sábado, 28 de agosto de 2010

A deficiência ou a inclusão

"Temos que reconhecer as pessoas com deficiências, dentro do contexto de saúde pública, moradia, trabalho, cultura, transporte, esporte, lazer e assistência social."
Inácio José Spall


Estamos no mês de agosto, mês este adotado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como dedicado a pessoas com deficiência. O novo conceito relacionado a pessoas, tendo em vista que o limite muitas vezes não está na pessoa, mas sim na própria sociedade em geral.

Sabemos que estamos em plena campanha eleitoral e que as políticas públicas devem atender com mais rigor e dignidade a esta parcela que, segundo levantamento do IBGE do ano de 2000, já chega a 25 milhões.

Os governos precisam criar mais programas com recursos no orçamento para serem destinados às pessoas portadoras de deficiência através do SUS, na forma de tratamento, informação e prevenção.

O mais bonito e consciente é que já tem ocorrido em vários municípios e estados, por parte dos órgãos públicos e entidades comprometidas com a causa, vários seminários, palestras envolvendo familiares associados nos conselhos em favor dos direitos das pessoas com deficiência. É contemporânea que esta parcela da sociedade precisa de um olhar mais profundo por parte dos gestores.

Deficientes ou pessoas especias têm uma imensa vontade de ser simplesmente "igual" a uma pessoa que pode falar, andar, trabalhar, como aquelas que honradamente desfrutam de saúde física, mental e perfeitos sentidos físicos. Essas pessoas, cada uma com seu grau de deficiência, sabem que o que realmente precisam para serem felizes são as simples coisas da vida e os perfeitos sentidos do corpo e mesmo com a falta destes sentidos lutam com todas as suas forças pela vida, tentando vencer os obstáculos que ela lhes propõe.

Temos que reconhecer as pessoas com deficiências, dentro do contexto de saúde pública, moradia, trabalho, cultura, transporte, esporte, lazer e assistência social. Possibilitando que as pessoas que tenham alguma sequela de deficiência não sejam ainda mais jogadas à mercê da sociedade e das políticas públicas. Possibilitando que elas tenham acesso, como qualquer cidadão "normal", a projetos e ações que registram um novo sentido a suas vidas, garantindo a qualidade de vida, de dignidade, assegurando a integração e a inclusão social no pleno direito individual e coletivo.

Já se tem avançado muito na formação, até mesmo em relação às empresas com mais de 100 empregados que reservam vagas para deficientes. Mas precisamos também avançar nos órgãos públicos, garantindo um percentual de vagas para as pessoas com deficiência. Precisamos avançar no âmbito judicial onde temos limitações sérias também.

Temos que começar pela base, cobrando de órgãos públicos o acesso para os "cadeirantes". Algumas empresas privadas já estão fazendo a sua parte, como as de transporte coletivo, que oferecem rampa de acesso nos veículos, bem como cotas de empregos para deficientes.

Os governos devem estar conscientes para promover investimentos, em ações conjuntas, que sejam voltados a pessoas com deficiência, para sua inclusão em todos os segmentos da sociedade.

Nós, da ONG Carinho Esperança Profissionalismo Atenção, não queremos que o mês de agosto seja apenas um mês dedicado a pessoas com deficiência, mas sim um mês para pensarmos em conjunto com os gestores, propostas que diminuam o sofrimento de tantas pessoas deficientes ainda isoladas da sociedade, que continuam sem acesso a seus direitos fundamentais, o direito à vida.

Inácio José Spall é presidente da ONG CEPA (Carinho Esperança Profissionalismo Atenção) inaciojspall@hotmail.com

Fonte: Gazeta do Sul - Santa Cruz do Sul, 27/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 28/08/2010

Sangue menstrual pode gerar novos órgãos no futuro, aponta estudo

Material é estudado por cientista da UFRJ por conter células-tronco. Até 2011, regeneração de tecidos em animais será testada.
Mário Barra


O sangue da menstruação pode servir, no futuro, para a regeneração de tecidos e órgãos. Descartável e de fácil coleta, o material contém células-tronco mesenquimais, estruturas que podem dar origem a uma série limitada de outros tecidos.

A pesquisadora Regina Coeli Goldenberg, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), afirma que pretende, até o final de 2010 ou o começo de 2011, realizar testes com o material para recuperar tecidos como o fígado em animais de laboratório.

"A vantagem da célula mesenquimal e, particularmente, a de origem menstrual é que ela pode ser induzida a virar embrionária", diz a especialista. "É uma alternativa ao uso do embrião, sem passar por muitas das questões éticas."

Regina compreende a ambição do seu projeto. "É quase como produzir órgãos em prateleira, o objetivo é pegar uma matriz, repopulá-la com células-tronco e conceber um órgão funcional ou transplantar o tecido para recuperação", afirma a especialista.


Reprogramação

Durante a sua pesquisa, Regina usou o potencial das células-tronco no endométrio, capazes de manter e fazer crescer um óvulo fecundado no corpo de uma mulher. Com o auxílio de uma camada alimentadora com fibroblastos de camundongos, foi possível realizar em laboratório o cultivo de células-tronco embrionárias a partir do sangue menstrual.

"É uma camada para sustentar a embrionária humana", diz Regina. "Traz a vantagem de dispensar, no final do processo, o tecido com origem animal usado para suporte e, possivelmente, preencher novamente órgãos descelularizados."


Eficiência e preconceito

Ao apresentar os resultados da pesquisa de sua equipe na 25ª Reunião da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), em Águas de Lindóia, Goldenberg afirmou que a reprogramação de células de sangue menstrual em embrionárias apresentou resultados melhores, com maior rapidez e eficiência do que outros estudos.

"As pessoas pouco falam do endométrio, preferem focar as pesquisas em células-tronco em polpa de dente, gorduras", afirma a cientista. Há também o problema cultural. "Materiais como cordão umbilical e placenta carregam o peso de estarem ligados a questões culturais, assim com a menstruação tem todo esse aspecto de ser impura para algumas culturas."


Fase experimental

Apesar dos avanços, Goldenberg afirma que ainda é cedo para falar no emprego da técnica em humanos. "Não tenho dúvida de que a terapia celular vai ocupar um lugar de destaque no futuro das alternativas terapêuticas, mas por enquanto ainda estamos engatinhando", afirma a especialista.

"Há pessoas que se aproveitam das pesquisas sérias para ganhar dinheiro, vendendo produtos milagrosos, frascos de células-tronco para curar tudo podem ser encontrados em sites", diz a especialista. "A comunidade internacional já está trabalhando para montar comitês que combatam este tipo de prática."


Rejeição

Células mesenquimais como as do sangue da menstruação parecem apresentar um privilégio imunológico, segundo a professora Goldenberg, com menores possibilidades de rejeição.

O emprego de células-tronco mesenquimais de sangue de cordão umbilical já foi feito com segurança em paciente com esclerose múltipla em 2009. No caso, apesar de não ser possível afirmar que a doença foi interrompida, o estudo mostrou que o transporte das células foi seguro ao corpo do receptor, não gerando rejeição.


Facilidade de manipulação

A coleta do material é simples, similar a exames de urina. A doadora deve fazer uma higiene íntima comum e depositar o material em um frasco próprio para a coleta. A partir do sangue, as células-tronco mesenquimais são separadas e cultivadas.

"Não é preciso muito material porque este tipo de célula possui uma boa capacidade de proliferação", explica Regina. "Na hora de fornecer o material, a mulher deve desprezar o primeiro jato, por motivos de contaminação, e depois colher, no máximo, uns 5 ml."

O procedimento também carrega a vantagem de não ser invasivo, como na extração de tecido endometrial de dentro do útero, com emprego de biópsias.


Bioluminescência

Para saber como a célula-tronco interage com o meio na qual é inserida, a combinação de duas substâncias, a enzima luciferase com a luciferina, geram a emissão de fótons, detectados por um aparelho.

O procedimento permite monitorar a célula dentro do organismo do animal, sem a necessidade de sacrificá-lo. "Exames de imagens trazem essa vantagem, o processo é parecido com o de inserção de partículas de ferro nas células, que são registradas por ressonância magnética", diz a cientista, integrante do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, no Rio de Janeiro.

Fonte: G1 - Águas de Lindóia, 27/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 28/08/2010

Os candidatos e as sandálias

"Muitos dos pleiteantes a estarem nos representando no Congresso Nacional não se preocupam sequer em dizer seus números para que possam ser votados. Esquecem os eleitores cegos, analfabetos, mas não deixam de prometer que farão tudo por todos."
Carlos Ferrari
A marca é famosa, das mais tradicionais quando se pensa em sandálias no Brasil. É daquelas que acabam dando nome ao produto, por conta de sua identidade com a cultura e a história do povo, se fazendo presente de geração em geração. Nas últimas semanas eles lançaram uma propaganda nova. Muito bem humorada e em linha com o que sempre fizeram para se comunicar com o público. Chamou=me a atenção, no entanto, o fato de que para que eu entendesse o sentido da cena, foi necessário casar um momento de que eu estivesse com alguém que enxerga junto para descrever as imagens, visto que só e sem enxergar, torna-se impossível entender a mensagem.

Em 2010 esse não seria um problema se a empresa se preocupasse com os diferentes públicos. Atualmente existe um recurso conhecido por áudio-descrição. Trata-se de uma tecnologia simples, onde se pode colocar uma voz descrevendo a cena, e caso o cego queira ter acesso, basta apenas pressionar a tecla SAP do controle remoto de qualquer aparelho de TV.

Se esse recurso fosse um direito assegurado por lei, as coisas ficariam ainda mais fáceis. Acabariam as desculpas de agências de propagandas e emissoras de TV, alegando desconhecimento ou mesmo impossibilidade de implantação dessa alternativa.

Acompanhando o processo eleitoral em curso, fico muito pessimista quanto a possibilidade de podermos contar com os futuros legisladores para que essa luta se transforme em conquista. Muitos dos pleiteantes a estarem nos representando no Congresso Nacional, não se preocupam sequer em dizer seus números para que possam ser votados. Esquecem os eleitores cegos, analfabetos, mas não deixam de prometer que farão tudo por todos.

Os candidatos e as sandálias são dois bons exemplos de que necessitamos no Brasil de um debate que traga a temática da acessibilidade para uma abordagem bem mais ampla e condizente com as múltiplas demandas. É então chegada a hora de buscarmos a inovação no curto prazo, nos diferentes processos comunicacionais, como meio de promoção e efetividade das ações de inclusão.

Lembre-se daquele último eletro-eletrônico que você comprou para casa. Chega ser desanimador pensar nos desafios impostos para uma pessoa com mais idade, ou mesmo sem tanta formação, para atingir um nível satisfatório de usabilidade.

Os candidatos e o fabricante de sandálias aqui trazidos como exemplos, precisam se calçar de uma comunicação realmente pensada para todos. Esse é um problema que infelizmente não se esgota nesses casos, o que aumenta a urgência de provocarmos e estimularmos esse debate em todas as instâncias que militamos.

Fonte: Blog do Ferrari - 27/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 28/08/2010

Por dentro das eleições

Série da CBN em Libras aborda informações e curiosidades do processo eleitoral.

Para assistir aos vídeos, acesse: cbn.globoradio.globo.com/vezdavoz/eleicoes.htm

Fonte: CBN - 27/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 28/08/2010

Feira mostra ideias simples para a inclusão social de deficientes

Equipamentos permitem autonomia e vida independente para as pessoas com deficiência.

De cada 100 brasileiros, 14 são portadores de algum tipo de deficiência. Para a maioria deles, a inclusão social ainda é um sonho. Em uma feira no Rio de Janeiro, inventores provam que o mínimo de boa vontade pode garantir o direito à cidadania. Através de ideias simples e pequenas adaptações, a vida muitas pessoas que tem um cotidiano limitado pode ser mudada.

Para assistir à reportagem, acesse: noticias.r7.com/videos/feira-mostra-ideias-simples-para-a-inclusao-social-de-deficientes/idmedia/cbdcdabc45932dffab530de0ae9660c3.html

Fonte: R7 Rio de Janeiro, 27/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 28/08/2010

Especialistas debatem inclusão de pessoas com deficiência nos institutos federais de educação

Objetivo do debate foi desmistificar o assunto e apresentar o que está sendo feito na área
Da redação


A inclusão de pessoas com deficiência no dia a dia dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia foi a tônica do simpósio ocorrido nesta quinta-feira (26) em Brasília. De acordo com o coordenador de educação profissional inclusiva do Ministério da Educação (MEC), Franclin Nascimento, o objetivo do debate foi desmistificar o assunto e apresentar o que está sendo feito na área.

Christine Magalhães, colaboradora do Instituto Federal de Minas Gerais, defendeu que as escolas devem sofrer uma adaptação para possibilitar o desenvolvimento do aluno.

A professora Raquel Vidigal, do Instituto Federal Sudeste de Minas, afirmou não existir receita pronta para a inclusão. Segundo ela, professores e funcionários precisam primeiro conhecer o aluno, para depois adaptar o conteúdo e fazer atividades diversificadas.


Conceito

Scheilla Abbud, colaboradora do Instituto Federal do Pará, explicou os conceitos de deficiências visuais e auditivas. De acordo com ela, a deficiência visual se refere a uma situação irreversível ou à redução da resposta visual. Citou o sistema de braille como recurso a ser utilizado.

Ainda segundo Scheilla, o deficiente auditivo ou o surdo é aquele estudante que tem redução ou ausência da capacidade de ouvir sons. Para o professor Gustavo Estevão, do Instituto Federal de Pernambuco, a diferença não deve ser um motivo de rejeição, mas de respeito e inclusão.

Até o mês de novembro, gestores e estudiosos da educação profissional se reunirão na última quinta-feira de cada mês, em Brasília, para debater temas pertinentes à gestão e modelo pedagógico dos institutos federais.

Fonte: O Globo Brasília, 27/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 28/08/2010

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Crônica - Os cem anos do afago materno dos mais pobres entre os pobres

“A maior de todas as doenças atuais, é o sentimento que a pessoa tem de ser indesejada, de estar abandonada e relegada ao esquecimento por todos. O maior de todos os males é a falta de amor e a terrível indiferença para com o nosso semelhante.”
Essa citação, tão atual, foi dita há mais de sessenta anos por uma pequena albanesa, de nome difícil, chamada Agnes Gonxha Bojaxhiu, que nasceu em Skoplje, em 26 de agosto de 1910.
Desde muito pequena, Agnes demonstrou interesse pela vida religiosa e com apenas dezoito anos mudou-se para a Irlanda, tornando-se cidadã do mundo e iniciando seu trabalho religioso como missionária. No entanto, seu grande sonho era outro, a Índia e o trabalho voluntário junto aos mais humildes.

Após poucos meses de estadia na Irlanda, partiu para a Índia. Tomou o nome de Teresa e iniciou suas atividades como professora de geografia em um colégio religioso em Calcutá. Embora cercada de meninas, filhas das melhores famílias de Calcutá, impressionava-se com o que via quando saía à rua: os bairros de lata com cheiros nauseabundos, crianças, mulheres e velhos famélicos. Decidiu deixar o colégio e dedicar sua vida aos mais pobres dos pobres. Aqueles que todas as noites morriam pelas ruas e na manhã seguinte eram lançados para o carro da limpeza pública como se fossem lixo. Ela jamais conseguiu habituar-se a esse terrível espetáculo de pessoas esqueléticas morrendo de fome ou pedindo esmolas pelas ruas.

Iniciou um curso de enfermagem, que julgava de imensa utilidade para sua nova atividade. Junto com o alfabeto, dava lições de higiene e moral. O início foi duríssimo e ela sentiu a angústia terrível da solidão e das enormes dificuldades materiais. Um dia, dava voltas e mais voltas, à procura de uma casa, um teto para acolher os abandonados. Caminhou ininterruptamente, até que já não podia mais. Então, compreendeu até que ponto de esgotamento tem que chegar os verdadeiros pobres, em busca de um pouco de alimento, água, abrigo, remédio ou esperança. Naquele momento, a lembrança da tranqüilidade material de que gozava no convento, lhe veio à mente, porém, jurou não voltar atrás.

E jamais voltou.

Sua vida eram os pobres. Aqueles de quem as pessoas já não querem aproximar-se com medo do contágio, porque estão cobertos de micróbios e vermes. Aqueles que não vão rezar, porque não podem sair nus de casa, que já não comem, porque não têm força para comer, que se deixam cair pelas ruas, conscientes de que vão morrer e ao lado dos quais, os vivos passam, sem lhes prestar atenção, que já não choram, porque se lhes esgotaram as lágrimas.

Certa vez, percorrendo as ruas e prestando ajuda aos mais necessitados, ela se depara com um espetáculo horripilante: uma mulher agonizava no meio de escombros, roída pelos ratos e formigas. Madre Teresa aproxima-se e ouve um queixume, em voz muito tênue dizendo, ter sido o próprio filho a lançá-la ali. Recolheu-a e levou-a ao hospital mais próximo. Quando os atendentes vêem aquele semicadáver, respondem que não podem aceitar aquela mulher. Com a insistência a aceitam, porém, a mulher morre pouco depois. De regresso a casa, pensa nos moribundos como aquela mulher, que todos os dias morrem pelas ruas de Calcutá sem ninguém a lhes prestar assistência e cria assim a “Casa do Moribundo”, a qual dedicou, impecavelmente, suas melhores energias físicas e espirituais.

É nesta nova realidade que Madre Teresa coleciona histórias e exemplos de vida, que alimentam sua alma e lhe dão força para que não desista frente aos enormes obstáculos.

Certa noite, em sua ronda de caridade e auxílio socorreu quatro pessoas, que foram levadas a “Casa do Moribundo”, uma delas estava em péssimas condições. Solicitou que suas auxiliares cuidassem das outras três e dedicou-se pessoalmente a que estava em piores condições. Fez tudo o que estava ao seu alcance e ao colocá-la na cama, havia um lindo sorriso em seu rosto. Ela segurou a mão de Madre Teresa e disse apenas uma palavra: “Obrigada!”, e então morreu. Sem se revoltar ou tentar atrair um pouco de atenção, dizendo: “estou com fome, vou morrer; estou com frio e sinto muita dor”. Ela deu à Madre Teresa muito mais do que ela podia imaginar em uma situação como aquela, deu-lhe seu amor agradecido e morreu com um sorriso nos lábios.

Em outra ocasião, socorreu um homem que foi pego no esgoto, parcialmente comido por vermes. Depois de levado a “Casa do Moribundo”, disse apenas: “Tenho vivido na rua como um animal, mas vou morrer como um anjo, amando e recebendo atenção”. Então, depois de removerem todos os vermes do seu corpo, com um grande sorriso tudo o que disse foi: “Irmã, vou para casa estar com Deus”, e morreu.

Para Madre Teresa este sempre foi o seu maior tesouro, poder conviver com a grandeza de pessoas tão sofridas, que jamais culpavam alguém por suas chagas e sofrimentos. Como anjos - essa é a grandeza das pessoas espiritualmente ricas, embora materialmente pobres.

Madre Teresa não foi um exemplo apenas para Calcutá, para a Índia ou para a ONG “Projetos sociais meu sonho não tem fim”, ela foi um exemplo para toda a humanidade. Seu trabalho ia muito além da assistência social, era um trabalho de contemplação diante do coração do mundo, uma fonte viva de amor em um mundo repleto de ódio e miséria, mostrando a todos nós que não importa o quanto fazemos, mas, quanto amor colocamos naquilo que fazemos.

Caso você deseje conhecer um pouco mais sobre a vida e o legado de Madre Teresa, você pode baixar gratuitamente folhetos, papéis de parede, revistas e livro que contam um pouco mais de sua história, assim como de nossos demais vinte “grandes sonhadores”. Um trabalho que vale a pena ser conhecido. Uma outra homenagem da organização à Madre Tereza é o vídeo “Diversidade e Tolerância”, que pode ser conferido em nosso site, na seção TV Meu Sonho, ou em nosso canal exclusivo no You Tube.


Alex Cardoso de Melo
ONG “Projetos sociais meu sonho não tem fim” www.meusonhonaotemfim.org.br

“Um homem não morre quando deixa de existir e sim quando deixa de sonhar”.

Matéria postada no blog da APNEN: 27/08/2010

Prefeito de São Bernardo amplia isenção na Zona Azul

Com novas regras, qualquer carro com selo da Contran pode usufruir do benefício.
Jessica Cavalheiro
Através de projeto de lei aprovado no dia 25 de agosto na Câmara de São Bernardo, portadores de deficiência física de outros municípios que estacionarem seus veículos nas vagas rotativas da cidade, sistema Zona Azul, também ficarão isentos da taxa. Para isso, o usuário deverá possuir credencial prevista pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito), válida para todo território nacional.

Atualmente apenas moradores de São Bernardo que usufruem das vagas especiais são isentos da taxa, através de um selo. De acordo com a Prefeitura, 1.776 pessoas já estão cadastradas e serão chamadas para substituírem seus adesivos pela credencial padrão.

De acordo com o vereador Wagner lino (PT), o projeto permite ainda que veículos que transportem pessoas com deficiência e tiverem a credencial, possam usar qualquer vaga de Zona Azul, independentemente de ser destinada a deficiente. "Muitas vezes as vagas especiais estão lotadas e a pessoa tem que parar longe."

Ainda segundo o vereador, trocar o adesivo pela credencial facilitará a vida do portador de deficiência. "Com a credencial a pessoa poderá utilizar qualquer automóvel que tiver disponível, já que terá o cartão em mãos e não colocado em um único carro", observou Lino, ao lembrar que o limite de permanência das vagas, duas horas, deverá ser mantido e respeitado.

Em todos os municípios o deficiente físico pode emitir sua credencial prevista pelo Contran, através de órgão ou entidade executiva de trânsito, porém nem todas as cidades isentam os usuários de taxa.

Reestruturação

Outro projeto aprovado recentemnte faz com que o pavilhão Vera Cruz, antes administrado pela SDET (Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo) passe a ser responsabilidade da SC (Secretaria de Cultura). Já o Mercado Municipal, localizado no Rugde Ramos, passou a ser gerido pela SDET, sendo que antes a SU (Secretaria de Serviços Urbanos) era a responsável.

Fonte: Diário do Grande ABC - São Bernardo - SP, 26/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 27/08/2010

Implantes de córneas sintéticas oferecem esperanças a deficientes visuais

Córnea sintética permitiu recuperação mais rápida e não provocou rejeição; técnica pode acabar com fila de espera por doador.
Pamela Rutherford
Córneas sintetizadas em um laboratório melhoraram bastante a visão de dez pacientes suecos que sofriam de deficiências visuais graves.

Feitos com colágeno sintético, os implantes podem, no futuro, eliminar as filas de espera por doações de córneas humanas. Eles permitem uma recuperação mais rápida do paciente e não provocam rejeição - problema comum em implantes convencionais.

Os pesquisadores da universidade sueca Linkoping, responsáveis pelo trabalho, enfatizam que este foi um estudo pequeno, com apenas dez participantes, mas dizem estar otimistas quanto ao possível sucesso do tratamento após testes em grande escala.

A córnea é uma camada de tecido transparente que cobre a pupila, a íris e a frente do olho, sendo composta de colágeno. Danos a essa membrana são a segunda maior causa de cegueira no mundo, afetando quase dez milhões de pessoas.

Os implantes são feitos com leveduras e sequências de DNA humano. Uma vez implantados, eles promovem a regeneração dos nervos e células no olho do paciente.

Estudo

Tecido danificado foi retirado das córneas de dez pacientes e substituído por implantes. O grupo foi monitorado durante dois anos após as cirurgias.

Dos dez, seis foram capazes de ver quatro vezes mais longe do que antes da operação.vTodos tiveram melhorias em sua visão, mas alguns precisaram do auxílio adicional de lentes de contato.

Uma das autoras do estudo, a professora May Griffith, da universidade de Linkoping, disse à BBC que a equipe ficou surpresa com os resultados. "Nosso objetivo era apenas testar a segurança dessas córneas em humanos, então a melhoria na visão foi um verdadeiro bônus".

Ela explicou que o sucesso dos implantes está em sua habilidade de permitir que os tecidos do olho se regenerem. "Os próprios nervos e células do paciente crescem de novo dentro dessa estrutura pré-fabricada, recriando uma córnea que se assemelha ao tecido saudável normal do olho", disse Griffith. "Então (a córnea sintética) está essencialmente estimulando a regeneração".

A melhoria na visão dos pacientes foi igual à esperada caso tivessem recebido doações de córneas humanas, mas, em alguns aspectos, a recuperação do olho foi melhor em comparação com os implantes convencionais. "A recuperação dos nervos foi mais rápida em todos os pacientes do que teria sido se tivessem recebido enxertos humanos". O grupo não apresentou rejeição e não precisou tomar drogas imunossupressoras - como acontece em pacientes que recebem córneas humanas.

A córnea retira oxigênio das lágrimas. Os implantes sintéticos foram capazes de produzir lágrimas normais e tornaram-se sensíveis ao toque.

Córneas protéticas, feitas de plástico, já foram usadas em pacientes que tiveram complicações após receber enxertos de córneas humanas. No entanto elas são difíceis de implantar e podem causar infecções, glaucoma e descolamento da retina.

Fonte: BBC Brasil - 26/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 27/08/2010

Brasil vai ajudar o Haiti a construir normas de acessibilidade para deficientes

Governo pretende auxiliar para que a reconstrução do país preze pelos deficientes físicos

Roberta Lopes

O Brasil poderá ser um parceiro importante para o Haiti no que se refere à acessibilidade para pessoas com deficiência. No dia 24 de agosto, representantes da Secretaria de Direitos Humanos se reuniram com uma delegação do Haiti, para apresentar as políticas do órgão para pessoas com deficiência. Entre os representantes da secretaria esteva a Secretária Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Izabel Maior.

De acordo com a secretária, o Brasil poderá mostrar ao Haiti ações para melhorar a acessibilidade das pessoas com deficiência durante a reconstrução do país. “O Haiti vai precisar de uma reconstrução e nessa reconstrução vamos procurar influir de alguma maneira para que ela traga normas de acessibilidade. O Haiti não tem normas de acessibilidade e vamos procurar contribuir no que eles necessitarem”, disse.

Izabel disse que deverá ser construído um centro de reabilitação para a pessoa com deficiência. Além disso, o Brasil também vai fazer uma proposta de capacitação na área de direitos da pessoa com deficiência, para gestores, associações de pessoas com deficiência e para aquelas pessoas que vão lidar diretamente com os deficientes.

O secretário de estado haitiano para a Integração das Pessoas com Deficiência, Archange Michel Pean, disse que há no país 800 mil pessoas com deficiência. Ele disse ainda que, depois do terremoto de 12 de janeiro deste ano, o país não poderá ser reconstruído da mesma maneira que era antes. “Não podemos reconstruir o país assim como era antes, porque nós teremos que ter um Haiti acessível e que considere as necessidades de todas as características da população, seja ela com deficiência ou não”, explicou.

Ele disse ainda que o Brasil está muito avançado na questão dos direitos humanos e o Haiti pode aprender muito com as ações brasileiras. Além disso, Pean disse acreditar que os dois países podem trocar experiências na área de direitos humanos. A delegação haitina deverá permanecer no Brasil até o fim da semana.

Fonte: Agência Brasil - 26/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 27/08/2010

Concurseiros conseguem ingressar na União amparados por decisões judiciais

Prazos, questões de provas e critérios adotados pela banca servem de matéria-prima para grande parte das batalhas judiciais

Gustavo Braga, Luciano Pires

Quando passar em um concurso público vira questão de honra, o candidato divide o tempo entre os livros e a Justiça. Reflexo do aumento da concorrência e de falhas na formulação ou na organização dos exames, cada vez mais pessoas têm recorrido aos tribunais para continuar no páreo por uma vaga no funcionalismo. O avanço dos concurseiros sub judice é proporcional à avalanche de contratações autorizadas pela União. Tão polêmico como comum, o fenômeno é mais visível nas seleções que oferecem salários maiores.

Prazos, questões de provas e critérios adotados pela banca servem de matéria-prima para grande parte das batalhas judiciais. Não raro, o candidato que obteve sinal verde da lei - ainda que em caráter provisório - chega até mesmo a assumir o cargo. A controvérsia incendeia o debate entre os estudiosos. "O fato de o candidato ser nomeado sub judice é um problema. Alguns chegam a passar anos no exercício do cargo, porém, se vem uma decisão desfavorável naquele processo em que estava sendo discutida a reprovação em alguma fase, a medida a ser adotada é a exoneração", explica Antonio Carlos Carvalho, procurador do Distrito Federal.

Prato cheio para decisões judiciais em favor dos candidatos são, por exemplo, as exigências esdrúxulas ou discriminatórias, como eliminação por gênero, altura e até por dentição incompleta; além de cobrança inadequada de documentação. Denise Vargas, professora de direito constitucional do Gran Cursos, reforça que a determinação do juiz pela nomeação definitiva está condicionada à confirmação da decisão no mérito ou por instâncias superiores. "O fato de determinada exigência constar no edital não significa que esteja dentro da lei", argumenta. Dessa forma, o recurso judicial é a última alternativa adotada pelos candidatos que se consideram, de alguma forma, prejudicados durante a apuração dos resultados de um certame, analisa.


Divergências

As disputas no Judiciário não são uma unanimidade entre os concurseiros. A linha que separa aquilo que é visto como legítimo direito do que é considerado puro oportunismo é tênue. "Tive uma ideia. O que vocês acham de formarmos um comissão com o intuito de irmos até Brasília para reivindicar a reanálise das questões? Podemos fazer a coleta de todos os processos que tramitam na Justiça para balizar o nosso pedido", propõe um rapaz que contesta, no fórum de concursos do Correioweb, itens da prova objetiva aplicada pela Polícia Rodoviária Federal. "É muita gente desesperada, nunca vi. Querem ganhar no tapetão. Se essas pessoas estudassem 20% do quanto reclamam, passariam em todos os concursos", rebate outro candidato em comentário publicado em seguida.

Entre os tópicos do fórum reservado aos candidatos, é possível verificar situações de conflito em concursos do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. As opiniões dos internautas divergem na mesma proporção entre os que defendem e os que atacam os aprovados sub judice. "Hoje sou eu, mas amanhã pode ser um de vocês", ameaça uma candidata. "Não pode passar por cima daqueles que conseguiram corresponder à análise da banca julgadora oficial e se tornaram aptos de prosseguir no certame. Prepara o bolso e bola pra frente. Imagina se essa moda pega...", retruca outro concorrente.


Aprovados sub judice

O coordenador de Recursos Humanos da Polícia Federal, delegado Jorgeval Silva Costa, diz que os questionamentos por reprovações em alguma fase dos certames da PF são comuns. "Vários candidatos fizeram o curso de formação em razão de determinações judiciais, desses, alguns conseguiram decisões para serem nomeados, o que de fato ocorreu", afirma. Mandados de segurança concedidos a candidatos portadores de deficiência também são frequentes. No caso dos candidatos que têm visão monocular (enxergam apenas com um dos olhos) há até jurisprudência. "Os tribunais dão ganho de causa a esse tipo de processo devido a uma súmula do Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde a interpretação é a de que a visão monocular deve ser classificada como deficiência", justifica Denise Vargas, do Gran Cursos.

No concurso realizado pelo próprio STJ, em 2008, 16 candidatos portadores de deficiência foram aprovados sub judice para o cargo de técnico judiciário, conforme consta na lista final divulgada pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe). Apesar de a lista pública dos aprovados não discriminar o tipo de deficiência, estima-se que todos sejam portadores de visão monocular. Já o concurso para procurador federal, da Advocacia-Geral da União (AGU), está em andamento com 17 participantes sub judice. A última seleção concluída pelo órgão, para o cargo de advogado da União, teve 20 participantes amparados judicialmente, dos quais um foi nomeado.

Bernardo Brandão, advogado especializado em concursos públicos, reconhece a existência de casos em que os candidatos lançam mão dos artifícios jurídicos para tumultuar o processo, mas lembra que a má-fé não é o que move a maioria. "São casos isolados. Cerca de 90% dos recursos são legítimos", calcula. Segundo ele, os organizadores deveriam simplificar alguns pré-requisitos como forma de reduzir os índices de contestações. Para o especialista, outro problema crônico é a falta de transparência nos exames psicotécnicos.

Fonte: Correio Braziliense - Brasília, 26/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 27/08/2010

Palácio do Governo não tem acessibilidade para deficientes

Ausência de rampas obriga deficientes a serem carregados para entrar na sede do Governo Estadual.
da Redação


A falta de acessibilidade em órgãos públicos, ruas, calçadas e até mesmo hospitais preocupa a população mato-grossense, ao menos a parcela que necessita de tais facilidades para trafegar livremente. Os exemplos da falta de acessibilidade já começam no próprio Palácio Paiaguás, sede do governo estadual. Quatro escadas dão acesso ao piso superior do prédio, onde fica o gabinete do governador e do vice, a Casa Civil e Militar e a secretaria de Comunicação do Estado. Tanto do lado de fora quanto na parte interna, é possível perceber que os portadores de deficiencia física ou mobilidade reduzida não têm vez no local. Não existem rampas e o único elevador do prédio dá direto na sala do chefe do Executivo e somente ele pode utilizá-lo.

Nem sempre foi assim. É possível verificar a existência de um extinto elevador. Após a desativação, o local se transformou num banheiro, localizado no corredor entre o gabinete e sala de reuniões. Um ex-funcionário do Governo relata que as pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida precisam ser carregadas para subir ao primeiro piso. "Se não bastasse o constrangimento, essas pessoas dependem da boa vontade de quem passa pelo local".

O que acontece no Paiaguás é apenas um exemplo da falta de acessibilidade. Prédios públicos, farmácias, agências bancárias, postos de saúde, escolas, travessias e calçadas, entre outros locais, são um verdadeiro problema para quem possui algum tipo de problema de locomoção. Transitar por Cuiabá acaba sendo um desafio.

O presidente do Conselho Estadual de Direito da Pessoa com Deficiência (Coned), Mário Lúcio, diz que a associação atua junto ao Ministério Público e CREA na fiscalização dos órgãos púbicos. "Há muito tempo entrei com pedido no Ministério Público para comunicar o Estado e a prefeitura das adequações necessárias. O Palácio Paiaguás é um prédio bastante antigo e inacessível para os deficientes. As secretarias de Saúde e Educação de Cuiabá também são inacessíveis aos portadores", afirma Mário. "No caso do prédio da Saúde é ainda pior, pois oferece dificuldade de locomoção até para as pessoas que não têm deficiências".

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) prevê a instalação de plataformas e elevadores de cadeirantes em prédios públicos. Na maioria das vezes, o agente fiscalizador é a própria população e os conselhos estaduais e municipais dos portadores de deficiência.


Folha da Várzea Grande - Mato Grosso, 26/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 27/08/2010

Desafios da inclusão plena

Desafios da inclusão plena,por Patrícia Alessio*

Estamos vivendo a Semana Nacional da Pessoa Portadora de Deficiência. Marcos como este têm como objetivo fazer com que a sociedade efetivamente enxergue este público e que analise criticamente seu comportamento e faça os ajustes necessários. O tema é tão relevante, que organismos internacionais de defesa dos direitos humanos vêm atuando cada vez mais no sentido de reconhecer, ampliar e garantir direitos às pessoas portadoras de deficiência.

Infelizmente ainda se veem pessoas agindo como se os plenos direitos que são assegurados às pessoas com deficiência fossem meras concessões, quase caridade. Nada mais equivocado! Pessoas portadoras de necessidades especiais são titulares de direitos, o que significa dizer que o tratamento muitas vezes diferenciado que recebem por força de suas peculiaridades é algo a ser respeitado pelos demais como meio de garantir igualdade e, por consequência, dignidade.

Tudo isso está na Constituição Federal, na Convenção Internacional Sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (ONU), na Convenção Interamericana para Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra as Pessoas Portadoras de Deficiência (OEA), e em leis de todas as esferas.

Inclusão plena é consectário lógico do indispensável respeito à dignidade humana e se refere não só a vida e saúde, mas também a educação, lazer, profissionalização, cultura, dignidade, respeito, liberdade, convivência familiar e comunitária, bem como à participação plena na vida econômica, social, cultural e política. Ao poder público, cabe oferecer prestações positivas para que estes essenciais direitos possam ser exercidos.

A nós, cabe fundamentalmente o respeito. Respeito pela diferença como algo que dignifica – não diminui – e que se traduz na observância do espaço, na fila preferencial, no estacionamento reservado, no amplo acesso ao transporte público etc. Medidas simples, fáceis de serem tomadas por todos nós, cuja omissão diária contribui para a ampliação do sofrimento para além do que as dificuldades inerentes à condição especial já impõem.

Mudar a nossa conduta perante esses direitos é o primeiro passo para evoluirmos como sociedade que os reconhece e para nos afastarmos de vez da barbárie que é não nos irmanarmos com aquele que está ao nosso lado pedindo exclusivamente respeito!


*Defensora pública do Estado, dirigente do Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública do RS


Ihttp://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a3016849.xml&template=3898.dwt&edition=15362§ion=1012

Matéria postada no blog da APNEN: 27/08/2010

Trabalhadores com deficiência acusam Metrô de SP de discriminação

Suzana Vier, Rede Brasil Atual

Rubens Ascencio e Rogério Murari passaram no concurso da Companhia do Metropolitano (Metrô) de São Paulo para operadores de trem, em vagas destinadas a pessoas com deficiência. Também foram aprovados em exames médicos e laboratoriais, até que chegaram ao treinamento que permitiria a realização do sonho, especialmente de Rubens, de trabalhar no Metrô de São Paulo. Foram 90 dias de preparação e mais 20 de espera até a notícia da demissão.

Estranhamente, os trabalhadores foram demitidos pelo Metrô pelo mesmo motivo pelo qual foram contratados: por serem portadores de deficiência. “Fico revoltado porque questionei o médico e ouvi dele ‘essa vaga aqui é exclusiva para deficiente’”, protesta Rubens, em entrevista à Rede Brasil Atual. A admissão ocorreu em 18 de janeiro, e a dispensa, em 24 de junho.

“Como abrem vaga para deficiente e nos demitem por sermos deficientes?”, indigna-se. Quando foram demitidos, Rubens e Rogério ouviram do Metrô que não atendiam a necessidade de rapidez para a função.

Parte da decepção dos trabalhadores se deve ao fato de terem deixado empregos estáveis para atuar no Metrô. “A funcionária do RH (departamento de recursos humanos) me disse ‘está tudo certo, o senhor já pode pedir demissão’”, lembra Rubens, que era funcionário de uma indústria em São Bernardo do Campo (SP).

“O médico deveria nos avisar se éramos compatíveis ou não com a função”, critica Rogério. “Isso é muito incoerente”, condena o trabalhador. Na visão deles, a área médica ou o próprio setor de recursos humanos da empresa deveriam ter avaliado previamente se o trabalho de operador é compatível com a deficiência dos trabalhadores.

Sem acessibilidade

Os dois trabalhadores, portadores de sequelas de poliomielite, consideram que o grave erro do Metrô de São Paulo é não oferecer condições de receber trabalhadores com certos tipos de deficiência. Durante o treinamento, eles tiveram de subir e descer escadas, andar por longos trajetos e participar de todas as atividades de formação “em pé de igualdade” com os outros operadores de trem. Para eles, foi o início da discriminação. “O treinamento foi puxado, porque fizeram tudo para pessoa que não tinha deficiência nenhuma”, condena Rubens, que usa aparelho ortopédico na perna e caminha com bengala de apoio.

Além do constrangimento de não serem esperados pelos instrutores para começar as aulas, porque demoravam mais que os colegas durante os trajetos internos da empresa, os trabalhadores demitidos ouviam comentárias preconceituosos, como “o que o usuário vai falar ao ver operadores assim. Vão ficar com medo de entrar no trem”, conta Rubens.

“Era um constrangimento ficarmos para trás. Não havia condições à altura da situação”, avalia Rogério. “Sofremos pressão, e o processo de decisão (pela demissão) foi obscuro”, lembra o trabalhador. “Não tivemos chance de dialogar. Nos chamaram e nos demitiram”, completa Rubens.

Na avaliação de Rubens, operar trens não seria problema para eles. A linha azul, que liga as estações Jabaquara e Tucuruvi, tem trens totalmente computadorizados, em que os operadores permanecem para garantir providências em caso de pane. Os carros alinham-se à plataforma e abrem e fecham portas automaticamente.

O mais difícil, segundo ele, é ter acesso ao pátio de manobras, uma espécie de estacionamento de trens que fica em meio de túneis, entre estações, utilizado quando os trens têm problemas e onde é necessário passar por passarelas bem estreitas. “O operador que não tem deficiência já tem dificuldade, para o que tem a dificuldade é maior. Mas durante o treinamento, eu fui”, comenta Rubens. “Eu consegui atuar como operador do meu jeito”, avalia.


Processo

Os trabalhadores decidiram mover um processo contra o Metrô solicitando a reintegração ao quadro funcional, além de indenização por danos morais sofridos durante o treinamento e pela perda do emprego. “Brincaram com nossas vidas, fomos expostos a situações vexatórias e depois dispensados”, acusa Rubens, que após a demissão ficou várias semanas sem dormir.

“Eu só chorava e não dormia”, relata. “Psicologicamente, você não faz ideia do que eu passo. É muito constrangedor aos 47 anos, com família para cuidar, passar por essa reviravolta e terminar desempregado”, resume Rubens.

De acordo com Flávio Godói, diretor do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, o Metrô comete um grande erro ao abrir concurso para trabalhadores com deficiência sem estipular o tipo de deficiência que se aceita ou não. Ele afirma que o sindicato tentou negociar a realocação dos trabalhadores para outra função, para evitar as demissões, mas a empresa não aceitou.

“Entendemos que o Metrô poderia aproveitar a pessoa que passou no concurso em outras áreas, de forma muito tranquila para todas as partes, até porque é muito difícil passar no concurso do Metrô. Então, estamos falando de pessoas bem preparadas”, relata o sindicalista.

Segundo Almir de Castro, diretor dos Metroviários que acompanhou o treinamento dos operadores de trem, “o Metrô teve oportunidade de dizer para eles que não seriam operadores, mas deixou o barco correr até chegar a esta situação difícil”. “A situação deles realmente foi constrangedora”, interpreta o diretor.
___________________

Fonte: Rede Brasil Atual - 26/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 27/08/2010

Professores não se sentem preparados para inclusão

O Paraná, e de modo geral o Brasil, ainda estão dando os primeiros passos para a inclusão de alunos com deficiência nas escolas normais. Conforme os próprios professores, é preciso aparar arestas. É o que sugere uma pesquisa feita via internet pelo Tribunal de Contas do Estado para elaborar o parecer prévio das contas do governo estadual referente ao ano passado.

Os professores elencaram os motivos que dificultam a inclusão: falta de capacitação profissional, escassez de material didático e salas de aula superlotadas. Dos 1.623 professores da rede estadual que responderam aos questionários, 75% dizem que não se sentem preparados para dar aulas para alunos deficientes.

No curso de Pedagogia da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), por exemplo, os acadêmicos têm apenas 68 horas-aulas – o equivalente a duas aulas por semana – de educação inclusiva e a mesma quantidade de aulas sobre linguagem de sinais, chamada de Libras. A disciplina deveria ser aplicada em todas as licenciaturas, mas por enquanto, está restrita à Pedagogia.

A Secretaria Estadual de Educação e as secretarias municipais promovem cursos de capacitação aos professores já formados. “Muitos professores não fazem os cursos, não se especializam”, diz Julia Maria Morais, da direção de educação especial da APP-Sindicato.

Em segundo e terceiro lugares na lista de queixas dos professores estão a falta de material didático (63,6%) e salas muito cheias que impedem o atendimento individualizado ao aluno com deficiência (56,3%). Além disso, os portadores de deficiência ainda têm de enfrentar barreiras físicas nas escolas (52,5%) e o preconceito de outros alunos e dos pais dessas crianças (52,3%).

Para a chefe do departamento de educação especial e inclusão educacional da Secretaria Estadual de Educação e presidente do Conselho Estadual de Direitos da Pessoa com Deficiência, Angelina Mattar Matiskei, os números não podem ser analisados sozinhos, mas dentro do contexto da educação inclusiva. “Estamos fazendo um processo de inclusão que é gradativo e crescente”, aponta. Em 2004 foi feito o primeiro concurso para contratar professores de educação especial. Angelina afirma que há uma década a realidade era outra. “Nenhum professor estava capacitado, não havia rede de apoio.” Das 2.126 escolas, a maioria foi construída há muitas décadas, quando ainda não se discutia acessibilidade.

Na opinião da pesquisadora e doutora em educação Esméria de Lourdes Savelli, o caminho está errado. “Do meu ponto de vista existe um equívoco muito grande. O aluno especial tem direito à inclusão no ensino regular, mas da maneira como ela acontece é irresponsável porque é preciso ter professores especializados. Eu sou a favor de o aluno especial ter aula no ensino regular, mas em uma turma menor e com professor especializado”, aponta.

O professor Luiz Alberto Guimarães, que atua nessa área, diz que as escolas não estão preparadas para atender aos alunos com deficiência. “Acho difícil ter uma solução em curto prazo porque primeiro é preciso melhorar a estrutura física das escolas e segundo que todo profissional precisa abraçar essa causa, sendo que a oferta de cursos de capacitação tem que partir do estado ou das redes municipais”, opina. Hoje, a rede estadual do Paraná tem 37.086 alunos especiais.
_______________________________

Fonte: Gazeta do Povo/O Educacionista - 26/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 27/08/2010

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Taubaté sedia fórum sobre inclusão de deficientes

Ao todo, serão ministradas 38 palestras até o dia 27.
da Redação


Começa no dia 25 de agosto, às 14h, o "3º Forme Consciente" (Fórum Municipal Educacional de Conscientização à Inclusão do Deficiente), em Taubaté. O evento é direcionado a médicos, terapeutas, psicólogos, professores, estudantes, deficientes e público em geral. O objetivo é conscientizar a sociedade sobre a necessidade de inserção de pessoas com algum tipo de deficiência.

Ao todo, serão ministradas 38 palestras, reunindo nomes como os professores Dr. Romeu Sassaki, especialista em inclusão e consultor da CNBB, e José Pacheco, de Portugal, fundador da Escola da Ponte (uma referência mundial devido à sua filosofia de educação inclusiva). Além das palestras, haverá também workshops e salas de discussão.

Em 2010, o tema do fórum é "Vivenciando a inclusão e respeitando a diversidade". Até o momento se inscreveram 2.364 pessoas. As inscrições são gratuitas e ainda há vagas para quem deseja participar das palestras. Outras informações no site da prefeitura de Taubaté - http://www.taubate.sp.gov.br/.

Na quinta e na sexta-feira o evento tem início às 8h30 e término às 17h30 (com café e almoço). Tudo acontece nas dependências do Cemte (Centro Educacional Municipal Terapêutico Especializado). O Centro conta com ações preventivas, atendimento especializado em habilitação e reabilitação de pessoas portadoras de necessidades especiais, além de veículos adaptados para o transporte de pessoas com mobilidade física reduzida.

Fonte: VNews - São Paulo, 25/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 26/08/2010

Brasil vence Espanha e é tricampeão do Mundial de Futebol para Cegos

Seleção confirma favoritismo e vence a até então invicta Espanha.
da Redação


O Brasil foi campeão do "Mundial de Futebol de 5 para Cegos" pela terceira vez, ao vencer a Espanha por 2 a 0 no dia 22, na cidade de Hereford, Inglaterra. Com o título, o Brasil também garantiu sua vaga nas Paraolimpíadas de Londres, em 2012.

Mais uma vez, Ricardo Alves (Ricardinho) e Jeferson Gonçalves (Jefinho) foram os grandes nomes da partida, ao marcarem um gol cada para conquistar o título contra os espanhois.

Jefinho foi ainda eleito o melhor jogador do torneio. "É uma emoção que não dá para explicar. É o reconhecimento do trabalho que fizemos durante todo este ano. Agradeço aos meus companheiros que me dão força o tempo todo. Ofereço este título a eles e à minha família, que me apoia sempre", declarou o destaque brasileiro.

A Espanha, que havia vencido todos os jogos até a final e não tinha tomado nenhum gol, mostrou mais uma vez sua grande força defensiva durante boa parte da primeira etapa. Assim, o Brasil tinha mais posse de bola e chegava mais ao ataque, sem conseguir furar o bloqueio.

Porém, a cinco minutos do fim do primeiro tempo, Ricardinho tratou de abrir o placar com um chute rasteiro, após se chocar com vários adversários e girar na frente do último defensor espanhol.

No segundo tempo, a situação foi parecida, com a Espanha se fechando bem e saindo para contra-atacar, mas quem conseguiu marcar foi novamente o Brasil, com Jefinho, que fechou a conta a dez minutos do fim.

"A Espanha tem uma defesa muito boa, bastante experiente. Até conseguirmos fazer o segundo gol, eles estavam muito recuados, com os quatro jogadores atrás. Depois de abrirmos o placar eles tiveram que sair para o ataque e ficou um pouco mais fácil", explicou Ricardinho.

Tanto Brasil quanto Espanha tiveram ainda um pênalti a favor, após terem estourado o limite de três faltas. No entanto, ninguém conseguiu converter a cobrança e a partida terminou com o título brasileiro.

"Final é sempre um jogo nervoso. Mas o Brasil fez um campeonato perfeito. Tudo que nós combinamos, conseguimos aplicar na prática", comemorou o técnico brasileiro, Ramon Pereira

Fonte: UOL Esporte - 25/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 26/08/2010

Pessoas com deficiência enfrentam desafios para andar no Centro do Recife

Calçadas cheias de buracos, lixo nas ruas, falta de sinalização especial são alguns dos muitos problemas
Da redação

Calçadas cheias de buracos, lixo nas ruas, falta de sinalização especial. São muitos os problemas que as pessoas com deficiência enfrentam para andar no Centro do Recife.

O Recife dá o exemplo perfeito de como uma pessoa com necessidades especiais não deve ser tratada. Basta observar o resultado de uma pesquisa feita pelo Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) em vários pontos turísticos. Com base em mais de 20 diferentes critérios, o desempenho dos locais ficou entre ruim e regular. E é fácil entender o porquê.

Na hora de atravessar a faixa de pedestre, no Centro da Cidade, nenhum dispositivo sonoro para quem não enxerga. Nas paradas de ônibus, nem som, nem sinalização em braile indicando as linhas e os itinerários dos ônibus.

Calçadas sinalizadas no piso com uma espécie de bolinhas em relevo são uma raridade. Mais fácil encontrar buracos e desníveis. "Parece mais que as calçadas são uma ladeira. Imagina para um deficiente andar nessa ladeira", diz o apontador de produção Antônio Lima.

Mesmo que a calçada não fosse uma ladeira, pessoas como a educadora social Cosma Bezerra não poderiam passar por ela. O lixo toma todo o espaço. "Além de a calçada não é ser acessível, com lixo não dá para passar mesmo", reclamou.

Quem também sente falta de mais acessibilidade, termo que significa condição de usar espaços e equipamentos, é Elba Maria Oliveira, de 50 anos. Aos 22, precisou reaprender a ver o mundo de outro jeito. É que por causa de uma inflamação na retina, ela perdeu a visão e para não perder as oportunidades, vive uma aventura diária. "Tenho medo das bocas de lobo, de bater nos orelhões, nas caixas dos Correios", disse.

O agente de saúde Arão José de Oliveira, cego desde criança, está acostumando aos desafios. Concluiu o terceiro grau, foi aprovado em concurso público, mas certos obstáculos ele encontra dificuldade para superar. Todos os físicos, criados e mantidos por quem não se coloca no lugar do outro. "Desse jeito eles nos deixa sem chance de poder exercer a nossa cidadania de forma completa. Nós corremos risco de atravessar, por exemplo, em local proibido", falou.

De acordo com o IBGE, as pessoas com necessidades especiais representam 14,5% da população brasileira e 17% da pernambucana. A maioria não teve a oportunidade que os alunos do Núcleo de Atendimento aos Alunos com Necessidades Educacionais e Especiais, que funciona na Cidade Universitária, no Recife.

No local, material em braile, intérpretes de libras. Tudo de graça e feito para incluir. "O nosso objetivo é incluir os portadores nos nossos cursos regulares, desde o vestibular, a permanência e a saída do curso, inclusive preocupando-se com a empregabilidade deles", explicou o professor Gustavo Estevão.

"Antes, eu tinha que me adaptar ao mundo. Hoje, eu vejo que ele está se adaptando a mim", disse o tecnólogo em turismo Josemberg Francisco da Silva.


CALÇADA E SINAIS

Segundo a secretária executiva de Controle Urbano, Ana Cláudia Mota, desde 2004, a Prefeitura obriga que novas obras ou reformas apresentem proposta de mobilidade para as calçadas. "A licença para novos comércios também só é expedida se tiver um projeto de acessibilidade. Sobre os sinais sonoros, a CTTU tem os colocado em pontos estratégicos, como na avenida conde da boa vista", informou.

O Recife tem 46 semáforos sonoros de pedestres (sinais sonoros para travessia de pedestres), para auxiliar a travessia dos deficientes visuais. Mas, para o funcionário público Lúcio Moreira, a quantidade de sinais sonoros é pouca. "Todo tipo de ajuda técnica para facilitar a nossa locomoção ajuda é bem vinda. É algo que deveria ser padronizada em toda a cidade", falou.

Segundo a CTTU, quando há uma solicitação, é feito um levantamento do local para verificar a possibilidade de instalação do equipamento. Então, você pode fazer o pedido ligando para o telefone 0800 081 1078.


LIXO

Sobre o lixo nas calçadas, o presidente da Emlurb, Carlos Muniz, o poder público cumpre a sua parte, mas a população deve colaborar. "As pessoas devem colocar o lixo no lugar e horário certos, é até infração o contrário", explicou.


ÔNIBUS

O Grande Recife Consórcio de Transporte respondeu em nota que, em relação à colocação de placas em braille nas paradas, esse tipo de sinalização já tinha sido implantada nas avenidas Nossa Senhora do Carmo, Conde da Boa Vista e Guararapes, de forma experimental, mas que praticamente todas as placas informativas foram destruídas pelo vandalismo nos últimos anos.

O Grande Recife disse que vem elaborando, desde ano passado, um projeto de novas paradas de ônibus que prevê a sinalização para deficientes visuais, no entanto, ainda não foi definida a forma que o material será implantado devido aos problemas citados há pouco.

Os atos de vandalismo também ocorrem nos terminais que possuem as placas em braille. As placas arrancadas são repostas, mas, por causa do alto custo, isso não pode ser feito em cerca de 5.000 paradas existentes na Região Metropolitana.

Sobre a sonorização, o Consórcio informou que existe um sistema de som, com informações sobre as linhas de ônibus, implantado no Terminal Pelópidas Silveira, em Paulista. Em breve, no terminal do cabo. E ressalta que todos os novos terminais, além dos já existentes, também irão contar com o serviço até 2012.


Para assistir à reportagem, acesse: pe360graus.globo.com/videos/cidades/cidadania/2010/08/25/VID,18013,4,96,VIDEOS,879-PESSOAS-DEFICIENCIA-ENFRENTAM-DESAFIOS-ANDAR-CENTRO-RECIFE.aspx

Fonte: pe360graus - Recife, 25/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 26/08/2010

Prefeitura de Jundiaí prepara diagnóstico sobre alunos com deficiência

Levantamento será base da Política de Educação Especial que a Secretaria Municipal de Educação elabora, em parceria com o Instituto Paradigma.
Da redação
A Secretaria Municipal de Educação de Jundiaí quer saber quantos são e onde estão os alunos com deficiência matriculados na rede pública. O levantamento começou a ser feito este mês e os dados serão comparados aos obtidos no primeiro diagnóstico, realizado no ano passado. "Este mapeamento é fundamental para construirmos a Política de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva que será adotada pelas escolas públicas do município", informa Sheila Hamburg Depiatti, Supervisora de Educação Inclusiva da Secretaria de Educação de Jundiaí. O Instituto Paradigma, consultoria social dedicada a projetos para educação, trabalho e desenvolvimento comunitário visando à inclusão das pessoas com deficiência, é parceiro da Secretaria neste projeto. "Queremos apurar como está a evolução do atendimento dos alunos com deficiência no município, se eles são em maior número, que tipo de deficiência têm, onde moram, para termos um diagnóstico preciso da situação", afirma Ester Asevedo, consultora do Instituto Paradigma.

Paralelamente, a Secretaria está promovendo a formação de coordenadores pedagógicos e supervisores de ensino que serão os multiplicadores das informações para as equipes escolares. Este trabalho já teve uma primeira etapa, concluída em julho, com a formação de 15 supervisores de ensino. A formação compreende um encontro mensal de quatro horas, no total de três, abordando temas como a Política Nacional da Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, Atendimento Educacional Especializado (AEE) e Alinhamento Conceitual sobre as Deficiências. "O Ministério da Educação, através da Secretaria de Educação Especial, apresenta a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, que visa a construir políticas públicas promotoras de uma educação de qualidade para todos os alunos e isso se aplica ao Município de Jundiaí", enfatiza Ester Asevedo.

Entre outras determinações, a Portaria do MEC 555 estabelece que os alunos com deficiência sejam incluídos nas classes regulares e recebam reforço em salas especiais no contraturno escolar. Para isso, porém, é necessário que elas sejam acessíveis, tenham professores capacitados e materiais pedagógicos adequados, entre outras premissas. A maioria das prefeituras ainda está se adaptando às exigências do MEC e, embora em São Paulo já existam municípios onde o programa de educação inclusiva esteja em um estágio mais avançado, como Sorocaba, que tem um Centro de Referência de Educação (CRE) modelo, a maioria das Secretarias de Educação ainda não atende a determinação do MEC. "A meta é assegurar educação inclusiva de qualidade para todos os alunos e isso requer vários estágios e adaptações por parte das escolas, é um processo", conclui Ester Asevedo.

Fonte: Fator Brasil - Jundiaí, 25/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 26/08/2010

Processo Seletivo de Patrocínios do Banco do Brasil para 2011

Acessibilidade é um dos itens priorizados pela empresa.


O Banco do Brasil realiza projetos aderentes às seguintes premissas:

a) visibilidade - percepção da marca Banco do Brasil pelo público, proporcionada pelas ações de comunicação compreendidas no escopo do projeto;

b) fortalecimento da marca - colaboração do projeto para potencializar o reconhecimento da marca Banco do Brasil ou marcar seu posicionamento junto a segmentos específicos de públicos ou junto à sociedade em geral, a curto, médio e longo prazos;

c) relacionamento - potencial do projeto para aprofundar o relacionamento institucional e negocial do Banco do Brasil com seus clientes efetivos e potenciais;

d) contrapartidas - análise das propriedades oferecidas pelo projeto frente à cota de patrocínio solicitada;

e) brasilidade - presença, no projeto, de atributos que enalteçam e divulguem valores atrelados às especificidades culturais, sociais e econômicas do Brasil;

f) inovação - colaboração do projeto para a construção e divulgação de iniciativas inovadoras para as comunidades, o País e seus agentes sociais, culturais e econômicos;

g) sustentabilidade - aderência do projeto ao conceito de sustentabilidade e responsabilidade socioambiental;

h) democratização - igualdade de oportunidade e acesso a produtos e serviços resultantes da implementação dos projetos patrocinados;

i) distribuição geográfica - distribuição dos projetos pelo território nacional;

j) cidadania - colaboração do projeto para a promoção da cidadania e do desenvolvimento humano;

k) potencial educacional - desdobramentos educacionais e/ou de capacitação técnica proporcionados pelo projeto;

l) acessibilidade - previsão de acesso especial para pessoas com mobilidade reduzida ou com deficiência física, sensorial ou cognitiva, de forma segura e autônoma, aos espaços onde se realizam os eventos ou aos produtos e serviços oriundos dos patrocínios.


Mais informações e inscrição no site: www.bb.com.br/patrocinios

Fonte: Banco do Brasil - 25/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 26/08/2010

Para acessos especiais

Apesar de o país ter 25 milhões de pessoas com deficiência, software para acessibilidade são raros e caros. Mas há soluções gratuitas feitas por aqui.
Marina Estarque
"Um dos maiores problemas das pessoas com deficiência no Brasil é serem invisíveis. Apesar de quase 25 milhões de brasileiros, segundo o IBGE, possuírem algum tipo de deficiência, a sociedade ainda se mantêm cega a essas pessoas". Priscilla Selares, de 28 anos, advogada e coordenadora do setor jurídico do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD), é deficiente visual desde os 18 anos, quando um acidente vascular cerebral (AVC) deixou-a com apenas 5% da visão no olho esquerdo e cega do direito. Para ela, essa invisibilidade imposta aos deficientes é perigosa. "De tanto ouvir 'não', você acaba achando que é impossível ter uma vida normal. Se tivesse acreditado nisso, hoje não estaria exercendo a minha profissão", conta.

A exclusão também se manifesta no acesso à Internet. De acordo com o Censo na Web, pesquisa do Comitê Gestor da Internet, 98% dos sites do governo não adotam padrões de acessibilidade. De acordo com a ONU, em países em desenvolvimento, os deficientes representam cerca de 10% da população. Isso significa que os sites de interesse público estão de portas fechadas para um décimo dos brasileiros.

Vagner Dinis, responsável pelo censo, explica que as barreiras não são de ordem tecnológica, mas de tomada de consciência. "É muito fácil fazer um site adequado aos padrões de acessibilidade, sem custo adicional", diz. São mudanças simples, como uma configuração de recursos de navegação pelo teclado ou uma codificação da página e inserção de descrições das imagens para deficientes visuais, e até mesmo um aumento no contraste de gráficos para atender ao daltônico, que não é capaz de diferenciar certas cores.

Mesmo com essas opções, a inclusão não é fácil. "As empresas acham que um deficiente dá trabalho e representa gastos. Há uma grande resistência", explica Teresa Costa d'Amaral, Superintendente do IBDD e autora da lei federal 7.853/89, que trata dos direitos da pessoa com deficiência e criminaliza o preconceito. "Dos 40 mil com currículos cadastrados, conseguimos empregar apenas 73 nos últimos seis meses", lamenta.

A falta de acesso às tecnologias assistivas perpetuam um círculo vicioso que condena os deficientes à invisibilidade. Sem elas, é difícil obter informação, educação e trabalho. Desempregadas, as pessoas com deficiência não formam um mercado consumidor vigoroso capaz de sustentar esta indústria tecnológica. As tecnologias assistivas são, portanto, uma necessidade. Elas aumentam a qualidade de vida e abrem caminhos que, de outra forma, estariam fechados para as pessoas com deficiência.


Programas especiais

Tecnologias para deficientes que aumentam o acesso democrático à informação não faltam. Antônio Borges, engenheiro de sistemas e responsável pelos projetos de acessibilidade do Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ, criou vários software para deficientes. O Dosvox, sintetizador de voz que narra os comandos de vários aplicativos, é gratuito e é usado por mais de 30 mil deficientes visuais. "Um cego que que saiba usar bem o programa pode mais ser rápido no computador que alguém que use um sistema operacional convencional, já que o mouse torna o usuário mais lento", acredita o engenheiro. Já o Motrix, para pessoas sem movimento nas mãos, mas com a fala preservada, já foi baixado na Internet por 2 mil usuários, o que é considerado um sucesso.

Contudo, nem todas as tecnologias assistivas são gratuitas. Algumas podem atingir preços exorbitantes, como o Jaws, leitor de tela para cegos, que custa de R$ 2.700 a R$ 4 mil, e o Magic, que amplia os conteúdos exibidos e é usado por pessoas com capacidade reduzida de visão, que custa entre R$ 1.100 e R$ 1.500. Programa similar para celulares, o Talks é muito usado por deficientes visuais e custa em torno de R$ 700. Além de caros, os programas são difíceis de encontrar no mercado.

Fonte: O Dia Online - Rio de Janeiro, 25/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 26/08/2010

Como é feito um livro em Braille?

Reportagem mostra as etapas de preparação do livro "Dudu da Breka", em tinta e braile, feito na Fundação Dorina Nowill

Para assistir ao vídeo, acesse: www.vimeo.com/14097946.

Fonte: Vez da Voz - São Paulo, 25/08/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 26/08/2010

Bicicleta especial criada por alagoano é testada em Maceió

Designer alagoano recebeu prêmio nacional pela criação de bicicleta para pessoas com deficiência.
No ano passado, o designer e estudante de Arquitetura alagoano Rodrigo Motta, 34, conquistou a medalha de bronze no Prêmio Idea Brasil 2009, na categoria estudante (nacional e internacional), pela criação de uma espécie de bicicleta ergométrica adaptada para pessoas com deficiência, batizada de Flexibility Cycle.

Na semana passada, pouco mais de um ano após a premiação, o objeto portátil que, acoplado a uma cadeira de rodas, permite movimentos de fisioterapia através de um sistema mecânico, finalmente saiu do papel e se transformou em realidade.

O protótipo da bicicleta foi construído em São Paulo e a partir de amanhã será testado inicialmente em Maceió, em locais como o Centro de Reabilitação do Sesi, Centro de Fisioterapia da Santa Casa, Adefal, Cesmac, Faculdade de Alagoas (FAL) e Faculdade Integrada Tiradentes (FITS).

“A bicicleta irá ficar uma semana em cada um desses locais para atender pessoas com deficiência e pacientes idosos ou com imobilidades temporárias, tudo com o acompanhamento do fisioterapeuta Elson Ferrer. Após os testes e possíveis ajustes, ela poderá ser finalmente comercializada”, explicou Rodrigo Motta.

O protótipo da bicicleta foi desenvolvido por um ex-executivo da Multinacional Bosch e produzido pela empresa Studio 76 Design, em Salto, São Paulo, depois que o empresário paulista Marcelo Maggioli propôs sociedade ao designer alagoano.

Segundo fisioterapeutas que tiveram acesso a invenção, a bicicleta que funciona com movimentos automáticos pode auxiliar no tratamento fisioterápico de pessoas paraplégicas, idosos e pacientes vítimas de Acidente Vascular Cerebral. Mais informações no site www.studio76design.com.br.

Fonte: http://www.alagoas24horas.com.br/ e http://www.deficienteciente.com.br 25/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 26/08/2010

Apae realiza primeiro casamento entre pessoas com Síndrome de Down

Fábio e Graciele estão juntos há nove anos e afirmam estar muito felizes com a chegada do casório.
Com semblante alegre e cheio de expectativas, o casal de alunos da escola Apae (Associação dos pais e amigos dos excepcionais) Fábio Pereira da Silva, 29 anos, e Graciele Machado Sampaio 26, subirão ao altar em 21 de agosto.

Segundo a assistente social Shirley Monteiro Soares, este é o primeiro casal especial a oficializar uma relação matrimonial em Montes Claros (MG). O casamento acontece na Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, antes chamada de Semana Nacional do Excepcional, comemorada há 42 anos nas 2 mil Apaes do Brasil.

Neste ano, o tema é Autogestão e autodefensores: Conquistando caminhos para ser e conviver. Trata-se de um evento em que a família apaeana se reúne e previamente programa atividades criativas que incluam a sociedade e a comunidade local. A programação tem por objetivo apresentar o potencial artístico, intelectual e atlético dos alunos e também revelar sua capacidade de entrar no mundo do trabalho.

Shirley Monteiro afirma ainda que, além do atendimento educacional, é oferecido aos alunos atendimento odontológico, psiquiátrico, de assistência social, fisioterápico, fonoaudiológico, psicológico e terapêutico ocupacional.

“Todo o trabalho desenvolvido pelo serviço social é de inserção, promoção dos alunos e familiares, e visa desenvolver a autoestima, estimular a criatividade, trabalhar oficinas com os pais, promovendo dessa maneira a maior integração entre os mesmos, além de ações educativas junto aos familiares, propiciando novas atitudes a preparação dos alunos para inserção no mercado de trabalho”, afirma a educadora assistencial.

Os noivos já usam aliança de compromisso na mão direita. Segundo a noiva, o pedido de casamento foi iniciativa do Fábio. E ele confirma:

“Eu que comprei a aliança, porque eu trabalho na minha escola, comprei com meu dinheiro. Agora a gente vai usar aliança de casados” diz, entusiasmado, o noivo.

Segundo Graciele, o casamento será totalmente tradicional, com direito a vestido branco com calda, véu e grinalda,

Fábio e Graciele estão juntos há nove anos e afirmam estar muito felizes com a chegada do casório. Por enquanto, não pensam em ter filhos, mas, com o tempo, contam que vão querer ter apenas um.

Para a mãe da noiva, Maria Ivonete Machado Sampaio, a ideia da união dos dois é algo normal.

“A gente sempre pensa que somente a gente é que é normal, mas o amor dos dois é lindo demais. Um cuida do outro, não se desgrudam. E, depois, ela é minha única filha, então eu estou muito feliz por isso”, afirma a mãe.

Já o pai de Graciele confessa que no início não apoiou e nem aceitou a ideia do casamento.

“Não aceitei por saber da realidade dos dois, e pensei que talvez não conseguiriam manter um casamento, pois a mentalidade é praticamente de dois adolescentes. Cheguei até a conversar com a assistente social da Apae, porque não me conformava, mas hoje estou muito feliz pela união dos dois. O amor deles é realmente puro e verdadeiro. E eles vão conviver na mesma casa que a gente, isso nos deixa mais seguros”, afirma Francisco Sales Cardoso Sampaio.

Shirley Monteiro explica que a pessoa com síndrome de Down nasce com a deficiência, pois se trata de uma doença congênita. É uma condição genética na qual existe um material cromossômico excedente ligado ao par de número 21, por isso chamado de trissomia do 21.

“As pessoas com a síndrome de Down apresentam, em consequência, retardo mental, de leve a moderado, e alguns problemas clínicos associados”, explica a profissional.

Ela diz que ainda há, em grande parte da sociedade, o preconceito contra os excepcionais, embora existam as leis que garantem e amparam os seus direitos, como igualdade de condições para acesso e permanência de pessoas com deficiência no mercado de trabalho e escola, por exemplo.

“Infelizmente, o preconceito é cruel, é excludente e maltrata. Vale dizer que, uma vez disponibilizados os meios e instrumentos necessários para as pessoas com deficiência realizarem seu trabalho, elas mostram seu potencia. Sabe-se, contudo, que em um país com tantas dificuldades sociais, como o nosso, o caminho da transformação é longo. Não se pode, assim, ficar aguardando que cada etapa seja totalmente vencida sem iniciar a outra, sob pena de eternizar o processo”, diz.

Em Montes Claros existem várias escolas que trabalham com pessoas excepcionais, dentre as quais a Vovó Clarice, Capelo Gaivota, Abdias e Apae.

Fonte: http://www.onorte.net - 25/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 26/08/2010

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Paraolímpicos brasileiros

Paraolímpicos brasileiros vão se aclimatar em Manchester para Londres-2012

Em Londres, nesta 3ª, uma partida comemorativa lembrou os dois anos para as Paraolimpíadas-2012

O Brasil já definiu o local em que fará a aclimatação de sua delegação paraolímpica para os Jogos de Londres, em 2012. Em um acordo definido nesta segunda-feira, o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) e a cidade de Manchester anunciaram oficialmente a decisão, na primeira vez que o país terá todos os esportes ficarão na mesma cidade durante o processo de adaptação.
“As condições oferecidas por Manchester foram muito boas. As instalações são de altíssimo nível e tenho certeza de que poderemos oferecer o que há de melhor para nossos atletas”, disse Andrew Parsons, presidente do CPB, lembrando que Manchester recebeu a Copa do Mundo paraolímpica, em 2005.
O Brasil também foi representado por Daniel Dias e Andre Brasil, nadadores que conquistaram medalhas e recordes no Mundial da Holanda, encerrado na última semana.
O cronograma prevê que os brasileiros ficarão nove dias em Manchester. Eles seguirão para Londres no dia da abertura da vila paraolímpica. Em comparação com Pequim-2008, apenas atletismo e natação tiveram período de aclimatação, em Macau.
“Agora vamos partir para os ajustes finos necessários para cada modalidade. Os próprios coordenadores e treinadores irão conhecer as instalações para ver possíveis novas necessidades”, explica Edílson Tubiba, diretor-técnico do comitê brasileiro.
Comemoração
Nesta terça-feira, atletas paraolímpicos participaram de um jogo de bocha em Londres, na Inglaterra, na comemoração dos dois anos para a realização das Paraolimpíadas, data que se comemora domingo. A Trafalgar Square foi escolhida para acolher o evento, que teve o prefeito de Londres Boris Johnson aprendendo o esporte.

Fonte: Do UOL Esporte - Em São Paulo - 24/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 25/08/2010

CENSO IBGE 2010: Indicadores questionáveis sobre pessoas com deficiência

Wiliam César Alves Machado faz relato sobre a visita de um recenseador em sua residência e sobre o método de questionário.
Wiliam César Alves Machado


Na última quinta-feira, 19 de agosto de 2010, recebi em casa o recenseador do IBGE/Censo 2010, após iniciativa de agendar pelo telefone sua visita, cheio de expectativas para passar dados específicos da minha condição de pessoa com deficiência física adquirida e suas particularidades. Qual surpreso fiquei ao constatar que existem duas modalidades de formulários, um menos abrangente e sem espaço para registros sobre deficiência, outro com mais detalhamentos e que contempla tais informações, porém, ambos dependentes do fluxo do sistema para serem ou não acionados.

Na ocasião, segundo me informou a recenseadora, o sistema abriu exato o modelo simplificado, o que implicou na impossibilidade de passar informações acerca de questões singulares de cidadão com deficiência, mas imprescindíveis para servir de parâmetro na elaboração, ainda que aproximada, do que se pretende como nossa imagem e representação social. Em face disso questiono: Como se pode inferir numericamente percentuais relativos a complexidade que envolve o estar deficiente físico, auditivo, mental, visual e pessoa com deficiência múltipla, sem a captação precisa de registros objetivos nos formulários aplicados nas residências visitadas? O que custaria incluir em todos os formulários a categoria existência de ente familiar com deficiência e tipo, afinal, não representamos cerca de 14,5% da população? Como planejar o implemento de políticas públicas focadas na saúde, educação, acessibilidade, trabalho e lazer desse segmento da sociedade, desguarnecidos de seus indicadores objetivos?

Em primeiro lugar, há que se considerar as inferências resultantes de metodologias quantitativas aplicadas em estudos e pesquisas na área social como categorias amostrais que servem para explicar tendências do geral, porém, pelo seu caráter essencialmente numérico cerceiam a possibilidade do emergir dos detalhes, inerentes à multiplicidade de elementos constitutivos da abordagem qualitativa, interpretativa por excelência. Aliás, são os detalhes que fazem a diferença na elaboração da imagem representativa de alguns fenômenos sociais, entre os quais a deficiência como condição de vida na espécie humana. Sem dados objetivos referentes aos tipos de deficiência identificados em cada residência visitada pelos agentes do Censo IBGE 2010, o planejamento, implementação e avaliação de políticas públicas em âmbito intersetorial para dar conta do atendimento das necessidades das pessoas com deficiência fica sobremaneira comprometido, perpetuando a falta de objetividade das ações e o descompromisso do setor público para com esse segmento da sociedade.

Por outro lado, são absolutamente incompreensíveis as razões alegadas pela equipe técnica responsável pela elaboração dos instrumentos para coleta de dados do Censo IBGE 2010, em termos da não inclusão de simples questão para identificar pessoa com deficiência na composição familiar das residências brasileiras. Um sim ou não e tipo da deficiência bastariam para suprir a lacuna, até porque, indicadores de gênero, cor da pele, idade, escolaridade, renda mensal, entre outros caracteres sóciodemográficos estão subjacentes ou claros em ambos os formulários. Então, por que não se obter dados mais precisos de 14,5% da população, constituída por pessoas com necessidades específicas no campo da saúde, educação, trabalho, lazer, etc.? Até quando passaremos por invisíveis quando da elaboração de instrumentos para avaliação do que se refere a nós mesmos? Onde fica o jargão nada sobre nós sem nós?

Agora resta aguardar para vermos o resultado do Censo 2010. A única certeza que temos é de que teremos uma planilha simbólica de dados subjetivos que não representam a realidade e contextos das pessoas com deficiência na sociedade brasileira, a qual teremos de arquitetar estratégias imaginárias para dar conta da face concreta da realidade dessas pessoas. Tarefa difícil essa, hein! Arregacemos as mangas, um imenso desafio se anuncia.


Wiliam César Alves Machado é Secretário Municipal do Idoso e da PcD de Três Rios, Rio de Janeiro.

Fonte: Willian Machado Três Rios, 24/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 25/08/2010

Eleições 2010 e as pessoas com deficiência

TSE garante às pessoas com deficiência autonomia para fazer as próprias escolhas
Da Redação
Há um ano, em 25 de agosto de 2009, os eleitores portadores de necessidades especiais brasileiros foram presenteados com a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, assinada em Nova York. Este tratado, que versa sobre direitos fundamentais, foi aprovado pelo Congresso Nacional e integra os direitos e garantias individuais inscritos em nossa Constituição Federal de 1988.

Ao considerar que as pessoas com deficiência devem ter a oportunidade de participar ativamente das decisões relativas a programas e políticas, inclusive aos que lhes dizem respeito diretamente, o governo brasileiro atribuiu a este documento internacional o status de norma constitucional. Portanto, os portadores de necessidades especiais agora têm seus direito assegurados pela própria Constituição brasileira.

Por sua vez, o Tribunal Superior Eleitoral tratou de garantir aos eleitores portadores de deficiências o pleno exercício do direito ao voto. A resolução 23.218/2010 apresenta dois artigos que visam auxiliar na superação das barreiras impostas pela deficiência.


Auxilio de pessoa de confiança

No artigo 51 é garantido ao eleitor portador de necessidades especiais o auxílio de pessoa de sua confiança para votar, ainda que não o tenha requerido antecipadamente ao juiz eleitoral. A pessoa que prestar o auxílio poderá, além de entrar na cabina de votação, junto com o eleitor, digitar os números na urna.


Recursos auxiliares

Sistema de áudio, identificação em braile e a marca de identificação da tecla 5 são recursos auxiliares que a Justiça eleitoral coloca a favor dos eleitores que possuem deficiência visual, conforme o artigo 52 da resolução.


Seções especiais

Em 2002, o TSE editou a resolução 21.008/2002 que determinou a criação de seções eleitorais especiais destinadas a eleitores portadores de deficiência. Segundo a resolução, estas seções devem ser instaladas em locais de fácil acesso, com estacionamento próximo e instalações, inclusive sanitárias, que atendam às normas da ABNT.

Os eleitores que desejam votar nestas seções especiais tiveram até o dia 5 de maio para solicitar a transferência. Entretanto, os eleitores portadores de deficiência que votarão em seções não adaptadas podem informar sua condição ao mesário de sua seção e solicitar auxílio.


Direitos políticos

A convenção, assinada em Nova York, tem o intuito de assegurar que as pessoas com deficiência possam participar efetiva e plenamente na vida política e pública, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, diretamente ou por meio de representantes livremente escolhidos, incluindo o direito e a oportunidade de votarem e serem votadas.

Para tanto, os estados signatários devem adotar procedimentos, instalações, materiais e equipamentos para votação apropriados, acessíveis e de fácil compreensão e uso.

A garantia da livre expressão de vontade das pessoas com deficiência como eleitores e, para tanto, sempre que necessário e ao seu pedido, permissão para que elas sejam auxiliadas na votação por uma pessoa de sua escolha também estão resguardadas no texto que amplia o rol de direitos e garantias constitucionais.

Outra importante consideração relevante constante no Tratado refere-se à proteção do direito das pessoas com deficiência ao voto secreto em eleições e plebiscitos, sem intimidação, e a candidatar-se nas eleições, efetivamente ocupar cargos eletivos e desempenhar quaisquer funções públicas em todos os níveis de governo, com auxílio de novas tecnologias.


Estatura constitucional

A Emenda Constitucional 45 determinou que os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais.

A Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, assinada em Nova York, é o primeiro e único, até então, documento inserido no texto constitucional por meio deste dispositivo.

Ao tratar de tema sensível aos direitos humanos, a convenção reconhece que a deficiência resulta da interação entre pessoas com deficiência e as barreiras devidas às atitudes e ao ambiente que impedem a plena e efetiva participação dessas pessoas na sociedade em igualdade de oportunidades com as demais pessoas.

Ressalta ainda, a importância de trazer questões relativas à deficiência ao centro das preocupações da sociedade como parte integrante das estratégias relevantes de desenvolvimento sustentável.

Por fim, salienta as valiosas contribuições existentes e potenciais das pessoas com deficiência ao bem-estar comum e à diversidade de suas comunidades, e que a promoção do pleno exercício, pelas pessoas com deficiência, de seus direitos humanos e liberdades fundamentais e de sua plena participação na sociedade resultará no fortalecimento de seu senso de pertencimento à sociedade e no significativo avanço do desenvolvimento humano, social e econômico da sociedade, bem como na erradicação da pobreza.

Fonte: Correio do Estado - Campo Grande, 24/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 25/08/2010

Em São Paulo, salário médio dos trabalhadores com deficiência supera o dos demais em 11%

Pesquisa revela que média salarial é de R$ 1.056
Agência BOM DIA

Pesquisa da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, realizada pela Fipe, aponta que o trabalhador com deficiência no Estado de São Paulo ganha, em média, 11% a mais do que os trabalhadores que não têm deficiência.

De acordo com o levantamento, os trabalhadores com deficiência ganham, em média, R$ 1.056, enquanto a média entre os demais é de R$ 951.

Ainda de acordo com essa pesquisa, uma das explicações para essa diferença é a escolaridade dos trabalhadores com deficiência: 50,6% deles tem o segundo grau completo, 5,1% superior incompleto e 10,2% superior completo.

Entre os trabalhadores sem deficiência, 47,5% tem o segundo grau completo, 4% superior incompleto e 8,3% superior completo.

“A inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho é fundamental. O acesso à tecnologia e à educação muda a relação com o aluno e a relação com o trabalho. A tecnologia permite que o trabalhador com deficiência produza com a mesma qualidade e com a mesma capacidade do que o trabalhador sem deficiência”, afirma a secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Rizzo Battistella.

A pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE/ FEA – USP) sobre “Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho – Situação Atual, Perspectivas e Sugestões” abordou temas como o mercado de trabalho das pessoas com deficiência no estado de São Paulo; Principais ocupações dos trabalhadores com deficiência e Distribuição das vagas nas regiões administrativas do Estado.

Fonte: Rede Bom Dia - São Paulo, 24/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 25/08/2010

Deficientes fazem desfile de moda com tendências da coleção primavera-verão

Evento faz parte do Fórum Municipal da Pessoa com deficiência.
Da redação

Um desfile de moda de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida está marcado para a noite desta terça-feira (24), em Piracicaba. Os cadeirantes vão mostrar as tendências da coleção primavera-verão. O evento faz parte do Fórum Municipal da Pessoa com deficiência, que começou com uma caminhada na segunda-feira (23) com a participação de 300 pessoas e vai até sexta (27) (detalhes da programação abaixo).

O vereador André Bandeira (PSDB), que é cadeirante e autor da iniciativa, afirmou que o Fórum vem crescendo ano a ano, atingindo plenamente seu principal objetivo que é o de discutir políticas e ações, públicas e privadas, para as pessoas com deficiência.

"O trabalho tem sido importante para a conscientização da população sobre a acessibilidade em todos os aspectos e para todos os tipos de deficiência. Temos percebido que os moradores estão se adaptando e possibilitando que o deficiente será incluído em diferentes atividades, como no trabalho", explica o idealizador.

André Bandeira ressalta ainda que o maior desafio em relação à inclusão do deficiente é a quebra das barreiras criadas pelo preconceito. "São eventos como esse que chamam à atenção sobre o problema e propõe soluções. Na quinta edição do fórum, percebemos que a cada ano conseguimos atingir cada vez mais o objetivo de conscientizar a população", conclui o vereador.


Programação

Além do desfile estão programadas várias atividades durante a semana.

Na quarta-feira (25), às 14h, na Câmara de Vereadores, será realizada a palestra “Os direitos dos Idosos”, apresentada por profissionais de direito.

Outras duas palestras e um filme integram a programação. Ás 9h30, no auditório verde do campus Taquaral da Universidade Metodista de Piracicaba, a Dra. Élica Fernandes, falará sobre Esclerose Lateral Amiotrófica, tema que repete no período noturno, tendo como palco o auditório vermelho. Às 14h, na Câmara de Vereadores, acontece a exibição do filme Murdeball – Paixão e Glória.

Na quinta, às 19h20, a fisioterapeuta Simone Gonçalves, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), falará aos alunos das Faculdades Anhanguera sobre o temo Atuação da Fisioterapia Respiratória.

O fórum será encerrado na sexta-feira (27), às 9h, com a palestra Acessibilidade em Edificações, que será ministrada pela arquiteta Taís Frota, no anfiteatro 3, bloco 8, da Fundação Municipal de Ensino.

Fonte: EPTV Piracicaba, 24/08/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 25/08/2010