sábado, 14 de março de 2009

AACD lança comunidade virtual

Com a nova ferramenta internautas podem ter acesso à informação e esclarecer dúvidas.


Criado pela AgênciaClick, o novo site da AACD (www.aacd.org.br) visa ampliar a participação do público na internet e estimular a interação entre os interessados, os pacientes, a comunidade médica, colaboradores das unidades e a própria instituição. O novo site tem como principal diferencial possibilitar a formação de uma comunidade virtual, a primeira do país no âmbito das instituições do Terceiro Setor.

Por meio desse novo ferramental amigável e interativo, internautas de qualquer localidade do país e até mesmo do exterior passam a ter acesso às informações geradas pela instituição e poderão esclarecer dúvidas sobre temas relacionados à deficiência física, numa ágil interação entre o interessado e o corpo de profissionais da AACD, instituição de referência em sua área de atuação.

O novo site reúne, ainda, uma série de recursos alinhados com a filosofia de transparência e de difusão do conhecimento que orienta a instituição, como dados sobre cada uma das nove unidades existentes, serviços oferecidos em cada uma, número de atendimentos realizados, divulgação de informações para estudantes e profissionais da área médica, divulgação de estudos científicos, consulta aberta à fila de espera e exposição de produtos ortopédicos desenvolvidos pela AACD.

Quem acessar o endereço da instituição pode se tornar membro de uma 'rede social'. Lá, pessoas com deficiência física, familiares e amigos podem criar sua página pessoal, trocar informações e experiências.

Outro destaque fica por conta do blog que permite interação ainda maior. No portal, além de encontrar informações institucionais da AACD, é possível inserir fotos, vídeos e participar dos fóruns. Além de acessar um serviço completo de informações sobre tratamentos, produtos, estudos, seminários e congressos.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Projeto que garante a pessoas com deficiência facilidade de acesso a prédios públicos está na pauta da CDH

Matéria que será examinada em decisão terminativa estabelece prazo de 180 dias para a entrada em vigor das novas disposições, a partir da publicação da lei que vier a ser aprovada.

Órgãos públicos e entidades privadas que prestem atendimento ao público devem ser obrigadas a garantir a acessibilidade das pessoas com deficiência ou que tenham mobilidade reduzida. As instituições são obrigadas a providenciar a retirada de obstáculos arquitetônicos que limitem ou impeçam o acesso e, caso deixem de cumprir a legislação que protege a acessibilidade, podem ficar sujeitas ao pagamento de multas de 20 a 200 salários mínimos. É o que prevê proposta substitutiva que será examinada na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), nesta quarta-feira (11), em reunião a partir das 9h.

O texto foi elaborado pelo senador Flávio Arns (PT-PR), como alternativa ao projeto de lei do Senado (PLS 738/07), de autoria do senador Romeu Tuma (PTB-SP), por ele relatado. Ao propor modificações na lei que estabelece normais gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade (Lei nº 10.098/00), Tuma já previa multas, mas em valores bem acima dos fixados por Flávio Arns. O senador por São Paulo defendia penalidades que variavam de cinco mil a dez mil salários mínimos, os maiores valores aplicáveis aos órgãos e empresas, ficando os menores reservados aos gestores.

Na opinião do relator, a imposição de multas é necessária para garantir o cumprimento das normas e requisitos previstos na legislação. No entanto, ele considerou os valores previstos por Tuma excessivamente altos, o que poderia, no seu entendimento, "comprometer a eficácia da proposta". Embora tenha reduzido o valor inicial das multas, Flávio Arns previu a aplicação em dobro no caso de reincidência no descumprimento da legislação.

A matéria, que será examinada em decisão terminativa, estabelece prazo de 180 dias para a entrada em vigor das novas disposições, a partir da publicação da lei que vier a ser aprovada. Flávio Arns observou ainda que, na forma original, o texto punia da mesma forma uma instituição bancária e uma padaria de bairro.

Vagas para idosos
Outro projeto em análise na comissão, também em caráter terminativo, é o substitutivo da senadora Patrícia Saboya (PDT-CE) a projeto de lei (PLS 361/08), igualmente assinado por Tuma, que visa garantir a reserva de 5% das vagas nos estacionamentos públicos e privados aos idosos e pessoas com deficiência. A matéria modifica o art. 41 do Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03), para fazer valer essa ampliação de direitos.

Ao analisar a proposta, a relatora observa que, desde o final de 2003, a reserva de vagas para idosos em estacionamentos públicos e privados tornou-se obrigatória. A senadora lembra que, nos termos previstos no Estatuto do Idoso, as vagas devem ser posicionadas de forma a garantir maior comodidade aos beneficiados. "Até hoje, entretanto, é comum ver estacionamentos sem vagas reservadas aos idosos na maioria das cidades brasileiras", observou Patrícia Saboya.

No projeto original, Tuma previa o mesmo percentual de 5% de vagas e multas para os responsáveis por área de estacionamento que descumprissem a obrigação de fazer a reserva para idosos e pessoas com deficiência. A relatora propôs valores que vão de R$ 400 a R$ 12 mil. O projeto prevê que a cobrança seja feita em dobro, caso o descumprimento ultrapasse 30 dias. Uma das vagas deve ser sinalizada com as especificações técnicas de desenho e traçado, de acordo com as normas técnicas vigentes.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Descubra por que dividir a classe com portadores de deficiência ajuda seu filho a ir melhor na escola

Muitos pais ainda têm medo de que o ensino piore com a entrada de alunos com deficiência, mas, na prática, vê-se o contrário: todos ganham quando estudam em uma escola inclusiva.

Lugar de criança é na escola, certo? E quando ela é portadora de deficiência? Até pouco tempo, alunos assim estudavam em instituições separadas. Mas isso está mudando - ainda bem!

Entre 2000 e 2007, dobrou o número de escolas normais com alunos portadores de deficiência. "A inclusão é consequência de uma escola democrática", diz a educadora Maria Teresa Mantoan, da Universidade Estadual de Campinas.

Muitos pais ainda têm medo de que o ensino piore com a entrada desses alunos, mas isso não acontece. Pelo contrário: todos ganham quando estudam em uma escola inclusiva. Descubra aqui os motivos.

Estudar em uma escola inclusiva é bom porque seu filho:

1. Fica mais responsável
-Por quê? - Em uma escola inclusiva, as crianças se preocupam com o bem-estar do próximo.

-Na prática - Em salas com crianças portadoras de deficiência auditiva, por exemplo, os outros aprendem que, se não ficarem em silêncio, atrapalham o aprendizado do coleguinha.

2. Se torna solidário
-Por quê? - Seu filho aprenderá a conviver com as diferenças sem sentir pena.

-Na prática - Os alunos mesmo se oferecem para ajudar os colegas. Em um ambiente assim, seu filho será uma pessoa mais disposta a auxiliar os outros sem esperar nada em troca.

3. Ganha tolerância
-Por quê? - A inclusão mostra que respeitar as diferenças não impede os alunos de criar laços verdadeiros de tolerância e amizade.

-Na prática - Esperar o coleguinha completar uma atividade, respeitar o tempo que ele leva para sair da sala ou criar brincadeiras das quais ele possa participar são bons exemplos de tolerância.

4. Aceita todos como iguais
-Por quê? - A criança passa a olhar para o próximo não mais como um portador de deficiência, mas como alguém que possui direitos iguais aos dela.

-Na prática - Engana-se quem pensa que o filho se sentirá incomodado em ter colegas portadores de deficiência. As crianças entendem e aceitam as diferenças com mais facilidade do que os adultos.

5. Desenvolve o espírito de cooperação
-Por quê? - Colaborar com os colegas ensina seu filho a lidar com as dificuldades - dele e dos outros. Com o tempo, essa postura cooperativa vira um valor natural.

-Na prática - Empurrar a cadeira de rodas do amigo, tirar obstáculos da frente para que ele possa passar, ler textos para ele escutar, acompanhá-lo durante o recreio, se oferecer para fazer um trabalho em conjunto... Todos esses comportamentos ajudam a tornar mais sólida a amizade entre as crianças.

6. Aprende a lidar com frustrações
-Por quê? - Ao ver um portador de deficiência ser capaz de lidar com as próprias limitações, a criança descobre que as pequenas vitórias podem ser muito importantes na vida.

-Na prática - Quando seu filho não conseguir completar uma atividade, o time dele perder um campeonato ou ele tirar uma nota ruim numa prova, não se sentirá diminuído nem com a autoestima em baixa. Ele saberá que não há nada demais em pedir ajuda e poderá batalhar por um resultado melhor da próxima vez.

7. Aumenta o rendimento escolar
-Por quê? - O compromisso com o que o coleguinha consegue aprender traz benefícios à turma toda.

-Na prática - De acordo com pesquisas, uma classe tem maior rendimento quando sabe ficar em silêncio nas horas certas, participa das atividades e promove a inclusão. E isso se reflete, de maneira positiva, nas notas de todos os alunos!