sábado, 13 de novembro de 2010

Programa Internacional Bandeira Azul para praias tem exigências de acessibilidade

Praia do Tombo, no Guarujá, e a marina Meliá, em Angra dos Reis podem receber certificação. Além disso, há chances de renovar a certificação para a praia de Jurerê, em SC.
De acordo com o Ministério do Turismo, o projeto internacional Bandeira Azul poderá entregar certificados socioambientais para a praia do Tombo, no Guarujá, e a marina Meliá, em Angra dos Reis. Além disso, há grandes chances de renovar a acertificação para a praia de Jurerê, em Santa Catarina.

Jurerê foi a primeira praia brasileira a receber o certificado, em 2009. Os documentos são concedidos pela Foundation for Environmental Education (FEE), com sede na Dinamarca, que avalia questões como qualidade ambiental, segurança, infraestrutura e contribuição da comunidade local.

“Os principais benefícios que o programa ajuda a manter são os cuidados com o meio ambiente, a balneabilidade das praias, além da acessibilidade a pessoas com de deficiência. O programa incentiva que as praias sejam adequadas às diretrizes, para garantir o certificado de qualidade. Isso beneficia a todos, tanto os turistas quanto a população que vive e trabalha na orla”, diz Ricardo Moesch, diretor do Departamento de Estruturação, Articulação e Ordenamento Turístico do MTur.

Segundo o MTur, o grupo definiu que as praias integrantes do projeto Bandeira Azul devem estar de acordo com as diretrizes do Projeto Orla, uma parceria entre o MMA e a SPU que visa contribuir para disciplinar o uso e ocupação da zona costeira.

Em todo o mundo são 3,2 mil marinas e praias certificadas pela FEE com a Bandeira Azul. A fundação é composta por uma rede de 59 países de todos os continentes. Em Portugal, para dar mais ênfase à questão da acessibilidade nas praias, foi criado um outro programa chamado “Praia Acessível – praia para todos” possuindo uma bandeira própria. Mesmo aqueles que já possuem a Bandeira Azul, e ainda não tem acessibilidade, como é o caso de Jurerê Internacional em Florianópolis, se quiserem renovar este selo, pois isso é feito anualmente, terão que se adequar aos critérios de acessibilidade.

Fonte: http://turismoadaptado.wordpress.com/ 12/11/2010
APNEN colabora com a divulgação desta Matéria. 13/11/2010

Turismo em Brasília é pouco favorável a idosos e pessoas com deficiência

Conclusão é da pesquisadora Trinidad Dominguez, que vai dar aulas sobre Turismo para Idosos e Deficientes e atuar em um projeto visando a melhoria da cidade para 2014.
Embora nova e projetada, Brasília tem carência gritante de acesso público em geral para idosos e pessoas com deficiência, mas o mais grave é não ter sido uma cidade pensada para pedestres. A ponderação é da pesquisadora Trinidad Dominguez, professora da Universidade de Vigo (Galícia, Espanha) que, convidada do CET/UnB (Centro de Excelência em Turismo da Universidade de Brasília), vai dar aulas sobre Turismo para Idosos e Deficientes e atuar em um projeto visando a melhoria da cidade para 2014.

“É um trabalho importante e necessário para o momento olímpico”, afirma a pesquisadora, que ao longo de um ano pretende investigar as carências da cidade e sugerir as adequações e mudanças necessárias aos dirigentes de empresas e órgãos públicos. Segundo ela, é preciso ver como Brasília poderá se adaptar para permitir o acesso desses dois públicos a transportes, sinalização, banheiros, portas e outras necessidades que, em apenas uma semana de vivência, ela flagrou no Plano Piloto.

Doutora em Turismo Acessível, Trinidad Dominguez conta que decidiu vir para o Brasil quando tomou conhecimento da temática de atuação do CET/UnB, de acentuado cunho social e pouco econômico. É o contrário do que ocorre na Espanha, onde o turismo é de suma importância para a economia, segundo enfatiza, por ser o terceiro país do mundo a receber o maior contingente de turistas (França e Itália ocupam respectivamente o 1º e o 2º lugar nessa estatística).

“Fiz meu doutorado na Espanha, mas gostaria de estudar o tema aqui, porque o Brasil é uma potência mundial econômica em expansão e o turismo é um aspecto importante nesse âmbito”, explica-se a pesquisadora de 28 anos. Ela conta que, na Espanha, os dois segmentos são significativos para o contexto econômico, porque os aposentados de hoje adoram viajar, como também os deficientes, que além do salário recebem uma pensão complementar do governo.

Trinidad Dominguez explica que, lá, após o levantamento das informações, os pesquisadores da área elaboram relatórios e apresentam sugestões de melhoria dos acessos pra os dois públicos. “E os ministérios aplicam no que é possível”, afirma. Esse trabalho tem interface com História e Antropologia, Arquitetura e Urbanismo, Informática e Cultura, e ela afirma apostar na equipe do CET, que qualifica de bom nível multidisciplinar, assim como na capacidade de influência da Universidade, para desenvolvê-lo em Brasília.

“Estou gostando da cidade, tão diferente e com arquitetura tão espetacular, e ‘curti’ muito o CET. O espaço é lindo, as pessoas são amáveis, é perfeito”, elogia, ao anunciar que sua pesquisa vai favorecer o intercâmbio entre os colegas do campus de Ourense da Universidade de Vigo e os da UnB.

Fonte: http://turismoadaptado.wordpress.com/
APNEN colabora com a divulgação desta Matéria. 13/11/2010

Deficiente auditiva terá direito a tradutor em exame de habilitação para dirigir

Alfabetizada em LIBRAS e tendo o português como sua segunda língua, a jovem obteve do TJRS o direito de realizar seus exames com a assistência de um interprete.
da Redação
A 2ª Câmara Cível do TJRS entendeu que uma jovem deficiente auditiva tem direito a realizar os exames necessários à obtenção da carteira nacional de habilitação com assistência de intérprete da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). O julgamento unânime ocorreu hoje (10/11), contando com a presença da interessada e de intérprete de libras proporcionada pelo Tribunal.

A jovem interpôs a apelação contra o DETRAN, alegando que necessita de tradução do exame teórico. Relatou que é portadora de surdez neurossensorial profunda bilateral e foi alfabetizada por meio da LIBRAS, tendo como segunda língua o português, razão pela qual lhe é assegurado o direito à realização de prova de habilitação para dirigir. Afirma que foi aprovada pelo exame médico e psicológico e frequentou o curso de formação de condutores. Assevera que a constituição e a legislação asseguram proteção às pessoas portadoras de deficiência. Refere que a Língua Brasileira de Sinais é reconhecida como oficial e que a Lei nº 10.436/02 garante como meio legal de comunicação e expressão o uso da Libras. E que o Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN) recebeu do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência (CONADE) recomendação no sentido de que fosse disponibilizado intérprete da LIBRAS para realização das provas de habilitação de condutor.

A Desembargadora Denise Oliveira Cezar (Relatora) salientou que, de acordo com o art. 2° da Lei n. 10.436/02 deve ser garantido, por parte do poder público em geral e empresas concessionárias de serviços públicos, formas institucionalizadas de apoiar o uso e difusão da Língua Brasileira de Sinais – Libras como meio de comunicação objetiva e de utilização corrente das comunidades surdas do Brasil. Afirmou a magistrada que a Lei Estadual n. 13.320/09 consolida a legislação relativa à pessoa com deficiência no Estado ao reconhecer a LIBRAS como meio de comunicação objetiva e de uso corrente (art. 56), assegurando aos surdos, em seu art. 57, o direito à informação e ao atendimento em toda a administração pública, direta e indireta, por servidor em condições de comunicar-se através da LIBRAS. Ressaltou ainda que a Portaria n. 245/10, do próprio DETRAN-RS, reconhece a necessidade de assegurar aos surdos a acessibilidade de comunicação durante todo o processo de obtenção da Permissão para Dirigir, da Carteira Nacional de Habilitação ou da Permissão Internacional para Dirigir (PD, CNH, PID).
Acrescentou também que em consulta ao site do DETRAN-RS, verifica-se que já foi efetivado o cadastramento de profissionais intérpretes da LIBRAS para atuarem durante a realização de cursos teórico-técnicos de formação de condutores nos CFCs.

Assim, concluiu a magistrada, impõe-se reconhecer, no caso concreto, a existência de direito líquido e certo da impetrante de realizar os exames para obtenção da CNH com a presença de intérprete da LIBRAS.
Ao finalizar o voto, a Desembargadora Denise salientou que a coragem da jovem abre portas para que muitas outras pessoas tenham acesso ao direito.
O Desembargador Arno Werlang, que presidiu o julgamento, acompanhou o voto da relatora, destacando que a presença de intérprete foi solicitada à Administração do TJ para demonstrar o direito da jovem. A tradução foi feita por Maria Cristina Viana Laguna, da Fundação de Articulação de Desenvolvimento de Políticas Públicas (FADERS).
A Desembargadora Sandra Brisolara Medeiros parabenizou a postura da jovem e de sua família.

Fonte: Legis Brasil-12/11/2010
APNEN colabora com a divulgação desta Matéria. 13/11/2010

O ENEM é o maior do mundo! O preconceito também...

Em artigo publicado no seu site, Paulo Henrique Amorim discute a aplicação de provas acessíveis no ENEM.

Paulo Henrique Amorim

Na saída do avião, um jovem se apresenta e conta que trabalha no INEP, o órgão do Ministério da Educação responsável pelo ENEM. Conta que leu um comentário no Conversa Afiada, em que um amigo navegante dizia que bastava tratar jovens de 17 anos como doentes mentais. O especialista do INEP ponderou que ele mesmo, em Brasília, acompanhou a aplicação da prova do ENEM a estudantes com algum tipo de deficiência mental. Ponderou que especialistas do INEP se deslocaram para algumas das 1700 cidades onde a prova se realizou para aplicar a prova a surdos e cegos. Há casos de candidatos com distúrbio de atenção que são levados para salas isoladas, onde possam se concentrar.
Ele explicou que a questão da troca das páginas ele próprio resolveu e explicava de uma maneira tão complicada quanto: basta responder na ordem da numeração. Depois do 1, vem o 2 – tão difícil quanto isso. O especialista do INEP observou que o ENEM é a maior prova do gênero no mundo: cerca de 4 milhões de candidatos.
4 milhões de candidatos presentes e espalhados por 1700 cidades.
O SAT não é simultâneo e pode não ser presencial.
O ENEM custa R$ 180 milhões.
Com o método TRI, o número insignificante de provas adicionais poderá ser feito a qualquer momento com o mesmo grau de dificuldade.
Especialista conta que alguns alunos dizem: “Ah, mas eu posso me sair pior”.
Ele responde: “E melhor também”.
Calcula-se que o padrão de vazamentos na prova da FUVEST aproxime-se de um terço das questões.
E o PiG (*) não diz nada.
Pondero que a batalha do ENEM trava-se no campo do preconceito contra o pobre e do Golpe político.
Ele concordou e os dois bradamos:

Viva o Brasil !

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Fonte: Conversa Afiada - 12/11/2010
http://www.saci.org.br/index.php?modulo=akemi¶metro=30516

APNEN colabora com a divulgação desta Matéria. 13/11/2010

Às vezes, a ajuda atrapalha...

Crônica de Adriana Lage comenta sobre como uma ajuda desajeitada pode prejudicar a pessoa com deficiência.

Adriana Lage

Com mais de 20 anos de cadeira de rodas, sempre contei com a ajuda das pessoas, sejam elas conhecidas ou não, para lidar com a falta de acessibilidade nos diversos lugares que freqüento. Houve melhorias significativas na acessibilidade ao longo dos anos, mas o caminho a ser percorrido ainda é longo. Sem essas pessoas, a vida seria muito mais difícil!

Normalmente, as pessoas sempre estão dispostas a ajudar um cadeirante. Sempre brinco que ajuda nunca falta. Pode até demorar um pouquinho, mas sempre chega. Só que, em muitos casos, o excesso de boa vontade se esbarra na falta de jeito, medo ou pressa. A seguir, contarei algumas situações ‘desastrosas’ pelas quais passei ao ser ajudada por pessoas bondosas, porém, sem jeito algum!!

Meu último acidente foi no sábado passado. Ainda estou com um galo cantando na minha cabeça e sentindo dores. Fui a um Shopping de BH, reformado recentemente, lanchar e pegar um táxi. Sou cliente de lá há anos. Sempre estive em contato com a administração pedindo mais acessibilidade – por exemplo, mais elevadores, espelho no banheiro de cadeirante e um tratamento adequado por parte dos taxistas que ficam no ponto dentro do shopping (bastava chegar com a cadeira de rodas que começavam o empurra empurra e as desculpas para não fazer a corrida comigo). Excepcionalmente, fui a pé para o shopping. Na entrada, existem dois degraus. Minha mãe já está acostumada a descer minha cadeira de rodas sozinha nesses casos. Mas, logo que nos viram, um segurança e um transeunte correram para nos ajudar. Eles nem perguntaram o quê deveriam fazer, também não nos deram tempo de falar nada. Resultado: quando percebi, numa fração de segundo, a cadeira tombou para trás e bati minha cabeça no chão. Minha mãe ainda tentou amortecer meu tombo me puxando pelos cabelos. Uma poça d’água também amorteceu a queda. Levei um susto danado. A dor foi muito forte. Tremi toda. Por sorte, o corte foi pequeno e logo parou de sangrar. Fui atendida no ambulatório do shopping. Ri demais com a reação da técnica de enfermagem: a mulher ficou totalmente transtornada quando descobriu que eu era cadeirante de verdade. Custou a me liberar. Ficou com muito medo. Pelo visto, está acostumada a lidar com pessoas dilaceradas, mas ainda tem receio com cadeirantes... No dia seguinte, entrei em contato com o Shopping comunicando o ocorrido e sugerindo a colocação de rampa no local. Na terça feira, me retornaram querendo saber se eu estava bem. A atendente lamentou o ocorrido e me disse que a rampa está prevista para ser feita no início de 2011. Pelo sim, pelo não, voltei ao médico na 2ª feira. Felizmente, não foi nada sério. Agora é só aguardar mais uns dias com a cabeça doendo...

Na minha época de universitária, levei dois tombos fantásticos na PUC. O campus ainda não era acessível. Para chegar a minha sala de aula e aos laboratórios em outros prédios, era preciso subir escadas ou dar voltas e voltas em busca de caminhos mais fáceis. O primeiro tombo foi no 1º semestre do curso. Três colegas foram me descer pela escada. Não sei bem qual foi a causa do tombo. Quando percebi, a cadeira foi tombando para frente. Foi aquele barulhão! Disquetes, calculadoras HP, fichários... Rolaram escada abaixo. Por sorte, um dos meus colegas me segurou pela blusa. Fiquei ajoelhada no chão, com o braço direito agarrado na cadeira. Acabei machucando meu joelho. Quando me voltaram para a cadeira de rodas, fiquei boba com a multidão que havia se juntado na escada. Meus colegas morreram de vergonha e até hoje me pedem desculpas.

No semestre seguinte, a queda foi mais espetacular. Estávamos voltando de uma aula no prédio 3, que fica próximo à entrada principal do campus, e indo para nosso prédio, que era um dos últimos. O tempo estava nublado, ameaçando cair uma tempestade. Meu ‘motorista’ resolveu apertar o pé para fugirmos da chuva. Ele resolveu passar pela grama e saiu correndo com a cadeira. Estava tudo dando certo, até que encontramos um buraco. Meu colega tentou freiar a cadeira, mas não deu certo. Acabei caindo da cadeira. Voei com tudo na grama. Meu colega ficou branco e tremendo. Os outros colegas entraram em pânico e queriam ligar para o SAMU. Tentei acalmá-los falando que estava bem e que precisava apenas que alguém me apanhasse da grama e me voltasse para a cadeira de rodas. O motorista nunca esqueceu o episódio. Até hoje morre de vergonha de mim. Um ano depois, construíram uma rampa no prédio em que estudava. A Universidade começou as obras de acessibilidade e hoje é um exemplo nesse quesito!

Depois desses dois acidentes, resolvi adaptar um cinto de segurança nas minhas cadeiras de rodas. Como sou tetraplégica, sempre sinto medo quando preciso subir/descer escadas. O cinto evitou várias quedas da cadeira: buracos nas ruas, pequenas pedras, motoristas malucos que inventam descer degraus altos de frente, etc... Tenho alguns parentes que me chamam de chata e esnobe. Não tem jeito! Quando perco a confiança em algum motorista, é difícil convencer meu cérebro a dar uma segunda chance...

O cinto de segurança também me salvou de cair na escadaria da Igreja do Bonfim. Li, em um guia de turismo acessível, que a Igreja possui uma rampa na lateral. Quando desci do carro, três vendedores ambulantes já foram me carregando escadaria acima. Tentei falar com eles que queria ir pela rampa, mas não me escutaram! Se não fosse o cinto, teria caído da cadeira.

Quando preciso de ajuda, sempre que possível, explico antes qual é a melhor maneira de me ajudar. Mostro, inclusive, em quais locais poderão pegar na cadeira de rodas. Muitas pessoas desconhecem que as cadeiras de rodas possuem peças móveis. A maioria entende numa boa e faz tudo certinho. Outros ficam chateados e acham que estou querendo muito... Mesmo assim, prefiro passar por chata e sair inteira do que correr riscos de quedas...

Outro problema sério ocorre quando preciso ser carregada. Muitas pessoas não têm o menor jeito para isso... Por exemplo, em minha última viagem para Maceió, o guia turístico resolveu me carregar com o motorista. Cada um pegou uma perna e um braço. Quando desci da van, quase fui quebrada!! Minha prima me disse que parecia cena de exame ginecológico. Ela ficou tão revoltada que foi ensiná-los a me carregar de outra forma: um pegava nas pernas e outro embaixo dos braços. Nos outros dias de passeio, o motorista resolveu me carregar sozinho – como se carrega noivas, já que peso menos de 50 kg – e deu tudo certo.

Já passei aperto para entrar e sair do carro. Às vezes, tenho a impressão que muitas pessoas pensam que cadeirante não deve ter sensibilidade nas pernas. Cansei de machucar meu pé ao ser colocada/retirada do carro por seguranças no banco em que trabalho. Quando o pé fica preso em algo, ao invés deles voltarem e olharem o que aconteceu, simplesmente dão um tranco na perna. É sempre traumático. Sempre explico antes. Mas algumas pessoas se sentem ofendidas quando ensino outra forma e ainda reclamam que “a aleijada está pegando o boi de ser ajudada e ainda vem com tric tric pro meu lado”.

Pessoas fracas que tentam subir ou descer a cadeira em locais inclinados também aceleram meus batimentos cardíacos. Tive uma professora de geografia no CEFET, que era bem velhinha e que só andava de salto alto. Certo dia, ela resolveu descer a rampa comigo. Mal começamos a descê-la e foi aquela gritaria. A professora já ia soltando a cadeira e, por sorte, caiu de bunda no chão e deixou a cadeira virar por cima dela. Como o barulho foi grande, logo chegou ajuda para nos salvar. Em outros casos, a pessoa é forte, mas o sapato é que escorrega na descida!! Certa vez, repeti essa cena com minha irmã em um show do César Menotti e Fabiano. Quando chegamos, os seguranças não ofereceram ajuda e continuaram conversando. Como está acostumada a fazer isso, minha irmã começou a descer a rampa comigo. O sapato dela deslizou e caímos! Por sorte, ela não se machucou. Eu quebrei a pulseira dela com minha cabeça e ganhei um pequeno galo. Nunca vi tanto segurança a nossa volta. Um deles queria nos levar para a ambulância de todo jeito. Durante o show, de tempos em tempos, ele nos perguntava se estava tudo ok.

Enfim, enquanto não tivermos cidades 100% acessíveis, sempre necessitaremos de ajuda. É óbvio que muitos acidentes não ocorreriam se não existissem barreiras arquitetônicas. Felizmente, a maioria das pessoas sempre está disposta a nos ajudar. O difícil é saber explicar qual a melhor forma de ser ajudado sem magoar quem nos ajuda.

Aos ajudantes de plantão, seguem algumas dicas:

- Na dúvida, o melhor é sempre perguntar o quê e como deve ser feito?!

- Caso se sinta inapto ou tenha medo, avise ao deficiente e tente arrumar outra pessoa para ajudá-lo. O mesmo vale para problemas de saúde. Muitas pessoas se sentem mal ao recusarem assistência a uma pessoa com deficiência por possuírem dores na coluna, hérnias e outras restrições médicas. Ninguém é obrigado a ajudar ninguém. Ainda mais quando possui restrições médicas!! Seja sincero! O deficiente entenderá perfeitamente a situação.

- Não se ofenda caso o deficiente recuse sua ajuda. Às vezes, a pessoa consegue se virar melhor sozinha.

- Tenha calma e cuidado. Por exemplo, na hora de descer uma escada com a cadeira de rodas, lembre-se que serão 2 ou 3 pessoas sincronizando os passos para não caírem juntamente com o cadeirante.

- Para descer rampas e degraus com a cadeira de rodas, lembre-se sempre de virá-la de costas. É mais seguro para todos!!

- Lembre-se que as cadeiras de rodas, atualmente, são desmontáveis. Confirme com o cadeirante o melhor local para segurá-la;

- O cadeirantes é um ser humano como qualquer outro. Possui qualidades e defeitos. Não é feito de cristal. Cuidado é fundamental, mas pequenos esbarrões e acidentes sempre ocorrerão. Nessas horas, nada de pânico! O bom humor é sempre o melhor remédio.

Fonte: Rede Saci - 12/11/2010
APNEN esta colaborando com a divulgação desta Matéria. 13/11/2010

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O discreto bater de asas de anjos

Crônica de Rubem Alves sobre o olhar diferenciado das crianças e adolescentes com Síndrome de Down.
Rubem Alves

O Victor é um adolescente. Arranjou um emprego no MacDonald's. No MacDonald's trabalham adolescentes. Antes de iniciar o seu trabalho eles são treinados. São treinados, primeiro, a cuidar do espaço em que trabalham: a ordem, a limpeza, os materiais - guardanapos, canudinhos, temperos, bandejas. É preciso não desperdiçar. Depois, são treinados a lidar com os clientes. Delicadeza. Atenção. Simpatia. Sorrisos. Boa vontade. Clientes não devem ser contrariados. Têm de se sentir em casa. Têm de sair satisfeitos. Se saírem contrariados, não voltarão. O Victor aprendeu bem as lições: começou o seu trabalho. Mas logo ele descobriu uma coisa que não estava de acordo com o aprendido: os adolescentes, fregueses, não cuidavam das coisas como eles, empregados, cuidavam.
Tiravam punhados de canudinhos, além do necessário, para brincar. Usavam mais guardanapos do que o necessário. Punham as bandejas dentro do lixo. Aí o Victor não conseguiu se comportar de acordo com as regras. Se ele e os seus colegas de trabalho obedeciam as regras era necessário que os clientes obedecessem as mesmas regras. Isso vale não só para o MacDonald's como também para toda a vida social. Por que sorrir e ser delicado com fregueses que não respeitavam as regras de educação e civilidade? E ficou claro para todo mundo, colegas e clientes, que o Victor não estava seguindo as lições... O chefe chamou o Victor. Lembrou-lhe o que lhe havia sido ensinado. O Victor não se convenceu. Não cedeu. Disse de forma clara o que estava sentindo. O que ele desejava era coerência. Aquela condescendência sorridente era uma má política educativa. Era injustiça. Os seus colegas de trabalho sentiam e pensavam o mesmo que ele. Mas eram mais
flexíveis... Não reclamavam. Engoliam o comportamento não educado dos clientes-adolescentes com o sorriso prescrito. E o chefe, sorrindo, acabou por dar razão ao Victor. Qual a diferença que havia entre o Victor e os seus colegas? O Victor tem síndrome de Down.
O Edmar é um adolescente. Calado. Quase não fala. Arranjou um emprego como lavador de automóveis num posto. Emprego bom para ele porque não é necessário falar enquanto se leva um carro. Mas de repente, sem nenhuma explicação, o Edmar passou a se recusar a trabalhar. Ficava quieto num canto sem dar explicações. O Edmar, como o Victor, tem síndrome de Down. A "Fundação Síndrome de Down", que havia arranjado o emprego para o Edmar, foi informada do que estava acontecendo. Que tristeza! Um bom emprego - e parece que o Edmar ia jogar tudo fora. O caminho mais fácil seria simplesmente dizer: "Pena. Fracassamos. Não deu certo. Pessoas com síndrome de Down são assim..." Mas a encarregada da inclusão não aceitou essa solução. Tinha de haver uma razão para o estranho comportamento do Edmar. E como ele é calado e não explica as razões do que faz, ela resolveu fazer uma coisa radical: empregou-se como lavadora de carros, no posto onde o
Edmar trabalhava. E foi lá, ao lado do Edmar, que ela descobriu o nó da questão: o Edmar odiava o "pretinho" - aquele líquido que é usado nos pneus. Odiava porque o tal líquido grudava na mão, não havia jeito de lavar, e a mão ficava preta e feia. O Edmar não gostava que sua mão ficasse preta e feia. Todos os outros lavadores - sem síndrome de Down - sentiam o mesmo que o Edmar sentia, em relação ao "pretinho". Também eles não gostavam de ver suas mãos pretas e sujas. Não gostavam mas não reclamavam. A solução? Despedir o Edmar? De jeito nenhum! A "lavadora" pôs-se a campo, numa pesquisa: haverá um outro líquido que produza o mesmo resultado nos pneus e que não seja preto? Descobriu. Havia. E assim o Edmar voltou a realizar alegremente o seu trabalho com as mãos brancas. E, graças a ele, e ao trabalho da "lavadora", todos os outros puderam ter mãos limpas ao fim do dia de trabalho.
Essa é uma surpreendente característica daqueles que têm síndrome de Down: não aceitam aquilo que contraria o seu desejo e suas convicções. O Victor desejava coerência. Não iria engolir o comportamento não civilizado de ninguém. O Edmar queria ter suas mãos limpas. Não iria fazer uma coisa que sujasse suas mãos. Quem tem síndrome de Down não consegue ser desonesto. Não consegue mentir. E é por isso que os adultos se sentem embaraçados pelo seu comportamento. Porque os adultos sabem fazer o jogo da mentira e do fingimento. Um adulto recebe um presente de aniversário que julga feio. Aí, com o presente feio nas mãos, ele olha para o presenteador e diz sorridente: "Mas que lindo!" Um adolescente com síndrome de Down, numa situação assim, simplesmente tomaria o presente e diria, também com um sorriso, ao presenteador: "Vou dar o seu presente para o Fulano. Ele vai gostar..."
As crianças normais, na escola, aprendem que elas tem de engolir jilós, mandioca crua e pedaços de nabo: coisas que não fazem sentido. Aprendem o que é "dígrafo", "próclise", "ênclise", "mesóclise", os "usos da partícula se" ... Você ainda se lembra? Esqueceu? Mas teve de estudar e responder certo na prova. Esqueceu, por que? Por que não fazia sentido.
Fazer sentido: o que é isso? É simples. O corpo - sábio - carrega duas caixas: a caixa de ferramentas e a caixa dos brinquedos. Na caixa de ferramentas estão todas as coisas que podem ser usadas. Não todas, evidentemente. Caso contrário a caixa teria o tamanho de um estádio de futebol. Seria pesada demais para ser carregada. Se vou cozinhar, na minha caixa de ferramentas deverão estar coisas necessárias para cozinhar. Mas não precisarei de machados e guindastes. A memória só carrega as ferramentas que são necessárias para resolver os problemas da vida prática. Na outra caixa, de brinquedos, estão todas as coisas que dão prazer: pipas, flautas, estórias, piadas... Se a coisa ensinada nem é ferramenta e nem é brinquedo, o corpo diz que não serve para nada. As crianças "normais", havendo compreendido que os professores e diretores são mais fortes que elas - eles têm o poder de reprovar - submetem-se.
Fazem um esforço doloroso, comem os jilós, as mandiocas cruas e os pedaços de nabo, porque terão de devolvê-los nas provas. Mas logo se esquecem. O que é o nosso caso... As crianças e adolescentes com síndrome de Down simplesmente se recusam. Elas só aprendem aquilo que é expressão do seu desejo. Entrei numa sala, na "Fundação Síndrome de Down". Todos estavam concentradíssimos equacionando os elementos necessários para a produção de um cachorro quente. Certamente estavam planejando alguma festa... Numa folha estavam os elementos necessários: salsicha, pão, vinagrete, mostarda... Entrei no jogo. "Esse cachorro quente de vocês não é de nada. Está faltando a coisa mais importante!" Eles me olharam espantados. Teriam se esquecido de algo? Seu cachorro quente estaria incompleto? Respondi: "Falta a pimenta!" Eles se abriram então num sorriso triunfante e viraram a folha. Na segunda folha lá estava: "pimenta".
Aí, vocês adultos, vão dizer: "Que coisa mais boba estudar um cachorro quente!" Respondo que bobo mesmo é estudar dígrafo, usos da partícula se, os afluentes da margem esquerda do Amazonas e assistir o "Show do Milhão". Um cachorro quente, um prato de comida, uma sopa: que maravilhosos objetos de estudo. Já pensaram que num cachorro quente se encontra todo um mundo? Querem que eu explique? Não explicarei. Vocês, normais, que tratem de pensar e concluir. A sabedoria das crianças e adolescentes com síndrome de Down diz: "Dignas de serem sabidas são aquelas coisas que têm a ver com a minha vida e os meus desejos!" Mas isso é sabedoria para todo mundo. Sabedoria fundamental que se encontra nas crianças e que vai sendo progressivamente perdida à medida que crescemos.
O esforço é para devolver os portadores de síndrome de Down à vida comum de todos nós. Nós todos habitamos um mesmo mundo. É estúpido e injusto segregá-los em espaços e situações fechadas. Claro que vocês já leram a estória da Cinderela - antigamente "Gata Borralheira". Eu acho que a "Gata Borralheira", na vida real (todas as estórias brotam de situações reais) era uma adolescente com síndrome de Down. Por isso ficava segregada na cozinha. Mas a estória dá uma reviravolta e mostra que ela tinha uma beleza que a madrasta e irmãs não possuíam. E eu sugiro que sua beleza está nessa inteligência infantil, absolutamente honesta, absolutamente comprometida com o desejo que nós, adultos, perdemos ao nos submeter ao jogo das hipocrisias sociais. Quem olhar atentamente para uma criança ou adolescente com síndrome de Down poderá ver, no seu estado nascente, algo precioso que perdemos pela educação.

Fonte: A casa de Rubem Alves - 11/11/2010
Apnen, Colaborando com a Divulgação desta Matéria : 12/11/2010

Sucesso na Inclusão

Anos de ações de conscientização voltadas à inclusão social e profissional de pessoas com deficiência estão se convertendo em resultados animadores, embora ainda tímidos.
da Redação
O Relatório Anual de Informações Sociais (Rais) mostrou que, em 2008, o número de trabalhadores com alguma restrição física ou cognitiva que já possuíam no mínimo o ensino médio passou de 53% em 2007, para 55,4%. No total, 323.210 deficientes celetistas responderam à pesquisa do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

A notícia é mais do que bem-vinda, pois a maior dificuldade encontrada pelos gestores interessados em contratar funcionários com deficiência sempre foi a falta de capacitação. Por séculos, a sociedade afastou os deficientes da educação formal e, consequentemente, de outras formas de preparação para o mundo do trabalho.

O resultado não poderia ser outro senão um segmento populacional de baixíssima taxa de escolaridade e alto índice de desocupação. Mas, como está sendo comprovado pelos dados oficiais, esse panorama de exclusão está a cada dia mais atenuado.

O Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee) contribuiu em parte com esse processo de inclusão, oferecendo uma modalidade diferenciada de treinamento: o estágio. Nos últimos dez anos, já possibilitou que 7,5 mil jovens de todo o País fossem contratados como estagiários por meio do seu programa voltado aos estudantes deficientes.
O mais elogiável dessa ação dos gestores de Recursos Humanos é um aspecto que quase não recebe o merecido destaque: o estagiário não é contabilizado no porcentual de cotas de empregados com deficiência que as empresas devem manter para se enquadrar na lei nº 8.213/91, ou seja, a ação é motivada única e exclusivamente pela responsabilidade social.
O estágio aciona um ciclo virtuoso: além de vivenciar o dia a dia do mundo corporativo - adquirindo experiência e conhecimentos que somente a prática pode propiciar -, o estudante com deficiência recebe a bolsa-auxílio que complementa a renda familiar e/ou custeia suas mensalidades escolares, permitindo a manutenção e aprofundamento dos estudos.

E, por falar em renda, aqui vai outra boa nova da Rais: junto com o aumento da escolaridade, sobe também a remuneração média. Hoje, um deficiente empregado recebe em média R$ 1.717, valor 13% superior ao salário médio do conjunto de trabalhadores com vínculos formais.

Luiz Gonzaga Bertelli é presidente-executivo do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), da Academia Paulista de História (APH) e diretor da Fiesp.

Fonte: Deficiente Ciente - 11/11/2010
Colaborando na Divulgação desta Matéria:12/11/2010

Congresso debate direitos das pessoas com deficiência

Evento será realizado em 19/11, em Vitória (ES), e promoverá a troca de experiências entre membros do Ministério Público e representantes de órgãos públicos.
No dia 19 de novembro, procuradores, promotores e arquitetos especialistas em urbanismo estarão reunidos em Vitória (ES)(http://www.vitoria.es.gov.br/), durante o Congresso “O Ministério Público Brasileiro e a Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência”, palestrando sobre políticas internacionais e nacionais para pessoas com deficiência. O congresso, realizado pela Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU)(http://www3.esmpu.gov.br/), promoverá a troca de experiências entre membros do Ministério Público e representantes de órgãos públicos, com a finalidade de contribuir para que os direitos dos portadores de necessidades especiais tenham mais efetividade.

Também estarão em discussão durante o evento temas referentes à inclusão social e ao acesso à justiça, ao trabalho, à saúde e à informação, visando debater as responsabilidades do Estado e da sociedade no cumprimento de projetos e ações. A carga horária total é de sete horas-aula e todos os participantes receberão certificado de participação, emitido pela ESMPU.

Os interessados devem inscrever-se pelo site da Escola, www.esmpu.gov.br, na guia “Inscrições”, até as 12h do dia 16 de novembro. Serão disponibilizadas, para esta atividade, 150 vagas distribuídas entre o Ministério Público do Trabalho, o Ministério Público Federal e o Ministério Público no Estado do Espírito Santo, conforme prevê o edital (http://aplicativos.esmpu.gov.br/sing/visualizarArquivo/idArquivo/959/download/1). Todos os inscritos serão selecionados por sorteio eletrônico, que será divulgado a partir das 15h ainda no dia 16. Outras informações podem ser obtidas com a Central de Atendimento ao Usuário da ESMPU, pelo e-mail inscricoes@esmpu.gov.br.


Serviço

Congresso “O Ministério Público Brasileiro e a Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência”
Quando: 19 de novembro de 2010
Onde: Auditório da Procuradoria-Geral de Justiça - Rua Procurador Antônio Benedicto Amâncio Pereira, 350 – Bairro Santa Helena – Ed. Promotor Edson Machado – Vitória (ES)
Vagas: 120
Inscrições: até 16 de novembro, pelo endereço www.esmpu.gov.br
Informações: inscricoes@esmpu.gov.br

Fonte: http://www.pgt.mpt.gov.br - 11/11/2010
Colaborando na Divulgação da Matéria : 12/11/2010

Formação de professores para a educação inclusiva: um desafio constante

Por Marcirene Selzler, e Simone Félix da Costa Fontana*


Ao longo da história da educação, a escola caracteriza-se como uma instituição seletiva e elitista, que serve aos interesses de um determinado grupo da sociedade, porém, a partir de empenhos para a igualdade de direitos, a educação passa a democratizar-se. No entanto, tal acessibilidade conquistada continua a excluir, resultando em fracasso e evasão escolar, fazendo com que o baixo rendimento dos alunos se torne algo comum.

Dessa maneira a Educação Especial era oferecida em instituições especializadas que substituíam o ensino comum, assim o aluno com necessidades educacionais especiais recebia atendimento especializado, mas era marginalizado da escola regular, convivia apenas com outros alunos especiais, e não tinha acesso à classe de ensino regular, desta forma, a interpretação equivocada da nomenclatura Educação Especial excluía o direito dos alunos com necessidades educacionais especiais de freqüentar o ensino regular.

O ensino que atende os alunos com necessidades educacionais especiais é composto por um conjunto de ações entre escola, professores, coordenadores, especialistas, pais, alunos, isto é, por toda uma equipe escolar que deve empreender esforços conjuntamente para viabilizar o acesso do aluno a educação de qualidade.

Assim o currículo, a forma de avaliação, e o desenvolvimento escolar de um aluno com necessidades educacionais especiais precisam respeitar as “limitações” e valorizar as potencialidades desses alunos, pois, caso contrário, sua estada no ensino regular se torna inviável.

A escola que se denomina inclusiva é uma escola aberta à comunidade, provida de parceria e totalmente fechada às discriminações. Na escola inclusiva o processo educativo é entendido como um processo social, onde todas as crianças, jovens ou adultos com necessidades educacionais especiais e de distúrbios de aprendizagem têm o direito à escolarização.

Portanto, aponta-se a importância de preparo da equipe escolar, pois a escola é uma das instituições mais importantes da sociedade, formadora de conceitos e ideologia, esta pode formar ou “deformar” o aluno que será um futuro cidadão, desta forma, é pertinente que se não administrada da forma adequada pode se tornar um meio de exclusão, fato que não se origina somente entre os estudantes, como seria natural analisar, mas, principalmente entre os docentes que não se sentem preparados para atender os alunos com necessidades educacionais especiais e acabam por rejeitá-los e consequentemente excluí-los. Assim o desenvolvimento e a qualidade do ensino dos alunos portadores de necessidades educacionais especiais não contam com garantia como existe na matrícula e permanência na escola, pois as leis garantem que os alunos especiais tenham direito à educação, mas não pode assegurar que os mesmos se sintam parte da escola, pois tal só pode ocorrer na sala de aula, na prática escolar, desta forma cabe ao professor intermediar sua socialização para que o aluno possa se sentir seguro e inserido neste contexto.

Partindo do pressuposto, de que todos têm direito à educação independentemente da diferença, mediante a obrigatoriedade legal e a articulação de políticas públicas, assim como as pressões de grupos organizados da sociedade civil que visam à universalização do ensino, por intermédio de uma educação inclusiva, existe uma grande parte da sociedade segregada do sistema de ensino, em prol de uma educação inclusiva, de qualidade.

É pertinente destacar que não só a formação de professores, mas, mediante currículos apropriados, modificações estruturais e organizacionais do espaço escolar, estratégias de ensino, recursos humanos qualificados e parceria com a comunidade, podem, de fato, contribuir significativamente para o sucesso desses educandos.

Artigo elaborado para O Jornal O Progresso.

*Autoras: Marcirene Selzer, formada em Pedagogia e Especialista em Educação, Simone Félix da Costa Fontana formada em Pedagogia e Especialista em Educação Especial: Atendimento ás Necessidades Especiais.

Fonte: O Progresso - 11/11/2010

Postado Somente para Divulgação da Matéria : 12/11/2010

Mande seu evento do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência para a ONU

O tema escolhido pela ONU para o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência (DIPcD), a ser comemorado no próximo dia 3 de dezembro, é:
“Mantendo a promessa: Inserir a deficiência como questão prioritária nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio rumo a 2015 e além”.
O Professor Romeu Sassaki está reunindo informações sobre atividades em andamento e/ou a serem realizadas em comemoração ao DIPcD nos seguintes contextos comunitários, municipais ou estaduais: movimentos informais locais de PcD, associações de PcD, instituições para PcD, conselhos de direitos de PcD e coordenadorias governamentais para assuntos da PcD.
No dia 20 de novembro de 2010 ele enviará à ONU para fins de divulgação pela Enable Newsletter um relatório contendo as informações que até então forem enviadas para os emails abaixo:
romeusassaki@ymail.com
romeukf@uol.com.br

Fonte:http://www.inclusive.org.br/?p=17889 - 07/11/2010

Somente para Divulgação da Matéria : 12/11/2010

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Bilinguismo atrasa em até 5 anos a aparição de sintomas do alzheimer

Estudo com 200 pacientes demonstrou uma demora maior de 5,1 anos para aparição dos sintomas em pacientes bilíngues.
da Redação

Pesquisadores canadenses divulgaram nesta terça-feira um estudo indicando que o bilinguismo pode ajudar a atrasar em até cinco anos a aparição dos sintomas do alzheimer, o que confirmaria pesquisas anteriores.

O estudo realizado por cientistas do instituto de pesquisa Rotman, de Toronto, foi publicado na última edição da revista médica "Neurology". Os cientistas recopilaram dados de 211 pacientes diagnosticados com provável mal de Alzheimer, dos quais 102 eram bilíngues e os 109 restantes falavam apenas um idioma.

"Averiguamos que os pacientes bilíngues foram diagnosticados 4,3 anos mais tarde e que registraram a aparição de sintomas 5,1 anos depois que os pacientes com um só idioma", assinalaram.

Os dois grupos foram equivalentes em termos de níveis cognitivos e de ocupação, mas os pacientes com um só idioma, em geral, receberam mais educação formal. Os cientistas também determinaram que não havia diferenças entre os pacientes de diferentes sexos.

Após a análise da informação recopilada, os pesquisadores assinalaram que os dados "confirmam resultados de um estudo prévio e, portanto, concluímos que uma vida de bilinguismo protege contra a aparição do alzheimer". O estudo mostra que o bilingüismo não previne a aparição do alzheimer, mas parece compensar parcialmente a perda de capacidades cerebrais causadas pela doença.

"O bilinguismo parece contribuir para a reserva cognitiva, que atua compensando os efeitos da neuropatologia acumulada" explicaram os pesquisadores.

Fonte: Portal Terra - 10/11/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 11/11/2010

Pesquisa revela que surdez é tabu para maioria das famílias que enfrenta o problema

Mais de 70% mudam de comportamento quando estão diante do deficiente.
da Redação
Pessoas com problemas auditivos têm dificuldades de relacionamento na família, no trabalho e entre amigos. Ocorre muitas vezes um constrangimento, de ambas as partes, devido à dificuldade na comunicação, o que acaba por afastá-las do convívio em sociedade, podendo acarretar até mesmo depressão.

Segundo pesquisa realizada pelo site Hear-it, os próprios familiares e amigos sentem-se intimidados em abordar o problema da deficiência auditiva, porque a reação da pessoa não é boa na maioria das vezes. Dos 85% que revelaram ter tocado no assunto com um parente ou amigo, 47% consideraram a conversa difícil e delicada.

"Falar sobre deficiência auditiva nunca é fácil, por causa da resistência que as pessoas têm em admitir a surdez. Mas, trazer à tona o problema é a melhor coisa a fazer. Familiares e amigos podem oferecer um apoio importante. Todos os estudos mostram que o tratamento, geralmente com próteses auditivas, resulta em melhoras significativas na qualidade de vida do indivíduo tratado", afirma a fonoaudióloga Isabela Gomes, da Telex Soluções Auditivas.

A pesquisa também revelou que seis em cada dez parentes ou amigos de deficientes auditivos relataram que a perda de audição afeta significativamente o relacionamento interpessoal. E 74% deles afirmaram, inclusive, que mudam seu comportamento quando estão juntos com o deficiente auditivo.

A perda de audição adquirida na idade adulta deve ser considerada, acima de tudo, uma perda social e psicológica que priva o indivíduo de conquistar boas relações sociais e almejar novas metas profissionais. Embora essas pessoas tenham ocupações diversas, elas sofrem com maiores índices de desemprego, além de rendas mais baixas se comparadas a de grupos com audição normal.

Segundo especialistas, a maioria das pessoas experimenta algum grau de perda auditiva a partir dos 40 anos, por causa do envelhecimento natural do corpo, quando as células ciliadas do ouvido interno começam a morrer. O processo é diferente em cada um, mas aproximadamente uma em cada dez pessoas desta faixa etária tem um grau de perda que indica a necessidade do uso de um aparelho. Depois dos 65 anos, a perda auditiva, conhecida como presbiacusia, tende a ser mais severa. Por isso, o melhor é procurar um especialista aos primeiros sinais de surdez.

Fonte: Zero Hora - 10/11/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 11/11/2010

Conade muda forma de tratamento de deficientes físicos

Governo Federal altera termo para se referir a deficientes em documentos oficiais. O correto agora é "pessoa com deficiência"
da Redação
Uma portaria da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República publicada nesta semana formaliza o uso da expressão “pessoa com deficiência”. O novo termo substitui a expressão “pessoa portadora de deficiência”, que era oficialmente utilizada nos documentos produzidos pelo Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência (CONADE).

De acordo com a jornalista responsável pelo ONG Gira Solidário, Fernanda Garcia, a atenção que se deve dar a esse tipo de nomenclatura é importante para garantir o direito dessas pessoas e afirmar seus papeis e suas importâncias na sociedade. "Quando você porta alguma coisa, você pode carregá-la ou não, o deficiente físico não pode escolher se vai ou não ser um deficiente físico, é sua condição, o que não significa, no entanto, dizer que ele não possa ser eficiente em várias áreas. Por isso não e feio falar 'pessoa com deficiência'", diz Fernanda.

A técnica administrativa da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Jandira Catarina Rocha, deficiente física, acredita que a discussão sobre forma de tratamento seja pertinente, mas lembra: “Há outros temas muito mais urgentes que precisam ser tratados, como portabilidade, ou acessibilidade, por exemplo. Para mim sinceramente, a discussão sobre formas tratamento tem pouca importância diante de outros direitos nossos que são desrespeitados diariamente”, diz Jandira.

Fonte: Pantanal News - 10/11/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 11/11/2010

Programa beneficia mais de 3,3 milhões de idosos e pessoas com deficiência

Prestação Continuada de Assistência Social (BPC) já atua hoje em 5 mil municípios.
da Redação
Mais de 3,3 milhões de pessoas, acima de 65 anos ou com deficiência, são beneficiadas atualmente pelo Programa de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC) em 5 mil municípios.

Os números foram apresentados no dia 8 de novembro, pela ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Márcia Lopes, ao participar da abertura do Seminário Internacional do Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC), que dura até a próxima quarta-feira, em Brasília.

O valor do BPC é de um salário mínimo. Ele é repassado aos beneficiários pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mesmo que eles não tenham contribuído para a Previdência Social. Para receber o benefício, é necessário que a família ou a pessoa tenha renda bruta inferior a um quarto do salário mínimo.

“Conseguimos alcançar mais de 3,3 milhões de pessoas em mais de 5 mil municípios”, destacou a ministra. “Tudo isso é possível com organização e política em conjunto com as prefeituras, o que nos permite encontrar pessoas que precisam de ajuda e que, por algum motivo, não estavam no nosso cadastro.”

Um dos objetivos do seminário é integrar as políticas implantadas em outros países. Para isso, o Brasil vai trocar experiência e estudar modelos de proteção social não contributiva com a África do Sul, o México e com outros países da América Latina.

“O Brasil já é modelo em vários programas sociais. Hoje temos o Bolsa Família, por exemplo. Com o BPC não é diferente. Já são 14 anos com essa política e poder discutir com organismos internacionais é muito importante para o programa”, disse Márcia Lopes.

Fonte: A Tarde - 10/11/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 11/11/2010

1,5 milhão de brasileiros sofrem de perda auditiva causada pelo som alto dos mp3

No dia da audição, 10 de novembro, Sociedade Brasileira de Otologia faz alerta sobre o uso correto de aparelhos sonoros.

Cerca de 20% da população sofre com problemas de zumbido. No Brasil, isso significa algo em torno de 30 milhões de pessoas. Entre as principais causas que contribuem para o aumento deste número está o volume alto dos mp3 players. Segundo dados da OMS, pelo menos 5% foram causados pelo mau uso destes aparelhos.

Por isso, no dia da audição, comemorado em 10 de novembro, a Sociedade Brasileira de Otologia promove a Campanha Nacional da Saúde Auditiva, a fim de informar e conscientizar sobre os riscos que o som alto dos mp3 players pode trazer à audição.

De acordo com especialistas da SBO, o limite máximo permitido de exposição a sons, inclusive pela legislação brasileira, é de 85 decibéis. A partir daí há risco de perda auditiva, que irá depender da intensidade do som (volume), tempo de exposição e sensibilidade de cada indivíduo. Assim, quanto maior a intensidade, maior a chance de se desenvolver surdez mesmo que a exposição seja por um período menor.

“O uso de Ipods e similares apresenta um risco muito alto para a saúde auditiva, pois os fones estão inseridos no canal auditivo e levam o som diretamente à membrana timpânica, sem nenhum meio de proteção às delicadas estruturas que compõem a orelha interna”, explica o Presidente da Sociedade Brasileira de Otologia, Dr. Silvio Caldas.

A surdez relacionada à exposição a sons intensos é cumulativa, ou seja, uma vez cessada a exposição ao ruído, a perda de audição estaciona, porém não regride.

Deixar o volume do tocador de mp3 na metade do volume máximo do aparelho, ficar atento para que o som saído dos fones não seja ouvido pelos amigos ao redor, evitar permanecer muitas horas seguidas ouvindo mp3 e buscar ajuda médica a qualquer sinal de alteração da audição são dicas simples, que contribuirão para a proteção do ouvido e manutenção da saúde auditiva.

Além disso, outros sons comuns no dia a dia podem causar danos a saúde auditiva, caso a intensidade sonora em decibéis seja superior ao indicado. Confira e fique atento:



Fonte: www.vidamaislivre.com.br - 10/11/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 11/11/2010

Escola Acessível: vencendo os desafios da inclusão

Desde 2009 o Acre inclui cerca de cinco mil alunos no ensino regular.
A Secretaria de Estado de Educação, por meio da Coordenação de Educação Especial do Acre, realizou em 4/11, o Seminário Escola Acessível, em que profissionais da educação participaram de uma troca de experiências vivenciadas nas escolas que apostam na inclusão de alunos especiais no ensino regular. Participaram do evento profissionais das escolas vencedoras do Prêmio Experiências Inclusivas em 2010 e representantes do Ministério da Educação.

Os gestores das escolas Raimundo Marques de Almeida, do Quixadá (CE), e Clarice Fecury, de Rio Branco (AC), apresentaram para professores e coordenadores das escolas municipais e estaduais do Acre suas experiências exitosas nos últimos anos com educação especial e os desafios da inclusão, ações que fizeram dessas instituições vencedoras de um prêmio nacional.

Para a secretária de Educação do Estado, Maria Corrêa, a inclusão é um desafio para as escolas, e o principal aspecto a ser trabalhado é fazer com que a escola e a família passem a acreditar na capacidade desses alunos. “Temos visto em nossas escolas a coragem de buscar alternativas para superar os desafios da inclusão, em que os professores da rede pública participam de formações que o habilitam a trabalhar com alunos especiais. E o prêmio é um coroamento do esforço do trabalho realizado por várias mãos”, declara a secretária.

A escola Clarice Fecury atende mais de 600 alunos, entre os quais 43 alunos especiais que foram incluídos em 2010 no ensino regular, oferecendo ainda curso de libras para todos os alunos nos dois períodos de funcionamento. “Percebi no Acre um envolvimento de todos os profissionais da escola, buscando vencer as barreiras na perspectiva da inclusão nas diversas deficiências, buscando atender as dificuldades”, afirma Jacinta Maria, gestora da escola Raimundo Marques de Almeida, uma das vencedoras do prêmio.

A educação especial no Acre incluiu em 2009 mais de cinco mil alunos, tendo definido como público-alvo os alunos com deficiência, Transtornos Globais do Desenvolvimento e Altas Habilidades/Superdotação. A Secretaria de Estado de Educação acredita que a educação especial deve atuar de forma articulada com o ensino comum, orientando para o atendimento às necessidades educacionais especiais desses alunos.

O Prêmio Experiências Inclusivas contemplou as escolas com R$ 8 mil, sob o patrocínio da Fundação MAPFRE/OEI. Os vencedores realizaram uma apresentação da experiência premiada e tiveram a divulgação da experiência em publicação conjunta da Secretaria de Educação Especial - SEESP/MEC e da OEI. Essa é uma realização do Ministério da Educação e a Organização dos Estados Ibero-Americanos, em parceria com a Fundação Mapfre, Conselho Nacional de Secretários de Educação (CONSED) e União Nacional dos Dirigentes Municipais (UNDIME).

Fonte: http://www.agencia.ac.gov.br/ - 10/11/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 11/11/2010

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Sem elevador, metrô faz passageiro andar 2,4 km

Acesso em estação está fechado há 1 mês.

Cristina Moreno de Castro - Colaboração para a Folha




Se um cadeirante quiser entrar na estação de metrô Tamanduateí pela avenida Presidente Wilson encontra duas barreiras: uma escadaria de 52 degraus ou um papel fixado com durex avisando que o único elevador da área está em manutenção.
A estação, no bairro Ipiranga (zona sul), foi inaugurada em 21 de setembro e, ao menos desde o início de outubro, segundo relato de moradores, está com esse elevador indisponível.
Nas placas com o nome da estação, o símbolo da cadeira de rodas indica que o prédio é todo acessível, como também promete o site do Metrô: "Todos os acessos à estação (...) e demais áreas de uso público permitirão o livre acesso de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida."

Na prática, o cadeirante só pode acessar a plataforma pelo elevador da rua Guamiranga, que é separada da av. Presidente Wilson pela linha do trem (10-Turquesa da CPTM) e por galpões industriais, o que exige um percurso de 2,4 km.

Mas até esse trajeto é dificultado para quem tem mobilidade reduzida, já que muitas das calçadas, inclusive as da estação, não possuem rampas de acesso, além de terem buracos e obstáculos (postes e árvores).

A passagem de um lado para o outro do bairro sempre foi difícil nesse trecho, onde antes havia uma passarela com acesso apenas por escadas. Mas a promessa do Metrô era integrar os dois lados do bairro com uma passarela acessível para todos.

QUEIXA

Moradores reclamam do fechamento do elevador por tanto tempo. "A sensação dos moradores do bairro é que inauguraram a obra com muitas pontas soltas", diz a fonoaudióloga Susana Garcia, 39, que mora a duas quadras do metrô e costuma ir ao shopping Central Plaza, do outro lado da passarela, para ir ao banco e ao correio.
Ela tem um filho de um ano, que não sabe andar e precisa de ser levado no carrinho de bebê. "Não frequento o outro lado do bairro como eu gostaria por falta de acessibilidade."

O Metrô disse que o elevador está com falha em componentes eletrônicos, mas que uma empresa já foi contratada para fazer os reparos e ele estará funcionando de novo até sexta-feira. Segundo a companhia, esse período de um mês foi necessário para procurar uma empresa que fizesse os reparos.


Fonte: Jornal Folha de São Paulo- Cotidiano - quarta-feira - 10 de novembro de 2010
Matéria postada no blog da APNEN: 10/11/2010

"Inclusão é interagir com o outo" diz Maria Teresa Égler Mantoan

Em entrevista, pedagoga da Unicamp discute o real sentido da palavra inclusão e como ela deve ser encarada nas salas de aula.
da Redação
Maria Teresa Égler Mantoan é professora da faculdade de educação da Unicamp. Na entrevista à seguir, a pedagoga discute temas como inclusão nas salas de aula, levando em conta que esta só ocorre quando aprendemos não só a partilhar o espaço, mas sim a conviver, interagir e aprender com quem está ao nosso redor.

O que é inclusão?

É a nossa capacidade de entender e reconhecer o outro e, assim, ter o privilégio de conviver e compartilhar com pessoas diferentes de nós. A educação inclusiva acolhe todas as pessoas, sem exceção. É para o estudante com deficiência física, para os que têm comprometimento mental, para os superdotados, para todas as minorias e para a criança que é discriminada por qualquer outro motivo. Costumo dizer que estar junto é se aglomerar no cinema, no ônibus e até na sala de aula com pessoas que não conhecemos. Já inclusão é estar com, é interagir com o outro.

Que benefícios a inclusão traz a alunos e professores?

A escola tem que ser o reflexo da vida do lado de fora. O grande ganho, para todos, é viver a experiência da diferença. Se os estudantes não passam por isso na infância, mais tarde terão muita dificuldade de vencer os preconceitos. A inclusão possibilita aos que são discriminados pela deficiência, pela classe social ou pela cor que, por direito, ocupem o seu espaço na sociedade. Se isso não ocorrer, essas pessoas serão sempre dependentes e terão uma vida cidadã pela metade. Você não pode ter um lugar no mundo sem considerar o do outro, valorizando o que ele é e o que ele pode ser. Além disso, para nós, professores, o maior ganho está em garantir a todos o direito à educação.

Como está a inclusão no Brasil hoje?

Estamos caminhando devagar. O maior problema é que as redes de ensino e as escolas não cumprem a lei. A nossa Constituição garante desde 1988 o acesso de todos ao Ensino Fundamental, sendo que alunos com necessidades especiais devem receber atendimento especializado preferencialmente na escola , que não substitui o ensino regular. Há outra questão, um movimento de resistência que tenta impedir a inclusão de caminhar: a força corporativa de instituições especializadas, principalmente em deficiência mental. Muita gente continua acreditando que o melhor é excluir, manter as crianças em escolas especiais, que dão ensino adaptado. Mas já avançamos. Hoje todo mundo sabe que elas têm o direito de ir para a escola regular. Estamos num processo de conscientização.

Fonte: Xiita da inclusão - 09/11/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 10/11/2010

Concepção dos professores sobre a apropriação de conhecimentos matemáticos por crianças com síndrome de Down

Estudo analisa como a apreensão desse conhecimento se dá, ou não, nas escolas regulares.
Maria do Carmo Lobato da Silva, Marinalva Silva Oliveira
O objetivo deste estudo foi compreender, a partir da concepção dos professores, como ocorre o acesso e apropriação de conhecimentos matemáticos por crianças com síndrome de Down a partir de sua participação no contexto de sala de aula no ensino regular. Participaram três professoras que trabalhavam com alunos com síndrome de Down, onde responderam a entrevista semi-estruturada, cujo propósito foi verificar e analisar como as mesmas possibilitam o acesso ao conhecimento matemático para crianças com síndrome de Down. Os resultados mostraram que as crianças com síndrome de Down não estão tendo acesso e muito menos se apropriando de conceitos matemáticos nessas escolas, uma vez que as práticas das professoras têm se limitado a exposição oral para ensinar todas as crianças, inclusive as crianças com síndrome de Down, negando suas especificidades ou de qualquer outra criança. As escolas participantes deste estudo continuam alicerçadas num paradigma escolar homogenizador e meritocrático, onde as diferenças individuais e sociais são vistas como pré-requisitos para a exclusão.

Veja o estudo na íntegra clicando no link: http://cascavel.ufsm.br/revistas/ojs-2.2.2/index.php/educacaoespecial/article/viewFile/2044/1274

Fonte: Revista Educação Especial - 09/11/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 10/11/2010

Mulher consegue vencer autismo com máquina do abraço nos EUA

Temple Grandin nasceu com autismo grave. Em uma época na fazenda, a partir da vacinação das vacas, ela criou a máquina do abraço. Hoje, ela tem pós-doutorado em veterinária e já consegue abraçar algumas pessoas.

Giuliana Morrone

Na infância, o mundo externo era um enigma. "Quando eu tinha 3 anos, não conseguia falar nada. Eu me sentava e balançava, gritava, não olhava nos olhos de ninguém", conta a veterinária Temple Grandin.

O pai queria que ela fosse internada em uma instituição psiquiátrica. Temple Grandin recebeu o diagnóstico: autismo grave. O autismo é uma doença neurológica que causa dificuldades severas de comunicação, relações sociais e comportamento.

A infância e a adolescência foram muito difíceis, tendo que lidar com medo e a ansiedade, os sintomas do autismo, até que Temple Grandin foi levada para passar uma temporada em uma fazenda. Convivendo com os animais, ela entendeu que pensava de forma diferente.

"Eu me interessei por cavalos e, convivendo com eles, entendi que o meu jeito de pensar era diferente. O meu pensamento não é baseado em linguagem, mas em imagens", explica. Se ela ouve a palavra "árvore" vê uma certa árvore em que brincava, quando era pequena.

Temple descobriu ainda uma característica parecida com a dos animais. A tese dela é que a mente de um autista funciona como a de um animal. Medo é a principal emoção. "Animais estão sempre alerta. Antes de tomar antidepressivos, eu estava sempre olhando assustada, prevendo perigo."

Na fazenda, Temple ficou fascinada pela vacinação de vacas. Os animais eram levados do curral para um corredor. Barras de ferro se fechavam até o ponto de segurá-las. Elas não se machucavam e eram vacinadas. "Eu observei que os animais ficavam calmos, depois de serem pressionados. Notei que a pressão das barras de ferro os acalmava", diz Temple.

Temple teve a ideia de copiar o método de vacinação das vacas e criou a máquina do abraço, recriada em um filme (veja a matéria já publicada sobre o filme, clicando neste link http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2010/11/mulher-consegue-vencer-autismo-com-maquina-do-abraco-nos-eua.html).
Ela controlava a pressão da máquina, ficava ali até 20 minutos, uma vez por semana, e saía relaxada. “A pressão acalma. Não funciona com todo mundo. Por outro lado, fazer carinho levemente com a mão lhe causa medo”, diz.

Em 2005, o repórter Nelson Araújo esteve na Carolina do Norte com Temple Grandin e experimentou a sensação de ser abraçado pela máquina, e gostou: “É bom e realmente relaxa”.

A máquina do abraço não existe mais. Quebrou e não foi consertada. Temple Grandin diz que já consegue abraçar algumas pessoas. Foi um processo gradativo de perder a hiper-sensibilidade.

O processo começou ainda quando era criança. O esforço enorme da mãe, dos terapeutas e dos professores foi essencial para que ela se desenvolvesse. Com afeto, ajuda profissional e apoio, Temple conseguiu quebrar a barreira do autismo.

Hoje, ela tem pós-doutorado em veterinária. É especialista em neurociência e dá palestras no mundo inteiro para pecuaristas sobre como criar o gado, respeitando os animais. Ela desenvolveu um projeto de curral cheio de curvas, que reduz o estresse dos bois, antes do abate.

Temple surpreendeu psicólogos e psiquiatras, escrevendo livros e uma autobiografia, em que conta como é ser autista. Ela ensina como os sentimentos afetam quem tem autismo. “Eu tenho emoções, mas elas são simples, eu fico com raiva, fico triste, fico alegre e tenho medo”, revela.

Aos 63 anos, Temple diz que não quer parar de trabalhar nunca. Com o trabalho, ela faz parte do mundo. “Eu me sinto responsável por dar informações corretas para as pessoas e informações práticas. Essa é a minha missão", declara.

Fonte: G1 - 09/11/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 10/11/2010

Empresas de Campinas têm que comprovar cumprimento de cota para deficientes

Sessenta empresas de Campinas compareceram à audiência pública realizada nesta terça-feira, 9, na sede do Ministério Público do Trabalho (MPT), onde receberam recomendações dos órgãos de fiscalização no sentido de cumprir a cota de contratação de pessoas com deficiência exigida por lei.

Antes de dar início à audiência, os representantes das empresas entregaram os documentos exigidos na convocação para comprovar as contratações, entre eles, fichas de registro de empregados, laudos médicos e atestados de saúde ocupacional.

Em sua exposição, a procuradora Maria Stela Guimarães De Martin esclareceu aos presentes sobre o envio de notificações pelas instituições para o atendimento individualizado perante a fiscalização. Apos a audiência será dado início à nova convocação das empresas, quando será cobrado o cumprimento da cota, sob pena de medidas judicias pelo MPT, avisa.

O gerente regional do trabalho de Campinas, Sebastião Jesus da Silva, chamou atenção para a legislação vigente e apoiou-se em números referentes à área atendida pelos órgãos fiscalizadores. Em toda empresa há espaço para incluir pessoas com deficiência. Em mais de 30 municípios atendidos pelo Ministério do Trabalho e Emprego, há 112 mil deficientes, em uma população de 3,5 milhões de pessoas, afirma.

Segundo números da Gerência Regional do Trabalho e Emprego de Campinas, cerca de 7167 pessoas com deficiência foram incluídas no mercado da região até ano de 2010.

A economista e técnica da GRTE, Guirlanda Maria Maia de Castro Benevides, esclareceu termos da legislação, chamando atenção para os ditames da CLT e da Constituição Federal. A dispensa de pessoas com deficiência só pode ocorrer mediante substituição na mesma função, ou seja, não basta contratar e depois dispensar para dizer que cumpriu a cota, deve manter. Além disso, contratar apenas PCD em jornada de trabalho menor do que as dos demais é discriminação. O salário também deve ser de acordo com os demais empregados na mesma função, alerta.

A seguir, a auditora fiscal e médica do trabalho Arlete Moura Silva passou a base legal do enquadramento da pessoa com deficiência, para que as empresas saibam como determinar se os candidato a vagas de emprego estão aptos a preencher a cota. Nesse contexto, o médico do trabalho é peça fundamental para examinar e verificar se há o enquadramento, explica.

A psicóloga do INSS, Maria Eduarda Silva Leme, explicou sobre o trabalho do órgão junto aos segurados com alguma deficiência, incluindo os programas de reabilitação profissional e homologação de deficiências, com posterior emissão de certificados, que podem ser apresentados aos empregadores. Quem sabe um dia não haverá a necessidade de uma lei específica para a inclusão de pessoas com deficiência no mercado, de modo que a sociedade os aceite sem medidas impositivas, postula.

Para ajudar as empresas a buscar mão de obra de deficientes, a coordenadora do CPAT (Centro Público de Apoio ao Trabalhador) de Campinas, Silvia Helena Garcia, contou sobre o cadastro de pessoas com deficiência disponível aqueles que pretendem realizar contratações e sobre a possibilidade da inclusão de vagas de trabalho no banco de dados do Centro.

Na próxima quinta-feira, 11, mais 60 empresas da cidade de Campinas deverão comparecer à sede do MPT para a uma nova audiência pública, totalizando 120 empresas. De acordo com a Gerência Regional do Trabalho e Emprego, cerca de 77% dos empregadores do município já foram fiscalizados. Após as audiências, ainda segundo a GRTE, a demanda total de Campinas será atendida até o final de 2010.

Autor: ASCOM PRT-15

Fonte: Jus Brasil (09/11/2010)

Matéria postada no blog da APNEN: 10/11/2010

Cadeirantes: atividades físicas e emagrecimento

Cadeirantes têm maior risco de ficarem obesos?
Sim, os indivíduos cadeirantes estão mais propensos ao desenvolvimento da obesidade. A obesidade é uma doença complexa e multifatorial que envolve vários outros fatores, como problemas endocrinológicos, distúrbios genéticos, fatores ambientais (ex.: sedentarismo) e comportamentais. Um equívoco frequente é a justificativa de que a principal causa da obesidade é a ingestão alimentar em excesso. Na verdade, a maioria das evidências sugere que o desequilíbrio energético decorrente do consumo excessivo de calorias (especialmente uma dieta rica em gordura e açúcar refinado), um estilo de vida sedentário ou a combinação dos dois fatores mencionados contribuiriam enfaticamente para o desenvolvimento da obesidade. Entretanto, a principal diferença entre a identificação, definição e classificação da obesidade e do excesso de peso é a avaliação da gordura corporal. Além da porcentagem de gordura corporal, fatores a considerar na determinação do grau em que a obesidade prejudica a saúde são a localização e distribuição dos depósitos de gordura corporal.

Partindo do princípio de que o indivíduo acometido por uma lesão medular está mais propício ao sedentarismo, haveria uma contribuição potencial ao desenvolvimento da obesidade. Somado a esse fator, a distribuição da gordura corporal no indivíduo acometido pela lesão medular é caracterizada pela localização centralizada da gordura, que está altamente correlacionada com o risco cardiovascular.

Outros fatores ligados à característica da lesão medular contribuirão para um maior risco de obesidade nessa população. A disfunção autonômica e somática encontrada na lesão medular pode também afetar a função metabólica e hormonal, incluindo uma resposta do sistema nervoso simpático e do eixo glândula adrenal-glândula hipófise, resultando em ritmos circadianos prejudicados e uma má resposta na regulação dos hormônios glicocorticoides. Intolerância à glicose é um achado frequente nos pacientes cadeirantes e é muitas vezes acompanhada por hiperinsulinemia compensatória. Alguns autores colocam que alterações na função da insulina podem ser um mecanismo fundamental na etiologia e manutenção da obesidade. Embora a função tireoidiana possa estar agudamente alterada na lesão medular, testes da função tireoidiana são geralmente normais em adultos cadeirantes. Inversamente, os níveis de testosterona total e testosterona livre em homens com lesão medular são muitas vezes reduzidos, enquanto a liberação do hormônio de crescimento está atenuada e cronicamente deprimida.

Cadeirantes que conseguem andar, mas que não têm tantas forças nas pernas: como eles podem emagrecer?

A questão do emagrecimento não parece ter correlação com o ergômetro a ser escolhido, muito embora haja uma tendência maior a um gasto calórico significativo quanto maior o número de grupos musculares envolvidos durante o exercício físico. Entretanto, a relação gasto calórico e exercício físico depende de outras variáveis, como dieta, volume corporal, gênero e condição clínica, para que possa ser bem instruída e individualizada. Um recurso muito utilizado para esses pacientes que conseguem andar, mas não têm força suficiente para a manutenção do ortostatismo, é um aparelho chamado Unweighting System (recurso que permite a redução da descarga do peso corporal durante a marcha), que traz bons resultados em termos de perda de peso para os pacientes que utilizam essa tecnologia. Aliado a isso, a utilização do cicloergômetro de braço, somada a exercícios de força para os membros superiores, tende a gerar um gasto calórico significativo nos pacientes que querem emagrecer.

E quanto a paraplégicos? Como emagrecer?

Para esses pacientes, a dieta alimentar associada a um volume de exercícios físicos adequados e suficientes para o desequilíbrio da balança energética pode apresentar resultados positivos em termos de redução do peso corporal. Entretanto, é fundamental que o paciente paraplégico que apresenta o objetivo de perda de peso procure um nutricionista e um médico para uma orientação adequada e individualizada, a fim de maximizarem-se os objetivos e minimizarem-se os riscos clínicos envolvidos em uma restrição calórica sem orientação de um profissional especializado.

Fisioterapia ajuda a emagrecer?

Qualquer situação que tire o indivíduo da inércia pode resultar em um gasto calórico. A fisioterapia é altamente indicada para os pacientes acometidos por lesão medular em qualquer nível de comprometimento clínico. Entretanto, creio que a intensidade e o volume de exercícios físicos utilizados durante a sessão fisioterápica não são suficientes para gerar-se um desequilíbrio energético negativo para a promoção do emagrecimento. Cabe ressaltar que creio nem ser esse o objetivo primário do trabalho fisioterápico nos pacientes com lesão medular.

E tetraplégicos, para os quais o exercício ativo é impossível? Como é possível perder peso?

A dieta alimentar é o recurso mais indicado nesses pacientes. O exercício passivo não gerará um gasto calórico significativo para um desequilíbrio da balança energética pela ausência de contração muscular voluntária.

Cadeirantes podem ter algum risco de saúde por não se movimentarem com mais frequência? Há alguma alternativa que substitui o exercício ativo?

O sedentarismo é um fator independente para o risco cardiovascular para ambos os sexos e qualquer situação clínica vigente. A literatura médica não relata nenhuma outra forma de obtenção dos benefícios gerados pelo exercício físico através de alternativas terapêuticas. Entretanto, é altamente indicada a procura de um médico para uma avaliação criteriosa pré-exercício.

Que atividades físicas são recomendadas para cadeirantes?

O treinamento físico pode proporcionar uma variedade de benefícios relacionados à saúde de um indivíduo com lesão medular. As seguintes recomendações devem ser consideradas no desenvolvimento de um programa de treinamento cardiopulmonar, que podem incluir o cicloergômetro de braço, propulsão de cadeira de rodas em esteira ou roletes. Natação, esportes vigorosos, como basquete de cadeira de rodas, corridas, ciclismo com os braços, podem ser associados ao FES (estimulação elétrica funcional) e cicloergômetro de pernas ou cicloergômetro de braços.

Para prevenir a síndrome do “overuse” deve-se variar a estruturação, o grupo muscular e a intensidade dos exercícios para os membros superiores, lembrando da importância do fortalecimento dos músculos da parte superior das costas e posterior do ombro, especialmente rotadores externos dos ombros e alongamentos para os músculos anteriores do ombro e peitoral maior.

Além disso, é fundamental a escolha do local adequado para a prática de exercícios físicos pelo profissional de Educação Física, visto a necessidade do controle da temperatura e umidade para os indivíduos com lesão medular.

Por não ter sensibilidade em determinadas partes do corpo, como o cadeirante vai conhecer seu limite para atividades físicas? É perigoso o cadeirante sofrer luxações e torções sem que perceba?

Luxações e torções não são lesões musculoesqueléticas características nesse tipo de situação clínica nos indivíduos engajados em programas de exercícios físicos. Para os atletas cadeirantes de esportes de contato físico, há uma possibilidade maior desse tipo de lesão mencionada (luxação e torção) pela ocorrência frequente do trauma esportivo.

Relacionado aos reconhecimentos dos limites para o exercício físico, variáveis como pressão arterial, frequência cardíaca, duplo produto (medição estimativa de esforço cardíaco e de consumo de oxigênio pelo miocárdio), temperatura e percepção subjetiva do esforço são utilizadas para a identificação da sobrecarga fisiológica durante o exercício físico. Entretanto, é papel do profissional de Educação Física identificar as respostas fisiológicas e patológicas para o exercício físico nos indivíduos cadeirantes, bem como assegurar a relação custo-benefício, a especificidade, sobrecarga, progressão e regularidade para o exercício físico eficaz a essa população.

*Prof. Wagner Silva Dantas possui larga experiência em reabilitação cardiovascular e fisiologia do exercício clínico, é Coordenador do Programa FITCOR® de Exercício Físico aplicado à Reabilitação Cardiovascular e Grupos Especiais no Centro de Reabilitação do Hospital Sírio Libanês e Coordenador Técnico da Certificação Mais Vida ®. Graduado em Educação Física pela UNIFMU, Aperfeiçoamento em Exercício Físico aplicado à Reabilitação Cardiovascular pela USP e Aperfeiçoamento em Clinical Exercise Physiology pela Bond University - Austrália. CREF 041542-G/SP


O texto acima foi escrito pelo prof. Wagner Silva Dantas* e foi extraído do site Idmed.

Matéria postada no blog da APNEN: 10/11/2010

Estatuto da Pessoa com Deficiência está em aprovação há quase 10 anos

Há quase dez anos a proposta foi apresentada pela primeira vez. Apesar da apreciação de movimentos ligados à pessoa com deficiência, ainda há polêmica.
A aprovação do Estatuto da Pessoa com Deficiência (PL 3638/00) foi o tema de um encontro entre a ex-secretária da Inclusão da Pessoa com Deficiência e deputada Rejane Dias, o senador Wellington Dias, e o senador autor do projeto de lei que cria o Estatuto, Paulo Paim (PT-RS), em Brasília.

Há quase dez anos a proposta do Estatuto foi apresentada pela primeira vez pelo parlamentar (Paim), já passou pela apreciação dos movimentos ligados à pessoa com deficiência, sofreu alterações, no entanto, ainda há alguns pontos polêmicos que impediram que o documento fosse aprovado.

A deputada Rejane Dias defende que se chegue a consenso para que a proposta seja uma realidade de fato e de direito.“O Estatuto será uma grande conquista para as pessoas com deficiência”, explica Rejane Dias, que junto ao senador Wellington Dias (ex-governador) articulam esforços para que o documento seja aprovado e sancionado pelo presidente Lula ainda esse ano.

Segundo Rejane Dias, a aprovação do Estatuto significa um avanço para os movimentos ligados às pessoas com deficiência, portanto justifica a importância de mobilizar os atores responsáveis pela concretização do projeto como CONADE e entidades, para que a partir de uma discussão mais propositiva se possa chegar a um consenso.

O QUE MUDA COM O ESTATUTO

A proposta que cria o Estatuto da Pessoa com Deficiência (PL 3638/00) reúne leis e decretos que concedem benefícios ao grupo, além de propor algumas novidades, como: prioridade na tramitação de processos judiciais; programas específicos de educação profissionalizante; tipificação de crimes contra pessoas com deficiência; ampliação do perfil para recebimento do benefício de prestação continuada (BPC Benefício no valor de um salário mínimo e pago mensalmente a pessoas idosas de 65 anos ou mais e portadores de deficiência incapacitados para a vida independente e para o trabalho. Em ambos os casos, os beneficiados devem pertencer a famílias com renda por pessoa inferior a 1/4 do salário mínimo), etc.

Ano passado, o estado do Piauí participou de um encontro na Bahia, em que o CONADE, realizou uma série de debates com o objetivo de acertar as arestas para aprovação do documento. A meta é chegar a uma sintonia entre a proposta do Estatuto, o tratado internacional resultante da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, realizada pelas Nações Unidas em Nova Iorque, em 2006 (Mais de 140 países são signatários do tratado, incluindo o Brasil) e as sugestões dos movimentos ligados à causa da pessoa com deficiência.

Fonte: http://www.seid.pi.gov.br - 09/11/2010

Matéria postada no blog da APNEN: 10/11/2010

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Para Igreja espanhola, o aborto leva a eliminação de crianças com Síndrome de Down

"Atualmente o número destas pessoas diminuiu notavelmente devido ao fato de que elas são eliminadas antes de nascer" diz Isidro Marcos, padre da organização da Igreja Espanhola.

da Redação

O aborto leva à "eliminação" de crianças portadoras da Síndrome de Down, afirmou nesta terça-feira Isidro Catela Marcos, da organização da Igreja espanhola para a preparação da próxima visita do papa Bento XVI à Espanha, no próxim fim de semana.

O Santo Padre benzerá no domingo a pedra fundamental da construção de um novo centro de atendimento para crianças com Síndrome de Down e outras deficiências mentais em Barcelona (Catalunha).

"Sabemos atualmente que o número destas pessoas diminuiu notavelmente devido ao fato de que, em boa parte, elas são eliminadas antes de nascer", afirmou Marcos, diretor da Escritório de Informação da Conferência Episcopal Espanhola (CEE).

A CEE condenou a reforma da lei do aborto aprovada este ano pelo governo socialista espanhol, em um comunicado sobre a visita do Papa.

A lei permite o aborto livre dentro de um prazo de 14 semanas e autoriza o aborto de maneira excepcional até as 22 semanas de gravidez em caso de "risco de vida e saúde" da mãe ou em caso de "graves malformações do feto".

O Sumo Pontífice começará sua visita de dois dias à Espanha no sábado, em Santiago de Compostela, centro de peregrinação há mais de mil anos, antes de viajar à Barcelona.

Fonte da Matéria:http://www.saci.org.br/index.php?modulo=akemi¶metro=30467
Matéria postada no blog da APNEN: 09/11/2010

Direitos das pessoas com deficiência serão debatidos em dezembro

Senado brasileiro debate conceitos para gerar melhores políticas à população deficiente.

Agência Senado

O perfil das pessoas com deficiência no Brasil, o conceito de deficiência dado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e as formas de atendimento a esse segmento da sociedade são algumas das questões que o Senado discutirá, em Brasília, entre os dias 8 e 9 de dezembro, no âmbito do VI Fórum Senado Debate Brasil. Outro debate será acerca do papel do Parlamento nesse assunto.

O objetivo do evento é discutir a efetividade da Convenção da ONU no âmbito da sociedade brasileira, tendo em vista avanços obtidos nos últimos anos, na acessibilidade e no reconhecimento dos direitos das pessoas com deficiência.

O fórum será centrado na Convenção da ONU sobre os direitos das pessoas com deficiência. Na oportunidade, haverá a divulgação de pesquisa, realizada pelo Senado, a respeito da percepção dos deficientes sobre a eficácia da legislação que os contempla.

O evento é gratuito e aberto ao público.

As inscrições podem ser feitas pelo site www.senado.gov.br/forumdebatebrasil. Outras informações podem ser obtidas enviando um e-mail para scotri@senado.gov.br ou ligando para o fone (61) 3303-5851.


Fonte: Correio do Estado.com.br/ - Brasília - DF, 08/11/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 09/11/2010

Vencer as barreiras da deficiência

Uma história onde o amor familiar e a vivência da fé quebraram as barreiras da deficiência e da incompreensão.

da Redação

As gêmeas Mariana e Madalena têm apenas 10 anos mas o seu percurso de vida, marcado pelo autismo, é já uma autêntica lição numa sociedade que, muitas vezes, encara a deficiência como algo que deve ser escondido ou posto à margem.

Olhando para trás, Teresa Sá, a mãe, começa por recordar a “surpresa” que foi, para si a para o seu marido, Diogo, a notícia de que teriam gêmeas. Esta era uma gravidez tardia – o casal tinha já outros dois filhos – e que ficou marcada ainda por outro ponto decisivo: “Começamos a perceber que elas seriam diferentes”, revela.

Uma diferença que se revelava na indiferença que elas tinham a determinados ruídos, como o tocar do telefone, o sinal da campainha, ou na relação distante que tinham com os irmãos. “Havia qualquer coisa, que se percebeu quando as gêmeas fizeram dois anos”, recorda Teresa Sá, lembrando o momento em que a pediatra de família comunicou ao casal que Madalena e Mariana sofriam de autismo.

Motivados, porventura, pelo fato de ambos trabalharem na área da saúde – Diogo como médico, Teresa como enfermeira – à revolta inicial sucedeu uma “procura de alternativas, de curas científicas”. “Mas depois, houve não uma desistência, mas percebemos que aquela busca não trazia mais valias para aquelas crianças”, explica a enfermeira. Para o casal, o que passou a importar foi “que elas fossem felizes, naquilo que gostavam de fazer, “na natação, na ginástica, na escola, em casa”, e que conseguissem assegurar a sua autonomia.

Teresa Sá, que também é catequista, realça a importância da fé, no ultrapassar das dificuldades. “Aquilo que era importante para elas reterem era que Jesus é um amigo especial”, realça a mãe das gêmeas, recordando com emoção a caminhada que as levou até à primeira comunhão. Isabel Vale foi quem, em conjunto com Teresa, abraçou este desafio, que muitos considerariam inútil, dada a natureza da deficiência de que padeciam as duas crianças.

A assistente social e catequista, que durante 36 anos trabalhara num centro de diagnóstico, de observação e orientação, com país de crianças com deficiência, sabia que com crianças como estas “todos os desafios são ótimos” a partir do momento em que se consegue “olhar nos olhos e chegar ao coração”.

A música provou ser uma “aliada” importante neste desafio – as gêmeas gostavam muito de começar a catequese “benzendo-se e cantando em nome do pai, do filho e do Espírito Santo” conta Isabel Vale. As sessões “eram sempre na capela, porque estas não são crianças a quem se explique, são crianças com quem se vive e partilha a fé”.

Uma fé primeiro partilhada a quatro, mas que gradualmente foi integrando a comunidade, juntando as meninas a um grupo de crianças que estavam preparando-se para a primeira comunhão e fazendo-as também interagir com as outras pessoas que se dirigiam à capela. Novos ou velhos, mais ou menos ligados à paróquia, o que interessava era que eles falassem um pouco da sua relação com Jesus àquelas meninas. Isabel Vale conta que, a pouco e pouco, elas foram-se tornando “duas embaixatrizes da alegria e da ternura, pela paróquia fora”.

Finalmente, o dia da primeira comunhão – “comer o pão do Jesus”, como dizia Teresa Sá – chegou. A catequista recorda, com emoção, os momentos que antecederam a cerimónia, quando “a Mariana disse à mãe: ‘Hoje, pãozinho Jesus’”. “É a tradução mais bonita que eu conheço do Corpo de Jesus, foi a maior catequese que elas me deram”, diz, emocionada, Isabel Vale.

Fonte:Agência Ecclesia - 08/11/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 09/11/2010

Experiência como cadeirante

Gente, olha que bacana esse relato que a Taísa Giannecchini, de São Paulo, enviou para o blog do cadeirante (http://blogdocadeirante.blogspot.com/2010/11/experiencia-cadeirante.html). É um olhar de uma pessoa "normal" sobre o mundo de quem vive em uma cadeira de rodas, através de uma experiência que ela passou. Se todos passassem por isso, acabava o preconceito e aumentava a preocupação de todos com a acessibilidade. Uma bela lição.



Olá pessoal do Blog,

Meu nome é Taísa, tenho 38 anos, sou fonoaudióloga e moro em São Paulo com minha família há 15 anos.
Na última 4ª. feira, dia 03 de novembro, realizei uma cirurgia no joelho e, conforme o esperado, não posso andar pelos próximos 15 dias.
Acostumada à correria do dia-a-dia, comecei a enfrentar meus primeiros fantasmas: ficar parada, depender dos outros, esperar. Só este exercício já me fez avaliar melhor como seria a vida de um cadeirante e como principalmente no início, a adaptação incluiria outros fatores.
No sábado tive uma brilhante ideia: vamos ao Shopping passear e eu usarei uma cadeira de rodas! Todos prontos e arrumados, empolgados pela “aventura”, chequei pelo site se o Shopping escolhido por nós, o Villa Lobos, tinha este serviço de empréstimo de cadeiras. Informação confirmada, partimos.
Com relação ao Shopping, posso dizer que meu atendimento foi perfeito: funcionários atenciosos, vaga reservada para o carro e rampas disponíveis por todo lado.
Passamos uma tarde maravilhosa! Entre livros, jogos e um bom cafezinho, eu estava muito feliz, brincando com meu filho de 6 anos, trocando idéias com minha mãe e recebendo carinho e cuidados de meu marido! Ou seja, nada mudou pelo simples fato de eu estar sentada numa cadeira de rodas. Mas eu me surpreendi com a reação das pessoas e com a falta de preparo do mundo para encarar os cadeirantes, recebê-los e atender as suas necessidades. Recebi muitos olhares tristes, desconfiados, preconceituosos, como se não fosse possível uma jovem ser feliz em uma cadeira de rodas. Eu me senti observada e “estranhada” pelas pessoas ao meu redor. Tive vontade de gritar: “Tem um ser humano FELIZ aqui”!
Terminei meu passeio transformada. Quero lutar pela acessibilidade e principalmente pelo bem estar emocional dos cadeirantes e de qualquer deficiente.
Espero muito que o relato desta experiência ajude outras pessoas e autoridades a criar condições favoráveis à acessibilidade.
Se houver outra forma que eu possa ajudá-los, ficarei muito feliz.
Um grande abraço.

Taísa Giannecchini"



Parabéns à Taísa pela linda família e obrigado por compartilhar conosco estes momentos! E por ter uma opinião tão humana de nossa condição.

Fonte:http://blogdocadeirante.blogspot.com/2010/11/experiencia-cadeirante.html 08/11/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 09/11/2010

PORTARIA Nº 2.344, DE 3 DE NOVEMBRO DE 2010 - Oficialmente deixamos de ser "Portadores"

Portaria dá publicidade às alterações promovidas pela Resolução nº 1, de 15 de outubro de 2010, do CONADE em seu Regimento Interno, a começar pela substituiçao do termo "portador" para Pessoa com Deficiência.
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA



SECRETARIA DE DIREITOS HUMANOS

PORTARIA Nº 2.344, DE 3 DE NOVEMBRO DE 2010

DOU de 05/11/2010 (nº 212, Seção 1, pág. 4)

O MINISTRO DE ESTADO CHEFE DA SECRETARIA DE DIREITOS HUMANOS DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, no uso de suas atribuições legais, faz publicar a Resolução nº 1, de 15 de outubro de 2010, do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência - CONADE, que altera dispositivos da
www.fiscolex.com.br/doc_396310_RESOLUCAO_N_35_6_JULHO_2005.aspx Resolução nº 35, de 6 de julho de 2005, que dispõe sobre seu Regimento Interno:

Art. 1º - Esta portaria dá publicidade às alterações promovidas pela Resolução nº 1, de 15 de outubro de 2010, do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência - CONADE em seu Regimento Interno.

Art. 2º - Atualiza a nomenclatura do Regimento Interno do CONADE, aprovado pela www.fiscolex.com.br/doc_396310_RESOLUCAO_N_35_6_JULHO_2005.aspx Resolução nº 35, de 6 de julho de 2005, nas seguintes hipóteses:

I - Onde se lê "Pessoas Portadoras de Deficiência", leia-se "Pessoas com Deficiência";

II - Onde se lê "Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República", leia-se "Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República";

III - Onde se lê "Secretário de Direitos Humanos", leia-se "Ministro de Estado Chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República";

IV - Onde se lê "Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência", leia-se "Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência";

V - Onde se lê "Política Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência", leia-se "Política Nacional para Inclusão da Pessoa com Deficiência";

Art. 3º - Os artigos 1º, 3º, 5º, 9º e 11, passam a vigorar com a seguinte redação:

"Art. 1º -
............................................................................

XI - atuar como instância de apoio, em todo território nacional, nos casos de requerimentos, denúncias e reclamações formuladas por qualquer pessoa ou entidade, quando ocorrer ameaça ou violação de direitos da pessoa com deficiência, assegurados na Constituição Federal, na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiências e demais legislações aplicáveis;

XII - participar do monitoramento e implementação da Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência, para que os direitos e garantias que esta estabelece sejam respeitados, protegidos e promovidos; e
............................................................................
................." (NR).

Art. 3º - Os representantes das organizações nacionais, de e para pessoa com deficiência na forma do inciso II, alínea a, do art. 2º, serão escolhidos dentre os que atuam nas seguintes áreas:

..........................................................................................................

II - um na área da deficiência auditiva e/ou surdez;

............................................................................
..............................

IV - dois na área da deficiência mental e/ou intelectual;

............................................................................
.................... (NR).

Art. 5º - As organizações nacionais de e para pessoas com deficiência serão representadas por entidades eleitas em Assembléia Geral convocada para esta finalidade e indicarão os membros titulares e suplentes.

§ 1º - As entidades eleitas e os representantes indicados terão mandato de dois anos, a contar da data de posse, podendo ser reconduzidos.

§ 2º - A eleição será convocada pelo CONADE, por meio de edital publicado no Diário Oficial da União, no mínimo 90 (noventa) dias antes do término do mandato.

§ 4º - O edital de convocação das entidades privadas sem fins lucrativos e de âmbito nacional exigirá para a habilitação de candidatos e eleitores, que tenham filiadas organizadas em pelo menos cinco estados da federação, distribuídas, no mínimo, por três regiões do País.

............................................................................


§ 6º - O processo eleitoral será conduzido por Comissão Eleitoral formada por um representante do CONADE eleito para esse fim, um representante do Ministério Público Federal e outro da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência - SNPD, especialmente convidados para esse fim.

.......................................................................(NR)

Art. 9º - Os Conselhos Estaduais e Municipais de Direitos da Pessoa com Deficiência serão representados por conselheiros eleitos nas respectivas Assembléias Gerais estaduais ou municipais, convocadas para esta finalidade.

Parágrafo único - O Edital de Convocação para a habilitação dos Conselhos Estaduais e Municipais será publicado em Diário Oficial pelo menos 90 (noventa) dias antes do início dos novos mandatos e definirá as regras da eleição, exigindo que os candidatos comprovem estar em pleno funcionamento, ter composição paritária e caráter deliberativo.

Art. 11 -
............................................................................

§ 1º - A eleição do Presidente e do Vice-Presidente dar-se-á mediante escolha, dentre seus membros, por voto de maioria simples, para cumprirem mandato de dois anos.

............................................................................


§ 4º - Fica assegurada a representação do Governo e da Sociedade Civil na Presidência e na Vice-Presidência do CONADE e a alternância dessas representações em cada mandato, respeitada a paridade.

............................................................................


§ 6º - Caso haja vacância do cargo de Presidente, o Vice- Presidente assumirá e convocará eleição para escolha do novo Presidente, a fim de complementar o respectivo mandato, observado o disposto no § 4º deste artigo.

§ 7º - No caso de vacância da Vice-Presidência, o Plenário elegerá um de seus membros para exercer o cargo, a fim de concluir o mandato, respeitada a representação alternada de Governo e Sociedade Civil.

............................................................................
................... (NR).

Art. 4º - Revogam-se os §§ 1º, 2º e 3º do art. 9º da Resolução nº 35/2005.

Art. 5º - As alterações no Regimento Interno do CONADE entram em vigor na data de publicação desta Portaria.

PAULO DE TARSO VANNUCCHI

Fonte: Lista Forum Inclusão 08/11/2010
Matéria postada no blog da APNEN: 09/11/2010