sábado, 21 de agosto de 2010

Descubra o que é terapia assistida por animais

Cães, gatos, aves e cavalos treinados podem ajudar a tratar de paralisia a depressão.
Mariana Garcia


Quem diria que o simples contato com um animal - devidamente adestrado e acompanhado por profissionais responsáveis - pode melhorar a vida de portadores de enfermidades tão diversas quanto alergia, depressão, paralisia cerebral, câncer, autismo, Alzheimer, síndrome do pânico, Parkinson, transtorno do déficit de atenção e esquizofrenia?

Cães, gatos, aves, cavalos e até répteis podem ser utilizados para auxiliar o trabalho de fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, enfermeiros e médicos. A iniciativa, quando empregada sistematicamente, é chamada de TAA (Terapia Assistida por Animal). Já quando as visitas são esporáticas, mas realizadas sob os mesmos moldes, recebe o nome de AAA (Atividade Assistida por Animais).

Há três anos, os cães fazem parte da equipe de profissionais que atuam junto a uma parte dos pacientes da Avape (Associação para Valorização da Pessoa com Deficiência), em São Bernardo do Campo. A iniciativa partiu de uma psicóloga da entidade e foi aprovada pela gerente do local, Simone Senna: "Os cães são empregados principalmente quando há uma dificuldade do paciente em aceitar o tratamento, funcionam como uma ponte até o fisioterapeuta, o psicólogo. Percebemos que a participação do animal acelera o processo terapêutico".

Klayton Giordani, psicólogo da instituição, enumera outros benefícios da interação entre os bichos e seus pacientes: "A partir do contato com os animais, observamos a melhora na postura física e na capacidade motora de crianças com paralisia cerebral. Ao pentearem o pelo do cão, por exemplo, elas estão fazendo exercícios de fisioterapia. Os animais também são eficazes para aumentar a autoestima e a sociabilidade dessas pessoas, que estão mais acostumadas a receberem comandos do que a darem ordens".

Mas a prática envolve certos cuidados. Para se tornar um "terapeuta", o animal não pode apresentar nenhum traço de agressividade e passar por um adestramento específico. Além disso, devem ser examinados por um médico veterinário, vermifugados e estar com todas as vacinas em dia, de banho tomado e unhas cortadas, avisa a psicóloga Roberta Araújo, do Projeto Pelo Próximo, do Rio de Janeiro: "O bicho tem de ser dócil a ponto de não revidar nem mesmo a um gesto agressivo, o que é até bastante comum de acontecer na interação com pacientes de Alzheimer e de autismo. Nesses casos, a única reação aceitável é se afastar para não ser agredido novamente. Mais do que isso, o animal deve ter um olhar muito amoroso para com aquele que o agrediu".

Além da área da saúde, há outros ambientes de trabalho para os voluntários do reino animal, afirma a adestradora e consultora comportamental Tatiane Ichitani, do Cão Cidadão: "Podem ser utilizados também em escolas, pois ajudam crianças com dificuldade em aprendizado, entre outras situações."

Fonte:R7 Entretenimento - 20/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 21/08/2010

Programa Passeio Livre, criado há cinco anos, não sai do papel

Menos de 2% das calçadas de São Paulo já foram beneficiadas pelo programa.
da Redação



Há cinco anos, a Prefeitura de São Paulo criou o "Programa Passeio Livre", com o objetivo de padronizar os pisos das calçadas, melhorar a drenagem e assegurar a acessibilidade aos paulistanos que fazem a pé 30% dos deslocamentos diários da cidade. Começou por recuperar as calçadas de responsabilidade do Município, usando blocos intertravados, mas o ímpeto dessa reforma teve curta duração.

Desde 2005, pouco foi feito. Dos 30 mil quilômetros de calçadas, apenas 474 foram reformados até agora. Há total falta de controle sobre o programa. Tanto que o balanço que deveria revelar precisamente o quanto dele foi cumprido no ano passado tem dados que variam entre 10 e 70 quilômetros.

Seja quanto for, é muito pouco diante da necessidade de reformar essa malha por onde são feitos quase 23 milhões de deslocamentos diários. São milhares de pessoas expostas aos riscos de acidentes provocados pelo estado lastimável dos passeios. Estudos do Instituto de Traumatologia da Universidade de São Paulo (USP) mostram que nove em cada mil paulistanos já se acidentaram em calçadas. São, na maioria, idosos que sofrem fraturas graves de quadril e ombro.

Em janeiro de 2008, o prefeito Gilberto Kassab sancionou lei de iniciativa da vereadora Mara Gabrilli, que estabeleceu o Programa Emergencial de Calçadas (PEC), considerado importante para o avanço do Programa Passeio Livre. Pelas novas regras, a Prefeitura vai arcar com os custos da reforma das calçadas das chamadas rotas estratégicas e de segurança, determinadas pelas Secretarias de Coordenação das Subprefeituras e da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (Seped).

Como a manutenção dos passeios é de responsabilidade dos proprietários dos imóveis, os custos da sua reforma devem ser incorporados, conforme a nova lei, ao IPTU ou cobrado como contribuição imediata - a chamada taxa de melhoria. A lei também aumentou o valor da multa para os proprietários de imóveis que não mantêm o piso em boas condições, que passou de R$ 200,00 para R$ 1 mil por metro linear.

A capital paulista tem hoje uma legislação rigorosa sobre a manutenção das calçadas, mas a falta de fiscalização ameaça torná-la letra morta. Um fato basta para mostrar isso claramente: enquanto o estado de conservação das calçadas só piora na maior parte da cidade, o número de multas aplicadas pelos fiscais das 31 Subprefeituras a quem infringe as normas é cada vez menor.

Em 2007 foram 2.079 multas, no ano seguinte, 1.687 e em 2009, 1.052. Acrescente-se que, das 315 rotas estratégicas definidas há dois anos, apenas 63 foram recuperadas e, ainda assim, parcialmente.

Pelas normas municipais e de segurança, as calçadas devem ter mais de dois metros de largura, divididos em três faixas. A mais próxima da rua é destinada à arborização e instalação de postes e rampas. Na faixa central, nenhum bloqueio pode ser instalado, destinando-se à livre circulação dos pedestres. A faixa de acesso aos imóveis, por sua vez, pode conter vegetação, mesas e cadeiras de bar e toldos.

Na maior parte das calçadas, porém, essas regras não têm sido observadas. Bancas de jornal, telefones públicos, floreiras e outros obstáculos, sem falar nos camelôs - ainda numerosos apesar do combate eficiente ao comércio ilegal nos últimos meses -, impedem o uso dos passeios, mesmo diante de muitos imóveis públicos. Os pedestres se veem obrigados a transitar entre os automóveis, pelas ruas, correndo sérios riscos em muitos corredores. No ano passado, 18 crianças morreram atropeladas nas ruas da capital.

Por falta de fiscalização, as calçadas são usadas como área de estacionamento de motos e depósito de entulho, até mesmo por alguns sofisticados empreendimentos imobiliários em bairros nobres.

Em outubro de 2009, a Prefeitura chegou a anunciar um novo modelo de fiscalização específico para os passeios públicos. Infelizmente, esta foi mais uma boa medida que ficou só na intenção.

Fonte: O Estado de S.Paulo - São Paulo, 20/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 21/08/2010

Discriminação

Tema foi abordado pelo programa "A Liga", que foi ao ar na última terça-feira.
Cristiane Andrade

A palavra "discriminação" é forte e pode ser manifestada de diversas maneiras. Seja pela escolha sexual, religiosa, racial pela cor, idade, social ou simplesmente pela estética, qualquer um pode virar alvo de atos discriminatórios.

Tal postura está ligada à distinção de uma pessoa (ou sua atitude) em relação à outra. A partir disso, o indivíduo não só fica à mercê de uma situação indesejada, como também pode acabar excluído de um grupo ou do meio social em que vive.

No Brasil, a discriminação é crime. Conforme a Convenção 111, da Organização Internacional do Trabalho, a discriminação é toda e qualquer forma de distinção, exclusão ou preferência que tenha por fim alterar a igualdade de oportunidade ou tratamento.

A legislação brasileira considera crime o ato discriminatório. Ele é combatido por meio de leis anti-discriminação contra pessoas portadoras de deficiência e anti-discriminação de origem, raça, cor, estado civil, situação familiar, idade e sexo.

A repressão a qualquer tipo de discriminação é incentivada pelo Ministério Público do Trabalho. Através de procedimentos investigatórios e inquéritos civis públicos, sua atuação é feita de forma preventiva e repressiva, especialmente no que tange ao ambiente de trabalho.


Para assistir à reportagem, acesse: videos.band.com.br/c_233_a_liga.htm

Fonte: A Liga - 20/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 21/08/2010

Já classificado, Brasil empata com Argentina no Mundial de Futebol para Cegos

Na próxima etapa, a seleção enfrentará o time inglês.
da Redação

Já classificado em primeiro lugar do grupo B, o Brasil não saiu do zero no empate contra a Argentina no Mundial de Futebol para Cegos, em partida disputada nesta quinta-feira, com cinco atletas em cada equipe, em torneio organizado na cidade de Hereford, na Inglaterra.

A partida foi marcada por uma forte chuva, que atrapalhou o andamento da partida. De maneira que as melhores chances do jogo vieram em cobranças de pênaltis - cinco no total, todas desperdiçadas.

As equipes ultrapassaram o limite de faltas, fazendo com que no primeiro tempo a Argentina tivesse dois pênaltis e o Brasil, um. Mas, ao contrário do que pode parecer, o pênalti não é tão facilmente convertido na categoria, já que os goleiros são os únicos a enxergar na quadra, onde os jogadores de linha são cegos.

Logo, além dos pênaltis desperdiçados no primeiro tempo, os Argentinos também erraram outros dois na etapa final, deixando o placar intocado.

Com o resultado, o Brasil confirmou a liderança do Grupo B e a Argentina, desclassificada, terminou em quarto lugar.

O Brasil volta a campo neste sábado, já pela semifinal, contra a Inglaterra, que garantiu a vaga na fase seguinte ao vencer a Colômbia por 1 a 0. Na outra semifinal estão Espanha e China.

Fonte: Uol Esporte - 20/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 21/08/2010

Concursos da Defensoria Pública de SP terão provas em braile e em libras

Medida amplia acessibilidade a candidados com deficiência em processos seletivos estaduais.
da Redação

Os deficientes visuais e auditivos terão mais chances de serem aprovados em concursos públicos da Defensoria Pública de São Paulo. Uma medida que amplia a acessibilidades dos candidatos deficientes, como tempo adicional para realização dos exames e provas especiais, foi aprovada no dia 23 de julho.

Entre as facilidades para atender os candidatos deficientes estão provas em braile e apoio de intérpretes. Os exames escritos poderão ser realizadas com o auxílio de gravações em vídeo ou tradução de libras por pessoas com deficiência auditiva.

Acessibilidade aos locais de prova também estão previstos na proposta do defensor público Wladymir Alves Bitencourt. Segundo ele, a sugestão partiu após o 1º Encontro de Surdos, realizado em Osasco, promovido pela Edepe (Escola de Defensoria Pública de São Paulo).

Porém, segundo a assessoria de imprensa da Defensoria, a medida se aplica apenas para concursos estaduais - sem considerar o número de vagas - de grande abrangência, e não para concursos regionalizados, como o de estágio como o que abriu nesta semana para a cidade de Osasco e região.

As novas regras entram em vigor a partir do próximo concurso, sem previsão de abertura.

Fonte: R7 - São Paulo, 19/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 21/08/2010

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Seja também um doador de orgãos.

Doe vida. Doe órgãos


O nascimento é a celebração maior da vida, quando uma nova pessoa surge e traz felicidade para todos. Mas existe outro momento que enche de alegria os corações de muitos: é o nascer de novo. A oportunidade de recomeçar a vida, quando as esperanças já são poucas, é o maior presente que alguém pode receber. E existem pessoas que precisam muito deste presente. Por isso, o Ministério da Saúde está investindo na conscientização a respeito da Doação de Órgãos. Sua participação é fundamental.

Seus órgãos, tecidos, medula óssea e sangue podem salvar vidas. Avise a sua família que você quer ser doador. No Brasil, a doação só acontece com o consentimento dos familiares. Se você tem um doador na família, respeite a vontade dele.

Transplantes e doação de órgãos crescem no primeiro semestre
Brasil teve 2.367 cirurgias, 16,4% a mais que no mesmo período de 2009.

Dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde.O Brasil teve 16,4% mais transplantes e atingiu patamar histórico de doação de órgãos no primeiro semestre de 2010 na comparação com o mesmo período no ano passado, conforme informou o Ministério da Saúde nesta segunda-feira (2).

Foram 2.367 cirurgias realizadas no País nos primeiros seis meses deste ano contra 2.033 entre janeiro e junho de 2009. No mesmo período em 2008, o número de operações foi 1.688, de acordo com dados do Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo o Ministério da Saúde, 90% dos procedimentos feitos no Brasil são oferecidos pelo SUS, de forma gratuita.

Doadores efetivos de órgão subiram 17% no primeiro semestre de 2010. São 983 pessoas em 2010 ou apenas 10,06 doadores por milhão de população (ppm). Em 2009, no mesmo período, foram 818 doadores ou 8,6 ppm.

São Paulo (22,76 ppm), Santa Catarina (17 ppm), Distrito Federal (16,88 ppm), Espírito Santo (16,06 ppm) e Ceará (15,68 ppm) lideram o ranking de doadores.

Todos os números de transplantes por órgão subiram entre os primeiros semestres de 2010 e 2009, com exceção das operações com coração e de transplantes de rim e pâncreas, juntos.

Os estados de Amazonas e Rondônia não registram doadores de órgãos efetivos ou implantados nos primeiros seis meses deste ano. Do total de 983 doadores, São Paulo responde por 471 deles.
Fonte: G1, em São Paulo - 02/08/2010


Doação de Órgãos no Brasil

A doação de órgãos no Brasil é regulamentada pela LEI Nº 9.434 de 04 de fevereiro de 1997 e pela LEI Nº 10.211 de 23 de março de 2001 que reconhecem duas situações:

1. Doação de Órgãos de doador vivo, familiar até 4º grau de parentesco, mais freqüentemente de rim, pois é um órgão duplo e não traz prejuízo para o doador; e
2. Doação de Órgãos ou tecidos de doador falecido, que é determinada pela vontade dos familiares até 2º grau de parentesco, mediante um termo de autorização da doação.

A importância da divulgação e conhecimento da intenção das pessoas por parte de seus familiares em relação à doação de órgãos é fundamental no momento da autorização de uma doação.

Dúvidas Frequentes

Como posso me tornar um doador de órgãos?
O passo principal para você se tornar um doador é conversar com a sua família e deixar bem claro o seu desejo. Não é necessário deixar nada por escrito. Porém, os familiares devem se comprometer a autorizar a doação por escrito após a morte. A doação de órgãos é um ato pelo qual você manifesta a vontade de que, a partir do momento da constatação da morte encefálica, uma ou mais partes do seu corpo (órgãos ou tecidos), em condiçães de serem aproveitadas para transplante, possam ajudar outras pessoas.

O que é morte encefálica?
É a morte do cérebro, incluindo tronco cerebral que desempenha funçães vitais como o controle da respiração. Quando isso ocorre, a parada cardíaca é inevitável. Embora ainda haja batimentos cardíacos, a pessoa com morte cerebral não pode respirar sem os aparelhos e o coração não baterá por mais de algumas poucas horas. Por isso, a morte encefálica já caracteriza a morte do indivíduo. Todo o processo pode ser acompanhado por um médico de confiança da família do doador. é fundamental que os órgãos sejam aproveitados para a doação enquanto ainda há circulação sangüínea irrigando-os, ou seja, antes que o coração deixe de bater e os aparelhos não possam mais manter a respiração do paciente. Mas se o coração parar, só poderão ser doadas as córneas.

Quais os requisitos para um cadáver ser considerado doador?
* Ter identificação e registro hospitalar;
* Ter a causa do coma estabelecida e conhecida;
* Não apresentar hipotermia (temperatura do corpo inferior a 35ºC), hipotensão arterial ou estar sob efeitos de drogas depressoras do Sistema Nervoso Central;
* Passar por dois exames neurológicos que avaliem o estado do tronco cerebral. Esses exames devem ser realizados por dois médicos não participantes das equipes de captação e de transplante;
* Submeter-se a exame complementar que demonstre morte encefálica, caracterizada pela ausência de fluxo sangüíneo em quantidade necessária no cérebro, além de inatividade elétrica e metabólica cerebral; e
* Estar comprovada a morte encefálica. Situação bem diferente do coma, quando as células do cérebro estão vivas, respirando e se alimentando, mesmo que com dificuldade ou um pouco debilitadas. Observação: Após diagnosticada a morte encefálica, o médico do paciente, da Unidade de Terapia Intensiva ou da equipe de captação de órgãos deve informar de forma clara e objetiva que a pessoa está morta e que, nesta situação, os órgãos podem ser doados para transplante.

Quero ser um doador de órgãos. O que posso doar?
* Córneas (retiradas do doador até seis horas depois da parada cardíaca e mantidas fora do corpo por até sete dias);
* Coração (retirado do doador antes da parada cardíaca e mantido fora do corpo por no máximo seis horas);
* Pulmão (retirados do doador antes da parada cardíaca e mantidos fora do corpo por no máximo seis horas);
* Rins (retirados do doador até 30 minutos após a parada cardíaca e mantidos fora do corpo até 48 horas);
* Fígado (retirado do doador antes da parada cardíaca e mantido fora do corpo por no máximo 24 horas);
* Pâncreas (retirado do doador antes da parada cardíaca e mantido fora do corpo por no máximo 24 horas);
* Ossos (retirados do doador até seis horas depois da parada cardíaca e mantidos fora do corpo por até cinco anos);
* Medula óssea (se compatível, feita por meio de aspiração óssea ou coleta de sangue);
* Pele; e
* Valvas Cardíacas.

Quem recebe os órgãos e/ou tecidos doados?
Quando é reconhecido um doador efetivo, a central de transplantes é comunicada, pois apenas ela tem acesso aos cadastros técnicos com informações de quem está na fila esperando um órgão. Além da ordem da lista, a escolha do receptor será definida pelos exames de compatibilidade entre o doador e o receptor. Por isso, nem sempre o primeiro da fila é o próximo a receber o órgão.

Como garantir que meus órgãos não serão vendidos depois da minha morte?
As centrais de transplantes das secretarias estaduais de saúde controlam todo o processo, desde a retirada dos órgãos até a indicação do receptor. Assim, as centrais de transplantes controlam o destino de todos os órgãos doados e retirados.

Disseram-me que o corpo do doador depois da retirada dos órgãos fica todo deformado. Isso é verdade?
É mentira. A diferença não dá para perceber. Aparentemente o corpo fica igualzinho. Aliás, a Lei é clara quanto a isso: os hospitais autorizados a retirar os órgãos têm que recuperar a mesma aparência que o doador tinha antes da retirada. Para quem doa não faz diferença, mas para quem recebe sim!

Posso doar meus órgãos em vida?
Sim. Também existe a doação de órgãos ainda vivo. O médico poderá avaliar a história clínica da pessoa e as doenças anteriores. A compatibilidade sangüínea é primordial em todos os casos. Há também testes especiais para selecionar o doador que apresenta maior chance de sucesso. Os doadores vivos são aqueles que doam um órgão duplo como o rim, uma parte do fígado, pâncreas ou pulmão, ou um tecido como a medula óssea, para que se possa ser transplantado em alguém de sua família ou amigo. Este tipo de doação só acontece se não representar nenhum problema de saúde para a pessoa que doa.

Para doar órgãos em vida é necessário:
* ser um cidadão juridicamente capaz;
* estar em condições de doar o órgão ou tecido sem comprometer a saúde e aptidões vitais;
* apresentar condições adequadas de saúde, avaliadas por um médico que afaste a possibilidade de existir doenças que comprometam a saúde durante e após a doação;
* Querer doar um órgão ou tecido que seja duplo, como o rim, e não impeça o organismo do doador continuar funcionando; " Ter um receptor com indicação terapêutica indispensável de transplante; e
* Ser parente de até quarto grau ou cônjuge. No caso de não parentes, a doação só poderá ser feita com autorização judicial.

Orgãos e tecidos que podem ser doados em vida:
* Rim;
* Pâncreas;
* Medula óssea (se compatível, feita por meio de aspiração óssea ou coleta de sangue);
* Fígado (apenas parte dele, em torno de 70%); e
* Pulmão (apenas parte dele, em situações excepcionais).

Quem não pode doar?
* Pacientes portadores de insuficiência orgânica que comprometa o funcionamento dos órgãos e tecidos doados, como insuficiência renal, hepática, cardíaca, pulmonar, pancreática e medular;
* Portadores de doenças contagiosas transmissíveis por transplante, como soropositivos para HIV, doença de Chagas, hepatite B e C, além de todas as demais contra-indicações utilizadas para a doação de sangue e hemoderivados;
* Pacientes com infecção generalizada ou insuficiência de múltiplos órgãos e sistemas; e
* Pessoas com tumores malignos - com exceção daqueles restritos ao sistema nervoso central, carcinoma basocelular e câncer de útero - e doenças degenerativas crônicas.

O que diz a Lei brasileira de transplante atualmente?
Lei que dispõe sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante é a Lei 9.434, de 04 de fevereiro de 1997, posteriormente alterada pela Lei nº 10.211, de 23 de março de 2001, que substituiu a doação presumida pelo consentimento informado do desejo de doar. Segundo a nova Lei, as manifestações de vontade à doação de tecidos, órgãos e partes do corpo humano, após a morte, que constavam na Carteira de Identidade Civil e na Carteira Nacional de Habilitação, perderam sua validade a partir do dia 22 de dezembro de 2000. Isto significa que, hoje, a retirada de órgãos/tecidos de pessoas falecidas para a realização de transplante depende da autorização da família. Sendo assim, é muito importante que uma pessoa, que deseja após a sua morte, ser uma doadora de órgãos e tecidos comunique à sua família sobre o seu desejo, para que a mesma autorize a doação no momento oportuno.

Como pode ser identificado um doador de órgãos?
A Centrais Estaduais também têm um papel importante no processo de identificação/doação de órgãos. As atribuições das CNCDOs são, em linhas gerais: a inscrição e classificação de potenciais receptores; o recebimento de notificações de morte encefálica, o encaminhamento e providências quanto ao transporte dos órgãos e tecidos, notificação à Central Nacional dos órgãos não aproveitados no estado para o redirecionamento dos mesmos para outros estados, dentre outras. Cabe ao coordenador estadual determinar o encaminhamento e providenciar o transporte do receptor ideal, respeitando os critérios de classificação, exclusão e urgência de cada tipo de órgão que determinam a posição na lista de espera. O que é realizado com o auxílio de um sistema informatizado para o ranking dos receptores mais compatíveis.

A identificação de potenciais doadores é feita, principalmente, nos hospitais onde os mesmos estão internados, através das Comissões Intra-hospitalares de Transplante, nas UTIs e Emergências em pacientes com o diagnóstico de Morte Encefálica. As funções da coordenação intra-hospitalar baseiam-se em organizar, no âmbito do hospital, o processo de captação de órgãos, articular-se com as equipes médicas do hospital, especialmente as das Unidades de Tratamento Intensivo e dos Serviços de Urgência e Emergência, no sentido de identificar os potenciais doadores e estimular seu adequado suporte para fins de doação, e articular-se com a respectiva Central de Notificação, Captação e Distribuição de órgãos, sob cuja coordenação esteja possibilitando o adequado fluxo de informações.

Legislação

Confira a legislação que regulamenta o programa.
Portaria Nº 1.737, de 19 de agosto de 2004
Link:abrir os arquivos em PDF:
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/portaria_1737_2004.pdf

Resolução Nº 153, de 14 de junho de 2004
Link:abrir os arquivos em PDF:
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/resolucao_153_2004.pdf

Decreto Nº 10.036, de 21 de novembro de 2003
Link:abrir os arquivos em PDF:
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/decreto_10036_2003.pdf

Resolução Nº 151, de 21 de agosto de 2001
Link:abrir os arquivos em PDF: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/resolucao_151_2001.pdf

Lei Nº 10.205, de 21 de março de 2001
Link:abrir os arquivos em PDF:
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/lei_10205_2001.pdf

Decreto Nº 3.990, de 30 de outubro de 2001
Link:abrir os arquivos em PDF:
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/decreto_3990_2001.pdf


Contato

Alguma dúvida? Alguma sugestão ou reclamação? Entre em contato com o Ministério.
Disque Saúde - 0800 61 1997
snt@saude.gov.br
Ministério da Saúde
Esplanada dos Ministérios - Bloco G - Brasilia / DF
CEP: 70058-900

Fonte:http://portal.saude.gov.br/saude/area.cfm?id_area=410

Matéria postada no blog da APNEN: 20/08/2010.

Secretária Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Izabel Maior recebe prêmio da OEA



A secretária nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Izabel Maior, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), recebeu da Organização dos Estados Americanos (OEA) prêmio pela sua “contribuição ao desenvolvimento de um continente mais inclusivo”. A cerimônia foi realizada em Buenos Aires, Argentina, no dia 4 de agosto, durante a 2ª Reunião de Autoridades que coordenam políticas públicas de inclusão para as pessoas com deficiência dos Estados-membros da OEA.

O prêmio foi oferecido pela Secretaria Técnica da Década das Américas pelos Direitos e a Dignidade das Pessoas com Deficiência da OEA e a distinção foi entregue a Izabel pela ministra do Desenvolvimento Social da Argentina, Alícia Kirchner.

Izabel dividiu o crédito com sua equipe de trabalho: “Recebo este prêmio em nome da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República do Brasil. O crédito é de toda a equipe que contribuiu para a antiga Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (Corde), hoje elevada ao status de Secretaria Nacional”, comenta.

Segundo a secretária nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência da SDH, o prêmio é um reconhecimento do trabalho que vem sendo realizado há anos pelo governo brasileiro. “Desde que foi proclamada a Década das Américas pelos Direitos e a Dignidade das Pessoas com Deficiência, em 2006, realizamos no Brasil vários seminários, reuniões técnicas, encontros e eventos, discutindo metas e indicadores com relação à inclusão de pessoas com deficiência no continente”, avalia.

Fonte: http://www1.direitoshumanos.gov.br/2010/08/17-ago-2010-secretaria-nacional-de-promocao-dos-direitos-da-pessoa-com-deficiencia-izabel-maior-recebe-premio-da-oea
17/08/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 20/08/2010.

Expulsões ilegais de imigrantes deficientes

Pessoas desorientadas e na incapacidade de falarem em nome próprio devem ser assistidas em processos sujeitos a expulsão do país, defende a Human Rights Watch.
Cristina Santos

Num recente relatório, a organização de defesa dos direitos humanos alerta para a frágil situação dos imigrantes com problemas mentais, a viver nos Estados Unidos. Os cidadãos deficientes têm maiores probabilidades de serem expulsos do país pelos serviços de imigração e alfândegas. Não lhes é facultado o acesso aos serviços de um advogado que os possa representar.

O relatório revela que os imigrantes deficientes mentais são objecto de detenções injustificadas, sem qualquer prazo legal fixado. Outros foram impedidos de apresentar um recurso contra a sua expulsão. Verificou-se que muitos eram incapazes de recordar o próprio nome, muito menos de entender a situação em que se encontravam. Entre os imigrantes detidos ameaçados de expulsão, cerca de 15 por cento sofriam de alguma perturbação mental.

"Como ninguém sabe o que fazer com os detidos com alguma deficiência mental, todos os ramos do sistema de imigração renunciam às suas responsabilidades", denuncia a organização. Consequentemente: vidas e processos jurídicos em suspenso durante anos a fio.

Fonte: Fátima Missionária - Estados Unidos, 19/08/2010
http://www.saci.org.br/index.php?modulo=akemi¶metro=29781
Matéria postada no blog da APNEN: 20/08/2010.

"Encontro de Surdos" bate recorde de público em Brasília

Evento contou com almoço, palestras de especialistas e oficinas infantis.

Mais de 700 pessoas compareceram à sede do ICEP Brasil, para o "1º Gesib" (Grande Encontro de Surdos do ICEP Brasil). Os Deputados Federais Rodrigo Rollemberg, e Geraldo Magela o Ex- Secretário de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social do MCT Joe Valle e Magela, o Presidente do PT do DF Policarpo também marcaram presença.

O evento contou com mais de 60 voluntariados. Foram servidos coffee-break para mais de 300 pessoas e cerca de 500 almoços, preparados pelos colaboradores. Esteve também presente, Marco Antônio Arriens, que trabalha há mais de 25 anos com surdos e ministrou uma palestra sobre: diversidade cultural dentro da comunidade surda, escassez de interpretação em debates e outros programas televisivos, ética para os intérpretes e outros.

Em paralelo, várias outras atividades aconteciam como a equipe do Senac Móvel, fazendo corte de cabelos e maquiagem. O CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento), também se voluntariaram e prestaram serviços de medição de pressão arterial e exames de diabetes. As crianças tinham seu espaço exclusivo, onde aprendiam a fazer diversas obras de arte. Este foi o maior evento para surdos já realizado no DF. "Estou muito feliz por saber que verdadeiramente os surdos consideram a sede do ICEP Brasil como a sua casa, a nossa união está consolidada", informou o presidente do ICEP Brasil Sueide Miranda.

Fonte: Icep Brasil - Brasília, 19/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 20/08/2010.

A atitude profissional das pessoas com deficiência

Invocar os limites pode reforçar eventuais preconceitos que nos impedem de sermos vistos como profissionais nos quais as empresas podem e devem investir"
João Ribas

Temos convivido com a presença cada vez maior das pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Provavelmente esse processo tenha sido potencializado pela Lei 8.213/99, que propõe que empresas com mais de 100 funcionários preencham de 2% a 5% dos seus cargos com esses profissionais

Alguns podem acreditar que cabe apenas às empresas o emprego e o desenvolvimento profissional das pessoas com deficiência. Afinal, elas são as empregadoras. Significa dizer que, na economia formal, são as responsáveis por contratar e assalariar. Sim, as empresas têm um papel importante. Mas nós, que temos alguma deficiência física, visual, auditiva ou intelectual, assim como outros profissionais, devemos mostrar que temos identidade profissional quando queremos ingressar no mercado de trabalho.

Para que sejamos profissionais de fato, é preciso que tenhamos as quatro atribuições atualmente mais desejadas pelas empresas quando recrutam e selecionam: potencial, competência, atitude e postura. Nesse contexto, não somos diferentes dos outros. Todas as pessoas com deficiência que realmente se tornaram profissionais, que atualmente recebem salários de mercado e foram promovidas, são aquelas que chamaram para si o protagonismo do seu próprio desenvolvimento.

De fato, o paraplégico não anda, o cego não enxerga e o surdo não ouve. Mas o grande equívoco é acreditar que estas características geram automaticamente outros obstáculos que acabam por prejudicar o desempenho de tantas outras atividades da vida social, inclusive a atividade profissional. Ofereça possibilidades de acesso e banheiro adaptado para o cadeirante, software leitor de telas para o cego e interpretação da Língua de Sinais quando necessário para o surdo e eles, desde que treinados, estarão aptos a trabalhar.

As pessoas com deficiência que alcançaram postos mais destacados de liderança em grandes empresas são aquelas que demonstraram muito mais os seus alcances do que os seus limites. O mundo corporativo requer, em todos os níveis do trabalho, profissionais competentes, que entreguem com eficácia as tarefas solicitadas, que atinjam metas e, portanto, alcancem resultados. Invocar os limites pode reforçar eventuais preconceitos que nos impedem de sermos vistos como profissionais nos quais as empresas podem e devem investir.

Ultrapassar limites, procurar novas possibilidades, buscar novos desafios, ter o máximo de independência e autonomia possíveis, ter autoestima elevada, ter proatividade, querer que o nosso trabalho alcance resultados. Essas são as atitudes que provam que estamos incluídos no real mundo do trabalho e tornam as empresas confiantes para nos contratar.

João Ribas é antropólogo, coordenador do Programa Serasa Experian de Empregabilidade de Pessoas com Deficiência; paraplégico.

Fonte: Serasa Experian - 19/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 20/08/2010.

Pesquisa da AACD revela que acidente com moto é a primeira causa de lesão medular

Acidente com meios de transporte é a principal causa de paraplegia e tetraplegia. Em segundo lugar estão as lesões por armas de fogo.
A Clínica de Lesão Medular da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) divulga pesquisa que aponta os acidentes de trânsito como a primeira causa de lesão medular. Os dados dizem respeito ao ano de 2008. Segundo o levantamento, foram atendidos 195 pacientes entre adultos e crianças. Destes, 77,4% tiveram lesões traumáticas (acidentes de trânsito, tiro, quedas, por exemplo) e 22,6% lesões não traumáticas (tumores, infecções, acidentes vasculares, por exemplo).

Dentre os números de vítimas de lesão medular por acidentes de trânsito, os acidentes com moto lideram o ranking com 43,6% dos casos, seguidos pelos acidentes de carro que representam 36,4%, atropelamento 12,7%. Acidente com bicicleta e acidente com caminhão somam 7,2%.

Para Eduardo de Almeida Carneiro, presidente voluntário da AACD, conscientização e condições que permitam que as motos circulem sem taxa de risco tão elevada são as ações que podem diminuir o número de acidentes. “Motocicleta é um meio de transporte imprescindível e consolidado, sobretudo na capital paulista. Não nos cabe nenhuma tentativa de acabar com esse meio de transporte. O que nos cabe, como missão de Estado, é criar uma boa legislação, fiscalização mais rigorosa e melhores condições de tráfego”.

Uma das alternativas, segundo Carneiro, é a criação de pistas exclusivamente para motos não nas vias principais, mas nas paralelas. “O motociclista pode achar uma opção ruim, mas depois ele vai perceber que ganhou não só mais velocidade. Ganhou, também, mais mobilidade e, sobretudo, mais segurança”.

Conscientização é outro caminho que deve ser seguido, de acordo com o presidente voluntário da AACD, “e trabalhar nesse sentido também é uma missão de Estado”, afirma. “Motoristas de automóveis e motocicletas precisam se conscientizar dos riscos que implicam dirigir uma motocicleta ou um automóvel que esteja rodeado por motos. Em outras palavras, abominar a motocicleta não é o caminho correto. Trata-se de uma questão de conscientização e de criar condições que permitam que esse meio de transporte possa fluir com menos risco”.

Fonte: AACD 19/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 20/08/2010.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Aprovada PEC - 347/09

Aprovada PEC que impede escolas de recusarem maiores de 18 anos com deficiência.

Divulgação

A Comissão Especial da Educação Especializada para Deficientes da Câmara aprovou nesta-terça-feira (17), por unanimidade, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que impede as escolas de recusarem estudantes com deficiência maiores de 18 anos. De autoria da deputada Rita Camata (ES), a PEC 347/09 determina que os alunos sejam atendidos em condições e horários adequados às suas necessidades especiais. A proposta foi acatada na forma de substitutivo apresentado pelo deputado Paulo Delgado (PT-MG) e seguirá para votação em plenário.

Uma resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) de 2001 criou o conceito de “esgotamento das possibilidades educacionais”. Foi a partir dessa norma que começaram as interpretações erradas sobre o texto constitucional. Quando completava 18 anos, o aluno com deficiência tinha o atendimento interrompido ou era transferido para outra escola de Ensino de Jovens e Adultos (EJA).

Para a deputada, a PEC define de uma vez por todas que eles devem ter os mesmos direitos e oportunidades assegurados pela Constituição Federal. “A proposta assegura que todas as pessoas com deficiência têm um tempo diferenciado das demais. E garante que elas possam continuar aprendendo, seja com 10 ou 50 anos. Todos são iguais perante a lei”, explicou a deputada. De acordo com Rita Camata, sua proposta proporciona inclusão social, dignidade e cidadania.

Segundo o deputado Eduardo Barbosa (MG), a PEC corrige o "absurdo" que acontecia em escolas de todo o país. “Não podemos encerrar o processo educacional porque a pessoa fez 18 anos. Ela tem o direito de continuar frequentando o sistema escolar e, preferencialmente, na rede regular de ensino, próximo a sua casa e em horários adequados”, explicou.

Milhões podem ser beneficiados

24,6 milhões de brasileiros têm algum tipo de deficiência, segundo dados do Censo Demográfico de 2000, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Fonte:http://www.primeiraedicao.com.br/?pag=politica&cod=7522 - 18/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 19/08/2010

Prefeitura garante mais da metade da frota com acessibilidade

Com 30 novos ônibus acessíveis, Taboão da Serra (SP) tem 50% da frota acessível às pessoas com deficiência.

A prefeitura de Taboão da Serra (SP) realizou no início do mês, a entrega de mais 30 novos veículos adaptados para pessoas com deficiências e com dificuldade de locomoção. Com esses novos veículos, a frota municipal conta com mais de 50% dos ônibus adaptados, maior percentual entre os 39 municípios da região metropolitana de São Paulo.

O prefeito Dr. Evilásio Farias ressaltou que a marca do seu governo é cuidar de pessoas. "A EMTU exige que cada município tenha, no mínimo, 10% de sua frota adaptada. Taboão da Serra sai na frente mais uma vez, com esses 30 novos ônibus adaptados, já temos mais de 50% da frota com total acessibilidade. Esse é o nosso jeito de governar, cuidando das pessoas", afirma.

Para Claudinei Pereira, Secretário de Transportes e Mobilidade Urbana, esta conquista reafirma o compromisso do governo de atingir a meta de ter 100% da frota com acessibilidade. “Contrariando outras cidades, que afirmam terem um alto custo com essa melhoria, Taboão da Serra terá 100% de sua frota adaptada às necessidades das pessoas com deficiência, em pouco tempo”, esclarece o secretário.

Josemar de Luna, que já foi presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, comenta que Taboão da Serra vem dando exemplo em respeito à pessoa com deficiência. “Hoje, segundo censo do IBGE, as pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida representam 10% da população. Projetos e melhorias de acessibilidade tem sido um ponto forte do governo do Dr. Evilásio, mas ainda tem muita coisa para ser feita. Com mais de 50% da frota adaptada os usuários terão maior locomoção”, declara ele.

Segundo Rogério Dardengo, os novos carros são equipados com motorização eletrônica e combustível biodiesel que contribui para menor poluição do ar, elevadores automáticos para o transporte de cadeiras de rodas capazes de suportar até 250 quilos em plataforma elétrica, cintos e travas de segurança e espaço entre o corredor e as cadeiras adequados à movimentação dos demais passageiros.

A entrega dos novos veículos foi realizada no estacionamento do Parque das Hortênsias, participaram da cerimônia o prefeito Dr. Evilásio Farias, o secretário de Transportes e Mobilidade Urbana, Claudinei Pereira, o gerente de Operação da Viação Pirajuçara Rogério Dardengo e os motoristas que irão conduzir os veículos pela cidade.

Transporte Gratuito para o Idoso

Em Taboão da Serra as pessoas com deficiência e os idosos com mais de 65 anos têm o benefício de andar de ônibus gratuitamente. Para solicitar a carteirinha de isenção de tarifa, basta comparecer ao Serviço Especializado em Reabilitação (SER), que fica na Estada das Olarias, 670, no Jardim Guaciara. No local, está disponibilizado à população um médico que garante mais agilidade e eficiência no atendimento. Além da apresentação dos documentos pessoais, no caso das pessoas com deficiência é necessária uma avaliação médica realizada por um profissional da Secretaria da Saúde.

Fonte:http://www.vidamaislivre.com.br/noticias/noticia.php?id=1752&/prefeitura_garante_mais_da_metade_da_frota_com_acessibilidade - 18 de agosto de 2010
Matéria postada no blog da APNEN: 19/08/2010

Deficientes sofrem com falta de acessibilidade



Guará: deficientes sofrem com falta de acessibilidade.

No DF, cerca de 370 mil pessoas têm algum tipo de deficiência física ou mental
Lívia Veiga

A associação de Moradores do Guará apontou a dificuldade de acesso a lugares públicos como um dos problemas da cidade. Passar pelas ruas do Guará não é tarefa fácil para a advogada Ednéia Maria de Freitas. As calçadas são desniveladas e quebradas. Além disso, faltam rampas. A advogada sempre tem a ajuda da irmã Elaine para se locomover pela cidade. As duas conhecem bem as dificuldades que os deficientes enfrentam ao sair de casa.

"A gente está caminhando pela calçada e, de repente, encontramos uma situação complicada. Isso acontece muito. Às vezes, você encontra até um poste no meio da calçada estreita", relata Ednéia.

Muitas vezes, as irmãs precisam de ajuda para vencer um obstáculo. Tem motorista que não respeita as vagas reservadas para deficientes e alguns até estacionam em frente às rampas de acesso - atitude que impede um direito de pessoas como Ednéia.

"A gente não pode ser condenado a ficar preso a determinados lugares. Não posso deixar de ir a um lugar porque não tenho acesso. Todo mundo tem o direito de ir e vir", avalia.

A estimativa da Secretaria de Justiça é de que cerca de 370 mil pessoas tenham algum tipo de deficiência física ou mental no DF. É mais que o dobro da população do Guará, que tem 139 mil habitantes. A associação de moradores apontou a dificuldade de acesso a lugares públicos como um dos problemas da cidade.

Para o urbanista Paulo Marcos Oliveira, é preciso garantir a todos que têm dificuldades de locomoção a facilidade de acesso aos locais. "É uma questão de prioridade de governo. Agora que nós estamos às vésperas de eleger novos governantes, a gente deveria cobrar plano de acessibilidade e mobilidade urbana adequado para maior inclusão da sociedade", opina.

"É mudança de cultura, tanto de quem vive a cidade quanto de quem a governa. É uma postura de respeito a todos os cidadãos, não só com aqueles que têm mais poder de pressão, mas com quem ainda não consegue se fazer ouvir", destaca o urbanista.

Ednéia e Elaine estão entre os 105 mil eleitores do Guará e defendem que os novos governantes pensem na situação das pessoas com dificuldade de locomoção. "Precisamos de projetos sérios, com assessorias técnicas e com participação da sociedade. É chegar perto das pessoas que realmente vivem esse problema e começar essa parceria de buscar soluções corretas", diz Ednéia.

Fonte: Bom Dia DF - Guará - Distrito Federal, 18/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 19/08/2010


Lei de acessibilidade para portadores de deficiência é descumprida em MG.
Prefeitura de Contagem diz que obras vão regularizar situação das ruas
Da Redação

A lei federal que garante a cidadãos com deficiência física condições para transitar pelas ruas com segurança nem sempre é respeitada. Basta percorrer algumas ruas de Belo Horizonte e de Contagem, por exemplo, para perceber os inúmeros obstáculos.

A prefeitura de Contagem informou nesta quarta-feira, dia 18, que foram feitas obras na Avenida João César de Oliveira e que vai verificar os pontos onde foram apontadas irregularidades.

O Ministério Público não comentou a posição da Prefeitura de Belo Horizonte.

Para fazer reclamações sobre irregularidades no cumprimento desta lei em Belo Horizonte, ligue para 156 ou procure a Coordenadoria de Direitos das Pessoas Portadoras de Deficiência. A coordenadoria fica na Rua Espírito Santo, 505, 8º andar, na região central da capital.

Outra opção é procurar a Promotoria de Justiça de Defesa das Pessoas com Deficiência, que é localizada na Rua Timbiras, 2.928, 7º andar, no bairro Barro Preto, região centro-sul de BH.


Fonte: G1 Minas - Minas Gerais, 18/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 19/08/2010

Aumenta a exclusão de trabalhadores com deficiência nas empresas brasileiras

Relatório do Ministério do Trabalho mostra que tem diminuído a porcentagem de trabalhadores com deficiência no mercado formal.

Ministério do Trabalho


Nos últimos 2 anos vem diminuindo a presença de trabalhadores com deficiência nas empresas brasileiras. Enquanto cresceu 9,6% o percentual de trabalhadores formais, ocorreu um decréscimo de 17,3% nos postos ocupados pelo segmento.

A comprovação desta situação veio a público na semana passada com a divulgação dos dados da Rais 2009 (Relação Anual de Informações Sociais), pelo Ministério do Trabalho.

O ministério informou que do total de 41 milhões de vínculos trabalhistas ativos, registrados em 31 de dezembro de 2009, as pessoas declaradas com deficiência eram 288 mil (0,7 % do total) sendo que destas, as com deficiência física representa 46%, auditiva 23%, visual 5%, mental 4,5%, múltipla 1,2% e reabilitados 12%.

Vale a pena relembrar que o IBGE aponta que as pessoas com deficiência representam 14,5% da sociedade ao passo que o Ministério do Trabalho está confirmando que apenas 0,7% dos postos de trabalho formais estão sendo ocupados por trabalhadores com deficiência.

Ao anunciar pela primeira vez o estudo de Rais sobre as pessoas com deficiência, em outubro de 2008, o Ministro do Trabalho, Carlos Lupi foi enfático ao afirmar que: "A Rais é a radiografia real do país, porque os dados são fornecidos por todos os estabelecimentos do Brasil".

Agora o ministério não toca no assunto, mas dá para perceber que a "radiografia" identificou uma doença grave chamada preconceito cultural, que dificulta as contratações até mesmo no cumprimento da Lei de Cotas que
completou 19 anos no mês passado. A Convenção da ONU sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência está sendo desrespeitada na área do trabalho, com danos irreparáveis no Direito ao Trabalho destas pessoas.

Fonte: RAIS - 18/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 19/08/2010

Governo zera imposto de importação para carro usado por deficientes

Objetivo é facilitar a transferência de veículos já adquiridos no exterior. Medida se aplica aos que moram fora do país há dois anos ou mais.
Da Redação

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, assinou nesta terça-feira, dia 17, portaria que reduz de 35% para zero a alíquota do Imposto de Importação sobre automóveis usados e adaptados para portadores de necessidades especiais. O objetivo, segundo o governo, é facilitar a transferência desses veículos por parte de brasileiros que já os possuam no exterior.

Os automóveis só poderão ser importados se forem de propriedade de brasileiros com necessidades especiais que residam há no mínimo dois anos no exterior e desde que tenham sido adquiridos há mais de 180 dias da data de registro da licença de importação.

Depois de importados, os veículos não poderão ser transferidos ou alienados, a qualquer título, nem depositados para fins comerciais, expostos à venda ou vendidos, por um prazo mínimo de dois anos a contar da importação, determina o ministério.

A portaria será publicada nesta quarta-feira, dia 18, no Diário Oficial da União e altera a Portaria Decex (Departamento de Comércio Exterior) nº 8 , de 13 de maio de 1991. Caberá à Secretaria de Comércio Exterior do MDIC (Secex) detalhar os critérios.

Fonte: G1 - 18/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 19/08/2010

Estações ainda são obstáculos para idosos e deficientes

Seis anos após decreto federal, 73 das 148 paradas de trem e metrô na capital e na Grande São Paulo continuam sem elevador.
Márcio Pinho


Seis anos após o Decreto federal n.º 5296/2004, que tornou obrigatório a todo o sistema de transporte do País instalar itens que garantam a acessibilidade de pessoas com mobilidade reduzida, várias estações de trem e Metrô da Região Metropolitana de São Paulo ainda não têm esses equipamentos.

O governo federal deu dez anos para que tudo esteja adaptado e o governo do Estado de São Paulo garante que cumprirá o prazo, que vai até 2014.

Hoje, contudo, 73 das 148 estações - de trem e de Metrô - não têm elevador, item básico de acessibilidade. Usuários de algumas estações também sofrem com falta de rampas, que facilitariam a locomoção. As escadarias ainda são o principal meio de acesso às estações - as escadas rolantes, instaladas principalmente nas estações do Metrô, pouco ajudam. Elas não são consideradas item de acessibilidade segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Um dos casos que mais chamam a atenção é a Estação de Metrô da Vila Mariana. O distrito da zona sul é o que tem o maior número de idosos com mais de 75 anos em São Paulo - pouco mais de 8 mil, segundo a Fundação Seade. Lá, idosos e cadeirantes enfrentam inúmeras dificuldades para entrar e sair da estação, pela falta de elevador ou de rampas.

Morador do bairro, o aposentado Mário Masukura, de 84 anos, lamenta ter de enfrentar tantos obstáculos. "Tendo elevador seria muito melhor. Na escada, tenho de ir devagar, apoiando na bengala."

A dona de casa Maria da Glória Tocantis, de 55, que anda com o auxílio de muletas em razão de deficiência física, prefere forçar os braços a arriscar-se na escada rolante. "Lá passa todo mundo correndo. Tenho medo de cair."


Trens

As condições são diferentes da recém-inaugurada Estação Paulista, da Linha 4-Amarela, onde há diversos itens de acessibilidade. Ou das estações da Linha 9-Esmeralda da CPTM.

Ela, contudo, é uma exceção entras as linhas de trem, ainda mais problemáticas que as do Metrô. Algumas são antigas, de época em que acessibilidade não era tema discutido antes de se construir um prédio público.

Na Estação Imperatriz Leopoldina (Linha 8-Diamante), da década de 30, por exemplo, o usuário tem de subir lances de escada para chegar à estação e, só então, descer até a plataforma.

"É um martírio diário", afirma o aposentado Antonio Moraes, de 71 anos. Ele diz que só não adere ao transporte individual porque não tem condições financeiras de manter um automóvel.

Mesmo estações relativamente novas, como a José Bonifácio (Linha 11-Coral), na zona leste, impõem dificuldades. Pessoas em cadeiras de rodas relatam que não se arriscam a passar sozinhas por uma rampa construída na estação, com medo de tombar. Só passam com ajuda.

Os usuários da CPTM apontam ainda a dificuldade imposta pela distância entre a plataforma e o trem, que dificulta o acesso de pessoas em cadeira de rodas sem auxílio.


Dificuldades

A vereadora Mara Gabrilli (PSDB), autora de diversos projetos de lei voltados à população com mobilidade reduzida, afirma que a acessibilidade deve ser garantida, ainda que haja dificuldades para a realização de obras. "As estações da CPTM são muito antigas. Mas isso não pode ser desculpa. Se a Acrópole (região elevada na cidade de Atenas, na Grécia) tem, por que as estações da CPTM não podem ter?", questiona.

Quanto ao Metrô, ela diz tratar-se de um dos melhores do mundo, até em condições oferecidas para pessoas com mobilidade reduzida.


O que toda estação deveria ter:

Rampas
Corrimãos
Elevadores
Guias rebaixadas
Comunicação visual com o Símbolo Internacional de Acesso (SIA)
Comunicação sonora
Piso antiderrapante
Mapa tátil
Banheiros exclusivos
Piso tátil de alerta e rota tátil

Fonte: O Estado de S.Paulo - São Paulo, 18/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 19/08/2010

Pista para origem do Parkinson

Cientistas descobrem relação genética entre o sistema imunológico e a doença incurável.
Da redação

Um grupo de pesquisa nos Estados Unidos descobriu nova evidência de que a doença de Parkinson pode ter origem infecciosa ou autoimune. A novidade foi publicada neste domingo (15/8) na revista Nature Genetics.

O estudo identificou uma relação genética entre o sistema imunológico e a doença progressiva e incurável. Os pesquisadores examinaram mais de 2 mil pacientes com Parkinson em quatro estados norte-americanos e outros 2 mil voluntários sem a doença.

Foram avaliados fatores clínicos, genéticos e ambientais que poderiam contribuir para o desenvolvimento e a progressão da doença e de suas complicações. Alguns foram acompanhados por quase 20 anos.

"Durante o tempo da pesquisa, encontramos pistas sutis de que a função imune poderia estar ligada ao Parkinson. Agora, temos evidência muito convincente disso e uma ideia bem definida de quais partes do sistema imunológico podem estar envolvidos", disse Cyrus Zabetian, professor da Universidade de Washington, um dos autores da pesquisa.

Os pesquisadores descobriram uma nova associação da doença com a região HLA (sigla em inglês para "antígenos leucocitários humanos"), que contém um grande número de genes relacionados à função imunológica em humanos.

Os genes HLA são essenciais para o reconhecimento de invasores nos tecidos do corpo. Mas o funcionamento não é sempre perfeito, uma vez que os genes variam muito de pessoa a pessoa.

Certas variantes dos HLA estão associadas com um aumento no risco ou na proteção contra doenças infecciosas, enquanto outras podem induzir distúrbios nos quais o sistema imunológico ataca tecidos do próprio corpo.

Esclerose múltipla, uma doença neurológica causada pela autoimunidade, também está associada com os HLA. O estudo observou que a variante genética associada com a doença de Parkinson está na mesma região que a ligada à esclerose.

De acordo com a pesquisa, investigar a conexão entre Parkinson e inflamações, especialmente no contexto da um marcador genético variável, pode levar ao desenvolvimento de medicamentos melhores e mais seletivos para o tratamento da doença.

O artigo Common genetic variation in the HLA region is associated with late-onset sporadic Parkinson's disease (doi:10.1038/ng.642), de Haydeh Payami e outros, pode ser lido por assinantes da Nature Genetics em www.nature.com/ng.

Fonte: Agência FAPESP - 18/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 19/08/2010

Cego dirige filme que pretende ser um marco na história do cinema brasileiro

Pela primeira vez na história do cinema brasileiro, uma curta-metragem está a ser dirigida em Brasília por um realizador cego, num exemplo de como o preconceito pode e deve ser superado.
Da redação

João Júlio Antunes, 44 anos, perdeu a visão aos 30, devido a uma rara doença genética, chamada retinose pigmentar, que causa a destruição das células da retina.

Mas nem a cegueira, nem a morte prematura dos pais ou a deficiência renal, que o colocou na fila de espera por um transplante, o impediram de realizar o sonho de tornar-se um cineasta.

Vencendo todos os preconceitos, conseguiu o apoio da Secretaria de Cultura do Distrito Federal e de empresas como a Petrobras para rodar o filme "Uma vela para Deus e outra para Beto", que deve ser finalizado ainda este mês.

"Eu cheguei a ouvir pessoas a dizer: 'Coitado! Um cara cego e quer dirigir... Alguém tem que dizer para ele que isso não pode, que cinema é uma arte visual'. E eu estou aqui mostrando que não é assim", afirmou o realizador à agência Lusa.

João Júlio Antunes considera a sua vida uma história de superação e aconselha a todos que lutem pelos seus sonhos.

"Tudo o que você quer, que você sonha, que você deseja, que você vai atrás, você consegue", garantiu.

A memória visual forte que ainda tem dos tempos passados, a audição aguçada e a bengala são fundamentais para executar o seu trabalho de realização.

A equipa de filmagem e o elenco consideram um privilégio trabalhar com João Júlio Antunes, que contagia todos com sua alegria, bom humor e cordialidade.

"Nem parece que ele tem deficiência nenhuma. Ele vive com uma alegria muito grande e, para mim, é um exemplo de vida, de pessoa. Eu estou muito feliz de estar participando neste projeto", declarou à Lusa o ator César Peres Neto.

"A falta de visão dele não transparece como uma limitação. O lado mais incrível de tudo isso não é a história do Beto, que é o personagem, mas a história do João, que é uma figura sensacional", disse à Lusa, por seu turno, João Campos, que interpreta o protagonista do filme.

"Uma vela para Deus e outra para Beto" conta como um jovem herdeiro de um banco, que tem como conselheiros um monge budista e um padre, resolve mudar radicalmente de vida.

Por trás das câmaras, a outra história que revela a força e a determinação de um homem cego, negro e pobre e deita por terra os preconceitos.

"Eu quero crer que este filme seja um divisor de águas", disse Antunes à Lusa, lembrando que a curta metragem utiliza a Língua Brasileira de Sinais (Libras), legendas para surdos e áudio-descrição, recurso que permite a inclusão de pessoas com deficiência visual.

"É um filme a que qualquer um pode assistir, um filme para todos", destacou o realizador.

As gravações da curta metragem começaram em julho e o filme deverá participar no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que ocorre em novembro.

Fonte: SIC Online - Brasília, 18/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 19/08/2010

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Projeto de Lei obriga audiodescrição, legendagem e Libras em sessões de cinema na cidade de São Paulo

O vereador Alfredo Cavalcanti apresentou o projeto de lei à câmara da cidade de São Paulo. A íntegra do projeto, porém, ainda não se encontra disponível no site da instituição.


O vereador Alfredo Cavalcanti apresentou projeto de lei que obriga a apresentação de sessões de cinema com os recursos de audiodescrição e Libras nos cinemas da cidade de São Paulo.

Projeto de Lei nº 371/2010 de 04/08/2010

INSTITUI A OBRIGATORIEDADE DE APRESENTAÇÃO DE SESSÃO DE CINEMA INCLUSIVO, ADAPTADO A PESSOAS COM DEFICIÊNCIA DE AUDIÇÃO E/OU VISÃO, VIABILIZADOS ATRAVÉS DA INTERPRETAÇÃO EM LÍNGUA GESTUAL PORTUGUESA, LEGENDAGEM E ÁUDIO-DESCRIÇÃO NA CIDADE DE SÃO PAULO, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
Autor(es): ALFREDO CAVALCANTE.

A íntegra do projeto ainda não foi disponibilizada no site da Câmara Municipal.

Nota do Blog: o nobre vereador certamente confundiu a Língua Brasileira de Sinais com a Lingua de Sinais Portuguesa, assim como também confundiu-se quanto a grafia de audiodescrição (blogdaaudiodescricao.blogspot.com/2010/07/qual-grafia-correta-audiodescricao-ou.html)

Fonte:http://blogdaaudiodescricao.blogspot.com/2010/08/projeto-de-lei-obriga-audiodescricao-na.html 17/08/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 18/08/2010

MPF e MPT promovem audiência pública sobre acessibilidade física e mercado de trabalho inclusivo

Objetivo é colher subsídios que auxiliem na definição de medidas para garantir a acessibilidade em prédios públicos e um meio ambiente de trabalho inclusivo.
Da Assessoria

Os Ministérios Públicos Federal (MPF) e do Trabalho (MPT) em Pernambuco realizam audiência pública para discutir medidas que garantam às pessoas com deficiência melhor acesso aos prédios públicos federais e ao ambiente de trabalho. O evento será realizado no auditório da Procuradoria da República em Pernambuco (Av Agamenon Magalhães, nº 1880, Espinheiro, Recife), no dia 19 de agosto, a partir das 14 horas.

Dentre os objetivos da audiência estão colher subsídios que auxiliem na definição de medidas para garantir a acessibilidade das pessoas com deficiência física nos prédios públicos federais, bem como dos critérios para um meio ambiente de trabalho inclusivo.

Tramitam nos Ministérios Públicos diversos procedimentos administrativos que têm como objetivo a adequação de prédios públicos federais e o preenchimento de vagas de trabalho, em empresas, por pessoas com deficiência, com a consequente adaptação do ambiente profissional. As responsáveis por alguns desses casos e pela realização da audiência são as procuradoras da República Mona Lisa Duarte Ismail e do Trabalho Melícia Carvalho.

Dados

Segundo dados da Secretaria de Saúde de Pernambuco, cerca de 10,1% da população pernambucana têm algum tipo de deficiência física. Desse número, quase metade se queixa de dificuldades no acesso físico a edifícios em geral e de inclusão no mercado de trabalho e na vida social.

Serviço

O quê: Audiência Pública - “Acessibilidade física e ambiente de trabalho inclusivo – Ministérios Públicos Federal e do Trabalho na defesa dos direitos da pessoa com deficiência”
Quando: 19 de agosto, às 14 horas
Onde: Auditório da Procuradoria da República de Pernambuco – Av. Agamenon Magalhães, 1800, Espinheiro.
Contatos: Ascom MPF – 2125.7348 – 8899.0250 / Ascom MPT – 2101.3238 – 9199.8707
Mais informações: acessibilidade.prpe.mpf.gov.br

Fonte: Ministério Público de Pernambuco - Pernambuco, 17/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 18/08/2010

Técnica usa célula-tronco de dente para reparar córnea

Instituto Butantã desenvolve a técnica extraindo células-tronco de dentes de leite. Os testes em humanos começam no próximo mês.
Da Redação
Pesquisadores do Instituto Butantã desenvolveram uma técnica para recuperar a visão de pacientes com lesão na córnea utilizando células-tronco extraídas da polpa do dente de leite. Os testes em seres humanos devem começar no próximo mês, em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
"O tecido da córnea precisa ser constantemente renovado, pois as células se desgastam como as da pele", explica a biomédica Babyla Monteiro, responsável pela pesquisa. Essa manutenção, diz ela, é feita por uma região do olho chamada limbo, que fica em volta da córnea. "Mas quando a região límbica é afetada por um trauma ou uma doença, a córnea perde a capacidade de regeneração e se torna opaca, comprometendo a visão."

As células da polpa do dente são incorporadas ao tecido ocular do paciente e recobertas por uma espécie de membrana feita de material semelhante à placenta. Elas então se adaptam ao tecido ocular e passam a atuar como células límbicas, reconstruindo a córnea degradada. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: O Estado de S. Paulo - -São Paulo, 17/08/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 18/08/2010

Cadeira de rodas inteligente segue acompanhante

Produto visa facilitar trabalho de enfermeiras e melhorar comunicação entre cadeirantes e seus ajudantes.
Cientistas japoneses desenvolveram uma cadeira de rodas motorizada e inteligente, que pode ser programada para seguir de forma automática um acompanhante ou amigo, por exemplo.

O projeto, desenvolvido no Centro de Interação Humanos-Robôs da Universidade de Saitama, coloca um sensor na cadeira de rodas que calcula a posição e a distância do acompanhante, mantendo sempre a cadeira à esquerda da pessoa. O sensor também registra a movimentação dos ombros do acompanhante, antecipando a direção a ser tomada em uma caminhada.

Se o trajeto a ser percorrido pelo cadeirante e o acompanhante for estreito demais, o sensor consegue decidir que a cadeira siga o acompanhante em "fila indiana" sem a necessidade de qualquer interação manual, segundo o site CrunchGear.

O sistema, segundo os pesquisadores, deve ajudar principalmente enfermeiras que trabalham em hospitais e casas de repouso, uma vez que várias cadeiras podem ser configuradas para seguir uma mesma pessoa. Além disso, fica mais fácil para o cadeirante interagir e se comunicar com suas companhias durante um passeio, por exemplo.

Fonte: http://revistagalileu.globo.com/ - 17/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 18/08/2010

Mundial de Natação começa com ouros, recordes e vagas para Londres 2012

Brasileiros confirmam favoritismo no primeiro dia de competições em Eindhoven.
Em um dia marcado pela quebra de 13 recordes mundiais, Andre Brasil e Daniel Dias confirmaram o favoritismo e estrearam com vitória no Mundial Paraolímpico de Natação, em Eindhoven, na Holanda. O belíssimo complexo Pieter Van der Hoogenband assistiu ao cartão de visitas da fantástica dupla brasileira neste domingo: dois ouros e duas novas marcas mundiais logo no primeiro dia de disputas.

Andre venceu os 100m borboleta (S10), com 55s99, enquanto Daniel ganhou os 50m livre, (S5) com 32s27. Além do título mundial e do ouro, Andre e Daniel garantiram duas vagas masculinas para o Brasil nas Paraolimpíadas de Londres. As meninas também começaram bem, com o bronze de Edênia Garcia nos 50m livre (S5), com 53s. Para resultados completos acesse o site www.wcswimming2010.com.

“Foram meses muito duros. De muito trabalho, com poucos dias em casa. Pela primeira vez na vida não passei meu aniversário com meus pais, mas esse resultado mostra que dedicação e trabalho bem feito dão resultados”, disse Andre, lembrando ainda que passou três semanas treinando em altitude, em Sierra Nevada, na Espanha.

Ainda emocionado, ele disse esperar que seus resultados ajudem a levar mais pessoas para a piscina:

“Como o Clodoaldo (Silva), que em 2004, chamou as pessoas para o esporte paraolímpico, eu agora também falo: vem que estamos precisando. A gente não é diferente de ninguém. Olímpico e paraolímpico são a mesma coisa. É o mesmo sacrifício, o mesmo sofrimento e a mesma recompensa”.

O nadador falou ainda de sua relação com a família, mas quis repartir o recorde e a medalha com muito mais gente:

“O coração é repartido. Aqui não sou o filho da dona Tânia e do seu Carlos, não sou o Andrezinho ou o Perninha, como o pessoal do meu clube me chama. Sou Andre Brasil Esteves, filho de uma família excepcional, filho do Brasil, filho de uma nação que precisa de ídolos”, finalizou.

Se Andre superou sua própria marca, Daniel ainda teve a alegria de quebrar o recorde que pertencia ao espanhol Sebastian Rodriguez. Também como seu companheiro, Daniel faz parte do Projeto Ouro do Comitê Olímpico Brasileiro, que visa a dar a maior estrutura para os atletas com reais chances de vitória em Londres 2012, e fez um período de treinamento de três semanas na altitude.

“É muito bom começar com o pé direito mesmo não tendo o pé direito. Essa era a prova mais difícil e mais importante para mim neste campeonato pois era a única prova que disputo que poderia abrir vaga para Londres”, comentou Daniel.

Outros brasileiros que disputaram final neste domingo foram Adriano de Lima e Jeferson, que ficaram em quinto (5m34s21) e oitavo (5m59s27) lugares respectivamente na prova de 400m livre S6; Ronaldo Santos, quinto (5m20s93) nos 400m livre S7; Claudia Silva, oitava (1m0692) nos 50m livre S4; Clodoaldo Silva, sexto (36s01) nos 50m livre S5 e Joana Silva, quarta (40s96) nos 50m livre S6. Raquel Viel, Roberto Rodriguez e Gabriel Feiten pararam nas eliminatórias.

Provas dos brasileiros nesta segunda-feira

Adriano Lima - 100m peito SB5
Andre Brasil - 200m medley S10
Claudia Silva - 200m livre S4
Clodoaldo Silva - 50m borboleta S5
Daniel Dias - 50m borboleta S5
Gabriel Feiten - 200m livre S2
Genezi Andrade - 200m livre S3
Joana Neves - 50m borboleta S5
Leticia Ferreira - 50m borboleta S5
Raquel Viel - 100m peito S12
Roberto Rodriguez - 100m peito SB5

Foto: Beto Monteiro / CPB - 17 de agosto de 2010
Matéria postada no blog da APNEN: 18/08/2010

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Um passo à frente

Criada para prestar assistência às vítimas de paralisia infantil, a AACD chega aos sessenta anos como referência no tratamento de lesões e deficiências físicas.
Mariana Barros

O senhor alto e grisalho abre a porta da escolinha e depara com um grupo de crianças de 5 ou 6 anos rindo e falando alto no corredor. Fingindo estar furioso, esbraveja: “O que vocês estão fazendo fora da sala de aula? E ainda mais sem os dentes!”. A criançada, a maioria banguela devido à perda dos dentes de leite, cai na risada. Estar temporariamente desdentada é, certamente, o menor de seus problemas: todas as crianças ali enfrentam algum tipo de deficiência física, como a falta de uma perna, uma coluna em forma de “s” ou uma medula incompleta que as impede de andar.

Elas fazem parte dos 2.500 pacientes que a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) atende diariamente em sua sede, na Avenida Prof. Ascendino Reis, no Ibirapuera. Já a figura simpática que circula pelo edifício empenhada em alegrar e relativizar as dificuldades da meninada é Eduardo Carneiro, diretor-presidente da instituição. “Deficiência aqui é como cárie para um dentista: quase todo paciente que entra tem”, diz, acrescentando que o que muita gente enxerga como tabu é, dentro do universo da AACD, tema trivial. Pelos corredores, é intenso o tráfego de cadeiras de rodas coloridas com Barbies e Mickeys a bordo e muletas ou andadores decorados com selinhos brilhantes. As crianças correspondem a 70% dos atendimentos, embora adolescentes, adultos e idosos também recorram à entidade.

Criada para auxiliar as vítimas de poliomielite, mais conhecida como paralisia infantil, a AACD chega aos sessenta anos, comemorados neste mês, vendo o perfil de seus pacientes se transformar. Com a pólio praticamente erradicada pelas campanhas de vacinação, suas portas se abriram a outros casos. Paralisia cerebral, que, ao contrário do que possa parecer, é uma deficiência física, e não mental, corresponde hoje a 41% dos casos. Esses pacientes compreendem tudo o que se passa, mas não controlam seus movimentos, dando a falsa impressão de estarem alheios. Lesões encefálica e medular também estão entre os casos mais frequentes.

Vítimas de acidentes de trânsito, de armas de fogo e de quedas lideram as principais causas de danos à medula. Com o passar dos anos, de centro especializado em pólio, a associação se transformou em uma das principais referências do país no tratamento de deficiências físicas. Dez mil pessoas aguardam para ser atendidas na Grande São Paulo (outras 8.000 no país), formando uma fila de espera em que apenas risco de vida iminente justifica que um paciente passe à frente dos demais — em média, os tratamentos infantis duram seis anos consecutivos.

Ao contrário de boa parte das ONGs, a AACD criou mecanismos próprios de arrecadação de dinheiro. Os custos da maioria dos atendimentos são bancados por ela. “É o projeto Robin Hood: cobramos dos que podem pagar para cobrir o tratamento dos que não podem”, diz Carneiro. Há nove anos na instituição, desde 2006 na presidência, ele é um dos 1.360 voluntários. Sem experiência médica, lançou mão dos conhecimentos administrativos que adquiriu no mercado imobiliário para incorporar novas formas de criar receitas e buscar mais eficiência operacional na AACD.

Hoje, 70% do orçamento de 190 milhões de reais provém da própria entidade, principalmente do Hospital Abreu Sodré, referência em ortopedia, e da oficina de próteses; 17% vêm do Sistema Único de Saúde (SUS); e 13% são doações de pessoas físicas e jurídicas (o Instituto Votorantim e os bancos Itaú Unibanco e Bradesco estão entre os maiores colaboradores). Carneiro fez com que médicos passassem a pensar não só no atendimento, mas nos seus gastos implícitos. Exigente, foi jocosamente apelidado pela equipe de “homem de lata”. A fama de durão, porém, é logo desmentida pelas lágrimas que lhe vêm aos olhos quando conta as histórias dos heróis atendidos ali.

Quem consegue uma vaga, seja para terapias, seja para procedimento hospitalar, costuma agarrar a oportunidade e desafiar suas limitações na árdua rotina de atividades. O garotinho da capa, Matheus Dimitri Cavalcanti, de 5 anos, que na última terça-feira (10) escolheu a fantasia do Super-Homem para fazer seus exercícios, frequenta há um ano a AACD. Ele e a mãe vieram de Manaus, no Amazonas, e se instalaram numa casa de apoio em São Paulo. Dimitri, como é chamado, sofre de mielomeningocele, o que significa que parte do sistema nervoso central contido em sua coluna vertebral não se formou completamente. Tem também hidrocefalia, um acúmulo de líquido na cabeça que é drenado por válvulas. Nada disso, porém, o impede de ser um dos pacientes mais espevitados. Até ajustar as fivelas, prender todas as tiras de velcro e se assegurar de que o andador não vai apertar a pele do filho, Darcley Santos da Silva leva dez minutos.

Para retirar, são outros dez. Isso tudo sem que ele pare de se mexer por nenhum minuto. Durante essa operação de monta e desmonta, qualquer belisco faz com que o garoto reclame. Isso, porém, em vez de chateação, é motivo de comemoração. Ao nascer, Dimitri não tinha sensibilidade nas pernas. Brincando, chegou a arrancar uma unha do pé sem nem se dar conta, já que não sentia dor. A conquista é resultado de sete cirurgias e uma rotina intensa de terapias, que hoje lhe permitem sair em disparada assim que se apoia no aparelho.

No edifício-sede, há piscinas, máquinas para praticar a locomoção e salas especiais, como a de música, onde os pacientes utilizam os instrumentos para treinar concentração e coordenação motora. Na porta em frente, entre pincéis, tesouras, telas e tintas, reinam as artes plásticas. É ali que há seis anos a voluntária Enny Pacco auxilia os pacientes nas tarefas artísticas. Trata-se de sua segunda passagem pela AACD; a primeira ocorreu há 35 anos, quando a maioria dos atendidos era vítima de pólio. Alguns pernoitavam na própria instituição e, nos fins de semana, eram levados para passeios organizados pelos voluntários. “Fretávamos um ônibus e íamos todos à praia”, relembra Enny.

Cada voluntário se dedica por cerca de quatro horas a atividades como levar os pacientes ao banheiro e ajudar em tarefas administrativas e na recepção. Médicos, terapeutas e gestores que compõem o quadro de 2.077 funcionários são remunerados, o que garante um serviço profissionalizado.

A dona de casa Sônia Pires dos Santos Silva derrete-se em elogios à equipe que cuidou de seu neto, Pedro Gabriel da Silva, de 12 anos. Internado desde a semana passada, ele viveu no último dia 6 um momento pelo qual esperou por seis anos: uma operação para corrigir uma escoliose acentuadíssima. A demora deveu-se principalmente ao preço de 30.000 reais da cirurgia. Há quatro anos, o valor era ainda maior, em torno de 60.000 reais, e transcorriam nove anos até se chegar à mesa de operações.

Além da sede, a AACD possui duas unidades na Grande São Paulo, na Mooca e em Osasco, e se prepara para inaugurar no ano que vem outras duas, em Santana e Campo Limpo. Fora da região metropolitana de São Paulo, conta ainda com quatro unidades, no Recife (PE), Uberlândia (MG), Porto Alegre (RS) e Nova Iguaçu (RJ), e mais duas filiadas, uma em Joinville (SC) e outra em São José do Rio Preto (SP).

Essa expansão tem sido bancada pelo montante arrecadado anualmente pelo Teleton, mutirão de solidariedade transmitido pelo SBT, que em novembro chega à sua 13ª edição. Durante 24 horas, artistas vão ao ar pedir doações que, ao fim do programa, somam 20 milhões de reais. O valor é suficiente para construir um hospital, o que consome cerca de 3 milhões de reais, e permitir seu funcionamento por três anos. Isoladamente, no entanto, o evento não garante autonomia financeira à entidade, o que Carneiro promete conquistar nos próximos anos. Mais um desafio entre os milhares vividos diariamente ali.

Superpoderoso

Crédito: Mário Rodrigues Ao ver outras crianças andando na rua, Matheus Dimitri da Silva Cavalcanti, 5 anos, disse à mãe que queria ficar bem forte para também poder caminhar: “Quero ser como o Super-Homem”. E não parou mais de falar nisso. Meses depois, no Natal, quando um dos voluntários da casa de apoio onde moram perguntou a Dimitri o que queria ganhar do Papai Noel, ele nem titubeou: “Uma fantasia de Super-Homem!”. O garoto e a mãe, Darcley Santos da Silva, vieram de Manaus, no Amazonas, há pouco mais de um ano para que ele fosse tratado pela AACD. As sessões de terapia ocorrem duas vezes por semana, e o progresso tem sido rápido — Dimitri já sente as pernas e é ágil ao usar o andador. Darcley acredita que em poucos anos verá o filho se locomover apenas com a ajuda de muletas. O menino, que estuda em uma escola da prefeitura, sofre de mielomeningocele, uma má-formação da medula espinhal causada pela falta de ácido fólico na mãe durante a gravidez. Vestido de Super-Homem, ele corre para a cama elástica e fica pulando sentado, olhando para trás para se certificar de que a capa de sua fantasia está mesmo voando.

Seis anos de espera

Crédito:Mário Rodriguesa “Ele é muito vaidoso”, avisa a avó de Pedro Gabriel da Silva, 12, enquanto tira a camisa do pijama e o veste com outra para que ele seja fotografado. Ainda na cama do hospital, ele se recupera da cirurgia pela qual esperou desde os 6 anos de idade. A cicatriz que percorre suas costas de cima a baixo explica as caretas que ele faz quando se move. “Dói tudo, mas estou bem. E feliz”, diz. Com uma escoliose bastante acentuada, Pedro tinha dificuldade de ficar sentado numa cadeira de rodas comum: encosto e assento tinham de ter o formato adaptado ao do seu corpo. Na oficina da AACD, é frequente a confecção de cadeiras moldadas especialmente para cada paciente de escoliose. Sônia Pires dos Santos Silva é toda atenções com o neto, que, desde o nascimento, assumiu como filho. A mãe de Pedro tinha 17 anos quando deu à luz. Assim, coube a Sônia cuidar do garoto, situação comum entre crianças portadoras de deficiência. A avó comemora o sucesso da cirurgia, que teve duração de três horas. “Duro mesmo foi esperar esse momento por seis anos”, conta.

Por causa de um celular

Crédito: Mário Rodrigues Há cerca de um ano, Rodrigo Aparecido da Silva, 19 anos, andava e falava ao celular quando um assaltante se aproximou exigindo que ele lhe entregasse o aparelho. A filha dele, Camilly Vitória, nascera havia cinco dias, e ele ia para casa vê-la. Sentiu quando o bandido encostou algo próximo às suas costelas, mas achou que fosse apenas o dedo do assaltante simulando uma arma. Estava enganado. O disparo que quase lhe tirou a vida fez com que Rodrigo passasse a depender de uma cadeira de rodas para se locomover. Após se submeter a cirurgias e a uma rotina intensa de terapias, ele foi reconquistando os movimentos das pernas. Conseguiu ficar em pé há nove meses, logo que começou a utilizar muletas. “Foi um alívio voltar a fazer as coisas sozinho”, afirma. Enquanto a mulher dele sai para trabalhar, suas cunhadas o ajudam a cuidar da filha. Em breve, ele pretende reorganizar essa rotina e retomar os estudos. Quer concluir o ensino médio, que abandonou no 2º ano, quando ocorreu o acidente, e em seguida ingressar em uma universidade. “Sei que sou o espelho da minha filha”, diz. “Quero dar o melhor para ela.”

Caminhada automática

Crédito: Mário Rodrigues É um baita trambolho, mas bem que Maria Elisa Vuolo, 29 anos, gostaria de tê-lo no quarto. “Adoro isso aqui, é como andar normalmente”, afirma. Elisa frequenta a AACD para se exercitar na Lokomat, máquina que se acopla ao corpo do usuário e imita os movimentos de uma caminhada. Uma tela colocada à frente simula uma paisagem e os obstáculos a ser vencidos, como andar em um caminho estreito, tocar ou evitar barreiras no trajeto. Há três anos, Elisa cursava turismo e trabalhava no escritório do irmão, quando decidiu submeter-se a uma cirurgia de redução de estômago. Malsucedida, a operação quase a levou à morte. Após passar por uma série de complicações e ficar em coma por dezoito dias, ela deixou de mover as pernas. Foi então à procura de médicos e psicólogos para desvendar o que estava acontecendo. De um deles ouviu que a “pseudodificuldade” era apenas uma estratégia para continuar chamando a atenção que despertava quando gorda. “Fui desrespeitada”, lembra. Na AACD, recebeu o diagnóstico de que havia tido uma lesão no cerebelo e iniciou o tratamento. Hoje, utiliza apenas uma bengala e já consegue dirigir, subir e descer escadas com corrimão.

Boneca de cristal

Crédito: Mário Rodrigues Luara Crystal Ribeiro, 3 anos, esbalda-se na piscina da AACD, um dos poucos lugares onde se pode movimentar mais à vontade. A garota nasceu com ossos de vidro, designação popular de uma má-formação congênita responsável por torná-los extremamente frágeis. A deficiência rendeu-lhe o apelido de “cristal”, que a acompanha desde o nascimento e acabou incorporado ao nome com o qual foi registrada. Com apenas essa idade, ela já sofreu 57 fraturas. “Isso que eu saiba, fora aquelas de que nem tomamos conhecimento”, diz a mãe, Luana Ribeiro, que teve de deixar de trabalhar fora para cuidar da caçula. Hoje, sustenta sozinha seus dois filhos vendendo chocolates que faz em casa — o pai abandonou a família depois que soube do problema da filha. Os machucados de Luara começaram quando ela ainda estava no útero e se estenderam durante o parto e seu crescimento — quebrou o fêmur, por exemplo, ao bater a perna no berço enquanto dormia. Não à toa, ela se retrai, temerosa, quando alguma criança se aproxima para brincar.

Hóspede e paciente

Crédito: Mário Rodrigues Foram apenas alguns segundos de cochilo para que a vida de Waldo Costa Dobes, 49 anos, se transformasse completamente. Após encerrar um dia de trabalho em São Paulo, ele pegou a estrada rumo a Rio Claro, onde mora. Cansado, não resistiu aos olhos pesados e acabou pegando no sono. Acordou instantes depois, quando seu carro bateu em um caminhão. “Levei dois dias para entender o que havia acontecido”, diz ele, que desde então não consegue mais mover os braços nem as pernas. Passou sete meses internado e, quando foi liberado para ir para casa, a primeira coisa que fez foi se candidatar a um tratamento na AACD. A espera durou outros sete meses e, no fim de junho, ele pôde se instalar em um dos apartamentos do edifício-sede destinados a receber quem vem de outras cidades. Suas atividades começam por volta das 7 horas e se estendem até as 19 horas, diariamente. “É um ritmo puxado, mas estou aprendendo um monte de coisas que pretendo continuar fazendo depois que eu sair.” A cadeira de rodas tornou-se aliada de sua independência, batalhada dia após dia. Como inspiração, conta com uma arma secreta: o porta-retratos que estampa o sorriso das duas filhas, colocado ao pé da cama.

Comentário APNEN: Parabéns a toda a diretoria a AACD,aos Médicos, aos funcionários, aos voluntários pelos sessenta anos de trabalho e dedicação a pessoa com deficiência.

Fonte: Veja São Paulo - 16/08/2010
http://www.saci.org.br/index.php?modulo=akemi¶metro=29737
Matéria postada no blog da APNEN: 17/08/2010

II Simpósio Internacional Surdo Cidadão

Iniciativa inédita na América Latina, evento vai reunir líderes surdos de todo o continente, governos, administradores públicos, além de educadores, especialistas e ativistas sociais.
Da Assessoria


O II Simpósio Internacional Surdo Cidadão – II SISC - é uma iniciativa inédita na América Latina, promovida pelo Instituto Consultor Social, que vai reunir líderes surdos de todo o continente, governos, administradores públicos, além de educadores, especialistas e ativistas sociais comprometidos com o estabelecimento de políticas públicas efetivas para a inclusão sócio-econômica do cidadão surdo.

A intenção é reunir em São José – SC, no Centro Multiuso um público estimado em 2 mil pessoas oriundas de todos os Estados brasileiros e dos países da América Latina. O II SISC é um evento gratuito e aberto ao público interessado.


Programação

1. Palestras e Depoimentos de Líderes Surdos - estão previstos representantes surdos de organizações de diversos países latino americanos, além da presença a ser confirmada de Markku Jokinen, da Finlândia, presidente da Confederação Internacional de Surdos (WFD).

2. Apresentações Culturais e Artísticas de Surdos - Acontecerão espetáculos Circenses, de Dança, Teatro, Coral Gestual, Música, Desfile de Moda e Artesanato, entre outras manifestações.

3. Oficinas Abertas de Libras e de Empreendedorismo de Surdos - O Projeto Libras é Legal (tecnologia social UNESCO) realizará Oficina Aberta de Libras, bem como outras atividades de empreendedorismo surdo tais como pintura, ilustração, webdesign, artesanato, teatro etc.

4. Painéis com Gestores Públicos e Especialistas na Inclusão Social de Surdos - apresentação de casos de Secretarias de Inclusão de Governos de Estados e Municípios, exposição de especialistas sobre inclusão sócio-econômica e mundo do trabalho dos Surdos.


Inscrições

Para se inscrever, acesse surdocidadaosisc.wordpress.com/inscreva-se-2

Fonte: II SISC - São José - SC, 16/08/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 17/08/2010

Cuidados com a bengala

Você se preocupa com sua higiene, vestuário e imagem? Então, preocupe-se também com sua bengala porque ela é a extensão do seu corpo.
Sonia B. Hoffmann


1 - Lave o cabo ou a empunhadura da bengala com um pano embebido em água e desinfetante, álcool ou álcool-gel porque, nesta parte, o pó mistura-se ao suor e a outras prováveis sujeiras provindas do contato de sua mão, fazendo com que torne-se fonte de contaminação e ficando mais escura com o tempo.

2 - Lave o restante da bengala e especialmente a ponteira ou o roller com uma escova e água corrente. Tome cuidado para não molhar seu elástico interno a fim de que o mesmo não se deteriore com mais rapidez. Seque a bengala com um pano para evitar que ela descasque.

3 - Procure ter uma bengala somente para compromissos eventuais (como festas, passeios...) e outra para as atividades do dia-a-dia. Assim como você se arruma e se produz de modos diferentes para diferentes eventos, tenha o mesmo cuidado com a bengala.

4 - Verifique o estado geral da sua bengala. O que adianta estar produzido e cheiroso com uma bengala torta, suja e arranhada?

5 - Não guarde a bengala sem proteção dentro da sua bolsa, sobre o travesseiro, sobre a cama, sofá, poltrona ou sobre a mesa. Tal como a sola do sapato, a ponteira da bengala também fica em contato direto com o chão, acumulando sujeira, micróbios e outros dejetos (como o xixi e o cocô de animais espalhados pelo chão).

6 - Descarte o hábito de ficar "brincando" com o elástico ou com a ponteira da bengala enquanto conversa com outras pessoas. Além de demonstrar insegurança e nervosismo, passa a mensagem de que você "não dá muita bola para a higiene". Se não quiser ou não puder deixar este hábito, pelo menos adote a atitude saudável de lavar as mãos antes de fazer contato físico com uma pessoa, de alimentar-se ou passar a mão no rosto.

7 - Guarde ou "estacione" sua bengala aberta em um canto ou atrás de uma porta. Assim, você evita o desgaste do elástico e o constrangimento de ficar segurando uma bengala nem sempre limpa desnecessariamente.

8 - Você pode customizar ou personalizar sua bengala. Além de dar a ela um estilo tal como para sua roupa e cabelo, por exemplo, isto auxilia a identificá-la mais rapidamente - especialmente quando há outros usuários de bengala no mesmo ambiente.

Fonte: Diversidade em Cena - 16/08/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 17/08/2010