sábado, 25 de dezembro de 2010

Vídeos

Milagre: polícia faz homem com deficiência andar.

Vejam o absurdo dos absurdos, cidadão se passa por deficente fisico.
Assista o vídeo: http://cosmo.bol.uol.com.br/noticia/70892/2010-12-20/milagre-policia-faz-homem-com-deficiencia-andar.html

Deficiente visual faz denúncia contra o Inep.
Assista o vídeo: http://cosmo.uol.com.br/multimidia/multimidia.php?id=1995&tp=Video&id_publicidade=64

Deficientes invadem a passarela.
Parabéns aos organizadores.
Assista o vídeo: http://cosmo.uol.com.br/noticia/68927/2010-11-26/deficientes-invadem-a-passarela.html

Loja de Campinas investe em acessibilidade.
Parabéns pela iniciativa.
Assista o vídeo: http://cosmo.uol.com.br/noticia/71037/2010-12-22/loja-de-campinas-investe-em-acessibilidade.html


Fonte:www.cosmo.com.br - Multimídia - vídeo.

APNEN, colaborando na divulgação destas matérias: 25/12/2010

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Feliz Natal, e um Próspero Ano Novo

Aos nossos Amigos, Seguidores, Simpatizantes, Colaboradores, Voluntários, Membros da Diretoria, e nossos Familiares.


Desejamos a todos, um FELIZ NATAL, e um ANO NOVO com muitas conquistas e relizações.






Muito Obrigado por visitarem nosso blog.

Carlos Alberto Raugust
Vice-Presidente da APNEN.
23/12/2010

Poste divide calçada e dificulta passagem

Empresa de transporte público de Bauru instala placas no meio do passeio público, impossibilitando a passagem de cadeirantes.
Ricardo Santana

A Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) surpreendeu a população ao criar um obstáculo a mais para quem circula em algumas calçadas de Bauru. O cadeirante que se atrever a tentar circular na quadra 9 da avenida Getúlio Vargas, no calçamento sentido Centro-bairro, ficará bloqueado pelo poste de sustentação de uma placa de sinalização instalado exatamente no meio da calçada. O mesmo obstáculo foi implantado na quadra 4 da rua Fuas de Matos Sabino.

O tráfego intenso na avenida Getúlio Vargas já oferece riscos para quem tenta atravessar a via de forma distraída, por exemplo. Para os cadeirantes, seria um risco a mais e potencializado por manobras para tentar desviar do poste.

A equipe de operações viárias da Emdurb promete remanejar na manhã de hoje as duas sinalizações. A remoção teria sido impossibilitada ontem pelo esforço concentrado dos funcionários de pintura na demarcação de vagas na rua Gustavo Maciel, entre as ruas Vivaldo Guimarães e Antoônio Garcia, lados par e ímpar, segundo a assessoria de imprenda da empresa.

A definição de espetar no meio da calçada um poste era evitar que a placa invadisse o espaço da rua, podendo ser colhida por um ônibus ou caminhão com carga. Porém, é notório que o vão estreito da passagem dificulta a circulação de pedestres, quanto mais de um cadeirante ou de pessoas com outras necessidades especiais na locomoção.

Fonte: JC Net - Bauru - SP, 22/12/2010
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 23/12/2010

Transerp terá de oferecer ônibus adaptado a cadeirante

Empresa precisa fornecer transporte para tratamento de portador de necessidade especial sob pena de multa diária de R$ 5 mil.

Adriana Matiuzo

A empresa de transporte urbano Transerp foi condenada pela Justiça a oferecer transporte adaptado para um usuário de cadeira de rodas de Ribeirão Preto. Segundo a decisão, a empresa pode ser multada em R$ 5 mil por dia caso não cumpra a determinação.

A sentença beneficia Antonio Luiz da Silva, que entrou com uma ação judicial para preservar o direito de ser transportado. De acordo com a decisão, a Transerp terá de providenciar transporte adaptado de ida e volta entre a casa dele e o local onde faz tratamento de fisioterapia e acompanhamento médico.

O advogado de Silva, Henrique Parisi Pazeto, foi procurado nesta terça-feira, dia 21, mas não foi localizado para comentar o assunto, apesar de recados deixados no escritório dele.

A Transerp informou que ainda não foi notificada sobre a decisão judicial e que apenas se pronunciará sobre o caso quando for comunicada oficialmente a respeito da sentença.

Segundo dados da Transerp, hoje 24% da frota de ônibus está adaptada para deficientes físicos, o que equivale a 77 dos 311 ônibus da cidade. O Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência estima que existam 68 mil deficientes que morem na cidade.

A normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) prevêem "que até 2014 seja assegurado o direito ao uso pleno com segurança e autonomia por todos do sistema de transporte coletivo"

Fonte: A Cidade - Ribeirão Preto - SP, 22/12/2010

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 23/12/2010

Campeão brasileiro de xadrez para pessoa com deficiência visual 2010

André Rezende, deficiente visual, conta sua trajetória até o campeonato nacional.
André Rezende Marques
Jogar xadrez com a perda da visão há alguns anos me parecia uma coisa muito distante; ainda morando em uma pensão arrisquei umas partidas somente dizendo anotação dos lances aos adversários e companheiros de quarto. Claro que todos tinham um nível de jogo muito fraco e não serviu de referência para quase nada a não ser para lembrar que eu ainda gostava de xadrez. Faz três anos que um amigo disse que ia fazer um jogo adaptado no computador, grande Luiz Eduardo... Terminei por fazer todo o manual deste jogo.

Na mesma época do anuncio do Xadvirt, que era o programa feito pelo Luiz, o campeão Roberto Carlos Hengles ia ministrar um curso básico de xadrez, tudo caminhava para o retorno ao mundo mágico das 64 casas.

Comecei o curso e algumas aulas depois, o Sr. Roberto não pôde mais continuar. Assim resolvi eu assumir o curso. Eu já havia descoberto que as peças não cairiam do tabuleiro porque o mesmo podia ter furos e pinos para encaixe nas peças, também que com uma diferenciação tátil se distinguia brancas de negras.

Com os alunos do CADEVI formei uma família que me fez aprender para ensinar, que me fez reconhecer o crescimento individual dos que estavam ao meu redor e que se tornaram ótimos companheiros de viagens. Tudo foi conspirando a favor, conheci uma galera no centro cultural Vergueiro que jogava xadrez todo dia, criei com o amigo Bronislaw matchs incríveis durante estes anos e fiz umas aulas de final com o professor Mello. Mais tarde apareceu meu anjo da guarda no tabuleiro, Sérgio Luiz Mazetto, este se tornou amigo, treinador, companheiro de partidas e viagens.

Um parêntese nesta trajetória é para dizer que a trajetória era possível porque minha esposa Ana Lúcia me ageentava durante todo o tempo e ser mulher de enxadrista é coisa pra se premiar todo dia.

Começaram os torneios e os resultados foram melhorando passo a passo. A rede de relacionamento com o xadrez não parou de crescer em nenhum momento sequer. Em 2010 fiquei muito bem classificado em todas as etapas do nacional e pude inclusive participar de um pan-americano. Fui classificado em terceiro lugar para participar da fase final da Copa Brasil de Xadrez para Deficiente Visual que ocorreu em Brasília dias 17, 18 e 19 de dezembro de 2010.

O torneio foi muito difícil, joguei em 5 partidas com os 4 melhores do rating nacional, e em alguns momentos tive muita sorte, especialmente na última partida onde eu estava completamente perdido e o adversário me permitiu um pleno ganhador. Foi complicado jogar uma partida com o Rodrigo que é meu amigo; foi duríssima a partida que empatei com o Roberto Hengles, que já é uma lenda do xadrez para pessoa com deficiência visual, e foi muito impressionante em todos os momentos eu acreditar que podia!

Hoje sei que o xadrez é acessível, que o computador pode ajudar e muito, porém agora é hora de lutar pela democratização deste jogo e para que ele possa chegar cada vez mais a todos que o queiram como recreação, competição, módulo de apoio ao ensino e simplesmente também aquele que queira matar a curiosidade de conhecer...

O bom de ter me tornado campeão é reconhecer quanta gente me carregou até o troféu, então termino esta agradecendo a Deus, a minha mãe Lucinéa, a minha esposa Ana e a todos meus amigos citados e não citados acima. Somos campeões!

Fonte: Rede SACI - 22/12/2010
Imagem: Internet
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 23/12/2010

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Políticas públicas para pessoas com deficiência são insuficientes para promover a igualdade

APESAR DO AVANÇO DAS LEIS, RESULTADOS AINDA SÃO INSATISFATÓRIOS E AS OPORTUNIDADES, DESIGUAIS.
Apesar de apresentar limitações e mobilidade reduzida, as pessoas com deficiência física, são cidadãos capazes de levar uma vida completamente normal e independente. Rodrigo Araújo é um destes exemplos, cadeirante devido à falta de oxigenação no cérebro durante o parto, o rapaz de 25 anos, leva uma vida igual a todo jovem de sua idade. Algumas tarefas triviais e cotidianas, como tomar banho, escovar os dentes, lavar as mãos e se locomover por sua casa, Araújo só é capaz de fazer, sem o auxilio de ninguém, graças a algumas adaptações feitas em sua casa. “O banheiro possui barras de apoio para eu poder segurar, as pias são mais baixas para que eu possa alcançar mesmo sentado, e as portas de todos os cômodos são mais largas para que minha cadeira de rodas possa passar sem maiores problemas”, afirma.

Mas, não é só nas residências das pessoas com deficiência que as adaptações devem ser feitas. Graças às leis de acessibilidade, todo estabelecimento é obrigado a possuir rampas, elevadores, ou qualquer adaptação necessária para o acesso e conforto desses indivíduos. Para a arquiteta especializada em acessibilidade, Taís Frota, estas leis representam um enorme avanço. “Edificações e espaços públicos, por exemplo, tiveram que obedecer a parâmetros para se tornar acessíveis, pois existe uma lei que exige acessibilidade em todos os lugares”, diz a arquiteta.

As leis de acessibilidade não são cumpridas em todos os lugares. O próprio congresso nacional, lugar onde a legislação foi criada, não é acessível. “Os arquitetos da época não eram obrigados a obedecer a uma lei de acessibilidade. Contudo, as adaptações necessárias já estão em processo de finalização”, explica Taís Frota. A arquiteta também comenta a razão da falta de acessibilidade em certos locais: “as leis são elaboradas, mas ainda falta uma fiscalização rigorosa, quanto as suas aplicações”.

Araújo sente na pele a falta de maior fiscalização do cumprimento das leis de acessibilidade nos locais e estabelecimentos públicos. “Algumas adaptações básicas e de fácil aplicação, como por exemplo, guia rebaixada nas calçadas, adaptação de banheiros e construção de rampas em lugares públicos ainda estão longe de existir em todos os lugares onde são necessários”, reclama Araújo.

Mercado de trabalho

A lei de cotas, criada em 24 de julho de 1991, exige que toda a empresa com mais de 100 funcionários, preencha seu quadro de funcionários, com dois a cinco por cento de pessoas com deficiência. Apesar da lei, apenas 323 mil, em um total de 30 milhões de deficientes no Brasil, estão empregados formalmente.

Para a vereadora e deputada federal eleita (PSDB-SP), Mara Gabrilli, apesar de ainda representar um contingente baixo, o número deve ser visto forma positiva. “Temos que comemorar o fato de que 323 mil deficientes já possuem renda própria e podem mostrar que são capazes, pois no ano de 2001, existiam apenas 110 pessoas com deficiência empregadas com carteira assinada em todo o país”, comenta a vereadora.

O principal problema da lei de cotas é que a maioria das vagas oferecidas pelas empresas para as pessoas com deficiência são apenas vagas operacionais e que pouco valorizam o intelecto. Mara Gabrilli explica este fator: “Infelizmente, ainda são poucos os deficientes que têm acesso a altas graduações de estudo. Mesmo os que possuem alto nível de conhecimento sofrem com falta de oportunidade, devido a um preconceito enraizado na sociedade, de que o deficiente é incapaz”, afirma.

Rodrigo Araújo, apesar de ser formado em publicidade e propaganda há dois anos, está desempregado desde que terminou a universidade. Ele garante que a maioria das empresas disponibiliza para as pessoas com deficiência apenas oportunidades de trabalho nos cargos operacionais, independente de sua formação acadêmica. “Apesar de eu ser publicitário, até hoje, só recebi propostas da lei de cotas pra trabalhar em cargos como auxiliar de limpeza e telemarketing”, desabafa.

Melhorias a serem feitas

Apesar de as políticas públicas, para pessoas com deficiência representaram um avanço na qualidade de vidas destes cidadãos, Mara Gabrilli, que também é tetraplégica, devido a um acidente automobilístico ocorrido em 1994, acredita que muita coisa ainda precisa ser melhorada de forma urgente, em especial, nas áreas de saúde e educação. “Hoje, o tempo de espera para conseguir uma doação de cadeira de rodas do governo é de dois anos. As escolas públicas, em sua maioria, não oferecem adaptações, nem transporte adequado”, diz a parlamentar.

Para Araújo, mais importante do que leis e políticas públicas, o fator primordial para a melhoria nas condições de vida das pessoas com deficiência, é a conscientização da sociedade. “O dia em que todas as pessoas entenderem que o deficiente é uma pessoa igual a todos e com a mesma capacidade, certamente, a sociedade terá um enorme avanço”.

Fonte: http://oestadorj.com.br/ (16/12/10)
Referência: Portal Mara Gabrilli

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 22/12/2010

Criança Especial

Uma criança especial, que possa eventualmente precisar de atenção particular, pode ser uma criança cujo o desenvolvimento possa ter sido prejudicado por uma dificuldade física ou psíquica e exige um esforço por parte da família em trono da criança especial.

Uma criança especial pode ser uma criança sobredotada, e esta pode ser tão difícil de educar como as que têm necessidades especiais. Quando as crianças são particularmente inteligentes, mais inteligentes que os pais pode fazê-los sentir inadequados e de certa forma incapazes de lhe fornecer um ambiente estimulante para poderem crescer e desenvolver. As aulas para a idade destas crianças são enfadonhas, e podem tornar-se anti-sociais e isolar-se, tornando-se crianças desajustadas socialmente.

Estas crianças são muito exigentes, precisam de muita atenção de muito amor e paciência. O aconselhamento profissional sobre como educar estas crianças é muito importante para que esta possa ter um crescimento e um desenvolvimento adequados às suas necessidades, explorando o total das suas capacidades.

É importante que os pais de crianças especiais não pensem que devem ser os super pais, com a resposta para todas as situações ou que eventualmente deverão ser perfeitos, nada disso, antes demais deverão pensar que deverão ir ao encontro com as necessidades dos seu filho e que deverão manter um ambiente saudável e feliz acima de tudo o mais normal possível, pois assim será positivo.

In: Net Bebes
Fonte: http://gritodemudanca.blogspot.com/2010/12/crianca-especial.html

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 22/12/2010

Autismo e educação inclusiva – questão de cidadania

Artigo de associação de autistas do Brasil.
da Redação
A Associação Brasileira para Ação por Direitos das Pessoas com Autismo (Abraça) vem expressar sua preocupação quanto ao tratamento recebido pelas pessoas diagnosticadas com algum transtorno global do desenvolvimento, chamadas aqui de pessoas autistas. Na nossa Constituição Federal, todos são iguais perante a lei; ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer algo, senão em virtude da lei, nem será submetido a tratamento desumano ou degradante. Ainda nossa lei máxima determina que educação, saúde, trabalho, previdência social, entre outros, são direitos sociais, especificando que é competência comum da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, proporcionar os meios de acesso à cultura e educação e cuidar da saúde e assistência pública, dando proteção e garantia às pessoas com deficiência. Perguntamos, então, quanto dessas determinações de nossa Carta Magna estão sendo cumpridas, em particular no que tange às pessoas autistas?

Desde 1990, entidades ligadas à defesa e acolhimento das pessoas autistas vêm propondo políticas públicas de atendimento, dentro de suas especificidades. Já naquele ano, apontava-se o foco para a garantia da cidadania, propondo que os poderes públicos locais se articulassem com Estados, União e a sociedade organizada.

Serviços como o SUS e SUAS devem estar preparados para diagnosticar, atender e acolher as pessoas com autismo. Enquanto as Portarias 1635 e 336/2002 do Ministério da Saúde garantem assistência através de equipe multidisciplinar e determinam a forma com que os CAPS devem se organizar, no âmbito dos municípios, até hoje, oito anos passados, ainda encontramos dificuldade para garantir o atendimento de pacientes autistas por esses serviços. Muitas cidades ainda não os têm implantados; onde existem, os profissionais alegam desconhecimento, deixando de acolhê-los. Assim, é preciso garantir, mais do que treinamento, um preparo adequado desses profissionais.

Em relação à Assistência Social, é preciso compreender que a presença de uma pessoa com deficiência na família implica, na maioria dos casos, na dedicação exclusiva de um familiar no seu acompanhamento. Assim, essas famílias passam a contar com uma diminuição de renda, em paralelo com o aumento das despesas. Garantir-lhes serviços de apoio que sirvam de desenvolvimento familiar, tanto no aspecto social - como no educacional e assistencial, como bolsas de estudo, programas de inclusão no mercado de trabalho para as pessoas autistas, aproveitando suas potencialidades e habilidades, bem como de seus familiares -, são formas de compensar essas limitações que naturalmente já lhes são impostas.

A escola regular brasileira deve estar pronta a acolher e educar nossas pessoas autistas. Nesse aspecto, a Abraça vem expressar seu apoio às iniciativas do MEC de garantir a inclusão de alunos com autismo em salas de aula regulares. Entendemos que o espaço para pleno desenvolvimento da pessoa é o espaço social e, dentro deste, um dos primeiros lugares é, justamente, a escola regular, onde a criança pode experimentar as diversas interações e estabelecer suas primeiras relações sociais fora do seio de sua família. Não temos tempo para aguardar propostas perfeitas. O bom trabalho se faz na prática, revendo-se e corrigindo seus rumos, à medida em que vão surgindo os desafios.

A substituição do ensino regular pela Educação Especial não tem se mostrado efetiva na formação cidadã dos alunos com necessidades educacionais especiais, em qualquer modalidade. Ao contrário, reforça o paradigma de que os alunos com deficiência, entre eles as pessoas com transtornos globais do desenvolvimento, seriam incapazes de viver de maneira autônoma. Compete ao ensino regular se reorganizar para acolher todos os alunos, de forma a lhes propiciar pleno desenvolvimento como sujeitos de seu próprio destino.

A Escola não é, apenas, o lugar de aquisição de conhecimentos formais, mas o espaço onde se desenvolve a cognição social, a compreensão dos próprios sentimentos e ações e sua correspondência nas demais pessoas. O papel do professor do atendimento escolar especializado deve ser, como aponta o MEC, o de orientar os profissionais da escola regular na elaboração de estratégias no cotidiano escolar.

Concordamos com o MEC quando, em sua cartilha “A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar – Transtornos Globais do Desenvolvimento” –, define a escola como espaço de desenvolvimento de aprendizagens, assumindo que “a exposição ao meio social é condição de desenvolvimento para qualquer ser humano”. Entendemos que não é possível à criança autista se desenvolver plenamente sem ter a oportunidade de viver situações sociais – e é na escola que encontramos as maiores possibilidades desses contatos, com a intermediação de profissionais da Educação.

Apesar das iniciativas do MEC, a realidade mostra que alunos autistas ainda encontram dificuldades para acessar e se manter na escola. É necessário o aprofundamento dos esforços conjuntos das instâncias de governos, famílias, instituições representativas e de atendimento especializado para superar essas barreiras.

É fundamental compartilhar o entendimento de que Educação é um direito indispensável de toda e qualquer criança e adolescente. O desafio que enfrentamos hoje é propiciar às futuras gerações as oportunidades de se constituir como uma sociedade mais justa, mais integrada, mais cidadã.

Fonte: Portal Inclusive - 21/12/2010
Foto: Internet

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 22/12/2010

Estímulos na infância levam jovem com síndrome de down a fazer pós-graduação

Pais apostaram em exercícios e na inclusão em escolas comuns. Hoje, aos 29 anos, Ana Carolina Fruit conquistou independência financeira.

da Redação

Estímulos físicos, motores e neurológicos feitos pelos pais durante a infância da portadora de síndrome de down, Ana Carolina Fruit, de Joinville, em Santa Catarina, foram decisivos para determinar o futuro da garota. Hoje, aos 29 anos, a jovem tem pós-graduação trabalha em uma multinacional e conquistou a independência financeira.

Apaixonada por crianças, a jovem se formou em pedagogia e depois se especializou em educação infantil. Desinteressou-se pelo trabalho na área após alguns estágios. “Tem que ter paciência, lidar com os pais, que parece o mais difícil”, afirmou Ana Carolina. Na empresa em que trabalha, Ana Carolina já passou por várias áreas e agora está no setor comercial.

A rotina, que incluía exercícios motores e lúdicos, era toda voltada ao desenvolvimento da filha, "Era uma programação bem intensa. Rastejava, engatinhava, corria. Tinha estímulo dos cinco sentidos. Dou graças a Deus”, afirmou Ana Carolina, que fazia ainda jazz e natação como atividades extracurriculares. Segundo a mãe da jovem, Gina Fruit, de 52 anos, que abandonou o trabalho como professora de educação física para cuidar da filha, “era cansativo e desgastante. Às vezes, ela sofria, chorava, mas depois vimos o resultado”.

O programa seguido por Ana Carolina foi criado nos Estados Unidos na década de 50 pelo fisioterapeuta Glenn Doman e é desenvolvido no Brasil pelo Instituto Véras, no Rio de Janeiro. De acordo com a diretora do instituto, Conceição Véras, os estímulos motores e sensoriais, como contrastes luminosos, sons, contraste entre calor e frio, buscam a organização cerebral. "Entendemos a síndrome como causadora de uma desordem das funções cerebrais", disse Conceição.

Os exercícios têm alta frequência, intensidade e baixa duração. São feitos durante um a dois minutos dez a doze vezes por dia. "O propósito é ajudar a criança a ter um desenvolvimento normal, como o de qualquer criança. O programa faz com que tenha necessidade de se moviemntar", disse Conceição. O tipo de exercício a ser feito e a forma e a duração depende de cada caso. "A evolução depende da criança, do ambiente e da família", disse. O instituto cobra para desenvolver o programa com a família.

Questionada, Ana Carolina diz que as épocas da escola, que fez inteira em turmas comuns, da faculdade e da pós foram tranquilas. “Nunca percebi preconceito. Tinha um relacionamento legal com meus colegas e professores”, afirmou. Atualmente, a jovem é independente e mora com os pais porque quer. “Ela ganha mais do que muito pai de família. Está feliz e realizada”, disse Gina.

Fonte: G1 - 21/12/2010

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 22/12/2010

São José dos Campos faz pesquisa para melhorar vida dos deficientes

Mais de 81% dos deficientes da cidade são sedentários.
da Redação
São José dos Campos tem 70 mil deficientes, 8 em cada 10 deles não trabalham, e poucos fazem faculdade. Com esses números, a Prefeitura deve agora desenvolver projetos mais específicos para tornar a vida dessas pessoas cada vez mais normal.

Cego desde que nasceu, Carlos Perez é revisor de textos em braille. Ele trabalha o dia inteiro e a noite faz faculdade de Letras. Mas ele é exceção, em São José, apenas 8% dos portadores de deficiência cursam nível superior. A situação também é difícil no mercado de trabalho: 81,5% dos deficientes não trabalham. O que é ruim para a saúde e para a vida social. Falta acessibilidade, mas em muitos casos o problema é a motivação.

Os dados foram colhidos em uma pesquisa da Prefeitura. A intenção é entender mais sobre os deficientes da cidade, para assim planejar políticas públicas.

Alexandre Martins, que perdeu uma perna em um acidente de moto, e Daniele Gonçalves, que nasceu com um tipo de má formação, mudaram o jeito de ver a vida com o esporte: a natação. E fora das piscinas, estudam, sonham com uma carreira.


Fonte: VNews- São José dos Campos - SP, 21/12/2010
Foto: Internet

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 22/12/2010

Acessibilidade em lotação será demonstrada em Porto Alegre

Plataforma elevatória e box de cadeirante estão entre os requisitos essenciais de acessibilidade. A introdução da acessibilidade em veículos do transporte seletivo é pioneira no Brasil.
Porto Alegre terá lotações adequadas para o transporte de deficientes físicos. Um protótipo com essa finalidade será apresentado quarta-feira, 22, às 10h, em frente ao Paço Municipal. O veículo, em teste, está em avaliação e recebe sugestões para sua versão definitiva. Plataforma elevatória e box de cadeirante estão entre os requisitos essenciais de acessibilidade. A introdução da acessibilidade em veículos do transporte seletivo é pioneira no Brasil. Porto Alegre será referência do Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro) para definição das exigências técnicas em todo o país.

A planta do veículo acessível mede 4800 mm entre eixos, diferente dos 4250 mm estabelecidos pela legislação atual do transporte seletivo de Porto Alegre para carroçarias de 21 lugares, exigência que permanece, acrescentada apenas para a vaga do cadeirante, dimensão que também serve à inclusão do elevador.

O Conselho Municipal de Transportes Urbanos (Comtu) aprovou os critérios da nova condução coletiva em reunião de 29 de junho. O acordo operacional foi formalizado entre representantes da Subsecretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNPD), da Associação dos Transportadores de Passageiros por Lotação (ATL), da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC, da Secretaria Especial de Acessibilidade e Inclusão Social (Seacis) e do Inmetro.

O secretário de Acessibilidade e Inclusão Social, Tarcízio Teixeira Cardoso, solicitou à EPTC e à ATL cronograma de substituição de frota contemplando veículos adequados em relação aos antigos e novos lotações integrantes da frota.

Fonte: http://www2.portoalegre.rs.gov.br/
Foto: Luciano Lanes / PMPA
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 22/12/2010

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Melhora o estado de saúde de cadeirante que sofreu acidente em Congonhas

Ainda em coma, idoso mostra sinais de recuperação do acidente.da Redação

Fernando Porto Vasconcelos, de 71 anos, o cadeirante que sofreu um acidente no Aeroporto de Congonhas na semana passada, apresentou melhoras em seu quadro de saúde.

O paciente continua em coma, mas uma tomografia, evidenciou a melhora. A equipe médica irá iniciar um processo de redução de sedação do paciente nas próximas 48 horas.

No último sábado, Fernando voltava de Brasília e, por ser cadeirante, foi levado em um equipamento de transporte de deficientes, o ambulift. De acordo com a filha dele, Moira de Castro Vasconcellos, uma funcionária da companhia aérea Gol estava com o passageiro na viatura e, após uma freada brusca, caiu sobre Fernando. Ele caiu no chão e bateu a cabeça, sofrendo um traumatismo craniano.

A Infraero abriu sindicância para apurar o acidente e a Gol Linhas Aéreas informou que mantém contato com a família e oferece assistência ao cliente.

Fonte: Band - 20/12/2010

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 21/12/2010

Primeiro deficiente visual a ocupar cargo na magistratura nacional

Agora desembargador, Fonseca já perdeu uma vaga a que tinha direito por ser considerado inapto a ser juiz.
da Redação

A posse foi do desembargador Ricardo Tadeu Marques da Fonseca, de 50 anos, no Tribunal Regional do Trabalho – TRT. Fonseca é ex-procurador do Ministério Público do Trabalho – MPT, e foi nomeado pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva em cerimônia solene de posse, a partir de lista tríplice, na cidade de Curitiba – PR.

Fonseca nasceu na cidade de São Paulo, entrou na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo – USP no ano de 1979 e perdeu a visão aos 23 anos quando estava no terceiro ano da faculdade, sequela do nascimento prematuro de seis meses. Mas isso não impediu a conclusão do curso de Direito, depois de formado dedicou-se a advocacia trabalhista.

No ano de 1989 a tentativa de ingressar na magistratura de São Paulo foi interrompida previamente, apesar de estar entre os dez primeiros colocados no concurso, seu exame médico foi antecipado, e Fonseca foi cortado do restante do concurso, com a argumentação de que um “juiz cego não poderia trabalhar”.

Mas esse contratempo não impediu que Fonseca buscasse seus objetivos, em 1991 ingressou na carreira do Ministério Público do Trabalho, com a 6ª colocação entre mais de quatro mil concorrentes. Atuou na 15ª região, em Campinas – SP, onde chegou a procurador chefe, e no ano de 2002 transferiu-se para Curitiba para cursar doutorado na Universidade Federal do Paraná, após concluir o mestrado na USP.

O RankBrasil parabeniza o mais novo Juiz do Brasil, e acredita que o título conquistado por Ricardo Tadeu Marques da Fonseca representa uma vitória para a nação brasileira, que superou mais um tabu em relação às pessoas com algum tipo de deficiência.

Fonte: RankBrasil - Curitiba – PR, 20/12/2010 - Imagem da Internet

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 21/12/2010

Audiência pública discutiu a inclusão de pessoas com deficiência

O tema principal da audiência foi a inclusão das PCDs no mercado de trabalho.
Uma audiência pública no auditório do Senac de Araçatuba debateu, na sexta-feira (17), a inclusão de pessoas com deficiência (PCDs) no mercado de trabalho. O evento, que deverá contar com a presença de 34 empresas notificadas, é uma iniciativa do Ministério Público do Trabalho (MPT) em Araçatuba, no sentido de esclarecer a importância desta inclusão.

Com início previsto para 8h30, a audiência trará depoimentos de pessoas com deficiência que já estão inseridos no mercado de trabalho, assim como empregadores que já possuem PCDs no seu quadro de funcionários. Também estarão presentes representantes da Gerência Regional do Trabalho e Emprego (GRTE) em Araçatuba e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Representando o MPT em Araçatuba, a procuradora do Trabalho Guiomar Pessotto Guimarães ressalta a importância do comparecimento não só dos empregadores convocados, mas da sociedade em geral, principalmente das instituições ligadas à causa das pessoas com deficiência, das empresas que não foram convocadas e sobretudo das pessoas com deficiência que almejam ingressar no mercado. "Uma das intenções da audiência é chamar a pessoa com deficiência para que ela possa ouvir pessoas em situação semelhantes que estão inseridas no mercado produtivo e sentir o quanto é positiva a experiência do trabalho", afirma Guiomar em nota divulgada à imprensa pela assessoria da Procuradoria da República do Trabalho.

As PCDs que se interessam em buscar uma vaga no mercado de trabalho poderão fazer um cadastro no próprio local da audiência, com o intuito de auxiliar o contato com potenciais empregadores.

Fonte: http://www.folhadaregiao.com.br/ 20/12/2010

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria:21/12/2010

Acabou a folga dos infratores em Sorocaba

Motoristas que estacionam irregularmente em vagas para deficientes e idosos passam a ser multados por agentes de trânsito da Prefeitura.

Um mar de multas. Essa foi a visão de quem passou pelo estacionamento do Shopping Esplanada neste fim de semana. Toda a confusão, que reuniu mais de 10 agentes de trânsito da Prefeitura, foi gerada pelo desrespeito dos motoristas que ocupam irregularmente as vagas de estacionamento destinadas aos deficientes físicos e idosos.

A não obediência à lei gera uma multa de R$ 53,20 e a perda de três pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Segundo informações dos próprios agentes, em três dias foram emitidas mais de 100 multas, com pico das autuações no domingo.

Já a assessoria de comunicação da prefeitura garante que, em 2010, já foram registradas mais de 560 autuações por estacionamento irregular. “O duro é que saímos como vilão da história. Nós apenas aplicamos a lei. O culpado é o motorista que não a respeita”, afirma um dos GMs que pediu para não ser identificado.

REVOLTADOS

Aos 69 anos de idade, Luíza Artur passou exibindo o cartão que a autoriza a parar em uma das 50 vagas – 5% do total de 2.500 – que o Esplanada Shopping destina aos idosos.

O único problema era que a grande parte dessa vaga especial já estava ocupada por carros sem credencial. “Meu carro está perto das últimas vagas. É uma vergonha como a sociedade desrespeita o idoso. Nos sentimos revoltados com tanta indiferença”, diz.

Já a aposentada Esvani Cappareli Coria, 71 anos, afirma que gostaria de arrancar nas mãos as quatro rodas dos carros que estão parados em vagas para deficientes e idosos. “Trabalhei a minha vida inteira. É hora de se ter o mínimo de respeito. Por isso tenho essa vontade de tirar os pneus”, explica

INDIGNADOS

A mistura de vergonha e indignação toma conta da maioria dos motoristas que são flagrados e autuados por estarem em vagas proibidas de estacionamento.

Tanto que nenhum deles quis dar declarações ao BOM DIA tendo a identidade revelada. Um deles, quando chegou ao carro, notou que estava sendo multado pelo Agente de Trânsito e disparou: “É só na base da canetada mesmo. Não podemos nem parar em qualquer vaga agora que já gera multa e mais dinheiro para a prefeitura”, afirmou em tom agressivo.

Outro motorista pediu à reportagem para que apurasse a quantidade de vagas nos shoppings e hipermercados, o que justificaria o estacionamento irregular. “É uma vergonha. Não temos onde parar o carro. Só existem vagas para deficientes e idosos. O resto está tudo ocupado”, esbravejou.

Veja como adquirir, por direito, o credenciamento da Urbes
Para ter o direito a estacionar em vagas especiais, os interessados devem “baixar” o requerimento no site da Urbes (www.urbes.com.br) ou deve requisitá-lo junto à sede da empresa, na rua Pedro de Oliveira Neto, 98, Jardim Panorama, ou em uma das unidades da Casa do Cidadão.

Após preencher o requerimento e entregá-lo, num prazo de 15 dias, a credencial estará disponível para o interessado.

Até o momento, aproximadamente oito mil credenciais foram emitidas pela Urbes, sendo pouco mais de 900 para portadores de deficiência e as demais para idosos.

Fonte: http://www.redebomdia.com.br/ 21/12/2010

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 21/12/2010

domingo, 19 de dezembro de 2010

Iara pede ajuda para ir a Cuba

Quem olha para o sorriso da pequena Iara Santos, de três anos, não adivinha o problema que carrega. Portadora de paralisia cerebral, com tetraparesia espástica, associada a epilepsia, não tem controlo de tronco nem membros e luta todos os dias para ser uma menina igual a todas as outras. Sónia Freire, a jovem mãe de 26 anos, batalha sem parar em busca do sonho de tornar Iara mais autónoma.


Iniciou uma campanha de angariação de fundos, com uma esperança: levar a filha à Clínica de Fisioterapia Cires, em Cuba. Com os donativos que já conseguiu – 13 mil euros – marcou viagem para Janeiro. Mas este será só o início de uma longa jornada.


"Sei que ela nunca vai poder andar a correr e a saltar. Só quero que a minha princesa tenha o mínimo de autonomia e qualidade de vida", confessa Sónia.


Sónia, que trabalha num supermercado, vive com Iara num apartamento alugado, na Gafanha de Aquém, em Ílhavo. E o dinheiro não chega para o tratamento. "Conheço casos que tiveram muito sucesso em Cuba. Não vou baixar os braços até que a Iara recupere", garante. A conta com o NIB 0010 0000 4100 4190 00131 1, em nome de Iara, foi criada para todos os que quiserem contribuir.


In: Correio da Manhã - 18/12/2010

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 19/12/2010