quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Lixeira falante ajuda cegos a proteger o meio ambiente

A lixeira de coleta seletiva, em que cada uma é pra um tipo de material, costumava ser um problema para deficientes visuais. Agora, além de colocar o lixo certo, ninguém mais esbarra ou suja as mãos.

Em Minas, um grupo de estudantes universitários criou um aparelho que ajuda portadores de deficiência visual a proteger o meio ambiente.

Andar assim nas ruas não é fácil. Se houver uma lixeira no caminho, então. “A gente só encontra quando a gente não quer, porque aí você tromba nela, machuca”, disse o professor Ananias Moreira.

E lixeira de coleta seletiva, em que cada uma é pra um tipo de material? Um problemão para os deficientes visuais! “É, porque você não sabe o lugar que você está jogando o lixo, se está certo, se está errado”, disse uma jovem.

Pois em uma escola especial, em Belo Horizonte, ninguém mais esbarra nelas, nem erra o alvo. A diferença aqui é que as lixeiras falam. Isso mesmo. Basta alguém se aproximar. "Lixeira para plástico". E é assim com cada uma delas. Aí, fica fácil acertar.

Um sensor de presença emite o som. Como normalmente os cegos usam o tato para identificar as lixeiras, esta é mais higiênica. “É maravilhoso. Além disso, preservar a natureza, fazer reciclagem, que eu acho excelente”, disse a professora Luzia Mendes Camargos.

É o resultado de uma pesquisa de estudantes de Engenharia Ambiental. Eles gravaram as mensagens em sensores comuns.

Testaram a altura que também facilitasse a vida de pessoas em cadeira de rodas. E usaram cores pra orientar quem enxerga.

"As linguagens, elas estão variadas, ali. Então, com certeza isso vai atender a todas as pessoas”, acredita o estudante de Engenharia Ambiental, Robson Tupi Alves.

Apesar de simples, a ideia surpreende. "Ótimo também que ela fala, avisa”, disse seu Ananias. Ele, pela primeira vez, acertou a lixeira de coleta seletiva sem pedir ajuda a alguém. “A gente sente independência. E é gostoso sentir essa independência, né?!”.

Globo.com
25/11/2009

Programa de graça ajuda tetraplégicos a usarem o computador.

Um programa de computador para quem não movimenta os braços. É preciso instalar uma câmera no computador, que reconhece o movimento da cabeça e move o cursor na tela. O clique é feito com os olhos.

Um programa de computador desenvolvido por uma universidade da Espanha pode dar mais independência às pessoas tetraplégicas. Elas conseguem acessar a internet sem a ajuda de ninguém.

Foi paixão à primeira vista. Bastou uma piscadinha de lá, outra de cá e Talita não vive sem ele. Um programa de computador para quem não movimenta os braços. Antes de ficar tetraplégica, a moça vivia na internet. Depois, só com ajuda para clicar, digitar. Agora, isso acabou.

"Posso mexer sozinha agora, dá pra fazer tudo, estudar, conversar com amigos, distrair", conta a estudante Talita Abreu.

O programa é simples e está disponível de graça na internet. Precisa apenas instalar uma câmera. Primeiro, ela reconhece o movimento da cabeça e move o cursor na tela. O clique é feito com os olhos.

E um teclado virtual ajuda a escrever. "A partir daí podemos ver o potencial do paciente e executar o principal da reabilização, que é reincluí-lo socialmente", disse o gerente de reabilitação AACD, Marcelo Ares.

Uma ferramenta como essa faz mais do que devolver a auto-estima e a independência. Imagine-se na frente de um computador, mas sem o mouse ou o teclado. Um mundo inteiro aqui, bem perto, mas fora do seu alcance.

Para muita gente, esse mundo, e tudo o que ele ajuda no nosso mundo de verdade, ficou mais acessível.

Eduardo sempre usou uma vareta para acessar o computador. Nessa tela, descobriu a vocação, estudou para o vestibular de jornalismo e já se prepara para uma carreira.

Bastou experimentar o novo programa, para ele perceber que pode chegar lá. E com mais rapidez. "Vai ficar mais ágil, mais rápido e isso é bom pra jornalista. Tempo é dinheiro, né?", lembrou o estudante de jornalismo, Eduardo George.


Para baixar o programa, entre no site, que é em inglês e em espanhol.

http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1392638-10406,00-PROGRAMA+DE+GRACA+AJUDA+TETRAPLEGICOS+A+USAREM+O+COMPUTADOR.html

Clobo.com
25/11/09 - 20h57


Mesma Matéria em outra fonte:

AACD e Indra lançam software que leva internet a deficientes físicos.

Aplicativos permitem escrever textos e comandar cursor do mouse e são gratuitos; tecnologia também será usada em centro de reabilitação.


William Saijo Nakashima Konishi tem 16 anos e é tetraplégico. Mesmo assim, ele acessa redes sociais como o Orkut e Twitter. O jovem paciente da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) conquistou a inclusão digital graças aos aplicativos Headmouse e Teclado Virtual, lançados oficialmente no Brasil nesta quarta-feira (25/11).

As soluções, criadas pela empresa de tecnologia Indra, tem como público-alvo deficientes físicos que, por terem sua mobilidade reduzida, não conseguem se conectar à internet ou usar o PC. A empresa de tecnologia lança os programas no Brasil em parceria com a AACD. Ambos os softwares são gratuitos.

Um dos programas é o Headmouse, que permite o controle do cursor do mouse por movimentos de cabeça. Com expressões faciais, é possível 'clicar' em links e arquivos. O software faz a identificação da face por meio de uma webcam.

Já o Teclado Virtual funciona com dispositivos que controlam o cursor na tela - joystick, touchpad e o próprio Headmouse. O teclado tem algoritmos com previsão de palavras em cinco idiomas: espanhol, catalão, inglês, francês e italiano. A função que prevê, sugere e aprende novas palavras será oferecida também em português em cerca de 60 dias.

Ao usar os softwares para publicar um post no Twitter, William mostra que é preciso treino para dominar a tecnologia. "Pratiquei por uma semana e ainda é um pouco difícil, mas com uma boa iluminação e um fundo neutro, funciona muito bem", conta, referindo-se à identificação de seus comandos pela câmera.

A Indra estabeleceu no Brasil um acordo de colaboração com a AACD para implementar uma sala no seu Centro de Reabilitação em São Paulo. No local, há PCs equipados para atender aos pacientes da clínica. A parceria, iniciada nesta quarta-feira (25/11), se estenderá para todas as unidades - nove ao todo - de reabilitação da AACD no Brasil.

"Antes eu não conversava. Usar o computador me dá independência", diz William, que deixa recados para os amigos com sua conta no Orkut. E quanto tempo ele passa no PC? "Depois que faço a fisioterapia de manhã, almoço e me conecto", diz.


IDG Now!
25/11/2009

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Casos de diabetes aumentam quase 50% no Brasil, diz estudo do Ministério da Saúde.

Segundo estudiosos, a stiuação se deve ao aumento da porcentagem de pessoas obesas no país.

O Brasil está passando por uma transição na qual há um aumento de doenças não transmissíveis e diminuição das doenças contagiosas. Esta é uma das conclusões do estudo "Saúde Brasil 2008" divulgado na última quinta-feira pelo Ministério da Saúde. Um aumento importante registrado entre 1990 e 2006 foi no número de casos de diabetes entre adultos, que passou de 16,3 por 100 mil habitantes para 24 por 100 mil habitantes no período. O número representa um aumento de quase 50%

O incremento está concentrado entre homens com mais de 40 anos. Para Deborah Malta, uma das coordenadoras do estudo, a situação se explica pela má alimentação e falta de exercícios regulares. "A principal explicação é o aumento do sobrepeso e da obesidade. É uma tendência mundial", disse a coordenadora. Segundo o estudo, os homens têm mais risco de desenvolver a obesidade. Em 2006, 48% dos homens estavam acima do peso, contra 40% das mulheres.

Cerca de 1 milhão de pessoas morrem todos os anos no Brasil, sendo que a principal causa são as doenças cardiovasculares, como os Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs) e os infartos. Os diferentes tipos de câncer são a segunda maior causa de mortes, seguidos por causas externas.


Globo.com
24/11/2009


Cientistas descobrem gene que pode combater a diabetes.


Gene estudado tem inúmeras funções celulares e atuação no pâncreas ainda pouco conhecida.

Pesquisadores da Universidade Hebraica de Jerusalém, em colaboração com universidades japonesas e americanas, descobriram como um gene específico do pâncreas afeta a secreção de insulina, abrindo um novo caminho para conhecer melhor e combater o diabetes.

Os níveis de glicose no sangue são controlados fortemente pela secreção de insulina das células Beta no pâncreas. Uma secreção de insulina defeituosa provoca um baixo nível de glicose no sangue, levando à diabetes.

Os pesquisadores estudaram o LKB1, um gene com muitas funções celulares e cujo papel no pâncreas ainda não era bem conhecido. Através de pesquisas com ratos de laboratório, eles descobriram que a eliminação do LKB1 nas células Beta leva a uma produção maior de insulina do que as células Beta normais, o que provoca uma reação que aumenta os níveis de glicose no sangue.

A experiência abre a possibilidade de se desenvolver um tratamento que poderá limitar a presença deste gene nas células Beta do pâncreas, aumentando a secreção de insulina.


Abril
24/11/2009

Pessoas com deficiência debatem violência urbana

Discussão lembra que os serviços públicos também devem promover a acessibilidade para as pessoas com deficiência.

A violência urbana e a vulnerabilidade das pessoas que têm algum tipo de deficiência foram os principais pontos discutidos na consulta pública preparatória ao Plano Integrado de Promoção do Direito Humano à Segurança (Maceió Mais Segura), especialmente dirigida aos dirigentes de entidades e órgãos ligados à defesa de direitos de pessoas com deficiência.

Durante o evento, o secretário municipal de Direitos Humanos, Segurança Comunitária e Cidadania (Semdisc), Pedro Montenegro, assegurou que, ainda este ano, a Prefeitura Municipal de Maceió deve enviar á Câmara Municipal projeto para inclusão de uma coordenadoria específica na Secretaria para articulação das políticas públicas relacionadas aos direitos de pessoas com deficiência.

"A realização desta consulta pública e a instalação de uma coordenadoria específica na Semdisc são importantíssimas para nosso segmento, bastante vulnerável, sobretudo, quando se trata de violência urbana, mas também com relação a ouras formas de violência: a discriminação, a falta de acessibilidade e, sobretudo a omissão", afirmou a vereadora Rosinha da Adefal.

O secretário municipal adjunto de Assistência Social, Francisco Araújo, ressaltou que a parceria entre os diversos órgãos do município para promoção do direito huano à segurança vai se refletir, positivamente, em todas as áreas.

Informação e Inclusão
De acordo com o presidente da Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas, Luiz Carlos de Oliveira, tem crescido o número de jovens de até 24 anos que procuram o setor de reabilitação da entidade, em decorrência da violência, mas não há estatísticas oficiais. "A maioria está em cadeira de rodas, vítima de arma de fogo", relatou.

O presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, Jorge Fireman, destacou a importância do acesso a informações na luta pela inclusão e defesa dos direitos humanos. "Nada sobre nós sem nós", lembrou Fireman, referindo-se ao lema que tem marcado a mobilização das pessoas com deficiência em todo o país por políticas públicas inclusivas.

Já o professor Sérgio Coutinho, outro participante da consulta, lembrou que qualquer ação voltada à inclusão das pessoas com deficiência, sobretudo na política de segurança comunitária, exige capacitação e acessibilidade.

"Não teremos denúncias de surdos, se os policiais não souberem LIBRAS; nem de cegos, se eles não tiverem acesso a, no mínimo, uma lista de telefones de emergência em braile, tampouco de deficientes físicos, se não houver acessibilidade", pontuou Coutinho

A ampliação das bases de polícia comunitária nos bairros também foi sugerida como ponto de apoio para pessoas com deficiência e a comunidade em geral. "Estamos realizando um trabalho de policiamento comunitário no Conjunto Selma Bandeira que tem nos aproximado da população e ajudado bastante na prevenção da violência", afirmou a tenente Beatriz Argolo, representante da Polícia Militar de Alagoas.

A exemplo do que vem ocorrendo em outras consultas também foram sugeridas ações ligadas à educação, cultura, esporte e lazer nos bairros para afastar os jovens das drogas. "Jovens ociosos encontram facilmente o caminho das drogas e bebidas alcoólicas", reforçou o presidente da Associação de Pais e Amigos dos Autistas, Marcelo Vieira.

Também participaram da consulta pública representantes do Poder Judiciário, da APAE, da AAPPE, , da Escola de Cegos Cyro Acioly, da Associação dos Portadores de Anemia Falciforme, da Associação dos Hemofílicos de Alagoas, da Câmara Municipal de Maceió, da Faculdade Maurício de Nassau e do Fórum de Mulheres Autônomas.


Aqui Acontece
24/11/2009

Desfile de moda lança campanha pela igualdade

'E aí, beleza? Eu sou assim', do projeto Tam Tam, coloca na passarela gente de 6 a 90 anos.

O trabalho do arte-educador Renato Di Renzo começou há 20 anos, com a luta antimanicomial na Baixada Santista. Di Renzo foi o precursor do processo de desativação do então superlotado Hospital Anchieta, alvo de denúncias de maus-tratos e o primeiro manicômio a sofrer intervenção pública, marco da reforma psiquiátrica no Brasil.

Da experiência nasceu a Associação Projeto Tam Tam. A partir daí, a ideia de assistir apresentações de doentes mentais se transformou e ganhou nova dimensão. Di Renzo abriu ao público as oficinas de teatro, dança e capoeira, entre outras, e assim começou, no próprio espaço, o trabalho de inclusão que defende.

Hoje, em Santos, a ONG lança a campanha E aí, beleza? Eu sou assim!, que pretende criar um novo olhar sobre estética e aceitação. Di Renzo quer discutir o que chama de ditadura da beleza - e rechaça a ideia do teatro ou da moda "para deficientes". "Um artista é um artista, não importa se é louro ou moreno, gordo ou magro, se fala ou faz gestos", diz.

A nova bandeira será levantada durante um desfile de moda. Na passarela, o púbico não verá tops magérrimas, mas 60 pessoas comuns, com necessidades especiais ou não. Desfilam também os surfistas Picuruta Salazar e Pauê, a judoca Danielle Zangrando e o jogador de futebol Paulo Henrique Ganso, do Santos Futebol Clube.

Duas grifes santistas, Uó do Borogodó e Benedita, emprestaram looks para o evento. Mas a maior parte foi feita ali, nas oficinas de customização que envolveram os 140 alunos do projeto, familiares e voluntários. Calças viraram coletes e colchas de cama se transformaram em vestidos de festa. Entre os destaques da passarela, dois vestidos de noiva, um de crochê feito com sacolas plásticas e outro de jornal. Há também roupas de fuxico. "Tudo foi reciclado", diz Di Renzo. Até a decoração da sede é montada com objetos doados e customizados.

A associação funciona num canto cedido no Teatro Municipal de Santos. De segunda-feira a sábado ocorrem as oficinas, com alunos de 6 a 90 anos. Nas noites de sexta-feira e sábado, o espaço se transforma no Café Teatro Rolidei, que atrai mais de 2 mil pessoas por mês, em uma balada animada e diferente, das 22h às 3h. Uma das grandes atrações é a novela ao vivo, interpretada por 20 alunos.

VERBA

O projeto Tam Tam abriu as portas do Teatro Rolidei por causa da necessidade de captar fundos. A ONG não conta com incentivos ou patrocínios. "Se até dezembro a gente não conseguir fechar algum tipo de apoio, vamos ter de parar, depois de 20 anos. É uma pena, mas não consigo mais manter as pessoas aqui, sem receber nada. Os voluntários também precisam sobreviver", diz a psicóloga Claudia Alonso, uma das fundadoras do Tam Tam e também voluntária, como todos os orientadores e educadores.

"O desfile, organizado pelo segundo ano consecutivo, é uma forma que arrumamos de conseguir mais fundos", explica Di Renzo, que colocou os ingressos à venda pelos telefones (13) 9124-6493 e (13) 9168-7449. Custam R$ 40, com direito a coquetel e, depois do desfile, shows de bandas. O desfile será hoje no Typographia Brasil, no Centro Histórico de Santos.


O Estado de S.Paulo
24/11/2009

AACD e Indra firmam parceria para atender deficiente físico

A iniciativa trará inclusão digital para toda pessoa com deficiência física.

A Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) e a multinacional de Tecnologias da Informação Indra anunciaram ontem o lançamento, no Brasil, de duas tecnologias que garantirão o acesso à informática e internet a pessoas com deficiência física, o que poderá contribuir de grande maneira do ponto de vista da inclusão digital.

Segundo as entidades, as tecnologias estarão disponíveis gratuitamente e permitirão, por exemplo, que um tetraplégico possa navegar pela internet, além de escrever e-mails, ou fazer qualquer outra atividade que até agora não poderia por meio de um mouse ou teclado normal.

O evento de lançamento será hoje e na ocasião haverá a assinatura do Acordo de Cooperação entre a Indra e a AACD para uso destes recursos inéditos nos tratamentos de reabilitação em todas as unidades da instituição no Brasil.

A AACD é uma instituição sem fins lucrativos, que realiza cerca de 5.000 atendimentos por dia em suas 9 unidades espalhadas pelo Brasil.

Já a Indra afirma ter alcançado no Brasil uma sólida posição nos mercados de administração pública, telecomunicações, indústria e consumo e energia.

Entre as principais referências deste setor se destacam clientes de grande envergadura como Cemig, Elektro, Light, Energisa, Petrobras, Eletronorte e Gas Brasiliano.


Jornal DCI
24/11/2009

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Estranho caso clínico

Leiam com atenção, e passem á frente.

Estranho caso clínico

O parto foi através de cesariana, pois até a data prevista 31/3 não houve
sinais, então optamos pela cirurgia.

Pedro nasceu muito bem. Chorou logo e teve nota 9 de Apgar.

Nasceu com 48 cm e pesou 3,430kg.

Seu primeiro ano de vida foi ótimo, com desenvolvimento perfeito e nenhuma
doença.

Sentou com cinco meses, andou com 11 meses, disse as primeiras palavras com
7 meses e antes disso já emitia sons naturais de um bebê.

Com um ano e dois meses, certa tarde durante o sono, Pedro acordou
assustado como estivesse se engasgando.

Isso se repetiu por mais alguns dias até que fomos ao médico.

Este viu uma crise, suspeitou de refluxo-gastresofágico e solicitou alguns
exames.

Nesta época, estas crises aconteciam mais ou menos 10 vezes ao dia e
duravam aproximadamente 15 segundos.

Como os exames não acusaram nada, por indicação do médico, procuramos um
neurologista infantil que disse tratar-se de crises convulsivas.

Fizemos um primeiro eletro encefalograma que foi normal.

Procuramos o Dr.Salomão Schwartzmam, que o avaliou e considerou-o logicamente perfeito.

Nesse período, as crises aumentavam em quantidade e intensidade.

Assim, em agosto de 90 ele foi internado na UTI pela primeira vez com aproximadamente uma crise a cada 3 minutos.

Ficou no Hospital 20 dias e saiu com as crises mais controladas. Fez uma Tomografia Computadorizada que foi normal.

O segundo eletro acusou foco irritadiço do lado direito cérebro.

Apesar de tudo isso, seu desenvolvimento continuava normal, porém mostrava-se mais sonolento.

As crises continuavam; eram crises mistas.

Em outubro de 90, percebemos que ele estava sorrindo menos, chorando menos e que quando sorria, o lado esquerdo de seu rosto parecia paralisado.

Em novembro de 90, percebi que ele usava menos o braço esquerdo. Os médicos chamaram de seqüelas. Em dezembro de 90, fizemos uma ressonância magnética de crânio, um exame de Fundo de Olho alguns exames para detectar erros inatos do metabolismo. Todos os exames foram normais.

Nessa época, ele já apresentava dificuldade para caminhar e falava menos. Mantinha uma média de mais ou menos 20 crises por dia.

No decorrer de sete meses mudamos de médicos por diversas vezes vários anticonvulsivantes foram testados.

Porém o efeito nunca era totalmente satisfatório.

E esteve internado mais duas vezes para controlar crises mais frequêntes Em janeiro de 91, Pedro foi internado mais uma vez e saiu do hospital sem andar, sentar ou falar.

Em fevereiro, novamente foi internado com crises muito fortes, ficou 20 dias no Hospital.

As crises já duravam 1 min, manifestando-se a cada 10 min.

Nessa ocasião, foi medicado com cortisona e fez vários exames de Metabolismo, porém nada foi encontrado...

A habilidade motora dele ficou debilitada.

Quando teve alta, não segurava a cabeça, não sentava sozinho e parecia não reconhecer ninguém, além de não fixar o olhar em nada.

O tempo foi passando, e com seções de fisioterapia e muito carinho Pedro foi conseguindo alguns pequenos progressos.

Continuávamos nossa maratona em médicos e exames, porém nada acontecia.

Suas crises ficaram um pouco mais controladas, manifestando-se somente durante o sono, aproximadamente 8 episódios por noite, com duração de cerca de 1 min.

No final de 95, ele ficou alguns dias consecutivos sem apresentar crises.
Nestes últimos anos, repetiu alguns exames, porém nada de novo foi encontrado.

Teve complicações pulmonares e tomou muito antibiótico. Nos últimos meses de 95, Pedro readquiriu o controle da cabeça e ganhou maior firmeza no tronco.

Passou a fixar o olhar nas pessoas e objetos, porém ainda não manifestando desejo de pegá-los.

Seu rosto ficou mais expressivo, apesar de ainda não rir ou chorar.

Em janeiro de 96, repetimos a Ressonância Magnética que se apresentou tal e qual a anterior, segundo o médico que assinou o laudo.

O Dr. Fernando Arita, seu médico atual, diagnosticou que Pedro tem um cérebro um pouco menos denso do que uma criança de 7 anos.

Repetimos também o eletro encefalograma, que se apresentou bem melhor que o anterior, com crises mais localizadas. Fizemos também, um estudo
de Cariótipo (pai, mãe e filho) com a Dra.Rita de Cássia Stoco e nada foi encontrado.

Disse suspeitar de Doenças Mitocondriais e sugeriu que fizéssemos um estudo de DNA. Foi feita também, uma dosagem de aminoácidos no sangue e
cromatografia de açúcares na urina.

Atualmente, Pedro mantém cerca de 4 crises convulsivas durante o sono, principalmente a partir das horas da madrugada. Em suas crises estica
braços e pernas, gira a cabeça para a esquerda e chora..

Duram cerca de 45 segundos. Sua atenção continua fixa nas pessoas e objetos, porém não se movimenta espontaneamente.

Readquiriu razoável controle de tronco, porém não senta, não fica em pé, não fala, não sorri ou chora.

De dois anos para cá, desenvolveu uma escoliose bastante preocupante. Está medicado com Rivotril, Valpakine e Tryleptal.

Pedro, atualmente, está com 15 anos. Durante todos estes anos, não encontramos uma resposta para o que acontece com Pedro, e, também nunca
encontramos alguém com problema semelhante para trocar experiências.

Se você puder ajudar, se for médico ou já conheceu alguma criança com o mesmo problema, por favor, nos escreva.

Se não, passe essa mensagem para frente para que encontre o destino certo.

Muito Obrigado,

Liane e Manoel.

Nosso endereço: Rua Conselheiro Brotero, 1559 apto 134 CEP 01232-011 São
Paulo - SP - BRASIL
Fone: (11) 3662.4826

PS: O simples fato de repassar esta mensagem, já é por si só, um ato de solidariedade. Peço a todas as pessoas que receberam esta mensagem que, por favor, tentem se conscientizar da necessidade que nós, seres
humanos,temos de receber a ajuda um do outro.

Enviem essa mensagem para todas as pessoas da sua lista, desde aquela que você escreve todos os dias, até a pessoa que você não escreve há muito tempo...

Assim poderemos, quem sabe, ajudar essa família...

'Fica sempre um pouco de perfume nas mãos que oferecem rosas (...)

Necessidades das crianças não atendidas.

Direitos das crianças não respeitados. Dados da UNICEF - Teachers Talking.

O tema - crianças, seus direitos, a maneira pela qual são tratadas em muitos países do mundo - constitui questão relevante para todos os escalões do governo, ou melhor dizendo dos governos do mundo, e para nós, membros da sociedade civil em nossas organizações de defesa das crianças, tentando assegurar-lhes bom tratamento de saúde, escolas de qualidade, proteção contra todo tipo de abusos que costumam vitimizá-las.

Por esta razão, estamos sempre voltando ao assunto referente a nossas crianças, à luz do que ocorre em outros países e que mosra à saciedade como temos de lutar EM TODOS OS PAÍSES pelo bem estar de crianças em geral.

Vamos aos dados da UNICEF, colhidos na Internet sobre os quais precisamos todos refletir:

Uma revisão da situação das crianças no período da infância à luz dos direitos estipulados na Convenção sobre os Direitos da Criança revela que muitos direitos delas não são respeitados.

Aqui descrevemos direitos - chave mencionados na Convenção sobre os Direitos da Criança e descrevemos algumas das realidades do mundo de hoje que põem em perigo esses direitos.

A Convenção sobre os Direitos da Criança reconhece o direito das crianças de serem protegidas de exploração econômica e de realizar qualquer trabalho considerado arriscado, que interfira com a escolaridade ou que seja danoso ao seu desenvolvimento de alguma forma.

Contudo...

O número de crianças no mundo em desenvolvimento que trabalham (de 5 a 14 anos) alcançou 250 milhões. Cerca de 60 por cento destas crianças que trabalham estão na Ásia, 32 por cento na África. Cerca de metade dessa cifra, 220 milhões de crianças, trabalham em tempo integral.

Esta situação resulta de muitos fatores, incluindo pobreza e expectativas antigas de que as crianças irão trabalhar.

Porém o mundo está mudando, as vidas que confrontam nossas crianças exigem que sejam educadas e que aprendam.

A Convenção sobre os Direitos das Crianças declara que as crianças no período de metade da infância não devem ser recrutadas para participar de hostilidades e sim devem ter os seus direitos protegidos em conflitos.

Contudo...

Durante a última década, estima-se que 2 milhões de crianças foram mortas durante conflitos armados, enquanto 6 milhões foram feridos ou mesmo ficaram deficientes permanentemente. Mais de um milhão de crianças foram separadas de suas famílias e 12 milhões ficaram sem lar.

Em 1997, existiam 50 milhões de refugiados e "pessoas internamente fora de lugar", sendo 50 por cento estimado que seriam crianças.

A Convenção sobre os Direitos das Crianças pede que haja proteção para e cuidado em relação a todas as crianças, e da população civil em geral no caso de conflito armando.

Contudo...

Ambientes frequentados por crianças estão contaminados por mais de 100 milhões de minas de terra em mais de 68 países, com minas colocadas em campos, templos, e até mesmo escolas. Estas minas matam ou lesionam 26.000 pessoas a cada ano. As crianças representam 45% dessas vítimas.

A Convenção sobre os Direitos das Crianças exige educação primária, compulsória, gratuita, para todas as crianças.

Contudo...

Pelo menos 130 milhões de crianças de idade de escola primária, particularmente na África, não estão na escola. Dessas crianças, aproximadamente dois terços são meninas.

Embora a lacuna na matrícula entre meninos e meninas tenha se estreitado, aproximadamente dois terços das crianças que não estão na escola são meninas.

Muitas das crianças que ainda estão na escola estão em risco também: com responsabilidade de trabalho, incluindo as tarefas no lar, bem como lições que não atendem a suas necessidades ou interesses, elas estão em risco de deixar a escola cedo ou de freqüentar classes nas quais não aprendem nada.

Amanhã continuaremos com estes dados alarmantes!

Como vemos, a situação das crianças nesta primeira década dos século 21 é crítica em todo o mundo. Os desafios que todos enfrentamos são enormes, há a famosa crise mundial sobre desastres financeiros em todos os quadrantes da Terra e não há Reunião de Cúpula, realizada pelas principais lideranças mundiais, que resolva situações tão cruciais em todos os países.

No meio de todo esse torvelinho de interesses opostos ficam as nossas crianças e elas precisam muitíssimo do apoio e proteção de todos nós.

Amigos, não podemos falhar!


Traduzido do inglês e digitado em São Paulo por Maria Amélia Vampré Xavier, Rede de Informações Área Deficiências Projeto Futuridade, Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo, Fenapaes, Brasília (Diretoria para Assuntos Internacionais), Rebrates, SP, Carpe Diem, SP, Sorri Brasil, SP, Inclusion InterAmericana e Inclusion International em 9 de novembro, 2009.


Maria Amélia Vampré Xavier
23/11/2009

Adiada votação de projeto que criminaliza preconceito contra idosos, deficientes e homossexuais.

Os senadores Marcelo Crivella (PRB-RJ) e Magno Malta (PR-ES) temem que os religiosos possam ser punidos por ensinar a seus filhos que a homossexualidade é um pecado, de acordo com valores religiosos.

Foi concedido pedido de vista coletiva ao substitutivo da senadora Fátima Cleide (PT-RO) ao PLC 122/06, que torna crime a discriminação contra idosos, deficientes e homossexuais. A expectativa é que a proposição entre novamente em pauta na reunião da próxima semana.

O projeto divide opiniões: os senadores Marcelo Crivella (PRB-RJ) e Magno Malta (PR-ES), por exemplo, temem que os religiosos possam ser punidos por ensinar a seus filhos que a homossexualidade é um pecado, de acordo com valores religiosos. Malta afirma temer que se crie uma "casta" ao proteger pessoas que, segundo afirma, já tem direitos como cidadãos garantidos na Constituição.

Já a relatora da proposta, senadora Fátima Cleide, salienta que a sociedade brasileira "não pode mais continuar se omitindo" diante da violência, física e psicológica, a que são submetidos os homossexuais. O presidente da CDH, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), afirmou que o projeto já não se trata mais de homofobia, mas sim de "sociofobias".

A CDH deverá realizar uma audiência pública para discutir o tema.


Agência Senado
23/11/2009

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Deficientes físicos contam como é passar pelo drama de Luciana de Viver a Vida

Nos últimos dias, o Brasil inteiro tem acompanhado o drama de Luciana, a modelo interpretada por Alinne Moraes na novela Viver a Vida, da Rede Globo. Bonita, alegre, divertida e entusiasmada, Luciana sofreu um acidente automobilístico na Jordânia, onde estava a trabalho, e teve a coluna gravemente machucada. Irreversíveis, as lesões a deixaram tetraplégica, de acordo com o primeiro diagnóstico. Nos próximos capítulos, o público acompanhará dia a dia a adaptação da moça à nova - e extremamente difícil - realidade.

A atriz revela que interpretar uma personagem tão peculiar é um aprendizado e tanto. "Durante quatro meses trabalhei o corpo e conversei com muita gente sobre o assunto. Eu era completamente leiga sobre o assunto. Tive contato com pessoas que convivem com essa dificuldade há muitos anos. Mas, o mais incrível, foi descobrir que cada uma delas é diferente, que lida com o problema de uma maneira individual. Isso me dá muita liberdade para trabalhar a Luciana do meu jeito. Estou aberta e acho ótimo me surpreender conforme chegam as cenas. A emoção está viva", descreve Alinne, ciente da importância que a personagem tem - e terá - para muitas pessoas na mesma condição.

De acordo com a psicóloga Maria Claudia Cristianini, da Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência (Avape), as pessoas que de uma hora para a outra se veem com uma deficiência física costumam atravessar quatro fases. A primeira é a de choque total diante da nova condição. "Na segunda, denominada negação, o paciente acredita que poderá voltar a andar e, ao entrar em contato com a realidade, assume um comportamento de defesa", explica Maria Claudia. O terceiro estágio é o de reconhecimento - a pessoa decide iniciar um tratamento (fisioterapia, psicoterapia etc.), em geral em um centro de reabilitação. "O contato com outros pacientes e a persistência do quadro a fazem tomar consciência da real situação. É comum, nesse período, acontecerem episódios de ansiedade e depressão, que muitas vezes são identificados por queixas físicas, como excesso de dores. E, por fim, a última etapa é a da aceitação. "O paciente começa a se reintegrar socialmente e apresentar autoeficiência dentro de suas limitações", destaca a psicóloga.

Aceitação

É provável que Luciana atravesse todos esses percalços na trama de Manoel Carlos. Muita gente deve se identificar com sua história. É o caso da ex-modelo Samanta Almeida, 31 anos, paraplégica desde os 14 anos, quando sofreu um acidente com uma arma de fogo - o disparo atingiu alguns de seus órgãos e queimou a medula. "A adaptação foi complicada. Toda a minha casa teve de ser reformulada. O mais difícil, porém, foi o fato de sentir muita dor. Aliás, sinto dor até hoje, tomo medicamentos fortíssimos. Também sofri bastante com as escaras. Tive uma muito séria, precisei até retirar um pedaço do osso para curar a infecção", conta. Escaras são caracterizadas pela destruição localizada da pele que acomete os doentes acamados e ocorrem nas regiões de apoio, como costas e nádegas.

Assim como Luciana, o repórter voluntário da TV Sentidos, Ronaldo Denardo, 34 anos, de Santo André (SP), também se tornou tetraplégico após um acidente automobilístico, em 1997. Ele sofreu muito para aceitar o que aconteceu - pensou, inclusive, em acabar com a própria vida. "Só consegui encarar a realidade e investir na minha felicidade dois anos e meio após o trauma, depois da aceitação e da descoberta que a vida continua e que é bela. Independentemente da condição física, tudo é possível, mesmo com alguns limites", revela. Ronaldo admite que até hoje não é fácil depender de terceiros para realizar determinadas atividades - algumas relacionadas com a própria higiene -, mas se sente realizado e ainda tem esperanças de voltar a andar. "Nem por isso deixo de viver e paralelamente sigo em busca dos meus sonhos", conta. E o que ele diria para a Luciana, como forma de aliviar a sua dor? "A realidade é dura, mas o melhor caminho é a aceitação, tente se redescobrir e verá que pode ser muito feliz."

Eva Portugal de Sousa, 26 anos, servidora efetiva do Poder Judiciário de Palmas (TO), concorda. "A vida deve continuar. Se eu não tivesse continuado a minha, teria mergulhado de cabeça numa vida solitária, triste e depressiva. Se o mundo não te dá oportunidades, você tem de criá-las. Vítima de artrite reumatóide na infância, ela se tornou cadeirante aos 9 anos. "A primeira dificuldade foi, com certeza, encarar a cadeira de rodas. Eu era uma criança, queria ter a vida de criança, então sentar em uma cadeira de rodas e ser carregada era algo assustador. Mas isso era só o começo; ruim mesmo era encarar os olhares das pessoas, as perguntas, os comentários e, principalmente, os preconceitos", confessa. "Percebi que tinha de encarar a realidade quando a minha mãe me levava para a escola e dizia que a vida precisava continuar. Às vezes, eu ia chorando, me sentia muito insegura. Na hora do intervalo, contava com a companhia da minha irmã. Esse sofrimento foi questão de meses, até fazer amizade com a turma. Sabia que jamais seria como meus amigos, mas as diferenças não nos afastaram."

Hoje, Eva não sonha com a cura, mas em viver em um país com melhores condições para os cadeirantes. "A falta de acessibilidade presente praticamente em todo o Brasil é um dos grandes problemas que enfrentamos, porém nada disso pode barrar os nossos sonhos, afinal não podemos aceitar viver à margem de uma sociedade que cultua a perfeição física", sentencia.

Para a psicóloga Maria Claudia Cristianini, da Avape, toda vez que passamos por dificuldades em nossas vidas devemos perceber que existe uma mensagem psíquica na qual precisamos decifrar e entender. "Sempre após enfrentarmos obstáculos, doenças ou quaisquer dificuldades, conseguimos aprender uma lição de vida, nos tornamos seres humanos melhores e capazes de reconhecer situações que antes não percebíamos", destaca. Ela diz ainda que a pessoa com lesão medular, ou qualquer deficiência, não deve se sentir rebaixado aos olhares de outras pessoas. "O que orientamos a qualquer pessoa é continuar vivendo seu dia a dia e assim, automaticamente, mostrar aos demais que não precisa ser vista com dó ou piedade. Isso porque é um ser humano como outro qualquer, capaz de realizar diversas atividades." A psicóloga recomenda a realização de atividades que proporcionam prazer - e, consequentemente, maior qualidade de vida e a sensação de integração à sociedade.

A vida continua

Samanta, por exemplo, conta que depois do período de adaptação teve uma adolescência bem alegre, com direito a festas, acampamentos e namoradinhos. Hoje ela mora em Londres, trabalha como modelo cadeirante e é casada com Mark Bullock, da Federação Internacional de Tênis (ITF), responsável por organizar torneios em cadeiras de rodas em todo mundo. Ela, aliás, também é tenista. "Sou muito feliz. Estou aprendendo a falar outros idiomas, jogando e trabalhando com a divulgação do tênis cadeira de rodas pelo mundo. Viajo bastante e conheço muita gente", conta.

A estudante Fernanda Sene, 16 anos, de Uberaba (MG), teve um câncer no fêmur da perna direita, que depois atingiu a artéria, em 2005. Sofreu muito, assim como sua família, e precisou amputar a perna. Foram quatro meses terríveis de quimioterapia e de muita dor. "Sentia a dor chamada efeito fantasma, que é a sensação da perna amputada. Ela pulava, formigava, fiquei meses sem dormir direito. No começo não saía de casa, não queria receber visitas, não queria que me vissem amputada, com mal-estar..." Após o período difícil, Fernanda resolveu aceitar a nova condição. Hoje, na maior parte das vezes, conta com uma prótese e não deixa de se distrair, ir às baladas, reunir as amigas em casa. "Gosto muito de ficar com minha família, que me apoiou, dando risada e vendo filmes", diz.

Sexo

Em Viver a Vida, o noivado de Luciana com Jorge (Mateus Solano) vai acabar e ela deve iniciar um romance com Miguel (Mateus Solano), fatos que vão dar margem para a novela discutir a sexualidade dos deficientes físicos. Para Denise Teixeira, psicóloga da Avape especialista em sexualidade para pessoas com deficiência, as dúvidas dos indivíduos que, por uma lesão medular, ficam paraplégicos ou tetraplégicos são comuns em relação às questões sexuais e devem ser tratadas com seriedade e acompanhamento especializado. "Para os homens, a disfunção erétil e o medo do fracasso é a principal dúvida e, no caso das mulheres, a fecundidade sempre está no centro das discussões", conta. "Apesar da lesão, muitos homens continuam com as funções de ereção e ejaculação intactas", explica a psicóloga da Avape. Nesse caso específico, o principal é realizar um trabalho de orientação em conjunto com a parceira para que haja a aceitação com a ajuda da outra pessoa. Para as mulheres, o assunto é mais tranqüilo, porque dependendo do grau da lesão não há nenhum tipo de interferência caso ela queira ser mãe. "Porém, também há necessidade de um trabalho de orientação para a vida sexual não causar constrangimentos à mulher", afirma a especialista.

HELOÍSA JUNQUEIRA
Colaboração para UOL
20/11/2009 - 15h30