sábado, 8 de maio de 2010

Polícia indicia pai que usava o filho deficiente para arrecadar dinheiro

Jackson pedia dinheiro para ajudar no tratamento da criança, mas gastava toda a quantia recolhida em hotéis.

Da redação

A polícia indiciou nesta quarta-feira (05), Jackson Douglas Portella, acusado de explorar o filho, um menino de oito anos, com deficiência física e mental. Jackson pedia dinheiro para ajudar no tratamento da criança, mas gastava toda a quantia recolhida em hotéis.

Jackson, a esposa e os filhos ficavam hospedados em hotéis de luxo, de frente para o mar. Durante o dia ele ficava com a família no hotel e à noite saia com o filho deficiente para pedir dinheiro em restaurantes e só voltava de madrugada.

De acordo com a polícia, Jackson falava com as pessoas que precisava juntar dinheiro para levar o filho para fazer um tratamento em Cuba. No inquérito policial estão anexados recibos que mostram os gastos da família; entre as refeições, estão uma moqueca de camarão com badejo que custa R$ 69,00 e medalhão de filé mignon no valor de R$ 72,00. Já as diárias nos hotéis chegaram a R$ 370,00. Tudo era pago com o dinheiro arrecadado para o suposto tratamento do filho.

Em depoimento à polícia, Jackson disse que um único empresário doou R$ 5.000,00 para o filho e em pouco mais de um ano ele recebeu cerca de R$ 20.000,00 em doações.

Jackson foi preso há um mês, mas pagou fiança e foi solto. Ele vai responder por estelionato, apropriação indébita, por submeter o filho a constrangimento, e por usar o menino para incitar a misericórdia pública. Os dois filhos dele foram levados para um abrigo de Vila Velha e estão à disposição do juizado.


Gazeta Online
Vila Velha, 07/05/2010

Materia postada no blog da APNEN: 08/05/2010

CAE aprova isenção de IPI para deficiente auditivo comprar carro

A isenção já beneficia pessoas com deficiência física, visual e mental, além de autistas.


A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira (4) projeto que estende às pessoas com deficiência auditiva a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de carros para utilização no transporte autônomo de passageiros. A isenção já beneficia pessoas com deficiência física, visual ou mental, além de autistas.

O autor do projeto (PLS 14/08), senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), argumenta que a exclusão dos deficientes auditivos do benefício fiscal é discriminatória e que constitui dever do poder público amparar as pessoas que enfrentam dificuldades em competir, em igualdade de condições, com os demais cidadãos na vida econômica e social.

O relator, senador Gerson Camata (PMDB-ES), observou que aceitar a exclusão dos deficientes auditivos da isenção fiscal significaria concordar que o sentido da audição não tem nenhuma importância para o desenvolvimento da pessoa e sua integração na vida econômica e social.

Aprovado terminativamente pela CAE, o projeto deve seguir diretamente para a análise da Câmara dos Deputados, caso não haja recurso para sua votação no Plenário do Senado.



Jornal Jurid Digital
Brasília, 07/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 08/05/2010

Instituto não é obrigado a reservar vagas para portadores de deficiência acima do limite fixado por lei

Representantes do IFES alegaram afronta ao princípio de legalidade, já que a lei determina que o máximo de vagas reservadas para deficientes seja de 20%.



Da redação

A Advocacia-Geral da União (AGU) obteve, na Justiça, decisão favorável em Ação Civil Pública movida contra o Instituto Federal do Espírito Santo (IFES). O Ministério Público Federal (MPF) pretendia que a autarquia fosse obrigada a reservar vagas para portadores de necessidades especiais em todos os concursos públicos que realizasse, mesmo que para isso tivesse que exceder o limite previsto em lei, que é de no mínimo 5% e no máximo 20% das vagas oferecidas.

O MPF exigia, também, que o IFES fosse obrigado a nomear os candidatos portadores de deficiência aprovados no último concurso público realizado, e a reformular os editais dos concursos que estavam em trâmite. O juízo de primeira instância acatou esses pedidos.

Diante disso, a Procuradoria Regional Federal da 2ª Região (PRF2) e a Procuradoria Federal no Estado do Espírito Santo (PF/ES), representando o IFES, não concordaram com a condenação e recorreram da decisão, alegando que a lei 8.112/90 e o Decreto nº 3.298/99 estabelecem que o número de vagas para deficientes físicos em concurso público não pode ser menor que 5% nem maior que 20% do total de vagas oferecidas. Portanto ultrapassar esse percentual afronta o princípio da legalidade.

As procuradorias defenderam, ainda, que o percentual da população brasileira reconhecido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como portador de necessidades especiais é inferior a 20%. Portanto, reservar vagas em concurso público acima deste limite fere o princípio da isonomia, pois privilegia o grupo com o percentual desproporcional, lesando o direito da maioria não portadora de deficiência.

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) acolheu os argumentos da PRF2 e da PF/ES, dando provimento à apelação, por entender que a reserva de vagas para portadores de necessidades especiais se faz nos limites da lei e na medida da razoabilidade.

Na opinião da Procuradora- Chefe da PF/ES, Nanci Aparecida Carvalho, ficou claro que o IFES, em seus concursos, nunca teve a intenção de não reservar vagas para os portadores de deficiência ou oferecê-las além do limite legal. Finalizou afirmando que não cabe ao MPF decidir ou alterar critérios das políticas públicas brasileiras voltadas à inclusão social de pessoas portadoras de deficiência.

A PF/ES e a PRF2 integram a Procuradoria-Geral Federal (PGF), órgão da Advocacia-Geral da União (AGU).


Jornal Jurid Digital
07/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 08/05/2010

Portadores de Síndrome de Down têm indicação para receber vacina

Após dúvidas, avaliação técnica da coordenação estadual da campanha confirmou o direito desses pacientes à vacina.

Da redação

Os portadores de Síndrome de Down estão incluídos no grupo que tem indicação para receber a vacina contra Influenza A/H1N1, conforme esclarecimento da Secretaria da Saúde de Sorocaba. Embora não citados especificamente na lista de doenças crônicas definida pelo Ministério da Saúde, os portadores de uma alteração genética que sabidamente fragiliza o sistema de defesa do organismo contra doenças são imunodeprimidos e têm direito garantido à vacina.

A Vigilância Epidemiológica de Sorocaba informa que, como a Síndrome de Down não está especificada diretamente na lista das indicações para imunização, a vacinação desses pacientes gerou dúvidas no início da campanha. Procurada pela entidade Felicidade Down no início de abril, a equipe técnica da VE buscou a confirmação da indicação junto à Secretaria de Estado da Saúde, durante uma videoconferência realizada pelo Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP).

Após avaliação técnica da coordenação estadual da campanha, a confirmação de que os portadores de Síndrome de Down devem ser vacinados foi passada para o Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE-31) da Diretoria Regional de Saúde (DRS-16). Assim que o esclarecimento foi feito, a Vigilância Epidemiológica de Sorocaba emitiu um ofício para todos os trinta Centros de Saúde da cidade esclarecendo o assunto e orientando as equipes de atendimento.

Os portadores da Síndrome de Down de todas as idades devem ser vacinados. Para isso, basta comparecer a uma das unidades básicas de saúde da cidade e apresentar documento e a carteira de vacinação. A única contraindicação da vacina é para pessoas alérgicas à proteína do ovo.




Cruzeiro do Sul
Sorocaba, 07/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 08/05/2010

Programa que converte livros em textos digitais começa a beneficiar deficientes visuais em SC

Tecnologia permite que estudantes tenham acesso ao conteúdo das publicações.

Darci Debona

A estudante Raquel Gehm é uma das primeiras deficientes visuais de Santa Catarina a adotar em sala de aula o MEC Daisy, projeto do Ministério da Educação que converte livros em textos digitais adaptados.

Raquel Gehm é uma das primeiras deficientes visuais de SC a adotar em sala o MEC Daisy.
Na quarta-feira, a consultora do MEC, Elisete da Costa Vieira, esteve na Associação dos Deficientes Visuais do Oeste de Santa Catarina (Adevosc) para orientar os funcionários e associados sobre o uso do sistema.

Ela já passou por São José, na Grande Florianópolis, e nas duas próximas semanas estará em Orleans, no Sul do Estado, e na Capital.

O projeto permite que os estudantes com deficiência visual tenham acesso ao conteúdo dos livros didáticos. Raquel lembra que antes um livro impresso em braile tinha cerca de seis volumes, o que dificultava o manuseio.

Além disso, ela recebia os livros depois dos seus colegas, o que prejudicava os estudos. A única opção era prestar bem atenção ao que o professor falava.

- Sempre perdia alguma coisa - conta Raquel. Utilizando um notebook doado à Escola Estadual Marechal Bormann e o programa instalado, Raquel começou a utilizar o MEC Daisy em março.

Aos 18 anos e cursando o último ano do ensino médio, ela já pensa em prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no segundo semestre para tentar uma vaga na Universidade Federal da Fronteira Sul.

Para a diretora da Adevosc, Elci Lucachinski, foi importante o trabalho do Núcleo de Apoio Pedagógico e Produção em Braile, que já converteu para o programa alguns livros didáticos da escola.

A meta do MEC é que as pessoas que estão sendo capacitadas sejam multiplicadoras para que, em 2011, as escolas já estejam oferecendo a tecnologia aos alunos deficientes visuais.



Diário Catarinense
07/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 08/05/2010

Educação inclusiva ganha espaço na sala de aula regular

Inclusão das pessoas com deficiência foi motivo de comemoração no último dia 5, em Fortaleza.



Mariana Lazari

Aos poucos, o público foi chegando e a banda do Recanto Psicopedagógico, instituição sem fins lucrativos que atende pessoas com deficiência, começou a festa. A comemoração aconteceu na manhã de ontem, na escola Almerinda de Albuquerque, no São João do Tauape. A inclusão de pessoas com deficiência foi o motivo da celebração. Na escola, da rede municipal estudam nove alunos com algum tipo de deficiência. Todos em salas de aula regulares, integrados.

Ontem foi o dia "D" da educação inclusiva. A data visa sensibilizar a sociedade sobre a importância do acesso de alunos com deficiência à aprendizagem formal. Segundo a coordenadora de educação inclusiva da Secretaria Executiva Regional (SER) II, Valéria Cassandra Oliveira Lima, o dia é uma iniciativa para unir pessoas com deficiência à sociedade. "O dia -D- não é um dia estanque no calendário escolar. O motivo dessa sensibilização é chamar a atenção da sociedade pra dizer que eles podem trazer o filho pra escola, que muitas vezes fica em casa, tido como incapaz de aprender".

O coordenador do Ensino Fundamental e Médio da Secretaria Municipal de Educação (SME), Arlindo Araújo, explica que as escolas de Fortaleza se adaptam para receber estudantes especiais. "Foram criadas as salas de recursos multifuncionais, que são espaços onde é desenvolvido o Atendimento Educacional Especializado, o AEE. Até agora, são 52 salas reformadas e equipadas", afirma. O AEE, explica Valéria, é complementar ao ensino regular. Os estudantes, no turno em que não estão em sala, ficam no colégio fazendo atividades para o desenvolvimento intelectual, o que facilita o aprendizado em sala de aula.

Segundo a SME, mais de 2,5 mil alunos com deficiência intelectual e física estudam na rede municipal. Das 273 escolas, 47 são acessíveis, com rampas, elevadores, barras de seguranças e outras estruturas. "O percentual ainda é pequeno, mas se a gente for pensar historicamente, esse aluno estava ou em ambientes institucionais, próprios pra ele, ou em salas especiais, isolado, segregado. Hoje ele está dentro da escola, participa de todas as atividades, aprende como qualquer outra pessoa", diz Valéria.


O Povo
Fortaleza, 07/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 08/05/2010

Promotoria do Deficiente realiza vistorias em loja, cinema e Mercado do Peixe

Vistorias foram motivadas por denúncias recebidas pela promotoria.


A 11ª Promotoria de Justiça de Defesa da Pessoa com Deficiência e o Conselho Municipal de Defesa da Pessoa com Deficiência realizaram na tarde da última segunda-feira, 4, vistorias no Box Cinemas e loja Gabryella - ambos localizados no São Luís Shopping Center - e no Mercado do Peixe, no Anel Viário. O secretário adjunto de direitos humanos do Estado, Oduvaldo Santos Cruz, também acompanhou as inspeções.

As vistorias foram motivadas por denúncias recebidas pela promotoria. De acordo com as queixas, os espaços não estariam garantindo acessibilidade às pessoas com deficiência e dificuldades de locomoção.

No Box Cinemas, foram constatados alguns problemas. O primeiro deles é que os locais destinados a cadeirantes estão localizados, sempre, na primeira fila das salas, em posição muito baixa e próxima à tela, o que causa desconforto e, no caso de algumas deficiências, impede que o cadeirante consiga assistir aos filmes.

Os representantes do Conselho Municipal de Defesa da Pessoa com Deficiência também apontaram problemas relativos à sinalização das salas, em especial para as pessoas com baixa visão: o painel indicativo dos filmes na bilheteria tem letras pequenas e falta sinalização podotátil e visual adequada, tanto no hall de entrada quanto nas salas de exibição. Outra falha é a falta de um corrimão ou outra forma de apoio nas escadas que dão acesso às poltronas em todas as salas do cinema.

O gerente geral do Box Cinemas, Krisney Rafael Diniz da Costa, que acompanhou toda a inspeção, se colocou à disposição do Ministério Público e das entidades de defesa da pessoa com deficiência para discutir os problemas e encontrar soluções. Ele ressaltou que na abertura do complexo, todo o projeto foi aprovado por diversos órgãos, inclusive no que diz respeito à acessibilidade, mas que a empresa fará as adaptações necessárias para atender de maneira satisfatória as pessoas com deficiência.


GABRYELLA - A segunda vistoria foi realizada na loja Gabryella, também no São Luís Shopping. De acordo com a denúncia recebida pela promotoria de Justiça, o setor de pagamentos da loja estaria localizado no primeiro andar, como acesso apenas por uma escada. Na loja, foi constatado que o problema foi solucionado com a criação de um caixa exclusivo no andar térreo.

De acordo com a gerente Socorro Santos, sempre que há necessidade um operador se desloca para realizar o atendimento no caixa exclusivo. Apesar da solução apresentada, os representantes do conselho sugeriram melhorias na sinalização da loja, com adequação das placas às pessoas com baixa visão, o uso da nomenclatura correta e a utilização da sinalização direcional no piso da loja.


MERCADO DO PEIXE - Em processo de reforma, o Mercado do Peixe foi o local vistoriado que apresentou as piores condições de acessibilidade. Segundo o administrador do mercado, João Gama, já está prevista a construção de um banheiro exclusivo para cadeirantes, que deverá ser feito em breve. As rampas de acesso existem, mas precisam de melhorias como a colocação de corrimãos e sinalização.

O administrador falou das dificuldades em manter o Mercado do Peixe em condições de atender bem ao público, já que não há qualquer repasse de recursos públicos para isso. Diante dessa realidade, a administração realiza bingos e cobra pela utilização do banheiro como formas de garantir os recursos mínimos para a conservação do local.

Apesar da situação precária, Gama se comprometeu a buscar a correta adaptação do mercado às pessoas com deficiência, o que poderá ser feito já durante a reforma que está em andamento. O Conselho Municipal de Defesa da Pessoa com Deficiência e o secretário adjunto de direitos humanos irão marcar uma reunião com a Secretaria de Estado da Administração e Previdência Social, à qual o Mercado do Peixe está ligado, para que os problemas sejam discutidos.

Para o promotor de Justiça Ronald Pereira dos Santos, titular da 11ª Promotoria de Justiça de Defesa da Pessoa com Deficiência, ficou evidente a boa vontade dos responsáveis pelas empresas vistoriadas no sentido de garantir o correto acesso às pessoas com necessidades especiais. "Muitas vezes, esses problemas decorrem da falta de informação sobre o tema. Mas, quando há interesse e boa vontade, todas as questões podem ser facilmente resolvidas", ressaltou o promotor.

Os representantes do Mercado do Peixe, Lojas Gabryella e Box Cinemas participarão na próxima semana de uma reunião conjunta com o Conselho Municipal de Defesa da Pessoa com Deficiência na qual serão apresentados os problemas encontrados e discutidas soluções. Todo esse processo será acompanhado de perto pelo Ministério Público do Maranhão.



Jornal Pequeno
São Luís, 07/05/2010

Matéria postada no log da APNEN: 08/05/2010

Professores municipais participam de workshop sobre autismo

Promovido pela Secretaria Municipal de Educação, workshop foi ministrado por especialistas da FADA.

Da redação

Os professores da rede municipal de ensino participaram durante todo sábado (1/5) do Workshop sobre Autismo, promovido pela Secretaria Municipal de Educação e ministrado por especialistas da Fundação de Apoio e Desenvolvimento do Autista (FADA).

A diretora da instituição, Maria Lúcia Eboli, elogiou a preocupação em subsidiar formação aos professores sobre autismo e falou sobre o olhar atento que a Prefeitura de Cotia tem tido com a educação especial.


Workshop sobre autismo

Aproximadamente 40 professores da rede participaram do Workshop, trocaram experiências e tiraram dúvidas sobre a melhor maneira de desenvolver um trabalho adequado na educação especial. O evento foi promovido pelo Departamento de Educação Especial da Secretaria de Educação, que trabalha em prol da inclusão da criança e do adolescente especial. "Atender com excelência pessoas com Síndrome do Autismo, educar seus familiares e também profissionais da educação é uma prioridade da secretaria", afirmou a diretora do departamento de educação especial de Cotia, Maria de Lourdes Bragança.

A professora do CEIC, Sueli Gomes Pereira, disse que momentos de aprendizagem enriquecem, mudam conceitos e auxiliam professores a lidar com os alunos dentro da sala de aula. "Uma formação como essa é um privilégio", disse.

A FADA é uma instituição que tem convênio com a Prefeitura Municipal de Cotia, com o objetivo de estimular crianças, jovens e adultos autistas no desenvolvimento de suas habilidades físicas e emocionais, além de incentivar sua socialização e potencial cognitivo, buscando promover o crescimento do ser humano como um todo.


Prefeitura Municipal de Cotia
Cotia, 07/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 08/05/2010

Garoto recebe implante coclear aos 2 anos e "dribla" deficiência auditiva

Hoje com quatro anos, Carlos Eduardo fala normalmente.


Bruna Dias

Segundo o médico otologista Orozimbo Alves, do Centro de Pesquisas Audiológicas de Bauru (CPA), com o avanço tecnológico já é possível instalar o ouvido biônico em bebês. É o caso de Carlos Eduardo Silva, 4 anos, que recebeu o implante com aproximadamente 2 anos de idade e hoje fala normalmente.

A mãe dele, Débora Silva, que veio de Manaus (AM) até Bauru para conseguir o implante, se emociona ao contar sua luta contra a surdez do filho.

"Quando eu fiz o teste da orelhinha nele e não foi constatada a percepção de sons, eu perdi o chão. Não imaginava meu filho deficiente auditivo. Mas a médica que constatou o problema me deu coragem para buscar outras alternativas e me falou do serviço que estava disponível no Centrinho", relata.

Débora enfrentou a distância da família e a mudança de vida para ver o filho falar e escutar como todas as crianças. "Quando eu vi que meu filho estava aprendendo a falar, não sei nem descrever a minha felicidade. Hoje ele fala, brinca, corre e escuta tudo como uma criança normal, graças ao ouvido biônico", acrescenta, emocionada.

Ela conta que deixou a profissão de contadora e veio para Bauru só para cuidar de Carlos Eduardo. "Eu adotei Bauru como a minha cidade para continuar o tratamento dele. Já comprei até uma casa aqui", conta, aos risos.

O médico Orozimbo fala da sensação de poder mudar a vida e realizar o sonho de tantos pacientes. "É uma satisfação muito grande para mim", ressalta. Atualmente existem, no mundo, mais de 60 mil usuários de implante coclear.


Jornal da Cidade
Bauru, 07/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 08/05/2010

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Deficiente físico vai à escola em carrinho de mão por falta de transporte especial

A prefeitura alega que o garoto anda e não precisa da van.

A prefeitura alega que o garoto anda e não precisa da van.

Da redação

Hugo, de 10 anos, é portador de distúrbios neurológicos e motores e mora na periferia de Cariacica (ES). Há cerca de um ano, ele vai à escola dentro de um carrinho de mão, porque, segundo a família, a prefeitura não disponibiliza transporte especial para a criança.

O garoto precisa de botas ortopédicas, já que os pés estão atrofiando. Por causa desse problema, ele tem muitas dificuldades para andar.

Segundo a mãe, Solange Cristina Oliveira, a prefeitura alega que o aluno não precisa do transporte porque ele anda.

Assista ao vídeo completo em: noticias.r7.com/vestibular-e-concursos/noticias/deficiente-fisico-vai-a-escola-em-carrinho-de-mao-por-falta-de-transporte-especial-20100505.html


Comentário APNEN: Parabenizamos Da. Solange, pela sua determinação, e por também ter feito a denúncia. Isto é um flagrante de desrespeito a pessoa com deficiência, e garantimos a vocês leitores, se este garoto fosse parente do Prefeito, com certeza ele iria á escola de carro, e ainda com motorista particular.



R7
Cariacica, 06/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 07/05/2010

Braille para as emoções

Nova tecnologia permite que cegos "vejam" emoções.


Sem a visão, é impossível interpretar as emoções faciais - ou, pelo menos, é assim que se acreditava até hoje.

Agora, pesquisadores desenvolveram uma espécie de código Braille para as emoções, que permite que os cegos "enxerguem" as emoções dos outros.

"A tecnologia cria possibilidades totalmente novas de interações sociais para os deficientes visuais," diz o Dr. Shafiq ur Réhman, da Universidade de Umea, na Suécia, um dos criadores da nova técnica.


Expressões faciais

A falta do sentido da visão pode ser muito limitante na vida diária das pessoas. A limitação mais óbvia é certamente a dificuldade de se movimentar.

Mas pequenos detalhes do dia a dia, que as pessoas com visão normal nem questionam, também são perdidos.

Um desses detalhes é a capacidade para captar as expressões faciais das pessoas com quem se está interagindo.

As expressões faciais fornecem informações sobre as emoções das pessoas e são importantes na comunicação. Um sorriso, ou um levantar de sobrancelhas, por exemplo, pode mudar completamente o sentido de uma frase.


Visão artificial das emoções

A falta das informações fornecidas pelas expressões faciais cria barreiras às interações sociais.

"As pessoas cegas compensam as informações que a visão não lhes dá com outros sentidos, como o som. Mas é muito difícil entender emoções complexas apenas a partir da voz," diz Réhman.

Para ajudar a resolver esse problema, o grupo de pesquisas de Réhman desenvolveu uma nova tecnologia baseada em uma web câmera comum, um aparelho eletrônico do tamanho de uma moeda e um "mostrador táctil" que fica em contato com a pele do usuário.

Esse conjunto é suficiente para dar ao deficiente visual a capacidade de interpretar as emoções humanas.


Linguagem Braille para as emoções

A informação visual captada pela câmera é transformada em padrões vibratórios que são passados para o usuário por meio do mostrador táctil.

"As vibrações são ativadas sequencialmente para fornecer informações dinâmicas sobre que tipo de emoção a pessoa está demonstrando e a intensidade da emoção," explica o pesquisador.

O primeiro passo para usar a tecnologia é aprender os padrões das diferentes expressões faciais.

Na fase de treinamento, o deficiente visual usa um mostrador táctil maior, instalado no espaldar da cadeira. Ele ouve o nome da emoção e outras características, como a intensidade da emoção, e faz a associação com o padrão vibratório que está sentindo.


Sensações pelo celular

O principal foco da pesquisa foi caracterizar as diferentes emoções e encontrar uma forma de apresentá-las. Para isso, os pesquisadores usaram os mais recentes avanços da engenharia biomédica e da visão artificial por computador.

A possibilidade de transformar informações visuais em informações tácteis se mostrou tão promissora que os cientistas já estão pensando em utilizar a tecnologia em outras áreas.

"Nós demonstramos com sucesso como a tecnologia pode ser implementada em um telefone celular para passar informações sobre um jogo de futebol e sobre as emoções humanas, tudo usando as vibrações do aparelho. Esta é uma forma interessante de otimizar a experiência dos usuários de celulares," diz o pesquisador.



Diário da Saúde
06/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 07/05/2010

Horticultura terapêutica ajuda deficientes

Tratamento é destinado a melhorar o relacionamento dos pacientes com suas famílias e com os especialistas com quem convivem na instituição.


Guilherme Russo

Responsável por um trabalho pioneiro no Grande ABC, a Avape (Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência) trata deficientes mentais leves e moderados através da horticultura terapêutica.

Atualmente, a terceira turma inicia o tratamento, destinado a melhorar o relacionamento dos pacientes com suas famílias e com os especialistas com quem convivem na instituição.

Os responsáveis pelos deficientes, principalmente mães, participam das oficinas de interação. As hortas de alface, rúcula, hortelã, salsinha, abobrinha, rabanete, pepino, cebolinha e canteiros de flores são cultivados em uma estufa nos fundos da unidade da Avape do Riacho Grande, em São Bernardo.

As turmas são compostas por oito deficientes que, junto com os responsáveis, plantam e acompanham o crescimento das hortaliças. A atenção dos pacientes é trabalhada com a manipulação das pequenas sementes. A agressividade e o respeito mútuo, com a convivência com os colegas assistidos pela entidade. E o relacionamento familiar é beneficiado por conta da presença dos pais em todas as fases do programa, que é realizado em 12 encontros.

A horticultura terapêutica trabalha ainda a autoestima dos pacientes, que se confrontam com sua capacidade de realizar ações sem a ajuda dos pais. No fim dos programas, todos os participantes se juntam em uma grande mesa, no refeitório da unidade, para comer o produto de sua colheita. E os deficientes fazem os pratos dos responsáveis, o que não costuma acontecer em suas casas, e chegam até a dar comida na boca deles.

Gerente da Avape do Riacho Grande, Simone Senna explica que essa inversão de papéis ajuda no amor-próprio dos pacientes, que se dão conta de que podem fazer sozinhos muito mais do que já haviam realizado anteriormente em suas casas. "Demonstramos que a equipe e a família acreditam no potencial deles."

"Utilizamos a jardinagem como ferramenta de trabalho, para aproximar a família e nossa equipe dos assistidos. São muito significativas as mudanças, muito positivas", conta a assistente social Cristina Brandão, coordenadora da terapia na Avape.


Programa diminui timidez dos participantes

Uma das principais mudanças que as famílias e os deficientes mentais sentem depois que passam pelo tratamento com horticultura é a diminuição na timidez dos pacientes. É o caso de Rodolfo Carlos de Araújo, 17 anos, que perdeu o acanhamento e a cara fechada depois que realizou o programa com a mãe, a dona de casa Maria Eunice de Araújo, 47.

"Ele era muito tímido", contou Maria Eunice. "Agora eu não sou mais", retrucou na hora Rodolfo, exibindo o sorriso que descobriu depois do novo tratamento, que melhorou sua relação com as pessoas, segundo contou a mãe coruja. "A cada dia ele me surpreende", afirmou, destacando que a melhora no filho continuou depois que o tratamento acabou.

A dona de casa Maria do Carmo Gomes, 49, contou que o programa "foi muito bom" para sua filha, Patrícia Gomes, 21, "melhorar o contato com pessoas que ela não conhecia bem". Patrícia troca a cara de brava pelo semblante sorridente quando está em meio à turma da horticultura da Avape. "Foi bom mexer na terra. Gostei de plantar alface. Agora converso mais com as pessoas", afirmou a garota.

Mãe de Kelly Cardeal Santana, 30, a dona de casa Olívia Maria da Silva, 60, contou que a concentração da filha melhorou. "Ela ficou mais amável, mais calma." E Olívia disse que os benefícios foram além: "Ela nunca tinha comido alface antes (da terapia). Agora, come tudo que é folha", declarou a mãe satisfeita. "A gente tem muito retorno."

O programa realiza ainda passeios ao Jardim Botânico, na Capital, e ensina os deficientes a fazer vasos, em oficinas de artesanato.


Excepcionais trabalham em viveiro de plantas da Ecovias

Quando o assunto é cultivo de vegetais, os deficientes mentais não deixam a dever a funcionários saudáveis. Desde outubro de 2008 cinco excepcionais tocam o viveiro de mudas da Ecovias, concessionária que administra o sistema Anchieta-Imigrantes. O viveiro fornece plantas que são transportadas para os canteiros das estradas que ligam a Capital ao Litoral Sul do Estado.

Em novembro, 35 mil mudas de sansão do campo foram plantadas para funcionar como cerca viva no canteiro central da Rodovia dos Imigrantes, entre os quilômetros 11 e 35.

José Roberto Alves, 36 anos, tem deficiência mental e conseguiu seu primeiro emprego há pouco mais de um ano no viveiro de mudas da Ecovias. Funcionário assíduo, não chega atrasado, não falta, tem bom relacionamento com os colegas, excepcionais ou não, trabalha duro e sempre exibe um sorriso no rosto.

O deficiente trabalha junto com Alexandre Bertoldo de Carvalho, 23, Aline Pereira de Almeida da Silva, 22, Cristina Nogueira do Prado, 24, e Elaine Santos Mendes, 23. Todos são excepcionais.

Coordenador do grupo, Antônio Marcos Alexandre, 39, foi escolhido pela empresa por ter temperamento calmo e possuir didática para explicar o que deve ser feito durante o trabalho. "É muito gratificante. Eles aprendem comigo, e eu aprendo demais com eles", disse.



Diário do Grande ABC
São Bernardo, 06/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 07/05/2010

"A prática pedagógica do professor pela Educação Física com deficiência"

Esta pesquisa tem como objetivo geral analisar a pratica pedagógica dos professores de Educação Física com deficiência.


José Irlan das Graças Souza

Esta pesquisa tem como objetivo geral analisar a pratica pedagógica dos professores de Educação Física com deficiência. Acreditamos ser de suma importância pesquisar sobre a inclusão profissional de um professor com deficiência e as dificuldades enfrentadas por ele. De que forma o professor de Educação Física com deficiência exerce sua prática pedagógica? Através deste trabalho teremos a oportunidades de mostrar que as pessoas com deficiência são capazes como os ditos "normais", pois não são deficientes e chamaremos sim de corpos deficientes. Este é um estudo de caso que se caracteriza como sendo do tipo descritiva, como proposta metodológica será do tipo qualitativa. A pesquisa ora apresentada, o estudo de caso foi utilizado devido à dificuldade em encontrarmos professores com deficiência que estivessem exercendo a pratica pedagógica em Educação Física Escolar. Buscamos professores, mas efetivamente só encontramos um professor em atividade na rede de ensino municipal de Aracaju-se. Concluímos que a pratica pedagógica e a desenvoltura do professor deficiente é elaborada, enfrenta alguns obstáculos, mas são superados.

Para ler o artigo, acesse: www.administradores.com.br/informe-se/artigos/a-pratica-pedagogica-do-professor-pela-educacao-fisica-com-deficiencia/44632/



Administradores
06/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 07/05/2010

Internet Archive digitaliza 1 milhão de livros para deficientes visuais

Os livros adaptados para o formato Daisy, que permite que software e dispositivos convertam texto para som, estão disponíveis a partir de hoje pela internet.

Claudia Tozetto

O Internet Archive, uma organização sem fins lucrativos de São Francisco (EUA), contratou centenas de pessoas, segundo o site de notícias do Yahoo, para escanear livros e adaptá-los para o formato Daisy, específico para deficientes visuais. O Internet Archive disponibiliza 1 milhão de livros adaptados a partir de hoje (6) por meio de sua base de dados na internet.

Segundo Brewster Kahle, fundador do Internet Archive, a organização também recebe doações de livros em qualquer língua para que, após serem digitalizados e adaptados, integrem o acervo para deficientes visuais.

Os livros podem ser baixados de graça através do Internet Archive (openlibrary.org/subjects/accessible_book), pois o serviço é custeado por doações de empresas, livrarias e do governo dos EUA. Romances e livros educacionais estão entre os livros que compõem o acervo. "Dar acesso às grandes bibliotecas para os deficientes visuais é um dos benefícios da revolução digital", diz Kahle.

Com o novo serviço, deficientes visuais poderão baixar livros digitais para serem lidos no computador com a ajuda de software ou dispositivos que convertem texto em som. De acordo com a Federação de Cegos dos Estados Unidos, atualmente, só 5% dos livros publicados estão disponíveis na internet em formato específico para deficientes visuais.

iG
São Paulo, 06/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 07/05/2010

Corrêa Filho denuncia que lojas descumprem Lei Federal

Vereador da cidade de Aquidauana falou contra a falta de acessibilidade no município.


O vereador aquidauanense Corrêa Filho (PP), usou a tribuna da Câmara Municipal para denunciar o descumprimento da Lei Federal nº 10.098/2000, que se referente a acessibilidade das pessoas portadores de deficiência ou com mobilidade reduzida.

Corrêa Filho acha injusto que as lojas de Aquidauana não respeitem a lei, dificultando o acesso de cadeirantes e pessoas idosas nesses estabelecimentos.

“Em nossa cidade algumas lojas colocaram as rampas de acesso, porém são muito íngremes e lisas, em desacordo com as normas técnicas de acessibilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT” - comentou o vereador.

O parlamentar ainda comentou o desrespeito por parte da municipalidade, na área central da cidade ainda faltam essas rampas de acessos às ruas, como na própria prefeitura, que não existem rampas, nem elevador para acessos aos demais andares do prédio, para cadeirantes e idosos: “Como vamos cobrar, se nem a prefeitura faz o dever de casa”, cobrou o parlamentar.

Corrêa Filho enviou a sua reivindicação para a Prefeitura e Associação Comercial de Aquidauana, para que adotem medidas para cumprimento da lei.


Aquidauana News
Aquidauana - Mato Grosso do Sul, 06/05/2010


Matéria postada no blog da APNEN: 07/05/2010

"Práticas pedagógicas inclusivas apoiadas na internet como canal de formação e informação"

Este trabalho teve como objetivo a criação de um espaço virtual que oferece aos seus usuários soluções práticas para melhor acolher e promover as adaptações necessárias para garantir a permanência dos alunos com deficiências na rede regular de ensino.



Ketilin Mayra Pedro e Eliana Marques Zanata

A atual lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional garante indistintamente a todos o direito á escola, incluindo as crianças com deficiências, lembrando que esse atendimento deve ser oferecido preferencialmente no ensino regular. Este trabalho teve como objetivo a criação de um espaço virtual que oferece aos seus usuários soluções práticas para melhor acolher e promover as adaptações necessárias para garantir a permanência dos alunos com deficiências na rede regular de ensino. Também foi objetivo deste trabalho avaliar a utilização e implementação das atividades e conteúdos propostos no site em escolas reais.

O objeto de estudo constituiu-se em três escolas de Ensino Fundamental, sendo duas da rede pública e outra da rede privada de ensino de um município de médio porte do interior do estado de São Paulo. Optamos por escolher duas escolas públicas e outra particular, já que muito se fala na obrigação do Poder Público em assegurar a matrícula de todos os alunos com deficiência, preferencialmente em classes comuns. Também nos preocupamos em analisar uma escola da rede privada um vez que nem sempre as escolas particulares são citadas nesse processo.

Para coleta de dados foram elaborados protocolos de registro das ações bem como entrevistas com os diretores, professores e demais envolvidos no processo versando sobre o site e a viabilidade de aplicação do mesmo na construção de ambientes inclusivos educacionais acolhedores.

Ao longo da pesquisa, observamos que o site, contribuiu muito para o desenvolvimento do trabalho das escolas envolvidas. Os textos foram utilizados em reuniões de professores, as atividades foram aplicadas em sala de aula, as atividades realizadas no pátio ganharam uma atenção especial, procurando sempre incluir os alunos com deficiências.

Porém muitos professores não criam novas atividades, ficam sempre esperando algo pronto, não procuram conhecer as reais potencialidades e dificuldades que o aluno com deficiência apresenta. Essa não deveria ser a postura de um professor que busca melhorar o desenvolvimento do seu trabalho.

Foi possível também proporcionar aos usuários do site, uma interação com profissionais de diferentes localidades, cada um relatando suas experiências profissionais, suas principais dificuldades e as contribuições do site em sua prática profissional.

Desta forma, percebemos segundo os resultados do presente estudo, que ainda falta muito para que as escolas consigam acolher e desenvolver um trabalho de qualidade com alunos com deficiência, os professores necessitam de ajuda e apoio para desenvolver suas atividades em sala de aula, além de uma formação continuada que traga contribuições para os professores em como trabalhar com a diversidade de alunos dentro de sua sala de aula, porém com dedicação e envolvimento de toda uma comunidade escolar (pais, professores, alunos, diretores) é possível proporcionar uma educação de qualidade para todos os alunos.


Leia o artigo: Práticas pedagógicas inclusivas apoiadas na internet como canal de formação e informação



Acesso Educação
06/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 07/05/2010

Portadores da Síndrome de Down conquistam longevidade com avanços da medicina

Veja como portadores da doença estão superando preconceitos e obstáculos.
Da redação

O Espaço Aberto Saúde fala sobre a Síndrome de Down e mostra como portadores da doença conquistaram longevidade, com os avanços da medicina. Essa situação impõe outros desafios: superar obstáculos e preconceitos. Afinal, há 30 anos, os portadores eram considerados incapazes de quase tudo. Diante do diagnóstico, as famílias não tinham muito em que acreditar ou em que se apoiar. Hoje, o conhecimento sobre a síndrome é muito maior. E a tentativa de inclusão é uma realidade.

Para assistir o vídeo, acesse: globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1587699-17665-310,00.html

Globo News
06/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN:07/05/2010

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Brasil vai bem no segundo dia do Campeonato Mundial de Tênis

Apesar do início não muito bom, a equipe masculina já faz seu melhor resultado em mundiais.



Apesar do início não muito bom no Campeonato Mundial de Tênis, a equipe masculina, comandada pelo capitão Wanderson Cavalcante, já faz seu melhor resultado em mundiais e assegura a participação no grupo principal para o próximo ano. Com o resultado de 4 de maio, o Brasil disputará a colocação do 9º ao 12º lugar, sua melhor participação foi nos Mundiais de 2004 e 2007 quando conseguiram terminar a competição em 14º lugar.

Hoje, o Brasil atropelou o Japão por 3x0. Daniel Rodrigues iniciou o confronto contra os orientais e ganhou de Masahiro Honma em parciais 6/2 6/2, logo em seguida Carlos Santos também venceu o japonês Momuro Iwata parciais 6/0 6/1. Nas duplas, Carlos e Mauricio Pomme venceram por 7/5 6/1.

“Esse resultado foi muito importante para o Brasil, não é fácil estar entre os melhores do mundo” afirma Carlos Santos. Os juvenis jogaram contra a Austrália e acabaram perdendo o confronto. Natalia Mayara entrou primeiro em quadra e perdeu para Keegon Oh Chee parciais 1/6 3/6, em seguida Pedro Rocha jogou contra Henry De Cure perdendo por 5/7 4/6.

“Joguei bem, tive chance de fechar o segundo set” destacou Pedro. Nas duplas, Natalia e Pedro perderam em parciais 1/6 4/6 para Keegon e Henry. Hoje, a equipe masculina descansa, na quinta eles jogam contra a Espanha. A equipe juvenil joga às 14h contra a equipe local, a Turquia.

www.vidamaislivre.com.br
05 de maio de 2010

Matéria postada no blog da APNEN: 06/05/2010

Deficientes físicos corintianos se unem e criam torcida organizada

Defiel é fundada contra o preconceito e para apoiar a equipe do Timão nos jogos.




Felipe Bolguese e Rodrigo Vessoni

A mobilização da Fiel em torno da partida contra o Flamengo atinge todos os segmentos da torcida. Os deficientes físicos também farão a parte deles amanhã (hoje), quando o Timão disputará vaga nas quartas de final da Copa Libertadores.

Um grupo de corintianos que nasceu com deficiência física - ou que teve problemas medulares ao longo da vida - resolveu criar a Torcida Defiel, fundada com dois objetivos: a luta contra o preconceito, situação recorrente no dia a dia de mais de 24 milhões de pessoas (segundo censo do IBGE), e o apoio ao Corinthians. Uma paixão mútua.

Localizados na parte superior das cadeiras especiais laranja do Pacaembu (Portão 13), os torcedores encaram dificuldades de locomoção para chegar ao estádio e têm de brigar por um lugar no espaço do setor.

- Nosso intuito maior é demonstrar que não há limites para conseguir ver um jogo, apoiar o Corinthians - lembrou Dedé, um dos idealizadores da Defiel, que ainda busca recursos financeiros nesse início.

Com ajuda de outras torcidas organizadas, a Defiel conseguiu estrear uma faixa na partida contra o Independiente Medellín (COL).


Novela deu visibilidade

O papel da modelo/atriz Alinne Moraes, de 26 anos, na novela "Viver a Vida", da Rede Globo, deu repercussão e visibilidade ao mundo dos cadeirantes, que também são representados por personagens da vida real com depoimentos após cada capítulo da trama. Luciana, nome da personagem dela, é uma modelo ambiciosa que tornou-se tetraplégica após um acidente automobilístico.


Saiba mais sobre o assunto:

No Brasil:
Segundo o censo do IBGE em 2000, tetraplégicos e paraplégicos somam 24 milhões no país (14,5% da população).

Principais causas:
Ferimentos de arma de fogo, acidentes automobilísticos, queda de lajes, mergulho raso em piscinas e rios, além de doenças (tumores, derrame, etc).

Tetraplegia:
Paralisia total ou parcial de braços, pernas e troncos. Compromete também funções fisiológicas. Mobilidade dos braços depende da vértebra atingida, que varia entre as vértebras 4 e - (letra C é de cervical, a área do pescoço). Poucos acima da 4 sobrevivem ao trauma, pois dificulta a respiração.

Paraplegia:
Paralisia total ou parcial das pernas e do tronco, além das funções fisiológicas. Lesão entre as vértebras T1 e T12 (letra T
vem de tórax, área superior ao tronco).

Antes e depois:
Após o choque com a perda total ou parcial, o paciente inicia a recuperação e a criação de uma nova rotina.


Torcida do Galo foi a inspiração

A ideia dos corintianos de criar uma torcida organizada com a presença de deficientes físicos foi inspirada na Eficigalo, do Atlético-MG, que surgiu em março de 99 e tornou-se a primeira do país. De acordo com seus líderes, mais de 200 cadeirantes acompanham a equipe nos jogos mais decisivos do Alvinegro.


Os idealizadores

André Luis Vedovate, 34 anos
Sapopemba/ZL
Lesão medular após sofrer um acidente automobilístico, há seis anos (maio de 2004).
"Vamos em todos os jogos. Queremos mostrar nosso amor mesmo com todas as dificuldades"

Victor de A. Vieira, 25 anos
Santana/ZN
Por um problema no parto, teve perda de algumas habilidades motoras do corpo.
"Pego metrô sozinho. Vou aos jogos sem me importar com o rival nem a importância da disputa"

Bruno F. de Azevedo, 19 anos
Vila Alpina/ZL
Nasceu com osteogênese (popular ossos de cristal), uma doença genética rara.
"Pela fragilidade, não posso ter esbarrão. Mas não deixo de ir aos jogos. É minha maior paixão"

Guilherme S. Carvalho, 20 anos
Capão Redondo/ZS
Nasceu sem os membros superiores, há 20 anos.
"Espero que isso seja um exemplo às torcidas do país. Não há limites para nosso amor pelo Timão"

André Luis F. Felipe, 20 anos
Ferraz de Vasconcelos
Sofreu lesão medular após ser vítima de arma de fogo, em 23 de setembro de 2007.
"Vamos demonstrar que essa torcida não encontra dificuldades para assistir ao Corinthians em campo"


Lance! Matéria do dia 04 de maio de 2010.
São Paulo, 05/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 06/05/2010

Na final do paulista, bandeirão da acessibilidade entrou em campo

Paulo Victor, ex-goleiro da Seleção Brasileira e do Fluminense, e Clodoaldo Silva, medalhista paraolímpico, lideraram no domingo (2/5), no Estádio do Pacaembu, a entrada em campo do bandeirão da Campanha Nacional da Acessibilidade.




"Foi maravilhoso estar junto com os torcedores, num momento de grande alegria, e paixão, em que a bandeira do direito humano à acessibilidade foi novamente estendida com muita vibração", afirmou Paulo Victor.

"Mais uma vez fiquei muito feliz por ver aquela massa de torcedores nos recepcionando. Isso nos dá muita esperança de que em 2014 e 2016 (Copa do Mundo, Olimpíadas e Paraolimpíadas) a gente vá levantar mais essa taça: a da acessibilidade", afirmou Clodoaldo Silva, embaixador da campanha nos esportes paraolímpicos.

O Vice-presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência (Conade), Isaias Dias coordenou toda a ação que contou com a participação da Conselheira do Conade Maria Aparecida Reis, dos conselheiros do Conselho Estadual para Assuntos da Pessoa Portadora de Deficiência (CEAPPD) Carlos Roberto Perl e Maria José do Prado e da conselheira suplente do Conselho Municipal da Pessoa Deficiente de São Paulo Clarice Kammer.


Campanha

O Santos participa da Campanha Nacional da Acessibilidade desde 2008. A campanha busca conscientizar e sensibilizar a sociedade para a necessidade de quebrar as barreiras culturais, arquitetônicas, dentre outras que impedem as pessoas com deficiência de participar ativamente da sociedade.

Além dos 25 milhões de brasileiros com deficiência, 17 milhões de pessoas idosas, gestantes, crianças, pessoas com mobilidade reduzida, pessoas obesas são beneficiadas pela campanha que é coordenada pelo Conade - Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, órgão de cartáter deliberativo da Secretaria especial dos Direitos Humanos da Presidência da República.

Mais informações pelo telefone (61) 2025-9219 ou pelo e-mail conade@sedh.gov.br



Portal Vermelho
São Paulo, 05/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 06/05/2010

Pesquisa sobre sexualidade e vulnerabilidade

Artigo de grupo de estudiosos traz abordagem teórica e pesquisa sobre a sexualidade das pessoas com deficiência.



As autoras, inicialmente, tecem considerações sobre o desenvolvimento da sexualidade humana, que tem início ao nascimento e se constitui em alicerce básico do desenvolvimento global de todos.

Relatam dificuldades encontradas pelas pessoas com deficiência para que possam exercer esse direito como seres sexuados e a importância do papel da família e dos profissionais da área das deficiências.

Abordam o conceito de vulnerabilidade ligado à saúde e à área dos direitos humanos, mostrando como o processo de inclusão social dessas pessoas e a falta de informações adequadas na área da sexualidade contribuem para o aumento da vulnerabilidade em relação às DST/aids.

A seguir, colocam a pesquisa-ação que realizaram na cidade de São Paulo, pelo Amankay Instituto de Estudos e Pesquisas, contratado pelo Programa Municipal de DST/aids. Esta foi de natureza qualitativa, de caráter exploratório e preliminar, visando identificar as condições de vulnerabilidade ao HIV/Aids entre pessoas com deficiência visual, auditiva e física, maiores de 18 anos e residentes na cidade.

Utilizando a metodologia de trabalho com pares, a equipe realizou: a formação de quatro Agentes de Pesquisa com deficiência, o levantamento das condições de acessibilidade dos Serviços Especializados em DST/aids da cidade, seis Grupos Focais de Intervenção e cinco Entrevistas em Profundidade com representantes dos vários tipos de deficiência.

Este trabalho testou metodologias, produziu instrumentos e levantou dados e constatações que poderão subsidiar políticas públicas voltadas a essa população, que vem sendo atendida de forma insuficiente pelas campanhas de prevenção às DST/aids e pelos serviços de atendimento.

O artigo é de autoria de Ana Rita de Paula, Fernanda Guilardi Sodelli, Glaucia Faria, Marta Gil, Mina Regen e Sérgio Meresman.

Para lê-lo na íntegra, acesse o link www.planetaeducacao.com.br/portal/imagens/artigos/diario/artigo%20publicado%20memnon.pdf.



Planeta Educação
São Paulo, 05/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 06/05/2010

"Conhecendo a criança com deficiência física na Educação Infantil"

Deficiência física é tema de curso da Secretaria Municipal de Educação.


A Secretaria Municipal de Educação, por meio da Diretoria de Orientação Técnica (DOT), realiza nos dias 14 e 15 de maio o curso "Conhecendo a criança com deficiência física na Educação Infantil". O encontro é direcionado a professores de Educação Infantil e Ensino Fundamental I que atuam nos CEIs e nas EMEIs e têm em suas turmas alunos com deficiência física.

O objetivo do encontro é discutir o processo educativo, a aprendizagem da criança com deficiência física e as práticas que contribuem para melhor desenvolvimento em sala de aula. Serão abordadas questões como patologias, adaptação de materiais e as formas como o professor deve lidar com as funções alimentares, de linguagem e comunicação.

As inscrições começam na próxima quinta-feira, dia 6. Serão oferecidas 40 vagas e os interessados devem comparecer ao local de inscrição com os documentos pessoais e a cópia do holerite e memorando da chefia imediata. As inscrições serão realizadas por ordem de chegada até acabarem as vagas.

O evento será realizado no anfiteatro da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), localizada na Avenida Professor Ascendino Reis, 724, no Ibirapuera. O curso terá duração de 8 horas. O primeiro encontro será na sexta-feira, dia 14, das 18h às 22h e no sábado, das 8h às 18h.


Secretaria Municipal de Educação
São Paulo, 05/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 06/05/2010

Acompanhante de deficiente também poderá viajar de graça

Projeto de lei está sendo analisado pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH)


Da redação

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) analisa projeto de lei de autoria do senador Flávio Arns (PSDB-PR) que estende ao acompanhante de pessoa deficiente, comprovadamente carente, a concessão do passe livre no sistema de transporte coletivo interestadual.

De acordo com o projeto (PLS 27/10), o assento do acompanhante nos ônibus, trens ou metrôs será contíguo ao da pessoa com deficiência, conforme regulamento a ser publicado pelo Poder Executivo.

Flávio Arns informou que a extensão do direito ao passe livre ao acompanhante em deslocamentos interestaduais é uma antiga reivindicação de pessoas com deficiência.

- Se, por um lado, o passe livre representa um avanço significativo nos direitos da pessoa com deficiência, o seu uso fica restrito àquelas que são capazes de viajar desacompanhadas, deixando do lado de fora incontáveis deficientes que necessitam de acompanhante para seus deslocamentos - garantiu o senador.


DCI
Brasília, 05/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 06/05/2010

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Menino tenista dá exemplo de superação em Curitiba

Marcus Vinícius se destaca no tênis.

Reportagem exibida pelo Globo Esporte do Paraná mostra a superação de Marcus Vinícius, jovem que não possui os antebraços e tem como paixão o tênis.








RPCTV Curitiba, 05/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 05/05/2010

Mães criticam precariedade do transporte.

Um grupo de mães de crianças portadoras de necessidades especiais denunciou ontem irregularidades no transporte escolar fornecido pela Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste. Segundo elas, há cerca de um mês o transporte até a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) é feito com ônibus sem qualquer tipo de acessibilidade. Além disso, houve redução no número de veículos, aumentando tempo de percurso.


Cristiani Custódio - Santa Bárbara d’Oeste

O vereador Danilo Godoy (PSDB) teve aprovado na Câmara requerimento questionando o assunto. Ele apresentou fotos de alunos sendo carregados pelo motorista para subirem nos ônibus e ainda de crianças transportadas sentadas na escada. “O que está ocorrendo é uma situação grave”, disse. “Acessibilidade tem que deixar de ser palavra da moda e se tornar um fato”, afirmou.

Mãe de uma criança portadora de necessidades especiais, a dona de casa Elisa Alcântara dos Santos reclamou da situação. “As crianças têm dificuldade em subir nos ônibus, que são mais altos que os micro-ônibus que eram usados antes”, disse. “Ficou bem mais complicado”, complementou a dona de casa Maria do Socorro Alves de Araújo.

Vivendo o mesmo drama, a dona de casa Célia Marlene Pinhal disse que sua filha já caiu no ônibus por falta de segurança. “Minha filha caiu na hora em que foi descer”, lamentou. A dona de casa Lícia Rodrigues da Fonseca ressaltou ainda que, além da falta de acessibilidade, também há atrasos no trajeto.

Segundo as mães, anteriormente o transporte era realizado por microônibus. Além dos veículos serem menores, e consequentemente de mais fácil acesso, também havia maior número de carros. Com a alteração para ônibus, o trajeto que antes era de 20 minutos chega a 1h20. Elas afirmam que são constantes atrasos no início da aula e também no final da tarde no retorno para casa.

A prefeitura informou que seis microônibus da Secretaria de Educação realizam transporte dos alunos na parte da manhã e que no período da tarde são usados três ônibus fretados e contratados através de licitação. Ainda segundo a administração, os veículos não seriam adaptados porque transporte de cadeirantes é feito com vans específicas. A prefeitura disse que desconhecia o problema e que o secretário de Educação, Herb Carlini, deve se reunir na próxima semana com a direção da Apae para discutir o assunto.


Jornal TodoDia - 05/05/2010
Matéria postad no blog da APNEN:05/05/2010

Traje de astronautas ajuda crianças com paralisia cerebral a caminhar

Com roupa criada por russos elas aprendem a andar em 3 meses. Veste foi desenvolvida para evitar atrofia causada por falta de gravidade.

Da Redação

Um traje diferente, cheio de elásticos, foi criado na década de 70 pelos russos para evitar que os astronautas sofressem de flacidez e atrofia muscular por causa da falta de gravidade. As tiras elásticas ligam tronco, cintura, joelhos e pés. Mesmo parado, o corpo faz esforço.

Os médicos descobriram que a roupa também poderia ajudar crianças com paralisia cerebral a andar e hoje ela já é usada no mundo todo. Em Salvador, na Bahia, o Núcleo de Apoio à Criança com Paralisia Cerebral – uma organização não governamental que dá assistência a 400 crianças com necessidades especiais – recebeu 60 trajes doados pela empresa russa que hoje detém a patente da roupa.

"Ela se sente mais segura porque não fica com aquele medo, já ajuda na postura dela", conta Nadjane de Jesus, mãe de Ana Vitória, uma das crianças atendidas pela ONG.

A médica Daniela Matsuda explica que o uso dos trajes forma um novo esquema no sistema nervoso, que gera padrões de movimento, permitindo então que as crianças possam "adquirir marcha".

"Com fisioterapia convencional, eu levaria um ano e meio, dois anos, para fazer uma criança andar. Com o traje, nós conseguimos abreviar isso e dar uma independência para a criança e para a família, em termos de inclusão social, muito mais rápida", diz Pedro Guimarães, presidente da ONG.

O ONG de Salvador é a primeira instituição da América Latina a trabalhar com esse equipamento. A ideia é associar a terapia com o traje às outras formas de tratamento que a organização oferece desde que foi criada, há nove anos. Fisioterapia tradicional, fonoaudiologia, atividades esportivas e culturais complementam o trabalho com a roupa especial, que dura de dois a três meses, dependendo de cada caso.


G1
Salvador, 04/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 06/05/2010

Faltam cães-guia para mais de 5 milhões de cegos no país

Portadores de deficiência visual enfrentam dificuldades para trocar a bengala por um cão-guia.



Valéria Feitosa

O sonho de muitos portadores de deficiência visual é substituir a bengala pela companhia de um cão-guia. Estima-se que no país existam mais de 5 milhões de pessoas com perda grande de visão, porém, apenas cerca de 70 animais treinados para auxiliar cegos. A coordenadora pedagógica do Instituto Hélio Goes, da Sociedade de Assistência aos Cegos (SAC), Cássia Aquino, acredita que o número de deficientes visuais pode ser ainda maior, diante da falta de um censo oficial para contemplar também muitos moradores da zona rural que ficam à margem de serviços de atendimento médico e educacional. Assim, se considerar os números reais da população com este tipo de deficiência, a possibilidade de trocar a bengala por um cão treinado se torna ainda mais distante.

No Ceará, ainda não há nenhum cão-guia. Se dependesse da vontade de muitos cegos, a realidade seria bem diferente. A portadora de deficiência visual, Sílvia Regina, 34 anos, aluna do 6º ano do Ensino Fundamental da SAC, acredita que sua vida poderia ser bem melhor se pudesse contar com a companhia de um cão para as atividades fora de casa. Casada há 8 meses, diz que é totalmente dependente do marido, Luís Antônio, e da mãe, Maria do Socorro, quando precisa enfrentar as ruas. Ela perdeu a visão aos 6 anos de idade, em decorrência de um glaucoma congênito, mas nunca conseguiu se adequar à bengala. "Tenho muita vontade de ter um cão-guia. Será mais fácil. Acredito que vou me tornar mais independente, terei acesso mais livre". Há três meses ela ganhou um cão da raça Labrador de uma amiga. A "Mila", como se chama o animal, já está com um ano. Há três semanas, a estudante manteve contato por e-mail com o Projeto Cão-Guia, em Brasília, na tentativa de tornar a sua amiguinha de quatro patas um cão-guia. Porém, o treinamento de um cachorro para o tipo de trabalho é bem mais complexo. Não é um simples adestramento para comandos.

A coordenadora do Projeto Cão-Guia, Michele Pöttker, explica que o processo de formação do animal para o trabalho de acompanhar pessoas com deficiência visual começa antes do nascimento dos filhotes, já na seleção dos pais. Como principal ação da ONG Instituto de Integração Social e Promoção da Cidadania (Integra), o projeto, iniciado em 2001, já formou 35 cães-guia, doados para o público-alvo nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Pernambuco, Rio Grande do Norte e no Distrito Federal.

O custo para formar o animal fica em torno de R$ 25 mil. Porém, o projeto faz questão de doar para os cegos o cão, considerando que a grande maioria dos portadores da deficiência no país é de baixa renda. Mais de 300 pessoas estão na fila de espera da ONG. Mas, há um ano, a entidade não está aceitando efetivar novas inscrições, só recebendo as solicitações por e-mail para futuros contatos. Diante dos altos custos para manutenção do trabalho, o projeto passa por dificuldades financeiras. Ainda assim, está formando cerca de seis cães-guia por ano, mesmo tendo estrutura física e de pessoal para doar até 20 animais por ano. Meta só possível de realizar se houvesse mais incentivo financeiro.

Segundo Michele Pöttker, as parcerias com empresas privadas e instituições públicas são a garantia da continuidade do trabalho até agora. Os parceiros são o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, que cede militares para o trabalho de instrutores e treinadores; a Premier Pet, na doação de rações para os animais; a Bayer, que fornece a medicação veterinária; a Clínica Diagnopet, na realização de exames por imagem; e o Hospital Veterinário da Universidade de Brasília (UnB), para assistência clínica e cirúrgica.

O Projeto Cão-Guia é a única escola do país que prepara o animal desde o nascimento até a entrega aos cegos. O plantel é formado por 91 animais da raça Labrador, todos com pedigree (certificado de raça pura), sendo seis matrizes e três padreadores, entre os reprodutores, 31 filhotes em trabalho de socialização, dez em treinamento específico, 35 já convivendo com os cegos e o restante em avaliações gerais. Os cães já doados continuam de propriedade da ONG, que mantém um rigoroso trabalho de acompanhamento, no que se refere à nutrição, atendimento veterinário e avaliação comportamental.

As vantagens de um cão-guia para o cego são inúmeras. A professora de Orientação e Mobilidade da SAC, Juliana Duran, afirma que a companhia do animal dá mais independência e segurança para os portadores de deficiência visual, não só diante de obstáculos superiores, como orelhões, árvores e placas nas calçadas, como no chão, em casos de buracos e poças d´água.


Fique por dentro

Campanha nacional
"Seja amigo do cão-guia" é a campanha lançada pela ONG Integra para captar recursos financeiros para o Projeto Cão-Guia em Brasília. A pessoa interessada em apoiar a ação, entra em contato pelo e-mail caoguiadf@gmail.com para definição de um boleto mensal que viabiliza depósito na conta corrente 41225-2, do Banco do Brasil, agência 1004-9, em nome do Instituto de Integração Social e Promoção da Cidadania (Integra). O valor mínimo de colaboração é R$ 10,00. O Projeto Cão-Guia tem uma fila de espera de mais de 300 cegos, mas só está entregando cerca de seis animais por ano. Tem estrutura para formar até 20 cães, dependendo do apoio financeiro.


Etapas da formação

Rigor na seleção do plantel

A coordenadora do Projeto Cão-Guia, Michele Pöttker, diz que diferentes raças são apropriadas para a formação, com destaque para Labrador, Golden Retriever e Pastor Alemão. Porém, o projeto dá preferência aos Labradores para facilitar o trabalho de seleção e preparação dos mais apropriados em seu plantel.

O trabalho consiste em seis etapas. Na primeira, o filhote de dois meses é avaliado quanto ao perfil, que observa aspectos como se é mais dominante ou submisso, se é equilibrado, disposto, sem traço de agressividade.

Uma vez aprovado nesta fase, o animal passa à segunda etapa, quando é entregue para uma família voluntária que se compromete com o trabalho de socialização do cão, seguindo as orientações da ONG. O projeto dá toda a assistência à família: ração, atendimento veterinário e suporte técnico, uma vez que o cão não estará sendo preparado para ser um animal doméstico, mas sim de trabalho com educação para socialização. Durante dez meses, até quando o cãozinho chegará ao primeiro ano de vida, ele deverá experimentar, junto à família, todas as situações de um convívio social. Seguindo uma rotina diária, deverá frequentar ambientes tais como restaurantes, shoppings, cinema, faculdade, ruas, praças, para aprender a se comportar de forma tranquila e educada em todos esses lugares. Na terceira etapa, a ONG recolhe todos os animais para testes de estrutura clínica e de perfil. A raça Labrador tem predisposição para desenvolver displasia coxofemoral, daí ser necessário um eficiente trabalho preventivo contra a doença. Nos testes clínicos, são feitos essa prevenção, bem como exames oftalmológicos, cardiológicos, um check-up na saúde do animal. No teste de perfil, vários aspectos são considerados, tais como medo, dominância, agressividade, equilíbrio, interação com seres humanos. Aprovado nesta etapa, o animal vai para a fase seguinte. O treinamento específico para cão-guia acontece na quarta etapa da formação, por um período que pode durar de seis meses a um ano, dependendo da aptidão do animal. No fase seguinte, a ONG chama o cego para participar dos trabalhos de adaptação com o novo amigo de quatro patas. Michele Pöttker explica que, se tem cinco cães prontos para o trabalho, são selecionados três portadores de deficiência visual, de forma a ter uma margem para selecionar a melhor dupla. "Nesta fase, identificamos a melhor sintonia da equipe de trabalho, a dupla entre o ser humano e o cão", explica Michele. Esta etapa pode durar de 15 a 25 dias. A pessoa se hospeda na sede do projeto em Brasília, para aprender a conviver com o futuro companheiro.

Na etapa final, o instrutor da ONG acompanha a nova dupla até a cidade de origem da pessoa. Por uma semana, serão dadas todas as instruções necessárias à nova vida junto ao cão.


Mais informações

Sociedade de Assistência aos Cegos (SAC), Fortaleza (CE), (85) 3281.6111; Projeto Cão-Guia: (61) 3345.5585/ caoguiadf@gmail.com.



Diário do Nordeste
Fortaleza, 04/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 06/05/2010

Justiça não cumpre a própria decisão sobre acesso para deficientes físicos

Mesmo com a determinação da Justiça Federal de que todos prédios públicos do Rio de Janeiro sejam acessíveis, nem o próprio prédio da Justiça da cidade cumpre a decisão.

Jacqueline Costa


Treinadora de ginástica olímpica Georgette Vidor com dificuldade de entrar no prédio.
Diz o ditado: em casa de ferreiro, o espeto é de pau. Nem mesmo o prédio da Justiça Federal, na Avenida Rio Branco 243, cumpriu a determinação da própria Justiça Federal, obrigando todos os prédios públicos no município - tanto os antigos quanto os novos - a garantirem acessibilidade para pessoas com deficiência. Na tarde desta quinta-feira, um grupo de manifestantes, entre eles, cadeirantes, foi ao edifício para entrar com uma petição solicitando a execução da sentença que atendeu a uma ação civil pública do Instituto Brasileiro de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD). Lá, eles enfrentaram obstáculos:

- Encontramos um degrau alto, um espaço de circulação estreito e um balcão com mais de um metro e meio de altura, inadequado para quem está numa cadeira de rodas. Mesmo com todo o nosso movimento, esses obstáculos mostram que a própria Justiça não está preocupada com a questão da acessibilidade - afirma o advogado Alexandre Gaschi, gerente do núcleo de direitos do IBDD.

A determinação é da juíza da 6ª Vara Federal, Regina Formisano, que em 28 de abril de 2009, deu prazo de um ano para que os edifícios cariocas fizessem adaptações. A ação do IBDD, iniciada em junho de 2007, solicitava o cumprimento do decreto 5.296 do governo federal de 2004, que estabeleceu que os prédios públicos em todo o Brasil deveriam ter acessibilidade a partir de 3 de junho de 2007. Desde quarta-feira, quem descumprir a lei poderá ser multado em R$ 10 mil por dia.

A treinadora de ginástica olímpica Georgette Vidor estava entre os manifestantes.

- Está mais do que na hora de o poder público dar o exemplo. As condições para os deficientes visuais são piores ainda - disse Georgette.

A assessoria de imprensa da Seção Judiciária do Rio de Janeiro informou que, neste prédio da Avenida Rio Branco, mais antigo, as obras de adaptação não foram inteiramente concluídas. A reforma dos banheiros do Anexo II já foi finalizada e há vagas de veículos exclusivas para deficientes. A previsão é de que as obras sejam concluídas até o final do segundo semestre. Os novos prédios da Justiça Federal, no Rio, já têm adaptações. O maior foro da capital, localizado na Avenida Venezuela 134, segundo a assessoria, já está inteiramente adaptado aos portadores de necessidades especiais.



O Globo - Notícia do dia 29/04/2010.
Rio de Janeiro, 04/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 06/05/2010

Deficientes não passam do térreo em juizado

Na Lapa, escadaria e falta de elevadores dificultam acesso. Promotor pede mudança.


Diego Zanchetta

As 800 pessoas atendidas diariamente nos Juizados Especial Cível e da Infância e da Juventude da Lapa, na zona oeste de São Paulo, encaram 44 degraus de uma escada de madeira estreita e íngreme. O que já é difícil para idosos, gestantes e mães com crianças de colo se torna impossível para cadeirantes e deficientes físicos convocados para as audiências, algumas delas improvisadas no térreo.

Entre as mais de 80 varas dos 11 fóruns regionais paulistanos, os dois juizados da Lapa são os únicos que ainda funcionam em um imóvel sem acessibilidade para deficientes e sem elevador. O sobrado de três andares de 1947, no número 650 da Rua Aurélia, fica fora da sede onde estão as demais varas do Fórum Regional da Lapa, na Rua Clemente Álvares. Desde 2007, o atendimento e as audiências de pequenas causas mudaram para o sobrado. Essas últimas acontecem no segundo andar do imóvel.

De avós que buscam vagas em creches para seus netos a clientes que tentam processar empresas de telefonia, o prédio passa a tarde toda lotado, com a maior parte das pessoas em pé, espremidas entre o corredor que separa as salas de audiências e o corrimão das escadas. Após subir ontem à tarde os três lances de degraus com os dois filhos no colo, a dona de casa Erica Cristina da Silva, de 27 anos, mal respirava.

Ao pegar a senha por volta das 14h20, Erica demoraria pelo menos uma hora para ser atendida. E teria de esperar em pé com os filhos. "Vim tentar vaga em pré-escola", contou a moradora de Perus, que pegou dois ônibus para chegar à Lapa.


Demanda

"Houve um aumento muito grande de pessoas que nos procuram com a presença do juizado de pequenas causas, mas muitas nem conseguem acessar o segundo andar para participar de audiências", lamentou o promotor Francismar Lamenza, que atua na Vara da Infância. "Fora o risco constante de um idoso ou de uma gestante cair", diz ele.

Na terça-feira, Lamenza enviou ofício à Procuradoria-Geral de Justiça e à Corregedoria do Ministério Público Estadual pedindo a mudança da Vara da Infância do imóvel. A transferência de toda a estrutura da Justiça na Lapa para um terreno de 25 mil metros quadrados da Subprefeitura da região, na Rua José Maria de Faria, perto da Marginal do Tietê, já está prevista em acordo assinado entre o governos do Estado e municipal e o Poder Judiciário em 2006.

Procurado para comentar o atraso, o subprefeito da Lapa, Carlos Fernandes, disse que o problema está prestes a ser resolvido. "Estamos em busca de um terreno novo para a subprefeitura. O fórum vai mudar em breve para a área onde está nosso setor de obras, como estava previsto", disse o subprefeito.



O Estado de São Paulo - Notícia do dia 29/04/2010.
São Paulo, 04/05/2010


Matéria postada no blog da APNEN: 06/05/2010

terça-feira, 4 de maio de 2010

Acesso em bibliotecas é precário para portadores de deficiência

Maioria das bibliotecas brasileiras é usada mais para pesquisas do que para lazer e elas ainda não são acessíveis.


Da Reportagem Local - (Matéria 1)

No final da tarde de ontem, a biblioteca Álvaro Guerra, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo, tinha apenas uma frequentadora. Professora, ela fazia pesquisas no local.

O cenário era similar ao da vizinha Alceu Amoroso Lima, onde, entre os 12 frequentadores, havia um grupo de adolescentes estudando e pessoas com listas de livros nas mãos.

Como nos dois locais visitados pela Folha, a maioria das bibliotecas brasileiras é usada mais para pesquisas do que para lazer, aponta o primeiro censo das bibliotecas municipais do país, divulgado ontem pelo Ministério da Cultura.

Segundo os dados, o lazer é responsável por apenas 8% da procura pelas bibliotecas. Em SP, esse índice sobe para 22%.

Já as pesquisas escolares são o principal motivo de frequência às bibliotecas (com 65% das visitas), seguida das pesquisas em geral (26%).

A pesquisa escolar desponta no Norte e no Nordeste: enquanto 75% usam as bibliotecas para tarefas escolares, apenas 1% visitam o local por lazer.

Entre setembro do ano passado e janeiro deste ano, pesquisadores foram a campo e fizeram consultas por telefone coordenados pela Fundação Getúlio Vargas. A pesquisa encontrou o seguinte cenário: 21% das cidades não tinham bibliotecas municipais abertas.

Em 8% dos municípios, de fato não havia biblioteca; em 13%, elas estavam em processo de reabertura ou implantação.

O estudo considera apenas as bibliotecas mantidas pelas prefeituras. Mas, segundo o Ministério da Cultura, bibliotecas estaduais ficam concentradas nas capitais e o mais provável é que os municípios sem bibliotecas municipais não tenham nenhum outro espaço de leitura mantido pelo poder público.

Nas que estavam em funcionamento, o censo constatou fragilidades: 71% não ofereciam acesso do público à internet, 91% não tinham estruturas acessíveis a deficientes visuais e 53% tinham condições inadequadas, segundo os técnicos.

Parte desses problemas foi considerada crítica por Fabiano Piúba, diretor de livro, leitura e literatura do ministério. A falta de acessibilidade, segundo ele, é "gravíssima".

Piúba afirma que a responsabilidade pelas bibliotecas é, principalmente, dos municípios. À União, continua, cabe instigar as cidades a organizarem o espaço e oferecer materiais, como livros e mobiliário.

Paulo Ziulkoski, presidente da Confederação Nacional dos Municípios, afirma que a biblioteca deveria ser vista com mais importância pelos gestores, mas que os municípios sofrem com falta de verbas.

Folha de São Paulo
São Paulo, 03/05/2010


No Brasil, somente 9% das bibliotecas públicas municipais é acessível para deficientes visuais. Para outras deficiências, o número é de 6%.

Rafael Moraes Moura -(Matéria 2)

Só 9% das bibliotecas públicas municipais têm serviços para pessoas com deficiência visual, segundo levantamento divulgado pelo Ministério da Cultura. Quando o universo em questão é o de pessoas com outras necessidades especiais, o índice é ainda menor: 6%. O estudo leva em consideração a acessibilidade (rampas e corrimões) e a presença de materiais como livros em braile e audiolivros.
No Estado de São Paulo, 15% das bibliotecas têm serviços para pessoas com deficiência visual e 18% para aqueles com outras necessidades. Por lei, todos os prédios públicos precisam ter acessibilidade.


O Estado de S. Paulo
03/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 04/05/2010.

Em Portugal, pessoas com deficiência perdem pensão quando casam

Os cidadãos com deficiência optam muitas vezes por não casar, de forma a preservar a pensão de 189 euros que o Estado lhes atribui mensalmente.




Em Portugal, os cidadãos com deficiência optam muitas vezes por não casar, de forma a preservar a pensão de 189 euros que o Estado lhes atribui mensalmente. A lei diz que perdem a pensão se o cônjuge auferir rendimentos iguais ou superiores a pouco mais de 200 euros. Esta situação é antiga e foi por diversas vezes contestada pelo presidente da Associação Portuguesa de Deficientes (APD), Humberto Santos, sem que surtisse qualquer efeito.

"É de uma injustiça atroz", diz o presidente da APD, lembrando que a pensão é de apenas 189 euros. A lei diz que se essa pessoa casar e o cônjuge tiver rendimentos iguais ou superiores a 70% do Indexante dos Apoios Sociais (419, 22 euros) a pensão é cancelada. Esta percentagem era de 50% até à semana passada, altura em que entrou em vigor o orçamento de Estado e este valor foi atualizado. Ainda assim, basta, por isso, que o cônjuge aufira pouco mais de 200 euros para que a pessoa com deficiência perca a pensão. "Estamos a falar de valores miserabilistas. O que é isto de 189 euros mais duzentos euros!? Ninguém consegue viver com estes valores", diz Humberto Santos.

Até 2007 o valor da pensão era calculado a partir do salário mínimo nacional, mas, desde então, é calculado a partir dos chamados Indexantes dos Apoios Sociais (IAS). Estes indexantes valem hoje menos que o salário mínimo, que é de 475 euros. Esta é, também, uma questão de dignidade humana. Por que razão tem a pessoa com deficiência de ficar absolutamente dependente do cônjuge? E com que direito se atira toda a responsabilidade para este, sabendo-se, como se sabe, que as pessoas com deficiência têm geralmente muitos encargos com a saúde? Questões a que Humberto Santos não sabe responder, mas, segundo assume, é por isso que muitos optam por não casar. Outros, nem sabem que a lei determina essa suspensão e só depois de casarem se apercebem do que lhes aconteceu. "É incrível, num Estado de Direito, poder condicionar-se assim a vida das pessoas".

Para além desta questão, é o próprio valor da pensão que é contestada pela Associação de Deficientes. É que a mensalidade também é suspensa nos casos em que o deficiente encontra emprego ou realiza ações de formação e daí resultem rendimentos superiores a 50% do IAS. Se, por acaso, perde o emprego terá que requerer novamente a pensão, o que não é assim tão automático quanto isso. "Isto não tem ajudado o processo de inserção social e a situação só tende a agravar-se", garante.

Segundo os censos de 2001 existem em Portugal 634 408 pessoas com deficiência (6,1%), metade das quais sem grau atribuído.

Fonte: Jornal de Notícias
03 de maio de 2010

Matéria postada no blog da APNEN: 04/05/2010.

Técnicos do MEC visitam escola para possível prêmio

Escola de Iguatu, no estado do Ceará, é referência em educação inclusiva e pode ser uma das finalistas do prêmio "Experiências Educacionais Inclusivas"

Honório Barbosa

A Escola de Ensino Fundamental Carlos de Gouvêa, em Iguatu, a única na região Centro-Sul a desenvolver um projeto de educação especial para alunos com deficiência auditiva e visual, vive a expectativa de seleção como finalista do prêmio "Experiências Educacionais Inclusivas: a escola aprendendo com as diferenças", promovido pelo Ministério da Educação (MEC).

De acordo com o regulamento do concurso, serão selecionadas 25 escolas finalistas, sendo cinco de cada região. Depois, serão escolhidas cinco premiadas, uma em cada região. Recentemente, a unidade recebeu a visita de técnicos membros da comissão de seleção do MEC.

O objetivo da visita dos técnicos do MEC foi observar e avaliar o nível de desenvolvimento da experiência inscrita para participar do prêmio. "Estamos na expectativa de que seremos um dos cinco finalistas da região Nordeste", disse Ana Neudsa Queiroz Moreno, coordenadora de Educação Especial do Município. A Escola em um projeto de educação inclusiva que é referência no Ceará.

O prédio mantém sua fachada original, construída há 70 anos. No interior, também foram preservados detalhes arquitetônicos e a estrutura das salas. Ao longo de sete décadas, algumas salas foram ampliadas e reformadas. A unidade é a mais antiga em funcionamento no Município. "É uma escola que tem uma história dedicação ao ensino de qualidade. Muitas gerações estudaram nesta escola", frisou o diretor, Gilson Souza. O antigo Grupo Escolar era referência e os filhos da classe média e alta passavam obrigatoriamente pelos bancos de madeira do então primário e ginásio. Na atual década, surge a transformação e a escola passa abrigar um projeto inédito de inclusão de alunos deficientes auditivos e visuais.

Neste ano, estão matriculados 349 alunos no ensino regular e 46 no específico. São 12 turmas até o 9º ano e duas do Ensino de Jovens e Adultos (EJA). Há 42 com defiência auditiva, 23 com deficiência visuais e dez com deficiência mental.

Há uma equipe de professores treinados e preparos para o ensino da Linguagem de Sinais, a Libra, para os surdos, e de Braille para os cegos. Existem salas específicas e outras do ensino regular, onde os 349 alunos estudam com apoio de intérpretes de Libra. O projeto trouxe acessibilidade e está mudando a vida de centenas de crianças e de jovens. As parcerias com instituições públicas e privadas não cessam. E sempre há novidades. Neste ano, a unidade ganhou um estúdio para gravação de aulas em vídeo e áudio.


Aprendizado

"A produção de aulas em formato áudiovisual proporciona novo aprendizado"
Cristian Emerson dos Santos, Professor de Libras.

"Gostei muito das aulas e acho que fica mais fácil aprender com a repetição"
Moacir da Silva Filho, Aluno com deficiência auditiva.


Mais informações
Escola de Ensino Fundamental Carlos de Gouvêa
Município de Iguatu
(88) 3581-9452.


Diário do Nordeste
Iguatu, 03/05/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 04/05/2010.

Inclusão digital, escolar e social

A equipe do novo centro da UNESP, em Presidente Prudente promoverá alfabetização, inclusão digital e inserção no mercado de trabalho.



Da Redação

O campus da Unesp de Presidente Prudente inaugurou no início de abril, o Centro de Promoção para a Inclusão Digital, Escolar e Social. O investimento foi de R$ 710 mil. A unidade auxiliará na alfabetização e inclusão digital de jovens com deficiência, colaborando para sua inserção no mundo do trabalho. As atividades serão coordenadas pela professora Elisa Tomoe Moriya Schlünzen, da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT).

O projeto é resultado de mais de doze anos de pesquisas de Elisa sobre uso da informática na educação de pessoas com deficiência. "Esse tipo de capacitação abre uma enorme perspectiva de mudança de vida, gerando grande demanda por atendimento, daí a necessidade de construir uma sede própria para esse fim", afirma a professora.

O centro passa a ensinar 30 pessoas que já eram beneficiadas pelas atividades do grupo de pesquisa Ambientes Potencializadores para Inclusão (API). O grupo foi responsável pela inclusão digital de mais de 140 pessoas desde sua criação, em 2001. Os alunos apresentam diversos tipos de deficiência, como baixa visão, descontrole motor, síndrome de down, paralisia cerebral, hiperatividade e dificuldades educativas, de audição e de fala. A capacidade total de atendimento da nova estrutura ainda será verificada durante os primeiros meses.

A unidade tem 373 metros quadrados e está equipada com os seguintes itens: laboratório de informática; biblioteca; sala de reuniões; refeitório; sala de desenvolvimento; e uma outra chamada multifuncional, com equipamentos de acessibilidade de tecnologia assistiva, que proporciona ou amplia as habilidades funcionais.

Um dos aparelhos é a "colmeia", uma placa de acrílico que impede a pessoa com dificuldade motora de pressionar uma tecla involuntariamente. Há também um mouse adaptado, basicamente um microcontrolador com sensibilidade para a percepção de movimentos, posicionado sobre a cabeça do usuário. O ato de clicar é realizado por uma haste, acionada ao inflar das bochechas.

Os profissionais utilizam também softwares com "recursos amigáveis", como legendas e áudio das ações que são executadas no PC. O desenvolvimento desses programas é feito pelo Núcleo de Educação Coorporativa (NEC), também da FCT.

A criação de um "scrapbook" (livro de recado) é uma das formas que os monitores usam para ensinar os alunos a ler e a escrever e descobrir sua auto-imagem. Dentro de suas possibilidades, eles escrevem comentários rápidos, recados, contam um pouco de suas histórias e aprendem a trabalhar com fotos digitais. "Pretendemos introduzir ferramentas de libras em nossos processos de alfabetização futuros", diz Elisa.


Curso de extensão

O espaço possibilitará também o desenvolvimento de pesquisas e a promoção de formação a educadores, como o curso de extensão Tecnologias Assistivas promovido pelo API. As aulas são ministradas no âmbito da Universidade Aberta do Brasil, uma iniciativa do governo federal criada em 2005 para oferecer cursos virtuais de ensino superior ou complementar.

A 3ª e a 4ª edições serão realizadas ainda este ano. A próxima turma começa em maio, professores das escolas públicas de todo o País podem participar. Para isso é necessário que o interessado acesse a Plataforma Paulo Freire (freire.mec.gov.br/index/principal) para realizar a sua inscrição.


Fonte: Portal do Governo do Estado de São Paulo


Sentidos
Presidente Prudente, 03/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 04/05/2010.

SENAI capacita professores para ensinar pessoas com deficiência

Curso de aperfeiçoamento em educação inclusiva é oferecido a professores da rede estadual de educação e do SENAI em Goiânia.

Da Redação

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Estado de Goiás (SENAI/GO) e a Secretaria Estadual de Educação do Estado realizam a partir desta semana, em Goiânia, um curso de aperfeiçoamento para professores de educação profissional de pessoas com deficiências. Ao todo, participarão da capacitação, de 82 horas-aula, 60 professores da rede estadual de educação e do SENAI. Mais da metade do curso, 42 horas, será ofertada na modalidade de educação a distância, via internet.

Na aula inaugural, realizada presencialmente nesta segunda-feira (3), a coordenadora do Programa SENAI de Ações Inclusivas (PSAI), Loni Manica, ministrará palestra sobre os desafios do docente da educação profissional para atuar com pessoas com deficiência. Ela apresentará práticas pedagógicas de professores da instituição que atuam com esse público.

O SENAI também realiza nacionalmente um curso de matemática Braille a distância para docentes da instituição. A abertura da capacitação será realizada na próxima quarta-feira (5), por videoconferência, para todos os regionais da entidade.

A metodologia foi elaborada por especialistas da escola SENAI Ítalo Bologna, localizada no município de Itu, em São Paulo. O objetivo é fazer com que docentes que atuam com inclusão de pessoas cegas conheçam o sistema Braille e o raciocínio lógico-matemático desses alunos.


DCI
Goiânia, 03/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 04/05/2010.

Traje espacial russo ajuda crianças com paralisia cerebral

Vestimenta foi criada 40 anos atrás para evitar o enfraquecimento dos ossos e dos músculos dos astronautas.

Um traje criado por cientistas russos para ser usado no espaço está mudando a vida de crianças com paralisia cerebral.

Para Andreza, caminhar ainda é um enorme desafio por causa da paralisia cerebral. Quando ela usa a roupa especial a postura melhora e os passos são dados com mais segurança. Para a mãe, a dona de casa Ana Cláudia de Jesus, a realização do maior sonho da família está próxima.

"Ver minha filha andando, de pé, que é o sonho dela também. Ela vê outras crianças correndo e ela sente vontade também", contou.

O traje foi criado 40 anos atrás pelos russos para evitar o enfraquecimento dos ossos e dos músculos dos astronautas na gravidade zero. Os elásticos que ligam tronco, cintura, joelhos e pés obrigam o corpo a fazer esforço, mesmo parado.

Hoje, o equipamento é usado em mais de 50 países para ajudar pessoas com paralisia cerebral a andar. Uma ONG de salvador é a primeira instituição da América Latina a utilizar a roupa. Os trajes foram doados pela empresa russa, dona da patente.

O tratamento com o traje dura de dois a três meses, dependendo do grau de dificuldade que cada uma destas crianças tem para andar, sentar ou levantar. É um tempo curto em comparação com outras formas de reabilitação. Essa rapidez no resultado é uma das grandes vantagens do equipamento.

"Com a fisioterapia convencional, eu levaria um ano e meio, dois anos, para fazer uma criança andar. Com o traje, nós conseguimos abreviar isso e, com isso, dar uma independência para a criança e para a família, em termos de inclusão social, muito mais rápida", explicou a o diretor da ONG, Pedro Guimarães.

O trabalho com a roupa é associado à fisioterapia tradicional, fonoaudiologia e a outras atividades na ONG. Ana Vitória já consegue ficar em pé sozinha. Para ela, um avanço e tanto.

"Ela se sente segura para isso porque ela não fica com aquele medo, já ajuda na postura dela", disse a mãe Nadjane de Souza.


Gazetaweb
03/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 04/05/2010.