sábado, 24 de julho de 2010

Programa contra obesidade.

Famílias (de pessoas com deficiências intelectuais) têm dificuldades em aderir programa contra obesidade.

Publicado por Júlio Bernardes em 22 de julho de 2010 - Categoria: Saúde

As questões socioeconômicas e de dinâmica familiar são as maiores dificuldades apontadas por familiares de crianças e adolescentes com deficiência intelectual para a orientação e prevenção das consequências da obesidade. É o que revela uma pesquisa da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP que defende a criação de políticas públicas e maiores opções de atendimento para essa população, especialmente junto às famílias de baixa renda.
A fisioterapeuta Cláudia Queiroz, autora da pesquisa, atua em um programa para orientar e prevenir sobre complicações da obesidade oferecido por uma instituição para portadores de deficiência intelectual na Zona Norte de São Paulo. Lá, a pesquisadora analisou as principais dificuladades relatadas pelas famílias participantes. Cláudia conta que a equipe é composta por uma psicóloga, uma neuropediatra e uma fisioterapeuta. “Em média, são atendidos de 45 a 50 crianças e adolescentes obesos por mês, e seus familiares, em reuniões mensais de orientação ou, em casos mais críticos, com atendimento quinzenal.”
Além da dificuldade financeira para adquirir alimentos considerados saudáveis e para matriculá-los em uma academia, os familiares citam a falta de tempo para acompanhar seus filhos nas atividades físicas e a falta de preparo dos profissionais atuantes nestes estabelecimentos. “A obesidade tem crescido entre crianças e adolescentes como um todo e, no caso dos jovens com deficiência intelectual, existem ainda outros agravantes como possíveis distúrbios hormonais, alterações cardio respiratórias e pouca atividade física, que favorecem a uma vida sedentária e, consequentemente, a ocorrência da obesidade”, explica a fisioterapeuta.
As principais orientações fornecidas pelo serviço estão relacionadas com alimentação mais saudável e atividade física regular. “Na pesquisa, verificou-se que a alimentação dos pacientes é inadequada”, aponta. “Muitas famílias tem poder aquisitivo prejudicado e não apresentam condições para adquirirem alimentos necessários a manter uma dieta saudável, como carnes, magras, peixes, verduras e frutas.
Disponibilidade
A maioria das crianças e adolescentes consomem preferencialmente, alimentos mais calóricos, como os carboidratos, por estarem presentes em alimentos de custo mais acessível, como pães, macarrão, arroz e batata. “Alguns participantes ficam na instituição o dia todo, e fazem refeições ali, mas as opções de alimentos nem sempre são adequadas porque o fornecimento depende de doações, que não tem um fluxo regular”, ressalta Cláudia. Outro aspecto importante citado na pesquisa é referente a falta de independência e autonomia dos jovens, o que torna indispensável a participação das famílias nas atividades e orientações realizadas pela equipe do programa.
A maioria dos pais envolvidos no programa se queixam da dificuldade de participar das reuniões de orientação durante a semana. “Em muitos casos, as mães são o único adulto da família, e precisam trabalhar para sustentar seus filhos”, conta a fisioterapeuta. Também são mencionadas dificuldades para acompanhar os filhos na atividade física com a frequência recomendada, que é de pelo menos três a quatro vezes por semana.
“Há dificuldade de acesso a academias, seja pela não existência de opções próximas a residência, falta de dinheiro para mensalidades ou de atendimento especializado para portadores de deficiência intelectual”, observa Cláudia.“Uma opção poderiam ser as caminhadas, mas nesse caso existe o problema da falta de tempo dos pais para acompanhar os filhos, que apesar de serem adolescentes, necessitam de companhia.” A instituição oferece aulas de educação física e oficina de dança, mas não são suficientes para atender as necessidades do programa.
De acordo com Cláudia, as dificuldades levantadas na pesquisa servirão de base para estudar formas de aprimorar a atuação do programa. “Embora a instituição dependa de doações para se manter, há necessidade de se ampliar o tempo das ações, o número de profissionais atuantes no programa e uma maior divulgação do serviço”, afirma. “Também é preciso implantar políticas públicas para prevenir a obesidade em jovens com deficiência intelectual, pois existem poucas opções específicas de atendimento”.

Mais informações: claudiaqueiroz@usp.br

FONTE: http://www.usp.br/agen/?p=28853

Matéria postada no blog da APNEN: 24/07/2010

Controle do diabetes pode gerar economia para o SUS

Sociedade Brasileira de Diabetes e Hospital Alemão Oswaldo Cruz promovem o primeiro simpósio sobre gestão de serviços públicos no tratamento e no controle da doença.
Danilo Maeda

No dia 31 de julho, no auditório principal do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, será realizado um evento inédito sobre gestão pública no atendimento de pessoas com diabetes. Segundo os organizadores, o objetivo é apresentar e discutir métodos que permitam uma utilização racional dos recursos públicos destinados ao tratamento da doença, que segundo a OMS é responsável por 5% das mortes registradas em todo o mundo.

No simpósio, intitulado "Estratégias de Melhoria de Qualidade e Racionalização de Recursos para o Controle do Diabetes na Rede Pública de Saúde", gestores, representantes de órgãos públicos e médicos especialistas em diabetes de diversas capitais participarão de atividades sobre temas como avaliação do controle do diabetes no Brasil, custos do mau controle glicêmico para a saúde pública e disponibilidade do sistema de infusão contínua no SUS, além do controle informatizado da distribuição de produtos para monitoramento de índices glicêmicos.

Segundo o coordenador científico do simpósio, Augusto Pimazoni-Netto, o debate sobre gestão dos serviços de saúde é essencial para a manutenção do atendimento. "No mundo inteiro, mesmo nos países mais desenvolvidos, os recursos para a área de saúde são menores que as reais necessidades. Isso é particularmente verdadeiro na situação de um país em desenvolvimento. Portanto, o aperfeiçoamento do sistema de saúde significa economia, no sentido de conseguir melhores resultados com investimentos menores".

Entre as estratégias mais indicadas para melhorar a eficiência desses gastos, o especialista destaca a educação e o acompanhamento dos pacientes já diagnosticados. "Se o indivíduo não souber os riscos a que está exposto, não é capaz de entender a importância de controlar a doença. No caso do diabetes, investir bem significa investir em educação e em monitoramento contínuo dos pacientes, para que ele acompanhe seu quadro de modo a evitar complicações graves, que também geram custos altos".


Diabetes e saúde pública

Doença crônica caracterizada pela produção insuficiente de insulina ou pela incapacidade de absorção dessa substância no corpo, o diabetes é responsável por 5% das mortes registradas anualmente em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde. Com o crescimento dos índices de obesidade e sedentarismo, a agência prevê que esse número pode crescer mais de 50% nos próximos 10 anos, o que caracteriza o crescimento epidêmico da doença. Dieta balanceada e exercícios físicos são estratégias de prevenção eficientes, que podem evitar complicações como cegueira, amputações e falência renal.


SERVIÇO:

Simpósio "Estratégias de Melhoria de Qualidade e Racionalização de Recursos para o Controle do Diabetes na Rede Pública de Saúde"

Promoção: Sociedade Brasileira de Diabetes e Hospital Alemão Oswaldo Cruz
Data: 31 de julho de 2010 (sábado), das 8h30 às 15h30
Local: Hospital Alemão Oswaldo Cruz: Rua Treze de Maio, 1815 - Paraíso
Inscrições pelo telefone (11) 3719-8728

Fonte: Segs.com.br - São Paulo, 23/07/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 24/07/2010.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Prefeitura promove primeira plenária sobre pessoas com deficiência

Ciclo de plenárias do Orçamento Participativo permite que a população decida as prioridades de investimentos em obras e serviços a serem realizados com os recursos da Prefeitura do Recife.

A prefeitura da Cidade do Recife realiza nesta quarta-feira (28), às 18h, uma plenária do Orçamento Participativo que tratará exclusivamente das demandas das pessoas com deficiência. O encontro - que acontece no Terminal Marítimo (Recife Antigo) - é a primeira plenária temática a tratar especificamente do segmento. Até ano passado, as pessoas com deficiência eram tratadas dentro da plenária temática de Direitos Humanos, que incluía idoso, LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transsexuais), entre outros grupos. O ciclo de plenárias do Orçamento Participativo permite que a população decida as prioridades de investimentos em obras e serviços a serem realizados a cada ano com os recursos da Prefeitura do Recife.

Para escolher as ações prioritárias, a população se reúne previamente, em grupos de no mínimo dez pessoas, para indicar duas obras e ações. Em seguida, nas seis plenárias regionais, sendo uma em cada RPA (Região Político-Administrativa) do Recife, os participantes votam em duas das ações credenciadas na etapa anterior, gerando uma lista com as dez prioridades de cada microrregião.

Quem não tiver comparecido às plenárias regionais ainda poderá participar através das urnas eletrônicas que serão colocadas em locais estratégicos da cidade para que as pessoas possam votar numa das 10 obras mais bem colocadas nas plenárias regionais. A votação também poderá ser feita pela Internet, no site da Prefeitura do Recife.

Para participar da plenária sobre pessoa com deficiência, o interessado deve ir ao local munido de algum documento com foto. Qualquer um que resida na cidade do Recife pode participar.

Para mais informações sobre o Orçamento Participativo acesse www.recife.pe.gov.br/op ou fale com a Secretaria Especial de Gestão e Planejamento (81) 3355-8079 / 3355.8334 - op@recife.pe.gov.br


Fonte: Ministério Público de Pernambuco - Recife, 22/07/2010
Matéria postada no blog da APNEN:23/07/2010

Dislexia

Como detectar na Ed. Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio e Vida Adulta.


Marina Almeida

Na Educação Infantil

> Falar tardiamente
> Dificuldade para pronunciar alguns fonemas
> Demorar a incorporar palavras novas ao seu vocabulário
> Dificuldade para rimas
> Dificuldade para aprender cores, formas, números e escrita do nome
> Dificuldade para seguir ordens e seguir rotinas
> Dificuldade na habilidade motora fina
> Dificuldade de contar ou recontar uma história na seqüência certa
> Dificuldade para lembrar nomes e símbolo.


Na Classe de Alfabetização e 2ª ano do Ensino Fundamental


> Dificuldade em aprender o alfabeto
> Dificuldade no planejamento motor de letras e números
> Dificuldade para separar e sequenciar sons (ex: p - a - t - o)
> Dificuldade com rimas (habilidades auditivas)
> Dificuldade em discriminar fonemas homorgânicos (p-b, t-d, f-v, k-g, x-j, s-z)
> Dificuldade em seqüência e memória de palavras
> Dificuldade para aprender a ler, escrever e soletrar
> Dificuldade em orientação temporal (ontem - hoje - amanhã, dias da semana, meses do ano)
> Dificuldade em orientação espacial (direita - esquerda, embaixo, em cima...)
> Dificuldade na execução da letra cursiva
> Dificuldade na preensão do lápis
> Dificuldade de copiar do quadro


Do 3ª ao 9ª ano do Ensino Fundamental

> Nível de leitura abaixo do esperado para sua série
> Dificuldade na sequenciação de letras em palavras
> Dificuldade em soletração de palavras
> Não gostar de ler em voz alta diante da turma
> Dificuldade com enunciados de problemas matemáticos
> Dificuldade na expressão através da escrita
> Dificuldade na elaboração de textos escritos
> Dificuldade na organização da escrita
> Podem ter dificuldade na compreensão de textos
> Podem ter dificuldade em aprender outros idiomas
> Dificuldade na compreensão de piadas, provérbios e gírias
> Presença de omissões, trocas e aglutinações de grafemas
> Dificuldade de planejar e organizar (tempo) tarefas
> Dificuldade em conseguir terminar as tarefas dentro do tempo
> Dificuldade na compreensão da linguagem não verbal
> Dificuldade em memorizar a tabuada
> Dificuldade com figuras geométricas
> Dificuldade com mapas.


Ensino Médio

> Leitura vagarosa e com muitos erros
> Permanência da dificuldade em soletrar palavras mais complexas
> Dificuldade em planejar e fazer redações
> Dificuldade para reproduzir histórias
> Dificuldade nas habilidades de memória
> Dificuldade de entender conceitos abstratos
> Dificuldade de prestar atenção em detalhes ou, ao contrário, atenção demasiada a pequenos detalhes
> Vocabulário empobrecido
> Criação de subterfúgios para esconder sua dificuldade.


Adultos

> Permanência da dificuldade em escrever em letra cursiva
> Dificuldade em planejamento e organização
> Dificuldade com horários (adiantam-se, chegam tarde ou esquecem)
> Falta do hábito de leitura
> Normalmente tem talentos espaciais (engenheiros, arquitetos, artistas).


Características Gerais Associadas

> A emissão oral é comparativamente muito melhor que do a escrita
> Atenção limitada e dificuldade em manter-se na tarefa.

Fonte:Planeta Educação - 22/07/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 23/07/2010

Decreto nº 7.235, de 19 de julho de 2010

Decreto regulamenta a Lei nº 12.190, de 13 de janeiro de 2010, que concede indenização por dano moral às pessoas com deficiência física decorrente do uso da talidomida.O Presidente da República, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei nº 12.190, de 13 de janeiro de 2010,

DECRETA:

Art. 1º Este Decreto estabelece normas para o pagamento da indenização por dano moral prevista na Lei nº 12.190, de 13 de janeiro de 2010, às pessoas com deficiência física decorrente do uso da talidomida.

Art. 2º A indenização por dano moral prevista na Lei nº 12.190, de 2010, concedida às pessoas com deficiência física decorrente do uso da talidomida, consiste no pagamento de valor único igual a R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) multiplicado pelo número dos pontos indicadores da natureza e do grau da dependência resultante da deformidade física, avaliados conforme o § 1º do art. 1º da Lei nº 7.070, de 20 de dezembro de 1982.

Art. 3º Fica o Instituto Nacional do Seguro Social - INSS responsável pela operacionalização do pagamento da indenização, nos termos deste Decreto, com dotações específicas constantes do orçamento da União.

Art. 4º Para o recebimento da indenização por dano moral de que trata este Decreto, a pessoa com deficiência física decorrente do uso da talidomida deverá firmar termo de opção, conforme modelo anexo a este Decreto, declarando sua escolha pelo recebimento da indenização por danos morais de que trata a Lei nº 12.190, de 2010, em detrimento de qualquer outra, da mesma natureza, concedida por decisão judicial.

Parágrafo único. O termo de opção poderá ser firmado por representante legal ou procurador investido de poderes específicos para este fim.

Art. 5º O pagamento da indenização será precedido da realização de perícia médica pelo INSS para a identificação do número de pontos indicadores da natureza e do grau da dependência resultante da deformidade física, nos moldes do § 1º do art. 1º da Lei nº 7.070, de 1982.

§ 1º Para os fins deste artigo, será considerado o resultado da perícia médica realizada por ocasião da concessão da pensão especial de que trata a Lei nº 7.070, de 1982.

§ 2º Após a assinatura do termo de opção, o INSS procederá, se for o caso, ao cálculo da indenização adotando como parâmetro a quantidade de pontos informados no laudo pericial, limitados ao máximo de oito, observado o disposto no art. 178 do Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto nº 3.048, de 6 de maio de 1999.

Art. 6º Sobre a indenização prevista no art. 2º, não incidirá imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza.

Art. 7º A indenização por danos morais de que trata a Lei nº 12.190, de 2010, ressalvado o direito de opção, não é acumulável com qualquer outra de mesma natureza concedida por decisão judicial.

§ 1º Caso haja ação judicial cujo objeto seja o recebimento de indenização inacumulável com a prevista neste Decreto, o pagamento ficará condicionado à apresentação do termo de opção e:

I - do pedido de desistência da ação, homologado em juízo; ou

II - da renúncia ao crédito decorrente da ação judicial transitada em julgado, em favor do recebimento da indenização de que trata este Decreto, homologada em juízo.

§ 2º Nos casos do § 1º, eventuais pagamentos realizados em decorrência de decisão judicial, com ou sem trânsito em julgado, serão descontados dos valores a serem pagos, atualizados monetariamente.

§ 3º Deverá constar do termo de opção referido neste Decreto que, na hipótese de recebimento irregular da indenização de que trata a Lei nº 12.190, de 2010, em virtude da acumulação indevida de indenizações, o beneficiário autoriza que haja desconto, de até trinta por cento, do valor de seu benefício mensal concedido nos termos da Lei nº 7.070, de 1982, até a completa quitação do valor pago indevidamente, acrescido da atualização monetária correspondente.

§ 4º Em caso de fundada dúvida sobre o caráter inacumulável das indenizações judiciais, esta será dirimida pelo órgão integrante da estrutura da Advocacia-Geral da União, ou a ela vinculado, responsável pelo acompanhamento da ação judicial que concedeu a indenização.

Art. 8º A pensão especial prevista na Lei nº 7.070, de 1982, cujo direito tenha sido reconhecido judicialmente, poderá ser acumulada com a indenização de que trata este Decreto, observando-se que o pagamento desta somente ocorrerá após o trânsito em julgado da ação judicial que determinou a concessão da pensão.

§ 1º O disposto no caput não se aplica às ações judiciais nas quais se questione somente a quantidade de pontos indicadores da natureza, o grau da dependência resultante da deformidade física ou apenas o valor da pensão especial concedida, hipóteses em que a indenização será paga com base no valor ou número de pontos incontroversos e o restante, se for o caso, após o trânsito em julgado da ação.

§ 2º Para o pagamento da indenização de que trata este Decreto, deverá ser observado o número de pontos indicadores da natureza e do grau da dependência resultante da deformidade física definidos na decisão judicial que determinou a concessão da pensão especial.

§ 3º Na inexistência de informação do número de pontos na decisão judicial referida no § 2º, este será obtido por meio da divisão do valor da renda mensal inicial da pensão especial pelo valor do ponto vigente na data do início do benefício, observado o limite máximo de oito pontos.

Art. 9º O valor da indenização poderá ser recebido por representante legal ou procurador, desde que devidamente cadastrado no INSS.

Art. 10. O valor da indenização de que trata este Decreto está sujeito à atualização com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC, apurado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, com efeitos a partir de 1º de janeiro de 2010, na forma do art. 6º da Lei nº 12.190, de 2010.

Art. 11. Ficam o Ministério da Previdência Social e o INSS autorizados a editar normas complementares que se fizerem necessárias ao cumprimento deste Decreto.

Art. 12. O INSS terá prazo de até cento e vinte dias, a contar da publicação deste Decreto, para iniciar os pagamentos referentes às indenizações previstas na Lei nº 12.190, de 2010, observado o disposto no art. 3º.

Art. 13. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 19 de julho de 2010; 189º da Independência e 122º da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

Guido Mantega

José Gomes Temporão

Paulo Bernardo Silva

Carlos Eduardo Gabas

Paulo de Tarso Vannuchi

Fonte:http://www.saci.org.br/index.php?modulo=akemi¶metro=29479 22/07/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 23/07/2010

Filme "Colegas" busca crianças

Com Lima Duarte no elenco, produção começa a ser rodada em julho.

A produção do filme "Colegas" precisa de crianças com Síndrome de Down com o seguinte perfil:

> Um menino, 10-12 anos (pele branca e cabelo preto);
> Uma menina, 10-12 anos (pele branca e cabelos castanho claro);
> Um bebê com um mês.

Caso possa ajudar, entre em contato com a produtora Michelle através do telefone (19) 8801-5850. Para facilitar o trabalho, pede-se que as crianças sejam de Campinas ou região.

Para mais informações sobre o filme, acesse o site www.colegasofilme.com.br.

Fonte: Rede SACI - Campinas, 22/07/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 23/07/2010

Arquitetura da inclusão

Por Marco Antonio Pellegrini *
A moradia é o primeiro espaço de um indivíduo dentro da sociedade e deve, idealmente, ser um lugar digno no qual a pessoa esteja devidamente incluída e possa exercer todas as suas funcionalidades plenamente. Uma moradia digna contempla as necessidades do ser humano em todas as etapas e circunstâncias da vida.

Para as pessoas com deficiência, a forma mais eficiente de garantir a maior autonomia possível é a adoção do conceito de Desenho Universal na arquitetura e no desenvolvimento de produtos. Sua aplicação na habitação é uma demonstração de respeito aos direitos humanos.

O Desenho Universal é um conceito surgido nos anos 1990 que prevê critérios para que edificações, ambientes internos, urbanos e produtos atendam o maior número de usuários. Baseia-se em 7 pontos: o uso de produtos e espaços deve ser equitativo; flexível; simples e intuitivo; deve conter informação de fácil percepção; deve ter tolerância ao erro; exigir esforço físico mínimo; e ter dimensionamento de espaços para acesso e uso abrangente.

Na área da habitação de interesse social no Estado de São Paulo, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e a Secretaria da Habitação assinaram um Decreto em 2008 garantindo que todos os imóveis construídos pela CDHU adotem o Desenho Universal.

Entre as mudanças implantadas, estão portas e corredores com 90 cm de largura, espaços para manobra de cadeira de rodas, interruptores em altura adequada, pisos antiderrapantes e com diferença de textura.

É importante ressaltar que o Desenho Universal não deve ser aplicado apenas no espaço habitacional, mas também no seu entorno, nas ruas e calçadas e no ambiente de trabalho. É desta forma que se garante que a pessoa com deficiência circule em sua casa, visite seus vizinhos, compartilhe os espaços, trabalhe. A inclusão deve ser pensada de forma ampla. Universal.

* tetraplégico, é secretário-adjunto da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência

Fonte:http://www.inclusive.org.br/?p=16631 22/07/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 23/07/2010

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Projeto dispensa deficientes de novas perícias para obtenção de benefícios

Proposta aguarda votação na Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS)

Ricardo Koiti Koshimizu

Tramita no Senado um projeto de lei que pretende evitar que pessoas com deficiências permanentes tenham de refazer exames médicos-periciais a cada vez que solicitam algum benefício. Esse projeto (PLS 330/08), que foi alterado durante sua tramitação, aguarda votação na Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS).

Quando apresentou a proposta, em 2008, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) defendeu a simplificação dos procedimentos burocráticos exigidos dos deficientes. E como exemplos dos benefícios em questão, ele citou aqueles concedidos pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e o direito ao passe livre em viagens interestaduais (Lei nº 8.899, de 1994).

Além disso, o senador argumentou na época que "parece contrário ao princípio administrativo da economia processual que a mesma causa [a deficiência] exija múltiplas constatações e perícias paralelas, em órgãos burocráticos diferentes, para a identificação e o reconhecimento da deficiência física que motiva, junto a esses órgãos, os pedidos de benefício".


Restrições

Antes de chegar à Comissão de Assuntos Sociais, onde tramita atualmente, o projeto passou por outra comissão do Senado: a de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), onde foi modificado pelo senador Flávio Arns (PSDB-PR). Em uma das alterações mais importantes, ele restringiu as situações que dispensam exames médicos-periciais.

Ao observar que, da forma como estava, o texto original permitia a dispensa de qualquer nova perícia, independentemente da finalidade, Flávio Arns argumentou que "a dispensa irrestrita causaria sérios transtornos nos âmbitos previdenciário e social", pois, nesses casos, a concessão de benefícios (como a aposentadoria e a pensão por invalidez, o auxílio-doença e o benefício de prestação continuada, entre outros) "não pode prescindir de uma avaliação médico-pericial".

Segundo Flávio Arns, é necessário evitar que determinadas pessoas, "aptas para o trabalho, valham-se da condição de pessoas com deficiência permanente, porém não incapacitante, para se eximirem da perícia para a concessão desses benefícios".

O texto original também determinava que, para a dispensa de novos exames, bastaria que a deficiência estivesse indicada no respectivo Registro Geral. Mas, alegando que tal procedimento traria problemas constitucionais, pois poderia levar à discriminação, Flávio Arns retirou esse trecho. Segundo ele, seria mais adequada a emissão de um cartão ou de um atestado por parte do INSS ou do "serviço de saúde competente".

Além disso, o texto original não deixava claro se os beneficiados seriam apenas os deficientes visuais e os cegos funcionais (que eram citados no artigo 1º do projeto) ou todas as pessoas com deficiências físicas e intelectuais (conforme previa a ementa inicial). Flávio Arns modificou a proposta de forma a beneficiar todas as pessoas com deficiências permanentes.

Essas modificações fazem com que o projeto altere a Lei nº 8.742/93 e a Lei nº 8.213/91. Relator na CAS, o senador Mão Santa (PSC-PI) concorda com as modificações propostas por Flávio Arns. Se a Comissão de Assuntos Sociais aprovar o texto, o projeto será enviado diretamente à Câmara dos Deputados.

Fonte:http://www.saci.org.br/index.php?modulo=akemi¶metro=29472
Agência Senado - Brasília, 21/07/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 22/07/2010

Em um ano, SP quintuplica capacitação de pessoas com deficiência

Número de pessoas com deficiência capacitadas pelo programa saltou de 222 em 2008 para 1.272 no ano passado.
Da Redação
Levantamento realizado pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência revelou que, apenas um ano após o lançamento do PEQ (Programa Estadual de Qualificação), o número de pessoas com deficiência capacitadas pelo programa saltou de 222 em 2008, ano de lançamento do PEQ pela Secretaria de Estado do Emprego e Relações do Trabalho, para 1.272 no ano passado.

As áreas de cursos que as pessoas com deficiência mais participam pelo PEQ são: auxiliar de escritório (334), assistente administrativo (137), porteiro (103), recepcionista (101) e atendente de lanchonete (88).

A Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Dra. Linamara Rizzo Battistella, diz que, “ao colocar uma pessoa com deficiência dentro do mercado de trabalho, transformamos a questão da sustentabilidade do mercado e do emprego numa questão real. Quando se insere as pessoas no mercado de trabalho, também se alivia o sistema previdenciário e existe a inclusão efetiva dessa pessoa na sociedade, fazendo-a contribuir com a produção de riquezas no país”.

Lançado em junho de 2008 pela Secretaria de Estado do Emprego e Relações do Trabalho, o Programa Estadual de Qualificação (PEQ) oferece cursos de capacitação em diversas áreas de trabalho, com o objetivo de aumentar suas chances de inserção no mercado de trabalho. É voltado, prioritariamente, para quem está desempregado, tem entre 30 e 59 anos e não concluiu o ensino fundamental. Essa é a faixa populacional que tem mais dificuldade em encontrar emprego.

No ano de seu lançamento, o Programa beneficiou 26 mil pessoas e em 2009, 43 mil. A previsão é que em 2010 sejam oferecidas mais de 60 mil vagas em 154 cursos gratuitos em áreas como comércio, indústria, construção civil, turismo, administração, atendimento, informática e telemarketing.

Fonte:http://www.saci.org.br/index.php?modulo=akemi¶metro=29471
Jornal A Hora Online - São Paulo, 21/07/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 22/07/2010

Capital sediará palestra sobre acessibilidade nos estádios

Encontro vai subsidiar estudos para elaboração da norma de acessibilidade nos estádios para Copa de 2014.

A Fundação Prefeito Faria Lima (Cepam), com o apoio da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e do Comitê Executivo de São Paulo (Coesp) para a Copa de 2014, promoverá nesta sexta-feira, 23, a palestra Acessibilidade em Estádios de Arenas Verdes.

O palestrante convidado é o arquiteto especialista na área esportiva, Eduardo de Castro Mello. Graduado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), Mello é sócio da Castro Mello Arquitetura Esportiva e membro da Diretoria da IAKS-LAC, Grupo Internacional de Trabalho para Instalações Desportivas e Recreativas, Departamento da América Latina e Caribe, com sede na Alemanha.

O Cepam coordena, desde 1991, os trabalhos da Comissão Brasileira de Acessibilidade a Edificações e Meio, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que é responsável pela elaboração da norma de acessibilidade em estádios de arenas verdes para a Copa do Mundo de Futebol de 2014, da qual o Brasil será o país-sede. "A norma será aplicada no País todo, pois é extensão de uma lei, o Decreto 5.296/2004, que estabelece a condição da acessibilidade ser atendida em todas as cidades", esclarece a arquiteta, técnica do Cepam e coordenadora da comissão, Adriana Almeida Prado.

O objetivo do encontro é auxiliar nos estudos para elaboração da norma. "O debate é aberto e voltado às pessoas que entendam de acessibilidade, estádios e também para pessoas com deficiência", explica Adriana.

As inscrições (vagas limitadas) são gratuitas e podem ser feitas no endereço eletrônico eventos.cepam.sp.gov.br/SEventos. A palestra acontecerá no auditório do Cepam, na Avenida Professor Lineu Prestes, 913, Cidade Universitária, São Paulo (SP).


O Cepam

O Centro de Estudos e Pesquisas de Administração Municipal (Cepam) é uma fundação ligada à Secretaria de Economia e Planejamento do Estado que há 42 anos apoia os municípios em projetos para a gestão e a construção de políticas públicas.

Fonte: http://www.saci.org.br/index.php?modulo=akemi¶metro=29470
Portal do Governo do Estado de São Paulo - São Paulo, 21/07/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 22/07/2010

Deficiente visual impedido de trabalhar por laudo médico

Texto de Aldrin Modrow Costa, que é professor, mas está impedido de exercer sua função porque um médico o considerou inapto.

Aldrin Modrow Costa

Meu nome é Aldrin Modrow Costa, moro na cidade de Canoas e atuava até o momento como professor de História, Filosofia e Sociologia na cidade de Mostardas.

Não posso deixar de relatar o preconceito que venho sofrendo devido minha deficiência visual. Em setembro de 2009 preenchi uma proposta de contrato temporário para a cidade de Mostardas (como tantas outras), no dia 11/05/2010 saiu minha contratação no Diário Oficial do RS, comecei a trabalhar em 14/05 e em 19/06 realizei a Biometria, o médico neste dia informou que via habilidades e capacidade de lecionar mas, solicitou uma avaliação de um oftalmo. No dia 22/06 realizei o tal exame e para a minha surpresa o médico considerou-me inapto. No mesmo dia 22 solicitei uma reconsideração de laudo que até o momento não foi atendida. Lembro que já me encontrava em sala de aula e os alunos não tinham História desde o início do ano letivo e, devido este resultado hoje, ou melhor desde o dia 08/07, estou impedido de entrar em sala. Nunca neguei minha deficiência, no entanto, só não posso dirigir veículos, trabalhar na área de segurança ou executar funções em máquinas de alta precisão.

Aos meus 40 anos de idade possuo dois certificados de Ensino Médio um como Técnico em Administração e outro como Técnico em Transações Imobiliárias. Trabalho com carteira assinada desde 1990 e já realizei as seguintes funções: auxiliar de produção em empresa de alimentos; estagiei por dois anos (tempo máximo de estagio, de 1990 a 1992) no CESEC Banco do Brasil; exerci atividades em arquivo de RH nas empresas Springer Carrier e Linck Máquinas Agrícolas; cheguei a ter escritório de vendas de imóveis na cidade de Canoas e trabalhei por 5 anos na companhia Zaffari de onde sai para assumir uma função como servidor municipal na cidade de Esteio. Fui monitor na universidade e nos cursos preparatórios do ENEM. Em maio deste ano solicitei saída da Prefeitura na qual trabalhava como concursado para assumir a vaga de professor contratado para cidade de Mostardas.

Hoje devido a preconceitos, falta de informações por parte médica, arrogância e entre outros motivos sou impedido a executar atividades nas quais sou formado. Atualmente faço Pós-graduação na UFRGS em Cultura Afro.

Pergunto: quais os critérios que levaram o Examinador Perito a considerar-me inapto?

Num Brasil do século XXI que fala em inclusão de alunos deficientes em sala de aula nas escolas públicas sem ao menos possuir o mínimo de acessibilidade, como o Estado pode excluir um professor que possui como ferramenta para o seu trabalho somente um óculos?

Sou e não nego tenho sim uma deficiência visual mas esta nunca foi obstáculo para o meu desenvolvimento e mais, nunca impediu-me de trabalhar.

Estou tentando ainda resolver tudo por meios administrativos mas não estou vendo possibilidades desta situação vir a ser resolvida facilmente.

Fonte:http://www.saci.org.br/index.php?modulo=akemi¶metro=29455 21/07/2010.

Matéria postada no blog da APNEN: 22/07/2010

Trecho das calçadas da rua Treze de Maio passam por revitalização

Reforma traz acessibilidade e beleza ao passeio de uma das ruas mais movimentadas da Bela Vista, em São Paulo.



Conhecida por fazer parte dos roteiros gastronômicos e culturais por suas cantinas, teatros e festas populares, a Bela Vista, em São Paulo, ganha mais um cuidado especial: um trecho das calçadas da rua Treze de Maio está passando por reforma que vai deixar a via mais acessível e confortável para o pedestre.

O projeto da Subprefeitura Sé visa trocar todo o piso, entre a rua Manoel Dutra e praça Dom Orione, que ganhará o padrão de concreto moldado com faixas transversais de ladrilho hidráulico na cor chocolate. Também serão instaladas rampas de acessibilidade em todas as esquinas, além do piso podotátil. Ao todo, serão feitos cerca de 4.693 m² de calçadas.

"A região das cantinas tradicionais e históricas da Cidade, que tem vocação turística, vai ganhar cara nova, segurança para os pedrestre, além de oferecer acessibilidade aos cidadãos", explica o subprefeito da Sé, Nevoral Bucheroni.

A obra, que já está em andamento na área próxima à rua Conselheiro Carrão, deve ser concluída em três meses e tem o custo de R$ 550 mil. Durante a 84ª Festa de Nossa Senhora da Achiropita, que acontece na região de 31 de julho a 29 de agosto, os trabalhos serão interrompidos da rua Conselheiro Carrão até a rua Manoel Dutra.

Outras calçadas acessíveis

Além da Treze de Maio, a Subprefeitura Sé começou neste mês a reforma da Avenida Liberdade, que até o final do ano também vai ganhar novo piso. Vias importantes como a Avenida Paulista e Doutor Arnaldo, já tornaram-se seguras para a circulação de pedestres. A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras ainda está com outros novos projetos de calçadas: no bairro do Limão (subprefeitura Casa Verde, zona Norte) terá 20 km de "calçadas verdes", ou seja, com introdução de faixas de grama de 60 cm, facilitando, assim, o escoamento das águas de chuva; em Santana outros 24 mil metros de calçadas verdes serão construídas; e ao redor do Memorial da América Latina, todo o piso do passeio da avenida Auro Soares de Moura Andrade será trocado com projeto do "Passeio Livre".

Fonte: http://www.vidamaislivre.com.br/noticias/noticia.php?id=1526&/trecho_das_calcadas_da_rua_treze_de_maio_passam_por_revitalizacao
21/07/2010
Matéria postada no blog da APNEN:22/07/2010

Padarias de SP são multadas por falta de acessibilidade

Três estabelecimentos da Zona Norte não implementaram mudanças. Adaptações incluem barras laterais nos banheiros e rampas.

Três padarias da Zona Norte de São Paulo serão multadas mensalmente em R$ 3.800 pela não regularização de suas dependências às normas de acessibilidade para pessoas com dificuldade de locomação. Esses e outros 26 estabelecimentos da região foram inspecionados em maio deste ano em ação conjunta da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida com a Subprefeitura de Santana. Eles tiveram 30 dias para se regularizar, mas não cumpriram todas as determinações.

As multas serão cobradas até que os projetos regularizadores sejam apresentados na subprefeitura. Para isso, os estabelecimentos precisam solucionar problemas como banheiros sem barras de apoio, falta de acesso a pavimentos superiores, portas estreitas, presença de degraus em todas as entradas e falta de demarcação de vagas.

Carlos Martins, proprietário de uma das padarias multadas, a Paris Confeitaria, disse ter verificado a exigência das fiscalizações. "Eu pensei até então que estava tudo feito, tudo certinho, mas o porta-papel do banheiro ficou com uma diferença de 10 cm."

Outras três panificadoras já foram notificadas das irregularidades e também tem o prazo de 30 dias para se adaptarem às normas. A Subprefeitura de Santana deve visitar os estabelecimentos restantes nas próximas semanas.

Zona Leste

A Subprefeitura da Mooca, na Zona Leste de São Paulo, também realizou operações semelhantes em 25 estabelecimentos da região e constatou que em nove deles é necessária a realização de adequações.

De acordo com a secretaria, o objetivo não é multar, mas conscientizar os empresários do setor da importância de se cumprir as normas sobre acessibilidade.

Fonte: http://g1.globo.com/

Matéria postada no blog da APNEN: 22/07/2010

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Mais de 6 mil multas por estacionar em vagas especiais

6.334 motoristas foram multados em Curitiba desde março por estacionarem irregularmente em vagas destinadas a idosos e PcD.

Mara Andrich



Desde março deste ano, pelo menos 6.334 motoristas já foram multados em Curitiba por estacionarem nas vagas especiais para idosos ou para portadores de deficiência. Duas leis federais garantem 5% das vagas de locais públicos para idosos, e 3%, para deficientes. As duas leis foram regulamentadas por resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) em 2008. Desde então, as administrações municipais começaram a fiscalizar a instalação das vagas por parte dos estabelecimentos privados.

Em Curitiba, a maior parte dos estabelecimentos já providenciou as vagas especiais, como informa o gestor de Fiscalização de Trânsito da Diretoria de Trânsito (Diretran), Adão José Lara Vieira. As resoluções, assim como as leis, trouxeram o modelo de sinalização e o prazo para os estabelecimentos. Em Curitiba, idosos e portadores de deficiência devem fazer uma credencial para utilizar as vagas. Até agora, 30 mil idosos já se cadastraram (mas a cidade conta com 60 mil idosos habilitados). Entre os deficientes, a Diretran já cadastrou 1.450 deles, e não tem um levantamento de quantos são no total.

O motorista que é pego usando uma vaga especial recebe multa de R$ 53,20, mais três pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). E, ainda, o veículo é guinchado. A maior parte das multas já expedidas ocorreram nas vias públicas, segundo Vieira, onde há 487 vagas especiais (288 para idosos e 199, para portadores de deficiência). Outras cerca de 170 devem ser sinalizadas em breve. A credencial pode ser solicitada pela internet (www.urbs.curitiba.pr.gov.br).

Fonte: Paraná Online - Curitiba, 20/07/2010
Matéria postada no blog da APNEN:21/07/2010

Bazar Laramara

Ajude a transformar vidas!
Da Assessoria

Ampliando nossos trabalhos em benefício da educação das crianças com deficiência visual, contamos com a colaboração da comunidade.

Em agosto de 2009, criamos o Bazar Laramara que funciona permanentemente e sua renda será revertida totalmente para a fabricação de cadeiras de banho para crianças com múltipla deficiência.

Socilitamos aos amigos e parceiros, doações de roupas e objetos. Contamos com sua boa vontade para mais esse projeto de Laramara.

Para doar ligue:
(11) 3660-6400
(11) 3660-6412
eventos@laramara.org.br

Fonte: Laramara - São Paulo, 20/07/2010

Matéria postada no blog da APNEN:21/07/2010

A criação das pernas biônicas

Empresa lança equipamento que permite a paraplégicos ficar em pé e subir escadas.
Mônica Tarantino
O aparelho é comandado por um joystick.

Depois de sete anos de pesquisas, cientistas de uma empresa sediada na Nova Zelândia apresentaram, na semana passada, o primeiro par de pernas biônicas que pode ser usado por cadeirantes. O dispositivo é um exoesqueleto que permite ao usuário ficar em pé, andar e até mesmo subir degraus.

O artefato pesa 38 quilos, é composto de cerca de 4,7 mil peças e é feito sob medida. Comandado por um joystick, é indicado para aqueles que têm capacidade de operar controles de mão e conseguem se transferir sozinhos da cadeira de rodas para outro assento.

A previsão é de que o produto seja mundialmente comercializado no próximo ano por um preço estimado de US$ 150 mil. Na Nova Zelândia, deve estar disponível até o final do ano. Antes da compra, o interessado passará por avaliações para que fique esclarecido, por exemplo, se há risco de surgimento de lesões pelo fato de ele ficar em pé ou andar com a ajuda do equipamento.

O primeiro usuário a testar o artefato foi o neozelandês Allen Hayden. Há cinco anos, ele ficou paralisado da cintura para baixo após um acidente de moto que ocasionou uma lesão espinhal. “Nunca esquecerei a sensação de ver meus pés andando com a Rex. Não conseguia parar de olhar os meus pés se movendo”, disse o emocionado Hayden, que atualmente usa as suas pernas biônicas em tempo integral.

Os criadores da Rex Robotic Exoskeleton, que já é chamada de Rex, são os engenheiros Richard Little e Robert Irving. Eles estudaram juntos e se mudaram para a Nova Zelândia em 1990, quando fundaram sua empresa, a Rex Bionics. Além da paixão pela engenharia, têm em comum o conhecimento dos obstáculos e problemas de acesso vivenciados por pessoas com problemas de locomoção: as mães de ambos são cadeirantes. A pesquisa nesse campo tornou-se ainda mais prioritária quando Irving recebeu diagnóstico de esclerose múltipla, há sete anos. No site da sua empresa, ele diz que nesse momento compreendeu que também poderá precisar, um dia, usar uma de suas invenções.

Para o neurologista Richard Roxburgh, assessor da Associação de Distrofia Muscular da Nova Zelândia, as vantagens do uso do novo artefato vão além da melhora em termos de mobilidade e autoimagem. “Isso reduz as possíveis complicações de estar em uma cadeira de rodas o tempo todo”, diz o médico.

Fonte: Isto É - 20/07/2010
http://www.saci.org.br/index.php?modulo=akemi¶metro=29447

Matéria postada no blog da APNEN: 21/07/2010

Educação Inclusiva é referência em Taboão da Serra

Além das “salas multifuncionais”, previstas pela lei, a cidade também investe na formação adequada dos professores.
Da Redação

A cidade de Taboão da Serra tem se tornado modelo para realizar com eficiência a inclusão de alunos com deficiência na rede de ensino, prevista no Decreto nº 6.571/2008.

O decreto prevê a implantação das “salas multifuncionais”, ambientes dotados de equipamentos, mobiliários e materiais didáticos e pedagógicos para a oferta do Atendimento Educacional Especializado (AEE). Porém, a Prefeitura de Taboão da Serra entende que somente o preparo adequado dos profissionais de ensino vão garantir a melhora da qualidade do atendimento educacional especializado para esses alunos.

“As nossas ações em Educação precisam ser reais, precisam transformar a realidade, por isso, essa é a nossa prioridade em Taboão da Serra”, afirma o prefeito Dr. Evilásio Farias.

No dia 30 de junho, os professores e auxiliares de desenvolvimento infantil (ADIs) das salas multifuncionais, professores das classes especiais e profissionais do Centro de Integração e Apoio ao Deficiente Visual e Auditivo – Ciadeva e do Centro Municipal de Habilitação e Reabilitação Amor Perfeito participaram de um encontro para aprofundar a discussão entre teoria e prática na educação inclusiva e no AEE.

A Prefeitura de Taboão da Serra mantém salas multifuncionais em 19 Emefs e 2 Emis, equipadas com microcomputadores, conjunto de jogos pedagógicos adaptados, aparelhos de DVD, brinquedos e diversos materiais didáticos, próprios para o atendimento educacional especializado.

O município atende cerca de 600 alunos com alguma deficiência nas salas convencionais da própria rede e também nas salas multifuncionais. O trabalho é coordenado por profissionais especializados. Os professores das classes especiais, além de terem uma formação específica, através de cursos e orientações da Secretaria da Educação, Ciência e Tecnologia, que possui um núcleo para auxiliar os educadores em suas necessidades.

Esse núcleo de trabalho é formado por uma supervisora, uma professora especialista e uma psicóloga. Nas avaliações, há uma pedagoga especializada e um médico pediatra. “A secretaria quer dar todo o respaldo aos profissionais envolvidos no ensino. Temos que valorizar o professor, só assim a inclusão vai acontecer com naturalidade, com pessoas servindo pessoas”, afirma o secretário da Educação, Ciência e Tecnologia, José Marcos dos Santos.

O Ministério da Educação fornece todo o apoio, através de encontros e a interação com especialistas em educação especial e psicopedagogos.

Nenhuma criança com deficiência hoje em Taboão da Serra, que procure a rede municipal fica sem assistência. Cada aluno é acompanhado desde o Ensino Fundamental até completar 18 anos, por exemplo, no CMHR Amor Perfeito, quando o jovem completa 18 anos ou mais são assistidos pelas entidades parceiras da prefeitura, como a Associação de Deficientes de Taboão da Serra – ADT e o próprio Centro de Reabilitação Social –CRS- Jd . Vitória.

Fonte: O Taboense - Taboão da Serra, 20/07/2010

Comentário APNEN: Está ai,um exemplo a ser seguido, parabéns!

Matéria postada no blog da APNEN: 21/07/2010

Aprovada prioridade para pessoas com deficiência na Justiça

Projeto de lei quer agilizar a tramitação de processos judiciais para pessoas com deficiência, assegurando-lhes prioridade na resolução das demandas.
Uma decisão tomada na quarta-feira (14) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado pode facilitar a vida de milhões de brasileiros na Justiça. Trata-se do projeto de lei que, em suma, agiliza a tramitação de processos judiciais para pessoas com deficiência (física e mental), assegurando-lhes prioridade na resolução das demandas. Aprovada em caráter terminativo (sem precisar ser votada em plenário), a matéria segue para a apreciação da Câmara.

A matéria estava em tramitação na Casa desde 2005, quando foi protocolada na Secretaria Geral da Mesa em 8 de março. “Deve-se conceder à parte ou ao interveniente, cuja deficiência física decorrer de culpabilidade de terceiro, absoluta prioridade processual, para que não pereça o direito na vazão do tempo, em agravamento da lesão pela demora na reparação. Impende, pois, ser alterada a lei processual, para que a deficiência, conexa com a causa, resulte em prioridade processual para o interessado e encontre seu deslinde em prazo razoável”, diz trecho da justificativa do projeto de lei.

Para ter prioridade em questões judiciais, o deficiente físico ou mental (nesse caso, por meio de representante legal) deve comprovar sua condição como elemento que demonstre a necessidade de atendimento especial na Justiça. A matéria, de autoria do senador Augusto Botelho (PT-RR), ajusta dispositivos do Código de Processo Civil de maneira a adequá-lo ao Estatuto do Idoso, que define a preferência em processos judiciais para pessoas com mais de 60 anos.

A exigência de demonstração de deficiência, bem como os critérios para a concessão do benefício, foi posta no projeto original por meio de substitutivo do relator na CCJ, senador Neuto de Conto (PMDB-SC). Além disso, fica garantida ao cônjuge ou companheiro do deficiente a extensão da prioridade em demandas judiciais, inclusive em caso de morte. A idade para obtenção do benefício, nesse caso, é a mesma.

Fonte: http://www.diariodopara.com.br/N-99847-APROVADA+PRIORIDADE+PARA+DEFICIENTES+NA+JUSTICA.html Matéria do dia: 14/07/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 21/07/2010

USP desenvolve peças para baratear cadeira de rodas motorizadas

O módulo que os pesquisadores estão desenvolvendo custará cerca de R$ 300,00 e deverá ter as mesmas funções que os mais caros do exterior, vendidos a US$ 5 mil.
Engenheiros do Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI) da Escola Politécnica (Poli) da USP estão desenvolvendo módulos de controle (placas eletrônicas) e instrumentos para cadeiras de rodas motorizadas com tecnologia nacional e custos de produção dez vezes menor em relação aos importados.

As fábricas brasileiras produzem cadeiras de rodas simples e importam as placas eletrônicas que as controlam. Para dirigir as cadeiras, produzem joysticks — adequados apenas a pessoas com pelo menos uma mão livre. Por isso, quem perde o movimento das mãos precisa importar instrumentos para dirigir as cadeiras por intermédio de sopros ou usando os dedos, queixo ou punho. O preço do controle de sopro chega aos 1.400,00 euros, segundo os orçamentos encontrados pelo LSI. O objetivo é concluir os produtos em dezembro e disponibilizar para empresas nacionais a receita de como fabricá-los e os softwares para programá-los.

Cadeiras mais avançadas chegam a custar US$ 15 mil, mais taxas para importar dos Estados Unidos e Europa. Elas são capazes de controlar computadores e aparelhos de controle remoto, erguer a pessoa verticalmente e descer rampas com conforto. Os módulos de controle são responsáveis por boa parte do preço, chegando a custar US$ 5 mil.

O módulo que os pesquisadores do LSI estão desenvolvendo deverá ter as mesmas funções que os mais caros do exterior. Porém, o custo de produção deverá ser cerca de R$ 300,00 e as configurações serão mais fáceis de entender. Os engenheiros também estão desenvolvendo controles de sopro, (custo esperado de fabricação: R$ 220,00), botões para apertar com os dedos (R$ 20,00) e punhos (R$ 75,00) e touchpad (R$ 65,00 ).

O LSI já produziu e está aperfeiçoando o módulo, touchpad e botões para os punhos e dedos. Falta tornar o módulo capaz de interagir com aparelhos eletrônicos e fazer ajustes de segurança. Também é preciso terminar o desenvolvimento do software que controla a cadeira e do que a configura.

A maior dificuldade do desenvolvimento tem sido escolher componentes baratos e fáceis de encontrar em lojas no País, explica Marcelo Archanjo, líder da equipe que trabalha no projeto. Para atender essas exigências, o módulo de controle deverá ser um pouco maior do que seria se fosse produzido com os chips vendidos no exterior. Mas deverá ter a mesma qualidade.

Convênio
A pesquisa é fruto de um convênio do LSI, com a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD). O investimento da secretaria foi de R$ 700 mil.

“A Secretaria está investindo no desenvolvimento de um conjunto de produtos, abrindo caminho para que a indústria invista somente nas etapas de produção” diz Archanjo.

“O ganho não é simplesmente menor custo”, diz Marco Pelegrini, Secretário Adjunto da SEDPcD. “O fato de ter um módulo nacional vai facilitar a adaptar a cadeira a cada paciente”.

Normalmente, precisam de cadeiras de rodas motorizadas pessoas com distrofia muscular, tetraplegia, paraplegia, síndromes degenerativas dos músculos, paralisia cerebral e amputações.

Fonte: Agência USP
http://www.vidamaislivre.com.br/noticias/noticia.php?id=1511&/usp_desenvolve_pecas_para_baratear_cadeira_de_rodas_eletrica - 20/07/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 21/07/2010

terça-feira, 20 de julho de 2010

Aulas de Tênis Adaptado para Cadeirantes

As aulas de Tênis Adaptado para Cadeirantes, estão indo muito bem!!

Carlos Alberto Raugust.


A Parceria entre a Coordenadoria de Esportes e Lazer de Nova Odessa, com a ARB Academia Raquetes Brasil, e com a participação da APNEN, (Associação dos Portadores de Necessidades Especiais de Nova Odessa), as aulas de “Tênis Adaptado para Cadeirantes”, teve seu início no mês de Junho, e já conta com três alunos cadeirantes, Renato, Sidney, e Alan esperamos mais alunos nos próximos meses.

No Tênis adaptado, (um ótimo exercício físico), as regras são iguais ao Tênis normal a única diferença, e que a bolinha pode pingar duas vezes na quadra.

A participação no momento destes três alunos usuários de Cadeiras de Rodas neste projeto, vem mostrar que as pessoas com deficiência são capazes, e devem sim praticar esportes, além de muitas outras coisas mais, e só darmos oportunidade e condições a suas limitações, para mim, estar presente, ajudando e participando no andamento do projeto, torna-se muito gratificante, e poder ver, que os alunos estão muito empolgados em participar das aulas, o Prof. Rogério Kawakami é um profissional muito dedicado no que faz, sempre muito atencioso nas suas instruções, comentou Carlos Raugust, vice-presidente da APNEN, e pai de um dos alunos, posso dizer, que o meu filho está muito feliz, em participar deste projeto ele é um apaixonado por Tênis, assiste a todos os jogos transmitidos pela TV, e escreve uma coluna no “Jornal do Tênis”: http://www.jornaldotenis.com.br/chegou-a-grama-e-que-saudades-do-saque-e-voleio

Um dos objetivos neste projeto, e trazer os Cadeirantes, para o convívio com a comunidade, mostrar que eles são capazes sim, estamos pensando em participar de competições, onde estes, e os novos alunos que irão chegar, irão representar Nova Odessa, em varias competições, e com certeza, trazer medalhas para a nossa Cidade.
Buscamos patrocínio para dar uma melhor qualidade nos treinos, (que além de ser um esporte muito bonito de se praticar, ainda é uma excelente atividade física. Para praticar este esporte, deve ser usada uma Cadeira de Rodas Especial, própria para á pratica do Tênis, que tem um custo aproximado de R$2.000,00 reais, as raquetes e bolinhas, o Prof. Rogério conseguiu algumas usadas, mais em ótimo estado de conservação.

Maiores informações entrem em contato com a APNEN, pelo fone: 3466-3321, ou pelo endereço eletrônico apnen.novaodessa@gmail.com, com a Coordenadoria de Esportes e Lazer, fone: 3498-1561, ou na Academia Raquetes Brasil, Prof. Rogério Massao Kawakami fone:3406-2387, e-mail diretor@raquetesbrasil.com.br



Matéria postada no blog da APNEN: 20/07/2010

Denúncia de uma deficiente visual

Tereza Cristina Rodrigues Villela conta uma situação constrangedora pela qual passou na quarta-feira, dia 14 de Julho.

Tereza Cristina Rodrigues Villela

Saí de Ibitinga às dezesseis horas com destino a São Carlos, ambas no interior de SP num ônibus da Empresa Cruz, e ao chegar, expliquei ao motorista o ponto em que ia descer: um dos pontos de ônibus em que normalmente os motoristas param. Expliquei dando referências claras; o ponto fica depois de uma conhecida churrascaria da cidade, próximo a um prédio, com cor bem contrastante, aliás.

Ao passarmos pelo ponto, indiquei, "aqui", mas o motorista continuou e foi dizendo que não era ali, porque não havia ponto de ônibus no local, mas apenas antes e depois... Insisti, mas não houve acordo; ele insistia que eu estava errada, mas que me deixaria na volta no ponto correto e insistiu que já me havia deixado muitas vezes naquele ponto, porque eu viajava havia anos com eles... De fato, um motorista, provavelmente o mesmo, já me havia deixado uma vez naquele ponto e na ocasião eu disse que não era ali, expliquei onde era o ponto, mas desci, pois era dia e apesar dos obstáculos daquela calçada, não havia problemas maiores.

Eu sempre explico e todos os motoristas entendem bem, menos este.

Na volta ele me deixou no ponto errado ainda insistindo comigo que era o ponto correto. Por sorte eu sabia onde estava e consegui chegar em casa.

Apesar de o local em que o motorista me deixou ser apenas um quarteirão antes do ponto em que geralmente fico, na situação há dois problemas: um é o de que eu, descendo no ponto em que esse motorista insiste em me deixar caminho por uma calçada muito acidentada e em que não é bom transitar à noite e o pior: na discussão que se travou o motorista mentiu ao afirmar que eu sempre descia naquele local e que viajava com eles há anos (só viajo há um ano e só uma vez havia sido deixada naquele ponto), o que pode ter passado aos passageiros a idéia de que eu não sabia onde estava indo, e, repito, sei tão bem que tomo ônibus circular diariamente no local em que pedi para descer, assim como muitas pessoas e desembarco do ônibus rodoviário lá semanalmente.

Procurei a empresa através do atendimento ao usuário (Fale Conosco) do site dela ontem relatando o fato por escrito, já que não consegui falar no telefone 0800 555 – 234. solicitei que eles me peçam desculpas em nota pública, afinal fui submetida a constrangimento em público.

Recebi a seguinte resposta:

----- Original Message -----
From: Empresa Cruz - Treinamento (Leandro F. Junior)
To: terezavillela@yahoo.com.br
Sent: Friday, July 16, 2010 5:10 PM
Subject: Resposta Empresa Cruz

Prezada Sra. Tereza

Em resposta ao vosso e-mail, afirmamos que estaremos apurando o fato, e tão logo tenhamos concluído, lhe daremos um retorno

Atenciosamente

Leandro Franceschini Júnior
Atendimento ao Cliente

Como ao enviar a mensagem à empresa não recebi nenhuma comprovação de que enviei a mensagem com aquele teor e o Sr Leandro não respondeu colando meu e-mail abaixo, respondi afirmando que os aguardo e solicitando uma cópia da minha mensagem a eles.

Seria muito bom se vocês puderem postar algo sobre isso nas denúncias da Rede SACI, porque situações assim podem ocorrer com mais pessoas e são inadmissíveis.

Desde já, agradeço.

Atenciosamente

Tereza Cristina Rodrigues Villela

Fonte: Rede SACI - São Carlos, 19/07/2010
http://www.saci.org.br/index.php?modulo=akemi¶metro=29442

Matéria postada no blog da APNEN: 20/07/2010

Programa Mais Você, da Rede Globo, acompanha o dia de um deficiente visual

André Luis de Assis é técnico de informatica e criou um blog com dicas e histórias engraçadas.

Assista a matéria na íntegra com a história do deficiente visual André Luis de Assis, exibida nesta segunda feira, 19, no programa Mais Você, da Rede Globo de televisão.

video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM1302863-7822-CONHECA+A+HISTORIA+DO+CARIOCA+ANDRE+LUIS+DE+ASSIS,00.html

Fonte: Globo.com - São Paulo, 19/07/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 20/07/2010

Ausência de lei municipal mantém deficientes sem direito ao acesso

Falta de transporte público adequado é o principal problema.

Da Redação



A Administração Municipal, que tem a função de fiscalizar, não cumpre o decreto nº 5.296/2004 que estabelece normas para a acessibilidade de portadores de deficiência e mantém prédios e serviços públicos funcionando sem respeitar a lei.

O artigo determina que serão aplicadas sanções administrativas, cíveis e penais cabíveis, quando não forem observadas as normas, porém ainda não existe uma lei municipal para viabilizar a ação.

A Secretaria da Saúde, por exemplo, possui uma vaga reservada a deficientes, porém não oferece rampa de acesso ao interior do prédio como prevê a lei. Além disso, é fácil constatar a falta de rampa de acesso em várias esquinas no centro da cidade.

Segundo a coordenadora da comissão de acessibilidade da Secretaria de Planejamento, a arquiteta Valéria Viana, a fiscalização acontece apenas para regularizar novas construções.

“Quando o comerciante vai renovar sua licença de funcionamento ou quando vai modificar sua razão social também exigimos”, esclarece. De acordo com ela uma lei está sendo elaborada para que haja sanções específicas para o descumprimento dessas normas.

Mary Profeta, presidente do Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas com deficiência, diz que os problemas de acessibilidade para os deficientes são inúmeros, mas a falta do transporte público adequado está entre as principais. “Eles são transportados de qualquer forma, sem equipamentos de segurança, é um verdadeiro caos”, ressalta.


Deficientes enfrentam desrespeito da população.

Marisa Penitente Martins, 57, mãe de Thiago Penitente Martins, 24, que nasceu com mielomeningocele, uma malformação congênita da coluna vertebral e faz uso de cadeira de rodas, acha praticamente impossível o seu filho sair de casa sozinho, principalmente pelo estado das calçadas da cidade.

“O calçamento em toda cidade está horrível. Ele não tem como se locomover com tantos obstáculos”, ressalta. Ela relata ainda as dificuldades que enfrenta diariamente com Thiago.

“São prédios públicos sem rampa, transporte insuficiente, lojas que não têm acesso para entrar, prédios sem elevador, entre muitos outros problemas”, enfatiza.

O pior para a família é que além da falta de estrutura física da cidade, os espaços destinados para quem enfrenta essas dificuldades não são respeitados pela população e nem fiscalizados.

“Estamos cansados de ir a shoppings, supermercados, igrejas e nos deparamos com um carro sem autorização ocupando a vaga que tanto necessitamos”, conclui.

Cometário APNEN: Infelizmente, estes fatos acontecem em todas os Municípios, esta na hora das autoridades responsáveis, tomar providencias, as Leis existem, o que falta e se fazer cumprir estas Leis.

Fonte: Diário de Marília
Marília, 19/07/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 20/07/2010

Panambi já aplica o Teste da Orelhinha em bebês de toda a região

O teste realizado em recém-nascidos pode indicar possível deficiência na capacidade auditiva do bebê.

Da Assessoria

O SUS – Sistema Único de Saúde de Panambi, que já é referencia regional em Mamografias, acaba de ser credenciado também para prestar serviços públicos gratuitos aos bebês dos municípios da região com o Teste da Orelhinha.

O teste que é aplicado pelas fonoaudiólogas contratadas pela Administração de Resultados de Panambi, tem condições de detectar, nos primeiros dias de vida, alguma deficiência eventualmente existente na capacidade auditiva da criança.

Isso faz com que se possa propor o tratamento numa idade em que ainda é possível evitar que estas pessoas fiquem surdas quando adultas.

A surdez não traz apenas dificuldades de compreensão para as pessoas, mas dificultam o aprendizado da fala, e a maioria das pessoas se não a totalidade acabam ficando mudas, por falta da audição. Por isso é muito importante que as mães, logo após deixarem as clínicas ou hospitais onde as crianças nascem, se dirijam ao Centro Público de Diagnóstico da Prefeitura de Panambi (também conhecido como Centro de Especialidades na Rua Otto Kepler) e submetam seus filhos aos testes da orelhinha. O teste não dói e é gratuito, inclusive para as crianças de outros municípios que queiram aproveitar a oferta de mais este serviço do SUS de Panambi.

Para as crianças de Panambi, o SUS local garantirá também os tratamentos. Para as crianças de outros municípios, os pais receberão os laudos e deverão procurar os serviços na rede de atendimento de suas comunidades.

Para agilizar os serviços e ampliar as ações, o Prefeito Municipal Miguel Schmitt-Prym determinou a contratação de mais duas fonoaudiólogas aprovadas em concurso recentemente realizado, e que deverão entrar em atividades nos próximos quinze dias.

Fonte: - Prefeitura Municipal de Panambi - Panambi, 19/07/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 20/07/2010

Um em cada três alunos fora da escola tem necessidades especiais, diz ministro Haddad

Ministro da Educação revela em entrevista os desafios de inclusão das crianças com algum tipo de deficiência na rede de ensino do país.

Ana Okada, Rafael Targino e Karina Yamamoto

O ministro Fernando Haddad comentou as ações do MEC para incluir os 2,4% das crianças de 7 a 14 anos que ainda estão fora da escola.

Apesar de a maioria de crianças com idades entre 7 e 14 anos estarem na escola, ainda há cerca de 680 mil delas sem acesso ao ensino - que representam 2,4% da população nessa faixa etária. O levantamento é da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância). Em entrevista exclusiva ao UOL Educação, o ministro Fernando Haddad explicou que "pouco mais de um terço" desse grupo é composto por crianças com algum tipo de deficiência.

Além da questão da deficiência, o trabalho infantil e o acesso fluvial para estudantes de regiões distantes são "a fronteira que nos resta [superar] para chegar à universalização", na opinião de Haddad.


UOL Educação - O número de crianças fora da escola já se reduziu, mas segundo o Unicef, ainda são cerca de 680 mil. Qual é a estratégia para colocá-los nas salas de aula?
Fernando Haddad - É algo em torno disso, um pouco menos. Deve superar meio milhão. Mas são várias coisas a dizer. Primeiro lugar: não são as mesmas 500 mil crianças que estão fora da escola a cada Pnad [Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE]. Algumas voltam pra escola, outras, por migração, saem da escola. É muito difícil haver uma criança brasileira de 7 a 14 anos hoje, se é que existe, que nunca foi à escola. O que existe é uma intermitência. Elas não frequentam a escola todos os anos letivos. No momento que o pesquisador foi lá, ela tinha evadido para o trabalho doméstico. Isso não significa que ela não esteve na escola no primeiro semestre, no ano anterior, ou que não estará no ano seguinte.

UOL Educação - Mas qual é o motivo que as mantém longe?
Haddad - Se você me perguntar ‘o senhor não consegue identificar um grupo social que realmente não tenha pisado na escola?’, eu digo: tem um grupo em que isso é verdade. São os alunos em idade escolar com deficiência. Existem pessoas com deficiência no Brasil que nunca foram abordadas e que a família entende que não deve mandar à escola por alguma razão.

UOL Educação - Elas não têm acesso a nenhum tipo de educação?
Haddad - Essa criança não está tampouco na escola especial. Ela não está no sistema escolar. Nós estamos pegando o cadastro do BPC [Beneficio de Prestação Continuada], que tem todos os beneficiários que recebem um salário mínimo, como as crianças com deficiência em idade escolar que estão fora da escola. Imagino que a maioria não tenha tentado ir pra escola e elas dão pouco mais de um terço do universo.

UOL Educação - Como as famílias justificam que as crianças não foram matriculadas?
Haddad - Cada uma alega uma coisa. Às vezes, a escola não está preparada para receber. O MEC tem que ir lá, botar uma sala de recursos multifuncionais, adequar rampas, capacitar um professor em libras, capacitar um professor em braile. É um trabalho estrutural, artesanal. É pegar a criança quase que uma a uma.

UOL Educação - E vai haver algum condicionamento, como benefício vinculado à frequencia?
Haddad - Não, porque pode ser injusto.

UOL Educação – O que mais mantém as crianças fora da escola?
Haddad - Uma delas, que não depende da escola, é o combate ao trabalho infantil. Um outro elemento, e não menos importante, é o [acesso ao] transporte fluvial. Uma questão de acesso físico mesmo. As crianças não suportam as distâncias [pois gastam muitas horas no trajeto de casa até a escola]. Uma hora, elas desistem. E não tínhamos uma única empresa no Brasil capaz de atender o Ministério da Educação no transporte na região norte. Quem teve que começar a fabricar barcos-escola para o MEC foi a Marinha. Nós já encomendamos 1.600, mas nossa necessidade é de 15.000 barcos, pelo menos. O tempo de viagem, em algumas localidades, cai a um terço. Aí você tem realmente chance de manter a criança na escola.

UOL Educação – Mas há crianças que moram ainda mais longe.
Haddad – Para isso, tem o barco grande, que ainda não está em produção. Ainda estamos pensando num barco de maiores proporções, onde haja atividades didáticas. Ele é muito mais caro, mais sofisticado, mas é para um grupo menor de crianças que tem que se deslocar muito, de locais onde também não é possível construir uma escola. Eu diria que esses três movimentos, a questão do trabalho infantil, do transporte fluvial e das crianças com deficiência são a fronteira que nos resta para chegar à universalização.

UOL Educação – E em mais quanto tempo pode se chegar à universalização?
Haddad - Nós dependemos aqui, para resolver, de outros ministérios [do Desenvolvimento Social, no caso das crianças com deficiência; da Defesa, para a articulação com a Marinha na produção dos barcos]. Por isso, é difícil dar a resposta [antes de terminar a articulação com as outras pastas].

UOL Educação – Como se pode acelerar esse processo?
Haddad - Na semana que vem, tenho uma reunião com o ministro Nelson Jobim para saber o que a Marinha precisa para tentar aumentar a produção dos barcos. Quanto tempo vamos levar para dobrar, triplicar a capacidade de produção da Marinha? Ou é possível induzir, pelo BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social], o setor privado a acordar para essa necessidade do poder publico? São muitos barcos pequenos para transportar 20 crianças. Às vezes, o estaleiro, por uma questão de demanda, olha para a rentabilidade e prefere construir um iate.

Fonte: - UOL - São Paulo, 19/07/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 20/07/2010