sábado, 6 de novembro de 2010

SBT e AACD promovem o Teleton 2010 nos dias 5 e 6 de novembro

Meta do evento esse ano é arrecadar R$20 milhões
da Redação

Nos dias 5 e 6 de novembro o SBT e a AACD promovem a 13ª edição do Teleton, maratona televisiva com o objetivo de arrecadar recursos para o tratamento e reabilitação de pacientes atendidos nas 9 unidades construídas com a colaboração da sociedade desde sua primeira edição, em 1998.

Embora o programa aconteça ao vivo durante apenas dois dias, a preparação começa bem antes. Por cerca de 8 meses, a equipe da atração se organiza para realizar a maratona, que conta com mais de 500 pessoas envolvidas direta e indiretamente.

As doações serão destinadas à construção de mais uma unidade da AACD. No ano passado, a maratona atingiu R$ 19.355.137 e o dinheiro está sendo utilizado para a construção do ARCD de Poços de Caldas (MG).



Fonte: SBT - 05/11/2010
Matéria postada no blog da APNEN:06/11/2010

Garoto britânico autista tem pavor de comer

O menino de três anos rejeita qualquer comida e só se alimenta por tubos

da Redação

O caso de um garoto britânico que tem pavor de comer e precisa ser alimentado por tubos está gerando curiosidade no meio médico britânico.
Daniel Harrison, de três anos, sofreu tanto com refluxos gástricos quando era bebê que desde então tem ojeriza ao ato de comer, e se alimenta somente por tubos inseridos no estômago.

Portador de autismo, Harrison tem dificuldades de se comunicar e interagir com o mundo ao redor, o que representa um problema adicional para o tratamento.

No fim do ano passado, ele teve de fazer uma operação nos pulmões após contrair gripe suína.

A família, de Nottingham, já tentou buscar ajuda nos hospitais locais e no hospital infantil de Great Ormond Street, em Londres, sem solução.

O pai do menino, Kevin, afirmou ao jornal local "Nottingham Evening Post" que não há nenhum fator médico impedindo o garoto de comer.

"Falando em termos médicos, não há nada", afirmou. "Está tudo na cabeça dele e ninguém consegue ajudar."

A família acredita que pode tratar o menino em uma clínica em Graz, na Áustria, quer diz ter conseguido tratar outros 12 casos semelhantes ao de Daniel nos últimos vinte anos.

Entretanto, a viagem custaria mais de 20 mil libras (quase R$ 60 mil) e os Harrison ainda tentam angariar os recursos para o tratamento.

Fonte: Folha Online - 05/11/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 06/11/2010

Fertilização in vitro pode elevar risco de paralisia cerebral, sugere pesquisa

A informação foi publicada no site da "BBC News"

Problemas de fertilidade dos pais não explicam por que os bebês nascidos após tratamento de fertilização in vitro enfrentam maior risco de paralisia cerebral, informaram cientistas dinamarqueses. A informação foi publicada no site da "BBC News" nesta quarta-feira.

A Universidade de Aarhus descobriu que bebês de casais que se esforçaram para conceber naturalmente tiveram riscos semelhantes em comparação àqueles que engravidaram rapidamente.

Mas eles descobriram que o risco dobrou em bebês nascidos após fertilização in vitro.

Outras causas potenciais, como o próprio tratamento, devem ser investigadas, afirmaram os cientistas.

Especialistas britânicos disseram que, apesar do baixo risco, a questão precisa ser levado a sério.

A segurança da fertilização in vitro e de outros tratamentos de fertilidade similares foi examinada de perto desde o primeiro bebê de proveta na década de 1970.

Conforme aumenta o número de bebês por fertilização in vitro, as atenções iniciais sobre problemas de desenvolvimento desaparecem, mas ainda há preocupações sobre a maior taxa de paralisia cerebral.

Existem explicações possíveis, incluindo o risco elevado de complicações em gestações múltiplas, que recentemente são muito mais frequentes.

Médicos ainda suspeitam que as razões que causam a infertilidade podem estar relacionadas, mas as últimas pesquisas lançam dúvidas sobre isso.

PROBLEMA

A equipe analisou um banco de dados nacional de informação médica de milhares de gravidezes e partos, segundo a revista científica "Human Reproduction".

Eles compararam as taxas da condição em bebês pelo tempo que as mães levaram para engravidar a partir da primeira tentativa.

Esse tempo é usado como uma forma de avaliar a fertilidade --mais de um ano para conceber pode indicar algum tipo de problema, ainda que não grave o suficiente para evitar a gravidez completamente.

Quando as mães que conceberam rapidamente foram comparadas àquelas que levaram mais de um ano, não houve diferença significativa na taxa de paralisia cerebral.

No entanto, um grupo de bebês nascidos após a fertilização in vitro ou outro procedimento --no qual o esperma é injetado diretamente no óvulo-- tinha aproximadamente o dobro do risco de desenvolver paralisia cerebral em comparação aos concebidos rapidamente.

O risco global não era elevado --aproximadamente uma em cada 176 bebês nascidos-- embora isso represente um número significativo se comparado aos 12.000 bebês nascidos após técnicas de fertilização in vitro a cada ano no Reino Unido.

Fonte:http://gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=216029
folha.com - 05.11.2010

Matéria postada no blog da APNEN: 06/11/2010

Hospital oferece tratamento para quem tem 'ossos de vidro'.



Faculdade de Medicina da USP anunciou ontem (15) que está com seu ambulatório aberto para tratar casos da doença conhecida como “ossos de vidro” (ou osteogênese imperfeita).
O Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas da

Rara e hereditária, a doença torna seus portadores frágeis como esculturas que se quebram ao menor toque. Nos primeiros meses de vida da criança, a doença, caracterizada por fraturas frequentes, já pode ser diagnosticada.

O Ambulatório de Osteogênese Imperfeita, que atende hoje cerca de 60 pacientes, está recebendo novos pacientes de 3 a 17 anos de idade, de ambos os sexos.

O portador ou seu representante legal deve comparecer ao instituto de Ortopedia e Traumatologia do HC, de 2ª a 6ª feira, das 7 às 16 horas, para agendar a consulta, com os documentos pessoais e encaminhamento médico com diagnóstico.

Mais informações: (11) 3069-6943.

IOT – Instituto de Ortopedia e Traumatologia – HCFMUSP
Rua Dr. Ovídio Pires de Campos, 333
Cerqueira Cesar – São Paulo – SP


fonte: TERRA - 16 de setembro de 2010
Matéria postada no blog da APNEN 06/11/2010

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Senado vai debater direitos das pessoas com deficiência

Em Brasília, a discussão será feita no âmbito do VI Fórum Senado Debate Brasil.
da Redação



O perfil das pessoas com deficiência no Brasil, o conceito de deficiência dado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e as formas de atendimento a esse segmento da sociedade são algumas das questões que o Senado discutirá entre os dias 8 e 9 de dezembro, no âmbito do VI Fórum Senado Debate Brasil. O evento ocorrerá no auditório do Interlegis, em Brasília.

O fórum será centrado na Convenção da ONU sobre os direitos das pessoas com deficiência. Na oportunidade, haverá a divulgação de pesquisa, realizada pelo Senado, a respeito da percepção dos deficientes sobre a eficácia da legislação que os contempla. Outro debate será acerca do papel do Parlamento nesse assunto.

O objetivo do evento é discutir a efetividade da Convenção da ONU no âmbito da sociedade brasileira, tendo em vista avanços obtidos nos últimos anos, na acessibilidade e no reconhecimento dos direitos das pessoas com deficiência. O próprio Senado, desde 2005, trabalha com uma comissão permanente para promover ações inclusivas e já se tornou referência nacional, ao adaptar suas instalações.

O evento é promovido pela Secretaria de Coordenação Técnica e Relações Institucionais da Presidência do Senado, em parceria com o programa Senado Inclusivo e a Subcomissão Permanente de Assuntos Sociais das Pessoas com Deficiência, da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), tendo ainda apoio de diversos setores da Casa.

O fórum contará com a presença dos ministros José Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF); Paulo Vannuchi, chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República; e Joelson da Costa Dias, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Participará também o desembargador Ricardo Tadeu Marques da Fonseca, do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região.

O evento é gratuito e aberto ao público. As inscrições podem ser feitas pelo site www.senado.gov.br/forumdebatebrasil.

Outras informações podem ser obtidas enviando um e-mail para scotri@senado.gov.br ou ligando para o fone (61) 3303-5851

Fonte: Agência Senado - 04/11/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 05/11/2010

Aprovado em concurso público, candidato com deficiência auditiva não é convocado para trabalhar

Após oito anos de espera e indecisão judicial, o candidato ainda aguarda para ser contemplado com sua vaga de direito.
Tatiana Thé



Maurício Sá, 48 anos, Analista de Sistema e Técnico em Eletrônica Industrial, pessoa com deficiência auditiva e oralizado, prestou concurso público da Transpetro em 2002 ao cargo de Técnico de Automação. Passou em 111º geral e em 3º como "portador de necessidades especiais". Maurício estava feliz: a classificação lhe garantia um lugar dentro das 147 vagas. Pelo menos, era o que imaginava.

Na fase seguinte em 2003, Maurício realizou exames médicos e psicológicos. Para a surpresa dele, recebeu um e-mail, do Departamento de Recursos Humanos da Transpetro, subsidiada pela Petrobrás, informando que havia sido eliminado por ser portador de deficiência auditiva, condição que já havia declarado ao prestar o concurso.

Maurício, então, entrou em contato com a ouvidoria da empresa e recebeu informações contraditórias. A ouvidoria respondeu que, segundo o Médico do Trabalho, ele estava plenamente apto a exercer as funções de seu cargo, já que o comprometimento auditivo não interferia em seu exercício. Ainda segundo este mesmo documento da ouvidoria Maurício "não foi eliminado ou reprovado do processo seletivo, mas inserido na classificação geral e não na reserva de vagas para portadores de deficiência".

Mais tarde, o candidato também descobriu por investigação própria, que, na verdade, não foi reconduzido à convocação em si, como havia sido dito pela ouvidoria, mas sim ao cadastro de reserva. E isto só havia acontecido por determinação judicial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Empresas do porte da Transpetro são obrigadas, pela Lei de Cotas, a destinar 5% de suas vagas a pessoas com deficiência, o que subiu a classificação de Maurício, da 111ª para a 42ª posição geral. Por meio de contatos pessoais e novamente por investigação própria, Maurício descobriu que candidatos colocados atrás dele já estavam contratados. E passados oito anos desde o concurso, ainda não foi chamado para trabalhar.

No momento, o processo de Maurício tramita no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que deu sentença favorável ao candidato, em primeira instância. Em segunda instância, ganhou por unanimidade. A Petrobrás recorreu ao Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, e este apenas confirmou as sentenças das instancias inferiores. Mauricio aguarda a tão esperada e sonhada convocação.
O que não acontece, até o momento, e ele espera que o Tribunal Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, cumpra o seu principal e elementar dever: EXECUÇÃO DE SENTENÇA.

Fonte: Rede Saci - 04/11/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 05/11/2010

Tecnologia Assistiva favorecendo práticas pedagógicas inclusivas

Às vezes, pequenos e baratos ajustes podem auxiliar muito a educação e a vida de pessoas com deficiência.
Teófilo Alves Galvão Filho
Existem duas novas realidades que assumem uma relevância crescente na sociedade contemporânea: tanto o avanço acelerado das tecnologias, quanto a expansão de uma cosmovisão inclusiva, que aponta para a valorização da diversidade humana e para a superação de todos os mecanismos de exclusão social. Em meio a essas transformações, emerge a chamada Tecnologia Assistiva, uma área do conhecimento e de pesquisa que tem se revelado como um importante horizonte de novas possibilidades para autonomia e inclusão social da pessoa com deficiência.

Em nosso país, cerca de 27 milhões de brasileiros são pessoas com deficiência, 14,5% da população nacional, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Tecnologia Assistiva - entendida como qualquer recurso, produto ou serviço que favoreça a autonomia, a atividade e a participação de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida - tem possibilitado, nos dias de hoje, que alunos com graves comprometimentos comecem a realizar atividades ou desempenhar tarefas que, até bem recentemente, lhes eram inalcançáveis.

Existe um número incontável de possibilidades, de recursos simples e de baixo custo, que podem e devem ser disponibilizados nas salas de aula inclusivas, tais como: suportes para visualização de textos ou livros, fixação do papel ou caderno na mesa com fitas adesivas, engrossadores de lápis confeccionados de forma artesanal, substituição da mesa por pranchas de madeira ou acrílico fixadas na cadeira de rodas, e inúmeras outras possibilidades. Tudo isso é Tecnologia Assistiva. Com muita frequência, a disponibilização de recursos e adaptações bastante simples e artesanais como estes, às vezes construídos pelos próprios professores, torna-se, para determinados alunos com deficiência, a diferença entre poder ou não estudar e aprender junto com seus colegas.

Mesmo quando se trata de recursos relacionados ao uso do computador e da Internet, é possível encontrar ou desenvolver soluções artesanais e de baixo custo, porém de alta funcionalidade. Hoje, controlar o computador por meio de sopros ou mesmo com o movimento voluntário de apenas um músculo do corpo, por exemplo, já é uma possibilidade real para alunos com comprometimentos severos. E uma possibilidade muitas vezes bem mais acessível e barata do que se imagina.

As pesquisas, embora ainda sejam poucas nessa área, têm surpreendido a cada dia com novas descobertas, novos dispositivos, novos programas de computador, que abrem amplos horizontes para as pessoas com deficiência. Para a pessoa com deficiência, com frequência trata-se de um direito fundamental que possibilita o exercício pleno da cidadania e o acesso a outros direitos básicos como aprender, comunicar-se, trabalhar, divertir-se, etc.

Segundo revelam pesquisas recentes, essas têm sido demandas importantes dos professores em relação à Educação Inclusiva: ações mais efetivas das gestões centrais das redes educacionais públicas às quais pertencem, envolvendo formação, concessão e suporte técnico na área da Tecnologia Assistiva, assim como por políticas públicas consistentes e sistemáticas que favoreçam o processo de apropriação e uso da Tecnologia Assistiva necessária para a inclusão escolar de alunos com deficiência.

Fonte: Profissão Mestre - 04/11/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 05/11/2010

Jovens do Projeto IPE defendem seus projetos no dia 5/11

Cinco projetos de impacto social serão submetidos à plenária do Programa Geração MudaMundo, da Ashoka. Os aprovados receberão financiamento- semente de até R$ 2 mil para iniciar a sua implementação.
No próximo dia 5 de novembro, sexta-feira, 14 jovens que concluíram a primeira etapa do Projeto IPE (Incluindo Pessoas Empreendedoras) irão fazer a defesa de seus projetos de impacto social para a banca examinadora do Programa Geração MudaMundo, da Ashoka Internacional.
O Projeto IPE é uma iniciativa do Instituto Paradigma, em parceria com a Ashoka pelo Programa Geração MudaMundo, organização mundial sem fins lucrativos, e o Instituto Social Santa Lúcia, com abrangência na região sul de São Paulo. Teve início em maio último, como um projeto-piloto destinado a desenvolver atitudes empreendedoras em jovens com e sem deficiência, residentes em regiões de vulnerabilidade social. Esta primeira iniciativa abrangeu a região do M´Boi Mirim e Campo Limpo. Dos 14 jovens que chegam à etapa final, 5 são deficientes visuais, sendo que 1 possui baixa visão, 2 são deficientes intelectuais, e 2 com deficiência física, sendo 1 cadeirante. A idade do grupo varia de 17 a 35 anos. Em comum, eles têm a vontade de aprender a viabilizar um projeto em sua comunidade.
“Foram dois encontros semanais com consultores do Instituto Paradigma, durante cinco meses, onde eles aprenderam a desenvolver um plano de ação que passa por diversas etapas: trabalho em equipe, conhecer a comunidade, estabelecimento de objetivos e metas, criação de estratégias, controle do orçamento e busca por parcerias. Divididos em grupos de trabalho, eles tiveram que aplicar os conhecimentos na elaboração de um projeto com impacto social, para defender sua ideia no Painel do dia 5 de novembro”, explica Marcela Carvalho, coordenadora do projeto no Instituto Paradigma.
Os cinco projetos que serão defendidos no próximo dia 5 de novembro receberam nomes e propósitos que refletem os sonhos e desejos dos participantes: Superando as Limitações: palestras sobre deficiência, do ponto de vista da pessoa com deficiência, para processos de inclusão em escolas e comunidades. Fábrica de Instrumentos VB: musicalização para crianças com xilofones feitos com material reciclado. Fazendo a Diferença: programas de esporte e lazer para crianças e terceira idade. Ponto de Encontro: programa de entrevistas, fóruns e debates dentro de uma rádio escolar. Dando Vida ao Cinza: embelezar os muros da comunidade com mosaicos e pintura.
O Instituto Paradigma continuará a orientar os jovens após a plenária, inclusive na implementação do projeto e da prestação de contas que eles terão que realizar, devido ao financiamento recebido. “Nosso objetivo é apoiar e desenvolver atitudes empreendedoras nos jovens, capacitando-os para empreender em grupo. Queremos transmitir a importância da cooperação, inclusão e responsabilidade social”, afirma Marcela.

Sobre o Instituto Paradigma

O Instituto Paradigma é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP). Sua missão é promover a inclusão social de pessoas com deficiência, auxiliando organizações públicas e privadas na construção e gestão de projetos sustentáveis para ampliar o exercício da cidadania. Para mais informações, acesse: http://www.institutoparadigma.org.br. Siga o Instituto Paradigma também no Twitter: http://www.twitter/IParadigma


Sobre o Programa Geração MudaMundo

O Geração MudaMundo é um Programa Global da Área de Juventude da Ashoka (www.ashoka.org.br), uma organização mundial sem fins lucrativos, pioneira no trabalho e apoio aos empreendedores sociais - pessoas com idéias criativas e inovadoras capazes de provocar transformações com amplo impacto social. O Programa, hoje presente em 167países e atuante no Brasil desde 2006, foi constituído a partir dos avanços realizados na discussão do protagonismo juvenil e da crescente demanda da juventude brasileira em se engajar socialmente, necessitando de apoios práticos, tanto metodológicos quanto financeiros, para implementar suas iniciativas sociais. O Geração MudaMundo surge, então, com o propósito de fortalecer o conceito e a prática do empreendedorismo social da juventude brasileira, estimulando que as novas gerações criem iniciativas próprias, partindo dos seus sonhos e anseios de mudança, transformando-as em pequenos empreendimentos sociais. Desta forma, o programa contribui também de forma estratégica para o fortalecimento da visão da Ashoka: Todo mundo pode mudar o mundo.

Sobre o Instituto Social Santa Lúcia

O Instituto Social Santa Lucia desenvolve projetos e serviços no âmbito da Assistência e Desenvolvimento Social de forma a colaborar com a implantação do Sistema Único de Assistência Social, em especial na cidade de São Paulo, através da co-responsabilidade na execução de serviços sócioassistenciais de proteção social especial e básica.
O Instituto sela seu compromisso com a Política Nacional de Assistência Social, buscando atuar em consonância com os princípios de proteção social, vigilância sócioassistencial e defesa de direitos em todas as ações que desenvolve. Além de colaborar com no processo de produção do conhecimento e aprimoramento da prática profissional por meio da Escola de Formação Cidadã do Instituto Social Santa Lúcia.

Informações à Imprensa:
INSTITUTO PARADIGMA
Nilza Botteon/ Carina Viana
Ecco Press Comunicação
11. 5543.0039/ 8326.8409
nilza.botteon@eccopress.com.br


Fonte: WWW.EcooPress.com.br
Matéria postada no blog da APNEN: 05/11/2010

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Quando as luzes se apagam

Os deficientes visuais e demais portadores de necessidade especiais conseguiram inúmeras conquistas para o acesso à mobilidade da cidade nos últimos anos, porém o caminho a ser percorrido ainda é longo
Bruno Antunes



Quando as luzes se apagam e a sensação de estar sozinho parece iminente, as dificuldades são imensas, mas a superação mostra seu caminho sobre a vida das pessoas que perderam a visão. Alguns já nascem na escuridão e mesmo assim, tem uma longa caminhada para se adaptar ao mundo em seu redor. Os deficientes visuais em Aracaju, assim como os demais portadores de necessidade especiais, conseguiram inúmeras conquistas para o acesso à mobilidade da cidade nos últimos anos. Porém o caminho a ser percorrido ainda é longo.

Givaldo Souza da Conceição tem 37 anos e há oito perdeu a visão total vítima de um tiro de arma de fogo. Ele tem um filho de 14 anos e cuida de três crianças filhas de sua atual companheira. Givaldo se orgulha por expor a todos que não se abateu pela perda de seu sentido mais importante.

Para quem não enxerga, muitas vezes, se locomover pela cidade é um desafio,“Quando eu comecei a estudar orientação de mobilidade, eu bati o recorde, pois o professor me disse que a pessoa começa a andar sozinha com três ou quatro meses, e em um mês eu já estava andando, porque queria ser independente. Nós temos que sair de casa, não adianta, por isso hoje em dia eu pratico esporte e tenho minhas aulas de braille. Meu meio de transporte é o ônibus”, orgulha-se.

Apesar do otimismo, Givaldo reclama de algumas dificuldades enfrentadas diariamente. “Quando eu chego no ponto de ônibus, eu já chego dando bom dia, boa tarde e boa noite, se responder é porque tem gente, se eu fico sozinho no ponto, muitas vezes os ônibus passam direto, alguns motoristas param e perguntam, mas não todos. De dez ônibus, três param e perguntam”, relata.

José Carlos dos Santos nasceu com dificuldades na visão, e foi deixando de enxergar aos poucos, ele conta que as luzes se apagaram aos 18 anos. Hoje com 28, ele está concluindo o ensino médio através do exame supletivo no colégio Alba Moreira. Mora em um dos bairros mais carentes da cidade, o Santa Maria, mas tem disposição de sobra para jogar o "GolBol", um esporte muito praticado por pessoas que não enxergam.

“Já nasci com a deficiência, usei óculos até completar a maior idade e os médicos especialistas em que eu fui, disseram que meu problema era irreversível. Pelo que consta no relato médico, tenho uns 3% de visão. Consigo ver a luz do dia, mas a imagem das pessoas eu não vejo, minha vista fica bastante embaçada”, explica.

Carlos também utiliza o ônibus para se locomover, e afirma que as pessoas que mais dão lugar são os idosos. “São os idosos e os deficientes físicos que mais cedem seus lugares para nós. Alguns motoristas exigem que cedam os lugares, mas outros não se importam com isso”, acrescenta.

Ambos reclamam muito das calçadas, o desnível na maioria atrapalha, além de outros perigos. “Boca de lobo aberta, pedras do cimento quebrado, orelhão, isso tudo é um risco. Como as calçadas não têm o piso tátil, muitas vezes temos que andar batendo bengala no chão e na parede, quando tem uma garagem aberta, nós entramos pensando que é uma esquina. Além disso, em algumas pistas mais movimentadas, nós precisamos de ajuda para atravessar a rua e as pessoas se fingem de surdas para não nos ajudar”, comenta Givaldo.

Motorista de ônibus há dez anos, José Carlos dos Santos conta que sempre teve o cuidado com seus passageiros, mas que alguns colegas precisam de cursos para criar esse tipo de consciência. “Minha empresa faz um curso com um psicólogo para os motoristas, além disso, nós temos a preocupação com o próximo, e eles têm as necessidades. Uma pessoa sem visão não tem um dos sentidos mais importantes”, ressalta.

Calçadas irregulares

De acordo com o presidente do Conselho Estadual de Pessoas com Deficiência, Niceu Dantas Posener, as calçadas da cidade são totalmente irregulares, poucas ruas são adaptadas para o trânsito de pessoas com deficiência.

“As calçadas são muito irregulares, umas são mais altas, outras mais baixas, muitas vezes tem piquetes para impedir a passagem de carros e nós apelidamos isso de capa cegos, pois pode ferir. Tem muita calçada sendo feita irregularmente, é preciso do piso tátil e de várias medidas que facilitem nosso deslocamento. Um avanço foi à campanha de calçadas livres, que deve virar lei municipal”, conta.

A campanha “Calçada Livre” foi lançada em 2007 pela Prefeitura de Aracaju com o intuito de sensibilizar a população quanto à necessidade de liberação das calçadas, a fim de facilitar a passagem do pedestre com mobilidade reduzida. A partir da campanha foi elaborada uma cartilha pelos Conselhos Estadual e Municipal das Pessoas Portadoras de Deficiência, Conselho Municipal da Terceira Idade e do Ministério Público. Na cartilha que deve virar lei, existem diversos estudos técnicos, inclusive estabelecendo prazos para adequação das calçadas.

Melhorias no transporte

Para Niceu, o direito ao transporte para quem tem dificuldade de locomoção foi facilitado nos último anos, com avanços importantes. “As empresas de trânsito em um acordo firmado com os conselhos dos deficientes estão promovendo cursos de capacitação a seus cobradores e motoristas. Inclusive uma empresa - a VCA -, está providenciando um curso de LIBRAS para os surdos. Eu tenho presenciado muito a melhora desses motoristas diariamente no tratamento com passageiros portadores de deficiência”, afirma.

No dia 18 de outubro, o prefeito Edvaldo Nogueira, em parceria com empresários do setor de transportes, entregou 14 novos ônibus à população de Aracaju, dando prosseguimento ao processo de renovação da frota.

Todos os veículos possuem assentos especiais, GPS e bloqueio de portas, além de elevador para cadeirantes. Com a entrega já existem na cidade 170 ônibus adaptados. A partir de 2014, por lei federal, todos os ônibus terão de ser rebaixados para facilitar o acesso.

Até janeiro de 2011 mais 34 novos veículos integrarão a frota de ônibus de Aracaju. Segundo o diretor-executivo da empresa Tropical, Adierson Monteiro, as empresas vêm se esforçando para cumprir as metas da Prefeitura de Aracaju em relação ao transporte público. "Introduzimos a nova linha, fruto de uma necessidade da população, e em breve colocaremos mais veículos novos nas ruas", informa.



Fonte: Infonet - Aracaju - SE, 03/11/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 04/11/2010

Levantamento aponta 12 lugares com pouca acessibilidade no centro de Ribeirão Preto

Dentre os estabelecimentos há vários prédios públicos, inclusive a sede do governo
da Redação
Um levantamento realizado pelo Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência (COMPPID) aponta 12 locais de grande circulação de pessoas no Centro de Ribeirão Preto com pouca ou nenhuma acessibilidade para deficientes físicos.

Foram citados o Palácio do Rio Branco - sede da Prefeitura de Ribeirão Preto -, as praça das Bandeiras e Rio Branco, as rua Tibiriçá, Visconde de Inhaúma, São Sebastião, General Osório, Cerqueira César e Américo Brasiliense, o Centro Popular de Compras, o Mercadão Municipal e o pronto-socorro central.

Os problemas de acessibilidade mais comuns nestes pontos, segundo o relatório, são a falta de rampas de acesso, falta de piso tátil, posicionamento de árvores, caçambas e lixeiras em local de passagem, falta de sinalização ou barra de proteção em degraus ou desníveis.

O estudo, concluído em julho, foi entregue à Secretaria de Obras Públicas de Ribeirão Preto. “Estamos no aguardando até o meados de novembro e, se não houver resposta, isso será encaminhado ao Ministério Público”, afirma a presidente do COMPPID, Sheila Aparecida Saldini Simões.

Segundo o secretário de Planejamento de Ribeirão, Fernado Pícolo, o documento está com a prefeitura que busca verbas para incluir as obras no orçamento de 2011. O secretário disse ainda que o projeto para a reforma do Palácio Rio Branco, que prevê a instalação de um elevador, já foi aprovado.

Fonte: EPTV - Ribeirão Preto - SP, 03/11/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 04/11/2010

Desembargador ordena posse imediata de deficiente aprovada em cargo público

Exame concluiu que a carioca não era deficiente, apesar de ter distrofia muscular
O desembargador Luiz Felipe Francisco, da 8ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, determinou a imediata posse do cargo de assistente social do quadro permanente da Prefeitura do Rio de Janeiro, de Carla Vieira Nonato da Rosa.

A carioca de 31 anos, que depois de ter sido aprovada em 3º lugar para as vagas oferecidas às pessoas com deficiência, foi impedida de tomar posse por ter seu exame de perícia médica entendido que Carla não era deficiente, como determinava a vaga em que concorreu. Apesar do resultado, Carla Rosa tem distrofia muscular que resulta em grave lesão permanente e irreversível.

Em maio de 2007, o Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD) entrou com ação na 8ª Vara de Fazenda Pública pedindo a tutela antecipada, com o objetivo de garantir a vaga de Carla Rosa no quadro da prefeitura, e a sua investidura no cargo público.

A juíza Natascha Maculan Adum Dazzi, entretanto, decidiu pela reserva da vaga mas não deferiu a investidura imediata no cargo.Como o processo caminhava lentamente, em maio deste ano o IBDD entrou com nova petição, requerendo julgamento antecipado do processo. A juíza Natascha Maculan Adum Dazzi, entretanto, indeferiu o pedido argumentando que precisava de mais provas periciais.

Em seu despacho aceitando o pedido dos advogados do IBDD, o desembargador Luiz Felipe afirma que os deficientes não devem receber tratamento diferenciado ou preconceituoso por parte das instituições públicas.

- Frise-se que não é crível que se possa conceber um tratamento diferenciado àqueles candidatos que ostentam deficiência congênita em relação aos que a adquiriram em virtude de moléstias degenerativas, mas sim prestigiar o cumprimento da lei, porquanto a mens legis foi atribuir eficácia ao princípio da isonomia, reprimindo qualquer forma de discriminação

Fonte: http://noticias.r7.com/ - 04 de novembro de 2010.
Matéria postada no blog da APNEN: 04/11/2010

Inclusão de pessoas com deficiência visual em escolas ainda é desafio

Apesar de o número de alunos ter triplicado, ainda é preciso superar dificuldades de acesso para garantir frequência no ensino.
Ivan Siqueira Reis, 31 anos, está reaprendendo a viver há dez anos. Apesar de já ter passado um terço da vida com problema de visão, ele se lembra bem de como o mundo é mais fácil para quem enxerga. Pegar ônibus, se locomover entre as salas de aula, ter acesso a materiais didáticos. Para o aluno do 2º semestre de letras-japonês da Universidade de Brasília (UnB), tudo o que faz parte da rotina de qualquer estudante é precário.

Na UnB, Ivan pede ajuda para circular pelo corredor em busca das salas de aula, não esbarrar nas pessoas ou não tropeçar nas calçadas. Ele ainda não tem muita mobilidade para se locomover sozinho, mesmo usando bengala. Os prédios também carecem de melhor estrutura, como rampas de acesso, sinalizadores táteis nas portas e a numeração das salas em Braille, por exemplo. “Eu brinco com todo mundo: é melhor continuar enxergando direitinho”, diz.

O estudante conta com a ajuda de um programa que dá apoio a pessoas com deficiências na universidade para driblar os problemas. O projeto oferece tutores, material impresso em Braille ou sonoro e um laboratório de apoio aos deficientes, que possui equipamentos adaptados. Aos poucos, ele conta que os professores também vão se acostumando com a presença - e as necessidades - dele em sala de aula. "Os professores mudaram a forma de ensinar a língua por minha causa", conta.

Ivan, que perdeu a visão em decorrência de um tumor no cérebro, ainda é minoria nos ambientes escolares. Na educação básica, os 68 mil deficientes visuais representam apenas 0,13% dos 52,6 milhões de alunos matriculados em escolas públicas e particulares do País. No ensino superior, o contingente de 5,2 mil deficientes visuais simboliza somente 0,09% dos 5,8 milhões de universitários, segundo o Censo da Educação Superior de 2008.

As estatísticas oficiais sobre os deficientes visuais do País mostram que muitos estão de fora desse universo. De acordo com o Censo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2000, último dado oficial sobre essa população no Brasil, 16,6 milhões de brasileiros possuíam algum tipo de deficiência visual e 150 mil eram cegos. Em 2003, apenas 25 mil estudavam. O número triplicou em 2009, mas ainda falta muito para garantir que todas as crianças, jovens e adultos que não enxergam estejam incluídos nas redes de ensino do País.

“Há um conjunto de ações, de políticas públicas, que têm impulsionado esse processo de inclusão. Historicamente, as pessoas com deficiência estiveram à margem da sociedade por falta de políticas para elas. O Estado se eximiu da responsabilidade e repassou dinheiro a organizações não-governamentais para que elas assumissem um papel que era do Estado”, afirma Martinha Clarete Dutra, diretora de Políticas de Educação Especial do Ministério da Educação.

Martinha, que também é deficiente visual, ressalta que as pessoas que têm esse problema só precisam de recursos materiais para aprender como os outros alunos. “O conteúdo, o currículo e o conhecimento transmitidos não são distintos. Só a forma de apresentá-los. O material que eles precisam é diferente”, diz.

Inclusão

Nas universidades, a presença de estudantes cegos ou com baixa visão aumentou 475% de 2003 a 2008. Naquele ano, havia apenas 920 alunos nas instituições de ensino superior brasileiras. Agora, há 5,2 mil. Nas escolas, o crescimento do número de alunos com cegueira matriculados nas redes foi de 129% em escolas comuns e de 84% no caso dos estudantes com baixa visão. Em 2004, 2,2 mil cegos estudavam em colégios regulares e, em 2009, 5 mil. No mesmo período, o número de alunos com baixa visão nas classes comuns saltou de 30,8 mil para 56,6 mil.

Ao passo que a matrícula de deficientes visuais cresce nas escolas regulares, diminui nas especiais. Para o Ministério da Educação e as secretarias de ensino, isso é uma vitória. Para os pais, ainda uma preocupação. Os especialistas defendem que a inclusão de estudantes com deficiência em escolas comuns acaba com o preconceito e ajuda essas crianças e esses adolescentes a se tornarem mais independentes e autônomos. A família teme a falta de atendimento adequado e a discriminação.

“Escola se prepara de acordo com o aluno que ela recebe, com ou sem deficiência. É a presença desse aluno que impulsiona a transformação dos sistemas de ensino. Essa ideia de que pessoas com deficiência precisam de acompanhamento especializado sempre não é correta. Classe especializada é segregação”, afirma Martinha.

Para a diretora do MEC, as famílias dos deficientes se sentem inseguras porque, em geral, superprotegem os filhos. “A família é muito importante e contribui muito para que pessoa se desenvolva mais ou se infantilize. Ela tem de perceber isso e ter noção de que a escola não é ideal para todo mundo, mas ninguém deixa de ir a escola por causa disso. É nas dificuldades e nos conflitos que crescemos”, analisa.

Ivaneide Batista Dias, 33 anos, vive esse dilema atualmente. O filho caçula, Wesley Lima Dias, 7 anos, perdeu a visão há dois anos por causa de um tumor nos olhos. No Centro de Ensino Especial para Deficientes Visuais (CEEDV) em Brasília, ele recebeu atendimento para saber como lidar com a nova condição: se locomover, ler em Braille, desenvolver ainda mais os outros sentidos.

O avanço de Wesley foi tão rápido que ele será encaminhado para uma escola inclusiva em 2011. A mãe está preocupada. Teme que professores e colegas não saibam lidar com ele e o deixem “de lado”. No centro de apoio, a coordenadora, pedagogos e psicólogos contam que o trabalho com a família é bem mais intenso do que com as crianças atendidas por lá. “Eles precisam de mais apoio para entender e aceitar a vida dos filhos”, afirma Susana Silva Carvalho, supervisora pedagógica.

Os atendimentos no centro são feitos com bebês a partir do nascimento. A proposta é identificar problemas de visão o mais rapidamente possível e iniciar as atividades de estímulo, mobilidade, orientação e ensino com eficiência. Grande parte dos bebês atendidos até os três anos no programa chamado de Precoce deixa o centro em seguida. “Muitos vão direto para escolas inclusivas. Outros fazem educação infantil aqui”, conta Susana.

Crianças mais velhas também, em muitos casos, continuam tendo atendimento especializado no local em horário contrário ao das aulas. “Aulas de música, natação e datilografia, por exemplo, fazem parte das atividades oferecidas”, exemplifica. Adultos e adolescentes também são encaminhados ao local para aprender a se locomover sozinhos e desempenhar tarefas domésticas. “Hoje, essa é uma escola de passagem. Eles passam aqui o tempo suficiente para viver uma vida normal lá fora”, afirma Susana. O centro auxilia também as escolas inclusivas que vão receber os alunos.

Felizes com a diferença.

Josiane dos Santos, 32 anos, conta que não teve problemas com a adaptação da filha à Escola Classe 410 Sul, em Brasília, onde foi estudar depois de sair do centro especial. Sara dos Santos Ferreira, 13 anos, tem baixa visão e uma doença nos ossos, a osteopetrose. Em geral, crianças com essa doença não vivem muito – acabam desenvolvendo outras doenças – mas Sara se mantém um desafio para medicina.

“Os médicos se surpreendem com ela. Eles me diziam que ela não viveria mais de 10 anos. Por causa disso, estou sempre com ela. Venho para a escola, fico de olho, mas nunca tivemos problemas aqui. Sara adora a escola, a professora e os colegas”, garante. A filha, que está no 4º ano do fundamental, confirma. “Gosto muito dessa escola. Nunca tive medo de vir para cá. Todos me receberam bem”, afirma.

A professora dela, Rosa Cristina da Gama, conta que nunca havia dado aulas para um deficiente visual antes. “Senti muito medo no começo, porque não tenho cursos nessa área. Mas tem sido uma experiência gratificante e não é difícil. É só ter disposição para repensar as aulas, deixar de usar só quadro e giz e buscar novas formas de ensinar”, pondera.

As amigas Carolina Dias Lima Souza, 11 anos, e Thaiz dos Anjos Ataídes, 12 anos, que são cegas, estão adaptadas na nova escola, em Santa Maria, região administrativa do Distrito Federal. Alunas do 5º ano, elas admitem que gostam mais do novo colégio do que do centro especial. “Lá a gente tem mais amigos”, resume Thaiz. A mãe de Carolina, Eunice Dias, concorda que a adaptação foi fácil. Mas reclama das condições. “Ainda falta muito. Faltam rampas, salas de aulas adaptadas e professores com formação específica“, diz.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/ - 03 de novembro de 2010
Matéria postada no blog da APNEN: 04/11/2010

MEC aplicará R$ 5 milhões em universidades para inclusão

Ao todo, 42 unidades de educação recerão verba do Ministério para se tornarem acessíveis.
O Ministério da Educação selecionou 31 universidades federais, dez institutos federais de educação, ciência e tecnologia e um centro federal de educação tecnológica (Cefet) para executar projetos de inclusão de pessoas com deficiência em suas sedes e campi. As verbas que serão aplicadas somam R$ 5 milhões.

Cada instituição terá entre R$ 66,6 mil e R$ 173,9 mil para investimento e custeio, recursos do programa Incluir, desenvolvido pelas secretarias de Educação Superior (Sesu) e de Educação Especial (Seesp). O prazo máximo de execução dos projetos será de 12 meses, com término fixado para 12 de dezembro de 2011. As cinco regiões do país tiveram projetos aprovados. Aparecem com maior número o Sudeste, com 12 propostas, o Nordeste, com 11, e o Sul, dez.

O programa Incluir tem entre seus objetivos implantar uma política de educação com inclusão, promover ações que assegurem o acesso e a permanência de pessoas com deficiência nas instituições públicas de ensino superior e eliminar barreiras físicas, pedagógicas e de comunicação.

Projetos – O edital do Incluir 2010 ofereceu às instituições federais de ensino superior a possibilidade de apresentar cinco tipos de ações: adequações arquitetônicas para acessibilidade física (rampa, barra de apoio, corrimão, piso e sinalização tátil, sinalizadores, alargamento de portas); aquisição de recursos de tecnologia assistiva (computador, impressora Braille, software para acessibilidade, linha Braille, lupa eletrônica, elevador); aquisição e desenvolvimento de material didático e pedagógico acessível; aquisição e adequação de mobiliário para acessibilidade; formação de profissionais da instituição para o uso dos recursos tecnológicos, da língua brasileira de Sinais (Libras) e outros códigos e linguagens para a promoção da acessibilidade de pessoas com deficiência na educação superior.

Fonte: Jornal BR - 03 de novembro de 2010
Matéria postada no blog da APNEN: 04/11/2010

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Universitários do Instituto Mauá e seus projetos

Criada por estudantes do curso de Design do Produto, a Color Trek é movimentada por propulsão humana, mas, diferentemente das cadeiras normais, que utilizam a habitual movimentação manual, o projeto prevê acionamento por um sistema de alavancas e catracas individuais, que quando movimentadas para frente ou para trás, proporcionam o giro das rodas



A cadeira de rodas com tecnologia omnidirecional permite que o cadeirante se movimente em qualquer direção sem a necessidade de fazer curvas, em lugares com pouco espaço ou com muitos obstáculos, como é comum em residências. O usuário escolhe a direção através de um joystick que envia o sinal a um microcontrolador, que faz os cálculos da velocidade e da direção de cada motor



Formandos de Engenharia de Produção Mecânica criaram um lavatório que se ajusta à altura desejada, seja de cadeirantes ou crianças e de pessoas de baixa estatura. A pia pode ser acionada por meio de um controle remoto, que aumenta ou diminui sua altura com relação ao piso do banheiro, num trajeto vertical de até 40 cm



Fonte: Terra 02/11/2010.
Matéria postada no blog da APNEN: 03/11/2010

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Inovações deixam casas da CDHU confortáveis e acessíveis


As unidades habitacionais da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional de Urbano do Estado de São Paulo) estão "mais confortáveis e sustentáveis". Isso porque as novas moradias possuem inovações em relação às antigas construções, como a implantação do terceiro dormitório, o aquecimento da água por meio de placas solares e a execução de obras para facilitar a acessibilidade universal dos moradores.

Entre os novos padrões das novas casas da CDHU estão pé-direito mais alto, que foi ampliado de 2,4m para 2,6m, piso cerâmico em toda a casa e azulejos na cozinha e banheiro, laje, esquadrias de alumínio e estrutura de metal nos telhados.

O governador José Serra assinou um decreto, em setembro de 2008, que determina a construção de moradias com até três quartos - mudança que vem do conceito de Desenho Universal. A idéia é elaborar nas casas da CDHU um espaço de uso democrático para as pessoas com deficiências físico-motoras, auditiva, visual e cognitiva, provisórias ou permanentes, com estatura diferenciada, obesidade, e mobilidade reduzida, como idosos, gestantes e crianças.

Fonte: http://celialeao.blogspot.com/ - 26/10/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 02/11/2010

Jovens portadores de síndrome de Down atuam nas eleições

Retratado em reportagem de Zero Hora, Vinícius Ergang Streda, 23 anos, é mesário em Santo Cristo
Entre 192 mesários que trabalham nas eleições em Santo Cristo, no noroeste do Estado, um deles é especial. Com síndrome de Down, Vinícius Ergang Streda, 23 anos, envolve-se com eleições desde 2006, voluntariamente. Ele é segundo mesário na Sociedade Recreativa Alto Uruguai, na Vila Bom Princípio Alto, interior do município.

Como sempre gostou de acompanhar as votações de perto, Vinícius foi convidado pelo presidente de mesa Odair José Joner a integrar a equipe.

— Ele faz questão de ser mesário. É muito eficiente — comenta a servidora do Cartório Eleitoral de Santo Cristo, Nilva Teresinha Wagner Kaiser.

Após as eleições, o cartório fará uma homenagem ao mesário especial em jornais e nas rádios.


Vida do jovem foi retratada em matéria de Zero Hora

Vinícius também é escritor. Ele relatou suas vivências na família, na comunidade e na escola especial e regular no livro Nunca Deixe de Sonhar. A vida do jovem foi retratada em reportagem de Zero Hora do último dia 24.

Em Santa Rosa, há um estreante. Vinícius Bender, 25 anos, também portador de síndrome de Down, trabalhou pela primeira vez numa eleição no dia 3 de outubro.

Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/ - 01 Novembro 2010
Matéria postada no blog da APNEN: 02/11/2010

BH é a primeira do país a exigir carro para deficiente

Projeto aprovado na Câmara estabelece que locadoras disponibilizem 2% dos veículos com adaptação.
Belo Horizonte vai se tornar a primeira cidade do país a oferecer locação de veículos adaptados para deficientes físicos. No último dia 19, a Câmara Municipal aprovou, em primeiro turno, um projeto de lei que obriga as empresas a adaptarem 2% de sua frota. (Imagem ao lado:Andréa de Campos só vai vender o carro adaptado quando o novo chegar, pois não têm opção de aluguel)

De acordo com a Associação Brasileira de Locadoras de Automóveis (Abla), atualmente não existe no Brasil nenhuma empresa de aluguel com veículos adaptados para paraplégicos, o que é comum de se encontrar em países do Primeiro Mundo. O vereador Leonardo Mattos (PV) diz que se inspirou em iniciativas adotadas em Miami (EUA) e Portugal (Europa) para formular o projeto.

"Quando viajei para o exterior não tive dificuldade em encontrar um veículo adaptado. Fiz a reserva do Brasil e no próprio aeroporto peguei o carro, mas por aqui essa prestação de serviço parece ser vista como um monstro de sete cabeças. É um absurdo que em um país com mais de 24 milhões de pessoas com deficiência não haja um projeto que os acolha ou, sequer, uma locadora que disponibilize uma frota para atender esse público", disse o vereador, que é cadeirante.

Dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), de 2000, estimam que Minas Gerais conte com aproximadamente 2 milhões de deficientes. Só na capital são 280 mil. "As empresas não perceberam o mercado que estão perdendo", acrescenta o vereador.

Se o projeto de lei nº 540/2009 for aprovado também em segundo turno e sancionado pelo prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), as empresas locadoras de veículos da capital mineira que possuem frota igual ou superior a 50 automóveis, serão obrigadas a adaptarem 2% de suas frotas para atender às pessoas com deficiência. A segunda votação não tem data marcada para acontecer, mas a expectativa do vereador é de que até novembro, a matéria passe novamente pelo plenário do Legislativo Municipal.

O diretor-adjunto da Abla, Weber Mesquita, afirma que o projeto pode prejudicar as locadoras porque a porcentagem exigida é alta, frente ao número de deficientes que utilizariam o serviço. Para ele, cinco carros adaptados disponibilizados pela locadora são suficientes para atender a demanda. "A medida também não se limita a fazer alterações no carro. Será necessário treinar pessoal para fazer essa adaptação". O diretor da Associação afirma que, se aprovado, será necessário cautela antes de cobrar as mudanças das empresas. "A divulgação do poder público precisa ser intensa a fim de conscientizar todas as locadoras. O prazo para mudança também deverá ser justo para que todos tenham tempo de adequar sua frota", ressalva.

A Localiza Rent a Car, que encerrou o 1º semestre de 2010 com 71 mil carros, confirmou, por meio da assessoria de imprensa, que a empresa não dispõe de carros adaptados para deficientes e que somente se a lei for aprovada adequará sua frota. Já o sócio da Locarcity, Felipe Braz Brandão, afirma que em 24 anos de existência, a empresa nunca recebeu uma solicitação por veículo adaptado para deficientes. "Temos carros automáticos que cooperam para a direção de portadores de algumas deficiências". O diretor da locadora garante que o atendimento a esse público será feito logo que a demanda for identificada, independentemente da aprovação ou não do projeto.

A funcionária pública Andréa de Campos, quer vender o carro adaptado, mas garante que não o fará enquanto o veículo novo não lhe for entregue. "Se existisse uma locadora que me atendesse, faria negócio hoje mesmo".

Fontes: http://www.hojeemdia.com.br/ - 01 Novembro 2010
Matéria postada no blog da APNEN: 02/11/2010

Projeto obriga lojas a instalar provador para deficientes

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 7425/10, do deputado Décio Lima (PT-SC), que obriga as lojas de roupas a instalar provadores adaptados para o uso de pessoas com deficiência.
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 7425/10, do deputado Décio Lima (PT-SC), que obriga as lojas de roupas a instalar provadores adaptados para o uso de pessoas com deficiência.

Os provadores deverão ter espaço suficiente para a pessoa entrar com cadeira de rodas, além de assentos e apoios para os membros. A proposta altera a Lei 10.098/00, que trata da promoção da acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.

Ajuda de terceiros
O autor do projeto observa que o acesso de pessoas com limitações físicas a lojas é muito difícil, especialmente para a compra de roupas. Na maior parte dos casos, o cliente com deficiência depende da ajuda de terceiros para provar as roupas.

"O desconforto e constrangimento da situação certamente desestimulam as pessoas com deficiência de usufruir desse direito elementar, assegurado a todo consumidor", afirma.

Tramitação
A proposta está apensada ao PL 7699/06, do senador Paulo Paim (PT-RS), que deverá ser votada pelo Plenário e tramita em regime de prioridade.

Íntegra da proposta:
PL-7699/2006
PL-7425/2010

Fonte: Agência Câmara de Notícias - 01 de novembro de 2010
Matéria postada no blog da APNEN: 02/11/2010

domingo, 31 de outubro de 2010

Junto e misturado: inclusões de sucesso nas escolas

Respeito à igualdade, reconhecimento das diferenças

A escola deve garantir acesso ao aprendizado a todos os alunos A escola deve garantir acessoa ao aprendizado a todos os alunos Iguais, porém diferentes. Por trás da aparente contradição semântica, encontra-se o verdadeiro significado da educação inclusiva: “A escola deve oferecer um ensino igualitário, reconhecendo e valorizando as diferenças de aprendizagem de cada aluno, deficiente ou não”, explica Maria Teresa Eglér Mantoan, coordenadora do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino e Diferenças (Leped) da Unicamp e referência no assunto.

A equação parece difícil, mas já foi aplicada com sucesso por algumas escolas do Rio. O GLOBO-Barra foi às salas de aula para contar as histórias de estudantes que encontraram igualdade dentro de suas próprias diferenças.

Reunir crianças com necessidades especiais aos demais estudantes foi o desafio que o colégio assumiu a partir de 2006, quando, seis anos depois de inaugurado, matriculou, no ensino regular, a primeira aluna com Síndrome de Down. A experiência foi tão bem-sucedida que chamou a atenção de pais de crianças excepcionais, atraindo um número cada vez maior de alunos.

Hoje, a Carmo Mangia recebe estudantes com os mais variados diagnósticos, como Transtorno do Déficit de Atenção e Síndrome de Sotos (conhecido como gigantismo cerebral). O sucesso da inclusão vem provando que igualar o ensino, respeitando as necessidades específicas dos alunos, não é uma tarefa impossível.

No Pensi Recreio, Kei Sawada, de 16 anos, encontrou liberdade e acolhimento para se reconhecer como um adolescente com altas habilidades, popularmente conhecido como superdotado.

— Sinto mais respeito e menos fechamento por parte dos professores. Eles respondem bem melhor às minhas perguntas — diz.

A diretora Ângela Ramos diz que o Pensi está habituado a receber estudantes como Kei:

— Ele se encontrou aqui porque os professores não o tratam de forma diferente.

Leia a matéria na íntegra na edição desta quinta-feira do GLOBO-Barra ou no Globo Digital (exclusivo para assinantes).

Fonte: Jornal O Globo - 29/10/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 31/10/2010