sábado, 8 de janeiro de 2011

Humberto Lippo é o novo Secretário Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 08/01/2011

O sociólogo Humberto Lippo é o novo
Secretario Nacional dos Direitos das
Pessoas com Deficiência
A ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), promoveu nesta quinta-feira (6) uma reunião com toda a equipe para apresentar o novo secretariado. Além de diretores e coordenadores das diversas áreas, participaram da reunião garçons, motoristas, auxiliares administrativos e demais integrantes das equipes de apoio. “Nossas responsabilidades são diferentes, mas peço a todos que atuem de forma colaborativa, solidária e franca. Temos o desafio de formar um país consciente da importância dos Direitos Humanos”, disse a ministra.

Maria do Rosário enfatizou a importância de cada um dos membros da equipe da SDH. “Estamos todos aqui lutar pela implementação dos Direitos Humanos no Brasil, e vamos aproveitar a capacidade técnica e também a militância de cada um”, afirmou a ministra.

O novo secretário executivo, André Lázaro, disse ter encontrado “pessoas profundamente motivadas” e pediu que as tarefas em curso não sejam interrompidas.

O secretário de gestão da Política de Direitos Humanos será o professor Gleisson Rubin. A Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente seguirá sob responsabilidade de Carmen Silveira de Oliveira, doutora em psicologia. A Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência será ocupada por Humberto Lippo, enquanto o novo secretário de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos será o advogado Ramais de Castro.

Nota Inclusive – Humberto Lippo é sociólogo. Ligado ao PT do RS, foi Presidente da Faders, Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para PPDs e PPAHs no Rio Grande do Sul, e atualmente trabalhava como gerente de Acessibilidade do Instituto de Pesquisa em Acessibilidade (IPESA) da ULBRA, Universidade Luterana do Brasil, em Porto Alegre.

Fonte – SDH - 06/01/2011

Dança que liberta do preconceito

Alunos de uma escola de dança do Plano Piloto sobem ao palco para mostrar que a Síndrome de Down não é obstáculo para quem quer expressar o talento artístico.
da Redação
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 08/01/2011

Eles estão prestes a se apresentar para um grande público. Repassam como bons alunos os passos da coreografia que tem sempre novidade.O street dance de Alexandre vem da inspiração de um ídolo pop, Michael Jackson.

“Ele faz os movimentos de acordo com a limitação dele. Não exigimos que ele faça com a perfeição dos ditos normais. Nem nós acertamos”, fala a professora Juliana Castro, também diretora do espetáculo.

A roupa de bailarina caiu perfeitamente na meiga e delicada Bibiana Portela Nunes. Junto da inseparável professora, elas criaram a dançinha do gato. “É legal! A gente faz a mão de gato. a gente balança a cabeça e eu pulo em cima da Isa. Eu sou pesada e ela aguenta meu peso”, brinca a bailarina.

“É bom ver a resposta dela, como fica feliz, o tanto que ela evoluiu. Agora, consegue fazer tudo sozinha”, diz a professora Raíssa Ferreira.

E como deve ser prazeroso aprender a dançar forró com o próprio filho, É essa experiência que vive Maria Madalena Nobre, mãe de Flávio. “A cada coisa pequena que eles fazem, para gente é muito grande. É muito valioso ver esse crescimento , o desenvolvimento”, define.

O espetáculo de dança começa e a Síndome de Down, conhecida por limitar a coordenação motora, perde o sentido em cima do palco. Os dançarinos estão unidos por um sentimento que transcende o conceito de perfeição. Perfeito é realizar aquilo que dá prazer.

A diferença está presente porque a maioria faz parte da massa, um bloco anônimo. Enquanto esses dançarinos reinam absolutos no palco, captando os olhares de cada expectador da platéia . Não há como não se emocionar.

Fonte: DFTV - 07/01/2011

Vagas de deficientes físicos continuam sem pintura

Desde o dia 16 de julho, mostrado no DFTV, vagas para deficientes precisavam ter a pintura renovada. Na época, o Detran afirmou que resolveria o problema na mesma semana, mas nada foi feito.
da Redação
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 08/01/2011

Sem pintura no chão, a placa é o único alerta de que a vaga é especial, destinada a pessoas com necessidades especiais. Mesmo assim, o motorista de um caminhão estaciona em frente e descarrega a mercadoria. “É bem rapidinho”, justifica o motorista.

Há seis meses, o DFTV mostrou as mesmas vagas, na quadra 315 Norte, com o mesmo problema: a falta de pintura. Na época, o Detran informou que fez um levantamento daquelas que precisavam de manutenção e que essas, da quadra 315, seriam pintadas imediatamente. Mas até hoje nada foi feito.

A dona de casa Andréa Albuquerque é mãe de um cadeirante e convive com o problema diariamente. Ela conta que já foi destratada por muitos motoristas mal educados. “Várias pessoas utilizam a vaga sem ter necessidade. Às vezes, elas não param na vaga, mas param ao lado. A vaga especial é maior e as pessoas usam para colocar dois carros”, afirma.

Na quadra 202 Sul, a cena se repete. A placa de sinalização é nova, mas a pintura no chão praticamente não existe mais. Do outro lado da rua, a vaga especial está desocupada, mas um motorista cria uma vaga, arranja um jeitinho e estaciona no local ao lado.

Se um cadeirante viesse dirigindo o carro, por exemplo, não conseguiria nem sair do veículo. Outro motorista chega a estacionar. Mas sai em seguida e diz que não percebeu se tratar de uma vaga especial. “Pensei que fosse vaga de farmácia. Só vi a sinalização quando desci do carro”, diz o comerciante Joel Fonseca.

Atualmente, são mais de quatro mil motoristas em todo o DF habilitados para estacionar em vagas especiais, que, na maioria das vezes, não estão disponíveis. Na quadra 113 Sul, mais vagas especiais com problema. As placas estão visíveis, mas a pintura não. Um prato cheio para a falta de respeito.

“As pessoas só param porque não tem identificação nenhuma. A pintura está péssima. Nossa cidade ultimamente está muito desleixada”, sublinha o comerciante Ciro Trindade.

Segundo o diretor de Segurança do Detran, Silvain Fonseca, a pintura desses locais será feita o mais rápido possível. “Como estamos no período de chuva, precisamos de 48 horas para que o asfalto seque e o reparo seja feito”, justifica.

Fonte: DFTV - 07/01/2011

Aprovação com inclusão

Estudante com deficiência auditiva da rede estadual é aprovada em vestibular da Unit.
da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 08/01/2011


A estudante da rede pública estadual Vilauba Cunha Pacheco Neta, portadora de deficiência auditiva, conquistou uma das vagas no curso de Informática da Universidade Tiradentes. Durante o ano letivo de 2010, Vilauba estudou no Colégio Estadual Dom Luciano e teve o acompanhamento da professora Maria Cristina de Oliveira, intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras).

A notícia da aprovação da estudante deixou familiares e professores muito orgulhosos, disse a professora Soraya Cristina Pacheco, mãe da estudante. Ela informou que o processo de aprendizagem de Vilauba teve início no Instituto Pedagógico de Apoio à Educação do Surdo de Sergipe (IPAESE).

Da 1ª a 4ª série Vilauba foi aluna do Instituto e, segundo sua mãe, foi neste período que ela conheceu e passou a aprender Libras. Também fiz questão de aprender a língua dos sinais para melhorar a comunicação dentro de casa e ajudar minha filha com as atividades escolares, completou Soraya Cristina.

Usando a linguagem de sinais, Vilauba Pacheco comemorou a aprovação no vestibular e disse que o surdo é uma pessoa inteligente, e espera que cada um deles receba o apoio que precisa para vencer os obstáculos. Somos inteligentes e precisamos que alguém facilite a comunicação para que possamos viver melhor, ressaltou a estudante.
Vilauba disse ainda ter o desejo de enfrentar o vestibular para arquitetura e espera que as faculdades e universidades ofertem professores especializado em Libras, como faz o Colégio Dom Luciano.

Fonte:Plenário - 07/01/2011

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

COE - Centro de Orientação e Encaminhamento para Pessoas com Deficiência e Familiares

APNEN,colaborando na divulgação desta matéria: 07/01/2011


Começou a funcionar, a partir do dia 3 de dezembro de 2010, o Centro de Orientação e Encaminhamento para Pessoas com Deficiência e Familiares - COE.

A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência criou o número 08007733723, com funcionamento de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h, com seis atendentes com deficiência.

O serviço visa disseminar informações sobre os direitos das pessoas com deficiência. O intuito é ampliar a melhoria da qualidade de vida dessas pessoas e seus familiares; minimizar as dificuldades para obtenção de informação e incentivar a criação de políticas públicas, com abrangência no Estado de São Paulo e demais localidades do território brasileiro, voltadas à cidadania e inclusão social das pessoas com defiicência.

O COE surgiu por meio da Lei nº 12.085, de 5 de outubro de 2005,(http://www.coe.sp.gov.br/legislacao/lei_12085.asp) e Decreto nº 50.572, de 1º de março de 2006,(http://www.coe.sp.gov.br/legislacao/dec_50572.asp). O Decreto nº 54.510, de 27 de julho de 2009, altera a denominação do COE e o transfere para a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

Fonte: Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência - 17/12/2010

Informações de Atendimento:

Tel: 08007733723
E-mail: coe.sedpcd@sp.gov.br

Alckmin realiza primeira reunião com secretariado

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 07/01/2011

Goldman passou o posto no sábado, dia 1º. Marco Pellegrini, secretário adjunto dos Direitos da Pessoa com Deficiência, participou da primeira reunião.

O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, comandou nesta segunda-feira, 3de janeiro, a primeira reunião com os secretários de sua gestão. O encontro foi realizado pela manhã no Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista.

O secretário-adjunto da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marco Antonio Pellegrini, esteve presente ao encontro. De acordo com ele, entre as prioridades da secretaria estão a capacitação das pessoas com deficiência para o trabalho e a garantia de acessibilidade para todos, com atenção maior aos cidadãos de menor poder aquisitivo das regiões metropolitanas.

Durante o encontro, Alckmin anunciou, entre outras medidas, a criação da Agenda Paulista de Gestão. O objetivo é melhorar a eficiência dos procedimentos administrativos, avançando na aplicação dos recursos estaduais. A Agenda Paulista de Gestão será definida por uma Comissão, cujos titulares serão os secretários de Planejamento e Desenvolvimento Regional, Casa Civil, da Fazenda e Gestão Pública. Ela será implementada por meio do Plano Plurianual (PPA) e deverá seguir o modelo de governança voltado à gestão por resultados no poder público estadual.

Fonte:Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência - 03/01/11

Discriminação em orgão público

Ativista dos direitos humanos denuncia preconceitos e discriminação na renovação da carteira nacional de habilitação no Detran-RS.
da Redação
APNEN, Colaborando na divulgação desta matéria: 07/01/2011

Depois de ter sido humilhado por um médico, por ocasião da renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), o escritor e ativista dos direitos humanos Ari Heck denunciou o fato para a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do RS. Além do descaso com os deficientes na hora da revisão da carteira, houve humilhação e xingamentos por parte de um dos médicos integrantes da Junta Médica.

Ari Heck está com a carteira suspensa provisoriamente desde setembro, mesmo sendo o veículo o seu meio de locomoção, tendo que pedir aos amigos para levá-lo ao trabalho, mercado, escola das crianças, médico, etc. O descaso é tanto que a perícia está sendo centralizada no Detran-RS da Capital, fazendo com que os deficientes se desloquem do interior, percorrendo centenas de quilômetros. Além disso, as perícias são agendadas de 30 em 30 dias, ficando o deficiente meses sem poder se locomover, sendo-lhe obstado o direito constitucionalmente garantido de ir e vir. Em nova perícia realizada no último dia 11/11/10, o escritor ouviu outros deficientes do interior que relataram as verdadeiras peregrinações como o de um deficiente que está realizando a sua sétima perícia, tendo a carteira suspensa por mais de ano. Ou outro que estava na terceira perícia, vindo de uma cidade do interior distante 600km de Porto Alegre. Dezenas de deficientes, sentados na fila de espera para reaver um direito que lhes foi tirado por profissionais que deveriam, pelo menos, tratar os deficientes com o mínimo de dignidade.

O escritor tem carteira de habilitação há mais de oito anos, nunca se envolveu em acidente, vítima da paralisia infantil com seqüelas físicas, já percorreu mais de 500 mil km pelos três estados do Sul e por três países do Mercosul em seu veículo totalmente adaptado proferindo palestras motivacionais de combate ao preconceito e a discriminação em relação aos deficientes. Mesmo assim, a Junta Médica entendeu que deveria suspender temporariamente a sua habilitação, por entender que não tinha condições de dirigir o seu próprio veículo, devidamente adaptado, conforme as exigências do Detran-RS. O escritor ingressou com ação na Justiça solicitando a realização de aula prática em seu veículo, com pedido de antecipação de tutela. O pedido está sendo analisado pelo Juiz.

Fonte: Rede SACI - Porto Alegre - RS, 06/01/2011

Conselheira pede mais acessibilidade

Em Santa Bárbara d'Oeste, Rodoviária e Centro Social Urbano não são adaptados para cadeirantes.
Renata Muniz

APNEN, Colaborando na divulgação desta matéria: 07/01/2011

A integrante do Conselho Municipal de Deficientes, Elizena Teixeira, denunciou que a Rodoviária Municipal e o Centro Social Urbano de Santa Bárbara d'Oeste não oferecem condições de acessibilidade a pessoas com deficiência física ou pouca mobilidade. Dificuldade para compra das passagens, falta de banheiros adaptados, sala de espera sem porta adaptada - que alaga quando chove -, a impossibilidade de passagem livre nos corredores e a falta de vaga demarcada no estacionamento são os principais problemas na Rodoviária, segundo ela.

Já no Centro Social Urbano, onde está localizado o Fundo Social de Solidariedade, órgão que recebe visitas de cadeirantes, a principal queixa é com o banheiro para deficientes, que está desativado. O espaço está servindo como depósito para móveis inutilizados. "A rodoviária é passível de interdição, pois não acata os direitos de acessibilidade, que é garantido por lei. O Centro Social recebe muitos deficientes, é um absurdo o único banheiro acessível não estar em uso", reclamou.

Para Elizena, que é nora e esposa de portadores de deficiência, falta respeito por parte da administração. "Reclamei na Prefeitura sobre esses problemas e colocaram uma barra no banheiro masculino da rodoviária, mas sem nenhuma técnica, o que não serve para nada", explicou.

A maior crítica que Elizena faz é sobre o fato do arquiteto da Secretaria de Obras, Rodolfo André Reiz, integrar o Conselho de Deficientes. "Um representante da própria Prefeitura que deveria acompanhar as dificuldades dessa parcela da população".

Procurado pela reportagem, o secretário de Obras, Celso Cresta, reconheceu os problemas nos dois locais e afirmou que já existe um projeto, feito pelo arquiteto da pasta, para o Centro Social com a finalidade de tornar o espaço mais acessível. Com as críticas feitas sobre a Rodoviária, o secretário disse que irá incluir o espaço no cronograma de obras e que as adaptações nos dois lugares devem acontecer em janeiro.

Fonte: O Liberal - Santa Bárbara d'Oeste - SP, 06/01/2011

EUA aprovam novo teste de células-tronco embrionárias para cegos

APNEN, Colaborando na divulgação desta matéria: 07/01/2011

Teste vai avaliar terapia para degeneração macular senil, causa mais comum de cegueira em idosos.

da France Presse

A empresa de biotecnologia ACT (Advanced Cell Technology) anunciou nesta segunda-feira ter recebido sinal verde do governo para iniciar a segunda série de testes com células-tronco embrionárias humanas para tratar a cegueira, desta vez em pessoas mais velhas. O teste avaliará a habilidade da terapia para tratar com segurança pessoas com um problema conhecido como degeneração macular senil, o tipo mais comum de perda irreversível da visão entre pessoas com mais de 60 anos.

Ainda não há cura para a doença, que afeta de 10 milhões a 15 milhões de americanos e outros 10 milhões de pessoas na Europa, acrescentou a empresa.

A FDA (sigla em inglês de Food and Drug Administration), entidade que regula medicamentos e alimentos nos Estados Unidos, liberou, em novembro, a empresa sediada em Massachusetts para começar um teste similar com pacientes com uma forma progressiva de perda de visão juvenil, conhecida como doença de Stargardt. "A ACT agora é a primeira empresa a receber o aval da FDA para dois testes com hESC (sigla em inglês para células-tronco embrionárias humanas) e agora é um verdadeiro líder transnacional no campo da medicina regenerativa", declarou Gary Rabin, presidente interino e chefe executivo.

A companhia espera começar os testes clínicos nos Estados Unidos nos próximos meses e pretende procurar aprovação para testes similares na Europa.

Terceiro teste

O anúncio da ACT é o terceiro deste do tipo, depois que a empresa estadunidense Geron inovou no ano passado com a primeira tentativa já feita para usar tratamento com células-tronco embrionárias em um paciente com lesão na medula espinhal.

Assim como em outros testes com pacientes humanos, o primeiro passo nos testes de fase 1 e fase 2 da ACT é saber se a terapia é segura, antes de ver se funcionam. Em uma cobaia com degeneração macular, vimos uma notável melhora no desempenho da visão com relação a animais sem tratamento, sem quaisquer efeitos colaterais", disse Bob Lanza, cientista chefe da ACT.

Doze pacientes participarão do estudo em vários locais nos Estados Unidos, incluindo a Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e a Universidade de Stanford.

A terapia usa células do pigmento do epitélio retinal (RPE) derivadas de células-tronco embrionárias para substituir as células de RPE danificadas em pacientes com a doença.

A degeneração macular senil, tipo da doença que ocorre em 90% dos casos, causa a deterioração da visão central quando as células de RPE na mácula do paciente, no centro da retina, perdem a habilidade de funcionar. Pacientes frequentemente experimentam um embaçamento no centro do campo de visão, enquanto a visão periférica permanece intacta.

"À medida que a população envelhecer, espera-se que dobre a incidência de denegeração macular senil nos próximos 20 anos, exacerbando esta necessidade médica, ainda sem solução", disse Lanza.

Fonte: Folha de S.Paulo - 06/01/2011

Ministra Maria do Rosário assume a pasta e afirma que não vai descansar “enquanto não assegurarmos os Direitos Humanos para todos os brasileiros e bra

APNEN, Colaborando na divulgação desta matéria: 07/01/2011

Ministra dos Direitos Humanos - Maria do
Rosário
A ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), recebeu nesta segunda-feira (3) o cargo do ministro Paulo Vannuchi, em cerimônia realizada na sede da SDH, em Brasília (DF).

O ministro Paulo Vannuchi agradeceu ao trabalho de toda a equipe, representada por seu secretário executivo, Rogério Sottili, e ao apoio que teve da família ao longo de sua gestão. Após cinco anos à frente da SDH, Vannuchi sublinhou os avanços conquistados na área dos Direitos Humanos desde o governo Fernando Henrique Cardoso e reforçou a confiança na ministra Maria do Rosário. “Quero agradecer à minha equipe e ressaltar a confiança na equipe que chega para superar o que foi feito até agora. Porque é assim na caminhada democrática”, disse Vannuchi.

Na presença de ministros, deputados e funcionários que lotaram o auditório do 8º andar da SDH, Maria do Rosário fez um discurso emocionado, de cerca de 40 minutos, em que registrou a importância do governo Lula e a eleição de Dilma Rousseff para a consolidação da democracia brasileira.

“O Brasil, que escolheu um projeto de desenvolvimento nacional e fortalecimento da democracia com Lula, decidiu continuar as mudanças que ele implementou e avançar ainda mais, agora com a primeira mulher no mais alto posto da República”, disse a ministra.

Maria do Rosário também pediu união para superar os desafios, reafirmou a importância da implementação da terceira edição do Programa Nacional de Direitos Humanos e falou detidamente sobre cada segmento sob responsabilidade da SDH, como Crianças e Adolescentes; Pessoas com Deficiência; Direitos dos Idosos e de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Transgêneros; Direito à Memória e à Verdade; e Combate à Tortura.

“O mais importante é que estejamos unidos, governo, sociedade e movimentos sociais. Não vamos descansar enquanto não assegurarmos os Direitos Humanos para todos os brasileiros e brasileiras”, afirmou a ministra.

Citando o psicanalista Carl Jung, a ministra Maria do Rosário colocou-se ao lado das populações vulneráveis e prometeu não descansar na luta pela garantia dos direitos para esses grupos. “Jung dizia que a morte de cada pessoa o diminuía, pois ele estava englobado na humanidade. E, da mesma forma que uma pessoa passando fome em Luanda, Nova Déli, Nova Iorque ou Roma nos atinge, uma brasileira ou brasileiro que sofre também atinge a humanidade”, sublinhou a ministra. Segundo Maria do Rosário, “o desrespeito aos Direitos Humanos de um indivíduo ou grupo social é igualmente inadmissível, não importa de onde sejam o perpetrador ou a vítima, ou onde ocorra a violação. [Os Direitos Humanos] não estão sujeitos a negociação, pois são indissociáveis da própria humanidade”.

Participaram da cerimônia de transmissão de cargo os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça), Nelson Jobim (Defesa), Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência da República), Fernando Haddad (Educação), Luís Inácio Adams (AGU), Roberto Gurgel (PGR) e Luiza Bairros (Secretaria de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República); o presidente da Câmara dos Deputados, deputado Marco Maia, e dezenas de deputados federais e senadores.

Leia a íntegra do discurso da ministra Maria do Rosário neste link: http://portal.mj.gov.br/sedh/discursos_ministra/Discurso%20Maria%20do%20Ros%C3%A1rio%2003_01_2010.pdf

Fonte: SDH - 05/01/2011

UE ratifica convenção da ONU sobre direitos dos deficientes

APNEN, Colaborando na divulgação desta matéria: 07/01/2011


A União Europeia (UE) ratificou a convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, depois de a ter assinado em 2007, tornando-se assim na primeira organização internacional a tornar-se parte da convenção.

Em comunicado, disponível no site da Comissão Europeia em Portugal, é revelado que na sequência da ratificação formal, a União Europeia tornou-se pela primeira vez parte de um tratado dos direitos humanos – a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

“É a primeira vez que a União Europeia como um todo ratifica um tratado. Trata-se do tratado dos Direitos Humanos no mundo, da convenção das nações unidas, sobre os direitos das pessoas com deficiência. Tentando resumir numa frase este tratado, os signatários comprometem-se a assegurar que as pessoas com deficiência possam exercer os seus direitos da mesma forma que todos os outros cidadãos, direitos civis, direitos políticos, sociais e económicos. Bruxelas assume assim, empenhar-se na construção de uma Europa sem barreira para os seus cerca de 80 milhões de cidadãos com deficiência, a data de referência é de 2020. Na União Europeia o tratado foi assinado pelos 27 países, incluindo Portugal, e ratificado por 16 deles”.

Fonte:http://gritodemudanca.blogspot.com/2011/01/ue-ratifica-convencao-da-onu-sobre.html - 06/01/2011

Inclusão e informação num só programa

APNEN, Colaborando na divulgação desta matéria: 07/01/2011

Thathiana e Patricia Heiderich Há seis meses, Tathiana Heiderich, de 26 anos, mudou-se para a Holanda com sua família. Seu pai foi transferido e ela e a mãe, Patrícia, o acompanharam. Para conhecer um pouco mais do novo país, Tathiana deu início a um projeto de entrevistas que resultou num programa de televisão que atualmente é transmitido por canais comunitários de Campinas e de São Paulo.
Tathiana, que tem Síndrome de Down, faz suas entrevistas de maneira descontraída, levando ao espectador um pouco da história de cada um de seus entrevistados.

“Eu entrevisto brasileiros na Europa, o que estão fazendo de legal. Já fiz entrevistas na Holanda, na Alemanha”, conta Tathiana, que também entrevistou holandeses em Holambra, no Brasil, para o piloto do programa.

Por trás do projeto está o Instituto MetaSocial, uma ONG que tem por objetivo promover a inclusão de forma alegre e positiva, como conta a mãe de Tathiana, Patrícia Heiderich.

“A ideia deste programa não é falar de inclusão, falar de deficiência, mas de uma forma subliminar mostrar que se é dada a oportunidade a uma pessoa com deficiência ela pode muito mais do que a gente imagina, que já é um slogan da nossa campanha antiga: ‘Quem tem Síndrome de Down pode mais do que você imagina’. Hoje o nosso slogan é ‘Ser diferente é normal’, e é isso que o programa mostra. É um programa alegre, super alto astral. A Tathiana entrevista, pergunta os micos e prova que realmente há espaço pra todos na sociedade, desde que a gente tenha uma cabeça mais igualitária e que existam mais oportunidades”, diz Patrícia.

Tathiana também está aproveitando o programa para ganhar mais experiência diante da câmera: “Eu também estou fazendo um portfólio, porque quero muito ser atriz.”

No vídeo abaixo, a primeira edição do ‘Ser Diferente’. Quem quiser conferir outros programas pode procurar no YouTube digitando ‘programa Ser Diferente’.

Para ouvir esta matéria em áudio, acesse:

http://www.rnw.nl/portugues/article/inclusao-e-informacao-num-so-programa

Fonte: Radio Nederland - 06/01/2011

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Dia Mundial do Braille

Dia 4 de Janeiro, terça-feira foi comemorado o Dia Mundial do Braille.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 06/01/2011

Em 1827, Louis Braille, inventou um sistema de leitura, ao qual chamou de braille, baseado na sensibilidade epicritica do ser humano, que através do tacto da polpa digital consegue distinguir pequenas diferenças de posicionamento entre dois pontos diferentes.

Biografia

Louis Braille nasceu em 4 de Janeiro de 1809 em Coupvray, na França, a cerca de 40 quilómetros de Paris. O seu pai, Simon-René Braille, era um fabricante de arreios e selas. Aos três anos, provavelmente ao brincar na oficina do pai, Louis feriu-se no olho esquerdo com uma ferramenta pontiaguda, possivelmente uma sovela. A infecção que se seguiu ao ferimento alastrou-se ao olho direito, provocando a cegueira total.

Na tentativa de que Louis tivesse uma vida o mais normal possível, os pais e o padre da paróquia, Jacques Pallury, matricularam-no na escola local. Louis tinha enorme facilidade em aprender o que ouvia e em determinados anos foi seleccionado como líder da turma. Com 10 anos de idade, Louis ganhou uma bolsa do Institut Royal des Jeunes Aveugles de Paris (Instituto Real de Jovens Cegos de Paris).

O fundador do instituto, Valentin Haüy, foi um dos primeiros a criar um programa para ensinar os cegos a ler. As primeiras experiências de Haüy envolviam a gravação em alto-relevo de letras grandes, em papel grosso. Embora rudimentares, esses esforços lançaram a base para desenvolvimentos posteriores. Apesar de as crianças aprenderem a ler com este sistema, não podiam escrever porque a impressão era feita com letras costuradas no papel.

Louis aprendeu a ler as grandes letras em alto-relevo nos livros da pequena biblioteca de Haüy. Mas também se apercebia que aquele método, além de lento, não era prático. Na ocasião, ele escreveu no seu diário:

"Se os meus olhos não me deixam obter informações sobre homens e eventos, sobre ideias e doutrinas, terei de encontrar uma outra forma."
Em 1821, quando Louis Braille tinha somente 12 anos, Charles Barbier, capitão reformado da artilharia francesa, visitou o instituto onde apresentou um sistema de comunicação chamado de escrita nocturna, também conhecido por Serre e que mais tarde veio a ser chamado de sonografia. Tratava-se de um método de comunicação táctil que usava pontos em relevo dispostos num rectângulo com seis pontos de altura por dois de largura e que tinha aplicações práticas no campo de batalha, quando era necessário ler mensagens sem usar a luz que poderia revelar posições. Assim, era possível trocar ordens e informações de forma silenciosa. Usava-se uma sovela para marcar pontinhos em relevo em papelão, que então podiam ser sentidos no escuro pelos soldados. A escrita nocturna baseava-se numa tabela de trinta e seis quadrados, cada quadrado representando um som básico da linguagem humana. Duas fileiras com até seis pontos cada uma eram gravadas em relevo no papel. O número de pontos na primeira fileira indicava em que linha horizontal da tabela de sons vocálicos se encontrava o som desejado, e o número de pontos na segunda fileira designava o som correto naquela linha. Esta ideia de usar um código para representar palavras em forma fonética foi introduzido no Instituto. Louis Braille dedicou-se de forma entusiástica ao método e passou a efectuar algumas melhorias.

Assim, nos dois anos seguintes, Braille esforçou-se em simplificar o código. Por fim desenvolveu um método eficiente e elegante que se baseava numa célula de apenas três pontos de altura por dois de largura. O sistema apresentado por Barbier, era baseado em 12 pontos, ao passo que o sistema desenvolvido por Braille é mais simples, com apenas 6 pontos. Braille, em seguida, melhorou o seu próprio sistema, incluindo a notação numérica e musical. Em 1824, com apenas 15 anos, Louis Braille terminou o seu sistema de células com seis pontos. Pouco depois, ele mesmo começou a ensinar no instituto e, em 1829, publicou o seu método exclusivo de comunicação que hoje tem o seu nome. Excepto algumas pequenas melhorias, o sistema permanece basicamente o mesmo até hoje.

Apesar de tudo, levou tempo até essa inovação ser aceita. As pessoas com visão não entendiam quão útil o sistema inventado por Braille podia ser, e um dos professores principais da escola chegou a proibir seu uso pelas crianças. Felizmente, tal decisão teve efeito contrário ao desejado, encorajando as crianças a usar o método e a aprendê-lo em segredo. Com o tempo, mesmo as pessoas com visão acabaram por perceber os benefícios do novo sistema. No instituto, o novo código só foi adotado oficialmente em 1854, dois anos após a morte de Braille, provocada pela tuberculose em 6 de Janeiro de 1852, com apenas 43 anos.

Na França, a invenção de Louis Braille foi finalmente reconhecida pelo Estado. Em 1952, seu corpo foi transferido para Paris, onde repousa no Panthéon.

O código Braille

O nome "Louis Braille" em braille.
Sendo um sistema realmente eficaz, por fim tornou-se popular. Hoje, o método simples e engenhoso elaborado por Braille torna a palavra escrita disponível a milhões de deficientes visuais, graças aos esforços decididos daquele rapaz há quase 200 anos.

O braille é lido da esquerda para a direita, com uma ou ambas as mãos. Cada célula braille permite 63 combinações de pontos. Assim, podem-se designar combinações de pontos para todas as letras e para a pontuação da maioria dos alfabetos. Vários idiomas usam uma forma abreviada de braille, na qual certas células são usadas no lugar de combinações de letras ou de palavras freqüentemente usadas. Algumas pessoas ganharam tanta prática em ler braille que conseguem ler até 200 palavras por minuto.

a b c d e f g h i j

As primeiras dez letras só usam os pontos das duas fileiras de cima
Os números de 1 a 9, e o zero, são representados por esses mesmos dez sinais, precedidos pelo sinal de número, especial.
k l m n o p q r s t

As dez letras seguintes acrescentam o ponto no canto inferior esquerdo a cada uma das dez primeiras letras
u v x y z

As últimas cinco letras acrescentam ambos os pontos inferiores às cinco primeiras letras, a letra "w" é uma exceção porque foi acrescentada posteriormente ao alfabeto francês.
As combinações restantes, ainda possíveis visto que 63 hipóteses de combinação dos pontos, são usadas para pontuação, contrações e abreviaturas especiais. Estas contrações e abreviaturas às vezes tornam o braille difícil de aprender. Isto acontece especialmente no caso de pessoas que ficam cegas numa idade mais avançada, visto que a única forma de aprender braile é memorizar todos os sinais. Por esse motivo, há vários "graus" de braille.

O braille por extenso, ou grau um, só utiliza os sinais que representam o alfabeto e a pontuação, os números e alguns poucos sinais especiais de composição que são especifíos do sistema. Corresponde letra por letra, à impressão visual que é observável num texto comum. Este grau é o mais fácil de se aprender, visto que há menos sinais para memorizar. Por outro lado, o braille grau um é o mais lento para ser transcrito e lido, e o produto final, impresso, é mais volumoso. Visto que a maioria do braille produzido hoje é transcrito e produzido por voluntários, em organizações não lucrativas, o grau um é usado raramente.

O braille grau dois é uma forma mais abreviada do braille. Por exemplo, em inglês, cada um dos 26 sinais que representam o alfabeto têm um significado duplo. Se o sinal é usado em combinação com outros padrões dentro de uma palavra, representa apenas uma letra, mas se estiver isolado representa uma palavra comum. Isto ocorre similarmente no braille português. Assim, por exemplo, o sinal para n isolado representa não, abx representa abaixo, abt, absoluto, ag, alguém, e assim por diante. Outros sinais são empregues para representar prefixos e sufixos comuns. O uso de contracções e abreviaturas reduz bastante o tempo envolvido em transcrever e ler a matéria, bem como o tamanho do volume acabado. Actualmente, portanto, este é o grau mais comum do braille. Em contrapartida, é mais difícil aprender o braille abreviado grau dois. É necessário memorizar todos os 63 sinais diferentes (a maioria dos quais tem mais de um significado, dependendo de como são usados), mas também é preciso aprender o conjunto de regras necessárias que governam quando cada sinal pode ou não ser usado.

O grau três é uma forma de braille altamente abreviada, especialmente usada em inglês. No grau três há várias contracções e abreviaturas a memorizar, e as regras que governam o seu uso são correspondentemente difíceis. O braille grau três é usualmente utilizado em anotações científicas ou em outras matérias muito técnicas. Visto que bem poucos cegos conseguem ler este grau de braille, não é usado com frequência.

O braille provou ser muito adaptável como meio de comunicação. Quando Louis Braille inicialmente inventou o sistema de leitura, aplicou-o à notação musical. O método funciona tão bem que a leitura e escrita de música é mais fácil para os cegos do que para os que vêem. Vários termos matemáticos, científicos e químicos têm sido transpostos para o braille, abrindo amplos depósitos de conhecimento para os leitores cegos. Relógios com ponteiros reforçados e números em relevo, em braille, foram produzidos, de modo que dedos ágeis possam sentir as horas.

Infomações/Imagens Obtidas:http://pt.wikipedia.org/wiki/Louis_Braille

Avanço da terapia gênica e do uso de células-tronco traz esperança de curas

Saiba quais as expectativas para os próximos anos sobre algumas doenças.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 06/01/2011

Antes de decifrarem o genoma humano, cientistas acreditavam que quando o fizessem a vida da humanidade estaria resolvida. Mas, embora muitas pesquisas tenham sido encaminhadas, principalmente na área da produção de medicamentos na última década, a população em geral ainda não obteve benefício direto. Cientistas apostam, entretanto, que a cura para algumas doenças, sobretudo aquelas que são crônicas esteja perto de acontecer.
Até 2015 muitas notícias boas devem rondar a área da saúde. Com o avanço da terapia gênica e também do uso de células-tronco que corre em paralelo à genética, haverá a resposta para dezenas de indagações no meio médico. Pesquisadores estão próximos de traçar o perfil genético de cada indivíduo.
Na prática, isso significa que um exame laboratorial dará à população a possibilidade de carregar consigo uma espécie de carteira de identidade com a decodificação de todas as partes do organismo. Com esse mapeamento, o médico terá condições de saber se o paciente tem propensão a alguma doença crônica e prevenir que ela se manifeste.
Estamos caminhando rapidamente para o sucesso de novos tratamentos médicos, mas ainda são necessárias técnicas de análise mais avançadas para fazer um mapa completo de cada um dos 23 mil genes dos quais dispomos e que interagem entre si. Só assim a medicina terá respostas sobre o que exatamente desencadeia doenças em que o sistema de defesa de um organismo ataca ele próprio, por exemplo — explica Roberto Giugliani, professor do Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
No campo das células-tronco, acredita-se que até 2050 haverá o domínio da ação dessas células, o que tornará possível curar, regenerar e consertar estragos provocados por doenças como câncer, Alzheimer, reumatismo e esclerose múltipla. A tendência é de que nas próximas décadas, as células-tronco substituam a administração de medicamentos e sejam uma alternativa de transplante.
A quantidade de pesquisas pode gerar angústia nos pacientes, já que a tendência no futuro é ter diversas opções para tratar uma determinada enfermidade. Assim, a previsão da Elizabeth Obino Cirne Lima, responsável-técnica pelo Centro de Tecnologia Celular do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, é de que a relação médico-paciente possa mudar. Em vez de o especialista indicar um tipo de tratamento, o doente é quem vai se informar sobre as opções disponíveis. Feito isso, procurará o médico para esclarecer dúvidas a respeito da técnica, explica a pesquisadora.
A diferenciação celular está mexendo com a finitude da vida. Mas o trabalho é para alternativas terapêuticas, qualidade de vida e não fazer com que as pessoas vivam para sempre — explica Elizabeth.

As expectativas

Veja quais as perspectivas para o uso de células-tronco:

No presente

Leucemia
Células-tronco retiradas de cordão umbilical e armazenadas em bancos de células-tronco são cada vez mais usadas em substituição ao transplante de medula óssea em pacientes com leucemia. Com a técnica, mais de 1,5 mil pessoas podem deixar de morrer por falta de doadores de medula óssea no Brasil.

Para 5 anos

Lesão medular
Avanços para tratar lesão medular (acidentados) com células-tronco devem chegar aos hospitais . O avanço também poderá ser usado como recurso para casos de ruptura de nervos.
Parkinson
A expectativa é de que a doença seja tratada com terapia celular. Pesquisas sobre a injeção de células-tronco em áreas do cérebro que desencadeiam os sintomas já foram iniciadas em humanos.

Para 10 anos

Combinação das terapias gênica (alteração na informação genética da célula) e celular
O desenvolvimento da técnica tende a substituir o uso de boa parte das medicações. A junção deverá fazer com que a manipulação in vitro da célula seja tão eficaz que a transforme conforme as necessidades do paciente. Por exemplo, uma célula-tronco qualquer poderá adquirir características de um músculo cardíaco e ser colocada no coração para reparo desse músculo.
Diabetes Tipo 1
A ciência promete trazer soluções para essa deficiência do sistema de defesa do organismo, que além de atacar corpos estranhos como vírus e bactérias, danifica as células do próprio pâncreas (responsável pela produção de insulina). No Hospital de Clínicas de Porto Alegre, pesquisadores transformaram uma célula-tronco em produtora de insulina e a transplantaram para animais diabéticos. Em 100% dos casos, as cobaias ficaram com a produção do hormônio muito próximo do normal. A tendência é de que dê certo também em humanos.
Sistema Nervoso Central
Doentes com esquizofrenia devem ter uma melhora significativa na qualidade de vida. Isso porque cientistas já injetam células-tronco em animais e essa intervenção impede que ocorra a lesão que o surto psiquiátrico causa em áreas do cérebro. Com o sucesso em cabaias, a tendência é de que se comece a experimentação em pessoas.

Órgãos fabricados

Será questão de anos para que órgãos mais simples possam ser fabricados fora do corpo. Um grupo do Instituto de Pesquisa de Células-Tronco, vinculado à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), estuda a formação de tecidos e ossos in vitro desde 2007. De acordo com a farmacêutica e bioquímica Patricia Pranke, coordenadora do estudo que alia engenharia genética com nanotecnologia e células-tronco, a técnica, que resulta na capacidade de regeneração, poderia ajudar pacientes com osteoporose ou perda óssea. Em vez de usar prótese de titâneo, por exemplo, o indivíduo usará esse implante de célula-tronco.

Como é feito

Para a construção do órgão fora do corpo, as células-tronco são extraídas de dentes de leite e colocadas em um molde do tamanho do que se deseja regenerar. Depois de um tempo, as células se multiplicam, preenchendo o molde e formando um tecido tridimensional.
Só depois que a célula tomar conta do molde e ele sumir dando lugar à estrutura regenerada é que o tecido pode ser implantado no organismo. Essa seria a base da construção de órgão artificiais.
Construir um coração ou um pulmão, que são formados por células com dezenas de funções diferentes, é mais complexo, mas os conhecimentos na área avançam nessa direção.
Fonte: Carlos Alberto Moreira-Filho, biólogo e geneticista da Universidade de São Paulo (USP), Elizabeth Obino Cirne Lima, responsável-técnica pelo Centro de Tecnologia Celular do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e Patricia Pranke, farmacêutica e bioquímica.

Células-tronco...

... em uso: doenças hematológicas (como leucemia)
... em fase de teste em pacientes humanos: cardiologia, neurologia, oncologia, nefrologia e ortopedia
... ainda não passaram de estudos com ratos: fígado, patologias relacionadas com fígado, Sistema Nervoso Central (SNC) e outras doenças degenerativas e doenças genéticas (deficiências enzimáticas)

Fonte: Zero Hora
Referência: Portal Mara Gabrilli
Informações Obtidas: http://deficientealerta.blogspot.com/2011/01/avanco-da-terapia-genica-e-do-uso-de.html - 05/01/2011

Audiodescrição chegou ao Museu do Ipiranga

Na exposição Imagens Recriam a História, obras de arte e objetos ajudaram a contar a memória de São Paulo.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 06/01/2011

Na exposição permanente Imagens Recriam a História, são apresentadas pinturas, esculturas e maquetes que ajudaram a construir a memória da cidade de São Paulo. O acervo do museu possui objetos antigos, como cédulas, cartões telefônicos, selos, talheres, porcelanas, álbuns de figurinhas, chaveiros e brinquedos.

A mostra também conta com recursos multimídia, com vídeos sobre pinturas históricas e a construção da maquete, observatórios e terminais de computadores, além de material para pessoas com deficiência, como textos em Braille, telas táteis e audiodescrição das pinturas.

Serviço

Local: Museu do Ipiranga - Museu Paulista (INFORMAÇÕES: http://www.guiadasemana.com.br/Sao_Paulo/Passeios/Estabelecimento/Museu_do_Ipiranga_Museu_Paulista.aspx?id=1168 )
Preço: R$ 6,00. Primeiro e terceiro domingo do mês: grátis.
Data: Por tempo indeterminado.
Horário:Terça a domingo, 9h às 17h.

Fontes: Guia da Semana e Blog da Audiodescrição -05/01/2011

Estacionamento de zona azul barra rampa de acesso a cadeirantes

Prefeitura diz ter liberado o estacionamento porque o rebaixamento na calçada não constava na planta. Técnicos visitarão o local para regularizar a situação.

da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 06/01/2011


Uma área demarcada para estacionamento de zona azul na Rua Hilário Ribeiro, em Porto Alegra, seria como qualquer outra se não fosse por um rebaixamento na calçada. A rampa de acesso para cadeirantes construída no local ficou inutilizada, já que o espaço está liberado para o estacionamento de veículos.

"É um absurdo. É lógico que dá para ver que ali é para passagem de pessoas com cadeira de rodas. Mas ninguém respeita", afirma a aposentada Rosa Maria de Andrade Koch, moradora do bairro Moinhos de Vento.

De acordo com a assessoria da Empresa Pública de Transporte e Circulação de Porto Alegre (EPTC), o rebaixamento não foi feito pela prefeitura, pois não apresenta as características técnicas utilizadas nesse tipo de intervenção. "O estacionamento foi demarcado por uma empresa terceirizada. Quando entregamos a planta para fazer esse trabalho, não havia nenhuma passagem para cadeirante", explica o assessor Lucas Barroso. Segundo ele, técnicos da empresa avaliarão o local para realizar as melhorias necessárias.


FONTE: Zero Hora - Porto Alegre - RS, 05/01/2011

Paratleta potiguar conquista 1° lugar da São Silvestre

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 06/01/2011

O paratleta potiguar Cláudio Germano que é servidor da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos , conquistou pela primeira vez o pódio da tradicional corrida de São Silvestre, realizada em São Paulo no dia 31 de dezembro. Cláudio Germano realizou a prova de 15 quilômetros com o tempo de 57 minutos e 54 segundos a frente de 43 atletas do Grupo “A” para deficientes auditivos.
Esta foi a quarta vez que o paratleta participou da São Silvestre e em outras três edições conquistou o segundo lugar do Grupo “A” para deficientes auditivos. Como prêmio, o paratleta recebeu uma medalha e um troféu de participação, além de uma quantia em dinheiro.
Para conquistar o tão esperado 1° lugar, a preparação para a maratona foi intensa. Ainda em dezembro Cláudio Germano participou da Corrida Natalina e da prova promovida pelos Correios, ambas com 10 quilômetros de percurso.

“Valeu muito a pena ter participado apesar da dificuldade para conseguir viajar a São Paulo. Eu gosto muito de correr”, disse Cláudio Germano.

Fonte: Prefeitura do Natal - 05/01/2011

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

"História do Movimento Político das Pessoas com Deficiência no Brasil"

Livro e documentário contam a evolução da luta pela inclusão de pessoas com deficiência por meio de pessoas que a vivenciaram.
Izabel Maior
O livro "História do Movimento Político das Pessoas com Deficiência no Brasil"busca, pela primeira vez, registrar a história do movimento de luta pelos direitos das pessoas com deficiência no País, bem como trata de resgatar as políticas públicas do Estado brasileiro sobre o tema. Foi uma longa jornada. Tanto a do movimento quanto a da produção desta publicação. O movimento forjou-se no dia a dia, na luta contra a discriminação, na busca incansável pela inclusão, na disputa política. Reconstituir essa trajetória era o desafio. Para enfrentá-lo, foi necessário pesquisa e muito trabalho. O ponto de partida: ouvir os próprios protagonistas desta história.

Nada sobre nós sem nós! Como eram muitos, 25 pessoas que participaram diretamente de fatos decisivos para as conquistas da população com deficiência foram escolhidas. A partir de suas memórias, e também de documentos, foi possível refazer o percurso. Em livro e também em documentário.

Entre os protagonistas estão lideranças com deficiência - física, intelectual, visual, auditiva ou múltipla - e especialistas. Todos atuaram no movimento, seja no surgimento ou na sua consolidação. Ao reviverem suas lembranças e tornarem públicos documentos, muitas vezes particulares, essas pessoas compartilham mais do que conhecimento, compartilham a história que ajudaram a construir. Ao longo de seus depoimentos, a visão individual, quase sempre carregada de emoção, conduz a narrativa, mostrando os esforços e mesmo as contradições do movimento, os avanços, os retrocessos, a necessidade de subverter a ordem para sensibilizar a sociedade e os governantes.

O que se percebe é a busca incansável pela transformação da sociedade brasileira, para ultrapassar uma visão caritativa e encarar os desafios de incluir as pessoas com deficiência como uma questão de Direitos Humanos. Iguais na diferença! Entrevistas, fotos, atas, convites, selos comemorativos, encartes, reportagens, tudo está devidamente registrado nas páginas seguintes.

Desde o Brasil Império até os dias atuais, o livro resgata as primeiras ações e instituições voltadas para as pessoas com deficiência: o Imperial Instituto dos Meninos Cegos (hoje Instituto Benjamin Constant), o Imperial Instituto dos Surdos-Mudos (atual Instituto Nacional de Educação de Surdos), as Sociedades Pestalozzi, as Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes), além de centros de reabilitação, tais como a Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR) e a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD). Das obras assistenciais do século XIX à atualidade, o livro contextualiza historicamente os avanços e a quebra de paradigmas na área das pessoas com deficiência.

Esta publicação, tal qual o documentário, foca-se a partir da abertura política no final da década de 1970 e da organização dos novos movimentos sociais no Brasil. Nessa perspectiva histórica, vai além e mostra ainda os avanços nas políticas públicas do País, especialmente nos últimos oito anos, quando o Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva instituiu a Agenda Social de Inclusão das Pessoas com Deficiência, elevou o status do órgão gestor da Política Nacional de Inclusão da Pessoa com Deficiência - de Coordenadoria Nacional (Corde) à Secretaria Nacional - e o Congresso ratificou a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU, conferindo-lhe equivalência de emenda constitucional. Esta história não vem completa. Por se tratar de uma iniciativa pioneira, tanto no formato como na abrangência, a pesquisa privilegiou os personagens mais antigos, que representam as diversas correntes de atuação, as diferentes regiões do país e os tipos de deficiência.

Sobram lacunas a serem preenchidas com as lembranças de tantas outras pessoas que igualmente viveram e tiverem participação fundamental nesse processo. O livro presta homenagem in memoriam àqueles que dedicaram a vida à luta pelos direitos das pessoas com deficiência, reconhecendo por meio deles os milhares de militantes, na maioria anônimos, que também contribuíram, e ainda contribuem, para os avanços na inclusão das pessoas com deficiência.Esse livro e o filme documentário são a primeira etapa do projeto "Fortalecimento da Organização do Movimento Social das Pessoas com Deficiência no Brasil e a Divulgação de suas Conquistas". A sua realização se deve à cooperação internacional entre a Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) e à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, por intermédio da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

Ao resgatar e dar visibilidade à aguerrida história do movimento político das pessoas com deficiência no Brasil, o governo federal também cumpre com sua missão de promover os Direitos Humanos. E dá exemplo ao oferecer, livro e documentário, em formatos acessíveis. Traduzido para o espanhol e o inglês, o filme facilita a divulgação da história brasileira para a comunidade internacional.

A expectativa é que tanto o livro como o documentário possam servir como fonte de pesquisa e inspirar novos trabalhos. Da mesma forma, espera-se que esse esforço em registrar a história colabore para a emancipação, a identidade e o futuro, ainda mais forte, do movimento das pessoas com deficiência no Brasil e no mundo.

A Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência expressa seus mais sinceros agradecimentos a todas as pessoas que contribuíram para que este livro existisse e, em particular, àqueles que emprestaram seu tempo, sua militância e sua vida para tornar essa história real.

Izabel Maria Madeira de Loureiro Maior
Secretária Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência

DIREITO À ACESSIBILIDADE

Caro leitor, por favor, avise às pessoas cegas, com baixa visão, analfabetas ou por alguma razão impedidas de ler um livro impresso em tinta que esta obra está publicada em distintos formatos, conforme o Decreto nº 5.296/2004 e a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU), ratificada no Brasil com equivalência de emenda constitucional pelo Decreto Legislativo nº 186/2008 e Decreto nº 6.949/2009:- OpenDOC, TXT e PDF no site www.direitoshumanos.gov.br, para que seja acessada por qualquer ledor de tela (sintetizadores de voz). O site da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) está de acordo com os padrões de acessibilidade.

- CD em formatos OpenDOC, TXT, PDF e MECDAYSE encartado ao final deste livro (o software MECDaisy está disponível no site www.intervox.nce.ufrj.br/mecdaisy para download).
- Em Braille, quando solicitada pelo email corde@sedh.gov.br ou pelo telefone (61) 2025-3684.

Fonte: http://www.inclusive.org.br/ - Sentidos 04/01/2011

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 05/01/2011



Hortolândia ganha prêmio por práticas inclusivas

A cidade paulista conta com prédios acessíveis, kits em braille e um centro para reintegração da população com deficiência.

Anderson Botan

As ações inclusivas praticadas pela prefeitura de Hortolândia foram classificadas como uma das dez melhores pelo governo do Estado de São Paulo. O prefeito Ângelo Perugini recebeu menção honrosa pela conquista. A cidade, que conta com cerca de 3 mil portadores de necessidades especiais, foi selecionada entre outras 300 que participaram da edição 2010 do prêmio Ações Inclusivas para Pessoas com Deficiência, da Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência e do Cepam (Fundação Prefeito Faria Lima).

A prefeitura destaca a trajetória de inclusão realizada por meio de ações de todas as secretarias, integradas pelo Setor de Políticas Públicas para Pessoa com Deficiência. Perugini disse que as medidas melhoram a qualidade de vida destas pessoas, garantindo mobilidade e educação de qualidade, além de preparo ao mercado de trabalho. O Cepam destacou a eficiência dos trabalhos feitos pela prefeitura, que atendem aos direitos dos portadores de necessidades especiais.

Entre os pontos positivos ressaltados pelo governo estadual está o trabalho desenvolvido pelo CIER (Centro Integrado de Educação e Reabilitação), onde 105 alunos com deficiência recebem reforço escolar, acompanhamento pedagógico e preparo para o mercado de trabalho por meio de oficinas terapêuticas de marcenaria, confecção de embalagens, entre outros trabalhos. Também foram elogiados a implantação de salas multifuncionais nas escolas para orientação de professores e alunos, kits em Braille para os deficientes visuais e prédios adaptados que facilitam o deslocamento nos ambientes.

O Liberal - Hortolândia - SP, 04/01/2011
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 05/01/2011

Pessoas com deficiência podem ser isentas de IPVA

A isenção somente será encaminhada quando o veículo estiver devidamente documentado em nome da pessoa com deficiência.
A chegada de 2011 também marca o começo dos pagamentos de impostos, entre eles o IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotor). Porém, muita gente ainda não sabe que, em algumas situações, é possível conseguir isenção da taxa. Uma delas é no caso de deficiência física do condutor.

De acordo com a Sefaz (Secretaria da Fazenda) do Estado de São Paulo, esta isenção somente será encaminhada quando o veículo zero ou usado estiver devidamente documentado em nome da pessoa com deficiência física.

Para conseguir a isenção, o interessado deve encaminhar os seguintes documentos no posto fiscal da Secretaria da Fazenda da área de sua residência: o kit requerimento em três vias de isenção do IPVA, devidamente preenchido; laudo médico que comprove a deficiência (uma cópia autenticada); uma cópia autenticada da carteira de identidade, CPF (Cadastro de Pessoa Física), comprovante de residência (água, luz ou telefone fixo), carteira de motorista, certificado de propriedade e licenciamento do veículo (frente e verso). Todos os documentos devem estar obrigatoriamente no nome da pessoa com deficiência. No caso de carro zero, também é necessário apresentar uma cópia da nota fiscal da compra do carro. Se o veículo passar por adaptação, é necessária a cópia autenticada da nota fiscal do serviço realizado.

A pessoa com deficiência também deve apresentar uma declaração de que irá possuir apenas um veículo com a isenção de IPVA. No caso de possuir mais de um veículo em seu nome, só será aceita a isenção de apenas um veículo, ficando o demais sujeito ao pagamento normal do tributo.

Outros casos

Também são isentos de pagamento de IPVA as máquinas utilizadas essencialmente para fins agrícolas; veículos ferroviários; de um único veículo usado como táxi, de propriedade de motorista profissional autônomo, por ele utilizado em sua atividade profissional; veículos de propriedade de Embaixada, Representação Consular, de Embaixador e de Representante Consular, bem como de funcionário de carreira diplomática ou de serviço consular, quando façam jus a tratamento diplomático, e desde que o respectivo país de origem conceda reciprocidade de tratamento; e ônibus ou microônibus empregados exclusivamente no transporte público de passageiros, urbano ou metropolitano, devidamente autorizados pelos órgãos competentes.

Os veículos com mais de 20 anos de fabricação também estão isentos do pagamento da taxa.

Caso o beneficiário não preencha ou deixe de preencher as condições exigidas para a imunidade, isenção ou dispensa, o imposto deverá ser recolhido no prazo de 30 dias contados da data da ocorrência do evento.

Fonte: O Liberal - 04/01/2011

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 05/01/2011

Falta de acesso ainda é muito comum

Em Americana, cadeirantes reclamam da falta de acessibilidade em lojas.

Ana Carolina Leal

A falta de acessibilidade na área central de Americana ainda causa constrangimento aos cadeirantes. A aposentada Simone de Oliveira Duarte, de 30 anos, sentiu na pele a dificuldade em fazer compras no comércio do município. "Não temos como entrar nas lojas e nem espaço para circular dentro delas. Cheguei ao ponto de precisar ser atendida do lado de fora do estabelecimento. Neste dia me senti um lixo", desabafou. Há três anos, Simone sofre de distrofia muscular.

A aposentada também reclama da falta de espaço para os cadeirantes dentro das lojas do Tivoli Shopping, em Santa Bárbara d'Oeste, ausência de banheiros apropriados em supermercados e, na maioria dos casos, mau atendimento. "Chega a soar como preconceito. Uma das lojas em que visitei não tinha nada no número e na cor que eu pedia. Cheguei a questionar a vendedora se ela não queria me atender. É muita humilhação", disse.

Recentemente, a mãe de Simone, a dona de casa Maria Aparecida Renuzza, de 50 anos, também presenciou uma outra cadeirante sendo atendida do lado de fora de uma loja porque não tinha como ela entrar no estabelecimento. "A vendedora mostrava roupas na calçada da loja. É uma situação, no mínino, humilhante", afirmou.

Em setembro, o vereador Reinaldo Chiconi (PMDB) acompanhado do secretário de Obras, Flávio Biondo, fez uma caminhada pelas ruas e comércios de Americana para mostrar o que tudo mundo já sabe: o município sofre com a falta de acessibilidade. Na ocasião, no entanto, o parlamentar e o representante do Executivo se comprometeram a encaminhar aos lojistas um modelo de como precisa ser a rampa para deficientes. De lá para cá, no entanto, nenhuma medida foi tomada.

Revitalização

A Prefeitura, por meio da assessoria, informou ontem que com a revitalização da área central, prevista para janeiro, o Executivo pretende colocar em prática um projeto junto com os comerciantes para adequar todas as lojas da cidade. Já o vereador se comprometeu a agendar uma reunião, em janeiro, com os secretários de Obras, Flávio Biondo, e de Promoção Social, Leila Marta Pessotto, para elaborar uma cartilha sobre quais mudanças serão necessárias para atender um cadeirante.

A direção do Tivoli Shopping informou via assessoria que dispõe de cadeiras de rodas e também motorizadas para garantir o conforto dos clientes com necessidades especiais, vagas exclusivas e isenção de estacionamento mediante preenchimento de cadastro. Quanto às lojas citadas pela consumidora, a diretoria do shopping se comprometeu a verificar a situação e a orientar os demais colaboradores em relação ao atendimento adequado aos portadores de necessidades especiais.

COMENTÁRIO APNEN:, Não é só em Americana que tem problemas com Acessibilidade, em muitas outras cidades este fato também acontece, na CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988, Art.5º diz que, Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.
Como já afirmamos anteriormente diversas Leis e Decretos foram promulgados no sentido de garantir a cidadania das pessoas deficientes. O Decreto 3298 de 20 de Dezembro de 1999, que dispõem sobre a Política Nacional para Integração das Pessoas Deficientes; o Decreto 3956 de 08 de Outubro de 2001 que promulga a Convenção Internacional para a Eliminação de todas as formas de discriminação contra as pessoas deficientes; o Decreto 5296 de 02 de Dezembro de 2004, que Regulamenta as Leis nos 10.048, de 8 de novembro de 2000, que dá prioridade de atendimento às pessoas que especifica, e a Lei 10098 de 19 de Dezembro de 2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das Pessoas Deficientes, entre outras.
"Leis existem e muitas, mais poucas são respeitadas e cumpridas"


Fonte: O Liberal - Americana - SP, 03/01/2011

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 05/01/2011

Implante para deficientes auditivos virou programa municipal

O fornecimento de implantes cocleares pela prefeitura de Atibaia agora é institucional.
da Assessoria de Imprensa
O atual presidente da Câmara de Atibaia, o vereador Wanderley Silva de Souza, comemorou esta semana a inserção do programa que dá atendimento ao deficiente auditivo, e que inclui cirurgia de implante coclear, no quadro de serviços permanentes oferecidos pela Secretaria Municipal de Saúde. O projeto, implantado em Atibaia no final do ano passado, recebeu subsídios da Prefeitura para sua realização durante todo o ano de 2010 e, a partir de 2011, será institucionalizado programa municipal.

"O que começou há um ano como um projeto piloto torna-se, a partir de agora, um programa municipal contínuo e efetivo. Estou muito feliz por isso", comemorou o vereador. "É mais uma conquista, fruto do nosso trabalho em 2010, e com apoio total do prefeito Dr. Denig. Assim que as festividades de final de ano forem encerradas e a profissional responsável pelo projeto retornar de seu merecido descanso, retomaremos as atividades", afirmou.

Em 2009, um grupo de pais procurou o vereador. "Eram pais, assim como tantos outros que hoje são atendidos pelo projeto, que possuem filhos com problemas auditivos mas não têm condições financeiras de arcar com os custos de um tratamento como esse", explica Wanderley. A partir daí, o vereador intermediou, junto com a fonoaudióloga Ana Lúcia Aguirre - coordenadora do programa - reuniões com a Prefeitura para viabilizar o projeto. "Busquei o apoio do prefeito Dr. Denig, que foi receptivo e abraçou o projeto."

O programa inclui atendimentos em fonoaudiologia para os pacientes, e, quando necessário, encaminhamento para a realização de implante coclear - que é realizado na cidade de Bauru, uma das pioneiras na implantação da tecnologia no Brasil. "Atibaia não realiza esse tipo de cirurgia", explica Ana Lúcia.

Segundo a fonoaudióloga, o implante é indicado para perdas auditivas neurossensoriais bilaterais severas e profundas, tanto para as congênitas (pré-linguais) quanto para as adquiridas (pós-linguais), onde o uso do AASI (Aparelho de Amplificação Sonora Individual) não tem um resultado satisfatório. "É uma técnica para os pacientes que apresentam perdas auditivas por muito tempo e, por isso, não desenvolveram a fala", ressalta.

Em alguns casos, a criança é implantada ainda com oito meses de vida. "Por isso, o teste da orelhinha, realizado logo nos seis primeiros meses, é tão importante. Nesta etapa, os pais não conseguem identificar sozinhos a existência do problema, que se for precocemente diagnosticado, através dos testes realizados por uma equipe técnica, a criança passa a ser acompanhada e será avaliada a possibilidade do implante", explica a Dra. Ana.

O teste da orelhinha é realizado na própria maternidade e consiste na inserção de um microfone no conduto auditivo do bebê, emitindo um som que chega à cóclea (parte interna do ouvido, responsável pela audição), que emite outro som como resposta. Sem essa tecnologia, a surdez é detectada somente entre o primeiro e o quarto ano de vida, prejudicando, até então, a capacidade de comunicação da criança.

No atendimento particular, três sessões semanais de fonoaudiologia custam em torno de R$ 600,00. Hoje, o valor de uma cirurgia de implante coclear é alto - aproximadamente R$ 80.000,00 - já que todo o equipamento é importado. Nos grandes centros urbanos, os pacientes podem fazer a cirurgia através do SUS (Sistema Único de Saúde), mas a indicação tem que partir de um profissional de Fonoaudiologia, que também acompanha o caso e trata o paciente após a cirurgia. "Vale lembrar que, antes do projeto, alguns pacientes perderam a cirurgia por não terem um fonoaudiólogo responsável", conta a coordenadora.

"É um projeto de grande importância para a cidade, para a saúde integral da população e inserção do deficiente auditivo na sociedade. A comunicação é fundamental para essas crianças e jovens, portadores dessa deficiência, como forma de participar mais ativamente e se integrar integralmente na sociedade", ressalta o vereador Prof. Wanderley.

Para fazer parte do programa, os interessados devem procurar a Secretaria Municipal da Saúde, que fica na rua Bruno Sargiani, nº 100, no Pq. Jerônimo de Camargo. Telefone: (011) 4414-2220.



Fonte: Atibaia.com - Atibaia - SP, 03/01/2011

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 05/01/2011

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Projeto aumenta pena para estacionamento em vaga de idosos ou deficientes

BOA NOTÍCIA, MAS TAMBÉM É PRECISO FISCALIZAÇÃO!

(Imagem ao lado: Shopping D. Pedro/Campinas. O desrespeito por lá continua!) Vital do Rêgo Filho pretende aumentar a infração de 3 para 7 pontos na carteira de habilitação. A Câmara analisa o Projeto de Lei 7864/10, do deputado Vital do Rêgo Filho (PMDB-PB), que endurece a pena para quem estacionar ilegalmente nas vagas reservadas para maiores de 60 anos ou pessoas com deficiência. A infração vai passar de leve para gravíssima, aumentando o valor da multa e o número de pontos na carteira impostos ao condutor.

"Cadeirantes e idosos já perderam a conta de quantas vezes foram obrigados a comprar"briga"para ver o seu direito assegurado", argumenta o autor.

Atualmente, por definição de resoluções do Conselho Nacional de Trânsito, quem estaciona ilegalmente nas vagas destinadas a maiores de 60 anos ou a pessoas com deficiência comete infração leve e está sujeito a pena de multa e remoção do veículo, além de ganhar três pontos na carteira de habilitação.

A proposta torna a prática infração gravíssima, que acarreta sete pontos na carteira, pagamento de multa e ainda a remoção do veículo pelo Departamento de Trânsito (Detran) competente. Além de alterar a pena, a proposta inclui a sanção, atualmente imposta por resolução, no Código de Trânsito (Lei 9.503/1997). O objetivo, segundo o deputado, é dar maior garantia de que o direito dessas pessoas seja respeitado.

Tramitação

A proposta tramita em caráter conclusivoRito de tramitação pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em duas situações: - se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra); - se, depois de aprovado ou rejeitado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário. e será analisada pelas comissões de Viação e Transportes; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta: PL-7864/2010(http://www.camara.gov.br/internet/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=485979)

Autor: Agência Câmara

Fonte: Jus Brasil (30/12/10)

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 04/01/2010

Vergonha de sair de casa

Vergonha de sair de casa é um problema que quase todo cadeirante passa. E isso impede a grande maioria de levar uma vida normal e se divertir. Causa depressão e baixa a auto estima. Mas porque os cadeirantes tem tanta vergonha de sair na rua?

Tudo bem que chegar em qualquer lugar em uma cadeira de rodas não é a coisa mais normal nem bonita do mundo. Mas também não é nenhum bicho de sete cabeças, é só um cara que já trouxe sua cadeira (pra um lugar que geralmente todo mundo está sentado). Creio que o maior problema são os olhares das outras pessoas. Aquela cara de quem parece que está vendo um alienígena. Ou cara de pena. Ou pior, a cara de reprovação, como quem diz "o que que essa pessoa está fazendo aqui? Não deveria ficar em casa?" Preconceito é complicado, mas pior que ele é o auto preconceito.
Se o problema são os outros, a solução está dentro da gente. Depende da gente ligar ou não pro olhar das pessoas. E a forma como você encara a situação, como se comporta, pode mudar completamente o olhar das pessoas. Ou melhor, a visão.
Eu sempre encarei numa boa essa situação, nunca liguei pra opinião dos outros. O que importa mesmo é que eu me sinta bem. E quando saio na rua de cadeira de rodas eu sinto orgulho. Orgulho por mostrar que sou capaz. De me divertir, viajar, saborear, beber e fazer quase tudo o que todo mundo faz.
Mas afinal, porque todo mundo olha? Porque estão vendo um problema que você tem, e ficam se questionando uma série de coisas. Mas o fato é que todo mundo tem problemas. Um tem dívidas, outro está acima do peso, outro perdeu o emprego, outro perdeu a mulher... Portanto, se você é cadeirante e tem vergonha, são dois problemas. Deixe que a cadeira seja o único e mostre ao mundo que você ainda tem muitos motivos pra curtir a vida e se divertir. E ser feliz.

Fonte: http://blogdocadeirante.blogspot.com/2011/01/vergonha-de-sair-de-casa.html 03/01/2011

APNEN, colaborando na divulgação desta metéria: 04/12/2011

Mobilidade para cadeirantes

Atividades físicas ajudam a recuperar movimentos perdidos e oferecem condicionamento para subir rampas e pegar objetos.

Cadeirantes não precisam de atividades físicas diferenciadas. Podem usar os mesmos aparelhos e fazer exercícios igualmente realizados por alunos que não têm deficiências físicas. Ainda assim, as opções de treinamentos são restritas devido, principalmente, à dificuldade de acesso.
A realidade é difícil especialmente porque cadeirantes precisam de um melhor condicionamento para subir rampas, descer calçadas, sair da cadeira de rodas e pegar objetos no guarda-roupa, entre outras atividades. "Os exercícios favorecem o controle de tronco para que a pessoa tenha mais mobilidade para fazer movimentos", explica Cleuton Nunes, treinador da Body Systems (grupo de profissionais que desenvolve programas de aulas para academias). Cleuton sofreu um acidente há pouco mais de um ano e perdeu as duas pernas. Há 8 meses, ele passou a oferecer um programa de ginástica coletiva e individual para cadeirantes no Instituto Lucy Montoro, em São Paulo.

Recuperação

Uma academia inaugurada em São José dos Campos não é voltada a cadeirantes, mas por ter ampla acessibilidade, vem conquistando este público - hoje são 10 alunos que treinam no local. "Eles conseguem desenvolver mais autonomia, voltaram a fazer gestos que haviam perdido. Um aluno não levava a mão até o boné, hoje ele consegue. Para quem está de fora parece pequeno, mas para eles é surpreendente", diz o treinador e idealizador Artur Hashimoto

Foto: Arthur Hashimoto durante aula de treinamento funcional com aluno
Fonte: Diário de São Paulo - 03/01/2011
APNEN,colaborando na divulgação desta matéria: 04/01/2011