sábado, 27 de novembro de 2010

Política e acessibilidade

Como são os prédios do poder político em cada estado e suas necessidades de adaptação.

da Redação

Depois da polêmica acerca da falta de acessibilidade no Palácio do Planalto, onde foram eleitos três parlamentares cadeirantes, existe uma necessidade de inclusão e adaptação de espaços que se faz presente em cada estado individualmente.

Minas

Uma rampa na entrada do Palácio Inconfidência, construída em 1989, deu início às adaptações na Assembleia. Em 2005, a rampa foi substituída por uma plataforma vertical. Há três anos os banheiros de uso público foram adaptados para cadeirantes e as galerias do plenário ganharam espaços para cadeiras de rodas. Um projeto em tramitação prevê a instalação de sinalização tátil, sonora e visual para possibilitar a acessibilidade aos deficientes visuais e auditivos. No Executivo, há rampas externas e elevadores para cadeirantes. Banheiros, garagens e ônibus também foram adaptados.

Paraíba

Mesmo sem ter parlamentares cadeirantes no Estado, a Assembleia possui quatro rampas. Duas delas foram construídas em 1999 e as outras, em 2007. Os acessos são usados pelo ex-governador Ronaldo Cunha Lima, que usa cadeira de rodas e frequenta a Assembleia Legislativa em ocasiões especiais. O Palácio da Redenção, sede do governo estadual, e a Granja Santana, residência oficial do governador, não possuem rampas de acesso para cadeirantes.

Bahia

Entre os deputados do Estado também não há cadeirantes, mas as construções que abrigam as sedes de governos e da Assembleia contam com instalações preparadas para receber portadores de deficiências. Os prédios têm rampas, elevadores e portas com tamanhos suficientes para a passagem de cadeiras de rodas. A maioria das construções recebeu banheiros adaptados e o acesso ao púlpito na Assembleia é facilitado.

Rio Grande do Sul

As sedes dos poderes Executivo e Legislativo gaúcho estão aptas a receber cadeirantes. Elevadores e rampas de acesso permitem que qualquer cadeira de rodas circule por toda extensão do Palácio Piratini e da Assembleia Legislativa.

Amazonas

Na Assembleia Legislativa do Estado e na Câmara Municipal de Manaus há acesso para cadeirantes por meio de rampas aos plenários e galerias. Ambos os prédios têm rampas nos corredores, elevadores e banheiros adaptados. No plenário da Câmara há um elevador para cadeira de rodas até a Mesa Diretora.

Paraná

Com inauguração previsto para dezembro, o Palácio Iguaçu, sede do governo do Paraná, terá acesso para cadeirantes por meio de elevador a partir do saguão. Na Assembleia, não há fácil acesso à tribuna.
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Fonte: Estadão - 26/11/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria – 27/11/2010

Rede Estadual deve tratar dislexia e hiperatividade

Projeto de lei aprovado essa semana visa a detecção precoce e acompanhamento desses distúrbios.
da Redação

A Assembleia Legislativa aprovou esta semana, em primeiro turno, o projeto de lei que estabelece medidas para a identificação e tratamento da Dislexia e Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) nas redes estadual e privada de educação. De autoria do deputado Joaquim Haickel (PMDB), a matéria objetiva a detecção precoce e acompanhamento dos estudantes com esses distúrbios.

De acordo com o projeto, o Estado garantirá a realização de exames e avaliações neuropsicológicas nos alunos matriculados no 1º ano do ensino fundamental e de qualquer série admitidos por transferência de outras escolas que não pertençam às redes pública e privada do estado. E manterá a permanente capacitação dos educadores para que eles possam identificar os sinais de dislexia e TDAH nos estudantes.

Pela proposta, caberá à Secretaria de Estado da Educação (Seduc) firmar parceria com a rede privada para oferecer cursos de capacitação e treinamento, além da composição de uma equipe multidisciplinar de apoio para a realização do diagnóstico e para reintegração desses alunos.

O projeto prevê que, no ato da matrícula, pais e alunos deverão ser entrevistados para que a escola tenha maior possibilidade de identificar precocemente algum transtorno de aprendizagem. Outra medida contida no texto aprovado pela Assembléia é a forma de avaliação do estudante, associando o teste escrito ao oral, e quando necessário utilizar avaliação desses estudantes diferenciada do restante da turma, em maior tempo. A proposta ainda será votada em segundo turno, o que deve ocorrer na próxima semana.

Fonte: Jornal Pequeno - 26/11/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria – 27/11/2010

Decisão inédita da imigração tira mãe e filho autista da fila de deportação

Wilson e a mãe Valquires, lutaram por mais de 20 anos para permanecerem nos Estados Unidos.
da Redação

Um pesadelo que rondou uma família brasileira de Austin (TX) por mais de duas décadas chegou ao fim no mês passado. Depois de praticamente ver a deportação de perto, Valquires Geraldes e seu filho, Wilson Geraldes, 24, vão finalmente poder solicitar o green card. O rapaz é portador de autismo severo e teria sérios abalos na saúde, se tivesse que deixar o país.

A notícia foi publicada no The Californian. Segundo Simon Azar-Farr, advogado da família, um juiz de imigração de San Antonio encerrou o processo de deportação de mãe e filho. “Foi um pesadelo”, disse Valquires, sobre toda a ansiedade vivida durante mais de 20 anos de espera.

Segundo a imigração, Valquires e Geraldes entraram no país em 1987 sem sofrer inspeção, e acusou-os ainda de não ter um visto válido. Os dados constam em um documento sobre o caso, datado de 2008. De acordo com Azar-Farr, os dois já estavam aptos para solicitar o documento de residência permanente. “Eu estava para (ser obrigada a) deixar o país, e estava apavorada. É como um sonho se realizando”, disse a brasileira.

A imigração não costuma comentar casos individuais. Por esta razão, a porta-voz Maria Elena Garcia-Upson não falou sobre a decisão. De acordo com Elaine Komis, do Escritório Executivo para Revisão de Imigração, os processos de deportação não ficam disponíveis para informação pública.
O advogado Azar-Farr também procurou manter a discrição, disse apenas que o juiz considerou a grave condição de saúde de Wilson, tomando como base razões humanitárias. “O governo deveria ser cumprimentado por ter sido tão sério e cuidadoso neste caso e em seus fatos, e por ter exercido seu poder de forma favorável”, disse ele.

Família em paz

Segundo Farr, os brasileiros jamais deveriam ter entrado em processo de deportação. O profissional acredita que outro advogado tenha errado, ao não perceber que Valquires e o filho poderiam se legalizar através de Wilson, marido de Valquires, o qual é portador do green card desde o ano de 1990. “Você nunca, nunca perde a esperança. Eu tinha esperança porque meus papéis estão em ordem”, disse Wilson pai.

Por causa do autismo, Wilson Geraldes depende dos pais para as necessidades básicas, e nunca pode ficar sozinho. Segundo os médicos, morar no Brasil afetaria sua estabilidade. Azar-Farr disse ainda que seu bem-estar estaria em perigo, pois o Brasil não ofereceria o tratamento médico adequado ao rapaz.

O ICE (imigração) chegou a permitir, por mais de uma vez, a permanência temporária de Valquires e Wilson no país. Através da prática, chamada de deferred action, a imigração decide que não é interesse do público ou do governo deportar alguém de imediato. Segundo uma porta-voz da imigração, para manter os brasileiros no país, mesmo que de forma temporária, foram levados em consideração fatores como impacto na família e dificuldades de tratamento médico no país de origem.

Enquanto comemora a decisão, Valquires lembra que os milhares de dólares gastos com o caso da família seriam o suficiente para comprar uma casa. Bem humorado, o marido dela disse que imagina imprimir os green cards da esposa e do filho em tamanho gigante, para simplesmente contemplar o documento. Os planos do casal são de solicitar um cartão de Social Security para o filho. Desta forma, Wilson pode participar de programas sociais fora de casa e interagir com outras pessoas.

Fonte: Comunidade News - 26/11/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria – 27/11/2010

Metade dos adultos com TDAH também apresentava o problema na infância

Exercer funções executivas é um melhores meios para identificar deficit de atenção em adulto.
da Redação

Adulto com dificuldade de exercer funções executivas, como o planejamento, ou com pouca capacidade de resolução de problemas. Se você é adulto e apresenta alguns desses sintomas, o melhor é procurar um especialista, pois na infância pode ter tido Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Estima-se que cerca de 60% das crianças com diagnóstico de TDAH continuam a apresentar os sintomas (desatenção, inquietude, impulsividade) durante a adolescência e idade adulta.

“O TDAH geralmente é diagnosticado na infância e seus sintomas quando não tratados, deixam nos adultos algumas características que podem comprometer o desempenho no trabalho, trazendo consequências para sua vida diária”, explica Denise Marcon.

Foram entrevistados cerca de 350 adultos, que informaram o deficit de atenção em 95% dos casos, seguido da hiperatividade, 34.6%. Para especialistas a predominância do deficit de atenção normalmente é associada a outros transtornos psiquiátricos.

Pesquisadores explicam que o TDAH é frequentemente diagnosticado em crianças, porém, em adultos é mais difícil. Por isso o tema é controverso, a mesma pesquisa indicou que 3.5% dos adultos inseridos no mercado de trabalho podem ser classificados como portadores de TDAH e apenas uma minoria recebe tratamento específico.

Fonte: Portal MS - 26/11/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria – 27/11/2010

Em sua 11ª edição, Prêmio USP de Direitos Humanos homenageia Dorina Nowill

Cega desde os 17 anos, Dorina morreu em agosto deste ano, deixando seu nome e sua luta vivos na Fundação que criou.
da Assessoria de Imprensa da Fundação


A homenageada desta edição será a pedagoga Dorina Nowill, falecida em agosto deste ano. Dorina será agraciada nas duas categorias do prêmio, individual e institucional, por sua dedicação ao trabalho de inclusão social de deficientes visuais e pelas atividades desenvolvidas junto à fundação que leva seu nome. A indicação do nome de Dorina foi feita pela UNESCO, cujo relator especial para Direito à Educação, Kishore Singh, virá ao Brasil especialmente para participar da solenidade.

O Prêmio USP de Direitos Humanos é concedido anualmente no aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos - assinada em 1948 -, com o objetivo de identificar e homenagear pessoas e instituições que, por suas atividades exemplares, tenham contribuído significativamente para a difusão, disseminação e divulgação dos Direitos Humanos no Brasil. Foi criado pela Comissão de Direitos Humanos da USP, atualmente, sob a presidência de José Gregori.

Dorina Nowill, cega desde os 17 anos, criou, há mais de sessenta anos, uma fundação que atua na produção de livros em braille, livros e revistas falados e obras acadêmicas no formato digital acessível, distribuídos gratuitamente para pessoas com deficiência visual e para centenas de escolas, bibliotecas e organizações de todo o Brasil.

A Fundação Dorina Nowill Para Cegos também oferece, gratuitamente, programas de atendimento especializado ao deficiente visual nas áreas de avaliação e diagnóstico, educação especial, reabilitação e colocação profissional.

A premiação será realizada no Salão dos Pratos, no Palácio dos Bandeirantes, localizado à Avenida Morumbi, 4500, em São Paulo, no dia 10 de dezembro, às 17h.

Fonte: Portal da USP - São Paulo - SP, 26/11/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria – 27/11/2010

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Campeonato de Basquete em Cadeira de Rodas segue até domingo

Torneio define duas equipes que participarão do campeonato nacional.
da Redação
Até o próximo domingo, dia 28, dez equipes vindas de várias regiões do país disputam, em Campo Grande, o Campeonato Brasileiro de Basquetebol em Cadeiras de Rodas – Divisão de acesso 2010. As competições tiveram início ontem, dia 24, na Escola Estadual Joaquim Murtinho e seguem durante a semana. Do evento sairão as duas equipes classificadas para o torneio brasileiro.

Para o diretor-presidente da Fundação Municipal de Esporte (Funesp), Carlos Alberto de Assis, eventos como este acontecendo em Campo Grande reflete o reconhecimento das políticas públicas do Município, que tem investido significativamente no paradesporto.

“Campo Grande possui um Núcleo do Paradesporto e a população começou a enxergar os investimentos no setor. É evidente que o esporte nesta modalidade vem crescendo e, com isso, existe grande demanda de adeptos. Campo Grande se consolida e conseguiu atingir um importante nível de reconhecimento para sediar eventos importantes como o Brasileiro de Basquete em Cadeiras de Rodas”, reforçou Carlos Alberto.

Valorização

Com 25 anos no esporte, o atleta Carlos Alberto Soares Lobo, de 46 anos, ressalta que o esporte para os portadores de necessidades especiais é visto hoje com mais respeito e reconhecimento. “Avançamos bastante até agora e conseguimos fazer com que o esporte praticado por cadeirantes fosse tratado como uma modalidade como outra qualquer. Houve um tempo em que as pessoas não viam o que fazíamos como uma competição. Vejo que não existe mais aquela história de acharem que somos coitadinhos”, disse o atleta da equipe Leões Sobre Rodas, de Goiânia.

Para o atleta, que teve paralisia infantil aos nove meses, o poder público tem demonstrado preocupação em valorizar o paradesporto e investido em políticas públicas no setor. “Pelas novas determinações do Governo, um atleta da seleção brasileira de Basquete em Cadeiras de Rodas passará a receber os mesmos incentivos dos atletas sem limitações físicas. É um reconhecimento e faz com que, inclusive as empresas privadas, tenham a disposição em patrocinar equipes como a nossa”, comentou Lobo.

Premiação


As competições do Brasileiro de Basquete em Cadeira de Rodas, com início todos os dias às 9h, acontecem na quadra esportiva da Escola Estadual Joaquim Murtinho. A solenidade de premiação será na manhã do domingo, por volta das 10h.

A realização do evento é da Confederação Brasileira de Basquetebol em Cadeira de Rodas, em parceria com a Prefeitura, por meio da Fundação Municipal de Esporte (Funesp).


Fonte: A Crítica - Campo Grande - MS, 25/11/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 26/11/2010

Saiba como adaptar a casa para receber o portador de Alzheimer

Mudanças são necessárias para a segurança do paciente.
da Redação

A casa, a mobília e os costumes das pessoas mudam conforme os acontecimentos da vida. Segundo Paulo Renato Canineu, geriatra da PUC de São Paulo, esses cuidados aumentam quando há nesse lar algum idoso portador da Doença de Alzheimer (DA). Em seu estágio mais grave, a doença pode comprometer totalmente o paciente e levá-lo à morte.

"A chegada de um bebê, por exemplo, transforma a rotina da casa, a decoração e exige muita atenção. Com os idosos não é diferente. Eles precisam de dedicação e condições especiais para que vivam com conforto e segurança", afirma.

A progressão da DA geralmente é lenta e aos poucos o idoso perde aptidões que tinha, ficando impossibilitado de executar certas atividades. Por conta das limitações que o portador apresenta, uma das primeiras atitudes que se deve tomar é a adaptação do ambiente para que a casa atenda suas necessidades.

Os tapetes devem ser retirados de todo o local, o que ajudará a prevenir quedas e escorregões; nos banheiros, barras de segurança devem ser instaladas próximas ao chuveiro e ao vaso sanitário e, as portas desse cômodo devem ter uma abertura de 20 cm em sua base, caso seja necessário socorrer o paciente. Essas atitudes estimulam a independência e a segurança do portador de Alzheimer.

Com a evolução da doença do estágio leve para o moderado, a atenção e os cuidados só aumentam. É nessa fase que o paciente apresenta grande comprometimento da memória, portanto é importante organizar uma rotina diária para que ele não fique muito confuso e até mesmo sinalizar os cômodos da casa com placas e utilizar setas no chão para orientação. As cortinas devem ser evitadas para que o ambiente seja claro e arejado e, de preferência, deve-se usar cores claras nas paredes.

"Os espelhos também podem ser retirados do ambiente, caso o paciente apresente alterações em seu comportamento ao se ver refletido, pois junto com as alterações da memória, ele pode perder sua referência pessoal e com o tempo não reconhecer ou confundir sua própria imagem", afirma Canineu.

Os ambientes mais perigosos da residência para o portador de DA são a escada e a cozinha. Como o paciente perde a noção de altura e de espaço ele pode se desequilibrar ou até mesmo pisar em falso e cair, por isso é importante sinalizar também a escada e tentar concentrar as atividades e a permanência do idoso apenas em um andar.

A cozinha trás perigos que vão além, já que armazena objetos pesados, cortantes e pontiagudos. Outro ponto é o gás que por um descuido qualquer pode intoxicar e até mesmo causar um incêndio. O acesso do paciente a este cômodo deve ser sempre monitorado e alguns objetos podem ser colocados fora do alcance para que se tenha mais tranquilidade.

"Infelizmente ainda não se sabe o que causa a Doença de Alzheimer. Porém, cuidados básicos que estimulem a independência e ao mesmo tempo proporcionem segurança, conforto e orientação, já ajudam no dia-a-dia do portador de DA", completa o especialista.

Existem também opções de medicamentos que retardam a progressão da doença e outros que minimizam os distúrbios de humor e comportamento. Dentre eles, os inibidores da acetilcolinestinesterase podem retardar o declínio da função cognitiva em pacientes com DA leve a moderada. Neste grupo o Eranz (cloridrato de donepezila) é o único com aprovação também na fase grave da doença.

Vale lembrar que se iniciado já na fase leve da doença, durante o surgimento dos primeiros sintomas, o tratamento terá resultados ainda melhores. Contudo, o médico deve ser sempre procurado para avaliar e indicar o tratamento mais adequado para cada paciente.


Fonte: Zero Hora - 25/11/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 26/11/2010

Academia de ginástica acessível começa a ser montada em dezembro

Inscrições começam em janeiro; atividades terão orientação de profissionais de Educação Física e estudantes de Fisioterapia.
da Redação
A implantação da academia de ginástica acessível em Rio Preto começa em dezembro. E, a partir de janeiro os interessados já poderão realizar suas inscrições. As atividades terão orientação de professores e estagiários de Educação Física e de estudantes dos últimos anos de Fisioterapia.

São 15 equipamentos para atividades de musculação que podem ser feitas por qualquer cadeirante, dentro da própria cadeira, sejam atletas ou não. A implantação da academia está sendo possível porque o prefeito Valdomiro Lopes assinou convênio com a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, que está disponibilizando os equipamentos.

A academia, que garantirá plena acessibilidade e permitirá a diversificação da prática esportiva por parte dos deficientes, será instalada na sede da Secretaria Municipal dos Direitos e Políticas para Mulheres, Pessoa com Deficiência, Raça e Etnia, que fica na rua Eduardo Nielsen, 420, no Jardim Congonhas.

“A nossa será a segunda academia para pessoa com deficiência do País. A única que existe atualmente fica no Parque da Juventude, em São Paulo”, conta a secretária Municipal dos Direitos e Política para Mulheres, Pessoa com Deficiência, Raça e Etnia, Regina Chueire.

Basquete sobre rodas e balé

O convênio também está beneficiando o município com a produção de 15 cadeiras de rodas. A secretária Regina Chueire explica que elas serão utilizadas para a formação de uma equipe infantil de basquete e para promover aulas de balé.

“Nós temos um dos melhores times do País em basquete sobre rodas, o Cad, que precisará de renovação em seu elenco. Por isso, estamos incentivando a formação dessa equipe infantil com as cadeiras que iremos receber. Além disso, elas também serão usadas para aulas de balé”, explica Regina.

A secretária acrescenta que em 2016 teremos as Paraolimpíadas no Brasil e que precisamos incentivar a prática de esportes para formar novos atletas. “Todos comentam sobre as Olimpíadas e se esquecem que teremos também as Paraolimpíadas. Além disso, quem mais conquista medalhas para o País são os paraatletas. Por isso, sempre é importante incentivar a prática esportiva entre as pessoas com necessidades especiais”, reforçou Regina.


Fonte: Rede Bom Dia - Rio Preto - MG, 25/11/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 26/11/2010

Lei do Livro

Deficientes visuais cobram regulamentação.
da Redação
"Não estamos pedindo que as editora distribuam gratuitamente livros para os portadores de deficiência visual, apenas queremos que elas disponibilizem para a venda essas publicações no formato braille e digital, que são adequados para nós". O desabafo foi feito pela bibliotecária do núcleo de educação especial da Universidade Estadual da Paraíba, Ana Lúcia Leite, ao cobrar a regulamentação da Lei do Livro, durante em entrevista no estande do Senado no 1º Salão Internacional do Livro da Paraíba.

Sancionada em 2003, a Lei 10.753 institui a Política Nacional do Livro, assegurando ao cidadão, em seu capítulo I, o "pleno exercício do direito de acesso e uso do livro". Já no parágrafo único do artigo 2º, a lei fornece uma relação de itens que são considerados livros. Entre eles estão "os livros em meio digital, magnético e ótico para uso exclusivo de pessoas com deficiência visual" e os livros impressos no sistema braille.

Ana Lúcia explicou que, apesar da lei, as editoras não cumprem a determinação de oferecer os livros no formato apropriado para os cegos sob a alegação de que poderiam estar infringindo algum direito autoral. Por isso ela ressaltou a necessidade de essa legislação ser regulamentada o mais rapidamente possível. O bibliotecário e documentalista do setor braille da Biblioteca Central da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Josenildo Costa, apoiou a reivindicação. Ele também pediu aos senadores a aprovação de uma legislação que isente de impostos e crie subsídios para a aquisição de equipamentos que minimizem as desvantagens dos portadores de deficiência.

"Existem vários equipamentos que servem como importantes ferramentas de trabalho para os cegos, mas eles custam muito caro. Essa seria uma ajuda bastante significativa que o Senado estaria oferecendo aos portadores de deficiência visual. Em Portugal o governo fornece muitos desses produtos sem cobrar nada. No Brasil infelizmente ainda não há uma política pública nesse sentido", lamentou Josenildo Costa.

Tanto Ana Lúcia quanto Josenildo são portadores de deficiência visual. Eles receberam, em nome de suas instituições, as publicações em braille do Senado. Além da Universidade Estadual da Paraíba e da Universidade Federal da Paraíba, também foram contempladas com as doações o Instituto dos Cegos de Campina Grande, a Associação Paraibana de Cegos e a Escola Municipal Carlos Neves da Franca.

Representando a Escola Carlos Neves da Franca, a professora portadora de deficiência visual, Denise Karina Lopes Bezerra, explicou que está trabalhando no desenvolvimento de um projeto de educação inclusiva na área de deficiência visual. Os livros doados pelo Senado foram "Lei de Falências", "Lei Antidrogas", "Lei de Diretrizes e Bases da Educação", "Legislação Desportiva", "Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa", "O Velho Senado" (Machado de Assis), "Um passeio de Bonde" (Artur Azevedo) e "Eu Senadoro um Passeio" (Ziraldo).


Fonte: Jornal O Girassol - 25/11/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 26/11/2010

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Hopi Hari recebe 8 mil pessoas no 9º Dia Especial

Parque abriu em 23/11 exclusivamente para receber instituições que cuidam de pessoas com deficiência.
O Hopi Hari, maior parque temático da América Latina, recebeu nesta terça-feira, 23, cerca de 8 mil pessoas no 9º Dia Especial, data que o parque abriu exclusivamente para receber pessoas com deficiência. No total, 94 entidades participaram do evento, 12 instituições da capital e 82 do interior. “A emoção de receber 8 mil pessoas com deficiência em um único dia, em uma festa para celebrar a inclusão, nos aponta para vivermos em uma sociedade mais justa e soberana”, disse Armando Pereira Filho, presidente do Hopi Hari.

A edição deste ano do Dia Especial de Hopi Hari teve como padrinhos a deputada estadual Célia Leão e os atletas da Seleção Paraolímpica Brasileira de Natação Andre Brasil e Daniel Dias. O mascote do evento foi o personagem Luca, menino cadeirante criado para a Turma da Mônica e cedido gratuitamente por Maurício de Souza para utilização no 9ª Dia Especial de Hopi Hari.

“Para mim, esse dia é, realmente, muito especial. Inclusão é ficar junto, é participar, e o Hopi Hari nos deu esse direito. Com ou sem deficiência, podemos fazer coisas maravilhosas”, disse Célia Leão. “Ninguém é diferente de ninguém. Fico contente em saber que existem pessoas que acreditam em um mundo de direitos iguais para todos”, completou Andre Brasil.

Daniel Dias destacou a emoção de ver as pessoas com deficiência se divertindo no parque. “O deficiente quer uma oportunidade. O limite está em nossa cabeça. Estou muito honrado de ser padrinho deste evento”, declarou o atleta.

Durante o passeio pelo parque, Daniel e Andre se aventuraram pelo Rio Bravo, na região de Wild West. Junto com Célia Leão, os padrinhos se divertiram na La Tour Eiffel, um elevador que despenca de uma altura de 69 metros, e no Katapul, um looping que vai de frente e volta de costas.

No ano passado, o Hopi Hari foi sede do lançamento oficial do Dia Nacional da Pessoa com Deficiência em Parques e Atrações Turísticas. O evento, realizado em parceria com o Sindepat (Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas) e Adibra (Associação Brasileira das Empresas de Parques de Diversão do Brasil), ocorreu no dia 3 de dezembro e reuniu mais de 8 mil pessoas com deficiência de 82 instituições de 23 cidades.

Acessibilidade

A acessibilidade de suas 59 atrações é uma preocupação constante do Hopi Hari. Desde 2001, o parque mantém o Código Azul, desenvolvido com o objetivo de oferecer um serviço de qualidade e com toda segurança às pessoas com deficiência. Para implantar o projeto, foi criada a Equipe Código Azul, que recebe treinamento específico para garantir atendimento diferenciado a esse grupo de visitantes.

Logo na entrada do Hopi Hari, a pessoa com deficiência (permanente ou temporária) é recebida por um colaborador do parque, que elabora um mapeamento personalizado das atrações indicadas para cada necessidade. Esse mapeamento leva em consideração diversos aspectos, como uso de medicação, movimento e coordenação, se há acompanhante ou não, entre outros fatores. O Programa Código Azul também é indicado para gestantes, idosos e pessoas recém-operadas ou com fraturas, como por exemplo, um braço engessado.

O parque conta, ainda, com serviço de locação de cadeiras de rodas motorizadas, oferece rampas de acesso para suas atrações e assentos preferenciais em seus teatros e restaurantes. Os colaboradores do parque também passam por treinamentos periódicos com o objetivo de oferecer serviço de qualidade e prestar os primeiros socorros, caso necessário. O parque possui mapa em braile, disponível no SAV (serviço de Atendimento ao Visitante), além das placas das atrações também em braile.

O Hopi Hari também mantém pessoas com deficiência em seu quadro de funcionários e abre, constantemente, novas vagas para candidatos com esse perfil.

Fonte: www.vidamaislivre.com.br - 24/11/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 25/11/2010

Escolas abrem portas para irmãos autistas

Mãe revelou o drama para matricular casal de filhos em colégios da Capital.
Marcelo Gonzatto

Ao revelar a dificuldade encontrada para matricular dois filhos em um colégio particular da Capital por apresentarem sintomas de autismo, a jornalista Alessandra Gudolle ganhou a solidariedade de colégios dispostos a aceitar as crianças. Ontem, quando seu drama foi tema de reportagem em ZH, a mãe recebeu dezenas de ligações e e-mails de educadores e pais com ofertas e indicações de estabelecimentos que aceitam alunos com deficiência.

Defensores da inclusão escolar, porém, afirmam que essa não costuma ser a regra.

A rede ACM, uma das instituições dispostas a receber o casal de irmãos, há cerca de 10 anos não aceitava estudantes com algum tipo de comprometimento físico ou intelectual em sala de aula. Tudo mudou quando pais de um aluno cadeirante e vítima de doença degenerativa procuraram a direção para implorar por uma matrícula.

– Tinha medo que me arrepiava quando vinha um aluno com deficiência. Daquela vez, decidi aceitar a matrícula e jamais me arrependi – conta o diretor Leopoldo Radavelli.

Hoje, a rede destina de 15% a 20% das salas de aula para estudantes com deficiência.

Por intermédio de uma indicação, Alessandra marcou uma entrevista para sexta-feira com a direção de outra escola com tradição em inclusão de crianças com deficiência, a Conhecer, no bairro Santa Tereza. Além disso, ainda vai avaliar outras possibilidades.

O presidente do Sindicato dos Estabelecimentos do Ensino Privado (Sinepe), Osvino Toillier, afirma que o caso de Alessandra será motivo de conversas entre diretores. Ele acrescenta que a entidade defende a política de inclusão, mas sem caráter de obrigatoriedade para todos os casos:

– Se um aluno precisa de atendimento especial, a escola fica com o direito e o dever de avaliá-lo.

Integrante da ONG Inclusive, voltada à inclusão e cidadania, Lucio Carvalho discorda de que as escolas podem escolher alunos levando em conta algum tipo de deficiência:

– O que tem tornado parcial a inclusão escolar em nosso Estado é uma visão e uma defesa parciais dos direitos das pessoas com deficiência.

Carvalho destaca que a Lei Federal 7.853, de 1989 (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L7853.htm), diz que é crime “recusar, suspender, procrastinar, cancelar ou fazer cessar, sem justa causa, a inscrição de aluno em estabelecimento de ensino de qualquer curso ou grau, público ou privado, por motivos derivados da deficiência que porta”.

Fonte: Zero Hora - Porto Alegre - RS, 24/11/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 25/11/2010

Mãe de duas crianças com autismo tem dificuldade para encontrar escola para os filhos

Portadores de grau leve do transtorno que afeta a comunicação, os dois irmãos foram rejeitados por colégios da Capital.
Marcelo Gonzatto

Encontrar uma escola para seus dois filhos — uma menina de seis anos e um menino de três — se transformou em drama para uma mãe em Porto Alegre. portadoras de um grau leve de autismo, as crianças já foram rejeitadas em duas escolas particulares próximas de sua casa. Agora, a mãe pensa em se mudar para perto de um colégio que aceite o casal de irmãos. Motivado por casos como esse, o Ministério Público Estadual (MPE) tem um inquérito civil sobre inclusão escolar em andamento na Capital.

A mãe das crianças, Alessandra Araújo Gudolle, conta que a menina atualmente cursa a 1ª série do Ensino Fundamental no colégio Pastor Dohms, no bairro Cavalhada, onde mora. Porém, como a escola vai se transferir para outra região da cidade, Alessandra se viu obrigada a procurar um novo estabelecimento para Júlia fazer a 2ª série, e o irmão menor, Eduardo, ingressar na pré-escola. Até agora, não teve sucesso.

Na primeira tentativa, no colégio Santa Tereza de Jesus, no bairro Cavalhada, diz ter ouvido da direção que o estabelecimento “não faz inclusão”. Argumentou que os sintomas dos dois filhos são amenos e se manifestam como uma espécie de timidez mais intensa, sem necessidade de equipe especial de atendimento ou de adaptações físicas da escola. Nem mesmo foram recebidos para uma visita às dependências.

A família se encheu de esperança após uma visita a outro estabelecimento próximo, o Maria Imaculada, localizado no bairro Praia de Belas. Fizeram uma primeira visita ao local, onde já estuda cerca de uma dezena de alunos portadores de deficiências físicas ou mentais. Porém, um dia depois, Alessandra foi chamada e informada de que não poderia fazer a matrícula. A dupla rejeição abalou a pequena estudante. Como sua escola vai mudar de endereço, praticamente todos os colegas já anunciam entre si onde vão estudar ano que vem — menos Júlia.

— Eu digo para a minha filha que os colégios não têm vaga para ela. Mas todos os outros colegas já comentam sobre a escola onde vão estudar no ano que vem. Ela chora e tem dificuldade para dormir à noite — revela Alessandra.

Especialista destaca o estudo em escola regular
A pedagoga Adriana Latosinski Kuperstein, especializada em autismo, afirma que a inclusão escolar é fundamental para o desenvolvimento das habilidades.

— Estudar em uma escola regular melhora o prognóstico. Além disso, o tratamento precoce tende a amenizar os sintomas a ponto de que, em muitos casos, só os familiares e especialistas conseguem detectar o autismo — comenta Adriana.

Como o médico da família não recomenda grandes deslocamentos para os irmãos no caminho para a escola, a mãe agora cogita se mudar a fim de que a menina continue estudando no Pastor Dohms ou em outra escola que a aceite.

— Muitas pessoas acham que autista é aquela pessoa que bate a cabeça e grita. Mas isso é um estereótipo. Minha filha tem avaliações excelentes na 1ª série — afirma Alessandra.

Inclusão de deficientes é apenas parcial

A legislação estabelece que a política educacional brasileira deve privilegiar a inclusão de portadores de deficiência no sistema regular de ensino. Porém, a falta de uma determinação mais explícita sobre a obrigatoriedade de matrículas faz com que a inclusão escolar seja apenas parcial.

Por meio de um inquérito civil, o Ministério Público Estadual acompanha há cerca de dois anos relatos semelhantes aos de Alessandra. Foi estabelecida uma comissão com as secretarias da educação do Estado e de Porto Alegre, entidades de defesa dos direitos de portadores de deficiência e do Sindicato dos Estabelecimentos do Ensino Privado do Estado (Sinepe).

— Estamos em uma fase de transição, em que as escolas públicas e privadas ainda não conseguem atender a toda diversidade de situações. Por isso, a solução razoável foi montar um cadastro com que tipo de deficiência cada estabelecimento pode lidar. Espero receber o resultado final em breve — diz a promotora da Infância e da Juventude Synara Buttelli.

Synara afirma que, apesar de a legislação pregar a inclusão, é preciso ter compreensão quando a deficiência do aluno exigir uma estrutura física ou de pessoal inexistente. Nesse caso, segundo ela, fica difícil cobrar a matrícula. Porém, quando a deficiência é considerada leve, em tese não haveria razão para negar o acesso:

— Do ponto de vista legal, existe, sim, o direito de a criança ser incluída no ensino regular. Infelizmente, isso não ocorre de uma hora para outra.

O presidente do Sinepe, Osvino Toillier, afirma que há mais de um ano não há relatos de recusa de matrícula.

— Entendemos que a escola particular deve ser inclusiva, mas não há como todas elas atenderem a todos os tipos de deficiência — ressalva.

CONTRAPONTOS
O que diz Rosane de Almeida, coordenadora pedagógica da 1ª etapa do colégio Maria Imaculada
“A escola trabalha com vários casos de inclusão, desde o maternal até o Ensino Médio. O que ocorreu é que, neste momento, chegamos ao nosso limite para que a gente possa fazer um atendimento qualificado. Devido à questão do nosso número de profissionais, não temos, no momento, como aceitar novos casos. Queremos ampliar, mas precisamos fazer isso com respeito e responsabilidade, principalmente em relação às crianças que já atendemos.”

O que diz a direção do colégio Santa Teresa de Jesus
Zero Hora deixou três recados com a direção do estabelecimento, ontem à tarde, mas não obteve retorno.

O AUTISMO?

O que é?
- O autismo é um transtorno de desenvolvimento definido por alterações que costumam se manifestar antes dos três anos e se caracteriza por comprometimentos na comunicação, na interação social e no uso da imaginação.

Como lidar com a situação na escola?
- É importante abandonar estereótipos sobre o autista como aquela pessoa que grita e se balança o tempo todo. A doença tem vários graus e, quando tratada desde cedo, aumenta significativamente a capacidade do portador. Recomenda-se que, sempre que possível, um estudante com transtorno de autismo estude em uma sala de aula comum. Basta que os professores saibam do problema, estejam atentos a necessidades da criança e mantenham contato em reuniões periódicas com o médico e os demais profissionais que acompanham o aluno, como psicólogo ou fonoaudiólogo.

A família
- Embora seja possível entrar com uma ação judicial para garantir o acesso à educação, seja em rede pública ou particular, é recomendado procurar um estabelecimento que faça questão de aceitar a criança com transtorno autista e trabalhar com ela – o que tende a criar um ambiente mais favorável para ela. Escolas com menor número de alunos também são preferíveis aos grandes estabelecimentos, por permitirem, em tese, uma atenção mais individualizada.

A questão legal

- O artigo 208 da Constituição Federal assegura ao deficiente o direito de frequentar a rede regular de ensino, seja ela pública ou particular
- A Lei de Diretrizes e Bases da Educação e a lei de inclusão escolar estabelecem uma política nacional que privilegia a matrícula de portadores de necessidades especiais, físicas ou mentais, em escolas regulares. Porém, não resultam em uma obrigatoriedade explícita para os colégios particulares
- Conforme a promotora da Infância e da Juventude do Ministério Público Estadual Synara Buttelli, nem sempre é possível exigir a matrícula do colégio, principalmente quando exige algum tipo de estrutura física ou de pessoal de que o estabelecimento não disponha

Fonte: Zero Hora - Porto Alegre - RS, 24/11/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 25/11/2010

Lages tem 14 meses para adaptar prédios públicos às regras de acessibilidade

Prazo foi determinado por um Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público.

da Redação

A prefeitura de Lages tem três meses para realizar um levantamento que apontará se os prédios públicos do município respeitam as condições de acessibilidade. Em 14 meses, as adaptações que incluem rampas, escadas e banheiros adaptados aos portadores de necessidades especiais devem estar prontas.

O prazo foi estipulado pelo Ministério Público (MP) Estadual, por meio da assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a prefeitura na sexta-feira. O promotor de Justiça Wilson Paulo Mendonça Neto, com atuação na área de Cidadania e Direito Humanos da Comarca de Lages, afirma que prédios públicos mais antigos têm problemas no acesso adequado: não oferecem escadas e rampas.

Conforme o promotor, o objetivo da ação é aumentar a conscientização sobre as regras de acessibilidade. Se não cumprir o prazo, o município fica sujeito ao pagamento de multa.

Fonte: Clic RBS - Lages - SC, 24/11/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 25/11/2010

Cadeira de rodas em escolas públicas

"Em todo o país, o deslocamento de deficientes físicos e de pessoas temporariamente impossibilitadas de caminhar tornou-se mais adequado, mas continua sendo um problema em alguns estabelecimentos", afirma o deputado Gilmaci Santos, líder do PRB, que, objetivando a melhora na qualidade de vida dessas pessoas, apresentou o Projeto de Lei 665/2008, que autoriza o Poder Executivo a disponibilizar pelo menos uma cadeira de rodas em cada instituição de ensino público no âmbito do Estado.

O objetivo do PL é facilitar o deslocamento de deficientes físicos ou de pessoas que estejam temporariamente impossibilitadas de se locomoverem, nas dependências das instituições de ensino público do Estado. O projeto prevê também que todas as escolas públicas disponham de dependências e instalações adequadas para garantir a loco­moção destas pessoas.

Segundo o deputado, a ideia também é garantir o acesso dos eleitores aos locais de votação para que eles então exerçam sua cidadania. "O direito de votar e de estudar com dignida­de é di­­reito do ci­­dadão e não pode ser reti­rado dessas pessoas", afirma Gilmaci Santos. O projeto já recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça e da Comissão de Educação.

gilmacisantos@al.sp.gov.br

Autor: Da assessoria do deputado Gilmaci Santos

Fonte: Jus Brasil (24/11/2010) (www.deficienteciente.com.br)

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 25/11/2010

VIRADA INCLUSIVA Participação Plena

03 DE DEZEMBRO - DIA INTERNACIONAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

Ação comemorativa do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência. Dias 3 e 4 de Dezembro de 2010.

A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Governo do Estado de São Paulo( http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/)tem por finalidade o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à população com deficiência e suas famílias. Neste ano de 2010, decidiu-se por celebrar de forma genuinamente inclusiva o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência - 3 de dezembro, com o evento "Virada Inclusiva: Participação Plena", em parceria com a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida de São Paulo e mais de 40 instituições atuantes na área da deficiência, numa conjugação de esforços, apoio técnico e logístico.

O evento constitui de uma série de shows, palestras, oficinas, apresentações, mostras teatrais, exposições, partidas, gincanas e demais manifestações de arte, cultura, esporte e lazer em uma variada gama de lugares em diversos municípios do estado de São Paulo.
As atividades acontecem entre os dias 3 e 4 de dezembro, contando com mais de 24 horas de diversão inclusiva e informação com participação plena de todos os cidadãos.

As ações constituem em esforço conjugado de outras Secretarias e esferas da administração pública do Estado e Município de São Paulo e da sociedade civil organizada, também contando com a participação voluntária de pessoas e grupos do mundo artístico e esportivo, de forma a garantir a mobilização necessária dos recursos imprescindíveis à realização do evento.

A "Virada Inclusiva: Participação Plena" só será possível com a participação de todos. Contamos com sua presença, consulte a Programação e participe.
Avise os familiares e amigos!

Para mais informações, acesse o site da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência (http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/)
Rua Auro Soares de Moura Andrade, 564 - Portão 10 - Barra funda
(Memorial da América Latina - ao lado do metrô Barra Funda)

Fonte: Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência - 19/11/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 25/11/2010

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Homem de 55 anos se submete a testes com células-tronco embrionárias

Americano com distrofia macular será um dos primeiros participantes do segundo teste clínico realizado com células-tronco em humanos.
da Redação

Christopher Goodrich, morador de Portland, Oregon, mal pode esperar para que lhe enfiem uma agulha no olho.

Ele pretende se tornar um dos primeiros participantes de um teste clínico recém-aprovado pelas autoridades norte-americanas. É apenas a segunda experiência em humanos com células-tronco embrionárias a ser aprovada no mundo.

O pequeno laboratório Advanced Cell Technology, de Massachusetts, começará a recrutar 12 pacientes de Oregon e Massachusetts que sejam portadores da rara distrofia macular de Stargardt.

Goodrich, 55, aposentou-se no ano passado de um cargo administrativo na Universidade Estadual de Portland por causa de um súbito e inexplicável agravamento da sua doença.

Como a maioria das vítimas, ele vinha sofrendo uma gradual piora na visão desde o começo da idade adulta. "Óculos ajudam pouquíssimo", disse Goodrich por telefone. Ele explicou que, por causa da distrofia macular, enxerga tudo "estilhaçado". "Consigo ver alguma coisa com o canto do olho, aí viro e cabeça e não vejo."

Agora, a esperança dele é que os médicos injetem células-tronco embrionárias no seu olho, e que elas se instalem e substituam as células danificadas.

"Já fiz uma lista de tudo o que eu adoraria fazer e tudo o que eu adoraria ver", disse Goodrich.

Esta é a promessa mais imediata das pesquisas com células-tronco embrionárias, que essas células imaturas possam ser "instruídas" a se tornarem um determinado tecido, e que induzam outras células a crescerem e se renovarem.

O produto da Advanced Cell Technology é uma célula-tronco embrionária humana "treinada" para se tornar uma célula da retina.

No primeiro teste clínico, algumas centenas de células serão injetadas em um olho de cada voluntário, basicamente para ver se isso é seguro.

A distrofia macular de Stargardt afeta entre 30 mil e 50 mil norte-americanos, segundo a Fundação Americana da Degeneração Macular, mas a Advanced Cell Technology cobiça um mercado muito maior se o teste der certo --o de pacientes com degeneração macular causada pela idade.

Essa condição, que pode levar à cegueira, afeta mais de 30 milhões de pessoas no mundo, e é a principal causa de perda da visão entre pessoas com mais de 60 anos nos EUA.

Fonte: Folha Online - 23/11/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 24/11/2010

Cão pode ser chave para entender distrofia muscular, revela estudo da USP

Time de pesquisadores da universidade esquadrinha cada detalhe do DNA do animal em busca de pistas da resistência à doença.

Giuliana Miranda

"Não é possível, esse cachorro não tem nada! Olha como ele corre", espantou-se Anderson Oliveira, 14, ao conhecer Ringo, um golden retriever de sete anos.

O cachorro tem distrofia muscular, mesma doença degenerativa que tirou os movimentos do jovem. Contrariando todos os padrões de evolução da moléstia, o animal não tem problemas para se movimentar.

Testes em laboratório revelaram que ele é capaz de pular, correr e andar quase tão bem quanto um animal sem distrofia muscular.

Para os cientistas, essa é a primeira vez que um cão com total ausência de distrofina --proteína que contribui para a firmeza das fibras musculares e cuja ausência causa a distrofia-- consegue manter atividades físicas em níveis tão intensos.

Por conta disso, um time de pesquisadores da USP agora esquadrinha cada detalhe de seu DNA, em busca de uma pista do que poderia estar provocando a resistência aos efeitos da doença.

Também estudando cães, a mesma equipe acaba de testar com sucesso o uso de células-tronco para fortalecer os músculos afetados pela distrofia. Nesse aspecto, os bichos também são cruciais.

"A distrofia dos cachorros é causada por um defeito no mesmo gene que causa a distrofia de Duchenne [tipo mais comum e mais grave da doença] em seres humanos. Se nós formos capazes de curar esses animais, então nós também curaremos os meninos", disse à Folha a geneticista Mayana Zatz.

A cientista dirige o Centro de Estudos do Genoma Humano, que realiza o mapeamento genético de Ringo.

Ele e outros 16 golden retrievers fazem parte do projeto Genocão, um canil na USP onde efeitos e tratamentos da distrofia são estudados.

Conhecida como GRMD (sigla para distrofia muscular do golden retriever, em inglês), a doença é relativamente comum nessa raça.

Ela é provocada por um defeito num gene do cromossomo X, assim como a distrofia dos seres humanos.

Cientistas veem indícios de que o "segredo" de Ringo também possa estar ligado a uma alteração nesse cromossomo. Isso porque o cachorro conseguiu passar adiante essa "proteção" para pelo menos um de seus filhotes.

FAMA
A singularidade de Ringo fez com que ele virasse uma espécie de celebridade entre os geneticistas do mundo todo. A história já foi abordada em diversos congressos e apresentada em periódicos científicos internacionais.

Apesar da aura promissora, os pesquisadores daqui também pedem cautela quanto ao resultados dos estudos com o animal.

"Ainda falta um longo caminho para dizermos exatamente o que torna o Ringo desse jeito", alerta Zatz.


Fonte: Folha Online - São Paulo - SP, 23/11/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 24/11/2010

Pesquisa do Instituto Ethos e IBOPE Inteligência alerta para o descumprimento da lei de cotas para pessoas com deficiência

500 maiores empresas desvalorizam a diversidade e descumprem leis que garantem acesso a Pessoa com Deficiência.
da Redação

Apesar do discurso politicamente correto de valorização da responsabilidade social, parte significativa das 500 maiores empresas brasileiras ignoram completamente a inserção da diversidade entre seus quadros funcionais, fechando os olhos inclusive para o cumprimento de leis que garantem a presença de parte dessa diversidade, como a Lei de Cotas (lei 8.231/91) e a Lei do Aprendiz (lei 10.97/2000). É o que se conclui a partir do relatório “Perfil, Social, Racial e Gênero das 500 Maiores Empresas do Brasil e suas Ações Afirmativas”.

Divulgado no último dia 11, o estudo foi elaborado pelo Instituto Ethos e pelo Ibope Inteligência, que tomaram como base os questionários respondidos pelas 500 empresas participantes do ranking da revista Exame. O estudo analisou os dados de 623.960 pessoas, entre homens e mulheres do quadro funcional, supervisão, gerência e quadro executivo das maiores empresas, no período de 24 de fevereiro a 18 de junho de 2010.

As respostas ao questionário expressam como mulheres, jovens, profissionais com mais 45 anos ou mais, negros e pessoas com deficiência vivem no ambiente de trabalho no interior dessas grandes empresas: relegados ao segundo plano.

Em relação às pessoas com deficiência, o relatório aponta: “É de 14,5% a porcentagem de pessoas com deficiência na população brasileira. É muito nítida, apesar disso, a sub-representação desses indivíduos em todos os níveis hierárquicos das empresas da amostra: 1,5% no quadro funcional, 0,6% na supervisão, 0,4% na gerência e 1,3% no executivo”.

Tal sub-representação fica ainda mais gritante quando ela é tratada também como desrespeitoà Constituição Federal, que proíbe qualquer discriminação para admissão e remuneração em razão de deficiência e garante a reserva de vagas na administração direta e indireta às pessoas com deficiência. Além disso, a Lei de Cotas obriga a empresa com 100 ou mais empregados a preencher de 2% a 5% dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas com deficiência, habilitadas, na seguinte proporção: até 200 empregados, 2%; de 201 a 500, 3%; de 501 a 1.000, 4%; e acima de 1.000, 5%.

Outro dado escandaloso é que 81% das empresas que compõem a amostra da pesquisa são aquelas que devem ter entre seu quadro de funcionários 5% de pessoas com deficiência, já que no total têm mais de mil funcionários, em atendimento à Lei de Cotas. Porém, parte considerável dessas empresas diz não ter medidas para incentivar a participação de pessoas com deficiência. Ao mesmo tempo, permanece adotando o discurso politicamente correto, já que na lista de ações afirmativas desenvolvidas pelas empresas a manutenção de programa especial para contratação dessas pessoas está em primeiro lugar, com 81% de menções.

É preciso atentar também para as empresas que fogem a esse perfil, já que entre aquelas que participam do grupo das 500 maiores estão empresas que hoje são exemplos na inserção da pessoa com deficiência no mercado de trabalho, mostrando que é possível fazer diferente e o quanto se ganha com a presença da diversidade no ambiente corporativo.

Em relação ao jovem, a Lei do Aprendiz também é ignorada. A lei garante que as grandes e médias empresas contratem um número de aprendizes equivalente a 5%, no mínimo, e 15%, no máximo, dos trabalhadores existentes em cada estabelecimento cujas funções demandem formação profissional específica. O texto legal visa facilitar o ingresso do jovem no mundo do trabalho, como meio de transformar sua realidade pessoal e social. Não se trata apenas de gerar empregos, mas de permitir a formação profissional do jovem, sem comprometer a empregabilidade e os ganhos futuros.

Mas os empresários fecham os olhos a essa finalidade, já que o relatório demonstra que 43% de empresas contratam menos do que manda a lei. A parcela majoritária, de 54%, está na faixa exigida pela lei, sendo que a grande maioria de 83% das empresas dessa faixa, não excede o mínimo de 5%.

Chama atenção o abismo que há entre essa realidade e a interpretação que o presidente de cada uma das empresas tem sobre ela. A pesquisa também questionou especificamente os responsáveis pelas corporações para saber como compreendiam determinadas situações relacionadas com os resultados identificados no estudo. As respostas demonstram completa ignorância da realidade dos funcionários e do potencial proporcionado pela diversidade. Por exemplo, em resposta a pergunta: “Se a proporção de pessoas com deficiência está abaixo do que deveria, a que atribui?”, 73% respondeu o seguinte: “À falta de qualificação profissional de pessoas com deficiência para os cargos”

Em síntese, respostas como estas demonstram que a responsabilidade social é mais discurso para a mídia do que prática cotidiana na maior parte das 500 maiores empresas brasileiras.


Fonte: Espaço da Cidadania - 23/11/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 24/11/2010

Mulheres... A embalagem pode ser diferente, mas a essência é sempre a mesma

Crônica de Adriana Lage sobre a essência feminina e sua relação com mulheres com deficiência.

Adriana Lage

Ontem à noite, ao ler uma revista voltada para o público feminino, fui tomada pela seguinte dúvida: como ficamos, nós, mulheres com deficiência perante a ditadura da beleza? Adoro ler essas revistas que falam sobre comportamento, cosméticos, roupas, corpo perfeito, auto ajuda, etc. Mas sempre sinto falta de matérias com foco também em mulheres com alguma deficiência.

Há uns anos atrás, me lembro de ter lido uma matéria muito bacana, na Revista Cláudia, sobre a Mara Gabrilli. A partir dessa matéria, resolvi dar uma ‘sacudida’ no visual: adotei vestidos, decotes, sapatos de salto, cores e muito brilho... percebi que, assim como a Mara, era possível ser uma mulher bela e desejada mesmo andando sobre rodas. A cadeira de rodas não elimina nossa feminilidade nem a sensualidade. Ao ler a matéria, que falava sobre vários aspectos da sua vida, fiquei mais fã da Mara. Ela é uma das poucas cadeirantes que vejo ilustrando revistas. Inclusive, foi uma das poucas tetraplégicas a posar nua. Ao folhear uma revista, encontramos modelos de todas as raças e tipos de beleza. Aquelas que fogem, de alguma forma, do padrão, aparecem pouco. Quase não vemos cadeirantes, gordinhas, amputadas, idosas, anãs, downs...

Minha irmã morreu de rir com a minha indignação ao ler a revista. À medida que as folhas iam passando, sempre ficava a pergunta: E eu? Onde fico nessa história?? A primeira matéria, falava sobre um corpo perfeito e ensinava uma série de exercícios para se ter um corpo escultural até o verão. Olhei os exercícios e não encontrei um que pudesse ser feito por uma cadeirante tetraplégica... Sempre fui invocada com minha ‘barriguinha’. Já pedi às fisioterapeutas e a 2 personais para me ajudarem a eliminar a indesejada barriguinha. Todos riram e me disseram que não tem jeito. Só lipoaspiração mesmo!! É natural cadeirantes exibirem uma ligeira barriguinha por causa da postura. Minha nutricionista também não me disse que eu queria algo impossível. Mas, mesmo assim, introduziu sementes oleaginosas na minha alimentação. Segundo ela, a ingestão diária de uma castanha do Pará e uma porção de nozes, ajuda a queimar a gordura abdominal. Se realmente funciona, eu não sei. Mas o efeito psicológico é maravilhoso!

Outra matéria sugeria fazer amor em locais inusitados (jardim, montanha, praia, piscina) para despertar ainda mais nossas emoções e hormônios, deixando nosso parceiro louco. Sem brincadeira, em todos os locais sugeridos, as posições indicadas exigiam um certo malabarismo por parte da mulher. Ou seja, tetraplégica, teria que inventar formas alternativas. Se bem que na água, tudo fica mais fácil... Uma das características que mais admiro no ser humano é a sua incrível capacidade de adaptação. Não só no sexo, mas em todos os setores da vida, podemos sempre descobrir ou reinventar formas de se fazer determinada coisa. Com um pouquinho de criatividade e boa vontade, o impossível vira mesmo questão de opinião.

Também fico injuriada com as roupas e sapatos. Já li várias reportagens sobre moda inclusiva e ainda estamos no início do caminho. Mesmo que tenha vontade de comprá-la, muitas vezes, acabo desistindo de levar determinada peça por falta de praticidade na hora de vesti-la, por causa do tecido, por ter botões difíceis de abrir... Determinadas roupas, como, por exemplo, alguns coletes que estão na moda, acabam se agarrando nas rodas da cadeira quando andamos. É meio caminho andado para um acidente! Ainda existem pessoas que pensam que cadeirante precisa andar mal arrumado. Muitas pessoas se espantam quando me vêem toda ‘perua’ na cadeira de rodas. Nada contra quem usa, mas eu não gosto de moleton. Usei muito quando era criança. Agora, só pra dormir, sozinha e nas noites de muito frio!! Alguns amigos me chamam de patricinha. Não ligo para rótulos, nem para roupas de marca... Mas gosto de me arrumar e me sentir bem com a roupa que uso. Uma amiga do trabalho me disse que se tornou mais vaidosa quando me conheceu. Ela me disse que, quando me viu de vestido, exibindo as pernas finas sequeladas da pólio, parou de sentir vergonha de si mesma e de se preocupar com as opiniões alheias. Tratou logo de tirar os vestidos do armário e colocar as pernas e o colo à mostra.

Sempre tive um pé pequeno. Até pouco tempo, era uma luta encontrar sapatos com numeração pequena que não fossem da Barbie!! Felizmente, as crianças de hoje crescem muito rápido e possuem pés maiores. Vira e mexe, alguém ri quando conto que costumo comprar sapatos na sessão infantil das lojas.

Ainda são poucas as revistas voltadas ao público com deficiência. Mas são de grande valia. Sempre trazem conhecimentos novos e experiências bacanas. Sei que, no momento, estou pedindo muito, mas espero ver, ainda, mais matérias voltadas para pessoas com deficiência em revistas ‘normais’. Para as revistas femininas, deixo aqui a minha dica: independente da idade, da raça, da deficiência, do credo, mulher é sempre mulher!! A embalagem pode ser diferente, mas a essência é sempre a mesma. Compartilhamos dos mesmos sonhos, medos, chiliques e amores.

Fonte: Rede Saci - 23/11/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 24/11/2010

Senado e prefeitura de São Paulo firmam acordo para impressão de materiais em Braile

Parceria é a primeira desse tipo e será assinada terça-feira (23), em Brasília.
da Redação
Acordo inédito com a gráfica do Senado Federal vai permitir a impressão gratuita de materiais em braile para a Prefeitura de São Paulo.

O termo de cooperação técnica será assinado nesta terça-feira, dia 23 de novembro, em Brasília, pelo secretário Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marcos Belizário.

Pela parceria, poderão ser transcritos livros, manuais, folhetos e outros materiais impressos, desde que se destinem à distribuição gratuita e que indicados pela secretaria, que atuará como gestora do processo.

Não há um limite prévio de solicitações, mas cada título terá tiragem máxima de 150 exemplares.

“Esta era uma reivindicação antiga e ficamos felizes que a Prefeitura de São Paulo seja a primeira a concretizar esta parceria”, afirma Belizário.

A assinatura do termo de cooperação acontece às 16h na sala da 1ª Secretaria do Senado – Anexo I – 7º andar, com presença do senador Heráclito Fortes, da direção da Gráfica do Senado e do secretário Marcos Belizário, representando o prefeito Gilberto Kassab.


Fonte: SMPED -São Paulo - SP, 23/11/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 24/11/2010

A Pequenez do Ser Humano



Essa figura da foto é o Fabiano, personagem do relato abaixo, que me foi enviado pela repórter Ivonete, de São Paulo. Uma grande lição pra muita gente.
"Parece brincadeira, mas não é: trata-se de um assunto estarrecedor que me fez refletir muito nos últimos dias depois de uma conversa (ao telefone) com um grande amigo meu que, em novembro de 2005, sofreu um grave acidente de moto, em São Paulo, e, como conseqüência, hoje está paraplégico.
Passados 5 anos do ocorrido, entre a fase inicial da depressão até alcançar um grau de maturidade (e aceitação), muitas histórias irônicas e que beiram a pequenez do ser humano são contadas por ele.
Uma delas eu gostaria de compartilhar com os amigos leitores do Blog do cadeirante (do Alessandro) que me fez refletir como algumas pessoas, ditas “normais”, ainda enxergam os cadeirantes com olhar de comiseração, piedade, quando na verdade não deveria ser assim. Porque não é assim!!!
Esse meu amigo contou-me que, um dia, aguardava na esquina de uma rua um outro amigo dele de trabalho para, juntos, irem à empresa que mantinham. Parado nessa esquina, em sua cadeira de rodas, eis que surge uma picape à sua frente. Sem que ele fizesse algum gesto, o condutor parou o veículo, abriu o vidro e lhe deu um monte de moedas, dizendo: “tome, pegue!”.
Fabiano, perplexo diante da cena e, visivelmente constrangido, disse: “Não , senhor, por favor, eu não estou pedindo nada, que é isso? Estou aguardando um amigo aqui!”. Mas, o rapaz, insistentemente quis de todas as formas deixar-lhe aquelas “moedas”. Sem ter o que argumentar ou fazer, acabou ficando com “aquilo.”
Não preciso nem falar que apesar dele levar a vida sempre com bom humor e – mesmo depois da cena dar muitas risadas com o seu amigo - no fundo, no fundo, aquela situação o constrangeu imensamente.
O que tiro disso tudo? Sou uma pessoa “normal”, que tento entender como é viver desta forma. Acho que as pessoas deveriam rever seus conceitos, pensamentos, deixar o preconceito de lado. O Alessandro, aqui no blog, em uma de suas postagens, refletiu sobre algo que me chamou a atenção: vivemos a maior parte do tempo sentados.
Eu, por exemplo, trabalho em uma redação de jornal, fico em frente ao computador o dia todo, dirijo meu carro diariamente (sentada, é claro...) até chegar em casa; chego, sento novamente em frente ao computador, à frente da televisão (com um controle nas mãos), enfim, passo a maior parte do tempo sentada.
Claro que temos a facilidade de nos levantarmos quando queremos, etc, mas se pararmos para analisar,a grande realidade é essa: vivemos a maior parte do tempo sentados.
Veja que o ser humano – em sua grande maioria – vê hoje os deficientes, especialmente os cadeirantes, como seres inertes, sem vida, mas não é verdade! O limite está dentro de cada um, o sopro da vida vai além da locomoção, e eu aproveito esse espaço aqui para deixar minha indignação com quem tem esse espírito: de comiseração.
Agradeço a Deus pela vida, pela oportunidade que muitos tiveram ao sobreviverem a acidentes terríveis, como esse meu amigo que, apesar da gravidade, mantém-se grato por tudo, até mesmo pelas adversidades, pois foi através delas que muitos dos seus conceitos e ações do passado foram completamente transformados.

Ivonete Soares
Jornalista
reporter.ivonete@terra.com.br"

Fonte:http://blogdocadeirante.blogspot.com/2010/11/pequenez-do-ser-humano.html - 23/11/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 24/11/2010

terça-feira, 23 de novembro de 2010

VI Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência

Desfile de moda inclusiva movimenta Senado Federal.
da Redação
A moda vai invadir o Salão Negro do Congresso Nacional no dia 7 de dezembro. Serão mais de 20 looks na passarela para mostrar que há um mercado ainda pouquíssimo explorado no Brasil: as mais de 25 milhões de pessoas com deficiência. A diferença está nos detalhes das peças: fechos com velcro, zíper em locais acessíveis e bordados em braile, entre outros. O evento, inédito em Brasília, faz parte da VI Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência, que será realizada entre os dias 7 e 9 de dezembro, no Senado Federal.

A ideia do desfile veio do Concurso de Moda Inclusiva, que acontece há dois anos em São Paulo, promovido pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Segundo a chefe do Cerimonial da Presidência do Senado Federal e coordenadora do programa Senado Inclusivo, Mônica de Araújo, estão vindo para a capital os looks ganhadores do concurso e alguns outros, que estão sendo criados especialmente para a data. “Queremos chamar a atenção da sociedade, mostrar que atitudes simples, como a produção de roupas adaptadas, podem colaborar não só com a inclusão, mas também no resgate da autoestima das pessoas com deficiência”, declara Mônica.

“No dia a dia, não conseguimos imaginar, mas vestir uma criança com paralisia cerebral pode levar quase uma hora sem a roupa adequada”, conta a estilista Leny Pereira, que acaba de lançar uma marca de moda inclusiva. Ela explica que foram cinco anos de estudos e observações até chegar aos modelos que permitem, por exemplo, que uma pessoa com deficiência consiga se vestir sozinha ou, em alguns casos, em menos tempo e com mais facilidade. Leny lembra ainda que a moda inclusiva vale até para casos em que a deficiência é temporária, como no caso de uma perna ou um braço quebrado.

Entre os looks que serão apresentados estão um casaco para deficientes visuais com tachinhas e costuras que demarcam as cores, vestido com bordados e costuras em relevos para crianças que não enxergam e calças com zíper nas laterais, adaptadas para cadeirantes.

A passarela também será adaptada para os modelos cadeirantes, com rampas de acesso e largura suficiente para que deficientes visuais possam entrar com cães-guias. A produção promete não ficar atrás de nenhum desfile do País. Segundo conta Mônica de Araújo, o Salão Negro receberá painéis de luzes LED, sonorização, passarela e tudo que uma apresentação fashion tem direito. “Queremos realmente criar o clima perfeito. Tudo está sendo preparado especialmente para esta noite”, ressalta a coordenadora.

Entre os destaques na passarela, o ex-jogador de futebol e deputado federal eleito, Romário de Souza Faria, vai desfilar com a filha Ivy. Os comentários estão sob responsabilidade da estilista Daniela Auler, coordenadora do Concurso de Moda Inclusiva, da Secretaria do Estado de São Paulo dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

O desfile será realizado na abertura do evento, no dia 7 de dezembro, no Salão Negro do Congresso, a partir das 19 horas. A entrada é gratuita, sujeita à lotação.

Destaques da programação - VI Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência
A abertura da Semana, no dia 7, será com as obras do renomado artista sergipano, Arthur Bispo do Rosário, com o tema “Obraviva - Sonho e Realidade”. No segundo dia de atividades, haverá a abertura do VI Fórum Senado Debate Brasil com o tema “Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência nos Planos Nacional e Internacional”. Em seguida, o capitão Nelson Leoni faz palestra sobre o livro “Haiti: uma lição de vida”. O militar, já aposentado devido a um grave acidente ocorrido durante a Missão de Paz do Brasil no Haiti, conta como sobreviveu a um tiro de fuzil.
No último dia, a agenda fica por conta dos balanços e conclusões obtidas durante o VI Fórum Senado Debate Brasil com apresentação dos atletas do Comitê Paraolímpico Brasileiro e com show das bandas “Toque Especial” e “Tribo de Jah”. Todos os eventos têm entrada gratuita, sujeita à lotação.

Confira abaixo a programação completa:
7 de dezembro – 3ª feira
14h - Sessão Solene de Abertura da VI Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência.
Local: Plenário do Senado Federal
18h - Abertura da Exposição “Obraviva – Sonho e Realidade”, do artista plástico Arthur Bispo do Rosário.
Local: Salão Branco do Congresso Nacional
19h - Desfile de Moda Inclusiva.
Local: Salão Negro do Congresso Nacional

8 de dezembro - 4ª feira
9h às 18h – VI Fórum Senado Debate Brasil “Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência nos Planos Nacional e Internacional”.
Local: Auditório do Interlegis
Local: Salão Negro do Congresso Nacional
15h - Apresentação das peças “Cabrocha” e “Elvis Presley”, do Grupo “Eu Danço”
16h - Palestra “Haiti: uma lição de vida”, com o capitão Nelson Dias Leoni – militar ferido na Missão de Paz do Brasil no Haiti.
17h - Apresentação da Banda “Soul Washing Machine”, de Rodrigo Han
17h30 - Palestra “Universo Perfeito e Não Perfeito”, de Andrea Schwarz e Jaques Haber, consultores em Inclusão de Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho.
Coquetel e autógrafos dos livros - distribuição gratuita.

9 de dezembro - 5ª feira
9h às 18h - VI Fórum Senado Debate Brasil “Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência nos Planos Nacional e Internacional”.
Local: Auditório do Interlegis
Local: Salão Negro do Congresso Nacional
15h - Apresentação dos atletas do Comitê Paraolímpico Brasileiro.
16h - Apresentação da Banda “Toque Especial”.
19h - Apresentação da Banda “Tribo de Jah”.
Informações para a imprensa

Informações: RP1 Comunicação Brasília
Amanda Viviele - amandaviviele@rp1.com.br
Maria Luiza Albuquerque - mariaalbuquerque@rp1.com.br
Regina Trindade - reginatrindade@rp1.com.br
Tel.: 61 3328 5687 / 3328 0665 / 9115 5980 / 9114 7960

Fonte: Portal O Senado - 22/11/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 23/11/2010

Simpósio expôs a batalha da Educação Inclusiva

Segunda edição do evento discutiu as perspectivas da educação com inclusão e foi direcionado para alunos e professores.
da Redação
O primeiro evento foi sobre Bullying. Já o II Simpósio de Educação, realizado na noite da última terça-feira, 15 de novembro, no Centro de Convenções, ofereceu palestras sobre a Educação Inclusiva. "A intenção é trazer sempre temas que contribuam para o trabalho dos professores e estudantes de educação", explicou o vereador Prof. Rodrigo Parras, um dos organizadores do evento, durante o seu pronunciamento na abertura da programação, acompanhada por 130 pessoas.

A professora Rosa Helena Nunes, coordenadora pedagógica do simpósio e representante do CAADE (Centro de Atendimento e Apoio ao Desenvolvimento Educacional), explicou que a rede municipal de ensino registra crescimento anual entre 10% e 15% no atendimento a crianças com necessidades especiais. Hoje, a rede tem 150 alunos diagnosticados. "Só se constrói educação inclusiva com a troca de experiências, enfrentando os desafios para avançar", ressaltou.

O professor Jorge Tomioka, da Universidade Federal do ABC, integrou a mesa de trabalhos e destacou a importância da formação profissional para o mercado. Segundo ele, o projeto para o campus da UFABC em Atibaia está focado na integração regional. "O nosso trabalho aqui será na pesquisa e na preparação de um profissional de qualidade para o mercado". O Ministério da Educação já reservou 400 vagas federais, de ensino superior, para Atibaia, a partir de 2011. É o primeiro passo para a concretização do sonho da universidade federal.

Abrindo as palestras, a professora Regiane B. Bergamo, da Facinter, falou sobre "A diferença entre educação especial e educação inclusiva". Segundo ela, desde 1996, com base na Lei de Diretrizes e Bases, o objetivo é que todos os alunos, inclusive os que apresentam deficiências, estudem juntos, em escola regular. Passados 14 anos, a discussão continua. Para ela, a educação especial é uma modalidade voltada para os educandos com necessidades especiais, já a educação inclusiva procura complementar os serviços educacionais comuns, fazendo o acolhimento - a palavra de ordem - e a adaptação desses alunos. Ela terminou sua palestra com a citação: "Se uma criança não aprende da maneira que queremos, devemos ensiná-la da maneira que ela possa aprender".

A professora da FAAT Sabrina Helena Bandini Ribeiro - psicóloga, acompanhante terapêutica e mestre em Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie - abordou o tema "A inclusão de alunos com comprometimentos graves". Segundo ela, "o autismo não é mais uma condição rara". "Quase todas as escolas têm pelo menos um aluno com esse quadro. O importante é a criança. É nela que devemos pensar antes de trabalhar com a situação. Qualquer criança aprende, por mais comprometida que esteja. As escolas pensam que estão fazendo inclusão, mas muitas vezes estão fazendo integração (inserção condicional). A inclusão pressupõe a concepção de diferenças, que são atendidas com suporte e ajustes. É uma inserção incondicional", explicou. Para Sabrina, a inclusão não pode se restringir às escolas, mas ser estendida à sociedade como um todo.

O professor da FAAT, psicólogo, psicanalista e mestre em Educação pela USP, Tácito Carderelli da Silveira, falou sobre "O papel do professor na Educação Inclusiva". Para ele, o compromisso com a inclusão é ético e político, "até porque a sociedade capitalista criou exclusão em todos os níveis. A batalha da educação é reverter o processo histórico de exclusão. Temos de nos engajar nesse processo. Para isso, partimos de necessidades legais, estruturais (adaptações físicas) e práticas pedagógicas. Mas a rocha mais dura é o preconceito social, talvez o mais difícil obstáculo a ser superado rumo à inclusão. As dificuldades são contornadas, mas não transformamos a mentalidade das pessoas apenas com rampas. A inclusão de fato - e não só de direito (leis) - exige o laço social, que vai além da escola e envolve toda a sociedade", disse.

Ao encerrar o evento, por volta das 22h, o Prof. Rodrigo lembrou que o objetivo do simpósio "foi qualificar e preparar os professores e os estudantes de educação sobre a demanda da inclusão". "Queremos que esse debate gere políticas e novas práticas educacionais", reforçou.

Os participantes do simpósio receberam certificados na saída do evento, que foi organizado pelo Instituto Educar e teve o apoio da Prefeitura de Atibaia, FAAT, COC, Uninter, Unip, Apeoesp, Global Papelaria, Café Atibaiense e Conselho Municipal de Educação.

Fonte: Atibaia - Atibaia - SP, 22/11/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 23/11/2010

Aprovado valor limite para carro adaptado

Projeto aprovado pela Câmara dos Deputados propõe ainda que as montadoras concedam aos veículos adaptados as mesmas garantias dos veículos convencionais.
da Redação

O valor dos veículos adaptados para portadores de deficiência não poderá ultrapassar mais de 10% do valor de um veículo convencional equivalente. A proposta foi aprovada na última semana pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados.

O projeto aprovado (PL 2190/07) é um substitutivo do deputado Dr. Ubiali (PSB-SP) ao texto original, do deputado Márcio França (PSB-SP). Pela proposta, as montadoras devem conceder aos veículos adaptados as mesmas garantias oferecidas aos veículos convencionais.

A medida ainda será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família e de Constituição e Justiça e de Cidadania da Casa.

Obrigatoriedades
O projeto de lei ainda estabelece outras obrigatoriedades às montadoras, como a de produzir, no mínimo, três veículos adaptados a pessoas com deficiências a cada mil veículos fabricados, de cada modelo ofertado.

Todas as obrigações previstas na proposta valem tanto para as montadoras como para as importadoras de veículos ou empresas especializadas na instalação de kits de adaptação.

Para Ubiali, a medida tem a intenção de garantir a disponibilidade de veículos adaptados às pessoas que podem e querem comprar carros novos. Ele ainda lembra de outros incentivos para que os portadores de deficiências possam adquirir um veículo, como a isenção de IPI (Imposto de Produtos Industrialiados) a que tem direito esse tipo de veículo.

A medida tramita em caráter conclusivo, ou seja, não precisa ser votado em Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-la.

Fonte: Correio do Estado - 22/11/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 23/11/2010

Tenista paraolímpica posa nua para capa de revista

A holandesa Esther Vergeer é uma lenda viva do tênis em cadeiras de rodas, com 400 vitórias seguidas e 16 títulos de Grand Slam. E, aos 29 anos, ela também conseguiu se reconhecida por sua beleza.

Ela está em uma das capas da tradicional edição da revista da ESPN dos Estados Unidos, que traz personalidades do esporte sem roupa.

“Quando me pediram para posar nua para a revista, eu não tinha certeza de aceitar, mas eles disseram que eu tinha a última palavra sobre a imagem e isso me fez sentir à vontade”, explicou Esther, que usou apenas uma raquete para cobrir seu corpo.

A revista explicou a ideia e definiu a capa como “educativa”: “Queremos mostrar as diferentes especificidades do corpo e como podemos conseguir isso por causa da grandeza do esporte. Nosso objetivo é entreter, mas também educar. Esther é linda e nós mostramos que a deficiência não é obstáculo para se tornar um grande atleta”, disse o editor Gary Belsky.



A revista já havia prestigiado a beleza de uma atleta paraolímpica no ano passado, quando a triatleta Sarah Reinertsen apareceu na capa. Ela foi a primeira amputada a completar o Ironman.

Fonte:http://uolesporte.blogosfera.uol.com.br - 22/11/2010
Referência: Kica de Castro
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 23/11/2010

Crianças com deficiência em risco de ficar sem apoio nas escolas

Milhares de alunos das escolas públicas com necessidades especiais estão em risco de ficar sem apoio especializado nos próximos meses. Em causa estão as verbas que o Ministério da Educação ainda não pagou aos centros de recursos para a inclusão. As dívidas acumulam-se desde o início do ano lectivo e boa parte das instituições que asseguram o acompanhamento destas crianças nos agrupamentos escolares de todo o país estão à beira da ruptura financeira.

A Federação Portuguesa de Autismo e a Humanitas - Federação Portuguesa para a Deficiência Mental - são apenas duas das organizações que alertam para o perigo de suspender a sua actividade caso o governo não regularize as dívidas até final deste ano. Só na Humanitas são pelo menos 12 as instituições com centros de recursos para a inclusão que temem não conseguir pagar já no próximo mês as despesas correntes e os salários de centenas de técnicos que acompanham 1650 crianças deficientes a estudar em todas as regiões do país, excepto no Algarve.

Não tendo ainda transferido as verbas referentes aos meses de Setembro, Outubro e Novembro, o Ministério da Educação deve já 440 mil euros às instituições federadas na Humanitas. "A principal consequência dessa demora é a suspensão a muito curto prazo dos projectos que desenvolvemos nas escolas e que passam sobretudo pelo apoio especializado prestado por terapeutas da fala, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas ou psicólogos", explica o vice--presidente da federação, João Dias.

Na mesma situação encontram-se os dois centros de recursos para a inclusão da Federação Portuguesa de Autismo, que acompanham 250 crianças nas escolas das regiões de Lisboa e Porto. "Temos contratos para cumprir com os agrupamentos escolares, mas a sua execução depende das verbas do Ministério da Educação", esclarece a dirigente da federação, Isabel Cottinelli Telmo.

O governo concedeu este ano à federação de autismo uma verba superior a 200 mil euros e, por enquanto, a dívida do ministério ascende a 46 815 euros. Entre Setembro e Novembro, Isabel Telmo explica que usou os subsídios de Natal e de férias deste ano para pagar os salários dos técnicos, as despesas correntes e ainda os encargos com as obras que estão a decorrer na Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo.

Porém, em 1 de Janeiro esse pé de meia estará esgotado: "Se entretanto as dívidas não forem liquidadas não temos alternativa senão suspender a nossa actividade", avisa a presidente, que, no entanto, diz acreditar na "boa vontade" das direcções regionais de educação (DRE) para sair deste impasse.

Contudo, a resolução do problema não estará dependente das cinco direcções regionais de educação. Tanto a Humanitas como a Federação Portuguesa de Autismo já questionaram diversas vezes as DRE e obtiveram repetidamente a mesma resposta. "Dizem-nos que desconhecem quando as verbas serão pagas e que a questão só poderá ser solucionada pela tutela", conta João Dias.

O mês de Novembro está a acabar e ainda "não há qualquer resposta", apesar dos "emails enviados às direcções regionais e ao secretário de Estado adjunto da Educação [Alexandre Ventura]", conta o vice-presidente da Humanitas. O i tentou ainda contactar a Federação de Cooperativas de Solidariedade Social para saber se o problema se estende às suas instituições, mas essa informação não chegou a tempo, uma vez que os dois dirigentes se encontram fora do país. O valor total da dívida e o número de instituições e crianças afectadas é outra incógnita, uma vez que o Ministério da Educação não esclareceu as dúvidas do i até ao fecho desta edição.

Fonte: http://www.ionline.pt/conteudo/90043-criancas-com-deficiencia-em-risco-ficar-sem-apoio-nas-escolas
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 23/11/2010

domingo, 21 de novembro de 2010

Cadeirantes reivindicam remédios

Deficientes de Maringá reclamam em atraso na estrega do medicamento pela prefeitura.
Luiz Fernando Cardoso

Um grupo de oito cadeirantes de Maringá ameaça protestar em frente à Secretaria Municipal de Saúde, ainda neste mês, caso o problema da falta de medicamentos para articulação e principalmente para constipação intestinal não seja resolvido.

Os itens reivindicados são essenciais para garantir a qualidade de vida dos deficientes físicos de baixa renda, que não têm condições de pagar pelos medicamentos. Representante dos cadeirantes, o vendedor Antonio Amaro da Silva, 47 anos, diz que a maioria dos paraplégicos depende do Minilax, medicamento que ajuda a evacuar e está em falta há mais de 30 dias.

Para os usuários de baixa renda, o Minilax é caro. Uma caixa com sete bisnagas custa R$ 28. "Alguns cadeirantes precisam usar mais de uma bisnaga por dia. Depende do intestino de cada um", diz Amaro. "Eles alegam que fizeram licitação de compra e que talvez saia este mês. São medicamentos caros, que não temos condições de pagar", reclama o representante do grupo.

"As pessoas olham para a gente e pensam que o único problema é que não conseguimos andar. Há outras consequências da deficiência física e esses remédios são indispensáveis".

Prefeitura
Sem uma posição clara de quando o problema será resolvido, o grupo decidiu, na tarde de anteontem, preparar um protesto em frente à Secretaria de Saúde, na Avenida Prudente de Morais, e comunicar o Ministério Público e a imprensa sobre a data a ser escolhida. Contudo, em retorno à reportagem de O Diário, a assessoria de imprensa da prefeitura informou que o manifesto não será necessário.

"O administrativo da Secretaria de Saúde informou que são 13 cadeirantes que recebem esses medicamentos e que, na semana passada, foi feito contato com todos eles explicando a situação, inclusive com o senhor Antônio Amaro da Silva. Todos eles disseram compreender o esforço da secretaria em agilizar a aquisição dos medicamentos", informou a assessoria, via e-mail. Segundo a prefeitura, os medicamentos devem estar disponíveis nos próximos dias.

Fonte: O Diário - Maringá - PR, 19/11/2010
APNEN, Colaborando na divulgação desta matéria - 21/11/2010

Vontade que Supera limites

Os paratletas de 17 associações do Estado mostram que, na luta por medalhas, dão duro para vencer desafios.
da Redação


Na noite de ontem foi aberto oficialmente, na Unifor, a sétima edição dos Jogos Paraolímpicos do Ceará. Durante a solenidade, na qual foi acesa a tocha olímpica, o representante da Secretaria de Esporte do Estado (Sesporte), Fernando Marques, destacou a importância do evento para o esporte local. "Este ano, além de termos um número maior de participantes (em 2009 foram 400 atletas, neste ano são 475), estamos comemorando a culminância de todos os projetos que vêm sendo desenvolvidos pela Secretaria ao longo de anos de trabalho", pontuou Fernando Marques.

Neste ano, os competidores disputarão sete modalidades (basquete, judô, natação, atletismo, futsal, xadrez e tênis de mesa), as quais serão divididas entre as categorias feminino e masculino.

Para o paratleta Roney dos Anjos, de 28 anos, que competirá em três modalidades (basquete, tênis de mesa e natação), os Jogos representam o final de uma etapa e o início de outra em sua vida. "Fiquei tetraplégico em 2006, após um assalto, e foi através do esporte que pude encontrar forças para encarar novamente a vida de frente. O esporte, depois de Deus e minha família, é tudo para mim", falou Roney acrescentando: "até hoje só participo de competições como amador, mas a partir de 2011 pretendo partir para o profissional. Quero competir fora do Brasil e mostrar que sou capaz", comenta.

Segundo ele, sua participação nos Jogos Paraolímpicos do Ceará serve de exemplos para sua família. "Hoje eles me tem como uma referência e eu me orgulho disto", concluiu o para-atleta, que ainda é vocalista da quadrilha Império Junino.

O garoto Mikael Sousa Costa, de 10 anos, é outro exemplo de superação e amor ao esporte. "Minha maior diversão é correr", disse o paratleta que participará dos 100 metros livres no sábado. Para a mãe de Mikael, Ivonete Sousa Costa, a inserção do filho no esporte representou um maior "desempenho, desenvolvimento e progresso físico". "Através do ´tio Márcio´ (professor de educação física), ele criou gosto pela prática de atividade física. Ele se quer conseguia correr antes, agora, vai até competir nos 100 metros! Isto para mim é muito gratificante", pontuou Ivonete.

Campeões
Ainda ontem, o evento já conheceu os primeiros campeões. Os paratletas da Sociedade de Assistência aos Cegos garantiram o lugar mais alto do pódio na modalidade futsal para deficientes visuais. Quatro equipes da associação brigaram pela medalha de ouro da modalidade, ontem a tarde, no Ginásio Poliesportivo da Unifor.

"Além do futsal para deficientes visuais, tivemos a rodada do futsal para deficientes intelectuais, taekwondo, natação para deficientes intelectuais e auditivos", acrescentou Vicente Cristino, que faz parte da organização dos Jogos. O evento acontece até amanhã no Complexo Esportivo da Unifor.

Fonte: EPTV - 19/11/2010
APNEN, Colaborando na divulgação desta matéria - 21/11/2010

São Paulo tem só 35 táxis acessíveis para uso de cadeirantes

Cristina Moreno de Castro - colaboração para a Folha.

Lançado com alarde pela Prefeitura de São Paulo no início de 2009, o programa de táxis acessíveis patina. De 80 alvarás previstos para carros adaptados, só 35 estão em uso --a frota de táxis na cidade é de 32.611 veículos e o número de pessoas com deficiências supera 1 milhão.

Os motoristas reclamam que, além de terem de gastar R$ 32 mil em adaptações, acabam punidos pelo poder público: muitos passaram a pagar IPVA, imposto do qual o taxista paulistano é isento.

Quando o programa começou, o taxista Marcelo Freitas, 38, foi um dos primeiros a circular com seu carro de teto elevado, piso especial e elevador para cadeirantes.

Há um mês, pensou: "Deixa eu sair logo, enquanto dá tempo". Desistiu do negócio. "Estava dando prejuízo e dor de cabeça, eu não queria ficar com o nome sujo", diz.

Não existe divulgação dos serviços nem pontos de atendimento especiais. Dos 35 táxis adaptados, dez são motoristas autônomos e 25 fazem parte de frotas, segundo a prefeitura.

De acordo com Ricardo Auriemma, 40, presidente da associação das frotas de táxi, o serviço ainda não dá lucro, mas também já não dá mais prejuízo para as empresas.

Pessoas com deficiência que querem ou precisam usar táxi acessível agendam a corrida até um dia antes para não ficarem na mão.

A analista de sistemas Sandra Maciel, 64, vice-presidente de uma ONG voltada para deficientes visuais, não consegue usar outro tipo de veículo, por causa da má formação óssea congênita que fragiliza seu corpo. "A rotina é ficar esperando", diz ela.

O problema já foi constatado pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida há cerca de um ano, segundo o chefe da pasta, Marcos Belizário.

Para ele, todos --taxistas e usuários-- têm razão. Ele defende que se faça um novo sorteio de alvarás, com novas regras, atendendo a algumas das demandas dos taxistas, como criação de pontos em locais estratégicos, como hospitais e clínicas de reabilitação e subsídio inicial.

Segundo ele, a proposta já foi levada à Secretaria Municipal dos Transportes, responsável pelas mudanças.

A pasta dos Transportes afirma que os pontos específicos para táxis acessíveis estão em estudo, mas descarta dar subsídio --na semana passada houve uma primeira reunião com a categoria.

A secretaria não comentou a falta de adesão ao projeto.

A Secretaria de Estado da Fazenda disse que os taxistas voltaram a pagar o IPVA porque, na hora da adaptação, a empresa que fez o serviço classificou o veículo indevidamente como "misto", submetendo-o ao imposto.

Motoristas que tiveram esse problema podem pedir a isenção, que passará a valer para o exercício seguinte.

Veja os telefones dos dez taxistas autônomos que atuam com veículos acessíveis:

Adilson: 0/XX/11/9333-9593
Alexandre Costa: 0/XX/11/7851-0000
Alexandre Dias: 0/XX/11/8171-1192
Elmo: 0/XX/11/9328-6750
Arle: 0/XX/11/6560-2675 ou 0/XX/11/9810-2808
João: 0/XX/11/7832-1366 ou 0/XX/11/9733-3374
Jorge: 0/XX/11/6740-0916 ou 0/XX/11/7653-5684 ou 0/XX/11/8568-7136 ou (www.taxiacessivel.com)
Noé: 0/XX/11/8459-5027 ou 0/XX/11/8081-0701
Paulo: 0/XX/11/8343-7998 ou 0/XX/11/9176-3555
Rodnei: 0/XX/11/7086-8725
Há também 16 táxis na central da Alô Táxi: 0/XX/11/3229-7688 ou www.taxiacessivel.com.br

Fonte: Folha.com - Cotidiano - 21/11/2010
APNEN, Colaborando na divulgação desta matéria - 21/11/2010