sexta-feira, 2 de abril de 2010

Ministério reforça atendimento em saúde mental com 35 novos CAPS

ENSP, publicada em 01/04/2010

A estratégia do Ministério da Saúde de enfrentamento ao consumo de álcool e outras drogas e acesso ao atendimento em saúde mental foi reforçada nesta terça-feira (30) com o cadastramento de 35 CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) ao Sistema Único de Saúde. Quinze estados foram contemplados - São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Alagoas, Bahia, Sergipe, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rondônia e Roraima. O recurso federal destinado ao custeio dessas novas unidades é de R$ 11 milhões por ano.

Com a ampliação, sobe para 1.502 o número de CAPS em funcionamento em todo o País. Ao anunciar o investimento, em visita a Porto Alegre (RS), nesta terça-feira (30) o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, destacou que, entre outros pacientes, essas unidades vão atender, com profissionais de saúde como médicos e psicólogos, usuários de crack. "Esses CAPS vão começar a funcionar de imediato porque agora vêm os recursos financeiros de custeio, que são para contratar e pagar pessoal, por exemplo", afirmou o ministro, em cerimônia na Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre, com a presença do secretário de Atenção à Saúde, Alberto Beltrame, o secretário estadual de Saúde, Osmar Terra, e o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça.

Na capital gaúcha, o ministro anunciou ainda a criação de um Centro de Atenção - Álcool e Outras Drogas (CA-AD), resultado de parceria entre o Ministério da Saúde, a prefeitura de Porto Alegre e o Grupo Hospitalar Conceição, de gestão federal. O Ministério da Saúde deve destinar R$ 2,7 milhões para adaptar a área de 1.000 metros quadrados na zona Norte de Porto Alegre, destinada a abrigar esse novo complexo. Assim que a obra estiver concluída - a estimativa é para junho deste ano -, R$ 5,4 milhões devem ser repassados por ano para custeio.

A ideia é que esse novo complexo compreenda um CAPS voltado a usuários de álcool e drogas (o CAPS AD de porte 3), e um CAPS voltado ao atendimento infanto-juvenil (o CAPS i), além do projeto de Consultórios de Rua, um centro de ensino e pesquisa e ações de supervisão à rede básica de saúde (como as equipes de Saúde da Família, por exemplo).

A criação do CA-AD na capital gaúcha foi possível porque a prefeitura de Porto Alegre aderiu, também nesta terça-feira, ao Plano Emergencial de Acesso ao tratamento e Prevenção em Álcool e Outras Drogas (PEAD), lançado pelo Ministério da Saúde em junho do ano passado.

"O crack é uma droga que entrou recentemente no mercado, ocupou um espaço que não ocupava antes porque é muito barata e porque tem algumas características: causa dependência rapidamente e efeitos físicos e mentais dramáticos num prazo muito curto. Talvez por isso essa questão apareça com maior gravidade e a sociedade comece a perceber que este é um problema muito sério", afirmou o ministro. "Mas eu chamo muito a atenção para não minimizarmos também o efeito das outras drogas. O álcool, por exemplo, ainda é a droga que mais mata e a maior responsável pelas situações de violência no Brasil".

NUNCA EXPERIMENTE O CRACK - O Ministério da Saúde lançou em dezembro do ano passado a campanha Nunca Experimente o Crack, que está em filmes de TV e impressos, veiculados em todo o país. A campanha ressalta que a droga, derivada da cocaína, possui alto grau de dependência e mata. Por isso, não deve ser sequer experimentada. Informa de forma transparente e direta que essa é uma questão não restrita a governos, mas preocupação de toda a sociedade brasileira.

O público-alvo da campanha do Ministério da Saúde é formado por jovens de 15 a 29 anos, de todas as classes sociais. O alerta também serve a pais, educadores e formadores de opinião em geral. Um grande problema associado ao crack é que é uma droga barata, por isso atinge principalmente os jovens das camadas mais baixas. Mas qualquer jovem é considerado um usuário em potencial.

INVESTIMENTOS DO MINISTÉRIO - Em novembro de 2009, o Ministério da Saúde lançou um pacote de medidas com investimento de R$ 98,3 milhões para ampliar a assistência a usuários de álcool e drogas no país e melhorar o atendimento de pacientes com transtornos mentais. Somente essa medida habilitou 73 novos CAPS, criou incentivo financeiro para internações curtas (até 20 dias) de pacientes em crise e aumentou em até 31,85% o valor das diárias pagas por paciente internado em hospitais psiquiátricos gerais.

Essa Portaria publicada em novembro reforçou as ações do Plano Emergencial de Ampliação do Acesso para Tratamento de Álcool e Drogas (PEAD), lançado em junho, que detalha as metas e investimentos para expansão dos CAPS e leitos de internação psiquiátrica em todo o país, em um total de R$ 117 milhões em investimentos. Ou seja: somadas, essas duas medidas chegam a R$ 215 milhões em recursos exclusivos para o atendimento a dependentes de álcool e drogas.

A cobertura oferecida pelo SUS na área de saúde mental, que compreende o atendimento a usuários de álcool e outras drogas, aumentou para 62% da população, considerando o parâmetro de 1 CAPS para cada 100 mil habitantes (já com a expansão anunciada nesta terça-feira). Há sete anos, era de 21%.


Fonte: Ministério da Saúde http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/default.cfm?pg=dspDetalheNoticia&id_area=124&CO_NOTICIA=11208
http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/informe/materia/index.php?matid=20951&origem=4



Matéria postada no blog da APNEN: 02/04/2010

Estado deve fornecer tratamento adequado à criança com doença cerebral

Medida liminar determinou que o Estado viabilize consultas médicas especializadas mensais para o tratamento da criança com doença cerebral.

Medida liminar concedida pelo Juízo da Comarca de São Francisco do Sul, em ação ajuizada pelo Ministério Público de Santa Catarina, determinou que o Estado viabilize consultas médicas especializadas mensais para o tratamento de uma criança portadora de grave doença cerebral.

Na ação, a Promotora de Justiça Simone Cristina Schultz, com atribuição na área da Infância e Juventude e Direitos Humanos na Comarca de São Francisco do Sul, narra que a criança é portadora de Encefalocele Occipital e Microcefalia, e as consultas pelo Sistema Único de Saúde, que deveriam ser mensais para o acompanhamento e tratamento médico adequado, se realizavam em intervalos de até sete meses.

A Juíza de Direito Denise Nadir Enke deferiu a liminar pleiteada pelo MPSC, e determinou que o Estado de Santa Catarina que disponibilize ao paciente as consultas médicas e os retornos necessários, nas datas estabelecidas pelos médicos que lhe prestam atendimento, sob pena de multa diária de R$ 500,00.



Jurid
São Francisco do Sul - Santa Catarina, 01/04/2010

Matéria postada no blog da APNEN:02/04/2010

Justiça proíbe MTU de exigir novos exames para recadastrar pessoas com deficiência física

Empresa está impedida judicialmente de exigir reexames ou nova perícia para fornecer o cartão eletrônico aos deficientes já beneficiados pelo transporte gratuito.

Sentença proferida pelo Judiciário proíbe a realização de recadastramento genérico das pessoas com deficiência física, contempladas com a gratuidade do transporte público. A MTU (Associação Matogrossense dos Transportadores Urbanos) está impedida judicialmente de exigir reexames ou nova perícia para fornecer o cartão eletrônico aos deficientes já beneficiados pelo transporte gratuito.

A proibição é resultado de uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público Estadual, por meio da Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Cuiabá. Segundo o MP, “a pretexto de controlar o novo sistema de bilhetagem eletrônica nos ônibus urbanos, a MTU tem danificado a integridade das pessoas com deficiência física ao exigir a submissão a nova perícia, colocando em dúvida a condição especial dos usuários do sistema de transporte urbano”.

Além de requerer a suspensão da referida prática, na ação o Ministério Público também pleiteou a indenização às pessoas que já gozavam do direito à gratuidade do transporte por deficiência e tiveram o benefício cassado por conta do processo irregular de recadastramento. O pedido também foi acatado pelo Judiciário.

A MTU foi condenada em danos morais genéricos, a serem arbitrados em sede de liquidação de sentença. A indenização mínima foi fixada em 10 salários mínimos a cada usuário que comprovar que foi submetido ao recadastramento denunciado na ação, com exposição vexatória das suas condições de pessoas com deficiência.

“Importante esclarecer à população que essa indenização só será efetivada após a ação transitar em julgado e não houver mais possibilidade de recursos. Enquanto isso, orientamos as pessoas que passaram por esta situação que guardem toda a documentação comprobatória para que possa ser utilizada em momento oportuno”, explicou o promotor de Justiça Alexandre de Matos Guedes.

Conforme a decisão, a Associação Mato-grossense dos Transportes urbanos tem um prazo de 60 dias para fixar nos veículos de transporte, nas dependências da Associação e nos guichês de atendimento aos usuários, o resumo da sentença e parte integral do dispositivo para assegurar a publicidade da decisão a todos os usuários do sistema. A decisão judicial foi proferida na sexta-feira (23/03).


O Documento
Cuibá - Mato Grosso, 01/04/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 02/04/2010

Austrália anuncia "olho biônico" para devolver visão a cegos

A iniciativa de 38,6 milhões de dólares é considerada pelos responsáveis pelo projeto como "um dos avanços médicos mais importantes de nossa geração"

Da Redação

O governo da Austrália apresentou nesta terça-feira (30) um protótipo de "olho biônico", cujos responsáveis esperam que seja capaz de devolver a visão a muitos cegos. Os responsáveis divulgam o projeto como "o maior marco" desde o desenvolvimento do alfabeto Braille.

A iniciativa, na qual Canberra investiu 42 milhões de dólares australianos (US$ 38,6 milhões), "pode ser um dos avanços médicos mais importantes de nossa geração", afirmou o primeiro-ministro, Kevin Rudd.

"O projeto do olho biônico permitirá à Austrália se manter na vanguarda desta linha de pesquisa e comercialização, e pode devolver a vista a milhares de pessoas no mundo todo", disse Rudd.

Segundo os cientistas australianos, a invenção se implanta parcialmente no globo ocular e foi projetada especialmente para pacientes que sofrem uma perda de visão degenerativa e hereditária causada por uma condição genética conhecida como retinitis pigmentosa.


Wireless

O "olho biônico" dispõe de uma pequena câmera, montada sobre um par de óculos, que captura imagens e as envia a um processador que pode ser guardado no bolso.

O dispositivo transmite um sinal de forma wireless (sem fio) à unidade dentro da retina, que estimula os neurônios vivos e ainda ativos dentro desta, mandando as imagens ao cérebro.

Os usuários do sistema não voltarão a ter vista perfeita, mas espera-se que sejam capazes de distinguir pontos de luz que o cérebro poderá transformar em imagens.

O pesquisador Anthony Burkitt, diretor da Bionic Vision Australia, que produziu o protótipo, disse que o aparelho poderá mudar as vidas das pessoas.

"Nós antecipamos que este implante na retina vai fornecer a usuários mobilidade e independência, e que futuras versões dele vão por fim permitir que se reconheça faces e ler textos em grande quantidade", disse ele.

O olho biônico está sob testes, para o primeiro implante em humanos em 2013.


Folha Online
31/03/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 02/04/2010

Mundo Desigual - Por Planeta Voluntários

"O maior assassino do mundo e a maior causa de doenças e sofrimento ao redor do golfo é… a extrema pobreza."

Desigualdade Social

21 países retrocederam em seu Índice de Desenvolvimento Humano, contra apenas 4 na década anterior. Em 54 países a renda per capita é mais baixa do que em 1990. Em 34 países a expectativa de vida ao nascer diminuiu, em 21 há mais gente passando fome e em 14 há mais crianças morrendo antes dos cinco anos;

No Brasil, 10% brasileiros mais pobres recebem 0,9% da renda do país, enquanto os 10% mais ricos ficam com 47,2%. Segundo a Unicef, 6 milhões de crianças (10% do total) estão em condições de “severa degradação das condições humanas básicas, incluindo alimentação, água limpa, condições sanitárias, saúde, habitação, educação e informação”.

A pesquisa ainda mostra que 15% das crianças brasileiras vivem sem condições sanitárias básicas. As áreas rurais do Brasil concentram a maioria das crianças carentes, com 27,5% delas vivendo em “absoluta pobreza”.

Segundo a OIT, os dados de trabalhadores domésticos infantis é espantoso: no Peru, 110 mil; no Paraguai, 40 mil; na Colômbia, 64 mil; na República Dominicana, 170 mil; apenas na Guatemala, 40 mil; no Haiti, 200 mil; e no Brasil – o campeão de trabalho doméstico na América Latina e talvez no mundo – 500 mil.

. Com 53,9 milhões de pobres, o equivalente a 31,7% da população, o Brasil aparece em penúltimo lugar em termos de distribuição de renda numa lista de 130 países. É o que mostra estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, divulga hoje em Brasília.

Das 55 milhões de crianças de 10 a 15 anos no Brasil, 40% estão desnutridas. 1,5 milhão entre 7 e 14 anos está fora da escola. A cada ano, 2,8 milhões de crianças abandonam o ensino fundamental. Das que concluem a 4ª série, 52% não sabem ler nem escrever.

Mais de 27 milhões de crianças vivem abaixo da linha da pobreza no Brasil, e fazem parte de famílias que têm renda mensal de até meio salário mínimo. Aproximadamente 33,5% de brasileiros vivem nessas condições econômicas no país, e destes, 45% são crianças que têm três vezes mais possibilidade de morrer antes dos cinco anos.

A cada 12 minutos, uma pessoa é assassinada no Brasil. Por ano, são registrados 45 mil homicídios no País. No entanto, a probabilidade de um assassino ser condenado e cumprir pena até o fim no Brasil é de apenas 1%.

O Brasil é, segundo a ONU, o país onde mais se mata com armas de fogo. Todos os anos são mortos 40 mil brasileiros;

1,9% do PIB brasileiro é consumido no tratamento de vítimas da violência;

A Aids já deixou mais de 11 milhões de órfãos na África; o devastador avanço desta doença fará com que, em 2010, pelo menos 40 milhões de menores em todo o continente tenham perdido pelo menos um de seus pais, segundo a UNICEF. A cada minuto, uma criança morre de AIDS.

Mais de 1,1 bilhão de pessoas não têm acesso à água potável no planeta, segundo dados da ONU. Outros 2.4 bilhões não têm saneamento básico. A combinação do dois índices é apontada com a causa de pelo menos 3 milhões de mortes todo ano. Um europeu consome em média entre 300 e 400 litros diariamente, um americano mais de 600 litros, enquanto um africano tem acesso a 20 ou 30 litros diários.

Um em cada seis habitantes da Terra não tem água potável para beber e dois em cada cinco não dispõem de acesso a saneamento básico.

Até 2050, quando 9,3 bilhões de pessoas devem habitar a Terra, entre 2 bilhões e 7 bilhões de pessoas não terão acesso à água de qualidade.

A fome no mundo, depois de recuar na primeira metade dos anos 90, voltou a crescer e já atinge cerca de 850 milhões de pessoas. A cada ano, entram nesse grupo mais 5 milhões de famintos.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que 160 mil pessoas estão morrendo por causa do aquecimento global, número que poderia dobrar até 2020 - contabilizando-se catástrofes naturais e doenças relacionadas a elas.

Além da morte, a desnutrição crônica também provoca a diminuição da visão, a apatia, a atrofia do crescimento e aumenta consideravelmente a susceptibilidade às doenças. As pessoas que sofrem de desnutrição grave ficam incapacitadas de funções até mesmo a um nível mais básico.

Muitas vezes, são necessários apenas alguns recursos simples para que os povos empobrecidos tenham capacidade de produzir alimentos de modo a se tornarem auto-suficientes. Estes recursos incluem sementes de boa qualidade, ferramentas adequadas e o acesso a água. Pequenas melhorias nas técnicas de cultivo e nos métodos de armazenamento de alimentos também são úteis..

Muitos peritos nas questões da fome acreditam que, fundamentalmente, a melhor maneira de reduzir a fome é através da educação. As pessoas instruídas têm uma maior capacidade para sair deste ciclo de pobreza que provoca a fome.

Fontes: Documentos internacionais, principalmente da ONU, UNICEF, OMS, FAO e UNAIDS.

Por: Marcio Demari / Diretor Presidente do Planeta Voluntários - Brasil

Matéria postada no blog da APNEN: 02/04/2010

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Basquete cadeirante é fator de inclusão social

Equipe de basquete sobre cadeira de rodas da Apedef Associação Pontagrossense de Esportes para Deficientes Físicos recebe apoio do grupo MM Mercado Móveis e se destaca no esporte

Apedef, pioneira em eventos cadeirantes nos Campos Gerais.

Nelson Comel

Levantar uma bandeira para a importância da inclusão do deficiente através do esporte foi o principal fator que levou o grupo MM Mercado Móveis a apoiar a partir de 2008 equipe de basquete sobre cadeira de rodas da Apedef Associação Pontagrossense de Esportes para Deficientes Físicos. A entidade, presidida por Noel Kostiurezko, trata também de outras modalidades como tênis de mesa, atletismo, bocha e tiro, mas é no basquete que tem encontrado adesão, crescimento e representatividade como modalidade coletiva adaptada.

A partir de 2009, movido pela empolgação do grupo de deficientes, que treinava de forma amadora antes do investimento da empresa, o superintendente do grupo MM Mercado Móveis, Márcio Pauliki, decidiu contratar um técnico para a equipe. Ben Hur Chiconato, com passagens vitoriosas em várias seleções locais e clubes da cidade, foi o nome escolhido, e a partir daí iniciou-se um trabalho mais específico, com o objetivo de dar espírito competitivo a equipe do MM/Apedef. O primeiro grande resultado veio em novembro do ano passado, quando os pontagrossenses terminaram o estadual da modalidade com a terceira colocação. Em 2010 o projeto de estruturação da equipe foi ampliado, e hoje, além dos uniformes para treinamento, comissão técnica, orçamento para despesas em jogos e torneios, o MM/Apedef conta com 18 cadeiras especiais para a prática do basquete.

Hoje o time de basquete do MM/Apedef conclui duas linhas bem distintas e que caminham cada vez mais próximas uma da outra. A Oportunidade Oferecida ao deficiente para que ele se descubra enquanto uma pessoa capaz e em condições de ser respeitada, e também de uma equipe competitiva, hoje com projeção nacional, que leva o nome de Ponta Grossa de forma positiva às quadra de basquete do Brasil.


Paraná Online
Ponta Grossa - Paraná, 31/03/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 01/04/2010

Secretaria de Educação lança novos programas e assina contrato de gestão

Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá realizará encontro com a comunidade escolar para o lançamento das Políticas de Educação Especial na perspectiva Inclusiva.

Da Redação

A Secretaria Municipal de Educação ao longo do triênio 2007 a 2009 tem buscado de forma coletiva, com a escola e seus diversos segmentos, desenvolver ações que impactam na melhoria da aprendizagem dos alunos, tendo como eixo norteador diagnósticos realizados pela rede municipal de ensino.

O Plano Educação na Diversidade, formulado e implantado em 2008, tem como objetivo garantir uma educação de qualidade para todos os alunos considerando os indicadores de acesso, permanência e progresso.

Visando a ampliação e consolidação das políticas como foco na melhoria do ensino, a SME realizará um grande encontro com a comunidade escolar, envolvendo os profissionais da educação, Conselho Escolar Comunitário - CEC, dirigentes, professores, representantes de pais e alunos para o lançamento das Políticas de Educação Especial na perspectiva Inclusiva, Educação do Campo e do Contrato de Gestão a ser celebrado entre a Secretaria Municipal de Educação e as escolas de Ensino Fundamental.

Será lançado duas Políticas - Campo e Especial, a Política de Educação do Campo, intitulada "Nossa Escola, Nossa Terra" cuja proposta prevê a inclusão escolar e social de 2.237 alunos, define diretrizes que visam subsidiar a formulação do Projeto Político Pedagógico das escolas do campo, com base nos interesses e anseios dos sujeitos que vivem no campo.

A Política da Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, tem como finalidade garantir o acesso, permanência e progresso bem como o atendimento educacional especializado aos alunos com deficiência, transtorno global do desenvolvimento, altas habilidades/superdotação nas unidades de ensino.

O Contrato de Gestão, embasado na LDB/96, no compromisso "Todos pela Educação/MEC" e no Plano de Metas do Governo Municipal, visa elevar as expectativas e qualificar a participação dos pais, dos alunos, dos professores, dos dirigentes escolares, do governo municipal e dos cidadãos de modo geral com relação à escola, que, mais que provedora de vagas, de alimentação, de uniformes, de livros didáticos, de aulas, de recreação e de vivências escolares, deverá ser compreendida como instituição que tem o dever e a obrigação de garantir aos alunos alto padrão de aprendizagem, aferido através de avaliações internas e externas, tendo como parâmetro a Matriz Curricular de Referência e a Avaliação Diagnóstica da rede municipal, bem como as Matrizes Curriculares da Prova Brasil e da Provinha Brasil do MEC.


O Documento
Cuiabá/Várzea Grande, 31/03/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 01/04/2010

Portadora de deficiência pode parar de estudar por falta de estrutura na Guabiraba

Ela tem dificuldades de andar nas ruas do morro do Brejo da Guabiraba, mas não quer desistir do sonho de continuar estudando.

Um exemplo de força de vontade. A história de Ana Cláudia Bento do Nascimento foi mostrada no início de fevereiro. Ela usa uma cadeira de rodas para se movimentar e, quando criança, teve que deixar de frequentar a escola. Seu sonho era voltar a estudar. Depois de uma reportagem no NETV, recomeçou a estudar graças a um programa de ensino para pessoas com necessidades especiais. Mas ela pode ter parar com os estudos de novo, pois tem dificuldade de andar nas ruas do bairro Brejo da Guabiraba, Zona Norte do Recife.

Todo fim da tarde, Ana Cláudia está pronta para ir à aula, mas sabe que ir até a escola não depende só da vontade dela. Não é fácil vencer sozinha as escadarias que dão acesso à casa dela. Ela mora no alto de um morro, às margens da BR-101 Norte.

Ela deixou de ir à escola quando tinha oito anos por causa da dificuldade de andar pelas ruas da comunidade. Depois da reportagem do NETV, a Gerência de Educação Municipal incluiu Ana Cláudia no Programa de Educação de Jovens e Adultos como foi prometido e um engenheiro da Prefeitura veio estudar uma solução para o acesso ao alto do morro. "Mas ele não deu solução nenhuma para nós", disse a estudante.

E foi em baixo de chuva que a estudante saiu de casa carregada no colo pelo vizinho que se propôs a ajudá-la diariamente. São 50 degraus ao todo, fora os trechos de rampa, que separam a casa dela da rua onde fica o carro da Prefeitura à espera para levá-la à escola. Uma travessia perigosa, já que a iluminação por lá é fraca.

O auxiliar de cozinha Marconi Cavalcanti pode ajudar enquanto está desempregado e dá cada passo com o maior cuidado. "Eu posso agora e faço com o maior cuidado, mas depois outro vai ter que ajudar ela", falou.

O carro da Prefeitura usado para transporte de estudantes deficientes leva Ana Cláudia até a Escola Municipal Rosemar de Macedo Lima, que fica na avenida Norte. As professoras dizem que ela foi aprovada nos testes de conhecimento e vai participar de um programa de aceleração dos estudos para concluir os ensinos fundamental e médio até o final do ano que vem. "Ela é uma pessoa que escreve e se comunica bem e tem futuro se continuar estudando", comentou a gerente de Educação Especial do Recife, Mércia do Santos.

Ana quer fazer vestibular para direito, mas acha que só a construção de uma rua no lugar da escadaria pode tornar esse sonho uma realidade. "Essa situação está me prejudicando e se continuar assim eu vou ter que abandonar o estudo mais uma vez", falou a estudante.

A Prefeitura do Recife informou que a manutenção da escadaria no alto onde ela mora será realizada na segunda quinzena de abril. Também será construído um novo acesso para facilitar a vida dos portadores de necessidades especiais do local, mas não foi estabelecido um prazo para o começo dessa obra.


pe360graus.com
Recife, 31/03/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 01/04/2010

Adiada aposentadoria especial de deficientes, deputado pede fim do fator

Por falta de deputados presentes, Câmara decide adiar a votação para facilitar a aposentadoria de pessoas com deficiência

Da equipe do DiárioNet

A Câmara decidiu adiar para a próxima terça-feira, dia 6, a votação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 277/05, do ex-deputado Leonardo Mattos, que facilita a aposentadoria das pessoas com deficiência, ao reduzir o tempo necessário para pedir o benefício.

Como apenas 277 deputados registraram presença na sessão na manhã desta quarta-feira, os líderes consideraram o quórum muito pequeno para a deliberação, já que o projeto precisa dos votos da maioria absoluta (257 deputados) para ser aprovado.

Ao mesmo tempo, o deputado Lobbe Neto pediu a inclusão na pauta de votações do PL-03299/2008, que altera o art. 29 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, e revoga os arts. 3º, 5º, 6º e 7º da Lei nº 9.876, de 26 de novembro de 1999, modificando a forma de cálculo dos benefícios da Previdência Social.

O projeto, na prática, acaba com o fator previdenciário, que reduz em mais de 40% o valor inicial das aposentadorias, e propõe o cálculo do benefício com base nos últimos 36 meses de contribuição. A inclusão na ordem do dia depende da presidência da Câmara.


Diário Net
31/03/2010


Matéria postada no blog da APNEN: 01/04/2010

Pessoas com deficiência enfrentam diversos problemas para se locomover em Joinville

Calçadas e acessos a estabelecimentos fora da norma de acessibilidade, longa espera por um ônibus adaptado e elevadores que não funcionam foram algumas das dificuldades encontradas.

Mariana Pereira

Domingo, o "Fantástico" foi às ruas em capitais brasileiras para verificar, na vida real, as dificuldades enfrentadas por pessoas com deficiência, como a personagem Luciana, tetraplégica interpretada por Aline Moraes em "Viver a Vida". Na terça, por sugestão de um leitor, "A Notícia" repetiu a experiência em Joinville. A equipe de reportagem acompanhou um cadeirante, que atua no Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Comde), e dois deficientes visuais, integrantes da Associação Joinvilense para Integração dos Deficientes Visuais (Ajidevi), para evidenciar alguns desses obstáculos que as pessoas com deficiência enfrentam, diariamente, para se locomover.

O grupo se deparou com os mesmos problemas apontados pela novela e pela reportagem do "Fantástico": calçadas e acessos a estabelecimentos comerciais fora da norma de acessibilidade, longa espera por um ônibus adaptado, elevadores que não funcionam, motoristas despreparados para operar os equipamentos e passageiros impacientes. Conclusão do teste: Joinville não enxerga as pessoas com deficiência.

Ainda que as calçadas no acesso a terminais tenham o piso podotátil, cegos e pessoas com baixa visão encontram dificuldade para utilizar o transporte coletivo e acabam dependendo da ajuda de outras pessoas para não serem atropelados e encontrarem os pontos e plataformas onde devem subir e descer dos ônibus. Já os cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida, se tivessem que depender do transporte coletivo convencional para exercer seu direito de ir e vir, não conseguiriam chegar no horário em seus compromissos.

Sem falar no risco a que estão expostos por andar sozinhos, por calçadas irregulares, desniveladas e sem rampas de acesso adequadas. Agora, imagine superar todas essas barreiras e ainda ter de esperar 1h45 no ponto, todos os dias, para pegar um ônibus adaptado convencional? Esse foi o tempo que o cadeirante Sérgio Luiz da Silva levou para pegar um ônibus, em uma rua, em pleno Centro, para chegar ao Terminal Central.

Primeiro, ele tentou pegar um ônibus da linha Costa e Silva, que conta com frota adaptada:

- O adesivo azul, com a cadeira de rodas, que indica que o veículo é adaptado, era propaganda enganosa.

Os dois ônibus que passaram por ali tinham elevadores, mas não estavam funcionando. Um dos motoristas sequer sabia como ligar o equipamento. Assim, o cadeirante resolveu percorrer 500 metros até outro ponto, na Blumenau, uma das principais vias da cidade, imaginando que ali seria mais fácil tomar um ônibus para o Centro. Outro engano. Depois de esperar 1h10 e ver 13 ônibus passarem, ele finalmente embarcou em um ônibus rebaixado, com rampa, e depois de duas horas chegou ao seu destino.

E mesmo quem conta com a comodidade do Transporte Eficiente precisa ter paciência para conseguir agendar.

- Você precisa ligar 24 horas antes. Costumo perder 45 minutos no telefone porque a demanda é grande - relata Sergio.


A Notícia
Joinville, 31/03/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 01/04/2010

Estacionamento do HC tem poucas vagas para deficientes

São apenas 19 vagas para deficientes em todo o complexo, contra 838 vagas para funcionários.

O Hospital das Clínicas não atende às necessidades de seus pacientes com mobilidade prejudicada, apesar de cumprir a legislação que prevê pelo menos 2% das vagas de estacionamento para deficientes físicos. São apenas 19 vagas para deficientes em todo o complexo, contra 838 vagas para funcionários.

Pacientes que precisam estacionar o carro para alguma consulta são obrigados a esperar mais de duas horas para conseguir uma vaga. Próximo à ala de ortopedia, destinada a pessoas de mobilidade reduzida, existem apenas duas vagas para deficientes, longe das portas. Médicos, enfermeiros e funcionários, entretanto, podem estacionar nas vagas na frente do prédio.

O fotógrafo Ângelo Maciel, de 47 anos, vai sozinho ao hospital para sessões de fisioterapia semanais. Sem o movimento na perna esquerda, ele precisa da ajuda de uma bengala para andar. "Os médicos, que podem andar, têm lugar para parar e deficientes, não", protesta.

O HC informou, em nota, que "os únicos pacientes com direito a estacionamento gratuito são os portadores de deficiência física, e as vagas disponíveis aos seus veículos obedecem ao porcentual previsto pela legislação em vigor, de 2% do total disponível". Para ter acesso às vagas, os pacientes têm de estar com os veículos cadastrados pelo Departamento de Operação do Sistema Viário, da Prefeitura. Segundo o HC, o complexo tem 838 vagas fixas destinadas a funcionários, 36 vagas operacionais para ambulâncias e veículos de carga e descarga e 19 vagas para deficientes.



O Estado de S.Paulo
São Paulo - SP, 31/03/2010


Matéria postada no blog da APNEN: 01/04/2010

quarta-feira, 31 de março de 2010

Curitiba ganha Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência

Prefeitura criou nessa segunda-feira, data de aniversário da cidade, a nova área de administração municipal que vai tratar dos direitos dos deficientes.

Da Acessoria

O prefeito Beto Richa e o vice Luciano Ducci criaram nesta segunda-feira (29) a Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência, nova área da administração municipal que vai articular as ações deste setor entre todas as secretarias municipais e outras esferas de governo, e formar parcerias com a iniciativa privada e organizações não-governamentais.

"No dia em que Curitiba comemora seu aniversário de 317 anos resgatamos a dívida que a cidade ainda tinha com essa parcela importante de seus moradores, criando uma secretaria que vai encaminhar soluções para as maiores dificuldades das pessoas com deficiência", disse o prefeito.


Curitiba dobra índice de acessibilidade no transporte

Cerca de 15% da população brasileira têm alguma deficiência física, auditiva, visual ou intelectual, segundo dados do IBGE e Ministério da Saúde. Em Curitiba, são quase 300 mil pessoas com deficiências motoras ou mentais - o equivalente à população inteira de uma cidade de grande porte, como Ponta Grossa e Maringá.

O prefeito Beto Richa lembrou que, no início de sua gestão, em 2005, criou a assessoria especial da pessoa com deficiência, que colaborou no planejamento das ações municipais. "Agora tenho o orgulho de anunciar a criação da secretaria como meu último ato administrativo à frente da Prefeitura de Curitiba", afirmou ele. O nome do secretário responsável pela nova pasta será escolhido e anunciado até o fim da semana.

Estiveram presentes os vereadores Julieta Reis, Felipe Braga Cortes, Zé Maria e Caíque Ferrante, o deputado federal Alfredo Kaefer, o senador Flávio Arns, a presidente da FAS, Fernanda Richa, e secretários municipais. O projeto da lei que propôs a criação da secretaria é de autoria do vereador Zé Maria.

Sites - Richa destacou algumas ações que o Município já desenvolve no setor e que são exemplo nacional, como a acessibilidade no transporte coletivo, que tem 86% dos ônibus equipados para atendimento a pessoas com dificuldade de locomoção, e trabalha com a meta de acessibilidade em 100% do sistema.

Curitiba conta ainda com um serviço pioneiro no país - linhas de ônibus destinadas ao atendimento de portadores de deficiência, com o único terminal de transporte também exclusivo para deficientes no país. É o Sistema Integrado de Transporte para o Ensino Especial (Sites) que oferece 50 ônibus e atende 2,3 mil alunos de 35 escolas especiais. As linhas fazem trajetos que permitem, se necessário, buscar e deixar o aluno em casa, sem que ele tenha que se deslocar até o terminal.


Ação Social

Na área da assistência social, as ações são concentradas no programa Amigo Curitibano - com atendimento especial de saúde, capacitação profissional, esporte, lazer e educação -, coordenado pela Fundação de Ação Social (FAS) em parceria com as demais secretarias municipais, e acompanhadas pelo Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

O presidente do Conselho, Mauro Nardini, comemorou a criação da secretaria. "A iniciativa demonstra que o assunto é levado a sério pela Prefeitura de Curitiba", afirmou Nardini, que preside a Associação dos Deficientes Físicos do Paraná.

O assessor especial da Prefeitura de Curitiba para as pessoas com deficiência, Irajá de Brito Vaz, afirmou que a nova secretaria é um momento histórico para a cidade. "É a realização dos nossos sonhos e das nossas famílias, e a demonstração da sensibilidade da Prefeitura para nossas necessidades", disse ele.

O secretário municipal da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Marcos Belisário, participou da solenidade e comentou a importância da criação da Secretaria curitibana. "Hoje alguns de nós pode dizer que não tem deficiência, mas um dia, no futuro, todos poderemos ter dificuldades de mobilidade, por isso promover e respeitar os direitos da pessoa com deficiência é um investimento em nós mesmos".

Ele disse que é necessária uma mudança de cultura das pessoas para essa nova mentalidade e citou como exemplo o respeito às vagas de estacionamento para idosos e deficientes em espaços públicos, como as ruas, e privados, como os shopping centers e supermercados. Em Curitiba, o estacionamento privativo está sendo fiscalizado pela Diretoria de Trânsito (Diretran) da Urbs em todos os locais da cidade.

Também foi anunciado na solenidade o projeto de identificar internamente todos os ônibus e táxis da cidade com plaquetas em braile, com o número do veículo, afixadas na frente dos assentos reservados para idosos, gestantes e portadores de deficiência, e nos bancos dos táxis. O projeto é de autoria do vereador Felipe Braga Cortes.



Prefeitura da Cidade de Curitiba
Curitiba, 30/03/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 31/03/2010

Secretaria ganha status de ministério e muda de nome

Secretaria Especial dos Direitos Humanos passa a se chamar Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e se torna Ministério do governo. Agora o órgão ganha mais autonomia e peso político.

Da Acessoria

A partir desta quinta-feira (25), a Secretaria Especial dos Direitos Humanos tem novo nome: Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e, novo status: de ministério. O Diário Oficial da União de hoje publica a Medida Provisória (MP)483 que oficializa as mudanças.

A SEDH ganha maior autonomia institucional e peso político. Não haverá aumento de despesa nem de cargos. A MP equipara o status de todos os órgãos ligados diretamente à Presidência da República, eliminando as diferenças na estrutura anterior.

Agora, as quatro subsecretarias - Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Direitos da Criança e Adolescente, Direitos da Pessoa com Deficiência e de Gestão - passam a secretarias nacionais.

A Secretaria Adjunta foi transformada em Secretaria Executiva. Além disso, o cargo de secretário especial dos Direitos Humanos passa a ser de ministro de Estado chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

As alterações valem com a publicação no Diário Oficial, mas ainda estão sujeitas à aprovação da Medida Provisória pelo Congresso Nacional.



Presidência da República Federativa do Brasil = Notícia do dia 25/03/2010.
Brasília, 30/03/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 31/03/2010

Ação visa garantir acesso de deficientes físicos a Posto de Saúde

Administração municipal de Barra do Bugres (MT) terá que adaptar Posto de Saúde Boa Esperança com rampas, apoio nos banheiros, vagas exclusivas para PcD e alargamento dos corredores.

Da Redação

O Ministério Público Estadual (MPE) propôs ação civil pública, com pedido liminar, contra o município de Barra do Bugres para que promova adequações estruturais no Posto de Saúde Boa Esperança. De acordo com a 1ª Promotoria de Justiça Cível de Barra do Bugres, o prédio necessita de rampas de acesso, barreiras de apoio nos banheiros, vaga reservada para veículos que transportam deficientes físicos e alargamento dos corredores internos.

O promotor de Justiça Rinaldo Segundo informou que o Ministério Público requereu ao Judiciário o estabelecimento de um prazo de 120 dias para que a Prefeitura Municipal efetue as adequações necessárias no prédio. “Estamos discutindo a possibilidade de acesso em um local que presta serviço essencial à comunidade. A cidade deve adaptar-se e propiciar aos deficientes o acesso não só ao posto de saúde, mas também às calçadas e passeios públicos, sobretudo na área de maior concentração comercial”, disse.

O promotor de Justiça lembrou que a administração municipal já havia sido notificada para que efetuasse a reforma no posto de saúde, no entanto, nenhuma providência foi tomada para resolver o problema da falta de acesso. Segundo ele, desde 1988 a Constituição Federal exige a construção de rampas e adaptações para o acesso das pessoas com dificuldade de locomoção e, a exemplo de tantos outros, o município de Barra do Bugres não prioriza a atenção ao deficiente.

“Estima-se que no Brasil existem cerca de 16 milhões de deficientes cujo direito de ir e vir continua sendo apenas um princípio constitucional, salvo raras exceções. Em verdade, comparando com o primeiro mundo, estamos atrasados em praticamente 40 anos”, afirmou o representante do MP.

Na ação, o Ministério Público ressaltou que as adequações no Posto de Saúde devem ser feitas de acordo com as exigências da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A ação foi proposta no dia 22 de março.



O Documento
Barra do Bugres, 30/03/2010


Matéria postada no blog da APNEN: 31/03/2010

Câmara pode votar projeto de internet em escolas públicas

Entre outras propostas que estão sendo avaliadas agora no plenário está a redução do tempo de contribuição para facilitar a aposentadoria de pessoas com deficiência.

Da Redação

O plenário da Câmara pode votar nesta terça-feira projeto que garante o acesso à internet de banda larga em todas as escolas públicas do País. Para isso, seriam usados recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust). A sessão está marcada para as 13h30.

Outras propostas que podem ser votadas são a regulamentação do sigilo de documentos oficiais e a de redução do tempo de contribuição para facilitar a aposentaria de pessoas com deficiência. Segundo o texto, a redução será de três anos para as pessoas com deficiência leve, de seis anos para casos de deficiência moderada e de dez anos para deficiência grave.


Terra
Brasília, 30/03/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 31/03/2010

IX Reatech - Feira de reabilitação e inclusão

Evento acontece de 15 a 18 de abril, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo. Reatech trará uma série de lançamentos para pessoas com deficiência, além de levantar um forte debate sobre o tema.



A Reatech (Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade), 3º maior evento do setor no mundo, será realizado em São Paulo, entre os dias 15 e 18 de abril, no Centro de Exposições Imigrantes. O evento, que tem entrada franca, contará com transporte gratuito de ida e volta, saindo da Estação Jabaquara do Metrô.

Além da exposição de produtos, a Reatech contará com uma extensa programação de artes cênicas e grupos de dança compostos por artistas com deficiências; atividades de Pet e Equoterapia; galeria de arte; parque infantil adaptado; quadras adaptadas para a prática de esportes; test-drive de carros adaptados, de cadeiras de rodas motorizadas e scooters; palestras, congressos médicos, seminários e atividades abertas ao público, entre outras atrações.

O evento passa também a contar com um site acessível para pessoas com deficiência visual. A página na internet www.reatech.tmp.br foi adaptada para que todas as pessoas com deficiência visual possam acessar o site por meio de qualquer sistema que se comunica com o usuário por síntese de voz. Para os interessados, informações sobre a feira também estão disponíveis pelas redes sociais Twitter e Facebook.

Empregos

Incorporando os conceitos de acessibilidade corporativa e empregabilidade, diversas empresas também utilizam a feira como mecanismo de captação de currículos de pessoas com deficiências. Só na última edição, foram oferecidas pelos expositores mais de 6.500 vagas diversas de trabalho para pessoas com deficiência.

No Brasil, aproximadamente 15% da população possui alguma deficiência e cerca de 500 pessoas todos os dias adquirem algum tipo de deficiência. É dentro deste cenário que o setor de produtos e serviços para reabilitação movimenta cerca de R$ 1,5 bilhão no País, sendo R$ 200 milhões só com vendas de cadeiras de rodas e mais de R$ 800 milhões em automóveis e adaptações veiculares.

Informações sobre a próxima edição estão disponíveis no site www.reatech.tmp.br ou pelo fone (11) 5585-4355.

Serviço:

IX Reatech

15 a 18 de Abril de 2010
Quinta e Sexta das 13hs às 21hs.
Sábado e Domingo das 10hs às 19hs.
Visitação Gratuita


Local:
Centro de Exposições Imigrantes
Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 - São Paulo - SP


Transporte Gratuito
Estação do Metrô Jabaquara
Saída das Vans na Rua Nelson Fernandes, 400


www.vidamaislivre.com.br
30/03/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 31/03/2010

terça-feira, 30 de março de 2010

Vamos falar de adoção especial?

"Não falar, não questionar, não discutir sobre a realidade de nossos deficientes abrigados e não gritar a falta de políticas e programas para adoção especial traz a falsa sensação de que o problema não existe"

Fabiana Gadêlha

A problemática da inclusão familiar de crianças e adolescentes têm povoado o imaginário de pessoas que desejam constituir famílias independentemente dos laços sangüíneos, de profissionais de diversos segmentos em todas as esferas de poder, de juristas e de todos que se preocupam o abandono infantil.

Desde a edição da Declaração Universal dos Direitos da Criança, em 1959, até a recente publicação da Lei nº 12.010/2009, a batizada Lei da Adoção, que atualizou o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), buscou-se oferecer um sustentáculo legal para criar condições de materialização do ideal de convivência familiar daqueles que estão sob a tutela do Estado, institucionalizados em quase todas as comarcas brasileiras.

A sociedade, indignada com a condição de abandono da infância e juventude, organizou-se no Movimento Nacional da Adoção e da Convivência Familiar que visa, sobretudo, ampliar o debate da comunidade sobre os estereótipos e preconceitos relacionados à filiação adotiva, inaugurando uma nova cultura da adoção no melhor interesse da criança e do adolescente e da adoção necessária de crianças maiores, de outras raças, de grupos de irmãos, de crianças com necessidades especiais e soro positivo.

Esse esforço coletivo resultou na criação dos Grupos de Apoio à Adoção (GAAs), espalhados por todo o país, e na consolidação da Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção (ANGAASSD) que se reúnem periodicamente em diversas regiões do país para dialogar e trocar experiências nos Encontros Nacionais de Apoio à Adoção (ENAPAs).

Todavia, destarte a vigorosa atuação na defesa do tema e na conquista de resultados nos quinze eventos realizados, nada se tem falado de uma questão delicada e de suma importância, a adoção especial.

A adoção especial caracteriza-se pelo acolhimento familiar de crianças e adolescentes portadores de necessidades especiais sejam físicas, neurológicas ou intelectuais.

São seres humanos portadores de paralisias congênitas, cegueira, surdez, déficit cognitivo, paralisia cerebral, hidrocefalia, síndrome de down e uma variada gama de seqüelas de todas as naturezas. São seres excluídos de sua família de origem, do meio social e de todas as formas de convivência comunitária, que poderiam preencher o perfil ideal de candidato a filho, ou filha, se fosse desintegrado dois obstáculos: o preconceito e a falta de informação.

Ao longo de uma gestação biológica, significativo número de famílias não recusaria gestar, parir e criar, com muito amor, seus filhos especiais. Vemos, diariamente, o carinho e comprometimento de milhares de famílias nesse exemplo. No caso, o amor familiar em nada se aproxima da mera piedade, consternação. É o amor, genuíno e simples, que se manifesta, capaz de superar barreiras, descobrir limites e ir além, muito além do convencional, do corriqueiro e do possível.

Na Adoção Especial não poderia ser diferente. O que faz formar famílias adotivas é a intensidade de um olhar, a sintonia dos encontros de almas, que somente o amor materno e paterno podem explicar. No momento único da fusão de seres, de família e filho, é como se nenhuma dificuldade ou limitação existisse. Só o amor comprometido, informado e consciente é capaz de promover essa junção indissolúvel.

Mas, a realidade é triste, oculta e cinza. Os números oficiais de crianças e jovens especiais institucionalizados estão longe de representar a expressividade dessa demanda. Portadores de seqüelas físicas, visuais, auditivas, intelectuais e neurológicas literalmente apodrecem no calabouço da indiferença, longe de nossos olhos, do apoio governamental e do diálogo franco e aberto da sociedade.

Desde sempre o assunto invoca o indisfarçável constrangimento de lidar com uma situação de difícil solução: a inclusão social real e necessária, familiar e social. São dois paradigmas: adotar e incluir.

Não falar, não questionar, não discutir sobre a realidade de nossos deficientes abrigados e não gritar a falta de políticas e programas para adoção especial traz a falsa sensação de que o problema não existe, pois está escondido atrás de muros e do preconceito, cegando nossa alma para mais uma possibilidade de formar famílias felizes, sim, famílias reais e possíveis.

Nem de longe, o aparato burocrata trazido pelos tratados internacionais e pelas legislações nacionais sobre inclusão de portadores de necessidades especiais infanto-juvenis garante, na teoria, o tratamento adequado para cada particularidade. Na prática, então, pouco, muito pouco, se tem feito.

O que se tem é o esforço hercúleo de alguns indivíduos, mobilizados por causas pessoais, para a formação de famílias mais que especiais, formadas a partir do mesmo amor genuíno que recria o núcleo familiar brasileiro, com integração afetiva e social de quem jamais sairia sozinho de uma instituição de acolhimento.

Se já é muito difícil para alguém crescer sem uma família e sair para o mundo sem um amparo emocional, imagine-se uma pessoa com necessidades especiais, portadora das mais diversas particularidades e limitações psicomotoras. Na realidade, elas nunca saem e apenas mudam de instituição.

O que vemos na prática é que a adoção, o amor familiar, traz uma enorme evolução para os filhos especiais, pois recebem carinho, atenção, tratamento e se desenvolvem muito além das perspectivas médicas.

Nossa infância e juventude merecem o nosso zelo, nossa proteção e nosso comprometimento com a reintegração familiar e social. É um esforço conjunto da sociedade e do Estado, como prega o ECA e as diretrizes estrangeiras.

Por essas razões, o movimento nacional em prol da adoção precisa voltar os olhos para essa significativa e importante comunidade infanto-juvenil, para lançar a problemática em nível nacional, propondo o diálogo franco e aberto com a sociedade, desmitificando preconceitos, trazendo informações e realizando sonhos.

Num ano tão importante, como o primeiro da consagração da Lei de Adoção, necessário se faz lançar essa proposta na programação do ENAPA 2010, no Mato Grosso do Sul, como quem lança uma sementinha para germinar e gerar frutos.

Calar, omitir, ocultar, ignorar é pactuar com o descaso, em velada afronta aos direitos humanos da infância e da juventude.

Parafraseando a mensagem do XV Enapa: O Brasil quer falar sobre Adoção, mas pede-se um adendo, adoção especial.

Fabiana Gadêlha, mãe adotiva


Inclusão: ampla, geral e irrestrita
29/03/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 30/03/2010

Escola especial deve servir como apoio para inclusão de alunos

Matricular o filho com deficiência em uma escola regular pode ser um desafio para muitos pais, mas uma iniciativa bem vista pelos profissionais da educação.


Da Redação
Ivani Marciel de Carvalho, mãe de Rafael, um menino de 12 anos com necessidade especial intelectual, decidiu há dois anos tirar seu filho de uma pequena escola particular e colocá-lo em uma grande instituição municipal da cidade de São Paulo. Matricular uma criança com necessidade especial em um colégio regular é uma dúvida para muitos pais, mas bem aceita por educadores e profissionais da área.

Segundo os especialistas ouvidos pelo Terra, a escola especial deve servir de apoio à escola regular. Liliane Gracêz, Coordenadora dos Serviços Educacionais da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais de São Paulo (Apae), defende o trabalho em conjunto entre escolas regulares e escolas especiais. "O modelo separado já mostrou não dar certo, a questão é que muitos pais se preocupam com relação à rejeição", disse. Liliane afirma que as instituições fazem mediações e conversas com professores e conselho dos colégios.

A coordenadora-geral de Articulação da Política de Inclusão nos Sistemas de Ensino do Ministério da Educação (MEC), Sinara Pollon Zardo, também compartilha da mesma idéia. De acordo com ela, a escola regular é a responsável pelo currículo dos estudantes com deficiência intelectual e outras necessidades especiais. A especial serve como um apoio.

Como diz a Constituição Brasileira, a educação é um direito de todos, dever do Estado e da família. De acordo com Liliane Gracêz, as escolas não podem recusar um aluno com necessidades especiais. Para ela, a ideia agora é inibir essas escolas focadas somente em crianças especiais como se pensava antigamente. A tendência é incentivar a inclusão desses alunos em instituições regulares, porém, com atendimento específico, diz a coordenadora.

"As crianças especiais tem direito a duas escolaridades: a regular e um atendimento educacional especializado", disse. "No primeiro momento existe muito receio por parte dos pais e escolas, no entanto, depois notam que todos se beneficiam. O aluno, por fatores sociais e de aprendizagem, as instituições que repensam a metodologia de ensino, e também os outros estudantes que apreendem a conviver com as diferenças".

A psicóloga Ana Bock, professora de psicologia social e educacional da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), diz que partir da perspectiva da educação o que se espera do trabalho escolar na parte social é inserção cultural, como ler, aprender música, informática, entre outras coisas. Sendo assim, todos devem frequentar a escola regular, com suas características e singularidades.

"Educação inclusiva não é levar o deficiente para o espaço dos normais. É pensar a educação para todos", analisa a psicóloga. Segundo ela, o professor não tem tido a oportunidade de adquirir essa noção. Ana comenta que o docente sempre soube trabalhar as diferenças, afinal, as crianças apresentam muita diversidade, ele só precisa mudar a forma de trabalho.

"O professor deve estar atento para não destacar a particularidade do aluno, e também não fazer o contrário, escondendo. As crianças estão no momento excelente para trabalhar isso dentro delas, elas se vêem todas crianças", disse ela.

A coordenadora dos Serviços Educacionais da Apae de São Paulo afirma que não é fácil para uma escola adequar-se a todo tipo de necessidade especial. "Só nos formamos no cotidiano", disse.

A deficiência intelectual é apenas uma entre outras da categoria. As Necessidades Educacionais Especiais estão divididas em três grupos: o de deficiência, seja ela intelectual, visual, motora, física ou auditiva; transtornos globais do desenvolvimento; e superdotação. Para Ivani, mãe de Rafael, ainda falta preparo e investimento da parte das escolas e docentes para receber os alunos especiais. "Em minha opinião, os professores que não se identificam não devem ser forçados a trabalhar com casos como este, pois assim não perdem a paciência e não deixam a criança de lado", afirmou.

"A princípio fui arredia em relação à inclusão. Tinha medo da rejeição por parte de professores e alunos. Depois, médicos e pedagogos me orientaram e falaram dos ganhos de aprendizagem e socialização", disse a mãe de Rafael, que hoje cursa a quarta série do Ensino Fundamental.

Rafael é conhecido em sua escola, e participa de passeios e festas. "A rejeição é palpável, ela existe. Tive de parar de mandar bala nos lanches, pois tomavam dele. Em nossas conversas eu enfatizo que tem muitas pessoas que gostam dele. Na sala, uma estagiária acompanha o Rafael mais de perto, isso me deixa tranquila", disse Ivani.

O papel da Apae não é alfabetizar, mas desenvolve questões que ajudam neste recurso com atividades, o que promove um salto na aprendizagem. A dificuldade de Rafael no aprendizado é grande. De acordo com a mãe do estudante, a metodologia usada na escola regular deveria ser focada no que o aluno gosta. "Por exemplo, meu filho adora informática e esporte. Deveriam existir mecanismos que utilizam essa ferramenta para um melhor desempenho", disse.

Rafael frequenta e escola regular pela manhã, e no outro período faz atividades complementares, como esportes, na Apae. "Ainda existem escolas especializadas, voltadas apenas para alunos com necessidades especiais, mas estão dentro do contexto de política de inclusão. Já estão transformando seu projeto pedagógico", disse Sinara.

De acordo com dados do Censo Escolar Mec/Inep 2009, estão matriculados no Brasil 639.718 estudantes com necessidades especiais. Desse total, 56% (359.664) estudam em escolas regulares, e 31% (195.257) em especializadas. Frequentam classes especiais 13% (80.797), porém dentro da escola comum.


Terra
São Paulo, 29/03/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 30/03/2010

Diagnóstico pessimista prejudica bebês com Síndrome de Down

Pesquisa realizada na FSP da USP mostra que a notícia transmitida de forma inadequada faz com que muitas mães tenham dificuldades para cuidar dos filhos.

Nilbberth Silva

A informação sobre o diagnóstico da Síndrome de Down em bebês frequentemente é transmitida para as mães de forma equivocada e pessimista. Uma pesquisa realizada na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP (Universidade de São Paulo) mostra que a notícia transmitida de forma inadequada faz com que muitas mães tenham dificuldades para cuidar dos filhos, sintam-se desmotivadas para lidar com a criança, fazendo com que elas demorem mais para estimular os filhos.

Durante o seu doutorado, o psicólogo Marcos Augusto de Azevedo entrevistou 28 mães de crianças com Síndrome de Down. Dessas, 22 tinham filhos tratados em um hospital público e haviam recebido o diagnóstico depois do nascimento. As outras seis levavam os filhos a uma clínica particular especializada no tratamento de crianças com a síndrome e receberam o diagnóstico ainda na gestação. As entrevistas tratavam sobre a forma como foi transmitido o diagnóstico e a experiência da mãe com o filho.


Negações

Todas as mulheres receberam prognósticos recheados de negações e informações improcedentes. “Eles diziam, por exemplo: ‘seu filho não vai casar, andar, trabalhar. Vai ser uma pessoa dependente para o resto da vida – uma eterna criança’”, conta Azevedo. A síndrome não impede essas atividades, apesar de comprometer o desenvolvimento cognitivo da pessoa e trazer alguns problemas físicos como deficiências no coração.

A palavra do profissional de saúde influencia muito as mães, especialmente aquelas que receberam o diagnóstico após o nascimento do filho e não tiveram acesso a outras informações, como a literatura especializada. “Se o médico falou que aquele filho vais ser um eterno dependente, a tendência é que a mãe sinta-se desmotivada a participar do processo de desenvolvimento global de seu filho. A mãe diz: será que vale a pena estimular uma criança assim?”, explica Azevedo. O resultado é que os cuidados necessários, como a ajuda de um fisioterapeuta, fonoaudiólogo, psicopedagogo e outros profissionais, tendem a chegar mais tarde e a criança tem mais dificuldade para desenvolver-se.

A pesquisa mostrou que o prognóstico inadequado atrapalha o vínculo entre mães e filhos. As mães, mesmo aquelas que já criaram outros filhos, sentem-se inseguras para oferecer cuidados comuns — como dar banho e alimentação — à criança com Down. “A mãe passa a se relacionar com um desconhecido”, diz Azevedo. Isso dificulta o processo em que a mãe abre mão do filho que idealizou durante a gestação para se relacionar com o filho real, com deficiência.

As mães que participaram da pesquisa que receberam o diagnóstico durante a gravidez tiveram mais tempo para aceitar que estavam gestando uma criança com deficiência. Elas procuraram segundas opiniões, livros que tratam da síndrome e visitaram, por exemplo, instituições que recebem crianças com Down. “Elas viram que são crianças com potencialidades, que se desenvolvem, aprendem e brincam”, explica Azevedo.

“Hoje estas criança estão cada vez mais inclusas na sociedade. É possível ter um papo bem interessante com alguém que tenha a síndrome, até para ressignificar os conceitos de normalidade”, diz o psicólogo. Segundo ele, a informação incompleta dos profissionais de saúde é decorrente de uma formação que reduz a pessoa ao aspecto biológico e esquece os aspectos sociais e emocionais, entre outros.

O psicólogo sugere em sua tese que as maternidades tenham equipe multidisciplinar para transmitir diagnósticos que contemplem as dificuldades da mulher e aponte potencialidades de quem tem a síndrome. “Profissionais como fisioterapeutas, fonoaudiólogos e psicólogos podem explicar que, apesar da criança apresentar algumas dificuldades, ela poderá andar, falar e escrever e ser plenamente incluso na sociedade”.

Agência USP
São Paulo - SP, 29/03/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 30/03/2010

Iguais e diferentes

"'Iguais na diferença', Luciana e Renan representam personagens antagônicos. E o que os separa não é nenhuma barreira arquitetônica. Ela é fruto da imaginação de um novelista. Ele é de verdade, e sua paralisia, talvez, dure mais que 203 capítulos."

Claiton César Czizewski

"Outro dia, eu falei para um amigo que os cadeirantes estão na moda: na novela das oito e no cinema." A frase, de um ex-Big Brother - que ficou paraplégico por conta de um acidente de trânsito, em julho de 2009 - publicada no caderno de ZH dedicado a televisão e celebridades é pertinente.

Cadeirantes estão mesmo "na moda". A personagem Luciana (Alinne Morais), da novela Viver a Vida, chama a atenção para uma minoria social que não é tão pequena: as pessoas que, pelas mais diversas razões, locomovem-se em cadeiras de rodas. (Fato semelhante ocorre com um personagem do comentado e premiado filme Avatar.)

O serviço prestado pelo autor da novela, Manoel Carlos, com o - cada vez mais comum - merchandising social é inegável. Mas não se pode esquecer que Luciana é uma personagem de ficção (assim como o do filme, que é criação no mais alto grau, como pede o gênero ficção científica).

Filha de pai rico e mãe superprotetora, a ex-modelo, agora tetraplégica, tem atenção e cuidados em tempo integral: dispõe de uma fisioterapeuta e duas enfermeiras particulares, além de uma sala de fisioterapia - com piscina para hidroterapia -, dentro de casa. E mais: arrebatou de paixão o galã da novela. Em suma, vive numa "redoma de cristal".

Diferente dela é Renan, um personagem da vida real que, mesmo vivendo uma das mais revoltantes histórias dos últimos dias, ficou longe do foco da grande mídia. Ele foi "esquecido" por fiscais enquanto prestava prova do concurso da Funai, no dia 14.

Valendo-se de um direito garantido pelo edital de seleção, Renan respondeu às questões em uma sala exclusiva e sem problemas de acessibilidade. Porém, com o fornecimento de energia elétrica do local interrompido, o concurso foi cancelado; e os candidatos, dispensados. Menos Renan, que continuou "esquecido" pelos fiscais na sala, de onde só conseguiu sair por volta das 21h.

"Iguais na diferença", Luciana e Renan - ambos jovens cadeirantes do Rio de Janeiro - representam personagens antagônicos. E o que os separa não é nenhuma barreira arquitetônica. Ela é fruto da imaginação de um novelista. Ele é de verdade, e sua paralisia, talvez, dure mais que 203 capítulos. Não sei sobre os estados financeiro e amoroso do rapaz. Mas tenho certeza de que ele não possui tantas regalias - que beiram a idealização -, nem a "aura mágica" que envolve pessoas famosas, como a atriz e sua personagem.

Transpondo esses dois casos particulares para uma dimensão maior, arrisco-me a dizer que, dentre o expressivo número de cadeirantes do país, há muito mais Renans que Lucianas. E essa gente não quer "redomas de cristal e amores de novela". Elas só pedem respeito e acessibilidade. Em resumo, estão fartas de serem "esquecidas" pela sociedade a cada degrau, porta estreita ou falta de vaga no estacionamento.

Cadeirante como elas, eu também quero isso. E mais: peço que se dê a cada "Renan" a visibilidade dada a Luciana.



Zero Hora
Porto Alegre, 29/03/2010

Matéria postada no blog da APNEN:30/03/2010

Colaboradores da Transa participam de treinamento para atendimento especial aos cadeirantes

Motoristas e auxiliares de viagem receberam treinamento com o objetivo de capacitá-los para que prestem o serviço de maneira adequada e qualificada.

Motoristas e auxiliares de viagem da Transa Transporte Coletivo participaram, na última semana, de um treinamento especial “Transporte para todos: Atendimento a Pessoas com Deficiência”. O objetivo foi capacitá-los para que prestem o serviço de maneira adequada e qualificada. A empresa renovou sua frota, recentemente, adquirindo ônibus adaptados para o transporte de cadeirantes, pessoas com mobilidade reduzida, obesos e demais cidadãos que apresentam comprometimento funcional que os impossibilitam a mobilidade.

“Com este encontro reiteramos o compromisso com a cidadania que sempre assumimos, cumprimos mais uma etapa do exercício de responsabilidade social e sensibilizamos a nossa equipe acerca da importância da inclusão e de atendermos com excelência todos os nossos clientes”, explica a psicóloga da Transa, Virgínia Fonseca.

O encontro aconteceu no auditório da Unimed Três Rios e contou com a parceria da Secretaria Municipal do Idoso e da Pessoa com Deficiência, SEST/SENAT e APAE. As orientações foram dadas por uma equipe multidisciplinar composta pelo secretário municipal Dr. Wiliam Machado, a psicóloga Virgínia Fonseca e a assistente social Rita de Cássia Ferreira de Souza.

“Procuramos passar aos colaboradores da empresa o sentido de responsabilidade e cidadania. As pessoas não pedem para serem deficientes, elas são acometidas por este fato e devem continuar possuindo os mesmos direitos”, afirma Dr. William. Para a assistente social Rita de Cássia a capacitação foi importante e proveitosa: “Percebi que o grupo assimilou bem o conteúdo proposto e, com certeza, isso irá refletir no atendimento aos que utilizarão o novo serviço”.

A receptividade dos colaboradores para as informações foi positiva e todos se mostraram motivados: “Os relatos nos ajudaram a entender melhor a realidade de um cadeirante e aprendemos bastante com o treinamento”, conta Luiz da Silva Lima, assistente de operação da empresa.

É importante ressaltar que a aquisição dos veículos é um desejo antigo da Transa e faz parte do programa de inclusão social desenvolvido em prol da sociedade e da equipe de colaboradores, além de atender à nova legislação. Segundo a empresa, os ônibus estão em circulação desde o dia 10 de março, nas linhas 101 (Moura Brasil), 401 (Cidade Nova), 203 (Morada do Sol), 302 (Cantagalo – via Benjamin) e 403 (Monte Castelo).


Entre-Rios Jornal
Três Rios - Rio de Janeiro, 29/03/2010

Matériaa postada no blog da APNEN: 30/03/2010

Comentário APNEN: Um belo exemplo a ser seguido..

Impedidos de Ir e Vir

Transporte deficiente e barreiras são obstáculos para cadeirantes.


Raquel Ferreira
O transporte público é o maior vilão das pessoas com deficiência em Cuiabá segundo a secretária da Associação Mato-grossense de Deficientes (AMDE), Josineide Miranda de Freitas, 38. Ela destaca que a frota não é suficiente para atender a demanda de cadeirantes e o programa Buscar tem oferecido serviço precário para a população.

Além disso, chegar até um ônibus também é um grande problema. A falta de acessibilidade na Capital dificulta a movimentação desta classe de forma plena, seja no Centro da cidade, seja nos bairros. Faltam rampas de acesso que ligam calçadas e ruas, vias pavimentadas. Nas calçadas não há como circular com a cadeira de rodas. As ruas são acidentadas e cheias de buracos.

Josineide destaca que a luta é constante para garantir direitos e a cada momento surge um novo problema a ser enfrentado. "A cidade cresce, mas a frota não aumenta. Os ônibus estão sempre abarrotados de pessoas. Antes, o problema eram os carros adaptados. Agora, é quem vai manusear o elevador de acesso ao cadeirante. Têm cobradores e motoristas que mentem para não ajudar, falam que o elevador está quebrado".

Ela destaca que o programa Buscar, destinado especialmente para transportar pessoas com deficiência, está precário e insuficiente. Ela diz que tem muita gente precisando e a frota de veículos antigos não consegue atender de forma satisfatória. "Isso é necessidade, não é luxo. Imaginem a quantidade de mães que não conseguem carregar os filhos, não têm dinheiro para pagar um táxi ou a cadeira não cabe dentro do carro".

O cadeirante Lourenço Agnelo da Cruz, 60, diz que "quem não tem liberdade de ir e vir fica preso". Dependente de uma cadeira de rodas desde o início da adolescência, ele destaca que muita coisa melhorou para os cadeirantes, mas afirma que ainda há muito o que se fazer. "Como cadeirante, vejo a necessidade de um compromisso do poder público".

Usuário do transporte público, Lourenço lembra que há pouco tempo quase perdeu uma consulta médica mesmo saindo de casa com 2 horas de antecedência. Ele mora no Pedra 90 e o atendimento médico seria no Osmar Cabral, bairros que ficam próximos. "Passou um ônibus e não me levou porque o elevador estava estragado. Dez minutos depois passou um micro-ônibus, que não era adaptado. E eu fiquei lá, esperando. O primeiro ônibus foi ao Centro de Cuiabá, voltou e eu ainda estava lá no ponto de ônibus, no sol, sem nenhuma cobertura. Foi aí que o motorista me ajudou".

Lourenço entende que o problema ocorre pela falta de conscientização da população e dos funcionários para ajudar este público. Ele reclama ainda que o atendimento do Buscar não é satisfatório, devido a necessidade de um agendamento com antecedência mínima de 24 horas. "As vezes acontecem imprevistos, marcam consultas médicas de última hora e eles não podem fazer o transporte porque não agendamos".

Além da dificuldade do transporte, Lourenço lembra que os cadeirantes não têm livre acesso em locais públicos, como igrejas, cartórios, e não é em qualquer rua que podem andar sozinhos. "Nem sei há quantos anos não entro na igreja da Matriz. No cartório que ficava na avenida Getúlio Vargas eu entrava somente carregado, com ajuda das pessoas que estavam por lá".

Vítima de uma bala perdida que a deixou paraplégica, a jovem Arieli Aparecida de Oliveira Gonçalves, 23, luta diariamente para manter sua independência. Os problemas começam ainda no bairro em que mora, Nova Esperança 2, que não tem ruas asfaltadas e em dias de chuva a situação piora. A terra vira lama e a água empoça em vários pontos. Em muitos lugares a passagem fica totalmente prejudicada. "As pessoas não têm paciência, os motoristas param os ônibus longe. Fui fazer a prova do concurso sozinha e o motorista parou super longe do ponto, não me ajudou a descer. Fui tentar sair sozinha e quase cai, as pessoas que estavam no ponto que me ajudaram".

A dona-de-casa Maria Divina Canavarros, 43, entende bem o que é acompanhar um cadeirante pela cidade. Ela é mãe da jovem Gleia Aparecida Barros, 19, que nasceu com paralisia motora e até hoje não frequenta a escola por falta de transporte público adequado. "Já tentei uma vaga no Buscar por diversas vezes, mas não consigo. Ela queria ir para a escola e não pode porque não temos condições de levar todos os dias".

A situação de Maria Divina era ainda pior antes de casar e ela dependia integralmente do transporte público. "Hoje, meu marido tem carro e me ajuda a levar a menina ao médico, mas antes eu fazia sozinha. É uma tristeza, os pontos de ônibus não têm lugar para acomodar a cadeira, as ruas e calçadas são cheias de buraco, não têm rampa. É muito difícil. Quando a gente entra no ônibus quem ajuda são os passageiros, porque os motoristas e cobradores não estão nem aí".

Gleia precisa de uma cadeira de rodas nova. A que usa atualmente tem mais de 10 anos e está bastante desgastada. A família pede ajuda ou doação para adquirir uma. O telefone de contato é 965) 3667-7833 ou 8465-2729.

Outro lado

Conforme a Associação Mato-grossense dos Transportadores Urbanos (MTU), o programa Buscar é custeado 100% com dinheiro dos empresários do transporte público, que prestam o serviço aos portadores de deficiência de acordo com a solicitação da AMDE.

A MTU garante que todo transporte é feito de maneira gratuita e não há lei que obrigue essa prestação de serviço. Como a demanda é grande, existe a necessidade de agendamento.

A Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte Urbano (SMTU) explica que o programa Buscar faz parte de um acordo entre Prefeitura de Cuiabá e empresas de transporte públicos, que devem atender este público. O secretário Edivá Alves destaca que existe o entendimento do serviço deficitário por isso foi pedido À MTU que ampliasse o serviço e renovasse a frota. O pedido foi feito via Ministério Público.

Quanto as rampas, Edivá garante que foi feito um levantamento dos pontos necessários para a regularização e a licitação para o serviço está em andamento. "Até o meio do ano devemos concluir 300 rampas em pontos principais de travessias no Centro de Cuiabá e em bairros também".


Circuito Mato Grosso
Cuiabá, 29/03/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 30/03/2010.

Comentário APNEN: Este problema, não e só das pessoas com deficiência em Cuiabá, é um problema sério na maioria das cidades em nosso país, e não é por falta de leis que garantam estes direitos, leis ,existem muitas, o que falta, e de se fazer cumprir esta leis.

INCLUSÃOESCOLAR&PESSOASCOMDEFICIÊNCIA

Crianças especiais participam do horário integral em Nova Iguaçu.


Com 315 alunos, o Centro de Educação Especial Paul Harris, no bairro da Posse, abre as portas para o Bairro-Escola a partir dessa segunda-feira (29/03). A escola, que atende às crianças com múltiplas deficiências, passa a oferecer horário integral com oficinas de hip hop, pintura, balé, letramento, canto coral, banda fanfarra, atividades esportivas e recreação.

Para comemorar o início das atividades extracurriculares, haverá apresentações do Coral Vozes do Silêncio – formado dos deficientes auditivos –, dança de salão e outras atividades que estão sendo preparadas pelos professores e estudantes, a partir das 10h. O Paul Harris fica na Rua Pres. Roosevelt, nº 526, Três Corações Posse.

“Esta é uma excelente conquista para as crianças e suas famílias. Representa o resgate do potencial da criança portadora de deficiência”, disse a diretora da instituição, Dilma Martins. O Paul Harris atende da Educação Infantil ao 5º ano, com turmas regulares e sala de recursos, uma classe especial para alunos com dificuldade de aprendizado. A unidade escolar deixou de ser uma escola exclusiva para alunos com necessidades especiais e passou a ser inclusiva, ou seja, alunos sem deficiências convivem com os demais colegas.

Estudam na escola crianças com paralisia cerebral, cadeirantes, autistas, deficientes mentais e outras síndromes não diagnosticadas. Por este motivo as atividades esportivas e as recreações serão adaptadas.

”A criança portadora de necessidades especiais têm direito a cultura, lazer e esporte, sempre respeitando as limitações de cada uma”, enfatizou Dilma.


FONTE: http://noticias.sitedabaixada.com.br/sem-categoria/2010/03/29/criancas-especiais-participam-do-horario-integral-em-nova-iguacu/

Matéria postadano blog da APNEN: 30/03/2010

segunda-feira, 29 de março de 2010

Desfile inclusivo “A Diversidade na Passarela”

Modelos paraibanas com deficiência participaram do desfile inclusivo realizado em 7 de março. Confira as imagens feitas pela fotógrafa Kica de Castro.

Modelo desfila.



Modelo está em cadeira de rodas e público observa atentamente.

Modelos reunidas para foto



Belas modelos em cadeira de rodas fazem pose para foto.

Mulher com perna mecânica na passarela.



Modelo com perna mecânica é aplaudida pela plateia.

Mulher em cadeira de rodas faz pose para foto.



Mulher cadeirante faz pose para foto.

Mulher entre o aro da roda.



Modelo deitada no chão faz pose atrás do aro da roda de sua cadeira.

Modelos fotografam em um vagão de trem.



Mulheres cadeirantes são fotografadas dentro de vagão de trem. Outros passageiros estão no trem também.

www.vidamaislivre.com.br
Matéria postada no blog da APNEN: 29/03/2010

No Rio, inclusão é decisão dos pais

Política educacional coloca crianças com deficiência em escola regular após consulta à família; antes, elas eram avaliadas pela prefeitura.

José Renan Macedo Almeida, de 11 anos, tem deficiência física em decorrência de paralisia cerebral. Até 2009, estudava em classe especial, sem divisão por série. Desde fevereiro, cursa o 4.º ano do ensino fundamental em uma turma regular da Escola Municipal Dídia Machado Fortes, na Barra da Tijuca, no Rio.

O conteúdo que aprende é o mesmo dos outros colegas. Ele participa das aulas de educação física - faz atletismo -, aprende percussão (ou "aula de tambor", conforme explica). Dribla as dificuldades de coordenação motora fazendo os exercícios em um laptop, que o pai, porteiro, ganhou. Na sexta-feira, sua tarefa era uma redação sobre aquecimento global. Atualmente, diz que quer ser bombeiro.

O que mudou foi a política de inclusão do município. Antes, os alunos com deficiência eram avaliados e selecionados pela Secretaria de Educação. Alguns eram considerados aptos à inclusão e iam para as escolas regulares. Outros eram encaminhados para classes ou escolas especiais.

A ideia era que as classes especiais fossem temporárias, onde as crianças seriam preparadas para a inclusão. Mas, às vezes, ficavam ali tanto tempo que, crescidas, não podiam ser encaminhadas para as primeiras séries do ensino fundamental. O sistema tinha ainda brechas - por erros de avaliação, houve casos de crianças hiperativas que foram parar nas turmas para deficientes. Hoje, a secretaria não diz quem pode ou não ser incluído. A escolha cabe aos pais.

"Todas as crianças têm ganhos. Elas aprendem com as diferenças, crescem com menos preconceitos. Os alunos sem deficiência entendem que ser diferente é normal e aprendem a lidar melhor com as próprias dificuldades. A criança com deficiência cresce com pessoas que pertencem à sua geração e aprendem de acordo com suas possibilidades, sem que ninguém imponha limites", defende Cláudia Grabois, diretora do Instituto Helena Antipoff, órgão que coordena a educação especial.

Acompanhamento. Para facilitar a inclusão de alunos com dificuldades de locomoção, deficiência intelectual ou transtorno global do desenvolvimento (autismo), foram contratadas 300 estagiárias de Pedagogia, que acompanham os alunos individualmente. Também chegam à rede, em abril, 270 intérpretes e instrutores da Linguagem Brasileira de Sinais (Libras). Até então, alunos surdos tentavam fazer a leitura labial dos professores. A prefeitura está finalizando a compra de 500 laptops para cegos e alunos com paralisia cerebral.

O Ministério da Educação está enviando 300 kits para equipar as salas de recursos, onde os estudantes desenvolvem suas especificidades para facilitar o aprendizado - o aluno surdo aprende libras; o cego, braile; alunos com deficiência intelectual trabalham raciocínio lógico.

"Integração não é inclusão. Na integração, a criança se adapta à escola. Na inclusão, a escola se adapta às necessidades dos seus alunos. Mas isso tem de ser feito com qualidade e precisa de investimentos", diz Cláudia.

Para facilitar o trabalho dos docentes e tirar as dúvidas foi criado o Disque-IHA. Professores de educação especial se tornaram itinerantes e orientam os colegas e o desenvolvimento de materiais didáticos específicos.

Cláudia costuma ouvir a mesma pergunta de pais e profissionais - e aquele aluno que o professor sabe que não vai? "É o que mais precisa da inclusão. Precisa conviver com as pessoas. Não somos nós que vamos dizer qual é o limite deles."

Clarissa Thomé - O Estadao de S.Paulo
28 de março de 2010

Matéria postada no blog da APNEN: 29/03/2010