sábado, 15 de janeiro de 2011

Prefeitura de Osasco leva a audiodescrição para as salas de aulas

Turmas de crianças, adolescentes e jovens adultos tiveram mais de 55 sessões de cinema acessível desde outubro.

da Assessoria de Imprensa

APNEN, colaborando na divulgação desta metéria: 15/01/2011

Secretaria de Educação promove o Cinema Inclusão

Foto Internet.
A Prefeitura de Osasco, por meio da Secretaria de Educação, deu início ao projeto Cinema Inclusão, exibição de filmes com recursos de acessibilidade na própria unidade educacional. Desenvolvido com assessoria da associação Mais Diferenças, o projeto vem percorrendo as unidades oferecendo às crianças curtas-metragens nacionais com tradução para LIBRAS (Linguagem Brasileira de Sinais), audiodescrição (para pessoas com deficiência visual) e legenda oculta (conhecida como closed caption, indicada para pessoas com deficiência auditiva).

Juntamente com o filme, cada unidade recebe uma caixa que contém um kit para exibição: panos pretos para escurecer a sala, tela branca para projeção, DVD’s, encartes com sugestões de atividades e vendas para os olhos.

Após a exibição, os alunos sentam em roda e têm uma conversa sobre o que foi visto e realizam atividades propostas pela professora, sempre abordando a temática da inclusão e acessibilidade. O objetivo é oferecer a possibilidade de assistir filmes na infância, além de enriquecer a proposta pedagógica com o tema inclusão.

“A ação garante o acesso à cultura e pode ainda produzir o interesse dos alunos por programas culturais e pela produção audiovisual, além é claro de as questões levantadas pelos alunos poderem suscitar novas propostas para serem abordadas no plano pedagógico”, explica a secretária de Educação, Profª Mazé Favarão.

Os alunos da EMEI Severino de Araújo Freire, no Jd. Novo Osasco tiveram a sua primeira sessão no último dia 3 de dezembro. “"Achei legal o filme e perguntei para a professora porque as crianças se deram as mãos”", disse o estudante Paulo Henrique da Silva Souza Bispo, de 5 anos. “"Eu também gostei, menos da parte em que a menina fica doente"”, acrescentou o colega David Mariano Alves da Silva, também de 5 anos.

Para a professora Meire Aparecida Cavalcanti Brasil da Silva, o projeto vem enriquecer o que já é proposto em sala. "“Como temos um aluno com Síndrome de Down, já havia tratado esse tema com eles. É muito bom começar desde cedo a aprender a respeitar"”, enfatiza a professora.

Cinema para todos

Haverá exibição de filmes em todas as unidades, desde creches até as salas de EJA, contando com a participação de uma ou duas classes por período, indicadas pela escola. Os filmes exibidos e a atividade posterior são escolhidos de acordo com a modalidade de ensino. As sessões acontecem às 3ªs, 4ªs e 5ªs feiras. As sessões iniciaram em 19 de outubro e totalizarão 57 em 2010, tendo continuidade a partir de fevereiro de 2011.

Os filmes escolhidos para a exibição no Cinema Inclusão são:

- Para as Escolas Municipais e Educação Infantil:
Os Olhos do Pianista
Em um cinema mudo, pianista cego executa trilhas ao vivo com a ajuda de sua neta.

- Para as Escolas Municipais de Ensino Fundamental:
O anão que virou gigante
A improvável - todavia autêntica - história do anão que virou gigante. Menino que até aos 12 anos era anão e depois dos 20 tem crescimento exacerbado. Aborda o processo de exclusão vivido por esse menino na infância, por se tratar de uma pessoa de baixa estatura, e como esse fator foi determinante para a constituição de sua personalidade. Aos 20 anos, o mesmo se depara com um processo inverso.

- Para Educação de Jovens e Adultos:
Dedicatórias (Ficção/De Eduardo Vaisman/1997/15min/RJ). Mulher solitária
procura o amor através de dedicatórias amorosas de livros antigos. Eu não quero voltar sozinho (Ficção/ De Daniel Ribeiro/2010/17min/SP).. A vida de Leonardo, um adolescente cego, muda completamente com a chegada de um novo aluno em sua escola. Ao mesmo tempo, ele tem que lidar com os ciúmes da amiga Giovana, entender os sentimentos despertados pelo novo amigo Gabriel.

- Para todas as modalidades:
Animando
As várias técnicas de animação no cinema, em filme realizado em parte nos estúdios do National Film Board do Canadá.

Fonte: Rede SACI - Osasco - SP, 13/01/2011

Previdência e diferenças de interesse

Projeto que tramita na câmara cria distinção entre deficiência e sequela.

da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 15/01/2011

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 7218/10, do deputado Ricardo Berzoini (PT-SP) e outros, que diferencia a pessoa com deficiência do trabalhador com redução de capacidade laborativa adquirida já na condição de segurado. A proposta altera a Lei de Benefícios da Previdência Social (8.213/91).

O objetivo é acabar com conflitos de interesse entre os dois tipos de segurado. Isso porque, na definição das cotas de obrigatoriedade de contratação definidas na lei, "as empresas podem optar por preenchê-la totalmente com pessoas com deficiência ou com trabalhadores reabilitados, conforme suas conveniências", afirma Berzoini.

O projeto define vários procedimentos obrigatórios para reinserir no trabalho as pessoas com deficiência. As regras são similares às existentes na lei, só que separadas em uma seção sobre "habilitação profissional e social", em contraposição à seção que trata da habilitação e da reabilitação profissional. Dessa forma, segundo o parlamentar, serão beneficiados tanto a pessoa com deficiência quanto o trabalhador com sequela adquirida, respectivamente.

Regras

Segundo o texto, no processo de habilitação profissional e social, o beneficiário com deficiência, inclusive o aposentado, deverá ter acesso aos meios para participar do mercado de trabalho. Essa habilitação compreende o fornecimento de prótese, de órtese e de instrumentos de auxílio para locomoção, além do transporte do acidentado. Outro benefício concedido é o auxílio para tratamento ou exame fora do domicílio do empregado. As mesmas regras já existem nos casos de reabilitação profissional.

Concluído o processo de habilitação, a Previdência emitirá certificado individual, indicando as atividades que poderão ser exercidas pelo beneficiário, sem impedir que ele exerça outra atividade para a qual se capacitar.

O texto mantém a obrigação da empresa com 100 ou mais empregados de preencher entre 2% e 5% de seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiência, habilitadas, na seguinte proporção:
- até 200 empregados: 2%;
- de 201 a 500: 3%;
- de 501 a 1.000: 4%;
- de 1.001 em diante: 5%.

Fonte: Tribuna do Norte - 14/01/2011

Vídeo da campanha.

Vídeo da campanha de concientização pelas vagas destinadas a pessoas com deficiência.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 15/01/2011

Com as pessoas não aprendem que vagas destinadas a deficientes são para pessoas que tem dificuldade de locomoção, vem ai mais uma campanha para ajudar "os esquecidos" a lembrar desse PEQUENO detalhe.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=O4wdO6BpaFs

Fonte Blog(D)Eficiente:14/01/2011

Tamanho é documento

Estilista cria confecção de roupas para mulheres anãs.
Adriana Kuchler
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria:15/01/2010

A atriz e estilista Carina Casuscelli
encontrou um mercado na moda bem
diferente: resolveu vestir anãs
Atriz e estilista, Carina Casuscelli descobriu seu mininicho de mercado ao tentar resolver um pequeno problema de suas amigas anãs: encontrar looks que caíssem bem. Roupas de criança desconsideram os peitos ou entalam nos quadris -mais largos.

Carina decidiu então fazer modelitos para as "pequenas". Divulgando o trabalho pelo blog A Moda Está em Baixa, já vendeu mais de 200 peças em que tamanho é documento. "Não dá pra fazer P, M e G porque elas têm proporções bem diferentes. Confecciono sob medida."

Nessa onda "pela democracia dos corpos", promoveu um desfile com modelos anãs, cadeirantes e até uma amiga que mede 1,99 m. A ideia ainda não dá dinheiro, mas rende outros projetos: Carina produz um programa-piloto pra TV, com a amiga grandona e uma pequena. Vai se chamar "As Estranhas".

Fonte: Folha Online - São Paulo - SP, 14/01/2011

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Ambientes adaptados

Veja como adaptar o seu ambiente com segurança.
da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 14/01/2011

É fato que muitos deficientes não tem noção do que é possível melhorar na sua qualidade de vida adaptando-se o ambiente onde se vive as suas necessidades. E isso não é valido apenas ao cadeirantes, pois muitas pessoas que tem deficiência motoras, auditivas ou visuais também podem se usufruir de várias adaptações para ambientes.

Claro que cada deficiência poderá demandar uma adaptação ao ambiente diferente e cada pessoa, mesmo que com o mesmo problema, poderá se adaptar de forma diferente a cada tipo de adaptação, afinal de contas se o mundo fosse igual para todos não teríamos os deficientes.

Algumas adaptações simples e gerais podem ser feitas em casa e sem gastar dinheiro ou tendo um valor baixo a se gastar, já outras demandam um valor mais alto, principalmente se envolver obra, para serem realizadas. As mais simples podem ser desde a desobstrução do ambiente para uma melhor circulação do portador de deficiência até a proteção de cantos e quinas de paredes e as mais caras podem partir de rampas de acesso a residência até ambientes totalmente adaptados.

Lógico que tudo vai depender do que se espera e do que se pode gastar, pois não resolve morar em uma residência com uma cozinha totalmente adaptada se os custos da adaptação não permitem que se compre comida para fazer na cozinha ou o deficiente não seja quem vai cozinhar. Então o planejamento é muito importante pata que se obtenha um maior proveito dos recursos e da adaptação final.

A consulta a arquitetos e engenheiros ajuda muito, porém nem todos estão preparados para a acessibilidade e adaptações de ambientes, isso porque na faculdade não há foco nessa área (apesar de estar mudando o conceito). E para quem precisa de ajuda, não tem grana para contratar um profissional e deseja tirar o máximo de proveito o que pode-se fazer? Parece loucura, mas procurar uma faculdade e propor um estudo de caso com alunos de arquitetura e engenharia pode ser a melhor solução, inclusive você deverá ter a melhor experiência de forma gratuita.

Vcê pode estar pensando: “Isso só pode ser uma piada e olha que não é 1o; de abril ainda.” A minha resposta é simples e bem objetiva:

O estudo do seu caso será orientado por um professor da instituição. Ou seja, você não estará sendo cobaia e se arriscando, afinal ele é um profissional da área.

Os alunos que embarcarem nesse projeto têm muito interesse em aprender sobre o assunto e com isso irão buscar alternativas para o seu caso, inclusive se for necessário com outros alunos de diversos cursos como fisioterapia para poder melhorar seu trabalho.

Ao final você poderá discutir com eles as alternativas encontradas e sugerir modificações para sua melhor adaptação, se assim for necessário.
A interação com os aluos fora um vinculo estreito e caso você ao longo de sua experiência necessitar de mudanças, normalmente terá acesso a eles, mesmo que já estejam formados.

Resumidamente, só há benefícios a se colher? Não. Se o projeto for feito apenas para que se conquiste nota, a coisa fica mais complicada e pode ser feito somente com aquele objetivo, que não é o principal, então o interessante é avaliar o conteúdo final da proposta dos alunos com o orientador e ver se realmente a experiência valeu a pena e se o investimentos será em feito.

Fonte: Blog do Deficiente Físico - 13/01/2011

Fiscalização da Lei de Cotas aumenta

Empresas que não preencheram as cotas de deficientes foram multadas.
Adriana Aguiar

APNEN,colaborando na divulgação desta matéria: 14/01/2011

As empresas que não conseguiram preencher as cotas destinadas por lei a trabalhadores com algum tipo de deficiência, arcaram com um número maior de multas em 2010 na comparação com o ano anterior. Na Grande São Paulo e baixada Santista, por exemplo, o Ministério Público do Trabalho da 2ª Região registrou 116 autuações no ano passado. Um aumento de 32,5%, em relação a 2009, cujo número de multas correspondeu a 90. As punições só não foram maiores do que as aplicadas em 2007, ano em que foram registradas 131 autuações. Pela Lei nº 8.213, de 1991, as companhias com mais de cem empregados são obrigadas a destinar de 2% a 5% de suas vagas para deficientes.

Fonte: Valor Online - São Paulo - SP, 13/01/2011

Luiz dos Santos (1929-2011) - Biólogo que atuou pelos deficientes

Atuou pelos deficientes.
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 14/01/2011

Estêvão Bertoni - de Sâo Paulo

Na década de 50, algumas das aulas que Luiz dos Santos assistia foram dadas na Cidade Universitária, ainda não inaugurada na zona oeste da capital. Ele era estudante de história natural da USP.
O campus, na época, era um barro só, conta a professora e colega de turma Mathilde Ranieri. Para Luiz, que usava muletas, a situação era ainda mais complicada. Para atravessar alguns trechos, ele tinha de subir nas costas de colegas e ser carregado.
Aos 11 anos, o rapaz de Taubaté (SP) perdeu os movimentos das pernas devido a um tumor na coluna. Segundo familiares e amigos, ele nunca se queixou do fato.
De algo, porém, sempre reclamou: da falta de acessibilidade. Jantar fora com a família, por exemplo, era uma epopeia. Se tinha dificuldades, chamava o dono do restaurante e dizia: "Sou deficiente, mas também como".
Após se formar biólogo em 1957, Luiz foi trabalhar no Instituto Adolfo Lutz, em SP. Depois, transferiu-se para Taubaté. Nos anos 80, deu aulas de patologia na faculdade de medicina da cidade.
Lá, também brigou para que as calçadas ganhassem rampas. E criou a Aparte (Associação dos Paraplégicos de Taubaté), que hoje dá assistência a mais de 300 pessoas.
Há cerca de 25 anos, Luiz adotou de vez a cadeira de rodas. Tinha carro adaptado e continuou ativo. Ia a todos os encontros da turma da USP.
Nos últimos anos, estava vivendo em Tremembé (SP). Teve uma escara (problema na pele) e morreu na quarta-feira (5), aos 81, de infecção pulmonar e septicemia. Deixa viúva, duas filhas, sete netos e três bisnetos.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo - Cotidiano - 14/01/2011

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Exame de sangue da mãe detecta síndrome de Down

Novo teste sequencia genes do DNA fetal encontrado no plasma materno.

Técnica, ainda em fase de pesquisa, evita procedimentos invasivos usados hoje para detectar a doença.

Ricardo Bonalume Neto - de São Paulo

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 13/01/2011

Testando apenas o sangue da mãe, uma equipe de pesquisadores conseguiu detectar com precisão a síndrome de Down no feto, por meio do sequenciamento dos genes.
Isso evita procedimentos invasivos de diagnóstico pré-natal, como a punção de líquido amniótico (ver quadro ao lado), que podem causar risco à gravidez.
A equipe de 24 pesquisadores liderada por Dennis Lo Yuk Ming, da Universidade Chinesa de Hong Kong, demonstrou que a análise do material genético pode eliminar a necessidade desses procedimentos na gravidez de alto risco.
"A maioria das gestações estudadas estavam no primeiro trimestre, o que sugere que é possível implementar o teste mesmo no começo da gravidez", afirmam Lo e colegas sobre o sequenciamento genético.
O teste procura fragmentos do DNA fetal no sangue da mãe e determina se há cromossomo 21 triplo -causador da síndrome de Down.
Foram testadas 753 grávidas que já tinham feito os exames tradicionais. Dessas, 86 tinhas fetos com a doença.
Lo e colegas já tinham publicado outro artigo, em dezembro passado, também na "Science Translational Medicine", sobre a varredura genética do sangue.

GENE RECESSIVO

Outra pesquisa publicada ontem demostra o potencial do sequenciamento genômico para descobrir doenças hereditárias.
O artigo está na última edição da "Science Translational" e mostra um teste que analisa o genoma de futuros pais e mães para detectar 448 doenças.
A equipe de Stephen F. Kingsmore, do Centro Nacional para Recursos do Genoma, EUA, optou por vasculhar doenças com origem hereditária comprovada e baseada em genes ditos recessivos. A pesquisa foi feita com mais de cem amostras de DNA, não com pacientes.
Nesses casos de doenças causadas por genes recessivos, o problema é provocado por apenas um gene.
Para ser afetada, a criança precisa herdar a forma recessiva, não dominante, do pai e da mãe. Se pai e mãe têm ambos uma mutação no mesmo gene recessivo, então qualquer feto estará com 25% de chance de ter a doença, como é o caso da fibrose cística (que afeta o pulmão) ou a doença de Tay-Sachs.
Kingsmore e colegas lembram que já foram identificadas 1.139 dessas doenças com origem em genes recessivos. Doenças hereditárias provocam 20% das mortes de crianças no mundo.
Enquanto a pesquisa de Lo sobre síndrome de Down envolve fetos (é "pré-natal"), o objetivo do segundo estudo é testar se os pais são portadores dos genes que provocam a doença, um estudo "pré-concepção".
Graças a checagens pré-concepção e ao aconselhamento genético dos pais, foi possível, por exemplo, reduzir em 90% os casos da doença de Tay-Sachs, problema neurodegenerativo e incurável, entre os judeus asquenazes (da Europa central).

APLICAÇÃO

De acordo com Kinsgmore, a principal questão associada a esse tipo de teste, para que ele seja disseminado, é a educação dos médicos e do público sobre as informações genéticas: como interpretá-las e como aplicá-las.
"Isso vai requerer o treinamento de muitos conselheiros genéticos", disse o pesquisador à Folha.
Ele afirma que pretende começar a oferecer o teste nos EUA já no outono deste ano (em torno de setembro, no hemisfério Norte).
"Vai levar vários anos para informar e educar os médicos sobre o teste. Nós achamos que o ritmo da adoção vai se relacionar com o custo, que deve ser de cerca de US$ 500 (R$ 837)", afirma Kingsmore.
A próxima estapa da pesquisa vai envolver pacientes voluntários. A ideia é escanear até 580 doenças simultaneamente.
Comentando o futuro dos testes genéticos, também na "Science Translational Medicine", o pesquisador Laird Jackson, do Hospital da Criança de Filadélfia, EUA, disse que esses estudos jogam uma luz nova sobre velhas preocupações éticas, legais e sociais associadas com a tecnologia genética.
"A tecnologia está aqui, continuando a se desenvolver, e vai se tornar mais barata, mais rápida e, portanto, mais disponível."
A questão agora é educar consumidores e profissionais sobre o poder dos testes.

"Deve haver uma discussão aberta sobre suas qualidades e a respeito de sua implementação", declarou Jackson à Folha.

Fonte: Folha de Sãopaulo - Saúde - 13/01/2011

Deficiente físico consegue isenção de impostos para comprar carro

Decisão na justiça estende o benefício para deficientes que não dirigem.

Maria Alice Rangel Vila
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 13/01/2011

A Justiça Mineira concedeu a um deficiente físico não motorista isenção tributária de ICMS e IPVA para a compra de um veículo automotor.

A decisão, concedida em mandado de segurança, declarou inconstitucional a discriminação da lei que isenta apenas os deficientes que forem motoristas. Para a Justiça, qualquer deficiente físico ou mental tem direito a isenção e não só aqueles que dirigem, levando em conta os princípios da proteção às pessoas com limitações ao exercício da cidadania.

O deficiente físico recorreu à Justiça após ter o pedido de isenção negado pela Secretaria de Estado da Fazenda de Minas Gerais, que foi intimada a prestar informações em até dez dias.

Comentário APNEN: Corretíssima a decisão da Justiça Mineira de estender o benefício para deficientes que não dirigem, muitas são as pessoas com deficiência que podem dirigir o seu proprio veículo, e se locomoverem até o seu destino, e muitas outras pessoas com deficiência, não podem dirigir o seu proprio veículo, mais necessitam de um veículo que o transporte até o seu destino. Parabéns!!


Fonte: eBand - Minas Gerais, 12/01/2011

A formação de professores para a escola inclusiva

Texto extraído das páginas do livro “ESCOLAS PARA TODOS” do Ministério da Educação, com dados da UNESCO, coletados em inglês pela organização internacional Save the Children, e traduzido em Portugal.
da Redação
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 13/01/2011

Amigos,

Estamos todos lendo diariamente nos jornais a respeito dos rumos da educação no Brasil, e de quanto estamos atrasados enquanto país em comparação até com outros países do continente americano.

A questão da preparação dos professores para aceitar a diversidade humana em suas salas de aula, no processo de educação inclusiva que prossegue, com polêmicas, restrições e grandes sucessos em todo o mundo, atrai a atenção de todos.

Recuperamos um texto que havíamos digitado em 2006, cerca de cinco anos trás, de um livro editado em Portugal que se não traz grandes novidades com certeza nos convida a refletir uma vez mais em como podemos contribuir de alguma forma para melhorar os nossos professores. Com certeza, salários dignos, que lhes permitam continuar desenvolvendo seu talento e sua capacidade e sensibilidade humanas para ensinar nossas crianças, é item rimordial entre tantos.

Não custa nada reler o que a gente já leu, refletir sobre o que lemos e, assim, nos reconstruirmos todos os dias como seres humanos que ajudam a fazer o Brasil crescer de fato. Todos nós, leigos ou profissionais da área da educação, somos todos EDUCADORES!

Maria Amelia

A questão dos professores na realidade educacional brasileira é de suma importância, porque há muitos professores dos milhões que existem em nosso país que são extremamente mal pagos e, conseqüentemente, mal preparados para suas funções. Se um professor tem de manter três empregos, por exemplo, e ganha pouco como pode fazer cursos de atualização, de aperfeiçoamento, estar a par de novas tecnologias aplicáveis ao ensino? Todos trabalhamos mal quando não nos sentimos fortalecidos nas tarefas que devemos desempenhar, isso é simplesmente humano.

Todavia, a importância da educação e dos professores obviamente dentro dela merece a maior consideração porque nesta época de intensos debates pré-eleitorais, que antecedem uma eleição majoritária significativa, os candidatos têm gasto muito tempo e entusiasmo preconizando a educação como a salvação da Pátria. Mas se é assim, se sempre foi assim, porque a educação só recebe, realmente, atenção especial em épocas de eleição como a que estamos atravessando?

E, na verdade, como sabemos muito bem, em países ricos, onde a renda do povo é mais elevada e não existem tantas injustiças na ordem social como ocorre no Brasil, os professores são muito bem remunerados e estimulados a procurar se entender bem entre si como categoria importante que formam, e compartilhar experiências de seu a dia-a-dia na sala de aula. Será tão difícil para nós vencermos a nossa emperrante burocracia e seguirmos o exemplo de outros povos com uma preocupação real, genuína, em relação à educação destinada a nossos filhos? Vamos ao texto editado em Portugal, como sempre, procurando extrair valiosos dados do mesmo.

Formação de professores

O professores precisam de formação sobre os princípios do ensino inclusivo e sobre os princípios básicos ligados à deficiência, para garantirem que as suas atitudes e abordagens não impedem as crianças com deficiência de ter um acesso igual ao currículo. A formação deve ser contínua, fornecida através de pequenos cursos (ou módulos) e deve ter lugar num ambiente escolar, preferivelmente nas suas próprias escolas. A formação deve ter lugar em etapas de pré-serviço e de serviço. A formação no local, com resolução de problemas, é mais eficaz do que a formação teórica de pré-serviço. Na realidade, incentivar os professores a reunirem-se regularmente para discutir problemas e desenvolver confiança nas suas próprias habilidades é, segundo alguns, a forma mais eficaz de desenvolvimento dos quadros.

Responsabilidades dos professores

Os professores têm que entender, e aceitar, que é sua responsabilidade ensinar todas as crianças, uma vez que todas as crianças têm direito ao ensino. *Motivar os professores para aceitar esta responsabilidade pode ser chave para o sucesso. *Uma vez motivados, terão necessidade de apoio prático periódico e feedback construtivo. Os sistemas de prêmios podem ser úteis para manter o empenho dos professores que demonstram competências adicionais, mas devem ser aplicados através de sistemas existentes de promoção e classificação. Ser reconhecido como um professor criativo, e ver as crianças com deficiência conseguirem resultados será, por si só, um prêmio para um professor. Proporcionar pagamentos adicionais por ensinar alunos com deficiências pode causar divisões.

Metodologias de ensino

Os professores só com experiência de ensino e métodos de aprendizagem de rotina irão provavelmente ter dificuldade em adaptar o seu estilo a outro que promova métodos ativos centrados na criança. As mudanças nos métodos de ensino poderiam incluir um novo arranjo da classe, para que as crianças possam trabalhar em pequenos grupos; encorajar um sistema de `amigos´ onde as crianças mais velhas e com maiores capacidades acadêmicas são designadas para trabalhar com as que têm dificuldades de aprendizagem; introduzir materiais disponíveis localmente para as atividades de jogos, ou ensinar matemática ou novo vocabulário. Os professores precisam de oportunidades para experimentar novos métodos, partilhar idéias, e observar outros professores a utilizar métodos diferentes.

Acesso à informação

Os professores precisam de acesso à informação fácil de ler sobre documentação internacional, e como implementar práticas mais inclusivas. Ler sobre a experiência de outros professores, trabalhando em conceitos semelhantes, ajuda os professores a refletir sobre sua própria experiência e a ganhar confiança para experimentar novas idéias.

Fonte: Rede SACI - 12/01/2011

Educação e inclusão: ano-velho ou ano-novo?

Artigo de Lúcio Carvalho sobre as perspectivas da educação inclusiva em 2011
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Lucio Carvalho

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 13/01/2011
A universalização do atendimento escolar, preconizada como a segunda grande diretriz do Plano Nacional de Educação (PNE) 2011-2020, enviado ao Congresso Nacional em fins de dezembro (15/12) pelo Ministro Fernando Haddad, do MEC, enfrenta desde já um importante desafio pelo menos no que se refere à educação especial. Caberá aos deputados federais eleitos, que assumem suas funções em 1º de fevereiro de 2010, conhecer, analisar e decidir pelo PNE e também sobre proposta de Decreto Legislativo que visa anular a aplicação de regulamentação proposta pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) no que diz respeito à matrícula de estudantes com deficiência nas classes comuns do ensino regular.

É o que pretende o PDC-2846/2010(http://www.camara.gov.br/internet/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=485598), de autoria do Deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG) que também é presidente da FENAPAES, Federação Nacional das APAES (Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais). Barbosa alega a inconstitucionalidade da Resolução 4/10 da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CBE/CNE) e propõe anular o artigo da resolução que trata do caráter complementar e/ou suplementar do atendimento educacional especializado, justificando que alunos com deficiência possam receber exclusivamente a educação oferecida pelas escolas especiais, deixando de frequentar o espaço comum das escolas regulares, tendo em vista que o projeto de decreto visa tão somente a suspensão do efeito da norma expedida pelo CNE e publicada pelo Ministro Fernando Haddad em julho de 2010 e a obrigatoriedade dos sistemas de ensino em matricular alunos com deficiência.

A principal barreira legal que o projeto do deputado Barbosa vai encontrar pelo caminho é a legislação federal atual, que incorporou com força de emenda constitucional a Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência e que assegura, em seu Art. 24, um sistema educacional inclusivo em todos os níveis e prevê que todos os apoios necessários sejam dirigidos a inclusão plena dos indivíduos na sociedade. A proposta ainda impacta o desejo da Conferência Nacional de Educação (CONAE) que confirmou em abril de 2010 o sentido de universalização a partir da instituição de uma escola unificada.

Avanço nas matrículas e na qualificação

O último ano foi o segundo em que o número de alunos com deficiência matriculados em classes comuns do ensino regular superou as matrículas em escolas especiais. De acordo com o Censo Escolar 2010, o número de alunos com deficiência matriculados em todos os sistemas de ensino aumentou cerca de 10% e, segundo o INEP, isso resulta de uma maior presença social através do desenvolvimento da educação inclusiva. Por todo o país, dezenas de cursos envolvendo professores e gestores na área de educação aconteceram no sentido de qualificar a escola comum como um espaço efetivamente democrático e capaz de atender às diferenças inerentes a população de alunos, seja através dos poderes públicos municipais e estaduais como no meio universitário, atingindo novos profissionais da educação. Muitas escolas especiais, inclusive algumas APAES, redimensionaram sua forma de atendimento e passaram a atuar em regime de colaboração com a escola regular. Elas oferecem, no contraturno, o atendimento educacional especializado (AEE), que é um serviço disponibilizado aos alunos com deficiência também pelas próprias escolas e constitui a base da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, sustentada pelo MEC e recentemente regulamentada pelo CNE.

Resistências não são novidade

Não são exatamente novidade as resistências em torno da atual política de inclusão. Além das escolas especiais, que vêem seus recursos ameaçados e seus serviços com uma clientela cada vez menor, também muitas escolas particulares ainda rejeitam essa nova perspectiva de atendimento.

Mesmo sendo integrantes do sistema geral de ensino e obrigadas a cumprir a legislação educacional em vigor, ainda são muito frequentes situações de constrangimento às famílias de crianças com deficiência que encontram dificuldade inclusive para matricular seus filhos e imposições contratuais desiguais, como obrigações de pagamentos adicionais e outras necessidades específicas negociadas em particular.

Sob o pretexto de aumentar custos em decorrência de necessidades não habituais, cria-se um espírito de animosidade que vai encontrar solução muitas vezes judicialmente. O judiciário, por sua vez, ainda vem assimilando os valores expressos na nova ordem constitucional sobre o tema e o resultado disso são prejuízos desnecessário à população, que apenas quer ver cumpridos os seus direitos. As decisões judiciais, entretanto, cada vez mais tem favorecido aos cidadãos e também o Ministério Público tem agido como indutor de políticas públicas, orientando e fiscalizando tanto escolas públicas quanto privadas, em todas as modalidades de ensino.

No legislativo, o tema tem sido objeto de disputa e debates há pelo menos dez anos, desde que o MEC assumiu posição em prol da educação inclusiva e despertou a reação das escolas especiais, principalmente através da FENAPAES. Desde então, o debate ganhou importância na comunidade escolar, no meio acadêmico e também na cobertura jornalística, escapando do discurso especializado e ganhando relevância na sociedade de um modo geral.

Em dezembro, o Senado Federal promoveu o 6º Fórum Senado Debate Brasil, com o objetivo de capacitar os agentes legislativos a observar e efetivar os princípios propostos na Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência. Resta saber se o legislativo que irá tomar posse em fevereiro próximo irá acompanhar a vontade pública expressa na CONAE e no PNE e respeitar a hierarquia legal em vigor no Brasil ou se irá prevalecer o desejo de quem quer voltar atrás na implementação da educação inclusiva, abrindo brechas para que crianças com deficiência e suas famílias voltem a submeter-se à exclusão precoce do convívio social escolar e alijando-as do direito indisponível à educação e participação plena na sociedade.

Fonte: Rede SACI - 12/01/2011

Pesquisadores europeus criam tecnologia para auxiliar mobilidade de necessitados

União Europeia investiu 2,7 milhões de euros no desenvolvimento de sistema para idosos e portadores de deficiência controlarem com mais facilidade aparelhos eletrônicos.

da Redação
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 13/01/2011

Pesquisadores europeus desenvolveram um sistema para que pessoas idosas ou deficientes que tenham mobilidade reduzida possam controlar com mais facilidade aparelhos eletrônicos em suas casas usando celulares ou outros dispositivos, afirmou nesta quinta-feira, dia 6, a Comissão Europeia. O grupo, formado por cientistas de Portugal, Espanha, Alemanha, Suécia e República Tcheca, recebeu 2,7 milhões de euros (R,9 milhões) da União Europeia (UE) para financiar o projeto, batizado "I2HOME".

De acordo com a Comissão, o I2HOME foi desenvolvido para ser um controle remoto universal personalizado e simplificado, baseado nas normas técnicas atuais. A interface funciona em controles remotos, telefones celulares e computadores, e pode ser utilizada, por exemplo, controlar televisões, leitores de DVD, ar condicionados, máquinas de lavar, iluminação, e outros aparelhos domésticos. Para as pessoas com deficiência visual, os controles visuais são substituídos por uma interface de voz.

Neelie Kroes, vice-presidente da Comissão Europeia e responsável pela Agenda Digital para a Europa, afirmou que o projeto financiado pela UE "pode facilitar a vida de todos os cidadãos da União", e em particular, "os idosos, os deficientes físicos e as pessoas com dificuldade visual". A Agenda Digital foi adotada pela Comissão em maio de 2010 e, entre outros objetivos, prevê o uso das tecnologias de informação e comunicação para apoiar uma vida independente para idosos e deficientes.

O projeto-piloto do I2HOME foi testado em casas de famílias na República Tcheca, Alemanha, Espanha e Suécia. A tecnologia desenvolvido para o I2HOME já é utilizada por mais de 100 organizações e empresas na Europa, incluindo outro projeto financiado pela UE, o BrainAble, que ajuda pessoas com deficiência a se comunicarem com dispositivos através de sensores no cérebro, e por projetos que querem melhorar o aproveitamento e o monitoramento do consumo de energia e água.

Fonte: Resvita Época - 12/01/2011

Vozes do silêncio: os sentidos do discurso de/sobre sexualidade de mulheres paraplégicas - Parte 1

Convido você, caro leitor(a) a acompanhar o artigo "Vozes do siêncio: os sentidos do discurso de/sobre sexualidade de mulheres paraplégicas" da Doutora em Linguística Aplicada pela Universidade Estadual de Campinas, Maria do Socorro Correia Lima.
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 13/01/2011

"Falar a respeito da sexualidade de pessoas com deficiência e, mais precisamente, da mulher paraplégica é uma tarefa comparada ao caminhar sobre um tapete de ouriços, haja vista que os discursos produzidos no transcorrer da história internalizaram (pre)conceitos e valores – barreiras difíceis de serem transpostas – pois propiciam categorias de pensamento que não se podem modificar de uma hora para outra."



Resumo

Baseado nos pressupostos teórico-metodológicos da Análise de Discurso Francesa, este trabalho visa a investigar os depoimentos de mulheres paraplégicas que residem no Distrito Federal (DF), tendo por base seus discursos sobre sexualidade, corpo e deficiência. O debate propiciou-me verificar que quando afetadas pela malha discursiva do outro é que essas mulheres constroem suas representações sobre sexualidade, corpo e deficiência.

Introdução

Para além de compreender e aprender a controlar ou reparar as mudanças fisiológicas sofridas na esfera sexual é necessário levar em conta os movimentos discursivos sobre sexualidade, corpo e deficiência a/enunciados pela mulher paraplégica. Ciente do estado atual em que se encontra o conhecimento produzido e veiculado na área da sexualidade do/a lesado/a medular, o qual se tem limitado ao campo subjetivo das especulações e do imaginário, procuro um conjunto de informações concernentes à esfera sexual, com o intuito de dirimir a visão desarticulada que tanto a sociedade como os/as deficientes têm da sexualidade.

Seguir esses discursos requer seguir algumas pistas deixadas pelo sujeito enunciador, vislumbrar novas trilhas e escolher outras vias, pois os caminhos do dizer estão em contínua construção.

Reconhecer isso é perceber que os vestígios devem ser seriamente seguidos, para quem sabe, perseguindo suas pegadas, darmos de cara com ele e, assim, descobrir sua face real. Onde, quando e como falam as paraplégicas e como reagem aqueles/as que as escutam? Saber as representações da fala de algumas paraplégicas parece-me o começo de um trajeto que pode conduzir a interpretações menos estigmatizadas do discurso da mulher paraplégica sobre sua sexualidade.

Falar a respeito da sexualidade de pessoas com deficiência e, mais precisamente, da mulher paraplégica é uma tarefa comparada ao caminhar sobre um tapete de ouriços, haja vista que os discursos produzidos no transcorrer da história internalizaram (pre)conceitos e valores – barreiras difíceis de serem transpostas – pois propiciam categorias de pensamento que não se podem modificar de uma hora para outra.

O ponto de vista apresentado aqui defende a idéia de que muitos/as deficientes enfrentam, sim, problemas na esfera sexual, que não são os mesmos enfrentados por pessoas ditas normais. Daí não ser possível restringir as dificuldades apenas aos homens e às mulheres deficientes. Há outras incapacidades não-físicas que podem vir a afetar, temporária ou permanentemente, a sexualidade de cada um/a.

No passado, conforme aponta Salimene (1995), o reconhecimento da sexualidade como um dos elementos reforçadores de expressão da existência do homem e da mulher e também como um dos itens que pode significar qualidade de vida foi tratado com certo desdém por parte das ciências biomédicas.

Pelo seu pioneirismo no âmbito da pesquisa, o trabalho de Maior (1988) ainda é relevante pelos esclarecimentos que fornece na reabilitação sexual do paraplégico e tetraplégico, apesar de decorridos quase vinte anos de sua publicação. Há, ainda, uma lacuna considerável no que concerne às pesquisas desenvolvidas que congregam sexualidade e deficiência. Falar a respeito da sexualidade, tanto do homem quanto da mulher implica, necessariamente, adentrar em um tema delicado permeado por mitos, tabus e preconceitos.

Mais recentemente, o trabalho de Moukarzel (2003) sobre sexualidade e deficiência busca, em seus pressupostos teóricos e em suas reflexões, analisar as concepções sobre sexualidade, predominantes na educação sexual de pessoas com deficiência, através do discurso de professores, familiares e alunos caracterizados como deficientes. Existem também trabalhos que discutem a sexualidade do deficiente mental. (Dall’alba, 1992; Dias et al, 1995; Ribeiro, 2001; Vasconcelos, 1996). No entanto, é relevante salientar que ainda são escassas, no Brasil, pesquisas que exploram a sexualidade de pessoas com deficiência.

A falta de informação acerca da sexualidade da mulher paraplégica leva-me a enveredar por um caminho mediado por reflexões e incertezas incluindo, pois, mitos, tabus, discriminações, preconceitos e curiosidades.
Apoiado nos pressupostos teórico-metodológicos da Análise de Discurso Francesa, este estudo visa a investigar os depoimentos de algumas mulheres paraplégicas que residem no Distrito Federal (doravante DF), tendo por base seus discursos sobre sexualidade, corpo e deficiência.

Rotas Metoólógicas

Participaram desta pesquisa, de cunho etnográfico, dez paraplégicas residentes no DF, com idades entre 25 e 45 anos, oriundas de camadas econômicas populares. Os depoimentos foram coletados por meio de entrevistas semi-estruturadas. As respostas foram gravadas em áudio e ulteriormente transcritas e analisadas.
Cabe-me evocar que para a elaboração deste estudo, analisarei alguns recortes das entrevistas gravadas e transcritas de apenas cinco mulheres paraplégicas que, de certa forma, ajudam a compreender o cenário da diversidade que norteia tanto a sexualidade quanto a deficiência. As observações e anotações realizadas em campo são utilizadas somente como suportes secundários de informação.

Durante a realização das entrevistas com as paraplégicas foram enfrentadas muitas dificuldades, pois como não havia um local exclusivo para este fim, elas foram realizadas nas casas das próprias entrevistadas, em seus locais de trabalho, ou ainda, em um centro de treinamento de educação física.
Inicialmente houve certa apreensão por parte das entrevistadas em conceder-me os depoimentos sobre alguns aspectos que repercutem em sua sexualidade, pelo fato de que inevitavelmente estaria avançando em uma trilha que me levaria à intimidade destas mulheres.

Apesar de as questões enfocarem a esfera da sexualidade, outros temas como deficiência, discriminação, inclusão social e normalidade também foram focalizadas durante a entrevista com todas as participantes do estudo.

A transcrição das respostas gravadas em áudio permitiu verificar a presença de ressonâncias discursivas (ao longo da entrevista, o discurso sobre determinado tema é enunciado de diferentes modos) nas respostas das paraplégicas, sobretudo, no que respeita às questões concernentes à sexualidade e à deficiência. Ressonâncias atreladas ao corpo, à exclusão

Fonte: Filosofia e Educação (Online), ISSN 1984-9605 – Revista Digital do Paideia Volume 2, Número 2, Outubro de 2010 – Março de 2011

Texto na íntegra: http://www.fe.unicamp.br/revista/index.php/rdp/article/viewPDFInterstitial/2157/2026

Fonte:Blog Deficiente Ciente - 12/01/2011

Sistema para liberar banheiro

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 13/01/2011

De um tempo pra cá, alguns shoppings de BH alteraram a forma de acesso ao banheiro para deficientes, nos casos em que o banheiro é do tipo separado dos outros e unissex. O fato de ser à parte tem vantagens tanto para o deficiente, que tem mais privacidade, quanto para o shopping, que não precisa fazer o banheiro todo amplo para que uma cadeira circule. Mas tem um incoveniente, pois mesmo esses banheiros sendo específicos para deficiente, ainda tem uns espertinhos que teimam em usá-lo, não sei se porque é mais rápido ou mais limpo que os banheiros comuns. Devido a essa falta de educação, alguns lugares passaram a trancar o banheiro e para ser utilizado o indivíduo tinha que procurar alguém da limpeza com a chave, o que era um transtorno.
A solução foi instalar um interfone na porta, a pessoa chega, toca e do outro lado liberam a entrada do sujeito. E pra sair tem que apertar um outro interruptor lá dentro, que eles liberam na hora. Usei esse sistema no Pátio e no BH Shopping, e deu tudo certo, exceto numa vez no BH Shopping, os sistema estava chiando e a moça ficava perguntando "Pois nãaaaooo??" e eu gritando do outro lado "preciso usar o banheiroooo". Mas a vontade que eu tinha era gritar "preciso cagaaaaar" pra ver se a moça passa um pouco de vergonha (já que eu não ligo pra isso mesmo).
Além disso, é um tanto esquisito tocar um interfone pra ir ao banheiro, e me dá muita vontade de sacanear. Qualquer dia vou tocar e quando a moça atender vou perguntar "o Jonas tá aí?" ou então "é da casa da dona Tereza?" Me aguardem...

Fonte: Blog do Cadeirante: 12/01/2011

Inclusão escolar de crianças com síndrome de Down: uma análise a luz da teoria sócio-histórica

Inclusão escolar de crianças com síndrome de Down: uma análise a luz da teoria sócio-histórica, por Marinalva Silva Oliveira, Maria do Carmo Lobato da Silva. Revista Eletrônica de Humanidades do Curso de Ciências Sociais da UNIFAP, No 3 (2010), p. 93-108

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 13/01/2011

RESUMO/ASBTRACT

O objetivo deste trabalho é discutir a educação inclusiva a partir do paradigma da teoria sócio-histórica e esboçar os projetos de pesquisa desenvolvidos pelo NEC sobre como as crianças com síndrome de Down estão tendo acesso ao conhecimento na escola. Na perspectiva sócio-histórica, as leis do desenvolvimento humano são as mesmas para todas as pessoas mostrando que todos somos diferentes. Vigotski afirma que as interações sociais promovem o desenvolvimento psicológico individual, inclusive nas dimensões cognitivas superiores, e que quanto mais ampla a diversidade destas, maior a riqueza no processo de construção do conhecimento. Desta forma, Vigotski defende uma escola inclusiva para que estas crianças tenham a oportunidade de interagir com as comuns. Sob esta ótica, a inclusão de crianças com síndrome de Down no contexto escolar possibilita-lhes diferentes competências devido à variedade de interações sociais. Entretanto, no atual modelo escolar isto não ocorre e as crianças com síndrome de Down se matriculam, mas não conseguem sucesso escolar por ausência de acessibilidade pedagógica. A educação inclusiva vislumbra a possibilidade de construir uma escola humanizadora e democrática que concebe a todos a construção da autonomia intelectual, social e afetiva a partir de mediações e intervenções pedagógicas. Para isto é necessário romper paradigmas, inclusive de visão de homem, e adotar como modelo a concepção de desenvolvimento humano proposta por Vigotski. E mais, romper com o modelo elitista de nossas escolas, de modo a reconhecer a igualdade de aprender como ponto de partida e as diferenças no aprendizado como processo e ponto de chegada.

Link para download.
http://periodicos.unifap.br/index.php/pracs/article/view/79/n3Oliveira.pdf


Fonte: Inclusive - 12/01/2011

Fórum LGBT com deficiência

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 13/01/2011

A foto do fórum mostra o símbolo internacional da deficiência física sobre uma imagem de fundo que é a bandeira do arco-íris. Sabemos que o símbolo da deficiência física não representa todas as deficiências, por isso aceitamos que alguém possa gentilmente redesenhar a imagem, acrescentando nela também os símbolos internacionais das outras deficiências (auditiva, visual, intelectual e mental), estando de acordo com a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

“Fórum de discussão de e sobre pessoas com deficiência que se identificam como lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. Porque as pessoas com deficiência também têm direito a expressarem e exercerem livremente sua orientação sexual e identidade de gênero, sem qualquer tipo de discriminação, imposição e violência.”

O endereço web para acessar o fórum é:

http://br.groups.yahoo.com/group/lgbtcomdeficiencia/ , mas a associação ao fórum depende do preenchimento de uma ficha de afiliação, a qual será enviada tão logo seja solicitada a entrada no grupo. Para solicitar a entrada no grupo, envie um email em branco, isto é, sem nada no campo “assunto” e no corpo da mensagem para: lgbtcomdeficiencia-subscribe@yahoogrupos.com.br





Fonte: Inclusive - 12/01/2011

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Albinos montam time de futebol para escapar da morte na África

Em regiões da Tanzânia, eles são caçados porque partes de seus corpos são valorizados em rituais de curandeirismo. O esporte está ajudando a mudar esta realidade.
da Redação
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 12/01/2011



Atletas do time Albino United durante preleção na Tanzânia (Foto: agência AP)



Os treinos do Albino United ocorrem no fim da tarde por causa do sol (Foto: agência AP)


Um grupo de albinos resolveu apostar no esporte mais popular do planeta para colocar um ponto final no rol de tradições brutais que ainda sobrevive em certas regiões da África Oriental. Em algumas áreas rurais de países como Tanzânia e Burundi, albinos são caçados e têm o corpo retalhado para ser vendido aos fornecedores de produtos para mandingas. As partes mais valorizadas podem atingir até US$ 5 mil.

- Muitas pessoas acreditam que você pode se tornar rico com partes do corpo de um albino. Algumas crenças partem do pressuposto que cortar ou matar não é crime, porque os albinos são insignificantes, não são humanos - explicou Ernest Kimaya, presidente da Sociedade dos Albinos da Tanzânia.
Existem outras tradições e mitos lamentáveis envolvendo albinos.

- Há pescadores que seguem uma tradição macabra. Eles acreditam que você pode pegar mais peixes se carregar cabelos de um albino na proa do barco. Então, também é comum ver albinos serem escalpelados - contou Roberto Bíscaro, doutor em literatura e editor do blog “Albino incoerente”, que luta pelos direitos dos albinos no Brasil.

O que é o albinismo?

O albinismo é transmitido geneticamente. Trata-se de uma deficiência na produção de melanina, o pigmento que dá cor a todo o nosso corpo. Os portadores da deficiência têm a pele pálida e vulnerável ao câncer, cabelos muito finos e dificuldade para enxergar, com olhos muito sensíveis à luz.

Surge o "Albino United"

Nos últimos cinco anos, 75 albinos foram mortos na Tanzânia. Outros 200 tiveram partes de seus corpos amputadas. Já existe ao menos um caso de ataque a albinos documentado em 2011. No meio dessa tormenta, um empresário da cidade de Dar es Salaam teve uma idéia inusitada: montar um time de albinos. A agremiação inovadora ganhou o nome de "Albino United”.

- Eu criei o time depois de uma série de assassinatos. Pensei: se tivéssemos uma equipe de futebol de albinos, poderíamos mostrar que eles são pessoas normais, como eu e você. O futebol é um meio interessante para passar mensagens, porque o mundo inteiro ama futebol, e presta atenção no que vem dos campos.

Os 40 milhões de habitantes da Tanzânia estão divididos em mais de 130 tribos, muitas delas apegadas a antigas tradições. Será que um simples time de futebol pode mudar uma realidade tão complexa? Como um time de albinos pode combater tanto terror?

Fonte: Globo Esporte - 11/01/2011

A profissão 'fisioterapeuta'

Fisioterapia esportiva e atendimento a domicílio são áreas promissoras.

Fernanda Nogueira

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 12/01/2011

Fisioterapia esportiva e atendimento a domicílio são duas áreas promissoras para quem pensa em trabalhar com fisioterapia, segundo Daniela Lucchesi Prado, responsável pelos atendimentos no Hospital Santa Catarina, em São Paulo.

As duas áreas têm tido crescimento na procura por profissionais. A fisioterapia esportiva se destaca pela necessidade cada vez maior dos atletas de se reabilitar de lesões. O fisioterapeuta atua diretamente no gesto motor que a pessoa pratica. “É uma área nova. Há pouca gente especializada”, disse Daniela. O atendimento a domicílio cresce com o aumento do número de idosos e tem remuneração maior, pela possibilidade de negociar direto com o paciente.

De acordo com Daniela, começam a faltar profissionais no mercado de fisioterapia em geral. “Há dois anos sobrava gente. Nesse período, foram abertos muitos concursos públicos e os profissionais se empregaram. Agora começa a faltar fisioterapeuta. O que precisa é o profissional ser valorizado, como em todas as áreas da saúde”, afirmou. O salário inicial do setor gira em torno de R$ 1.500. Já quem atende em casa pode cobrar cerca de R$ 80 por sessão. “Há previsão de melhora nos salários em médio prazo”, disse Daniela.

Segundo a fisioterapeuta, a remuneração nas áreas pública e privada é parecida, com exceção de hospitais de ponta, que pagam mais. No entanto, quem trabalha no setor público tem mais dificuldades, porque muitas vezes falta material ou os equipamentos funcionam mal. “A grande maioria dos profissionais é autônoma e tem dois trabalhos ou mais”, disse Daniela.

O fisioterapeuta trabalha na reabilitação dos pacientes. Sua função é fazer com que voltem a sua situação anterior, como andar, respirar direito e fazer movimentos. “Ele atua na lesão, independente de onde seja”, disse Daniela. O trabalho é feito com ajuda de aparelhos e equipamentos.

Especialização

Para trabalhar na área, o profissional deve gostar de pessoas, de trabalhar com as mãos, deve ter empatia e estar preparado para lidar com a dor dos pacientes. “Tem de se colocar no lugar do outro, mas ao mesmo tempo não se deixar envolver demais”, disse Daniela. O trabalho pode ser feito em hospitais públicos e particulares, consultórios e a domicílio.

A área de ortopedia é a mais conhecida da população, de acordo com Daniela, mas não é a única. Dá para se especializar em várias áreas. Uma delas é a respiratória, feita principalmente em hospitais e com pacientes de Unidades de Terapia Intensiva (UTI). O fisioterapeuta especializado na área cardiológica ajuda pacientes que sofreram infarto ou que têm doença coronariana.

O especialista em uroginecologia trabalha com pessoas que têm incontinência. Há ainda o atendimento a pessoas com doenças pulmonares obstrutivas crônicas, como enfisema e bronquite, e o trabalho específico com pessoas com problemas neurológicos.

Assista a reportagem sobre o assunto e encontre mais informações sobre a profissão clicando no link: http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/guia-de-carreiras/noticia/2011/01/guia-de-carreiras-fisioterapia.html



Fonte: G1 - 11/01/2011

'Tenho carta branca para gastar', diz secretária da Pessoa com Deficiência de SP

Linamara Rizzo Battistella diz que sua pasta não será afetada pela redução de custo no orçamento do estado, anunciada recentemente por Geraldo Alckmin.

da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 12/01/2011

Apesar de o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) ter anunciado o contingenciamento de R$ 1,5 bilhão no Orçamento do Estado, a secretária Linamara Rizzo Battistella, da Pessoa com Deficiência, diz que sua pasta não será afetada, informa a coluna de Mônica Bergamo, publicada na edição desta terça-feira da Folha.

"Tenho carta branca para gastar." A prioridade serão projetos de "inclusão pela educação". A secretaria não está na lista do governo de pastas --Educação, Saúde, Segurança e Desenvolvimento Social-- que ficariam de fora da contenção.

Bruno Covas, secretário do Meio Ambiente, diz que "ainda é cedo" para dizer como a pasta será afetada pelo contingenciamento. O da Agricultura, João Sampaio, diz que a definição sobre cortes "está concentrada na Secretaria do Planejamento". Andrea Matarazzo, secretário da Cultura, considera as medidas "normais para todo começo de governo".

Fonte: Folha de S.Paulo - São Paulo - SP, 11/01/2011

Ministra Maria do Rosário da SDH afirma que não vai descansar “enquanto não assegurarmos os Direitos Humanos para todos os brasileiros e brasileiras”

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 12/01/2011

Esperamos que o discurso da ministra Maria do Rosário, transforme-se em realidade e que haja sinceridade e fidelidade em suas palavras. Afinal, vivemos um tempo em que não sabemos definir e identificar, na grande maioria das vezes, quando um representante do governo está dizendo a verdade. O que é a verdade para eles?

Resta a nós, pobres mortais, aguardar e torcer, mais uma vez, para que tudo dê certo. Não sabemos sobre as reais intenções dos governantes, mas não podemos permitir que conquistas e direitos sejam violados! Ficaremos de olho e vamos cobrar!


Trechos do discurso da ministra Maria do Rosário

"Não há duvida de que o povo brasileiro reconheceu na atuação do presidente nascido e criado em sua própria classe a dedicação para transformar o Brasil num país com inclusão. E OS INDICADORES DESSE BRASIL QUE INCLUI SE FAZEM SENTIR EM TODAS AS ÁREAS."

"Não descansaremos enquanto não produzirmos mudanças capazes de ASSEGURAR UM BRASIL ACESSÍVEL PARA TODOS, o que significa reconhecer e realizar os direitos de 24 milhões de brasileiros e brasileiras com deficiência."

"Implementar políticas visando a INCLUSÃO SOCIAL, A ACESSIBILIDADE E O COMBATE À DISCRIMINAÇÃO ÀS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA, incentivando a implementação da Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, DE FORMA A ASSEGURAR ACESSO A SERVIÇOS E GARANTIA DE DIREITOS, EM IGUALDADE DE OPORTUNIDADES com as demais pessoas, tanto na zona urbana como na rural."

"A Convenção das Nações Unidas sobre Direitos das Pessoas com Deficiência foi incorporada à legislação brasileira em 2008. É uma referência essencial para o Brasil que queremos e já começamos a construir: UM BRASIL COM ACESSIBILIDADE, no sentido mais amplo desse conceito, portanto LIVRE DO PRECONCEITO E DAS DISCRIMINAÇÕES."

"O desrespeito aos Direitos Humanos de um indivíduo ou grupo social é igualmente inadmissível, não importa de onde sejam o perpetrador ou a vítima, ou onde ocorra a violação. Eles não estão sujeitos a negociação, pois são indissociáveis da própria humanidade."

"A Secretaria de Direitos Humanos está de portas abertas para dialogar com os movimentos sociais, com as entidades e com todos os cidadãos e cidadãs brasileiras que queiram somar esforços nessa corrente de direitos."

"Contem com o meu trabalho em defesa dos Direitos Humanos de cada um dos 190 milhões de brasileiras e brasileiros."

A ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), recebeu nesta segunda-feira (3) o cargo do ministro Paulo Vannuchi, em cerimônia realizada na sede da SDH, em Brasília (DF).

O ministro Paulo Vannuchi agradeceu ao trabalho de toda a equipe, representada por seu secretário executivo, Rogério Sottili, e ao apoio que teve da família ao longo de sua gestão. Após cinco anos à frente da SDH, Vannuchi sublinhou os avanços conquistados na área dos Direitos Humanos desde o governo Fernando Henrique Cardoso e reforçou a confiança na ministra Maria do Rosário. “Quero agradecer à minha equipe e ressaltar a confiança na equipe que chega para superar o que foi feito até agora. Porque é assim na caminhada democrática”, disse Vannuchi.

Na presença de ministros, deputados e funcionários que lotaram o auditório do 8º andar da SDH, Maria do Rosário fez um discurso emocionado, de cerca de 40 minutos, em que registrou a importância do governo Lula e a eleição de Dilma Rousseff para a consolidação da democracia brasileira.

“O Brasil, que escolheu um projeto de desenvolvimento nacional e fortalecimento da democracia com Lula, decidiu continuar as mudanças que ele implementou e avançar ainda mais, agora com a primeira mulher no mais alto posto da República”, disse a ministra.

Maria do Rosário também pediu união para superar os desafios, reafirmou a importância da implementação da terceira edição do Programa Nacional de Direitos Humanos e falou detidamente sobre cada segmento sob responsabilidade da SDH, como Crianças e Adolescentes; Pessoas com Deficiência; Direitos dos Idosos e de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Transgêneros; Direito à Memória e à Verdade; e Combate à Tortura.

“O mais importante é que estejamos unidos, governo, sociedade e movimentos sociais. Não vamos descansar enquanto não assegurarmos os Direitos Humanos para todos os brasileiros e brasileiras”, afirmou a ministra.

Citando o psicanalista Carl Jung, a ministra Maria do Rosário colocou-se ao lado das populações vulneráveis e prometeu não descansar na luta pela garantia dos direitos para esses grupos. “Jung dizia que a morte de cada pessoa o diminuía, pois ele estava englobado na humanidade. E, da mesma forma que uma pessoa passando fome em Luanda, Nova Déli, Nova Iorque ou Roma nos atinge, uma brasileira ou brasileiro que sofre também atinge a humanidade”, sublinhou a ministra. Segundo Maria do Rosário, “o desrespeito aos Direitos Humanos de um indivíduo ou grupo social é igualmente inadmissível, não importa de onde sejam o perpetrador ou a vítima, ou onde ocorra a violação. [Os Direitos Humanos] não estão sujeitos a negociação, pois são indissociáveis da própria humanidade”.

Participaram da cerimônia de transmissão de cargo os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça), Nelson Jobim (Defesa), Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência da República), Fernando Haddad (Educação), Luís Inácio Adams (AGU), Roberto Gurgel (PGR) e Luiza Bairros (Secretaria de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República); o presidente da Câmara dos Deputados, deputado Marco Maia, e dezenas de deputados federais e senadores.

Acesse aqui e leia o discurso na íntegra. http://portal.mj.gov.br/sedh/discursos_ministra/Discurso%20Maria%20do%20Ros%C3%A1rio%2003_01_2010.pdf

Fonte: http://www.direitoshumanos.gov.br/ (03/01/2011)

Campeonato de kart para pessoas com deficiência é único no mundo e terá o patrocínio da Sabesp

A secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Rizzo Battistella, será nomeada nesta terça-feira, 11 de janeiro, a madrinha da Copa Sabesp de Parakart. O campeonato automobilístico é o único no mundo para pessoas com deficiência.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 12/01/2011

Durante o evento, que será realizado na Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, ocorrerá a assinatura do termo de cooperação entre a Sabesp, que patrocinará o campeonato, e a Confederação Brasileira de Automobilismo. O evento contará com as presenças de Linamara Rizzo Battistella, de Cleyton Pinheiro, presidente da CBA, e de Gesner Oliveira, presidente da Sabesp.
O campeonato da Parakart busca o alto nível automobilístico e já levou pilotos paraplégicos para categorias como a Stock Car. O campeonato busca o desenvolvimento de todo o setor de esportes automobilísticos nacionais e internacionais, unindo pessoas com e sem deficiência.

Serviço:

Local: Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência -
Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564 - Portão 10 - Barra Funda - São Paulo - SP
Data: 11 de janeiro de 2011, às 13h30.

Fonte: Sentidos - 11/01/2011

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O papel do Ministério Público na defesa da acessibilidade comunicacional

Comentários a respeito da portaria do Ministério das Comunicações sobre audiodescrição.
Mona Lisa Duarte Abdo Aziz Ismail

APNEN. colaborando na divulgação desta matéria: 11/01/2011

A base constitucional para a atribuição do Ministério Público para a defesa das pessoas com deficiência, segundo Hugo Nigro Mazzillii, é o princípio da igualdade, para compensar a deficiência fática que impede, ou pelo menos dificulta, essas pessoas de assumirem por si mesmas a defesa ou o exercício de seus próprios direitos ou interesses.

A Lei nº 7.853/89, que disciplina a proteção e a integração das pessoas com deficiência, foi a primeira a prever expressamente a atuação do Ministério Público nessa área. Essa lei Conferiu ao MP tanto o papel da defesa coletiva das pessoas com deficiência, como previu a sua intervenção em qualquer ação em que seja parte uma pessoa nessas condições, quer se trate de deficiência física ou mental, desde que o pedido formulado esteja relacionado com essa deficiência (arts. 3º e 5º).

Os mecanismos utilizados pelo Ministério Público para promover a defesa das pessoas com deficiência são os mesmos de que se dispõe para promover a defesa de qualquer outro direito difuso ou coletivo (instauração de procedimento administrativo ou inquérito civil, audiências públicas, expedição de recomendações, celebração de Termos de Ajustamento de Conduta e instauração de ação civil pública e ação penal). Vale salientar que a atuação do Ministério Público como parte em casos concretos se justifica ainda que se trate, em princípio, de promover o direito de acesso a direitos constitucionalmente assegurados a uma única pessoa com deficiência, já que, na maioria das hipóteses, é possível atribuir eficácia coletiva a essa atuação de forma a atingir todas aquelas pessoas na mesma condição que venham a necessitar do gozo do direito então assegurado. Por exemplo, atuação do Ministério Público no intuito de obrigar instituição particular de ensino superior a disponibilizar intérprete de LIBRAS independente do pagamento de taxas adicionais, ainda que haja no momento apenas um aluno surdo matriculado, beneficiará também todos os alunos deficientes auditivos que proventura venham a estudar na instituição e necessitem do intérprete para cursar o ensino superior.

A Constituição Federal de 1988 trouxe vários dispositivos assegurando a integração das pessoas com deficiência. De forma mais abrangente, a Convenção sobre direitos da pessoa com deficiência adotada pela Assembleia Geral da ONU, em 13 de dezembro de 2006, foi aprovada pelo Brasil por meio do Decreto Legislativo (Dec. Nº 186/08).

Em cumprimento aos comandos constitucionais que asseguram a acessibilidade, foi editada a Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que trouxe regras e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, em relação aos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, às edificações, aos transportes e aos sistemas e meios de comunicação. Essa lei previu expressamente a eliminação de barreiras ao acesso e ao pleno exercício dos direitos pelas pessoas com deficiência, definindo como barreiras nas comunicações: qualquer entrave ou obstáculo que dificulte ou impossibilite a expressão ou o recebimento de mensagens por intermédio dos meios ou sistemas de comunicação, sejam ou não de massa (art. 2º, II, 'd').

Em relação à implementação da acessibilidade comunicacional, a Lei nº 10.098/2000, em seu art. 17, estipulou ao Poder Público a obrigação de promover a eliminação de barreiras na comunicação e estabelecer mecanismos e alternativas técnicas para tornar acessíveis os sistemas de comunicação e sinalização às pessoas portadoras de deficiência sensorial e com dificuldade de comunicação, para garantir-lhes o direito de acesso à informação, à comunicação, ao trabalho, à educação, ao transporte, à cultura, ao esporte e ao lazer.

Como regulamento dessa lei, foi editado o Decreto nº 5.296, de 2/22/2004. Esse decreto atribuiu inicialmente a Anatel e, posteriormente, após alteração legislativa, ao Ministério das Comunicações, a competência para implementar o plano de medidas técnicas previsto na Lei 10.098/2000, utilizando entre outros mecanismos: i) a subtitulação por meio de legenda oculta (close caption); ii) a janela com intérprete de Libras e iii) a descrição e narração em voz de cenas e imagens, que consiste no recurso da audiodescrição.

Com o objetivo de implementar tais medidas, foi editada a Norma Complementar nº 01/2006, aprovada pela Portaria nº 310 do MC, de 27 de junho de 2006, tornando obrigatória a adoção dos mecanismos para tornar acessível a programação das televisões abertas em todo território nacional. A portaria estabeleceu a obrigatoriedade de veiculação diária de programas com acessibilidade, por meio da oferta dos três recursos previstos no decreto - close caption, janela com intérprete de LIBRAS e audiodescrição. A princípio, duas horas da programação exibida, devendo progressivamente ir aumentando até chegar à totalidade da programação.

O Ministério das Comunicações concedeu o prazo de carência de dois anos para que as emissoras se preparassem para iniciar suas transmissões com a oferta dos recursos de acessibilidade. Em julho de 2008, o Ministério das Comunicações publicou a Portaria nº 466, concedendo o prazo de 90 dias para que as emissoras passassem a incluir a audiodescrição em seus programas, mantendo os demais termos da Portaria nº 310 de 2006.

Em 14 de outubro de 2008, porém, o então Ministro de Estado das Comunicações, Hélio Costa, assinou a Portaria nº 661, para submeter à consulta pública o tema relativo à promoção da acessibilidade através da audiodescrição nos serviços de radiodifusão de sons e imagens e de retransmissão de televisão, suspendendo a portaria anterior (Portaria 466/2008) no que se refere à obrigatoriedade de adaptação e veiculação na programação exibida através do recurso da audiodescrição, não revogando, contudo, os demais itens da portaria.

Finalmente, em 25 de março de 2010, foi publicada a Portaria nº 188 do Ministério das Comunicações, especificamente sobre o recurso da audiodescrição. A portaria alterou a definição do mecanismo previsto na Portaria nº 310/2006, que passou a significar narração, em língua portuguesa, integrada ao som original da obra audiovisual, contendo descrições de sons e elementos visuais e quaisquer informações adicionais que sejam relevantes para possibilitar a melhor compreensão desta por pessoas com deficiência visual e intelectual.

Percebe-se que a redação atual é mais ampla e passou a incluir expressamente os deficientes intelectuais como categoria beneficiada pelo recurso. De fato, o grupo de beneficiados pelo recurso da audiodescrição é bastante amplo. O mecanismo serve para garantir o direito de acesso à programação televisiva ou obra audiovisual não apenas aos deficientes visuais, como se pensa num primeiro momento, mas a todas aquelas pessoas que por alguma deficiência mental ou nível intelectual, como os analfabetos funcionais, no caso de transmissão de filmes legendados, não consigam compreender o conteúdo da imagem e, ainda, aquelas que por conta de uma condição física não consigam se manter em posição para assistir televisão, dependendo mais de informações auditivas que visuais.

Para que o recurso entre em vigor, foi proposto um cronograma no qual as geradoras cedentes de programação (chamadas cabeças-de-rede) já licenciadas para transmitir com tecnologia digital terão o prazo de 12 meses, a partir de 1º de julho de 2010, para começar a fazer a audiodescrição. Neste primeiro momento, as emissoras terão que transmitir no mínimo duas horas semanais de programação audiodescrita, veiculadas no horário compreendido entre 6h e 2h. De acordo com o cronograma, esse tempo vai aumentando gradativamente até a obrigação de transmitir vinte horas semanais de conteúdo audiodescrito no prazo de 10 anos.

No caso das emissoras que ainda não estão licenciadas para transmitir com tecnologia digital, os prazos passam a valer a partir da data da expedição da licença para funcionamento da estação digital. Para as afiliadas ou retransmissoras, também vale a data de início da transmissão ou retransmissão com tecnologia digital, obedecendo a mesma proporção de horas e o mesmo horário estabelecido para a geradora cedente da programação.

A audiodescrição, ao lado das medidas de acessibilidade já postas em prática (legenda oculta e janela com intérprete de LIBRAS), visa assegurar a equiparação de oportunidades das pessoas com deficiência no acesso à cultura, informação, comunicação e ao lazer, tornando efetivo ao princípio da isonomia na busca da acessibilidade de forma plena.

Cumpre ao Ministério Público fiscalizar e adotar as medidas cabíveis a fim de garantir o efetivo implemento desses recursos, democratizando e tornando acessível a programação cultural e televisiva do país.

Fonte: Blog da audiodescrição - 10/01/2011

Lei garante emissão de boletos em braille

Boletos de contas de águas, luz e telefone se tornam mais acessíveis em Pernambuco.

da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 11/01/2011

Uma nova lei vai facilitar a vida dos deficientes visuais e torná-los mais independentes. Foi publicada nessa quinta-feira, 6 de janeiro, no Diário Oficial a lei estadual 14.262 que assegura aos portadores de deficiência visual o direito de receber os boletos de pagamento das contas de água, energia elétrica e telefonia em braille.

De acordo com o deputado Sílvio Costa Filho, autor do projeto que originou a lei, ela foi criada para regulamentar esse serviço. “Algumas empresas já emitem os boletos em braille, mas não podemos ficar a mercê da boa vontade delas, por isso a lei foi aprovada por unanimidade.” Apenas na cidade do Recife, 2% da população são totalmente cegos, enquanto 4% tem algum tipo de deficiência visual.

A fiscalização da lei será responsabilidade da Comissão de Cidadania da Assembleia Legislativa de Pernambuco, do Procon e do governo do Estado. “Esperamos que nos próximos doze meses todas as empresas tenham se adaptado, afinal o custo para oferecer esse serviço é muito baixo”, disse o deputado.

Uma das pessoas que aprovaram a nova lei foi Antônio Muniz, presidente da Associação Pernambucana de Cegos. “Todo mês era um transtorno quando as contas chegavam. Isso agora vai facilitar bastante as coisas.” Muniz vive com a mulher, que também é deficiente visual, e recorre à filha para os auxiliar na hora dos pagamentos. “Quando ela não está em casa pedimos ajuda a um vizinho ou ao porteiro.”

A Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) afirmou que desde 2005 emite faturas de energia em braille aos consumidores que solicitarem. Hoje, 40 clientes estão cadastrados. A solicitação do serviço pode ser feita no site da companhia - http://www.celpe.com.br/. Já a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) ainda não disponibiliza boletos em braille, mas informou que vai ajustar o sistema para viabilizar o serviço o mais rápido possível. No setor de telefonia móvel, a Vivo e a Oi disponibilizam, desde 2006, boletos em braille. Já a Claro e a TIM oferecem o serviço desde 2007.

Fonte: Jornal do Commercio - Recife - PE, 10/01/2011

Comércios sem acessibilidade podem ser multados

Caro leitor, a matéria abaixo foi extraída do Jornal Fato Paulista, parceiro de luta do presidente do "Movimento Inclusão Já", Valdir Timóteo. "Este é um exemplo para as pessoas seguirem quando se sentirem desrespeitadas, diz Valdir.
Infelizmente é só dessa maneira que a sociedade nos ouve. Localizado no número 295, da rua Gregório Ramalho no centro de Itaquera, o Açougue Medalhão além de não oferecer rampas de acesso para deficientes ainda desrespeita o Código de Defesa do Consumidor.


APNEN, colaborando na divulgação desta matéria:11/01/2011


Foi o que constatou o coordenador geral do Movimento Inclusão Já - Valdir Timóteo, quando tentou no dia 10 de dezembro comprar dois quilos de uma peça de carne exposta na vitrine do comércio. De acordo com o coordenador havia uma placa informando o valor de R$14,58 o quilo da carne, mas quando pediu para “cortarem um pedaço” foi informado por um funcionário que nesse caso ele pagaria R$17,79 no quilo, não o que estava marcado na placa.

Ainda de acordo com Valdir Timóteo o argumento do funcionário para essa diferença de preço seria porque ele (funcionário) teria que levar a carne para a mesa de corte para “limpar” e “fatiar”. Timóteo tentou argumentar que queria apenas que cortassem um pedaço da “peça” sem precisar “limpar”. “Falei para o rapaz que nesse caso não precisava ‘limpar’ a carne, apenas pedi para que cortasse um pedaço de mais ou menos dois quilos, apenas isso, mas ele não quis fazer e disse ainda que se eu quisesse ou eu levaria a peça inteira pelo valor menor ou pagaria mais caro no quilo se cortasse, o que achei um absurdo”, indigna-se. Outra questão levantada no açougue pelo ativista, que é cadeirante, foi referente à falta de rampas de acesso ao interior do estabelecimento. “Perguntei ao funcionário sobre a falta de rampa de acesso no local e ele disse que não podia fazer nada uma vez que a calçada daquela rua estava esburacada, e não ia adiantar arrumar a loja”, relata. Ao comentar que iria ao Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor) denunciar aquele comércio, o Timóteo disse ter ouvido dos funcionários que ele poderia ir, pois ele não seria o primeiro nem o último a fazer a denúncia. “Me senti desrespeitado e com meus direitos violados”, desabafou. Mesmo confirmando a versão de Valdir Timóteo, o gerente do açougue Roni Paulo da Silva tentou argumentar que essa pratica é comum em todos os açougues e que ali eles não cortam as peças de carnes que ficam expostas nas vitrines que segundo ele, “são vendidas no atacado”, mas após um telefonema pedindo orientações, disse que se o cliente quiser ele pode comprar um pedaço das peças expostas, mas não soube explicar por que no caso comentado acima isso não aconteceu. “Tentei explicar para ele, mas ele estava nervoso”, desconversou. Quanto as rampas de acesso o gerente disse não saber se o estabelecimento foi ou não notificado pela Prefeitura para fazer as adaptações, mas acredita que isso não tenha acontecido. “Se isso tivesse acontecido tenho certeza que teríamos feito as modificações”, disse, se comprometendo falar com o dono do comércio para que providências fossem tomadas a esse respeito. A questão da acessibilidade não se restringe apenas ao Açougue Medalhão, uma vez que a maioria dos comerciantes naquela rua não tem preocupação com o tema. Um exemplo é o fato de que entre os mais de quarenta estabelecimentos locais, apenas as duas agências do Banco Itaú e três comércios têm rampas de acesso, sendo que as agências bancárias já foram multadas pela Subprefeitura no ano passado por não oferecer total acessibilidade aos clientes.Diante dessa situação fica um questionamento: Se a Subprefeitura já multou os bancos por falta de acessibilidade, por que será que não fiscaliza todos os outros estabelecimentos comerciais que também não têm a acessibilidade adequada?

Comércios sem acessibilidade podem ser multados Subprefeitura de Itaquera responde as perguntas do Fato Paulista:

Fato Paulista-Quando foi feito a reforma das calçadas da rua Gregório Ramalho?

Subprefeitura: A reforma da calçada foi realizada em 2 etapas sendo uma em 2005 (Parte de Intertravado e realizado pela Equipe de Obras da Subprefeitura) e a segunda em 2007 (Parte de Concreto e realizado pela empresa TUMI Construções e Empreendimentos Ltda. Com inicio em 26/11 e término em: 31/12/07).

Fato Paulista- Os comerciantes ali estabelecidos foram notificados para fazer algum tipo de adaptação em suas lojas com relação a acessibilidade?

Subprefeitura de Itaquera: Sim, Os comerciantes estabelecidos naquele local foram notificados para adaptação quanto à acessibilidade com base no Decreto 27.505/88, sendo que as multas por desrespeito a esse Decreto variaram de acordo com a testada do lote.

Fato Paulista- É obrigatória que os comércios façam as adaptações referente acessibilidade?



Subprefeitura de Itaquera- Sim, É obrigatório realizar adaptações sendo esta de responsabilidade do proprietário do imóvel.

Comentários

Mandou ir a prefeitura eu obedeci;


Escrito por Valdir Timóteo:


Mandaram eu ir procurar os meus direitos dizendo para reclamar na prefeitura e ao PROCON eu sou uma pessoa muito obediente e não costumo discutir, ainda mais quando se trata de buscar o cumprimento das Leis visando a dignidade da pessoa humana, agora espero que a fiscalização de Itaquera faça a sua parte, pois se não sabiam que os comércios da região estavam sem acessibilidade agora sabem graças aos bons homens que pensavam estarem acima das Leis desrespeitando um cidadão.
As pessoas devem ter consciência de que vivemos em um país onde existem Leis e leis são para serem respeitadas, todos devem procurar cumprir as Leis e fazer com que os outros também cumpram, Só assim teremos um país melhor e justo para todos.
Obrigada ao Fato Paulista por sempre estar retratando os FATOS a sociedade, parabéns aos grandes profissionais deste Excelente Jornal.

Fonte: www.fatopaulista.com.br – Edição 139

http://www.deficienteciente.com.br/2011/01/comercios-sem-acessibilidade-podem-ser.html - 11/01/2011

Menina de 4 anos vence luta contra câncer de mama

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria:11/01/2011

Uma menina de apenas 3 anos se recuperou completamente do câncer de mama depois de se tornar a pessoa mais jovem a ser diagnosticada com a doença. A informação foi publicada no domingo (9), no jornal "Daily Mail".

Aleisha Hunter, de Toronto, no Canadá, precisou de uma mastectomia depois que médicos descobriram a causa de um caroço que apareceu em seu peito, em dezembro de 2008, quando ela tinha 2 anos.

No entanto, ela está curada da doença --e agora com 4 anos, falou ao jornal sobre o que aconteceu com ela.

"Eu sabia que tinha câncer no meu peito e que os médicos me fizeram melhorar", disse ela. "Eu sei que o câncer pode levar algumas pessoas para o céu, mas eu estou bem agora."

Sua mãe, Melanie, disse que ficou "chocada" quando descobriu a causa do caroço no peito de sua filha, que notou um dia enquanto secava a menina após o banho.

"Era um pedaço minúsculo de um disco rígido, do tamanho de uma ervilha ", disse ela. "Eu pensei que era um cisto inofensivo."

Depois de testes no hospital, Melanie foi informada que não era nada grave e Aleisha voltou para casa --mas o caroço continuou a crescer.

"Eu pensei que não poderia ser sério, como o hospital tinha verificado", disse Melanie --embora ela tenha levado filha de volta para o hospital em janeiro de 2009, depois que o nódulo cresceu 2 cm e estava causando tanta dor que Aleisha não conseguia dormir .

A criança foi submetida a uma mastectomia imediatamente e teve 16 linfonodos retirados de sua axila para ver se o câncer havia se espalhado. Felizmente eles eram benignos --o que significa que ela não precisava se submeter a sessões de quimioterapia ou radioterapia-- e estava em casa apenas três dias depois.

"Nós ficamos chocados quando o diagnóstico foi feito ", disse a cirurgiã Nancy Down. "Eu lido com casos de câncer de mama há 25 anos e nunca me deparei com uma paciente esta jovem. Ela é o caso mais novo conhecido no mundo. "

Os médicos disseram que é improvável que o câncer volte, mas ela precisa fazer exames regularmente nos próximos anos, além de uma cirurgia de reconstrução mamária quando chegar à puberdade.

O caso anterior de vítima de câncer de mama mais jovem conhecida era de Hannah Powell-Auslam, da Califórnia, que tinha 10 anos quando foi diagnosticada em 2008.

Fonte: http://noticias.bol.uol.com.br/ciencia/2011/01/10/menina-de-4-anos-vence-luta-contra-cancer-de-mama.jhtm

Folha.com - 10/01/2011 - Ciência

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Deficientes físicos pedem passagem ao volante.

Burocracia e morosidade do processo atrapalham motoristas com necessidades especiais na compra de um carro com os descontos especiais.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 10/01/2011

O soldado reformado Edzon Joly é portador de deficiência física desde os 20 anos de idade. Ele diz que há muito tempo sabia que existiam carros adaptados e condições especiais para compra desses automóveis, “mas nunca teve coragem de investir porque tinha outras prioridades”. Agora, aos 60 anos, decidiu que estava na hora de se dar esse presente, que não chegou tão rápido porque ele foi em busca de todos os benefícios assegurados aos portadores de deficiência. “Foi quase um ano de espera”, conta, e no dia 19 de no­­vembro deste ano ele foi para casa com seu Volkswagen Fox.

Joly comprou o carro na concessionária Copava, em Curitiba, empresa que acaba de lançar uma cartilha com orientações para os consumidores interessados em buscar os benefícios fiscais oferecidos aos deficientes.
Esses compradores também contam com descontos oferecidos pelas montadoras. O soldado reformado afirma que economizou mais de R$ 13 mil na compra do seu Fox, somando as isenções de impostos e o desconto da Volkswagen. O carro, que custaria R$ 48 mil, saiu por pouco mais de R$ 35 mil.

Fernando Camargo, gerente de vendas especiais da Copava, diz que a montadora concede 5% de desconto no preço do carro para os portadores de deficiência. Somando os benefícios fiscais, a queda no preço é significativa. Ele deu dois exemplos. O preço do Gol 1.0, com câmbio automatizado I-Motion, cai de R$ 29 mil para pouco mais de R$ 23 mil. São cerca de 18% de desconto. Já o Gol 1.6, com direção e ar-condicionado, sai por quase R$ 28 mil, 25% mais barato que o preço normal, que é de R$ 37 mil.

Na concessionária Espaço Toyota, em Curitiba, o portador de deficiência também consegue fazer bons negócios. O gerente de vendas especiais, Johnny Stival, cita o Toyota Corolla, com câmbio automático. O modelo de entrada, que custa na faixa de R$ 68 mil, sai por R$ 48,5 mil, mais de 28% de desconto. Lembrando que os benefícios fiscais são exclusivos para veículos de até 127 cavalos de potência e que custem no máximo R$ 70 mil (de acordo com a tabela Fipe).

Não só de luxo

Camargo lembra que a tendência é de aumento das vendas para esses consumidores, sempre em busca das melhores condições de acessibilidade. E esse crescimento também está calçado no fato de as montadoras estarem oferecendo vários modelos de veículos com câmbio automatizado, em diferentes faixas de preços. Antiga­men­­te, completa, só carros de lu­­xo tinham condições de atender as necessidades dos portadores de deficiência.

Na Copava, de acordo com Ca­­margo, são atendidos de 20 a 30 clientes por mês interessados em comprar veículos com os benefícios fiscais oferecidos pelos governos federal e estaduais. No mesmo período, são efetivadas de 10 a 15 vendas. O perfil do comprador, aponta, é de idade média que va­­ria de 25 a 40 anos, sendo que a maioria é formada pelos próprios portadores de deficiência.

Stival, da Espaço Toyota, afirma que também tem observado uma evolução bem interessante das vendas. “A partir do momento que os compradores descobrem, usam o benefício”. Segundo ele, a concessionária tem investido no atendimento a esses clientes, fa­­zendo adaptações físicas na loja e investindo em anúncios em pu­­blicações especializadas para esse público.

Morosidade

A única ressalva feita por quem se beneficia da legislação é referente à burocracia e morosidade do processo. Camargo explica que o comprador portador de de­­ficiência deve primeiro fazer a habilitação especial e em seguida procurar a Receita Estadual e a Federal para reunir a documentação necessária. Só depois disso, com os documentos exigidos por lei, é a hora de ir na concessionária para escolher o carro. Depois disso, o proprietário fica responsável por fazer as adaptações ne­­cessárias no veículo em oficinas especializadas.

Apesar de todo o trabalho, o aposentado Aristeu Toniolo Bol­­zon, 60 anos, comprou um carro com os benefícios fiscais em dezembro de 2007 e quer trocar por outro no início de 2011. Na­­quela época, ele esperou cerca de 11 meses até fazer a habilitação especial, providenciar toda a do­­cumentação e comprar o veículo, um Volkswagen Golf com câm­­bio automatizado. “O desconto foi bem significativo. Saiu cerca de 25% ou 27% mais barato”, lembra Bolzon.

Seus direitos

Confira quais são os benefícios fiscais oferecidos para portadores de deficiência e para seus representantes legais.

Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)

São isentos automóveis de passageiros ou de uso misto, fabricados no Brasil. Essa isenção vale também para o condutor do deficiente. O benefício poderá ser exercido uma vez a cada dois anos.

Imposto sobre Operações Financeiras (IOF)

As operações de crédito para compra de automóvel destinado ao trans­porte de pessoas com deficiência são isentas de IOF. Esse benefício só é válido na compra do primeiro carro novo, fabricado no Brasil.

Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)

Carros com até 127 cavalos, para uso exclusivo do comprador com deficiência, são isentos de pagamento do ICMS.

Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA)

A legislação que regula a isenção do IPVA compete a cada estado. No Paraná, são isentas as pessoas com deficiência física, visual, mental severa ou profunda e com autismo.
Fonte: cartilha elaborada pela Copava.

Credencial
Direito a vagas exclusivas


Os portadores de deficiência também têm direito a 2% das vagas de estacionamento público regulamentado nas cidades e em estabelecimentos privados de acesso público. Os órgãos de trânsito de cada município são responsáveis pela emissão da credencial, que deve ser colocada no painel do veículo sempre que o usuário utilizar as vagas exclusivas.

A credencial é emitida para o portador de deficiência e não para o veículo. Assim, ele pode utilizar o documento em qualquer carro que estiver sendo transportado. Ocupar as vagas sem uso da credencial, em vias públicas ou em estabelecimentos privados, é infração leve, punida com multa de R$ 53,20, três pontos na carteira de habilitação e ainda pode ter o carro removido.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/ 10/01/2011