sábado, 5 de dezembro de 2009

Deficiente com paralisia cerebral cria software que faz síntese de voz

Um deficiente com paralisia cerebral criou um software que permite a síntese de voz de uma pessoa que tenha dificuldade em falar
Um deficiente com paralisia cerebral, doutorado em eletrônica e computação, criou um software especial que permite que um deficiente que tenha dificuldade em se comunicar possa se fazer entender.

Lançado, esta quinta-feira, no Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, o Easy Voice - Atendimento Sem Barreiras vai ficar instalado no serviço de passaportes do Governo Civil de Faro e permitirá a síntese da voz para este tipo de deficientes.

Este sistema criado por Paulo Condado, de 30 anos, e já elogiado em revistas científicas, permitirá também fazer chamadas telefónicas através do Skype.

Espera-se que haja vontade de expandir esse projecto pioneiro e alargá-lo a outros serviços em todo o país.

É uma infraestrutura extraordinária para que pessoas com este tipo de deficiência e com estes problemas tenham um maior facilidade de contato com os serviços públicos e espero que naturalmente esta ferramenta seja adotada.



TSF Notícias
03/12/2009

Memorial relembra inclusão de deficientes

Exposição permanente mostrará os desafios da luta pela acessibilidade
A história brasileira da luta pelos direitos dos surdos, cegos ou qualquer outra pessoa com algum tipo de diferença física ou intelectual caminhou quase invisível durante as últimas três décadas. Foi em 3 de dezembro de 1981 que o mundo ganhou o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, mas só hoje - 28 anos depois - São Paulo inaugura o primeiro Memorial da Inclusão, inédito no País e na América do Sul. Pela exposição permanente instalada no Memorial da América Latina, na zona oeste da capital, será possível conhecer a trajetória de quem lutou para que, por exemplo, a guia rebaixada virasse coisa tão comum nas calçadas das cidades contemporâneas.

Na mesma mostra, mesmo quem escuta, enxerga e caminha sem restrições vai perceber como é conviver com os desafios da acessibilidade, como falta de rampas ou informações em braile. Logo na entrada do Memorial está a Sala dos Sentidos, totalmente escura, na qual os participantes entram em contato com objetos e sons triviais da cidade. "É para as pessoas entenderem que há outras formas de comunicação", afirma a curadora da mostra, Elza Ambrósio, militante e viúva de um dos "heróis" da inclusão, Rui Bianchi, ainda anônimo para quem desconhece a batalha de anos pela acessibilidade. Formado em Jornalismo, ele perdeu as duas pernas e encontrou um objetivo de vida. Foi o pioneiro na luta pelos direitos de ir e vir de qualquer pessoa. O rosto de Bianchi e outros 11 militantes estão expostos em um painel de 11 metros na entrada do Memorial, batizado de "front". Por meio de áudiodescrição, todos esses personagens são revelados aos visitantes.

"Se não tivermos memória, no futuro, repetiremos os mesmos erros que cometemos no passado", afirmou Linamara Batistela, secretária estadual da Pessoa com Deficiência. A pasta é responsável pela idealização do Memorial, que abre as portas hoje e vai funcionar todos os dias da semana, de graça. A aposta é que, com um contato mais íntimo com os documentos históricos, painéis fotográficos, documentários - todos expostos de forma interativa - as pessoas fiquem mais sensibilizadas pela causa.

Jefferson Duarte, um dos designers responsável pela parte visual do Memorial, confirma o "efeito informação". Ele nunca tinha elaborado uma exposição com o tema acessibilidade. Mas o que foi imprescindível para essa - piso tátil, quadros em altura para quem está na cadeira de rodas, é anão ou criança - virou diretriz obrigatória para qualquer outro trabalho.

Segundo a secretária, um dos legados da luta pela inclusão é uma cidade que comporta o envelhecimento da população. "O mais interessante de uma cidade acessível é que você usa sem perceber. Os idosos só caminham por muitas ruas hoje por causa da batalha das pessoas com deficiência."

Dois meses
O acervo para o Memorial foi reunido em apenas dois meses. O material foi doado por militantes da causa e selecionados pela antropóloga Crismere Gadelha. "Quisemos contemplar todas as áreas com informações. Cultura, esporte, educação", conta. Apesar do tempo tido como recorde, Linamara diz que ainda há muito material guardado. "A proposta é fazer micro-exposições itinerantes e levar para as estações de metrô, escolas, praças", diz.



Estadão
03/12/2009

Acessibilidade ainda é vista como um desafio

Lei prevê rampas e medidas para facilitar locomoção, mas realidade ainda é distante
ean Carlos Schaefer, 25 anos, leva uma vida tranquila. Estuda Serviço Social, é auxiliar administrativo na biblioteca da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), gosta de festas e se relaciona fácil com as pessoas. A cadeira de rodas, para ele, não é um limite. Apenas um desafio, difícil no começo, mas superado com determinação e força de vontade.

Jean perdeu os movimentos das pernas em 2003, em um acidente de trânsito na BR-471, próximo à divisa entre Santa Cruz e Rio Pardo. Dois amigos morreram. Ele sobreviveu e isso bastou para que a vontade de seguir a vida vencesse qualquer empecilho. Mesmo que isso representasse uma nova forma de locomoção. "Hoje não vejo limitações. Sigo sem me preocupar se vai ter um degrau ou não pela frente", conta.

Degraus, aliás, que cada vez menos aparecem como inimigos para cadeirantes e outras pessoas com necessidades especiais. Nesta quinta-feira, Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, a acessibilidade é tema para debate. Jean lembra que, desde 2003, percebe muitas mudanças relativas ao assunto em Santa Cruz do Sul. Em especial a criação de rampas de acesso nos passeios públicos. "No Centro a locomoção é fácil entre as ruas, mas muitos prédios, alguns públicos, ainda têm problemas. São degraus, escadas estreitas, questões que limitam bastante".

Para ele, o essencial é a conscientização. Diz que em muitas lojas o acesso é dificultado para quem utiliza cadeiras de rodas. "O comércio precisa reconhecer o cadeirante como consumidor. Muitas vezes se pensa que a acessibilidade exige grandes estruturas, mas uma simples rampa já faz toda a diferença".

Na Lei
Em Santa Cruz do Sul, o Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Compede) conta com uma Comissão de Acessibilidade, que trabalha justamente na tentativa de criar uma cultura favorável a esta condição. A garantia de condições para a mobilidade urbana de pessoas com necessidades especiais é prevista na legislação federal. O Decreto-lei 5.296, de 2004, regulamenta o atendimento às demandas específicas de pessoas com deficiência em projetos de natureza arquitetônica e urbanística. Também regula a comunicação e informação visual, o transporte coletivo, bem como a execução de qualquer tipo de obra com destinação pública ou coletiva.

Em Santa Cruz, no caso das calçadas, a acessibilidade está prevista em lei municipal (5.436/08) desde o ano passado. O documento determina que ao executar a confecção do passeio público, os proprietários de terrenos de esquina deverão fazer rampas de acesso, em ambos os lados, conforme normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), contidas na NBR 9050 - que prevê medidas e fórmulas para a passagem de cadeirantes. Com isso, a área central foi totalmente readequada, incluindo a destinação de vagas de estacionamento especiais. Nos bairros, porém, essa ainda é uma realidade distante.



Gazeta do Sul
03/12/2009

Comentario APNEN: São pequenas obras, que fazem a diferença.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Maternidade madura e o risco da síndrome de Down

Mais independentes e correndo atrás do próprio espaço no mercado de trabalho, mulheres adiam o sonho de ser mãe.

A modernidade prorrogou, para muitas mulheres, a maternidade. Mais independentes e correndo atrás do próprio espaço no mercado de trabalho, elas vão adiando o sonho de ser mãe.

Essa decisão quase coletiva contribuiu para aumentar, nos últimos 20 anos, os diagnósticos de Síndrome de Down.

Um estudo feito em Londres e publicado no British Medical Journal (BMJ) apontou que o número de casos identificados, entre 1989 e 1990, na Inglaterra e em Gales, foi de 1.075. No período de 2007 e 2008, no entanto, o número saltou para 1.843 - 71% a mais. Os números foram atribuídos à maternidade mais tardia. Segundo os dados do estudo, a probabilidade de ter um bebê com Síndrome de Down é de uma entre 940 mulheres, com mais de 30 anos. O índice assusta mais no caso das que optam pela maternidade acima dos 40 anos: uma a cada 85 mulheres britânicas.

"A partir dos 35 anos, o alerta é válido. À medida que a mulher envelhece, os óvulos remanescentes também envelhecem, tornando-se menos capazes de serem fertilizados pelos espermatozóides. Outro fator a ser ponderado é que a fertilização desses óvulos está associada a um risco maior de alterações genéticas", explica Joji Ueno, doutor em Ginecologia pela Faculdade de Medicina da USP.

Entre as alterações estão as cromossômicas, como a Síndrome de Down. "Há um aumento contínuo no risco desses problemas cromossômicos conforme a mulher envelhece. Quando os óvulos com problemas são fertilizados, eles têm uma possibilidade menor de sobreviver e crescer. Por essa razão, mulheres que estão acima dos 40 têm um risco aumentado de abortos espontâneos também".

Como a mulher estabeleceu prioridades além do casamento e da maternidade, aos poucos, foi postergando o momento de ser mãe. Neste contexto, Joji, também especialista em reprodução humana, comenta que a maioria que procura uma clínica especializada para tratamento de infertilidade já tem mais de 35 anos, sendo que a idade máxima ideal, em termos biológicos para a mulher ter o primeiro filho não mudou, continua sendo 28 anos.

Quando uma mulher com a idade mais avançada decide então engravidar, é importante que ela procure o aconselhamento médico. Se ele identificar qualquer problema físico que possa afetar as chances ou se ela estiver tentando conceber por mais de seis meses, pode procurar um especialista de infertilidade.

"Como as chances de gravidez diminuem com a idade é recomendado que todos os exames necessários para verificar a fertilidade desta mulher sejam prontamente realizados. A maioria dos exames de infertilidade pode ser realizada em até três meses e o tratamento apropriado pode ser iniciado imediatamente após a avaliação do especialista", garante Joji. "Para complementar os exames usuais, o especialista de infertilidade pode sugerir um exame de sangue para verificar os níveis de FSH (folículo-estimulante) ou estradiol no início do ciclo menstrual. Os níveis desses hormônios podem sugerir se os ovários estão se tornando menos sensíveis aos hormônios (FSH e LH - luteinizante) que induzem a ovulação. Isto porque, embora as taxas de gravidez sejam menores nas mulheres acima de 40 anos, mulheres com altos níveis de FSH e/ou estradiol no início do ciclo menstrual, independente da idade, também têm uma chance menor de engravidar", resume.

PGD? Que bicho é esse?
Um exame que pode ajudar essas mulheres é o Diagnóstico Pré-implantacional (PGD), que permite separar embriões portadores de algum tipo de desordem genética, transferindo para o útero materno apenas os saudáveis. "No Brasil, utilizamos o PGD para o diagnóstico de cerca de 130 doenças genéticas e cromossômicas", conta Joji Ueno. Entre essas doenças estão a Síndrome de Down, além da distrofia muscular progressiva ou da fibrose cística, por exemplo.


Terra
02/12/2009

Equipamento garante vida mais independente para deficientes

Exercícios de alongamento e tonificação, por exemplo, podem ser feitos por pessoas que possuem mobilidade parcial. Melhora física e psíquica pode ser observada após poucos dias do início do exercício
Fazer qualquer tipo de exercício físico é bom para todos, e em qualquer idade, mas muitas pessoas ao se depararem com uma deficiência física sentem-se incapacitadas de praticar atividades físicas o que pode gerar limitações secundárias futuras. Pessoas que possuem alguma deficiência física devem saber que movimentar-se é essencial para um dia a dia mais saudável, independente e prazeroso.

Exercícios de alongamento e tonificação, por exemplo, podem (e devem) ser feitos por pessoas que possuem mobilidade parcial. A melhora física e psíquica pode ser observada após poucos dias do início do exercício.

Na melhora física podem ser notados o desenvolvimento de habilidades motoras e funcionais, da agilidade, equilíbrio, força muscular, coordenação motora e resistência física. No campo psicológico nota-se a melhora da auto-estima, auto-valorização, estimulo a independência e a autonomia, além da motivação para atividades diárias.

O lançamento da empresa Matrix, o KRANKcycle criado por Johnny G (o inventor do Spinning®) oferece todos estes benefícios e abre as portas das academias para praticantes e atletas com necessidades especiais, através de um treino simples, divertido e eficiente.

O equipamento de ciclismo operado com os braços funciona de forma independente, proporcionando um treinamento cardiovascular altamente eficaz que fortalece a parte superior do corpo, corrige desequilíbrios e melhora a postura.



Vooz
02/12/2009

Dia 03 de Dezembro “O Dia Internacional da Pessoa com Deficiência”

O do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência foi proclamado pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 1992. Proclamado para dar apoio ao trabalho das organizações de pessoas com deficiência, para garantir os seus direitos no mundo inteiro, nos níveis local, nacional, regional e internacional.

A nossa sociedade ainda não está preparada para tratar dos limites e diferenças do outro. E os deficientes são pessoas que sofrem muito com isso. Quando a sociedade não dá o mínimo de condições para que pessoas portadoras de deficiência física exerçam sua cidadania, percebemos essa falta de preparo ao lidar com pessoas diferentes.
Simples atos do dia-a-dia e aspectos fundamentais na vida de qualquer um, como andar em um ônibus, ir a um banco ou supermercado ou simplesmente andar pelas ruas se torna muito difícil quando se necessita de ajuda de terceiros. Os impedimentos na vida dos deficientes devem ser eliminados, mas não por piedade. É direito constitucional do deficiente ser incluído na sociedade.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) 10% da população em países em desenvolvimento, são portadores de algum tipo de deficiência, sendo que metade destes são pessoas com deficiência intelectual. Segundo o censo 2000 do IBGE com o número de 34.580.722 pessoas com deficiência no país, número superior aos 24,6 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, são maioria os casos de problema de visão: 48,1%. A seguir vêm os casos de deficiência motora (22,9%), auditiva (16,7%), mental (8,3%) ou física (4,1%). O censo indica ainda que há um número maior de deficiências do que de deficientes, uma vez que as pessoas incluídas em mais de um tipo de deficiência foram contadas apenas uma vez. O número de pessoas que apresentam mais de uma deficiência no Brasil é de quase 10 milhões.
O que define a pessoa portadora de deficiência não é a falta de um membro nem a visão ou audição reduzidas, ou a deficiência intelectual. O que caracteriza a pessoa portadora de deficiência é a dificuldade de se relacionar, de se integrar na sociedade. O grau de dificuldade de se relacionar, de se integrar na sociedade.
A Constituição de 1988 e diversas outras Leis instituíram muitos direitos, dentre eles: Direito à Igualdade, à Saúde, ao Trabalho, ao Transporte, à Vida Familiar, à Educação, à eliminação de barreiras arquitetônicas, à aposentadoria, ao Lazer.
É verdade, o Brasil tem uma das melhores legislações das Américas para as pessoas com deficiência, recentemente coroada com a ratificação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU. Também é verdade que somos recordistas no desrespeito a essas leis, é preciso que as leis sejam cumpridas, não podem ser ignoradas.
Um dos maiores exemplos, são os flagrantes de desrespeito aos direitos das pessoas com deficiência, nas “Vagas de Estacionamento”, este caso e muito sério, ninguem respeita, seja em vias publicas, em supermercados, em shoppings, etc. A resolução do CONTRAN nº 304 de 18 de Dezembro de 2008 diz que: “Quem estacionar na vaga reservada em desacordo com as normas (exemplo: sem transportar idoso nem deficiente ou sem ter a identificação obrigatória no veículo) está sujeito a multa por infração leve, de R$ 53,20, além da remoção por guincho e três pontos na CNH” então, que se cumpra a Lei.
Não podemos esquecer, um dos principais problemas, a falta de Acessibilidade, nas ruas, calçadas, com o excesso de obstáculos, de buracos, falta de rampas, nos Comércios, Bancos, Restaurantes, Lanchonetes, Supermercados, faltam acessos na entrada, faltam sanitários adaptados, muitos, quando teem, tem seu acesso dificultado, são coisas muito simples, mais no final são de muita importância para a pessoas com deficiências.

“O Preconceito, nada mais é, do que a falta de conhecimento”

Carlos Alberto Raugust
Vice-Presidente da APNEN, Associação dos Portadores de Necessidades Especiais de Nova Odessa, e membro do Conselho Municipal de Direitos da Pessoas Portadora de Necessidades Especiais de Nova Odessa.
Contatos: fone 3466-3321,
e-mail: apnen.novaodessa@gmail.com

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Só quem der acesso a deficiente terá alvará

As multas à prefeitura serão de 5 mil reais por alvará concedido a locais sem acessibilidade a pessoas com deficiência.


Escolas, restaurantes, bares, cinemas, shows, empresas de pequeno e médio porte, e demais estabelecimentos de uso coletivo só poderão receber, a partir desta quarta-feira, alvará de licenciamento se oferecerem condições de acesso a pessoas com deficiência. A determinação é da juíza Nathália Calil Miguel Magluta, da 3ª Vara de Fazenda Pública, que concedeu liminar a ação civil pública instaurada em dezembro do ano passado pelo Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD). Na ação, o IBDD pedia que a prefeitura só concedesse licença a quem cumprisse a Lei federal 10.098, que determina a acessibilidade.

A prefeitura recorreu, mas, na semana passada, o desembargador Agostinho Teixeira Filho, da 30ª Câmara Cível, manteve a decisão. A liminar continuará valendo até que seja julgado o mérito da ação. Na prática, isso significa que, a partir desta quarta-feira, só poderão ser concedidos alvarás a estabelecimentos que tiveram rampa de acesso e banheiros adaptados a cadeirantes. Além disso, locais com elevador terão que adaptá-los a deficientes visuais, com botões em braile e comandos de voz. A prefeitura será multada em R$ 5 mil por cada alvará concedido a quem não atender às normas de acessibilidade.

"Espero que a prefeitura cumpra a decisão judicial e fiscalize os estabelecimentos - diz Teresa Costa D'Amaral, Superintendente do IBDD."

A Secretaria municipal de Urbanismo não informou se está adaptada à nova norma.


O Globo
01/12/2009


Comentário APNEN: A APNEN, parabeniza a determinação da Sra. juíza Nathália Calil Miguel Magluta, da 3ª Vara de Fazenda Pública, e do Sr.desembargador Agostinho Teixeira Filho, da 30ª Câmara Cível, e que esta determinação venha a ser cumprida definitivamente.

BBC América estreia reality com modelos deficientes físicas

Programa desperta debate a respeito da função social de expor pessoas com deficiência.

O mundo fashion talvez seja o último bastião do preconceito, um meio as pessoas são declaradamente discriminadas por conta de sua aparência. Portanto, é de se espantar a ideia do Britain's Missing Top Model, um reality show que estreia na próxima terça-feira na BBC América, onde mulheres deficientes físicas competem por uma matéria com foto na revista Marie Claire.

Uma coisa nunca muda na indústria de beleza: uma grama de gordura é uma barreira muito maior do que um membro faltando. "A deficiência de Rebecca nunca me causou nenhum problema", disse uma fotógrafa ao New York Times logo após uma sessão de fotos com Rebecca, de 27 anos. A modelo é uma morena linda que nasceu com uma deformidade no quadril e, por isso, usa uma prótese na perna. "A única questão é que ela não está exatamente em forma. A maioria das modelos são mais magras e ágeis".

Em outras palavras, é como se fosse uma sessão do America's Next Top Model, mas não é. Esta série carrega uma premissa paradoxal: é um concurso criado para criar autoconfiança em mulheres, mas na realidade mostra, em forma de espetáculo, seu desejo de aceitação. E fica a dúvida: será que o reality é necessário ou apenas crueldade?



O Globo
01/12/2009

Deficiência física não impede a diversão.

O Turismo Adaptado surgiu da ideia de um homem que ficou paraplégico e resolveu ser pioneiro no negócio.

Apesar de alguns avanços rumo à plena liberdade de acesso para os deficientes físicos aos pontos turísticos, o turismo para todos ainda é uma questão em processo, que enfrenta muitas barreiras burocráticas. O turismo adaptado é um termo relativamente conhecido, porém pouco compreendido de fato em suas necessidades de proporcionar acesso a portadores de todos os tipos de deficiência. O mercado é pouco explorado, mas ainda assim apresenta oportunidades de lazer que se adaptam às habilidades de quem quer sair de casa e curtir a vida.

Em um dos artigos que escreve para o site da EcoViagem, o turismólogo Ricardo Shimosakai diz que "como todos possuem diferenças, deficiente não é a pessoa, mas os locais e serviços que não conseguem se adaptar para atender a todos". Esse é um conceito ainda pouco incutido na mentalidade social e justamente a aceitação da necessidade de adaptar locais e serviços e capacitar profissionais do ramo do turismo são empecilhos para proporcionar o turismo para todos.

Paraplégico desde 2001, após um levar um tiro durante um sequestro, Ricardo sentiu bastante dificuldade no lazer e turismo. "Então resolvi lutar pelo meu direito, pois queria ser feliz. Depois vi que podia fazer algo mais amplo e significativo ajudando pessoas que também encontravam essa dificuldade". Para ter um conhecimento mais profundo, Ricardo formou-se bacharel em Turismo. Com um colega que fazia conclusão de curso nessa temática, criou a Turismo Adaptado. "Nosso objetivo era aplicar a acessibilidade e a inclusão no turismo como um todo. Hoje, a empresa funciona como uma consultoria, realizando diversas ações no turismo para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida", explica.

Hoje Ricardo é membro do Centro de Vida Independente Araci Nallin, Brazilian Adventure Society, Rede Interamericana de Turismo Acessível, SATH (Society for Accessible Travel & Hospitality) e da ENAT (European Network for Accessible Tourism). Também é colunista dos sites da EcoViagem, Diário do Turismo e Revista Reação, além de trabalhar na Freeway Brasil, onde coordena o departamento Freeway Acessível. Ele esteve em Sorocaba para ministrar uma palestra sobre o tema durante o Seminário de Turismo Adaptado, realizado pela Ufscar Sorocaba e Sesc Sorocaba.


Jornal Cruzeiro do Sul
01/12/2009