sábado, 29 de maio de 2010

Termina hoje prazo para envio de dados sobre problemas de crianças deficientes no acesso à educação

Até o final da manhã de hoje, o ministério já havia recebido 216.740 dos 232 mil cadastros do BPC, o que corresponde a 93% do total.



Da redação

Os gestores municipais e do Distrito Federal de assistência social têm até esta sexta-feira (28/5) para enviar dados sobre as dificuldades relacionadas ao acesso à escola enfrentadas por crianças e adolescentes que recebem o Benefício de Prestação Continuada de Assistência Social (BPC). As informações podem ser fornecidas por meio do endereço eletrônico www.mds.gov.br/suas.

Os dados devem ser obtidos a partir de um questionário elaborado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e que deve ser respondido pelas famílias. Até o final da manhã de hoje, o ministério já havia recebido 216.740 dos 232 mil cadastros, o que corresponde a 93% do total. Roraima, o Rio Grande do Norte, Distrito Federal e Espírito Santo estão na lista das unidades da Federação que já enviaram todas as informações.

Segundo a coordenadora da Secretaria Nacional de Assistência Social do MDS, Elyria Credidio, a principal característica do BPC na Escola é envolver diversas áreas do governo. "O grande ganho é intersetorial, porque os problemas são muito variados. São dificuldades tanto em casa quanto na própria escola e até no transporte desses jovens", afirma.

A coordenadora acredita que uma das questões mais importantes é a falta de informação das famílias quanto às políticas públicas de acesso à educação para deficientes. "Muitas famílias não sabem quais são os seus direitos. Tem família que não coloca o filho na escola porque acha que não tem professor especializado ou que a escola não tem o equipamento necessário."

Nos dias 29 e 30 de junho, o ministério vai promover, em Brasília, um encontro com representantes estaduais de diversas áreas e gestores do programa para apresentar o resultado da análise dos dados.

O BPC na Escola foi criado pelo MDS, em parceria com os ministérios da Educação e da Saúde e com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, em 2007. Por meio de um cruzamento de dados do cadastro do BPC com o do Censo Escolar, constatou-se que 70% das crianças e adolescentes atendidas não frequentavam escola.

Por meio do programa, recebem um salário mínimo mensal as famílias de crianças e adolescentes com deficiência de até 18 anos, cuja renda per capita seja inferior a 25% de um salário mínimo.


Correio Braziliense
Brasília, 28/05/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 29/05/2010

Filme para TV fala sobre acessibilidade

Vídeo estrelado por Alline Moraes será exibido nos intervalos da programação da Globo.



Em ação de responsabilidade social, a Giacometti Propaganda do Rio de Janeiro, o Instituto Brasileiro pelos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD) e a Rede Globo produziram um filme com o objetivo de promover a conscientização em relação aos direitos das pessoas portadoras de deficiência, alertando para o fato de que o assunto ainda é tratado de uma maneira muito pouco séria. O filme estreou em 19 de maio, e será exibido nos intervalos da programação da Globo.

O roteiro "Novela" é estrelado por Alinne Moraes, sucesso no papel de Luciana em Viver a vida, de Manoel Carlos. Ao lado de uma cadeira de rodas, Alinne passa o recado: "A novela acabou, mas a situação da pessoa com deficiência no Brasil ainda é um drama. Prédios, ruas, calçadas e tantos outros lugares deveriam ter acesso para as pessoas com deficiência, mas ainda não têm. E este assunto ainda é tratado de uma maneira muito pouco séria para dizer o mínimo. Cabe à sociedade se conscientizar que o problema é de todos. Fiscalizar, cobrar, denunciar. Pense nisso. A vida real também pode ter um final feliz".
A presença da atriz traz à lembrança a força da personagem na novela, um exemplo de superação de dificuldades. Idealizado por João Santos e Marco Ferreira, da Giacometti, e aprovado por Celso Japiassu e Teresa Amaral, do IBDD, o roteiro foi levado à Rede Globo, que decidiu gravar com a atriz no mesmo estúdio usado para a novela. A produção conjunta rapidamente ficou pronta para veiculação. "Foi um processo de produção bastante singular e rápido, construído com a participação e a boa vontade de todos", conta João Santos, diretor de criação associado da Giacometti Propaganda do Rio de Janeiro.


Giacometti Propaganda
Rio de Janeiro, 28/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 29/05/2010

Visitação ao Memorial da Inclusão

Visita é voltada a empresas, sindicatos, professores, entidades especializadas, Conselhos e órgãos públicos que buscam informações para ampliar/reforçar ações de inclusão.




A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e o Espaço da Cidadania convidam para a visitação ao Memorial da Inclusão.

Poderão participar da visitação empresas, sindicatos, professores, entidades especializadas, Conselhos e órgãos públicos que buscam informações para ampliar/reforçar ações de inclusão.

Ação inédita do governo do Estado de São Paulo por meio da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, o Memorial da Inclusão é o maior e o mais completo da América Latina. "A transformação da sociedade retrata a conquista dos direitos da pessoa humana com foco na pessoa com deficiência e seus familiares e refletindo-se nos profissionais da saúde, educação e cultura, enfim, em toda a sociedade", afirma a secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Dra. Linamara Rizzo Battistella.

Um dos destaques, a Sala Preparatória dos Sentidos, é um local escuro, com painéis de texturas diversas, alteração de temperatura e sensores sonoros e de odor. A idéia é a de que o visitante reflita sobre a importância dos sentidos como tato, visão e audição.

Diante da ocorrência de várias novidades sobre o tema, tanto ao nível do Ministério do Trabalho (Portaria 546/2010) que poderá impulsionar a fiscalização da lei de Cotas, como em outras áreas governamentais como a Portaria CONATRAN, 659/2009, que ampliará a presença de pessoas com deficiência com direito a dirigir automóveis, Camionetas, utilitários, Microônibus e Ônibus, a visitação abrirá oportunidade de atualização sobre estas questões.

A visita ao Memorial da Inclusão da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência será no dia 08/06/2010, das 9:30h as 12:00 horas, na Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 564, Portão 10 - Barra Funda - São Paulo - SP - próximo à estação do metrô e da CPTM.

Em virtude do feriado que se aproxima, as inscrições estarão abertas até dia 02/06/2010 através do e-mail ecidadania@ecidadania.org.br.


Ficha de Inscrição

Nome do interessado:
Cidade:
Local de Trabalho:
E-mail:
Telefone:
Necessita de ajuda técnica no local da visita? Se precisar, qual ajuda?


Espaço da Cidadania
São Paulo, 28/05/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 29/05/2010

CONAE - Conferência Nacional de Educação

Já está disponível o documento final da Conferência.

Documento final disponível em: conae.mec.gov.br.


Ministério da Educação
Brasília, 28/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 29/05/2010

Turismo de aventura para portadores de deficiência. É possível.

Estande da 5ª Mostra do Turismo mostrará as adaptações para o turismo acessível.


Antonio Roberto

Pessoas com mobilidade reduzida e portadores de deficiências físicas também podem fazer atividades de turismo de aventura com segurança.

É isso que mostrará o espaço Circuito de Turismo de Aventura Acessível, durante o 5º Salão do Turismo - Roteiros do Brasil.

A expectativa é que 20 mil visitantes passem por lá e metade deles façam as atividades de aventura e ecoturismo, como tirolesa, rapel e arvorismo.

Em uma parceria entre o Ministério do Turismo (MTur) e a Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta), o espaço mostrará as adaptações para o turismo acessível.

Em um espaço de 150m2, os visitantes conhecerão sete atividades de turismo de aventura adaptadas.

Também foi criado o Jardim Aromático, especialmente para os deficientes visuais, que poderão sentir os aromas destas plantas e ler nas placas de sinalização em braile informações sobre cada uma delas.


Tribuna do Norte
São Paulo, 28/05/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 29/05/2010

Deficientes tem dificuldades em se locomover

"Faltam muitas mudanças para atender as pessoas com deficiência", diz diretor da APPD.



Da redação

Em uma rua da Cidade Nova VI, o cadeirante Gleison Macedo tenta, em vão, passar com a cadeira por uma lombada. Próximo ao local,um senhor comenta com uma pessoa próxima: "Mas tem mesmo que existir a lombada, senão os carros passam em alta velocidade". O outro rebate: "Sim, mas precisa ter uma adaptação para eles passarem". Aos olhos do primeiro é uma simples lombada, colocada ali para diminuir o risco de acidentes. Ao segundo cabe a noção de acessibilidade, não tão comum à grande parte da população.

Gleison sabe bem como a acessibilidade é difícil para quem possui alguma limitação física. Ele diz que até evita sair de casa para não precisar enfrentar algumas dificuldades. "Se chove, por exemplo, eu vou me molhar todo porque não tem como subir na calçada". Basta um simples teste e logo podemos constatar como é complicado ter acesso a alguns locais. Repare nas calçadas da sua rua. Normalmente cada uma é de um tamanho diferente, de alturas variadas. Para uma pessoa com deficiência esses caminhos são verdadeiros obstáculos.
Mas não são só as calçadas que representam dificuldades para os portadores de deficiência. Inclui-se a isso a falta de rampas, portas estreitas em repartições públicas e escolas, falta de elevadores, poucos ônibus adaptados, falta de semáforos sonoros, etc.

De acordo com Amaury Souza, diretor da Associação Paraense das Pessoas com Deficiência (APPD), por mais que tenham conquistado avanços, a cidade ainda está longe de ser considerada acessível. "Faltam muitas mudanças para atender as pessoas com deficiência", diz. Quando fala em avanços, Amaury se refere às leis que existem para apoiar os portadores de necessidades especiais e defender seus direitos.Segundo Waldir Macieira, promotor do Idoso e da Pessoa com Deficiência, uma das ideias para promover a acessibilidade é adotar o "desenho universal" em construções de repartições públicas ou privadas. A partir deste desenho é possível construir um espaço que comporte condições de atendimento e locomoção para pessoas cadeirantes, deficientes visuais, obesos, entre outros.

O promotor destaca que entre as mudanças necessárias estão a construção de rampas, sinalização tátil, programas de computação que possam ser usados por pessoas com deficiência visual e ônibus adaptados. "Essas pessoas precisam de condições para que possam ter autonomia e independência", afirma. Entre as conquistas, o promotor diz que já existem banheiros para pessoas com estatura reduzida e caixas nos bancos um pouco mais baixos e com sistema tátil. De acordo com Macieira, qualquer pessoa que se sinta desrespeitada pode pedir apoio ao Ministério Público do Pará, através da Promotoria da Pessoa com Deficiência.


DIFICULDADES

Para Gleison, que é presidente do Instituto de Pessoas Deficientes de Ananindeua (IPDA), os relatos de problemas enfrentados pela falta de acessibilidade são comuns no Instituto. "Tem gente que tropeça, cai em buracos, passa horas esperando por ônibus adaptados, que às vezes nem funcionam", exemplifica.

Como dica para a população ajudar nesta questão, Gleison destaca o cuidado na hora de fazer uma calçada, para que não fique tão alta. "Quando construir lombadas é bom fazer dividida em duas, dando espaço para passar. Jogar entulho na rua também é complicado, pois precisamos desviar. Apesar de existir uma lei, nem sempre dá para exercer o direito de ir e vir", conta. (Diário do Pará)


Diário do Pará
Ananindeua, 28/05/2010


Matéria postada no blog da APNEN: 29/05/2010

Mulher que teve perna amputada após esperar 23 horas por atendimento médico vai receber pensão

Paciente teve sua perna baleada durante um assalto e foi vítima de infecção enquanto esperava por atendimento.

Uma decisão unânime da 7ª Turma Especializada do TRF2 assegurou a uma mulher o recebimento de pensão vitalícia mensal de dois salários mínimos, retroativa a abril de 1991, a ser paga pela União Federal e pelo Estado do Rio de Janeiro, por conta de erro médico.

A paciente, baleada na perna em um assalto, teve que esperar por mais de 23 horas para o atendimento no Hospital Estadual Getúlio Vargas, que só então verificou que ela deveria ser encaminhada para o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) - hospital vinculado ao Ministério da Saúde. Só que o atendimento chegou tarde: vítima de infecção, a mulher teve a perna esquerda amputada.

A decisão do Tribunal se deu em resposta a apelações apresentadas pela União e pelo Estado do Rio contra a sentença da 10ª Vara Federal do Rio de Janeiro, que já havia determinado o pagamento de pensão à paciente. A relatora do caso é a desembargadora federal Salete Maccalóz.

De acordo com laudo da perícia médica anexada ao processo, a tala de madeira e papelão usada na paciente, além de ineficaz, agravou o risco de infecção. Por fim, os peritos concluíram que o atendimento foi precário e mal feito, sem limpeza e assepsia, com o uso de curativo inadequado e remédios ineficientes, e que a paciente, ao dar entrada no Into, quase 24 horas após o assalto, já estava com a perna infectada.

Para Salete Maccalóz, "diante desse panorama, no caso dos autos, do juízo da experiência, aliado ao senso comum e da análise de todo o contexto fático-probatório trazido, houve, na verdade, falha no atendimento médico prestado à demandante (paciente)", explicou.

A magistrada ainda destacou que "é necessário levar em consideração a repercussão social do evento danoso, que, no caso vertente, tomou dimensões drásticas, pois o aludido incidente culminou por tornar uma mulher parcialmente inválida para o trabalho", encerrou.



Jornal Jurid Digital
Rio de Janeiro, 28/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 29/05/2010

Pena de 10 anos para homem que abusava sexualmente de sobrinha deficiente

De acordo com os autos, o réu abusava sexualmente da menina desde 2006.
A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça condenou um homem à pena de 10 anos e seis meses de reclusão, em regime fechado, pelo crime de estupro e atentado violento ao pudor, na forma continuada, praticado contra sua própria sobrinha, de 14 anos, que possui deficiência mental moderada.

De acordo com os autos, o réu abusava sexualmente da menina desde 2006, em diversas oportunidades, tanto em sua residência quanto na casa dos avós maternos da vítima, localizadas em cidade do interior catarinense. No começo, em troca de seu silêncio e confiança, oferecia-lhe doces, sorvetes e joias. Contudo, com o passar do tempo, passou a ameaçá-la.

Além do crime de estupro, também praticou atos libidinosos diversos da conjunção carnal, como carícias, o que caracteriza o atentado violento ao pudor. Após ser condenado em 1º Grau, o réu apelou para o TJ. Pleiteou a absolvição com o argumento de insuficiência de provas para sustentar a sentença.

Para o relator do processo, desembargador Irineu João da Silva, o pleito não merece provimento. Isso porque, apesar de o pai da vítima prestar depoimentos controversos, pelo fato de ser ajudado financeiramente pelo réu, as declarações de professores e representantes do Conselho Tutelar são suficientes para alicerçar a condenação. Segundo a conselheira tutelar do Município, a criança contou-lhe ter sido abusada até mesmo na frente dos avós.

"A materialidade, em delitos de tal jaez, é prescindível, posto que, na maior parte das vezes, os atentados contra a liberdade sexual não deixam vestígios. (...) Aplicando-se a doutrina mencionada, qualificam-se os testemunhos arrolados pela acusação como provas indiretas do fato delituoso, porque não assistiram ao crime, mas presenciaram os nefastos reflexos que ele ocasionou na vítima. Ademais, não há nos autos prova ou indício de que pretendessem prejudicar o réu, não se podendo retirar a coerência e a força das suas narrativas", finalizou o magistrado. A decisão manteve parcialmente a sentença da comarca, ajustada somente quanto à dosimetria da pena aplicada.



Jornal Jurid Digital
28/05/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 29/05/2010

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Britânica é acusada de matar filho autista de 11 anos

Uma mulher britânica é acusada de matar seu filho autista de 11 anos por ter supostamente se cansado de vê-lo sendo motivo de chacota na rua.

Uma mulher britânica é acusada de matar seu filho autista de 11 anos por ter supostamente se cansado de vê-lo sendo motivo de chacota na rua.

Yvonne Freaney, 48 anos, foi presa no sábado após seu filho Glen ter sido encontrado morto em um hotel perto do aeroporto de Cardiff, no País de Gales.

Segundo a polícia, amigos e familiares haviam dado o alerta no sábado por temerem pela segurança do menino. Os policiais teriam chegado ao hotel três minutos depois, mas Glen já estaria morto sobre a cama, com a mãe a seu lado segurando sua mão.

Corpo

Segundo a descrição da cena relatada durante uma audiência judicial na terça-feira, ela teria dito aos policiais: "Pelo menos agora ninguém mais pode ficar apontando o dedo para ele".

Acredita-se que ela tenha permanecido no hotel com o corpo do filho por dois dias. Yvonne, que tem outros três filhos, com 14, 19 e 22 anos, teria se separado recentemente do marido.

Após a audiência, ela foi levada a uma clínica psiquiátrica, onde deve permanecer pelo menos até a próxima audiência, no dia 14 de junho.

www.vidamaislivre.com.br
27/05/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 28/05/2010

A APNEN quer saber a sua opinião sobre este assunto.

Você acha que ela deve ser condenada?

Acessibilidade: deficientes enfrentam dificuldades

Apesar de ter passado por reformas há pouco tempo, centro de Petrópolis não é acessível.



Philippe Fernandes

Portadores de necessidades especiais ou pessoas que têm mobilidade reduzida sofrem com os obstáculos de Petrópolis. As ruas da cidade, em sua grande maioria, não são adequadas para a realidade dos deficientes físicos. Calçadas esburacadas, rampas muito altas e dificuldade de acesso a prédios são os problemas mais graves. De acordo com o presidente da Associação Pró-Deficientes, Marcelo Silveira, Petrópolis tem em torno de 39 mil deficientes físicos - índice compatível com a média de 14% da população brasileira. Conforme relatou, os problemas não ocorrem apenas no Centro da cidade, mas também nos bairros.

"Hoje, os portadores estão incluídos no mercado de trabalho. Mas muito mais pessoas estariam incluídas se pudessem sair de casa sozinhas, a começar pela calçada da própria rua", afirmou, ressaltando que, mesmo onde há transporte público adaptado, é praticamente impossível andar sem a ajuda de alguém. "Não há acessibilidade plena", afirmou Marcelo.

Segundo o presidente da associação, as obras de revitalização do Centro não resolveram os problemas das pessoas com mobilidade reduzida. "Sempre falava com a Prefeitura, na época da obra, sobre os pontos fracos da obra. Por exemplo, na ponte próxima à Travessa Cristal, fizeram a calçada sem uma rampa. Somente depois de tudo construído é que se lembraram. Aí, tiveram que quebrar tudo de novo para fazer a rampa. E mesmo assim, é muito alta", declarou, acrescentando que nenhuma calçada segue as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Para Augusto de Mello, que acompanha o cadeirante Sérgio Lobo, de 75 anos, há seis anos, a situação até melhorou nos últimos anos, mas alguns pontos deveriam sofrer intervenções. "No Bosque do Imperador, por exemplo, há uma rampa de um lado da rua e, no outro, não. Preciso fazer um grande esforço para movimentá-lo. E isso gasta a cadeira, estraga o material. Muitas outras áreas do Centro poderiam sofrer pequenas intervenções nesse sentido, como colocar o meio-fio mais baixo", acredita. Hoje, uma cadeira de rodas que suporte esses movimentos está orçada em torno de R$ 1.500,00.

Já para Adriana Rangel, integrante do Fórum Municipal da Pessoa com Deficiência, outro ponto crítico é o da região do Terminal de Integração do Centro. "O tráfego é intenso no cruzamento das Ruas Souza Franco, Santos Dumont e Caldas Vianna. Não há nenhuma sinalização. Se já é difícil para quem não tem nenhuma deficiência, a situação é muito pior para quem tem", afirmou. "Na verdade, são os pontos mais críticos. Até mesmo uma pedra portuguesa solta atrapalha um cadeirante ou deficiente visual", acrescentou.

Tombados, prédios históricos têm péssimas condições para deficientes
Os problemas são ainda maiores para quem deseja ou precisa entrar em prédios do Centro, como a sede dos Correios, Secretaria Municipal de Fazenda e de empresas privadas. De acordo com Marcelo Silveira, o prédio da Estação de Correios e Telégrafos é um claro exemplo de desacordo com a necessidade dos deficientes.

"Instalaram nos fundos, no estacionamento, um piso táctil, para tentar colocar como algo para os deficientes, mas não é. Ali é para carros. Teríamos que ter o direito de entrar pela frente, como qualquer pessoa", desabafou, citando ainda que a "rampa" - na verdade, feita para carros - está completamente fora de padrão. Para ele, já que o prédio é tombado, poderia ser usada uma rampa móvel na entrada, que seria retirada quando estabelecimento estiver fechado.

Situação semelhante ocorre na Câmara de Vereadores. No entanto, no ano passado foi adquirida uma cadeira de rodas eletrônica, com um mecanismo que permite subir as escadas sem grandes esforços.

Na sede da Secretaria de Fazenda, na Rua 16 de Março, local onde são realizados diversos serviços, a situação é pior. O acesso se dá através de uma escadaria estreita, excluindo do atendimento quem tem a mobilidade reduzida. Para essas pessoas, há apenas a opção da internet para realizar os serviços.

De acordo com Marcelo, não existe, hoje, um plano de acessibilidade em execução em Petrópolis. O presidente da associação afirmou que o Conselho Municipal sobre o tema, que desde junho de 2008 estava desativado, voltará a funcionar na próxima semana. Haverá uma reunião, na quarta-feira (26), às 15h, na sede da Secretaria de Trabalho, Assistência Social e Cidadania (Setrac), na Rua Aureliano Coutinho.


Prefeitura afirma que cumpre lei de acessibilidade

Procurada pelo Diário, a Secretaria de Planejamento e Urbanismo informou que já está sendo cumprida a lei municipal 6.642, de janeiro de 2009, que trata da questão de acessibilidade. Desde o mês de junho do ano passado, a prefeitura só concede novos alvarás para prédios de uso coletivo com base na determinação da lei de acessibilidade prevista no decreto 5.296, da lei federal de dezembro de 2004.

De acordo com a prefeitura, o assunto também já foi discutido no Plano Diretor da Cidade e deverá ser também abordado na reforma do Plano de Obras do município, que sofreu a última alteração em 1976. A nota afirma ainda que os prédios públicos de uso coletivo da cidade vão ser obrigados à obedecer a lei de acessibilidade, mas é preciso tempo e atualização dos códigos referentes, além da finalização do Plano Diretor.

"Já estão sendo dados passos importantes com a reativação dos conselhos municipais específicos e criando instrumentos para melhor cumprimento das leis", informaram. Com relação aos prédios públicos, a Assessoria de Comunicação informou que a atual gestão está buscando um local para centralizar a maioria das secretarias de governo em um só espaço. Desta forma, a prefeitura poderá não só agilizar os serviços oferecidos à população, como também atender as leis federal e municipal de acessibilidade.

A Secretaria de Obras esclareceu que os almofadões da Rua do Imperador foram instalados de forma indevida e não respeitam as leis de trânsito, provocando danos aos veículos que trafegam pelo local (devido à sua altura), além de prejudicar o trânsito e a livre circulação de pedestres, com deficiência ou não, e cadeirantes.

A Companhia Petropolitana Trânsito e Transportes (CPTrans) estuda a possibilidade de retirar os almofadões do Centro Histórico, mas, caso eles sejam mantidos, a Secretaria de Obras alerta que todos terão que passar pela adequação às leis de trânsito e correção das irregularidades cometidas durante as obras do Centro Histórico.



Diário de Petrópolis
Petrópolis, 27/05/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 28/05/2010

Portal para Deficientes abre inscrições para mais de 2 Mil vagas inclusivas

O DeficienteOnline.com.br é o maior site de empregos e currículos voltados exclusivamente para profissionais com Deficiência.




Site exclusivo para Deficientes oferece mais de 2.100 vagas nas mais diversas áreas e Estados do Brasil.

O DeficienteOnline.com.br é o maior site de empregos e currículos voltados exclusivamente para profissionais com Deficiência (PcDs). Atualmente conta com mais de 290 grandes empresas que diariamente buscam currículos de PcDs.


Como surgiu a ideia do DeficienteOnline.com.br?

O Professor universitário, Gestor de Projetos e também profissional com deficiência Claudio Tavares, pensou em outras pessoas com deficiência que tinham dificuldade em encontrar informações centralizadas sobre o mercado de trabalho, leis e normas. Diante desta situação resolveu usar sua experiência e seus conhecimentos em gestão de processos e projetos sociais para criar junto com sua esposa Kelli Tavares, especializada em Recursos Humanos, o Portal DeficienteOnline.com.br, desenvolvido dentro dos padrões de Acessibilidade Web e tem a missão de ser a melhor ferramenta de Centralização e disponibilização de Base Curricular obtendo informações de qualidade referente a qualificação profissional, educacional e acadêmica juntamente com habilidades e competências dos Profissionais com Deficiência, compartilhando essas informações com empresas que buscam novos talentos e potencial humano na diversidade.


Como usar o site e se candidatar as vagas?

Os Interessados deverão acessar o site www.deficienteonline.com.br cadastrar gratuitamente o currículo para que as empresas tenham acesso na busca de candidatos e também se candidatar nas vagas para disponibilizar o currículo diretamente para a empresa anunciante que entrará em contato com candidatos inscritos e selecionados por ela.

www.DeficienteOnline.com.br foi criado para mudar vidas e gerar oportunidades de sucesso.

“O Site do Profissional com deficiência”


Para maiores informações:

FÁBRICA ASSESSORIA
Rua Antonio Escorsin, 3579 | São Braz | Curitiba | PR
Atendimento: Alexandre Faletti
Fone: (41) – 8815-9213
fabricassessoria@gmail.com


Diário de Petrópolis
27/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 28/05/2010

Aidan lança selo para empresas que contratarem deficientes

Prefeitura apresentou o projeto "Deficiência é não contratar", voltado à inserção profissional de pessoas com deficiência.



Da redação

Cerca de 300 pessoas lotaram o Saguão do Teatro Municipal de Santo André anteontem para o lançamento do projeto "Deficiência é não contratar", voltado à inserção profissional de pessoas com deficiência. Estiveram presentes o Prefeito Aidan Ravin (PTB), a Vice-prefeita e Secretária de Governo, Dinah Zekcer (PTB), secretários municipais, incluindo o de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (SDET), Beto Torrado, vereadores e integrantes de organizações não governamentais, os quais testemunharam o início de uma parceria promissora.

O presidente da Coop, Antônio José Monte, afirmou que a maior cooperativa de consumo da América Latina, representada por ele, pretende ampliar o universo de 83 trabalhadores com deficiência no quadro funcional. "Estamos encontrando dificuldade para admitir novos funcionários com deficiência. Agora, sabendo da existência deste projeto, queremos estar lado a lado para levar mais pessoas para a Coop" disse Monte.

O diretor do Departamento de Geração de Emprego, Trabalho e Renda do município, Hernán Vilar, deu foco na formação. "Vamos utilizar a estrutura dos cinco centros de formação profissional da prefeitura para qualificar as pessoas com base nas necessidades das empresas que aderirem ao projeto", afirmou.

A prefeitura fará o recrutamento e a qualificação por meio do Centro Público de Emprego, em parceira com Associação para Valorização e Promoção de Excepcionais (AVAPE) e Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE).

Estima-se que existam cerca de 60 mil pessoas com deficiência em Santo André, mas a Lei de Cotas garante 2,1 mil vagas.


Selo

Ao final do evento, Aidan exibiu banner com a arte do selo de reconhecimento que será concedido às empresas que contratarem pessoas com deficiência. O chefe do Executivo andreense também assinou termo de compromisso com a AVAPE para o projeto Aprendiz Especial, voltado à inserção profissional a partir dos 16 anos.

O cerimonial reservou momentos emocionantes, como um balé com portadores de Síndrome de Down e um coral de libras, a linguagem dos surdos e mudos.


ABC Repórter
Santo André, 27/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 28/05/2010

2º Concurso de Moda Inclusiva

Promovido pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, evento ocorrerá no dia 7 de junho.

A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência convida para desfile dos finalistas do 2º Concurso de Moda Inclusiva, a realizar-se no dia sete de junho, às dezenove horas.

O 2º Concurso de Moda Inclusiva premiará os melhores projetos de moda para pessoas com deficiência.

Local
Museu da Língua Portuguesa
Praça da Luz s/n - Centro - São Paulo
R.S.V.P
eventos@pessoacomdeficiencia.sp.gov.br
(11) 5212-3765/3767 com Magaly/Julio

www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.brwww.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br



Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência
São Paulo, 27/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 28/05/2010

Sancionada lei que beneficia idosos e deficientes físicos

Lei determina reserva de vagas em apartamentos térreos nos conjuntos habitacionais populares.




O prefeito Jairo Jorge sancionou a lei nº 5.507/2010, que determina a reserva de vagas para idosos e deficientes físicos em apartamentos térreos nos conjuntos habitacionais populares. O projeto é de autoria do vereador Mossini (PMDB) e foi aprovado por unanimidade pela Câmara Municipal.

A ocasião também contou com a participou do ato de sanção a secretária adjunta de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Giovana Fagundes. Segundo ela, a prefeitura já vinha realizando adaptações em imóveis do Morada Cidadã e do Programa de Arrendamento Habitacional (PAR) para facilitar o acesso de idosos e pessoas com deficiência. "Mas a lei vem regulamentar essas providências para sempre", avaliou a secretária. O prefeito revelou que os 440 imóveis de dois empreendimentos que estão em fase final do programa Minha Casa, Minha Vida já serão enquadrados na nova legislação.


Jornal Correio de Notícias
Canoas, 27/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 28/05/2010

"Estado de Inclusão dos Deficientes Militares, Saúde e Bem-Estar dos Antigos Combatentes e Vitimas de Guerra"

36 Anos depois da guerra colonial, a ADFA discute o estado de inclusão dos Deficientes Militares.

José Eduardo Gaspar Arruda

Realiza-se na sede Nacional da Associação dos Deficientes Das Forças Armadas (ADFA), Av. Padre Cruz, Edifício ADFA em Lisboa, nos próximos dias 27 e 28 de Maio de 2010 o Seminário Internacional - "Estado de Inclusão dos Deficientes Militares, Saúde e Bem-Estar dos Antigos Combatentes e Vitimas de Guerra".

Neste evento, a ADFA tornará publico o estudo realizado em parceria com o Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), Instituto Universitário, que coloca hoje na "ordem do dia" a realidade dos Deficientes Militares e suas famílias, confrontados agora com o agravamento das deficiências e da desagregação das condições sociais e familiares, que exige o respeito daqueles que suportam, desde a sua juventude, um "pesado fardo" e hoje têm direito a encarar com dignidade e serenidade o último ciclo das suas vidas.

O Doutor Jos Weerts da Federação Mundial de Antigos Combatente e Vitimas de Guerra (FMAC), (organização que representa mais de 35 milhões de antigos combatente e vitimas de guerra), apresentará no nosso Pais um estudo inédito acerca das consequências dos conflitos armados em todo o Mundo com realce para o Stress Pós Traumático de Guerra.

O Doutor Jos Weerts psiquiatra de nacionalidade Holandesa é um dos peritos mais proeminentes no estudo deste sindroma.

A sessão de abertura deste Seminário terá lugar no próximo dia 27 de Maio, pelas 9:45 horas, seguindo-se os trabalhos de acordo com o programa.

Atendendo ao elevado interesse de divulgação destas matérias pela sociedade Portuguesa, convidamo-lo a acompanhar este Seminário.


Programação disponível em www.adfa-portugal.com


ADFA
Lisboa, 27/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 28/05/2010

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Paraolimpíadas devem provocar mudança de atitude em relação aos deficientes

Após discussões com o (COI), dirigentes da Rio 2016 se reúnem para debater os Jogos Paraolímpicos e seus legados para a cidade.



Valmir Moratelli

Mudar a atitude das pessoas em relação ao deficiente físico. Este é um dos mais importantes legados que os Jogos Paraolímpicos devem deixar para o Rio de Janeiro em 2016. Para que isso seja possível, segundo informou Carlos Artur Nuzman, presidente do Rio, 2016, muita coisa deve ser feita. O anúncio do projeto Paraolímpico foi feito neste sábado (22), após o término do seminário de orientação do Comitê Paraolímpico Internacional (IPC, da sigla em inglês).

Xavier Gonzalez, presidente do IPC, também presente à coletiva de imprensa, na Barra da Tijuca, destacou dois pontos importantes que a preparação para a realização dos Jogos Paraolímpicos devem levar em consideração. “A acessibilidade e a inclusão social precisam ser levadas a sério a cada novo passo. É importante que as especificidades de um evento como este sejam compreendidas em sua plenitude”, afirmou ele.

Nuzman adiantou que, como parte desta preparação, deverá ser realizado, em breve, um seminário de acessibilidade, voltado para órgãos do governo, comitês organizadores da Copa de 2014 e Rio 2016 e para a imprensa. “Precisamos mudar o DNA do povo, para que se entenda de que forma os deficientes podem estar inseridos no futuro próximo”, disse o presidente do Comitê Olímpico. “É uma continuação mais profunda do que deve ser feito, para promovermos saúde e convívio social. Este é o poder de transformação do esporte inseridos no espírito dos Jogos Paraolímpicos”, definiu Andrew Parsons, presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB).


COI e IPC

Ao longo da última semana, integrantes do Comitê Olímpico Internacional (COI) estiveram na cidade para a primeira inspeção técnica, desde que o Rio de Janeiro foi anunciado cidade-sede dos Jogos de 2016. Os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos acontecem simultaneamente, tendo a mesma cidade como realizadora dos eventos, apesar de haver dois comitês internacionais diferentes (COI e IPC, respectivamente), para o acompanhamento das obras e realização de ambos os torneios esportivos.


IG Esporte
Rio de Janeiro, 26/05/2010


Matéria postada no blog da APNEN: 27/05/2010

Recurso da atendente que foi demitida por ridicularizar gaga não prosperou

Reclamante trabalhava no telemarketing, riu e imitou a cliente e depois perdeu o emprego por justa causa.



"A 5ª câmara do TRT da 15ª região manteve a demissão por justa causa aplicada a uma atendente de telemarketing que ridicularizou uma cliente gaga, imitando-a durante o atendimento. A atitude da trabalhadora provocou risos dos colegas, aumentando a humilhação sofrida pela cliente.

A câmara, colegiado composto por três desembargadores, negou provimento ao recurso da autora, que tentava modificar sentença da 3ª vara do trabalho de Ribeirão Preto/SP. O relator do acórdão no TRT foi o desembargador Lorival Ferreira dos Santos.

Em ação que já havia perdido na 1ª instância, trabalhadora não reverteu demissão por justa causa apesar de alegar rigor excessivo, acionamento da tecla "mute" (para seu riso não ser ouvido - o dispositivo não funcionou) e impossibilidade de ler todo o Código de Ética da empresa no momento da contratação.

Transcrita a gravação de áudio da conversa, incontroverso ficou o deboche. O marido da cliente fizera reclamação formal e a empregadora foi examinar a fundo a ocorrência.

Em voto que inicialmente transitou por considerações sobre estigmas e definições técnicas sobre a gagueira, citando pequeno trecho de entrevista de José Saramago (personalidade mundial, gago), o desembargador Lorival Ferreira dos Santos ponderou que "nada justifica a atitude da reclamante, que não só riu 'involuntariamente' (como diz), mas ficou imitando a cliente para que seus colegas se divertissem também, demonstrando nitidamente que não sabe conviver com a adversidade".

Enaltecendo o princípio da dignidade humana, Lorival lembrou que "todo ser humano deve ser tratado com urbanidade e respeito, independentemente de ser ou não portador de alguma deficiência. Para saber disso não é necessária a leitura de um Código de Ética. O valor do respeito ao próximo deve estar enraizado em cada indivíduo".

O relator consignou também que “o fato de a autora ter acionado a tecla 'mute' para que a cliente não escutasse a chacota é argumento que não a socorre, pelo contrário; a meu ver, torna ainda mais grave e lamentável a atitude da empregada, que teve o desplante de pausar a ligação para que pudesse caçoar mais à vontade”.

O entendimento da relatoria, seguido à unanimidade, conclui que houve sim falta grave, "a ensejar a ruptura contratual por justa causa, principalmente porque trabalhava numa atividade cujo foco é justamente o atendimento ao público em geral, sendo inadmissível a maneira como reagiu diante da deficiência alheia".



IOB Jurídico
26/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN; 27/05/2010

Cidade de Socorro fala sobre turismo de aventura acessível no Salão do Turismo 2010

Com o tema Turismo de Aventura Acessível o stand de 150 metros quadrados contará com um espaço para a realização de atividades de aventura para pessoas deficientes ou com mobilidade reduzida.

A cidade de Socorro participa da quinta edição do Salão do Turismo que será realizada dos dias 26 a 30 de maio, no Palácio de Convenções do Anhembi, em São Paulo. Com o tema Turismo de Aventura Acessível o stand de 150 metros quadrados contará com um espaço para a realização de atividades de aventura para pessoas deficientes ou com mobilidade reduzida.

Estarão representando o destino Carlos Tavares, diretor do departamento de turismo e cultura, Michael Araújo Golo, chefe da divisão de turismo, Raquel Pares, representante de acessibilidade e Deise Formagio, secretária do Comtur (Conselho Municipal de Turismo).

A participação de Socorro na feira terá como complemento uma explanação aos visitantes sobre aspectos relacionados aos projetos Aventura Especial, Aventura Segura e Socorro Acessível. Através da parceria entre o Ministério do Turismo e a Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (ABETA), o espaço abordará a questão da aventura acessível.

"Adaptamos diversas atividades do turismo de aventura ao público com deficiência para ele sentir que é possível fazer um rapel ou uma tirolesa mesmo com limitações físicas", explica Michael Golo.

O visitante terá a oportunidade de conhecer sete atividades de turismo de aventura adaptadas e praticar algumas delas experimentalmente, entre elas o arvorismo, o rapel e a tirolesa, conforme suas limitações. Acessórios e equipamentos necessários também estarão em exposição, como por exemplo, as cadeiras usadas nas caminhadas de curta duração e nas atividades de aventura realizadas no rio.

Outro destaque será o jardim aromático criado especialmente para os deficientes visuais, que poderão sentir os aromas das plantas e conhecê-las por meio de informações em placas feitas em braile.

Em outro plano, o destino estará sendo mostrado, na rodada de negócios, que será realizada no dia 27, das 14h30 às 18h. Serão apresentados roteiros à empresas do ramo de aventura, por meio do Programa Aventura Segura.

Na ocasião, estarão representando a cidade, Carlos Tavares, pelo Departamento de Turismo, Silvio Rezende Rosa, representando o SEBRAE Regional, Charles dos Santos Gonçalves, representando a ABETA, e mais três empresários locais ligados ao segmento de turismo de aventura.

"Estaremos mostrando não só o segmento de Turismo de Aventura e Acessibilidade, mas sim, o destino como um todo, pois podemos oferecer de tudo um pouco aos turistas que nos visitarem", diz Michael.



Mercado e Eventos
São Paulo, 26/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 27/05/2010

Contratação de pessoas com deficiências na região de Osasco supera a de 12 estados

As 9761 vagas preenchidas na região superam o número total de vagas em 12 estados do país.


Da Assessoria

Osasco e Região começam a fazer a sua lição de casa em relação ao restante do país quando o assunto é o respeito ao direito das pessoas com deficiência ao trabalho: 9.761 vagas preenchidas, número superior ao contabilizado por 12 estados brasileiros. A informação foi apresentada pelo coordenador do Espaço da Cidadania e Vice-Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região, Carlos Clemente, durante reunião do Conselho Sindical da Gerência Regional do Trabalho de Osasco realizada ontem na Sede dos Sindicato dos Gráficos de Barueri, Osasco e Região e na presença de vários Sindicatos de trabalhadores e do Gerente Regional do Trabalho e Emprego de Osasco, Edson Rabassi.

A informação foi elaborada com base nos registros de ação fiscal do próprio Ministério do Trabalho.

Entre os estados que registram baixo índice de contratação, estão estados ricos em indústrias, comércio e serviços, como Paraná (com 1.836 contratações) e Santa Catarina (1.030).

Como os números são resultados de ação fiscal em prol do cumprimento do artigo 93 da lei 8.213/91 (a Lei de Cotas), eles mostram que o Ministério do Trabalho tem dedicado pouca atenção à fiscalização do cumprimento dessa lei.

O resultado pode ser atribuído ao empenho dos auditores fiscais da Gerência Regional do Trabalho e Emprego de Osasco, combinado ao esforço coletivo que envolve sindicatos, empresas, entidades especializadas, órgãos públicos e outros agentes sociais, que criam ações e pressionam para que a Lei de Cotas seja efetivamente a porta de entrada da pessoa com deficiência no mercado de trabalho. "Em outros locais onde não há essa soma de esforços, a Lei é ignorada", avalia Clemente.

Falta de cumprimento da Lei gera prejuízo anual de R$ 15,6 bilhões

Essa situação gera também prejuízos econômicos incalculáveis as pessoas com deficiência. Apenas na remuneração direta a cada ano R$ 15,6 bilhões deixam de ser pagos às pessoas com deficiência excluídas do mercado de trabalho. O cálculo é feito com base nos dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) de 2008, dado mais atualizado disponível, o que indica que os números devem ser ainda maiores atualmente. O próprio Ministro do Trabalho, Carlos Lupi, declarou que "a Rais é a radiografia real do país, porque os dados são fornecidos por todos os estabelecimentos do Brasil".

"É um direito desrespeitado. São recursos que deixam de ir para a economia para fomentar um círculo que pode, inclusive, gerar novos empregos. Falta a fiscalização ter respeito para com as pessoas com deficiência que poderiam estar ocupando as vagas reservadas pela Lei", arremata Clemente.



Espaço da Cidadania
Osasco, 26/05/2010


atéria postada no blog da APNEN: 27/05/2010

Descasos

Uma advogada às voltas com o direito dos excluídos.

Antonio Carlos Prado

Um livro, quando ele é especialmente um excelente livro, é feito de excelente escrita e excelente conteúdo - e, sobretudo, do excelente caráter de seu autor.

Em todos os sentidos, as mãos fazem o texto escrevendo ou digitando letras e palavras, mas é o autor e a originalidade e integridade de seu caráter que compõem a obra. Somente assim, na literatura ou na vida, pensamento, sentimento e ação atuam dinamicamente juntos. Este é o caso de “desCasos – Uma advogada às voltas com o direito dos excluídos”, que será lançado pela Editora Saraiva às 19h da segunda-feira, 31 de maio, em São Paulo (Iate Clube de Santos/Unidade São Paulo, à avenida Higienópolis, 18).

O livro reúne casos reais em que Alexandra Zsafir, uma das melhores advogadas do Brasil, atuou em defesa de pessoas pobres e sem proteção social, em defesa dos excluídos, estivessem eles em liberdade ou em instituições prisionais. Mais: muitas vezes sócios do escritório de Alexandra procuravam às pressas por ela para determinadas audiências, e nada de encontrá-la. Alexandra, ou apenas Ale como é carinhosamente chamada, estava por conta e vontade próprias em alguma favela de São Paulo impedindo que se cumprissem ordens de despejo e famílias ficassem ao relento perdendo o mínimo que possuíam – ou seja, seus barracos. Alexandra pisava cadeias e favelas e mocós com o mesmo sentir-se à vontade e naturalidade com que pisava shopping e hotel cinco estrelas em todos os países. E possível ter-se estilo até ao se abrir uma lata de sardinhas.

Assim é Alexandra Szafir: uma mulher de estilo único. Pois bem, esse estilo está agora impresso no livro a ser lançado, mas ela, a autora, consegue incrivelmente se colocar como pano de fundo. As veias que saltam de paixão e desespero, as vozes que gritam, as mãos que se estendem são de desvalidos e injustiçados. Ela, Alexandra, que esteve presente em cada caso, raramente deixa de ser humilde em sua obra – afinal, estilo é estilo. Mas quando fica brava e se revolta, aí sim, sai de baixo. Ela sempre peitou e peita autoridades que desrespeitavam e desrespeitam o Estado Democrático de Direito. Se autoridade empina o nariz para humilhar indefeso, pobre da cartilagem nasal do empinador.

No início desse release, falou-se de mãos no ato de escrever e falou-se de caráter. E agora falou-se também de nariz. Tudo a ver. Foi com ele, nariz, através de um programa especial de computador, que ela escreveu “desCasos – Uma advogada às voltas com o direito dos excluídos” . Acometida pela grave enfermidade degenerativa chamada Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), que a impossibilita de quaisquer movimentos, restou-lhe o nariz para escrever, nariz de mulher de coragem - e gana e garra - que sempre o meteu para defender quem dela precisasse. Quando também o nariz já se tornava mais lento, olhos piscavam e depois se arregalavam diante de uma tabela de letras que lhe era exibida – apontada a letra, se os olhos se movessem, era então a letra que ela queria usar. Escrever mal, dessa forma, já é muito. Alexandra dá uma aula de excelente escrita e excelente estilo. Como já se disse, o livro é excelente. No quesito caráter, a Editora Saraiva e o Iate Clube de Santos/Unidade São Paulo atuaram de forma voluntária e com equipes de voluntários para a edição e lançamento da obra. E todos os direitos autorais serão revertidos à Associação Brasileira de Esclerose Lateral Amiotrófica (Abrela). Em se tratando da Ale, dúvida zero que também seus dois cachorros (Laurinha e Edgar) e seus três gatos (Mingau, Romer e Betina) aplaudem idéia.



Amazonas Notícias
São Paulo, 26/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 27/05/2010

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Recife ameaça punir estabelecimentos que descumprirem a lei da acessibilidade

Prefeitura promete interditar, a partir do segundo semestre, todas as empresas que não se ajustaram às exigências.
A Prefeitura da cidade do Recife (PCR) já informou que vai ‘endurecer’ o jogo contra comerciantes e empresários que estiverem descumprindo as exigências para a acessibilidade de pessoas com deficiência aos estabelecimentos.

A PCR quer ver cumprida a lei federal 10.098/2000, regulamentada em 2004, e o decreto lei municipal 24.571/2009 aprovado no ano passado pela Câmara de Vereadores. A legislação garante a acessibilidade das pessoas com deficiência e prevê punições aos infratores, entre elas a proibição de participarem de licitações.

De acordo com a PCR, o prazo de um ano concedido aos estabelecimentos para se adequarem física e tecnicamente à legislação está terminando e promete interditar, a partir do segundo semestre, todas as empresas que não se ajustaram às exigências.

O impasse está formado e se a PCR não estiver blefando, a interdição poderá atingir cerca de 40 mil estabelecimentos comerciais, segundo números da própria Prefeitura. Só resta esperar para ver o que vai acontecer.

Fonte: Sobre Isso
25 de maio de 2010

Matéria postada no blog da APNEN: 27/05/2010

Acessibilidade em museus

Acessibilidade em Museus: audiodescrição do Memorial da Assembléia Legislativa do Ceará.

Da Assessoria

A Rede de Educadores em Museus do Ceará - REM-CE realizará o Seminário "MUSEUS E PESQUISA: memória e contextos contemporâneos" no período de 24 a 26 deste mês. Em sua 2ª edição, o Seminário REM-CE acontecerá no Museu da Universidade Federal do Ceará - MAUC, Sobrado Dr. José Lourenço e Centro Cultural Banco do Nordeste - CCBN/Fortaleza, e contará com a Comunicação intitulada "Acessibilidade em Museus: audiodescrição do Memorial da Assembléia Legislativa do Ceará", de autoria do tradutor audiovisual Juarez Oliveira, integrante do LEAD, cuja apresentação será na quarta-feira (26), entre 14 e 16h, no Centro Cultural Banco do Nordeste, situado à Rua Floriano Peixoto, nº 941, Centro.

Informações e inscrições:
contatoremce@gmail.com.
rem-ce.blogspot.com/.


Grupo LEAD - Legendagem e Audiodescrição
Fortaleza, 25/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN:27/05/2010

Seleção Brasileira recebe carinho de crianças com deficiência auditiva

Hoje, após treino em Curitiba, crianças com deficiência auditiva "invadiram" o campo para abraçar jogadores.
Da Redação
Jogadores e comissão técnica da Seleção Brasileira receberam o carinho de crianças com deficiência auditiva nesta terça-feira, em Curitiba. Após o primeiro treino com bola, os meninos "invadiram" o campo do Centro de Treinamento do Atlético-PR e emocionaram a todos.

"Foi muito bonito o que aconteceu. É gratificante saber que podemos levar alegria a essas crianças, foi um momento que valeu a pena vivenciar", afirmou o técnico Dunga.


SRZD
Curitiba, 25/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 27/05/2010

Mais barreiras, menos compras

Ministério Público inicia vistorias em shoppings de Joinville para conferir se os acessos estão adequados.



Josi Tromm Geisler

O Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) começou ontem uma série de vistorias nos shoppings de Joinville para saber se os estabelecimentos estão cumprindo a legislação que garante e facilita o acesso de pessoas com deficiência física.

O primeiro foi o Joinville Garten Shopping, na zona Norte. Os outros shoppins devem ser visitados nas próximas semanas, mas não há uma data definida.

Pela manhã, a promotora da Cidadania, Rosemary Machado Silva, foi até o shopping acompanhada de dois integrantes do Conselho Municipal dos Direito da Pessoa com Deficiencia de Joinville (Comde): Sérgio Luiz Celestino da Silva e Mario Cezar da Silveira. O agente administrativo Sérgio Luiz Celestino encontrou dificuldades para acompanhar o filho, de seis anos, numa visita ao Joinville Gartem Shopping no fim de semana.

Ao entrar em uma loja de brinquedos, ele ficou surpreso em não poder ir com menino ao piso superior, em um espaço exclusivo para a venda de jogos. Cadeirante, Sérgio não teve acesso por falta de uma rampa ou elevador.

A dificuldade que ele enfrentou já tinha sido denunciada por outras pessoas ao Ministério Público. A promotora confirmou problemas de acessibilidade.

A vistoria foi feita com base no Decreto Federal 5296/04 e das regras de acessibilidade emitidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Segundo os integrantes do conselho, faltam vagas para deficientes no estacionamento e as rampas de acesso são muito inclinadas. A lei prevê que 2% das vagas de estacionamento sejam destinadas para deficientes.

No Garten, há oito vagas reservadas. Deveriam ser 32 das 1.600. Segundo Mario Cezar, a sinalização no estacionamento também estaria irregular porque só existe marcação no chão e deveria ter uma placa vertical.

Outro problema enfrentado pelos cadeirantes são as rampas de acesso. Para subir, só com alguém empurrando ou muito esforço. E o deficiente ainda corre o risco de a cadeira voltar.

A promotora disse que um documento será feito a partir das vistorias. "Vamos nos reunir com o conselho e elaborar o laudo", afirmou Rosemary. O objetivo será fazer um termo de ajustamento de conduta (TAC). O laudo fica pronto em dez dias.



A Notícia
Joinville, 25/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 27/05/2010

Pessoas com deficiência participam de festival de talentos

"I Festival de Talentos de Pessoas Especiais" acontece no Sesc Piatã das 14h às 17h no dia 2 de junho.

Da Redação

Cerca de 600 pessoas com deficiências participam no próximo dia 2 de junho, do I Festival de Talentos de Pessoas Especiais, que acontece no Sesc Piatã, das 14h às 17h. O evento, promovido pela Secretaria da Educação do Estado da Bahia, vai desenvolver atividades artísticas, esportivas e culturais. Atletismo, futebol adaptado, natação, dança folclórica, teatro, pintura e capoeira.

O "I Festival de Talentos de Pessoas Especiais" enfatiza a importância da família no processo de inclusão social das pessoas com deficiência. "É preciso começar pela família. Ela precisa ser motivada para investir no potencial do filho, reconhecendo as suas limitações e possibilidades", diz o Coordenador de Educação Especial da Secretaria da Educação da Bahia, João Prazeres.

A iniciativa envolve pessoas de todas as idades atendidas por 20 centros e instituições de educação especial de Salvador e região metropolitana. Entre os participantes, estão estudantes de escolas públicas, que têm necessidades educacionais especiais.

Outro foco do "I Festival de Talentos de Pessoas com Deficiência" é colaborar com a formação dos professores de educação física. "Estudantes de educação física de universidades baianas estão como monitores do evento. Esses profissionais do futuro precisam reprimir a ideia de que os alunos com deficiência têm que ser dispensados das aulas", ratifica João Prazeres.


Jornal da Mídia
Salvador, 25/05/2010


Matéria postada no blog da APNEN: 27/05/2010

Lei garante banheiros químicos para portador de deficiência

Foi publicada hoje em Campo Grande, a lei municipal que garante banheiros acessíveis para pessoas com deficiência em quaisquer eventos promovidos na cidade.

Da Redação

Foi sancionada e publicada na edição desta terça-feira (25) do Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) a Lei Municipal nº 4.845/10, que dispõe sobre a colocação de banheiros químicos adaptados às necessidades dos portadores de deficiência física nos eventos realizados no município.

A referida Lei de autoria da vereadora Professora Rose (PSDB) já entra em vigor a partir de hoje (25), garantindo aos portadores de deficiência física o acesso a banheiros adaptados em quaisquer eventos promovidos na Capital. A proposta tem como objetivo garantir a acessibilidade aos portadores de necessidades físicas, para que possam transitar em quaisquer lugares e usufruir do lazer sem enfrentar dificuldade alguma.

De acordo com a Lei, não será permitido o uso do banheiro químico reservado ao portador de necessidades especiais à pessoa não portadora de necessidades especiais, exceto acompanhante, quando estiver assistindo àquele. A Lei prevê ainda multa em caso de descumprimento, dobrada em caso de reincidência. A legislação dispõe ainda que o Poder Executivo terá o prazo de 60 dias para regulamentar a Lei em Campo Grande.

Para a Vereadora Professora Rose, esta Lei é de extrema importância, pois garante autonomia, acessibilidade aos portadores de necessidades especiais em locais de comum acesso. "O simples fato de frequentar um evento cultura e ter condições iguais, garante maior inclusão social", ressaltou a Vereadora.

A autora da proposta alerta também que "eventos que mobilizam grande público, por mais organizados que sejam, não oferecem atendimento essencial ao portador de necessidades especiais, principalmente quanto à estrutura sanitária, e não é difícil imaginar as dificuldades e constrangimentos enfrentados por estas pessoas ao frequentarem eventos em nossa cidade", ressaltou.


MS Notícias
Campo Grande, 25/05/2010


Matéria postada no blog da APNEN: 27/05/2010

Portal R7 questiona sobre educação e deficiência

Enquete do portal pergunta se alunos com deficiência devem estudar em escolas comuns ou não.

Da Redação

Uma enquete colocada no portal R7, da Rede Record, pergunta ao público se alunos com algum tipo de deficiência devem ou não estudar em escolas normais.

Até o momento, os resultados mostram que 67% das pessoas acham que esses alunos devem estudar em escolas normais e serem tratados de maneira igual aos demais, enquanto 33% acham que não.

Para votar, acesse noticias.r7.com/vestibular-e-concursos/enquetes/alunos-com-deficiencia-devem-estudar-em-escolas-comuns-.html.



R7
25/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN:27/05/2010

terça-feira, 25 de maio de 2010

Deixa que eu te empurro!

Às vezes, queremos nos virar sozinhos. Sacam aquelas voltinhas que todo mundo dá pra espairecer?



JAIRO MARQUES


É ASSIM MESMO que rola, com a conjugação verbal torta que nem meu pé direito: Tira a mão daí e deixa que eu te empurro! Cadeirante solto na rua é frequentemente alvo da intensa solidariedade do brasileiro, mesmo que, em alguns momentos, a gente não precise ou não queira uma ajudinha.
Não, não somos um povo ingrato e revoltado que não reconhece a boa vontade alheia. É que, em algumas situações, queremos nos virar sozinhos. Sacam aquelas voltinhas que todo mundo dá pra espairecer as ideias? Então, cadeirante também quer dar suas rodadinhas para pensar na vida, na morte da bezerra, ou mesmo pra esticar os músculos.
Há também momentos em que a recusa da ajuda se dá por pânico de tomar um capote na rua. Cadeira de rodas não é igual a carrinho de supermercado. Caso o condutor seja barbeiro e vá conduzindo de qualquer jeito pelas calçadas esburacadas das cidades, os paraplégicos -com os membros inferiores afetados- correm o risco de ficar tetraplégicos -com comprometimento de braços, tronco e pernas. Se eles forem tetras...
O mais comum, porém, é o deficiente que usa a cadeira nem ter tempo de dizer que não precisa de ajuda. Quando vê, já está sendo empurrado mesmo querendo ficar parado. Aí é segurar firme na mão de nossa senhora da bicicletinha. No caso dos cegos, quando percebem, já os fizeram atravessar a rua, talvez, sem que eles precisem.
Sou tão escolado com os empurradores muito solidários que, quando identifico um, tento mudar de rumo. Esses, além de insistirem ao máximo, sempre puxam aquele papo: "Que vida dura, heim? Foi acidente? Caiu do berço? É doença, né?".
A solução também não é abandonar os cadeirantes soltando os bofes para fora pra conseguir vencer uma rampa íngreme ou deixar os deficientes visuais trombarem numa caçamba de lixo mal colocada. A mãozinha, diversas vezes, é muito bem-vinda. E pode acreditar: se precisarmos dela, vamos pedir.
O que funciona melhor são frases do tipo: "Você precisa de ajuda? Como devo fazer?". E deixe claro, quando aceita a oferta, até onde o cadeirante será empurrado, até que rua o cego será conduzido e até que esquina será levada a sacola do idoso que usa bengalas.
Também não vale só dar um soprinho de ajuda, para pagar promessa de fim de ano, e abandonar o cadeirante num passeio sem guia rebaixada, o cego num cruzamento perigoso.
No ano passado, juntei lá meus 200 réis e fui a Nova York. Lá, mesmo nas ruas lotadas em pleno verão, não me empurraram nenhuma vez sem um pedido explícito meu. E só uma vez ouvi: "Do you need some help?". E era uma situação que eu, flagrantemente, não resolveria com a cadeira.
Não acho que o sistema de lá seja melhor ou que os americanos lidem de forma mais avançada com as diferenças. É muito bom viver num país como o Brasil, com tanta gente disposta a fazer pequenas ações cotidianas pelo bem-estar do outro.
Mas, para uma convivência mais harmoniosa, legal seria encarar aqueles que parecem mais frágeis fisicamente como pessoas assim como você, que, vez ou outra, precisam de uma mãozinha, mas que também têm momentos de caminhar -ou rodar- livres como o vento.
http://assimcomovoce.folha.blog.uol.com.br

Folha de São Paulo - Cotidiano.
São Paulo, terça-feira, 25 de maio de 2010

Total de prefeituras que priorizam educação inclusiva caiu 17%, diz IBGE

No primeiro ano, 28,9% das administrações municipais tinham a inclusão de alunos com deficiência como uma das cinco prioridades em educação. Em 2009, esse total passou para 24%.




Sarah Fernandes

O total de prefeituras que têm a ampliação do atendimento a alunos com deficiência como prioridade caiu 17% entre 2006 e 2009, segundo o Perfil dos Municípios Brasileiros (Munic), divulgado na última semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No primeiro ano, 28,9% das administrações municipais tinham a inclusão de alunos com deficiência como uma das cinco prioridades em educação. Em 2009, esse total passou para 24%.

Política de inclusão de pessoas com deficiência foi a décima prioridade mais citada na pesquisa, que analisou questionários aplicados nas 5.565 prefeituras do país entre maio e setembro de 2009. 52,8% dos municípios declararam possuir escolas aptas a receber estudantes com necessidades especiais.

“Essa queda pode apontar que as prefeituras já implantaram programas de inclusão e que eles vêm sendo bem-sucedidos”, avalia a técnica do IBGE, Daniela Barreto, responsável pelos indicadores de educação da pesquisa. “Independente disso, os 28,9% [registrados em 2006] representavam muito pouco”.

“O Brasil tem 14,5% da população com algum tipo de deficiência, segundo dados do próprio IBGE. Então existe ainda uma grande demanda por educação inclusiva”, avalia Marcos Mazzotta, professor da Universidade de São Paulo (USP), especialista em educação inclusiva. “Tem havido um aumento de interesse em incluir pessoas com deficiência nas escolas, porém é preciso atentar para a qualidade do processo”.

“No ano passado [2009] fiz uma pesquisa para avaliar a inclusão de alunos com Síndrome de Down em escolas municipais. Todas as analisadas tinham um aluno por turma”, conta Mazzotta. “Porém, quando você conversa com o professor começa a encontrar evidências que falta suporte do município e especialização”.

O total de prefeituras que priorizavam capacitação de professores reduziu três pontos percentuais entre 2006 e 2009, passando de 85,2% para 82,2%, segundo a pesquisa. “Para implantar um plano de inclusão de alunos com deficiência é preciso ter quem os atenda. Os professores devem ser capacitados”, alerta Mazzotta.

“Existe ainda um equívoco grande, até por parte do Ministério da Educação, em identificar o aluno com deficiência”, comenta o professor da USP. “Um aluno que usa um aparelho que corrige um problema de audição não vai demandar necessidades educacionais especiais, mesmo tendo uma deficiência, por exemplo”.

O Rio de Janeiro foi o estado com a maior proporção de municípios com escolas aptas para receberem alunos com deficiência, um total de 82,6%, segundo a pesquisa. Em seguida aparecem Mato Grosso do Sul (78,2%), Acre (77,3%), e Paraná (69,9%). Na outra ponta, com menor percentual de escolas inclusivas, estão Tocantins (23,0%), Piauí (24,1%) e Amazonas (30,7%).

“A educação, tema desta seção, é tida como direito humano, fundamental e indisponível, como é também a educação da pessoa com deficiência”, aponta a pesquisa. “No entanto, contrariamente ao princípio da igualdade de condições para o acesso e permanência na escola, historicamente as pessoas com deficiência têm sido excluídas do convívio escolar”.


Outros resultados

A pesquisa apontou, ainda, uma redução de 40,4% no total de municípios que tinham projetos de Educação de Jovens e Adultos como uma das cinco prioridades em educação. Em 2006, 33,1% dos municípios priorizavam a questão, contra 19,7% em 2009. “O dado representa uma perda de importância e espaço do EJA”, avalia a pesquisadora do IBGE, Daniela Barreto. “Foi aprovada uma lei em 2009 que obriga os municípios a matricularem crianças na pré-escola. Isso demanda um recurso, que pode ter sido retirado de outros projetos de educação”, suspeita.

Projetos de assistência social na escola — que englobam ações de saúde, alimentação e entrega de material didático — deixaram de ser prioridade em 36% dos municípios, passando de 50,5% em 2006 para 32,3% em 2009. “Os números podem indicar que as medidas de assistência social estão saindo das escolas e migrando para o âmbito federal, através de programas como o Bolsa Família e o Saúde da Família”, avalia Daniela.


Portal Aprendiz
24/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 26/05/2010

Parceria entre Unifesp e Federal do ABC resulta em estudo inédito

Programa ajuda na audição de determinadas palavras. Áreas da computação e fonoaudiologia foram reunidas no projeto.

Vanessa Fajardo

A parceria entre uma aluna de graduação do curso de ciência e tecnologia da Universidade Federal do ABC (UFABC) e outra de doutorado na área de fonoaudiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) resultou em um trabalho inédito que pode mudar a vida de quem tem problemas de audição.

Orientadas pelo professor Francisco José Fraga da Silva, as alunas desenvolveram um programa que permite que idosos ou pessoas com deficiências auditivas ouçam palavras com sons que têm chiados, também chamados de “fricativos”. São palavras que possuem as letras S – Z – F – V – X e J.

Hoje, segundo Fraga, não existe no mercado um equipamento com foco direcionado nos sons dessas consoantes. “O que existe são equipamentos que potencializam todos os fonemas e, por isso, podem deformar as vogais e dificultar o entendimento de quem as ouve”, disse.

Fraga explica que células do ouvido interno transformam a vibração sonora em pulsos que vão para o cérebro em forma de sons. Com o passar dos anos, é comum que tais células morram e as pessoas deixem de ouvir em altas frequências. Por isso, as frequências são “comprimidas”, como se fossem “rebaixadas” para atingir um patamar que o ouvido alcança.

Para Letícia Pimenta Costa Spyer Prates, de 31 anos, que defendeu a tese de compressão de frequências em seu doutorado na Unifesp, ainda é necessário desenvolver algumas avaliações. “Nos testes que fizemos encontramos melhoras nos sons do J e X, mas estes são fonemas pouco encontrados na língua portuguesa. Queremos melhorar o sistema para contemplar mais sons.”

Letícia pretende dar continuidade à pesquisa na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde compõe o corpo docente.

Maitê Balhester, de 19 anos, da UFABC, criou o software do trabalho. A estudante transformou a compressão em linguagem para o tempo real, por meio da computação.

Maitê vai utilizar a pesquisa como projeto de conclusão do curso de bacharelado. “É muito gratificante trabalhar em algo que tem aplicabilidade clínica e vai ajudar a melhorar a vida de muitas pessoas”, afirmou. O projeto ainda não foi patenteado.



G1
São Paulo, 24/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 26/05/2010

Pesos e medidas

Deve-se usar os mesmos pesos e medidas para todos os que participam da educação.
Muitos utilizam dois pesos e duas medidas, como forma de forçar a barra para ganhar o jogo com regras próprias.

Fábio Adiron

Eu gosto muito de entender os discursos que estão escondidos atrás de palavras jogadas no espaço, desde o meus tempos de faculdade (obrigado Beth Brait e Nina Rosa) aprendi a gostar de Barthes e outros seres estranhos que se preocuparam com esse tema. De certa forma, eu admito, isso se tornou uma prática um tanto quanto obsessiva na minha vida. Para completar o cenário, a minha área de atuação profissional é riquíssima em exemplos ideológicos travestidos de palavras de ordem.

Por uma questão pessoal e familiar (sou pai de uma criança com deficiência) eu fui me engajar na militância pela educação inclusiva. No começo cheguei a acreditar que a questão era a da inclusão de pessoas com deficiência, com o tempo descobri que as exclusões e segregações são muito mais amplas que somente desse grupo.

Nesse meio tenho sido brindado com uma enormidade de falas repletas de máscaras. Uma das mais comuns é a de acreditar que inclusão é sinônimo de pessoa com deficiência. De chamar de inclusão atividades que se restringem a esse público, a ponto de chamar os próprios alunos com deficiência de "incluídos" (nunca me explicaram direito qual terminologia usar com os demais alunos)

Outra máscara hipócrita é a tal da inclusão "responsável". Aqui nesse blog eu mesmo já me declarei um irresponsável por criar meu filho num ambiente que seja igual para todos os seres humanos. Toda vez que ouço ou leio alguém usar esse termo já sei que estou diante de um inimigo da inclusão. Como é feio ser contra a inclusão, eles preferem dizer que são a favor da inclusão de alguns e não de todos (até porque devem acreditar que nem todos os seres humanos sejam muito humanos)

Como o mundo vive em mudanças, novos discursos desse gênero surgem a todo momento. Esse ano o MEC resolveu premiar as experiência educacionais inclusivas bem sucedidas pelo país afora. Uma atitude, a meu ver, bastante louvável, precisamos difundir mais casos de sucesso e mostrar que a inclusão não é uma missão impossível como querem fazer crer seus inimigos.

O que me chamou a atenção foi o fato de que, quando as tentativas de inclusão fracassam os educadores sacam dos seus coletes o discurso das "dificuldades de aprendizagem" dos alunos, mas quando as experiências são bem sucedidas o mérito é das escolas.

Ou seja, se dá errado a culpa é do aluno, se dá certo os louros são dos educadores. Alunos são vilões, professores, super heróis.

De novo, não acho que a questão seja de atribuição de culpas, mas de usar os mesmos pesos e medidas para todos os que participam da educação. Alunos, educadores e pais. Para o bem e para o mal.

Quem sabe na próxima edição do prêmio do MEC os premiados não sejam apenas as escolas, mas todos os envolvidos no sucesso.



Inclusão: ampla, geral e irrestrita
24/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 26/05/2010

Sonhos de uma noite de verão

Peça será apresentada pelo grupo ADID de teatro, formado por atores com Síndrome de Down.Grupo

ADID de teatro

A arte e o teatro são importantes ferramentas para o desenvolvimento de qualquer ser humano. É também notório que o teatro se aprende fazendo e, portanto, ensiná-lo significa dar ao aluno oportunidades diversificadas de atuação, num clima de liberdade que proporcione o desenvolvimento da criação e da expressividade. Dessa forma, o teatro colabora para a formação de um ser espontâneo, vivo, integrado e capaz de exteriorizar seus pensamentos, sentimentos e opiniões.


O Grupo ADID de Teatro nasceu em 1998, como extensão das aulas de teatro oferecidas dentro da grade curricular da ADID. A necessidade de aprofundamento e a profunda identificação dos alunos portadores da Síndrome de Down com a linguagem teatral justificou a criação do grupo, que desde então montou os espetáculos Romeu e Julieta (1998), Cinco Pequenas Histórias Em Família (1999), O Jornal Falado (2000), Muito Barulho por Nada (2002), O Mambembe (2004), Um Violinista no Telhado (2006) e A Vida é Sonho (2008). Atualmente o grupo se dedica aos ensaios da sua nova montagem: Sonho de Uma Noite de Verão, de Shakespeare. Com essas montagens, o Grupo Adid vem se inserindo em diversos roteiros culturais, se apresentando inclusive no interior de São Paulo, por intermédio de importante parceria com o SESI.


O diretor

Leonardo Cortez é arte-educador formado pela ECA-USP. Trabalha com portadores de deficiência desde 1995, participando e ministrando palestras em Congressos Nacionais sobre Síndrome de Down. Fundou o Grupo ADID em 1998, montando espetáculos que foram e são apresentados em teatros e em outros eventos.


Apresentação

A peça será apresentada no Clube Paineiras, dias 8 e 9 de junho
de 2010 às 21 hrs. Entrada gratuita.

Clube Paineiras
Av.Dr.Alberto Penteado,605 Morumbi -São Paulo -SP
tel.(11) 3779.2000


Para mais informações

ADID (Associação para o Desenvolvimento Integral do Down)
Avenida vereador José Diniz, 2436 -Brooklin -São Paulo
tel.(11) 5542.5546
www.adid.org.br


ADID
São Paulo, 24/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 26/05/2010

Diabéticos podem ter direito a saque do FGTS e passe livre em ônibus

Pessoas com diabetes melito poderão ter direitos a saques do FGTS, PIS e Pasesp, além de passe livre no transporte público.

Djalba Lima

Pessoas com diabetes melito poderão ter uma série de direitos, como saque de saldos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e dos programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), de acordo com projeto aprovado nesta terça-feira (18) pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

A proposta, de autoria do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), concede aos diabéticos passe livre no transporte coletivo e direito a que não lhe seja imposto prazo de carência para concessão de auxílio-doença e de aposentadoria por invalidez.

Na justificação do projeto, Renan Calheiros argumenta que o projeto estende aos diabéticos os mesmos direitos previstos para quem tem outras doenças crônicas.

Sobrevivência

A Justiça, como diz o senador, tem dado ganho de causa a pessoas que tentam sacar dinheiro do FGTS para a compra de produtos necessários à sobrevivência, como, por exemplo, bomba de infusão de insulina.

O senador explica que 11 milhões de pessoas no Brasil são diabéticas e que a doença mata no país, anualmente, 25 mil pessoas.

O PLS 389/08 - Complementar, que recebeu parecer favorável do senador Francisco Dornelles (PP-RJ), deve ser examinado agora pela Comissão de Assuntos Sociais.


Doença crônica

Diabetes melito é um distúrbio metabólico que afeta a capacidade de metabolização de glicídios, surgindo, em conseqüência, hiperglicemia (aumento da taxa de glicose no sangue), glicosúria (glicose na urina) e poliúria (secreção excessiva de urina). Os sintomas mais comuns da doença são sede, fome, fraqueza e distúrbios do metabolismo de lipídios.

Divide-se em dois grandes grupos: o diabetes melito insulino-dependente, ou diabete do tipo I, e o diabetes melito não-insulino-dependente, ou diabetes do tipo II. Os dois tipos nem sempre são facilmente reconhecíveis.

O tipo I caracteriza-se por início abrupto dos sintomas clássicos (sede, urina em excesso, aumento do apetite e emagrecimento) e dependência de insulina exógena para manter o controle da glicemia. Inicia-se geralmente entre a infância e o início da idade adulta, podendo ocorrer mais tarde em alguns casos.

Já o tipo II é caracterizado por início lento, com poucos sintomas ou assintomático, sendo frequente a descoberta da doença por acaso, em exame de rotina. Em geral, ocorre após os 45 anos de idade, tem forte tendência familiar e a obesidade está presente em 80 a 90% dos casos.


Agência Senado
Brasília, 24/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 26/05/2010

Baixa visão é confundida com cegueira e prejudica desempenho de alunos

Apesar das dificuldades, criança com visão subnormal "pode aprender a usar a visão que tem da melhor forma possível"

Paola Carvalho

Dandara Sousa, 7, coloca o livro bem próximo aos olhos para ler e usa telelupa para enxergar a lousa. Aos 11 meses, os médicos diagnosticaram baixa visão - ou visão subnormal. O dia-a-dia da menina não é nada fácil na sala de aula, mas, com o empenho da família e da escola, seu desempenho não fica atrás do de seus colegas.

A descoberta precoce fez com que Dandara aprendesse a usar a visão que tem e a desenvolver o sentido. Mas nem todos alcançam esse objetivo.

"De 70% a 80% das crianças diagnosticadas como cegas têm alguma visão útil, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde)", alerta a médica Luciene Fernandes, coordenadora do Serviço de Visão Subnormal do Hospital das Clínicas de Belo Horizonte.

Confundida com a cegueira, a descoberta da baixa visão cabe aos pais e também aos professores, diz Fernandes. "Toda criança tem que fazer exames de visão com 1, 2, 4, 7 e 10 anos de idade. As escolas deveriam cobrá-los", diz.

A Santa Casa de SP capacita professores de escolas municipais regulares a oferecer condições adequadas ao aprendizado de crianças com baixa visão. O workshop já passou por Barueri e Mairiporã e chegará a Itaquaquecetuba e Piracicaba neste semestre.

"Estamos visitando os municípios em parceria com as prefeituras", diz Ana Lucia Rago, fisioterapeuta e psicopedagoga do Setor de Visão Subnormal da Santa Casa de São Paulo.

O Ministério da Saúde está implantando unidades de reabilitação visual para tratar desde o diagnóstico até o fornecimento de recursos ópticos de reabilitação. O serviço pode ser encontrado em unidades do SUS (Sistema Único de Saúde).


Números

Dos alunos matriculados no ensino regular no ano passado, 398,2 mil tinham algum tipo de necessidade educacional especial. Desse total, 14,2% com baixa visão e 1,3%, cegos, segundo dados são do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira).

Em São Paulo, ao menos 10,8 mil estudantes sofrem de visão subnormal, número que pode ser maior. "Conheço crianças que tinham alguma condição de enxergar, mas foram diagnosticadas cegas e educadas como cegas. Infelizmente não é raro", afirma a coordenadora do Serviço de Visão Subnormal do Hospital das Clínicas de Belo Horizonte.

Para Ana Lucia Rago, ainda há muito despreparo por parte dos professores para entender o comportamento desses alunos especiais e identificar a baixa visão.

"Quem tem esse problema coloca o objeto perto dos olhos para conseguir ver. Já vi professor falar que isso é errado. É, porém, o jeito da criança enxergar", exemplifica Rago. Ela diz que a deficiência não tem cura, mas a criança "pode aprender a usar a visão que tem da melhor forma possível."

A professora Ivonete Rodrigues fez cursos para aprender a lidar com Dandara e identificar outros casos. "Temos que suspeitar das dificuldades e comunicar aos pais. A baixa visão é mais comum do que a gente imagina", diz. Ela ainda fez adaptações, como aumentar o as letras escritas e usar cores.


Saiba mais

Eu tenho baixa visão?
A pessoa com baixa visão é aquela que mesmo após tratamentos ou correção óptica apresenta diminuição considerável de sua função visual. A maior parte da população considerada cega tem, na verdade, visão subnormal e é, a princípio, capaz de usar sua visão para realizar tarefas. Já o paciente com cegueira é aquele que perde totalmente a visão. Para cada pessoa cega há em média, 3 ou 4 com baixa visão.

Quais são os sinais?
Alteração na aparência dos olhos: estrabismo (olhos não alinhados), nistagmo (tremor nos olhos), movimentos irregulares, pupila com mancha branca, alteração na coloração da córnea. Há também alguns comportamentos diferenciados: fotofobia (hipersensibilidade à luz), posição da cabeça para olhar (aproximar o rosto muito perto do objeto para ler), dificuldades na coordenação motora.

Como lidar com a baixa visão na sala de aula?
Colocar o objeto perto dos olhos é permitido e deve ser incentivado. Ao aproximar, a imagem fica maior e mais nítida. Pode-se usar apoio de livro, suporte para folha, lupa, telescópio, óculos com lentes de magnificação (ampliação das imagens), lápis 4B ou 6B (aumenta o contraste). Evitar superfícies com brilho.


Fonte: Santa Casa de SP e Perkins


Folha de São Paulo
24/05/2010


atéria postada no blog da APNEN: 26/05/2010

Projeto qualifica deficientes para o mercado de trabalho

No Rio Grande do Sul, cerca de cem aprendizes com deficiência foram empregados em 2009.


Aline Bianchini

Há alguns anos, o governo se depara com a dificuldade de fazer com que as empresas cumpram com as cotas, previstas por lei, para contratação de pessoas portadoras de deficiência. O setor privado garante que está pronto para receber esses trabalhadores, mas que a falta de qualificação da mão de obra impede a contratação.

Em busca de uma solução, o Ministério do Trabalho e Emprego desenvolveu um projeto que prevê a profissionalização das pessoas com deficiência, física ou intelectual, por meio de cursos técnicos. Cerca de 65 empresas já aderiram ao projeto em nove Estados e no Distrito Federal.

No Rio Grande do Sul, cerca de cem aprendizes com deficiência foram empregados em 2009, e a expectativa, segundo a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), é de que esse número quadruplique em 2010.

Para cada turma, dependendo das necessidades dos alunos, é montado um currículo que prevê aulas teóricas, em instituições de ensino, e práticas, em empresas parceiras. Após a qualificação, pela qual recebem o piso regional proporcional às horas de aprendizagem e têm carteira de trabalho assinada, os profissionais têm a chance de ser contratados pela companhia acolhedora.

- Depois que a pessoa está preparada para determinada função, esquecemos a deficiência porque ela passa a produzir como qualquer outro funcionário. Estamos fazendo uma ação de dignidade humana e, ao mesmo tempo, criando condições para que a lei seja cumprida - afirma José Zortéa, diretor regional do Senai, instituição parceira da iniciativa.

Dois segmentos, em especial, têm sido contemplados nos cursos de aprendizagem do Rio Grande do Sul. Segundo Ana Costa, auditora do trabalho da SRTE e coordenadora do projeto, são os deficientes auditivos, que sempre tiveram dificuldades de qualificação pela falta de intérpretes da Língua Brasileira de Sinais, e as pessoas com deficiência intelectual, para quem os obstáculos são a exigência de escolaridade e alfabetização e a falta de metodologia adaptada as suas necessidades.

A Stihl, empresa com sede em São Leopoldo, já conta com 60 funcionários portadores de deficiência. Entre eles, oito jovens deficientes intelectuais, do curso de aprendizagem do Senai, que trabalham no setor de expedição e logística. Para Karin Leitzke, gerente de recursos humanos da companhia, a oportunidade é ótima não só para que os aprendizes aumentem sua autoestima, mas também para que suas famílias passem a acreditar em suas capacidades.

- A família é ponto-chave para o desenvolvimento desses jovens, por isso, ela também tem de acreditar que o deficiente é capaz de ser incluído no mercado de trabalho - destaca Karin Leitzke, gerente de recursos humanos da companhia.

Além dos cursos de aprendizagem em funcionamento, é possível solicitar novos cursos de qualificação de acordo com as necessidades de cada município, diz Paulo Kroeff, presidente do Conselho Estadual dos Direitos das Pessoas com Deficiência.


Prontos para vencer

Conquistando uma profissão. É o que os estudantes Gustavo Lemos e Marta da Silveira, ambos com problemas auditivos, dizem, por meio de sinais. A frase resume a expectativa dos cerca de 20 jovens surdos que desde a semana passada se reúnem na sede do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), em Porto Alegre, para receber capacitação.

O objetivo é desempenhar funções de assistente administrativo em empresas. Dois dias de aula foram suficientes para que a turma de qualificação profissional voltada para deficientes auditivos demonstrasse total entrosamento e desinibição. Com ajuda de uma intérprete, o professor Carlos Eduardo de Morais se comunica com os alunos e se surpreende com a intensa participação nas aulas.

Dentro do conteúdo previsto, ele pretende ensinar questões de administração, ética profissional, português e desenvolver capacidades de comunicação escrita.

- As vagas oferecidas para este público são, geralmente, de serviços gerais. A intenção é capacitar essas pessoas para que possam se posicionar melhor nas empresas e ter variedade de oferta de emprego - afirma o professor.

Gustavo Lemos, 27 anos, estudante de Letras - Libras, vê na qualificação a possibilidade de um futuro profissional promissor. Apesar de nem sempre ter contado com o apoio da família, Lemos trabalhou em várias empresas e em uma associação de surdos.

- Sempre busquei me aprimorar e me manter ativo, sei que sou capaz. Já trabalhei e estudei em São Paulo, voltei para cá e quero continuar aprendendo - diz o jovem através da intérprete.

Para a colega de turma Marta da Silveira, 15 anos, o apoio familiar veio de imediato, já que todos em sua família - seus pais e duas irmãs - são deficientes auditivos. Assim como Lemos, a menina espera se qualificar para aumentar suas opções no mercado de trabalho. Assim que a turma terminar o conteúdo teórico no Senai, os alunos serão encaminhados para empresas, onde poderão aprender, na prática, os conceitos aprendidos em sala de aula.

- É uma experiência muito rica. As empresas estão se preparando para receber profissionais portadores de deficiência. O que falta é a qualificação, que procuramos dar aqui - diz Maria Teresa Souza Leitune, coordenadora do curso de aprendizagem.

Ainda com matrículas abertas, o Senai oferece curso de capacitação para assistente administrativo voltado para deficientes intelectuais, em Porto Alegre, e de mecânico de manutenção de máquinas, para deficientes auditivos, em Gravataí.


O que diz a lei

A cota para contratação de pessoas portadoras de deficiência depende do número de empregados que a empresa possui em seu quadro, conforme estabelece o art. 93 da Lei nº 8.213/91:

de 100 a 200 empregados - 2%
de 201 a 500 - 3%
de 501 a 1.000 - 4%
de 1.001 em diante - 5%


Como participar

Pessoas portadoras de deficiência interessadas em participar do programa de qualificação podem procurar as seguintes instituições:

Senai
Telefone: (51) 3347-8800
Site: www.senairs.org.br.

Senac
Telefone: (51) 3211-3579
Site: www.senacrs.com.br.
E-mail: senaccomunidade@senacrs.com.br


Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/RS)
Telefone: (51) 3213.2864
Site: www.mte.gov.br.
E-mail: nit.drtrs@mte.gov.br.

Faders
Telefone: (51) 3228-2118 (ramal 218)
Site: www.faders.rs.gov.br.
E-mail: trabalho@faders.rs.gov.br.



Zero Hora
Rio Grande do Sul, 24/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 26/05/2010

São Luís atende 100 municípios do Maranhão na área de educação inclusiva

Município é um dos destaques da educação inclusiva no estado: das 170 instituições básicas de ensino, mais de 50% são acessíveis.


Da Assessoria

A Prefeitura de São Luís, na condição de município-pólo do "Programa de Educação Inclusiva: Direito à Diversidade", tem se destacado no Maranhão como referência na construção de sistemas educacionais inclusivos segundo avaliação do Ministério da Educação (MEC). Por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), atende atualmente 100 municípios da área de abrangência no Estado como Paço do Lumiar, São José de Ribamar, Bacabal, Raposa, Olho D´água das Cunhãs e Rosário só para citar alguns.

Segundo a superintendente da área de Educação Especial da Semed, Rosane Ferreira, vice-presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, das 170 unidades de Educação Básica da rede municipal de ensino, mais de 50% das escolas são acessíveis. Além disso, ela ressaltou que são desenvolvidos projetos como "Caminhar Juntos", "Falando com as Mãos", "Vendo com as Mãos", "Programa Oportunizar - Educação de Jovens e Adultos", que atendem um total de 2.270 alunos com deficiência matriculados na rede municipal de ensino.

A secretária municipal de Educação, Sueli Tonial, ressaltou que a construção de um mundo melhor, socialmente justo e plenamente acessível é dever de todos, mas, a acessibilidade é particularmente uma responsabilidade do poder público que deve projetar e executar empreendimentos e serviços que componham os espaços urbanos.

"Com este objetivo, a Prefeitura de São Luís, em parceria com as empresas de transporte, entregou à sociedade 37 ônibus acessíveis na semana passada. Essa é uma iniciativa de grande importância, pois garante um direito essencial das pessoas com deficiência", lembrou.


Prefeitura Municipal de São Luís
Maranhão, 24/05/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 26/05/2010