sábado, 4 de dezembro de 2010

Prêmio Dardos



"O Prêmio Dardos é o reconhecimento dos ideais que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc... que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, e suas palavras. Esse selo foi criado com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros; uma forma de demonstrar o carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à web."


O Blog Carolina - Um sonho a mais não faz mal http://carolcam.blogspot.com/
indicou o blog http://apnendenovaodessa.blogspot.com/ - Apnende nova odessa

Adoramos este presente!!!!
Agradeemos muito a Carolina pelo carinho. Bom ver que o nosso trabalho esta sendo reconhecido. Agradeçemos o sua atenção e carinho.

Indico os seguintes blogs ao prêmio

Educação Espeial um grito de mudança - http://gritodemudanca.blogspot.com/2010/12/educacao-inclusiva.html

Vida Mais Livre Compartilhar ideias para eliminar barreiras -http://www.vidamaislivre.com.br/

(D)Eficiente http://fezago.blogspot.com/

Desrespeito a estacionamento especial provoca reclamações

Município de Americana não possui leis próprias para controlar uso de vagas reservadas.
Diego Juliani

A falta de respeito dos motoristas de Americana com as vagas destinadas a idosos e deficientes gerou a revolta de diversos munícipes que precisam utilizar os espaços diariamente. Esse é o caso vivido pelo comerciante Plínio Dimas Possobon, cuja filha de 25 anos possui uma deficiência mental. "Se não estou com ela, mesmo tendo autorização para parar nessas vagas utilizo as normais, contudo, já sofremos inúmeras vezes com atitudes desrespeitosas de outros condutores", afirma.
Possobon ressalta ainda que os problemas ocorrem tanto em vias públicas como em áreas privadas, como supermercados, farmácias e shoppings. "Me sinto um idiota porque corri atrás de fazer a coisa certa e tirei o cartão especial. Os locais particulares colocam quatro, cinco vagas, mas mesmo assim ninguém acata a sinalização".

Em Americana não existe uma lei sobre o estacionamento para deficientes em vias públicas, apesar de inúmeros locais possuírem a sinalização. Porém, os motoristas estão sujeitos ao CBT (Código Brasileiro de Trânsito), que prevê infração leve, perda de três pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e multa de R$ 53,20 aqueles que estacionarem indevidamente nessa vagas. Além disso, o veículo pode ser rebocado pelos órgãos fiscalizadores, como a Gama (Guarda Municipal) e a PM (Polícia Militar).

Convênio

Devido às diversas reclamações sobre casos semelhantes, a Lei Municipal 5.106, de autoria dos vereadores Reinaldo Chiconi (PMDB) e Celso Zoppi (PT), foi sancionada pelo prefeito em 22 de novembro desse ano. A mesma autoriza estabelecimentos privados do município a firmarem um convênio com a administração para fiscalizar, multar, apreender e recolher veículos estacionados irregularmente em suas áreas particulares destinadas a idosos e deficientes.

Para Chiconi, falta sensibilidade as pessoas. "Quando me deparo com esses episódios escuto os motoristas dizendo que estão parando apenas rapidamente, como se não fosse errado. Quem tem necessidades especiais não pode parar longe e com essa lei esperamos poder conscientizar a população sobre a importância das vagas especiais", ressalta.

Fonte: O Liberal - Americana - SP, 03/12/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 04/12/2010

Olhe nos meus olhos

Síndrome de Asperger atinge quem evita conversar olhando o interlocutor.
da Redação

"Olhe nos Meus Olhos" é o relato de John Elder Robinson sobre a síndrome de Asperger, que atinge um grande número de pessoas, apesar de muitas nem saberem que sofrem do mal.

Considerada como um certo tipo de autismo (e por conta desta definição, muitas discussões foram geradas), só foi reconhecida oficialmente pelo DSM (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) na edição de 1994, o que comprova como muitas crianças foram erroneamente orientadas ou sequer ouvidas, ao apresentarem os sintomas.

Entre as principais características do Asperger, ou dos "aspies", como se nomeiam, o denominador comum entre elas é a dificuldade da pessoa em interagir com o mundo social. Isso quer dizer que os sintomas, em suas diferentes manifestações, provocam a exclusão emocional, a dificuldade de interpretar conversas e a não compreensão de gírias, ironias e sentimentos do outro. E aqui não é questão de exagero, pois o desenho de uma cara alegre ou brava para eles diz a mesma coisa: nada.

Por conta disso, a síndrome muitas vezes pode ser interpretada de outra forma. Ao não entender uma ironia, por exemplo, a pessoa pode ser chamada de ingênua, enquanto a dificuldade de lidar com as abstrações dos sentimentos pode gerar rótulos de "fria" e insensível. Por outro lado, os aspies também demoram a compreender a ideia do social, principalmente por outra característica típica, que é o interesse restrito a determinada coisa, sejam livros, números, tecnologia ou futebol. Logo, para eles falar somente destes assuntos particulares é "natural".

Um dos motivos que levou Robinson a escrever a obra foi exatamente esta falta de conhecimento -- popular e especializado -- a respeito do tema. O próprio autor conviveu com a síndrome de Asperger durante a infância, tempos em que ela não havia sido "descoberta".

O relato de Robinson mistura passagens cômicas em meio a memórias das crises que o acometeram por muito tempo. A "conversa" com o leitor torna o tema de simples compreensão, e a partir dos relatos de histórias fica fácil identificar comportamentos e como eles alteram o hábito das crianças em relação ao mundo em que vivem.

O título, "Olhe nos Meus Olhos", diz respeito a um dos sintomas mais comuns. Geralmente, pessoas com síndrome de Asperger não conseguem conversar "olhando" para quem está dirigindo a palavra. Além disso, quando mantêm contato visual, possuem dificuldades em "ler" o que as expressões faciais querem dizer.

Ainda hoje, muitos diagnósticos geram confusão, por conta da manifestação dos sintomas em cada indivíduo. Obviamente, os que estão em busca de uma resposta devem procurar diferentes profissionais até sentir segurança no que for apresentado, mas a leitura e a troca de recordações que Robinson convida, pode ser um primeiro grande passo para a compreensão e conforto. Pois, como relata em seu blog pessoal, depois de diagnosticado, ele passou a entender e ser entendido, trabalha e é muito feliz.

No universo do audiovisual, a animação "Mary & Max" fala sobre a amizade de duas pessoas muito diferentes da sociedade, e que trocam cartas ao longo de 20 anos. O personagem Max é portador de Asperger, e relata para a companheira as dificuldades que enfrenta por conta dos diferentes sintomas da síndrome.

Fonte: Folha de São Paulo - 03/12/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 04/12/2010

Campanha do Conade ressalta a importância da acessibilidade

Em 3/12, instituição lançará um filme sobre acessibilidade reforçando esta proposta.
O Dia Internacional da Pessoa com Deficiência foi instituído pela Organização das Nações Unidas em outubro de 1992, em comemoração ao término da década 1983-1992. A partir de então, a cada ano, no dia 03 de dezembro, é estimulada uma reflexão sobre os direitos da pessoa com deficiência, tanto na instância nacional como na municipal.

Essa iniciativa tem como objetivo conscientizar a sociedade para a igualdade de oportunidades a todos os cidadãos; promover os direitos humanos; conscientizar a população sobre assuntos de deficiência; celebrar as conquistas da pessoa com deficiência e pensar a inclusão desse segmento na sociedade, para que ele influencie os programas e políticas que o afetem.

As Nações Unidas buscam enfatizar os significativos benefícios que a acessibilidade pode trazer, tanto para pessoas com deficiência quanto para a sociedade, e a divulgação desse fato entre os governos, as empresas e o público em geral. Neste sentido, como um dos princípios básicos dos Direitos Humanos, a acessibilidade se insere no contexto mais amplo da promoção da igualdade.

Considerando a magnitude e a amplitude do tema, o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência – Conade ,(http://portal.mj.gov.br/conade/) deliberou realizar uma campanha de sensibilização e mobilização da sociedade para a eliminação das barreiras atitudinais, de informação e arquitetônicas, entre outras, que impedem as pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida de participar efetivamente da vida em sociedade.

Essa campanha visa favorecer a conscientização e estimular uma ação pró-ativa em direção à construção de uma sociedade inclusiva solidária, que possibilite igualdade de oportunidades.

Neste 03 de dezembro, Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, diante do tema escolhido pelas Nações Unidas, o Conade está lançando um filme sobre acessibilidade, que em sua proposta e abrangência, tem a finalidade de ampliar o conceito e oferecer a consolidação e disseminação de valores.

O Conade acredita que com a Acessibilidade/Desenho universal, o Brasil amplia sua capacidade de viver mais e com mais dignidade, caminhando efetivamente para a construção de uma sociedade inclusiva e solidária, que possibilite a todos a igualdade de oportunidades.

Fonte: Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência - 03/12/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 04/12/2010

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Reduzidas as exigências dos cartórios para a pessoa com deficiência visual

Muito em breve os cartórios só poderão exigir das pessoas cegas ou com visão subnormal a apresentação do documento de identidade e sua assinatura e de duas testemunhas qualificadas.

Muito em breve os cartórios só poderão exigir das pessoas cegas ou com visão subnormal a apresentação do documento de identidade e sua assinatura e de duas testemunhas qualificadas.

É o que determina o PLC 116, de 2009, relatado pelo Senador Flávio Arns no Senado Federal. De autoria do Deputado Eduardo Barbosa, a proposta visa restringir as exigências hoje impostas pelos cartórios às pessoas cegas ou com visão subnormal, como a necessidade de constituição de tutor para o uso de serviços notariais.

"Só no Brasil são 2,5 milhões de pessoas com sérias deficiências visuais que se deparam com um mundo organizado por quem vê e para os que vêem", declara Arns.

Segundo Arns, as leis relativas aos serviços notariais não são, em si, discriminatórias. "Entretanto, seu silêncio a respeito do tratamento a ser concedido especificamente às pessoas com deficiência visual mais severa permite aos cartórios adotar critérios diferenciados de atendimento, por vezes excessivos e ilegítimos", argumenta.

A proposta foi aprovada na Comissão de Direitos Humanos (CDH), no último dia 24, e será enviada à Comissão de Cidadania e Justiça (CCJ) em decisão terminativa.

Fonte: http://www.senado.gov.br/ 02/12/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 03/12/2010

Síndrome de Down e baixo peso: riscos combinados

Estudo norte-americano pioneiro traça principais riscos que ameaçam a saúde dos bebês com Down nascidos muito abaixo do peso.

da Redação

Novo estudo mostra que bebês com síndrome de Down que pesam abaixo de 1,6 quilos ao nascer correm mais riscos de desenvolver problemas cardíacos e pulmonares, aumentando assim as chances de óbito.

Pesquisadores estadunidenses analisaram relatos médicos de mais de 50 mil bebês de muito baixo peso (entre 400 gramas e 1,6 quilo no nascimento). Eles constataram que, deste grupo de bebês, os nascidos com síndrome de Down tinham 2,5 vezes mais chances de morrer nos primeiros meses de vida.

Os autores do estudo ressaltaram que o risco aumentado de óbito foi devido, em partes, aos altos índices de complicações cardíacas, pulmonares e do trato digestivo, além de infecções sanguíneas que também põem a vida em risco.

Guia de cuidados

Entretanto, os pesquisadores também descobriram que os bebês com síndrome de Down eram menos propensos do que os outros bebês de muito baixo peso a desenvolver retinopatia de prematuridade, problema ocular causado pelo crescimento excessivo de vasos sanguíneos na retina.

Publicadas na edição online da revista especializada "Pediatrics" no início da semana, as descobertas do estudo podem ajudar a guiar os cuidados e tratamentos de bebês muito abaixo do peso que sofrem da síndrome de Down, apontam os autores.

"Anteriormente, profissionais de saúde que cuidavam desses casos tinham de tomar decisões sobre tratamentos com base em estudos da população geral de bebês de muito baixo peso e em estudos sobre bebês com síndrome de Down que talvez não tivessem muito baixo peso no nascimento", disse Rosemary D. Higgins, pesquisadora do National Institute of Child Health and Human Development e principal autora do estudo, em um informativo do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos. "Nosso estudo fornece informações extremamente necessárias aos médicos e familiares que precisam tomar decisões para este grupo único de pacientes", complementou.

Fonte: Rock Apneia - Nova York, 02/12/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 03/12/2010

Inclusão sem restrição

Alunos com e sem deficiência dividem as salas de aula de colégio estadual em Niterói e, juntos, viram até cineastas.
Leonardo Cazes
Ao cruzar o estreito portão de ferro na entrada do Instituto de Educação Professor Ismael Coutinho (Iepic), em Niterói, e se dirigir ao bloco localizado à esquerda do pátio, uma surpresa. Sentado nos degraus da escada que liga o primeiro e o segundo andares, um grupo de alunos confraterniza animadamente. Mas alguns só fazem gestos, outros falam com a boca e com as mãos, e há ainda quem prefira usar apenas os lábios mesmo.

Entre eles, há vários surdos, um cego e uma autista, mas é difícil reconhecer quem é quem. Nos "idiomas" utilizados, há uma mistura de nossas duas línguas oficiais: o português e a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS).

No Iepic é assim: a convivência entre os alunos com e sem deficiência é plena. Eles dividem salas, refeitórios, pátios e quadras. Até mesmo o bullying, que assola todas as escolas sem distinções sociais, por lá não tem os deficientes como vítimas preferenciais.

Com 175 anos, o colégio, que faz parte da rede estadual e é a mais antiga escola de formação de professores da América Latina, mostra que a idade não pesa na hora de inovar. Mesmo que a ideia de uma instituição inclusiva tenha vindo totalmente por acaso: ninguém planejou a entrada de jovens deficientes que ali encontraram espaço.

Durante as aulas, há intérpretes que fazem a tradução dos conteúdos dados, mas, caso algum deles não possa comparecer, os próprios alunos assumem a função.

- Aqui, a troca é completa. Os surdos ensinam Libras aos ouvintes. Eles são verdadeiramente bilíngues, é um interesse que parte deles. Se um intérprete faltar, um aluno assume, não é problema - conta a professora Ruth Mariani.

Já passa do meio-dia, e os estudantes sentados na escada entre dois andares estão quietos e observam atentos as explicações de Ruth. Atrás dela, uma parede bege servirá, em instantes, de telão improvisado para o cineclube da escola, montado às sextas-feiras, sempre no mesmo lugar. Do alto da escada, um projetor e caixas de som estão a postos, e um pano azul tenta tapar o sol que entra pela janela. A proposta é convidar quem passe por ali a dar uma espiada.

Naquela tarde, o filme não era nenhum pipocão americano. "Iepic - Uma história de inclusão" foi produzido pelos próprios alunos, depois de receberem a oficina de videointeratividade do projeto Cinema Para Todos, uma parceria das secretarias estaduais de Cultura e Educação do Rio. No curso, além de noções de fotografia, roteiro e direção, os alunos aprenderam a tirar o melhor de suas câmeras fotográficas e celulares.

Sem computadores novos ou ilhas de edição ideais, e com câmeras e microfones amadores, eles se dividiram pelas etapas do processo de acordo com suas habilidades, de desenhistas, como Deivid Roberto, a editores. Tudo na base da vontade. Os menos tímidos assumiram a atuação, e os outros se dividiram pelo trabalho atrás das câmeras. Como o filme é bilíngue e a maioria dos atores é surda, foi preciso dublar as imagens. O vozeirão da turma, Carlos André Pureza, foi o escolhido, apesar de ser cego. Dublador cego? Ele está acostumado à pergunta.

- Todo mundo vê uma limitação, mas, para mim, ela não existe. Era o meu sonho. Quando a Ruth me chamou, aceitei porque não podia perder a oportunidade. Antes, parecia difícil, mas na hora foi tranquilo - conta Carlos.

Para cumprir a tarefa, ele contou com a ajuda de sua colega Mayara Nascimento. Ela descrevia para o dublador as cenas, indicando inclusive quando o tom de voz deveria mudar, por causa das situações de perigo ou felicidade. Na hora de gravar e mixar, ele ainda utilizou um programa para cegos desenvolvido pela UFRJ, no qual as instruções são dadas por sons.

Tanta cumplicidade entre estudantes com e sem deficiência impressionou a diretora, Renata Rodrigues de Azevedo, que assumiu o comando da escola no início do ano. Além da responsabilidade de assumir um colégio com dois mil alunos, ela admite que tudo foi surpresa. Até mesmo para quem estudou a vida toda no instituto, como ela.

Em um passeio pelo pátio, é possível assistir a uma conversa entre um cego e um surdo. Como? O diálogo é todo através do tato. Andressa Souza constrói nas mãos de Carlos os sinais da Libras. A "pegação" pode até confundir os desavisados, mas não é nada de namoro. Mesmo com a carência de infraestrutura, no Iepic se segue em frente. De mãos dadas.

Fonte: O Globo - Niterói - RJ, 02/12/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 03/12/2010

03/12 - DIA INTERNACIONAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

O dia internacional das pessoas com deficiência (3 de dezembro) é uma data comemorativa internacional promovida pelas Nações Unidas desde 1998, com o objetivo de promover uma maior compreensão dos assuntos concernentes à deficiência e para mobilizar a defesa da dignidade, dos direitos e o bem estar das pessoas. Procura também aumentar a consciência dos benefícios trazidos pela integração das pessoas com deficiência em cada aspecto da vida política, social, econômica e cultural. A cada ano o tema deste dia é baseado no objetivo do exercício pleno dos direitos humanos e da participação na sociedade, estabelecido pelo Programa Mundial de Ação a respeito das pessoas com deficiência, adotado pela Assembléia Geral da ONU em 1982.

Fonte: Wikípédia

“Mantendo a Promessa: Inserir a Deficiência como Questão Prioritária nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio Rumo a 2015 e Além”.

Objetivo e símbolo

O objetivo do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência é o de fomentar a efetiva inclusão de pessoas com deficiência na sociedade, adequando todos os setores sociais às necessidades delas em respeito aos direitos humanos que ainda lhes são negados em todo o mundo. Contando com poucos recursos financeiros e quase nenhuma estrutura de mobilização, o segmento das pessoas com deficiência tem conseguido mudar muito pouco em seu estilo de vida, em sua qualidade de vida. O símbolo do Ano Internacional das Pessoas com Deficiência, que é o mesmo do Ano Internacional das Pessoas Deficientes (1981) e da Década da ONU das Pessoas Deficientes (1983-1992), é este:

Envolvimento das Pessoas com Deficiência

No Brasil, esta data ainda não é tão conhecida, apesar de estar em vigência há 18 anos. Mas, a cada ano, vem aumentando o número de pessoas e organizações adeptas do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência. Lembremo-nos de que existem várias datas (nacionais e mundiais) comemorativas deste segmento populacional. O problema para estas datas é que não temos uma tradição comemorativa no segmento das Pessoas com Deficiência, o hábito de divulgar estas datas pela mídia e a empolgação para mobilizar a sociedade. Mas sempre tivemos um punhado de pessoas em todo o País atentas nestas datas e empenhadas em realizar eventos.

Benefícios

São muitos os benefícios. Todos eles resultam da enorme pressão internacional, no Brasil exercida por entidades de, para e sobre pessoas com deficiência. O Dia Internacional das Pessoas com Deficiência tem gerado maior conscientização a respeito da imagem, das potencialidades, das necessidades e das contribuições de pessoas com deficiência para a melhoria da qualidade de vida para todos no mercado de trabalho, na escola e em outros setores. Ele tem ajudado a disseminar a decisão de se abrir portais e sites na internet a fim de disponibilizar uma imensa quantidade de informações pertinentes à temática das pessoas com deficiência. Neste sentido, o Dia tem inspirado a realização de eventos esclarecedores.

Papel das organizações de pessoas com deficiência

Estas organizações e entidades não têm utilizado todo o potencial que elas têm para aproveitarem melhor o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência. Conhecem-se poucas atividades promovidas especificamente em celebração deste Dia em nosso país.

ONU sugere a observância do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência

Envolvendo: A observância do Dia propicia oportunidades para a participação de todas as organizações interessadas (do primeiro, do segundo e do terceiro setores), adotando medidas catalisadoras e inovadoras para promover a implementação de normas e padrões internacionais relacionados a pessoas com deficiência. Escolas do ensino fundamental e do ensino médio, universidades e instituições similares podem contribuir promovendo - entre seus parceiros – maior interesse e consciência sobre os direitos sociais, culturais, econômicos, civis e políticos das pessoas com deficiência.

Organizando: Realização de fóruns, debates públicos e campanhas educativas em apoio ao Dia, focalizando questões de deficiência, assim como tendências, caminhos e meios pelos quais as pessoas com deficiência e familiares estão em busca de estilos de vida independente, meios de subsistência sustentáveis e segurança financeira.

Comemorando: Planejamento de apresentações artísticas sobre as contribuições das pessoas com deficiência à sociedade em que vivem e realização de intercâmbios e diálogos que focalizem os ricos e variados interesses, habilidades e aspirações das pessoas com deficiência.

Agindo: O foco principal do Dia é a ação prática para promover a implementação de normas e padrões pertinentes a pessoas com deficiência e a participação delas na vida social e no desenvolvimento do país, tendo por base a igualdade. A mídia tem contribuições especialmente importantes para dar em apoio à observância do Dia – e ao longo do ano – apresentando corretamente os progressos e obstáculos existentes na implementação dos programas, projetos e políticas pertinentes à deficiência, bem como promovendo a conscientização pública sobre as contribuições das pessoas com deficiência.


Temas do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência

De 1992 até 1997, não houve um tema específico para o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência. A partir de 1998, a ONU escolheu um tema específico para cada ano.
1998 - “Arte, Cultura e Vida Independente”.
1999 - “Acessibilidade para Todos no Novo Milênio”.
2000 - “Tecnologias da Informação para Todos”.
2001 - “Participação Plena e Igualdade: Exigindo Novas Abordagens para Medir o Progresso e Avaliar Resultados”.
2002 - “Vida Independente e Meios de Vida Sustentáveis”.
2003 - “O Nosso Voto”.
2004 - “Nada Sobre Nós, Sem Nós”.
2005 - “Direitos das Pessoas com Deficiência: Ações em Desenvolvimento”.
2006 - “E-Acessibilidade”.
2007 - “Trabalho Decente para Pessoas com Deficiência”.
2008 - “Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência: Dignidade e Justiça para Todos”.
2009 - “Tornando Inclusivos os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio: Empoderamento de Pessoas com Deficiência e suas Organizações ao Redor do Mundo”.
2010 – “Mantendo a Promessa: Inserir a Deficiência como Questão Prioritária nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio Rumo a 2015 e Além”.

Fonte: http://cadeirando.blogspot.com/
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 03/12/2010

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Dia da pessoa com deficiência terá NXZero e Luiz Melodia no Anhangabaú

Festa acontece das 12h às 20h, no Anhangabaú. Show terá área especial e recursos de acessibilidade.
da Assessoria de Imprensa
Em 3 de dezembro é comemorado o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência. Para festejar a data, acontece no dia 4, das 12h às 19h, no Vale do Anhangabaú, um show reunindo artistas com deficiência e nomes consagrados, como a banda NXZERO, Baby Consuelo e Luiz Melodia.

O show terá área especial para o público com deficiência motora e visual, contando ainda com recursos de audiodescrição e tradução simultânea para a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) por meio de telões.

Entidades e mesmo pessoas físicas podem solicitar transporte gratuito adaptado junto ao serviço Atende, da Prefeitura. O show é uma iniciativa conjunta da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Movimento Superação e ONG Mais Diferença.

Programação

12h30 – DJ Unidos
13h – Dudé e Banda Carrera
13h30 – Projeto Tupã
14h – Abertura oficial
14h30 – Juliana Caldas
15h – Rincón Sapiência
15h30 – Manu Gavassi
16h – NXZero
18h – Ballet Fernanda Bianchini (deficiência visual)
18h30 – Luiz Melodia e Baby do Brasil, com a banda Quebra-Cabeça

Fonte: Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida
São Paulo - SP, 01/12/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria - 02/12/2010

O primeiro choro de Marcela

A história de um bebê com paralisia cerebral e autismo.

da Redação

Ela não era uma boneca para não chorar. Tinha olhos, bocas e ouvidos perfeitos. Tinha uma fisionomia tranquila, pacata. Carla estranhou os comentários das funcionárias do abrigo sobre o comportamento estranho daquele bebê. “Essa daí nem adianta pegar, pois não sente nada”, disse a mulher. “Quem não sente é boneca”, disse Carla, baixinho.

Carla aninhou Marcela em seus braços e a embalou cantando “Carinhoso”, de Pixinguinha. Devolveu a menina para o bercinho, apenas mais um dentre tantos outros que guardavam histórias de crianças abandonadas, em situação de abrigo. Imediatamente o bebê chorou. Aquela menina não era uma boneca. Era gente de verdade. “O abrigo veio abaixo. Todo mundo queria ver ela chorando. Ninguém acreditava”, recorda.

Foi uma identificação imediata entre mãe e filha. Ou entre almas gêmeas. Marcela tinha menos de dois meses de vida e um diagnóstico de paralisia cerebral. Carla tinha certeza de que não queria ser mãe naquele momento. Mas certezas existem para serem destruídas. “Naquele dia eu não dormi. Acordei com o olho inchado. Acordei e comecei a lutar por ela”.

A batalha de Carla e de Marcelo pela adoção da menina durou cinco meses. O diagnóstico de autismo severo veio pouco tempo depois, junto com uma receita médica e uma frase dolorosa. “Mãe, se prepare porque em breve vocês terão que se separar”. O doutor se referia ao tratamento da doença, que previa o isolamento e o convívio com pessoas que enfrentavam o mesmo problema. “Eu não acredito em remédio, nem no isolamento. Vou fazer diferente”, respondeu.

A partir daí, sites e grupos virtuais passaram a ser os grande aliados. Carla aprendeu tudo sobre autismo. Entendeu detalhes da doença e começou a lutar contra eles. A principal arma tinha três letras: ABA, sigla em inglês para o termo "análise aplicada de comportamento", o caminho que escolheu para ver a filha crescer. “A Aba trabalha com o impossível, que é a possibilidade de ver a criança autista falando. Na época, o tratamento passava dos R$ 3 mil. Estava acima do que eu poderia gastar. Por isso decidi aprender”.

Uma criança que segue o tratamento previsto pelo ABA é estimulada a ser independente tanto na comunicação, quanto em atividades corriqueiras, como a higiene pessoal. Junto com a cartilha que ajudou a traduzir, Carla investiu em sessões de fisioterapia e fonoaudiologia para a filha. Aos cinco anos ela falou pela primeira vez. Hoje, está na segunda série. Não sabe ler, mas acompanha como pode o ritmo dos colegas. Frequentou dezesseis escolas diferentes, a maioria delas despreparadas para o autismo. Na última, acertou.

Mesmo com os avanços, frutos do empenho e do amor da família, Carla sabe que Marcela será dependente dela para sempre. Além do autismo, tem paralisia cerebral. A mãe às vezes se sente cansada de tanto trabalho, mas não pensa em parar. Está preparada para destinar toda a sua vida a uma causa, a um grande amor. “Quando a adoção estava prestes a sair, eu sempre dizia que ia até o fim do mundo pela Marcela. E eu ainda vou. Sempre irei”.

Fonte: Clic RBS - 01/12/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria - 02/12/2010

Histórias de superação: A lição de Ana

Estimulada pelos pais Waldir e Gina, Ana Carolina venceu as limitações da Síndrome de Down e é uma pedagoga com pós graduação.

Amanda Miranda

A mãe bateu na porta com delicadeza, mas queria explodir de tanta felicidade. Ouviu a médica pedir que ela entrasse e deu apenas um passo à frente, como quem prepara uma surpresa.

— Oi, doutora! —, cumprimentou, sendo ultrapassada por uma figurinha de poucos centímetros de altura, franzina, de vestido florido e chuquinhas no cabelo.

Ana Carolina Fruit entrou na sala como um meteoro, andando rapidamente, com o corpo dando os primeiros sinais de equilíbrio.

— A senhora não falou que ela demoraria a andar? —, questionou Gina, a mãe mais orgulhosa do mundo.

— Pois então, aí está o resultado —, concluiu.

Gina lembra da fisionomia de espanto da médica que frustrou boa parte dos seus planos quando examinou Ana, portadora da síndrome de Down. Disse que o bebê demoraria a falar, a andar, a fazer suas coisas sozinhas. Antes, ouviu, ainda na maternidade, que a filha seria uma sucessão de fracassos. Quem inventou essa palavra jamais deveria direcioná-la para uma mãe de primeira viagem.

Com um ano e um mês, Ana deu os primeiros passos. Falou pouco tempo depois. Aos oito, entrou na primeira série. Aos 25, formou-se pedagoga. Aos 29, concluiu um curso de especialização. Tudo exatamente como nos sonhos de Gina e Waldir, campeões na arte de não desistir.

Nenhum superlativo é capaz de definir o tamanho do amor desses pais. Amam um ao outro. Amam as duas filhas, sem qualquer tipo de distinção ou medida. A mais velha, Ana, está no centro das melhores histórias que eles conseguem contar. E repetir, milhares e milhares de vezes, sempre que alguém precisa ouvi-la.

Era 12 de outubro de 1981 quando Ana chegou. O diagnóstico de síndrome de Down deixou os pais atordoados, sem saber o que fazer.

— Levou um tempo para o chão voltar. Mas tínhamos duas opções: ou nos entregávamos ou íamos a luta. Ficamos com a segunda —, conta Waldir.

A palavra que lhes daria absoluta certeza de que a criança tinha uma alteração na estrutura genética era totalmente desconhecida para o casal: cariótipo. O exame, uma espécie de fotografia dos cromossomos que confirma a síndrome, foi feito em Curitiba, onde encontraram o primeiro anjo da guarda, dos tantos que viriam a cruzar os seus caminhos.

— Se vocês não quiserem uma situação deplorável para a filha de vocês, comecem imediatamente a estimulá-la —, disse o doutor Marçalo, como em uma sentença que ficaria marcada para sempre no destino dos três.

— Doutor Marçalo era um anjo, uma pessoa suave. Era bom estar perto dele e sentir aquela leveza toda —, lembra Waldir.

E foi ele quem deu as primeiras dicas para o tratamento de Ana Carolina, ainda um bebê. Transforme sua casa num ambiente neurotizante. Invista em luz, em cor, em som, em barulho. Pau que nasce torto não precisa morrer torto, ensinou.

A frase não ofendeu Gina. Muito pelo contrário. Serviu como estímulo, como mola para um pulo ainda mais alto. Não escondam a menina. Não deixem ela num cantinho, como se fosse quebrar. Ela precisa conviver com outras pessoas. As dicas do médico não paravam um segundo sequer de ressoar na cabeça dos pais.

— A casa era cheia de balões, de brinquedos estimulantes, de cores. Parecia um parque de diversões. Com um ano e um mês, ela andou —, recorda o pai.

O gesto impulsivo de Gina de levar a menina para mostrar para a médica era movido por uma certeza: não há batalha que não possa ser vencida. E essa era apenas a primeira vitória de um casal que, dali para frente, dificilmente teria motivos para chorar.

Um programa "de exército"

Ana Carolina empacou no meio do trajeto que cumpria todos os dias na Expoville. Não queria mais andar. Teimosa, cruzou os braços e olhou para a mãe com um quê de revolta.

— Por que a Sally pode fazer só o que ela quer e eu tenho que fazer o que vocês mandam?

Gina tomou para si a missão de explicar.

— Filha, você tem que correr assim com a mamãe porque você nasceu com um probleminha. Isso vai ser bom para o seu futuro.

Um ano antes, Gina e Waldir deram início a um intenso programa de estimulação, que previa atividades diárias, tanto de sensibilização muscular, como neurológica. O "Método Veras" era uma criação do médico carioca José Carlos Veras, que liderou o tratamento.

Antes do nascimento de Ana, os pais adotavam uma rotina de atividade física. Ela era professora de educação física. Ele era oficial de Exército. A menina teria motivos de sobra para não ficar parada.

Hoje, Waldir circula com uma das cartilhas com números e de instruções nas mãos, como um troféu.

— Eles davam exercícios a mais. Nós não sabíamos disso e fazíamos tudo, até o fim. Era exaustivo, mas valia a pena.

Mais vitórias para família

A alta que a família tanto esperava não foi a última vitória de Ana. Em 2003, ela decidiu fazer vestibular para pedagogia. Passou na primeira tentativa. Dos 131 candidatos, ficou em 62º lugar. Mais um ponto para ela.

— Eu passei o verão estudando, enquanto minha mãe e minha irmã iam a praia se divertir —, brinca.

Entrou para aprender, mas também para ensinar.

— Numa aula sobre educação inclusiva, a professora não sabia que tinha uma aluna especial na turma.

A formatura foi em 2006, com toda a pompa que a circunstância exigia. Vestido verde, longo. Maquiagem e cabelo impecáveis. Álbum de fotos com todos os parentes reunidos. Champagne na hora do brinde. Surpresa.

— Foi emocionante quando me anunciaram como a amiga da turma. Eu não esperava a homenagem.

Depois da formatura, ainda veio a especialização, que ela concluiu no ano passado.

— Todos nós temos faculdade, mas nenhum fez pós. Ela deixou todo mundo para trás —, conta a mãe.

A outra vitória veio com o primeiro emprego, na Câmara dos Vereadores. Hoje ela está no segundo, na Embraco.

Ana mora com os pais, mas é independente. Anda de ônibus sozinha. Para o espanto de muitos, escolhe as próprias roupas. Ressente-se da falta do brinco esquecido, que a deixaria mais bonita na foto. Ela é vaidosa e linda. Sorri de verdade, não para fazer pose.

Por onde Ana Carolina andou, muitos duvidaram da doença. Até mesmo alguns médicos custaram a acreditar na síndrome de Down. Os pais vibraram com cada conquista e não derramaram sequer uma lágrima de desânimo. Hoje são cheios de orgulho de uma história que deu certo porque teve amor, paciência e cuidado. A resposta de toda essa soma não poderia ser outra.

Fonte: Clic RBS - 01/12/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria - 02/12/2010

Chip ajudará paralisados a exercitarem-se

Desenvolvido por cientistas do Reino Unido, chip libera impulsos elétricos que ajudam no exercício de membros paralisados.
da Redação

Cientistas do Reino Unido desenvolveram um pequeno chip em forma de implante que liberta diversos impulsos elétricos que irão ajudar no exercício de membros paralisados. A inovação será benéfica para a reabilitação muscular e alívio dos espasmos das pessoas que sofrem de paralisia.

O implante é "mais pequeno do que uma unha" e os cientistas da University College de Londres deram-lhe o nome de Active Book já que deve ser implantado entre os nervos da espinal medula como se fosse um livro.

"O implante tem potencial para estimular mais grupos de músculos do que o que é possível agora com a tecnologia que dispomos porque pode ser introduzido diretamente na coluna," afirma Andreas Demosthenous, líder da equipa de investigação, à BBC.

"A estimulação de mais músculos significa que os utilizadores podem mover-se o suficiente para terem a capacidade de desenvolver exercícios controlados como remar ou pedalar."

Fonte: Boas Notícias - 01/12/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria - 02/12/2010

EUA autorizam segunda empresa a testar células-tronco em humanos

Uma empresa norte-americana anunciou nesta segunda-feira (22) que recebeu autorização da FDA (agência reguladora de medicamentos e alimentos) para testar células-tronco embrionárias em pacientes com distrofia macular de Stargardt, uma forma progressiva de cegueira.

É a segunda vez que os EUA autorizam testes com células-tronco embrionárias em humanos. A empresa Advanced Cell Technology disse que vai testar o tratamento em 12 pacientes.

No mês passado, a Geron Corp. recebeu o primeiro voluntário para uma experiência com o uso de células-tronco em pessoas com lesão grave de coluna.

Células-tronco são uma espécie de "livro de receitas" do organismo, capaz de dar origem a qualquer tipo de tecido do organismo. Elas são mais abundantes em embriões, e cientistas afirmam que novas técnicas podem levar à cura de diversas doenças e lesões.

Mas muitos se opõem às pesquisas por envolverem a destruição de embriões humanos.
No ano passado, o governo dos EUA revogou as restrições que existiam ao uso de verbas federais para essas pesquisas, mas o assunto é objeto de uma disputa judicial.

A distrofia macular de Stargardt normalmente se manifesta antes dos 20 anos de idade e causa degeneração do epitélio pigmentado da retina. Atualmente, não existe tratamento.

Fonte: globo.com - 01/12/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria - 02/12/2010

Compromisso para a saúde de crianças com deficiência intelectual

Na passada sexta-feira, dia 26 de Novembro, responsáveis pela política de saúde de 53 países da Região Europeia da Organização Mundial da Saúde (OMS - Europa) assinaram um compromisso relativo à saúde de crianças e jovens com deficiência intelectual. A declaração foi assinada no âmbito da Conferência Europeia da OMS, que decorreu em Bucareste, na Roménia.

Na região europeia, estima-se que vivam cerca de 5 milhões de crianças e jovens com deficiência intelectual, com particular incidência nos países mais pobres. Destas, mais de 300 mil estão institucionalizadas e lá deverão permanecer até ao final da vida. Se não forem tomadas medidas urgentes, este número pode subir cerca de 1%, por ano, nos próximos dez anos.


A declaração aponta ainda para a dificuldade em obter dados precisos e significativos relativamente a esta realidade e para o facto de as estatísticas oficiais raramente revelarem a real extensão do problema.
Para colmatar as lacunas, a declaração inclui um plano de acção que abrange dez áreas prioritárias, com intervenções concretas para grupos de jovens diferenciados por faixa etária, vulnerabilidade e capacidade de evolução. Os primeiros resultados da execução do plano são esperados até ao final de 2015.

Fonte: Portal da Saúde - 01/12/2010

A deficiência incide mais em contextos de pobreza. Famílias com membros vulneráveis, incluindo crianças com deficiência, ficam muitas vezes presas a situações de pobreza crónica. Por isso, a declaração aponta como elementos centrais a pobreza e as desigualdades sociais.O documento assenta no princípio básico de que crianças com deficiência intelectual e as suas famílias necessitam de cuidados comunitários efectivos e extensivos, numa mudança do paradigma institucionalizante para um paradigma assente na comunidade e na inclusão social.Apesar do enorme esforço dos últimos anos, ajudar crianças com deficiência intelectual a viver uma vida saudável continua a ser um grande desafio.

por Fernanda A. Zago - http://fezago.blogspot.com/ 01/12/2010

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria - 02/12/2010

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Depoimentos: Como você encara a sexualidade e sua deficiência?

Após a conclusão do artigo mitos “Desfazendo para minimizar o preconceito sobre a sexualidade de pessoas com deficiência" (http://www.deficienteciente.com.br/2010/11/desfazendo-mitos-para-minimizar-o.html) dos pesquisadores Paulo Rennes Marçal Ribeiro e Cláudia Bortolozzi Maia, veja abaixo, depoimentos de alguns leitores e amigos do facebook e do blog Deficiente Ciente a respeito de como eles encaram a sexualidade e a deficiência.


“Eu sou paraplégica, tenho 42 anos, quase 43, e uma vida sexual extremamente activa e satisfatória com o meu marido. E inclusive nunca senti discriminação por parte dos homens pelo facto de ser paraplégica. Tudo tem a ver com a noção que temos do nosso corpo e do prazer...Se estivermos agarrados a conceitos velhos e não formos abertas de espírito, nunca conseguiremos obviamente a satisfação...Mas é tudo tão simples, basta termos uma comunicação aberta com o nosso parceiro e lhe explicarmos quais as nossas necessidades...É tudo um processo de aprendizagem a dois, nunca se esqueçam disso. E sejam felizes". (Manuela Ralha, paraplegia - Portugal, Blog "A vida num só dia") (http://manuelaralha.blogspot.com/)


“Sou deficiente desde que nasci devido a um erro médico. Tenho lesão de medula incompleta. Em minha vida tudo sempre foi muito natural, já fui casada durante 17 anos e estou separada há quatro. Minha vida está maravilhosa com muita paquera, trabalho, meu lar e essas trocas de informações só nos faz crescer e entender que mesmo no mesmo tipo de lesão pode ter reações diferentes”. (Silvia Cristina de Oliveira, lesão medular - Facebook)

"sexo pra mim é normal nada mudou, levo uma vida normal..."(Juarez Tavares, paralisia cerebral - Facebook)

"Essa matéria está ótima, mas acrescento que depende muito de como o deficiente se trata, eu me trato como uma pessoa que apenas anda de cadeira de rodas e não saio do salto". kkkk (Silvia Cristina de Oliveira)

"É isso mesmo... e até acrescento algo mais... Dependendo de como você lida com a sua necessidade especial, acaba atraindo mais pessoas... Pois elas veem em você, alguém que não se abate à toa! (Rodney Alves Fonseca, amputação - Facebook)

"Ainda este fim de semana ele (marido) me fez uma declaração de amor linda, fomos a um bar e ele tirou-me da cadeira, pegou-me ao colo e dançou comigo em frente a todo mundo, para dizer que não tem vergonha da mulher que tem. E beijou-me e acariciou-me e toda a gente chorou á volta e bateu palmas..." (Manuela Ralha)

"Minha esposa também não tem vergonha! Ela deita a cabeça no meu coto, dá beijo e o mais engraçado é que não tenho sensibilidade nele e mesmo assim ela faz carinho como se eu sentisse na carne! Mas só sinto no coração!" (Rodney Alves Fonseca)

“Vera, os textos sobre esse tema ficaram muito bom e o mais importante, foram esclarecedores. Sou cadeirante, tenho dois filhos e sempre ouvi que eles não eram filhos meus. Parabéns.” (Ari Vieira, Amiotrofia Espinhal - Blog "Educar e Incluir-Desafios da Educação para o Trânsito" "Eu ouvi uma penca de amputados que me disseram que suas esposas se separaram deles após a amputação... A minha é uma grande companheira... E seu desejo por mim não diminuiu, pelo contrário... Ela diz que minha maneira de ver a vida e lidar com a amputação é uma coisa legal e isso a deixa mais interessada em estar comigo!" (Rodney Alves Fonseca)

“Minha amputação aconteceu aos 11 anos de idade. Aos 17 anos, quando comecei a namorar, descobri que podia ser desejada mesmo sendo amputada. A sensualidade e o desejo estão em nossa mente e não na nossa deficiência. Qualquer pessoa, independente se tenha ou não uma deficiência, precisa gostar de si mesmo, valorizar-se, aceitar-se como é... Isso desperta a sexualidade em qualquer pessoa. Acredito que exercitar a beleza interior é fundamental!” (Vera – Deficiente Ciente)

"Vera, a série de matérias abordando o tema foi muito interessante e instrutiva. Debater, discutir e esclarecer a sexualidade nas pessoas com deficiência continua sendo a forma mais eficaz de combater o preconceito relativo a nós, neste tema. Tenho Amiotrofia Espinhal do tipo III e sempre fui tratado como um ser assexuado, quando na verdade, as manifestações hormonais de quando era adolescente fossem absolutamente normais. Depois, casei, tive dois filhos e sempre mantive uma vida sexual dentro dos padrões. Hoje aos 51 anos, olho para trás e vejo que passei por tudo aquilo que qualquer passa na infância, adolescência e idade adulta passa, com o agravante do preconceito. É preciso dizer que pessoas com deficiência, adolescentes ou não, são pessoas sexuadas, sentem desejos, se masturbam, se relacionam sexualmente, sentem os mesmos desejos, sentem prazer, se decepcionam e sentem alegria no sexo, como qualquer outra sem deficiência". (Ari Vieira)

“O que temos que ter em mente que antes de qualquer "deficiência” somos pessoas com defeitos e qualidades . O que percebo nos deficientes é a baixa autoestima isso é uma agravante para qualquer relacionamento ainda mais amoroso e sexual... Enfim, tem pessoas que mesmo fora dos padrões de beleza tem uma fome de vida que todos se apaixonam, então a deficiência é a falta de amor próprio e de autoestima”. (Silvia Cristina de Oliveira)

Agradeço a todos os amigos acima, por permiterem a publicação de seus depoimentos. Muito obrigada! Tenho certeza que esses depoimentos assim como a série de artigos publicados aqui, esclarecerão as dúvidas de muitos leitores com deficiência.

Fonte: www.deficienteciente.com.br - 30/12/2010
APNEN,colaborando na divulgação desta matéria. - 01/12/2010











Assinatura de portaria visa acessibilidade nas delegacias de polícia

Delegado Domingos Paulo Neto assina Portaria referente às pessoas com deficiência.

Nesta segunda-feira, 29 de novembro, o Delegado Geral da Polícia Civil, Domingos Paulo Neto, assinou uma portaria que visa a implementação de acessibilidade nas delegacias de polícia para atendimento das pessoas com deficiência. A Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Doutora Linamara Rizzo Battistella esteve presente.
Além do ajustamento do espaço físico de todas as delegacias do Estado de São Paulo, a partir de hoje, se uma pessoa com deficiência ou mobilidade reduzida em condição severa ou total impossibilidade de ir até a delegacia para a produção de boletins de ocorrência, oficiais da Polícia Civil devem se locomover até suas casas para isto.
Ainda foi anunciada a parceria entre a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e a Secretaria de Segurança Pública para um projeto de coordenação que visa o treinamento de oficiais, em oficinas, para capacitá-los quanto à abordagem de pessoas com deficiência e o tratamento a elas dispensado.
A Doutora Linamara Rizzo Battistella, destacou "estamos junto com a Academia de Polícia nessa cruzada, que tem um grande significado para todos, pessoas com e sem deficiência, porque estamos ensinando à sociedade o significado da solidariedade. Estamos materializando essa grande responsabilidade de trazer todos para dentro da sociedade, a verdadeira inclusão social se faz pelo direito de participação, pelo direito de interagir com os mecanismos e com os serviços de sua comunidade."

Fonte: Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência - 30/11/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 01/12/2010

Projeto de lei exige sinalização em braile em shoppings centers

Segundo projeto, o infrator estará sujeito às penas de advertência e multa de R$ 5 mil. Em caso de reincidência, a multa será aplicada em dobro.
A Câmara analisa Projeto de Lei 7440/10, do deputado Edmar Moreira (PR-MG), que obriga shopping centers, centros comerciais e prédios públicos a instalar sinalização em braile. Pela proposta, a obrigatoriedade também valerá para outros locais com grande circulação de pessoas, como hospitais e estabelecimentos de saúde.

Segundo projeto, o infrator estará sujeito às penas de advertência e multa de R$ 5 mil. Em caso de reincidência, a multa será aplicada em dobro.

Edmar Moreira explica que sua intenção é ampliar a acessibilidade nesses locais para pessoas com deficiência visual. A acessibilidade, segundo ele, depende da eliminação de barreiras que limitam ou impedem direitos da pessoa com deficiência.

Segundo o Decreto 5.296/04, acessibilidade é a condição para utilização, com segurança e autonomia, total ou assistida, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos serviços de transporte e dos dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação, por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida.

Tramitação

O projeto foi apensado ao Projeto de Lei 4567/04, do ex-deputado e atual senador Paulo Paim (PT-RS), que institui o Estatuto do Portador de Necessidades Especiais. As propostas aguardam votação pelo Plenário.

Fonte: http://www.midiamax.com - 30/11/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 01/12/2010

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Tetra Pack é multada em R$ 170 mil por descumprir contratação de deficientes

Após descumprir um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) firmado com o MPT (Ministério Público do Trabalho) em 2007, a Tetra Pack, que possui fábrica em Monte Mor, foi obrigada pela Justiça do Trabalho de Capivari a pagar de multa de R$ 170 mil e contratar 46 trabalhadores com deficiência ou reabilitados.
No TAC, a empresa se comprometeu a contratar pessoas com deficiência o equivalente a 5% do seu quadro total. O prazo dado pelo MPT era até maio de 2008, mas após o vencimento, a Tetra Pack manteve a irregularidade. A empresa informou que ainda não foi notificada oficialmente e, assim que for, vai tomar as providências judiciais cabíveis, já que acredita estar cumprindo a lei.

Fonte: Jornal TodoDia – cidades - 30/11/2010 - link: http://portal.tododia.uol.com.br/?TodoDia=cidades&Materia=447521
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 30/11/2010

Encontro fortalece luta pela inclusão de pessoas com deficiência no trabalho

Aprofundar conhecimentos sobre o histórico e a realidade vivida pelas pessoas com deficiência no mundo do trabalho. Este foi o resultado do III Encontro sobre Inclusão, Deficiência e Trabalho.
da Redação

Ao todo quase 500 pessoas conferiram as palestras, presencialmente e também em tempo real, via Internet. Entre os participantes, estava o superintendente regional do Trabalho do Estado de São Paulo, José Roberto de Melo, representantes de outros órgãos públicos, de empresas, de sindicatos, de entidades especializadas, pessoas com deficiência, entre outras. A foto ao lado mostra o momento da abertura do III Encontro, com o auditório do Sinthoresp lotado durante a fala do Superintendente Melo. Melo aproveitou a oportunidade para anunciar os projetos da Superintendência em prol da inclusão para o próximo ano. “A Superintendência logo vai partir para as empresas para olhar a qualidade da inclusão. Não vamos dizer agora como. Mas vamos fazer isso”, adiantou.

Para o coordenador do Espaço da Cidadania, Carlos Aparício Clemente, o Encontro cumpriu seu objetivo, já que “reforçando nossas convicções podemos dar uma grande virada na luta pela inclusão”, afirmou.

Abaixo, um breve resumo das principais partes das palestras do Encontro:

Marcos Históricos da Luta pelos Direitos da Pessoa com Deficiência.

A superintendente da Sorri Brasil, Carmen Leite Ribeiro Bueno apresentou os principais momentos que marcaram o fortalecimento dos principais movimentos pela inclusão no Brasil, incluindo a criação das entidades representativas que surgiram a partir dessa construção. Além de lembrar marcos fundamentais como o Ano Internacional da Pessoa com Deficiência, promovido pela ONU (Organização das Nações Unidas), em 1981. “A nossa luta pela emancipação [da pessoa com deficiência] continua e a nossa luta é a luta do terceiro milênio”, enfatizou Carmen.

A Radiografia da Presença da Pessoa com Deficiência no Mercado Formal do Trabalho – o pesquisador da Fundação Seade, Alexandre Jorge Loloian analisou os dados sobre a presença da pessoa com deficiência no mercado formal de trabalho presentes na Rais (Relação Anual de Informações Sociais) de 2009. Os dados mostram que as pessoas com deficiência representam apenas 0,7% dos 41 milhões de trabalhadores no mercado formal. Entre outros pontos, Loloian identificou que as empresas com mais de mil funcionários deveriam estar contratando 558 mil pessoas com deficiência para cumprir a cota de 5% estipulada pela lei. No entanto, elas contratam apenas 84 mil pessoas, apenas 15% do que devem empregar.

Apesar de a Rais permitir tais conclusões, Loloian lançou dúvidas sobre tais informações, já que trata-se de um registro administrativo preenchido pelas empresas, cuja lisura não passa por fiscalização. No entanto, é a única base de dados que possibilita chegar mais perto da realidade da pessoa com deficiência no mercado de trabalho, ao menos o mercado formal, já que ela também ignora as pessoas que vivem com renda obtida informalmente. “É um relato das dificuldades que temos em relação a dados. Temos um contingente de pessoas que não conhecemos”, desabafou. Diante disso, o pesquisador incentivou: “Esse movimento tem entre outras tarefas convencer as instituições de pesquisa a levantar informações sobre esse tema”.

Quem é a Pessoa com Deficiência para Fins de Lei de Cotas? – o coordenador do Projeto de Inclusão da Superintendência Regional do Trabalho do Estado de São Paulo, Jose Carlos do Carmo (Kal) explicou os conceitos, a base legal e o modo de atuação do órgão em prol do cumprimento do artigo 93 da lei 8.213/91, a Lei de Cotas. “Ao mesmo tempo que temos rigor na fiscalização da legislação, não temos uma função burocrática”, explicou.

O Papel da Reabilitação Profissional na Reinserção Laboral do Trabalhador – a psicóloga da seção de Saúde do Trabalhador do INSS Campinas, Maria Eduarda Silva Leme, tratou do conceito de reabilitação profissional e de como ele tem se dado na prática. “Temos que pensar a reabilitação com uma visão integral. Temos que procurar reinserir as pessoas nas práticas sociais: ir a escola, ao supermercado”, explicou. No entanto, a qualidade do serviço foi prejudicada pelos diferentes ideários políticos estatais. “Passou por transformações. Era muito mais completa. Sofreu um enxugamento com o Estado mínimo. Cabe aos trabalhadores lutar por uma política pública efetiva [para a área]”, defendeu.

Benefícios Legais: acesso ou impedimento ao mercado formal de trabalho – a coordenadora geral de acompanhamento de beneficiários do Ministério do Desenvolvimento Social, Elyria Bonetti Yoshida Credidio detalhou as normas de concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Atualmente 3,4 milhões de brasileiros têm no BPC sua principal fonte de renda, equivalente a um salário mínimo. Destes, aproximadamente 1,7 milhão são pessoas com deficiência.

Elyria abordou as inciativas do Ministério para estimular o ingresso das pessoas com deficiência no mercado de trabalho, sem que elas corram o risco de perder o BPC definitivamente.

O Papel da Justiça no Cumprimento da Lei de Cotas – a advogada do Sinthoresp, Daniela dos Santos explicou a atuação do sindicato onde atua para que as empresas do setor cumpram a Lei de Cotas, numa forma de exemplificar como as entidades de trabalhadores podem agir juridicamente para que a inclusão sai do papel. “Não podemos abrir mão da possibilidade de buscar judicialmente o cumprimento da lei”.

A advogada se mostrou preocupada com casos recentes em que juízes tomaram atitudes que se chocam com a lei. “Preocupa decisões tomadas para retirar a multa de empresas que haviam descumprido a lei porque incentiva quem estava descumprindo”, afirmou.

Um Novo Cenário Para a Inclusão da Pessoa com Deficiência no Trabalho - reconhecendo as habilidades e competências da Pessoa com Deficiência.

Para fechar o Encontro, a consultora de inclusão da Conexão, Maria de Fátima e Silva, levou a reflexão sobre a necessidade de se mudar atitudes para que a inclusão seja cada vez mais ampliada. “É uma pena que só a legislação não seja capaz de fazer mudar nossa forma de agir. Não podemos esperar que tudo aquilo que a gente exclui da sociedade vire lei”, enfatizou.

Fonte: Espaço da cidadania - 29/11/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 30/11/2010

Menina com síndrome de Down passa 9 dias fechada com corpo de sua mãe

A menina não havia percebido que sua mãe tinha morrido e tentou, durante nove dias, alimentá-la.
da Redação

Uma menina de 15 anos com síndrome de Down passou nove dias fechada com o corpo de sua mãe em um trailer, onde as duas viviam, segundo publicou a imprensa canadense nesta sexta-feira.

Mike Prentice, um dos irmãos da menor, declarou à televisão pública canadense, "CBC", que a menina não percebeu que sua mãe tinha morrido e que, durante os nove dias tentou alimentá-la.

"Ela tentou cuidar dela, dar remédios. Tentou fazer com que estivesse melhor, tentou abrir um pacote de macarrão para alimentar a minha mãe", declarou.
Prentice também disse que sua irmã perdeu mais de 20 quilos durante os nove dias que esteve com o cadáver de sua mãe e que quando uma vizinha a descobriu no dia 14 de setembro, a menor pesava pouco mais de 40 quilos.

Mas Prentice denunciou que as autoridades da Colúmbia Britânica, onde viviam as duas mulheres, ignoraram suas solicitações que a menor não podia viver com sua mãe, que era drogada e vivia em míseras condições em uma trailer na localidade de Chilliwack, a cerca de 100 quilômetros ao leste de Vancouver.
Prentice tentou levar sua irmã com ele em julho e chamou a Polícia, mas os responsáveis dos serviços sociais da província lhe forçaram a entregar de novo à menor ao cuidado de sua mãe.


Fonte: G1 - Toronto - Canadá, 29/11/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 30/11/2010

Cadeirantes reclamam da dificuldade para utilizar ônibus adaptado

O Distrito Federal tem uma frota com 450 ônibus com elevador, aqueles adaptados para pessoas que utilizam cadeira de rodas. Mesmo assim, os cadeirantes falam da dificuldade de utilizar o serviço.
da Redação

Todos os dias, Paulo Henrique usa o transporte público para ir ao trabalho e voltar para casa. Até chegar na parada, a primeira dificuldade: a falta de calçadas com rampa. Por isso, ele segue pela rua. No primeiro ponto de ônibus, Paulo precisa de paciência. Quatro ônibus passam até o primeiro que é adaptado. Mesmo ele fazendo sinal, o motorista não parou.

O jeito é esperar até outro ônibus adaptado passar. Depois de 15 minutos, o motorista para, o cobrador aciona o elevador e ajuda Paulo a entrar. O sistema funcionou, mas ele lembra de uma vez em que o elevador travou e todos os passageiros precisaram descer porque o ônibus não pôde continuar o percurso. “Fico até com vergonha, porque vou pegar o ônibus e ele quebra. Fui eu que quebrei porque parou”, fala o servidor público Paulo Henrique Gonzaga.

Última viagem do dia: Paulo Henrique volta para casa. Mais alguns minutos na parada e para um ônibus. O cobrador tenta, mas o sistema não funciona. O próximo adaptado que passa, para e a cobradora ajuda Paulo a entrar. Mas ele diz que não é fácil para um deficiente físico usar o transporte coletivo. Paulo contou que nessa quinta-feira, dia 3, ficou quase duas horas esperando um ônibus equipado passar. Na hora de descer, a cobradora ajuda novamente.

Dos 2.850 ônibus e micro-ônibus do Distrito Federal, 450 são adaptados. Os deficientes, que precisam do transporte público, dizem que não é fácil pegar ônibus no DF. “Se fosse em outra cidade precisaria de mais. Mas o que está aí hoje adaptado, se todos funcionassem regularmente, acho que já seria o suficiente”, fala José Antônio dos Santos, do Movimento por Cidadania. “Na verdade é uma aventura ter que ficar esperando. Muitas vezes passam cinco, seis ônibus e não ter o ônibus adaptado para você utilizar aqui na cidade”, conta o servidor público Oldemar Barbosa.

De acordo com o Sindicato dos Donos das Empresas de Ônibus, os elevadores passam por manutenções periodicamente e os problemas pontuais são resolvidos, assim que os carros chegam nas garagens.

Fonte: DF TV - Distrito Federal, 29/11/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 30/11/2010

Deficiente auditivo poderá pagar menos por envio de torpedos

Projeto de lei prevê redução de custos de linha telefônica móvel para deficientes da audição e da fala.
da Redação

Projeto que obriga prestadoras de serviços de telecomunicações a oferecer a portadores de deficiência auditiva ou da fala planos com tarifas reduzidas para mensagens de texto foi aprovado nesta quarta-feira, dia 24, pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

De autoria do senador Flávio Arns (PSDB-PR), o projeto (PLS 238/08), que teve como relator o senador Cícero Lucena (PSDB-PB), segue agora para o exame da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), para decisão terminativa (tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado).

Quando tramita terminativamente, o projeto não vai a Plenário: dependendo do tipo de matéria e do resultado da votação, ele é enviado diretamente à Câmara dos Deputados, encaminhado à sanção, promulgado ou arquivado. Ele somente será votado pelo Plenário do Senado se recurso com esse objetivo, assinado por pelo menos nove senadores, for apresentado à Mesa.

Após a votação do parecer da comissão, o prazo para a interposição de recurso para a apreciação da matéria no Plenário do Senado é de cinco dias úteis. O texto estabelece que o usuário do serviço de telecomunicação portador de deficiência auditiva ou da fala tem direito a plano com tarifas reduzidas para serviços de mensagem de texto, nas diversas modalidades de pagamento.

Na justificação do projeto, Flávio Arns diz que, ao longo dos anos, o Brasil observa o gradual aumento da participação das pessoas com deficiência nas atividades sociais e setores produtivos. Isso, em sua opinião, tem sido possível pela maior oferta de recursos tecnológicos capazes de reduzir as limitações dessas pessoas.

Arns menciona especialmente a evolução da telefonia celular, que permitiu ao portador de deficiência auditiva ou da fala comunicar-se com desenvoltura, sobretudo por mensagens de texto. Com esse argumento, o autor do projeto sustenta que o serviço das operadoras de telefonia deve ser efetivamente acessível ao segmento mais pobre da população, com planos específicos, de baixo custo, a fim de reduzir as dificuldades que ainda restringem o acesso da pessoa com deficiência auditiva ou da fala.

O relator do projeto, Cícero Lucena, reconhece que o regulamento da Agência Nacional de Telecomunicações já prevê a obrigatoriedade desses serviços. Mas sublinhou que a norma não é cumprida pelas operadoras, motivo pelo qual a matéria precisa ser disciplinada em lei ordinária. O que ele deseja é tornar compulsório o cumprimento dessa norma.

Na opinião de Lucena, a medida propiciará maior segurança jurídica aos usuários que, diante de eventual omissão das autoridades governamentais, poderão acionar a Justiça para exercer seus direitos.

Fonte: Aquidauana News - 29/11/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 30/11/2010

Nada sobre nós, sem nós

Ativistas em Direitos Humanos afirmaram em encontro que a Convenção da Organização Internacional das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência deve ser implementada com eficácia e eficiência, e monitorada ativamente pela sociedade civil.

Leandra Migotto Certeza
Mais de 40 pessoas se reuniram na cidade de São Paulo, de 17 a 19 de novembro, para discutir as melhores formas de implementação, fiscalização e monitoramento do documento mais importante em relação aos Direitos Humanos das Pessoas com Deficiência.

Para debater sobre o tema: "Avanços, Desafios e Participação da Sociedade Civil", representantes de várias Organizações Não-Governamentais; líderes de movimentos sociais; juristas, promotores, procuradores, e advogados; além de comunicadores e representantes dos governos municipais, estaduais e federais conviveram em um espaço democrático e muito participativo. Juntos e juntas, pessoas sem e com deficiência física, auditiva, visual e intelectual apresentaram suas ideias e propostas, discutiram seus pontos de vista, e comentaram suas experiências, de forma clara e bem próxima da realidade cotidiana.

Todos e todas tiveram direito a voz ativamente e suas potencialidades e especificidades foram respeitadas. Intérpretes da LIBRAS - Língua Brasileira de Sinais garantiram a participação de pessoas com surdez, e uma equipe de voluntários (muito bem qualificada) auxiliou quem precisou de apoio para se comunicar, e se locomover dentro e fora do hotel acessível fisicamente, apropriadamente escolhido pela RIADIS - Rede Latino Americana de Organizações Não-Governamentais de Pessoas com Deficiências e Suas Famílias - http://www.riadis.net/ e pela ONG Conectas - Direitos Humanos http://www.conectas.org, responsáveis pela realização do encontro.

Brasileiros e brasileiras de São Paulo, Salvador, Florianópolis, Rio de Janeiro, Brasília, Chapecó, Campinas, Campo Grande, Curitiba, se uniram aos ativistas da Costa Rica, Argentina, Guiné-Bissau, México, Guatemala, e Nova York, para apresentar as principais ações de seus países, sobre o documento ratificado ou não por seus governos e que, segundo eles e elas, precisa ser seguido à risca, por meio de políticas públicas ou movimentos sociais que exijam o seu total cumprimento.

"Nada sobre nós, sem nós" e "Da teoria à prática" foram os principais lemas. A grande maioria dos participantes acredita que as pessoas com deficiência precisam ser protagonistas de suas histórias com autonomia e independência, e que a Convenção deve sair do papel e passar para a prática das ações e, principalmente, por meio de políticas públicas eficazes e eficientes. "A Convenção foi feita em equipe e com união. O trabalho mais difícil começa agora: passá-la do papel para se transformar em ações práticas e objetivas. Por isso, esperamos que o Brasil seja um exemplo de promoção dos Direitos Humanos da Pessoa com Deficiência", afirmou Regina Atalla, presidente da RIADIS no Brasil.

Para Malak Poppovic, diretora da Conectas, "a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência precisa ser traduzida em fatos e efetividade. A sociedade civil está fazendo o seu monitoramento e apropriação do documento com o objetivo de efetivar seus direitos". Para Luis Fernando Astorga Gatjens, do IIDI - Instituto Interamericano de Discapacidad y Desarrollo Inclusivo, a mudança mais importante que a Convenção traz é que todas as pessoas com deficiência do mundo, deixam de ser vistas pela sociedade como objetos de caridade e assistencialismo, para ser apropriarem integralmente de seus direitos com autonomia e, principalmente, protagonismo.

O que é a Convenção?

A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência foi criada pela Organização das Nações Unidas e ratificada pelo Brasil, dia 12/08/2008, junto com seu Protocolo Facultativo, assinado em 01/08/2008. É o primeiro tratado internacional com status constitucional da história do Brasil. Portanto, é uma Emenda Constitucional! No total, 128 países a assinaram. O Brasil é o 34º país no mundo a ratificá-la e o 20º a assinar o Protocolo Facultativo junto com os países efetivamente comprometidos com os direitos das pessoas com deficiência.

O principal objetivo do documento, segundo o primeiro artigo, é “promover, proteger e assegurar o exercício pleno e eqüitativo de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais por todas as pessoas com deficiência e promover o respeito pela sua dignidade inerente”. Além do respeito por dignidade, são princípios do documento a não-discriminação, a plena e efetiva participação e inclusão na sociedade, o respeito pela diferença, a igualdade de oportunidades e a acessibilidade.

Um dos principais pontos da Convenção é o fato de o descumprimento de qualquer item que favoreça a inclusão das pessoas com deficiência passa a ser considerado discriminação. Isso inclui, por exemplo, a acessibilidade, seja por meio de ônibus adaptados ou legendas e áudio-descrição nos programas de televisão. Além disso, a partir da ratificação da Convenção as pessoas com deficiência não podem ter sua capacidade legal retirada. Em outras palavras, fica garantido o seu direito de votar, de assinar os próprios documentos e de administrar seus bens e recursos financeiros, por exemplo.

Urgência na efetivação dos direitos humanos.

Segundo os ativistas e as ativistas presentes no encontro, muitas conquistas foram alcançadas em relação aos direitos das pessoas com deficiência, porém, os desafios são cada vez maiores, devido a urgência de se atender às necessidades básicas de sobrevivência, principalmente nas regiões mais periféricas das cidades e nas zonas ruais. De acordo com o Censo de 2000, dos mais 24,5 milhões de brasileiros com alguma deficiência (seja física, auditiva, visual, múltipla, intelectual ou surdocegueira), quase 30% é miserável e têm escolaridade inferior a um ano. Infelizmente, no Brasil, deficiência e desigualdade caminham juntos.

Por isso, o objetivo foi multiplicar e disseminar as informações sobre a realidade de quem ainda nunca consegue ser visto e ouvido. Como o caso de uma jovem de 20 anos, com incapacidade motora cerebral (deficiência física que compromete, principalmente, os movimentos e a fala), relatado por Regina Atalla. Ela foi encontrada, na Bahia, em estado grave, e completamente abandonada, devido a falta de assistência social do governo. Nunca foi atendida por um médico, e muito menos frequentou uma escola. Viveu isolada, assim como várias pessoas com deficiência no Brasil e no mundo.

A institucionalização e o descaso dos governos e da sociedade foram um dos principais temas debatidos no primeiro dia. Tuca Munhoz, representante da Pastoral das Pessoas com Deficiência da Arquediocese de São Paulo afirmou que ainda existem mais de mil pessoas com deficiência na cidade vivendo completamente segregadas em instituições assistencialistas, e muitas vezes corruptas. Domingos João Montagna, representante da Fraternidade Brasileira de Pessoas com Deficiência, de Chapecó, lembrou que existe inúmeras pessoas abandonadas nas áreas rurais, sem qualquer acesso aos serviços de saúde, entre outros.

Cleide Ramos Reis, representante do Centro de Vida Independente da Bahia, afirmou que 8,5% da população com deficiência de 14,5% existente, estão em situação de pobreza multi-dimensional. Para ela é preciso haver políticas públicas eficazes que promova a inclusão, e para isso, as pessoas com deficiência devem ter acesso gratuito às ajudas técnicas básicas, como próteses, cadeiras de rodas, aparelhos auditivos, entre outras, além das tecnologias assistivas como legendas ocultas na TV, áudio-descrição e intérpretes de LIBRAS nas escolas, por exemplo.
Fonte: Caleidoscópio - 29/11/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 30/11/2010

AACD adota administração profissional

Com a gestão mais eficiente, associação quer aumentar atendimentos e se tornar 100% independente de doações. Hoje, 88% dos custos são cobertos com recursos próprios.
Com 60 anos de trabalho na reabilitação de deficientes físicos, a AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) ganha cara de empresa para crescer. A instituição investe na gestão profissionalizada e remunerada para ter autossustentabilidade financeira e seguir aumentando os atendimentos -que subiram de 4.500 para 5.700 por dia entre 2006 e 2010.

Está prevista a contratação de um CEO (presidente-executivo), que virá do mercado para assumir em 2012. Hoje, 88% dos custos da AACD -que teve orçamento de R$ 190 milhões neste ano- são cobertos por recursos próprios, principalmente com serviços prestados por meio de convênios médicos.

Em média, quatro pagantes geram receita para cobrir um atendimento gratuito. No Hospital Abreu Sodré, que é da instituição e referência em ortopedia na América do Sul, cerca de 40% dos atendimentos são pagos.

A AACD ainda precisa de doações, mas o plano é chegar a 100% de independência em três anos. "Temos 32 mil pessoas na fila de espera e cada paciente que entra fica de oito a dez anos em tratamento", diz Eduardo de Almeida Carneiro, presidente voluntário.

DESDE 2006

A empreitada com jeito de plano estratégico empresarial foi o caminho encontrado pela associação para sobreviver em um contexto em que as companhias passaram a ter projetos sociais próprios nos quais investem.

"Precisamos cada vez mais encontrar novas fontes de recursos", diz Carneiro. Acima do futuro presidente-executivo da associação, o time permanece voluntário -cerca de 120 conselheiros e o presidente do conselho.

Mas, abaixo do CEO, há seis superintendentes -todos com salários- de áreas como captação de recursos e relações institucionais. A reforma começou a ser desenhada em 2006, quando Carneiro, que sempre foi empresário do setor imobiliário, assumiu a instituição.

Desde então, aumentou não só o número de atendimentos -incluindo o de cirurgias gratuitas, que cresceu 25%, para 1.750 em 2009- como o de funcionários (16%, para 2.100). Já o custo por atendimento caiu 12%, para R$ 37. E a associação tem mais projetos em vista. Entre eles, parcerias para abrir uma faculdade de fisioterapia integrada ao centro de reabilitação.

Fonte: Folha de S. Paulo - 29/11/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 30/11/2010

ACESSIBILIDADE ACESSÍVEL .... É POSSIVEL ?

O que vem em sua mente ao ouvir a palavra acessibilidade?



Com as mudanças que vêm ocorrendo, por conta da inclusão social das pessoas com deficiência, tem até acontecido alguma modificação nas estruturas arquitetônicas; já vimos piso tátil, estacionamento com vagas reservadas, rampas. Alguns lugares constroem de forma precária, outros com toda infra-estrutura, porém, os próprios dirigentes desses lugares não entendem que a acessibilidade tem que ser acessível...
Fui num dos teatros aqui da minha cidade, Presidente Prudente (SP), anexo ao prédio da prefeitura, e o acesso da calçada para a bilheteria tem duas escadarias: a primeira, com uns oito degraus estreitos, e a segunda é parecida, mas há um elevador para cadeirantes. Existe uma maneira de entrar sem ter que descer pela primeira escada, que é pelo estacionamento da prefeitura cercado por grades e portões, terminando o estacionamento, existe outro portão
Eu e meu amigo fomos num domingo e os portões estavam fechados, com alguns carros da prefeitura guardados. Então, ele foi perguntar para a funcionária da bilheteria como eu entraria lá e ficaram sem saber o que fazer, respondendo-lhe que logo viria alguém para abrir os portões, esperamos muito e então ele decidiu descer as escadas comigo(ele aprendeu a descer e subir degraus comigo na cadeira), e ele avisou a funcionária que já havíamos descido a primeira escada, aí aconteceu o mais engraçado, o elevador estava fechado, nos disseram a mesma coisa, que esperássemos alguém vir abri-lo , percebemos um corre-corre, provavelmente nem sabiam onde estava a chave. Como queríamos assistir à peça, resolvemos nos aventurar e descer a outra escadaria. Avisamos novamente e a moça, com um sorriso de alívio estampado no rosto, disse-nos: “ Ah sim! Já vamos abrir a porta para que entrem primeiro “.
Prontamente e com muita gentileza e simpatia, como se fosse um ato heróico, abriram a porta para que entrássemos ... muito bacana exerceram a cidadania!
O interessante é que, mesmo com toda essa dificuldade e constrangimento de ambas as partes, nossa (do meu amigo e eu) e deles, por não estarem preparados para usar a acessibilidade disponível, ainda assim, na saída não abriram o elevador nem os portões, saímos da mesma maneira que entramos.
Tenho vivenciado muitas situações parecidas, em escolas que tem rampas ou entradas plainas, mas tem que manter o portão fechado, por que as pessoas sem deficiência não respeitam, param motos na entrada, impedindo o acesso, ou dizem que não abrem porque não tem deficientes freqüentando o prédio. Claro! não são todos que tem o “espírito” aventureiro, já enfrentam as barreiras físicas, ainda chegar numa escola, ter que gritar da calçada –“Oi estou aqui, abram o portão”, e esperar por uns 5 minutos até um funcionário chegar e abrir(vivi isso numa das escolas). Também numa escola de teatro, com rampa, mas o portão que mantém aberto é do estacionamento com pedrinhas soltas, impossível de circular com a cadeira...
Engraçado também uma sorveteria muito bacana daqui, construíram uma rampa suave, bem revestida, cheguei no fim da rampa colocaram mesas e estavam ocupadas por duas famílias que tiveram que sair, cada um segurando sua taça gigantesca de sorvete e os funcionários retirando as mesas e cadeiras
A universidade onde estudo tem um número considerável de vagas reservadas para pessoas com deficiência, sinalizadas, com guia rebaixada. Faz um ano e meio que freqüento lá, mas era impossível conseguir uma vaga sequer, pois os motoqueiros ocupavam todas, inclusive no rebaixamento das calçadas, dificultando nosso acesso. Para fazer valer esse direito dos verdadeiros usuários, a universidade teve que fechar a entrada das vagas e disponibilizar dois funcionários para manter a organização.
É certo isso, ter que “cercar” a acessibilidade para que seja acessível?
O que está faltando é conscientização e educação de um modo geral.
Eu sou diferente de você. Você é diferente de mim. Somos todos diferentes, mas numa coisa somos iguais... Gostamos de respeito

FONTE : CAMILA MANCINI - 29/11/2010.
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 30/11/2010

Brasil: Células-tronco são esperança para a paralisia por lesão.

Cique no link a seguir e assista a reportagem da Band.
News:http://bandnewstv.band.com.br/conteudo.asp?ID=392651&CNL=20

Fonte: http://bandnewstv.band.com.br/conteudo - 27/11/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 30/11/2010

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Região começa a investir em moda para os deficientes

Dois desfiles com modelos portadores de necessidades especiais aconteceram na região no período de um mês.
Adriana Peres - Região
Pedro Amatuzzi TodoDia Imagem

Desfile de moda voltado para deficientes físicos, em Campinas: mercado começa a dar atenção para o nicho

Calças com bolsos na frente, camisetas com casas mais largas e tecidos mais leves são algumas das novidades desenvolvidas para deficientes físicos. O mercado de moda está começando a olhar para esse nicho. Em um mês, dois desfiles aconteceram na região - um em Campinas e outro em Americana.

“Tenho muita dificuldade de encontrar roupas para o meu tamanho”, afirma a cadeirante, moradora de Americana, Mari Gonçalves. Ela foi uma das 18 modelos que desfilaram no primeiro evento de moda inclusiva para deficientes físicos, no dia 25, na Vert Eventos, em Campinas. Mari faz parte da Adar (Associação dos Deficientes de Americana e Região). “Sou vítima da Talidomida, uma droga que causava deformação no feto”, explica. Além da estatura baixa (1,20 metros), ela não tem a perna direita. “Sem opção de roupas, a única alternativa são os vestidos curtos. Nós deficientes, precisamos de alternativas”, afirma Mari.

Segundo Raissa Paz, uma das oito estilistas do desfile, a moda inclusiva precisa de criatividade e de adaptação para cada tipo de deficiência. “Tentamos facilitar a vida deles, como calça com abertura em velcro e muito cuidado nas costuras para não machucar os cadeirantes”, explica. Ela trabalha com moda inclusiva há dois anos.

A iniciativa do evento foi do empresário Renato Rosa, sócio da agência Conee Marketing Promocional e Eventos, no Rio de Janeiro. “Tive a ideia de levar a moda para deficientes físicos por causa do meu pai, que tem deficiência na perna e muita dificuldade de vestir”, afirma. “Essas pessoas têm que acreditar que os estilistas também olham para elas.”

Outro desfile ocorreu em Americana na VII Mostra de Responsabilidade Social, organizada pelo Unisal (Centro Universitário Salesiano de São Paulo). Alunos do curso de moda da universidade desenvolveram peças de roupas para atender a necessidade de deficientes físicos como roupas com velcro, botão com imã, tudo para facilitar a vida deles na hora de se vestir.

“O desfile foi emocionante”, afirma a aluna no curso de moda Juliana Pellegrini. Ela conta que elaborou roupas mais “fashions” para cegos, com braile em escritos nas roupas e nas etiquetas.

POUCO EXPLORADO

Para o professor do curso de moda da Unisal Daniel Tolezi, esse mercado ainda é pouco explorado. “O Brasil tem aproximadamente 25 milhões de deficientes e é importante que as pessoas comecem a pensar nesse nicho”, avalia. Ele destaca que além do glamour, os estilistas têm que buscar usabilidade para os portadores de deficiência física.

Fonte: Jornal TodoDia - Cidades - 28/11/2010
APNEN, colaboranado na divulgação desta matéria: 29/11/2010

Tetraplégico, ex-goleiro do São Paulo encontra rumo na vela

Após acidente com duas vítimas fatais, Bruno já colhe frutos como velejador.

Até que ponto um acidente de carro, a perda de amigos e da promissora carreira pode colocar fim ao sonho de um jovem de 20 anos?
No caso de Bruno Landgraf das Neves, a resposta é simples: não pode. O sonho não acabou, passou por adaptações. Antes, a meta era a medalha olímpica no futebol nos Jogos de Pequim, em 2008. Agora, não mais na grama, e sim na água, o triunfo paraolímpico em Londres, em 2012, norteia os caminhos do ex-goleiro. Do mais novo velejador.

Bruno era considerado o melhor entre os diversos candidatos a suceder Rogério Ceni no gol do São Paulo até agosto de 2006. Um grave acidente automobilístico matou o colega de posição e clube Weverson e a amiga Natália Lane, jogadora de vôlei. Bruno, o motorista, passou oito meses e 12 dias internado.

Depois de quatro anos, a clausura das paredes do quarto se transformou na indescritível sensação de liberdade. Desde 2009, o rapaz de 24 anos veleja duas vezes por semana no clube da Associação dos Servidores do Banco Central (ASBAC), localizado na represa de Guarapiranga, Região Metropolitana de São Paulo.

Acompanhado do pai, Luiz, Bruno procurou o ASBAC e a primeira vez deu aos integrantes do clube a quase certeza de que não haveria outra. O dia estava feio, a chuva batia contra seu corpo e a ausência de movimento de tronco tornava necessária a presença de alguém que servisse como suporte no barco adaptado.

O ex-goleiro não se assustou. A rigorosa preparação física (veja na próxima página) deu a Bruno condição para superar as dificuldades e se tornar aposta da equipe para o Mundial Paraolímpico de 2011, que valerá uma vaga nos Jogos de Londres-12.

– No início, ele não aguentava mais de cinco minutos com o leme, perdia a mão com um vento mais forte. Hoje ele faz regatas de duas horas sozinho. Seu nível técnico surpreende a todos – elogiou Vitor Hugo, técnico angolano há 11 anos no Brasil.

Bruno precisa da ajuda de equipe e pai quando sai da cadeira de rodas para o barco. Lá dentro, é o capitão. O timoneiro. É ele quem decide os rumos do novo veículo de trabalho.

– Aqui tenho mais liberdade. Os treinos, de goleiro e vela, são muito puxados. Mas, mesmo competindo, é uma relação com a natureza.
É notável a alegria do rapaz, de 24 anos. Os sorrisos com os amigos, o contato com os barcos e as brincadeiras com amputados e cadeirantes. Brincadeiras?

– A gente pede para o outro ir correndo pegar alguma coisa (risos). Quem vê pensa que somos maldosos, mas as pessoas têm receio de falar, perguntar. Assim levamos a vida melhor. Estamos no mesmo barco.

A expressão de paz de Bruno ao velejar não indica os obstáculos superados nos últimos anos. E nem os que ainda serão superados. Mas indica que o jovem não precisa de medalhas para se considerar vencedor.

Bate-Bola com Bruno – Velejador paraolímpico

‘Não estou treinando apenas para ter ocupação. Quero competir e ganhar’

LANCENET!: Como tem sido adaptar o sonho de atleta da grama para a água?
Bruno: Eu me imaginava indo para a Olimpíada de 2008 no futebol. Com a Seleção que foi, percebi que tinha chances. Os dois goleiros foram o Renan e o Diego Alves, que disputaram o Mundial Sub-20 comigo (leia mais abaixo). Agora é preciso começar a imaginar um objetivo para focar nele.

L!: É importante ter sempre um objetivo em sua recuperação?
Bruno: É importante. Se não tiver, vou treinar para nada? Só para passar o tempo, ter ocupação? Estou aqui para disputar, quero ganhar. Tem o Mundial, as regatas no clube em que já ganhei medalha…

L!: Quantas já conquistou?

Bruno: Ganhamos (Bruno e a proeira Elaine) três medalhas: duas de bronze e uma de prata. Em uma das regatas o Vitor (técnico) estava junto, pois eu ainda não conseguia pilotar o barco sozinho.

L!: Você passou a encarar o acidente e sua recuperação de forma diferente após voltar a competir?

Bruno: Como tudo que acontece na vida, você tira coisas boas e ruins. Eu tive muitas perdas com o acidente, o Weverson e a Natália são como irmãos para mim. Mas eles estão sempre nas minhas orações e tenho procurado viver, fazer as minhas coisas da melhor maneira possível. Se antes eu tentava dar meu melhor no futebol, agora tento fazer o mesmo na vela.

L!: Qual a importância do esporte na sua recuperação?

Bruno: A pessoa que sofreu algum acidente tem de procurar um esporte, conhecer mais gente, ver outros casos, lutar para melhorar a cada dia. Indo aos hospitais, vendo outros casos. Se você acorda falando que está ruim, piora. Vejo gente com mais dificuldades, sem tanto apoio, crianças pequenas. Vejo que estou muito bem e conversar, ajudar, apoiar. Para nós, apoio vale mais do que qualquer dinheiro.

L!: No esporte, seu objetivo é a medalha. E na recuperação?

Bruno: Estou focado na vela, mas quero voltar a andar, nem que seja com andador. Pode demorar ou não, isso não me preocupa, senão deixo de fazer minhas coisas direito. Quando consigo ganhos normais, como a contração de um músculo, para mim é uma grande vitória.

L!: Que tipo de movimento já lhe deu essa sensação de vitória?

Bruno: Quando consegui mexer um pouco o braço no hospital foi uma grande vitória, e depois com a fisioterapia em casa, movimentos como comer sozinho, segurar um suco, não depender de ninguém para isso. São coisas pequenas para outras pessoas. Para mim não.

L!: O que é mais fácil? Jogar futebol e ter de defender, ou velejar?

Bruno: Jogar futebol. É mais fácil enfrentar alguém que chuta bem do que ver onde está o vento. Em ambos você tem de tomar decisões, mas no futebol ainda pode haver tempo de consertar. Aqui, qualquer erro os barcos já te passam. Temos de ser mais precisos.

Fonte: LANCE
Referência: http://www.universotricolor.com/
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 29/11/2010

Museu do Futebol, em São Paulo, tem programação especial para pessoas com deficiência

Em 2/12, a entrada será gratuita no museu e educadores compartilharão todas as possibilidade que o acervo oferece para esse público.
O dia 3 de dezembro foi instituído pela ONU (Organização das Nações Unidas) como o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência e tem, como um dos principais objetivos, estimular a reflexão sobre seus direitos. Por considerar essa data tão importante, o Museu do Futebol oferecerá uma imersão cognitiva e sensorial para a conscientização sobre a importância da acessibilidade.

O futebol tornou-se um esporte popular justamente por ser tão acessível. Ele pode ser jogado nos mais inusitados lugares, bastando o desejo, e com os mais diferentes materiais, vale tampinha, bola de papel ou tudo aquilo que a imaginação permitir! Um museu também pode ser um espaço acessível, basta ter uma equipe preparada e adaptar seu acervo e conteúdo para que todos tenham acesso à memória por ele preservada e apresentada. É isso que o Museu do Futebol pretende: transformar seu espaço em um lugar de conhecimento e aprendizagem para todos.

Para comemorar essa data tão importante, desenvolveremos algumas atividades no dia 2/12, que a entrada ao Museu é gratuita e todos os visitantes poderão participar. Os educadores do museu estarão nas salas da exposição apresentando os materiais e os projetos desenvolvidos pelo PAMF (Programa de Acessibilidade do Museu do Futebol). A proposta é compartilhar com os visitantes as possibilidades de fruição que o acervo oferece para as pessoas com deficiência e refletir sobre a experiência adquirida no Projeto Deficiente Residente.

Fonte: http://www.museudofutebol.org.br/ - 26/11/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 29/11/2010