sábado, 31 de dezembro de 2011

Prisão perpétua dos doentes mentais – Descaso da sociedade


Por Marcus Vinicius Furtado Coêlho *

O discurso do respeito aos direitos humanos se apresenta como uma triste retórica quando se verifica a situação dos manicômios judiciários no Brasil.

Relatório do Ministério da Justiça anuncia o desolador quadro. Existe apenas a porta de entrada, pois o doente mental não consegue sair da “prisão” em que se encontra, seja por ausência de regular avaliação psicológica, seja pela omissão do Judiciário em autorizar ou, até mesmo, pela falta de política estatal de inserção desses seres humanos na sociedade.

Trinta e cinco por cento das pessoas que permanecem submetidas a medidas de segurança em manicômio judicial já possuem exame atestando que cessou a periculosidade. A manutenção dessas pessoas “segregadas” se constitui em uma violência aos direitos e garantias constitucionais.

A consequência visível é constatada no fato de esses seres humanos responderem na prática a restrição punitiva em período maior do que muitos criminosos de alta periculosidade. A medida que foi idealizada para tratar de forma especial os inimputáveis acaba por se transformar em um pesadelo que, infelizmente, significa toda a existência de inúmeros humanos.

A Constituição Federal veda a prisão perpétua ou degradante. A situação dos manicômios judiciais, pomposamente denominados hospitais de custódia e tratamento psiquiátrico – um ambíguo lugar com crise de identidade entre ser prisão ou ser casa de tratamento -, revela frontal agressão ao texto constitucional. Um país que se ocupa de tantos estádios para a Copa poderia se dedicar minimamente ao humanitário trabalho de resgate da cidadania desses nacionais abandonados e tratados como cidadãos de última classe.

No fundo, persiste a lógica vigente nos séculos 19 e 20, quando se tinha uma única solução para o considerado louco: o afastamento da sociedade, sem qualquer atitude ou preocupação no sentido de tratá-lo ou diminuir seu sofrimento.

Os órgãos estatais e as entidades representativas da sociedade civil devem cuidar desse tema com a relevância que é merecida, por simbolizar a resistência de uma nação contra as amarras do preconceito e do despreparo.

O Estado possui razão de ser, e fundamento de existência, na constante busca da realização plena do ser humano, sujeito de direito, a quem não se deve negar a garantia de ser feliz.

Respeitar o outro com a dignidade inerente a todo ser humano é requisito de uma civilização. O tratamento dispensado pelo sistema de manicômio judicial, objetivando unicamente a apartação social, expõe com nitidez – e é exemplo eloquente de – um país que mantém como promessa constitucional irrealizada a construção de uma sociedade justa, fraterna e solidária.


* Marcus Vinicius Furtado Coêlho 
Marcus Vinicius Furtado Coêlho é Secretário-Geral da OAB Nacional. Doutorando em Direito Processual pela Universidade de Salamanca (Espanha), Coêlho atua como professor convidado da Pós-Graduação da PUC de São Paulo, da Universidade de Brasília, do Instituto Brasiliense de Direito Público, da Escola Nacional de Advocacia e da Escola Judiciária do Tribunal Superior Eleitoral. É também membro da Comissão de Juristas para elaboração do novo Código de Processo Civil e da Comissão do Senado para elaborar o Novo Código Eleitoral. 


Fonte: domtotal

Garota excepcional é vítima de estupro em Rondonópolis

Garota excepcional é vítima de estupro em Rondonópolis
Izabel Torres
de Rondonópolis

Um homem ainda não identificado abordou a adolescente V.X.P, de 16 anos, aluna da APAE, quando ela estava na Praça Bom Jesus na Vila Operária, por volta das 20h00 de terça feira, 27, e a obrigou a entrar no carro dele, um veículo de cor vermelha também não identificado. Dalí o homem levou a garota para uma casa localizada na Vila Paulista, onde o crime se consumou.


Estes são os relatos da menor aos policiais militares que, depois de chamados por moradores das proximidades da casa para onde a garota foi levada, chamaram por socorro. Os moradores perceberam algo errado devido aos gritos da garota que, afirma ter sido mantida presa na casa durante toda a noite, sendo libertada pelos vizinhos na manhã seguinte por volta das 07h00.

A menor foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML), porém, o laudo deve ser emitido somente em 15 dias, depois disso a garota foi encaminhada ao hospital para exames complementares. De acordo com a delegada Juliana Carla Buzetti, responsável pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e vai estar à frente das investigações, o próximo passo agora é colher o depoimento da menor.

Somente depois de conhecer os detalhes de como tudo ocorreu, a possibilidade de identificar e prender o acusado, em o caso se confirmando, se tornará mais forte. Uma vez identificado e comprovado o crime, o autor deverá responder entre outras acusações pela prática criminosa de estupro de vulnerável.

Fonte:http://www.24horasnews.com.br/index.php?mat=398459

Seguridade aprova inclusão de 25 doenças em lista de isenção do IR

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou na quarta-feira (30) a inclusão de 25 doenças graves e incapacitantes na lista de enfermidades que dão aos portadores direito de aposentadoria, pensão ou proventos de reforma militar sem incidência de Imposto de Renda (IR). Além disso, pelo texto aprovado – um substitutivo ao Projeto de Lei 1217/07, do Senado, e a outros 19 projetos apensados –, a isenção valerá para todos os rendimentos, e não apenas para os recebidos em razão da inatividade.

Para o relator da matéria, deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE), é uma questão de justiça o "tratamento isonômico àquele trabalhador que, apesar de contrair uma ou mais das enfermidades previstas, opte por permanecer em atividade até mesmo como uma forma de terapia". "O projeto se legitima porque, inativos ou não, todos os doentes precisam se submeter a tratamentos dispendiosos que nem sempre estão disponíveis no Sistema Único de Saúde", reforçou o deputado.

De acordo com o substitutivo, as doenças que passam a garantir isenção de IR são as seguintes: pneumopatia grave (enfisema pulmonar), fibrose cística (mucoviscidose), distrofia lateral amiotrópica, retrocolite ulcerativa, doença de Crohn, pneumonia intersticial fibrosante, polipose familiar, doenças cerebro-vasculares decorrentes de AVC, transtorno mental incapacitante, diabetes melito insulino-dependente, aneurisma da veia de Galeno, síndrome de Charcot-Marie Tooth, narcolepsia, hipertensão arterial grave, doença de Huntington, mal de Alzheimer, esclerose lateral amiotrópica, linfangioleiomiomatose pulmonar, esclerodermia linear, esclerodermia segmentar, esclerodermia sistêmica progressiva, fibrose pulmonar idiopática, trombofilia, neurocistocercose e lúpus.

A proposta do Senado beneficiava apenas aposentados portadores de enfisema pulmonar ou de mucoviscidose.

A Lei 7.713/88 já assegura a isenção aos portadores de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação e síndrome da imunodeficiência adquirida (aids).

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Notícias relacionadas:

Projeto dispensa carência de segurado com doença de Huntington
Secretário explica critérios para concessão de auxílio-doença
Ministro: aposentadorias por invalidez terão impacto nos estados
Invalidez: procuradores do Trabalho apoiam paridade de aposentados
Instalada comissão sobre aposentadoria por invalidez
Projeto permite pedir aposentadoria após um ano de auxílio-doença
Proposta facilita auxílio-doença para doador de órgão


Reportagem - Edvaldo Fernandes
Edição - Marcos Rossi



(Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura `Agência Câmara`)


Agência Câmara
Tel. (61) 3216.1851/3216.1852
Fax. (61) 3216.1856
E-mail:agencia@camara.gov.br

Íntegra da proposta:



A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara de Notícias



Fonte:http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/NAO-INFORMADO/140892-SEGURIDADE-APROVA-INCLUSAO-DE-25-DOENCAS-EM-LISTA-DE-ISENCAO-DO-IR.html

A esperança da célula-tronco chega a mais brasileiros

Estudo pioneiro que fez ex-policial paraplégico voltar a andar será repetido em oito centros no País, levando a promessa de recuperação a dezenas de outros pacientes

Monique Oliveira

chamada.jpg

"Não desistam! Caí de uma laje há nove anos e fui obrigado a aceitar que nunca

mais voltaria a andar. Mas não me descuidei e continuei com a fisioterapia. Hoje,
vejo que todo aquele esforço valeu a pena. Minha vida mudou radicalmente outra
vez, embora a luta continue. Vou começar aula de Pilates e tentar ganhar massa
muscular para recuperar o equilíbrio. Também quero servir de exemplo a outras pessoas. Por favor, não desistam!”

Maurício Ribeiro, 47 anos, ex-policial que voltou a andar após ser submetido à terapia com células-tronco

Uma notícia impressionante surpreendeu o Brasil em 2011: o ex-policial baiano Maurício Ribeiro, 47 anos, paraplégico há nove, recuperou parte dos movimentos das pernas e voltou a andar com a ajuda de aparelhos. A façanha foi resultado de uma experiência liderada por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), na Bahia, e tornou-se uma das primeiras a demonstrar resultados efetivos de terapias à base de células-tronco para tratar lesões na medula espinhal. 

Em 2012, a esperança é de que outros pacientes obtenham o mesmo sucesso de Maurício. O estudo terapêutico será levado a outros oito centros do País , financiados pelo Ministério da Saúde e BNDES. Ao todo, estima-se que 200 brasileiros farão parte da pesquisa. Além do existente na Bahia, serão quatro laboratórios em São Paulo (um no interior) e outros em Curitiba, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. O custo por paciente, que será pago pelo governo, será de aproximadamente R$ 20 mil. 

Embora os cientistas tentem frear o otimismo promovido pe­la recuperação de Maurício – os pesquisadores receberam de­zenas de pedidos de outros pacientes para serem submetidos à terapia –, os resultados apontam que o tratamento com células-tronco já é uma realidade no Brasil. Na própria Fiocruz de Salvador, os pesquisadores também tiveram sucesso com a aplicação dessas estruturas para a regeneração do fígado em casos de cirrose hepática. Outro trabalho, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, apresentou progressos animadores no tratamento de paralisias decorrentes de acidente vascular cerebral. No experimento do qual fez parte o ex-policial, todos os pacientes apresentaram uma melhora sensível na qualidade de vida após o implante de células-tronco, embora o único a ter dado alguns passos tenha sido Maurício. “Mas a maioria conseguiu sentir as pernas, alguns ficaram de pé e outros começaram a controlar as funções da bexiga e do esfíncter”, diz Ricardo Ribeiro dos Santos, coordenador do projeto.

Os participantes do estudo são pacientes que perderam a conexão entre o cérebro e os membros inferiores após grave lesão na medula espinhal. “Não é possível verificar, mas acreditamos que conseguimos recuperar parte dessa conexão”, diz Milena Botelho, uma das pesquisadoras do projeto da Fiocruz. Além da paralisia, a lesão provoca diminuição da força, perda da sensibilidade e do controle sobre o intestino e a bexiga. O implante de célula-tronco pode ser realizado seis meses após o início da paraplegia, quando o quadro do paciente já se encontra estável. 

No procedimento, células-tronco mesenquimais (já adultas) são retiradas da medula óssea presente no osso do quadril, cultivadas durante 30 dias e aplicadas no paciente diretamente no local da lesão medular por meio de um procedimento cirúrgico. “Acredita-se que essas células se integram às da lesão, sendo capazes de regenerá-las”, disse à ISTOÉ a pesquisadora Aileen Anderson, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Em 2005, ela conseguiu o mesmo feito da pesquisa brasileira, mas em ratos. 

Apesar de os cientistas acreditarem que parte da lesão deixou de existir, a recuperação desses pacientes não é homogênea. “Cada um responde de uma maneira. Uma célula é diferente da outra. Algumas envelhecem mais rápido”, explica Santos. O trabalho, realmente, é intenso. Junto com pesquisadores, outros profissionais participam do projeto. Fisioterapeutas, neurocirurgiões, hematologistas, especialistas em dor, cardiologistas, infectologistas, educadores físicos e nutricionistas se revezam para acompanhar a evolução dos participantes.

A fisioterapia é a mais trabalhosa, já que a paralisia provoca atrofiamento dos músculos. Por isso, são necessárias duas sessões de exercícios por dia para fazer com que os músculos sustentem o corpo novamente. “Elaboramos um programa especial para essa recuperação”, explica a fisioterapeuta Cláudia Bahia, da Clínica de Atenção à Saúde, responsável pelo acompanhamento de Maurício. “Ele ajuda o paciente a ultrapassar os limites antes impostos pela paralisia.”
img.jpg

Fonte:http://www.istoe.com.br/reportagens/184561_A%20ESPERANCA%20DA%20CELULA%20TRONCO%20CHEGA%20A%20MAIS%20BRASILEIROS?pathImagens&path&actualArea=internalPage&mid=56721

Trabalho aprova aposentadoria para militar com esclerose múltipla


Salu Parente
Mauro Nazif excluiu policiais militares e bombeiros do DF da proposta

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou na quarta-feira (25) o Projeto de Lei5396/09, do Executivo, que inclui a esclerose múltipla entre as doenças consideradas incapacitantes pelas Forças Armadas. A proposta altera o Estatuto dos Militares (Lei 6.880/80). O objetivo é assegurar o direito do militar portador da doença à reforma (aposentadoria), com direito ao soldo do posto hierárquico imediatamente superior.
A esclerose múltipla é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, ainda sem cura, que pode provocar perda da coordenação motora, visão dupla, fadiga e falta de sensibilidade nos membros.
O relator do parecer vencedor, deputado Mauro Nazif (PSB-RO), recomendou a aprovação do projeto. O parecer aprovado substituiu o elaborado pelo relator original, deputado Laerte Bessa (PSC-DF), que recomendava a aprovação da proposta com emenda para também incluir na medida os policiais militares e os bombeiros militares do Distrito Federal, por serem subordinados à União.
Os deputados da comissão consideraram a emenda injusta, uma vez que apenas os militares do DF seriam beneficiados.
Serviço público
A esclerose múltipla já é reconhecida como incapacitante para o serviço público, dando ao servidor direito à aposentadoria por invalidez. O projeto do governo apenas estende esse benefício aos integrantes das Forças Armadas.
O Estatuto dos Militares já prevê a reforma de militares acometidos por doenças como tuberculose, câncer maligno, cegueira, paralisia irreversível e mal de Parkinson, entre outras.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, já foi aprovado pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional. O texto será analisado agora pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Noéli Nobre 
Edição – Paulo César Santos

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara de Notícias'



Fonte: http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/ADMINISTRACAO-PUBLICA/143446-TRABALHO-APROVA-APOSENTADORIA-PARA-MILITAR-COM-ESCLEROSE-MULTIPLA.html

Projeto facilita aposentadoria em caso de lúpus e epilepsia


A Câmara analisa o Projeto de Lei 7797/10, do Senado, que inclui o lúpus e a epilepsia entre as doenças cujos portadores são dispensados de cumprir prazo de carência para usufruir dos benefícios de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez. O projeto altera a Lei 8.213/91, que trata dos Planos de Benefícios da Previdência Social.
Atualmente, a lei prevê que independe de carência a concessão de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez ao filiado do Regime Geral de Previdência Social que tiver as seguintes doenças: tuberculose ativa, hanseníase, alienação mental, câncer, cegueira, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estado avançado da doença de Paget (osteíte deformante), aids e contaminação por radiação.
Para o autor da proposta, senador Paulo Paim (PT-RS), lúpus e epilepsia são males potencialmente incapacitantes e devem ser, obrigatoriamente, causas de aposentadoria por invalidez, quando a perícia médica detectar um grau de disfunção social e laboral que inviabilize a continuidade da pessoa em sua ocupação habitual.
"A proposta corrige uma lacuna na legislação previdenciária, que não inclui o lúpus e a epilepsia entre as doenças que concedem o direito à aposentadoria por invalidez e, em consequência, à isenção do imposto de renda sobre os proventos e pensões decorrentes da aposentadoria ou reforma, que é concedida nesses casos", afirma.
SintomasO lúpus é uma doença rara, mais frequente nas mulheres do que nos homens, provocada por um desequilíbrio do sistema imunológico, exatamente aquele que deveria defender o organismo das agressões externas causadas por vírus, bactérias ou outros agentes. Nesse caso, a defesa imunológica se vira contra os tecidos do próprio organismo, como pele, articulações, fígado, coração, pulmão, rins e cérebro. Entre os sintomas da moléstia estão fadiga, erupções, sensibilidade aos raios solares e alterações no sistema nervoso.
Já a epilepsia é uma doença neurológica crônica que produz manifestações motoras, sensoriais e psíquicas. Algumas vezes a pessoa com epilepsia tem convulsões, espasmos musculares e perda de consciência.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Reportagem - Lara Haje
Edição - Daniella Cronemberger


A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara de Notícias'




Fonte:http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/TRABALHO-E-PREVIDENCIA/151580-PROJETO-FACILITA-APOSENTADORIA-EM-CASO-DE-LUPUS-E-EPILEPSIA.html - Imagem Internet

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Tema igual, aula diferente

O assunto é o mesmo para todos, mas você deve buscar maneiras de torná-lo mais compreensível para quem precisa

Cinthia Rodrigues

Equipamentos necessários instalados, sala de recursos pronta, professor-assistente a postos, estudantes com diferentes desempenhos nas diversas disciplinas. A inclusão está garantida? Não. Independentemente de possuir ferramentas tecnológicas, espaço e estratégias adequados, em alguns casos é preciso adaptar principalmente a essência do que se vai buscar na escola: o conteúdo. O educador tem de refletir com antecedência sobre o tema da aula e as possíveis flexibilizações para permitir que todos aprendam. As exigências na avaliação devem ser tão diversificadas quanto a própria turma.

TUBO DE ENSAIO
 Benjamin participa da prática no laboratório e, na hora da teoria, assiste a vídeos na internet.

"É preciso abrir o leque de opções e ferramentas de ensino", diz Maria Teresa Eglér Mantoan, da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior de São Paulo. Ela enfatiza que incluir não significa diferenciar uma atividade para os que têm deficiência, mas aceitar e autorizar que cada um percorra seu caminho para resolver um problema, o que significa pensar em alternativas para quem tem dificuldade de percorrer a via tradicional.


Para ler esta matéria na íntegra, clique aqui

Fonte: Revista Nova Escola

Síndrome Alcoólica Fetal, SAF?

O que é a Síndrome Alcoólica Fetal, SAF?


SAF é mais frequente que síndrome de Down, dizem médicos.

Profissionais do Rio de Janeiro discutem necessidade de medidas para prevenção da SAF, entre elas a aprovação do dia 15 de setembro como Dia do Combate à Síndrome Alcoólica Fetal.
A importância de se discutir a SAF (síndrome alcoólica fetal) foi ratificada pelos números apresentados por José Mauro Braz de Lima, da CEPRAL - UFRJ/SBA, durante o Simpósio Internacional de Síndrome Alcoólica Fetal, que aconteceu sexta-feira, no campus da Praia Vermelha da Ufrj. "A SAF é três ou mais vezes freqüente que a síndrome de Down", disse ele na mesa intitulada. "SAF- Repercussão na saúde da criança". O moderador foi Joffre Amim Júnior, da Maternidade Escola / UFRJ, e os outros palestrantes Paulo Jorge de Almeida, da Maternidade Escola/ UFRJ, Renato Sá também da Maternidade Escola, da UFRJ e da UFF e Fátima Coutinho do IPPMG/UFRJ.
Fátima lembrou que durante muito tempo os médicos receitavam Biotônico Fontoura para as crianças, sendo que a fórmula deste fortificante possuía álcool. De acordo com a médica, "a modificação da composição do Biotônico foi conseqüência de muita luta dos médicos". Ela alertou também para uma outra questão - o fato de as crianças portadoras de SAF terem maior tendência a serem alcoólatras e interrogou: "as crianças têm essa tendência por causa da SAF ou ambiente é o propiciador?".
Já Renato Sá falou da dificuldade de se diagnosticar a SAF por meio da ultra-sonografia. O que geralmente se consegue observar é "a microcefalia, a agenesia de corpo caloso e as hipoplasias". A síndrome alcoólica fetal pode até mesmo não ser identificada pela ultra-sonografia, porque ela pode não causar lesões cerebrais, mas gerar, por exemplo, problemas na transmissão de estímulos cerebrais. Ele lembrou, ainda, que o organismo humano possui enzimas capazes de metabolizar álcool. "O que faz mal, portanto, é o excesso de álcool", disse.
Uma alternativa pública que implicaria na divulgação de informação sobre os problemas do álcool é, segundo Paulo Jorge de Almeida, a inserção de advertências no rótulo de bebidas alcoólicas, tal como é feito nos maços de cigarro. A informação é fundamental para o combate desta síndrome, que segundo José Mauro Braz de Lima, pode ser reduzida à zero, basta apenas que a mulher não beba durante a gravidez.
Mas a divulgação não é tão simples assim, pois até mesmo os médicos desconhecem a SAF. Fátima Coutinho informa que os pediatras, em geral, não pensam na síndrome em primeiro lugar quando investigam sintomas nas crianças. Por outro lado, iniciativas para divulgação estão sendo implementadas. O próprio simpósio voltado para a discussão da SAF acontece desde 1998 e, de acordo com os palestrantes e confirmado pela Assessoria de Imprensa da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, está em curso a instituição do dia 15 de setembro como o Dia do Combate à Síndrome Alcoólica Fetal.

O que é Síndrome Alcoólica Fetal?

SAF é um conjunto de transtornos físicos, mentais, neurológicos e comportamentais manifestados ao longo da vida de origem gestacional, associados ao consumo de álcool durante a gravidez.
SAF é o quadro clínico mais freqüentemente reconhecido dentre as deficiências mentais e físicas instaladas na gestação. A exposição pré-natal ao álcool não resulta necessariamente em SAF. Ainda assim, não se conhecem níveis seguros de consumo de álcool durante a gravidez. Na maioria dos indivíduos lesados pela exposição ao álcool antes do nascimento, não ocorrem as anomalias faciais e a deficiência do crescimento que identificam a Síndrome Alcoólica Fetal - SAF. Ainda assim, todos aqueles afetados por uma gestação exposta ao uso de álcool portam danos cerebrais e outros comprometimentos tão significativos quanto os que ocorrem nos portadores da SAF.

Que são Distúrbio do Desenvolvimento Neural Relacionado ao Álcool (DDNRA) e Defeitos de Nascimento Relacionados ao Álcool (DNRA)?

Distúrbio do Desenvolvimento Neural Relacionado ao Álcool (DDNRA) descreve os prejuízos funcionais ou mentais ligados à exposição pré-natal ao álcool. Defeitos de Nascimento Relacionados ao Álcool (DNRA) se refere a malformações ósseas e nos principais órgãos.
Os indivíduos com SAF têm um padrão distinto de anomalias faciais e de deficiência de crescimento, como também, evidências de disfunção do sistema nervoso central. Além de retardo mental, os indivíduos com SAF, DDNRA e DNRA podem também apresentar outros déficits de origem neurológica tais como habilidades motoras comprometidas e uma pobre coordenação entre a visão e os movimentos das mãos. Podem também ter um padrão complexo de problemas de aprendizagem e de comportamento, abrangendo dificuldades de memorização, atenção e julgamento.

Com que frequência SAF, DDNRA e DNRA ocorre?

São 12.000 crianças nascidas a cada ano com SAF e três vezes mais crianças nascidas com DDNRA e DNRA. Síndrome Alcoólica Fetal (SAF), Desordem do Desenvolvimento Neural Relacionado ao Álcool (DDNRA) e Defeitos de Nascimento Relacionados ao Álcool (DNRA) é maior do que a totalidade das crianças nascidas a cada ano com Síndrome de Down, Fibrose Cística, Espinha Bífida e Síndrome Infantil de Morte Repentina.

Como podem ser prevenidos os efeitos relacionados ao Álcool?

SAF, DDNRA e DNRA podem ser 100% prevenidos quando uma mulher se abstém completamente do álcool durante sua gravidez.

Fonte: http://www.bengalalegal.com/saf - http://alternativainclusiva.blogspot.com/2011/11/o-que-e-sindrome-alcoolica-fetal-saf.html?spref=bl

A Inclusão Começa em Casa...

Autoras: Edson Luiz Defendi, Tatiana Maria Sanchez, Aline Araldi e Eliana Mariani


No processo de desenvolvimento do bebê, da criança, do adolescente, do adulto e do idoso com deficiência visual, o engajamento da família e a disposição para compreender e aprender diante dessa situação é fundamental.


Incluir significa também incluir a família e será nela, base de muitos aprendizados e vivências, que a inclusão demostrará, na prática, com toda a sua força.

O objetivo deste livro é oferecer informações que abram horizontes para que os familiares da pessoa com deficiência se reconheçam e desenvolvam um espírito presente e colaborativo.

Como a Escola pode se tornar Inclusiva

Escola Inclusiva.

por Katia Machado
Maria Teresa Mantoan, doutora em Psicologia Educacional e professora do Departamento de Metodologia de Ensino da Faculdade de Educação da Unicamp, em São Paulo, afirma, em seu artigo "Todas as crianças são bem-vindas à escola", que a escola atual precisa mudar. E, mais precisamente, que é necessário transformar o ensino nela ministrado. Para que esta mudança ocorra, é preciso, entretanto, que se encare a aprendizagem como eixo das escolas, pois elas foram feitas para que todos os alunos aprendam. "A escola brasileira, principalmente, ainda não exerce o papel de bem público, pois gera segregação e competitividade", explica Cláudia.

A doutora ainda afirma que é preciso dar tempo ao aluno para aprender e que a repetência deve ser abolida. A escola se torna favorável na medida em que abre espaços para a cooperação, o diálogo, a solidariedade, a criatividade e o espírito crítico, pois são, segundo Mantoan, habilidades mínimas para o exercício da verdadeira cidadania. Além disto, é muito importante estimular, valorizar o professor e dar a ele formação continuada, já que é responsável pelo aprendizado dos alunos.

É necessário, também, que as escolas sejam estimuladas a elaborar, com autonomia e de forma participativa, os seus projetos políticos pedagógicos. Da mesma forma, devem elaborar currículos escolares que reflitam a realidade social e cultural em que estão inseridas. A avaliação é outro fator a ser analisado pelas escolas, para que se tornem preparadas para a inclusão. É necessário suprimir o caráter classificatório da avaliação através de notas e provas e optar por uma visão diagnóstica do aluno, visando a depurar o ensino e torná-lo mais adequado e eficiente. Esta é a opinião de Mantoan.

São poucas as escolas que fazem parte deste processo. Na verdade, a maioria delas, em vez de realizar uma educação inclusiva, desenvolve uma educação integradora. "Há uma grande diferença entre integração e inclusão", diz Werneck. Apesar de ambas visarem à normalização, ou seja, a oferecer ao aluno deficiente a oportunidade de ter uma vida escolar normal, a integração vem impor ao deficiente a obrigação de acompanhar e dominar o conteúdo didático. Voltamos àquela velha teoria em que o aluno deve se adaptar à escola. Já a inclusão preconiza que, para que a escola corresponda à realidade, dê conta de todos os alunos, considerando o talento de cada um e fazendo com que tenha prazer e vontade de aprender.Para que as escolas se tornem inclusivas, Cláudia Werneck garante que é preciso, apenas, ter o desejo de fazê-las assim. E não tem dúvidas de que a inclusão será efetiva quando a escola e sociedade resolverem mudar, devolvendo à criança, deficiente ou não, o direito de estudar.