sábado, 17 de abril de 2010

9 milhões de brasileiros precisam de assistência auditiva

Especialistas acreditam que, além da genética, idade e saúde em geral, fatores como exposição ao ruído, estresse, situação socioeconômica e alimentação, bem como bebida e cigarro, contribuem para a perda da audição.

Estudos recentes revelam que o problema da saúde auditiva cresce a cada dia no Brasil e no mundo. Dados do British MRC Institute of Hearing Research, do Reino Unido, mostram que hoje mais de 560 milhões de pessoas sofrem de problemas auditivos no planeta, número que deve chegar a 700 milhões em 2015 e 900 milhões em 2025. No Brasil, são 9 milhões de pessoas que precisam de assistência auditiva. Dos 3,1 milhões de brasileiros nascidos a cada ano, menos de 10% passam por avaliação de surdez.

De acordo com especialistas, além da genética, idade e saúde em geral, fatores como exposição ao ruído, estresse, situação socioeconômica e alimentação, bem como bebida e cigarro, contribuem para a perda da audição. "Esses números são um alerta para que as pessoas cuidem melhor da audição. A perda auditiva é irreversível, por isso a prevenção é tão importante. Vale ressaltar que 90% das perdas nos adultos são decorrentes ou agravadas pela exposição ao ruído", comenta a Presidente da Academia Brasileira de Audiologia (ABA), Maria Cecília Bevilacqua.

Pesquisas a respeito do tema foram apresentadas durante o XXX ICA (Congresso Internacional de Audiologia). Realizado pela primeira vez no país, o evento reuniu os principais especialistas do mundo em audiologia. Entre os destaques do XXX ICA esteve a apresentação de soluções inovadoras e de baixo custo para o diagnóstico da perda auditiva, para futura implementação em países em desenvolvimento. Uma dessas novidades é o timpanômetro virtual, em estudo pela Brigham Young University de Utah, nos Estados Unidos. Esse dispositivo permite o diagnóstico a distância e, portanto, deixa o procedimento mais barato, permitindo sua utilização pela população de cidades mais carentes e distantes.

Especialistas da ABA (Academia Brasileira de Audiologia) sugerem cuidados simples para evitar a perda de audição

1. Mantenha sua carteira de vacinação em dia e lembre-se que todos os adultos devem se vacinar contra a rubéola;

2. Fique atento caso a criança peça para repetir uma pergunta muitas vezes ou se ela demonstrar dificuldade de entender a fala;

3. Faça um teste audiológico pelo menos a cada 5 anos. Idosos e crianças com menos de 3 anos devem fazer um teste auditivo todos os anos;

4. Evite locais muito ruidosos que exijam elevação do seu volume de voz;

5. Evite ouvir música em volume muito alto;

6. Use protetores auditivos sempre que frequentar ambientes com barulhos extremos (shows, festas, casas noturnas, estádios etc.);

7. Não durma com a TV ou rádio ligados;

8. Sempre que possível, descanse sua audição por 10 minutos num local mais silencioso;

9. Não pingue remédios ou fórmulas caseiras dentro do ouvido sem indicação médica;

10. Não utilize objetos pontiagudos como palitos, grampos e lápis para limpar a orelha. Eles podem machucar o tímpano. O cotonete deve ser usado para limpar somente a parte externa da orelha.

www.vidamaislivre.com.br
Publicada em 12 de abril de 2010
Matéria postada no blog da APNEN: 17/04/2010

Aeroportos devem assegurar condições de embarque e desembarque para idosos e deficientes

Projeto pretende obrigar aeroportos que não tenham pontes de acesso aos aviões oferecerem elevadores para fazerem o transporte dessas pessoas.

O Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA) poderá ter dispositivo obrigando aeroportos que não disponham de pontes de acesso aos aviões a oferecer às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida sistema eletromecânico de elevação para realização de embarque e desembarque. A determinação foi aprovada nesta quinta-feira (15) pela Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) e será votada ainda pelas comissões de Direitos Humanos (CDH) e de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), nessa última em decisão terminativa.

O projeto (PLS 537/09) recebeu voto favorável da relatora, senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN). O autor do texto, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), explica, na justificação da matéria, que já existem normas sobre acesso ao transporte aéreo de passageiros que necessitam de assistência especial, a exemplo da Resolução 9/07, da Agência Nacional de Aviação Civil. No entanto, afirma ele, a realidade dos aeroportos brasileiros mostra que essas determinações não são cumpridas.

Conforme enfatiza ele, em aeroportos não dotados de ponte de acesso aos aviões (finger), é comum que passageiros com deficiência ou mobilidade reduzida sejam carregados por empregados das empresas aéreas para dentro das aeronaves. Nesses casos, frisou, deveria haver um elevador específico ou outro dispositivo equivalente para levar as cadeiras de rodas ao nível da porta da aeronave. "A presente proposição tem por objetivo evitar que circunstâncias constrangedoras como essas se mantenham", afirma Azeredo.

O novo dispositivo a ser incluído ao código determina que, nos aeroportos que não disponham de pontes de embarque ou quando a aeronave estacionar em posição remota, será oferecido sistema eletromecânico de elevação e meio de transporte entre o terminal de passageiros e a aeronave. Conforme o texto, esses procedimentos devem ser capazes de efetuar, com conforto e segurança, o embarque e o desembarque de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, nos termos de regulamentação específica.

Modernização

Ao apresentar voto favorável à aprovação da matéria, a senadora Rosalba Ciarlini afirmou que a determinação contribuirá para a modernização de aviação brasileira, elevando-a ao nível de serviço praticado nos melhores aeroportos do mundo.

“Um país que tem se apresentado no cenário internacional como um ator de primeira grandeza não pode conviver com situações constrangedoras como as descritas pelo autor da proposição. Isso especialmente em aeroportos que são os portões de entrada do território nacional, como é o caso dos aeroportos internacionais”, afirmou Ciarlini, durante a discussão do projeto. A relatora apenas apresentou uma emenda de redação ao texto.

Fonte: Agência Senado
Publicada em 16 de abril de 2010

Matéria postada no blog da APNEN: 17/04/2010

A evolução das competições para deficientes no Brasil

Ainda falta participação de atletas deficientes nos eventos.

Mário Mello

Desde que iniciei meu voluntariado à frente dos atletas com deficiência, muita coisa evoluiu. Temos hoje mais handcycles, equipamento que propicia a quase todos os atletas participarem dos eventos, tanto competitivamente, quanto recreativamente, já que as marchas permitem uma facilidade para a participação dos menos condicionados. Nos eventos de corrida, a maioria já conta com categorias específicas, diferente de quando iniciei, em 2002, quando o atleta deficiente participava e competia na mesma categoria do geral, ou seja, com as pessoas sem nenhum tipo de deficiência!

Bem, sendo breve, estas foram algumas das muitas mudanças que ocorreram neste período. Mas nem por isso posso dizer que estou satisfeito e acho que a principal mudança está por vir. Aproveito este espaço para falar dela.

Em minha opinião, a principal mudança que sinto falta é de uma participação maior dos atletas deficientes nos eventos. Meu desejo é que os atletas que estejam lendo este artigo possam participar e fazer acontecer esta mudança. O atleta com deficiência reclama, cobra, exige, mas não comparece aos eventos!

Numa das provas da Corpore, em março deste ano, solicitei diversas inscrições para os 11 km. Nesta prova foi aberta a categoria de cadeirantes e handcycles, sem premiação, mas podendo participar, coisa que nem sempre é possível devido às limitações do percurso. Acreditem. Muitos dos que solicitei a inscrição, que me confirmaram que estariam presentes, não foram à prova!

Sempre há as desculpas, mas o fato é que fica muito desagradável esta situação, pois a organização e os envolvidos estão batalhando para que a prova possa ter a participação dos atletas com deficiência e eles não estão comparecendo mesmo estando inscritos. É uma pena!

Eu, como um dos maiores defensores da categoria de atletas com deficiência, como posso batalhar melhores condições e mesmo premiações, se nem os maiores interessados aparecem?

Fiquei extremamente feliz em ver participantes com cadeiras de rodas comuns em alguns eventos, pois sei que este é o começo de tudo, apesar de algumas organizadoras de provas não permitirem. Primeiro tem de estar presente, uma, duas, três vezes, para gostar da brincadeira e aí sim partir para melhores equipamentos e poder participar com maior comodidade e desempenho.


Fora do Brasil - Nos EUA, onde tenho comparecido todos os anos na maratona de NY em função da minha participação na Achilles International (www.achillesinternational.org), vejo cada situação que muitos aqui no Brasil poderiam achar bizarras, até ser motivo de criticas. Mas, lá fora, toda situação que envolve superação e dedicação, é vista com orgulho e admiração. É por isso que se você algum dia participar da Maratona de NY, verá atletas em cadeiras comuns, caminhando com extrema dificuldade, acompanhados de guias, mas todos estão curtindo, felizes pelo simples motivo de participar do evento!

Neste momento faço um desafio a todos que estão lendo e são deficientes. Saiam de casa, se inscrevam todo mês em um evento, seja da Corpore, Yescom, ou qualquer outra organizadora que apóia o atleta com deficiência em seus eventos! Leia o regulamento, algumas provas não permitem cadeiras comuns e envolva-se! Mexa-se! Por mais que seja com limitações, esta é a única maneira de vocês conquistarem o seu espaço, serem vistos, admirados e assim se esforçarem para receber o apoio futuro que poderá surgir!

Sentado, escondido em casa, ninguém vai enxergar o esportista que existe em você, como alguém apoiar o que nem sequer vê?


Possibilidades - Dia dois de maio haverá a maratona de São Paulo, vou estar na largada, correndo 25 km e dando a força que sempre procuro dar aos cadeirantes e handbikers, atento para ver se vocês querem estar na foto de largada, uma foto como a que coloco ao lado, que pode dar orgulho a você, a cidade, ao organizador, a todos que amam o esporte. Se não der no dia dois, poderá ser nos 10km Tribuna FM em 16 de maio, na Meia Maratona e maratona do Rio no dia 18 de julho, ou em tantos eventos de menor distância que tem pelo Brasil afora e que sabemos recebem muito bem os ACD.

No dia 25 de abril teremos uma prova no Shopping Center Norte em São Paulo, onde teremos 15 atletas com deficiência participando e sendo homenageados. O limite de 15 inscritos para os cinco quilômetros se esgotou, mas a importância que eles terão para o apoiador é tão grande que sequer eles possam imaginar!

Muita gente quer e deseja apoiar o esporte adaptado, precisamos só que todos saiam da toca para que sejam vistos e admirados!

Conto com uma nova fase a partir de agora, a fase onde a evolução só depende de quem faz parte desta categoria, com isso vamos longe!

Abraços e boas participações sempre!


Web Run
São Paulo, 16/04/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 17/04/2010

Editais de Seleção Pública da SNPDPD/SDH/PR abertos

Implantação de direitos das pessoas com deficiência tem prazo até 30 de abril.

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), por intermédio da Subsecretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência - SNPD, torna público os Editais de Seleção Pública para que as instituições que tiverem interesse apresentem propostas: para execução de projetos de capacitação de recursos humanos para defesa dos direitos da pessoa com deficiência; para capacitação e especialização de técnicos e agentes sociais em acessibilidade na área da pessoa com deficiência e para projetos de implantação de Conselhos de Direitos das Pessoas com Deficiência em Estados e Municípios.

O valor total do repasse dos recursos na ação implantação de conselhos de direitos das pessoas com deficiência em Estados e Municípios é de R$ 350.000,00 (trezentos e cinquenta mil reais), sendo que R$ 150.000,00 (cento e cinqüenta mil reais), dependem da liberação de emenda nacional. O prazo final para envio de projetos é o dia 30 de abril de 2010.

O valor total do repasse dos recursos na ação de capacitação e especialização de técnicos e agentes sociais, em acessibilidade será de 450.000,00. O valor total do repasse dos recursos na ação de capacitação de recursos humanos será de R$ 5.505.104,00(cinco milhões e quinhentos e cinco mil e cento e quatro reais),sendo que R$ 5.000.000,00 (cinco milhões de reais), dependem da liberação de emenda nacional. O prazo final para envio de projetos é o dia 30 de maio de 2010.

Para maiores informações, acesse www.direitoshumanos.gov.br.



Ministério da Justiça
Brasília, 16/04/2010


atéria postada no blog da APNEN: 17/04/2010

Dia da Hemofilia alerta para deficiência do tratamento ao doente

Dados da FBH mostram que os pacientes somente são medicados após o início das hemorragias.

Da redação

Aproveitando a comemoração do Dia Mundial da Hemofilia, 17 de abril (sexta-feira), a Federação Brasileira de Hemofilia (FBH) faz um alerta: apesar dos avanços, o sistema de tratamento aos hemofílicos continua deficiente, afetando a vida de mais de 8,2 mil pacientes no país e promovendo gerações de pacientes com deformidades físicas.

No final de 2009, a FBH conseguiu aprovar, sem cortes, junto à Comissão de Orçamento do Senado e Câmara de Deputados, o orçamento de R$ 350 milhões, destinados à compra de fatores de coagulação. Mesmo com essa grande conquista, as licitações ainda não aconteceram.

Dados da Federação mostram que os pacientes ainda são tratados por demanda, ou seja, somente são medicados após o início das hemorragias. Isso compromete articulações, músculos e ossos. A consequência mais comum é a dificuldade de mobilidade, que vai desde não conseguir realizar movimentos manuais simples até a incapacidade de caminhar. Em casos mais graves pode haver o risco de morte. Além dos prejuízos à saúde física, existe também o prejuízo psicológico não somente do paciente, mas também de seus familiares.

Mais grave ainda é a situação das pessoas que moram longe dos hemocentros e têm que percorrer longas distâncias em busca de restritas doses do medicamento. Em geral os pacientes apresentam hemorragias pelo menos uma vez por semana. Portanto, o tratamento para apenas um sangramento é insuficiente, o que impacta a vida destes hemofílicos e seus familiares. Essa situação torna a falta de medicação uma tortura física e psicológica. A solução imediata para o problema é a ampliação do acesso à Dose Domiciliar, que pode ser usada no exato momento em que começa uma hemorragia, reduzindo significativamente a incidência de sequelas.

De acordo com a presidente da FBH, Tania Maria Onzi Pietrobelli, garantir a Dose Domiciliar para o tratamento em demanda, bem como para a profilaxia secundária, em que o paciente já possui uma articulação comprometidas, seria mais um passo em direção ao tratamento ideal, usado em países de primeiro mundo, que é a profilaxia primária. Neste tipo de terapia, o paciente recebe a medicação preventivamente, reduzindo de maneira significativa a ocorrência de sangramentos.

“É injusto saber que existem tratamentos disponíveis que poderiam evitar que os hemofílicos, desde a infância, tenham seus dias marcados por deformidades físicas e dores permanentes. A inexistência de políticas públicas impede que o portador de hemofilia tenha acesso às terapias modernas que promovem a qualidade de vida e a realização de atividades normais, como estudar, trabalhar e praticar atividades físicas”, conclui Pietrobelli.


Hemofilia

De origem genética, a hemofilia é causada por um defeito na coagulação do sangue. O tratamento recomendado é a reposição dos fatores que promovem a coagulação (concentrado do Fator VIII para hemofilia do tipo A e concentrado do Fator IX para a do tipo B).



Jornal de Barretos
Barretos, 16/04/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 17/04/2010

Pessoas com deficiência têm direito de exercer sexualidade, mas ainda há impedimentos na sociedade, avaliam participantes de seminário em SP

Coordenadora do Instituto Amankay, Marta Gil, diz que há falta de dados sobre pessoas com deficiência e portadoras do HIV.

Rodrigo Vasconcellos

Uma pessoa com deficiência tem direito a exercer a sexualidade, mas pode enfrentar preconceitos e não ter acesso a dados sobre prevenção do HIV/aids por conta da sociedade. Esta foi uma das constatações de participantes do seminário “Ações e Reflexões sobre aids e deficiência: diferentes vozes” na zona leste de São Paulo. “Inclusive, ainda faltam dados envolvendo HIV/aids e deficiência. Quantas pessoas com essas características têm o vírus?”, criticou a coordenadora do Instituto Amankay, Marta Gil. A iniciativa de realizar o evento é da ONG com apoio do Programa Estadual de DST/Aids.

De acordo com o Censo do IBGE de 2000, 14,5% da população brasileira têm algum tipo de deficiência, ou seja, cerca de 24 milhões de pessoas. Mesmo assim, segundo Marta Gil, a visibilidade desses cidadãos na sociedade é baixa. “A nossa cidade nem sempre permite a acessibilidade em lugares públicos, o que deixa os indivíduos aprisionados em alguns casos.”

A falta de acessibilidade traz outro problema: a falta de acesso à informação. A psicóloga do Amakay Fernanda Sodelli contou histórias de pessoas com deficiência. Em alguns casos, ficam isoladas e sob proteção da família, o que pode de certa forma prejudicá-las. “Muitas mães podem dizer, meu filho ou minha filha não faz sexo. Portanto, não necessita saber sobre isso. Mas, no momento que esse descobre a possibilidade e consegue uma paquera correspondida, não exige nada da outra pessoa, muito menos o preservativo. A relação acaba sendo uma submissão”, explicou.

“As escolas também algumas vezes encaram o tema com certo preconceito e dizem que quem deve ensinar sexualidade são os pais. Mas, o fato é que invariavelmente, em algum momento, todo mundo descobre o sexo”, acrescentou o representante da Secretaria de Estado de Direitos da Pessoa com Deficiência Daniel Monteiro que também é deficiente visual. “Neste momento que é importante incentivar a descoberta, mas também abordar o tema prevenção.”

A recente onda de escândalos de pedofilia envolvendo a Igreja Católica também serviu como gancho para o seminário. Segundo Marta Gil, quando uma criança com deficiência se isola demais, sem motivo aparente, o caso necessita de uma investigação mais profunda. “Se estes casos atuais na mídia geralmente são abafados, imaginem quando envolve esta parte da população”, disse Marta Gil.


Falta de Informação

A coordenadora do Instituto Amankay, Marta Gil, também criticou a falta de informação envolvendo HIV/aids e deficiência. “Quantas pessoas com essas características têm o vírus?”

O sociólogo Cláudio Monteiro do Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo explicou que a aids também pode deixar sequelas, tornar uma pessoa deficiente. “Isso dificulta um pouco para apurar quantas têm HIV.”

“Mas não é impossível, necessitaria uma pesquisa mais aprofundada”, rebateu Marta Gil.

O ativista do Instituto Vida Nova Américo Nunes também lembrou que em 2009 o Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais lançou edital de pesquisa na área, com investimento de R$ 500 mil, e mesmo assim não recebeu nenhuma proposta. “Faltou mais divulgação por parte do Ministério”, disse Marta Gil.

“Falta também uma posição mais política das ONGs nessa área também”, afirmou Américo Nunes em entrevista.

O evento contou com a presença de estudantes da Universidade Cruzeiro do Sul, além de gestores e ONGs.

“A ideia foi trazer reflexões sobre o tema fora de bairros centrais de São Paulo”, conta Marta Gil. Segundo ela, a atividade deve ser repetida no próximo dia 27 em Santo Amaro.



Agência de Notícias da Aids
São Paulo, 16/04/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 17/04/2010

Reatech abre com boas atrações

Principais montadoras marcam presença na feira para portadores de necessidades especiais, que começa hoje e vai até domingo.

Leandro Alvares

Um salão do automóvel para motoristas e passageiros com necessidades especiais. Assim pode ser definida a Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade (Reatech), cuja nona edição abre hoje e vai até domingo, no Centro de Exposições Imigrantes, na zona sul da capital.

Além de empresas adaptadoras de veículos, estão presentes algumas das principais montadoras do País. Há soluções como bancos que facilitam o acesso de cadeirantes e sistemas de acelerador e freio que podem ser acionados com as mãos. "Será a nossa estreia na feira e estamos estudando esse segmento com atenção, pois é preciso estar preparado para vender esses tipos de carro", diz o diretor de Vendas da Nissan, Abelardo Pinto.

A marca levou três modelos adaptados: uma Grand Livina com pedal do acelerador do lado esquerdo, outra com comando de freios e acelerador para as mãos e um Livina com pomo giratório, dispositivo fixado no volante que ajuda a realizar manobras com apenas um dos membros superiores.

Presente desde a primeira edição, a Honda exibe versões adaptadas do City, Civic, Fit e CR-V. "Com exceção de nosso utilitário-esportivo (CR-V), todos os veículos estarão disponíveis para test-drive", conta o supervisor de Vendas Especiais da empresa, Ricardo Rodrigues. Segundo ele, esse setor especializado da empresa comercializou 5.600 unidades durante o ano passado.

Fabricante de soluções e parceira de montadoras como a Volkswagen, a Cavenaghi lança um sistema para que tetraplégicos também possam dirigir, o TDrive. No pacote há itens como freio de estacionamento e ignição acionados por um botão e comando de voz para o controle da buzina. "Teremos um simulador de direção para analisar se a pessoa está apta a utilizar o produto", diz a diretora comercial da empresa, Mônica Cavenaghi.

Com entrada grátis, a Reatech abre hoje e amanhã, das 13h às 21h. No sábado e no domingo, vai das 10h às 19h.


O Estado de S. Paulo
São Paulo, 16/04/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 17/04/2010

sexta-feira, 16 de abril de 2010

PRECONCEITO NO CASSETA E PLANETA

PATÉTICA, GLOBO MOSTRA OS DENTES DO PRECONCEITO E MANTEM TRADIÇAO DE “DAR COM UMA MÃO E TIRAR COM A OUTRA” EM CASSETA E PLANETA.

Olá amigos leitores , parece mesmo que a Globo não mudou e nem nunca vai mudar sua forma patética de demonstrar o preconceito e a exploração com a realidade difícil das pessoas, pois o que dizer sobre a piada de mau gosto exibida durante a edição do humorístico Casseta e Planeta Urgente da ultima terça feira, dia 13 de abril ?
Quando me contaram, não acreditei mais aí fui eu mesmo conferir e me deparei com uma brincadeira preconceituosa durante o quadro do programa onde satirizam a novela Viver a Vida. Na cena Maria PAULA apresentadora do programa se passa pela cadeirante Luciana interpretada brilhantemente por ALINE Morais. Ela aparece conversando com sua mãe, originalmente interpretada por Lilian Cabral ao tomar o café da manhã. Luciana mostra dificuldades para pegar os alimentos derrubando com um claro e forçado exagero, suco, café e também toda a comida.
Isso sem contar o nome da personagem durante a sátira, “Cadeirine Morais” que, nem preciso dizer que soa extremamente preconceituoso e patético.
Aliás, patética mais uma vez mostra ser a cúpula da Rede Globo, pois é no mínimo estranho que ao mesmo tempo temos uma postura corajosa do autor Emanoel Carlos em levar temas ligados aos deficientes físicos e cadeirantes, como acessibilidade ou inclusão social ao horário nobre, e no maior veículo de comunicação de massas do Brasil que é a Globo, podendo assim colaborar para que todos os brasileiros possam refletir e pensar mais sobre as pessoas que diariamente vivem na vida real tudo o que Luciana vive na novela, e com um agravante que é o fato de que a maioria destas pessoas não tem nem de longe a condição social privilegiada que a personagem tem na trama, tornando assim tudo ainda mais difícil na vida real.
Na contramão, temos um quadro de mau gosto com uma piada repuguinante, preconceituosa e patética, como quase tudo que é feito pelo Casseta e Planeta.

O pior de tudo, é que evidentemente, para este quadro ir ao ar deve ter sido aprovado pelos diretores e manda-chuvas da Globo. Agora eu pergunto a vocês ? Por que agir assim ? Por que ninguém boicotou essa vergonha ? Isso é ridículo, e aprovar esse material, foi jogar todo um trabalho que vinha sendo bem feito no lixo.

É meus amigos, mais esta e a Globo dá com uma mão e tira com a outra. Pelo jeito, na Globo nada é o que parece ser. A emissora mais uma vez se mostrou reacionária e preconceituosa. Mostrou seus dentes e fez mais uma vez tudo que sempre fez e vai continuar fazendo para manter seu rebanho de admiráveis gados novos, como diria Zé Ramalho.

Renato Alfred Raugust 15/04/2010
titanico41@hotmail.com

Matéria postada no blog da APNEN: 16/04/2010

Direito à Comunicação... das Pessoas com Deficiência

"O Direito está posto. O que falta é a sociedade brasileira exigir o seu cumprimento e lutar para que ele seja imediato, permanente e definitivo."

Rogério Faria Tavares

De acordo com dados do Censo realizado pelo IBGE no ano 2000, no Brasil existem cerca de 25 milhões de pessoas portadoras de algum tipo de deficiência. Premida pela urgência de garantir o exercício pleno da cidadania a essa imensa população, a sociedade brasileira vai ganhando, pouco a pouco, a sensibilidade requerida para tratar do tema, ainda que seja bastante longo o caminho a percorrer.

No que se refere especificamente ao direito à comunicação, uma análise das principais normas que regulam o assunto conduzirá a uma importante conclusão: elas já são suficientes para que as pessoas com deficiência usufruam dos benefícios gerados pela mídia, fornecendo o fundamento jurídico necessário às ações do Estado, da sociedade civil e da iniciativa privada.

Se alguma mudança precisa ser feita para ampliar tal fruição, não é necessário que ela venha a incidir sobre a estrutura legal. Ela deve recair sobre o comportamento resistente dos empresários da comunicação e dos agentes públicos encarregados do setor, muitos dos quais criam entraves procedimentais ou burocráticos à efetividade das referidas regras.

A Constituição de 1988 dedicou vários artigos às pessoas com deficiência, de que são exemplos o artigo 7º, XXXI; artigo 23, II; artigo 24, XIV; artigo 37, VIII; artigo 203, V; artigo 227, p. 2º e o artigo 244. Eles tratam de pontos tão variados como a proibição da discriminação no tocante a salários e a admissão ao trabalho, saúde e assistência pública, proteção e integração social, o acesso a cargos e empregos públicos, garantia de salário mínimo mensal à pessoa com deficiência carente de recursos financeiros e a adaptação de logradouros, edifícios e veículos para transporte coletivo.


Regras de proteção
Como visto, nenhum artigo da Constituição trata especificamente do direito à comunicação das pessoas com deficiência. Ele está, porém, absolutamente garantido pela Carta Magna, por meio de princípios fundamentais, como a dignidade da pessoa humana (artigo 1º, inciso III) e de direitos e garantias fundamentais, como a absoluta igualdade de todos perante a lei (artigo 5º, caput). O capítulo dedicado pela Carta Magna à Comunicação Social (artigos 220 a 224) deve ser lido à luz de idênticos valores.

No tocante à legislação infraconstitucional sobre as pessoas com deficiência, a produção é expressiva. Aqui serão destacados apenas os textos que contenham alguma conexão com o tema da comunicação, o que servirá na formação de uma visão panorâmica sobre o assunto.

É curioso observar, na breve análise dos documentos jurídicos compilados, que, ao longo do tempo, a preocupação com o direito à comunicação das pessoas com deficiência foi notoriamente crescendo, com certeza como resultado do aumento notável da importância da mídia e das tecnologias da comunicação na sociedade contemporânea.

O primeiro documento que merece menção é o decreto n. 3298, de 20 de dezembro de 1999. Ele regulamentou a Lei n. 7853, de 24 de outubro de 1989, que consolidou as regras de proteção à pessoa portadora de deficiência.


Plano de medidas técnicas

Em seu artigo 46, o decreto referido dispôs que os órgãos e as entidades da Administração Pública Federal direta e indireta responsáveis pela cultura, pelo desporto, pelo turismo e pelo lazer dispensarão tratamento prioritário e adequado aos assuntos por ele abordados, com vista a viabilizar, sem prejuízo de outras, várias medidas, entre elas a prevista pelo inciso I: promover o acesso da pessoa portadora de deficiência aos meios de comunicação social.

De 19 de dezembro de 2000, a Lei n. 10098, em seu artigo segundo, letra "d", afirmou o conceito de "barreiras nas comunicações", para os fins nela estabelecidos:

"...qualquer entrave ou obstáculo que dificulte ou impossibilite a expressão ou o recebimento de mensagens por intermédio dos meios ou sistemas de comunicação, sejam ou não de massa".

O capítulo VII da mesma lei, que recebeu o título "Da acessibilidade nos sistemas de comunicação e sinalização", dispôs, em três artigos distintos, o seguinte:

"Art. 17. O Poder Público promoverá a eliminação de barreiras na comunicação e estabelecerá mecanismos e alternativas técnicas que tornem acessíveis os sistemas de comunicação e sinalização às pessoas portadoras de deficiência sensorial e com dificuldade de comunicação, para garantir-lhes o direito de acesso à informação, à comunicação, ao trabalho, à educação, ao transporte, à cultura, ao esporte e ao lazer.

Art. 18. O Poder Público implementará a formação de profissionais intérpretes de escrita em braile, linguagem de sinais e de guias-intérpretes, para facilitar qualquer tipo de comunicação direta à pessoa portadora de deficiência sensorial e com dificuldade de comunicação.

Art. 19. Os serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens adotarão plano de medidas técnicas com o objetivo de permitir o uso da linguagem de sinais ou outra subtitulação, para garantir o direito de acesso à informação às pessoas portadoras de deficiência auditiva, na forma e no prazo previstos em regulamento."


Campanhas de educação
A Lei n. 10436, de 24 de abril de 2002, reconheceu a Língua Brasileira de Sinais, a "Libras", (e outros recursos de expressão a ela associados) como meio legal de comunicação e expressão.

Tal lei definiu a "Libras" como forma de comunicação e expressão de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, que constitui um sistema lingüístico de transmissão de idéias e fatos, oriundo de comunidades de pessoas surdas do Brasil.

A mesma norma também dispôs que devem ser garantidas, por parte do poder público em geral e empresas concessionárias de serviços públicos, formas institucionalizadas de apoiar o uso e difusão da Língua Brasileira de Sinais - "Libras" - como meio de comunicação objetiva e de utilização corrente das comunidades surdas do Brasil.

(Em 22 de dezembro de 2005, o decreto n. 5626 regulamentou a Lei n.10436.)

Editado em 8 de outubro de 2001, o decreto presidencial n. 3956 promulgou a "Convenção Interamericana de Proteção à Pessoa com Deficiência", aprovada pelo Congresso Nacional por meio do decreto legislativo n. 198, de 13 de junho de 2001.

Em seu artigo 3º, a Convenção determina que, para alcançar os objetivos nela propostos, os Estados Partes assumem os seguintes compromissos:

1. Tomar as medidas de caráter legislativo, social, educacional, trabalhista, ou de qualquer outra natureza, que sejam necessárias para eliminar a discriminação contra as pessoas portadoras de deficiência e proporcionar a sua plena integração à sociedade, entre as quais as medidas abaixo enumeradas, que não devem ser consideradas exclusivas: a) medidas das autoridades governamentais e/ou entidades privadas para eliminar progressivamente a discriminação e promover a integração na prestação ou fornecimento de bens, serviços, instalações, programas e atividades, tais como o emprego, o transporte, as comunicações, a habitação, o lazer, a educação, o esporte, o acesso à justiça e aos serviços policiais e as atividades políticas e de administração;

2. Trabalhar prioritariamente nas seguintes áreas:

a) prevenção de todas as formas de deficiência passíveis de prevenção;

b) detecção e intervenção precoce, tratamento, reabilitação, educação, formação ocupacional e prestação de serviços completos para garantir o melhor nível de independência e qualidade de vida para as pessoas portadoras de deficiência; e

c) sensibilização da população, por meio de campanhas de educação, destinadas a eliminar preconceitos, estereótipos e outras atitudes que atentam contra o direito das pessoas a serem iguais, permitindo desta forma o respeito e a convivência com as pessoas portadoras de deficiência.


Manuais de instrução

De 2 de dezembro de 2004, o Decreto n. 5296 contém o importante Capítulo VI, intitulado "Do Acesso à Informação e à Comunicação,"que estatui, entre outras medidas, as seguintes:

"Art. 47. No prazo de até doze meses a contar da data de publicação deste Decreto, será obrigatória a acessibilidade nos portais e sítios eletrônicos da administração pública na rede mundial de computadores (internet), para o uso das pessoas portadoras de deficiência visual, garantindo-lhes o pleno acesso às informações disponíveis.

Art. 49. As empresas prestadoras de serviços de telecomunicações deverão garantir o pleno acesso às pessoas portadoras de deficiência auditiva, por meio das seguintes ações (...)

Art. 51. Caberá ao Poder Público incentivar a oferta de aparelhos de telefonia celular que indiquem, de forma sonora, todas as operações e funções neles disponíveis no visor.

Art. 52. Caberá ao Poder Público incentivar a oferta de aparelhos de televisão equipados com recursos tecnológicos que permitam sua utilização de modo a garantir o direito de acesso à informação às pessoas portadoras de deficiência auditiva ou visual.

Parágrafo único. Incluem-se entre os recursos referidos no caput:

I - circuito de decodificação de legenda oculta;

II - recurso para Programa Secundário de Áudio (SAP); e

III - entradas para fones de ouvido com ou sem fio.

Art. 56. O projeto de desenvolvimento e implementação da televisão digital no País deverá contemplar obrigatoriamente os três tipos de sistema de acesso à informação de que trata o art. 52.

Art. 58. O Poder Público adotará mecanismos de incentivo para tornar disponíveis em meio magnético, em formato de texto, as obras publicadas no país.

§ 1 A partir de seis meses da edição deste decreto, a indústria de medicamentos deve disponibilizar, mediante solicitação, exemplares das bulas dos medicamentos em meio magnético, braile ou em fonte ampliada.

§ 2 A partir de seis meses da edição deste decreto, os fabricantes de equipamentos eletroeletrônicos e mecânicos de uso doméstico devem disponibilizar, mediante solicitação, exemplares dos manuais de instrução em meio magnético, braile ou em fonte ampliada."


Convenção estabelece normas

Mais recentemente, o legislador brasileiro foi capaz de promover inquestionável avanço no tratamento da questão. Tal evolução se tornou possível graças ao parágrafo terceiro do artigo quinto da Constituição Federal, acrescentado ao texto da Carta Magna pela Emenda Constitucional n. 45, de 8 de dezembro de 2004. Seu conteúdo determina o seguinte:

"Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais."

Eis aqui o imenso progresso: na primeira vez que tal dispositivo foi utilizado, deputados federais e senadores incorporaram ao ordenamento jurídico brasileiro, com poder constitucional, por meio do Decreto Legislativo 186/2008, de 09 de julho, o inteiro teor da "Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência" e o seu "Protocolo Facultativo".

Os dois documentos foram adotados em dezembro de 2006 por meio de resolução da Assembléia Geral da ONU e abertos à assinatura, em Nova York, em 30 de março de 2007. Eles estão em vigor desde 3 de maio de 2008, após haverem recebido o número necessário de ratificações.

Tanto a Convenção quanto o Protocolo devem ser aplicados imediatamente em território brasileiro, não sendo necessário qualquer tipo de regulamentação para que gozem da efetividade desejada. Integrada por cinqüenta artigos, a Convenção estabelece normas importantes sobre as relações entre as pessoas com deficiência e os meios de comunicação.


Respeito pelos direitos e dignidade

Já no Preâmbulo, na letra v, a Convenção reconhece a importância da acessibilidade aos meios físico, social, econômico e cultural, à saúde, à educação e à informação e comunicação, para possibilitar às pessoas com deficiência o pleno desfrute de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais.

No artigo 2º, traz duas definições essenciais ao seu entendimento:

** Para a Convenção, "Comunicação" abrange as línguas, a visualização de textos, o braile, a comunicação tátil, os caracteres ampliados, os dispositivos de multimídia acessível, assim como a linguagem simples, escrita e oral, os sistemas auditivos e os meios de voz digitalizada e os modos, meios e formatos aumentativos e alternativos de comunicação, inclusive a tecnologia da informação e comunicação.

** Já "Língua" abrange as línguas faladas e de sinais e outras formas de comunicação não-falada.

O artigo 8º é integralmente voltado para a conscientização. Ele ordena que os Estados Partes se comprometam a adotar medidas imediatas, efetivas e apropriadas para conscientizar toda a sociedade, inclusive as famílias, sobre as condições das pessoas com deficiência, a fomentar o respeito pelos direitos e pela dignidade das pessoas com deficiência e a combater estereótipos, preconceitos e práticas nocivas em relação a pessoas com deficiência, inclusive os baseados em sexo e idade, em todas as áreas da vida.


O Direito está posto

No mesmo artigo, no item 2c, a Convenção atribui aos Estados Partes a tarefa de incentivar todos os órgãos da mídia a retratar as pessoas com deficiência de maneira compatível com o propósito da presente Convenção.

No entanto, é o artigo 21 que contém as normas mais relevantes para orientar as relações entre os meios de comunicação e as pessoas com deficiência. Sob o título "Liberdade de Expressão e de Opinião e Acesso a Informação", ele requer que os Estados Partes tomem todas as medidas apropriadas para assegurar que as pessoas com deficiência possam exercer seu direito à liberdade de expressão e opinião, inclusive o seu direito à liberdade de buscar, receber e fornecer informações e idéias, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas e por intermédio de todas as formas de comunicação de sua escolha.

Ordena, também, que os Estados Partes provejam, para pessoas com deficiência, informações destinadas ao público em geral, em formatos acessíveis e tecnologias apropriadas a diferentes tipos de deficiência, em tempo oportuno e sem custo adicional; que aceitem e facilitem, em trâmites oficiais, o uso de línguas de sinais, braile, comunicação aumentativa e alternativa, e de todos os demais meios, modos e formatos acessíveis de comunicação, escolhidos pelas pessoas com deficiência; que intervenham junto a entidades privadas que oferecem serviços ao público em geral, inclusive por meio da internet, para que forneçam informações e serviços em formatos acessíveis, que possam ser usados por pessoas com deficiência; que incentivem a mídia, inclusive aos provedores de informação pela internet, para tornarem seus serviços acessíveis a pessoas com deficiência; e que reconheçam e promovam o uso de línguas de sinais.

Como se vê, o Direito está posto. O que falta é a sociedade brasileira exigir o seu cumprimento e lutar para que ele seja imediato, permanente e definitivo.



Observatório da Imprensa
15/04/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 16/04/2010

Isto é discriminação!

Prédio não tem rampa de acesso a deficientes mas alguns condóminos pensam na estética.

Leonor Sacadura Botte

A casa de cada um começa na porta de entrada do prédio, mas às vezes não é bem assim. E, neste caso, quem paga o preço é a Inês, uma jovem de 16 anos condenada a uma cadeira de rodas.

Para assistir a reportagem acesse: sic.sapo.pt/online/video/informacao/Nos+Por+Ca/2010/4/isto-e-discriminacao-predio-nao-tem-rampa-de-acesso-a-deficientes-mas-alguns-condominos-pensam-na-es.htm

Comentário SACI: A Rede SACI A expressão "condenado a uma cadeira de rodas", passa a idéia de punição. O termo "pessoa usuária de cadeira de rodas" exprime sua condição de garantir a mobilidade e independência, sem preconceito.


SIC
Lisboa, 15/04/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 16/04/2010

Hora de superar obstáculos

Cotas para pessoas com deficiência não são cumpridas. Quem chega lá comemora.

Rosa Falcão

A falta de experiência e de qualificação são dois dos maiores entraves para as pessoas conseguirem emprego. A dificuldade é ainda maior para o trabalhador deficiente físico. Para transpor essas barreiras, as próprias empresas bancam treinamentos e programas de capacitação. Uma forma de preparar as pessoas com deficiência (PCDs) para ocupar funções nos setores do comércio, indústria e serviços. Até porque o descumprimento da lei de cotas (lei 8.213/91) é punido com autuações e multas pelo Ministério do Trabalho. Em Pernambuco, cerca de 775 empresas têm que preencher as cotas para PCDs. Um potencial de 19.749 vagas. Mas em 2009 só foram inseridos 1.037 trabalhadores.

Suzana Priscilla Andrade de Souza, 21 anos, conseguiu o primeiro emprego como operadora de caixa em outubro do ano passado. Foi difícil vencer o preconceito e chegar lá. "Acho que o meu problema físico gera certa discriminação. As pessoas acham que pode causar incapacidade e que eu não tenho o mesmo rendimento", diz. Suzana tem desvio na coluna e, antes de assumir o posto, passou por treinamento na empresa. Segundo a jovem, a chance de produzir e ter uma renda mudou a sua vida: "As pessoas têm que dar oportunidades aos deficientes. Podemos mostrar que somos capazes".


Suzana Priscilla conseguiu o primeiro emprego como operadora de caixa e agora pode mostrar que é capaz (Foto: Juliana Leitão/DP/D.A Press)

Só agora, com 30 anos de idade, Ednaldo José dos Santos tem a carteira assinada. "As pessoas não comentavam abertamente, mas sentia a discriminação nas entrevistas de emprego. Agora foi diferente, me deram a oportunidade e me respeitam como eu sou". Ele é deficiente mental e hoje ocupa uma vaga de repositor de supermercado. Ednaldo acha que a lei de cotas é fundamental para a contratação das pessoas com deficiência.

Raissa Ludwig, gerente de capital humano do Wal-Mart no Nordeste, diz que a empresa tem dificuldades de encontrar no mercado PCDs interessadas em trabalhar no varejo. Além disso, ela confirma que existe a falta de experiência e qualificação dessas pessoas. "A gente flexibiliza no grau de instrução e forma a mão de obra dentro de casa comos outros, para inseri-los junto ao grupo", diz. Acrescenta que a empresa faz um trabalho focado nas PCDs para conseguir atender as cotas, inclusive com instituições parceiras, como a AACD.

A lei de cotas para deficientes prevê que as empresas contratem deficientes de acordo com o número de funcionários. Se o quadro funcional somar entre 100 e 200 empregados a cota é de 2%. Pode chegar a 5% se a empresa tiver 1.000 trabalhadores registrados (ver quadro). O valor da multa para o descumprimento da lei é calculado de acordo com o número de empregados e varia de R$ 1.329,18 à R$ 132.916,84.

Segundo o coordenador da Comissão Regional de Igualdade e Oportunidade do MTE, Fernando Sampaio Cabral, a discriminação e a falta de qualificação são fatores que dificultam o cumprimento da lei de cotas para PCDs. Ele cita ainda que o deficiente tem medo de perder o benefício assistencial da Previdência Social quando consegue emprego com carteira assinada. O técnico acrescenta que há discriminação porque as pessoas consideram o deficiente meia força de trabalho.

Lúcia Barros, da RH Consultoria, concorda que a falta de qualificação é a pedra no caminho das pessoas com deficiência. "Existe uma grande necessidade desse profissional por parte das empresas, mas falta a preparação para o mercado de trabalho". Ela defende que haja formação das PCDs nas escolas, a oferta gratuita de cursos técnicos e de qualificação.



Diário de Pernambuco
Recife, 15/04/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 16/04/2010

Carta na Escola debate inclusão de alunos hiperativos

Nesta sexta, especialistas e professores se reúnem para trocar experiências e apresentar a melhor forma de lidar com Tdah em sala de aula.

Da redação

Com o objetivo de informar e sensibilizar professores sobre o Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (Tdah), as revistas Carta na Escola e Carta Fundamental, da mesma editora de CartaCapital, realizam o encontro "Tdah - Questões práticas, teóricas e polêmicas". No próximo dia 16 de abril, os médicos Luís Augusto Rohde, diretor do Programa de Déficit de Atenção/Hiperatividade do Hospital das Clínicas de Porto Alegre, e Vicente José Assencio, doutor em neurologia pela USP, questionam se o transtorno deve ou não ser considerado uma doença, o que apontam os estudos sobre o tema, quais procedimentos levam a um diagnóstico e quais profissionais estão habilitados a diagnosticar o Tdah.

Em um segundo bloco, os docentes presentes participam de uma palestra com Edyleine Benczik, psicóloga e pesquisadora, Isabel Parolin, mestre em psicologia da educação, e Maria Cristina Bromberg, coordenadora do Grupo de Orientação sobre o Transtorno de Défict de Atenção/Hiperatividade (Gotah). As especialistas discutem a inclusão de alunos hiperativos na sala de aula e até que ponto o baixo rendimento escolar pode estar associado à hiperatividade.

Durante o evento, será anunciado o lançamento do concurso "Atenção Professor", realizado pela Associação Brasileira de Déficit de Atenção em parceria com a Novartis.

"Tdah - Questões práticas, teóricas e polêmicas" tem o patrocínio da Novartis e será transmitido ao vivo pelo site www.atencaoprofessor.com.br.


Serviço:

Diálogos Capitais. Tdah - Questões práticas, teóricas e polêmicas.

Tucarena da PUC-SP
Rua Bartira, s/ nº - esquina com Rua Monte Alegre, 1.024 - Perdizes
Dia 16 de abril, sexta-feira
Início às 12h30.

Para mais informações, acesse www.dialogoscapitais.com.br/tdah/.


Carta Capital
São Paulo, 15/04/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 16/04/2010

Câmara aprova aposentadoria especial para pessoas com deficiência

Prazo de contribuição e idade para aposentadoria serão menores. Proposta segue para análise do Senado Federal.

Eduardo Bresciani

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (14) um projeto que cria uma aposentadoria especial para pessoas com deficiência. A proposta reduz o prazo de contribuição e a idade mínima para que essas pessoas possam se aposentar. O projeto segue para análise do Senado Federal.

Atualmente, todos os homens precisam contribuir à Previdência por 35 anos e as mulheres por 30 anos. O projeto reduz em até dez anos o prazo de contribuição de acordo com o grau de deficiência. Quem tem deficiência considerada leve terá uma redução de cinco anos neste prazo, quem apresenta deficiência moderada contribuirá oito anos a menos que o cidadão comum e quem tem deficiência grave terá prazo dez anos menor para a aposentadoria com base no tempo de contribuição.

No caso da aposentadoria por idade, cai de 65 para 60 entre os homens e de 60 para 55 entre as mulheres a idade para a aposentadoria desde que seja cumprido um tempo mínimo de 15 anos de contribuição. Será necessário também comprovar que a deficiência existe há 15 anos para se conseguir a aposentadoria especial por idade.

São beneficiadas pelo texto pessoas que tenham deficiência que apresente restrição física, mental, auditiva, intelectual, sensorial, visual ou múltipla e que restrinja a capacidade funcional. Um regulamento seria feito posteriormente pelo Executivo para definir qual grau de limitação levará à qualificação da deficiência como leve, moderada ou grave.

De acordo com o texto, o grau de deficiência será atestado por perícia do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), que deverá ser refeita a cada 15 anos. A pessoa com deficiência tem o direito ainda de pedir uma perícia em prazo inferior no caso do agravamento da deficiência.

O projeto estabelece ainda que no caso de o segurado da Previdência adquirir a deficiência após já estar contribuindo, o benefício de redução de prazo será proporcional aos anos trabalhos com e sem a deficiência.


G1
Brasília, 15/04/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 16/04/2010

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Pessoa com deficiência visual já pode identificar cores de objetos e cédulas

Aparelho criado por alunos da Poli vai custar entre R$ 100 e R$ 200, e até o final do ano deve ser produzido em escala comercial.

Da Assessoria

Dois jovens engenheiros da Escola Politécnica da USP criaram equipamento para identificação de cores e de notas de real para pessoas com deficiência visual a preço acessível, na faixa de R$ 100 a R$ 200. Hoje, o que existe no mercado brasileiro é importado e custa de R$ 600 a 1,2 mil e só identifica cor; dinheiro, não. A informação é de Nathalia Sautchuk Patricio e Fernando de Oliveira Gil, formados na Poli em Ciência da Computação e cursando mestrado. Eles esperam começar a produzir o aparelho em escala comercial até o final do ano.

Antes, Fernando irá aos Estados Unidos, no mês que vem, para participar de um curso de dez semanas no Unreasonable Institute, em Boulder, no Estado do Colorado. Lá, vai aprender técnicas de negócio, marketing, administração e outros temas empresariais. No final, os participantes terão contato direto com 200 investidores.

Após 40 dias de campanha on-line na internet, apoio da imprensa (viraram matéria na CNT e na Folha de S. Paulo) e dos amigos, a dupla conseguiu arrecadar US$ 6,5 mil para Fernando frequentar o curso em Boulder. Agora, a empresa que ambos criaram é uma Unresonable Fellow.

A entidade norte-americana é especializada no estímulo a projetos sociais de impacto, que objetivam melhorar a vida das pessoas e do meio ambiente. Nathalia e Fernando resolveram apresentar a ideia para concorrer à bolsa, bem como a empreendedores de todo o mundo. Participaram 284 pessoas de 45 países de cinco continentes. Dos 25 ganhadores, o identificador de cores da dupla ficou em sétimo lugar. Fernando já arruma as malas rumo ao Colorado, pois o curso só admite uma pessoa por projeto. Informa que a entidade norte-americana estabelece três requisitos básicos para o participante cumprir depois do curso. Em um ano, o projeto tem de ser autossustentável (caminhar sozinho, sem ajuda), a capacidade de produção deve beneficiar um milhão de pessoas, pelo menos, e condições de exportação para o equipamento num prazo de três anos.


Autoestima melhor

O aparelho foi batizado de Auire, mesmo nome da empresa informal que criaram. A palavra indígena significa uma saudação ("olá") da tribo Javaés, de Tocantins, onde Fernando esteve num trabalho comunitário pela Poli. Atualmente, o Auire é pouco maior que um maço de cigarros, mas Nathalia assegura que com novas tecnologias a tendência é ficar ainda menor, como os celulares com bateria e fone de ouvido, para que a pessoa o utilize com mais comodidade. Por enquanto, eles só têm dois protótipos.

Não ver cores e não saber o valor da cédula é um dos maiores transtornos da pessoa com deficiência visual. Fernando comenta que muitas delas, principalmente aquela que um dia já enxergou, deseja escolher a cor da roupa, do móvel, equipamento, celular, carro, etc. "O fato de poder combinar cores da roupa que vai vestir, por exemplo, aumenta a autoestima", reitera Fernando. Quanto ao dinheiro, o identificador evita que a pessoa seja enganada. O Auire reconhece 16 cores, por enquanto, e notas de R$ 2 a R$ 100. O aviso é sonoro, por meio de voz, gravada pela própria Nathalia.

Para fazer o equipamento em escala comercial, eles pretendem associar-se a uma indústria eletrônica e terceirizar a produção ou instalar a Auire numa incubadora de empresas. "Quando eu voltar do curso nos Estados Unidos, teremos mais condições de selecionar a melhor alternativa para fabricar o aparelho no Brasil", confia Fernando.


Futuros usuários

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS/2009) mostram que 314 milhões de pessoas no mundo apresentam alguma deficiência visual e que 45 milhões delas são cegas. Além disso, 87% vivem em países em desenvolvimento ou subdesenvolvidos, sendo 25 milhões só no Brasil. Já o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE/2009) registra que aproximadamente 29% dos brasileiros com problemas visuais (7,25 milhões) vivem com menos de um salário mínimo por mês.


Serviço

Para entrar em contato com os dois engenheiros, acesse www.auire.com.br ou mande e-mail para info@auire.com.br.



Portal do Governo do Estado de São Paulo
São Paulo, 14/04/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 15/04/2010

Indústria paulista não cumpre cotas para pessoas com deficiência, diz associação

Diretor da Fiesp atribui o fato a dificuldades de ocupar os postos por falta de interesse dos próprios profissionais.

Daniel Mello

O setor industrial paulista preenche menos da metade das vagas legalmente destinadas a pessoas com deficiência. O diretor do Departamento de Ação Regional da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), José Roberto Novaes, atribuiu o fato a dificuldades de ocupar os postos por falta de interesse dos próprios profissionais. Isso ocorreria, segundo ele, porque muitos portadores de deficiência recebem benefícios do Estado e há muitos empecilhos para trabalhar, como os problemas de deslocamento até o preconceito no local de trabalho.

Para atender integralmente a legislação que estabelece cotas para pessoas com deficiência nas empresas, a indústria paulista deveria empregar 80,8 mil pessoas nessas condições. No entanto, segundo a (Fiesp), o setor emprega apenas 35 mil profissionais deficientes. A indústria automobilística é a que tem o maior número de trabalhadores empregados nestas condições. Os ramos moveleiro, de eletricidade e de bebidas estão entre os que possuem maior dificuldade em ocupar esses postos.

As dificuldades devem ser combatidas com uma mudança de mentalidade nas empresas, segundo a avaliação do gerente de Processos de Inclusão da Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência (Avape), Flávio Gonzalez. "Hoje a gente fala de inclusão como uma via de mão dupla. A pessoa tem que fazer um esforço, se qualificar, tem que se preparar. Mas o meio também precisa se modificar".

Gonzalez explica que as pessoas com deficiências mais leves e melhor capacitadas já foram absorvidas pelo mercado. Por isso, segundo ele, existe a necessidade de um esforço maior por parte dos empregadores para conseguirem preencher as cotas estipuladas na lei. “Temos que encontrar as pessoas que estão disponíveis e ajudar essa pessoa a entrar no contexto da empresa e ser produtiva, a partir de algumas mudanças na empresa”.

Entre os pontos que precisam ser trabalhados nos programas de inclusão das empresas, Gonzalez destaca o oferecimento de capacitação e facilidades de acesso. Além disso, ele aponta a importância da ousadia e criatividade para aproveitar pessoas que não são habilitadas para determinadas funções. "Todo mundo sai procurando as mesmas pessoas. Isso inflaciona o mercado para alguns tipos de deficiência. 70% das pessoas [com deficiência] têm deficiência intelectual, só que apenas 3% das vagas são para pessoas com deficiência intelectual".



Portal Exame
São Paulo, 14/04/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 15/04/2010

Conscientização da Luta dos Direitos da Pessoa com Deficiência em Mesquita

Coordenadoria dos Direitos da Pessoa com Deficiência realizará, no dia 19 deste mês a a Semana Municipal da Conscientização da Luta dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

Da Redação

A Coordenadoria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, CORDEF, que faz parte da Secretaria de Mobilização Social e Integração Governamental - SEMOSIG -, realizará a partir do dia 19 de abril, a Semana Municipal da Conscientização da Luta dos Direitos da Pessoa com Deficiência, na Sala Popular Zelito Viana.

Com o início previsto para às 14h, o encontro reflete os avanços na Legislação Municipal, Estadual e Federal para a categoria. Durante a semana, os convidados participarão de uma exposição de artistas plásticos e artesanatos. Além disso, uma homenagem será concedida a pessoas que se destacam na luta de pessoas com deficiência.

O evento conta também com a organização do Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência de Mesquita - COMDEF -, órgão criado em 2005 que representa as pessoas com deficiência junto a Prefeitura de Mesquita.

A Sala Popular de Cinema Zelito Viana fica na Rua Arthur de Oliveira Vecchi, 120, centro.


Site da Baixada
Mesquita, 14/04/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 15/04/2010

Sexualidade, HIV/aids e deficiência

Amankay - Instituto de Estudos e Pesquisas convida entidades e associações para conversa sobre o tema em São Paulo.

Convite

O Amankay Instituto de Estudos e Pesquisas, em parceria com a Casa de Cultura do Itaim Paulista da Prefeitura de São Paulo e a Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência (Avape) têm o prazer de convidar você para uma conversa sobre as ações que sua entidade, associação ou o conselho de direitos da sua região estão desenvolvendo nas áreas da sexualidade, HIV/aids e deficiência.

Data: 14 de abril de 2010
Horário: 13h00 às 17h00
Local: Casa de Cultura do Itaim Paulista – Rua Barão de Alagoas, 340
Vagas: 40 vagas


Inscrições gratuitas

Haverá intérprete de Libras

Essa reunião faz parte do projeto "Ações e reflexões sobre AIDS e deficiência: diferentes vozes", desenvolvido pelo Amankay, com o apoio do Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS (Coordenação Estadual DST/AIDS da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.

Vamos envolver serviços especializados do Estado e do Município de São Paulo, os conselhos de Saúde, de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, os conselhos Tutelares, de Defesa da Criança e do Adolescente, as secretarias da Educação e Promoção Social, além de universidades, meios de comunicação e outros formadores de opinião.

Participe da formação de um processo participativo na cidade de São Paulo.

Venha construir um ambiente acolhedor no qual pessoas soropositivas, pessoas com deficiência e interessados em geral troquem informações, experiências e vivências que contribuam para a prevenção e a assistência.

Os resultados dessa reunião serão apresentados e discutidos num grande seminário previsto para junho, ao qual você não pode faltar.

Faça sua inscrição apenas pelo e-mail *aids*deficiencia@gmail.com.

As inscrições serão aceitas por ordem de chegada.


Inclusive
São Paulo, 14/04/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 15/04/2010

Mais pior de ruim

"Faz parte da natureza humana ser o vencedor nas glórias ou nas desgraças"

Fábio Adiron

Conversa típica de bar, mas também pode ser na cozinha de qualquer casa quando a família se reúne.

Basta alguém contar um "causo" qualquer para outro, logo em seguida, contar algo do mesmo estilo que seja melhor ou maior. Alguém conheceu um homem que pesava 120kg? Isso não é nada, o colega ao lado ou a prima já conheceram um de 150kg.

Quando o causo é alguma coisa ruim ou alguma desgraça, sempre vai ter alguém com a história de uma tragédia maior. Vence sempre o "mais pior de ruim". Faz parte da natureza humana ser o vencedor nas glórias ou nas desgraças.


Quem tem a maior desgraça?

Na comunidade que cerca as pessoas com deficiência não é diferente. A deficiência do meu filho sempre será mais grave que a do vizinho. O menino com dificuldade de aprendizagem de um professor sempre será muito mais complicado que o do outro.

Nesse caso, a vitória está com quem sofre mais por sua situação. Sua vida é difícil? A minha é muito pior.

Claro que isso embute uma estratégia muito conveniente, seja para os pais, seja para os professores.

Quando a inclusão daquela criança muito problemática funciona, pais e professores podem cantar suas glórias de como superaram uma situação tão adversa quanto as suas.

Quando não funciona, sempre estão protegidos pela comiseração que provocaram em relação a si mesmos. Se foram derrotados é porque as circunstâncias eram complexas demais para qualquer pessoa.

Dificilmente a gente ouve alguém dizer que não acha sua vida difícil. Que o desafio que tem pela frente é superável e, caso não consiga fazer algo, que não existe ninguém para culpar além dele mesmo.

É mais fácil se livrar de qualquer responsabilidade quando se erra e receber os louros quando se acerta.

Enquanto trabalharmos a inclusão de pessoas com deficiência como um fardo insuportável de carregar nunca chegaremos a lugar nenhum.

Continua sendo uma questão de atitude.


Xiita da Inclusão
13/04/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 15/04/2010

IV SEMINEDI - Seminário Internacional de Educação Inclusiva 2010

Seminário acontecerá nos dias 15 e 16 de abril, em São Paulo.

Da Assessoria

O SEMINEDI 2010 - Seminário Internacional de Educação Inclusiva 2010, tem como objetivo levar aos participantes possibilidades teórico-práticas em educação inclusiva, discutindo o tema na perspectiva da Convenção sobre os Direitos das Pessoas Com Deficiência. Em seu artigo 24, este documento garante o direito aos sistemas e processos educacionais a pessoas com deficiência, bem como o acesso aos diferentes meios e modos de comunicação com o objetivo de possibilitar a plena participação e desenvolvimento de potencialidades em igualdade de condições.

Pensando nessa perspectiva, o SEMINEDI 2010 traz palestrantes internacionais e nacionais que contribuirão com a construção e consolidação das ações em inclusão educacional no Brasil. Teremos a possibilidade de avaliar os 15 anos da Declaração de Salamanca, a resolução Iniciativa 24 construída na Conferência Mundial sobre Educação Inclusiva - outubro 2009, levantarmos questionamentos e buscarmos soluções coletivas para o tema da educação inclusiva.


Horário

Pré-Temário - 15 de abril de 2010
13h30 às 14h00
Abertura da Secretaria, entrega de material e novas inscrições.

14h00 às 14h30
Solenidade de Abertura do SEMINEDI.
Bárbara Kirchner – Superintendente da Associação 3IN.
Cássio Clemente – Presidente da APAE de São Paulo.
Izabel Maria de Loureiro Maior - Subsecretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência - CORDE - SEDH.
Jose Roberto Sevieri – Diretor do Grupo CIPA.

14h30 às 16h00
Conferência: Educação para todos: a convenção sobre os direitos das pessoas com deficiência.
Conferencistas: Izabel Maria de Loureiro Maior - Subsecretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência - CORDE - SEDH.
Joelson Costa Dias – Ministro do TSE.
Mediadora: Laís Figueiredo Lopes - Advogada, Assessora Jurídica da Associação 3 IN.

16h00 às 17h30
Conferência: PANORAMA DAS POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS: A EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO BRASIL E AMÉRICA LATINA.
Conferencista: Claudia Dutra - Secretária de Educação Especial do Ministério da Educação.
Claudia Grabois - Diretora do Instituto.
Helena Antipoff da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (Orgão responsável pela educação especial no município e pela elaboração e implementação das políticas públicas de educação especial na perspectiva da educação inclusiva). Presidente da Federação Brasileira das Associações de Síndrome Down-FBASD. Membro da Comissão de Políticas Públicas do CONADE-SEDH. Coordenadora da Rede Inclusiva de Direitos Humanos-mobilização social e oficinas de educação em direitos humanos para escolas e instituições. Diretora da Inclusão Social da FIERJ. Orientação e assessoria - inclusão, acessibilidade, direitos das pessoas com deficiência, direitos humanos. Membro do debate inter-religioso e da Câmara Técnica Rio contra homofobia pela FIERJ.
Mediadora: Regina Barros Mercúrio.

17h30 às 18h30
Conferência: EXPERIÊNCIAS DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA NOS SISTEMAS DE ENSINO.
Conferencistas: Virginia Marino – Responsável pela Educação Especial no Municipio de São Bernardo do Campo - SP.
Representantes da Escola Gilberto Jorge – Porto Alegre – RS.
Adriana Longoni Moreira - Licenciada em Educação Física, Especialista em Gestão da Educação e Mestre em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Professora dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental atua como Professora Referência no Projeto de Docência Compartilhada da EMEF Gilberto Jorge Gonçalves da Silva em Porto Alegre/RS. Tem experiência em pesquisa com ênfase na formação de professores da escolarização inicial.
Suzana Moreira Pacheco - É pedagoga, mestre e doutoranda em Educação pela UFRGS; professora do curso de Pedagogia e cursos de especialização do Unilasalle/Canoas. Orientadora Educacional da EMEF Gilberto Jorge G. da Silva em Porto Alegre/RS; Tem experiência de ensino e pesquisa em Educação Popular, com ênfase em Alfabetização e Educação Inclusiva.
Mediadora: Martinha Clarete Dutra dos Santos - Diretora de Política de Educação Especial - Brasília - DF.


Horário

Pré-Temário - 16 de abril de 2010

14h00 às 15h30
Conferência:EDUCAÇÃO PARA TODOS: MOVIMENTOS SOCIAIS E AS FAMÍLIAS
DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA.
Conferencistas : Prof. Miguel Lopes Melero Luis Fernando Astorga.
Mediador: Fábio Adiron - Membro do Fórum Permanente de Educação Inclusiva, pai de pessoa com deficiência

15h30 às 17h00
Conferência: EXPERIÊNCIAS DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO TERCEIRO SETOR.
Conferencista: Marília Costa – Gerente Técnica da APAE de São Paulo Professora Mara Sartoreto - Associação de Familiares Amigos do Down –Cachoeira do Sul – RS.
Mediador: Naira Rodrigues - Coordenadora Geral da Associação 3 IN.

17h00 às18h00
Conferência: DA ESCOLA DOS DIFERENTES PARA A ESCOLA DAS DIFERENÇAS:
EDUCAÇÃO PARA TODOS.
Conferencista: Maria Teresa Eglér Mantoan - Doutora em Educação - Professora dos cursos de Graduação e de pós graduação da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP.
Mediador: Liliane Garcez - Coordenadora da Àrea de Educação da APAE de São Paulo.
Naira Rodrigues - Coordenadora Geral da Associação 3 IN.

18h00
Encerramento e apresentação cultural.


Informações Gerais

Os inscritos deverão comparecer a partir das 13h30 na secretaria do evento para retirada de material e novas inscrições. Reservamo-nos o direito de alterar o pré-temário para a confecção do temário oficial.

Não serão aceitas desistências de inscrições. No entanto, as mesmas podem ser transferidas para outras pessoas mediante prévia comunicação por escrito.

Para emissão de 2ª via do crachá será cobrado R$ 100,00.


Data e local
15 e 16 de abril de 2010.
Centro de Exposições Imigrantes.
Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 - São Paulo - SP.


Pacin Eventos
São Paulo, 13/04/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 15/04/2010

Ciclo de palestras sobre deficiência mental e sexualidade

As palestras ocorrerão no SESC Pinheiros, em todos os sábados entre os dias 17 de abril e 8 de maio e irão abordar temas diversos relacionados à sexualidade da pessoa com deficiência mental.

Ieda Maria de Resende

Sexualidade e deficiência mental

Reflexão a respeito da sexualidade de pessoas deficientes mentais, discutindo seus estereótipos sociais, as percepções expressas por familiares, o debate entre pesquisadores e informações significativas sobre o tema. Além da importância do assunto em sua particularidade, a sexualidade dos deficientes mentais será abordada a partir de uma perspectiva mais ampla, relacionada não unicamente ao ato sexual, mas também ao desenvolvimento afetivo e a capacidade de relacionamento e a adequação à sociedade. Com Francisco B. Assumpção Jr., psiquiatra infantil, professor livre Docente pela Faculdade de Medicina da USP, prof. associado do Instituto de Psicologia da USP.

17 de abril, sábado, 16h às 17h30.


Deficiência como fruto do desenvolvimento humano precário

Palestra sobre a deficiência mental ou comportamental como decorrência de um desenvolvimento atípico, causado pela falta de sociabilidade. A reflexão terá como suporte a analise do filme "O enigma de Kaspar Hauser" (Werner Herzog) - próprio para discutir questões em torno do sexo da sexualidade em seres falantes, que criaram em torno da corte erótica ritos bem particulares. Toca-se em uma questão de não deixa de portar certa radicalidade a desnaturalização do jogo sexual. Com Durval Mazzer Nogueira Filho, psicanalista, mestre e psiquiatria, autor de "Sexo ou Sexualidade, a visão da psicanálise, toxicomanias, psicanálise & medicina, além de artigos em revistas da área.

24 de abril, sábado, 16h às 19h.


"Muito além do jardim" mais normal que o normal?

Tendo como base o filme "Muito além do jardim" (direção de Hal Ashby), a partir da observação da personagem Chanca - que apresenta dificuldade na percepção e no colocar-se no lugar do outro, distúrbio conhecido como Teoria da Mente -, serão analisados os conceitos de normalidade e anormalidade, à luz da reflexão sobre a sexualidade das pessoas deficientes. Com Francisco B. Assumpção Jr., psiquiatra infantil, professor livre Docente pela Faculdade de Medicina da USP, prof. associado do Instituto de Psicologia da USP.

01 de maio sábado, 16h às 19h


Paralisia cerebral e sexualidade

Como a sociedade pensa o deficiente um ser assexuado? O que fazer do desejo e da paixão de quem se encontra "cimentado e algemado" a um corpo que não domina? Como desejar se interditado de sonhar, planejar, expressar, explorar de corpo (e alma)? Mas não é justamente na impossibilidade e na interdição que o desejo e a paixão se oferecem mais viscerais e mais pusáteis? Essas entre outras questões serão abordadas tendo como base o filme "Gaby - uma história verdadeira" (Luiz Mandocki). Com Evelyn Kuczynski, psiquiatra da infância e da adolescência, doutora pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, pesquisadora voluntária do Projeto de Distúrbios do Desenvolvimento do Instituto de Psicologia da Univerdade de São Paulo, psiquiatra da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de São Paulo.

8 de maio, sábado, 16h às 19h


Sala de oficinas, 2º andar.
Inscrições gratuitas na sala de leitura, 2º andar ou pelo telefone (11) 3095-9400.

SESC Pinheiros, Rua Paes Leme, 195.



SESC Pinheiros
São Paulo, 13/04/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 15/04/2010

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Parquinhos devem ter brinquedos adaptados a pessoas com deficiência

Objetivo do projeto é permitir a socialização das crianças com deficiência junto com as demais. Iniciativa deve valer para todo o País.



A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou recentemente a exigência de que playgrounds e parquinhos de todo o País tenham brinquedos adaptados para crianças com deficiência. A medida é prevista no Projeto de Lei 3750/08, da deputada Sueli Vidigal (PDT-ES).

Na opinião da relatora, deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP), o projeto vai permitir a socialização das crianças com deficiência junto com as demais. "A inclusão social da pessoa com deficiência demanda prioridade no planejamento e execução de políticas públicas", afirma.

Milhões de deficientes

De acordo com a deputada dados do último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizado em 2000, mostram que 14,5 % da população brasileira tem alguma deficiência. "Isso representa cerca de 24,5 milhões de pessoas", calcula.

Pelaes lembra ainda que, hoje, a maioria dos parques públicos não são adaptados para as crianças com deficiência. "Em muitos casos, essas crianças não podem nem contar com a ajuda dos pais porque muitos dos brinquedos não são acessíveis aos adultos", acrescenta.

Tramitação


A proposta segue para análise conclusiva das comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.



Fonte: Agência Câmara

Publicada em 13 de abril de 2010

Matéria postada no blog da APNEN: 14/04/2010










Proposição: PL-3750/2008

“Sentinelas da Inclusão” capacita alunos da rede de ensino para lidarem com colegas com deficiência

Edição 2010 recebe apoio ainda mais da Secretaria de Educação. No total 40 alunos serão capacitados.


Mais uma etapa do Projeto Sentinelas da Inclusão foi lançada recentemente, no Colégio Dom Bosco, em Araxá (MG). O projeto, iniciado em 2008, foi idealizado pela Fundação de Assistência à Pessoa com Deficiência (FADA) e este ano contará com apoio mais amplo da Secretaria Municipal de Educação, que somará forças na causa da inclusão dos alunos com deficiência na escola e sociedade como um todo.

A diretora administrativa da FADA, Maria da Conceição Aguiar Santos, a Cota, destacou que o projeto surgiu para dar apoio nas escolas aos alunos com deficiência visual e auditiva, visando a capacitação de alunos “normais” em Braille e Linguagem Brasileira de Sinais (Libras). Segundo ela, serão oito escolas participantes e 40 alunos do 5º ao 9º anos capacitados.

“Estes alunos serão agentes multiplicadores que proporcionarão o melhor relacionamento da comunidade escolar e de toda a sociedade com os coleguinhas com deficiência”, diz. De acordo com Cota, as parcerias proporcionarão o aprimoramento do projeto. “Este ano contamos com a parceria ainda mais efetiva da Secretaria Municipal de Educação, o que proporcionará a melhoria de tudo que nós idealizamos. Temos também o apoio do Colégio Dom Bosco que cederá sua estrutura para realização das aulas e de empresas que apóiam na contratação de instrutores.” Cota destacou que a importância do projeto se dá pelo fato de que a alfabetização e a escolaridade estão diretamente ligadas à inclusão das pessoas com deficiência.

A secretária de Educação, Giovana Maria Mesquita de Paula Guimarães, explica que fornecerá toda a estrutura e apoio pedagógico para a realização do projeto. “Este é o segundo ano de parceria, este ano nós intensificamos porque este projeto é de um impacto social extremamente positivo. Nossos alunos saem monitores das ações de inclusão, pudemos ver através do relato do CAIC que eles estão vivenciando o que aprenderam nos cursos de capacitação”.

Este ano haverá um aumento de turmas participantes, já que as escolas estaduais foram incluídas no projeto. “É muito bom vermos este projeto sendo ampliado, pois teremos mais alunos capacitados no próximo ano, para que a inclusão de fato aconteça prioritariamente dentro da rede escolar. São os primeiros passos que damos para uma inclusão, porque ainda nós fazemos muito pouco enquanto sociedade. Mas sabemos que levar essa inclusão para dentro da escola é muito importante, porque assim ela se torna natural e retorna para dentro da família. Por tudo isso, seremos cada vez mais parceiros destas ações, dentro das nossas possibilidades e com muita vontade. Temos a satisfação de contarmos com outros grandes parceiros, como o Ministério Público, na pessoa da Dra. Mara, o Legislativo, por meio da vereadora Edna Castro, e da diretora do Colégio Dom Bosco, Edna”, disse Giovana.

Fonte: Jornal Araxá
Publicada em 13 de abril de 2010

Matéria postada no blog da APNEN: 14/04/2010

terça-feira, 13 de abril de 2010

Campinas (SP) inicia fiscalização de vagas para idosos e pessoas com deficiência

A cidade contará, até o final do ano, com 150 vagas para idosos e outras 50 destinadas a pessoas com deficiência. O motorista que estacionar seu veículo indevidamente está sujeito à multa de R$ 53,20, com 3 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).



A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC), de Campinas (SP), iniciou na semana passada a fiscalização do respeito às vagas de estacionamento destinadas a idosos e pessoas com deficiência no sistema viário municipal.

www.vidamaislivre.com.br- Publicada em 12 de abril de 2010

Matéria postada no blog da APNEN: 13/04/2010
O trabalho é realizado diariamente por 40 agentes da Mobilidade Urbana (somados todos os turnos de trabalho). A EMDEC destaca, no entanto, que não há uma equipe específica para esta fiscalização. A partir de agora, o agente acrescenta o olhar para o respeito a esse tipo de vaga ao seu dia a dia.

A ação de fiscalização começa depois de amplo trabalho educativo realizado pela EMDEC durante o mês de março, com a abordagem dos motoristas nos principais cruzamentos da região central e nos pontos onde as vagas foram implantadas. O tema também foi divulgado intensamente por meio de matérias na Imprensa e nos portais da Prefeitura e da própria EMDEC.

Além disso, a divulgação do tema foi unificada e vem sendo feita em conjunto com outros 24 municípios da região. São eles: Amparo, Artur Nogueira, Bragança Paulista, Campinas, Capivari, Cosmópolis, Engenheiro Coelho, Holambra, Hortolândia, Itatiba, Jaguariúna, Louveira, Monte Mor, Nova Odessa, Paulínia, Pedreira, Santa Bárbara D´Oeste, Sumaré, Valinhos, Vinhedo, Várzea Paulista, Americana, Indaiatuba e Santo Antônio de Posse.

O motorista que estacionar seu veículo indevidamente em uma das vagas comete uma infração leve e está sujeito à multa de R$ 53,20, com 3 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

As vagas

De acordo com a EMDEC, a cidade contará, até o final do ano, com 150 vagas para idosos e outras 50 destinadas a pessoas com deficiência.

No momento, a cidade disponibiliza 70 vagas, que se concentram na região central e estão implantadas próximas a grandes pólos geradores de tráfego, como a Prefeitura e a Câmara de Vereadores, hospitais, postos de saúde, Igrejas, Mercado Municipal, Poupatempo, INSS, 1º Distrito Policial, Fórum e áreas de lazer.

Uso das vagas

De acordo com as resoluções 303 e 304 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), os veículos estacionados nas vagas reservadas devem ter a credencial exibida no painel, com a frente voltada para cima. A credencial de vaga especial é padronizada e tem validade em todo o território nacional.

Em Campinas, o cadastro deve ser feito junto à EMDEC, por meio do site www.emdec.com.br. A credencial é entregue em até sete dias e, até o momento, 5.315 pessoas já se cadastraram, sendo 4.725 idosos e 690 pessoas com deficiência.

Crianças com deficiência ganham transporte especial em São Paulo

Serviço Ligado é um convênio entre a Secretaria de Estado da Educação e a EMTU/SP e atende às pessoas com deficiência, na modalidade porta a porta.


A Secretaria de Estado da Educação assinou na semana passada um convênio com a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU/SP) para a criação do Serviço Especial de Transporte Conveniado - "Ligado". O novo serviço visa atender às pessoas com deficiência, na modalidade porta a porta.

Nessa primeira fase transportará alunos autistas que frequentam as escolas da rede estadual de ensino e entidades assistenciais como a Associação Amigos dos Autistas (AMA) e Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD). Serão 400 pessoas transportadas entre alunos e acompanhantes até o segundo semestre deste ano.

A ideia é prestar atendimento às pessoas de programas de governo municipal e estadual ligados às áreas da educação, saúde, cultura e lazer, por meio de contrato firmado diretamente com a EMTU/SP. Na primeira etapa o serviço, operado por 52 micro-ônibus, será executado pelos motoristas autônomos credenciados na Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos e que têm o Certificado de Registro de Operação.

Política de acessibilidade

O convênio firmado com a Secretaria de Estado da Educação vem ao encontro da política de acessibilidade da EMTU/SP, que conta com vários serviços e projetos para propiciar às pessoas com deficiência e mobilidade reduzida transporte e deslocamentos seguros e eficientes. O processo de concessão das linhas intermunicipais metropolitanas na Região Metropolitana de São Paulo viabilizou um aumento substancial de ônibus adaptados para as pessoas com deficiência, uma exigência do edital na concorrência pública que também será feita da região do ABC e nas Regiões Metropolitanas da Baixada Santista e de Campinas. Em São Paulo, já operam mais de 1.000 ônibus adaptados para transportar as pessoas com deficiência, o equivalente a 21% do total de veículos do transporte metropolitano.

Gratuidade e conforto

Há também o benefício da Carteira de Identificação do Passageiro Especial que garante a esses usuários a isenção do pagamento da tarifa nas linhas intermunicipais metropolitanas. Neste ano, 45 mil pessoas utilizam a carteira, considerando as três Regiões Metropolitanas de São Paulo (São Paulo, Baixada Santista e Campinas). Particularmente em São Paulo, há uma parceria com o Consórcio Metropolitano de Transporte que criou o BOM Especial, um cartão eletrônico que facilita a mobilidade dos usuários que podem passar pela catraca e utilizar os bancos reservados na parte traseira do ônibus.

Inclusão social

Nas unidades do Centro de Inclusão Social do Passageiro Especial (CISPE) das três Regiões Metropolitanas, onde é obtido o benefício da gratuidade, os interessados também têm acesso aos programas propostos pela Associação para a Valorização e Promoção de Excepcionais (AVAPE) de capacitação e reciclagem profissional, recrutamento e seleção e reabilitação clínica, graças a uma parceria com a EMTU/SP.

Acessibilidade

A garantia da acessibilidade aos passageiros especiais e com mobilidade reduzida também está prevista no plano de Expansão do Transporte Metropolitano do Governo do Estado, que prevê investimentos de R$ 20 bilhões até 2010, por intermédio da Secretaria dos Transportes Metropolitanos.

No sistema sobre pneus, a EMTU/SP está desenvolvendo o projeto para a adequação dos nove Terminais de Integração e das 110 paradas do Corredor Metropolitano ABD (São Mateus - Jabaquara), construído em 1988. A proposta inclui, também, o Terminal Metropolitano de Cotia.

Os estudos prevêem o levantamento detalhado dessas áreas para instalação de dispositivos que facilitem e proporcionem segurança nos deslocamentos das pessoas com deficiência, como elevadores, rampas, corrimãos, piso podotátil, comunicação visual, adaptação de banheiros e de bloqueios e telefones públicos acessíveis.

Frota e passageiro especial

Em São Paulo, também está em estudo a melhor utilização da frota adaptada existente no sistema de transporte, de forma a atender de forma eficiente os passageiros que necessitam desses ônibus nos seus deslocamentos. Os trabalhos envolvem o levantamento cadastral dos usuários registrados no CISPE da EMTU/SP, os horários e as viagens (origem e destino) que fazem regularmente. Com essas informações será possível colocar a frota adaptada para as pessoas que precisam utilizá-la, no local e hora mais adequados.

Fonte: EMTU/SP. Publicada em 12 de abril de 2010
Matéria postada no blog da APNEN: 13/04/2010

Tenista com síndrome de Vater é exemplo de superação na Copa Itaú

O atleta Marcus Vinícius Jaszczerski provou que não há barreiras para a prática do tênis.

Diana Gabanyi

Motivação, coragem e superação foram algumas das características que marcaram a disputa da categoria 14 anos da Copa Itaú de Tênis Escolar e Universitário realizado no fim de semana, no Paraná. O torneio que aconteceu nas quadras do Clube do Tênis, em Pinhais, região metropolitana de Curitiba, contou com a presença do tenista Marcus Vínicius Jaszczerski (Ágape), portador da síndrome de Vater. O tenista que há dois pratica tênis mostrou em quadra garra, determinação e perseverança chegando a emocionar e surpreender a todos que o assistiam na partida. Na disputa, Jaszczerski perdeu para o adversário José M.Hillani (Positivo) pelo placar de 6/1 6/3, mas o resultado foi o que menos importou. "Valeu muito a experiência deste jogo, pois me senti mais motivado para continuar jogando o tênis e foi muito bacana ver a platéia aplaudindo", comenta.

O tenista fala como foi o despertar para a prática do esporte. "Sempre gostei muito de assistir as partidas de tênis, por isso fiz a escolha dessa modalidade". Por seu próprio interesse Jaszczerski, que treina na Marco Silva Academia, decidiu fazer a sua inscrição e disputar o seu primeiro torneio. "Fiquei sabendo da Copa Itaú por meio de um colega, daí fui me informar de como seria a realização e acabei me inscrevendo". Segundo o tenista, o evento foi um marco em sua vida. "Agradeço a oportunidade de fazer parte dos atletas da Copa Itaú, pois este foi um momento muito especial. A partir desta chance, de disputar um torneio grande, decidi que vou me dedicar e focar muito mais no tênis, até me profissionalizar".


Marcus Vinicius em seu jogo na Copa Itaú
Além de sua motivação pessoal, o atleta conta com o apoio dos pais o dentista Marco Aurélio Pereira Jaszczerski e a veterinária Deise Cristiane Ferronato. "O Marcus Vinicius é um motivo de grande incentivo para as outras crianças. Depois desta competição, foi ele que nos mostrou que não há limitações para a prática do esporte", revela Deise.

Segundo a mãe do atleta atividades físicas sempre fizeram parte de sua rotina. "Desde pequeno sempre incentivamos a prática do esporte mostrando para o Vinícius que tudo era possível. Além do tênis, ele já praticou outras modalidades, como o futebol, onde jogou por cinco anos, o judô, o vôlei e o frescobol, que foi a atividade inspiradora para o tênis. Fora essas atividades o tenista ainda dispõe de um tempo para tocar bateria.

Deise também ressalta o quanto é importante a prática do esporte como porta para a integração social dessas crianças. "Depois que o meu filho iniciou suas atividades esportivas, adquiriu mais amigos e ficou mais confiante", diz. Ela ainda pondera que há muitas falhas na socialização das crianças com algum tipo de deficiência, devido à falta de apoio e de estrutura. "O que mais motiva essas crianças são os incentivadores, e é exatamente isso que falta", completa.

Assessoria de Imprensa Try Sports
Curitiba, 12/04/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 13/04/2010

Existe um mouse para o pé

Tecnologia é desenvolvida para facilitar o uso de computadores por deficientes físicos.

Da Redação

Como seria trabalhar num mundo totalmente informatizado sem mobilidade nas mãos ou mesmo sem elas? A designer Liu Yi pensou sobre o assunto e encontrou uma solução para o problema: um mouse óptico para os pés.

O formato lembra um pouco o de chinelo de dedos, mas é perfeitamente ajustado à anatomia de cada pé. Basta encaixar uma tira central entre os dedos e mover o mouse exatamente como você faria com as mãos. Até os botões direito e esquerdo estão na mesma posição do mouse tradicional de mão. E devem ser pressionados com o dedão e o segundo dedo.

Parece complicado demais? Segundo o Blog Gadget Lab, da Revista Wired, ao contrário do esperado, o mouse é muito fácil de usar e obedece bem aos comandos. Ele só tem um pequeno problema: não é lavável - é, você vai ter que aturar um mouse com chulé.


Revista Galileu
12/04/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 13/04/2010

A arte de driblar limitações

Governo deve pagar indenização a portadores da síndrome causada por remédio tomado por gestantes.

Daniel Cardoso e Sílvia Lisboa

As vítimas da talidomida, remédio contra enjoo e insônia na gestação que provocou o nascimento de três gerações de bebês com malformações, esperam para este ano o pagamento, pelo governo federal, da indenização moral que garantirá uma velhice com menos limitações.

A reparação chega 50 anos depois do nascimento da primeira criança com a síndrome, caracterizada por deixar braços e pernas encurtados e juntos ao tronco. A quantia, que varia de R$ 50 mil a R$ 400 mil – a lei foi sancionada pelo presidente Lula em janeiro –, ainda não chegou, mas ajuda a reparar uma injustiça principalmente para aqueles que, por causa das malformações físicas, não conseguiram se tornar independentes dos pais.

– O dinheiro não vai alterar o que sofremos, mas permite que consigamos viver melhor daqui para frente, quando a idade agrava os problemas que já temos – diz a artista plástica Isabel Felice, 47 anos, uma das cerca de 200 portadoras da síndrome no Estado.

A droga foi usada indiscriminadamente entre 1957 e 1965, quando provocou a primeira onda de danos. Muitas das vítimas da talidomida, como Gustavo Diefenthaeler, passaram a infância e a adolescência submetendo-se a cirurgias em hospitais:

– Meu pai gastou muito dinheiro tentando ajudar a melhorar minha condição física. De certa forma, esse dinheiro ajuda a custear, anos depois, o que foi gasto no tratamento.

Quem nasceu com as sequelas do medicamento, ainda hoje usado para tratar doenças como hanseníase, lúpus e aids, teve de se adaptar a um mundo hostil às diferenças. Fabiana Paim Broglio, 47 anos, desenvolveu uma série de habilidades para compensar os braços que não ultrapassam 20 centímetros e a falta de alguns dedos. Aprendeu a ler e a escrever aos quatro anos, ainda engessada após uma cirurgia para ampliar a mobilidade da mão direita, e a cozinhar, usando colheres mais longas. Para não forçar a coluna, aumentou a altura das bancadas em casa. O carro foi adaptado há seis anos.

– Não esperei que o mundo se adaptasse a mim. Eu me adaptei a ele. Com força de vontade, aprendi a ler e a escrever em dois meses. Sempre busquei viver o que eu sou – conta a empresária, formada em Administração, Ciências e Matemática.

"Deus me deu o suficiente"

O fato de não ter condicionado sua vida à deficiência física lhe trouxe benefícios. Fabiana alcançou a independência ainda na adolescência, se mantém magra e sem dores nas costas. Quando conseguiu tirar a carteira de motorista, surpreendeu peritos e a médica convocados para avaliar o seu caso. Fez a prova sem cometer uma única falta:

– Ninguém acredita quando conto tudo o que faço. Sempre digo que Deus me deu o suficiente para viver. Agradeço muito pela indenização que virá. Fazia anos que estávamos lutando por isso.

Isabel Felice, mais conhecida pelo apelido de Tina, como assina as obras produzidas em seu ateliê na zona sul de Porto Alegre, também se forçou, desde pequena, a superar desafios. Além de ter os braços mais curtos, o cotovelo direito é atrofiado, impedindo que o membro se estique. Falta-lhe um dos polegares, e o outro é malformado, prejudicando a função de pinça executada pelos dedos, fundamental para atividades manuais.

Apesar de ser formada em Direito, área em que o trabalho lhe exigiria menos fisicamente, ela decidiu se dedicar à escultura e à pintura. Isabel produz obras de ferro de grandes dimensões expostas no Viaduto da Conceição e no campus central da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e pinta telas de três metros.

– Quando venci os concursos para essas obras públicas de escultura, passei quase dois meses soldando. Dias inteiros, sem que a deficiência fizesse qualquer diferença. Nunca esperei pelos outros, me tornei capaz pelo esforço. Minha cabeça comanda, e meus braços respondem da maneira que podem – diz.


Zero Hora
12/04/2010


Matéria postada no blog da APNEN: 13/04/2010

País tem apenas um médico para 31 mil deficientes mentais severos

Dados reconhecidos pelo Ministério da Saúde revelam o descompasso entre os recursos que o governo destina à saúde mental e a procura dos serviços pelos população.

Vinícius Tavares

Existe um pediatra infantil para cada grupo de 33.561 pessoas menores de 21 anos com transtornos mentais severos no Brasil. A constatação reconhecida pelo Ministério da Saúde foi tornada pública em caráter de denúncia pela Conselheira de Saúde e Diretora de Eventos do Movimento do Orgulho Autista Brasil, Maria Lúcia Gonçalves. Artista Plástica e avó de autista, ela participou de uma audiência pública na quinta-feira na Câmara dos Deputados para celebrar o Dia Internacional do Autismo, que foi comemorado no dia 2 de abril.

Maria Lúcia leu um manifesto no qual aponta uma série de deficiências no oferecimento de tratamento em saúde mental para os portadores de Transtorno de Desenvolvimento Global (TDG), também chamado de autismo. A militante enumerou uma série de demandas que deveriam ser atendidas pela administração pública e pela iniciativa privada. Segundo ela, existe um descompasso entre os recursos destinados pelo governo para a área de saúde mental e a procura por estes serviços por parte da população.

"Apenas 2% orçamento do SUS são destinados para a saúde mental enquanto que de 12 a 13% da população brasileira procura, pelo menos uma vez por ano, os serviços de saúde mental. Os números mostram que o assunto ainda não é uma prioridade para o Brasil", revelou.

A palestrante defendeu treinamento para que médicos e psiquiatras possam identificar o autismo em bebês e oferecer melhor tratamento médico a psiquiátrico. Maria Lúcia lembrou que os portadores de TDG também adoecem de doenças comuns e que precisam de atendimento médico e de medicamentos de uso contínuo, não só de psiquiatras.

Maria Lúcia reivindicou a criação de projetos de saúde ocupacional para o fortalecimento dos grupos de apoio à família e ajuda econômica às famílias e benefício de renda. De acordo com a conselheira, a validação, pela rede pública, do diagnóstico por parte de psicólogos é fundamental para que haja uma melhoria na qualidade de vida das crianças portadoras de TDG.

"Isto tudo custa dinheiro, senhores. Normalmente só de aceita diagnósticos feitos por psiquiatras e neurologistas. Mas os currículos dos cursos de psicologia já incluem o diagnóstico dos portadores. Isto deve ser considerado", ponderou a conselheira.

O Dia Internacional do autismo foi instituído, há três anos, pela Organização das Nações Unidas (ONU) para coincidir com a sexta-feira da Paixão. Outra data que celebra o movimento será comemorada no dia 18 de junho, que marca o Dia do Orgulho Autista.

Comentário SACI: O Dia Mundial da Conscientização do Autismo foi instituído pelo secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, no ano de 2007. A data não foi criada para coincidir com a paixão de Cristo, como citado na matéria. Coincidentemente, nesse ano, o evento caiu na sexta-feira da paixão.


Olhar Direto
Brasília, 12/04/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 13/04/2010