sexta-feira, 20 de março de 2009

Inauguração do Centro de Convivência da Pessoa com Deficiência

Serão oferecidas oficinas de arte, esporte, lazer, etc.

A pessoa com deficiência tem potencialidades e dificuldades como outra qualquer. Políticas públicas adequadas consistem em reforçar e favorecer o desenvolvimento dessas potencialidades e proporcionar o apoio necessário às dificuldades. Nesse sentido, o Governo da Cidade de Embu das Artes, em parceria com o Instituto São Paulo – Associação Cristã de Cultura, Formação e Educação –, tem a honra de convidar você e sua família para a cerimônia de inauguração do Centro de Convivência para Pessoa com Deficiência.

Dia 23 de março, às 9 horas na Alameda Fernando Batista Medina, 392- Centro

O objetivo do Centro de Convivência é garantir integralmente o direito da pessoa com deficiência à educação, ao esporte, à cultura e à convivência social. Realizadas por uma equipe interdisciplinar, as atividades do Centro de Convivência serão fundamentadas nas habilidades adaptativas, identificando potencial, competência e necessidade de cada jovem, valorizando as experiências de todos(as) os(as) envolvidos(as). Serão trabalhadas as áreas de comunicação, cuidados consigo mesmo, vida doméstica, relações interpessoais, habilidades acadêmicas, autodeterminação, lazer, saúde, segurança e trabalho.

O Centro de Convivência vai atender 44 jovens de 18 anos ou mais, bem como seus familiares, quatro vezes por semana durante quatro horas diárias, nos períodos da manhã e tarde. O espaço contará com mais de 15 profissionais, incluindo educadores e equipe técnica, além de contar com salas de música, artes, expressão e movimento e de atividades da vida diária. Em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi), serão oferecidas oficinas de culinária aos participantes, seus pais e comunidade do entorno em uma cozinha totalmente equipada. E para garantir a participação dos jovens nas atividades do Centro de Convivência, será disponibilizado transporte gratuito ida e volta.

Oficinas oferecidas

Atividades da Vida Diária
Higiene pessoal, cuidados consigo mesmo, culinária, organização dos espaços no qual ele(a) vive, noções de compra, rotina, independência, locomoção; noções ambientais, como plantio, cultivo de verduras e hortaliças, preservação do meio ambiente, coleta seletiva, reciclagem, entre outras.

Artes
Todas as linguagens artísticas: teatro, música, expressão corporal, artesanato, mosaico, pintura, bordado, fuxico, bijuteria, decoupagem, grafite, hip hop, silk screen etc.

Oficina de Esporte, Atividades Físicas e Recreação e Lazer
Esporte adaptado, jogos cooperativos, jogos adaptados, recreação, dança, ginástica, atividades circenses, esporte radical, caminhada monitorada, esporte de rendimento, brincadeiras, lutas, atividades externas (passeios, apreciação de jogos e participação em competições).

Música
Apreciação, ritmo, coral, construção de instrumentos musicais reciclados etc.

Atividades de segunda a quinta-feira das 8h30 às 12h30 e das 13h30 às 17h30.
Sexta-feira: Planejamento e formação de equipe

Centro de Convivência para Pessoa com Deficiência
Alameda Fernando Batista Medina, 392 – Centro
Cep 06803-460
Telefone: 11 4785-3588

quinta-feira, 19 de março de 2009

Cadeiras robotizadas dão liberdade a crianças deficientes

Engenheiros criam "robôs" com inteligência suficiente para evitar que as crianças com problemas de mobilidade sofram acidentes.

Crianças com problemas de mobilidade, como aqueles causados por paralisia cerebral ou coluna vertebral fissurada, certamente terão também problemas de desenvolvimento, entre outras coisas, porque não conseguem explorar o mundo como outras crianças.

Aprendizado de corpo inteiro
O desenvolvimento infantil baseia-se nas milhares de pequenas descobertas diárias, à medida que os bebês exploram o mundo ao seu redor, primeiro com os olhos, depois com as mãos e, a seguir, com o seu corpo inteiro, quando eles começam a engatinhar a andar.

As crianças com problemas de mobilidade, ao contrário, somente começam nesse aprendizado de corpo inteiro por volta dos 3 anos de idade, quando finalmente conseguem adaptar-se a uma cadeira de rodas tradicional.

Cadeira de rodas robotizada
Pensando nisso, o professor Cole Galloway e seus colegas da Universidade de Delaware, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo as primeiras cadeiras de rodas automatizadas para bebês e crianças muito pequenas.

Como a criança nessa idade, tipicamente a partir dos 6 meses de vida, necessita de assistência total, os engenheiros criaram verdadeiros robôs, com inteligência suficiente para evitar que as crianças coloquem sua cadeira de rodas escada abaixo, por exemplo.

Construindo o próprio cérebro
O professor Galloway acredita que a mobilidade dada a essas crianças pelas cadeiras robotizadas poderá impactar suas vidas de inúmeras maneiras, especialmente quando se considera o rápido desenvolvimento do cérebro nessa idade.

"Os bebês literalmente constroem seus próprios cérebros por meio da exploração, aprendendo a lidar com um mundo muito complexo. Suas ações, sentimentos e seu pensar moldam o seu desenvolvimento cerebral," diz o pesquisador.

A Universidade requereu as patentes para as cadeiras infantis robotizadas e espera encontrar parceiros para colocá-las no mercado. Quando disponíveis comercialmente, os equipamentos serão adequados para crianças entre 6 meses e 2 anos de idade.

terça-feira, 17 de março de 2009

São Paulo anuncia balanço da Unidade Móvel de Reabilitação

"Todo o investimento realizado na reabilitação das pessoas com deficiência pode significar o direito à inclusão", destacou a Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, na sexta-feira, em Jacarei"

O governador do estado de São Paulo, José Serra, e a Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Dra. Linamara Rizzo Battistella, anunciaram, hoje, dia 13, o balanço de atendimentos da Unidade Móvel da Rede de Reabilitação Lucy Montoro, que já efetuou duas viagens ao Vale do Paraíba. O anúncio foi feito na cidade de Jacareí, interior de São Paulo, em solenidade que contou com a presença do prefeito de Jacareí, Hamilton Ribeiro, e a presidente do Conselho Estadual para Assuntos da Pessoa com Deficiência (CEAPcD), Márcia Gori, entre outros.

Para o governador, a Rede de reabilitação "é o mais importante e inovador" ato da administração estadual. "Estamos criando uma rede de hospitais de reabilitação. Vamos ter seis unidades no Estado de São Paulo, inclusive aqui no Vale do Paraíba", ressaltou Serra.

Para a Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, a Unidade Móvel tem como um de seus objetivos dar visibilidade aos programas que incluem a pessoa com deficiência na sociedade. "Todo o investimento realizado na reabilitação das pessoas com deficiência pode significar o direito à inclusão, pode significar um acesso aos bens e serviços por parte da população", completou.

Na oportunidade, foi destacado, ainda, o cenário das pessoas com deficiência em outras áreas, como Educação e Trabalho. Hoje, de acordo com a Secretária, "23% da população com deficiência não consegue permanecer três anos no ensino formal e há também 85% de pessoas com deficiência, em idade de trabalho, que estão fora do mercado de trabalho. Isso se dá devido à falta de ajudas técnicas, que garantem qualidade de vida e oportunidade às pessoas com deficiência e a suas famílias".

Durante a visita, o governador solicitou aos prefeitos atenção especial ao segmento. "Quero que vocês criem secretarias ou departamentos de atendimento às pessoas com deficiência porque precisamos espalhar isso no Estado e conscientizar a sociedade", disse.

Para Dra. Linamara, "não é possível garantir a cidadania para quem ainda está padecendo de sua deficiência, incapaz de exigir seus direitos". "A reabilitação certamente é e será sempre o primeiro passo para a garantia de uma total inclusão social", completou.

O governador deu destaque também ao Programa de Empregabilidade de pessoas com deficiência, desenvolvido em parceria com a empresa Serasa. "Estamos preocupados com a questão do emprego em geral, mas também do emprego das pessoas com deficiência", disse o governador. O novo programa já capacitou 97 pessoas.

Entre os dias 10 e 13 de março, a unidade móvel distribuiu órteses e próteses e meios auxiliares de locomoção, como bengalas e cadeiras de rodas, a 190 pacientes de Cruzeiro e Jacareí. A medida dá seqüência ao processo de distribuição de 373 ajudas técnicas, como são chamados os equipamentos, a 243 pacientes da região. Cada uma das ajudas foi ajustada individualmente e os pacientes serão treinados a usá-las nesta e nas próximas visitas da unidade móvel.

O atendimento na região

Lançada em São Paulo no dia 19 de janeiro, a Unidade Móvel Lucy Montoro visita o interior do Estado, colhe dados dos pacientes e personaliza as ajudas técnicas em oficina especializada na capital. Em Jacareí, órteses, próteses e cadeiras de rodas foram entregues a 151 pacientes. Em Cruzeiro, foram 39.

No final de janeiro, durante cinco dias, uma equipe de 25 profissionais do Hospital das Clínicas da USP atendeu a demanda reprimida da região: 243 pacientes foram atendidos em consultas - alguns deles aguardavam há oito anos o fornecimento destes materiais e foram surpreendidos ao levarem para casa, no mesmo dia, parte dos equipamentos (órteses de membro superior, bengalas, cadeiras, de rodas, muletas, entre outros). Estão previstos novos retornos à região do Vale do Paraíba, para atendimento de 350 novos pacientes, já cadastrados pelo Departamento Regional de Saúde.

A Unidade Móvel

A Unidade Móvel é um caminhão de 15m de comprimento x 2,60m de largura, pesa 20 toneladas, levou três meses para ser montada e adaptada, num trabalho que contou com dez profissionais. Além de elevador hidráulico para atender a pessoa em cadeira de rodas ou em maca, a Unidade dispõe de banheiro adaptado, um consultório médico, sala de espera e oficina de órteses e próteses, composta por salas de prova, de máquinas e de gesso. Vários profissionais da área da saúde farão o atendimento, entre os quais médicos fisiatras, técnicos de órtese e prótese, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional e enfermeiros.

A Rede Lucy Montoro

A Unidade Móvel de Reabilitação integra a Rede Lucy Montoro, que será composta por, no mínimo, seis unidades fixas em diversas regiões do Estado. Já foram lançadas as pedras fundamentais das unidades de Campinas, Marília e São Paulo - esta com capacidade média de 10 mil atendimentos mensais, garantidos por mais de 200 profissionais especializados. O Governo do Estado investirá, nos próximos dois anos, R$ 52 milhões na construção e ampliação dessas primeiras unidades.

Em breve, devem ser lançadas unidades em Santos, São José do Rio Preto e Ribeirão Preto. A rede também estuda a instalação de outras duas unidades no Vale do Paraíba, em municípios a serem definidos. Todas as unidades devem estar em funcionamento no prazo aproximado de dois anos. A proposta da Rede é oferecer condições à pessoa com deficiência física de ser efetivamente inserida na sociedade a partir do desenvolvimento de suas habilidades e potencialidades.

O objetivo é capacitar o paciente em relação à exigência de seus direitos de acesso igualitário a bens, produtos e serviços, sempre considerando a realidade à sua volta - eixo condutor também do trabalho da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
As unidades fixas e itinerante empregarão uma equipe completa de profissionais, composta de médicos fisiatras, psicólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, enfermeiros e nutricionistas especializados em Reabilitação.