sábado, 11 de dezembro de 2010

Quantos deficientes tem no Brasil?

Censo não oferecerá novamente dados confiáveis sobre pessoas com deficiência.
da Redação


O Censo de 2010, recentemente iniciado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), está utilizando novamente o método de amostragem para captar dados sobre as pessoas com deficiência. Dos grupos vulneráveis, somente esse segmento não consta em todos os formulários. A presidente do Conselho Nacional de Defesa da Pessoa com Deficiência (Conade), Denise Granja, argumenta que o método não será capaz de trazer dados confiáveis e satisfatórios para se traçar políticas públicas. “Em apenas um de cada dez questionários haverá perguntas sobre essas pessoas”, ressalta.

O IBGE usa um formulário comum a todos os entrevistados. Em uma de cada 10 casas visitadas há o acréscimo de outro formulário com questões para aprofundamento, é o caso das pessoas com deficiência. O fato ensejou vários protestos do segmento e uma representação junto ao Ministério Público Federal de São Paulo. Segundo o Conade, tanto o conselho quanto as pessoas com deficiência não tiveram acesso ao questionário para que pudessem intervir. Em Recife, de acordo com o presidente do Coned (Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência), Paulo Silva, um grande número de pessoas declararam não terem sido entrevistadas para o Censo de 2000.

Fonte: Ministério Público de Pernambuco - 10/12/2010
APNEN colaborando na divulgação desta matéria: 11/12/2010.

Direitos humanos: uma luta permanente

Por Paulo César Carbonari *
10 de dezembro é o dia mundial dos direitos humanos. A data marca a proclamação da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) pelas Nações Unidas (ONU), em 1948. A DUDH é um marco na luta pelos direitos humanos em todo o mundo. Esta luta, no entanto, não se restringe a esta data; é uma luta permanente de todos/as que acreditam que a dignidade humana está acima de qualquer preço, aliás, nunca pode ter preço, mas só valor, e não está disponível em qualquer hipótese.

Mas, será que estamos convencidos/as de que direitos humanos se constituem em valor universal? O que significa defender direitos humanos? Quais são os principais desafios para realizar os direitos humanos hoje? Refletir sobre estas questões é o chamamento deste artigo. Mesmo que não possa comportar todas as dimensões que as questões suscitam, apresenta alguns aspectos que podem ajudar a despertar consciências e a mobilizar práticas.

O conteúdo dos direitos humanos, a dignidade humana, constitui valor universal não só porque proclamada na Declaração, mas porque é o que constitui a humanidade em geral e que se faz realidade em cada pessoa. Ela simplesmente só pode ser valorizada, sem relativizações. Isto, no entanto, não significa que não se possa e nem se deva tomar em conta as condições concretas nas quais se apresenta. Pelo contrário, é só tomando em conta as singularidades e as particularidades que constituem historicamente os seres humanos que se pode valorizar concretamente o que há de comum, o que é universal. Por isso, posturas que advogam, por exemplo, que direitos humanos são apenas para “humanos direitos” não comungam da universalidade, visto que, de princípio, tomam as diferenças como motivo para desigualdades, resultando na exclusão de certos grupos e indivíduos humanos do campo da proteção dos direitos humanos. Por serem discriminatórias, estas posturas resultam em injustiça e em interdição de pessoas como sujeitos em dignidade e direitos. Assim que, se ainda nem todos/as estão convencidos/as do valor universal dos direitos humanos, põe-se uma tarefa pedagógica e política a ser implementada para produzir o debate público no qual as posições sejam explicitadas, para que argumentativamente sejam enfrentadas e, quiçá, resultem em convencimento. Por isso é que no preâmbulo da Declaração da ONU há uma convocação para que uma das principais tarefas seja exatamente a da educação em e para os direitos humanos.

Defender direitos humanos significa assumir uma postura pessoal e pública que toma os seres humanos simplesmente como valor. Significa agir de forma a promover todos os direitos humanos de todas as pessoas. Significa ser capaz de identificar os mais fracos e agir no sentido de protegê-los de todo tipo de ameaça, não de forma assistencialista, mas acreditando e investindo em sua condição de sujeitos de direitos. Significa também, em situações de conflito e violação, decidir, se posicionar, se pronunciar e agir a favor da vítima, o que significa cobrar a reparação das violações. Lutar pelos direitos humanos não é fazer revanchismo, mas é fazer valer a justiça. Agir em favor dos direitos humanos é fazer uma leitura consistente e profunda da realidade e associar-se aos sujeitos que lutam para que seus próprios direitos sejam respeitados, o que é sempre uma luta para que todos os direitos de todas as pessoas também sejam reconhecidos e respeitados. Assim, é em cada realidade concreta que se faz a luta por direitos humanos, mas sempre agindo de forma coerente com a concepção de que direitos humanos são um valor universal.

Nos dias de hoje emergem alguns desafios fundamentais para realizar os direitos humanos, muitos recorrentes. Como esforço analítico, referimos alguns: a) assumir os direitos humanos como valor universal com respeito à diversidade, fazendo frente aos relativismos e a todo tipo de intolerância e de preconceito; b) compatibilizar a promoção dos direitos humanos com a proteção e a preservação do ambiente natural; c) enfrentar as novas formas de trabalho que de flexíveis nada tem; d) garantir acesso e qualidade aos direitos sociais, particularmente a previdência, a saúde e a educação; e) mediar conflitos e fazer frente às diversas formas de violência; f) viabilizar sociedades justas, fazendo frente às graves desigualdades, à pobreza e à miséria; g) reposicionar projetos de desenvolvimento que violam direitos humanos e desrespeitam o ambiente natural; h) reverter a lógica consumista que tende a valorizar as coisas e a pôr preço nas pessoas; i) afirmar a memória, a verdade e a justiça como direitos fundamentais a fim de promover o “nunca mais” do totalitarismo, das ditaduras, da tortura, do tratamento cruel, desumano e degradante, do trabalho escravo e infantil, do extermínio de povos originários; enfim, j) educar a sociedade para que compreenda os direitos humanos como valor universal que se concretiza na singularidade de cada pessoa.

A celebração do dia dos direitos humanos, além de momento para afirmar posturas e valores, é também momento para assumir compromissos e responsabilidades com a humanidade que está em cada um de nós e que se revela a nós pela relação com os outros. Superar todos os impedimentos e todas as interdições que os têm inviabilizado é a tarefa que se põe como chamado. Mais uma vez é momento de dizer: queremos todos os direitos humanos, para todas as pessoas, já!

*Doutorando em filosofia na Unisinos. Professor de filosofia no IFIBE. Ativista de direitos humanos na CDHPF/MNDH.

Fonte: O Autor - 10/12/2010
APNEN colaborando na divulgação desta matéria: 11/12/2010.

Deficiência na representatividade

Municípios que lideram o ranking não contam sequer com um conselho.
da Redação
A situação mais preocupante refere-se aos conselhos municipais - órgãos que possibilitam a fiscalização e proposição de políticas públicas pela sociedade civil. Nenhum dos 11 municípios pernambucanos com maior proporção de pessoas com deficiência possui conselhos.

Altinho, município que lidera o ranking (27,87%), não tem política municipal, nem tem conselho e até 2009 não dispunha de qualquer verba específica para o segmento. O secretário de Assistência Social do Município, Andrio José da Silva, explica que as questões de inclusão são tratadas dentro do conselho de Assistência Social. “Há uma dificuldade de mobilização da sociedade, já que Altinho conta apenas com uma entidade: a Associação de Apoio ao Deficiente de Altinho”, ressalta. Os conselhos preveem a participação equitativa de membros da sociedade civil organizada e representantes do Poder Público.

Segundo o secretário, que não sabe explicar as razões do percentual tão alto de pessoas com deficiência em Altinho, a única lei municipal que trata desse grupo vulnerável é a lei de acessibilidade. A atual dotação orçamentária municipal prevê, pela primeira vez, recursos exclusivos para ações voltadas a esse grupo de pessoas, e mesmo assim, são destinados apenas a campanhas educativas.

O município de Petrolina conta com a única Secretaria de Acessibilidade de Pernambuco. A primeira cidade a criar a pasta no país foi Porto Alegre. Contudo, o município também não dispõe de política municipal. Junto a Petrolina, já possuem conselhos paritários em funcionamento as cidades de Recife, Ribeirão, Paulista, Carpina, Gravatá, Cabo de Santo Agostinho e Triunfo.

O Promotor de Justiça Westei Conde entende que também cabe ao Ministério Público, na condição de instituição responsável pela defesa do regime democrático, adotar medidas para que os conselhos sejam criados e colocados em funcionamento, já que os mesmos representam instâncias da democracia participativa. “Os conselhos são um mecanismo de controle social da população”, destaca.

O Nordeste é a região que apresenta maior percentual de pessoas com deficiência (16,8%). Oito dos nove estados nordestinos apresentam as oito maiores taxas de pessoas com deficiência do Brasil. Apesar de Pernambuco figurar entre os estados com maior proporção de pessoas com deficiência, Fernando de Noronha é onde se encontra o menor percentual do país (0,5%). O Agreste é a região pernambucana que apresenta a maior proporção dessas pessoas (18,5%), em seguida vem a Zona da Mata (18,28%), o Sertão (17,98), a RMR (16,1%) e Noronha (0,5%) (ver tabela).

DÉCADA: A Organização dos Estados Americanos (OEA) declarou a Década das Américas das Pessoas com Deficiência, no período de 2006 a 2016. Durante a década, o Brasil - país membro da OEA - terá que empreender programas e ações para inclusão das pessoas com deficiência nos âmbitos cultural, político, social e econômico de forma que sejam criadas oportunidades em iguais condições com os demais.

Fonte: Ministério Público de Pernambuco - 10/12/2010
APNEN colaborando na divulgação desta matéria: 11/12/2010.

Estado negligencia pessoas com deficiência

Apesar de Pernambuco ser o 4º do país em proporção de pessoas com deficiência, nem Estado, nem sociedade civil priorizam a questão.
Janaina Negreiros
No último dia 3 de dezembro, foram realizadas em todo país manifestações comemorativas ao Dia Internacional de Luta da Pessoa com Deficiência. Mas teria Pernambuco motivo para comemorar? O Censo de 2000, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicou Pernambuco como quarto estado do país com maior proporção de pessoas com deficiência (17,24%). Este dado abarca a deficiência física, intelectual, visual ou auditiva. Pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a média no planeta é de 10%.

Aqui, assim como no resto do País, pessoas com deficiência nunca deixaram de serem excluídas do mercado de trabalho, da educação e da cultura. As barreiras físicas e comportamentais impedem ou dificultam o acesso dessas pessoas aos seus direitos mais básicos. Lilton Bispo, 47 anos, pessoa com paralisia cerebral que não tem nenhuma deficiência intelectual, conta que tentou por diversas vezes trabalhar em Recife. Ele conseguiu cursar até o segundo ano de Direito, mas nunca trabalhou em empresa privada. “Teve um hospital para o qual me candidatei que queria uma pessoa com deficiência que pudesse subir e descer escada e que tivesse agilidade”, indigna-se. Na época em que se sentia preparado para prestar concurso, estima que na década de 80, as provas eram todas manuscritas e ele precisava de algum suporte com teclado para escrever. As pessoas com paralisia cerebral apresentam dificuldades na fala e na coordenação motora.

Já Francisco Lima, professor da UFPE há oito anos, tem deficiência visual. “A UFPE não oferece suas comunicações em braile, o sistema usado pelos professores na internet é inacessível para quem tem deficiência visual e não há qualquer apoio para que eu possa produzir apresentações para serem utilizadas em sala de aula, que são quase sempre muito barulhentas”, explica. Ele lembra que no curso de recepção de professores foi colocado num ônibus para conhecer a Universidade e não havia qualquer descrição do que estava sendo mostrado. “Ali é a biblioteca, aqui é o laboratório, sequer havia indicação de direita ou esquerda”, descreve. Francisco Lima - que é doutor em psicofísica sensorial - já foi chamado a participar de um banca examinadora em que os projetos só tinham a versão impressa em tinta. Apesar de ter solicitado, a Universidade negou o apoio de um ledor para que ele pudesse analisar os trabalhos.

A realidade é alarmante, no entanto, não há estudos ou estatísticas seguras sobre a situação dessas pessoas. Mas esse não é um privilégio de Pernambuco. De acordo com a presidente do Conselho Nacional de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência (Conade), Denise Granja, nenhuma unidade da federação tem dados confiáveis sobre quem são essas pessoas, onde estão e as causas da deficiência.

A Coordenadoria de Saúde da Pessoa com Deficiência do Estado de Pernambuco concluiu recentemente um estudo encomendado a Iaupe (Instituto de Apoio à Universidade de Pernambuco) para traçar o perfil epidemiológico das pessoas com deficiência, a partir do qual serão planejadas as ações de saúde para o segmento. Porém, o estudo é por amostragem, refere-se a usuários do SUS e apenas parte dos municípios foram utilizados como objeto de pesquisa.
O Secretário Executivo de Desenvolvimento e Assistência Social do Estado, Acácio Carvalho, admite que Pernambuco está atrasado quanto à construção da política estadual, mas acredita que em 2011 a lei que trata da política já esteja sancionada. A minuta do projeto de lei passou por sete fóruns de discussão em todo o Estado e será colocada por 30 dias na internet para consulta pública. Em seguida da análise do conselho estadual, será enviada para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) para se tornar objeto de audiência pública, e, a partir daí, iniciar a tramitação. Segundo o presidente da Apec (Associação Pernambucana de Cegos), Antônio Muniz, a política estadual vem sendo construída desde 1995.

Acácio Carvalho informou que se encontra em fase de elaboração um decreto que cria 24 centros regionais de concessão de órteses e próteses e dispositivos de mobilidade. Atualmente, o Estado dispõe apenas de nove, sendo seis localizadas na Região Metropolitana do Recife. O secretário adiantou que além da política estadual, também serão enviados à Alepe projetos de lei referentes à criação do fundo estadual da pessoa com deficiência e à gratuidade no transporte intermunicipal.

O Estado criou, por meio de decreto, em dezembro de 2009, comitê intergestor para política de inclusão. O comitê ainda não se encontra em funcionamento, mas deverá ser composto por membros de todas as secretarias para que o tema seja inserido na discussão dos projetos do Governo de forma articulada. Em Pernambuco, apenas Recife e Triunfo já dispõem de política municipal para a pessoa com deficiência. No entanto, o Promotor de Justiça Westei Conde, que atua na defesa dos Direitos Humanos, esclarece que apesar da inexistência de políticas municipais em forma de lei, programas de inclusão podem ser formulados, baseando-se na Política Nacional.

Fonte: Ministério Público de Pernambuco - 10/12/2010
APNEN colaborando na divulgação desta matéria: 11/12/2010.

Acessibilidade a deficientes ainda é desafio nas grandes cidades

Lei federal determina que todos os locais devem promover a facilidade de acesso para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.
da Redação
Uma luta muito importante é para dar qualidade de vida a pessoas com necessidades especiais. É sempre bom lembrar que ações simples como estudar, trabalhar e até mesmo andar pelas ruas não são fáceis para quem é surdo, cego ou depende de cadeira de rodas.

Ainda falta muito a conquistar nas cidades brasileiras. A maioria das calçadas ainda não tem rampa de acesso. Por isso, a jornalista Aline Maziero precisa da ajuda da mãe. “A gente levou muito tombo em rampa mal feita, coisas mal estruturadas e mal planejadas para cadeirantes ou qualquer deficiente físico”, diz a jornalista Aline Maziero. “Eu teria dificuldade de entrar na loja, porque não tem corrimão. É uma coisa simples e de fácil instalação”, acrescenta o estudante Flávio Marques.

Poucas cidades têm o piso tátil, que ajuda a orientar os cegos. Mesmo onde existe o recurso, falta infraestrutura. “Na pista onde estou, ela tem de estar com a calçada bem arrumadinha, porque tem lugares em que a calçada está tão quebrada que você confunde a pista com o quebrado. Quer dizer, você perde a referência e não tem aquela segurança”, afirma o aposentado Mauro Eder.

Silvana Aguirre nasceu surda. Por meio da intérprete da língua de sinais, ela diz quais dificuldades enfrenta todos os dias. “Você vai ao médico e não tem comunicação, você tem de levar a mãe ou alguém da família”, conta Suliane, que é coordenadora do centro de atendimento ao surdo. Pela estimativa do IBGE, o Brasil tem 28 milhões de pessoas com deficiência. Uma lei federal de 2004 determina que todos os locais devem promover a facilidade de acesso para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.
Uma escola estadual em Campo Grande (MS) tem três andares. Por causa do projeto arquitetônico do prédio, foi impossível construir rampas. O jeito foi colocar elevador para que os alunos tivessem acesso entre um andar e outro.

O estudante Flávio Marques não entende por que em muitos lugares a lei da acessibilidade ainda não é respeitada. “As pessoas precisam entender que estamos falando de violação de direitos. Quando eu violo o direito de alguém ou permito que isso aconteça, eu abro precedente para que violem outros direitos meus ou dos outros”, comenta Flávio.

Fonte:Bom dia Brasil - 10/12/2010
APNEN colaborando na divulgação desta matéria: 11/12/2010.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Volta da Cajuína promove inclusão social

Só deficientes visuais, auditivos, mentais e/ou que usem cadeira de rodas podem participar da corrida.
da Redação
Com o objetivo de promover inclusão social através do esporte, a 5ª edição da Volta da Cajuína, que acontece no próximo dia 19 de dezembro, em Teresina, incentiva a participação de pessoas com necessidades especiais neste grande evento, que fechará o calendário esportivo piauiense de 2010. Nos anos anteriores, dezenas de deficientes mentais, auditivos, visuais e cadeirantes participaram da corrida, que tem um percurso reduzido.

A largada para a categoria cadeirante masculino e feminino será às 8h, assim como para as demais, que difere do horário de largada da prova para os atletas amadores e do pelotão de elite. Os deficientes visuais deverão ser acompanhados por guias, identificados pela organização da prova com camisas ou números de cores diferentes.

De acordo com o regulamento, só poderão se inscrever pessoas com deficiência mental, auditiva, visual e cadeirante. "Além de terem a oportunidade de participar de uma prova tradicional no estado e testar seus limites, haverá ainda um incentivo a mais. Premiaremos os vencedores com troféus e bonificações em dinheiro", informou o diretor da prova Zenardo Maia. "O primeiro colocado ganhará R$ 250,00; o segundo ficará com R$ 150,00; o terceiro colocado com R$ 100,00; o quarto receberá R$ 80,00 e o quinto lugar receberá R$ 70,00", acrescentou.

Para os atletas profissionais campeões, a prova valerá como seletiva para a Corrida Internacional de São Silvestre, que acontecerá no dia 31 de dezembro, em São Paulo. A Volta da Cajuína terá início às 7h, com largada nas proximidades do Parque Potycabana, na Av. Cajuína, depois os atletas seguirão para a Av. Raul Lopes, Ponte Wall Ferraz, Av. Marechal Castelo Branco, depois passarão pelo mais novo ponto turístico da capital: a Ponte Estaiada Mestre João Isidoro França, retornando para o local de largada e chegada no Parque Potycabana, em Teresina. O percurso será de 10 km.

As inscrições são gratuitas e só podem ser feitas pelo site oficial: www.voltadacajuina.com.br. Serão distribuídos entre as várias categorias R$ 40 mil em dinheiro. Ao todo, a corrida já tem cerca de 800 inscritos.

Fonte: Portal Z - Teresina - PI, 09/12/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 10/12/2010

Caminhada em prol da acessibilidade

Cidadãos de Joinville promovem passeata pela inclusão.
da Redação
Pessoas com deficiência física e mental, idosos, mães com carrinho de bebê, uniram-se na manhã de ontem para chamar a atenção da população e dos órgãos públicos para a acessibilidade em Joinville. Cerca de cem pessoas participaram da caminhada, que começou na praça Nereu Ramos, passou pela Prefeitura e terminou na Câmara de Vereadores.

"Durante a caminhada, percebemos novamente o quanto é difícil para o pedestre, não só o com deficiência, se locomover pelas calçadas. Só mesmo no asfalto”, disse o presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência (Comde), Luiz Celestino da Silva.

"Na Câmara, também pedimos que os vereadores olhassem o nosso projeto de táxi acessível, porque as pessoas com deficiência têm uma dificuldade enorme de andarem de táxi hoje".


Fonte: Clic RBS - Joinville - SC, 09/12/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 10/12/2010

Pessoas com deficiência que moram no interior têm que ir a Cuiabá para obter documentação especial

Aqueles que desejam comprar carros adaptados são obrigados a se deslocar de suas cidades para conseguir a permissão.
da Redação
Os deficientes físicos têm direito de conduzir veículos no trânsito local. A preocupação, no entanto, é com o fato de que moradores do interior têm de ir à capital do estado para garantir a documentação especial, permitindo-os a circular pelas ruas em automóveis.

O deficiente visual Jesualdo Gomes da Silva é um exemplo. Ele conta que teve que ir a Cuiabá diversas vezes para poder conseguir o direito de ter um automóvel. No caso dos deficientes visuais, duas pessoas, que são chamadas de condutoras são aptas a dirigir acompanhada do cego. "Temos que ir até a Capital passar pelos exames e perícia e às vezes acabamos perdendo muito tempo, o processo para se tirar a documentação especial é demorado, leva até seis meses e acabamos tendo muitos gastos com o transporte", disse.

Ele explicou que, no caso do deficiente visual, há oportunidade de se conseguir comprar carros com descontos. Mas, para isso, é preciso ainda apresentar a documentação na Secretaria de Fazenda e à Receita Federal.

O cadeirante Marcelo Ferreira de Almeida explica que os descontos partem de 25%. Ele destaca também que, no que diz respeito aos cadeirantes, é preciso que o carro seja adaptado.

Almeida questiona um outro fato: a acessibilidade. Ele diz que apesar de campanhas, andar pelo centro da cidade para cadeirantes é uma aventura. "Em muitos momentos, um estabelecimento não se preocupa e acaba deixando um ou outro degrau", disse.

Ele sublinhou que são poucos os ônibus com plataforma para cadeirantes circulando. "Isso acaba virando um transtorno para todos nós", completou Marcelo Ferreira.

Fonte: A Tribuna MT - Mato Grosso, 09/12/2010

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 10/12/2010

Escada impede que convidada cadeirante vá à mesa do Senado

Izabel Maior, secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência, não pode sentar-se à mesa da casa devido à falta de acessibilidade do Senado.

Johanna Nublat

Convidada para a abertura da 6ª Semana de Valorização da Pessoa com deficiência no Senado, a secretária de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência se viu impossibilitada de ter acesso à mesa da Casa.

Alguns degraus tornavam o local inacessível para Izabel Loureiro Maior, cadeirante e principal autoridade federal para o segmento. Ela integra a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, ligada à Presidência.
Pela praxe, quem não está na mesa não é citado nos discursos dos congressistas, disse ela à Folha. "Não ser citada mostra a barreira."

"Infelizmente, hoje nós ainda não poderemos contar com sua presença aqui ao nosso lado, mas sinta-se como se aqui estivesse", disse Heráclito Fortes (DEM-PI), que presidia a abertura do evento, cujo slogan é "Acessibilidade está na moda".

Fortes também pediu desculpas pelo fato de o elevador que dá acesso às galerias, de onde o público acompanha as sessões, estar quebrado. É só por meio dele que um cadeirante chega ao setor.
Reportagem publicada pela Folha em novembro mostrou a falta de estrutura dos órgãos públicos federais com relação à acessibilidade.

À época, a responsável pelo programa Senado Inclusivo e chefe do cerimonial, Mônica Freitas, afirmou que o plenário era acessível por meio de uma rampa móvel.

Questionada ontem, disse que a rampa não existe mais. Segundo ela, uma reforma para dar acesso ao plenário está prevista para julho.

Fonte: Folha de São Paulo - Brasília - DF, 09/12/2010

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 10/12/2010

Santo André entrega vans adaptadas à Secretaria de Saúde

Com a entrega dos novos veículos, a frota da Secretaria da Saúde chega ao número de nove vans e três microônibus adaptados.
O prefeito de Santo André, Aidan Ravin (PTB), fez a entrega oficial de vans adaptadas para o "Programa Municipal Saúde Acessível".Com isso, a Secretaria de Saúde aumentou sua frota para o atendimento de pessoas com deficiência da cidade. Os veículos prestam serviço de suporte no percurso casa - atendimento médico.

O "Programa Saúde Acessível" pega a pessoa com deficiência em sua residência e leva-a ao compromisso médico; em seguida, retorna ao local inicial, reforçando a preocupação do governo com a inclusão do grupo na sociedade.

"Melhorar a acessibilidade das pessoas com deficiência é uma preocupação da Prefeitura de Santo André. Temos melhorado o acesso e as condições para esse grupo especial. Temos promovido adequações e melhorias em escolas, vias públicas e no transporte", explicou Aidan.

Através deste programa, a Prefeitura de Santo André atende atualmente 50 pessoas por dia. Somando as viagens de ida e volta, os veículos fazem 100 deslocamentos diários. Com a entrega dos novos veículos, a frota da Secretaria da Saúde chega ao número de nove vans e três microônibus adaptados. O IBGE estima que 11% da população brasileira tenham algum tipo de deficiência. De acordo com o senso demográfico 2000, Santo André tem 673.396 habitantes e à medida que as condições e acesso sejam melhorados, a tendência é que o número de pessoas atendidas aumente.

Para ter acesso ao serviço, o munícipe deve fazer um cadastramento prévio para solicitar o atendimento do Saúde Acessível. O agendamento e informações podem ser obtidos através do telefone 4973-2828 ou dirigir-se ao CRPD (Centro de Referência da Pessoa com Deficiência) de Santo André, que orienta e facilita o acesso aos programas e serviços da rede municipal e conveniada.

Fonte: http://www.dgabc.com.br/ - 09/12/2010
Foto: Norberto da Silva/PSA


APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 10/12/2010

‘Censo’ de deficientes de Nova Odessa começa em janeiro de 2011

Mirela Leme
A partir de janeiro de 2011, todas as residências da cidade vão receber o ‘censo’ das pessoas deficientes, que será realizado em parceria da Prefeitura de Nova Odessa, Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Portadora de Necessidades Especiais e Coden (Companhia de Desenvolvimento). A intenção é que até março do ano que vem o Conselho já tenha um levantamento de quantos deficientes há na cidade.

A pesquisa será enviada a todas as residências do município através das contas de água distribuídas pela Coden com vencimento em fevereiro. As contas começam a ser distribuídas no final do mês de janeiro.

Além da Prefeitura, Conselho e Coden, a pesquisa terá apoio das entidades Apae, Apnen (Associação dos Portadores de Necessidades Especiais de Nova Odessa) e da Apadano (Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos de Nova Odessa).

“Esta pesquisa tem como objetivo coletarmos informações para sabermos quantos deficientes há na cidade. De posse destes dados, poderemos fazer projetos específicos a cada região da cidade e solicitar à Administração”, comentou o presidente do Conselho, Renato Raugust.

Toda a população deverá responder às questões, mesmo que não haja deficientes em suas residências. Segundo o presidente do Conselho, até esta sexta-feira, devem ser definidos todos os postos de coleta das pesquisas respondidas. “A intenção é que estas pesquisas sejam entregues em urnas que estarão em prédios públicos, como escolas, UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e o próprio Paço. Também vamos pedir autorização de alguns supermercados para que possamos instalar estas urnas”, comentou o membro do Conselho e vice-presidente da APNEN, Carlos Raugust.

Fonte:http://www.novaodessa.sp.gov.br/NoticiasConteudo.aspx?IDNoticia=9427 - 08/12/2010

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 10/12/2010

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Menina cadeirante tem pés prensados em ônibus

A mãe da garota diz que o cobrador foi negligente ao colocar a menina de frente para o elevador.
Alenita Ramirez
Agência Anhanguera de Notícias fale com o repórter

Maria, com a mãe Tatiana: perna engessada devido ao acidente
(Foto: Leandro Ferreira/AAN)

A cadeirante Maria Eduarda do Nascimento Saltão, de 7 anos, teve os pés prensados pelo elevador de um ônibus coletivo especial, de Campinas, na noite desta terça-feira anteontem. A plataforma caiu sobre os pés da menina Os pés sofreram lesões. Ela foi socorrida pelo próprio motorista do circular no pronto-socorro do Hospital Vera Cruz e passa bem.

Plataforma já havia apresentado defeito na hora do embarque.

A mãe da garota, a dona de casa, Tatiana do Nascimento dos Santos, de 26 anos, diz que o cobrador foi negligente ao colocar a menina de frente para o elevador, que já havia apresentado problemas de operação quando ambas entraram no coletivo. Em reportagem publicada em outubro, o Correio alertava para a falta de profissionais capacitados para operar os elevadores, apesar do aumento recente da frota.

A Empresa de Desenvolvimento Municipal e Campinas (Emdec) classificou o caso como um acidente e afirmou que tanto o motorista como o cobrador têm treinamento para operar o circular especial. Além disso, os dois teriam dado toda a assistência necessária.
O acidente aconteceu,quando a mãe e a menina desembarcaram do ônibus 5.02 (Cambuí/Rodoviaria), na plataforma 7 do Terminal Rodoviário Prefeito Magalhães Teixeira, ao lado da nova rodoviária.”O cobrador, deveria ter colocado a menina de costas para o elevador,como sempre fazem, sem contar que é uma medida de segurança”, contou Tatiana. Ao pegar o ônibus, no Centro de Convivência, o elevador teria apresentado defeito mecânico “Perguntei ao cobrador se o problema não voltaria a apresentar na descida da minha filha, e ele disse que não”.
Segundo a Emdec, o cobrador e o motorista passaram por treinamento tanto teórico como prático e estão aptos a operar o elevador. O ônibus foi retirado de circulação para manutenção.


Fonte: Jornal Correio Popular - 09/12/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 09/12/2010

Motoristas não respeitam rampas para deficientes físicos

A falta de cidadania é tamanha que muitos inclusive destratam as pessoas que necessitam do espaço quando elas, por vezes, reclamam.
da Redação
Uma atitude desaforada que mostra a total falta de consciência e educação de muitos motoristas em Porto Seguro. As reclamações partem dos deficientes físicos, principalmente dos cadeirantes, mas também de mães que utilizam os carrinhos de bebês, pois ficam impossibilitados de usarem as rampas de acesso.

Já são raros os lugares que possuem as rampas e quando elas existem, acabam se tornando impraticáveis pelo descaso de muitos motoristas que estacionam seus veículos nos locais que dão acesso às rampas.

O fato se repete todos os dias em quase todos os lugares, mas nas avenidas mais movimentadas como Getulio Vargas, Navegantes e ainda em locais próximos aos órgãos públicos, as arbitrariedades se tornam facilmente percebidas.

Alguns motoristas chegam ao ponto de tamanha arrogância, que chegam até a destratar as pessoas que necessitam do espaço, quando elas, por vezes, reclamam. A dona de casa Nilza Lisboa, 32 anos, conta que uma vez estava transitando na Praça ACM, e ao descer a calçada com o seu carro de bebê, percebeu que a rampa estava sendo obstruída por um automóvel. Ela, então, pediu, educadamente, ao motorista que liberasse o espaço. “Ele fechou o vidro e saiu rindo ironicamente”, relata.

Edinéia Lírio conta que vem enfrentando tremenda dificuldade para o acesso as rampas. “Todos os lugares que vou, principalmente, aqui no meu setor de trabalho, os carros param na rampa e eu tenho que sair por cima das calçadas e pedir ajuda para as pessoas”, afirma.

Ela prossegue, mostrando que as dificuldades se tornam maiores em locais como perto do Banco do Brasil e ao longo da Passarela do Álcool, onde os ônibus de turismo param, obstruindo o acesso as rampas, evidenciando a falta de respeito ao cidadão deficiente. “Não podemos usufruir do nosso direito de ir e vir, por conta da falta de estrutura da cidade e pela desconsideração total de nossa população”, desabafa Edinéia.

A diretora comercial, Vanessa Limaverde, não se conforma com a falta de consciência da maioria das pessoas, sobretudo, em locais que deveriam ter o mínimo de cuidado ao se projetar um prédio. Ela lista uma série de locais que deveriam ter rampas ao invés de escadas, mas destaca o SAC. “Apesar de oferecer vários serviços, o prédio do SAC não oferece condições, por não possuir uma rampa. É o paradoxo da questão: serviços que oferecem cidadania e uma infra-estrutura que não permite a acessibilidade para todos os cidadãos”, assinala.

No estacionamento dos grandes supermercados da cidade, existe a sinalização para deficientes, embora algumas apagadas, o que colabora para a desobediência. O presidente da Associação dos Deficientes Físicos de Porto Seguro - ADPS, Manoel dos Santos, garante que “não há um pingo de educação e respeito aos deficientes físicos na cidade”.

A Prefeitura não vem se empenhando muito na fiscalização e, muito menos, na melhoraria da infra-estrutura da cidade para garantir o direito da acessibilidade aos deficientes. O secretário de Trânsito e Serviços Públicos, Sandy Esmero, garantiu, pelo menos, que a partir da próxima semana serão pintadas, sinalizadas e recuperadas todas as rampas do Centro, para que não haja alegações dos motoristas, como acontece normalmente, de que não sinalização desses espaços e por isso eles não percebem que estão cometendo infrações. “Como ainda o trânsito de Porto Seguro não se tornou municipalizado, temos contado com o apoio da Policia Militar que tem sido uma parceira em todos os momentos”, agrade o secretário.

Fonte: Tabloide - Porto Seguro - BA, 08/12/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 09/12/2010

Pessoas com deficiência intelectual sabatinam secretário municipal e fazem reivindicações

Quinhentos jovens dizem o que esperam do poder público, sem intermediários. Evento segue conceito de autodefensores, que os coloca como protagonistas na busca por seus direitos.
da Redação
Dar voz à pessoa com deficiência intelectual e estimular que ela mesma diga o que pensa sobre sua realidade e apresente suas reivindicações ao poder público. Este é o objetivo do evento Fale com o Secretário, que acontece nesta quinta-feira, a partir das 10h, no Centro Cultural São Paulo.

Quinhentos jovens de seis instituições preparam-se há meses para o encontro, discutindo temas ligados a transporte, educação, saúde, justiça, trabalho e lazer. Essas discussões geraram perguntas básicas, que foram agrupadas e serão feitas pelos próprios jovens ao secretário municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marcos Belizário.

Após esta sabatina inicial, o microfone será aberto para que qualquer integrante da platéia questione o representante do Executivo. A única regra é: só pessoas com deficiência intelectual podem fazer perguntas. Nenhum pai, professor ou especialista falará por eles.

A ideia de criar este espaço de discussão surgiu dentro das próprias instituições e segue o conceito de autodefensores, nascido nos anos 70 e que chega ao Brasil tardiamente, buscando fazer com que a pessoa com deficiência seja protagonista do processo de transformação social, sem a necessidade de porta-vozes ou a tutela de familiares ou dirigentes de instituições.

Para o secretário Marcos Belizário, que aderiu de imediato à proposta do encontro, este será um momento especial. “É uma oportunidade de demonstrar que a pessoa com deficiência intelectual não é alienada da realidade e que tem o direito de dizer com as próprias palavras aquilo que espera do poder público”.

Fale com o Secretário
Dia 9 de dezembro
10h às 13h
Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, 1.000
(sala Adoniran Barbosa)

Fonte: Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida
08/12/2010

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 09/12/2010

Alunos inventam o substituto da bengala para deficientes visuais

O equipamento é fixado nos tornozelos e indica ao portador de deficiência visual a rota a seguir sem obstáculos.
Alex Pimentel

Quatro alunos da Escola Profissional Maria Cavalcante Costa acabam de criar o "Roboticeyes". Um aparelho eletromecânico que funciona como uma espécie de guia, permitindo a quem não vê andar sem a ajuda de um cão ou de alguém para chegar de um lugar ao outro. Fixado ao tornozelo, emite uma vibração ao sair da rota, uma faixa preta de fácil adaptação nas calçadas das cidades.
Aluna testando o aparelho Ronaldo Pereira Silva foi o primeiro deficiente visual a utilizar o Roboticeyes. A experiência foi feita no Centro de Referência e Inclusão Social da Criança e do Adolescente (Crisca), em Quixadá. Ele ficou impressionado com a praticidade do invento. "É muito bom, porque auxilia a gente a andar no local certo e avisa quando sai fora do percurso. Mesmo sendo a minha primeira vez usando, achei muito melhor do que a bengala. Eles têm minha aprovação", completou, empolgado.

Na opinião da coordenadora pedagógica do Crisca, Madalena de Sousa, os estudantes são pesquisadores que se preocupam com as questões sociais pertinentes à inclusão das pessoas cegas em ambientes públicos. "Um projeto desse porte faz crescer não só o nosso Município, mas torna-o pioneiro na criação de um equipamento tecnológico que auxilia na conquista, independência e autonomia das pessoas cegas."

Segundo o professor de Informática, Leonardo Rocha Moreira, havia necessidade de estimular os alunos a desenvolverem na prática os ensinamentos teóricos na disciplina. Foi criado então o grupo Stone Botz, formado pelos alunos Kayk Lemos, Emanuel Oliveira, Davi Sousa e Sebastião Oliveira.

Os jovens cientistas utilizam ferramentas e componentes eletrônicos, que os auxiliam na construção de seus protótipos. O desenvolvimento dos projetos ocorre com reuniões do grupo, decidindo e estudando as melhores formas e meios para criação dos inventos.

Roboticeyes

O Roboticeyes se resume em um dispositivo eletrônico que servirá como apoio ao deficiente visual em sua locomoção diária. Foi de Sebastião Oliveira a ideia de criar o sensor robotizado. Dividindo com os amigos os elogios ao invento, ele explicou que o desafio surgiu com uma proposta da esposa de um irmão. Ela trabalha com portadores de necessidades especiais no Crisca. Desafiou o estudante a criar algum mecanismo de auxílio a quem não vê. Apropriando-se dos conhecimentos em mecatrônica, juntamente com os colegas de equipe, ele criou a primeira peça, bem maior do que a atual. Com algumas adaptações e uma fita de velcro usaram os próprios tornozelos para testar o invento.

Sebastião e os colegas reconhecem o invento como futurista. Haverá necessidade de demarcar os quarteirões com as faixas pretas para que o aparelho tenha funcionalidade. Todavia, dependendo do interesse dos governantes pela ampliação das políticas de inclusão e acessibilidade, em breve o Roboticeyes estará sendo utilizado nas ruas. Por esse motivo, já estão patenteando a invenção. Eles e o professor garantem que o preço será acessível a todos. Os governos Estaduais e Federal poderão subsidiar os custos.

Quem quiser experimentar o Roboticeyes, o aparelho estará em exposição na IV Feira Estadual de Ciências e Cultura até hoje, no Hotel Praia Centro, em Fortaleza.



Fonte: Diário do Nordeste - 08/12/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 09/12/2010

Pela primeira vez, roteiro turístico de natal tem acessibilidade a cadeirantes

Ônibus tem plataforma elevatória e transporta até três pessoas em cadeiras de rodas. Veículo faz passeio noturno pelas decorações natalinas da cidade.
da Redação
Neste ano, o tradicional passeio turístico de Natal ganha um serviço inédito: o transporte adaptado para pessoas com mobilidade reduzida. Muito comum em cidades da Europa e dos EUA, agora São Paulo também coloca à disposição do público um ônibus adaptado para que até três cadeirantes desfrutem do passeio acomodados em suas próprias cadeiras de rodas.

O acesso é feito por meio de plataforma elevatória incorporada ao veículo. Além disso, para aqueles quem preferir usar as poltronas, o ônibus tem capacidade para acomodar algumas cadeiras de rodas em seu porta-malas.

Os roteiros acontecem de 4 a 23 de dezembro, com saídas a partir do Centro Cultural São Paulo, às 18h30. Os visitantes conhecem as decorações da Avenida Paulista e assistem à apresentação da fonte iluminada, no Parque Ibirapuera, entre outros pontos.

Os ingressos podem ser adquiridos por R$ 10, nas Centrais de Informações Turísticas Olido e Paulista.

Roteiro Turístico Natal Acessível

Data: até 23 de dezembro
Horário: saída às 18h30 e chegada às 23h30
Ponto de partida:Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000)
Preço: R$ 10,00
Tel.: (11) 3331-7786
Vendas: 9h às 18h, nas Centrais de Informações Olido (Av. São João, 473) e Paulista (Av. Paulista, 1853 – Parque Prefeito Mário Covas)


Fonte: Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED)
08/12/2010

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 09/12/2010

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Surdos-mudos escolhem Americana

Fotos: Clayton Damasceno TodoDia Imagem









Cláudio Roberto afirma que faturou R$ 80 por dia no Natal de 2009

Para alguns pedintes, Americana pode ser considerada um “paraíso” quando se trata de ganhar dinheiro pedindo esmola nos semáforos. É o que pensam Fagner Pascoal dos Santos, 28, e Claudio Roberto Lima, 35, que são surdos-mudos e sobrevivem com as doações dos motoristas. Santos veio de Paulínia há um ano e Lima, de Hortolândia, mora em Americana há mais de três. Em língua de sinais, eles contaram que vieram porque não conseguiram emprego em suas cidades e que nelas não arrecadam quase nada com esmolas.
Em um período de seis horas, Santos chega faturar, em média, R$ 50 por dia. Já Lima, afirma que no período natalino, do ano passado, chegou a ganhar R$ 80 por dia no trânsito americanense.

Os dois moram em um hotel no Centro da cidade e usam o dinheiro para pagar aluguel, comer e vestir.

Lima tem três filhos, que moram com a ex-mulher e que o deixa vê-los uma vez por mês quando tem de pagar a pensão. Em sinais, ele disse ter muita saudade dos filhos, mas que pretende ficar em Americana.

Já Santos pretende voltar para Paulínia ainda este ano para morar com a mãe e procurar um emprego mais uma vez. BM

Fonte:http://portal.tododia.uol.com.br/?TodoDia=cidades&Materia=451308 - 08/12/2010

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 08/12/2010

Tecnologia a serviço da educação

Lousas e mesas digitais facilitam aprendizado de aluno com deficiência.
Fabiana Rewald
Guilherme quase não enxerga. Camila não fala. Dennis escreve com dificuldade. Mas, com a ajuda da tecnologia, eles agora aprendem mais facilmente.

Há cerca de um mês, os alunos da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de São Caetano do Sul (Grande SP) dispõem de lousas interativas da HechTech e de mesas educacionais eletrônicas da Positivo, doadas pelo Sesi.

Com as lousas, eles podem desenhar, escrever, acessar a internet e brincar com jogos educativos usando os dedos ou outra parte do corpo. Antes, a lousa comum não permitia a interação, já que muitos não tinham habilidade motora para segurar o giz.

A ferramenta também permite ampliar as letras, facilitando que Guilherme reconheça seu nome, escrito pela professora. E emite sons, que Camila pode compreender.

Rita Spinola Carlota, diretora do Centro de Vivências Especiais, ligado à prefeitura de Ferraz de Vasconcelos (Grande SP), cita outras vantagens da lousa digital.

"Fica mais fácil trabalhar a questão da atenção, da concentração e da coordenação motora fina." O centro, que atende pessoas com deficiência ou dificuldades de aprendizagem, usa equipamentos da Smart Technologies.

Na escola especial Núcleo Aprendizagem e Desenvolvimento (zona sul de SP), a lousa digital também facilitou o trabalho de alunos e professores. "Usamos muito os recursos sonoros", diz a diretora, Sandra Ferrini.

O principal ponto da tecnologia é dar autonomia ao estudante com algum tipo de deficiência, diz Priscilla Selares, do IBDD (Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência).

Ela afirma, no entanto, que a maioria das instituições de ensino ainda não dispõem dos equipamentos que tornam computadores acessíveis, por exemplo.

Pensando nisso, o Projeto F123 começou neste ano a disponibilizar gratuitamente, em seu site (f123.org), os softwares livres que uma pessoa com deficiência precisa para usar um computador, como o de teclado virtual.

Inclusão

Segundo Tadeu Terra, diretor de material digital dos sistemas de ensino (COC e Pueri Domus, entre outros) da Pearson, coisas pequenas podem facilitar a adaptação do deficiente na escola.

Ele cita como exemplos colocar legenda e áudio nos vídeos, pensar em um fundo que facilite a visão e trocar teclados comuns por outros gigantes e coloridos.

Vista como alternativa para casos em que há problemas de mobilidade, a educação a distância também se aprimora, com videoaulas e audiolivros.

"A educação a distância somada à tecnologia é a melhor maneira de encurtar o caminho da inclusão", diz o ex-ministro da Educação Carlos Alberto Chiarelli, diretor do Iesde e presidente da Associação da Cadeia Produtiva de Educação a Distância.

Fonte: Folha Online - 07/12/2010

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 08/12/2010

Balanço da Virada

Encerramento da 1ª Virada Inclusiva reuniu 3 mil pessoas no Anhangabaú.
da Assessoria de Imprensa

Nove horas de show para mais de 3 mil pessoas no Vale do Anhangabaú. Este foi o ponto alto da 1ª Virada Inclusiva, realizada dias 3 e 4 de dezembro e promovida pela Prefeitura de São Paulo, Governo do Estado e mais de 40 entidades ligadas à questão dos direitos da pessoa com deficiência.

O Anhangabaú foi ainda o local de chegada da passeata do Movimento Superação, que mobilizou mais de 600 pessoas, que caminharam desde a Praça da República até o local do show, que teve apresentações de artistas com deficiência e nomes consagrados, como a banda NXZERO, Luiz Melodia e Baby do Brasil.

O espetáculo de encerramento da Virada Inclusiva contou com recursos de acessibilidade, (audiodescrição e Libras) e foi organizado em conjunto pelas ONGs Superação, Mais Diferenças e pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida.

A programação começou no dia 3, no Memorial da América Latina, com oficinas de música, apresentações de dança, capoeira e mostra de curtas-metragens. Também houve seminários, exposições de quadros no Parque Ibirapuera, atividades paradesportivas no Parque Villa-Lobos, circuito de agilidade para cães (no vão livre do Masp), entre outras ações em diferentes pontos da capital, com participação de órgãos públicos e privados, como CET, Metrô, PM, GCM, SPTrans, Museu de Arte Sacra, Museu da Bíblia, Centro Cultural São Paulo, AACD, Lar Escola São Francisco e Fundação Dorina Nowill.

A última atividade da Virada Inclusiva aconteceu dia 9, com a Sabatina – Fale com o Secretário, em que jovens com deficiência intelectual ligados a diferentes instituições apresentaram reivindicações e fizeram perguntas ao secretário municipal da Pessoa com Deficiência, Marcos Belizário.

Fonte: Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED)
07/12/2010

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 08/12/2010

Pessoa com deficiencia visual desiste de vestibular por não poder usar sua máquina de braile

Contrariada por negativa, Jéssica prestará vestibular em outra instituição.
Decepcionada, Jéssica de Souza, 17 anos, não quer mais saber do vestibular para Direito na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Deficiente visual desde que nasceu, a estudante pediu à Comissão Permanente de Seleção (Coperse) para utilizar a sua máquina de braile durante o concurso, em janeiro, mas teve o pedido negado.

A solicitação de duas horas adicionais — apoiada por um atestado médico em anexo — também recebeu resposta negativa da universidade. Os pedidos de atendimento especial são feitos por meio de um formulário que deve ser preenchido após o término da inscrição regular.

Aluna do último ano do Ensino Médio do Colégio Pastor Dohms, na Capital, Jéssica acompanha as aulas normalmente, sempre com a máquina que, na prática, é sua caneta. A diferença é que os trabalhos têm de ser traduzidos do braile para o português pela mãe ou por professores especializados.

Jéssica poderia usar máquinas de braile fornecidas pela UFRGS, mas explica que se sentiria insegura sem o seu equipamento de hábito. Contrariada com a negativa, ela fará vestibular na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

A estudante foi atendida pela UFRGS em uma série de outros itens solicitados, como prova em braile, sorobã (aparelho para cálculos matemáticos) e sala com profissionais para darem suporte. Mas alguns dos pedidos foram novidade para a universidade:

“Nunca ninguém pediu horas a mais (alunos com deficiências já contam com uma hora além dos demais), mas isso pode ser conversado. Da mesma forma, nunca ocorreu de um candidato pedir para levar sua máquina de casa, pois temos as nossas aqui”, explica Maria Adélia Pinhal de Carlos, presidente da Coperse, reiterando que a UFRGS deseja que a candidata faça o vestibular.

Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/ - 07/12/2010

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 08/12/2010

300 pessoas participam de atividades da ‘Virada Inclusiva’ em Nova Odessa

Em dois dias de “Virada Inclusiva – Participação Plena”, ação da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência abraçada pela Prefeitura de Nova Odessa, cerca de 300 pessoas participaram das atividades, que marcaram o Dia Internacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, comemorado em 3 de dezembro. Os eventos aconteceram na última sexta e sábado, dias 3 e 4 de dezembro.

Entre as atividades organizadas pela Prefeitura e por entidades da cidade, estiveram palestras, passeios, exposições, exibições de filme e até atividades esportivas. Na sexta-feira, a Virada foi marcada por duas palestras, uma a cerca de 50 jovens atendidos pelo Setor de Promoção Social da Prefeitura com os programas AçãoJovem e ProJovem Adolescente. A palestra, sobre acessibilidade, foi ministrada pelos representantes da APNEN (Associação dos Portadores de Necessidades Especiais de Nova Odessa).

“Tudo que Nova Odessa já possui com relação à acessibilidade foi feito pela atual Administração, a quem somos muito gratos”, declarou o presidente da Associação, Nelson Aleandre Colato, durante a palestra.

No encontro com os jovens, a vice-prefeita Salime Abdo lembrou que a Prefeitura de Nova Odessa tem trabalhado pela acessibilidade aos PNEs (Portadores de Necessidades Especiais), “para cumprir com suas obrigações, não para reconhecimento”.

Mais tarde, também na sexta-feira, a vice-prefeita também acompanhou uma palestra com os pacientes vítimas de AVC atendidos pelo Centro de Promoção à Saúde e Reabilitação da Secretaria de Saúde. Os pacientes e seus familiares assistiram a uma palestra com a fisioterapeuta que acompanha o médico neurologista da Secretaria de Saúde, Márcia Cristina Pinezi.

Na palestra, Márcia lembrou aos seus ouvintes que “não é porque a pessoa é portadora de alguma necessidade ou está doente que ela não pode se integrar com a sociedade, e isto deve começar dentro da própria família”.

A vice-prefeita lembrou que a Prefeitura de Nova Odessa também possui um convênio com o CPC (Centro de Prevenção à Cegueira) – Lions Clube de Americana, onde atualmente são atendidos 9 cegos. Lá, eles aprendem a ler em braile, recebem orientação sobre mobilidade, acompanhamento psicológico, terapia ocupacional, entre outras atividades.

No sábado, cerca de 20 crianças e jovens atendidos pela APADANO (Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos de Nova Odessa) se reuniram no CEAM (Centro de Educação Ambiental) do Parque Ecológico Isidoro Bordon, para uma sessão especial de cinema, com animações da mostra alternativa do DIA (Dia Internacional da Animação).

Escola Simão

Várias das 20 Escolas Municipais possuem alunos incluídos. Porém, a que mais se destaca é a EMEFEI (Escola Municipal de Ensino Fundamental e Educação Infantil) Prefeito Simão Welsh que possui 17 alunos nestas condições.

No sábado, pelo Projeto “Escola Aberta”, foram expostos os trabalhos desenvolvidos por todos os alunos durante todo o ano, inclusive daqueles que são incluídos. Segundo o diretor da Unidade, Valdeci Felipe dos Santos, eles convivem normalmente com os demais colegas. Cerca de 200 pessoas passaram pela escola para ver os trabalhos dos alunos.

“Todos estes 17 alunos moram nas proximidades da Escola, nos bairros de nossa abrangência, e participam das mesmas atividades que seus colegas. É certo que há atividades em que estes alunos demandam mais atenção da professora, e isso sempre acontece de forma compartilhada”, comentou a vice-diretora da EMEFEI, Paula Alves Mondini.

“Antes, estes alunos eram atendidos na Apae. Hoje, eles só vão até lá para serem atendidos por especialistas, como fonoaudiólogo e neurologista, por exemplo”, comentou o diretor.

Apae

Na sexta-feira, 110 alunos da Apae, dos períodos da manhã e tarde, também foram personagens da Virada Inclusiva. Para comemorar o Dia Internacional do Direito da Pessoa com Deficiência, a entidade organizou uma visita especial ao Parque Ecológico de Americana.

Segundo a diretora da Apae, Maria Tereza Casazza, no Zoológico, os alunos participaram de atividades de orientação com os animais, atividades físicas, contato com diferentes espécies de plantas e um piquenique especial com comidas adaptadas a patologia de cada aluno.

“Os alunos interagiram com os visitantes do Parque, numa forma de inclusão social, mostrando que é possível e de direito, uma integração social de forma saudável e tranqüila, ocupando um espaço que também é deles”, destacou a diretora.

Ginásio de Esportes do Jardim Santa Rosa

No sábado, dia 4, o Ginásio Municipal de Esportes do Jardim Santa Rosa também sediou atividades da Virada. A CEL (Coordenadoria de Esportes e Lazer) e a APNEN organizaram uma partida demonstrativa da modalidade tênis adaptado, que atende, com uma escolhinha especial, quatro integrantes da APNEN.

“Estas atividades são importantes para mobilizar não apenas os PNEs mas sim, toda a população. O tênis adaptado faz muito bem para nós e está sendo muito bom participar das aulas”, contou Alan Marcel de Oliveira, um dos atletas.

Para o vice-presidente da APNEN, Carlos Alberto Raugust é importante promover eventos de inclusão. “O tênis adaptado faz muito bem aos atletas e também é essencial realizar trabalhos de inclusão social”, disse, o vice-presidente que também acompanhou a demonstração.
A atividade, desenvolvida para os cadeirantes atendidos pelo projeto esportivos, foi acompanhada pelos professores Flavio Feitosa e Rogério Kawakami.

Mirela Leme e Nayara de Oliveira

Fonte:http://www.novaodessa.sp.gov.br/NoticiasConteudo.aspx?IDNoticia=9413 - 06/12/21010

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 08/12/2010

Acessibilidade

Pessoas que sofrem de paralisia da cintura para baixo podem ter ganhado uma esperança de andar novamente graças a um par de “calças-robóticas” inventadas pelo israelense Amit Goffer. O próprio criador sofre de paralisia causada por um acidente de carro em 1997. O acidente o inspirou a criar um aparelho que o libertasse da cadeira de rodas.

Batizadas de ReWalk, as calças usam sensores e motores para permitir que paraplégicos possam andar e até subir escadas. Usadas por cimas das roupas, as calças são equipadas com juntas motorizadas ativadas pelos sensores, que respondem a movimentos súbitos da parte superior do corpo o ajuste da estabilidade é feito com ajuda de muletas.

Goffer fundou a empresa Argo Medical Techonologis para comercializar o aparelho que estará disponívei a partir de janeiro de 2011 em centros de reabilitação ao redor do mundo, depois de vários anos de testes em clínicas de Israel e dos EUA. O custo das calças-robóticas é alto: US$ 100 mil por unidade.

Apesar de criador da tecnologia, Goffer não poderá fazer uso dela, pelo menos não dessa versão. O acidente que sofreu o deixou paralisado do pescoço para baixo e o aparelho depende de movimentos das mãos e dos ombros para ser operado. Goffer, no entanto, já está trabalhando em uma versão para tetraplégicos.

No site do jornal The Daily Mail é possível ver um vídeo do ReWalk em ação.

Fonte:http://mundoacessivel.blogspot.com/ 07/12/2010

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 08/12/2010

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

"Mostrar a cara" na Virada é bom, mas é preciso fazer isso sempre

Artigo de Jairo Marques, colunista da Folha de São Paulo, discute a acessibilidade em eventos e a questão da inclusão.

Jairo Marques

"É que aqui nunca vêm pessoas com deficiência. Não precisa!". Essa é a resposta mais comum ao se questionar a razão para certo lugar não ter rampa, elevador ou sinalização em braille. Mas essa ausência ocorre justamente porque faltam convites de "bem-vindos" para cadeirantes, cegos, surdos ou qualquer um com dificuldade de locomoção ou sem total domínio dos sentidos.

Para tentar dar mais visibilidade às ações de quem é visto (ou seria não visto?) como diferente na sociedade, uma "Virada Inclusiva" representa uma iniciativa importante. É um avanço da causa da acessibilidade. Sem falar que é oportunidade de protagonismo para quem é visto como espectador longínquo.

Mesmo em São Paulo, o debate ainda engatinha quando se fala de calçadas, da falta de acesso em escolas, da impossibilidade de se usar o transporte público. Por isso "mostrar a cara" é fundamental para se conquistar, ao menos, o direito de sair de casa.

Contudo, fico imaginando se haverá um show exclusivo do U2 para os deficientes que terão uma dificuldade danada para encarar o espetáculo "tradicional", no Morumbi. É que não dá para viver sempre na dependência de iniciativas isoladas do tal "incluir".

Deficientes querem e devem estar em todas as viradas, manifestações culturais, esportivas, de lazer, políticas e sociais. Não dá para isolar. É preciso juntar. Sempre.

Fonte: Folha de S.Paulo - 06/12/2010

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria:07/12/2010

Projeto destina andares térreos de Cohabs a idosos e pessoas com deficiência

Se aprovada, proposta ainda estabelece que conjuntos cumpram normas de acessibilidade da ABNT.
da Redação

A Câmara de Sorocaba votou nesta quinta-feira, dia 2 de dezembro, em primeira discussão, um projeto de lei que determina que os apartamentos térreos dos programas de habitação popular da prefeitura sejam destinados preferencialmente a idosos, pessoas com deficiência física ou famílias em que haja alguém com necessidade especial como Síndrome de Down e autismo. A proposta foi apresentada pelo vereador Anselmo Neto (PP).

Caso aprovado, o projeto estabelece ainda que os conjuntos habitacionais cumpram as normas de acessibilidade da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), inclusive com rampa de acesso ao andar térreo. "O objetivo é fazer valer os direitos de acessibilidade a pessoas com deficiência física, mental e idosos.

Para ele, é comum ver diariamente situações que são de total desrespeito com pessoas que se encontram nessa situação. "Diante disso, é necessário ir ao encontro dessas pessoas com medidas que ajudem a viver melhor em sociedade, com mais dignidade e justiça", afirma o vereador.

Fonte: Rede Bom Dia - Sorocaba - SP, 06/12/2010

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 07/12/2010

De próteses, Carlos Roney entra com Rogério Ceni no Morumbi

Garoto, que teve as pernas amputadas com um ano de idade, entrou no gramado do estádio andando.
O garoto Carlos Roney teve mais um dia especial em sua vida. Já com as próteses que foram cedidas pelo Lar Escola São Francisco, em parceria com o São Paulo, o são-paulino entrou em campo com o goleiro Rogério Ceni na partida do último domingo à tarde diante do Atlético-MG, no Morumbi.

Relembrando a história: Carlos Roney conheceu o seu ídolo Rogério Ceni quando o Tricolor Paulista foi a Fortaleza enfrentar o Ceará, no 24 de outubro, pelo Campeonato Brasileiro. Desde então, o clube buscou parceiros para conseguir estas próteses para o garoto. Parceria que levou Carlos Roney até o Lar Escola São Francisco. Com um ano de idade, Roney teve meningite e acabou amputando as duas pernas.

Recentemente, na segunda quinzena de novembro, Carlos Roney esteve em São Paulo para passar por exames e foi ao CT reencontrar Rogério. Feliz da vida, Roney só estava esperando as próteses ficarem prontas. Já com elas, o menino mais uma vez entrou em campo com o camisa 1. Desta vez, de uma forma diferente. Roney entrou no gramado do Morumbi andando, mostrando mais uma vez sua vida de superação.

O próximo passo desta bonita história é conseguir próteses esportivas para Carlos Roney. O Lar Escola busca novos parceiros para realizar mais este sonho do garoto. Esta prótese inicial é para uso diário de Carlos, como ir para a escola. Se você quiser ajudá-lo, basta acessar o site do Lar Escola São Francisco (http://www.lesf.org.br).

Fonte: http://www.saopaulofc.net - 06/12/2010

APNEN,colaborando na divulgação desta matéria:07/12/2010

Grupo percorre SP de cadeira de rodas e olhos vendados

Grupo sentiu na pele as dificuldades por que passam deficientes físicos.
Trajeto previa viagem de metrô, trem, ônibus e táxi da Luz à Paulista.


Deficientes físicos e pessoas sem deficiência aceitaram o desafio de andar de metrô, trem, ônibus e táxi pelas ruas de São Paulo neste sábado (4) de cadeira de rodas ou olhos vendados. Foi o Bike Tour pela inclusão. O ponto de encontro da equipe foi no Parque da Luz .

Participam do "Bike Tour pela Inclusão", oito deficientes físicos - sendo quatro cegos e quatro de cadeiras de rodas - e outras oito pessoas que não têm deficiência, mas aceitaram o desafio de enfrentar as dificuldades que cadeirantes e cegos encontram no dia a dia da cidade grande.

“Esse pessoal se supera fisicamente e mentalmente. É um exemplo para gente se espelhar. Olha como eu estou esbaforido.”, disse o advogado Adriano Stringhini.

O grupo saiu do Parque da Luz, pegou o metrô na estação Tiradentes até a estação Luz e de lá foi de trem para o Brás. Depois, fez uma uma caminhada até o Largo da Concórdia para pegar um ônibus para a Praça da Sé, de onde seguiu de táxi até a Avenida Paulista.

No metrô, Tayná, vencedora da última edição do Menina Fantástica, sentiu as dificuldades de ser cega por um dia. "Foi um pouco dificil embarcar. Com o movimento, não sabia onde estava a cadeira. Foi bem difícil." Vital Severino que convive com a cegueira há 50 anos, reclama dos problemas. “Precisamos ter um espaço adequado pra gente caminhar, calçadas sem obstáculos.”

Depois do metrô, o desafio do grupo foi fazer a conexão para a CPTM. Fábio precisou de ajuda para ultrapassar o vão entre o trem e a plataforma. Na caminhada pela rua até o largo da Concórdia as dificuldades foram ainda maiores. Na travessia, outro obstáculo. Um motorista parado em cima da faixa. Pegar um ônibus com os equipamentos de acessibilidade foi um alívio para eles.

Fonte: G1 06/12/2010
APNEN,colaborando na divulgação desta matéria: 07/12/2010

Circulação urbana da pessoa com deficiência

Charge - Flávio Caldeira
descrição imagem: cadeirente estacionado em local proibido sendo autuado.


Em função da idade, estado de saúde, estatura e outras condicionantes, várias pessoas têm necessidades especiais em relação a receber informações, chegar até os terminais e pontos de parada, entrar nos veículos e realizar seu deslocamento através dos meios coletivos de transporte ou, simplesmente, se deslocar no espaço público. Essas pessoas são as consideradas Pessoas com Restrição de Mobilidade e, neste grupo, estão incluídas as Pessoas Com Deficiência.

As deficiências podem ser divididas em cinco grupos, quais sejam: deficiências físicas, intelectuais, sensoriais, orgânicas e múltiplas. Cada deficiência gera determinados tipos de incapacidades e desvantagens, que por sua vez podem ser divididas em desvantagens ocupacionais, de orientação, de independência física e de mobilidade.

O último censo do IBGE revela que 14.5% da população brasileira possui algum tipo de deficiência, totalizando 27 milhões de pessoas (atualizando os dados de acordo com a população atual), não considerando as pessoas com restrição de mobilidade.

Além disso, em 2000, o Brasil possuía 8.5% de idosos (14 milhões de pessoas), ou 1 pessoa idosa em 26.5% dos lares. Esta população aumentou duas vezes e meia, mais rápido que a população jovem, entre 1991 e 2000, e 75% dos idosos são considerados pobres.

Estima-se que em 2025, 15% da população brasileira estará com idade superior a 60 anos. Historicamente, a acessibilidade aos sistemas de transportes foi entendida como a adaptação da frota e teve como imagem principal o acesso do usuário de cadeiras de rodas, através de elevadores, aos diversos tipos de veículos utilizados no Brasil. Esta visão impediu uma abordagem mais abrangente do problema ao desconsiderar os demais tipos de deficiências existentes. Na abordagem mais atual da questão, trata-se de discutir a mobilidade das pessoas com deficiência pela cidade, através dos vários modos possíveis de transporte e as adequações nos espaços públicos para garantir a sua circulação.

As cidades apresentam-se com inúmeras barreiras: econômicas, políticas, sociais e arquitetônicas. A existência de barreiras físicas de acessibilidade ao espaço urbano acaba por dificultar ou impedir o deslocamento de pessoas com deficiências e outras que possuem dificuldades de locomoção.

A acessibilidade deve ser vista como parte de uma política de inclusão social que promova a equiparação de oportunidades e o exercício da cidadania das pessoas com deficiência e não deve se resumir à possibilidade de entrar em um determinado local.

Tão importante quanto adequar os espaços públicos para garantir a circulação dessas pessoas, eliminando-se as barreiras existentes, é não serem criadas diariamente novas barreiras, o que pode ser percebido na quase totalidade dos municípios brasileiros.

Este projeto de resgate da cidadania não pode ser feito com o trabalho de setores isolados e com certeza será atingido através de esforços combinados das três esferas de governo, com a participação social, norteados por uma visão de sociedade mais justa e igualitária. Trata-se de fomentar um amplo processo de humanização das cidades a partir do respeito às necessidades de todas as pessoas para usufruírem a cidade. É necessário que se promova a sensibilização da sociedade, a elaboração de políticas públicas, a adequação de ambientes edificados e naturais, a adequação do sistema de transporte, o acesso às tecnologias e a aplicação e aperfeiçoamento da legislação específica.

A promoção da mobilidade das pessoas com deficiência serve de indutor a uma completa reformulação dos espaços públicos através da implantação dos princípios e diretrizes da mobilidade urbana sustentável. Entre eles:

- diminuir o número de viagens motorizadas;

- repensar o desenho urbano;

- repensar a circulação de veículos, não sendo o automóvel o único determinante ou critério da organização da cidade;

- desenvolver meios não motorizados de transporte;

- reconhecer a importância do deslocamento de pedestres;

- proporcionar mobilidade às pessoas com deficiências e restrições de mobilidade;

- priorizar o transporte coletivo; considerar outros modos de transporte; estruturar a gestão local, afirmando o papel regulador do município na prestação de serviços.

Compete ao poder público, adotar diversas ações para melhorar o acesso as várias categorias de usuários que se utilizam do sistema de transporte com dificuldade, juntamente com ações que darão acesso a pessoas que hoje não o utilizam. A política de transporte público deve estar inserida neste objetivo e é responsabilidade dos órgãos gestores governamentais encontrar soluções para garantir o deslocamento com qualidade das pessoas com deficiência, a partir de uma realidade adversa existente nas cidades.

A educação para o trânsito não pode ignorar o movimento mundial de inclusão e relegar as especificidades dessas pessoas na circulação urbana.
Ao reconhecer que as dificuldades enfrentadas na mobilidade urbana constituem fator de exclusão social, a ação conjunta de todos pode em muito contribuir para o avanço da inclusão. Para isso é necessário que os educadores de trânsito estejam preparados para orientar todas as pessoas, conhecendo a realidade onde elas vivem.
Não podemos conceber que as atividades educacionais de trânsito estejam fora do contexto geral da inclusão; na cidade de São Paulo, segundo o censo de 2000 do IBGE temos aproximadamente 1,5 milhão de pessoas com algum tipo de deficiência, notamos que é um universo muito grande para ficar assim, no silêncio e no imaginário das pessoas.

Não podemos mais separar trânsito do contexto da cidade, da mobilidade urbana, acessibilidade e da sustentabilidade. Como podemos orientar o (a) aluno (a) com deficiência a circular de modo seguro pela cidade? A orientação é a mesma para aqueles que não têm deficiência? É possível trabalhar com todos ao mesmo tempo?

Sob a ótica da inclusão devemos ter todas as atividades inseridas na temática. Quando orientamos uma pessoa a realizar uma travessia segura, será que podemos orientar da mesma forma uma pessoa com deficiência visual ou cadeirante? Evidente que não. A realidade da cidade é diferente em suas regiões. Algumas dispõem de rampas de acesso entre as calçadas e outras não. Portanto, devemos estar preparados para essas particularidades da cidade.

Convidamos todos a entrarem num mundo diferente, e observar nas diferenças um modo de aproximar as pessoas. Estudos e experiências realizados no Brasil e no mundo demonstram que a inclusão é benéfica para todos os envolvidos, portanto, encare esse novo desafio e juntos vamos construir uma cidade mais inclusiva.

Fonte: http://arivieiracet.blogspot.com/2010/12/circulacao-urbana-da-pessoa-com.html
06/12/2010

APNEN, colborando na divulgação desta matéria: 07/12/2010

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Nova Odessa tem ampla programação para a ‘Virada Inclusiva’, que continua neste sábado

Diversas atividades marcaram nesta sexta-feira, 3 de dezembro, a “Virada Inclusiva – Participação Plena”, ação da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência para comemorar o Dia Internacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência que foi abraçada pela Prefeitura de Nova Odessa. As ações desenvolvidas pela Prefeitura e entidades da cidade para comemorar a data continuam neste sábado, 4 de dezembro.

O Dia Internacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência foi comemorado neste dia 3 de dezembro. Porém, o objetivo da Secretaria é que as cidades organizassem atividades nesta sexta e no sábado.

Em Nova Odessa, as atividades que marcaram o primeiro dia da Virada começaram na Prefeitura. O Setor de Promoção Social organizou uma palestra especial para 50 jovens beneficiados dos programas AçãoJovem e ProJovem Adolescente, ministrada pelos membros da APNEN (Associação dos Portadores de Necessidades Especiais de Nova Odessa). Da Associação, conversaram com os beneficiados o presidente Nelson Colato, o vice-presidente Carlos Raugust e Renato Raugust, que também é presidente do Conselho Municipal dos Direitos dos Portadores de Necessidades Especiais de Nova Odessa. A palestra teve como tema “A Acessibilidade Urbana”.

O Centro de Promoção à Saúde e Reabilitação da Secretaria de Saúde também realizou uma atividade especial na Virada. Os pacientes vítimas de AVC que são acompanhados pelo Centro, e seus familiares, assistiram a uma palestra com a fisioterapeuta que acompanha o médico neurologista da Secretaria de Saúde, Márcia Cristina Pinezi. Sem eu discurso, Márcia foi concisa. “Não é porque as pessoas é portadora de alguma necessidade ou está doente que ela não pode se integrar com a sociedade, e isto deve começar dentro da própria família”, disse.

“O que as duas palestras desta sexta-feira ressalvaram é que todas as pessoas são iguais, todos somos cidadãos, e todos temos os mesmos direitos. Para termos um Brasil mais humano e mais justo, temos que fazer com que o deficiente se integre na vida em comunidade”, comentou a vice-prefeita Salime Abdo.

Apae

Os alunos da Apae também foram personagens da Virada Inclusiva. Para comemorar o Dia Internacional do Direito da Pessoa com Deficiência, a entidade organizou uma visita especial ao Parque Ecológico de Americana.

Segundo a diretora da Apae, Maria Tereza Casazza, no Zoológico, os alunos participaram de atividades de orientação com os animais, atividades físicas, contato com diferentes espécies de plantas e um piquenique especial com comidas adaptadas a patologia de cada aluno.

“Os alunos interagiram com os visitantes do Parque, numa forma de inclusão social, mostrando que é possível e de direito, uma integração social de forma saudável e tranqüila, ocupando um espaço que também é deles”, destacou a diretora.

Sábado

As atividades da Virada Inclusiva continuam neste sábado. As Escolas de Ensino Fundamental de Nova Odessa realizam neste sábado o projeto Escola Aberta, com a exposição dos trabalhos realizados pelos alunos durante todo o ano. O objetivo do Escola Aberta é que os pais e a comunidade interajam com os alunos em visita à escola.

Destaque na Virada Inclusiva está a EMEFEI (Escola Municipal de Ensino Fundamental e Educação Infantil) Prefeito Simão Welsh, no Jardim Santa Rita. Prova de que a inclusão é realizada em Nova Odessa é que a escola possui 17 alunos incluídos, cada um com uma patologia diferente e que convivem diariamente com os demais alunos.

“Neste sábado, vamos expor o resultado desta inclusão que é realizada durante todo o ano. Estes 17 alunos, assim como todos os outros, terão seus trabalhos expostos e seus pais e a comunidade já foram convidados para partilhar este dia, e estas conquistas, com eles”, declarou a vice-diretora da EMEFEI, Paula Alves Mondini. Na escola, as exposições ficarão abertas das 8 ás 10 horas.

A Apadano (Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos de Nova Odessa) também tem espaço nas comemorações. Às 10 horas a Associação, em parceria com as coordenadorias de Meio Ambiente e Cultura e Turismo da Prefeitura organizam a exibição dos curtas metragens do DIA (Dia Internacional da Animação), que são especiais para deficientes auditivos. A sessão de cinema especial acontece no CEAM (Centro de Educação Ambiental) do Parque Ecológico Isidoro Bordon.

Para encerrar as atividades neste sábado, a CEL (Coordenadoria de Esportes e Lazer) e a APNEN organizam uma partida demonstrativa da modalidade tênis adaptado, que atende, com uma escolhinha especial, quatro integrantes da APNEN. A participação esportiva na Virada acontece no Ginásio de Esportes do Jardim Santa Rosa, às 14 horas.

Mirela Leme

Fonte: http://www.novaodessa.sp.gov.br/ - 03/12/2010

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 06/12/2010.

Acessibilidade em prédios públicos não é cumprida

Prefeituras não respeitam lei de adaptação para acesso de portadores de deficiência.
Rodrigo Pereira - Região

Clayton Damasceno TodoDia Imagem







Elevador quebrado impede livre acesso de Sílvia Regina Pereira no Fórum de Santa Bárbara d' Oeste

Dez prefeituras da RMC (Região Metropolitana de Campinas) admitem que ainda não realizaram completa adaptação dos prédios públicos para o acesso de portadores de deficiência física. O prazo para que os prédios públicos de todo o País se adaptassem venceu em 3 de junho de 2007, segundo o decreto federal 5.296, de 2 de dezembro de 2004.
Segundo o Conselho Estadual para Assuntos da Pessoa Portadora de Deficiência, uma brecha na lei federal - que não impõe pena ou multas, ou cria um órgão superior de fiscalização -, é um dos fatores do não cumprimento do prazo.

Afirmaram ainda estar em fase de adaptação as prefeituras de Campinas, Hortolândia, Sumaré, Itatiba, Indaiatuba, Jaguariúna, Valinhos, Monte Mor, Holambra e Pedreira. “Apesar do problema com adequação do orçamento ou de realizar as alterações em prédios tombados, também existem casos de falta de vontade”, afirma o presidente do Conselho Estadual para Assuntos da Pessoa Portadora de Deficiência, José Oliveira Justino.

Segundo ele, brechas na lei são o fator da grande maioria dos municípios estarem realizando as adaptações lentamente. Em Campinas, por exemplo, a CPA (Comissão Permanente de Acessibilidade), criada pela própria prefeitura, fiscaliza os prédios públicos e privados quanto à adaptação. Mas, segundo a presidente, Magda Aparecida Bizzinato Fermino, a comissão pode autuar apenas os prédios privados. Casos envolvendo prédios públicos são encaminhados para que a Secretaria de Obras e Urbanismo tome providências.

MAIS PROBLEMAS

Em Santa Bárbara d’Oeste, onde o secretário de Governo, Gilmar Margato, afirmou em nota que todos os prédios públicos contam com adaptações, a diretora da Fraternidade Cristã de Deficientes, Sílvia Regina Pereira, 36, que é cadeirante, aponta problemas para acessar os andares do Fórum, argumentando que o elevador está quebrado há pelo menos sete anos. “Sempre quando vou lá meu advogado tem que trazer os papeis no térreo para que eu assine”, relata. Segundo a promotora da pessoa com deficiência, Alexandra Facciolli Martins, um inquérito civil foi aberto para investigar o caso. Segundo a prefeitura, a licitação para a compra de um novo elevador deve ser publicada nos próximos dias.

Em Americana, onde a assessoria da prefeitura também afirmou que todos os prédios públicos já possuem acessibilidade, a diretora da Unidade de Atenção de Pessoa com deficiência, Elizabeth Fritzsorf da Silva, afirma que ainda há adaptações a serem feitas. Para o cadeirante Tiago de Andrade Mota, 28, “ainda falta muita coisa para melhorar”. Segundo ele, o maior problema enfrentado é a falta de rebaixamento das guias.

A assessoria de imprensa da Presidência da República foi contatada por telefone e e-mail para comentar o decreto, mas não houve retorno.,

Fonte:Jornal TodoDia - 06/12/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 06/12/2010.

Preconceito é apontado como principal problema para a pessoa com deficiência

"O Preconceito, nada mais é, do que a falta de conhecimento.

O preconceito ainda é o principal obstáculo para as pessoas portadoras de qualquer tipo de deficiência no país, disse no dia 03/12, o cadeirante Geraldo Nogueira, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), durante o seminário Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, promovido pela OAB no Dia Internacional das Pessoas com Deficiência.

Nogueira ressaltou que no Brasil a questão é cultural, mas que precisa ser vencida para que os deficientes façam parte da sociedade em igualdade de condições com as outras pessoas. “Existe um preconceito velado que nós não admitimos e todos nós, estou me incluindo nesse processo, fomos educados por uma sociedade preconceituosa. Então é uma questão cultural que precisa ser transformada. O ponto mais importante, hoje, é reverter o quadro do preconceito”, disse.

Ele enfatizou também que apesar do país ter melhorado na questão da acessibilidade, o portador de deficiência ainda encontra muita dificuldade no seu deslocamento. “O acesso tem melhorado bastante, mas ainda se encontram muitas barreiras físicas principalmente nas partes antigas das cidades. As cidades que são menores ainda têm essa dificuldade. Mas existe um processo de modificação. O Rio de Janeiro, inclusive, vai receber uma Copa do Mundo e uma Olimpíada e vai sofrer uma grande transformação. A gente espera que se torne uma cidade completamente acessível”.

O seminário, que teve o objetivo de discutir a situação das pessoas com deficiência no país, marcou também o lançamento do manual Compreendendo a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, de autoria da OAB-RJ e do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil.

A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que visa a assegurar a todos os deficientes uma igualdade de direitos, foi aprovada pela Assembleia Geral da ONU em 2006. Atualmente, 147 nações que integram a ONU, incluindo o Brasil, de um total de 192 países, já assinaram a convenção.

Fonte: http://www.pernambuco.com/ - 05/12/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 06/12/2010.

Portador de Síndrome de Down, nadador Tiago Pompeu será homengeado

O jovem nadador Tiago Pompeu, portador de Síndrome de Down, vai receber uma homenagem do bar Gabinete, na Lapa. O jovem, recém-vencedor do campeonato de Taipei, em Taiwan, acumula uma extensa coleção de medalhas no esporte, expostas no estabelecimento, incluindo a última medalha de ouro recebida.

Pompeu quer brilhar mais ainda nas piscinas, onde se sente uma máquina, e treina para participar dos jogos Paraolímpicos de 2012, que vão acontecer em Londres.

Para esse desafio a animação é grande. Os atletas deficientes mentais estavam suspensos das competições deste campeonato desde as Paraolimpíadas de Sidney, em 2002, na Austrália, quando um repórter espanhol se infiltrou na delegação, se fazendo passar por uma pessoa com deficiência.

Fonte: http://www.sidneyrezende.com/ - 06/12/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 06/12/2010

Apoio a pessoas com deficiência ajuda a combater pobreza

Por Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.


Segundo a ONU, 20% das pessoas que vivem com menos de US$ 2 por dia têm alguma forma de deficiência; organização pede a governos mais inclusão.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu a governos de todo o mundo que façam mais para apoiar as pessoas com deficiência.

Segundo Ban, elas têm um papel fundamental nos esforços para se alcançar as metas globais de combate à pobreza até 2015.

Barreiras

A declaração foi feita em conjunto com a alta-comissária da ONU de Direitos Humanos, Navi Pillay, nesta sexta-feira, para marcar o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência.

Dados das Nações Unidas revelam que 20% de todos os pobres do mundo têm algum tipo de deficiência. Desemprego, falta de acesso a serviços de saúde e educação são algumas das barreiras enfrentadas no dia-a-dia.

Além disso, muitos sofrem com estigmas e preconceitos. A coordenadora e criadora da ONG Inclusive, Patrícia Almeida, falou à Rádio ONU de Nova York, sobre a experiência que teve com a própria filha que nasceu com síndrome de Down.

Dia-a-Dia

“Quando a minha filha, que tem síndrome de Down nasceu, eu levei um susto. Eu não sabia o que faria com aquela criança, porque eu achava que ela era diferente por ter a síndrome de Down. Levou um tempo para eu ver que ela é uma criança como qualquer outra e trata-la dessa maneira, não fazer nada especial para ela. Porque não tem nada de especial: todas as crianças são especiais”, afirmou.

Cerca de 650 milhões de pessoas vivem com algum tipo de deficiência. O número equivale a cerca de 10% da população mundial. Uma das bandeiras das organizações civis e não-governamentais é a garantia de direitos para quem vive com a deficiência.

Patrícia Almeida falou sobre a situação nos Estados Unidos.

Inclusão Social

“Aqui começou muito mais cedo o processo de inclusão. A lei ADA está fazendo 35 anos e com base nessa lei, foi elaborada a convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. É um documento mais atual, mais moderno. Aqui (nos Estados Unidos) eles já têm um histórico e é um país rico. Dá para investir muito mais, por exemplo, em transporte acessível, as calçadas dos centros da cidade são todas acessíveis”, disse.

No Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, as Nações Unidas também apelaram para que os governos implementem a Convenção da ONU sobre o tema promovendo mais inclusão social.

Para ouvir esta notícia clique: http://downloads.unmultimedia.org/radio/pt/real/2010/10120311i.rm
ou acesse: http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/detail/188508.html

Fonte: Rádio ONU - 05/12/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 06/12/2010