sábado, 19 de junho de 2010

Faltam incentivos fiscais para que empresas contratem pessoas com deficiência, diz ex-ministro da Educação

Para ele, os incentivos fiscais estimulariam as empresas não apenas a contratar pessoas com deficiência, mas também a qualificá-los por meio de cursos e treinamentos.
O presidente da Associação da Cadeia Produtiva de Educação a Distância, Carlos Chiarelli, defendeu na quarta-feira (16) a criação de incentivos fiscais para que as empresas cumpram a Lei nº 8.213, de 1991, também conhecida como Lei de Cotas. Essa norma determina que as empresas com cem ou mais empregados têm de contratar pessoas com deficiências - as cotas dessas contratações variam conforme o número total de funcionários.

Chiarelli, que já foi ministro da Educação, apresentou essa posição durante audiência pública sobre ensino a distância para pessoas com deficiência, promovida pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado (CE). A reunião foi realizada a pedido dos senadores Flávio Arns (PSDB-PR), Marisa Serrano (PSDB-MS) e Eduardo Azeredo (PSDB-MG).

Para Chiarelli, os incentivos fiscais estimulariam as empresas não apenas a contratar pessoas com deficiência, mas também a qualificá-los por meio de cursos e treinamentos. Dessa forma, argumentou ele, esses funcionários "não seriam meramente depositados na empresa para que se respeite a Lei de Cotas, mas seriam bem recebidos no ambiente de trabalho, sendo de fato aproveitados e, assim, permitindo seu crescimento profissional".

Libras

O ex-ministro também disse que "nunca saiu do papel" um dos itens do Decreto nº 5.626, de 2005, que trata da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Ele se referia ao artigo 26, que em seu parágrafo primeiro determina que o poder público, as empresas concessionárias de serviços públicos e os órgãos da administração pública federal, direta e indireta "devem dispor de, pelo menos, 5% de servidores, funcionários e empregados capacitados para o uso e interpretação da Libras".

“É mais uma norma que não pegou”, protestou ele.

Estatísticas

Segundo Chiarelli, que defende o ensino a distância como forma de inclusão social das pessoas com deficiência, há no Brasil cerca de 28 milhões nessas condições. “É quase 70% da população da Argentina”, observou.

Desse total de 28 milhões, ele informou que 48% seriam deficientes visuais, 23% deficientes motores, 16% deficientes auditivos e 8% deficientes mentais. “E a maioria das pessoas com deficiência são pobres. Além disso, no Brasil, em torno de 8 milhões dessas pessoas são analfabetas, o que representa uma exclusão tirânica”, ressaltou.

Também participaram da audiência os senadores Augusto Botelho (PT-RR) e José Nery (PSOL-PA).

Fonte: Agência Senado - 19/06/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 19/06/2010.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Motoristas recebem orientações sobre autismo durante blitz educativa

O objetivo foi lembrar o Dia do Orgulho Autista, celebrado no dia 18 de junho.
O Movimento Orgulho Autista Brasil realizou hoje (14) uma blitz educativa em um posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-040. O objetivo foi lembrar o Dia do Orgulho Autista, celebrado no dia 18 de junho.

De acordo com o coordenador do movimento, Fernando Cotta, a data é reconhecida mundialmente. “Precisamos chamar a atenção da sociedade para a necessidade de políticas públicas, o autismo merece atenção. O Brasil, de modo geral, melhorou muito depois das campanhas de conscientização”, afirmou.

Segundo Cotta, que é pai de uma criança portadora de autismo, a cada 500 nascidos, um bebê tem o diagnóstico desse distúrbio do desenvolvimento. A incidência é quatro vezes maior em meninos do que em meninas, informou o coordenador.

Ele ressaltou que, embora a divulgação sobre o autismo tenha crescido no país, ainda faltam políticas públicas na área. Ele destacou que o autista precisa de médicos, escolas e psicólogos especializados.

A blitz educativa teve o apoio da PRF e a participação do ex-goleiro da seleção brasileira Paulo Victor Barbosa de Carvalho, atual embaixador da Campanha da Acessibilidade.

“Eu fico muito feliz em poder fazer algo por uma causa tão importante como é a questão do autismo e da acessibilidade no Brasil. Estamos quebrando muitas barreiras, e as pessoas têm se conscientizado aos poucos, e isso é muito bom”, destacou Paulo Victor, que foi goleiro da Copa do Mundo de 1986.

O Movimento Orgulho Autista Brasil busca a melhoria da qualidade de vida das pessoas com autismo e dos seus parentes. O telefone do movimento é (61) 3905-1390 e o e-mail é movimentoorgulhoautistabrasil@gmail.com.

Fonte: Pernambuco.com
Recife, data da matéria 14/06/2010
Matéria postada no blog da APNEN:18/06/2010

Câmara aprova projeto que implanta política de assistência integral à pessoa com deficiência

Projeto de lei foi aprovado em 15 de junho e define que Prefeitura de Boa Vista (RR) deverá melhorar a política em prol das pessoas com deficiência.

Em Boa Vista (RR), projeto de autoria do vereador George Melo (PSDC), e assinado por outros 13 vereadores como co-autores, que pretende implantar a política municipal de assistência integral à pessoa com deficiência e prevê sua integração social nos termos da lei federal numero 7 853 de 24 de outubro de 1989 foi aprovado por unanimidade na sessão desta terça-feira, 15.

Pelo projeto, fica definido que a Prefeitura de Boa Vista deverá promover medidas necessárias visando a integração da programação municipal à do Estado; promover treinamento e capacitação de profissionais para operacionalização das ações e atividades nas área de saúde da pessoa com deficiência, promover acesso a medicamentos, órteses, próteses necessários para a recuperação e reabilitação da pessoa com deficiência, estimular e viabilizar a participação da pessoa com deficiência nas instâncias do SUS.

Os vereadores estabeleceram no projeto que cabe à Prefeitura promover a criação da rede do SUS de unidades de saúde pública, viabilizar o desenvolvimento de ações de reabilitação utilizando recursos comunitários de saúde, organizar e coordenar a rede de atenção à saúde das pessoas com deficiência na conformidade das diretrizes estabelecidas em lei, promover adoção de práticas estilos e hábitos de vida saudáveis da população com deficiência, realizar articulação com outros setores existentes em âmbito municipal visando a promoção da qualidade de vida da pessoa com deficiência.

Os vereadores lembram que trata-se de um projeto necessário, importante e que precisa ser implementado com a maior urgência possível pela Prefeitura e é sabido que essas medidas não atendem ainda todas as demandas da categoria, mas já é um grande começo porque é um passo importante a regulamentação de medidas que obrigatoriamente o Município terá que implementar.

“A Câmara está fazendo sua parte e fazendo valer um direito das pessoas com deficiência. Podemos e devemos fazer mais ainda e procurarmos nos dedicar na busca de ações e políticas públicas que melhorem e a vida das pessoas com deficiência”, concluem os vereadores.

Fonte: http://www.roraimaemfoco.com/
www.vidamaislivre.com.br - 17/06/2010
Matéria postada no blog da APNEN:18/06/2010

Inclusão em sala de aula é o objetivo de escola da zona sul de São José dos Campos (SP)

Alunos e professora fazem curso de Libras, para se comunicar com aluna com deficiência auditiva.
Um exemplo de esforço pela inclusão social em sala de aula, em São José dos Campos (SP). Uma professora da rede pública aprendeu a língua de sinais para melhorar o aprendizado de uma aluna dela, com deficiência auditiva.
Alunos da quarta série da escola municipal Professor Moacyr Bendicto de Souza, na zona sul, têm aulas diferentes. Há dois meses eles estão aprendendo a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Além de terem contato com um novo idioma, as crianças conseguem se comunicar melhor com Tainá, aluna da turma que tem deficiência auditiva. A ideia partiu da professora Etiene Guarani, que dá apoio pedagógico às crianças que têm dificuldade de aprendizagem. “Esse conhecimento eles vão levar para fora. Não só com a aluna surda dentro da escola, mas com pessoas que eles conheçam fora daqui”, explicou.

As crianças não são as únicas que estão aprendendo essa nova língua. Os professores também passam por um treinamento para poder atender as necessidades da aluna em todas as disciplinas. Enquanto a professora da turma explica a matéria para a sala, uma estagiária dá apoio à aluna de forma mais direcionada.

A nova rotina da sala melhorou o desempenho de tainá e também a interação dela com outros alunos. Um ganho coletivo. “É chato, você estar sozinho e só ter uma pessoa que não escuta e é muda e não ter como conversar, com esse curso a gente consegue”, disse o aluno, Paulo Ricardo.

Fonte: http://www.vnews.com.br
www.vidamaislivre.com.br - 17/06/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 18/06/2010.

Pernambuco traça perfil das pessoas com deficiência

Pesquisa foi feita em mais de 4 mil domicílios. Resultado mostra que 10,1% das pessoas têm alguma deficiência.

Quase metade dos pernambucanos que têm algum tipo de deficiência não têm suas necessidades atendidas. Essa é a queixa de 40,5% das 1.753 pessoas com deficiências incluídas no primeiro Levantamento do Perfil Epidemiológico da Pessoa com Deficiência, realizado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). As principais reclamações são referentes à necessidade de intervenção ambulatorial (53,1%), laboratorial ou cirúrgica (26%), de órteses, próteses ou aparelhos (12,4%) e de medicamentos (7,5%).

"Essas pessoas alegam não receber tratamento adequado para todas as necessidades que sentem. Precisamos trabalhar nessa área, viabilizando o acesso tanto físico quanto à informação e capacitando os profissionais para que eles saibam lidar com esse público", analisou a coordenadora de atenção à saúde da pessoa com deficiência da SES, Arabela Velloso. Problemas sentidos, principalmente, por aqueles que têm deficiência auditiva (45,3%) e mental (45,2%), seguidos por pessoas que apresentam deficiência visual (43%), múltipla (38,9%) e, por fim, física (35,4%).

Os dados foram extraídos de questionários aplicados em 4,4 mil domicílios, escolhidos aleatoriamente em todo o estado. Com o resultado das análises, os pesquisadores verificaram que 10,1% da amostra pesquisada (17.391 indivíduos) são pessoas com alguma deficiência. O que permitiu concluir que houve uma redução da proporção de pessoas com deficiência no estado, que era de 17%, segundo o Censo do IBGE de 2000.

A pesquisa também permitiu traçar um perfil da pessoa com deficiência no estado. A deficiência mais prevalente é a visual (32,1%), seguida pela física (24,9%) e pela auditiva (24,8%). As mulheres são maioria no geral e no subgrupo dos indivíduos com deficiência visual (66,1%). Mais de 60% das 1.753 pessoas que participaram da pesquisa pertencem às classes sociais D e E. E a maior parcela (48,9%) tem entre 20 e 59 anos, seguida pela formada por pessoas com 60 anos ou mais (34,6%).

Segundo Arabela Velloso, "é durante a juventude que as pessoas adquirem com mais frequência algum tipo de deficiência, o que justifica o fato de o número de pessoas, entre 20 e 60 anos, ser quase três vezes maior do que na faixa etária entre zero e 20 anos". A conclusão da coordenadora de atenção à saúde da pessoa com deficiência da SES é baseada nos dados que mostram que a maioria dos pernambucanos com deficiências visuais, auditivas ou físicas adquirem a nova condição ao longo da vida, como consequência de doenças, acidentes ou violências, por exemplo. A exceção fica por conta da deficiência intelectual que, em geral, é congênita (o indivíduo já nasce com ela) ou tem causa desconhecida.

A deficiência física de Elaine Paz Rodrigues é fruto de uma distrofia muscular causada por uma doença degenerativa. Os sintomas começaram a surgir quando ela tinha 8 anos. Aos 12, não conseguia mais andar. Hoje, se locomove com a ajuda de uma cadeira de rodas. Elaine tem 28 anos e é tetraplégica. Ela se enquadra no percentual de pessoas com deficiência que luta para ter suas necessidades básicas atendidas. No caso dela, a batalha é por acesso a fisioterapia e a terapia ocupacional. Mas mais que isso, ela trava uma guerra diária contra um inimigo não-paupável, mas velho conhecido de muitas pessoas com deficiência: o preconceito. "Temos a mesma capacidade das outras pessoas", disse Elaine, que tem uma filha de 12 anos.

Por dentro da pesquisa

4,4 mil domicílios pesquisados

17.391 foi o universo total de pessoas incluídas no estudo

Dessas, 1.753 tinham algum tipo de deficiência. Além deles, 4 eram pessoas ostomizadas com drenagem de urina e 7 eram casos de nanismo

Proporção de deficiências

32,1% visual
24,9% física
24,8% auditiva
17,4% mental
0,6% múltipla

Idade

48,9% - 20 a 59 anos
34,6% - 60 anos ou mais
10,4% - 10 a 19 anos
6,1% - 0 a 9 anos

Sexo

53,5% - feminino
46,5% - masculino

As mulheres são maioria em:

deficiência visual - 66,1%

Os homens são maioria em:

deficiência física - 51,1%
deficiência múltipla - 66,7%
mental - 57,4%
auditiva - 50,7%

Classe social

63,4% - D e E
32,5% - C
3,9% - A e B


Fonte: Secretaria Estadual de Saúde
www.vidamaislivre.com.br - 17 de junho de 2010
Matéria postada no blog da APNEN: 18/06/2010

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Projeto cadastra pessoas com necessidades especiais em município

Lucas do Rio Verde (MT) quer saber quantas pessoas com deficiência existem no município para que criar leis que os beneficiem.

Com o objetivo de criar políticas adequadas às pessoas com deficiência e saber quantos eles são dentro do município de Lucas do Rio Verde (MT), o Projeto Câmara Cidadã + Ação dos Vereadores pela Comunidade em parceria com o Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, realiza no próximo dia 26, uma ação de cadastramento.

De acordo com a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CMDPD), Cristiana Lima, o projeto "Acessibilidade em Ação", proporcionará a emissão da carteirinha da acessibilidade a todas as pessoas com necessidades especiais.

"Precisamos que todas as pessoas que tenham algum tipo de deficiência, seja ela física, auditiva, visual ou intelectual se façam presentes nesse evento, para que a partir do momento que soubermos quantas pessoas com deficiência o município possui, façamos com que de fato as leis passem a ser cumpridas", acrescenta Cristiana.

Parceira em projetos que atendam às necessidades da comunidade, a Câmara de Vereadores, por meio do Projeto Câmara Cidadã, também trabalha na fiscalização de obras e construções que atendam às pessoas com deficiência em Lucas do Rio Verde. "Nós queremos alertar as pessoas que constroem e o comércio em geral sobre a necessidade de oferecer acessibilidade a quem precisa", sinaliza o Presidente da Câmara de Vereadores, Airton Callai (PSB).

O vereador também destacou a preocupação da Câmara de Vereadores em oferecer às pessoas que possuam algum tipo de deficiência, condições de trânsito e lazer, "temos que oferecer a essas pessoas o que lhes é de direito, sejam ingressos em estádios de futebol, vagas prioritárias em alguns pontos da cidade como no Centro, bancos e supermercados", disse o presidente.

Atualmente, segundo Callai, Lucas do Rio Verde possui cerca de 70 pessoas com deficiência cadastradas na Secretaria de Saúde, porém a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) atende mais de 100 pessoas com deficiência no município, incluindo crianças, jovens e adultos.

O cadastramento acontecerá das 15h às 18h na Praça Francisco Lucas, Bairro Cidade Nova, sendo necessária a apresentação de xerox ou documentos originais de CPF, RG e comprovante de endereço. De acordo com a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, qualquer responsável poderá fazer o cadastramento apresentando os documentos necessários.

As atividades serão encerradas com o Cinema na Praça, realizado pelo Projeto Câmara Cidadã + Ação dos Vereadores pela Comunidade e apresentação de filmes e vídeos institucionais.

Fonte: http://www.sonoticias.com.br/
16 de junho de 2010
Matéria postada no blog da APNEN: 17/06/2010

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Atletas paraolímpicos disputam Brazil Open de Tênis

Competição começa quinta, 17/06, e pelo segundo ano consecutivo o evento acontece em Minas Gerais.

Os principais tenistas paraolímpicos brasileiros medirão força contra atletas estrangeiros a partir desta quinta-feira, dia 17 de junho, no Brasil Wheelchair Tennis Open, que acontece em Belo Horizonte (MG).

O Torneio faz parte do "Nec Wheelchair Tennis Tour", circuito mundial da modalidade ITF-Future do Tênis em cadeira de rodas. Pelo segundo ano consecutivo o evento acontece em Minas Gerais e nesta quarta-feira os tenistas serão recepcionados pela ONG "Tênis Para Todos", promotora do evento.

Credenciado pela Federação Internacional de Tênis (ITF), a etapa mineira distribuirá prêmios em dinheiro e pontos para o ranking internacional da modalidade, que se encontra em franca expansão no Brasil e no mundo.

Calendário de Competições do Tênis em Cadeira de Rodas 2010

Minas Wheelchair Tennis Open Betim 31 a 04 de abril

Mundial Antalya - Turquia 03 a 09 de maio

Set Point Classic Wheelchair Fortaleza 03 a 06 de junho

Brazil Open Belo Horizonte 17 a 20 de junho

BH Open Belo Horizonte 11 a 15 de agosto

Vitoria Open Vitoria 23 a 26 de setembro

Winner Brazil Open Belo Horizonte 09 a 12 de dezembro

Fonte: www.vidamaislivre.com.br - 15 de junho de 2010
Matéria postada no blog da APNEN: 16/06/2010

Deficientes podem acompanhar a Copa pela 1ª vez no estádio com assistência

Estádios sul-africanos oferecem fones de ouvido; site da Fifa transmite jogos com linguagem de sinais.

Da Redação

O Mundial de 2010 não é inédito só por conta da escolha da África do Sul como o primeiro país-sede do continente africano a receber um evento deste porte, mas também por a única Copa do Mundo da história a ser adaptada a necessidades de portadores de deficiência visual e auditiva. Eles recebem assistência especial nos estádios, além de poderem acessar as transmissões dos jogos adaptadas às suas necessidades no site da Fifa.

Dos 10 estádios preparados para receber as partidas da Copa do Mundo, seis têm, cada um, quinze lugares reservados exclusivamente para deficientes visuais. 19, do 64 jogos que serão disputados no Mundial de 2010, oferecem transmissão direta de áudio para fones de ouvido fornecidos pela Fifa. Seis voluntários estão designados para auxiliar o deficiente visual nos locais de jogos.

Já para os deficientes auditivos, todos os 64 jogos terão transmissões comentadas em linguagem de sinais por meio do site da Fifa. A iniciativa é uma parceria da entidade com as associações de portadores de deficiência auditiva da África do Sul.

De acordo com Joseph Blatter, dirigente máximo da Fifa, a adaptação de estádios e transmissões é mais um passo para a popularização total do futebol. "O futebol é um esporte universal e tem de ser acessível a todos", afirmou em nota distribuída pela entidade. 70 milhões de deficientes auditivos em todo o mundo terão acesso às transmissões adaptadas no site da Fifa.

Fonte: O Estado de S.Paulo
África do Sul, 15/06/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 16/06/2010

UPP da Providência levará cachorro da PM para terapia com deficientes

"O cão pode estimular uma série de fatores no deficiente, como o toque, a locomoção, a socialização. A aceitação depende do indivíduo"

Guilherme Amado

Sempre distribuindo lambidas, o cachorro Hollic, de cinco anos e jeito dócil, é o mais novo aliado da PM na aproximação com moradores de comunidades pacificadas. Membro da Companhia de Cães, o labrador, a exemplo do que já existe em outras unidades da PM, será usado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Morro da Providência em sessões de Terapia Assistida por Cães (TAC), processo que estimula pessoas com deficiência por meio do contato com os animais.

A ideia partiu do capitão Glauco Schorcht, comandante da UPP da Providência, que já havia tido contato com os animais em sua passagem pelo 7 BPM (Alcântara), em que a terapia com cachorros em pessoas com deficiência já é feito há dois anos. Segundo a tenente Danielle Pereira, guardiã de Hollic na Companhia de Cães, são grandes os avanços que o trabalho pode trazer aos deficientes:

— O cão pode estimular uma série de fatores no deficiente, como o toque, a locomoção, a socialização. A aceitação depende do indivíduo — explicou a tenente

Na comunidade, já foram identificadas 14 pessoas com deficiência, que poderão participar das sessões com Hollic, inicialmente em atendimento individuais. Com o tempo, porém, a terapia poderá ser em grupo. Moradora há 20 anos da Providência, a comerciante Ângela Rosa ficou animada com a perspectiva. Seu filho, Luís Marcelo, de 34 anos, tem síndrome de Down, mas não faz nenhum tipo de acompanhamento médico:

— Ele fez há muitos anos, quando era criança, mas tive dificuldade de dar continuidade. Ele precisa muito.

Fonte: Extra Online
Rio de Janeiro, 15/06/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 16/06/2010

País tem 76,5 mil caixas eletrônicos adaptados para deficientes físicos

Os caixas adaptados já representam 44% do total de caixas do país. Transações bancárias pela internet também estão em alta.



Da Redação

Estão em operação no Brasil 76,5 mil caixas eletrônicos adaptados para atender pessoas com deficiência. O número foi divulgado na semana passada em uma pesquisa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Os equipamentos adaptados, ainda segundo a entidade, já representam 44% do total de caixas do País, composto por 173 mil máquinas.

De acordo com o levantamento, os caixas eletrônicos são o principal meio utilizado pelos clientes para transações bancárias, com mais de um terço das 47 bilhões de operações realizadas em 2009.

O banco pela internet vem em seguida, com 19,6% das operações e aumento de 17,7% na comparação de 2009 com 2008, puxado, principalmente, pelo crescimento do número de contas de internet banking no período, de 8%. Ao todo, o País possui 35,1 milhões de contas de internet banking, por meio das quais é possível realizar operações como transferências, pagamentos, verificação de saldos e extratos, investimentos.


Fonte: O Estado de S.Paulo - 15/06/2010
Matéria postada npo log da APNEN 16/06/2010

Como chamar as pessoas que têm deficiência?

Artigo de autoria de Romeu Kazumi para a Revista da Sociedade Brasileira de Ostomizados trata de como as pessoas com deficiência vem sendo chamadas ao longa das épocas.

Romeu Kazumi Sassaki

Em todas as épocas e localidades, a pergunta que não quer se calar tem sido esta, com alguma variação: “Qual é o termo correto - portador de deficiência, pessoa portadora de deficiência ou portador de necessidades especiais?” Responder esta pergunta tão simples é simplesmente trabalhoso, por incrível que possa parecer.

Para ler o artigo na íntegra acesse www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=1855.

Fonte: Planeta Educação - 15/06/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 16/06/2010

terça-feira, 15 de junho de 2010

SEM COMENTÁRIOS!!!

Pedreiro tenta fazer sexo com portadora de deficiência mental.

Da Redação - Americana

A Polícia Militar de Américo Brasiliense, na região de Araraquara, prendeu em flagrante o pedreiro D.P.P., de 51 anos, por tentar abusar sexualmente de uma moça de 28 anos, com problemas mental. A vítima é aluna da Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais) e passeava de bicicleta, no último sábado, quando foi atacada
De acordo com registro da polícia, o acusado derrubiu a moça do veículo e passou a fazer carícias em partes íntimas. A jovem retornava para casa por um acesso que liga a Alameda Aldo Lupo - principal entrada de Américo Brasiliense - ao bairro Santa Terezinha.

Em luta corporal com o acusado, a moça sofreu ferimentos no peito e no pescoço. Dois homens, que estavam perto do local ouviram gritos e encontraram D. tentando estuprá-la. Parte das roupas da moça já havia sido rasgada pelo agressor. D. conseguiu fugir, mas foi localizado pela polícia poucas horas depois.

O pedreiro foi foi preso em flagrante por estupro vulnerável, praticado quando a vítima não tem discernimento para se defender ou entender o ocorrido. Ele foi recolhido ao Centro de Detenção Provisória de Serra Azul, unidade destinada aos presos por crimes sexuais. Segundo a polícia da cidade, D. foi colocado em cela separada devido a ameaças feitas por outros detentos.

A vítima foi levada ao pronto socorro e medicada. O caso teve repercussão na cidade por se tratar de pessoa portadora de deficiência mental.

Fonte: Jornal TodoDia - 15/06/2010
http://portal.tododia.uol.com.br/?TodoDia=policia&Materia=394464

Matéria postada no blog da APNEN: 15/06/2010

Pesquisadora surda apresenta dissertação usando língua de sinais na Unicamp

Mestranda em Pedagogia defendeu uso de Língua Brasileira de Sinais (Libras), que tem estatuto de língua nativa no Brasil.
Pela primeira vez, a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) teve uma dissertação apresentada em Língua Brasileira de Sinais (Libras). A pesquisadora Regiane Agrella, surda, defendeu no último mês o trabalho “Língua, subjetividade e opressão linguística - interrogações a uma pedagogia (AB)surda”.

Por lei desde 2002, a Língua Brasileira de Sinais tem o estatuto de língua nativa, assim como o português. O trabalho de Regina criticou médicos, familiares, professores e fonoaudiólogos que pretendem “curar” a surdez e obrigam o surdo a “falar”.

“Por que a sociedade não aceita a língua de sinais? Eu devo me apropriar do português? Só eu? Por que não troca, não inverte o jogo? Eu também voto”, disse Regiane, formada em Pedagogia.

Ela conta que uma vez foi reprimida pela mãe enquanto conversava com um colega usando língua de sinais. Para a mãe, ela correria o risco de “perder a fala”. “É a minha língua, e percebi que ela era proibida”, disse.

“Poderia aprender português como segunda língua. Mas comecei a perceber que as frases eram incompletas. Por exemplo: Eu gosto de você. Eu entendo: eu gosto você. ‘De’ para mim não significa nada. Na escrita eu omitia porque não entendia essas conjunções”, explicou a mestranda.

Durante a apresentação, Regiane narrou a sua época na escola, quando aprendeu a ler lábios para acompanhar as aulas. “Eu entendia as palavras, mas as frases não tinham sentido. Eu decorava e respondia para a prova. Falava até bem, mas minha escrita era muito diferente. As professoras sempre achavam algum erro, mas não sabiam explicar, do meu jeito, onde estava o erro”.

Adaptação

A pesquisadora foi também uma das primeiras aprovadas no mestrado com provas em português e em Libras. As aulas passaram a ser acompanhadas de tradutor Português – Libras e gravadas em DVD.

“É possível garantir a formação do pesquisador surdo mesmo que ele não tenha como primeira língua o português, e sim a língua de brasileira de sinais”, disse Regina de Souza, orientadora de Regiane.

Dados do MEC mostram que, em 2003, 56 mil surdos frequentavam o ensino fundamental e só 2 mil, o médio. O Brasil tem quase 5 milhões de pessoas com algum grau de surdez, segundo o IBGE.

Fonte: Guia do Estudante (Com informações da Assessoria de Comunicação da Unicamp (Maria da Cruz); foto de Antonio Scarpinetti (Ascom / Unicamp))
Matéria postada no blog da APNEN: 16/06/2010

Seminário discutirá acessibilidade e serviços para pessoa com deficiência

Evento será em 17 de junho, em Curitiba (PR). O principal objetivo é facilitar a comunicação das pessoas com deficiência com a Justiça Federal e de como podem acioná-la, principalmente nas questões inerentes à defesa de direitos e garantias individuais.
A Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência, da Prefeitura de Curitiba (PR) e Seção Judiciária do Paraná da Justiça Federal estão organizando o I Seminário da Justiça Federal sobre Acessibilidade e Serviços a Pessoas com Deficiência. O evento acontecerá no dia 17 de junho de 2010, no auditório Juiz Federal Lício Bley Vieira, sede da Justiça Federal em Curitiba, na avenida Anita Garibaldi, 888 - térreo, no bairro Ahú.

O principal objetivo do Seminário é facilitar a comunicação das pessoas com deficiência com a Justiça Federal e de como podem acioná-la, principalmente nas questões inerentes à defesa de direitos e garantias individuais. Além de Juízes, também participarão do I Seminário representantes da Defensoria Pública da União, do Ministério Público Estadual e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O seminário é destinado às pessoas com deficiência, dirigentes de escolas especiais, profissionais que atuam na área e acadêmicos de Direito. O evento foi idealizado pelo secretário municipal dos direitos da pessoa com deficiência, Irajá de Brito Vaz, e pelo juiz federal José Antônio Savaris.

Serviço:
I Seminário da Justiça Federal sobre Acessibilidade e Serviços a Pessoas com Deficiência.
Data: 17 de junho
Horário: 8h30 às 11h30
Local: sede da Justiça Federal em Curitiba, na avenida Anita Garibaldi, 888 - térreo, Ahú.
Informações: (41) 3262-5504, 3262-1330 e 3362-7284

Fonte: www.vidamaislivre.com.br - 14 de junho de 2010
Matéria postada no blog da APNEN: 16/06/2010

Deficientes do Morro da Providência terão acompanhamento individual

Será feito cadastro e acompanhamento de todos os moradores com deficiência da favela.

O acompanhamento feito com os moradores do Morro da Providência com deficiência deverá ser mais amplo. Uma parceria fechada na semana passada com o programa Reabilitação Baseada na Comunidade, da Secretaria municipal da Pessoa com Deficiência, permitirá que seja feito o cadastro e acompanhamento de todos os moradores com deficiência da favela.

Uma equipe multidisciplinar do programa analisa cada caso isoladamente e orienta a família para que haja a reabilitação social do deficiente. Neste momento, eles estão fazendo um mapeamento de quantos deficientes há na Providência.

"Fazemos um trabalho permanente, com visitas às casas dos moradores, explicações às famílias e encaminhamentos de como proceder com o deficiente" explica o terapeuta Daniel Mendes, que integra o programa.

Fonte: Extra Online - Rio de Janeiro - 14/06/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 15/06/2010

Projeto libera FGTS para pessoa com deficiência

Fundo de garantia seria liberado para que a pessoa com deficiência possa fazer adaptações na sua própria residência.
O senador Jayme Campos (DEM-MT) apresentou no plenário do Senado, na última quinta-feira, projeto de lei que autoriza liberação de recursos das contas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço - FGTS - para portador de deficiência realizar obras de adaptação na própria residência.

O projeto atende o interesse social que inclui vítimas de acidentes, doenças incapacitantes ou que subitamente têm reduzida sua mobilidade. Além da falta de acessibilidade nas calçadas, prédios e transportes públicos, essas pessoas - e muitas vezes suas famílias - enfrentam a necessidade de adaptação estrutural da residência e sem esta, dificuldade de acesso em sua própria casa.

"Eu acho a ideia ótima e apoio. Em nosso País, ainda não se pensa nas casas levando em conta as pessoas portadoras de deficiência, mesmo o assunto sendo amplamente discutido em várias camadas sociais", diz a secretária nacional de Acessibilidade da União Geral dos Trabalhadores - UGT, Silvana Mesquita da Silva.

De acordo com o projeto, será permitida a liberação dos recursos para o trabalhador que necessite executar projeto de acessibilidade em imóvel próprio. Os recursos poderão ser utilizados para melhorias na residência do deficiente, como a instalação de rampas e ampliação de portas de banheiros.

Fonte: Diário do Nordeste, Brasília, 14/06/2010
Matéria postada no blog da APNEN:15/06/2010

Seplan promete rigor em ação de fiscalização sobre a acessibilidade

Funcionários da cidade de Bauru participaram do "Curso de Educação Continuada e Certificação em Acessibilidade” e prometeram mais rigor nas fiscalizações.
Rodrigo Ferrari
Após intensificar a fiscalização sobre os estabelecimentos comerciais da cidade, a Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) promete atuar com mais rigor em relação às questões de acessibilidade. Nos últimos dois dias, funcionários da Prefeitura de Bauru participaram de um curso ministrado pelas arquitetas Camila Caruso e Daniella Bertini, ambas da Secretaria da Pessoa Portadora de Deficiência e Mobilidade Reduzida de São Paulo.

Ao todo, 40 profissionais - entre fiscais de posturas, arquitetos e engenheiros, da Seplan e da Obras - participaram da atividade, denominada “Curso de Educação Continuada e Certificação em Acessibilidade”.

O secretário paulistano Marcos Belizário esteve na cidade para acompanhar o treinamento. “No contexto geral, Bauru se mostra uma cidade bastante acessível para as pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Sabemos que muito ainda precisa ser feito, no que se refere a rebaixamento de guias ou conservação de calçadas”, disse, em entrevista ao Jornal da Cidade.

Belizário afirmou que, mesmo na Capital, a maioria dos problemas referentes a acessibilidade encontra-se em estabelecimentos particulares. “Ainda falta consciência a parte dos empreendedores, sobre a importância desse tema”, afirmou.

O secretário municipal de Planejamento, Rodrigo Said, reconhece que o problema está arraigado na cultura da população. Por esse motivo, ele pretende endurecer a fiscalização sobre os estabelecimentos, no que se refere à acessibilidade.

“É preciso ficar claro que não estamos apenas multando e notificando. Não somos inflexíveis. Inicialmente, nossa intenção é orientar os proprietários, para que eles tenham condições de se adequar à legislação em vigor. Sabemos que falta informação sobre esse assunto. Alguns empreendedores nem fazem ideia de que estão irregulares”, afirmou Said.

Nos últimos dias, em virtude da Seplan ter aumentado o rigor na fiscalização dos empreendimentos, muitos comerciantes passaram a se queixar de que a prefeitura estaria adotando uma postura severa para com empresários que apenas tentam contribuir para o desenvolvimento da cidade.

O vice-coordenador da Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA) da Prefeitura de Bauru, Fábio Manfrinato, acredita que os críticos da Seplan estão se desviando do verdadeiro foco da discussão. “Os empreendedores têm enxergado as exigências (de acessibilidade) como um problema. Deveriam, em vez disso, ver as alterações que propomos como uma oportunidade de atraírem novos clientes e aumentarem a lucratividade de seus negócios”, argumentou.

A CPA é um dos órgãos consultados pela Seplan antes de emitir ou renovar o alvará de um estabelecimento. Na entrevista concedida ao JC, Manfrinato frisou que o objetivo da comissão não é atrapalhar as empresas de funcionar.

“Não estamos aqui para dificultar a vida de ninguém. Queremos conscientizar os empresários sobre a importância desse tema e evitar que, no futuro, eles venham a encontrar problemas com o Ministério Público. Nesse caso, sim, a cobrança seria rigorosa”, disse.

Manfrinato lembrou que, atualmente, as pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida representam em torno de 12% da população brasileira. “É uma questão de democracia. Como alguém pode ser impedido de entrar numa padaria ou numa farmácia só porque o estabelecimento não possui um acesso adequado?”, enfatiza.

Fonte:
Jornal da Cidade de Bauru - Notícia do dia 11/06/2010.
Bauru, 14/06/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 15/06/2010

OMS reconhece pós-pólio como doença

Desordem neurológica atinge quase 70% das pessoas que tiveram poliomielite na infância e se manifesta na meia-idade. Com reconhecimento oficial, portadores passam a ter direitos como aposentadoria precoce e garantia de cobertura pelos planos de saúde.


Karina Toledo

Graças à iniciativa de pesquisadores brasileiros, a Síndrome Pós-Poliomielite (SPP) - desordem neurológica que acomete, na meia-idade, quase 70% das pessoas que tiveram pólio na infância - foi incluída na última revisão do Código Internacional de Doenças (CID 10). Com isso, a SPP deixa de ser vista como uma sequela tardia da pólio, o que garante aos portadores direitos como aposentadoria precoce e garantia de cobertura pelos planos de saúde.

Um dos primeiros a estudar a síndrome no Brasil foi o neurologista da Unifesp, Acary Bulle Oliveira. Quando trabalhava com para-atletas, nos anos 1990, percebeu que aqueles que haviam sido vítimas de pólio, no auge da carreira, começavam a ter queda de rendimento sem explicação aparente. "Na literatura quase não havia informação sobre a doença nessa fase", conta.

O desconhecimento da síndrome pelos profissionais de saúde faz com que muitos portadores não sejam diagnosticados ou tenham de aguardar até seis anos após o surgimento dos sintomas para saber a causa.

Os primeiros sinais, que aparecem pelo menos 15 anos após a fase aguda da pólio, são cansaço excessivo e nova perda de funções musculares. Também são comuns graves problemas respiratórios, dificuldade para deglutir e para controlar os esfíncteres, distúrbios de sono e hipersensibilidade ao frio. Tanto pacientes que chegaram a sofrer de paralisia infantil quanto aqueles em que a pólio passou quase despercebida podem ser afetados. "Os neurônios motores que sobrevivem à poliomielite se adaptam para assumir o papel daqueles que morreram na fase aguda da doença. Essa sobrecarga, com o tempo, faz com que eles entrem em colapso", diz Oliveira.

O ideal para esses pacientes, portanto, é diminuir o ritmo de vida e evitar movimentos repetitivos. Ironicamente, a recomendação médica para os sobreviventes da pólio, no passado, era a prática de exercícios.


Conquista

Na década passada, muitos ainda questionavam se a SPP poderia ser considerada uma nova enfermidade. Em 2003, o fisioterapeuta Abrahão Quadros, impressionado com a pesquisa de Oliveira, decidiu montar um ambulatório multidisciplinar na Unifesp para atender aos portadores. No ano seguinte, teve início a batalha pela inclusão da pós-pólio no CID.

Pesquisadores e pacientes, reunidos na Associação Brasileira da Síndrome Pós-Poliomielite (Abraspp), conseguiram sensibilizar autoridades da saúde e o representante brasileiro no comitê que regulamenta o CID, Rui Laurenti, para encaminhar à OMS uma proposta de reconhecimento da doença.

A aprovação veio no ano passado e passou a vigorar em 2010, beneficiando pacientes no mundo todo.

Luiz Baggio, um dos fundadores da Abraspp e portador da síndrome, explica que a principal mudança é que a doença não poderá ser mais ignorada por peritos do INSS ao analisar pedidos de aposentadoria precoce. "Também garante que os planos de saúde cubram o tratamento e a colocação de órteses e próteses e ajuda a organizar as políticas públicas de saúde."

Fonte: O Estado de S.Paulo - 14/06/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 15/06/2010

domingo, 13 de junho de 2010

Jovens brasileiros com deficiência conquistam reconhecimento internacional

Associação Nosso Sonho, que atende pessoas com paralisia cerebral, apresentará seu projeto na 14ª Conferência da Sociedade Internacional de Comunicação Alternativa e Suplementar de 24 a 29 de julho, em Barcelona.
O informativo Bem Vindo A.Nó.S., publicação paulista trimestral escrita por jovens com paralisia cerebral, contratados pela construtora Tecnisa, será apresentado para o mundo em julho durante a Conferência da Sociedade Internacional de Comunicação Alternativa e Suplementar. O evento é uma organização da ISAAC (International Society for Augmentative and Alternative Communication), instituição presente em mais de 60 países cujo objetivo é estudar, debater, difundir e desenvolver técnicas de comunicação alternativa para milhares de deficientes físicos.

O projeto, que divulga notícias do universo da pessoa com paralisia cerebral, é um braço da Associação Nosso Sonho (A.Nó.S.), ONG paulista criada em 2007 que atende cerca de 40 pessoas com paralisia cerebral.

Com tiragem de cinco mil exemplares, a publicação, que já está indo para sua sétima edição em São Paulo, tem como objetivo divulgar as principais notícias e novidades da A.Nó.S. e do universo da pessoa com paralisia cerebral. O grupo de repórteres do Bem Vindo A.Nó.S. é formado pelo estudante de jornalismo Mario Victor Rodrigues Sgambato, pela psicóloga Elisangela Rodrigues, pela escritora e artista plástica Ana Lúcia de Barros , pela poetisa Catarina Caramuru, pelo estudante de teatro Jony Costa,e pelos jovens Marcos Murackami e Gleice Caroline.

Outros projetos – Além do informativo Bem Vindo A.Nó.S. a Associação Nosso Sonho desenvolve com seus associados uma gama de outros projetos de desenvolvimento como o Centro de Pesquisas Científicas, o Nosso Sonho Bebê, projetos para colocação da pessoa com deficiência no mercado de trabalho, Musicoterapia, Ateliê Nosso Sonho, Oficina de Dança, Oficina de Artes Plásticas.

Para saber mais, acesse o site www.nossosonho.org.br.

Fonte: www.vidamaislivre.com.br - 12 de junho de 2010
Matéria postada no blog da APNEN: 13/06/2010

SAÚDEMENTAL&ESTIGMAS

IV CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE MENTAL - BRASÍLIA - DF
Vamos afirmar e confirmar os DIREITOS HUMANOS DE PESSOAS COM TRANSTORNOS MENTAIS?


A Esquizofrenia e a Estrela de David

Edison de Castro

Em 1938, a chamada “Noite dos Cristais” marca o início da perseguição aos judeus na Alemanha e na Áustria. Posteriormente, os judeus são confinados em bairros determinados e obrigados a andar com a estrela de David estampada em papelete amarelo e pregada junto a roupa, de forma que fossem facilmente identificados.
Esse segregacionismo também é estendido aos ciganos, comunistas, homossexuais e, inclusive, aos doentes mentais. A Alemanha de Hitler exterminou e perseguiu milhões de pessoas constituindo-se como uma das mais horrendas e vergonhosas páginas da história do Homem. Infelizmente o preconceito e perseguição às minorias chegam até os nossos dias, seja pelo viés das piadas e comentários de gosto duvidoso, seja por grupos organizados como os “skinheads”.

Em 20 de abril de 2010, ao retirar o medicamento do qual faço uso na “Farmácia de Medicamentos Especializados”, em Santos, gerenciada agora pela Cruzada Bandeirante São Camilo, sob os auspícios da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, recebo uma carteira amarela com enormes carimbos estampados: ESQUIZOFRENIA.

Confesso que num primeiro momento a única coisa em que pensei foi que havia em minha testa uma tatuagem, um carimbo com meu diagnóstico estampado para que todos pudessem apontar e dizer: “Lá vai o Esquizofrênico”. Teria sido apenas um “ato falho” da burocracia? Quem sabe uma ação inconsciente do recém-admitido gestor da farmácia? Ou seria, então, uma política pensada e planejada para expor e reafirmar o estigma das pessoas?
A Lei 10.216 (chamada Lei Paulo Delgado), assim como outras leis específicas da legislação médica, é ferida frontalmente na medida em que o sigilo do diagnóstico estabelecido em prontuário médico é, escancaradamente e em letras garrafais, divulgado. A “Carteira do Esquizofrênico”, nesse sentido, é uma afronta ao bom senso. Mais do que isso, é ilegal, dissemina o preconceito, ofende a ética e, sobretudo, causa revolta.
Todo o trabalho, treinamento, aprimoramento, debates, documentos, fóruns, leis promulgadas, etc., é jogado por terra por atos que denotam a verdadeira face de governantes descomprometidos com os avanços conquistados pelas lutas dos doentes mentais. A “Carteira do Esquizofrênico” mostra a verdade, ela rotula nossas misérias para calar a nossa voz.
Um governo que se nega a convocar a Conferência Estadual de Saúde Mental; que pouca importância dá a Saúde Mental de nosso município; que sucateou os serviços do Hospital Guilherme Álvaro para entregá-lo à iniciativa privada; que sucateou a antiga “Farmácia de Medicamentos de Alto Custo” para mais uma vez entregar um serviço público à iniciativa privada e que, em conjunto com a Prefeitura Municipal de Santos, vem precarizando os NAPS, só poderia mesmo mostrar todo o seu pensamento em relação a nós, usuários dos serviços, num “ato falho”: a “Carteira de Louco”.

A burocracia burra e mal intencionada é um dos braços desta máquina de estigmatização. Primeiros os loucos, depois os pobres, depois os negros, e assim por diante, até que todas as vozes contrárias sejam suprimidas.
O passo seguinte ao de retirar a nossa voz é nos colocar novamente nos manicômios (ou nos trinta novíssimos leitos psiquiátricos recém abertos pela Cruzada Bandeirante São Camilo) e, retrocedendo ainda mais, aplicar-nos castigos como o “eletrochoque”, a “solitária” e outros métodos sádicos, que brotam na mente dos que administram as instituições desse caráter, chegando, por fim, à tão sonhada volta da lobotomia, em que o Estado poderia estar livre de despesas e questionamentos.

Não, não tenho vergonha de ser Esquizofrênico. Mas também não posso dizer que fácil lidar com o preconceito. Por todos os lugares onde tento fazer valer a minha cidadania, logo vem a taxação: é louco! Também não é raiva o que sinto, nem indignação. É um sentimento de impotência frente a esta máquina tão poderosa que fatalmente irá desconsiderar meu desabafo com apenas um argumento: “é louco”. E isto é o que faz minhas pernas e meu corpo fraquejarem, mas parafraseando Cazuza no final de sua vida, morro atirando.

Fonte: www.defnet.org.br - htt p://infoativodefnet.blogspot.com
12/06/2010.
Matéria postada no blog da APNEN: 13/06/2010