sábado, 25 de setembro de 2010

Passaredo apresenta 22 ônibus adaptados

Cidade passa a ter 66,7% da frota preparada para transportar portadores de necessidades especiais.
Anderson Botan - Paulínia

DivulgaçãoÔnibus adaptados foram apresentados à população pela empresa e a prefeitura
O prefeito de Paulínia, José Pavan Júnior (DEM), e a Viação Passaredo, responsável pelo transporte coletivo, entregaram na tarde de ontem 22 ônibus adaptados para portadores de necessidades especiais. A frota municipal, que possui 45 veículos, passa agora a ter 30 adaptados, o que representa 66,7%. A apresentação dos veículos ocorreu no Paço Municipal e contou com a presença do secretário de Transportes, Nelson Alves Aranha Neto, vereadores e convidados. Após o evento, os veículos fizeram carreata por diversos bairros.
Cada veículo tem capacidade para transportar 36 passageiros sentados, e 40 em pé. Eles contam com sinalizações internas e externas e os motoristas e cobradores receberam treinamento para manusear os equipamentos. A prefeitura estima que, dos 700 mil passageiros transportados por mês, 3 mil apresentam algum tipo de deficiência e mais de 250 são cadeirantes. Para o prefeito, é necessário adequação dos espaços públicos às demandas da sociedade. “Esses veículos vão melhorar a qualidade de vida de centenas de pessoas que usam com frequência o transporte público de Paulínia e não tinham acesso a esse benefício”, enfatizou.
Segundo o gerente administrativo da Viação Passaredo, Irai Romagnoli, a empresa investiu R$ 6 milhões. A cada ano, a empresa se comprometeu a renovar 20% de sua frota. A previsão é que até 2011 todos os ônibus que circulam em Paulínia estejam adaptados.

Fonte: JornalTodoDia - 25/09/2010

Deficiente visual leva esperança a outros com mesmo problema

Jovem consegue concluir o curso de serviço social e é aprovada em um concurso da Secretaria de Justiça. Hoje, dedica-se a levar esperança outros deficientes.
Leilane Menezes

A visão começou a abandonar os olhos de Nayara Magalhães dos Santos muito cedo. Era difícil decifrar o que diziam os livros escolares. A menina ampliava os textos e as figuras, tentava ir além da própria capacidade, mas a cabeça só doía. E nada de o mundo parecer mais fácil de desvendar. Apesar de ter nascido com uma doença grave - a retinose pigmentar progressiva -, a menina de cabelos e olhos claros foi criada para ser otimista. Nunca acreditou que perderia totalmente a visão.

Não aprendeu o braille, sistema de leitura por meio de pontos, quando era criança. A família, superprotetora, preferia acreditar que não seria necessário. Mas , aos 18 anos, Nayara teve uma perda brusca na habilidade de enxergar. "Os médicos acreditam que a minha visão piorou depois que minha mãe adoeceu e ficou muito tempo no hospital. Pode o baque emocional", explicou a jovem. "Não me preparei para isso porque meus pais acharam que o melhor para mim seria esconder esse problema. Eles não queriam aceitar a verdade, que teriam uma filha com uma deficiência em um mundo não adaptado", completou.

Hoje, Nayara tem entre 15% e 20% da capacidade de ver, durante o dia. Ao anoitecer, cai para 10%. Mas a falta do sentido não a impede de ir longe. À época da piora, Nayara se preparava para o vestibular. Sonhava em cursar serviço social na Universidade de Brasília (UnB). "Estudei a vida toda em escola pública e todo mundo sabe que assim fica mais difícil. Eu não tinha acesso a nada que facilitasse a minha situação como deficiente visual", afirmou.

Mesmo diante do problema, Nayara matriculou-se em um cursinho preparatório para o vestibular. Gravava todas as aulas, enquanto uma amiga ajudava e lia os textos para ela. E assim Nayara estudou mais de 10 horas por dia, durante um ano. Passou na segunda tentativa. "Escolhi o serviço social porque é o curso que mais trata de políticas sociais. O profissional dessa área defende um grupo vulnerável, as minorias. O primeiro auxílio que as pessoas procuram é o de um médico. A maioria deles trata a deficiência visual apenas com uma doença e não leva em consideração o social. A assistente atua justamente nesse setor", justificou.

Nayara conheceu um mundo diferente. Estava habituada a uma vida de isolamento: "Sofri muito bullying na escola. Tinha que me sentar sempre muito perto do quadro, às vezes tropeçava nas coisas, batia a cabeça. Aprendi a me afastar dos outros para me defender". Na universidade, a jovem encontrou amigos, alunos como ela ou professores. Conheceu o Programa de Apoio aos Portadores de Necessidades Especiais (PPNE). Nele, a estudante tinha direito a três tutores. Eles eram alunos bolsistas que a ajudavam durante a aula e nas provas.

"Quando percebi que muitas pessoas acreditavam em mim, me vi capaz de qualquer coisa", lembrou. Quase quatro anos depois de ingressar na UnB, Nayara deu início ao trabalho de conclusão de curso, a monografia. O tema não poderia ser outro: o acesso dos portadores de necessidades especiais ao nível superior. "Escolhi pesquisar porque há tão poucos deficientes nas universidades. É um problema que vem do ensino básico, passa pelo médio e leva a uma barreira no momento de ingressar na faculdade". Nayara encontrou pouca bibliografia. Contou com a ajuda de computadores com leitores de tela.

Dificuldades

O trabalho trata das falhas na acessibilidade dentro da UnB. "Faltam calçadas adaptadas, tudo é muito longe. Sempre esquecem um orelhão no meio do caminho, um buraco no meio da rua. A cidade toda é assim e a universidade não é diferente", apontou. Mas o foco da pesquisa de Nayara é mais polêmico que a questão da mobilidade. A monografia leva o título Sistema de cotas para deficientes, uma alternativa viável.

"Percebi que a quantidade de deficientes só diminuía na UnB. De acordo com pesquisas, 26 mil deficientes concluíram o segundo grau no último ano. A demanda pelo ensino superior existe. Só há 48 deficientes na UnB inteira. Desses, somente 15 têm algum problema como surdez ou na visão. Os outros sofrem de dislexia, etc.", constatou. Nayara entrevistou os professores do PPNE e os alunos especiais. "Na minha hipótese, achei que não iam concordar com o sistema de cotas. Mas me surpreendi. Apenas um deles se colocou contra".

Na conclusão, pela própria experiência de vida e pelo que viu na UnB, Nayara optou por defender a reserva de vagas no vestibular para portadores de necessidades especiais. "Seria uma política de equiparação de oportunidades. Algo paliativo e não permanente. Quando a universidade conseguisse atrair esse público, não seria mais necessário", argumentou.

"Essa medida teria de ser articulada com uma política de mudança no sistema educacional inteiro, desde o ensino básico. Deveria também ser acompanhada de uma política de permanência dentro do ensino superior, como o oferecimento de bolsas de pesquisa especiais", acrescentou. Ganhou nota máxima, o SS. Agora busca meios de divulgar suas ideias e contribuir efetivamente com a sociedade.

Nayara não deixa de surpreender. Este mês, assumiu o cargo de assistente social na Secretaria de Justiça. Foi a única que passou no concurso para essa atividade específica. Agora, acompanha jovens que cumprem medida de liberdade assistida. Vai, inclusive, visitar a casa deles e orientar as famílias para que os adolescentes não voltem a cometer crimes. "Para poder levar uma vida normal, é preciso aceitar-se. Depois, tentar ser independente, o máximo possível e, principalmente, agarrar todas as oportunidades", ensinou.

Fonte: Correio Braziliense - Brasília - DF, 24/09/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 25/09/2010

PGR quer implementação imediata da audiodescrição

Símbolo da áudio-descrição - Letras A e D brancas, em caixa alta, sobre fundo preto, e três parênteses após o D.

A implementação da audiodescrição na programação televisiva brasileira continua gerando polêmica na Justiça. Na semana passada, a Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou parecer sobre o assunto ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde tramita uma ação movida por entidades civis para que o sistema de acessibilidade aos portadores de deficiência visual seja instituído imediatamente na televisão brasileira. Para a PGR, a demanda das entidades civis é legítima e a implementação da audiodescrição não poderia ter sido prorrogada pelo Ministério das Comunicações. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, vai além. Chancela a análise redigida pela vice-procuradora Geral da República, Deborah Duprat, de que o Minicom foi omisso na questão.

A adaptação da programação para que portadores de deficiências físicas possam ter acesso pleno aos programas veiculados pelas concessionárias de radiodifusão está previsto desde 2000, na Lei 10.098. Com base nessa lei, o Minicom regulamentou em 2005 a implementação da audiodescrição nas TVs brasileiras. Esse sistema consiste na narração da dinâmica dos programas veiculados, possibilitando que o deficiente visual possa compreender as imagens que estão sendo mostradas na televisão.

Acontece que nos últimos cinco anos a implementação do serviço foi sendo sucessivamente adiada pelo Minicom. Ao todo, o ministério publicou quatro portarias protelando a exigência da oferta da audiodescrição. A última portaria, nº 985/2009, fixou o início da implantação do sistema em 1º de julho de 2011. Mas deu nada menos do que 10 anos de prazo para que o serviço esteja acessível em closed caption nas 24 horas de programação das radiodifusoras. E esta portaria que tem sido contestada judicialmente.

A ação foi movida pelo Conselho Nacional dos Centros de Vida Independente (CVI-Brasil) e pela Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down contra a União. Ambas alegam o descumprimento de diversos “preceitos fundamentais”, como cidadania, dignidade da pessoa humana, liberdade e igualdade. Para as entidades, a protelação na implementação do serviço discrimina o acesso dos portadores de deficiência à um serviço prestado por concessionárias públicas, como é o caso da radiodifusão.

A PGR concorda com os argumentos das entidades e diz ainda que a exigência legal de tornar disponível a audiodescrição deve ser considerada “descumprida” desde a edição da portaria nº 1/2006 do Minicom, onde foi definido prazo de dois meses para as emissoras adequarem-se. “É importante o breve julgamento da presente ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) para que possa produzir resultado útil e fazer a efetiva censura ao descaso governamental para com os direitos fundamentais das pessoas com deficiência visual”, afirma a vice-procuradora Deborah Duprat.

Críticas

Deborah Duprat criticou as empresas de radiodifusão em seu parecer e também o Minicom por conta das sucessivas protelações. Com relação ao ministério, a vice-procuradora afirmou que “esse quadro de omissão administrativa faz perdurar a situação de exclusão por falta de acessibilidade, em violação aos preceitos fundamentais invocados”. Mas a crítica mais dura foi às radiodifusoras.

Deborah classificou como “pérfido” um dos argumentos usados pela Abert para alegar uma suposta ilegalidade na obrigação da audiodescrição. “Inicialmente, é alegada a ilegalidade da regulamentação, sob o pérfido argumento de que a Lei 10.098/2000, no art. 19, garante o direito de acesso à informação apenas às pessoas portadores de deficiência auditiva.” Para a vice-procuradora, não há “ilegalidade alguma na extensão analógica do direito de acesso à informação” com o objetivo de incluir os deficientes visuais na regulamentação.

As radiodifusoras, inclusive as classificadas como “públicas federais” (TV Brasil, TV Câmara, TV Senado e TV Justiça), também alegaram falta de profissionais qualificados para a adaptação dos programas, custos altos de implementação e entraves técnicos. A PGR não aceitou nenhum dos argumentos em sua análise. A proposta final da PGR é o STF conceda liminar suspendendo a portaria atual e dê prazo de 60 dias para adaptação e início da oferta do sistema. Ainda não há previsão de quando a ação será julgada pelo Supremo.

O parecer encaminhado ao STF está disponível para download na home page de TELA VIVA ou no link relacionado abaixo. Mariana Mazza.

Fonte: Tela Viva - 23/09/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 25/09/2010

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Pessoas com deficiência serão incluídas no Cadastro Único de Programas Sociais

Da assessoria
Na semana em que se comemora o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência (21 de setembro), o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) fez publicar, no Diário Oficial da União, a Portaria nº 706, que insere todos os beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) no Cadastro Único de Programas Sociais do governo.

A medida auxiliará na atualização de dados dos beneficiários e, consequentemente, ampliará o acesso a outros programas sociais. A partir de outubro, todas as pessoas que recebem o benefício deverão ser cadastradas no Cadastro Único.

Com a medida, serão incluídas mais de 2 milhões de pessoas que estavam fora do cadastro. Atualmente, 3,3 milhões recebem o BPC em todo o País. Com a inclusão, o MDS poderá melhorar o planejamento dos serviços ofertados aos beneficiários.

Para a diretora de Benefícios Assistenciais do MDS, Maria José de Freitas, a inclusão dessas pessoas no cadastro surge como mais uma maneira de acompanhar o beneficiário. “O cadastro amplia as informações do beneficiário e isso contribui para o processo de acompanhamento dele, sua inserção em serviços”, avalia Maria José.

O BPC é um direito garantido pela Constituição para idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência, de qualquer idade e sem condições para o trabalho. A renda familiar por pessoa deve ser inferior a um quarto do salário mínimo. É importante lembrar que o recurso é diferente de aposentadoria: para ser receber o BPC, a pessoa não precisa ter contribuído com a Previdência Social.

Parceria internacional

Buscando aprender novas formas de enfrentamento dos obstáculos pelas pessoas com deficiência, o MDS aproveitou a cooperação técnica entre Brasil e Espanha para conhecer a experiência daquele país nesse tipo de atendimento. O trabalho vem sendo desenvolvido em etapas. Uma delas se deu no Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, na Escola Nacional de Administração Pública (Enap), em Brasília.

O encontro reuniu o MDS e os ministérios do Planejamento e da Previdência Social com a Enap e a Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (Aecid). A cooperação entre os dois países segue agora para nova etapa: o monitoramento do modelo de avaliação do idoso e da pessoa com deficiência para o Beneficio de Prestação Continuada (BPC).

Para a coordenadora-geral de Regulação e Ações Intersetoriais da Secretaria Nacional de Assistência Nacional do MDS, Patrícia Souza De Marco, os três anos da cooperação Brasil-Espanha foram marcados por avanços na proteção social. “A cooperação tem sido frutífera. Ela nasceu junto com a implementação do Sistema Único de Assistência Social (Suas).”

Para a coordenadora, a próxima fase deve se estender até 2011. “Contamos com avaliação médica e de um assistente social para verificar se há mecanismos que ajudem a diminuir a incapacidade do beneficiário”, explica, citando como exemplo o uso da uma tecnologia assistiva (próteses ou hastes que facilitem a acessibilidade).

Semana de Luta

Nesta quinta-feira (23), o MDS participou da Semana de Luta das Pessoas com Deficiência, na Prefeitura de São Bernardo do Campo (SP), com a palestra da coordenadora da Secretaria Nacional de Assistência Social, Elyria Credidio, sobre o BPC e as pessoas com deficiência.

Diariamente, os Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) desenvolvem atividades de orientação e apoio a pessoas com deficiência, idosos e suas família.

Fonte:http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?edt=22&id=131517

Sobre o Cadastro Único, Bolsa Família, Bolsa Alimentação entre outros

Conhecido como CadÚnico, o Cadastro Único é um sistema de informação através de um formulário para uso pelo governo federal em programas sociais. Com o Cadastro Único é possível identificar todas as famílias que possuem rendas muito baixas, com esse instrumento e feito a coleta de dados importantes dessas famílias em todo país.

O Bolsa Família, Bolsa Alimentação, Vale Gás são exemplos de como o Cadastro Único é utilizado para cadastramento das famílias nesses programas sociais. Nele são cadastradas famílias que possuem renda mensal inferior a meio salário mínimo por pessoa, mas os membros familiares com renda superior a essa regra também podem ser incluídas no Cadastro Único, porem somente quando a inclusão fique vinculada à seleção ou ao acompanhamento de nos programas sociais.

O NIS (número de identificação social) é informado para cada membro da família que tem inscrição no Cadastro Único, com ele o sistema pode localizar a pessoa cadastrada com facilidade, além de servir para atualização de dados do e meio de acesso para ações de gestão de benefícios liberados.
As informações coletadas no Cadastro Único das famílias que participam dos programas são: características do domicílio – número de cômodos do imóvel, tipo da construção, saneamento da água, esgoto e lixo; membros familiares como – número de membros, existência de pessoas com deficiência; identificação e documentação de cada componente da família; qualificação escolar dos componentes da família; qualificação profissional e situação no mercado de trabalho; remuneração; e despesas familiares – aluguel, transporte, alimentação e outros.

Fonte:http://www.emprestimoconsignado.com.br/beneficios-sociais/sobre-o-cadastro-unico-bolsa-familia-bolsa-alimentacao-entre-outros/
Matéria postada no blog da APNEN: 24/09/2010

Menino com deficiência tem garantido direito de frequentar a escola

Uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público foi aceita pela Justiça e garantiu a um menino de sete anos, portador de deficiência física, o direito de frequentar a escola normalmente. A sentença determinou ao Estado contratar e colocar à disposição da instituição onde o garoto está matriculado, no município de Feliz, um profissional para acompanhá-lo nas atividades em que necessita de auxílio, como as de higiene pessoal, durante o horário das aulas. O aluno, que está na primeira série, possui deficiência no braço esquerdo e nas pernas.

Conforme o promotor responsável pelo caso, Rafael Russomanno Gonçalves, a medida foi necessária porque a escola não disponibilizava a estrutura para inclusão escolar do garoto. “Para poder frequentar as aulas, havia exigência de que a mãe dele ficasse em tempo integral à disposição da escola para todo e qualquer manejo da criança”, relata. A mulher passava todo o turno da aula na escola, impossibilitada de exercer qualquer outra atividade ou mesmo trabalhar. Segundo o Promotor, o Estado e a escola já haviam sido procurados pelo Ministério Público para que solucionassem o problema com a contratação de um monitor.

Na ação, o Promotor de Feliz demonstrou que a exigência da permanência da mãe na escola para que o aluno pudesse participar das aulas desatende aos direitos e garantias legais e constitucionais da criança portadora de deficiência e fere o dever do Poder Público de promover a inclusão escolar com o atendimento da crianças nessas condições na rede regular de ensino. “Foi necessária a intervenção do Ministério Público para garantir ao menino o direito a estudar como outra criança qualquer”, diz Rafael Gonçalves.

A escola já comunicou informalmente à Promotoria a contratação de um monitor, que fará o acompanhamento ao garoto, auxiliando-o nas necessidades especiais durante o turno escolar.

Fonte: MP RS
Matéria postada no blog da APNEN: 24/09/2010

Portadores de deficiência cobram assistência e políticas públicas para acessibilidade

Em comemoração ao dia 21 de setembro, APAE se reúne para discutir propostas de candidatos.
Anny Muriel

A Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais) de Montes Claros se mobilizou nesta semana, no Centro da cidade, para alertar os candidatos de diversos grupos políticos sobre o olhar para as pessoas com deficiência.

Segundo a presidente da Apae de Montes Claros, Ana Paulina de Abreu, o objetivo da mobilização é discutir as ações que o governo vem promovendo, dificultando a atuação de entidades de assistência à pessoa com deficiência. "Antes, nós éramos muito reprimidos, não fazíamos alarme para defender os direitos dos portadores de deficiência, seja ela qual for. Hoje, a gente se mobiliza para que os direitos deles sejam garantidos, como, por exemplo, a inclusão na sociedade, pois o que se vê é apenas uma inserção" diz .

A presidente afirma também que hoje muitas famílias têm membros com alguma deficiência, seja física, auditiva, visual ou mental, e que o problema deve ser encarado com muita seriedade para fazer valer os seus direitos como cidadãos.

A dona-de-casa Maria Ivete Fonseca da Silva, 32 anos e paraplégica há dois anos, depois de um acidente de moto, afirma: "Hoje, eu sinto e vivencio a dificuldade de ser cadeirante, pois fiquei deficiente e a acessibilidade para os portadores de deficiência deixa muito a desejar. Não são todos os lugares que têm uma rampa, o que dificulta a locomoção; os ônibus novos, dos poucos que possuem elevador, estão sempre quebrados, é impressionante; e os transpeciais também são poucos, uma vez que a demanda é muito grande, e o uso é destinado apenas para ir ao médico, assim mesmo quando tem vaga. É lamentável a situação do portador de qualquer deficiência. Faltam políticas públicas voltadas para os deficientes".

Mas Maria Ivete ressalta que o fato de ter se tornado cadeirante não a impediu de realizar diversas atividades. "Pratico até ginástica numa quadra da escola do bairro. Perguntei ao professor se ele instruía pessoas deficientes também, ele aceitou, e três vezes por semana faço meus exercícios, dentro das minhas limitações, porque ficar em casa reclamando da vida não adianta nada. Eu vivencio meu problema, mas louvo a vida", conta.

Aposentada, Ivete defende a divulgação dos direitos dos deficientes: "Agora mesmo, no período eleitoral, a classe política deveria olhar com mais atenção para esta classe deficiente. Afinal, graças ao nosso voto é que eles são eleitos, e a gente espera o retorno em ações que nos beneficiem".

A dona-de-casa Maria Jesus Alves Santos, 60 anos, aposentada, perdeu a visão com 40 anos. "Eu não sei se foi a velhice que ocasionou meu problema ou outra coisa, sei que as dificuldades são muitas para quem é cego. Eu não ando sozinha, sempre alguém me acompanha; não são todos os lugares que têm alerta sobre algum degrau à frente; enfim, minha bengala e Deus é que me conduzem. Passa ano e vem ano, os políticos só prometem melhorias para o portador de deficiência visual e outras deficiências também, mas hoje já estou decepcionada e desiludida com estes políticos, que só têm interesse mesmo é no nosso voto" conclui.

Fonte: O Norte de Minas - Montes Claros - MG, 23/09/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 24/09/2010

Pago por ter nascido "indevidamente"

Casal recebe pensão vitalícia do governo por bebê que nasceu com Síndrome de Down não diagnosticada no pré-natal.
Ana Gerschenfeld

Um menino espanhol com síndrome de Down vai receber uma pensão vitalícia, tudo porque os médicos que acompanharam a gravidez da sua mãe não detectaram a doença, negando-lhe assim o direito a optar pelo aborto.
Há crianças que nascem por acidente, por acaso. Algumas, apesar de o seu nascimento não ter sido planeado, são crianças desejadas pelos seus pais. Outras não. Mas será que alguém pode nascer indevidamente aos olhos da lei?

E, nesse caso, se o nascimento for devido a um erro de outrem, terão os pais da criança o direito a ser indenizados? Na Espanha, a resposta encontrada foi claramente sim: o Supremo Tribunal daquele país condenou há umas semanas uma administração regional de saúde e uma universidade a pagarem 1500 euros por mês a uma criança que, na sequência de um erro de diagnóstico pré-natal, nasceu com síndrome de Down. A questão é que a criança poderia não ter nascido se os pais tivessem sido devidamente informados e tivessem optado por interromper a gravidez. As instituições terão ainda de pagar 75 mil euros a cada um dos pais da criança.

Tudo começou a 15 de Dezembro de 2003, como se pode ler no acórdão do Supremo, publicado a 16 de Junho passado, quando a futura mãe, na altura com 39 anos, decidiu submeter-se, através dos serviços de saúde da Comunidade de Valência, a uma amniocentese - para despistar, nomeadamente, uma eventual síndrome de Down no feto.

A análise do líquido amniótico foi realizada num laboratório da Universidade Miguel Hernández, na cidade de Elche, e o resultado considerado normal. Mas quando José Pedro nasceu, a 16 de Maio de 2004, tinha síndrome de Down. Saber-se-ia a seguir que, "ao que parece", a anomalia cromossómica não fora detectada devido a uma troca de amostras no laboratório.

Direito negado

Pode-se perguntar como é que os pais do menino conseguem conciliar o seu amor pelo seu filho - entrevistados esta semana pelo diário espanhol El País (que qualificou a sentença do Supremo como "pioneira em Espanha"), declararam que gostam dele "do fundo da alma" e que ele é "o que há de mais importante" nas suas vidas - com o fato de invocarem perante um tribunal a violação do direito da mãe a impedir que ele nascesse, mas esses são os fatos, por contraditórios que possam parecer.

Por outro lado, a atitude dos pais pode ser vista sob outro ângulo mais pragmático: o seu objectivo pode ser, acima de tudo, garantir o maior bem-estar possível ao seu filho, agora e no futuro. De fato, os custos envolvidos no tratamento e na educação de uma pessoa trissómica podem ser muito elevados. "O mais importante", disse a mãe ao diário espanhol, "é que ele vai ter uma mensalidade garantida durante toda a vida - e isso dá-me sossego."

As implicações morais e éticas deste dilema são fáceis de imaginar - como as do aborto dito terapêutico. Seja como for, em termos legais, a queixa dos pais tem razão de ser à luz das diversas leis sobre o aborto em vigor em Espanha e noutros países. Resumidamente, na medida em que uma mãe tem o direito de abortar em caso de malformações graves do feto, pode-se alegar que, no caso presente, esse direito lhe foi negado.

Um caso em Portugal

Casos como este não são inéditos: nos EUA, na Grã-Bretanha, em França, na Holanda, Itália, Alemanha - e em Portugal - têm sido apresentadas, ao longo dos anos, queixas em tribunal com o objectivo de se obter reparação por erros médicos deste tipo. Mas nem os especialistas de direito nem os tribunais têm sido unânimes e os diversos processos têm tido desfechos diversos.

A seguir a um célebre e polémico caso - o caso Perruche, em 2003 -, a França, por exemplo, proibiu liminarmente a apresentação deste tipo de queixas. Nos Estados Unidos, as legislações estaduais divergem na matéria.

Existem, de facto, duas figuras jurídicas: a de "nascimento indevido" e a de "vida indevida". Não são equivalentes: o primeiro caso (que é o do atual caso espanhol), verifica-se quando os pais interpõem uma ação contra médicos e/ou instituições para serem ressarcidos de um dano, alegando uma violação do seu direito à opção pelo aborto, violação da qual eles próprios foram vítimas antes do nascimento da criança. No segundo, a ação é interposta pelo (ou em nome do) descendente que sofre da deficiência, considerada inaceitável, seja contra os seus pais seja contra os médicos por o terem deixado nascer.

Ora, ao passo que no primeiro caso o direito ao aborto terapêutico pode ser invocado, no segundo dificilmente se vislumbra como uma pessoa poderia invocar o seu direito a não ter existido, sobrepondo-o desta forma ao seu direito à vida, que se tornou efectivo mal nasceu - e que é um dos direitos básicos garantidos tanto pelas Constituições nacionais como pela Carta Internacional dos Direitos Humanos.

Fonte: Público.pt - Portugal, 23/09/2010 - http://www.saci.org.br/index.php?modulo=akemi¶metro=30125
Matéria postada no blog da APNEN: 24/09/2010

TST investe na inclusão social para digitalizar processos

Deficientes realizam tarefa, que também diminui os custos de manutenção do Tribunal Superior do Trabalho.
da Redação
100 deficientes auditivos foram contratados para digitalizar cerca de 140 mil processos que ainda se encontram no Tribunal Superior do Trabalho, até 31 de dezembro deste ano, data que marcará a eliminação do trâmite em papel no Tribunal.

Para isso, nesta semana, o grupo de trabalhadores terceirizados começou a digitalizar todo o estoque remanescente, ou seja, os volumes que foram recebidos antes da implantação do processo eletrônico, o que corresponde a cerca de 64 milhões de páginas.

O presidente do TST, ministro Milton de Moura França, destacou, ao receber os profissionais num projeto de inclusão social, que, além de poderem prestar um excelente serviço ao Tribunal e à sociedade, eles devem servir de exemplo, pela sua coragem, determinação e profissionalismo.

O sistema de processo eletrônico começou a ser implantado em novembro de 2009, primeiramente com os processos de competência da Presidência do TST. A partir de 2 de agosto foi estendido aos demais processos, incluindo todos os recursos que são encaminhados pelos Tribunais Regionais do Trabalho.

No dia 1º de setembro de 2010, o TST começou a operar com o cadastro mediante certificação digital, ou seja, por meio da internet. Uma vez validado o cadastro, o advogado estará credenciado e receberá, no endereço eletrônico indicado no formulário, o login e a senha para acesso ao sistema.

Além de agilizar o trâmite processual, o sistema irá propiciar economia anual da ordem de R$ 11 milhões, entre despesas com correios, mão de obra terceirizada, mensageiros, grampos, papéis e outros materiais diretamente relacionados à existência de processos físicos.

Fonte: Convergência Digital - 23/09/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 24/09/2010

Campinas recebe Congresso Paraolímpico Brasileiro em novembro

Evento será realizado de 17 a 20 de novembro. Conta com o apoio do CPB, Unicamp,Unifesp e UFU.
O Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), por meio de sua Academia Paraolímpica Brasileira e em parcerias com as seguintes Universidades: Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Universidade Federal de Uberlândia (UFU), realizará o 1º Congresso Paraolímpico Brasileiro, em Campinas (SP), de 17 a 20 de novembro de 2010.

O evento tem como público alvo os treinadores do esporte paraolímpicos; classificadores funcionais; profissionais de áreas afins envolvidos com o esporte paraolímpico; profissionais da área da saúde; professores e estudantes universitários.

Confira aqui a programação, que conta com a participação de convidados internacionais - Colin Higgs do Canadá, Marco Cardinale da Itália e Peter Van de Vliet, do Comitê Paraolímpico Internacional.

O CPB irá disponibilizar 70 bolsas para participação no congresso, que serão concedidas mediante avaliação do perfil dos requerentes. Para tanto, a inscrição deve ser realizada via online pelo site da Faculdade de Educação Física da Unicamp (www.fef.unicamp.br), com a opção de solicitação de bolsa para participação no congresso.

Após a confirmação da inscrição por email, o requerente deverá encaminhar a mensagem para o seguinte endereço eletrônico: manuela.bailao@cpb.org.br, para fins de aprovação. A informação de concessão das bolsas será feita por email diretamente ao requerente.

Fonte: http://www.finalsports.com.br/
Matéria postada no blog da APNEN: 24/09/2010

Projeto garante atendimento educacional para pessoas com deficiência que não puderem frequentar escola

Proposta já foi aprovada na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e está pronta para ser votada na Comissão de Educação (CE).
As pessoas com deficiência poderão dispor de atendimento educacional em local especial quando não puderem frequentar o estabelecimento de ensino em razão de sua deficiência. É o que estabelece projeto do senador Augusto Botelho (sem partido-RR), o PLS 22/10, já aprovado na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e pronta para ser votada na Comissão de Educação (CE).

Quanto tramitou na CDH, o relator, senador Jefferson Praia (PDT-AM), assinalou que a inclusão de pessoas com deficiência deve ser realizada na sua máxima extensão possível. Ao lembrar que a educação é um direito fundamental do ser humano, ele lamentou que as pessoas com deficiência que não podem se deslocar para as escolas regulares ou instituições especializadas não tenham garantido esse seu direito à educação.

"É o caso de pessoas que têm deficiências que as impedem de sair de suas residências, ou que não encontram condições mínimas de acessibilidade no seu deslocamento até os estabelecimentos de ensino", afirmou o relator em seu voto pela aprovação da matéria.

Na Comissão de Educação, o relator, senador Flávio Arns (PSDB-PR) também apresentou voto pela aprovação do projeto de Augusto Botelho, mas incluiu uma emenda de sua autoria. Ele acrescentou como hipótese de atendimento educacional para a pessoa com deficiência os recursos pedagógicos da educação à distância e as ferramentas da internet.

"Realizamos recentemente, nesta comissão, audiência pública sobre o ensino a distância como opção efetiva para a educação formal, bem como para a capacitação para o trabalho da pessoa com deficiência. Utilizar-se da internet e das metodologias hoje existentes em termos de educação a distância, para enriquecer esse rol de possibilidades contribuirá sobremaneira para a educação de nossos cidadãos com deficiência", argumenta Flávio Arns.

Fonte: Agência Senado - 23 de setembro de 2010
Matéria postada no blog da APNEN: 24/09/2010

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Mais uma primavera de lutas

Comentário de Adriane Lage, tetraplégica, sobre "Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência"
Adriana Lage
No dia 21 de setembro, comemoramos o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. Dizem que essa data foi escolhida por causa da chegada da primavera. Seria um marco para que a população se lembrasse das pessoas com deficiência e promovêssemos nossa visibilidade social. Só que, ainda hoje, algumas flores teimam em não florescer, tornando gris e densa a paisagem.

As conquistas, ao longo dos anos, foram enormes em nosso país. Embora a grande maioria das leis não seja respeitada, contamos com uma legislação bem moderna nesse ponto. Avanços como a "Lei de Cotas"; o "Passe Livre"; o Decreto Lei 5296/2004 que regulamenta e estabelece prazos para que a acessibilidade saia do papel nas diversas áreas; a Resolução 009/2007 da ANAC que estabelece, dentre outras coisas, o atendimento e direitos dos passageiros com deficiência, isenções de impostos na compra de veículos, preferência na aquisição de moradias populares, etc.

Mas é inegável que as pessoas com deficiência ainda sejam praticamente invisíveis perante a sociedade. Tenho um primo deficiente que nasceu com as pernas viradas para trás e sem os dedos das mãos. Conversando esses dias, ele me disse uma coisa que faz sentido: as pessoas com deficiência são cobradas em tudo, mas precisam ser sempre melhores que os outros "normais" para que tenham algum valor. Os direitos, embora sejam os mesmos, muitas vezes são violados.

Mas, na hora de conseguir uma colocação no mercado de trabalho, uma carteira de habilitação, um namorado... O grau de exigência costuma ser bem maior. Eu me lembro de uma cliente que atendi no banco há tempos atrás e que me deixou bem triste no dia. O banco estava lotado, pois era final de ano e estávamos em campanha de recuperação da inadimplência. Ela queria furar fila, já que me entregaria apenas algumas folhas e pediria uma explicação rápida. Mas não quis atendê-la antes da hora. Ela, muito furiosa, foi até o gerente e começou a reclamar, falando que era um absurdo colocar uma aleijada mole e incompetente para atender pessoas. O gerente veio atrás de mim para que eu explicasse o ocorrido. No final das contas, ele me pediu desculpas, deu um puxão de orelhas na cliente e a atendeu. Só que não aceitei aquele fato. Ao olhar rapidamente a documentação para o gerente, notei que faltava um documento. Deixei passar batido, de propósito, para que a mulher tivesse que voltar ao banco. Na semana seguinte ao ocorrido, liguei para ela e marcamos um horário para finalizarmos a liquidação da dívida. Nesse dia, falei demais na cabeça da mulher. Expliquei a ela uma série de coisas, inclusive que discriminação é crime. A mulher ficou toda sem graça, me pediu uma série de desculpas, e, dias depois, ainda me trouxe uma caixa de bombons. Pelo menos, essa pensará duas vezes antes de falar pelos cotovelos...

Ainda hoje, algumas escolas ignoram e se recusam a aceitar alunos deficientes - mesmo sabendo que isso é crime!! Há 30 anos, meus pais tiveram dificuldades em encontrar uma escola para mim. E olha que na época eu ainda andava de muletas... Quando me tornei cadeirante, aos 12 anos, tentei estudar num colégio de freiras, muito antigo e bem conceituado aqui em BH. Passei na prova de conhecimentos, mas, em seguida, as freiras chamaram meus pais e disseram que não achavam boa idéia uma cadeirante por lá, já que a escola não tinha acessibilidade. Minha mãe e minha irmã estudaram lá e sempre me disseram que passando pela área das freiras havia rampa de acesso. Elas se negaram a me receber. Criaram tantos obstáculos que desisti de estudar lá. Em compensação, fui estudar no CEFET/MG. Lá fui muito bem recepcionada. Onde não existiam rampas e banheiros adaptados, eles construíram. Eu me lembro que o coordenador do curso de Eletrotécnica estava doido para que eu optasse por esse curso, pois iria adaptar todos os laboratórios. Constantemente, ainda vejo casos de crianças sendo "convencidas" a procurar outro estabelecimento de ensino.

A tecnologia ajudou muito! Hoje, por exemplo, já contamos com computadores que permitem sintetizar voz, tecnologias assistidas que permitem mover as teclas com um piscar de olhos, professores mais capacitados e treinados (será?) e a obrigatoriedade da acessibilidade, lembrando que não se trata apenas da eliminação das barreiras arquitetônicas (escadas, piso escorregadio, calçadas sem rebaixamento, falta de sinalização visual e sonora, etc.) mas, também da quebra das barreiras atitudinais (preconceito, falta de conhecimento, o medo do desconhecido, a invisibilidade, etc.). Uma equipe da UFMG desenvolveu uma carteira universal que se adapta às mesas escolares e que já começarão a serem utilizadas pelos alunos mineiros: mais um grande avanço. Na minha época de CEFET e de faculdade, escrevia em cima do meu fichário, apoiado nas pernas, já que não tinham carteira. Hoje, mesmo que alguns não sigam os ensinamentos na prática, os professores recebem mais treinamento para lidar com as diferenças. Minha primeira professora era totalmente despreparada. Sempre me deixava sozinha na sala durante o recreio, nunca me deixava ir ao parquinho e, ainda por cima, sempre me esquecia pra trás, no escuro, quando acabavam as apresentações no cinema da escola. Nos meus primeiros anos de escola, fui vítima de bullyng e nem sabia que isso existia. Vários meninos puxavam meus cabelos, chutavam minhas pernas, ameaçavam levantar minha saia e também roubar minhas bengalas... Eu era um ET na sala de aula e os professores nunca mudaram isso. Sofri muito nesses primeiros anos escolares. Em compensação, em seguida, consegui me sobressair sendo uma excelente aluna, com direito a ganhar menção honrosa no CEFET e 5 destaques acadêmicos na PUC.

Alguns antagonismos ainda persistem. A Lei de Cotas obriga as empresas com mais de 100 funcionários a contratar deficientes, mas muitas vagas ainda estão desocupadas. A escolaridade da grande maioria dos deficientes ainda é baixa. De uns tempos pra cá, está melhorando muito, já que as escolas estão se tornando acessíveis e os meios de transporte também. O ensino à distância também colaborou para isso. Para terem uma idéia, trabalho em uma empresa com cerca de 80.000 empregados, dos quais apenas 500 possuem alguma deficiência. Conheço alguns deficientes que se aposentaram por invalidez e que não buscam um emprego com salários mais altos com medo de perder esse direito. Alguns não querem estudar, não trabalham e também não praticam esportes. Uns vivem de esmolas e de pequenos favores de amigos e familiares.

Se compararmos a situação atual com a década passada, nunca estivemos num momento tão bom! Os obstáculos e o preconceito estão se reduzindo gradativamente. Mas, ainda assim, uma parcela das pessoas com deficiência vive acomodada em sua zona de conforto. Não se arriscam e partem para esse mundo tão maravilhoso que vivemos. Querem que as coisas caiam dos céus. Tudo é difícil, é complicado... Sempre gostei muito de uma música do Lulu Santos que diz que viver a vida assim, sem aventura, é tolice. Concordo plenamente. Dá medo sair da zona de conforto. Mas, enfrentar o mundo é muito gratificante. Tenho vários amigos deficientes que são pró-ativos. Que arregaçam suas mangas e fazem a diferença no mundo. Aos poucos, a vida nos ensina como engolir sapos, aceitar as coisas sem se acomodar, a matar um leão por dia na luta por nossos direitos... No final das contas, ninguém tem a garantia que a vida será fácil; as dificuldades fazem parte desse aprendizado chamado vida.

Nosso país já consolidou sua posição de potência nos esportes paraolímpicos. As competições nacionais estão crescendo e trazendo várias possibilidades para as pessoas com deficiência. Recentemente, tivemos as Paraolimpíadas Escolares em São Paulo. Esse evento reuniu jovens atletas, estudantes de vários estados, para competir em diversas modalidades esportivas. Durante uma semana, esses jovens puderam mostrar todo seu talento esportivo, conhecer e fazer novos amigos, numa grande troca de experiências. O CPB (Comitê Paraolímpico Brasileiro) tem feito um trabalho de base bem interessante. Com certeza, o País fará bonito nas Paraolimpíadas do Rio. O esporte adaptado está muito mais acessível e seus benefícios para as pessoas com deficiência são inquestionáveis. Particularmente, acho o esporte viciante! É uma delícia, só lamento tê-lo descoberto tão tarde. Os médicos sempre me sugeriram nadar, mas só fui encontrar uma academia em 2007. Sempre fechavam as portas para mim. Meu técnico comentou comigo ontem sobre essa evolução. Ele sempre ministra cursos/palestras e fica surpreso com a reação de educadores físicos mais antigos ao verem vídeos de tetraplégicos nadando. Na época em que se formaram, isso era uma utopia.

Citei em um dos meus textos que não existiam motéis adaptados em BH. Minha amiga Telma, do blog BHLEGAL, me disse que existe um na Cidade Nova. Ainda não fui conhecê-lo, mas pelas fotos do site, parece bem legal. Felizmente, os diversos estabelecimentos comercias começam, cada vez mais, a nos enxergar.

Enfim, o caminho a ser percorrido ainda é longo, mas, sem sombra de dúvidas, estamos na direção correta!

Fonte: Rede Saci - Belo Horizonte - MG, 22/09/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 23/09/2010

Doses diárias de vitamina B podem retardar o desenvolvimento de mal de Alzheimer

Estudo prova que transtorno cognitivo leve - um dos precursores do mal de Alzheimer - pode ser diminuído com a vitamina.
Natasha Romanzoti
Após um estudo clínico de dois anos, pesquisadores afirmaram que doses diárias de vitamina B podem reduzir pela metade a taxa de encolhimento do cérebro em idosos com transtorno cognitivo leve (TCL), que pode ser um precursor da doença de Alzheimer.

Certas vitaminas B, como ácido fólico, vitamina B6 e vitamina B12, são conhecidas por controlar os níveis do aminoácido homocisteína no sangue. Altos níveis de homocisteína estão associados com um aumento do risco de mal de Alzheimer.

Cerca de uma em cada seis pessoas com 70 anos ou mais tem TCL e passam por problemas de memória, linguagem ou outras funções mentais, mas não em um grau que interfira sua vida diária. Mais ou menos metade das pessoas com TCL desenvolvem demência, principalmente a de Alzheimer, em cinco anos de diagnóstico.

A pesquisa acompanhou 168 voluntários com problemas de memória leve, sendo que metade deles tomou uma dose elevada de comprimidos de vitamina B durante os dois anos e a outra metade tomou placebo.

Os pesquisadores usaram ressonância magnética para medir a taxa de encolhimento do cérebro durante o período do estudo. Eles descobriram que, em média, os cérebros das pessoas que tomaram um comprimido que combinou ácido fólico e vitaminas B6 e B12 encolheram a uma taxa de 0,76% ao ano, enquanto os cérebros daqueles no grupo do placebo tiveram uma taxa de retração média de 1,08% ao ano.

Ou seja, aqueles com altos níveis de homocisteína foram mais beneficiados, sendo que as taxas de atrofia no tratamento foram a metade do que as das pessoas que tomaram o placebo.

Segundo os pesquisadores, a taxa de encolhimento do cérebro é mais rápida nas pessoas que tem TCL, e um dia elas vão desenvolver a doença de Alzheimer. É por isso que é possível que o tratamento com vitaminas possa retardar o desenvolvimento da doença.

Os pesquisadores disseram que a idade não pareceu se relacionar com a eficácia do tratamento. Já os níveis de homocisteína sim. Apenas pessoas com homocisteína elevada no estudo demonstraram algum benefício, enquanto pessoas com níveis mais baixos de homocisteína não tiveram benefícios. Então, as vitaminas do complexo B provavelmente não serão benéficas para todos, especialmente se você já tiver níveis saudáveis de homocisteína.

Os cientistas alertaram, no entanto, que por causa do número relativamente pequeno de participantes e do curto tempo de estudo é necessário mais pesquisa antes de tirar alguma conclusão. Não é recomendável que aqueles que estejam ficando um pouco mais velhos se preocupem com falhas de memória e se apressem a comprar suplementos de vitamina B sem consultar um médico.

Fonte: Hyper Science - 22/09/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 23/09/2010

Educação inclusiva encontra obstáculos

Em Sergipe, falta de professores qualificados em LIBRAS e braille ameaça educação de crianças.
da Redação
Professores do Colégio John Kenedy e da direção executiva do Sintese se reuniram ontem com o secretário de Estado de Educação, Belivaldo Chagas, para resolver um problema emergencial: prestar assistência a 24 alunos especiais que não estão conseguindo acompanhar as aulas e por isso podem perder o ano letivo. Sem compreender o que está sendo dito, os alunos não estão tendo um bom desempenho escolar.

Para a diretora da Divisão de Educação Especial, Maria Aparecida dos Santos, a inclusão escolar não tem como acontecer sem um apoio pedagógico especializado. "Os alunos estão em sala de aula, mas não entendem nada do que o professor está dizendo. Este problema precisa ser resolvido com urgência", critica.

A contratação de intérpretes para atuar diretamente em sala de aula demanda um concurso público, mas o problema é que não é possível realizar seleções e contratações no período eleitoral. Para sanar a dúvida, os professores fizeram uma consulta à Procuradoria Geral do Estado (PGE), mas ainda não receberam um parecer final.

O secretário de Educação estima que mesmo com permissão do Ministério Público para fazer o concurso, demoraria mais de dois meses para os novos professores contratados entrarem em sala de aula. Portanto os alunos especiais chegariam ao fim do ano letivo sem intérpretes, isto é, sem entender o que está sendo ensinado. "Eu estou aqui para me somar, mas precisamos deste prazo mínimo para a contratação. Isso se contarmos com a permissão do Ministério Público", explicou o secretário.

Os professores da escola também explicam que os intérpretes não resolvem as demandas porque não dominam os conteúdos de todas as disciplinas, portanto a contratação do intérprete não é plenamente satisfatória, mas supre a demanda neste momento inicial. A formação dos professores em LIBRAS e braille é outro passo para a real efetivação da educação inclusiva no estado de Sergipe.

O órgão que tem propiciado essas capacitações é o Centro de Assistência Social (CAS). O desafio para operar a formação de professores é conseguir inseri-la no horário de trabalho do educador. A professora Ângela Melo, presidente do Sintese, propôs que esta atividade de formação aconteça nos sábados regenciais, sem nenhum prejuízo real para alunos e professores. O secretário de Educação sugeriu que o Sintese formule uma proposta para a formação dos professores nas línguas dos cegos e surdos.

Fonte: Faxaju - Sergipe, 22/09/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 23/09/2010

Dia Nacional de Luta dos Deficientes é marcado por manifestação em Barreiras

Manifestantes reclamam de falta de vagas reservadas e flagraram motorista náo deficientes fazendo uso de uma das poucas existentes.
Miriam Hermes


O Dia Nacional de Luta das Pessoas Deficientes, celebrado no dia 21 de setembro, foi marcado por uma manifestação durante a manhã, no município de Barreiras, no Oeste baiano. A ação foi promovida por um grupo de pessoas com diversas formas de deficiência com objetivo de conscientizar a população no centro comercial da cidade.

De acordo com a cadeirante Vani dos Santos, de 52 anos, o deslocamento na cidade é muito difícil porque as calçadas são desniveladas e na maioria dos locais não têm vaga no estacionamento para deficientes. "Onde tem, as pessoas ignoram", diz ela, acrescentando que é freqüente encontrar as vagas ocupadas por motos e carros de pessoas que não têm necessidades especiais.

No momento da manifestação, um motorista foi flagrado com o carro em uma vaga destinada para deficientes. Comerciante, Flávio de Sá reconheceu que estava cometendo um erro e reclamou por mais vagas e sinalização. "Além das placas (de sinalização) estarem muito altas e a gente não visualizar direito do volante, na cidade existe uma carência de vagas, o que faz com que se ocupe um lugar que é reservado para outro", justificou.

A organização da manifestação foi do Movimento de Inclusão e Qualificação do Especial Independente (Miquei), que há nove anos trabalha na defesa da acessibilidade, não apenas aos espaços físicos, mas também à saúde, educação, cultura e lazer, da pessoa com deficiência em Barreiras.

Fonte: A Tarde - Barreiras - BA, 22/09/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 23/09/2010

Profissionais com deficiência devem se aliar às empresas

A questão da inserção da pessoa com deficiência no mercado de trabalho é um dos pontos mais discutidos.
A lei de cotas, criada em 1991 e regulamentada em 1999, foi o primeiro passo para uma mudança de postura das empresas. Mas a evolução do mercado de trabalho para pessoas com deficiência também depende, em grande parte, do profissional. “A maior dificuldade da pessoa com deficiência é a autoaceitação. Quando vence isso, ela consegue avançar”, acredita o químico Thiago Caro Cenjor.

Cadeirante há nove anos, Cenjor trabalha como técnico de laboratório especializado em uma multinacional e acredita que as empresas recebem a pessoa com deficiência cada vez melhor. “Elas fazem de tudo para o profissional se sentir bem e conseguem atingir esse objetivo”, afirma.

Entretanto, Cenjor acredita que o profissional também deve colaborar e estabelecer uma relação transparente com a companhia para melhorar suas condições de trabalho. “Fui o primeiro deficiente físico contratado e participei de muitas adaptações do ambiente, como a indicação de construção de rampas, ajuste de portas, etc.”, diz. “É importante expor sua opinião e ajudar a empresa a evoluir, pois isso trará benefícios para outros profissionais como necessidades especiais”, afirma.

Ampliando as oportunidades
Na opinião do profissional, outro ponto fundamental é a qualificação. “O primeiro passo é buscar o que gosta de fazer e ir atrás de cursos”, diz. Com fluência em inglês e em espanhol, Cenjor deve iniciar em breve uma especialização. “Acabei de mudar de área e ainda estou avaliando qual curso é o mais adequado para o avanço da minha carreira”, explica.

Na opinião de Maria de Fátima e Silva, analista do Projeto Conexão - programa voltado a capacitação e inserção do jovem no mercado de trabalho - assim como qualquer outro profissional, a pessoa com deficiência deve investir na qualificação. “É importante que ela entenda seus pontos fortes e aposte nisso. O mercado é competitivo e para crescer profissionalmente é preciso se atualizar”, afirma.

Priscila Salgado, gerente da divisão de Pessoas com Deficiências da empresa de recrutamento Page Personnel, concorda. “Profissionais qualificados têm muito mais oportunidade. Pós-graduação e fluência em outro idioma são grandes diferenciais.” Priscila também destaca que na medida em que aumenta o grau de exigência, a remuneração melhora. “Com isso, o funcionário tem cada vez mais condições de investir na sua especialização”, diz.

Dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) 2009, do Ministério do Trabalho, mostram que quanto maior o grau de instrução melhor a remuneração. Além disso, a média salarial dos deficientes, de R$ 1.670, é um pouco superior à média dos rendimentos do total de vínculos formais, de R$ 1.595.

Por outro lado, o estudo revelou queda no número de trabalhadores com deficiência. De acordo com os dados da Rais, do total de 41,2 milhões de vínculos ativos em 31 de dezembro, 288,6 mil foram declarados como pessoas com deficiência, representando 0,7% do total de vínculos empregatícios. Em 2008 eram 323,2 mil vínculos.

Fonte: http://economia.ig.com.br/
Matéria postada no blog da APNEN: 23/09/2010

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Pastoral das Pessoas com Deficiência Arquidiocese de São Paulo

Pastoral promove IV Encontro Fraternidade e Pessoas com Deficiência no sábado, 25 de setembro.

“Morar com Dignidade, Viver na Comunidade” é o tema central do evento que pretende debater alternativas para o abandono de pessoas com deficiência em instituições ou nas ruas.

A Pastoral das Pessoas com Deficiência da Arquidiocese de São Paulo irá promover o IV Encontro Fraternidade e Pessoas com Deficiência no sábado, 25 de setembro, das 8h às 17h, no Colégio Espírito Santo, próximo ao metrô Tatuapé. O objetivo dos organizadores é propiciar intercâmbio, debates e o surgimento de propostas sobre as condições de asilamento e moradia das pessoas com deficiência, “uma das questões mais pungentes e esquecidas das políticas públicas voltadas para esse segmento, assim como dos militantes e ativistas em prol dos direitos humanos e do próprio movimento de pessoas com deficiência” segundo Tuca Munhoz, coordenador da Pastoral.

O asilamento das pessoas com deficiência em instituições ou o seu abandono nas ruas estará no centro dos debates, que terá o tema “Morar com dignidade, viver na comunidade”. “Queremos levantar esta questão para melhor informar a sociedade sobre as condições em que realmente vivem tantas pessoas com deficiência em São Paulo e apontar alternativas, como uma política de Residências Inclusivas”, afirma Tuca.

De acordo com ele, esta questão envolve uma série de perguntas não respondidas:
Por que tantas pessoas com deficiência moram em instituições segregadas, separadas de suas famílias, longe de seus locais de origem e comunidades?
Por que tantas pessoas com deficiência moram nas ruas ou nelas pedem esmolas?
Como ficam, onde ficam as pessoas com deficiência que dependem de seus pais para viver com qualidade de vida, o que acontece com essas pessoas quando faltam seus pais?

Programação

O IV Encontro Fraternidade e Pessoas com Deficiência da Arquidiocese de São Paulo terá início às 8h, com credenciamento dos participantes. Estão previstas as seguintes autoridades para a composição da mesa de abertura:

·Dom Edmar Peron, Bispo auxiliar da Região Episcopal Belém
·Dr. Marco Antonio Pelegrino, Secretário-adjunto da Secretaria de Estado dos Direitos das Pessoas com Deficiência de São Paulo
·Sr. Marcos Belizário – Secretaria Especial da Pessoa com Deficiência do Município de São Paulo
·Dr. Eduardo Dias - Ministério Público do Estado de São Paulo
·Prof. Carlos Ferrari – Presidente do Conselho Nacional de Assistência Social
·Dra. Maria Raphinha Fernandes – Fórum Fraternidade e Pessoas com Deficiência

Representante de honra da problemática abordada – Dna. Maria Amélia Vampré Xavier.
·Ir. Natividade Pereira – Mestre de cerimônia
·Pe. Marcelo Maróstica – Coordenador do Conselho Arquidiocesano de Pastoral Coordenador da mesa.

Palestras e debate Manhã:

Tema central “Morar com dignidade, viver na comunidade”. Estão confirmadas as participações de:

Fernando Sfair Kinker – Professor do Curso de Terapia Ocupacional da UNIFESP, Consultor do Ministério da Saúde na área temática Saúde Mental. Militante da Reforma Psiquiátrica.
Lais Figueiredo Lopes – Advogada. Mestre em Direito pela PUC/SP. Conselheira da OAB e do Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência - CONADE. Professora da PUC/Cogeae, Senac e Unisantos. A Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência da ONU.
Iracema de Abrantes Souto – Coordenadora Geral de Serviços de Acolhimento do Departamento de Proteção Social Especial – Secretaria Nacional de Assistência Social do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

Tarde:Mesa Redonda: “Reflexões para uma Teologia da Inclusão”- primeira discussão ecumênica no Brasil a respeito das Pessoas com DeficiênciaCoordenação: Pe. José Bizon – Casa da Reconciliação – Igreja Católica
·Pastª. Elizabete Costa – Igreja Metodista.
.Rev. Carlos Musskopf - Igreja Luterana
·Rev. Fernando Bortolleto – Igreja Presbiteriana
·Rev. Levi Araújo – Igreja Batista
·Sr. Carlos Alberto Moraes Silva – Fraternidade Cristã de Pessoas com DeficiênciaA Dra. Ana Rita de Paula, autora do livro “Pessoas com deficiência institucionalizadas, a incapacidade social” (Ed. Memnon) fará a leitura da carta “Morar com dignidade, viver na comunidade”, documento oficial do evento.
O IV Encontro Fraternidade e Pessoas com Deficiência da Arquidiocese de São Paulo tem os seguintes parceiros: Fórum Fraternidade e Pessoas com Deficiência, Colégio Espírito Santo, Pastoral HIV/AIDS, Casa da Reconciliação, Conselho Latino Americano de Igrejas – Escritório Brasil, Faculdade de Teologia da Universidade Metodista de São Paulo, Pastoral Universitária da Pontifícia Universidade Católica, Comissão Nacional de Catequese, Associação de Seminários Teológicos Evangélicos – ASTE, Ed. Paulus.

Patrocínio: Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome – Governo Federal.

Apoio: Hospital São Camilo e CESE (Centro Ecumênico de Serviço).



Serviço:

O que:

IV Encontro Fraternidade e Pessoas com Deficiência da Arquidiocese de São Paulo

Quando:

Sábado, 25 de setembro, das 8 às 17h

Onde:

Colégio Espírito Santo
Rua Tuiuti, 1442 Metro Tatuapé (entrada lateral Rua Martins Penna s/n)
Ao lado do Shopping Boulevard

Informações e inscrições:

Tels. 2675-0816 / 6735-2095 com Amélia.
ameliagalan@ig.com.br



Matéria postada no blog da APNEN: 22/09/2010.



Informações à Imprensa

Ecco Press Comunicação
11.5543.0039
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Carina Viana – carina.viana@eccopress.com.br
Renata Bernardes – renata.bernardes@eccopress.com.br

Pesquisadores criam lupa eletrônica para deficientes visuais

Conectado a uma tevê de 20 polegadas, dispositivo amplia imagem em até 40 vezes.
Alex Sander Alcântara
Pessoas com baixa visão ou visão subnormal apresentam sérias dificuldades para os afazeres habituais, mesmo após tratamento ou correção dos erros refrativos comuns com uso de óculos, lentes de contato ou implante de lentes intraoculares.

Pesquisadores da Bonavision Auxílios Ópticos, empresa instalada no Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec) da Universidade de São Paulo (USP), acabam de lançar uma lupa eletrônica para leitura destinada a pessoas com deficiências visuais graves, com acuidade inferior a 5%.

O produto é o terceiro lançado pela empresa. O primeiro, em 2008, foi uma lupa especial para leitura, que amplia textos em cinco vezes e diminui as distorções, permitindo a visualização das palavras. Em 2009, os pesquisadores lançaram uma prancha de leitura acoplada à lupa. Os dois são vendidos pela empresa.

"A partir da prancha, incorporamos uma nova tecnologia, que foi a câmera de vídeo, colocada no local em que estava uma lente óptica. Conectada a uma televisão de 20 polegadas, a câmara possibilita um aumento da imagem de seis vezes (com a lente) para 40 vezes", disse José Américo Bonatti, pesquisador da Clínica Oftalmológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e um dos diretores da Bonavision, à Agência FAPESP .

Além de permitir a leitura da palavra inteira na linha, uma das vantagens da Lupa Eletrônica é o conforto. "É o dispositivo disponível no mercado que permite ao usuário ler sentado no sofá ou na cama, sem adaptações, não precisando de cadeira e mesa", explicou Bonatti.

"A luz ambiente necessária é mínima. A câmara é de alta sensibilidade e tem controle automático de iluminação, mantendo a imagem na tela da TV uniforme e confortável", disse sobre outras vantagens do produto.

Outro aspecto de destaque é a portabilidade. "Por não ter tela própria, o usuário pode levar para qualquer lugar onde seja possível acoplar o equipamento a uma televisão", disse.

A câmara desliza em um trilho de uma prancha de leitura. Para mudar de linha, é só movimentar o trilho para baixo ou para cima. "Por isso, a lupa pode ser manipulada também por pessoas com problemas motores, portadores de doenças como Parkinson, uma vez que os tremores não afetam a movimentação da câmara no trilho metálico", afirmou.

Existem atualmente no mercado, segundo o pesquisador, dois tipos de lupas eletrônicas: as do tipo "câmara-mouse" e "bandeja móvel", que apresentam algumas limitações.

"A câmara-mouse, que pode ter tela própria portátil ou não, apresenta estabilidade dificultada, caso o usuário tenha problemas motores. Já a bandeja-móvel, que também pode ter tela própria ou não, exige grande treinamento e coordenação motora, pois a bandeja se move facilmente ao menor movimento das mãos", disse.

Segundo Bonatti, a Lupa Eletrônica se diferencia dos equipamentos do mercado porque pode ser utilizado com um treinamento mínimo, além de trazer mais conforto e ergonomia. "O preço desse novo produto é de R$ 1,8 mil, ao passo que um modelo importado está na faixa de R$ 5 mil", disse.

Além do uso para deficiente visual, o novo produto já está sendo testado para outras aplicações, tanto técnica quanto didática. "A Lupa Eletrônica pode ser utilizada para ver detalhes de um lote de produção em circuito eletrônico e também na área de geologia, por exemplo", disse.

O produto poderia também ser utilizado no ensino, indica Bonatti. "Com a ajuda de uma tela grande, muitos detalhes captados poderiam ser vistos em sala de aula. Caso não haja laboratórios na escola, a Lupa Eletrônica pode ser um recurso pedagógico importante", disse.

Fonte: Portal Exame - 21/09/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 22/09/2010

Pessoas com deficiência: só 13% frequentam escolas

Para fazer o meio acadêmico refletir sobre os desafios institucionais da inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais, a Universidade da Amazônia realiza hoje o II Seminário Institucional sobre Inclusão na Educação Superior.
Da Redação
Segundo o Censo 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dos 24,5 milhões de brasileiros com alguma deficiência, apenas 3,2 milhões frequentaram escolas. O número cai para 700 mil quando se trata de deficientes com idade entre 18 e 29 anos, idade média de ingresso no ensino superior.

Para fazer o meio acadêmico refletir sobre os desafios institucionais da inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais, a Universidade da Amazônia realiza hoje, Dia Nacional da Pessoa com Deficiência, o II Seminário Institucional sobre Inclusão na Educação Superior. O encontro acontecerá, às 17h00, no auditório do campus Senador Lemos.

Durante o seminário, a fonoaudióloga Francisca Canindé Araújo ministrará palestra sobre “Processamento Auditivo: abordagens socioeducativas”. Em seguida, uma mesa redonda discutirá “Inclusão, cidadania e mercado de trabalho”, com representantes do Ministério Público Estadual, universidades, instituições de atendimento especializado, associações de portadores de necessidades especiais e empresas privadas. Representantes da Unama, UFPA, UEPA, UFRA, IFPA e Cesupa também falarão sobre a inclusão nas instituições de ensino superior.

Fonte: Diário do Pará - Amazônia, 21/09/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 22/09/2010

Responsabilidade por inclusão de deficiente é da sociedade

Dados do Ministério do Trabalho mostram que 348,8 mil pessoas com deficiência trabalham no país.
Da Redação

O desembargador Ricardo Tadeu Marques da Fonseca, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Paraná, afirmou hoje (21) que a maior responsabilidade pela inclusão social dos deficientes físicos não é do grupo, mas de toda a população.

“É inerente à condição humana ser deficiente, mas a sociedade até hoje não foi capaz de atender a algumas das deficiências que têm sido motivo de estigmatização. É por isso que falamos em sociedade inclusiva, porque o esforço tem que ser da sociedade e não da pessoa”, defendeu o magistrado.

Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional AM, Fonseca destacou as ações de acessibilidade para surdos e cegos realizadas no Paraná, como a presença de tradutores da Língua Brasileira de Sinais (Libra) nas varas do Trabalho e a utilização de programas de tradução de voz em computador. Essas medidas foram implantadas em cumprimento à Recomendação 27 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de 2009, que determina a promoção do acesso dos deficientes às sedes e órgãos do Poder Judiciário.

Segundo o desembargador, a instalação de uma comissão multidisciplinar para tratar de outras medidas inclusivas deve ocorrer hoje, durante debate promovido pelo tribunal sobre a inclusão do grupo no mercado de trabalho. O evento será realizado em comemoração ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, comemorado nesta terça-feira.

Dados do Ministério do Trabalho e Emprego do ano passado mostram que 348,8 mil pessoas com deficiência trabalham no país. No tribunal do Paraná, 46 servidores são deficientes.

Fonte: Bem Paraná - Paraná, 21/09/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 22/09/2010

Encontro de mulheres com deficiência discute Lei Maria da Penha

1º Encontro das Mulheres com Deficiência no Recife acontece no dia 23.
Da Redação

Começa hoje o prazo de inscrições para o 1º Encontro das Mulheres com Deficiência. O evento será realizado no dia 23 deste mês, das 09h00 às 17h00, no auditório do Banco Central, na Rua da Aurora, nº 1259, Boa Vista. O encontro tem o objetivo de discutir a Lei Maria da Penha, promulgada há quatro anos. Será a primeira vez no Recife que a dispositivo estará em discussão com as mulheres com deficiência.

Estão sendo oferecidas 150 vagas abertas ao público em geral. A preferência é dada para mulheres com deficiência e outras que queiram dialogar para o fortalecimento da lei, apresentando propostas de prevenção e combate à violência contra a mulher. Para se inscrever, basta acessar o site www.apinclusao.com.br até às 16h00 do dia 22. Também é possível se inscrever presencialmente, no dia e local do evento, a partir das 9h00.

Fonte: pernambuco.com - Recife, 21/09/2010 - Notícia do dia 17/09/2010.
Matéria postada no blog da APNEN: 22/09/2010

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Dislexia favorece para evasão escolar e analfabetismo

A dislexia foi o tema de um encontro realizado na Universidade de Uberaba.
Da Redação


“Dislexia não é uma doença, é um funcionamento peculiar do cérebro para o processamento da linguagem. As atuais pesquisas, obtidas através de exames por imagens do cérebro, sugerem que os disléxicos processam as informações de um modo diferente. Pessoas disléxicas são únicas, cada uma com suas características, habilidades e inabilidades”. Com esta afirmação, o neuropediatra Alfredo Leboreiro Fernandez abriu o evento “CIES em Debate - Dislexia: do diagnóstico à intervenção”, realizado no sábado, 11, no anfiteatro da Universidade de Uberaba (Uniube).

O especialista ressalta que o transtorno é a falta de habilidade na linguagem, que se reflete na leitura e que em nada se relaciona com a baixa inteligência. “Há uma lacuna entre a habilidade de aprendizagem e o sucesso escolar. A dislexia não é um problema comportamental, psicológico, de motivação ou social”, afirma. Para a psicóloga Márcia Maria Barreira e a psicopedagoga Tânia Maria de Campos Freitas, ambas da Associação Brasileira de Dislexia (ABD), é importante que pais, professores e profissionais da saúde trabalhem juntos para ajudar os disléxicos, que somam cerca de 3% a 7% da população. “Esta incapacidade do sistema nervoso central, quando não tratada, causa prejuízos emocionais à criança, ao adolescente e ao adulto, como impulsividade, agressividade, medo, ansiedade e até mesmo a morte, em casos extremos”, explicou a psicopedagoga Tânia Campos,

Professora há 13 anos, Heliete Antunes Alves veio de Conceição das Alagoas para o evento. “Trabalho com crianças de cinco a oito anos e, diariamente, percebo suas dificuldades no aprendizado. Assim como a escola, a família tem um papel de grande importância no desenvolvimento. Ambos devem conhecer as características do disléxico, respeitando seus limites e valorizando seu potencial”, destaca a educadora.

No caso dos disléxicos, o hemisfério lateral direito é mais desenvolvido do que o dos leitores normais, o que significa um desenvolvimento de outros potenciais. Fazem parte da inteligência a sensibilidade às artes, ao atletismo, à mecânica, criatividade na solução de problemas, entre outros.

De acordo com a pedagoga especial, Marisa Helena Silva, o que acontece é que o disléxico tem um ritmo diferente, portanto não se deve submetê-lo a pressão de tempo ou competição com os colegas. Por desinformação, a dislexia é uma das causas da evasão escolar e do analfabetismo funcional. “É importante estimular o disléxico a acreditar em sua própria capacidade. Com métodos adequados, muita atenção e carinho, a dislexia pode ser derrotada”, completa a pedagoga.

Fonte: Jornal da Manhã - Uberaba, 20/09/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 21/09/2010

Diagnóstico de deficit de atenção divide especialistas

O transtorno de deficit de atenção e hiperatividade (TDAH), distúrbio que prejudica o aprendizado de crianças, tem provocado intensa polêmica no meio médico.
Segundo estimativas publicadas pela ABDA (Associação Brasileira de Deficit de Atenção), cerca de 5% dos jovens são portadores do distúrbio, mas um grupo de especialistas critica o que chama de "superdiagnóstico da doença" e as formas de lidar com os sintomas.

Convidado para um simpósio internacional sobre TDAH realizado neste mês pela Universidade Federal de São Paulo, o psicólogo Joseph Sergeant, da Universidade Vrije, Holanda, afirma que o transtorno deve ser tratado o mais rápido possível.

"Um jovem portador de TDAH que não desenvolveu todos os seus potenciais por falta de tratamento pode nunca atingir objetivos como ingressar numa universidade", afirma.

Sergeant diz que os médicos são mal preparados para detectar o transtorno. "A medicina é setorizada e o transtorno é multifatorial. Não há especialidade que domine todas as áreas envolvidas no problema."


Superdiagnósticos

Para Marilene Proença, conselheira-presidente do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo, o problema é outro. Ela diz que há uma "onda de superdiagnósticos" em curso, "feitos de forma subjetiva e sem comprovação científica".

Segundo a psicóloga, muitos dos sintomas atribuídos ao transtorno, como agitação, distração e dificuldade de planejamento, são respostas da criança ao ambiente ou até uma inadequação aos métodos de ensino da escola.

Maria Aparecida Moysés, professora de pediatria da Unicamp, engrossa o coro: "Eu não estou nem mesmo convencida de que [o TDAH] seja uma doença. Não há nenhuma comprovação neurológica disso", afirma.

Mas, para um grupo considerável de psiquiatras, não se pode duvidar da existência do distúrbio e nem mesmo desprezar seus sinais.

O psicólogo holandês Sergeant afirma que o diagnóstico correto não leva em conta só a presença dos sintomas, mas o quanto eles prejudicam a vida da pessoa.

"Há pesquisas indicando que portadores do transtorno têm tendência de se tornar alcoólatras ou se envolver com drogas e criminalidade."

Para Maria Conceição do Rosário, professora de psiquiatria da Unifesp, as posições contrárias à caracterização da doença não passam de escolhas políticas: "Existem mais de 17.000 artigos científicos publicados sobre o transtorno. Não dá pra dizer que não existe".


Submissão química

Raul Gorayeb, colega de Rosário no Departamento de Psiquiatria da Unifesp, discorda dessa opinião.

"A atenção das pessoas varia conforme o interesse delas e querer transformar isso no diagnóstico de uma doença é um absurdo", afirma.

Gorayeb vê problemas na prescrição da Ritalina, remédio usado no tratamento do transtorno, que pode ter efeitos colaterais graves: "O metilfenidato [componente da Ritalina] é derivado da anfetamina, tem todos os efeitos da anfetamina".

Sergeant rebate: "A medicação não é a única forma possível de tratamento, mas em casos mais severos, é a mais recomendada".

A pediatra Maria Aparecida Moysés vê na medicação uma forma de controlar as crianças: "Aqueles que têm comportamentos diferentes passam a ser contidos, nem que seja quimicamente", diz.

Segundo ela, os efeitos dos remédios nas crianças são, na verdade, reações adversas a eles: "A criança fica tranquila, quieta, presta atenção, mas isso é sinal de toxicidade da medicação e não um efeito terapêutico".

Para Rosário, da Unifesp, não é possível desprezar os fatores biológicos do transtorno, ainda que o ambiente exerça influência sobre o comportamento da criança.

Fonte: Expresso MT - 20/09/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 21/09/2010

São Paulo conta com o primeiro Apartamento Universal e Acessível

Imóvel com 174m² foi totalmente reformado pela arquiteta Sandra Perito dentro dos fundamentos da Universal Home

Cybelle Varonos

O bairro do Campo Belo, na capital paulista, foi o escolhido para receber um apartamento dentro dos princípios da Arquitetura Acessível. O imóvel com três quartos foi reformado pela arquiteta Sandra Perito, presidente do Instituto Brasil Acessível (IBA), que aceitou o desafio de transformar o apartamento em uma Universal Home, respeitando as características e a estrutura de um edifício já construído.
A reforma foi norteada para desmistificar o preconceito de que transformar uma moradia dentro dos padrões universais oferece mais custo ao empreendedor e cria ambientes estigmatizados. Para a arquiteta, estabelecer mudanças nos parâmetros das construções residenciais traz grandes vantagens que não representam custos adicionais no projeto. "Prever futuras adaptações não representa custo a mais no orçamento final da reforma, pois o investimento é na capacidade do ambiente em se adaptar às necessidades - atuais e futuras - do usuário, e não em projetos especiais", explica.
"Se planejarmos as construções para que possam ser adaptáveis a qualquer estágio da vida, é possível que o usuário possa viver bem em sua casa em qualquer situação. Adotar critérios que tornam o projeto da moradia mais segura e confortável é uma ação preventiva", acrescenta.
Moradias adaptáveis, inseridas no contexto socioeconômico brasileiro, podem representar aumento na satisfação e, consequentemente, na qualidade de vida do morador. "É preciso mudar o padrão e este é o grande desafio: acabar com os preconceitos e estereótipos e começar uma nova fase, para construção e reformas de casas adaptáveis que possam ser, de fato, usadas pela vida toda, com segurança e independência", defende a arquiteta.
O protótipo da Universal Home pode ser considerado uma bandeira para conscientizar tanto produtores de componentes da construção civil quanto incorporadores, construtores e projetistas de habitação, que, em geral, não permite flexibilidade. "O usuário acaba sendo prisioneiro da própria casa, pois é nela que terá de viver a vida toda", conclui Sandra Perito.

Hall de entrada

Foram utilizados elementos vazados para aumentar a luminosidade do espaço durante o dia.
A mola de segurança da porta permite fechamento suave, evitando possíveis acidentes.
Para abrir a porta, basta introduzir a chave e empurrar.
Luz de emergência proporciona mais segurança à noite, em caso de falta de energia.
Uma estação metereológica orienta a regulagem do ar-condicionado.
Interruptores de luz com led proporcionam mais segurança à noite. Tomadas mais altas facilitam o manuseio.
O piso ajuda na circulação de cadeira de rodas.
Interruptor remoto permite acender ou apagar a iluminação de qualquer cômodo.

Sala

Todos os abajures da sala podem ser acionados pelo interruptor na parede.
Maior espaço de circulação permite a circulação com cadeiras de rodas.
No cômodo foi dispensado o uso de cortinas, apenas a tela solar controla a entrada da luminosidade.
A porta de acesso à parte interna do apartamento é larga e de correr.

Cozinha

Optou-se pelo uso de gavetões para facilitar a manipulação dos utensílios; elas permitem que as atividades na cozinha sejam efetuadas com alcance confortável.
Forno elétrico e micro-ondas em alturas mais acessíveis tornam seu uso mais cômodo e seguro.
Tampos em dois níveis na pia e no fogão permitem o trabalho em pé ou sentado.
A despensa com prateleiras em diversas alturas permite ajuste às necessidades individuais e elimina a necessidade de armários altos.
Tampos de granito com cantos arredondados; pia rasa, que permite fácil colocação ou retirada da louça.
Torneira da pia de alavanca, de um quarto de volta, permite uso mesmo com as mãos molhadas ou ocupadas.
Depósito para lixo basculante embaixo do tampo.
Puxadores das portas e gavetas dos armários permitem uso da mão toda para manejo e não somente da ponta dos dedos.

Área de serviço

Varal elétrico facilita o uso por qualquer pessoa, pois não requer esforço para elevá-lo.
Tábua de passar dobrável, que oferece ganho de espaço e permite trabalho sentado ou em pé.

Quartos

As portas internas têm 80 cm de largura, inclusive a do banheiro acessível, o que facilita o acesso de cadeira de rodas. As maçanetas das portas internas são em alavanca roliça, sem pontas expostas, o que evita lesões em caso de esbarrão, além de oferecer fácil manuseio.
Gavetões permitem visualizar conteúdo e facilitam o alcance.
Cabideiros em duas alturas. O mais baixo a 1m do piso.
Prateleiras em alturas variadas facilitam o alcance e a visualização do conteúdo.
Comando do ventilador do teto próximo à cama facilita seu uso.

Banheiros

O grande desafio foi a rede de esgoto. Para recolocar o vaso sanitário sem mexer na instalação pelo apartamento de baixo, optou-se por instalar uma bacia com saída de esgoto na parede e construir uma muretinha para ocultar a canalização.
O sifão da pia é diferenciado para permitir que um cadeirante possa usar a pia sem problemas.
Boxe com barras de segurança que auxiliam o banho.
Espaço reservado para a instalação de uma cadeira higiênica.
Alarme instalado próximo ao boxe, que pode ser acionado em caso de queda.
Sensor contra inundação.
Ralo contínuo no box evita o acúmulo de água.
As fechaduras dos banheiros têm chave em vez dos trincos tradicionais, que impedem o fechamento interno (atenção especial em se tratando de morador idoso ou criança).
Torneiras e registros de pressão de alavanca, de um quarto de volta ou monocomando, não exigem esforço para manuseio.
Registros na entrada do boxe permitem regular a temperatura da água de fora do boxe, evitando escaldamento.
Porta do boxe com abertura para os dois lados possibilita a entrada com cadeira higiênica e facilita o socorro.
Espelhos baixos, grandes, facilitam a visualização por crianças ou pessoas sentadas.
Gabinetes volantes permitem aumentar o espaço para uso com cadeiras de rodas ou de banho.

Alarme de emergência agiliza o socorro em caso de quedas.

Portas

Batente com rebaixo dos dois lados torna simples a inversão da abertura da porta para se ter mais espaço dentro do banheiro.
No quarto do casal, foi utilizado porta com duas folhas; assim a área de circulação aumenta e permite a passagem confortável com cadeira de rodas.

Fonte: .Deficiente Alerta - São Paulo - SP, 20/09/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 21/09/2010

Movimento une as diferenças em Copacabana

Pessoas que reivindicam respeito à diversidade. Cadeirantes, surdos, cegos, anões, pessoas com síndrome de down e outras deficiências participaram do Superação Rio 2010.

A orla de Copacabana, Zona Sul do Rio, foi tomada, neste domingo, por pessoas que reivindicam respeito à diversidade. Cadeirantes, surdos, cegos, anões, pessoas com síndrome de down e outras deficiências participaram do Superação Rio 2010, organizado pelo Instituto Novo Ser em parceria com o Movimento Superação. Um trio elétrico, com participação de Marcelo Yuka, animou os participantes e quem passeava pela praia.

O SRZD esteve lá e entrevistou algumas dessas pessoas que tinham como maior objetivo a mobilização da sociedade para a causa.

O técnico de seguros Sérgio Costa, que faz parte da produção da passeata, ficou paraplégico depois de ter sido baleado em um assalto há sete anos em São Paulo, onde mora. Sobre o preconceito que o deficiente sofre, Sérgio diz que melhorou. Para ele, “o maior preconceito é não saber lidar com a deficiência”.

O psicólogo Messias Fernandes, de 29 anos, que tem sequelas de traumatismo raquimedular – mergulho em água rasa -, tem um discurso diferente da maioria. “Fala-se muito em incluir. Mas a pessoa nunca deixou de ser da sociedade. Como vai incluir o que já é da sociedade? O que precisa mudar é a filosofia das pessoas, inclusive quem tem deficiência”. Messias, depois do acidente em 1995, chegou a ficar tetraplégico, mas com cirurgia, conseguiu ter recuperação dos movimentos, se livrando da cadeira de rodas dois anos depois.

A escritora Marcia Garcês, autora do livro “O diário de Márcia Garcês”, é cadeirante por causa da esclerose múltipla. Em 1996, ela ficou com debilidade do lado direito do corpo e foi diagnosticada como neurocistocirose – quando o ovo da solitária fica alojado no cérebro. Apenas em 2001, Márcia descobriu seu verdadeiro problema, e quatro anos depois a escritora estava em uma cadeira de rodas. Quanto ao movimento, Marcia diz que espera “realmente alertar as autoridades quanto à acessibilidade no Rio”.

Para o jornalista Jairo Marques, cadeirante devido à poliomielite, é “imprescindível” uma melhoria na infraestrutura da cidade para se tornar mais acessível aos portadores de deficiência. Segundo ele, a acessibilidade “beira a indigência em uma das cidades mais importantes do mundo”.

Apesar de a passeata não ter sido político-partidária, havia um grande número de pessoas aproveitando o momento e fazendo panfletagem de candidatos às próximas eleições. Jairo torce para que isso não seja apenas para ganharem votos. “Tomara que esses candidatos levem causa para frente”.

Entre as pessoas presentes no evento, um menino chamou atenção por andar de um lado para o outro com sua cadeira de rodas com desenvoltura e a empinando. Vinícius Rangel, de 11 anos, é cadeirante desde os três. O menino está no 5º ano na escola e, perguntado sobre como é a infraestrutura do colégio, ele conta o que deveria acontecer em todos os estabelecimentos de ensino, mas que são raros. “Lá é tudo rampado, adaptado. Até o banheiro”. Após falar com o SRZD, Vinícius disparou com sua cadeira. O pai foi atrás, enquanto a mãe, Isabel, falava com a gente.

Isabel conta que espera um país melhor para seu filho “em relação ao acesso e, principalmente, respeito”. Quanto a Vinícius, a mãe revela: “ele é bem resolvido, muito bem. Dá sempre o jeito dele. Quando uma pessoa olha com pena, ele começa a empinar a cadeira e ela muda a visão”.

Se Vinícius é bem adaptado em sua cadeira, Alarico Moura – mais conhecido como Alá -, de 66 anos, não sai de casa sem sua bicicleta. Morador da Ilha do Governador, Alá pedalou mais de 20 km para chegar a Copacabana. “Eu também dirijo, mas meu carro está enguiçado há quatro anos”. O detalhe mais curioso: Alá é amputado, não tem a perna esquerda, depois de um atropelamento em 1979. Apesar disso, ele é ciclista profissional e já ganhou inúmeros campeonatos. Se o leitor acha 20 km muito, Alá conta mais: já fez viagens do Rio à Região dos Lagos de bicicleta e já visitou o sul de Minas Gerais pedalando. Suas palestras e eventos ainda não o deixam ir mais longe.

Durante a passeata, o SRZD encontrou o estudante Luciano Oliveira, tetraplégico e que usa a boca para fazer pinturas, que já havia contado sua história para o portal (leia aqui). Para ele, o movimento ajuda a divulgar a causa, que está longe de ser resolvida. “Acredito que estamos bem distantes do modelo ideal de acessibilidade, com barreiras arquitetônicas acentuadas”.

Fonte: SRZD - 20/09/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 21/09/2010

APNEN completa seu 3º Aniversário

A APNEN (Associação dos Portadores de Necessidades Especiais de Nova Odessa), comemora nesta data, seu 3º aniversário.

Um pouco da nossa historia.

Tudo começou no dia 08 de agosto de 2007, em uma sala no Ginásio de Esportes do Jardim Santa Rosa gentilmente cedida pelo Sr. Eduardo Mota, coordenador de esportes na época, muito foi discutido nesse primeiro encontro, sendo que a principal decisão foi a de formar a Associação (APNEN), e reivindicar a criação do “Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Portadora de Necessidades Especiais de Nova Odessa”, foi uma de nossas primeiras conquistas a formação deste Conselho Municipal sendo instituído pela Lei Municipal nº2288 em 01 de Julho de 2008. Entre outras atividades da APNEN, foram realizadas varias doações, com um montante no valor de R$11.135,55. Estas verbas, foram adquiridas de doações espontâneas de vários colaboradores que apóiam o trabalho da entidade e também arrecadado em eventos onde somos convidados a participar, onde montamos nossa barraca comercializando lanches, bebidas derivados do milho, de chocolate, etc.,sendo a verba toda em prol da APNEN.

Reuniões.

Nossas reuniões, acontecem no saguão da Prefeitura Municipal de Nova Odessa, onde nos reunimos mensalmente para passar informações, e prestar contas dos serviços prestados pela entidade, nossos agradecimentos a Administração Municipal pelo espaço cedido.

Trabalhos Desenvolvidos nos exercícios, 2007/08/09/10.

A APNEN, (Associação dos Portadores de necessidades Especiais de Nova Odessa), divulga Relatório dos trabalhos Desenvolvidos nos anos (2007/08/09/10.

*1º Doação: Recebeu uma Cadeira de Rodas de doação de uma criança que não mais fazia uso dela reformou e fez a doação a uma moradora do Jardim Santa Rita II. (Novembro de 2007) Valor da reforma R$30,00
*2º- Doação: Recebeu de doação, uma Cadeira de Rodas onde realizamos á reforma, e a doamos a um rapaz morador no Jardim Santa Rita I. (Dezembro de 2007) Valor da reforma R$30,00
*3º Doação: A APNEN, em parceria com a Prefeitura Municipal, através do Setor Social, que liberou 50 % do total de R$1990,00, a APNEN conseguiu arrecadar verbas atingindo os outros 50%, para aquisição de uma Cadeira de Rodas Adaptada para uma moradora no Jardim das Palmeiras II. (Maio de 2008) Valor gasto pela APNEN R$995,00
*4º Doação: Fez a doação de um assento, e encosto da Cadeira de Rodas para uma, moradora no jardim Santa Rita II.(Setembro de 2008) Valor R$96,00
*5º Doação: Realizamos a reforma da Cadeira de Rodas Adaptada de uma moradora no Jardim São Jorge .(Setembro de 2008) Valor R$ 1120,00
*6º Doação: Realizou a doação de uma Cadeira de Rodas a um, morador no Jardim Santa Rosa,.(Novembro de 2008) Valor R$1014,00.
*7º Doação: Realizamos a doação de óculos para uma moradora no Jardim São Jorge, que estava a espera destes óculos, desde março de 2007. (Dezembro de 2008) Valor R$270,00.
*8º Doação: Realizamos a doação de 02 caixas de Suplemento Alimentar (20 litros), para um, morador no Jardim das Palmeiras II. (Dezembro de 2008) Valor R$480,00.
*9º Doação: Realizamos a doação de 02 caixas de Suplemento Alimentar (20 litros), morador no Jardim das Palmeiras II.(Fevereiro de 2009) Valor R$491,40.
*10º Doação: Realizamos a doação de 01 par de Rodinhas dianteiras para Cadeira de Rodas, para morador no Jardim Santa Rosa, (Abril de 2009) Valor R$32,60.
*11º Doação: Realizamos a doação de um assento, e encosto, mais peças para manutenção de Cadeiras de Rodas para morador Jardim São Jorge.,(Abril de 2009. Valor R$170,50
*12º Doação: Realizamos a doação de uma Cadeira de Rodas “Funcional”, para morador no Jardim Santa Rosa. (Maio de 2009) Valor R$1000,00
*13º Doação: Realizamos a doação de um Carregador de Baterias para Cadeira de Rodas Motorizada, para morador no Centro. (Junho de 2009) Valor R$155,60
*14º Doação: Realizamos a doação de 02 Baterias de 12 Volts, para Cadeira de Rodas Motorizada, para morador no Centro. (Junho de 2009) Valor R$260,00
*15º Doação: Realizamos a Doação de um par de Pneus para Cadeira de Rodas, para morador do Jardim Santa Rosa.(Novembro de 2009) Valor R$42,00
*16º Doação: Realizamos a doação de uma Cadeira de Rodas Adaptada para morador no Jardim das Palmeiras II.(Janeiro de 2010) Valor R$1520,00
*17º Doação: Realizamos a doação de um Net-Book, para moradora no Centro.(Março de 2010) Valor R$950,00
*18º Doação: Realizamos a doação de uma Cadeira de Rodas para morador no Jardim Santa Rosa .(Abril de 2010).Valor R$ 1100,00.
*19º Doação: Realizamos a doação de cinco pacotes de Fraldas Descartáveis para moradora no Jardim Lopes Iglesias. (Maio de 2010) Valor R$67,45
*20º Doação: Realizamos a doação de Encosto e Assento para Cadeira de Rodas Motorizada, para morador no Centro. (Agosto de 2010) Valor R$ 145,00
*21º Doação: Realizamos a doação de Uma Cadeira de Rodas, para moradora no Jardim São Jorge. (Agosto de 2010) Valor R$558,00
*22ª Doação; Realizamos a compra de peças para manutenção de uma cadeira de rodas, e enviamos outra cadeira de rodas, para á fabrica em Goiás para conserto. (Setembro de 2010) Valor R$626,00

Valor total das Doações: R$11.153,55 reais, os valores, podem ser pequenos, para nos membros da APNEN, e seus colaboradores, tem um grande valor sentimental.

Estamos com duas solicitações pendentes, uma Cadeira de Rodas Adaptada para uma jovem garota do Jardim São Jorge, segundo orçamento custa R$3.300,00 (estamos buscando novos orçamentos) e uma outra Cadeira de Rodas e duas Orteses, para uma rapaz morador no bairro Monte das Oliveiras,segundo orçamento tem um custo de R$1.800,00 reais.

Estaremos participando da 23ª Festa das Nações de Nova Odessa, onde buscaremos recursos para atender a mais estas soicitações.

Agradeço a DEUS, minha familia que sempre apoiou a APNEN, membros da diretoria, seus familiares, voluntarios, colaboradores, Administração Municipal, Sr. Eduardo Mota, Da.Salime que sempre acompanhou a APNEN, desde a sua primeira reunião.