sábado, 22 de maio de 2010

Dados do Censo permitirão estudo sobre pessoas com deficiência no Brasil




Flávio Arns propõe análise dos números sobre deficiência no Brasil.

Na quarta-feira (20), Flávio Arns afirmou que gostaria que o IBGE fornecesse "o retrato que tem que acontecer em relação à pessoa com deficiência no Brasil". No último censo, o IBGE registrou que 14,5% da população brasileira apresenta algum tipo de deficiência, o que representa cerca de 30 milhões de pessoas.

Os números são indistintamente relativos a todas as faixas etárias e a todas as áreas de deficiência. Arns destacou que alguns fatores interferem no resultado do Censo. A falta no Brasil uma lei que defina quem são as pessoas com deficiência é um deles, o tipo de questionário do IBGE também e, ainda, variáveis culturais – a dificuldade que as próprias famílias têm em identificar um membro como pessoa com deficiência, quando se trata de deficiência leve.

O senador pontuou: "Não temos uma lei; temos um decreto e muita discussão neste decreto para se chegar a uma conclusão. Basta citar como exemplo, o caso da visão monocular, da pessoa que enxerga com um dos olhos somente. Aprovamos uma lei dizendo que visão monocular deveria ser considerada uma deficiência, inclusive para os efeitos legais. Essa lei foi vetada pelo Sr. Presidente da República; o STF considera o portador de visão monocular uma pessoa com deficiência. O STJ e a Advocacia-Geral da União, na sequência, determinaram que a visão monocular fosse incluída no decreto como uma deficiência. Vejam que a situação não é tão simples".

O senador acredita que o debate vai longe. A deficiência intelectual (deficiência mental), conforme ilustrou, pode variar em grau – leve, moderado, severo, profundo. E explicou: "Dependendo do desvio padrão em relação à média, caracteriza-se como um, como outro, por intermédio dos comportamentos adaptativos e das respostas que a pessoa possa oferecer. Então, há que se observar o desempenho da pessoa em várias situações para definir em que caso se enquadra. Isso nem a família sabe responder ao entrevistador; é complexo e envolve variáveis culturais".

Além disso, o parlamentar afirma que estabelecer o percentual de pessoas com deficiência fica dificultado também em função de não se saber exatamente como o trabalho é feito pelo IBGE. O formulário básico não contempla informações da pessoa com deficiência; isso só ocorre no questionário suplementar à pesquisa básica.

Arns disse que várias famílias já entraram em contato com o Senado Federal dizendo que o censo nunca perguntou se havia na casa uma pessoa com deficiência. "O que queremos no Brasil é uma analise adequada do quadro para que haja políticas públicas, entrosamentos, abertura de caminhos para que este contingente enorme de pessoas com deficiência possa na verdade trilhar o caminho da cidadania", explicou.



Fonte: Assessoria de Imprensa - Senador Flávio Arns (PSDB - PR)
Sexta-feira, 21 de Maio de 2010

Matéria postada no blog da APNEN: 22/05/2010

Escolas podem pedir recursos para adequação de instalações



Repasses variam de R$ 12 mil a R$ 18 mil.

Escolas públicas que tenham estudantes com deficiência matriculados em classes comuns do ensino básico regular podem apresentar planos de trabalho com pedido de recursos do Programa Escola Acessível. Os repasses variam de R$ 12 mil a R$ 18 mil, segundo o número de matrículas da instituição de ensino no Censo Escolar.

De acordo com a Resolução nº 10/2010, do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), podem fazer planos e pedir recursos as escolas que participaram, entre 2005 e 2008, do Programa de Implantação de Salas de Recursos Multifuncionais, desenvolvido pela Secretaria de Educação Especial (Seesp) do Ministério da Educação.

Podem receber recursos, transferidos pelo Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), iniciativas de adequação arquitetônica ou estrutural de espaço físico reservado a salas de recursos multifuncionais; de adequação de sanitários, alargamento de portas e vias de acesso, construção de rampas, instalação de corrimãos e colocação de sinalização tátil e visual; de aquisição de mobiliário acessível, cadeira de rodas, material desportivo acessível e outros recursos de tecnologia assistiva.


Ministério da Educação
Brasília, 21/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 22/05/2010.

CONSULTA PÚBLICA - PL n.º 520 de 2008

Proposta de novo texto - PL n.º 520 de 2008 - que recria o Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência no Município de São Paulo.

Há alguns meses uma Câmara Técnica composta por pessoas com deficiência e organizações de e para pessoas com deficiência do município de São Paulo vem estudando e discutindo o PL n.º 520 de 2008 - que recria o Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência no Município de São Paulo.

Em anexo está a proposta de novo texto, como resultado desses estudos e discussões. A partir de hoje, disponibilizamos o texto para consulta pública. Receberemos as propostas de alteração do texto até o dia 1º de junho de 2010 através do e-mail: atendimentodireto@entreamigos.org.br.

Acesse www.entreamigos.com.br/node/2761 para ler o novo texto.



Entre Amigos
São Paulo, 21/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 22/05/2010.

III Encontro do Rompendo Barreiras



"Inclusão da Pessoa com Deficiência no Ensino Superior"

Estão abertas as inscrições para o III Encontro do Rompendo Barreiras: "Inclusão da Pessoa com Deficiência no Ensino Superior".

Data: 09 de junho de 2010

VAGAS LIMITADAS

ACESSE: www.educacao.uerj.br/3EncontroRompendoBarreiras

Apresentação

O Programa Rompendo Barreiras luta pela inclusão da pessoa com deficiência na sociedade. Desta forma, para que essa inclusão ocorra de forma digna e participativa, entendemos que a Universidade deve ser um pólo educacional que irradie exemplos de inclusão. Sendo assim, buscando oferecer contribuições concretas sobre a inclusão de estudantes universitários com deficiência, o III Encontro do Rompendo Barreiras visa suscitar questões e promover debates que evidenciem as situações e recursos que favorecem a inclusão do aluno com deficiência no Ensino Superior. Com esse objetivo, serão levantadas condições que propiciem a inclusão do ponto de vista educacional e social; graduandos e graduados com deficiência terão vez e voz para relatarem as experiências vivenciadas por eles na UERJ. Esta oportunidade de declararem se as atitudes humanas e condições materiais fazem/fizeram com que se considerem/se considerassem incluídos poderá ser o diferencial motivador de novas ações inclusivas na Universidade.


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As Barreiras foram feitas para serem Rompidas.
Programa Rompendo Barreiras: Luta pela Inclusão/UERJ


Faculdade de Educação da UERJ
Rio de Janeiro, 21/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 22/05/2010.

TJDFT suspende processo contra dentista acusado de arrancar dentes de adolescente

Dentista terá de pagar R$ 51 mil como indenização à vítima, que tem deficiência mental.

Da redação

Em decisão referendada nesta quinta-feira (20/5) pela juíza Gilza Fátima Cavalcante Diniz, da 2ª Vara Criminal de Brasília, está suspenso o processo contra o cirurgião-dentista Wilson Oliveira Santos. Ele era acusado de arrancar, sem necessidade, todos os dentes do estudante César Oliveira Ferreira, 17 anos, que tem deficiência mental.

Contudo, como condição para que a decisão fosse tomada, o dentista terá de pagar R$ 51 mil como indenização à vítima. Wilson também terá de pedir autorização à Vara de Execuções Penais e Medidas Alternativas (VEPEMA) caso queira deixar o DF por mais de 60 dias, além de informar e justificar semestralmente sobre suas atividades. Caso o réu cumpra com todas essas exigências, o processo será arquivado ao final do prazo de quatro anos.

A ação criminal suspensa nesta tarde foi impetrada pelo Ministério Público (MP), que julgou imprudente a ação do dentista de retirar todos os dentes do adolescente sem autorização dos pais, em setembro do ano passado. A proposta inicial dos promotores do MP pedia uma indenização de R$ 100 mil, mas após longa negociação, o valor foi reduzido pela metade, acrescido de mais R$ 1 mil por se tratar de um pagamento parcelado (17 de R$ 3 mil).

Além de César Oliveira, o também deficiente mental Roberto Pinto Duarte, 35, foi outra das vítimas de Wilson Oliveira. Assim como o adolescente, Roberto também teve todos os dentes arrancados sem necessidade, na mesma época. Contudo, nesta tarde, o dentista foi julgado apenas pela lesão corporal contra o menino de 17 anos.


Condições do benefício

O Artigo 89 da Lei nº 9.099/95 diz que nos crimes em que a pena mínima for igual ou inferior a um ano, o Ministério Público, ao oferecer a denúncia, poderá propor a suspensão do processo, por dois a quatro anos, desde que o acusado não esteja sendo processado ou não tenha sido condenado por outro crime, presentes os demais requisitos que autorizariam a suspensão condicional da pena.

Quando o acusado aceita a proposta, são fixadas na audiência as condições para que ele receba o benefício. A lei prevê, entre outras coisas, a reparação do dano, a proibição de frequentar determinados lugares e a necessidade de autorização judicial para ausentar-se da cidade. O benefício é revogado se, durante o prazo de suspensão, o beneficiário for processado por outro crime ou descumprir alguma condição imposta. Caso isso não ocorra, o juiz declara a punição extinta. Se o acusado não aceitar a proposta, o processo prosseguirá até o julgamento do mérito.



Correio Braziliense
Brasília, 21/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 22/05/2010.

Prefeitura de Estância realiza V Grande Encontro de Educação Inclusiva

Evento, que conta com palestras, conferências e minicursos, acaba hoje.



Da redação

Cerca de 200 diretores e professores das escolas públicas municipais, técnicos da Secretaria Municipal de Educação, e especialistas em Educação Inclusiva, participaram, na última segunda-feira dia 18, da abertura do V Grande Encontro da Educação Inclusiva. O evento acontece até a próxima sexta-feira (21/05), das 8 às 17h no Ginásio do Colégio Sagrado Coração de Jesus

Estância é uma cidade Pólo e responsável pela ação de multiplicar o "Programa Educação Inclusiva", por meio de cursos de formação de gestores e educadores. A meta é de formação contínua para professores do município de Estância e de seus 21 municípios de abrangência, visando ainda possibilitar aos profissionais do sistema público de ensino a implementação de políticas educacionais orientadas pelo princípio da inclusão.

Durante estes quatro dias haverá palestras, conferências e minicursos com a Psicóloga Educacional Elisabete Dias de Sá, de Belo Horizonte, a Psicóloga Isabella Caroline Bezerra, de Aracaju, a psicóloga Rose Santana, de Canindé de São Francisco, a Pedagoga e Fonoaudióloga Geisa Bibiano, e a Pedagoga e Fonoaudióloga Geisa Feitosa. A iniciativa é resultado de uma parceria entre a prefeitura e o Ministério da Educação.

Estiveram presente na ocasião a Secretária de Educação Línia Costa Carvalho (representando o Prefeito Ivan Leite) que em sua fala de abertura lembrou a importância da participação dos professores e gestores na promoção de uma educação pública de qualidade para a inclusão de todos, e ressaltou que o encontro é uma oportunidade para todos adquirirem novos conhecimentos sobre a Educação Inclusiva e o Atendimento Educacional Especializado.

Além dos diretores e professores, estiveram prestigiando o evento Romualdo Vieira, Secretário Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente, e Carlos Menezes de Souza Junior, Secretário Municipal de Cultura, Juventude e Desporto.


Plenário
Estância, 21/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 22/05/2010.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Criança autista é processada por ameaça terrorista

A criança autista de 14 anos foi acusada de terrorismo por desenhar bonecos de pauzinho com armas.


Da redação




Com capacidade mental de um garotinho da terceira série, o jovem autista Shane Finn desenhou bonecos palito representando ele mesmo atirando em seu professor em uma folha de prova. Agora ele responde a um processo por terrorismo.

A mãe do aluno, Karen Fnn, disse que o Q.I. do garoto é de apenas 75 e que ele nem sabe ter feito qualquer coisa errada. Ela admitiu que Shane tem dificuldade em expressar raiva e frustração, mas que isso é uma característica de sua doença. Apesar de não se orgulhar com os desenhos de seu filho, Karen vai lutar contra as acusações, obviamente.

A escola o suspendeu e ele responderá ao processo em um tribunal da Georgia.

"SEM COMENTÀRIO"

Vírgula
20/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 21/05/2010

Ato Público: "NÃO SOMOS INVISÍVEIS!!!!"

Movimento SuperAção convida você para ir ao evento na sexta, 21 de maio, às 13:00

Evento: Ato Público: NÃO SOMOS INVISÍVEIS!!!!
Data de início: sexta, 21 de maio às 13:00
Término: sexta, 21 de maio às 15:00
Local: MASP - Av. Paulista (À duas quadras do Ministério Público Federal de SP)

O IBGE no próximo Censo 2010, se propõe a coletar dados referente as pessoas com deficiência por forma de amostragem, método através do qual se obtêm conclusões sobre as características de um conjunto numeroso (universo) mediante o exame de um grupo parcial desse universo. Ou seja, o Censo coletará os dados das pessoas com deficiência de 10 em 10 casas, aumentando a exatidão desses dados, possiblitando a chance de erro e desconsiderando essa parcela da população. Muitas pessoas com deficiência continuarão sem existir, para o Censo.

O IBGE NOS RESPONDEU QUE OS QUESTIONÁRIOS JÁ ESTÃO PRONTOS E O CENSO INICIARÁ EM 01 DE AGOSTO E NÃO TEM MAIS TEMPO DE MELHORAR O QUESTIONÁRIO.

Para que as pessoas com deficiência passem a existir, em dados precisos do IBGE no Censo 2010, é hora de UNIÃO!!

OU VAMOS AGUARDAR MAIS 10 ANOS, ATÉ 2020 PARA PASSARMOS A EXISTIR PRECISAMENTE?

OBJETIVOS DO ATO PÚBLICO:

- PARA QUE AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA TENHAM POLÍTICAS PÚBLICAS REALIZADAS DE FORMA CONCRETA E SÉRIA;

- PARA QUE O IBGE REALIZE UM CENSO 2010 NÃO SOB FORMA DE AMOSTRAGEM, NA COLETA DE DADOS DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA;

- PARA QUE O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO, NOS INFORME UMA POSIÇÃO DA DENUNCIA ENCAMINHADA E PROTOCOLADA SOB NÚMERO 1.34.001.001709/2010-69


Mais em www.movimentosuperacao.org.br.


movimento superação
20/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 21/05/2010

Sem nexo causal não pode haver indenização por erro médico

Para haver indenização, deve ficar comprovado a relação causa e efeito entre o procedimento e o dano.

Para se conceder uma indenização por danos morais, materiais e estéticos relacionados a erro médico em cirurgia, deve ficar comprovado o nexo causal (relação de causa e efeito) entre o procedimento e os supostos danos. Com esse entendimento, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, aceitar recurso movido pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) contra decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), que concedeu indenização a um funcionário da empresa após cirurgia realizada em hospital da própria empresa.

O funcionário da empresa foi acometido por mielopatia súbita sem trauma, doença incurável. Durante o tratamento médico, não houve um diagnóstico definitivo da doença e foi indicada uma cirurgia de descompressão da coluna. Após a cirurgia, o paciente ficou paraplégico e entrou com ação de indenização contra a CSN. O TJRJ considerou que, apesar de não ficar comprovado o erro médico ou a culpa da siderúrgica, haveria direito a uma indenização por dano moral de 50 salários mínimos, com considerações humanitárias.

No recurso ao STJ, a defesa da CSN alegou ofensa ao artigo 159 do Código Civil (CC) de 1916, pela falta de nexo causal entre a cirurgia e a paralisia. Também argumentou que conceder a indenização por questões humanitárias ou "por pena" seria julgar a causa com fundamento diferente daquele proposto na ação, o que é vedado pelos artigos 128 e 460 do Código de Processo Civil.

Em seu voto, o relator do processo, desembargador convocado Honildo de Mello Castro, apontou que perícia inclusa no processo indicou haver diagnósticos diferentes da doença e que haveria pelos menos quatro outras patologias que poderiam ser confundidas com a mielopatia súbita. A perícia também indicou que a cirurgia seria indicada para casos em que o diagnóstico fosse incerto e que a paraplegia era um desenvolvimento natural da doença.

Com base nessas informações, o relator considerou que não houve nexo causal que apontasse o erro médico. O ministro sustentou que o artigo 927 do atual CC impede que alguém seja responsabilizado por aquilo a que não deu causa e que o artigo 403 do mesmo código só considera como "causa" o evento que produz direta e concretamente o dano. Para o magistrado, isso vedaria o pagamento de indenização no caso, conforme a jurisprudência do próprio STJ. Com essa fundamentação, o ministro cancelou o pagamento da indenização, destacando que o benefício não poderia ser concedido por razões humanitárias, pois essa hipótese não é prevista na legislação.



InfoAtivo.DefNet
Rio de Janeiro, 20/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 21/05/2010

Proposta apresentada em evento da Defensoria busca garantir intérpretes de libras em órgãos públicos

Já está em trâmite, na Assembléia Legislativa (Alesp), o projeto de lei 322/2010, que trata do tema.




O Defensor Público Wladimyr Alves Bitencourt apresentou, durante o "I Encontro de Surdos de Osasco", promovido pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo, uma proposta a representantes do legislativo estadual para garantir em toda repartição, no setor de atendimento ao público, pelo menos uma vez por semana, durante todo o horário de funcionamento, um tradutor e intérprete de libras.

Graças a este ofício que já está em trâmite, na Assembléia Legislativa (Alesp), o projeto de lei 322/2010, que trata do tema. Para o Defensor Público a medida será de extrema importância para a mudança do paradigma na nossa sociedade, pois muitas vezes a população surda não sai de casa nem mostra seu rosto simplesmente porque não consegue se comunicar.

O projeto já conta com uma emenda para que, além do intérprete em Libras, ao menos um funcionário de cada repartição seja treinado em Libras para realizar uma comunicação básica com o surdo no dia-a-dia. Além disso, caso a pessoa surda não possa ser imediatamente atendida, o órgão será obrigado a emitir uma certidão, atestando o comparecimento do interessado e explicando a impossibilidade do atendimento. O interessado retornará, então, em data agendada.

Também já está prevista uma audiência pública na Assembleia para debate do projeto, cuja data deve ser definida em breve.


Saiba mais:

A formação do tradutor e intérprete de Libras-Língua Portuguesa é regulamentada pelo Decreto Nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005.



MP-PE
São Paulo, 20/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 21/05/2010

Curitiba terá sinalização específica para cegos em toda a cidade

Segundo vereadora, a ideia é "facilitar a vida da população e garantir o bem-estar de todos"

Mara Andrich



O plenário da Câmara Municipal de Curitiba aprovou na semana passada o requerimento da vereadora Noemia Rocha (PMDB), que propõe sinalização específica (pistas táteis) para pessoas portadoras de deficiência visual, em toda a cidade.

Curitiba conta com este tipo de sinalização na região central, especificamente na Rua XV de Novembro e em parte da Avenida Marechal Deodoro. Segundo a vereadora, a ideia é "facilitar a vida da população e garantir o bem-estar de todos".

Ela comentou, ainda, que a falta desse tipo de sinalização foi sentida pela comunidade, e por isso o requerimento foi feito. Segundo ela, integrantes da Associação Comerciantes e Moradores da Área Central de Curitiba observaram a dificuldade e procuraram seu gabinete de trabalho em busca de solução. Entre os portadores de deficiência, as opiniões são diversas.

"Entre nós, algumas pessoas são contra, outras são a favor das pistas táteis. Na minha opinião, seria mais vantajoso melhorar as condições das calçadas em geral do que colocar pista tátil. Em alguns casos, essa pista delimita o trajeto da pessoa e, se ela sair da pista, pode ficar perdida", argumentou o vice-presidente da Associação dos Deficientes Visuais do Paraná (Adevipar), Jaime Oliveira.

Para ele, é necessário que os vereadores ouçam primeiramente as categorias afetadas, para somente depois fazer propostas como essas. "Nós não fomos consultados", disse ele.


Paraná Online
Curitiba, 20/05/2010

Fórum discute deficiência

Encontro reuniu, além das pessoas portadoras de deficiência e seus familiares, organizações que militam pela causa.

Da redação



Sempre que possível, Ana Maciel, 50, vai aos encontros para discutir o acesso. Portadora de uma limitação causada por poliomielite, a presidente da Associação dos Deficientes Motores (ADM) do Ceará segue visitando os encontros, sem se deixar abater. "É um tema tão discutido, tão debatido, e não vemos resultados significativos. Mas não me deixo entristecer. As pessoas têm de perceber que o acesso não é um favor, mas uma obrigação", afirma ela, presente no I Fórum de Deficiência e Acessibilidade.

Com o tema Vai Encarar? A nação (quase) invisível de pessoas com deficiência, o encontro reuniu, além das pessoas portadoras de deficiência e seus familiares, organizações que militam pela causa. O fórum discutiu as falhas e os avanços verificados nas últimas duas décadas em relação à proteção e ao convívio com as pessoas com limitações. A coordenação do evento foi feita pela Arte Pensamento, empresa voltada para a organização culturais.

A jornalista e ex-modelo Flávia Cintra, 37, atendia às pessoas com paciência e compreensão. Ela inspirou o autor Manoel Carlos a criar a personagem Luciana da novela Viver a Vida. Assim como no folhetim, a deficiência de Flávia foi causada por um acidente na estrada. A então modelo contava apenas 18 anos. "Quanto mais gente cobrando os acessos, maiores são as chances de conseguirmos", aponta. A jornalista estreou como repórter da revista eletrônica Fantástico, é profissional ativa e mãe em segundo expediente. Assim como Luciana, Flávia deu a luz a gêmeos, há três anos.

De acordo com a deputada federal Gorete Pereira (PR), 28 milhões de brasileiros têm alguma limitação física ou mental. "Cerca de 70% deles vivem abaixo da linha da pobreza e 90% estão fora do mercado de trabalho", acrescenta. No Ceará, eles somam 17,3% da população. "Não precisamos de mais leis, precisamos colocá-las em prática", diz.

O Ceará está em terceiro lugar no Nordeste quanto à lista de pessoas com deficiência, de acordo com a assessora da subsecretária Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Beatriz Praxedes.

"Não precisamos de mais leis, precisamos colocá-las em prática"


O Povo
Fortaleza, 20/05/2010

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Fotógrafo cego clica campanha publicitária

Teco Barbero, que já clicou peças para a campanha da Associação Desportiva para Deficientes, conta sobre sua trajetória e técnica de fotografia em filme criado pela agência.


Da redação

A age. acaba de dar mais um passo para reforçar o trabalho da Associação Desportiva para Deficientes (ADD), entidade que luta pela valorização e integração de pessoas com deficiência. A agência criou um documentário sobre Teco Barbero, deficiente visual que fotografou as peças da mais recente campanha da Associação. O filme, que pode ser acessado pelo site www.fotografocego.com.br ou pelo YouTube, conta sobre a aproximação de Teco com o universo da fotografia e a sua técnica de captação de imagens. Desde que entrou no ar, no mês passado, o documentário já registrou mais de 100 mil acessos pelo site.

Teco Barbero é formado em jornalismo pela Universidade de Sorocaba. Tirou sua primeira foto aos 16 anos, numa viagem para a Suíça. "Foi só porque meu pai reclamou que ele não iria aparecer em foto alguma da viagem", diz Barbero. Voltou a clicar aos 21, quando participou de um curso de fotografia para cegos idealizado pelo documentarista Werinton Kermes. Lá, aprendeu a fotografar usando o próprio corpo. "Para um fotógrafo cego, o enaquadramento, o foco, a estética, pouco importa. O relevante é que pela foto posso mostrar a maneira que enxergo o mundo", sustenta o jornalista.

No Brasil, Teco Barbero foi o primeiro fotógrafo deficiente visual a clicar uma campanha publicitária. O filme da campanha, que foi veiculada no ano passado, mostrou Teco fotografando um cadeirante da ADD. Além disso, a agência criou um making of da campanha e um hotsite exclusivo com todas as informações da ação. Para dar continuidade à comunicação, a age. pretende convidar fotógrafos renomados do mercado brasileiro para clicar de olhos vendados.

Segundo Carlos Domingos, diretor de criação da age., mostrar que um deficiente pode fazer muito mais do que as pessoas pensam foi a maneira de chamar a atenção do público. "É motivo de muito orgulho poder participar de mais uma campanha impactante para a ADD, que vem gerando muitos comentários e um bom retorno para a instituição. Trabalhar com o Teco foi muito tranquilo, já que é um profissional eficiente e prestativo. Ao contrário do que as pessoas possam pensar, não foi mais fácil nem mais difícil trabalhar com ele. Foi mais um job, como qualquer outro", finaliza Domingos.


Portal da Propaganda
19/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 20/05/2010

Feira Cultural Inclusiva - Edição Tatuapé

Instituição interessada em ocupar um estande deve entrar em contato com a Secretaria até 11 de Junho.

A Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED) e a Subprefeitura da Mooca promovem, dia 27 de junho (domingo), das 10h às 17h, na Praça Silvio Romero, a Feira Cultural Inclusiva - Edição Tatuapé.

O evento busca envolver a sociedade, por meio de eventos culturais, no debate de temas ligados à inclusão da pessoa com deficiência, promovendo a integração de todos os públicos, a auto-estima, a cidadania e o combate ao preconceito.

A feira terá atrações artístico-culturais - sempre no âmbito da acessibilidade e da inclusão de participantes com e sem deficiência - e uma exposição de instituições e serviços públicos voltados à pessoa com deficiência.

Serão oferecidos 50 espaços de exposição (estandes padronizados de 1,80m x 1,80m) nos quais poderão ser divulgados o trabalho realizado e comercializados de artigos confeccionados pelos expositores, seguindo os critérios:

10 para instituições ligadas à deficiência visual
10 para instituições ligadas à deficiência auditiva
10 para instituições ligadas à deficiência intelectual
10 para instituições ligadas à deficiência física e múltipla
10 para serviços públicos municipais


Pré-Requisitos

A instituição interessada em ocupar um estande deverá enviar e-mail para sfarisco@prefeitura.sp.gov.br com o nome da instituição, endereço, telefone e nome da pessoa responsável para contato até o dia 11/06/2010.

Após a inscrição, a SMPED entrará em contato informando a data em que a instituição deverá apresentar na Subprefeitura de Mooca - na Rua Taquari, nº549 - a descrição do material que será exposto.

Os gastos com aluguel do estande (haverá lista de fornecedores indicados), assim como os relativos a transporte e montagem dos materiais/produtos a serem expostos, serão assumidos pelo expositor.

Caso o número de interessados ultrapasse o de vagas em cada segmento, será utilizada como critério de escolha a data de inscrição.

Da mesma forma, caso o número de estandes previstos para cada segmento não seja preenchido até o dia 14/06/2010, serão convidadas instituições de outras áreas, também obedecido o critério do prazo de inscrição.

Os nomes das instituições confirmadas para o evento serão anunciados no dia 17/06/2010, por meio de veiculação nos sites da Subprefeitura e da SMPED.

Mais informações podem ser obtidas com Siumara Farisco, no tel: (11) 3113-8794 ou pelo e-mail sfarisco@prefeitura.sp.gov.br.



Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida
São Paulo, 19/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 20/05/2010

MEC: índice de acessibilidade na rede pública é de 14,6%

Na rede particular, o índice sobe para 29,7%.


Da redação

Os indicadores do Censo Escolar Inep/2009 registram que o índice de acessibilidade na rede pública é de 14,6%, e na particular de 29,7%. Os dados, fornecidos pelo Ministério da Educação (MEC), apontam que o número de instituições adequadas para receber pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida ainda é baixo.

Estão incluídas na lista de dependências, banheiros, salas de aula, corredores, auditórios, entre outros. Do total de 161.783 escolas públicas da Educação Básica no País, 23.750 (14,6%) tem acessibilidade arquitetônica. Na rede privada, o total de escolas é de 35.685 , sendo 10.623 (29,7%) com acessibilidade.


Terra
19/05/2010
Data da notícia: 14/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 20/05/2010

Demtra emite cartões para idosos e deficientes

Município de Araçatuba começa a entrega de cartões especiais para identificação de carros para vagas preferenciais. Cidade é a quarta do estado a implantar o novo sistema de controle.

Sérgio Teixeira






O Demtra (Departamento Municipal de Trânsito) iniciou ontem (18) a entrega dos cartões especiais para identificação de estacionamento de veículos em vagas para idosos acima de 60 anos. Até o fechamento dos trabalhos, às 17h30, foram entregues 57 cartões para idosos.

Serão entregues na quinta-feira (20) os cartões para pessoas com deficiência, conforme estabelecido pelo departamento em anúncio feito no último dia 12. A exigência, que passa a valer na cidade a partir de 1º de julho, é imposta por resoluções baixadas pelo governo federal em 2008.

O diretor do Demtra, Rivaldo da Silva Gentil, o Casagrande, afirma que a procura foi boa para o primeiro dia. "Tudo ocorreu bem, apenas algumas pessoas que não trouxeram a documentação completa terão que retornar outro dia. Avalio de forma positiva esse primeiro dia", disse.


Quarta

Araçatuba é a quarta cidade do Estado de São Paulo a implantar o novo sistema de controle de estacionamento. As três primeiras foram São José do Rio Preto, Guarulhos e Osasco.

A cidade tem 117 vagas para pessoas com deficiência e 78 para idosos, distribuídas na região central e nas imediações de prédios públicos.


Serviço

Para outras informações sobre os cartões, os interessados devem procurar o Demtra, que fica na avenida Prestes Maia, 560, das 8h30 às 17h30. Telefone: (18) 3636-1240.



Folha da Região
Araçatuba, 19/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 20/05/2010

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Parceria entre hospital e escola ajuda menina com 10% de visão a aprender

Santa Casa de São Paulo capacita educadores para atuar em sala de aula. Adaptações simples garantem desenvolvimento do aprendizado.

Da Redação

Aos 9 anos, Yasmine Maria de Jesus Sousa Santos adora estudar. Entre os colegas da 4ª série, ela se destaca na leitura e interpretação de textos apesar de ter perdido 90% da visão antes de completar um ano. Fã dos gibis da Mônica, a estudante faz questão até de ajudar colegas de classe com dificuldade para decifrar as palavras.

O desenvolvimento de Yasmine na escola é um exemplo de que parcerias entre as áreas de saúde e de educação podem mudar a realidade de crianças e adultos deficientes.

Desde que a garota entrou na 1ª série da escola municipal Paulo Duarte, em Sapopemba, zona leste de São Paulo, professoras e a direção da escola passaram a receber a ajuda do hospital Santa Casa de Misericórdia, onde Yasmine passa por consultas desde pequena, para recebê-la melhor. "No pré, ela não aprendia. Então, quando foi para a 1ª série, pedi ajuda do hospital", disse a mãe de Yasmine, a dona de casa Jodélia Roseno dos Santos, de 26 anos.




Com dificuldade de visão, Yasmine Santos, de 9 anos, tem ajuda da professora Shirley Oliveira para ler em caderno com pautas grandes (Foto: Mateus Mondini/G1)

As professoras receberam informações básicas sobre as dificuldades de visão e sugestões simples de adaptações, como colocar a aluna em uma carteira perto da lousa, posicioná-la em um local bem iluminado, fazer textos e desenhos grandes em papel.

A professora da 1ª série passou por um workshop da Santa Casa e multiplicou as informações para as outras educadoras. "Se não soubéssemos tudo isso, seria muito mais difícil dar aula para ela", afirmou Maria Cecília Porro Pascoal, que deu aulas para a estudante na 3ª série.

Segundo a professora atual de Yasmine, Shirley Maria Goreti da Costa de Oliveira, a estudante procura fazer tudo sozinha, como os amigos de sala. "Ela fica feliz de fazer as mesmas atividades dos colegas", disse Shirley. A garota se aproxima do livro para ler e usa uma espécie de lupa para enxergar as letras.

De acordo com a fisioterapeuta do Setor de Visão Subnormal da Santa Casa, Ana Lucia Pascali Rago, a ideia de capacitar os professores surgiu quando ela e os colegas de trabalho perceberam que as principais reclamações das mães ocorriam com relação aos estudos. "Percebemos que havia muita dúvida. Faltava preparo", disse Ana Lucia.

A capacitação começou no próprio hospital em 2003. Agora, Ana Lucia vai até as secretarias municipais de educação para dar os workshops. A fisioterapeuta e a colega Luciana Pinto Cardoso escreveram ainda um guia, chamado "Educação à Vista - Baixa Visão na Escola, Guia de Orientação", que distribuem aos professores.

No total, entre encontros no hospital e nas cidades, mais de mil professores já receberam as dicas da Santa Casa, que recebe apoio pedagógico e financeiro da instituição norte-americana Perkins.

Segundo Ana Lucia, os estudantes com baixa visão ainda encontram muitas dificuldades nas escolas regulares. "Tem muito diretor que não quer ajudar, mas percebo que isso está mudando. A cada ano mais escolas procuram o hospital para perguntar como participar da capacitação", afirmou.


G1
São Paulo, 18/05/2010

Paraplégico voltou a andar com hormonas de crescimento

Clínica da Espanha promete resultados surpreendentes na cura de doenças cerebrais e motoras com o uso de hormônios do crescimento.

Comentário SACI: Notícia escrita em português de Portugal.

Da Redação

Uma clínica espanhola, em Santiago de Compostela, promete resultados surpreendentes na cura de doenças cerebrais e de deficiências motoras, com a aplicação de hormonas de crescimento. Os benefícios destas substâncias produzidas naturalmente na hipófise (glândula situada na base do cérebro) são reconhecidos, por exemplo, para aumentar a altura em pessoas com problemas de crescimento. Mas, na regeneração dos neurónios, este programa é pioneiro, avança o Diário de Notícias.

Com este tratamento, o director do Centro de Reabilitação Foltra, Jesús Devesa, professor catedrático na Universidade de Santiago de Compostela, conseguiu recuperar o filho, que ficou com lesões cerebrais depois de um grave acidente de carro. Foi o seu primeiro doente. E Pablo, hoje com 29 anos, conseguiu voltar a andar, falar e comer. Depois dele, o tratamento foi usado noutros 300 doentes paraplégicos ou com deficiência mental congénita ou adquirida. "Injectamos hormonas de crescimento na área subcutânea do braço, que induzem a produção de células-mãe e regeneram os tecidos danificados", descreve Jesús Devesa ao DN, assegurando uma taxa de sucesso na casa dos 90%. Entretanto, a descoberta veio a público em Espanha e a técnica vai ser aplicada também num centro de paraplégicos de Toledo.

As hormonas de crescimento seriam uma solução para os 150 mil portugueses com deficiência motora ou os 75 mil que sofrem de lesões cerebrais? Ou ainda os 200 novos casos de crianças com paralisia cerebral que nascem por ano em Portugal? Os médicos contactados pelo DN dividem-se. Embora não conheçam bem o tratamento, uns acreditam que pode ser uma esperança nos casos de paraplegias. Para outros é uma "aplicação meramente experimental e episódica", sem explicações científicas fundamentadas e com implicações no plano ético e da segurança.

Pablo Devesa tinha saído de casa para se encontrar com os amigos, quando um acidente de viação o lançou num coma profundo durante um mês. "Lembro--me estar a chover muito e de eu ter embatido numa casa", conta o biólogo ao DN. Depois, ficou tudo escuro e imóvel.

O acidente atirou-o para uma cama nos cuidados intensivos, com um traumatismo cranioencefálico e uma hemiplegia - uma paralisia das funções de um lado do corpo. "O traumatismo comprometeu o lado esquerdo do meu cérebro. Quando acordei, os médicos não me davam muitas esperanças de recuperação. Não conseguia falar, comer ou andar", lembra Pablo.

Já em casa, o pai, Jesús Devesa, não hesitou em aplicar no filho os ensinamentos que desenvolvera durante anos em laboratório. "Estava consciente do que fazia. Sabia que era eficaz e tinha de acreditar nisso", sublinha o médico.

Durante os meses seguintes, Pablo recebeu diariamente uma dose de hormonas de crescimento (produzidas industrialmente a partir de engenharia genética), em ciclos de 15 dias. "O seu efeito chega às zonas onde está a lesão, levando à proliferação de células-mãe e restituindo os estímulos nervosos no local afectado", diz Pablo. O tratamento era articulado com um plano intensivo de fisioterapia.


Cada caso é um caso

"Cada caso é um caso e a dose a aplicar depende da doença, da idade e do progresso do paciente", indica Jesús Devesa, acrescentando: "Nas crianças, o processo de recuperação é mais rápido, pois a neuroplasticidade promove uma proliferação mais célere das células".

Pablo tinha 22 anos, e a sua recuperação fez-se em oito meses. "Fiquei curado, sem sequelas. A recuperação foi a 100%. Hoje levo uma vida completamente normal, como qualquer jovem. Jogo futebol, bebo um copo com amigos."

Mais: está há um ano a trabalhar no Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra, como investigador, e a terminar a tese de doutoramento a defender dentro de semanas. A base da investigação? O seu próprio caso e as implicações das hormonas de crescimento no processo de neuroregeneração. "É um trabalho que segue as linhas de orientação da investigação do meu pai. Quero comprovar os resultados em humanos, sem efeitos secundários, no sentido de dar uma base científica mais aprofundada", diz Pablo Devesa.


Tratamento não é consensual nos especialistas portugueses

O tratamento não é consensual nos especialistas portugueses contactados pelo DN. José Luís Medina, director do Serviço de Endocrinologia do Hospital de São João, mostra-se optimista: "Cientificamente devemos esperar pelos resultados do estudo, mas é uma esperança." "Devido às suas propriedades de crescimento e proliferação celular, talvez se possam obter alguns efeitos em situações como esta", diz ao DN Manuela Carvalheiro, presidente da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo.

Já Fernando Baptista, do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, é mais céptico. "Será uma aplicação meramente experimental e pode ser geradora de falsas expectativas", alerta. "Nos últimos anos têm sido demonstrados outros efeitos a nível metabólico, mas não é o caso dos efeitos eventualmente neuroregeneradores deste caso".

O presidente da Sociedade Portuguesa de Neurociências, João Malva, coordenador da equipa onde trabalha Pablo Devesa, no centro de neurociências, mostra-se bastante crítico. "É um tratamento que tem implicações sérias no plano ético e da segurança, uma vez que a hormona do crescimento pode trazer problemas secundários muito significativos associados à proliferação descontrolada de células, como em tumores", avisa o biólogo. "Acreditar na sua eficácia é uma questão de fé, porque do ponto de vista científico não há explicações fundamentadas. Mas a motivação dos pacientes pode fazer milagres", conclui.


http://www.saci.org.br/index.php?modulo=akemi¶metro=28934
RCM Pharma
Santiago de Compostela (Espanha), 18/05/2010

Ato público

Av. Paulista será palco de manifestação para que o Censo 2010, que diz respeito a pessoas com deficiência, seja feito de forma adequada.

Da Redação

No dia 21 de maio, representantes da sociedade civil realizarão um ato público, em frente ao Museu de Artes de São Paulo (MASP), na Av. Paulista, para reivindicar que o novo Censo 2010 voltado às pessoas com deficiência seja feito de forma adequada. O evento está sendo organizado pelo Movimento das Pessoas com Deficiência, por participantes de uma extensa lista de nomes, por entidades, conselhos de direitos e muitos outros.

O Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), no próximo Censo 2010, se propõe a coletar dados referentes às pessoas com deficiência de forma de amostragem. O Censo passará em todas as residências do Brasil. Sendo que amostragem é uma forma econômica (poupando tempo e dinheiro), onde os dados de pessoas com deficiência serão coletados de 10 em 10 casas.

Segundo a conselheira-suplente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de São Paulo (CMPD-SP), Clarice Kammer Perl, muitas pessoas com deficiência continuaram sem existir, caso o Censo pesquisar em forma de amostra. "O IBGE nos respondeu que os questionários já estão prontos e o Censo iniciará em 01 de agosto e não tem mais tempo de melhorar o questionário." Segundo ela, para que as pessoas com deficiência passe a existir, em dados precisos do IBGE no Censo 2010, é hora de união. "Vamos aguardar mais 10 anos, até 2020 para passarmos a existir precisamente?."
"O objetivo do Ato Público é apoiar ao Ministério Público Federal no andamento da ação, sensibilizar a população como um todo pela isônomia da pessoa com deficiência, fazer com que as pessoas com deficiência tenham políticas públicas realizadas de forma concreta e séria, fazer com que oIBGE realize um censo 2010 não sob forma de amostragem, na coleta de dados de pessoas com deficiência. Enfim, para que o Ministério Público Federal do Estado de São Paulo, nos informe uma posição da denuncia encaminhada e protocolada sob número 1.34.001.001709/2010-69."


Participe você também

Ato Público: Censo do IBGE X Pessoas com Deficiência
Dia: 21/05
Onde: MASP - Av. Paulista (2 quadras do Ministério Público Federal de SP)
Horário: 13h00


Outras informações:

Grupo de discussão virtual: grupo do Google - Censo Brasil 2010 e pessoas com deficiência.

censo2010.pcd@gmail.com.

Clarice Kammer Perl (clarakammer@gmail.com).


Sentidos
São Paulo, 18/05/2010

MS é um dos líderes em escolas municipais inclusivas

De acordo com levantamento do IBGE realizado ao longo do ano de 2009, 78,2% dos municípios do estado têm escolas preparadas para receber pessoas com deficiência.



Denis Matos

O Mato Grosso do Sul é um dos estados com maior número de cidades com escolas municipais inclusivas, aptas a receber alunos portadores de deficiências, de acordo com a Munic (Pesquisa de Informações Básicas Municipais), divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Pelo levantamento, feito em 2009, 78,2% dos municípios têm instituições preparadas para receber alunos com deficiência física, sensorial, cognitiva ou múltipla e portadores de condutas típicas ou de altas habilidades, necessitando de recursos especializados para superar ou minimizar suas dificuldades.

Completam a lista o Acre (77,3%), Paraná (69,9%) e Pernambuco (68,1%). O estado com maior índice é o Rio de Janeiro, com 82,6% dos municípios com educação municipal inclusiva.

A pesquisa mostra também que 48% dos municípios brasileiros informaram ter escola municipal apta a receber pessoas com deficiência.

A oferta de escolas adaptadas para receber alunos com deficiência foi impulsionada após o aumento no número de cidades que implantaram o PME (Plano Municipal de Educação).

O Plano Nacional de Educação de 2001 - que traçou metas e objetivos nacionais - prevê a adoção de planos municipais e estaduais.

De acordo com reportagem do site Último Segundo, dos 3.138 municípios com PME, 1.632 (52%) comprometem-se formalmente com a introdução das questões relativas aos direitos humanos no programa curricular das instituições de ensino local. No Estado, 81,6% dos municípios aplica o programa.



Campo Grande News
Mato Grosso do Sul, 18/05/2010

Cadeirante é aprovado em 1º lugar em concurso mas não é chamado

Ele foi à Justiça para conseguir o direito ao cargo de veterinário. Candidato já tinha desempenhado função semelhante antes.



Da Redação

Um cadeirante, que passou em primeiro lugar em um concurso público para fiscal do Conselho de Medicina Veterinária, que controla o exercício da profissão, entrou na Justiça para obter o direito à vaga depois que o segundo colocado foi chamado antes dele para o cargo. O caso chamou atenção no interior de São Paulo.

No edital do concurso nada dizia que ele não poderia participar. Ao contrário, até havia vagas reservadas para deficientes. Decidido a superar mais este obstáculo, João Paulo Fernandes Buosi agora busca ajuda da Justiça.

O médico veterinário, funcionário da prefeitura de Jales, a 600 quilômetros de São Paulo, que já trabalhou em função semelhante no Paraná, acompanhou passo a passo a publicação dos convocados. Para surpresa do candidato, o segundo colocado foi chamado antes dele. "Tem que falar para outras pessoas que você é capaz. Isso é muito frustrante", reclama o veterinário.

Inconformado com a situação, João Paulo decidiu procurar o Ministério Público Federal e só quando a Procuradoria da República entrou no caso, o Conselho de Medicina Veterinária do estado de São Paulo decidiu chamar o candidato para uma perícia médica que vai dizer se ele pode ou não exercer a atividade.

"Na hora de fazer o concurso, a documentação dele mostrou que ele estava apto. O conselho o aceitou e simplesmente depois de aprovado, foi ignorada a ordem de classificação e ele não foi nomeado", explica o procurador da República Thiago Lacerda Nobre.

O representante do Conselho de Medicina Veterinária diz que o candidato não foi chamado porque não se enquadrava nos requisitos para o cargo, mas a posição será revista.

"A Procuradoria fez a recomendação e o conselho prontamente entendeu da necessidade de rever os seus atos e assumiu os erros administrativos e está chamando o candidato para rever situação", diz Fernando Buchala, delegado regional do Conselho de Medicina Veterinária.

"É uma pessoa batalhadora que foi atrás dos direitos e hoje eu posso dizer que graças a ele, que procurou o Ministério Público Federal e que permitiu a nossa atuação, ele está reintegrado no concurso e hoje pode continuar no processo seletivo", diz o procurador Thiago Lacerda Nobre.

"É mais a sociedade incapaz de receber o cadeirante, não permitindo a acessibilidade, do que o cadeirante incapaz de se incluir", fala o veterinário.

João Paulo já passou pela perícia médica, mas ainda não recebeu o resultado da avaliação.


G1
Jales, 18/05/2010

Escola é modelo para socialização de deficientes

iG acompanha a manhã de uma escola municipal do Rio de Janeiro referência em educação inclusiva.


Valmir Moratelli

Tamires procura sua sala de aula

Tamires do Nascimento chega à escola pontualmente às 7h30. Segue pelos amplos corredores, guiando-se pelo corrimão. Para encontrar sua sala, tateia as placas com inscrição em braile localizadas à direita de toda porta. A professora a recebe de prontidão e a encaminha para sua carteira, na segunda fileira em frente ao quadro-negro. Tamires é aluna do oitavo ano da Escola Municipal Orsina da Fonseca, no bairro da Tijuca, zona Norte do Rio. Deficiente visual desde que nasceu, a jovem, de 21 anos, é apenas uma aluna entre os 710 que se distribuem em três turnos de aulas do colégio.

A escola é considerada modelo de integração social e pedagógica para crianças e jovens com algum tipo de necessidade especial. Acaba de ganhar o "Prêmio Experiências Educacionais Inclusivas: A Escola Aprendendo com As Diferenças", dado pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC), e vai representar a região Sudeste em congresso em Brasília de 24 a 27 deste mês.

A diretoria, além da oportunidade de fazer intercâmbio com outras escolas adaptadas para alunos com necessidades, concorre a um prêmio de R$ 8 mil oferecido pelo Governo Federal. Mas esta escola não é a única que se destaca no Rio. Segundo o IBGE, o Estado tem a maior porcentagem de instituições municipais adaptadas para a recepção de alunos portadores de deficiências.

"Temos baixo número de faltas e de atrasos. Não vou dizer que é fácil para essas crianças acompanharem as aulas com as demais. Mas a superação vem com a ajuda dos outros alunos, da família e dos professores", afirma Rose Antunes, diretora da Orsina da Fonseca.

Desde 2007, a escola vem passando por melhorias em sua estrutura para acolher melhor os jovens que necessitam de cuidados extras. Além de estarem integrados aos demais alunos, eles podem ter maior independência no ir e vir da sala de aula. "Eles já sofrem muito preconceito por parte da sociedade. Aqui dentro não pode ter este tipo de problema. Graças a Deus nunca houve nada relacionado a isso", garante Cheng Dannei, mãe de Mariana, outra deficiente visual que frequenta o sexto ano.


Todo mundo é normal

A sala de aula está uma algazarra. A turma do fundão troca bolinhas de papel, alguns cochicham pelos cantos e outros dois desenham no quadro. O professor entra na sala e tudo volta à calmaria. Entre os 30 alunos daquela turma, um deles é a cadeirante Gabriela da Costa, de 14 anos. Portadora de deficiência intelectual e física, Gabi, como é chamada pelos colegas de turma, é tratada como mais uma aluna, sem restrições.

Na hora do recreio, outros amigos de classe a auxiliam com a cadeira para descer as rampas. Não que isso seja necessário. Mas todos parecem gostar de interagir com ela. Um dos alunos brinca com o professor. "Pode repetir? Não estou ouvindo. Acho que estou surdo", diz, um tanto maroto. "Você sabe que não é assim que deve agir", orienta o mestre.


Preparo dos professores

Todos os professores passaram por palestras e receberam apostilas para se adequarem às necessidades de alguns dos alunos. Apesar de serem minoria entre as centenas de crianças da escola (cerca de 20 estudantes), eles precisam de atenção redobrada. "Acho que os surdos são os que precisam de maior cuidado. Um sinal malfeito para indicar uma palavra na linguagem braile e você acaba falando um palavrão. Daí ele ri na hora", adverte a professora de Artes Cênicas Sandra Daleni.

Paulo Renato, de 20 anos, frequenta o nono ano da escola. É o único surdo do turno da manhã. Apesar de conseguir fazer leitura labial com muita agilidade, tem à disposição uma professora auxiliar na sala para traduzir em linguagem de sinais o que a professora titular está ensinando aos demais da turma. "Ele é um ótimo aluno", diz Marcia Braga, que leciona Biologia.

"Todos nós somos deficientes em alguma coisa. Eles não são mais do que ninguém, como não são menos. É preciso mudar a maneira de enxergá-los para que o tratamento seja igual para todos. Aqui os alunos aprendem a ser solidários e ajudam na socialização dessas crianças", diz Sandra.


Estrutura física

Um dos banheiros é adaptado para cadeirantes. Uma campainha fica na altura dos joelhos para ser tocada em eventuais emergências e a maçaneta da porta é mais baixa. Tem ainda apoio de mão em todas as laterais e a pia é rebaixada - assim como os bebedouros do corredor. Tudo para que ninguém precise de ajuda extra. O refeitório também recebeu uma rampa de acesso.

"É assim que ensinamos cidadania", diz Tereza Cupello, uma das professoras de atendimento educacional especializado, que ajuda na orientação aos demais mestres. Assim como Tereza, Paula Fragoso percorre algumas escolas do município para tirar dúvida de professores e até mesmo de pais. "Conheço a vida de cada um dos alunos portadores de algum tipo de deficiência. Me envolvo com a história deles. É incrível como não sofrem nenhum tipo de rejeição por parte dos demais alunos", afirma Paula.

Toca o sinal. É o que todos esperam para poder ir embora. Mariana Dannei guarda em sua mochila a máquina de escrever em braile, que a acompanha substituindo os tradicionais cadernos, e se levanta rumo à porta. Sua mãe já a aguarda na saída, assim como a dos demais alunos. Para aqueles jovens, uma vida normal - pelo menos dos portões da escola para dentro.


iG
Rio de Janeiro, 18/05/2010

Gravidez de cadeirante é possível, dizem especialistas

"Não é porque há riscos que a gestação é contra-indicada. Toda mulher tem o direito de ter filhos. Basta planejar"

Da Redação

Na ficção, a cadeirante Luciana, personagem de Alinne Moraes em Viver a Vida, vai realizar hoje o sonho de muitas mulheres deficientes: ter filhos. Na vida real, o desafio é grande, mas possível.

A gravidez de cadeirantes é arriscada e exige atenção.
"É difícil ser mãe. A mãe cadeirante tem uma dupla coragem: a de enfrentar limitações físicas e a própria maternidade", afirma a obstetra e uroginecologista Miriam Waligora.

Segundo o membro da Comissão de Reprodução Humana da Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia, Mário Cavagna, a gravidez de cadeirantes é arriscada e, por isso, exige atenção. O principal problema é desenvolver infecção urinária.

"Para deficientes, esse risco aumenta, pois elas ficam sentadas por muito tempo e têm dificuldades de controlar a bexiga. Se não for tratada, a infecção pode levar ao aborto, ao parto prematuro e até se alastrar para o rim, causando morte", explica Cavagna.


O médico também ressalta que alterações no sistema de circulação do sangue, comuns em gestantes, podem ser mais graves para as deficientes, aumentando o risco de trombose e inchaço nas pernas.

A fisiatra do Instituto de Medicina de Reabilitação do Hospital das Clínicas de São Paulo Midory Namihira lembra que algumas cadeirantes não têm sensibilidade sacral. Segundo Namihira, isso aumenta o risco de partos prematuros, pois a gestante não tem percepção de dor e contrações.

"No parto e durante a gravidez, é fundamental ficar atento a essas contrações. Se não forem controladas, o sistema nervoso autônomo pode responder com aumento da pressão arterial, que pode levar ao AVC ou enfarte", alerta a fisiatra.

"Não é porque há riscos que a gestação é contra-indicada. Toda mulher tem o direito de ter filhos. Basta planejar", conclui Cavagna.


Opção por maternidade exige consciência das limitações

Segundo Miriam Waligora, para ter um filho, é necessário que o casal tenha vontade e comprometimento, independente da mulher ser cadeirante. As limitações não impedem a maternidade e fazem da nova mamãe uma vencedora.

O sonho de ter um bebê vai ser realizado pela psicóloga Tatiana Rolim, 33 anos, em julho. Cadeirante desde os 17, ela está grávida há sete meses de Maria Eduarda. "A gravidez está sendo mágica, é uma fase muito especial para toda mulher. Mas só deve ser vivida se a pessoa está resolvida com a deficiência", aconselha, orgulhosa, a futura mamãe.



Terra - Notícia do dia 14/05/2010.
18/05/2010

Semed estabelece Programa de Educação Inclusiva

Secretaria municipal de Educação de Porto Velho estabeleceu o programa em cumprimento à Política Nacional de Educação, que realiza o dia temático: "Inclusão das Diferentes Diferenças".



Da Assessoria

A secretaria municipal de Educação (Semed) estabeleceu o Programa de Educação Inclusiva que é responsável por assegurar o direito à educação, acesso, permanência e a continuidade de estudos no ensino regular. A ação é realizada através do Departamento de Educação (DE) e Divisão de Educação Especial (DIEES). Esta ação é em cumprimento à Política Nacional de Educação, que desde o ano de 2007 realiza o dia temático: "Inclusão das Diferentes Diferenças". A ação contempla os 04 eixos: Educação Especial, Gênero, Etnia e Promoção da Igualdade Social, em conjunto com as escolas da rede regular de ensino apoiando e fortalecendo esse processo.

Esta ação da Semed está dentro da orientação da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, que foi estabelecida no município pela secretaria em seu Planejamento Estratégico Participativo (PEP). A finalidade é garantir a participação e a aprendizagem de todos independente de cor, raça e etnia, bem como, o acesso contínuo ao espaço comum da vida em sociedade.

Em 2010, a meta é fomentar e ampliar as discussões nos espaços escolares do Município de Porto Velho com objetivo de reduzir as desigualdades sociais e culturais dos alunos, desenvolvendo a política de inclusão de crianças, jovens e adultos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades (superdotação), melhorando a qualidade de ensino e das relações interpessoais entre a comunidade escolar dando sustentação ao processo inclusivo.



Prefeitura Municipal de Porto Velho
Porto Velho, 18/05/2010

Visita a Shopping

Visita a Shopping abre novas possibilidades de inclusão.




Reagindo à falta de compromisso e responsabilidade social pelo cumprimento do direito ao trabalho às pessoas com deficiência, a visita ao Osasco Plaza Shopping foi um sucesso.

“Existem mais de 700 Shopping no Brasil que podem abrir as portas para a visibilidade de ações de inclusão, como esta”.

Os participantes ouviram do próprio superintendente do Shopping, David da Rocha, que ao abrir uma Praça de Eventos para as ações de inclusão todo mundo ganha: ganham os lojistas, ganha a comunidade, ganham os familiares, ganham as pessoas com deficiência que passam a ter mais espaços sociais para convivência, lazer e consumo.

David explicou que este tipo de parceria já se estende por 8 anos e mantém a praça sempre com ações de diversidade. Explicou também que por um momento os administradores pensaram em alugar parte da praça, mas a função da responsabilidade social falou mais alto e a grande ganhadora foi a inclusão social.

Após esta exposição aos 52 participantes do Programa de sensibilização presentes iniciou-se uma bateria de atividades organizada por vários parceiros sociais que encantou o público freqüentador do Shopping e os convidados: Apresentação do Conservatório Villa Lobos, oficina de bisquitt, audiodescrição, caminhada sensorial, oficina de Libras, depoimentos de pessoas com deficiência incluídos socialmente e no trabalho, apresentação de trabalhos de entidades como Apae de Barueri, apresentação da Turma do Bairro, da Sorri Brasil, Apresentação do Projeto Libras para Todos, e encerramento com apresentação musical de Giovanna Maira, cantora deficiente visual.

O encontro reuniu a Secretária de Promoção Social do Município de Osasco, Gilma Rossafa, o Presidente do Conselho Municipal de Direitos da Pessoal com Deficiência, Aldilei Clemente, o Presidente da Associação Comercial e Empresarial de Osasco, André Menezes e os dirigentes da Associação dos Surdos de Osasco. Durante a visita, um grupo de 50 alunos de uma escola pública aproveitou para fazer a festa.

Todos estavam juntos, numa ação voluntária que visava abrir novos horizontes para a inclusão.



Próximas visitas do Programa de sensibilização.



Dia 20/05 – SERASA Experian – Inscrições esgotadas
Horário: 10:00h as 13:00 horas

Objetivo: Conhecer a prática e o estágio atual da inclusão de pessoas com deficiência na organização.

Endereço: Al. Dos Quinimuras, 187 – Planalto Paulista - SP (altura do nº 2.500 da Av. Indianópolis).



Dia 25/05 – Laramara
Horário: 14:00h as 17:00 horas

Objetivo: Conhecer as possibilidades de inclusão profissional das pessoas com deficiência visual e conhecer a loja de tecnologia assistiva.

Endereço: Rua Conselheiro Brotero, 338 – Barra Funda – SP (próximo ao metrô Marechal Deodoro.



Dia 27/05 – AACD/Osasco
Horário: 8:00h as 11:00 horas

Objetivo: Conhecer as possibilidades de inclusão profissional das pessoas com deficiência física e o estágio atual do Programa Trabalho Eficiente.

Endereço: Av. Getúlio Vargas, 1.150 Piratininga – Osasco – SP


As vagas são limitadas e as inscrições são feitas no Espaço da Cidadania através do e-mail ecidadania@ecidadania.org.br

Em anexo toda a programação das visitas da 2ª etapa do Programa.

E o movimento pela inclusão está em toda parte:

21/05 – A Fundação Dorina Nowill para Cegos e o CIEE realizarão o VI Encontro de Empregabilidade da pessoa com deficiência visual: reflexão e prática.

Horário: 8:00 as 12:00 horas

Local: CIEE – Rua Tabapuã, 540 – Itaim Bibi – São Paulo – SP

Informações: 3040-6541 / 3040-6542


21/05 - "Ato Público " contra o censo do IBGE 2010

Horário: as 13:00 h

Objetivo: que o censo seja feito em todas as residências e não por amostragem.

Local: Vão livre do MASP, na Av. Paulista


www.ecidadania.org.br
18 de Maio de 2010


Matéria postada no log da APNEN: 19/05/2010

terça-feira, 18 de maio de 2010

Eternamente jovem: estranho caso de uma criança que não envelhece

Jovem Brooke olha e tem a capacidade mental de uma criança.

Todos os desejos de que poderiam permanecer jovem, ou pelo menos me olhar assim de vez em quando. Para algumas crianças, no entanto, a velhice vem muito rápido, ou não. E para pelo menos uma criança, sua concepção anterior de aniversário por mais de uma década, em vez das habituais 40 semanas.

No caso de Brooke Greenberg, suburbano de Baltimore, sua aparência jovem é um mistério médico. Jovem Brooke olha e tem a capacidade mental de uma criança, mas ela tem cronologicamente 16 anos. De acordo com o seu médico Lawrence Pakula, MD, professor associado de pediatria na Universidade Johns Hopkins, a causa de sua condição é desconhecida e seu caso pode ser "único".

Além do fato de que ela tenha nascido prematura de um mês, e que pesava apenas 4 quilos ao nascer, seus médicos nunca diagnosticaram-la com qualquer "síndrome genética conhecida ou anomalia cromossômica". Os médicos de Brooke descrevem seu processo de envelhecimento como "desconectado", com seus ossos mostrando uma idade cronológica de cerca de 10 anos, enquanto suas vocalizações são de uma criança. Mas a mãe diz que ela adora fazer compras como um adolescente, e tem reivindicações rebeldes, como um também.

Brooke pode ser única, mas a sua condição pode dar algumas pistas sobre por que e como nós envelhecemos. Existem dezenas de condições que "enganam" o processo natural do envelhecimento do corpo. O Instituto Nacional sobre Envelhecimento lista muitas doenças que alteram o curso natural do envelhecimento, muitas das quais parecem surgir das origens genéticas, como mutações, deleção ou sorteios infelizes do código genético.

Uma condição chamada síndrome de Werner (WAS), por exemplo, é uma doença homozigótica recessiva. Isso significa que uma pessoa com esta condição traz o traço não-dominante do pai no seu DNA. A síndrome de Werner é tipicamente aparece com mais força na puberdade, com rugas e cabelos grisalhos. Os pacientes também desenvolver a catarata, diabetes e osteoporose.

Outra condição chamada de Síndrome de Cockayne (CS) também provoca o envelhecimento prematuro. Com CS, se uma pessoa é exposta à luz ultravioleta, seu DNA não pode reparar-se. Envelhecimento avança com cada exposição à luz solar.

Muitas pessoas ouviram falar de uma doença que causa envelhecimento rápido ou chamada Progeria Hutchinson-Gilford (Progeria Síndrome de Down). Esta condição resulta de uma rara mutação do gene LMNA (ou lamina-a), que é responsável por manter a integridade estrutural do núcleo da célula. Quando o núcleo fica instável, as células envelhecem prematuramente.

Só o tempo poderá revelar se o atraso da concepção ao nascimento, não têm efeitos nocivos sobre a criança.

Mas nenhuma dessas teorias ou idéias podem explicar o que está acontecendo com Brooke Greenberg, que parece, pelo menos por aparências, permanecer eternamente jovem.



180 graus
Baltimore - Estados Unidos, 17/05/2010


Matéria postada no blog da APNEN. 18/05/2010

Como treinar um ser humano

A animação "Como treinar o seu dragão" dá um importante exemplo no sentido da inclusão.

Daniel Bushatsky

Não li ou ouvi, em qualquer meio de comunicação, sobre um fato em especial do belo filme da Pixar Como treinar o seu dragão.

O filme rodeia um tema desde que o dragão Banguela se machuca e, a princípio, não consegue mais voar, até o final do filme, quando o personagem principal, Soluço, vira o herói da aldeia viking.

Alguns leitores podem achar que estou falando do desenvolvimento linear do personagem Soluço, de medroso, desajeitado, ruim com mulheres a salvador da ilha viking, habilidoso e garanhão, mas não estou.

Me refiro a algo muito mais comovente e profundo, que é a deficiência física que o dragão Banguela adquire na começo do filme (perda de parte da cauda) e a do garoto Soluço, no final do filme, que perde parte da perna. Coincidência, não?

Quando e quantos filmes vocês já viram, ainda mais em um desenho hollywoodiano, que o personagem principal é deficiente físico? Nenhum, aposto. E os dois, então! Quando percebi, aplaudi de pé! Uma iniciativa e uma coragem única.

Não obstante eu ser favorável e já defendi isto outras vezes , a políticas públicas de inclusão dos deficientes físicos, com obras públicas, deduções de impostos e criação/manutenção de centros esportivos e recreativos destinados a eles, nada vence um desenho animado na importante tarefa de inclusão e perda do preconceito.

Com este desenho, crianças especiais poderão ver que até, digo, inclusive, os desenhos animados podem ter algum tipo de deficiência e serem muito felizes. Já as crianças "normais" podem ver que crianças especiais podem brincar da mesma forma que elas e com elas.

Fora isto, a oportunidade de se verem retratadas na telinha também é mágica. Cria-se uma identificação com o personagem que pode acabar servindo de modelo e herói.

Se antes uma criança especial não poderia vestir fantasia alguma para se inspirarem nos seus desenhos animados favoritos, hoje podem se vestir de Banguela ou Soluço.

E mesmo dois deficientes podem brincar, se divertir e se destacar no grupo, conquistando o amor da menina mais bonita, que não o deixou só por ele ter virado deficiente físico. A menina incentivou-o e o acolheu. Enfim, serem felizes.

Caro leitor, desculpem a repetição indiscriminada da palavra feliz, mas há conceito mais importante e perseguido?

Só para confirmar minha posição, indico a leitura do livro O olho mais azul, de Toni Morrison, que conta a história de uma menina negra, pobre e feia, nos Estados Unidos, que sonhava ganhar de presente uma boneca negra, que se parecesse com ela. Ela estava cansada (sem saber) do padrão de beleza Barbie: loira, alta, magra, de olhos azuis.

Por outro lado, para incentivar a leitura de como dedicação, carinho e aceitação são os verbos mais cobiçados pelos deficientes físicos, recomendo a leitura do livro Guerreiros Paraolímpicos Vida e Magia, de Patrícia Osandón.

O livro realça a humildade e a trajetória vencedora dos atletas, lembrando de dar voz própria a eles. Rivaldo Martins, bicampeão mundial de Ironman em 2001 e 2003, na categoria Physically Challenged, que teve a perna esquerda amputada após um acidente de ônibus, faz o seguinte depoimento no livro: "o processo de inclusão social tem ajudado bastante. Mas, infelizmente, muitas coisas têm que ocorrer por pressão. Não adianta ficarmos falando palavras lindas se não há acessibilidade e condições para que a pessoa com deficiência possa viver. É preciso que as leis sejam cumpridas de verdade".

É justamente o que o filme faz. Não fala, mostra e inclui, sem ser forçado!

A lição dada pelos criadores desse mágico filme é clara: não basta pseudoincentivos, que ninguém vê. Para aceitarmos os deficientes e eles nos aceitarem precisamos primeiro perder o preconceito; depois, viver em harmonia.

Para considerarmos alguém "normal", precisamos aceitar e incluir. Todos podem fazer sua parte, antes que somente pelo fogo de um dragão sejamos capazes de entender! Mas se formos obrigados a entender, estaríamos realmente entendendo?

Vale informar duas curiosidades. No livro que inspirou o filme, Soluço não é e nunca foi deficiente físico. Ponto para a Pixar. Fora isto, o livro não prega harmonia alguma entre dragões e vikings. Pelo contrário, na batalha final os dragões fogem da aldeia e dos cruéis humanos. Outro ponto para a Pixar.

No filme há um mútuo treinamento, tanto os dragões percebendo que os humanos só eram tão agressivos por preconceito, quanto os humanos percebendo o quão dóceis podem ser os dragões, a ponto de virarem bichinhos de estimação. Os dois lados cedem e aceitam! Enfim, superam-se!

Caso não haja a tomada de consciência necessária para a harmonia e inclusão dos deficientes físicos, somente uma única alternativa restará à Pixar. Fazer um filme intitulado: Como treinar um ser humano.

E parece que já estão fazendo!



Digestivo Cultural
17/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN> 18/05/2010

Deficientes: família é essencial

Conhecimento sobre problema diminui ansiedade de pais e filhos.


Da Redação

A influência das relações familiares é clara em famílias com filhos deficientes, pois se trata de uma experiência inesperada, de mudança de planos e expectativas dos pais. Mesmo assim, quando se consideram estas famílias, as pesquisas atuais também mostram diferenças em relação aos conceitos disseminados socialmente.

Quando isso acontece, não significa, que necessariamente essa criança irá causar transtornos familiares, mas a ocorrência destes dependerá de múltiplos fatores, desde as crenças dos pais até os recursos da família em lidar com a deficiência. Além disso, os genitores necessitam de orientação para a disciplina e a educação dos filhos, sendo que tais dificuldades podem surgir devido à ideia de que já são limitadas e restritas em muitos aspectos.

No caso de Marisa Penitente Martins, que deu a luz a um filho com mielomeningocele, uma malformação congênita da coluna vertebral da criança, o amor e a união se sobrepuseram às dificuldades. Isso aconteceu há 24 anos, mas ela se lembra perfeitamente das fases que tiveram que enfrentar juntos. Logo que seu filho Thiago Penitente Martins nasceu e teve que passar por várias intervenções cirúrgicas, Marisa deixou de trabalhar e passou a viver por ele.

A partir daí, Thiago, fazendo uso de cadeira de rodas enfrentou muitas dificuldades, principalmente sociais, como por exemplo, a de ser aceito em alguma escola da cidade. "Os maiores transtornos que passamos, não foram causados pela deficiência de Thiago e sim pela sociedade preconceituosa que vivemos", ressalta Marisa, informando ainda que Thiago chegou a faculdade.

Outro ponto fundamental apontado por especialistas é sobre a diminuição da ansiedade dos pais que acontece com o aumento do conhecimento que adquirem sobre a deficiência, a doença ou a condição crônica. Esse conhecimento é gerado pela intensidade e pela continuidade dos cuidados.

Para Thiago, os cuidados dos pais foram determinantes nas características comportamentais que desenvolveu, já que a família é o primeiro grupo no qual o indivíduo é inserido.



Diário de Marília
Marília, 17/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 18/05/2010

Só 17,5% das escolas têm acesso adequado para deficientes

Por decreto federal, desde 2007 todas as escolas deveriam ser adequadas a pessoas com deficiência.



Angela Pinho

Apenas 17,5% das escolas brasileiras têm banheiros e dependências acessíveis - contando salas, corredores e auditórios - adequados a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Os dados são do Ministério da Educação.

Por decreto federal, desde 2007 todas as escolas deveriam ser adequadas a pessoas com deficiência. Dados do censo escolar de 2009 - fornecidos pelas próprias escolas - mostram que o índice de acessibilidade na rede pública é de 14,6%; na particular, é de 29,7%.

A falta de instalações adequadas é motivo de lembranças traumáticas. Em 2008, no primeiro ano do ensino médio, Sula Albuquerque Silva entrou em uma escola de Brasília sem banheiro adaptado a cadeiras de rodas. Aos 18 anos, teve que usar fraldas geriátricas até que o problema fosse contornado.

Para Shirley Silva, professora da Faculdade de Educação da USP, o baixo índice de acessibilidade nas escolas está ligado ao fato de ser recente o crescimento das matrículas de pessoas com deficiência - no ensino fundamental, elas mais do que dobraram em dez anos.

"Não há ainda uma concepção generalizada desse direito, ele aparece quando a pessoa aparece", diz.

O baixo índice de acessibilidade não poupa nem o Estado mais rico do país. Em São Paulo, ocorre uma situação inusitada: a proporção de escolas acessíveis é maior na rede pública (21%) do que na privada (16%).

Em Osasco, a pesquisadora Denise Crispim procurou 12 colégios particulares que oferecessem educação infantil e ensino fundamental para matricular sua filha Sofia, cadeirante de quatro anos. Em todos, diretores alegaram que o espaço não era adequado para a garota.

"Percebi que eles usavam a questão arquitetônica como desculpa para justificar que, na verdade, não sabiam lidar com a deficiência", diz. "Como mãe, eu lamento ter que escolher uma escola pela estrutura arquitetônica ou só pela boa vontade de funcionários. Eu não tenho o direito de escolher uma escola com a linha pedagógica que me parece mais adequada, ou que ofereça um trabalho diferenciado?", questiona.

Mila Corrêa, 22, cadeirante de Salvador, não nega o incômodo de depender dos outros. "A falta de acessibilidade impedia a autonomia e criava em mim uma aura de 'superproteção', o que para um adolescente é horrível", diz.

Segundo Martinha Clarete Dutra dos Santos, da Secretaria de Educação Especial do MEC, o investimento em acessibilidade passou de R$ 700 mil em 2003 para R$ 78 milhões neste ano, o que deverá aumentar o percentual de escolas públicas adaptadas para 25%. Ela diz, no entanto, que a responsabilidade principal é dos Estados e municípios, que têm a maior parte das escolas do país.



Folha de S. Paulo
17/05/2010
Matéria postada no blog da APNEN. 18/05/2010

Mulheres que voam alto

O grupo "Mulheres que voam mais alto", movimento feminino ligado a Adefal, realizou uma palestra "Maternidade X deficiência"

Thalita Chargel

A sexualidade, e sobretudo, a maternidade são grandes tabus enfrentados pelas cadeirantes. Para desmistificar o tema, e para celebrar o mês das mães, o grupo "Mulheres que voam mais alto", movimento feminino ligado a Adefal, realizou uma palestra "maternidade X deficiência".

"A sexualidade é o fator principal de nossa personalidade, e isso é ainda mais forte na mulher deficiente que já tem de superar tantas limitações". Explicou a Isaura, psicóloga que ministrou a paltesra. "Uma sexualidade saudável é o primeiro passo para uma maternidade saudável", completa.

O tema é pouco discutido e as particularidades da gestação de uma cadeirante, desde a concepção ao parto acabam por gerar estigmas e preconceito com as mesmas. "Já houve o caso de uma cadeirante queixar-se de ouvir frases absurdas durante a gravidez, do tipo ‘quem foi o tarado que fez isso com você?’ Como se a cadeirante não tivesse o direto de escolha do parceiro ou de estar gestante ou não" desabafa Rosinha da adefal, uma das criadoras do movimento.


"Mulheres que voam [muito mais] alto"

O grupo criado pela vereada municipal de Maceió, Roseane Cavalcante, a Rosinha da Adefal (PTdoB) surgiu no início deste ano, mas a ideia não é nova. "No ano 2000, eu, Eudócia [Ciqueira] e outras cadeirantes participávamos de um grupo de mulheres, desde esta época maturávamos a ideia de criar um grupo maior, sobre tudo quando passei a integrar o conselho municipal da mulher, conhecer relatos de mulheres que ficaram deficientes após sofrerem violência doméstica, percebemos mais do que nunca que este grupo TINHA de ser criado. Com o lançamento desta novela [Viver a Vida, Rede Globo], a ideia ganhou novo fôlego", explica Rosinha. O grupo foi criado para promover palestras, cursos de capacitação, para participar de forma mais efetiva dos fóruns de discussões e conselhos, além de fiscalizar a aplicação de políticas publicas referentes às mulheres deficientes.

O nome "mulheres que voam alto" é uma homenagem a piloto americana Jessica Cox, que, apesar de ter nascido sem os membros superiores é pilota aviões. "Ao conhecer a história da Jessica foi impossível não lembrar a trajetória de nosso amigo Gerônimo [da Adefal]", comenta rosinha.

Para o futuro, o grupo só espera crescer mais, "queremos realizar encontros cada vez maiores, onde possam participar mulheres de todo o estado, e quem sabe no futuro, realizar um encontro nacional, onde poderemos trazer mulheres de outras capitais para trocarmos experiências", conta rosinha. "O importante é seguirmos quebrando tabus, como este da maternidade das mulheres deficientes físicas", completa rosinha.

O grupo atualmente conta com 10 pessoas na sua coordenação e tem uma frequência média de quase 100 pessoas, entre deficientes, familiares e profissionais da área. As reuniões ocorrem toda primeira sexta-feira do mês (excepcionalmente este mês de maio ocorreu na segunda sexta-feira), sempre às 14h, no auditório da Adefal.



Alagoas em Tempo Real
Alagoas, 17/05/2010


atéria postada no blog da APNEN. 18/05/2010

A novela termina, mas a vida real continua

Reportagem com Rita Mendonça, advogada e pesquisadora em inclusão social e direitos humanos mostra os avanços e conquistas dos deficientes físicos no país.


Kelly Baêta

A deficiência física tornou-se um tema de destaque, este ano, no Brasil. A novela da Rede Globo - Viver a Vida, do autor Manoel Carlos, teve como personagem principal, Luciana (Alinne Moraes), uma modelo que após um acidente, fica tetraplégica e precisa ficar de cadeiras de rodas. A novela mostrava ainda, ao final dos capítulos, uma história da vida real, onde as pessoas contavam como conseguiram superar momentos difíceis nas suas vidas.

O esperado final feliz seria Luciana voltar a andar, mas o público pediu e foi atendido, a personagem continuou utilizando a cadeira de rodas, até o último minuto da trama. E o final feliz se manteve, com a gravidez de gêmeos e a volta ao mercado de trabalho da personagem, mostrando que mesmo com algumas limitações, é possível ter uma vida normal.

O Alagoas em Tempo Real conversou com Rita Mendonça, advogada e pesquisadora em inclusão social e direitos humanos (especialista em direito ao trabalho) e mostra nessa reportagem, os avanços e conquistas dos deficientes físicos no país. Dados do Ibge (senso 2000), apontam que 14,5% das pessoas no Brasil, têm algum tipo de deficiência, em Alagoas esse número chega a 16%.

"Pegarão então nos filhos dos homens superiores, e levá-los-ão para o aprisco, para junto de amas que moram à parte num bairro da cidade; os dos homens inferiores, e qualquer dos outros homens que sejam disformes, escondê-los-ão num lugar interdito e oculto, como convém". Esta frase do filósofo Platão, na obra A República, Livro IV, 460 c, prova que o preconceito ao deficiente físico vem de longa data, ressaltou Rita, no início da entrevista, que durou uma tarde inteira e ainda entraria pela noite, não fosse pelos compromissos da repórter e da entrevistada.

Tratar as pessoas com deficiências como uma pessoa normal, resolveria boa parte dos problemas enfrentados pelos deficientes, pois a Constituição Federal de 1988 assegura para todos: saúde, educação, trabalho, lazer, moradia, segurança, previdência social, proteção à maternidade, proteção à infância, assistência aos desamparados.

Segundo Rita, precisamos vencer três barreiras para conviver e melhorar a qualidade de vida dos deficientes, a barreira arquitetônica, de comunicação e principalmente, de atitude.

Vencendo as Barreiras

Arquitetônicas:

- Edificações acessíveis (mais baratas)
- Espaços públicos e espaços de uso público (escolas, ambientes de trabalho, função social da propriedade, educação especial)
- Transportes acessíveis
- Sinais sonoros
- Rampas; Piso tátil

Comunicação:

- Libras (Língua Brasileira de Sinais)
- Software ledor de telas
- Sistema braile (Louis Braille)
- Audiodescrição
- Cão-guia (cegos, surdos e surdocegos)

Atitudes:

- Preconceito
- Discriminação múltipla
- Baixa autoestima
- Menos valia
- Segregação
- Desconhecimento
- Respeito às diferenças

Rita tem publicado um 'Guia Alagoas Inclusiva', mapeando no Estado de Alagoas, a inclusão no mercado de trabalho da pessoa com deficiência, a partir de 1999, ainda lança mais dois livros acerca do tema. A advogada publica muitas de suas pesquisas no blog: umdireitoquerespeite.blogspot.com.



Alagoas em Tempo Real
Alagoas, 17/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN> 18/05/2010

Programas de capacitação e inclusão abrem oportunidades

Para ocupar vagas, seja de nível médio ou superior, a qualificação vale para qualquer pessoa, órgãos como o Sine/IDT e a Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS) oferecem cursos, oficinas e orientação.



Daiana Godoy

Através do programa Criando Oportunidade, do Governo do Estado, o Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT) oferece capacitação para as pessoas com deficiência, com um laboratório de informática na Unidade da Pessoa com Deficiência. Os interessados podem comparecer à unidade, fazer inscrição para as oportunidades de emprego e informar que quer participar do curso.

Além da capacitação, as pessoas com deficiência interessadas também podem participar das de duas oficinas de orientação. A Oficina de Orientação para o Trabalho ensina a fazer um bom currículo, como se comportar durante entrevistas, melhorando a performance do candidato. Já a Oficina de Orientação Profissional, que é um complemento, trabalha a condição profissional do candidato.

A Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS) também oferece capacitação, através do Laboratório de Inclusão. O Laboratório atende o Núcleo de Estágio Universitário e o Núcleo de Acessibilidade Dificultada. De acordo com João Monteiro, o Laboratório trabalha com qualificação e qualidade no trabalho para pessoas que têm, como eles definem, acessibilidade dificultada. São 150 bolsas para estudantes universitários, sendo 10 para pessoas com deficiência; 40 vagas para o laboratório e quatro projetos para pessoas com deficiência auditiva. Muitas das pessoas que participam são efetivadas, pra trabalhar na Secretaria.

João ressalta que o trabalho desenvolvido pela STDS não é de convencimento. "Nós não resgatamos a pessoa. Não temos estrutura para convencer a pessoa que está na cadeira de rodas, por exemplo. Mas se quiser continuar no mercado de trabalho depois de um acidente, nós damos apoio".

Fernando Gomes é paraplégico e está trabalhando na STDS desde 2004. Entrou através de um estágio, pois faz pós graduação em gestão de pessoas. Fernando, que adquiriu a lesão após um acidente de carro em 1997, conseguiu a primeira oportunidade de trabalho na Secretaria e destaca a importância de voltar a trabalhar. "O homem quando não está trabalhando não se sente bem. E voltar a trabalhar foi muito positivo, aqui eu faço de tudo um pouco", explica ele, que pretende continuar trabalhando na Secretaria atuando com gestão de pessoas.


O Povo
Ceará, 17/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 18/05/2010

Acessibilidade para a informação

Como vencer a barreira de comunicação dos surdos?



Bruno Motta

Imagine-se, por um momento, incapaz de se comunicar com todos à sua volta. Assim é a vida dos deficientes auditivos. "Invisíveis", já que nada os distingue dos ouvintes, os surdos se misturam na multidão e passam despercebidos da grande maioria das pessoas, ao contrário dos deficientes motores e visuais, e não chamam a atenção necessária para a gravidade do problema.

Como extensão da dificuldade de se comunicar, surge a dificuldade de obter informações. Como os surdos se informam? Através do jornal, livros, TV? Como tornar a mídia mais acessível aos deficientes auditivos? A mesa redonda "A mídia é surda aos surdos?", que ocorre no Auditório da Biblioteca Central do Centro de Ciências da Saúde no dia 18 de maio, tenta encontrar alternativas e soluções para essas e outras perguntas relacionadas.

Vivian Rumjanek, professora do IBqM (Instituto de Bioquímica Médica-UFRJ) e organizadora do evento, revela que a maioria dos surdos, ao contrário do que se pensa, não compreende bem a linguagem escrita. "A grande maioria é de analfabetos funcionais, já que, por não ouvir, não associam os símbolos escritos aos estímulos auditivos", afirma a professora. Exceção feita apenas aos surdos que não nasceram com a deficiência e, portanto, já receberam estímulos sonoros anteriormente.


Ensinar ciência, mas em que linguagem?

Desde 2005, Vivian coordena um curso de biociências para alunos surdos que, assim, têm a oportunidade de responder questionamentos através de experimentos científicos. Assim, aprendem na prática sobre diversos conceitos que seriam impossíveis de se transmitir em Libras (Linguagem Brasileira de Sinais). "Ciência não faz parte da comunidade surda, então eles não têm sinais para termos científicos e técnicos", ressalta Vivian, que continua "os intérpretes não tinham um equivalente para determinadas palavras. Então eles tinham que explicar o conceito daquilo a cada vez que falávamos".

Depois de um tempo, os próprios alunos criaram sinais para que se comunicassem entre si durante os experimentos. "Anotamos todos os sinais que eles usavam e vimos se eram facilmente aceitos e compreensíveis visualmente. Então começamos a fazer um enorme glossário de termos científicos e tecnológicos criados pelos próprios surdos", diz a professora.


Barreira de informação

"Para minha surpresa, nos casos de surdos que têm família ouvinte, a maior parte da família não sabe Libras", diz Vivian Rumjanek. Assim, o surdo vive isolado, inclusive em família, sem conseguir obter um volume satisfatório de informação. A professora exemplifica: "quem poderia imaginar que tem alguém de 20 anos que não sabe o que é uma bomba atômica? Mostramos uma foto do cogumelo atômico para alguns surdos e eles me perguntaram ‘O que são essas nuvens?’", diz.

Assim surgiu o interesse de saber como os deficientes auditivos se informam. A professora revela que tinha uma certeza antes da pesquisa: acreditava que o principal meio utilizado pelos surdos era a televisão. Estava errada: "acredite ou não, o jornal é a principal fonte de informação para eles", diz. Explicando como leem, mesmo sem compreender totalmente a linguagem escrita, a professora conta: "se tiver uma figura, eles garimpam no parágrafo as palavras que sabem e criam um sentido para aquilo".


Mídia e acessibilidade: o evento

A partir do interesse de saber como os surdos se informam, surgiu a preocupação com a acessibilidade da mídia. Quais mecanismos a mídia tem para que a informação chegue de forma clara ao surdo? Para debater o tema, foram convidados profissionais da área de mídia - impressa, TV, internet e rádio - além de um representante da comunidade surda.

O evento, que tem o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), será realizado no dia 18 de maio, às 9h, no Auditório da Biblioteca Central do Centro de Ciências da Saúde, que fica na Av. Carlos Chagas Filho, 373, Cidade Universitária.



Olhar Virtual
Rio de Janeiro, 17/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN; 18/05/2010