - identificar, elaborar, produzir e organizar serviços, recursos pedagógicos, de acessibilidade e estratégias considerando as necessidades específicas dos alunos público-alvo da Educação Especial;
II - elaborar e executar plano de Atendimento Educacional Especializado, avaliando a funcionalidade e a aplicabilidade dos recursos pedagógicos e de acessibilidade;
III - organizar o tipo e o número de atendimentos aos alunos na sala de recursos multifuncionais;
IV - acompanhar a funcionalidade e a aplicabilidade dos recursos pedagógicos e de acessibilidade na sala de aula comum do ensino regular, bem como em outros ambientes da escola;
V - estabelecer parcerias com as áreas intersetoriais na elaboração de estratégias e na disponibilização de recursos de acessibilidade;
VI - orientar professores e famílias sobre os recursos pedagógicos e de acessibilidade utilizados pelo aluno;
VII - ensinar e usar a tecnologia assistiva de forma a ampliar habilidades funcionais dos alunos, promovendo autonomia e participação;
VIII - estabelecer articulação com os professores da sala de aula comum, visando à disponibilização dos serviços, dos recursos pedagógicos e de acessibilidade e das estratégias que promovem a participação dos alunos nas atividades escolares.
Art. 14. Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

CESAR CALLEGARI
Blog do CNE
Ferramenta de informação e comunicação interna do Conselho Nacional de Educação (CNE), criada para promover a interação e a troca de informações entre as equipes de trabalho. A partir de 09/set/2009, o blog foi tornado público, com foco na divulgação das ações do CNE.

Matéria postada no BLOG da APNEN 20/12/2009
Fonte:

Nossos esquecidos

O Natal está chegando, com essa coisa de festa consumista e confraternização universal ao mesmo tempo. Mas, confraternização universal até que ponto, gente boa? Quando ultrapassamos as grades e muros das “cidadelas” dos bem-nascidos, que a cada dia ficam mais vulneráveis e menores diante das não-cidades formadas pelas favelas e pelas comunidades pobres, ficamos assombrados com a invisibilidade total das pessoas com deficiência dos lugares além-fronteiras.

Depois que passei a priorizar e promover a interseção da questão da pessoa com deficiência com a da criança, diante da constatação óbvia de que a efetividade do combate ao preconceito e à discriminação é praticamente absoluta na infância, tenho participado de muitas atividades fora da área das deficiências. Juntando a tal posicionamento o fato de que a Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência contempla as mais pobres dessas pessoas, estabeleci meu foco nas chamadas comunidades de baixa renda com a difícil equação deficiência/criança/pobreza.

Com essa “mala cheia de ilusões”, circulei pelas vielas da Maré, no Rio de Janeiro, e de Mangueirinha e Nova Campina, em Duque de Caxias, assuntando a exclusão social e os direitos humanos em seus múltiplos aspectos - da reintegração familiar e comunitária de crianças em situação de rua à violência praticada por polícia, tráfico e milícia contra cidadãos de bem, que ficam acuados e silenciados.

Nessa trajetória, estive presente em reuniões, manifestações e debates, sempre concorridos e de grande qualidade. Porém, assim como aconteceu na primeira audiência pública do Plano Nacional pela Primeira Infância no Rio de Janeiro, quando deixei mesa e platéia intrigadas ao me inscrever em todos os grupos temáticos porque era a única pessoa com deficiência participante, eu também me vi sozinho em todas essas ocasiões.

Diante disso, fiz duas perguntas. Uma, de mim para mim, questionando a própria luta pela inclusão das pessoas com deficiência que, em geral, fala para quem já está dentro dela, reforçando a idéia de gueto e podendo explicar a ausência de outros companheiros comigo. A segunda pergunta, para os militantes dos outros segmentos de excluídos, indagando se por acaso não existiam paraplégicos, surdos, cegos, paralisados cerebrais ou pessoas com síndrome de Down nas favelas, pois eu não tinha visto ninguém assim em nenhuma reunião ou viela.

Pois é, gente boa - é aí que o bicho pega! O pessoal começou a balbuciar, tentando se lembrar do garoto que queimou os olhos com algum produto e ficou cego, da menina com Down ou mesmo do rapaz que caiu da moto e ficou paralítico, mas todos tinham sumido na poeira das suas histórias.

É por essas e outras, Papai Noel, que aproveito este texto para pedir por todas as crianças, jovens e adultos com deficiência esquecidos nos labirintos de barracos, em meio aos ratos das palafitas ou adormecidos em cubículos precários nas pirambeiras.

Para nós, bem-nascidos da Zona Sul carioca, ou de qualquer outra “cidadela”, é muito fácil trabalhar e construir belos discursos contra o preconceito e a discriminação ou a favor das cotas no mercado de trabalho e da educação inclusiva. Difícil é combinar tais práticas com a luta contra a pobreza ou com a formulação de normas da ABNT para a acessibilidade nas favelas.

Com muita fé, desejo o Natal mais feliz possível para os nossos esquecidos!

Fonte: http://blog.andrei.bastos.nom.br/2009/12/13/nossos-esquecidos/

Matéria postada no Blog da APNEN 20/12/2009

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Primeiro aluno com deficiência visual se forma em Publicidade e Propaganda.

TCC sobre audiodescrição recebeu nota 10.

Na tarde desta segunda-feira (14), aconteceu, na sala 510 do bloco "A" da Universidade Católica de Pernambuco, a defesa do trabalho de conclusão de curso do estudante Milton Pereira Filho, 28 anos, o primeiro aluno com deficiência visual a se formar em Publicidade e Propaganda em Pernambuco. O trabalho apresentado abordou o tema "Audiodescrição: ferramenta da inclusão social na publicidade".

Na monografia, Milton mostrou como a audiodescrição pode ser uma ferramenta de marketing e trazer resultados benéficos para as empresas que investem no estilo de propaganda, aumentando o público-alvo e elevando o status de uma corporação preocupada com a inclusão social.

A audiodescrição leva acessibilidade aos meios de comunicação a portadores de deficiências visuais e auditivas. Esse processo permite a inclusão de deficientes em cinemas, teatros e programas de televisão. O recurso, basicamente, é a tradução de imagens em uma narração das imagens em palavras.

O coordenador do curso de Publicidade e Propaganda da Unicap, Rodrigo Duguay, que acompanhou, desde o início, a trajetória do estudante na Universidade, ficou muito admirado com a conclusão da monografia. Na avaliação do trabalho, Rodrigo lembrou, com orgulho, a história de Milton na Universidade. Durante o curso, ele fez um trabalho de grande repercussão, e já é acostumado a impressionar os professores. Milton frequentou a sala com alunos sem deficiência e se destacou no meio deles, mostrando que com força de vontade é possível vencer qualquer dificuldade", falou o professor, depois que o estudante recebeu a pontuação máxima pelo trabalho.

Segundo Milton, a idéia de fazer Publicidade e Propaganda foi um desafio, que encarou com muita responsabilidade. "Sabia que seria difícil, e não entrei para brincar. Logo no primeiro dia de curso, os professores me apoiaram muito, e ficaram empolgados de trabalhar com um aluno que é cego, em Publicidade. Esse tempo que passei aqui, foi ótimo, e se pudesse, faria tudo de novo", enfatizou Milton, feliz com a conquista.



Blog da Audiodescrição
17/12/2009


Matéria postada no BLOG da APNEN 18/12/2009

Suspensão de recurso para cegos desagrada entidades e áudio-descritores.

As entidades devem decidir essa semana as medidas a serem tomadas contra a suspensão.


Agência Brasil - Brasília - Entidades de deficientes visuais e áudio-descritores devem decidir nesta semana quais ações podem ser tomadas contra a portaria do Ministério das Comunicações que suspendeu a entrada em vigor da áudio-descrição no Brasil. O tema será debatido durante o 1º Encontro Nacional de Áudio-Descritores, que ocorre a partir de quinta-feira (23) em São Paulo.

Segundo a áudio-descritora Graciela Pozzobon, que participou da negociação com o ministério sobre a implantação do novo sistema, as entidades ficaram “furiosas” com a medida e devem viabilizar uma ação para derrubar a portaria. “Eles se sentiram traídos porque nós fomos lá, conversamos e houve um consenso de quanto tempo precisaria e, sem que ninguém soubesse, o ministro assinou a nova portaria”, diz.

A implantação da áudio-descrição pelas redes de televisão do Brasil foi determinada em junho de 2006 pelo Ministério das Comunicações, que estabeleceu um prazo de dois anos para a entrada em vigor da norma. Em junho de 2008, quando as emissoras deveriam iniciar as transmissões com esse recurso, o ministério deu mais três meses para a adaptação.

Na última semana, no entanto, uma nova portaria suspendeu o prazo para a entrada em vigor da áudio-descrição e estabeleceu a realização de consulta pública sobre o tema até janeiro de 2009. Depois disso, o ministério planeja realizar uma audiência pública em Brasília para discutir a questão com a sociedade, entidades e emissoras. Só depois é que um novo prazo deve ser determinado.

“O interesse do ministério é fazer a áudio-descrição, mas nós temos que determinar uma norma que seja exeqüível, que possa ser cumprida e atenda efetivamente às necessidades dos beneficiários, que são os deficientes visuais”, diz o assessor jurídico do Ministério das Comunicações Marcelo Bechara. Segundo ele, é preciso ter mais elementos técnicos sobre a implantação do sistema no Brasil e adaptar a áudio-descrição à realidade da TV digital, que não estava em vigor quando a primeira portaria foi editada, em 2006.

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) defende que o ministério deve esclarecer melhor quais programas devem ser objeto da áudio-descrição e analisar as condições técnicas e a capacitação para a implantação do serviço. “São poucos os países que fazem esse serviço e em pequena escala. As emissoras tiveram problemas em escalar pessoas competentes que pudessem fazer esse serviço”, afirma o assessor jurídico da Abert Rodolfo Moura.

A áudio-descritora garante que existem pessoas capacitadas para atender à demanda inicial das emissoras. “Essa alegação da Abert, de não ter gente capacitada, fazia sentido há 90 dias, mas nós nos comprometemos a capacitar pessoas, e nós cumprimos a nossa parte. As pessoas estão capacitadas e esperando trabalho”, diz Pozzobon.

O representante da Associação de Deficientes Visuais e Amigos (Adeva) Laércio Sant'Anna disse que também ficou surpreso com a decisão do Ministério das Comunicações. Segundo ele, os custos da implantação da áudio-descrição poderão ser absorvido pelas emissoras de televisão. “Quando se trata de uma questão de direito do cidadão, o custo é discutível”, disse. De acordo com a Abert, a implantação da áudio-descrição custará cerca de US$ 1,2 mil por hora.

A áudio-descrição é um sistema que utiliza o segundo canal de áudio dos televisores para narrar as cenas que não podem ser percebidas pelo diálogo dos personagens. Assim, os deficientes visuais podem acompanhar tudo o que se passa no filme, novela ou programa.

O sistema deverá entrar em vigor inicialmente em apenas duas horas da programação de cada emissora, aumentando gradativamente até atingir toda a programação.



A Tarde On line
17/12/2009

Matéria postada no BLOG da APNEN 18/12/2009

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Prodide lança revista em evento de valorização da pessoa com deficiência.

Sandra Julião, Promotora de Justiça da Prodide, lançou a 6ª edição da "Reviva!" e afirmou que mudanças na sociedade no que diz respeito às pessoas com deficiência começaram a acontecer
A 6ª edição da revista Reviva!, da Promotoria de Justiça da Pessoa Idosa e da Pessoa com Deficiência (Prodide), foi lançada na abertura da 5ª Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência. O evento é realizado pelo Senado Federal, acontece entre os dias 15 e 18 deste mês, e tem por objetivo chamar a atenção da sociedade para os problemas enfrentados pelas pessoas com deficiência e divulgar ações e tecnologias que podem otimizar a acessibilidade ao trabalho e facilitar o dia a dia dessas pessoas.

A Promotora de Justiça da Prodide Sandra Julião lançou a 6ª edição da Reviva! durante a abertura do evento. Na ocasião, afirmou que começam a ocorrer mudanças na sociedade no que diz respeito às pessoas com deficiência. "Há um processo social em curso, denominado inclusão. De um lado a sociedade começa a se organizar para acolher as pessoas com deficiência e, de outro, estas pessoas começam a reivindicar seus espaços e a exercer seu papel de cidadãs", disse a promotora.

Sandra explicou que a Prodide trabalha para, além de cobrar o devido respeito aos direitos dos idosos e das pessoas com deficiência, também mostrar a todos quais são esses direitos. "Acreditamos que informando as pessoas e promovendo eventos como este, onde há troca de experiências, é que estamos colaborando para ter uma sociedade mais justa com uma verdadeira integração social", afirmou. Ela declarou que, por acreditar que os direitos não podem ser algo incompreensível para as pessoas, é que a Promotoria investiu na revista Reviva!, com uma linguagem jurídica acessível para que todas as pessoas pudessem compreender seus direitos, sabendo quais são e onde reivindicá-los. O maior problema encontrado era a falta de informação: "as pessoas procuravam o MPDFT como um órgão geral de informação para que nós pudéssemos dar o devido encaminhamento. Havia uma inversão na ordem da procura dos direitos", relatou.

A promotora afirmou ainda que a revista é um grande laboratório, pois cada edição é elaborada de acordo com as demandas de todo o ano. "Ela é um retrato da realidade da promotoria, não é um instrumento de divulgação, pelo contrário, é mais um trabalho", revelou Sandra. A distribuição da revista começa em grandes eventos para que pessoas interessadas no assunto possam ser multiplicadoras e a levem às instituições, associações, entidades e demais setores que lidem com pessoas idosas ou com deficiência.

O Senador Flávio Arns também participou da abertura do evento e informou que há um projeto de lei na Câmara dos Deputados, já aprovado no Senado, para que a Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência se torne um projeto nacional. "Todas as pessoas com deficiência, independente do tipo, devem ser valorizadas", ressaltou o parlamentar.

Liane Colares, portadora de Síndrome de Down e autora de Liane - mulher como todas, prestigiou o evento e informou que o livro conta a história de sua vida e foi escrito com o objetivo de conscientizar os pais para que eles possam acreditar no potencial de seus filhos com a mesma limitação.

O evento é realizado anualmente pelo Senado Federal e neste ano celebra o bicentenário de nascimento de Louis Braille, criador do sistema de leitura para cegos. Participaram da abertura o cartunista Maurício de Sousa, com uma exposição com personagens da Turma da Mônica pintadas em alto relevo e com descrições em braille para os portadores de deficiência visual; o ator Eriberto Leão; a artista plástica Cristina Portella, cujos trabalhos ilustram a Reviva!; os Senadores Arthur Vírgilio e Romeu Tuma; e Ivy Goulart, diretor do filme Além da Luz, que será exibido durante o evento.



Clica Brasília
16/12/2009

Matéria Postada no BLOG da APNEN 16/12/2009

Crescem discussões sobre acessibilidade da web a deficientes.

Nos Estados Unidos ainda não existem leis específicas que obrigam as empresas de internet a tornarem seus sites acessíveis a pessoas com deficiência.

Cerca de 60 milhões de pessoas nos Estados Unidos não conseguem acessar a internet com as configurações normais de um computador e precisam de teclados, mouses ou telas de leitura especiais, segundo dados do diretor do núcleo de Comunidades Especiais do Yahoo, Alan Brightman. A discussão sobre a importância da acessibilidade da internet envolve cada vez mais programadores e webdesigners, assim como as grandes empresas atuantes na web, que querem tornar a experiência da rede mundial de computadores acessível ao maior número possível de usuários.

"Estamos vendo muito mais preocupação e envolvimento na acessibilidade da web agora do que há alguns anos, especialmente entre as grandes empresas", disse ao site Cnet Judy Brewer, diretora do núcleo de Iniciativas para Acessibilidade na Web da organização World Wide Web (W3C), consórcio internacional que define padrões para a internet. "Está se tornando uma expectativa real que os sites precisam, cada vez mais, satisfazer as necessidades de todos os usuários", acrescentou a especialista.

O núcleo de Judy Brewer na W3C trabalha lado a lado com outros núcleos do consórcio no desenvolvimento da nova linguagem padrão de programação para web, a chamada Html 5. Na opinião de Judy, o principal desafio neste momento é conseguir fazer com que a Html 5 possa suportar todas as necessidades de acessibilidade.

Um artigo publicado nesta terça-feira pelo Cnet salientou que duas das maiores empresas de internet, Yahoo e Google, já tornaram o fator da acessibilidade uma parte fundamental do trabalho. O Yahoo, por exemplo, exige que todos os novos empregados recebam treinamento especial sobre acessibilidade e os novos designers de livros eletrônicos passem pelo Laboratório de Acessibilidade. Já o Google adicionou recentemente uma ferramenta no YouTube que permite aos usuários colocarem automaticamente legendas nos seus vídeos, o que facilita o acesso para pessoas com problemas de audição.

"Enquanto a internet se torna mais dinâmica, as exigências de acessibilidade se tornam cada vez mais interessantes e, muitas vezes, um desafio para serem implementadas", disse Brewer.

De acordo com um levantamento da WebAim, organização ligada à Universidade de Utah, um dos equipamentos mais utilizados pelos deficientes visuais, os leitores de tela (softwares especiais que descrevem em voz alta os conteúdos das páginas da web), se confundem com a maioria das configurações dos sites existentes atualmente. Mesmo simples imagens ou fotografias em uma página na web, podem criar problemas para estes programas se os responsáveis pela publicação do site não adicionarem o texto correto a todas as fotos.

Ainda não existem leis específicas nos Estados Unidos que obrigam as empresas de internet a tornarem seus sites acessíveis a deficientes, mas especialistas consultados pelo Cnet acreditam que algumas partes da lei americana sobre acessibilidade possa ser aplicável na internet.

Mas, enquanto leis específicas não são desenvolvidas, Brightman salienta que tornar o site acessível ao maior número de pessoas é um fator positivo principalmente para os negócios. Nesse sentido, o Cnet salienta, por exemplo, o fato que o número de usuários acima dos 65 anos de idade utilizando a internet ao redor do mundo tem crescido a cada ano, e com isso, devem crescer também as necessidades de adaptação da web.


Terra
16/12/2009

Matéria postada no BLOG da APNEN 16/12/2009

Campanha de respeito a vagas de estacionamento para pessoas com deficiência, idosos e gestantes.

O Movimento Nossa São Paulo convida para a primeira reunião da campanha
O Movimento Nossa São Paulo (www.nossasaopaulo.org.br), em parceria com o Grupo Pão de Açúcar, a Febraban e o Grupo Santander Brasil, desenvolveu uma campanha educativa com o objetivo de conscientizar a população para o respeito da ocupação de vagas de estacionamento para pessoas com deficiência, idosos e gestantes.

Haverá uma reunião no dia 17 de dezembro, às 15h, no auditório da Ação Educativa – rua General Jardim, 660 – Vila Buarque, com organizações que trabalham com os temas, para debater a melhor forma de atingir os objetivos da campanha.

A campanha será lançada oficialmente no dia 2 de março de 2010.

Contato:
Movimento Nossa São Paulo
(11) 3894.2400
www.nossasaopaulo.org.br

Missão: mobilizar diversos segmentos da sociedade para, em parceria com instituições públicas e privadas, construir e se comprometer com uma agenda e um conjunto de metas, articular e promover ações, visando uma cidade de São Paulo justa e sustentável.


Movimento Nossa São Paulo
16/12/2009

Matéria Postada no BLOG da APNEN 16/12/2009

Mal de Parkinson danifica cérebro antes de aparecimento de sintomas.

Os dados mostram que deve haver iniciativas para buscar tratar a doença desde o seu estágio inicial.

O cérebro de um paciente de Mal de Parkinson já apresenta danos antes do aparecimento dos sintomas da doença, segundo a presidente da Sociedade Espanhola de Neurociência, Carmen Cavada.

Durante um congresso realizado nesta segunda-feira na Universidade de Navarra (norte da Espanha), Cavada relatou que já houve a detecção da morte de até 50% dos neurônios e diminuição nos níveis do neurotransmissor dopamina, características do Mal de Parkinson, antes da aparição dos sintomas.

Segundo ela, os fatores envolvidos nesta doença neurodegenerativa são objeto de estudo de um grupo de trabalho formado por especialistas internacionais como Oleh Hornykiewicz, do Instituto de Neurociências de Viena, que descreveu o déficit de dopamina no Mal de Parkinson.

Atualmente, a doença é diagnosticada quando o cérebro já perdeu entre 60% e 70% de dopamina. Por isso, o grupo de especialistas iniciou um projeto multidisciplinar para estudar o cérebro do ponto de vista bioquímico e anatômico, informou a Universidade de Navarra em comunicado.

O trabalho é coordenado por José Ángel Obeso, diretor do Laboratório de Transtornos do Movimento do Centro de Pesquisa Médica Aplicada da Universidade de Navarra (CIMA, na sigla em espanhol), cuja equipe desenvolveu um modelo experimental para analisar a progressão da doença desde seu estágio inicial.

"Se conhecermos o que acontece no cérebro antes que os sintomas apareçam, poderemos atenuar e evitar que a doença progrida", explica Cavada.

Segundo Manuel Rodríguez Díaz, pesquisador da Universidade de La Laguna, o mal de Parkinson é causado por múltiplos fatores, mas não se sabe qual importância cada um tem.

"Embora seja um esforço, é preciso incentivar estes encontros multidisciplinares, já que todo o avanço no Mal de Parkinson repercutirá em outras patologias neurodegenerativas", afirma Rodríguez Díaz.


European Pressphoto Agency
16/12/2009

Postado no BLOG da APNEN 16/12/2009

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Aprovadas emendas sobre ensino de Libras.

Língua Brasileira de Sinais deverá ser obrigatória para todos os estudantes surdos como língua de comunicação, em todos os níveis e modalidades da educação básica, nas instituições públicas e privadas.

A Língua Brasileira de Sinais (Libras) deverá ser obrigatória para todos os estudantes surdos como língua de comunicação, em todos os níveis e modalidades da educação básica, nas instituições públicas e privadas de ensino. É o que determina emenda de Plenário ao Projeto de Lei do Senado (PLS) 14/07, do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), aprovada nesta terça-feira (8) pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).

Ainda segundo a emenda, apresentada pela relatora do projeto, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), as condições de oferta do ensino da Libras serão definidas em regulamento dos sistemas de ensino. O regulamento tratará da necessidade de contratação de professores bilíngues, de tradutores e intérpretes; e do acesso da comunidade estudantil ouvinte e dos pais de alunos com deficiência auditiva ao aprendizado da Libras.

O texto contou com apoio do senador Flávio Arns (PSDB-PR), que considerou o projeto um "avanço importante" para a comunidade surda". A emenda será mais uma vez analisada pelo Plenário.

A comissão aprovou também parecer favorável ao Projeto de Lei da Câmara 48/06, cuja relatora foi igualmente Marisa Serrano, que torna obrigatória a exposição de obras de arte de autoria de artistas brasileiros, natos ou naturalizados, nos imóveis em que funcionam órgãos federais.

Foram concedidas vistas coletivas do Projeto de Lei da Câmara 160/09, que regulamenta o exercício de cultos religiosos, e do PLS 186/06, que modifica as regras de realização do Exame de Ordem promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).


Agência Senado
15/12/2009

Matéria postada no Blog da APNEN 16/12/2009

Ah, esse preconceito velado...

As conquistas das pessoas com deficiência são muitas, mas o preconceito ainda existe.

Felizmente, a situação das pessoas com deficiência tem melhorado muito nos últimos anos. Hoje em dia, palavras como inclusão, diversidade e acessibilidade estão sendo incorporadas ao nosso cotidiano. As escolas já aceitam melhor os alunos com deficiência, empresas se esforçam para cumprir a Lei de Cotas, novas edificações só recebem o alvará se forem acessíveis, dentre outras conquistas.

Até nas novelas estamos presentes. Querendo ou não, temos que reconhecer que grande parte da população assiste às novelas e acaba aprendendo que as pessoas com deficiência são seres humanos como qualquer pessoa, com qualidade e defeitos, habilidades e deficiências. A informação é sempre a melhor arma na luta contra o preconceito.

Torço muito para que um dia datas como 3 de dezembro não existam mais. Acredito que estamos no caminho certo. Fico impressionada como algumas pessoas ainda possuem um pensamento tão pequeno em relação às pessoas com deficiência. Nos últimos dias, algumas situações me deixaram chateada:

- Sou cliente assídua de uma feirinha próxima a minha casa. Parei em uma barraca e me interessei por algumas blusas. Quando a vendedora percebeu que minha compra estava chegando perto dos R$ 100,00, ela começou a insistir para que eu não levasse as peças. Por sorte, um vendedor de bolsas do qual sou cliente foi mexer comigo e comentou que sou uma excelente cliente e que meu cheque é garantido. Após ouvir esse comentário, ela ficou toda sem graça e me devolveu todas as peças que eu queria levar. Fiquei chateada com a atitude dela. Tive a impressão que a vendedora imagina que deficientes não possuem renda. Há tempos atrás, eu teria desistido da compra. Na mesma semana, na academia que freqüento, minha mãe comentou com uma vendedora de roupas que eu queria olhar as peças. A mulher inventou um monte de desculpas e não me mostrou as roupas. Minha mãe ficou indignada com a situação e, na aula seguinte, contou o caso da feira pra ela. Resultado, nessa segunda feira, ela foi até minha casa para que eu comprasse as roupas e se surpreendeu com minhas compras.

- A festa de final de ano da empresa em que trabalho foi realizada em um Hotel Fazenda. A equipe é formada por cerca de 130 pessoas, sendo uma cadeirante, uma usuária de bengala (esclerose múltipla) e um deficiente auditivo. Em momento algum, o comitê organizador da festa pensou na acessibilidade. Liguei para o local da festa e fui informada que eles não estavam aptos para me receber. O local possui muitas escadas, não possui rampas e nem banheiro adaptado. Para entrar no banheiro, minha amiga precisou subir 6 degraus. A cadeira de rodas também não passou nas portas. Comentei com meu chefe e com outras pessoas que eu gostaria muito de ir, mas que ficaria difícil por causa da acessibilidade. Muitas pessoas não concordaram com meus argumentos. Resultado, as pessoas foram para a festa e eu fiquei trabalhando normalmente. Após a festa, várias pessoas comentaram que eu acertei quando escolhi não participar da festa. Ao invés de me divertir, ficaria estressada com tantas escadas para subir... Querendo ou não, me senti excluída. É fácil para quem não anda em uma cadeira de rodas e tem equilíbrio no tronco falar que as pessoas carregariam a cadeira sem problemas. Ninguém pensa o quanto é desconfortável e perigoso para a cadeirante!!

- Estava conversando com um amigo que é atleta paraolímpico sobre esporte. Ele me contou indignado, e com toda razão, que em provas como o Iron Biker (competição internacional de ciclismo) e na Volta Internacional da Pampulha (corrida), os deficientes podem participar, mas só recebem uma medalha de prêmio. As outras categorias são premiadas com dinheiro. No esporte paraolímpico, o Brasil está entre as potências mundiais. Imagina então se não estivesse....

- No último domingo, estava no clube conversando com uma amiga cadeirante, que é nadadora, e ela me disse que uma das sócias do clube não gosta da sua presença, pois se sente incomodada com as cicatrizes que ela possui devido a um acidente de carro.

- Fui passear com minhas irmãs e minha prima pela Savassi, um bairro famoso em Belo Horizonte e ponto de encontro da galera, e passei aperto para andar nas ruas esburacadas, com degraus altos nas calçadas, sem nenhum rebaixamento ou rampa. Tanto na pastelaria quanto na sorveteria, existem degraus para entrar na loja, sem falar nas mesas que não combinam com os pés da cadeira de rodas...

- Quanto se trata de relacionamentos, a situação ainda é complicadíssima. Tenho amigos deficientes que não conseguem arrumar nenhuma namorada por causa do preconceito e acabam tendo que recorrer às profissionais do sexo. Fico brava demais quando recebo algumas propostas que no final das contas se resumem a tirarem casquinhas de mim, como se eu não servisse para ter um relacionamento estável e duradouro. Muitas pessoas ainda pensam que só porque você anda em uma cadeira de rodas está ‘encalhada’ e desesperada... As coisas não são assim!!!

Enfim, o que mais me mata de tristeza é esse preconceito velado. As pessoas falam que não são preconceituosas, mas acabam nos excluindo sim, seja através das barreiras arquitetônicas ou das atitudinais. Mas, se Deus quiser, e ele há de querer, um dia isso muda!


Rede Saci
15/12/2009

Matéria postada no BLOG da APNEN 16/12/2009

Diferente, mas igual

As escolas têm papel decisivo na promoção da inclusão de pessoas com deficiência
Quem já acompanha esse meu blog talvez tenha percebido que sou sensível à inclusão social, de maneira ampla, geral e irrestrita, talvez não, o caso é que tenho pensado muito nisso, não é por acaso que coloco uns selinhos ai ao lado.

Vivemos numa sociedade, ainda muito resistente às diferenças, na verdade temos pouco tempo de convívio com pessoas portadoras de deficiência. Já foi comum esconder os portadores de deficiência em quartos nos porões das casas, em asilos distantes. Até hoje as escolas resistem, fazem milhares de objeções e acabam não aceitando as crianças com deficiências.

Quando eu era criança, os termos usados para se referir aos portadores de deficiência física, mental ou intelectual era bem discriminatória, eram chamados de "excepcionais", algumas pessoas sussurravam a palavra para não ofender os preciosos ouvidos de seus interlocutores, havia outros termos, "mongolóide", "retardado", "paralítico", houve o tempo do "psicológicamente culpado", era quando se dizia que o portador de deficiência era "especial", especial mas excluído, claro, mas graças ao olhar cuidadoso e aos esforços de muitas pessoas as coisas estão mudando, devagar, mas mudando.

Muitos mitos, muitas fantasias, muitas crenças estão indo por água abaixo, nossa sociedade, construída a partir de ideais higienistas, idealizou um mundo onde as diferenças não eram contempladas, aos portadores de deficiências estavam reservadas as instituições, as escolas especiais, lugares onde o cuidado era a única preocupação.

Nas escolas, até bem pouco tempo, crianças com deficiência eram casos raríssimos, mas, agora, um "cumpra-se" fez muita coisa mudar, toda criança em idade escolar deve estar matriculada numa escola, os prédios públicos tem que ser acessíveis, até os museus estão se adaptando. adquirindo e produzindo material adequado para contemplar cada uma das deficiências, com isso todos passam a ter oportunidades iguais. Instalar corrimões, pisos táteis, banheiros para cadeirantes, essa é a parte fácil, mas é preciso, também, preparar as pessoas.

Nesse site de uma operadora de celulares, há os vinte finalistas que concorreram a um prêmio, o tema era a inclusão social, cada um dos filmes trata de uma questão relacionada relevante.

Durante o último mês, viajei pelo estado de São Paulo participando de uma pesquisa para mapear e caracterizar a educação inclusiva nas escolas do Ensino Fundamental, em cada escola que visitamos, depois da aplicação dos questionários apresentávamos o filme:"Igual, mas diferente". O filme foi apresentado de cinco maneiras diferentes, sem som, sem imagem, versão falada, versão com libras e versão com audiodescrição, ainda hoje muitas pessoas pensam que os portadores devam estar em lugares próprios, usam sempre os mesmo argumentos, da necessidade do especialista, na verdade o especialista que deve estar presente é o professor, tanto para o conteúdo escolar, quanto para os conhecimentos necessários para a convivência social, a escola é o lugar de socializar as crianças.


Blog Minha filha já pode votar
15/12/2009

Matéria postada no BLOG da APNEN 16/12/2009

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Liminar garante tratamento para menino com paralisia cerebral.

Estado ou cidade devem fornecer tratamentos de saúde necessários e escola especializada.

O juiz Valter Alexandre Mena, da 3ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, concedeu uma liminar para que o Estado ou a cidade forneçam tratamentos de saúde necessários e escola especializada para uma criança com paralisia cerebral grave. O pedido foi deferido após a manifestação do Ministério Público, que também foi favorável à concessão do benefício.

Na ação, o defensor público Luiz Rascovski sustentou que, para que haja melhora no quadro clínico da criança, alguns tratamentos prescritos pelos médicos que atenderam o garoto são fundamentais, como fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e acompanhamento psicológico, além de permanência na escola para demais atividades.

Segundo consta da ação, em maio de 2008, a Defensoria Pública encaminhou para a prefeitura de São Paulo um ofício solicitando a acolhida da criança em escola especializada que dispusesse dos tratamentos necessários.

O Defensor afirmou que a ação foi necessária porque buscavam "um local único que forneça atendimento completo e adequado, com todos os tratamentos prescritos pelos médicos, até porque ele tem extrema dificuldade de locomoção e não possui condições físicas, nem financeiras, de proceder a tratamentos isolados em diversos locais".

O juiz concedeu a liminar para determinar que o Estado e município forneçam os tratamentos e escola especializada para criança na rede pública e, caso não possuam local adequado e próximo de sua residência, que arquem com os custos em estabelecimentos privados.

Segundo Rascovski "não há na rede pública um local que disponha de todos os tratamentos, somente em escolas particulares especializadas. Cabe, portanto, ao Estado arcar com os custos deste tipo de escola, ante seu despreparo e falta de estrutura em fornecer tais tratamentos".



Terra
14/12/2009

Matéria postada no BLOG da APNEN 15/12/2009

Inclusão e direitos são temas de evento.

Deficientes discutem suas prioridades com o governo.

Pessoas com deficiência têm direito à participação ativa na sociedade e devem ter suas necessidades básicas atendidas pelo governo. Para firmar essa ideias, entidades promoveram, no último dia 11, uma manhã de apresentação artística, serviço e orientação na Praça José de Alencar.

Foram representadas as tipologias motora; auditiva; visual; intelectual; múltipla - quando a pessoa tem dois ou mais tipos; ou orgânica, ocasionada por doenças crônicas de tratamento contínuo que comprometam a locomoção. A coordenadora do evento e do grupo Universo Down, Sandra Tavares, aponta que o maior desafio para esse público é a educação, por meio da inclusão na rede regular de ensino.

Além do direito à educação formal, os deficientes têm prioridade nos cadastros habitacionais e outros serviços públicos ou privados. Empresas com 100 ou mais empregados devem ter de 2% a 5% das vagas ocupadas por pessoas com deficiência. Quem precisa cobrar a garantia desses direitos pode procurar a rede de assistência social da Prefeitura, o Ministério Público, entidades de apoio ou a Defensoria Pública.

Segundo a promotora de justiça do idoso e da pessoa com deficiência, Elsuérdia Silva de Andrade, as demandas mais frequentes são relativas à mobilidade. Em todo o Estado, a fila de espera por cadeiras de rodas já conta mais de 1.300 pessoas, algumas esperando desde 2006. Só agora o atraso será solucionado: a Prefeitura vai começar a distribuir os benefícios em janeiro de 2010.

Além do preconceito que vem do desconhecimento das pessoas sobre as deficiências, os próprios serviços públicos não estão preparados para atender às necessidades específicas. É o que afirma a presidente da Associação de Integração dos Deficientes (Assind), Alaíde Aquino. Cadeirante há 12 anos, ela relata que precisa da ajuda do marido e do filho para fazer o exame de mamografia porque o equipamento não é adaptável. "Saúde é como fome, não pode esperar", defende. Ela aponta que falta boa vontade dos gestores para garantir os direitos básicos. "Falta gentileza, falta se importar com o próximo".

Ações na área da educação
> 2 mil alunos com deficiência nas escolas públicas.
> Curso de LIBRAS, seminários de gestão e capacitação de professores para o atendimento educacional especializado.
> 30 escolas passaram por projeto de acessibilidade, e outras estão em reforma. Ao todo, são 15 elevadores em escolas municipais
> Existem 26 salas de recursos multifuncionais que atendem alunos com deficiência.
> Os pedidos de cadeiras de rodas encaminhados à Prefeitura até maio de 2009 serão atendidos a partir de janeiro.
> A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) já adquiriu 1.350 peças, que começarão
a ser distribuídas para pacientes do Ceará em até 40 dias.



O Povo Online
14/12/2009

Matéria postada no BLOG da APNEN 15/12/2009

Carro importado para taxista e deficiente terá IPI zero.

A alíquota do IPI que vigorava variava de 3% a 25%, dependendo da potência e combustível do automóvel.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 12.113 que concede isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) vinculado à importação de automóveis dos países do Mercosul nos casos em que o veículo for vendido a taxistas e pessoas com deficiência física. A empresa importadora receberá um crédito tributário quando o veículo importado for vendido para taxistas e deficientes físicos.

Segundo a Receita Federal, a alíquota do IPI que vigorava varia de 3% a 25%, dependendo da potência do motor e o combustível do automóvel. A assessoria do órgão informou que deve haver uma redução nos preços dos veículos para taxistas e deficientes, já que a medida reduz para as empresas o custo da importação. A lei foi publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União.



O Estado de S. Paulo
14/12/2009

Mensagem postada no BLOG da APNEN 15/12/2009

Palestra sobre acessibilidade para guardas municipais.

Objetivo é sensibilizar sobre as dificuldades de acesso que o deficiente encontra no dia-a-dia.

O Presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência (COMPPD), Ricardo Ferreira, palestrou sobre o tema “Acessibilidade aos guardas municipais”, nesta terça-feira, 8. O objetivo foi sensibilizar a Guarda Municipal para as dificuldades de acesso que os deficientes enfrentam no dia-a-dia na cidade. Ricardo também fez demonstrações de como tratar e ajudar um deficiente, de forma mais confortável.

Para Ricardo, a Guarda Municipal é uma aliada do segmento da pessoa com deficiência. “Os guardas municipais exercem um papel fundamental para o exercício do direito do deficiente. As pessoas que não respeitam as vagas demarcadas causam um enorme transtorno. É necessário acabar com essa prática e orientar a não estacionar na vaga caso a identificação não esteja da forma correta”, explicou.

O COMPPD criou selos de acessibilidade, que serão lançados no dia 21 de dezembro, com o objetivo de identificar estabelecimentos e veículos devidamente adaptados ou acessíveis. “Os selos incentivam a derrubada das barreiras, tanto de atitude como de arquitetura. Um comerciante com um selo na entrada de sua loja mostra que se preocupa e pode receber o deficiente bem”, explicou. Os selos são divididos nas categorias ouro (empregar pessoas com deficiência e espaço acessível), prata (com mais de uma iniciativa de adaptação do espaço) e bronze (para aqueles que deram o primeiro passo a adaptação do estabelecimento).

Para Márcio Salomão, coordenador geral de tráfego, o objetivo do Governo é auxiliar as pessoas com deficiência, através da Guarda Municipal. “Esta palestra de conscientização é fundamental para que fiquemos mais sensíveis para a questão dos deficientes. Vamos ajudar no que for preciso e podem contar conosco”, disse. Wesley Esteves, guarda municipal, comentou que as infrações que desrespeitam o direito do deficiente não devem ser toleradas. “Muitos estacionam nas vagas para deficientes e dizem que ‘foi só por um minutinho’, e ainda reclamam quando são cobrados. Esses infratores podem ser multados e até terem seus carros rebocados”, assegurou.

Ciléia Bandeira, também guarda municipal, acredita que 70% da população de Teresópolis respeita as vagas delimitadas para deficientes físicos. “Geralmente, pedimos para a pessoa retirar o carro da vaga. Carros em vagas de deficiente, ponto de ônibus e faixa de pedestre são infrações intoleráveis. Hoje, a partir da palestra do Ricardo Ferreira, meu conhecimento sobre auxílio ao deficiente melhorou bastante”, comentou a guarda municipal.


O Diário de Teresópolis
14/12/2009

Esta mensagem foi postada no BLOG da APNEN 15/12/2009.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Liminar garante tratamento para menino com paralisia cerebral

Liminar garante tratamento para menino com paralisia cerebral


O juiz Valter Alexandre Mena, da 3ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, concedeu uma liminar para que o Estado ou a cidade forneçam tratamentos de saúde necessários e escola especializada para uma criança com paralisia cerebral grave. O pedido foi deferido após a manifestação do Ministério Público, que também foi favorável à concessão do benefício.
Na ação, o defensor público Luiz Rascovski sustentou que, para que haja melhora no quadro clínico da criança, alguns tratamentos prescritos pelos médicos que atenderam o garoto são fundamentais, como fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e acompanhamento psicológico, além de permanência na escola para demais atividades.
Segundo consta da ação, em maio de 2008, a Defensoria Pública encaminhou para a prefeitura de São Paulo um ofício solicitando a acolhida da criança em escola especializada que dispusesse dos tratamentos necessários.
O Defensor afirmou que a ação foi necessária porque buscavam "um local único que forneça atendimento completo e adequado, com todos os tratamentos prescritos pelos médicos, até porque ele tem extrema dificuldade de locomoção e não possui condições físicas, nem financeiras, de proceder a tratamentos isolados em diversos locais".
O juiz concedeu a liminar para determinar que o Estado e município forneçam os tratamentos e escola especializada para criança na rede pública e, caso não possuam local adequado e próximo de sua residência, que arquem com os custos em estabelecimentos privados.

Segundo Rascovski "não há na rede pública um local que disponha de todos os tratamentos, somente em escolas particulares especializadas. Cabe, portanto, ao Estado arcar com os custos deste tipo de escola, ante seu despreparo e falta de estrutura em fornecer tais tratamentos".

FONTE- http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4149941-EI715,00-Liminar+garante+tratamento+para+menino+com+paralisia+cerebral.html

10 de dezembro de 2009 • 11h10

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13/12/2009

sábado, 12 de dezembro de 2009

Vagas para deficientes tem novo protocolo para empresas.

Agora, o empregador deve expor todas as características do profissional que procura no sistema digitalizado
Novo protocolo foi acrescentado no Sistema de Intermediação de Mão de Obra (Simo) Internet para facilitar o cadastro de empresas que buscam contratar profissionais com deficiência pela Agência do Trabalhador. Agora, o empregador deve expor todas as características do profissional que procura no sistema digitalizado, facilitando a pesquisa.

O objetivo do novo protocolo é aumentar o número de profissionais deficientes no mercado de trabalho. Segundo o secretário do Trabalho, Emprego e Promoção Social, Nelson Garcia, alguns empregadores abriam vagas e informavam ao Ministério Público do Trabalho que não havia profissional com o perfil que procuravam, e por isso não cumpriam a cota para deficientes na empresa.

"Essa medida é um avanço para o Programa de Apoio à Pessoa com Deficiência (PPD), tanto do ponto de vista de resguardar o empregador que está bem intencionado e quer abrir uma vaga com as características normais para um trabalhador com deficiência e esteja mesmo predisposto para a sua inclusão, como para o trabalhador que dentro de uma dessas vagas vai encontrar oportunidade de trabalho", frisa Garcia.

Ângela Carstens, coordenadora de Intermediação de Mão de Obra da Secretaria do Trabalho, lembra que toda empresa com 100 ou mais empregados deve preencher de 2% a 5% dos seus cargos com trabalhadores reabilitados ou com deficiência. "Um dos objetivos do PPD é fazer a intermediação entre a empresa que precisa cumprir a lei de cotas e o trabalhador com deficiência que precisa de oportunidade para conseguir uma vaga de emprego", ressalta.

Na hora de protocolar a vaga, o empregador deve estar bem ciente do que procura, para não cometer erros. Será necessário informar a escolaridade, o tipo de deficiência, o salário que será ofertado, entre outras características da vaga.



Bem Paraná
11/12/2009

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APNEN: 12/12/2009

Deficientes testam acessibilidade no metrô de Ipanema

A inauguração está prevista para o dia 21 de dezembro
Na manhã desta sexta-feira, o secretário de Transportes do Rio, Julio Lopes, acompanhou cadeirantes e pessoas necessidades especiais numa visita às instalações da nova estação do metrô Ipanema-General Osório, na Zona Sul do Rio.

Os visitantes conheceram e testaram os equipamentos disponíveis para garantir ampla mobilidade aos usuários do sistema. Dentre as estações, a Ipanema-General Osório será a mais completa em termo de acessibilidade, dispondo de 12 elevadores, 17 escadas rolantes e seis esteiras rolantes, que servirão para facilitar o deslocamento de idosos, pessoas com necessidades especiais e cadeirantes.

Participaram da visita integrantes da Andef, a maior associação de deficientes físicos do Estado, da ADESO, a Associação de Deficientes Físicos da Zona Oeste, além de cadeirantes que fazem parte das equipes da Operação Lei Seca e atletas paraolímpicos.

A estação está praticamente pronta para a inauguração, que acontecerá no próximo dia 21. Entre os equipamentos, tanto os sistemas de iluminação, ventilação e sonorização, como as catracas, as câmaras de vigilância e as placas de sinalização já estão devidamente instalados.

Os visitantes conferiram também o design moderno da estação, que além de arquitetura arrojada contará com sete obras de arte nos seus acessos



Correio do Brasil
11/12/2009


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APNEN: 12/12/2009

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Brasil inaugura fábrica de células-tronco.

Objetivo é evitar que as células contenham algum tipo de contaminação bacteriana ou anomalia genética.

Pesquisadores da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) inauguraram a primeira grande fábrica de células-tronco do país. O objetivo é distribuir linhagens dessas células para dezenas de centros de pesquisa do Brasil, de maneira que futuros testes de laboratório sejam padronizados e tenham resultado mais confiável.

O Lance (Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias) fabricará não só linhagens de células embrionárias humanas, que podem assumir a função de qualquer tecido do organismo adulto, mas também as chamadas células iPS. Este é produzido quando um pedaço do organismo adulto, como uma célula da pele, é "convencido" a retornar a um estado mais primitivo, tão versátil quanto o embrionário.

A esperança é que ambos desempenhem um papel importante na medicina do futuro. As duas classes de célula podem ajudar a reconstruir a dinâmica de doenças humanas em laboratório e servir como plataforma para teste de novas drogas. Também há chance de usá-las para reconstruir tecidos e órgãos lesados, como os neurônios disfuncionais de uma pessoa com mal de Parkinson, embora nenhum teste em humanos tenha ocorrido até agora.

Momento de esperança
O diretor do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, Roberto Lent, disse que a iniciativa marca um momento de "criatividade e esperança" para a instituição, que está fazendo 40 anos. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, foi o responsável por inaugurar oficialmente o laboratório, na segunda-feira (30).

Os cientistas planejam garantir que as células distribuídas estejam livres de contaminação bacteriana, sem anomalias genéticas e com pluripotência (versatilidade na transformação em outros tipos). Outro fator a ser considerado pelos cientistas é a composição genética das células, que influi na maneira com que elas reagem a drogas, por exemplo. "A [linhagem] que testamos era cerca de 98% europeia. Pode ser que nunca consigamos amostrar toda a diversidade genética brasileira, porque quem tem acesso a clínicas de fertilização [fornecedoras de células embrionárias] tende a representar uma fatia mais europeia da população", afirmou Stevens Rehen, o biólogo coordenador do laboratório.



Gazeta Brazilian News
10/12/2009

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11/12/2009 CAR.

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Aprovado PL para realização de censo das pessoas com deficiência em São Paulo.

Projeto de lei aprovado em segunda votação prevê um levantamento detalhado com perfil sócio-econômico dos 1,5 milhão de pessoas com deficiência na capital paulistana.

De autoria da vereadora Mara Gabrilli, projeto de lei aprovado em segunda votação prevê um levantamento detalhado com perfil sócio-econômico dos 1,5 milhão de pessoas com deficiência na capital paulistana. "Quem é a pessoa com deficiência em São Paulo hoje? O dado estatístico ao qual temos acesso é o Censo IBGE, realizado de dez em dez anos e extremamente amplo, de modo que não há um número confiável e atualizado sobre o qual possamos trabalhar com eficiência", diz a autora do texto Mara Gabrilli.

Foi aprovado em segunda votação nesta terça-feira (8) na Câmara dos Vereadores de São Paulo projeto de lei da vereadora Mara Gabrilli que cria o Programa Censo Inclusão. O programa tem o objetivo principal de mapear as pessoas com deficiência que vivem na cidade de São Paulo. O levantamento trará dados reais a respeito do segmento na capital, propiciando a elaboração de ações e políticas públicas específicas voltadas para a inclusão das pessoas com deficiência. O texto seguirá agora para o prefeito de São Paulo.

"Quem é a pessoa com deficiência em São Paulo hoje? O dado estatístico ao qual temos acesso é o Censo IBGE, realizado de dez em dez anos e extremamente amplo, de modo que não há um número confiável e atualizado sobre o qual possamos trabalhar com eficiência", diz a autora do texto Mara Gabrilli.

Ao saber, por exemplo, qual a faixa de renda majoritária dos cerca de 1,5 milhão de pessoas com deficiência na capital, muitos fabricantes poderão alcançar um mercado a mais. "Atualmente a maioria das pessoas com deficiência não é bem-recebida pelo comércio da cidade em geral, por exemplo. Um levantamento como este pode jogar luz para este potencial público consumidor, hoje praticamente ignorado", diz a vereadora. Um exemplo bem trivial é uma loja de roupas que tenha um degrau, extinguindo automaticamente todos os cadeirantes que possam vir a se interessar por seus modelos.

Outro exemplo, estrutural e mais importante, é que, com estes números, as instituições de ensino poderão dimensionar melhor seus espaços para receber este público. Por isso, o Instituto Ágora em Defesa do Eleitor e da Democracia, uma das mais importantes ONGs brasileiras de acompanhamento das atividades parlamentares, classificou o Censo Inclusão como um dos 13 mais importantes Projetos de Lei a serem aprovados na Câmara Municipal de São Paulo em 2009.

http://vereadoramaragabrilli.com.br/noticias/218-pl-de-mara-gabrilli-esta-entre-os-13-mais-relevantes-para-a-cidade.html

O texto do projeto prevê que o levantamento seja feito a cada quatro anos, pela secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED), que também ser responsabilizará por fazer parcerias e convênios necessários a sua realização. Por conta da possibilidade de aprovação da lei, a vereadora já alocou R$ 500 mil de suas emendas parlamentares à Secretaria para que seja utilizada para o censo.

O projeto de lei seguirá agora para sanção ou veto do prefeito de São Paulo.

Conheça a tramitação do PL 258/07, que institui o Censo Inclusão, acesse:
http://www.vereadoramaragabrilli.com.br/projetos-de-lei/50-pl-258-de-2007.html.


Comentário APNEN: Estamos já algum tempo em parceria com o Conselho Municipal de Direitos da Pessoa Portdora de Necessidades Especiais de Nova Odessa, realizar este censo em Nova Odessa, mais devido a varios problemas encontrados, não conseguimos realizar.


Vereadora Mara Gabrilli
10/12/2009

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Projeto prevê brinquedos adaptados para deficientes em praças.

Vereador afirma que medida poderá diminuir o isolamento das crianças com deficiência
O vereador Marcos Nem, do PR, pediu vistas ao projeto de lei do vereador Valcir Soares, do PTB, que dispõe sobre a obrigatoriedade de instalação de brinquedos adaptados para pessoas com deficiência em praças, parques, escolas e creches municipais, bem como em locais de diversão em geral. Valcir afirma que o projeto recebeu parecer de ilegal da comissão de constituição e justiça da câmara municipal, mas estará em pauta novamente na reunião ordinária da próxima terça-feira, 13. Antes, afirma que estará conversando com o prefeito Tadeu Leite para que o executivo possa apoiar o projeto.

Valcir justifica a relevância do projeto ao afirmar que os brinquedos instalados nos parques e áreas de lazer no Brasil foram desenvolvidos para pessoas que não apresentam de?ciências físicas, motoras ou sensoriais e, portanto, não oferecem reais possibilidades de uso por crianças com necessidades especiais, que ficam isoladas.

"A instalação de brinquedos adaptados nos parques e áreas de lazer permitirá que a criança com deficiência, em geral mais retraída devido à suas limitações, seja motora ou sensorial, desfrute do prazer de brincar com liberdade, em perfeita harmonia com as outras crianças", explica o vereador, que destaca, ainda: "O ato de brincar possui um efeito biológico e psíquico estimulante, contribuindo positivamente para o crescimento pessoal."

Valcir Soares lamenta que, devido às limitações impostas por suas condições fisicas e/ou sensoriais, as crianças com deficiência são, em muitos casos, isoladas do ponto de vista social, pois a maioria dos meios proporcionados à população em geral não consideram as características dessas crianças, incorrendo na lamentável e consequente segregação para o acesso e uso dos espaços.

Valcir Soares afirma que o projeto prevê ainda que os equipamentos deverão ser criados e instalados por pessoal capacitado, que adequará os equipamentos à criança com deficiência. Determina, ainda, que os locais mencionados deverão, quando for o caso, ter brinquedos adaptados para atender crianças com deficiência visual, tais como jogos de tabuleiro e baralhos táteis.

"Com esta proposição, queremos que todos os playgrounds e salas de jogos tenham brinquedos desenvolvidos para as crianças portadoras de necessidades especiais, permitindo não só a diversão, a brincadeira, mas, sobretudo, a socialização e a integração, o que propiciará a construção de um futuro melhor em nossa sociedade, com base no respeito entre todos, enfatiza o autor da proposta.


O Norte de Minas
10/12/2009

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Prefeitura de Bauru recebe 12 salas multifuncionais para alunos de educação especial.

Serão distribuídas em sete unidades escolares que ainda não contam com esse serviço
A Prefeitura Municipal, através da Secretaria Municipal de Educação, foi contemplada com 12 salas multifuncionais na primeira fase do Programa de Implantação de Salas de Recursos do Ministério da Educação e Secretaria da Educação Especial/SEESP.

A entrega deste material (mais de 40 itens) está prevista para 2010 e serão distribuídos em 07 unidades escolares que ainda não contam com esse serviço e entre outras 5 unidades que já possuem as salas, as quais receberão adequações e melhorias.

Educação Especial é uma modalidade de ensino que perpassa todos os níveis, etapas de ensino, realiza o atendimento educacional especializado, disponibiliza os recursos e serviços, orienta quanto à utilização desses recursos no processo de ensino e aprendizagem nas salas comuns do ensino regular.

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, responsável pela solicitação atendida pelo Governo Federal, esse material complementa a formação dos alunos da área de Educação Especial que visa autonomia e independência na escola e fora dela.

Este programa do MEC tem alcance nacional e faz parte de uma ação maior de apoio aos sistemas de ensino na oferta de Atendimento Educacional Especializado aos alunos com necessidades educacionais especiais matriculados nas classes comuns de ensino público regular.

Ações como esta disponibilizada pelo MEC/SEESP e as já desenvolvidas pela Secretaria da Educação/Divisão de Educação Especial, viabilizam a proposta Municipal de educação inclusiva e de qualidade, declara Majô Jandreice, secretária municipal.

Confira as escolas indicadas pelo Ministério da Educação que receberão o equipamento:

As 06 salas multifuncionais a serem instaladas nas escolas que ainda não contam com esse serviço são:

EMEF Prof.ª Alzira Cardoso (Jardim Chapadão);
EMEF Cônego Aníbal Difrância (Parque São Geraldo);
EMEI Floripes Silveira de Souza (Bauru XVI);
EMEF Prof. José Romão (Nova Bauru);
EMEF Lourdes O. Colnaghi (Núcleo José Regino);
EMEF Lydia Alexandrina Nava Cury (Núcleo Geisel).

As 06 unidades escolares que terão suas salas de recursos ampliadas com os materiais da sala multifuncional são:

EMEF Prof. Geraldo Arone (Nuc. Fortunato Rocha Lima);
EMEF Dirce Boemer Guedes de Azevedo (Tangarás/Ferradura Mirim);
EMEF Ivan Engler de Almeida (Parque dos Sabiás);
EMEF José Francisco Junior (Jd. Progresso);
EMEF Claudete da Silva Vecchi (Parque Viaduto);
EMEF Thereza Tarzia (Núcleo Nobuji Nagasawa).



Agência BOM DIA
Bauru - SP, 10/12/2009


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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

O autismo não existe! - a busca pela cura como barreira para inclusão.

Autistas não precisam ser curados, precisam ser respeitados. O que precisamos é oferecer dignidade, habilitação e reabilitação para uma vida independente, com o máximo de autonomia possível.

Não existe cura para autismo. Nem nos EUA, nem em lugar nenhum do mundo. Autistas, não precisam ser curados, precisam ser respeitados. O que precisamos é oferecer dignidade, habilitação e reabilitação para uma vida independente, com o máximo de autonomia possível.

Na verdade, o autismo não existe. O que se faz, na tentativa de se negar o autista que é real e que está lá, é caçar um fantasma que supostamente tomou conta de nossas crianças “normais” [sic], o tal do autismo.
Quem existe são autistas que sofrem pela negação por parte de pais e profissionais, que não são aceitos nas escolas e que não tem instituições que os apóie na inclusão, que pagam caro por não cumprir as expectativas de uma sociedade, ou de uma família que esperava um filho "padrão", ou “normal” [ sic].

Neste sentido a busca da cura do autismo é vã, deletéria e, muitas vezes, prejudicial quando colabora para aumentar o preconceito que afasta mais ainda o autista da aceitação por sua família e da sociedade, de seus direitos fundamentais e de sua dignidade inerente.

Precisamos sim de mais profissionais especializados em incluir o autista na comunidade, na escola, na sociedade. Precisamos de mais centros preparados para o diagnóstico, a habilitação e reabilitação do autista - isto não deve significar centros de segregação de autistas, ou residências fora da comunidade, mas centros que apóiem os autistas para uma vida independente. Precisamos de pesquisas para entender melhor o autista, para construir e oferecer técnicas de comunicação alternativa e para ajudá-los a regular melhor seu comportamento.

Nada do que é necessário é justificativa para se coisificar o autista, para se tratar o autista como um ser humano menor, alguém doente que precisa de tratamento pelo simples fato de ser o que é.

Autistas precisam de tratamento pra gripe, pra depressão, pra convulsão, pra bicho-de-pé, prum monte de coisas igual a todo mundo, inclusive compulsões nocivas como se bater demais, jogar demais, beber demais, comprar demais, falar palavrão demais, quebrar coisas demais.
O autismo em si não se trata, já que ele não existe, e o autista não pode ser tratado dele mesmo. Quem vai sobrar depois desse tratamento? A pessoa que deveria existir e que também nunca existiu por conta do fantasma do autismo?

Tratar o autismo significa tornar o autista mais "sociável"? Então, sugiro que se mude esse ponto de vista.

O que deve ser oferecido para o autista é a oportunidade de maior participação, contato social, de construção da sua vida com maior independência possível, com o apoio da família e de seus pares. Isto não significa tratar o autista ou autismo, nem busca de cura. Isto é habilitação e reabilitação.

Durante muitos anos, e até hoje em dia, o discurso que se aplica é que o autismo é uma bomba que destrói famílias. É fácil dizer que o autista não se coloca no lugar do outro, difícil é se colocar no lugar do autista.
Nós, autistas e familiares, precisamos pensar em respeito às diferenças, dignidade e acolhimento. Promover o respeito, a inclusão e fazer mudar o que se pensa e o que se diz sobre o autismo e os autistas.

Alexandre Mapurunga
Inclusão e diversidade
09/12/2009

MPF faz acordo para obras de acessibilidade na PUC e Uniban

Multa é de R$ 5 mil por dia em caso de descumprimento
Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP) firma acordo extrajudicial com a Universidade Bandeirante (Uniban) e a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC) para adequação de obras de acessibilidade em dois de seus campus. As adaptações serão feitas nos prédios 1, 2 e 3 do campus Marquês de Paranaguá, da PUC-SP e no campus Campo Limpo, da Uniban.

O acordo veio após dois procedimentos administrativos instaurados no MPF-SP para apurar a falta de acessibilidade nos locais. Caso as instituições descumpram qualquer cláusula firmada nos acordos, a multa é de R$ 5 mil por dia de descumprimento.

A PUC-SP se comprometeu a adaptar, até 31 de março de 2010, banheiros, rampas de acesso e instalação de elevadores dos predios, entre outras reformas que garantam acessibilidade.

A Uniban deve, até 20 de dezembro, instalar barras fixas nos sanitários da biblioteca, da praça de alimentação e dos prédios. Também deverá instalar pisos táteis de alerta com faixa de cor contrastante no degrau e direcionais nas rampas e nas escadas do campus até o dia 10 de janeiro de 2010.

A universidade ainda se comprometeu a construir rotas acessíveis para as pessoas com deficiências visual ou mobilidade reduzida. A inserção da sinalização em braille nos elevadores, a colocação bebedouros acessíveis e a regularização da altura e as dimensões dos balcões de atendimento da Biblioteca e das lojas na Praça de Alimentação também estão previsto no acordo. Todas as obras devem ficar prontas até 30 de janeiro de 2010.


O Estado de S. Paulo
09/12/2009