sábado, 18 de setembro de 2010

Nova lei garante padronização de acessibilidade em calçadas

Objetivo é estabelecer especificações técnicas para as calçadas no caso de reforma ou construções novas.
Pedro Guerra

O prefeito de Sorocaba, Vitor Lippi (PSDB), sancionou nesta sexta-feira lei que garante padronização de acessibilidade em passeios públicos da cidade.

O objetivo é estabelecer especificações técnicas para as calçadas no caso de reforma ou construções novas, além de adaptar, de forma progressiva, as já existentes. "Investir em acessibilidade é, portanto, fundamental. Garante o direito de ir e vir com autonomia, independência e segurança. Possibilita maior qualidade de vida e estende as oportunidades de acesso a todos os cidadãos", justifica o vereador Caldini Crespo (DEM), autor to projeto.

Também foi sancionada a lei de autoria do vereador Francisco Moko Yabiku (PSDB), que acrescenta parágrafos ao artigo 8º da Lei nº 1.602, de 29 de junho de 1970. A lei dispõe sobre construção e reforma de muros, grades, passeios, estabelecendo multa em caso de descumprimento de prazos.

A mudança proposta por Yabiku acrescenta prazo de 15 dias a partir do recebimento do auto de infração ou da publicação em edital para o munícipe interpor recurso. A mudança tem por finalidade conceder ao morador autuado pela fiscalização da prefeitura a possibilidade de recorrer e sanar o motivo da multa.

Fonte: Agência BOM DIA - Sorocaba - SP, 17/09/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 18/09/2010

Família procura menina com Síndrome de Down desaparecida

Na última vez em que Micailine de Oliveira Alves foi vista ela estava em um ônibus em direção ao centro de Teresina.
da Redação
A menor Micailine de Oliveira Alves, de 11 anos, portadora de Síndrome de Down, está desaparecida desde a manhã de ontem (16/09). Segundo sua mãe, Rosineire Galvão de Oliveira, a menina sumiu por volta das 9h30 e foi vista pela última vez em um ônibus em direção ao centro de Teresina.

"A gente esconde as chaves das portas e da grade, mas ela sai procurando. Minha filha mais velha, de 14 anos, estava cuidando dela. Inclusive, a Micailine deixou a irmã trancada, que teve que pular o muro para sair de casa", informa Rosineire.

A família reside no bairro Satélite, zona leste de Teresina. A menina foi vista, pela última vez, por um tio dentro de um micro ônibus opcional, da linha Vila Bandeirante - Ininga.

"Meu cunhado viu ela pela janela do ônibus. Só que ele pensou que ela estava comigo, por isso não foi atrás", explica a mãe de Micailine.

A família pede que quem tiver informações ou pistas que levem ao paradeiro da menor entre em contato com Agripino (pai da criança), no telefone (86)8822-7727, ou com Rute (vizinha da família), no telefone (86)9417-3500.

Veja a foto de Micailine clicando no link: http://www.cidadeverde.com/familia-procura-menina-com-sindrome-de-down-desaparecida-64971

Fonte: Cidade Verde - Teresina - PI, 17/09/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 18/09/2010

MAM é exemplo de acessibilidade no País

Com espaço e sem barreiras, Museu de Arte Moderna de São Paulo também oferece cursos inclusivos.
Ana Bizzotto
Graduada em Artes Visuais, Viviane Sarraf, de 31 anos, começou na faculdade a explorar outros sentidos para tornar a arte acessível e apreciável por deficientes. Hoje especialista e consultora em acessibilidade de museus e centros culturais, ela aponta o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) como referência, um dos "raros modelos de museu totalmente acessível" no País.

"Todos os acessos do museu são livres de barreira e eles também têm vários programas e cursos inclusivos", diz Viviane. O Jardim das Esculturas é seu espaço preferido. "Foi feito um projeto arquitetônico com trilhas que facilitam tanto o acesso de cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida quanto de idosos. Deficientes visuais podem tocar as obras e há visitas guiadas."

Fonte: Estadão On-line - São Paulo - SP, 17/09/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 18/09/2010

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Municípios são convidados a registrar práticas inclusivas

Ação voltada às pessoas com deficiência tem objetivo de disseminar iniciativas inclusivas em todo o Estado de São Paulo e terão reconhecimento público.
A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, empenhada em aprimorar a gestão de suas políticas públicas, em especial na atuação com os municípios paulistas, esta convidando os municípios do estado de São Paulo a registrar suas práticas inclusivas, voltadas a pessoa com deficiência. Para tanto foi criado um espaço - Observatório dos Direitos da Pessoa com Deficiência - com o fim de facilitar o registro dessas ações em prol do segmento, que soma mais de 4 milhões de pessoas no estado de São Paulo, e disseminar iniciativas inclusivas em todo o Estado.

Podem participar os gestores dos municípios paulistas e os representantes das organizações da sociedade civil.

Trata-se de uma iniciativa voltada para o registro e divulgação de programas, projetos e ações, com abrangência municipal, regional ou estadual, que visem a inclusão das pessoas com deficiência.

Todos estão convidados a preencher este questionário online. As informações obtidas serão selecionadas e reconhecidas publicamente em um evento que acontece no final deste ano (sobre o qual todos serão informados).

O preenchimento deste questionário é essencial para a efetividade de uma política para mais de quatro milhões de pessoas no Estado de São Paulo e cerca de 25 milhões no Brasil.

O dados coletados servirão para estruturar projetos de inclusão da pessoa com deficiência e o material, após sistematizado, contribuirá para a difusão dessas iniciativas e para o intercâmbio entre os gestores municipais.

A implantação dessa ferramenta só será possível com a participação dos municípios e de entidades locais, por meio do fornecimento de informações sobre ações voltadas às pessoas com deficiência no endereço.

Qualquer dúvida deve ser encaminhada à Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, pelos telefones 11 5212-3700 - ramais: 3701 / 3705 / 3756 ou e-mails: fscavasin@sp.gov.br ; rtanoeiro@sp.gov.br ; misabelsilva@sp.gov.br.

Clique no link para acessar o questionário: http://www.gcom.com.br/survey/Login.asp

Fonte: http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/ - 16 de setembro de 2010
Matéria postada no blog da APNEN: 17/09/2010

Por um olhar mais generoso

Luciane, mãe de dois filhos com paralisia cerebral, comenta os olhares de curiosidade que ferem.

Luciane Nascimento Lubianca

Ser mãe ou pai de uma criança especial exige muita paciência. Ser humano não é fácil. Ando com meus filhos que têm dificuldade motora por todos os lugares, por mais difíceis que sejam as condições de acesso, insisto em não me deixar intimidar pelas barreiras impostas pelo que a vontade possa superar. Pelas ruas, a toda hora, vemos carros estacionados em rampas de acesso e cidadãos saltitantes desembarcando em vagas de estacionamento reservadas para deficientes físicos.
Meus filhos reclamam: mãe, liga para a polícia. Repito sempre o mesmo discurso sobre ética e respeito aos direitos de todos. Além dos obstáculos físicos, existem os olhares contundentes de estranheza. Em vários momentos, pessoas depositam, sem delicadeza, sua curiosidade sobre o que não lhes é familiar. Viram o pescoço mirando as pernas titubeantes das minhas crianças e eventualmente tascam: Ele é deficiente!!!.

Guilherme cumprimenta a todos que o olham. Na tentativa de protegê-lo, já expliquei várias vezes que não devemos responder a todos os olhares com um oi, e, na rua, devemos cumprimentar somente aqueles a quem conhecemos. Certo dia, durante espera para corte de cabelo, ele brincava com cubos, tentando colocar um sobre o outro, sem muito sucesso. Eu estava um pouco distante, com outro filho, quando percebi uma senhora sentando ao seu lado, fitando-o fixamente. Ela de boca aberta e com um olhar agudo, meu filho concentrado na sua missão aparentemente impossível. Após alguns minutos, de súbito, Guilherme virou-se, olhou para a mulher e disse: Oi, tudo bem? Te conheço, não?!.A senhora desconcertada saiu rápido, sem responder nada, como se ele não devesse ter percebido o óbvio.

Aos olhares indiscretos, lembro que a sensibilidade daqueles que parecem nada perceber permanece conectada, independentemente do grau de comunicação que pensamos poder ou não existir.

Meus filhos têm sete anos e paralisia cerebral. Não correm, nem pulam como a maior parte das crianças. Inicialmente, pode ficar a impressão de que são pequenos ou menos alegres, não é verdade. O que normalmente deixaria a maioria deprimida, os impulsiona. Desde cedo já sabem que ser parte do usual náo é o único meio possível de ser feliz.

Como todas as mães, quero um mundo melhor para meus filhos, por isso escrevo, compartilhando meu aprendizado. Aos olhares que acolhem, mando meu terno abraço, aos que tem piedade, meu desejo de crescimento, e para aqueles que acham fazer parte de um mundo paralelo, solicito, pelo menos, um olhar mais generoso.

Fonte: Zero Hora - 16/09/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 17/09/2010

Cotia investe na acessibilidade de ruas e avenidas

Prefeitura está adequando vias públicas para deficientes físicos, para garantir o direito fundamental que todo indivíduo tem de ir e vir.
da Redação

A Prefeitura de Cotia, por meio da Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito, está cumprindo uma lei do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) com relação à acessibilidade. Calçadas estão sendo rebaixadas para implantação de rampas para cadeirantes e áreas de estacionamento estão sendo identificadas para dar prioridade aos deficientes e idosos.

O projeto, que teve início em 2009, na época da revitalização do centro da cidade, está sendo levado para os bairros, a fim de garantir a livre circulação de toda população. Ruas próximas à Prefeitura, por exemplo, já tiveram guias rebaixadas e calçadas sinalizadas.

Segundo o departamento de Sinalização Viária (DSV), os serviços serão feitos no período noturno nos bairros e aos domingos na área central.

Vagas para idosos e cadeirantes
A Secretaria de Trânsito e Transportes (SETTRANS) também está implantando novas vagas de estacionamento para idosos e deficientes.

A Rua Batista Cepelos, Senador Feijó, Avenida Professor Manuel José Pedroso e Nossa Senhora de Fátima foram sinalizadas recentemente. As vagas já existentes (Igreja da Matriz, Banco Bradesco, Cartório de Registros de Imóveis e em frente ao posto do INSS) foram repintadas para melhor visibilidade.

Perto das vagas de estacionamento haverá guardas de trânsito para coibir infrações. Qualquer cidadão que flagre seu uso inadequado pode denunciar ligando para 4614-0666.

Fonte: Cotia Notícias - Cotia - SP, 16/09/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 17/09/2010

Aparelho devolve visão para pessoas com deficiência

Sensibilidade é usada para identificar imagens captadas com óculos especiais.
Usar o tato para fazer deficientes visuais “enxergarem” foi a saída encontrada pelos empresários Igor Gavazzi Vazzoler e Eduardo Cunha. Os sócios da empresa Progic desenvolveram um equipamento formado por óculos com filmadora embutida e um aparelho que transforma os pixels (pequenos pontos que definem a resolução de uma figura) das imagens capturadas em movimentos de dispositivos. Assim, quando a pessoa com deficiência coloca a palma de sua mão sobre o equipamento preso à cintura, percebe a movimentação dos pontos e identifica o contorno dos objetos a sua volta.

Desenvolver o projeto Handvision, como é denominado o novo aparelho, foi possível graças à tecnologia da pequena empresa Progic, incubada na Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate), que cria produtos eletrônicos com aplicação para áudio e vídeo. Com apenas 11 funcionários, o empreendimento faturou R$ 560 mil em 2009 e tem a expectativa de atingir R$ 900 mil este ano.

O novo aparelho tem um caráter inovador e recebe financiamento do plano nacional de subvenção econômica da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Com a verba pública de R$ 1,3 milhão e mais R$ 300 mil investidos com capital próprio dos empresários, foi possível desenvolver um protótipo e aperfeiçoar o aparelho. “Para conseguir o recurso da subvenção a empresa deve ter um projeto inovador e coerente com o tema do ano proposto”, diz Murilo Guimarães, superintendente da área de subvenção e cooperação da Finep. “Além disso, são realizadas verificações durante o andamento do projeto e há o controle da prestação de contas”.

Um modelo prático de funcionamento

O aparelho ligado aos óculos adaptado é constituído por 900 pontos de aproximadamente três milímetros de diâmetro, que vibram de modo diferente e numa frequência de 30 a 40 hertz (taxa de maior sensibilidade). Além disso, há componentes que realizam o processamento da imagem e acionam os elementos de vibração. Quando o deficiente coloca sua palma da mão sobre os pontos vibratórios, consegue “visualizar” a forma dos objetos capturados nas imagens filmadas. “O deficiente visual ‘sente’ o contorno da pessoa por meio dos movimentos em sua mão. A visualização é dinâmica, já que acompanha o sentido do olhar”, afirma Vazzoler.

Durante o processo de formação da imagem, alguns procedimentos específicos acontecem. Na primeira etapa o equipamento filtra os elementos menores da imagem e retira os detalhes, “borrando” as figuras. Em uma segunda parte, é feita a detecção das bordas e formada a resolução final, em que será mostrado o contorno das imagens, sem os espaços cheios.

Outra vantagem do produto é a possibilidade de variar a fonte de vídeo, o que permite ao deficiente visual assistir a um filme ou a qualquer outra imagem. A alimentação de energia pode ser feita por meio de uma bateria ou com energia elétrica. Há pesquisas nos Estados Unidos de um equipamento que também facilita a visualização para deficientes visuais. Entretanto, os óculos americanos emitem sinais de luz a uma placa eletrônica colocada na boca do usuário, o que causa inconvenientes.

O Handvision não está disponível comercialmente e nem concluído. “Estamos na metade do projeto, mas todos os testes feitos com o protótipo foram satisfatórios”, afirma Vazzoler. Os empresários estimam que o produto possa custar entre R$ 6 mil e R$ 10 mil, um valor justificado pelo alto custo de produção.

Segundo levantamento realizado pelo IBGE, em 2000 havia 170 mil deficientes visuais totais e 2,5 milhões com até 30% da visão.

Fonte: http://economia.ig.com.br - 16 de setembro de 2010
Matéria postada no blog da APNEN: 17/09/2010

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Zoológico de Bauru implanta projeto de acessibilidade

Melhoria faz parte das comemorações de 30 anos do local.
da Redação


As adequações de acessibilidade que o Parque realizará fazem parte de um projeto público que visa dar maior conforto aos seus visitantes deficientes.

O projeto foi desenvolvido após diversas consultas aos visitantes, principalmente crianças, idosos e portadores de necessidades especiais enquanto passeavam pelo Zoo. Além disso, houve a colaboração do assessor para acessibilidade da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), Fabio Manfrinato, que relacionou as melhorias necessárias no local.

Nesta segunda-feira, a Secretaria de Obras deu início ao recape das ruas internas e da área do estacionamento, onde grandes falhas no pavimento atual - ocasionadas pelas raízes das árvores e por desgaste natural - dificultam a movimentação de pessoas.

Os pavimentos das calçadas estão sendo substituídos por concreto e recebendo rampas de acesso. Os serviços estão sendo executados pela equipe própria de manutenção e com recursos do Fundo Municipal de Ampliação e Manutenção do Zoológico.

"No passado a questão da acessibilidade não era levada em conta quando da construção ou reforma de nossos recintos. Mas agora temos a obrigação de adequar este espaço público para todas as pessoas, nos preocupando para que elas não encontrem nenhum tipo de dificuldade de locomoção ao visitar nosso Zoo", conclui o diretor do Parque, Luiz Pires. O local recebe cerca de 180 mil visitantes por ano, sendo na sua maioria crianças e jovens.

Fonte: Rede Bom Dia - Bauru - SP, 15/09/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 16/09/2010

MP quer intérprete de LIBRAS com ensino superior no Enem

Deficientes auditivos afirmam terem enfrentado dificuldades para entender instruções durante a prova.
da Redação


O Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul cobra tradutores ou intérpretes da Língua de Sinais para atender candidatos com deficiência auditiva durante a aplicação das provas do Enem, mas que tenham aprovação em exame de proficiência com aval do Ministério da Educação, além de nível superior.

A solicitação foi repassada aos Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), responsável pelo exame no País, como recomendação expedida pelo procurador regional dos Direitos do Cidadão, Felipe Fritz Braga. Segundo ele, a tradução da LIBRAS para o Português é prejudicada porque os profissionais não têm a devida habilitação.

"Recomendação é uma forma extrajudicial de atuação do MPF. Ela não tem valor de ordem judicial, mas deve ser observada para evitar ação judicial", explica o MPF.

Essa necessidade foi verificada depois de denúncias ao MPF de que pessoas com deficiência auditiva tiveram dificuldade da comunicação durante as provas de vestibular da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul .

"Segundo eles, a principal dificuldade está na correção das provas de redação. No processo de tradução da LIBRAS para o Português, o deficiente auditivo escreve apenas o nome do símbolo, mantendo a estrutura própria da LIBRAS, sua língua mãe. Portanto, a redação, corrigida por quem não tem conhecimento da língua de sinais, apresenta-se sem coerência e coesão. Com isso, eles acabam sendo reprovados", esclarece o Ministério Público em nota à imprensa.

Fonte: Fátima News - Campo Grande - RS, 15/09/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 16/09/2010

Vagas para pessoas com deficiência estão irregulares em Atibaia

O cadeirante Rodrigo Brandão Monteiro entrou em contato com a Rede SACI para fazer sua denúncia.
Rodrigo Brandão Monteiro

Meu é Rodrigo, sou cadeirante, tenho paralisia cerebral e na minha cidade, Atibaia, interior de São Paulo, foram implantadas várias vagas para deficientes físicos no centro da cidade, mas todas estão irregulares. Por exemplo, na ladeira, em ruas de paralelepípedos.

Já entrei em contato com os responsáveis do departamento de trânsito, mas os mesmos não fizeram nada. A única resposta que tive foi que o senhor que me ligou da ouvidoria e estava com medo de que eu passasse isto para o governo do estado, sendo que era ele quem tomava conta do departamento de trânsito da prefeitura.

Fonte: Rede SACI - Atibaia, 15/09/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 16/09/2010

Bíblia para cegos

A produção é lenta - duas Bíblias por dia - e cara
Marcelo Moura


A Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), localizada em Barueri, é a única entidade no país e uma das poucas do mundo que confeccionam a Bíblia Católica em braille. A entidade exporta para Moçambique e Angola e já fez versão em espanhol.

Como para gravar os caracteres em relevo não é possível usar letras pequenas, papel fino nem a frente e o verso das páginas, a obra teve de ser dividida em 39 volumes, que, empilhados, alcançam 2 metros de altura.

São produzidas duas Bíblias por dia e uma coleção de capa dura é vendida por 2 660 reais. "Mas quem não pode pagar recebe de graça, basta inscrever-se no site www.sbb.org.br", afirma Erní Seibert, secretário de comunicação e ação social da SBB.

Fonte: Veja SP - Barueri - SP, 15/09/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 16/09/2010

Utilizando o táxi acessível em BH

Adriana, tetraplégica, conta sua experiência ao andar em veículos adaptados para cadeirantes.
Adriana Lage

No último sábado, consegui matar minha curiosidade e andar no único táxi acessível que circula em Belo Horizonte. O táxi pertence a Disk Táxi e começou a circular em novembro do ano passado. Em todas as vezes que liguei, o táxi estava ocupado. Finalmente, pude experimentá-lo!

Participei do curso de formação dos taxistas que iriam dirigir os veículos adaptados em outubro de 2009. No curso, foi dito que a BHTrans abriria licitação para novos veículos - cerca de onze, se não me engano. Na época, uma reclamação comum aos taxistas foi o custo elevado das adaptações e a falta de subsídios para que os motoristas tivessem um interesse maior na aquisição de veículos adaptados. O presidente da Disk Táxi, na ocasião, fez questão de ressaltar que estava adquirindo o táxi muito mais pelo coração do que pela razão. O custo das adaptações foi altíssimo. Pesquisei junto à Coordenadoria dos Direitos dos Deficientes da PBH e fui informada que, infelizmente, ainda existe apenas esse táxi acessível em BH.

Quando liguei para a empresa e descobri que o táxi poderia me atender, fiquei igual criança! Minha irmã brincou comigo, quando chegamos em casa, falando que gostou de ver a minha empolgação ao andar no táxi acessível.

O táxi nos apanhou em uma das laterais do BH Shopping. Após estacionar o carro, o motorista ligou o taxímetro e preparou o elevador para que eu entrasse no carro. Assim que o cadeirante sobe pelo elevador, o motorista trava a cadeira de rodas, prende as rodas com os equipamentos de segurança e coloca o cinto de três pontas no passageiro. Minha mãe se sentou no banco que fica próximo ao cadeirante e minha irmã foi no banco da frente. Ainda sobrou lugar para guardar uma scooter que comprei para minha afilhada e algumas sacolas.

A sensação é ótima! Para quem tem dificuldades para sair da cadeira de rodas, o táxi acessível traz muita liberdade. Com ele, não preciso que ninguém me carregue, posso usar vestidos sem o risco de ‘pagar calcinha’, não incomodo ninguém para entrar no carro, não corro risco de cair ou me machucar na transferência da cadeira para o carro... Quando penso no táxi acessível, palavras como independência, autonomia, cidadania e liberdade, saltitam na cabeça.

A viagem foi bem tranqüila. O veículo acessível parece circular com uma velocidade mais baixa que os demais táxis. Como sou tetraplégica, senti falta do encosto de cabeça. Acredito que, em ladeiras, ruas esburacadas e em velocidades mais altas, o cadeirante com pouco equilíbrio no pescoço sinta certo desconforto e medo de se machucar.

O motorista do táxi me disse que, felizmente, não faltam corridas. O horário padrão de funcionamento do táxi é das 8h às 18h. Brinquei com ele que o táxi acessível vicia. Agora vou querer andar sempre que possível e ficarei mal acostumada. Ele sorriu e complementou dizendo que os clientes ficam bem acostumados!!

A descida do veículo também foi bem tranqüila. Só é preciso estacionar em um local mais espaçoso, onde seja possível descer o elevador e o cadeirante em segurança. Para sair do carro, o motorista retira os equipamentos de segurança das rodas, solta o cinto de três pontas, destrava a cadeira e aciona o elevador para a descida. Ao final, ele desliga o taxímetro.

Um dos meus receios era o preço da corrida. No curso, foi falado que a corrida sairia um pouco mais cara por causa do tempo gasto para colocar/retirar o cadeirante do veículo. Realmente, paguei cerca de R$ 6,00 a mais do que pagaria ao andar em um táxi comum. Achei a diferença pequena. Com toda certeza, o conforto e a sensação de liberdade valem a pena.

No mês passado, o táxi ficou parado alguns dias para conserto. Seu Ranulfo me disse que ficou extremamente chateado com a situação, pois deixou de atender inúmeros clientes e tinha noção do impacto que esse fato causaria na vida dos passageiros: cancelamento de compromissos, dificuldade para encontrar outra forma de ir e vir, etc. Espero que mais táxis acessíveis circulem por BH, mesmo sem os donos receberem subsídios e pagando caro pelas adaptações. Segundo o motorista do táxi, a tecnologia é importada, por isso o alto custo. Acredito que público para esses táxis não irá faltar e, logo, logo, os donos das empresas terão o retorno financeiro.

Fonte: Rede Saci - Belo Horizonte - MG, 15/09/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 16/09/2010

Daniel Dias é eleito atleta do mês

Nadador ganha reconhecimento do Comitê Paraolímpico Internacional. Ele é considerado um dos mais bem sucedidos nadadores paraolímpicos do mundo.
O Comitê Paraolímpico Internacional (IPC) publicou nesta segunda-feira, 13 de setembro, um artigo parabenizando e reconhecendo o trabalho do nadador brasileiro Daniel Dias, de 22 anos. Daniel foi eleito, pelo IPC, o atleta do mês.

Segundo o site, Daniel é um dos mais bem sucedidos nadadores paraolímpicos do mundo. No artigo, são citadas as diversas conquistas do nadador, como os quatro ouros nos Jogos Paraolímpicos de Pequim, em 2008, além das sete vitórias individuais conquistadas no último mundial da modalidade, que ocorreu em agosto, em Eindhoven, Holanda.

O artigo também aborda um pouco da história de Daniel, que nasceu com má formação nos membros superiores e inferiores, em Campinas, São Paulo. O primeiro contato de Daniel com o esporte ocorreu aos 16 anos, quando ele acompanhou pela tevê o nadador paraolímpico Clodoaldo Silva brilhar nos Jogos de Atenas, 2004.

Inspirado nos atletas que competiram em Atenas, Daniel começou a treinar focado no Mundial de 2006, em Durban. Lá ele conquistou três medalhas de ouro e duas de prata.

Atualmente, Daniel Dias é um dos grandes atletas paraolímpicos de alto rendimento do mundo. Futuramente, depois de deixar as piscinas, o paulista sonha continuar no esporte, especialmente para promover e incentivar jovens com deficiência a participarem do Movimento Paraolímpico.

Além do reconhecimento do IPC, Daniel recebeu, em 2009, o prêmio de atleta do ano, pela Laureus World, (uma espécie de Oscar do Esporte); foi três vezes atleta do ano no Prêmio Brasil Olímpico e recebeu, em maio deste ano, uma honra ao Mérito, diretamente entregue pelo presidente da República Luiz Inácio Lula.

Destaques da carreira:

- Três medalhas de ouro e duas de prata no Mundial de Natação Paraolímpica de 2006, em Durban
- Quatro medalhas de ouro, quatro de prata e uma de bronze nos Jogos Paraolímpicos de Pequim, 2008
- Oito medalhas de ouro e 1 de prata no Mundial de Piscina Curta, em 2009, no Rio de Janeiro;
- Sete medalhas de ouro no Mundial de Natação Paraolímpica 2010, em Eindhoven, Holanda

Para ver o artigo do IPC clique aqui http://www.paralympic.org/Athletes/Athlete_of_the_Month/2010/08_2010.html

Fonte: CPB - 15 de setembro de 2010
Matéria postada no blog da APNEN: 16/09/2010

Descoberta abre caminho para tratar o autismo

Pesquisa mostra que dobramento errado de uma proteína e outras anomalias moleculares estão associados autismo.
Uma equipe internacional de especialistas, liderada por pesquisadores da Universidade da Califórnia, San Diego, descobriu que o dobramento errado de uma proteína chamada neuroligina-3 e outras anomalias moleculares em uma importante proteína do cérebro estão associados aos transtornos do espectro do autismo. O estudo foi divulgado no Journal of Biological Chemistry.

Identificar e descrever a ligação da proteína dobrada incorretamente representa um avanço na compreensão das causas de certos autismos, incluindo as influências de genes em oposição ao ambiente, e talvez ofereça um novo alvo para possíveis terapias medicamentosas.

“Se a mutação é identificada cedo, talvez seja possível salvar neurônios afetados antes que conexões sinápticas anormais sejam estabelecidas”, conta o coautor do estudo, Davide Comoletti.

“Mas há muito trabalho pela frente. Talvez sejamos capazes de descobrir um tratamento para reparar uma célula em desenvolvimento, mas salvar a atividade dentro de um organismo vivo pode não ser viável com a mesma estratégia.

Fonte: http://jbonline.terra.com.br/ - 15 de setembro de 2010
Matéria postada no blog da APNEN: 16/09/2010

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Transporte acessível, medalha de ouro

Mobilidade urbana é colocada em prática em Uberlândia e cadeirantes ganham tempo e qualidade de vida.
Arthur Fernandes

Um ano depois da implantação pioneira em nível nacional da frota do transporte público totalmente acessível para pessoas com deficiência, o conceito de mobilidade urbana em Uberlândia começou a ser colocado em prática pelos usuários cadeirantes do Sistema Integrado de Transporte (SIT) em qualquer ponto de ônibus nos quatro cantos da cidade.

“A frota é 100% adaptada e a nossa vida melhorou 100%”, afirmou a dona de casa Luciélia Pereira Gomes, mãe da estudante Bruna Thais Gomes de Brito, 15 anos, deficiente física desde um ano de idade.

A história da estudante exemplifica a melhora na qualidade de vida das pessoas com deficiência que hoje podem usufruir da acessibilidade irrestrita no transporte público uberlandense, iniciada em agosto de 2009.

“Muita coisa mudou de lá para cá. Agora tenho mais chances de sair e de um jeito mais rápido. No lugar onde eu moro, não eram todos os ônibus que tinham elevador”, afirmou a estudante, que reside no bairro Morumbi, região leste de Uberlândia.

O tempo de espera no ponto de ônibus diminuiu e as oportunidades aumentaram para a garota que teve uma doença genética nos ossos que a impediu de andar. O período em que ela ficaria esperando na cadeira de rodas por um dos poucos ônibus com elevador, agora a estudante utiliza dentro da piscina do Uberlândia Tênis Clube (UTC) para treinar natação.

A espera no ponto do ônibus para fazer o deslocamento de mais de 10 quilômetros entre a rua do Facão até o clube em que treina no Centro de Uberlândia foi reduzida com todos os ônibus da linha Morumbi/Terminal Central, providos de elevadores.

Segundo cálculos da Secretaria de Trânsito e Transportes (Settran), este tempo de espera com a frota 100% adaptada não passa de 15 minutos, em média, para pessoas com deficiência pegarem um ônibus. “Hoje espero uns 10 minutos pelo ônibus aqui no Morumbi. Antes levava quase meia hora”, disse a estudante.

Na piscina, o tempo também diminuiu nos 50 metros livre no estilo de nado crawl. Nadadora paraolímpica, Bruna Thais expandiu sua mobilidade além dos limites de Uberlândia e acaba de chegar de São Paulo com duas medalhas de ouro e uma de prata no peito na primeira competição paraolímpica disputada pela estudante.

Ela participou das Paraolimpíadas Escolares, entre os dias 6 e 11 de setembro, em São Paulo (SP). Bruna venceu as provas de 100 metros e 50 metros livre, estilo crawl, e ficou em segundo lugar nos 50 metros peito. “Nos 50 metros livre fiz tempo de 1 minuto e 13 segundos. Quando eu comecei a treinar, o meu tempo era 1 minuto e 25 segundos”, afirmou Bruna Thais.


Licitação previa 100% de acessibilidade

Em agosto de 2009, após concluir o processo de licitação para a concessão do serviço de transporte público para novas empresas, Uberlândia foi a primeira cidade brasileira a ter toda a frota de ônibus acessível para pessoas com deficiência. A cidade saiu na frente das demais e se adaptou com antecedência à obrigatoriedade contida no Decreto Federal 5.296, que prevê a implantação de 100% de ônibus acessíveis em todo o país no transporte coletivo urbano até 2014.

Hoje são 64 bairros integrados em Uberlândia e cinco distritos, além de vilarejos, como a Tenda dos Morenos e Olhos D`água, atendidos por 395 veículos do Sistema Integrado de Transportes distribuídos em 108 linhas de ônibus totalmente acessíveis para pessoas com deficiência.

“Quando fizemos a licitação, houve a oportunidade de resolvermos dois problemas: ônibus velhos e falta de acessibilidade. Quanto mais novos os veículos, maior pontuação teria a empresa e quanto mais ônibus acessíveis com elevador, mais pontos a empresa alcançaria na licitação. Assim, atingimos em agosto de 2009, os 100% de frota acessível”, afirmou o secretário de Trânsito e Transportes (Settran), Paulo Sérgio Ferreira. “A quantidade de reclamações dos usuários diminuiu consideravelmente”, afirmou o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Triângulo Mineiro (Sindett), José Luiz Rissato.


Veículos com piso baixo são prioridade do SIT

Depois de implantada a integralidade do transporte coletivo acessível, o objetivo é aumentar a oferta de ônibus com piso baixo no Sistema Integrado de Transportes (SIT). Este tipo de veículo torna desnecessária a utilização do elevador. “O problema é o preço. Ele custa praticamente o dobro do convencional. Um ônibus normal custa R$ 300 mil, o outro com piso baixo custa R$ 600 mil.” A meta é ampliar, gradativamente, a oferta deste tipo de veículo. “Hoje são dois no corredor de ônibus da (avenida) João Naves de Ávila. Nos próximos corredores que iremos implantar - serão mais quatro corredores-, vamos aumentar a oferta de ônibus com piso baixo”, afirmou o secretário.


Sistema ainda requer aprimoramentos

Deficiente físico, mestre em Engenharia Civil na área de transporte pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e presidente do Conselho Municipal da Pessoa Portadora de Deficiência (Compod), Gilmar Rabelo, afirma que a posição de Uberlândia é de vanguarda no que tange à acessibilidade, no entanto, ainda há melhorias para serem implantadas.

“Não podemos pensar só nos ônibus quando falamos em transporte público. Temos que pensar o transporte como um todo. As calçadas são um complemento e hoje há muita dificuldade para o deficiente andar por elas”, afirmou Rabelo.

Para os deficientes visuais e auditivos, também há limitações quanto às orientações sobre os itinerários e horários. “Falta essa adequação com uma programação audiovisual para os deficientes auditivos e visuais”, afirmou o especialista.

A assistente social da Aparu (Associação dos Paraplégicos de Uberlândia), Denise Resende Faria, disse que outro problema é a única vaga para a cadeira de rodas nos ônibus do SIT. “Tem gente que trabalha e, quando há dois ou mais deficientes no ponto, só um embarca. Muitos que fazem atividades aqui na Aparu e que também trabalham acabam chegando atrasados no serviço quando isso acontece”, disse.

“Este foi um aspecto que fez com que a Settran nos procurasse para solucionar. A intenção é fazer com que haja mais de um local para a cadeira de rodas em linhas com demandas elevadas”, afirmou o presidente do Compod, citando o campus da Educação Física da UFU, como um dos destinos mais procurados pelos cadeirantes.


Dados são escassos

O poder público municipal de Uberlândia e as entidades de apoio aos deficientes não têm dados precisos sobre a quantidade de pessoas com deficiência em Uberlândia. “O Censo do IBGE servirá para isso”, afirmou a assistente social da Associação dos Paraplégicos de Uberlândia (Aparu), Denise Resende Faria. O presidente do Compod também considera as estimativas atuais defasadas.

A reportagem do CORREIO de Uberlândia entrou em contato com as assessorias da Agência Nacional de Transportes Públicos (ANTP) e da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) à procura de dados sobre a cobertura de frota acessível no transporte público de outras cidades brasileiras. No entanto, ambas as entidades não têm dados oficiais sobre a cobertura nacional.

Em março, o programa Fantástico, da Rede Globo, exibiu reportagem mostrando a dificuldade que os deficientes enfrentam em capitais brasileiras para pegar ônibus urbano. A produção do programa teve que recorrer aos sindicatos das empresas de cinco capitais das regiões Sudeste, Nordeste, Centro-Oeste e Sul para levantar os dados sobre acessibilidade no Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), São Luís (MA), Goiânia (GO) e Porto Alegre (RS).

A cidade que teve o maior percentual de frota acessível foi a capital goiana com 79%. “Fizemos um levantamento das principais cidades brasileiras em agosto deste ano para ver qual era o percentual de acessibilidade das frotas e Uberlândia foi a primeira no Brasil a ter 100%”, afirmou o secretário de Trânsito e Transportes (Settran), Paulo Sérgio Ferreira.

Fonte: Correio de Uberlândia - Uberlândia, 14/09/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 15/09/2010

Encontro debate novo protocolo para a Síndrome de Down

As inscrições para o encontro “Um novo perfil do protocolo clínico de investigação rotineira e preventiva para pessoas com Síndrome de Down” que acontece dia 25 já estão abertas.
Da Assessoria
Já estão abertas as inscrições para o encontro “Um novo perfil do protocolo clínico de investigação rotineira e preventiva para pessoas com Síndrome de Down”, promovido pela Secretaria da Saúde do Estado, em parceria com a Associação Baiana de Síndrome de Down (Serdown), que acontecerá no dia 25, das 8 às 13h, no auditório da Associação Bahiana de Medicina (ABM). Os interessados podem se inscrever através do link: www1.saude.ba.gov.br/limesurvey/index.php?sid=61751

De acordo com a diretora de Gestão do Cuidado, Débora do Carmo, “esse será um espaço de sensibilização, socialização de conhecimentos e experiências relativos ao tema que, com certeza, contribuirá para a qualificação de profissionais e estudantes da área de saúde para diagnóstico e intervenções precoces, além de propiciar a capacitação e promulgação de padrões éticos para serviços de saúde públicos e provados”.

O encontro, que conta com o apoio do Conselho Regional de Medicina (Cremeb), Associação Bahiana de Medicina (ABM) e a Sociedade Baiana de Pediatria (Sobape), terá como facilitador o médico pediatra e geneticista, Zan Mustachi, presidente do Departamento Científico de Genética da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Fonte: Secretaria da Saúde do Estado da Bahia - Bahia, 14/09/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 15/09/2010

Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência

Data comemorativa em prol da pessoa com deficiência unirá forças pela inclusão no trabalho, em São Paulo.
Da Redação
"A deficiência não é impossibilidade, mas também é força.
Nesta verdade psicológica se encontra o início e
o fim da educação social dos alunos com deficiência."
Vygotsky, apud Multieducação, 1996, p.195

No Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência (21/09), São Paulo abre luta contra o preconceito no mundo do trabalho. Em defesa do resgate do cumprimento da Lei de Cotas, diversas organizações se uniram para fortalecer o direito ao trabalho das pessoas com deficiência numa ação que começará no auditório da Superintendência Regional do Trabalho e que terá caminhada pela Rua Xavier de Toledo, e será encerrada com atividades culturais em frente ao Teatro Municipal de São Paulo.

Estarão juntos o Conselho Estadual para Assuntos da Pessoa com Deficiência, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida de São Paulo, a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, as Centrais Sindicais, os Sindicatos Patronais e de Trabalhadores, as entidades especializadas no atendimento de pessoas com deficiência, escolas, órgãos públicos, Ministério Público, etc.

Na oportunidade será divulgado um documento de alerta para a sociedade porque no rol de atitudes e descaso contra o acesso ao trabalho das pessoas com deficiência já se observa até decisões "estranhas" na justiça do trabalho, lastreadas por mitos e preconceitos dos próprios julgadores.


Programação

9h00 às 11h00 no auditório do SRTE/SP localizado à Rua Martins Fontes, 109.
caminhada da SRTE ao Teatro Municipal de São Paulo, com distribuição de carta aberta a população.

12h00h às 14h00 atividades culturais e musicais para a população em geral.

O convite oficial será divulgado no dia 14/09, mas caso queira garantir sua pré-inscrição para o ato no auditório da SRTE.

favor confirmar presença através do e-mail: ecidadania@ecidadania.org.br Confirme sua presença e garanta sua vaga.

Fonte: Sentidos - São Paulo, 14/09/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 15/09/2010

Pessoas com deficiência têm benefícios na compra de automóveis

Montadoras têm programas próprios para ajudar pessoas com deficiência. Algumas dessas empresas recomendam e até mesmo entregam o carro pronto para o cliente.
Ter um carro deixou de ser um sonho para milhares de pessoas, incluindo as pessoas com deficiência. Hoje, adquirir um veículo adaptado para suas exigências é mais fácil do que muita gente imagina.

"Temos parceria com todas as montadoras", afirmou Raul Oliveira Neto, gerente comercial da Cavenaghi, empresa especializada em itens automotivos para deficientes. "Dependendo das alterações necessárias, o trabalho pode consumir de três horas a três dias", explicou.

Quem vai definir quais alterações são necessárias é o Detran (departamento estadual de trânsito). Todos que querem dirigir devem passar pelos exames da entidade e retirar a CNH (carteira nacional de habilitação) especial. No documento, vai constar o que o condutor deve usar para poder dirigir e, ao comprar um carro, deve ser encaminhado a uma oficina especializada. "As mudanças serão feitas com base nas necessidades do cliente", explicou Oliveira Neto. "Além disso, o veículo poderá continuar sendo dirigido por qualquer condutor sem que os equipamentos interfiram", explicou.

Sem impostos

As modificações podem custar de R$ 100 a R$ 3.000. "Caso o veículo seja modificado para transportar o passageiro ainda na cadeira de rodas, como os táxis especiais, os preços podem chegar a R$ 30 mil", afirmou Oliveira.

Mas nem tudo são gastos na hora de comprar um carro adaptado. Pessoas com deficiência não pagam alguns impostos na compra de veículos. Para tanto, é necessário procurar as entidades responsáveis e solicitar a isenção, podendo se livrar de pagar IPI (imposto sobre produtos industrializados) e ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços) no momento da compra.

Mercado

Não há restrição para a adaptação de um carro. "Se alguém chegar aqui com uma Ferrari e pedir para ela ser adaptada, é possível", disse Oliveira. Ele afirma também que não há uma preferência por um modelo específico. "Temos que lembrar que o PNE é uma pessoa normal, com gostos e vontades, e adapta o carro que gosta, ou que pode comprar", complementou.

Montadoras

Diversas montadoras têm programas próprios para ajudar esse público. Várias delas recomendam e até mesmo já entregam o carro pronto para o cliente.

A Fiat tem o Programa Autonomy, que oferece toda a linha, exceto Fiorino, Strada e Ducato. Além disso, a montadora tem em três unidades do Detran (São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte) Centros de Mobilidade, que fornecem simuladores para que os clientes se acostumem com a direção adaptada.

A Volkswagen também tem um programa destinado a esse público. Com o Mobilidade com Volkswagen, todas as concessionárias estão preparadas para vender veículos adaptados. As opções vão desde o Gol G4 1.0 até o Polo Sedan 1.6 com motor flex.

Fonte: http://icarros.uol.com.br/ 14 de setembro de 2010
Matéria postada no blog da APNEN: 15/09/2010

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Inclusão deve ser palavra de ordem nos ensinos básico e superior

Mesmo com o alto número de pessoas com deficiência matriculadas nos ensinos básico e superior, ainda há uma série de barreiras importantes a superar.
Da Redação
Curvado sobre a mesa, Rodrigo Cosme escreve, em letras trêmulas, o nome da doença que o levou à cadeira de rodas há cerca de um ano: síndrome de Toni-Debré-Fanconi, espécie rara de raquitismo. Aos poucos, as pernas começaram a desobedecê-lo e andar foi se tornando cada vez mais difícil. “No início eu achei que era só cansaço”, recorda o jovem, hoje com 24 anos. A limitação de seus movimentos, em vez de desanimá-lo, foi um estímulo para que ingressasse no curso de pedagogia. “Quero defender a área da educação inclusiva.”

O universitário Cosme engrossa um contingente em crescimento no Brasil: o das pessoas portadoras de deficiência matriculadas nos níveis de ensino básico e superior. O número de matrículas nas escolas regulares aumentou mais de quatro vezes desde 1999, passando de 63,3 mil para 387 mil no ano passado, segundo os dados mais recentes do Ministério da Educação (MEC). No DF, são 6.580 alunos. Nos cursos de graduação, há cerca de 11,9 mil matriculados nas cinco regiões do país, de acordo com o último censo do MEC, feito em 2008. No mesmo levantamento, o Distrito Federal aparece com 625 graduandos.

Apesar desses avanços, Cosme sabe ser um privilegiado, não apenas por ter chegado ao ensino superior. Para conseguir exercer normalmente as atividades acadêmicas, ele conta com o apoio contínuo da equipe de profissionais e voluntários do Serviço de Orientação Inclusiva (SOI) da Universidade Católica de Brasília (UCB), onde estuda. A cada semestre, as disciplinas oferecidas ao estudante são alocadas em salas térreas, de fácil acesso. Como ele também tem dificuldade em coordenar os punhos, as provas que responde são passadas a limpo por outra pessoa antes de entregues ao professor.

A UCB conta com cerca de 90 alunos com deficiência visual, auditiva ou física e transtornos como dislexia e deficit de atenção. Rodrigo Cosme conta que a instituição possuía uma sala de recursos multifuncionais para atendimento especializado, ambiente previsto em lei federal. O problema era a estrutura física, que complicava a locomoção. “O elevador só funcionava uma vez por semana.” O pior foi o preconceito de colegas. “O que mais me chocou foi quando uma menina falou que eu só estava lá para ocupar espaço”, lembra.

Rede pública

O coordenador da Gerência de Educação Especial da Secretaria de Educação do DF (SEDF), Délcio Ferreira Batalha, garante que todas as escolas da rede pública são inclusivas e possuem salas de recursos. Mas admite que nem todas têm acessibilidade arquitetônica e professores capacitados para lidar com alunos com deficiência. “Se o educador recebe em sua sala um aluno com necessidades especiais, uma equipe itinerante vai até lá orientá-lo”, observa.

Na opinião de Batalha, a entrada e a permanência do estudante na escola são “questões que já nem se discutem mais”. A principal preocupação, então, é com a formação continuada dos educadores. “A rede privada às vezes se nega a fazer o atendimento em ensino especial. É na rede pública que se encontram os profissionais mais capacitados e 99,9% desses alunos”, acredita. A estimativa de Batalha foi algo além da conta. De acordo com o MEC, as escolas públicas comportam 93% dos estudantes portadores de deficiência do DF.

"A rede privada às vezes se nega a fazer o atendimento em ensino especial. É na rede pública que se encontram os profissionais mais capacitados e 99,9% desses alunos”
Délcio Ferreira Batalha, coordenador da Gerência de Educação Especial da Secretaria de Educação do DF


Docentes buscam qualificação

“O acompanhamento dos alunos de forma inadequada é algo a se vencer, grande parte das vezes, em nível de sistema educacional”, avalia Sandra Patrícia, doutora em linguística pela Universidade de Brasília (UnB). Sua constatação foi reforçada pelo grande número de inscritos no curso que ela coordena no Centro Educacional 6 (CEd 6), de Taguatinga, destinado à qualificação de docentes no ensino de português como segunda língua para surdos. “Foram abertas 20 vagas e compareceram, no primeiro dia de aula, 40 interessados em participar. Isso demonstra que boa parte dos professores tem buscado formação”, enfatiza. O curso conta com o apoio da Escola de Aperfeiçoamento de Professores da SEDF.

O Centro Educacional 6, em Taguatinga, firmou-se como uma das escolas do DF mais bem capacitadas para a educação de surdos. Além daquele curso, o colégio implantou, por iniciativa própria, classes exclusivas para alunos com a deficiência. São duas disciplinas: português e biologia. A matrícula nessas turmas não é obrigatória e o jovem pode optar, com o aval dos pais, por frequentar somente as salas inclusivas, em que intérpretes traduzem para a Língua Brasileira de Sinais (Libras) o que o professor diz aos ouvintes, nome dado aos colegas não surdos.

Euzilene Rodrigues, 19 anos, é um dos 32 jovens da turma de Sandra Patrícia, que leciona português para surdos. Os estudantes apresentam diferentes graus de perda auditiva; alguns conseguem articular palavras, ao passo que outros, somente sons e sílabas soltas. Euzilene não hesita ao dizer que aprende mais na classe exclusiva, baseada em um metodologia de ensino diferenciada. “Na sala normal, eu compreendo um pouco por meio do intérprete. Mas ele não é especialista na área do professor e nem sempre traduz os conceitos de forma clara”, justifica. Quando o intérprete falta, a saída é fazer a leitura labial. “Mas a professora fala muito rápido”, reclama outra aluna, Mayrla Maria Sales, 16 anos.

Leia mais sobre educação no site
wwww.correiobraziliense.com.br/euestudante

Fonte: Correio Braziliense - 13/09/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 14/09/2010

Deficientes físicos prejudicados pelas enchentes terão casas adaptadas

Somente em União dos Palmares, 29 deficientes estão desabrigados.
da Redação

Com projetos desenvolvidos pela Superintendência de Política Habitacional da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra), parte das casas destinadas às vítimas das enchentes que atingiram Alagoas foi adaptada especialmente para os deficientes físicos.

As adaptações incluem a inserção de barras de apoio nos banheiros, a construção de rampas nas entradas das casas e um espaço maior nos cômodos do imóvel, que permite a livre circulação de cadeiras de roda.

Somente no município de União dos Palmares, um dos mais castigados pela tragédia, 29 portadores de necessidades especiais estão desabrigados, desalojados ou morando em área de risco, de acordo com levantamento feito pela Associação dos Deficientes Físicos do município, a Adefup.

Para o presidente da Associação, Antônio Rozendo da Silva, a construção de casas adaptadas facilita o convívio e o dia a dia na comunidade. "Muita gente nem imagina, mas temos muita dificuldade para desempenhar atividades simples no cotidiano. Uma casa adequada facilita totalmente nossa vida. Fico muito feliz em saber do empenho do Estado para nos atender", diz o presidente da Adefup.

Segundo a superintendente de Política Habitacional da Seinfra, Marisa Perez, 3% das casas de cada empreendimento aprovado pelo Comitê de Análise de Projetos Habitacionais foram projetadas especialmente para deficientes físicos. Ou seja, das 6.170 casas aprovadas até agora pelo Comitê, 185 são adaptadas.

"Em todos os 19 municípios atingidos pelas enchentes haverá casas adaptadas, seguindo determinação do "Programa Minha Casa, Minha Vida". Caso a oferta seja maior que o número de deficientes físicos desabrigados, estas serão destinadas a pessoas idosas, que também possuem dificuldades de locomoção", explica Marisa Perez.

No total, o governo do estado deve reconstruir cerca de 18 mil casas, que foram destruídas ou danificadas pelas enchentes ou que ainda estão em áreas consideradas de risco. Até agora, o Comitê de Análise já aprovou a reconstrução de 6.170 casas, nos municípios de União dos Palmares, Rio Largo, Quebrangulo, Cajueiro, Jacuípe, São José da Lage, Murici e Viçosa.

Fonte: Tudo na Hora - Alagoas, 13/09/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 14/09/2010

Prefeitura colocará auxiliar para alunos com deficiência

Escolas municipais de São Paulo receberão 500 profissionais "auxiliares de vida escolar", para auxiliar crianças com deficiências mais graves.
da Redação

Este é o primeiro ano de Lucas Ribeiro, de 14 anos, na escola. Matriculado na 4.ª série, ele, que tem síndrome de Down e é surdo, progride a cada dia, interagindo com colegas e professores. Lucas é um dos 14 mil alunos com deficiência na rede regular municipal de São Paulo que, a partir de outubro, serão beneficiados com as iniciativas do projeto "Inclui", que prevê a expansão da quantidade e da qualidade dos serviços de educação inclusiva, integrando-os com a saúde pública e a assistência social.

Entre as principais metas do programa, que será lançado na terça-feira, está a contratação de 500 auxiliares de vida escolar para cuidar dos 697 estudantes com deficiências graves que, sem a ajuda, não conseguiriam frequentar a escola. Esses profissionais serão responsáveis pela higiene, locomoção e socialização das crianças. "Algumas crianças usam fraldas, sondas. O professor não tem condições de cuidar disso. É esse profissional, selecionado na própria comunidade, que vai apoiar o aluno", explica o secretário de Educação, Alexandre Schneider.

O projeto prevê uma equipe multidisciplinar com 57 profissionais da saúde - como neurologistas, psiquiatras, nutricionistas, enfermeiros e pediatras - para apoiar o Centro de Formação e Acompanhamento à Inclusão, órgão da Prefeitura.

"A ideia é acompanhar o desenvolvimento das crianças, verificando se os pais estão marcando e comparecendo às consultas indicadas por esses médicos", afirma Silvana Drago, responsável pela educação especial na secretaria.

A compra de mobiliário e materiais e a reforma das escolas também entram no Inclui. As seis escolas especiais da rede devem ser reformuladas para funcionar como escolas bilíngues para surdos e surdos com múltiplas deficiências. A verba para educação especial da pasta para este ano é de R$ 55,7 milhões. Para o ano que vem, estão previstos R$ 76,9 milhões.

Fonte: O Estado de S.Paulo São Paulo - SP, 13/09/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 14/09/2010

Inclusão pede preparo estrutural e pedagógico

Adaptar o currículo e encontrar a melhor maneira de explorar o potencial da criança são desafios dos professores.
Mariana Mandelli e Luciana Alvarez

Com um punhado de giz de cera colorido, Daniel Shumaker, de 5 anos, pinta a folha sulfite da atividade proposta pela professora. Cada pincel é adaptado para caber direitinho em sua mão - Daniel tem paralisia cerebral. "Gosto de brincar com os meus amigos aqui", conta o garoto, que sonha em ser policial quando crescer. Depois que o parquinho da escola municipal em que estuda foi reformado com rampas, Daniel, que é cadeirante, passou a brincar na areia.

Além de adaptações na arquitetura e nos materiais didáticos, a rotina de uma criança com deficiência numa escola regular exige preparo dos educadores e funcionários. Para os professores, os maiores desafios são, principalmente, adaptar o currículo e encontrar a melhor forma de explorar o potencial da criança.

"Eles aprendem do jeito deles. Todos somos diferentes. É o mesmo com eles: cada um tem seu tempo, seu canal de comunicação", sintetiza a professora Catia Ramalheiro, que educa 20 crianças com deficiência em uma das salas de apoio e acompanhamento à inclusão da Prefeitura.

Criar vínculo com o aluno e humanizar a turma para receber a criança são outras tarefas importantes. "A inclusão social começa na escola. Algumas mães, depois que matriculam o filho, passam a ter coragem de levá-lo ao mercado ou ao shopping", conta Débora Corrêa, de 29 anos, professora de apoio e acompanhamento à inclusão.

O processo de inclusão, seja na rede pública ou na particular, é delicado e exige muitos esforços da escola. Não foi o que aconteceu com Marina Massayo Yonashiro. Quando estava na 6ª série, ela perdeu a visão. A princípio, decidiu ficar no colégio onde estudava há anos, mas percebeu que não foram feitos esforços para atender suas necessidades. "Achei que não era mais bem recebida."

Na 8ª série ela se transferiu para o Arquidiocesano, onde hoje, com 16 anos, cursa o 2º ano do ensino médio. "A Marina é sensível, estudiosa, independente. Ninguém tem dó dela. Tê-la aqui é um aprendizado para professores e colegas", diz a assessora pedagógica Marisa Rosseto. Esforço. No Colégio Radial, surdos contam com intérprete

Ao aceitar a matrícula de um aluno com deficiência, os colégios precisam se dedicar a fazer um bom trabalho pedagógico e de socialização. "Não adianta incluir para excluir em seguida", diz Célia Tilkian, diretora da escola PlayPen, que já teve alunos que ficavam com acompanhante em sala.

Muitos pais, porém, sentem medo de deixar seus filhos em colégios regulares. "As escolas especiais sempre foram associadas à ideia de proteção. O medo é justificável, por isso tem de haver simultaneamente um suporte para a família", afirma Marília Costa, gerente técnica da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).

A experiência do Colégio Radial, que recebe alunos surdos desde 1994, mostra que é possível fazer com que todos convivam bem. "Para os surdos, a experiência é vantajosa para aprenderem como se integrar de forma plena, treinando para o futuro profissional. Os ouvintes ganham ao conhecer, conviver e respeitar as diferenças e os limites de cada um", diz Ana Lídia Thalhammer, coordenadora da área de surdez.

Fonte: O Estado de S.Paulo - 13/09/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 14/09/2010

Estágio para deficientes é aprovado em primeira votação na Câmara

Projeto tem por objetivo a inclusão no mercado e a formação profissional.
da Redação

A Câmara Municipal de Campinas aprovou, no dia 8 de setembro, um projeto de autoria do vereador Paulo Oya, que cria o "Programa Municipal de Estágio Educacional de Trabalho para Educandos das Escolas Especiais".

O objetivo do projeto é a inclusão no mercado de trabalho como complemento ao processo de formação profissional. Poderão participar do programa educandos a partir dos 14 anos, regularmente matriculados em Escolas de Educação Especial, públicas ou privadas.

De acordo com a proposta, as vagas seriam distribuídas entre as áreas de deficiência. Assim, 40% seriam para deficientes mentais, 20% para deficientes físicos, 20% para deficientes auditivos e 20% para deficientes visuais.

O estágio será de quatro horas diurnas diárias e 20 horas semanais, com duração de um semestre, podendo ser prorrogado. A realização do estágio não trará vínculo empregatício. A proposta estipula ainda que o estagiário não será submetido a trabalho que coloque em risco sua integridade física ou que exija excessivo esforço físico.

Ao município caberá ofertar vagas, viabilizar o estágio e conceder bolsa-auxílio e vale transporte. Para que vire lei, o projeto deve passar por mais uma votação em plenário e depois seguirá para a sanção do prefeito Hélio de Oliveira Santos.

Fonte: EPTV.com - Campinas - SP, 10/09/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 14/09/2010

Com Teleton, AACD conquista 9º Prêmio Marketing Best Sustentabilidade

Entidade arrecadou mais de 19 mi com última edição do teleton.
da Redação
A AACD é uma das nove vencedoras da 9ª edição do Prêmio Marketing Best Sustentabilidade, organizado pela Editora Referência e a Madia Marketing School, que homenageia ações de valorização das pessoas e da qualidade de vida, inclusão social, atividades culturais para promoção da cidadania e práticas ecologicamente corretas. O case premiado, "Teleton 2009: sua ajuda é o que nos move", mostrou como foi criada a atmosfera de mobilização nacional em favor da causa e que resultou em R$ 19,3 milhões de arrecadação durante sua edição.

"A conquista do Prêmio é um motivo de grande orgulho para todos os que fazem parte da AACD. Nossos esforços em sensibilizar a população brasileira para a causa do deficiente físico foram coroados, o que dá a certeza de que estamos no caminho certo e força para seguir em frente", afirma Luiz Eduardo Reis de Magalhães, diretor vice-presidente voluntário da entidade.

Sobre a AACD

A AACD, Associação de Assistência à Criança Deficiente, completa 60 anos de atividades, como uma instituição privada, filantrópica, sem fins lucrativos que tem como missão "Promover a prevenção, habilitação e reabilitação de portadores de deficiência física, especialmente de crianças, adolescentes e jovens, favorecendo a integração social". Realiza mais de 5.760 atendimentos por dia em suas 9 unidades distribuídas pelo Brasil.

Fonte: Portal Inteligemcia - 10/09/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 14/09/2010

domingo, 12 de setembro de 2010

Família de criança acidentada defende uso da cadeirinha

Avaliação é que, se equipamento exigido por nova lei fosse usado, sequelas poderiam talvez ser amenizadas.

Dentre pacientes da AACD paulistana com lesões na medula, a maioria foi vítima de acidentes de automóvel
TALITA BEDINELLI DE SÃO PAULO

Isabela, então com um ano, estava sentada no colo da tia quando um motorista bêbado atingiu o carro de sua família. Com o impacto da colisão, a criança caiu com força no piso do carro e sofreu uma lesão na medula.

Ana Cristina tinha cinco anos e viajava pela Régis Bittencourt na véspera de Natal deitada no banco de trás do carro quando o veículo passou por uma poça de óleo, derrapou e bateu de frente em um caminhão.

Seu pai morreu na hora. Ela, assim como Isabela, sofreu uma lesão na medula.
Hoje, ambas são paraplégicas e pacientes da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), em SP.

Os acidentes de Isabela e Ana Cristina ocorreram muito antes da Lei da Cadeirinha entrar em vigor, há pouco mais de uma semana. Hoje, Isabela tem 4 anos e Ana, 10.

Mas as famílias acreditam que se as crianças estivessem presas dentro do carro segundo as regras da atual legislação, talvez as consequências dos acidentes tivessem sido diferentes.

"O cinto de segurança salvou minha vida. Não é possível saber, mas se ela estivesse de cinto, em uma cadeirinha, talvez isso não tivesse acontecido com ela", diz Alexandra Campos Lisboa, 29, mãe de Ana Cristina.

Francisca Coura, 44, avó de Isabela, também defende a lei. "A gente acha que vai sair um pouquinho e que não vai acontecer nada com a criança se a levarmos no colo. Mas meu marido estava dirigindo direito e mesmo assim sofremos esse acidente."

No carro, além de Isabela, havia um outro neto de Francisca, de 3 anos. Ele também era levado no colo e, no acidente, quebrou o fêmur.

"É muito importante que os pais se conscientizem que a cadeirinha é necessária, nem que seja para andar um quarteirão", diz Francisca.

A fisiatra da AACD Gláucia Somensi Alonso concorda. "Às vezes os pais acham que estando no colo e no banco de trás a criança está segura, mas isso é muito perigoso.

O método de retenção dentro do veículo é muito importante. Não só o tipo da cadeirinha, mas o modo como ela foi instalada no carro."

PRINCIPAL CAUSA

Casos como o de Isabela e de o de Ana Cristina não são raros nos corredores da AACD. Segundo levantamento de 2009, dentre as crianças pacientes da unidade sede da instituição (na Vila Mariana) com lesões na medula, a maioria (39,8%) foi vítima de acidentes de carro.

As colisões são ainda a segunda causa de traumas de crânio entre as crianças, após os atropelamentos.

"Não temos dados estatísticos sobre o uso da cadeirinha, mas pela experiência do dia a dia a gente vê que a maioria dessas crianças não usava o equipamento", diz a fisiatra da instituição.

A Lei da Cadeirinha entrou em vigor em 1º de setembro deste ano e determina que as crianças sejam transportadas em carros de passeio com o equipamento adequado, que varia conforme o peso e a faixa etária.

Considerada infração gravíssima, a multa é de R$ 191 e rende sete pontos na carteira.
Na primeira semana de aplicação da nova lei, ao menos 78 motoristas de São Paulo foram multados.


Fonte: Jornal Foha de São Paulo - Cotidiano - 12 de setembro de 2010

Matéria postada no blog da APNEN: 12/09/2010