sábado, 29 de janeiro de 2011

Instituto APAE de São Paulo realiza curso de capacitação profissional

Abertas para profissionais e estudantes, aulas pretendem discutir os desafios da educação inclusiva e expandir os conhecimentos de quem atua na área.
da Assessoria de Imprensa

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 29/01/2011

O Instituto APAE DE SÃO PAULO promove, com início no próximo dia 19 de fevereiro, o curso “Inclusão da Pessoa com Deficiência Intelectual”. Ministrado por profissionais da equipe técnica multidisciplinar da APAE DE SÃO PAULO e professores convidados, tem o objetivo de aprimorar os profissionais que atuam na educação inclusiva.

As aulas do programa serão realizadas na unidade matriz, na Vila Clementino, e terão a duração de 180 horas, sendo 160 presenciais e 20 de estudos e elaboração de trabalhos de pesquisa.

O Instituto APAE DE SÃO PAULO é responsável pela formação, capacitação e disseminação do conhecimento da Organização acerca da Deficiência Intelectual. Faz parte então de suas iniciativas promover workshops pagos de curta duração, direcionados aos profissionais e estudantes de áreas como Saúde, Recursos Humanos e Educação, e também aos familiares de atendidos

Para mais informações: http://saci.org.br/?modulo=akemi¶metro=30442

Fonte: Perspectiva Brasil - 28/01/2011 - Imagem Internet

World Bike Tour 2011 reuniu milhares em São Paulo

Secretaria participou com modelos de bicicletas adaptadas para pessoas com deficiência.
da Redação
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 29/01/2011

No dia 25, um dos eventos que integrou o calendário de celebração do 457º aniversário da cidade de São Paulo, foi a 3º edição do World Bike Tour 2011. Com largada às 9h na Ponte Estaiada, os 7.000 participantes percorreram a Marginal Pinheiros, com chegada à Universidade de São Paulo - USP. Estiveram presentes algumas autoridades, entre as quais a Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Doutora Linamara Rizzo Battistella, o Secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes; Walter Feldman, Secretário Municipal de Esporte, Lazer e Recreação e o Secretário Eduardo Jorge, da Secretaria do Verde e Meio Ambiente.

A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e mais 14 Instituições ligadas à área da deficiência estiveram presentes, sendo representadas por pessoas com e sem deficiência. Para a ocasião, foram providenciadas equipes de apoio, divididas em grupos que utilizaram bicicletas com modelos adaptados para pessoas com deficiência, sendo eles: Tandem (operada por mais de uma pessoa), Handbike (utilizada por cadeirante) e convencional.

Todos os participantes inscritos tinham direito ao Kit Bike Tour, constituído por camiseta, mochila, capacete, medalha e bicicleta, que puderam ser levados para as suas casas após o evento.

Fonte: Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência - 28/01/2011 - Foto Internet

Robôs ajudam pessoas com paralisia a ter resposta sensorial

Pessoas com deficiência motora tem resposta sensorial parcial; robôs poderiam fornecer esse tipo de sensação.
da Redação
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 29/01/2011


Existem dispositivos que permitem que usuários controlem eletrônicos com suas mentes. Essas interfaces ajudam indivíduos paralisados a realizar tarefas cotidianas, como enviar e-mails e jogar videogames. O problema com esses dispositivos é que eles não têm a sensação de movimento que normalmente vem junto com essas atividades.

Agora, um novo estudo usa robôs para adicionar uma entrada sensorial nessas interfaces. Os pesquisadores mostraram que isso permitiu que macacos movessem um cursor em uma tela com mais rapidez e precisão.

Segundo os pesquisadores, muitos pacientes que são portadores de deficiência motora têm uma resposta sensorial parcial. Assim, adicionar robôs poderia fornecer esse tipo de sensação.

Para se beneficiar desta solução, o paciente paralisado deve ter ainda alguma informação sensorial nos membros, apesar da perda da função motora. Essa é uma ocorrência comum, especialmente em pacientes com esclerose lateral amiotrófica ou lesão medular incompleta.

Para testar a teoria, os pesquisadores equiparam dois macacos com “mangas de camiseta robóticas” que se ajustam ao longo dos braços dos animais. Os macacos realizaram a tarefa de mover um cursor em uma tela, primeiro simplesmente usando seus olhos e, em seguida, usando o movimento que o braço robótico acrescentou. O braço-robô que pode ser vestido foi usado para que o paciente “sinta” a posição e o movimento do cursor com o braço.

Os pesquisadores mediram o tempo que os macacos levaram para alcançar seu destino com o cursor e a retidão do caminho percorrido pelo cursor em ambos os casos. O resultado: com o braço robótico, os macacos foram 40% mais rápidos e o caminho cursor foi 40% mais reto.

Os cientistas têm esperanças de que os robôs sejam usados pelos que sofrem de paralisia. Os sinais do cérebro poderiam ser utilizados para mover o robô, assim o paciente pode interagir com o mundo exterior e, ao mesmo tempo, ter uma resposta sinestésica.

Fonte: http://hypescience.com/robos-ajudam-pessoas-com-paralisia-a-ter-resposta-sensorial/ - Foto Internet

Bancos são multados por falta de acessibilidade

Nenhuma das 11 agências da região de Itaquera está adaptada à lei de acessibilidade.
Aglécio Dias
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 29/01/2011

Para muitas pessoas as leis foram feitas para serem desrespeitadas. Esse pensamento é o reflexo, na maioria das vezes, de uma sociedade habituada aos descasos de parte da população com relação ao tema, seja de um grupo privado ou público que sempre encontram um ‘jeitinho’ de não seguir o que foi determinado. Porém também há maneiras de se fazer com que essas leis sejam respeitadas, desde que o cidadão também faça sua parte, como por exemplo, fiscalizando e denunciando os infratores que não as cumprem. E foi esse tipo de ação que levou a Subprefeitura de Itaquera fazer visitas em todos os bancos da região para verificar como estava a questão da acessibilidade denunciada neste jornal pela Andecon(Associação Nacional de Defesa do Consumidor).

A partir de uma denúncia do cadeirante Valdir Timóteo do Movimento Inclusão Já, o presidente da Andecon Rodinei Lafaete junto com o Fato Paulista fez um levantamento em todos os bancos de Itaquera (edição 123) para saber se eles estavam cumprindo as leis 10.048/00 e 10.058/00 que determinam que todos os comércios têm que oferecer total acessibilidade para pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida e também o decreto federal que regulamenta as leis e o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) firmado pela Febraban (Federação Nacional dos Bancos).

Depois de constatado que nenhuma agência bancária oferecia total acesso ao seu interior (garantido por lei), Rodinei Lafaete fez um requerimento junto à Subprefeitura para que fosse feita a fiscalização em todos os bancos da região Numa ação pioneira em Itaquera, nos dias 4 e 5 de maio, todos os bancos foram visitados pelo agente vistor da Subprefeitura de Itaquera, José Carlos Lisboa, na ocasião foi pedido a licença de funcionamento e o Certificado de Acessibilidade que é fornecido pelo Contru (Departamento de Controle do Uso de Imóveis), documento este que só é liberado diante da certificação de que o imóvel está totalmente adequado as normas da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. As agências que não apresentaram os documentos no momento da ação fiscalizatória foram notificadas e têm cincos dias para apresentar a licença de funcionamento, além disso, foram multadas em R$ 3.558,50, por mês por não terem o Certificado de Acessibilidade. Ao final de 30 dias, se o banco não apresentar o documento receberá outra multa e seguirá assim até que estejam totalmente adequadas às normas.

Algumas agências apresentaram a licença de funcionamento, que é fornecida pela administração local, mas segundo o presidente da Andecon ela só poderia ser emitida após a apresentação do Certificado de Acessibilidade o que não aconteceu em nenhum caso. “A licença de funcionamento, que no caso, é expedida pela Subprefeitura só pode ser emitida se o banco tiver o Certificado de Acessibilidade, a não ser que a agência tenha a licença fornecida antes do ano de 2000 e que não tenha feito nenhuma reforma nesse período, caso contrário é necessário que se adeque a lei para só depois pedir uma nova licença”, explicou.

Durante a Coletiva com a Comunidade promovida na redação do Fato Paulista, o atual subprefeito de Itaquera Roberto Tamura quando questionado a respeito do descumprimento da lei de acessibilidade nos comércios da região deixou claro que iria mandar fiscalizar e o imóvel que estivesse irregular seria notificado de acordo com a lei e em último caso poderia até ser fechado.

A corajosa declaração do subprefeito de Itaquera encheu de esperança os movimentos de inclusão, os portadores de deficiência e todas as pessoas que acreditam que LEI É PARA SER CUMPRIDA.




Fonte: Deficiente Ciente - São Paulo - SP, 28/01/2011 - Foto Internet

Bons exemplos

Artigo de Carlos Ferrari comenta as iniciativas de inclusão e acessibilidade que vem sendo aplicadas em pontos de lazer e diversão no país.
Carlos Ferrari

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 29/01/2011

Essa série de textos não vem apenas para apontar problemas. A luta do movimento das pessoas com deficiência e uma consciência social cada vez mais voltada para essa temática já tem produzido resultados importantes, e não tenho dúvidas em afirmar que esse é um caminho sem volta.

Uma rede de fastfood, com dois segmentos de negócios, comida árabe e comida italiana, já tem em todas as suas lojas cardápios em Braille, permitindo as pessoas cegas definirem o que vão escolher com total autonomia. Isso acontece também em vários outros estabelecimentos menores sensibilizados pela legislação local, e em outros casos pela percepção da oportunidade de atender um novo público.

O Braille também aparece nas embalagens da famosa rede de fastfood americana de sanduíches, o que reafirma a idéia de que esse é um fenômeno global. Além de boas alternativas de comer bem, nesse verão as pessoas cegas também poderão acompanhar alguns filmes e peças teatrais com bem mais independência. A áudiodescrição é um recurso que consiste na descrição clara e objetiva de todas as informações que compreendemos visualmente e que não estão contidas nos diálogos, como, por exemplo, expressões faciais e corporais que comuniquem algo, informações sobre o ambiente, figurinos, efeitos especiais, mudanças de tempo e espaço, além da leitura de créditos, títulos e qualquer informação escrita na tela.

As cidades também começam a se preparar. No interior de São Paulo a cidade de Socorro é um exemplo premiado e reconhecido de acessibilidade. A cidade em parceria com o Ministério do Turismo, a Avape – Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência- e outros tantos atores locais, têm trabalhado para adaptar todos os seus espaços, hotéis, pousadas, farmácias, espaços públicos, enfim buscado uma reconstrução não apenas de caráter arquitetônico, como também dos serviços prestados, o que têm demandado um grande esforço para a qualificação da mão-de-obra local. Assim por meio do programa Aventura Segura, Socorro se consolida nacionalmente como uma referência no turismo de aventura para pessoas com deficiência.

As praias também têm se mostrado bem mais possíveis e acessíveis para usuários de cadeira de rodas. Alguns projetos tem sido desenvolvidos por governos estaduais como o do Rio e de São Paulo oferecendo toda a infra-estrutura, o que compreende cadeira anfíbia, e profissionais qualificados para que o banho de mar seja cada vez mais “democratizado”. Infelizmente ainda esses são pilotos que esperamos um dia sejam uma realidade em qualquer praia do país.

Fonte: Blog da Audiodescrição - 28/01/2011 - Foto Internet

Luz, câmera e inclusão

Morador de Brasilândia é o primeiro cineasta cego do país.
da Redação
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 29/01/2011

" O tempo é tão grande dentro de mim"... Essa é a primeira explanação do único cineasta cego do país João Júlio Antunes, ao relatar sua história para o Jornal O Grito. Aos 44 anos, Antunes que nasceu em Brasília, realiza um de seus maiores sonhos 'fazer um filme', "quando eu era pequeno me lembro da primeira cena de televisão que vi, foi uma parte da novela Irmãos Coragem (1970), a partir daí eu já sabia o que queria fazer da vida", relatou Antunes ao nos receber em sua casa na quadra 35 da Vila São José. Ele está morando em Brazlândia há um ano por conta de um tratamento de saúde.

Tudo começou em 1980, quando João conheceu o teatro, "aquilo me trazia muita alegria fiz peças como o Coelhinho Pitomba que ficou em cartaz no Teatro Nacional por um ano, o Dragão Encantado e A Bruxa Colorida, espetáculos que foram apresentados em várias cidades satélites", relatou - daí até os anos 90 foram vários trabalhos realizados em prol da cultura. Em 1996, João Júlio que na época tinha 30 anos, perdeu a visão por conta de uma doença denominada retinose pigmentar, onde em uma das partes do olho, a retina, as células que recebem a luz morrem e aos poucos o portador perde a visão.

No entanto, a história de superação não termina aí, em 2004 João lançou-se candidato ao cargo de deputado distrital e após passar mal foi detectada outra doença que o levou à hemodiálise, procedimento médico que realiza até hoje, "tive muitas lutas e não deixei as coisas ruins me abaterem, a ideia do filme se concretizou após eu descobrir que precisaria fazer hemodiálise e uma grande amiga Dolores Tomé me apresentou ao Secretário de Cultura do DF Silvestre Gorgulho, assim começou a história de Uma vela para Deus e outra para Beto", começou aí a saga para encontrar um roteirista e um diretor para realizar o curta-metragem.

João se empenhou em tirar seu Diploma de Proponente (documento emitido pela Secretaria de Cultura para pessoas que comprovem que trabalham com arte há mais de 3 anos), para que pudesse fazer um filme. Logo após, conheceu José Luis Mazzaro roteirista de seu curta - Uma vela para Deus e outra para Beto - onde a história conta sobre a vida de Beto, um banqueiro que, aconselhado por um padre sobre as verdades da vida, abre mão de toda sua fortuna para ser monge, o roteiro do filme conta ainda com a vertente da inclusão social, pois uma das atrizes é cadeirante. O filme ainda conta com o trabalho do produtor e diretor de fotografia Cláudio Luis de Oliveira.

Muitos perguntam como uma pessoa cega consegue dirigir um filme? João diz que com muita sensibilidade e com os quadros da sua memória visual em sua mente ainda vivos, dirige as cenas, "quero mostrar para as pessoas que não existe dificuldade que não possam ser superadas de alguma forma", disse - fica ai uma grande lição.

A obra tem patrocínio da Petrobrás e apoio da Secretaria de Cultura pelo Fundo de Arte e Cultura (FAC), foi produzido pela Konim Cinema e Vídeo Comunicação e a idéia é que ele seja exibido, após o lançamento que está previsto para 2011 nas escolas públicas, universidades e simpósios. Os DVD's terão audiodescrição, técnica que relata as cenas para os deficientes visuais e a capa será impressa em braile, libras. Um fato interessante é que no filme, nenhum personagem se comunica de costas para que os surdos possam fazer a leitura labial, ou seja, o enquadramento labial.

Fonte: Blog da Audiodescrição - São Paulo - SP, 28/01/2011 - Foto Internet

Dados do Censo IBGE 2010 são questionados em São Gonçalo e Niterói

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 29/01/2011

Na cidade de São Gonçalo, Rio de Janeiro, o censo visitou 96, 98% das residências do município. Segundo resultado divulgado pelo Censo 2010, a cidade tem uma população atual de 961.470 habitantes. No entanto, esse número é questionado por deputados e ex-prefeito da cidade. De acordo com eles, a cidade tem mais de 50 anos e provavelmente tem mais de 1 milhão de habitantes. O mesmo aconteceu na cidade de Niterói, RJ. Em 2000 a cidade tinha 459.451 habitantes e atualmente, segundo o IBGE, tem um pouco mais de 454 mil habitantes. Provavelmente inúmeras cidades brasileiras tiveram o mesmo problema.

Nos dados demográficos das duas cidades acima, com certeza, está faltando também o número real de pessoas com deficiência, uma vez que o Censo para esse segmento foi realizado, mais uma vez, através de amostragem.

Foi perguntado ao leitor do Blog Deficiente Ciente, nessa última enquete o seguinte: Durante a visita do recenseador do Censo IBGE 2010, foi perguntado se na sua residência havia pessoa com deficiência? E o resultado foi o seguinte:
7,02% responderam que sim, inclusive foi perguntado qual o tipo de deficiência. Já 2,92% dos leitores responderam que sim, no entanto não foi perguntado qual o tipo de deficiência. Porém 90,06% dos leitores responderam que não foi perguntado se na sua residência havia pessoa com deficiência.


Faço novamente a pergunta: De que forma construiremos uma sociedade inclusiva, se até mesmo o Censo IBGE exclui pessoas com deficiência?

Veja também nesse blog:http://www.deficienteciente.com.br/search/label/CENSO%20IBGE%20-2010

CENSO do IBGE 2010 X Pessoas com Deficiência
Não Há Deficientes no Brasil
Quantos deficientes tem no Brasil?
"Censo" de deficientes de Nova Odessa começa em janeiro de 2011

Fonte Deficiente Ciente.com - 28/01/2011

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

ABUSO GRAVE

Deficiente é estuprada em casa
Rodrigo Levy
Americana

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 28/12/2011

Uma mulher foi estuprada por um desconhecido, anteontem à noite, no Jardim das Palmeiras, em Nova Odessa. Segundo a vítima, que tem 50 anos e é deficiente visual, ela estava com um filho adolescente quando o estuprador invadiu a casa e se aproveitou de sua deficiência. M. disse que foi obrigada a praticar sexo com o bandido.

Também de acordo com a vítima, o filho estava em um quarto da casa, ouvindo música com fones de ouvido, e não percebeu o que aconteceu. Ele soube do estupro apenas quando a mãe se livrou do estuprador e pediu socorro.

A mulher foi ao Hospital Municipal de Nova Odessa para ser medicada e avisou a Polícia Militar sobre o crime. Policiais fizeram buscas no bairro, mas nenhum suspeito foi preso.

Por ser deficiente visual, a única característica do criminoso passada pela vítima foi que ele usava touca e luvas. O caso foi registrado no plantão policial da cidade.

Fonte: Jornal TodoDia - 28/01/2011 - Polícia
http://portal.tododia.uol.com.br/?TodoDia=policia&Materia=478138

Grupo de servidores municipais com deficiência retoma atividades em 2011

Todos funcionários públicos de Paulínia que tiverem deficiência podem participar das discussões.
da Redação
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 28/12/2011 - foto internet

A Secretaria de Recursos Humanos da Prefeitura de Paulínia, por meio do Programa de Humanização e Acolhimento ao Servidor, convida todos os servidores municipais com algum tipo de deficiência ou mobilidade reduzida a participar dos encontros promovidos pela Secretaria.

O Projeto criado em 2010, propiciou espaço de escuta, acolhimento, orientação e encaminhamento ao servidor público visando a inclusão social. As temáticas voltaram-se a questão de acessibilidade em seus locais de trabalho.

Para 2011, as coordenadoras do Projeto ressaltam que os servidores com deficiência poderão debater questões pertinentes ao setor público, buscando desta forma um local de trabalho mais seguro, acessível e saudável, bem como a melhoria do ambiente organizacional, tendo assessoria quando necessário da equipe do Programa para superação de dificuldades diante da rotina do trabalho.

Vale ressaltar que as questões serão construídas e discutidas com os participantes visando a contribuir nos aspectos que requerem maior atenção. Os servidores com qualquer deficiência poderão participar das reuniões. Elas são realizadas bimestralmente no Salão Nobre do Paço Municipal.

Os interessados em participar do Projeto deverão entrar em contato através do fone (19) 3874-5754, com a Assistente Social Eliete, para cadastramento.

Fonte: Paulínia News - Paulínia - SP, 27/01/2011

Sobram vagas para deficientes no mercado de trabalho local

Em Rondonópolis, presidente da associação de deficientes diz que estes têm medo de perder o auxílio do governo se começarem a trabalhar.
da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 28/12/2011

O principal motivo da sobra de vagas no mercado de trabalho para pessoas com algum tipo de deficiência física é o medo de perder, por definitivo, o recebimento do Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social, que é uma assistência social, paga pelo Governo Federal, a idosos e pessoas com deficiência e sem condições mínimas à uma vida digna. A informação é do presidente da Associação dos Deficientes Físicos de Rondonópolis (Adefir), Deusdete Antônio de Miranda. A Lei Federal número 8.213, estabelece que as empresas com mais de cem empregados são obrigadas a destinar de 2% a 5% de suas vagas para deficientes.

“Durante esta semana, temos a oferta de oito vagas de emprego para deficientes físicos. Apenas uma pessoa procurou a entidade. Acreditamos que ainda sobram vagas porque muitas pessoas têm medo de perder o benefício de um salário mínimo pago pelo governo, caso ela seja contratada por uma empresa. Porém, existem meios que o deficiente pode usar para reativar o benefício em caso de desemprego”, diz o presidente da entidade.

Segundo Deusdete Miranda, o mercado de trabalho oferece ganhos maiores que um salário mínimo para os trabalhadores. “O deficiente físico que tem condições de trabalhar perde muito ficando fora do sistema, uma vez que, em muitos casos, há empregos que oferecem ganhos mais altos. Além de tudo, é uma oportunidade de aprendizado e se sentir útil no contexto da sociedade”, avaliou.

Fonte: A Tribuna MT - Rondonópolis - MT, 27/01/2011

SENAI capacita para o mercado de trabalho 55 mil deficientes em seis anos

Os formandos vão de professores treinados para dar aulas acessíveis a profissionais com deficiencia visual e física.

da Assessoria de Imprensa - fotos internet

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 28/12/2011

Marcelo Matos, 30 anos, se vale do tato e de competência técnica para exercer seu ofício. Cego desde os 15 anos, por descolamento da retina, é montador de pára-choques da General Motors em Gravataí, no Rio Grande do Sul. Foi aprovado na montadora em criterioso processo de seleção após concluir, em 2004, o curso de aprendizagem industrial em mecânica de automóveis do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI).

Marcelo Matos, que teve aulas pelo sistema Virtual Vision - programa de computador que ensina deficientes visuais usando eitura de menus e telas por um sintetizador de voz -, é um dos quase 55 mil deficientes físicos, mentais, auditivos, visuais e múltiplos capacitados para o mercado de trabalho desde 2004 pelo Programa SENAI de Ações Inclusivas (PSAI). O programa inclui ainda os superdotados.

Além de atender ao contingente de pessoas com necessidades especiais, o PSAI capacita também mulheres, negros e índios e re-qualifica profissionalmente pessoas idosas. Somando-se este contingente, classificado como vertentes, chega a 77.822 o número de pessoas treinadas pelo PSAI.

A gestora nacional do programa, Loni Manica, ressalta ser expressiva, na educação profissional, a quantidade de capacitados pelo PSAI. “O SENAI atua fortemente para que se consolide a inclusão social pela educação profissional”, acrescenta.





Informa ela que o PSAI formou, ano passado, 300 professores na língua de sinais, 150 no ensino braille em matemática e 350 para identificação e desenvolvimento de alunos com altas habilidades, os superdotados. Publicou ainda trabalhos com orientações sobre o melhor atendimento das pessoas com deficiência, seguindo as normas da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para esse segmento de trabalhadores.


Aptidão

Após passar por treinamento na GM, Marcelo Matos relata ter ganho a confiança da equipe e se diz orgulhoso de participar efetivamente da linha de produção da montadora, que fabrica 900 carros por dia. “Há boas vagas de trabalho na indústria. É preciso que as pessoas se capacitem e estejam aptas quando surgirem oportunidades. Foi assim comigo,” depõe.

A unidade da General Motors em Gravataí emprega 112 pessoas com deficiência. Segundo o gerente de recursos humanos da montadora, Silvio Uchima, o SENAI possibilita uma boa oferta de pessoal em um mercado carente de profissionais qualificados, como o automobilístico. “Investimos no potencial e não nas limitações dos profissionais. A formação pelo SENAI segue este viés,” ressalta Uchima.

Fonte: Porto Gente - 27/01/2011

Fernandópolis terá a primeira avenida projetada para deficientes

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 28/12/2011

Na primeira semana de fevereiro, a Prefeitura começa as obras de revitalização da Avenida Líbero de Almeida Silvares, no corredor comercial que liga o Centro à Brasilândia.
Serão implantadas 118 rampas de acessibilidade na extensão de 1.670m da Líbero de Almeida Silvares. A avenida contará, ainda, com sinalização especial e piso tátil de alerta e direcional para deficientes visuais.
Além de novo paisagismo, a nova Avenida Líbero terá ciclovia, implantada onde hoje estão os canteiros. A via liga vários bairros ao centro e tem grande fluxo de ciclistas.
A revitalização da Avenida Líbero começou no ano passado, quando a Prefeitura de Fernandópolis deu início à retirada dos canteiros centrais e implantou uma rotatória no acesso à Brasilândia.
Através do Departamento Municipal de Trânsito (Demutran), a Prefeitura de Fernandópolis vai comprar todo o material e realizar a obra com recursos próprios de R$ 92 mil, economizando cerca de R$ 200 mil com a terceirização do serviço.

O tempo de execução das obras é de 90 dias.

Fonte: http://www.regiaonoroeste.com - 27/01/2011

Brasil iguala número de medalhas de Pequim no Mundial de Atletismo

Em Christchurch/Nova Zelândia, foram as mesmas 15 medalhas, mas um ouro a mais que na Paraolimpíada.
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 28/12/2011

Iniciando o quinto dia de competições, a seleção brasileira já conquistou em Christchurch/Nova Zelândia o mesmo número de medalhas das Paraolimpíadas de Pequim 2008, quando ficou em 10º. A diferença é que, naquela ocasião, os atletas brasileiros conquistaram quatro ouros – agora já foram cinco.

O Brasil está em 4º no quadro geral de medalhas do Campeonato Mundial de Atletismo. Com 15 medalhas, sendo cinco de ouro, seis de prata e quatro de bronze, o país está atrás apenas de Rússia (11 ouros, seis pratas e três bronzes), China (nove ouros, 16 pratas e nove bronzes) e Grã Bretanha (seis ouros, cinco pratas e 10 bronzes).

“O resultado está dentro do esperado: pretendemos ficar entre os 10 primeiros e melhorar o desempenho do Mundial de Assen 2006 e de Pequim 2008”, avaliou o presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons.

“Estamos no quinto dia de competição e já igualamos o número de medalhas de Pequim. Isso mostra que todo o planejamento e trabalho feitos estão no caminho certo e, mais importante, que os atletas estão respondendo a eles”, destacou Parsons.

“Tal resultado gera a expectativa de que a gente possa não só cumprir como superar nossa meta.”

Depois das quatro medalhas de terça – os ouros de Terezinha (100m T11) e Odair (1.500m T11), a prata de André (salto em distância F44) e o bronze de João Santos (lançamento de disco F46) – esta quarta-feira, 26, promete ter a bandeira do Brasil hasteada mais vezes. No fim do dia, Terezinha Guilhermina, que já quebrou dois recordes mundiais e conquistou dois ouros neste mundial, disputa os 400m T11.

À tarde (madrugada no Brasil), três jovens talentos buscam um lugar no pódio. Yohansson disputa os 100m T46, Alan enfrenta o sul africano Oscar Pistorius nos 100m T44 e Jenifer corre os 100m T38.

Shirlene Coelho encerra a participação brasileira do dia, no lançamento de dardo F37, sua principal prova. Medalha de prata em Pequim, ela brigará pelo ouro em Christchurch.

Resultados do dia
Quatro atletas brasileiros entraram na pista do Queen Elizabeth II na manhã desta quarta-feira (noite de terça no Brasil). Odair dos Santos fez o novo recorde panamericano na eliminatória dos 5.00m T11 (16min34seg52) e assegurou vaga na final, amanhã à noite (madrugada no Brasil).

Ariosvado Silva, o Parré, ficou em quarto nos 200m T53 com 27seg35. O brasileiro não conseguiu superar o britânico Michael Bushell, que ficou em terceiro com 27seg11. O ouro foi para o chinês Li Huzhao (26seg64) e a prata para o canadenses Brent Lakatos (26seg93).

Nos 200m T38, Edson Pinheiro ficou em quinto com 23seg89 e Paulo Flaviano terminou em oitavo, com 25seg01.

Fonte: http://www.cpb.org.br/
Foto: Beto Monteiro-Exemplus/CPB

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

"Eu tenho autorização para estacionar nessa vaga; você, não!"

Em seu blog, Izabele Soeiro relata mais um caso de desrespeito com as vagas reservadas para pessoas com deficiência.
Izabele Soeiro
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 27/01/2011

Fortaleza virou uma cidade extremamente confusa e bagunçada! Não vale a pena querer sair de casa meia hora mais cedo para ter certeza que será tempo suficiente para chegar ao trabalho, não rola... De cada 10 ruas, 9 estão com obras da Companhia de Água e Esgoto da cidade. Você precisa desviar em ruas antes nunca exploradas e ser muito, mas muito paciente mesmo!

Então, São Pedro nos dá muita chuva e a cidade melhora ainda mais nas vias que não tem obras e acaba abrindo buracos e crateras nas principais avenidas, tornando o trânsito ainda melhor.

Então, quando você está no seu carrinho com adesivo de deficiente, procurando sobreviver à bagunça toda, vem uns bonitinhos e lhe olham de cara torta e querem te ultrapassar de qualquer jeito. Se não há oportunidade, isso soa como ultraje ou a mais terrível ofensa do mundo!

Ontem passei por inúmeras situações desse naipe e confesso que fiquei abalada com isso, temerosa e toda "me tremendo". Porque aí é que temos de ser extremamente atentos na direção, pois como a aceleração e o freio são manuais, o tempo de resposta da gente tem de ser ainda mais imediato que o impulso do pé do colega do lado.

Mas o pior foi o carro parado. Em uma de minhas inúmeras tentativas mesopotâmicas de estacionar em local permitido especialmente para portador de deficiência, me deparo com uns abençoados que estacionam lá e não tem nada que lhes conceda esse direito.

O que houve?

Questionei um tiozinho se aproveitando da vaga para deficiente em frente a Receita Federal, e o mesmo respondeu aos palavrões: "P0##@!! Essa baixa da égua chega e tira nossos direitos, cheguei primeiro p0##@, bota em qualquer canto aê." E eu: "Bom, eu tenho autorização para estacionar nessa vaga e você não. Eu sou deficiente e você se for deficiente, só se for mental, portanto, se não quiser uma multa da autarquia, é melhor procurar outro lugar." E o cara: "Filha de uma égua!" e arrancou em seu carro cantando pneu. Jurei que ele ia embora mas que nada, lá vem ele de ré. Graças a Deus consegui fazer o giro pra colocar o carro logo na vaga e o tiozinho colocou o carro dele emparelhado ao meu e disse: "Isso não vai ficar assim, sua puta".

Graças a Deus, do lado do passageiro dele, apareceu uma mulher que abriu a porta do carro e entrou perguntando o que era aquilo e ele disse: "Essa égua tomando a minha vaga" e a mulher com muita classe e elegância só disse uma frase que o desarmou completamente: "Mas ela tá certa e você não. Vamos embora."

Saí do carro toda me tremendo! Só me lembrei do tal advogado e do delegado folgado do Rio. Dizem que o tal delegadinho foi preso né? Legal... Por quanto tempo? Veremos...

Fonte: Deficiente & Eficiente - Fortaleza - CE, 26/01/2011

Comentário APNEN: Até quando estes absurdos continuarão a acontecer, Leis são criadas,maisnão cumpridas, as resoluções do CONTRAN nº 303/08, e 304/08 estão ai para serem cumpridas, criaram as resoluções, as credenciais para Pessoas com Deficiência e Idosos, e nós fizemos a nossa parte em fazer as credenciais, agora esperamos, que as autoridades competentes façam a sua parte..punir os infratores...quanto ao Delegado agressor, não vai dar em nada, o máximo que pode acontecer, ele ser transferido para outra cidade.

Deficientes mentais são mantidos presos no mundo todo

O protagonista desta história é Brandon Van Ingen, de 18 anos. Há seis anos ele vive em um quarto vazio de paredes brancas e arranhadas dentro de uma instituição para deficientes mentais. Brandon está amarrado à parede por uma corda que lhe permite mover-se apenas em um raio de um metro e cinqüenta centímetros. Ele diz que não gosta de estar amarrado e de não poder sair do quarto.
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 27/01/2011

Brandon Van Ingen amarrado à parede Brandon sofre de ataques incontrolados de agressão. Desde 2007 o jovem é amarrado à parede sempre que há uma pessoa no mesmo ambiente que ele. “Vive como um animal enjaulado”, contou sua mãe a um programa da televisão holandesa.

Mídia, especialistas e políticos, todos se apressaram para comentar o caso e manifestar repúdio. A Secretária de Saúde Pública Marlies Veldhuijzen van Zanten, médica especializada em pacientes com doenças crônicas, reagiu emocionada: “Não desejamos isso para ninguém. Nem para o Brandon, nem para sua mãe, nem para ninguém”. Ela disse ainda que amarrar pessoas a paredes não deve ser a norma e que soluções melhores devem ser buscadas.

No dia seguinte a estas declarações, a Secretária visitou Brandon. Segundo ela, a instituição não cometeu nenhum erro e não quebrou nenhuma regra. “Há pessoas que precisam ser protegidas de si mesmas”, disse. A conversa com Brandon revelou ainda que o próprio jovem prefere estar amarrado em alguns momentos. “Ele disse que não quer continuar quebrando coisas”.

Incompreensível
As reações da comunidade médica, no entanto, foram mais críticas. Jan Buitelaar, professor de psiquiatria da Universidade Radboud em Nijmegen, disse que a situação de Brandon é incompreensível. “Deveríamos nos envergonhar pela maneira como tratamos os mais vulneráveis de nossa sociedade. Existem alternativas. Escolher os medicamentos certos, buscar o histórico correto, tentar encontrar uma forma de abordar psicologicamente este jovem que está confuso e ansioso, são algumas maneiras de solucionar distúrbios. Quando funcionários assustados não podem ajudá-lo, a superioridade física se faz necessária.”

Antes mesmo do caso virar notícia, havia sido decidido que Brandon mudaria para um cômodo especialmente adaptado e sem móveis. Esta seria a segunda vez: em 2009 o jovem destruiu uma casa adaptada para ele e que havia custado 500.000 euros.

Calcula-se que na Holanda existam 40 pessoas vivendo na mesma situação que Brandon. A Secretária de Saúde Pública anunciou que reunirá os “melhores cérebros” para discutir estes casos e buscar uma solução. De acordo com o gabinete holandês, amarrar pacientes não deve ser uma norma. Como pacientes violentos são tratados ao redor do mundo?

Grã-Bretanha
Na Grã-Bretanha novas diretrizes foram anunciadas depois da morte de um paciente agressivo em 2005. O homem golpeou uma pessoa e foi jogado ao chão por enfermeiros, o que causou sua morte. De acordo com as novas regras, a violência física só poderá ser utilizada quando todos os outros métodos forem insuficientes. A cabeça e o pescoço do paciente, no entanto, devem sempre permanecer livres.

Estados Unidos
Em 1998, um garoto de 11 anos deficiente mental foi imobilizado por enfermeiros em Hartford, Connecticut, porque havia se “comportado mal”. O menino morreu por asfixia, como foi constatado depois. Na maioria dos estados estadunidenses o uso de força contra pacientes mentais somente é permitido caso eles ofereçam perigo a terceiros, por exemplo, com comportamento violento.

Canadá
Amarrar pacientes não é proibido no Canadá. Se um paciente psiquiátrico coloca em perigo a sua segurança e a de outros, é permitido utilizar meios físicos e medicinais para cortar a liberdade de movimentos. Apesar disso, os médicos são obrigados a checar regularmente se as limitações são necessárias.

Mundo Árabe
É muito comum acorrentar pacientes agressivos com deficiências mentais na maioria dos países árabes, já que quase não existem instituições especializadas. Em geral, as pessoas com sérios problemas psiquiátricos são acolhidas por suas famílias e, caso sejam muito violentas, são mandadas para prisões. Os pacientes psiquiátricos também são cuidados por curandeiros tradicionais e religiosos.

Quênia
Em todo o Quênia, país com mais de 40 milhões de habitantes, existe apenas uma clínica psiquiátrica, o Hospital Mental Mathari, em Nairobi. O edifício, que data da época colonial, está mal conservado e mais se parece com uma prisão. Na clínica, amarrar as mãos e os pés dos pacientes é uma regra e não uma exceção.

A equipe responsável é muito pequena e os médicos e enfermeiros recebem baixos salários e estão sobrecarregados de trabalho. No Quênia existe um total de 50 psiquiatras que trabalham principalmente nas grandes cidades e em clínicas privadas não acessíveis para a população comum. Na área rural, acredita-se que os pacientes mentais estão possuídos por espíritos ruins, sendo estas pessoas expulsas do convívio familiar e deixadas à própria sorte.

Indonésia
Mais de 30.000 pessoas com problemas mentais são mantidas amarradas na Indonésia, de acordo com o ministro de Assuntos Sociais Salim Assegaf Al Jufri. A maioria delas está escondida dentro de casa ou até mesmo no jardim. Estes pacientes estão condenados a esta vida porque as famílias não conseguem controlá-los ou sequer pagar por um tratamento. Calcula-se que existam 650.000 pacientes que sofrem de desordens mentais graves. O ministro reconhece que não existem instituições suficientes.

Fonte: Rádio Nederland Internacional - Holanda, 26/01/2011

Deficiente ainda não conseguiu a carteira de habilitação

Somente dois Centros de Formação de Condutores (CFC) de Curitiba têm condições de atender deficientes físicos interessados em tirar a Carteira Nacional de Habilitação.
Joyce Carvalho
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 27/01/2011

A informação foi repassada para a bancária Rosimara Peres de Aguiar, que não possui os dedos da mão esquerda. A situação de Rosimara foi acompanhada pelo Paraná Online em dezembro do ano passado, quando ela tentava fazer o exame médico especial do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran/PR). O exame demorava entre três e quatro meses e Rosimara tinha a preocupação por causa das aulas teóricas, que já estavam em andamento.

O exame foi antecipado pelo Detran e feito normalmente ainda em 2010. Depois dessa etapa ter sido cumprida, ela passou pelas provas teóricas exigidas para tirar a habilitação e foi aprovada.

Mas outra dificuldade surgiu para Rosimara. O CFC onde ela firmou contrato para todo o processo comunicou que não poderia mais atendê-la, diante da necessidade revelada pelo exame médico de que ela precisaria de um carro com direção hidráulica e uma adaptação no volante.

“A autoescola me aceitou mesmo sabendo que eu tinha a deficiência e precisaria de um carro adaptado. Eu propus comprar a adaptação e a autoescola entraria com o carro, mas não deu certo. A autoescola já deveria ter me dito, antes de tudo, que não tinha condições de me atender”, reclama Rosimara. Ela já havia pago metade do custo para as aulas teóricas e práticas.

Rosimara foi informada, pelo próprio CFC que não poderia mais atendê-la, que somente duas autoescolas de Curitiba possuem veículos adaptados para pessoas deficientes.

Mas a bancária tomou mais um susto: nos dois CFCs, o preço somente para as aulas práticas era superior a R$ 1,3 mil. “Eu consegui negociar e vou pagar R$ 1 mil. Ou eu pago ou perco todo o processo. E estou determinada a tirar a carteira. O que mais me revoltou foi que o preço total, para as aulas práticas e teóricas, custava pouco mais de R$ 1,3 mil. E existem somente as duas autoescolas, que podem fazer o preço que quiserem. Deveria existir uma lei que regulamentasse isto”, afirma. Ela também foi informada de que nenhuma autoescola é obrigada a ter um carro adaptado.

O CFC onde Rosimara fez as aulas teóricas informou que a bancária havia sido informada sobre a necessidade do exame especial e que dependia desse resultado para saber se poderia ou não atender a cliente. A autoescola ainda fez um acordo para devolver parte do valor já pago por Rosimara, ficando apenas o saldo equivalente às aulas teóricas.

Veículo próprio pode ser usado
O Departamento de Trânsito do Paraná (Detran/PR) informou que não existe necessidade de autorização ou credenciamento para um Centro de Formação de Condutores (CFC) receber um deficiente.

O atendimento é considerado um serviço a mais por parte da autoescola. Por isso, de acordo com o órgão, não é possível determinar quantos centros ofertam o serviço atualmente em Curitiba. A resolução 168/2004, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), diz que, para a instrução e exames, pode ser cadastrado um veículo disponibilizado pelo candidato - que deve estar totalmente adaptado.

Fonte: Paraná Online - Curitiba - PR, 26/01/2011

Negada posse de professora que passou em concurso, mas não assumiu por ser cega

PRECONCEITO, A prefeitura que impugnou sua posse alega que ela não poderia "corrigir os cadernos ou provas dos alunos"

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 27/01/2011

A 1ª Turma Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul negou na tarde desta terça-feira (25) o pedido de tutela antecipada para a professora Telma Nantes de Matos, que prestou um concurso público que oferecia vagas para professores da educação infantil. Ela passou, mas sua posse foi negada porque é ela é cega.

A professora recorreu mas, por dois votos a um, os desembargadores negaram o recurso em que Telma pedia para tomar posse antes do julgamento final da ação. O único que votou favorável foi o desembargador Joenildo de Souza Chaves.

A Justiça de primeira instância já havia dado ganho de causa à professora, pedagoga, mas o município recorreu. A prefeitura acha que a professora não conseguiria corrigir cadernos de tarefas e provas dos alunos.

Com a decisão de hoje, a professora Telma, que já trabalha com educadora infantil no Ismac (Instituto Sul Matogrossense para Cegos Florivaldo Vargas), promete levar até a última instância sua questão. “Não é pelo meu emprego, mas pelo respeito e dignidade das pessoas com deficiência visual”, disse.

Ainda de acordo com Telma, seu objetivo como educadora é o de contribuir como educadora infantil e que, na sua opinião, os desembargadores julgaram de acordo com aquilo que eles pensam e não levaram em consideração a capacidade dela.

“Como cidadã me sinto envergonhada por passar por uma situação destas. Em São Paulo há mais de 70 anos as pessoas como eu contribuem com a educação de crianças e jovens".

Um dos desembargadores, durante seu voto, justificou que a professora Telma não teria capacidade física conforme exige o estatuto do serviudor municipal. Telma disse ter pago R$ 70 na inscrição do concurso, realizado em dezembro de 2009.

“Foi um ato de discriminação devido o preconceito da equipe multiprofissional [que a barrou] com pessoa deficiente”, disse ela à época que soube que não ia assumir a vaga de professora, em fevereiro do ano passado.

Fonte:http://www.midiamax.com.br/ (26/01/11)
Referência: Rede Saci

Pessoas com deficiência têm dificuldades para estacionar no Centro de Juiz de Fora

As vagas existem, mas para muitos deles é um exercício de paciência encontrar uma vaga.
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 27/01/2011

As vagas são reservadas para deficientes físicos e a identificação é bem clara, mas em um ponto central de Juiz de Fora, na Rua Santa Rita, motoristas não respeitam o local reservado. É só ficar dez minutos no local que surgem os primeiros flagrantes.

No Centro da cidade são 48 vagas disponíveis para deficientes dentro da área azul, mas é preciso ter credencial para estacionar. Na Prefeitura, 454 pessoas estão cadastradas para ocupar as vagas. A fiscalização é feita e quem é pego cometendo infração paga multa de R$ 51 e perde três pontos na carteira.

Quem não respeita a regulamentação acaba tirando o direito de pessoas como Valéria de Oliveira Almeida, que está cansada de chegar nos locais e a vaga estar ocupada por uma pessoa que não é deficiente.

Em um centro comercial da cidade, na zona Sul, a placa avisa que o espaço é reservado para pessoas portadoras de deficiência. Até há uma vaga com rampa, que dá acesso a um supermercado, mas outras duas estão ocupadas por uma estrutura de ferro, o que dificulta o acesso da pessoa com deficiência.

O MGTV procurou a gerência do supermercado, que não quis gravar entrevista. Eles explicaram que as vagas serão reservadas em outros pontos. Mas enquanto isso, o problema permanece bastante comum na cidade, como relata a presidente do Conselho Municipal da Pessoa Portadora de Deficiência, Maria Valéria de Andrade. A entidade reclama, ainda, da falta de vagas nos bairros.

Fonte: http://www.jfclipping.com.br - 26/01/2011

Governo de Alagoas entrega cadeiras de rodas especiais para crianças da APAE

As cadeiras foram fabricadas sob prescrição médica e têm o intuito de melhorar a coordenação motora e cognitiva das crianças contempladas.
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 27/01/2011

A Secretaria de Estado a Saúde (Sesau), por meio da Gerência do Núcleo do Programa de Atenção a Pessoa com Deficiência (GNPAP), entregou nesta segunda-feira (24) cadeiras de rodas adaptadas para crianças atendidas pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Alagoas (Apae). As cadeiras de rodas foram adquiridas por meio do Programa Avança Saúde e custaram R$ 40 mil.

Segundo o gerente do Núcleo do Programa de Atenção a Pessoa com Deficiência, Ernestino Veiga, as cadeiras foram fabricadas sob prescrição médica e têm o intuito de melhorar a coordenação motora e cognitiva das crianças contempladas. “Essas cadeiras de rodas atendem as necessidades das crianças com deficiência. Elas não só propiciam a locomoção, garantindo um direito constitucional de ir e vir, mas asseguram que o problema que elas são acometidas se estabilize e não evolua ”, explicou o gerente.

Ele ressaltou o trabalho desenvolvido pela equipe da Sesau e relembrou que, em dezembro de 2010, o Governo do Estado investiu R$ 480 mil na compra de 181 cadeiras adaptadas para atender as crianças com deficiência física. “Essa gestão tem compromisso com o cidadão, evidenciando uma obrigação dos técnicos da garantido um direito de todos”, evidenciou Ernestino Veiga.

Agradecimento - Para a assistente social da Apae, Graça Xavier, a entrega das cadeiras de rodas adaptadas atende uma reivindicação dos pais das crianças atendidas na instituição. “Para que as crianças tenham uma vida saudável, não basta apenas dispormos de uma cadeira de rodas, mas contarmos com uma unidade adaptada à deficiência específica”, ressaltou.

Graça Xavier destacou, ainda, que a partir de agora, as crianças poderão ter uma vida social normal, com a oportunidade de realizar atividades de lazer e, inclusive, freqüentar a escola, já que nenhuma delas havia freqüentado uma sala de aula até o final do ano passado.

Sentimento compartilhado pela dona de casa, Ana Agra, que há dois anos se cadastrou na Apae e, nesta segunda-feira (24), pôde presenciar o filho saindo motorizado da instituição. “Só tenho a agradecer, pois uma nova vida começa para o meu filho nesta segunda. Ele nunca freqüentou uma escola porque não havia possibilidade. Agora, já irei matriculá-lo em uma escola próximo à minha residência”, relatou.

Fonte: http://www.primeiraedicao.com.br/

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

IDENTIDADE E DIFERENÇAS NA ESCOLA

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 26/01/2011

Criança aprendendo a usar a bengala na escola

A inclusão rompe com os paradigmas que sustentam o conservadorismo das escolas, contestando os sistemas educacionais em seus fundamentos. Ela questiona a fixação de modelos ideais, a normalização de perfis específicos de alunos e a seleção dos eleitos para freqüentar as escolas, produzindo, com isso, identidades e diferenças, inserção e/ou exclusão.

O poder institucional que preside a produção das identidades e das diferenças define como normais e especiais não apenas os alunos, como também as suas escolas. Os alunos das escolas comuns são normais e positivamente valorados. Os alunos das escolas especiais são os negativamente concebidos e diferenciados.

Os sistemas educacionais constituídos a partir da oposição - alunos normais e alunos especiais - sentem-se abalados com a proposta inclusiva de educação, pois não só criaram espaços educacionais distintos para seus alunos, a partir de uma identidade específica, como também esses espaços estão organizados pedagogicamente para manter tal separação, definindo as atribuições de seus professores, currículos, programas, avaliações e promoções dos que fazem parte de cada um desses espaços.

Os que têm o poder de dividir são os que classificam, formam conjuntos, escolhem os atributos que definem os alunos e demarcam os espaços, decidem quem fica e quem sai destes, quem é incluído ou excluído dos agrupamentos escolares.

Ambientes escolares inclusivos são fundamentados em uma concepção de identidade e diferenças, em que as relações entre ambas não se ordenam em torno de oposições binárias (normal/especial, branco/negro, Masculino/feminino, pobre/rico). Neles não se elege uma identidade como norma privilegiada em relação às demais.

Em ambientes escolares excludentes, a identidade normal é tida sempre como natural, generalizada e positiva em relação às demais, e sua definição provém do processo pelo qual o poder se manifesta na escola, elegendo uma identidade específica através da qual as outras identidades são avaliadas e hierarquizadas.

Esse poder que define a identidade normal, detido por professores e gestores mais próximos ou mais distantes das escolas, perde a sua força diante dos princípios educacionais inclusivos, nos quais a identidade não é entendida como natural, estável, permanente, acabada, homogênea, generalizada, universal. Na perspectiva da inclusão escolar, as identidades são transitórias, instáveis, inacabadas e, portanto, os alunos não são categorizáveis, não podem ser reunidos e fixados em categorias, grupos, conjuntos, que se definem por certas características arbitrariamente escolhidas.

É incorreto, portanto, atribuir a certos alunos identidades que os mantêm nos grupos de excluídos, ou seja, nos grupos dos alunos especiais, com necessidades educacionais especiais, com deficiências, com problemas de aprendizagem e outros tais. É incabível fixar no outro uma identidade normal, que não só justifica a exclusão dos demais, como igualmente determina alguns privilegiados.

A educação inclusiva questiona a artificialidade das identidades normais e entende as diferenças como resultantes da multiplicidade, e não da diversidade, como comumente se proclama. Trata-se de uma educação que garante o direito à diferença e não à diversidade, pois assegurar o direito à diversidade é continuar na mesma, ou seja, é seguir reafirmando o idêntico.

A diferença (vem) do múltiplo e não do diverso. Tal como ocorre na aritmética, o múltiplo é sempre um processo, uma operação, uma ação. A diversidade é estática, é um estado, é estéril. A multiplicidade é ativa, é fluxo, é produtiva. A multiplicidade é uma máquina de produzir diferenças - diferenças que são irredutíveis à identidade. A diversidade limita-se ao existente. A multiplicidade estende e multiplica, prolifera, dissemina. A diversidade é um dado - da natureza
ou da cultura. A multiplicidade é um movimento. A diversidade reafirma o idêntico. A multiplicidade estimula a diferença que se recusa a se fundir com o idêntico (SILVA, 2000, p.100-101).

De fato, a diversidade na escola comporta a criação de grupos de idênticos, formados por alunos que têm uma mesma característica, selecionada para reuni-los e separá-los. Ao nos referirmos a uma escola inclusiva como aberta à diversidade, ratificamos o que queremos extinguir com a inclusão escolar, ou seja, eliminamos a possibilidade de agrupar alunos e de identificá-los por uma de suas características (por exemplo, a deficiência), valorizando alguns em detrimento de outros e mantendo escolas comuns e especiais.

Atenção, pois ao denominarmos as propostas, programas e iniciativas de toda ordem direcionadas à inclusão, insistimos nesse aspecto, dado que somos nós mesmos quem atribuímos significado, pela escolha das palavras que utilizamos para expressá-lo. É por meio da representação que a diferença e a identidade passam a existir e temos, dessa forma, ao representar o poder de definir identidades, currículos e práticas escolares.

FONTE: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar : a escola comum inclusiva /Edilene Aparecida Ropoli ... [et.al.]. - Brasília : Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial ; [Fortaleza] : Universidade Federal do Ceará, 2010.
v. 1. (Coleção A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar)

http://arivieiracet.blogspot.com/2011/01/identidade-e-diferencas-na-escola.html - 25/01/2011

Delegado diz que cadeirante fez ameaças após briga por vaga

Fábio Amato
DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 26/01/2011
Cadeirante foi agredido por delegado em briga
por vaga em estacionamento; delegado diz que ele fez ameaças
O delegado Damasio Marino disse, em depoimento à corregedoria da Polícia Civil de São Paulo, que o advogado e cadeirante Anatole Magalhães Macedo Morandini ameaçou sua noiva por telefone. Luciana Borsois de Paula também é advogada e está grávida de quatro meses.
A ameaça, segundo o delegado, aconteceu após ele ter agredido o cadeirante, em discussão por vaga de estacionamento em São José dos Campos (SP), na semana passada. Morandini nega.
O cadeirante repreendeu o delegado por ter estacionado seu carro em vaga pública destinada a deficientes físicos. E afirma que foi agredido com coronhadas pelo delegado. Cinco testemunhas disseram à corregedoria que viram o delegado usar a arma para bater e ameaçar Morandini.
Já Marino nega ter usado a arma, mas admite que deu "dois tapas" no cadeirante após ser xingado e receber uma cusparada no rosto.
No depoimento, o delegado afirma que estacionou na vaga restrita, que fica em frente a um cartório, após dar duas voltas no quarteirão e não encontrar lugar para parar o carro.
Como a noiva precisava de um serviço do cartório, que estava prestes a fechar, mas não poderia caminhar uma longa distância por enfrentar uma gravidez de risco, Marino diz que optou por estacionar o carro no espaço destinado a deficientes.
O delegado disse que Luciana "entrou em estresse emocional" após a confusão e começou a passar mal. Pouco depois, quando já estavam na casa dela, a advogada recebeu ligação de Morandini.
"Ao atender, o indivíduo disse ser o Anatole e gritou com ela, ameaçou pegá-la dizendo 'vou te pegar, vou te pegar'", declarou o delegado.
De acordo com Marino, Luciana teve "sangramento uterino" provocado pelo nervosismo e teve que ser internada "dado o risco de abortamento."
O delegado culpa o cadeirante pelo estresse que "quase provocou o abortamento do filho do casal."
Morandini confirmou ontem que telefonou para Luciana, mas nega que tenha a ameaçado. Ele afirma que reconheceu a colega de profissão na hora da agressão e que lhe telefonou mais tarde para perguntar quem era Marino --até então, ele não sabia que se tratava de um delegado.
O cadeirante atribui a declaração do delegado a uma tentativa de se defender das acusações de agressão e fazer parecer que ele foi o causador da confusão.

Fonte: Folha.com - 25/01/2011

Brasil conquista três ouros, uma prata e um bronze no segundo dia do Mundial de Atletismo

Odair, Terezinha e Lucas ouviram o hino brasileiro tocar em Christchurch.
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 26/01/2011

A seleção brasileira mostrou a que veio no segundo dia do Campeonato Mundial Paraolímpico de Atletismo e conquistou três medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze. Odair dos Santos venceu nos 10.000m, Terezinha Guilhermina nos 200m e Lucas Prado nos 100m, todos T11. Jerusa e Daniel completaram os dois últimos pódios com a prata.

Odair completou os 10.000m em 32min13seg02, novo recorde da competição. Completaram o pódio o chileno Cristian Valenzuela e o mexicano Luiz Zapien Rosas.

“Foi o segundo presente que eu ganhei aqui. Primeiro foi ser o porta bandeira do Brasil no desfile de abertura. Agora ganhar o primeiro ouro do Brasil”, disse emocionado.

Esta foi a primeira grande competição de Odair como T11 (cego total). Ele foi reclassificado no fim de agosto. Antes, competia na classe T12, para baixa visão. Com a mudança, passou a correr vendado. Mas se adaptou rapidamente, correndo próximo dos recordes mundiais da nova classe em 2010.

Odair, que disse na abertura estar 101% pronto para o Mundial, agora se prepara para os 1.500m, seu maior sonho na competição.

“A partir do momento que abri mais de 100m do segundo colocado, pensei nas próximas provas. Você tem que se poupar o máximo que pode”, justifica.

O brasileiro disputa na manhã da segunda-feira, 24 (noite do domingo no Brasil), as eliminatórias dos 1.500m T11. A final será no dia seguinte, à noite (madrugada no Brasil). Os mesmos horários valerão para os 5.000m T11: a eliminatória é na quarta-feira, 26, e a final na quinta.

Bicampeã Mundial
Depois de quebrar o recorde mundial na eliminatória dos 200m no primeiro dia de competição, neste domingo Terezinha Guilhermina conquistou o ouro da prova.

"Quis bater o recorde ontem para não ter pressão hoje", disse Terezinha após a vitória.

"Foi tudo lindo! Trabalhei muito para isso", completou, emocionada a bicampeão mundial dos 200m T11.

No pódio, ela recebeu a medalha de ouro das mãos do presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) e integrante do Comitê Paraolímpico Internacional (IPC), Andrew Parsons. Na hora da execução do hino nacional brasileiro, chamou as duas companheiras de pódio para o lugar mais alto, abraçou-as e chorou.

Jerusa, que ficou com a prata, também comemorou. Ela correu com o guia de Lucas Prado, Justino Barbosa, pois seu guia e marido, Luis Henrique, está lesionado.

“Foi muito bom apesar dos problemas. Sabia que seria difícil. Mas vim para fazer o meu melhor. A britânica (3ª colocada) já me deu trabalho em Pequim. Aqui de novo", disse Jerusa.

Nesta segunda-feira à tarde (madrugada no Brasil), Terezinha, Jerusa e Ádria disputam a eliminatória dos 100m.

Lucas conquista primeiro título mundial
Para Lucas Prado a conquista da medalha de ouro nos 100m T11 foi especial: é a primeira vez que ele sobe ao pódio em um Mundial.

“Era o único que estava faltando para fechar o ciclo”, comemorou o tricampeão paraolímpico.

“A vitória mostrou para que vim. Agora é apagar essa prova da memória e batalhar pelas outras”, disse o campeão que compete na quarta-feira a eliminatória dos 400m – a que almeja bater o recorde mundial.

Daniel Mendes completou o pódio, chegando em terceiro. O capixaba comemorou muito a medalha.

“É a minha primeira medalha em grande competição. Em Pequim cheguei em 4º em todas as provas. Além do que, me preparei mais para os 200m e os 400m. Tinha que tentar um pódio nos 100m!”, disse Daniel.

Mais brasileiros em ação
Outros brasileiros competiram neste domingo. Três quebraram recordes sulamericanos: Shirlene Coelho ficou com a 7ª colocação no lançamento de disco F37, com 25m24. Paulo Douglas também quebrou a melhor marca continental no arremesso de peso F35 com 10m63 – que lhe valeu a 11ª colocação na prova. Na mesma batida, Jenifer Santos bateu o recorde da região ao fazer os 200m T38 em 29seg76.

Na pista, Ariosvaldo Fernandes, o Parré, ficou em 4º nos 100m T53, com 15seg46. Mesma colocação que Ana Tércia conseguiu nos 200m T12.

Para completar, Yohansson Nascimento e Emicarlo Souza garantiram vaga na final dos 200m T46. A prova será segunda, às 10h32 (19h32 no Brasil). Edson Pinheiro também assegurou sua participação na decisão dos 100m T38, amanhã às 17h35 (2h35 no Brasil). Na mesma prova, Paulo Flaviano ficou em 9º e não conseguiu a classificação. Alan Fonteles também não teve boa sorte na eliminatória dos 200m T44: o jovem atleta queimou a largada e foi desclassificado.

Fonte: http://www.cpb.org.br/

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Até onde as construções residenciais estão preparadas para acessibilidade?

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 25/01/2011

Muito propagado entre os projetos comerciais e espaços públicos por todo o País, o acesso de pessoas com necessidades especiais, como idosos, cadeirantes e obesos, por exemplo, ainda é bastante complicado em muitos imóveis residenciais, principalmente nas construções mais antigas.

Poucos projetos contemplam a acessibilidade como uma de suas principais premissas e, ao refletir sobre isso, todos nós em algum momento de nossas vidas passamos ou podemos passar por um período em que nossa mobilidade é comprometida. Isso sem falar nos nossos parentes com idade mais avançada. É exatamente nesta situação que percebemos como a arquitetura pode influir diretamente no bem-estar e qualidade de vida.

Reformas aparentemente simples revelam-se um grande problema se não previstas no projeto inicial da obra.
Vãos e folhas de porta mais largos, essenciais para passagem de cadeira de rodas ou para circulação de obesos, assim como corredores mais amplos, que possibilitam uma melhor circulação, facilitam muito a vida dos moradores se já incorporados às plantas.

Um espaço crucial para determinarmos o nível de acessibilidade de um imóvel são os banheiros. Boxes amplos e a instalação de barras de apoio permitem livre acesso e segurança. Enquanto torneiras com acionamento por sensor também facilitam a vida de quem já não tem a mesma firmeza para executar movimentos. As bacias precisam ser instaladas mais altas para facilitar a transição para as cadeiras de apoio e a posição também precisa ser estrategicamente pensada para permitir o livre giro da cadeira de rodas.

Nos quartos o desafio já começa com um hábito muito comum dos brasileiros de, geralmente, construí-los no andar superior das residências. Poucas casas preveem a possibilidade de um quarto no andar térreo, enquanto o ideal seria ter pelo menos um espaço que pudesse ser transformado, para o caso de uma pessoa adoentada ou impossibilitada de subir escadas. Para os cadeirantes já existe uma solução que substitui a necessidade da instalação de elevadores, um sistema que acoplado à cadeira de rodas a transporta até o andar superior.

As cozinhas são um capítulo à parte, na maioria das vezes é necessária uma reforma total para conseguir adaptar o ambiente. As pias, bancadas e pontos de torneira precisam ser mais baixos com vãos livres na parte inferior para a aproximação dos cadeirantes. Já a disposição dos móveis e outros componentes do ambiente precisam levar em consideração, não somente o trânsito, mas também o giro da cadeira de rodas.

Apesar de regulamentadas por lei, boa parte das construções recém-lançadas no País ainda não seguem os padrões de portabilidade e livre acesso para portadores de necessidades especiais ou mobilidade reduzida. O grande desafio para arquitetos e urbanistas é não só conscientizar os construtores da importância de seguir os princípios da acessibilidade, mas também encontrar soluções viáveis para adaptar imóveis já concluídos fora dos padrões.

*Renata Marques é especialista em gerenciamento de projetos para empreendimentos de grandes construtoras e também atua no desenvolvimento de plantas comerciais e residenciais.

http://www.renatamarques.com.br/

Fonte: http://www.jornow.com.br/ 20/10/2010

Conheça a diferença conceitual entre inclusão e integração

APNEN,colaborando na divulgação desta matéria: 25/01/2011

A integração nos induz a acreditar que podemos escolher quais seres humanos têm direito a estar nas escolas, nos parques de diversões, nas igrejas, nos ambientes de trabalho, em todos os lugares. É praticado há décadas mas, desde os anos 80, começou a ser questionado pelo então emergente movimento internacional das organizações de pessoas com deficiência. Este movimento denunciou a injustiça do modelo integrativo, que só aceitava inserir na sociedade as pessoas com deficiência que fossem consideradas prontas – ou quase prontas – para conviver nos sistemas sociais gerais. Prontas no sentido de aptas para aprender, trabalhar, se expressar, se locomover mais ou menos bem pelas ruas das cidades. E caso não estivessem prontas? Que se esforçassem para estar…

Num contexto integrativo, o máximo feito pela sociedade para colaborar com as pessoas com deficiência neste processo de inserção seriam pequenos ajustes como adaptar uma calçada, um banheiro ou até receber uma criança com deficiência mental na sala de aula, mas só se ela pudesse “acompanhar a turma”. Como raramente crianças com deficiência mental podem ter o mesmo ritmo de aprendizagem dos alunos sem deficiência mental, era certo que em breve, no máximo em dois ou três anos, aquele aluno seria sumariamente devolvido para a família.

A inclusão, ao contrário, nos aponta para um novo caminho. Nele, nossas decisões são guiadas pela certeza de que o direito de escolher seres humanos é filosoficamente ilegítimo, além de ser anticonstitucional.
Uma sociedade inclusiva tem compromisso com as minorias e não apenas com as pessoas com deficiência. Tem compromisso com elas e com sua diversidade e se auto-exige transformações intrínsecas. É um movimento com características políticas. Como filosofia, incluir é a crença de que todos têm direito de participar ativamente da sociedade. Como ideologia, a inclusão vem para quebrar barreiras cristalizadas em torno de grupos estigmatizados.

A inclusão é para todos porque somos diferentes.

Um pouco da história

A concepção de um mundo-mãe sempre viveu no desejo da humanidade, em diferentes épocas e civilizações. Mas foi só em 1981, ao instituir o Ano Internacional das Pessoas Deficientes, que a ONU oficializou o embrião do conceito de sociedade inclusiva. Entidades não-governamentais e governamentais, a mídia mundial, nações de portes diversos no cenário econômico- político internacional reafirmaram por 365 dias a necessidade de o planeta reconhecer com firmeza os direitos das pessoas com deficiência.

Em 20 de dezembro de 1993, no final da Década das Nações Unidas para Pessoas Portadoras de Deficiência, a Assembléia Geral da ONU assinou uma outra e decisiva resolução – a de no 48/06 – que adotou o documento Normas sobre a Equiparação de Oportunidades para Pessoas com Deficiência. Nesse documento deu forma às idéias do programa de 1982. São 22 normas que indicam os requisitos, as áreas-alvo e as medidas de implementação da igualdade de participação das pessoas com deficiência na sociedade. Mas esta conquista não ocorreu de um dia para outro, em um passe de mágica. Ela é resultado de um longo processo de luta e modernização no campo dos direitos humanos das pessoas com deficiência,
que avançou do conceito de segregação institucional, passando pelo de integração até o chegar ao atual modelo de sociedade inclusiva.

O paradigma da integração, norteador de práticas sociais e políticas públicas pertinentes a pessoas com deficiência durante cerca de 40 anos (décadas de 50 a 80), teve seus méritos baseados no fato de que surgiu em substituição ao paradigma da segregação institucional.

Em que consistia essa prática? Para entendê-la melhor, é necessário retroceder mais ainda na história e lá encontrar o paradigma da exclusão das pessoascom deficiência.

Fonte:http://www.deficienteciente.com.br/2011/01/conheca-diferenca-conceitual-entre.html - 18/01/2011

Saiba qual é a diferença entre desenho adaptável e desenho universal

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 25/01/2011

DESENHO UNIVERSAL
Quando uma sociedade se acha no direito de não se adaptar à toda a diversidade humana cria, sistemática e progressivamente, situações de exclusão – nem sempre facilmente percebidas como tal. Como são tomadas algumas medidas de acessibilidade para facilitar a inserção de pessoas com a diversidade ou a deficiência escolhida, fica sempre a impressão equivocada de que se está praticando é a inclusão, embora o modelo seja de integração

A título de exemplo poderíamos citar o caso de uma empresa que contrata um intérprete de Libras para os empregados surdos, mas não prepara o ambiente profissional para uma inclusão efetiva. No dia em que o tradutor falta, os outros empregados não conseguem se comunicar com as pessoas surdas. Embora a decisão da empresa tenha sido correta, ela se ressente da ausência de uma reflexão mais aprofundada sobre a diversidade, o que reduz o seu alcance ao limite de providência pontual, descontextualizada de uma verdadeira perspectiva da inclusão.

No âmbito da acessibilidade, o movimento pela integração teve vida longa e defendia, principalmente, transformações no ambiente arquitetônico. Já na década de 60, algumas universidades americanas haviam iniciado as primeiras experiências de acessibilidade transformando suas áreas externas, estacionamentos, salas de aula, laboratórios, bibliotecas e lanchonetes. Nos anos 70, graças ao primeiro Centro de Vida Independente do mundo, aumentaram a preocupação e os debates sobre soluções que pudessem provê-las com odireito de ir e vir em qualquer ambiente.

Vida Independente

As pessoas com deficiência viveram, durante muito tempo, sob a tutela de instituições, especialistas ou familiares, que os tratavam como alvo de caridade. No final dos anos 60, nos Estados Unidos, pessoas com deficiências severas, marginalizadas da sociedade, deram um verdadeiro grito de independência, deflagrando o Movimento de Vida Independente, que se multiplicaria pelo planeta. Nesse contexto, independente significava não-dependente da autoridade institucional ou familiar. Esta mobilização ensejou o surgimento dos Centros de Vida Independente, que contribuíram para a ampliação de múltiplas dimensões da acessibilidade: arquitetônica, educacional, de trabalho, tecnologia assistiva, defesa de direitos, setor de transportes etc.

Mas foi na década de 80, com a pressão do Ano Internacional das Pessoas Deficientes (1981), que o movimento ganhou força, inclusive no Brasil, com a realização de campanhas que exigiam não apenas a simples eliminação de barreiras (desenho adaptável), mas também a não-inserção de barreiras (desenho acessível). A principal diferença entre esses dois conceitos é que, no primeiro, a preocupação é no sentido de adaptar os ambientes obstrutivos. No segundo, a meta está em exigir que os arquitetos, engenheiros, urbanistas e desenhistas industriais não incorporem elementos obstrutivos nos projetos de construção de ambientes e de utensílios. “Desenho universal” é a terminologia mais usada hoje em dia e se refere a um ambiente que leve em conta toda e qualquer diferença.

Fonte: Mídia e deficiência / Veet Vivarta, coordenação. – Brasília: Andi ; Fundação Banco do Brasil, 2003.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Febraban inscreve para 444 vagas no programa de capacitação profissional para deficientes

Da Redação
Em São Paulo
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 24/01/2011

A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) recebe inscrições para o programa de capacitação profissional que visa incluir 444 pessoas com deficiência no setor bancário.

Os profissionais irão atuar em uma das agências dos bancos participantes no Estado de São Paulo: BANIF, Bicbanco, Bradesco, Citibank, Cruzeiro do Sul, Carrefour Soluções Financeiras, HSBC, Itaú Unibanco, Safra, Santander e Votorantim.

Podem participar pessoas com todo tipo de deficiência (física, visual, auditiva, intelectual e múltipla), que atendam aos critérios do Decreto 5.296/04, sejam maiores de 18 anos e tenham o ensino médio completo.

Os selecionados serão contratados como auxiliares bancários e participarão de um programa de capacitação profissional de 640 horas, com duração de seis meses. Nas atividades de formação, os participantes terão aulas sobre língua portuguesa, matemática financeira, etiqueta empresarial, informática, negócios bancários, negociação e vendas.

Os profissionais cumprirão jornada de 4h diárias - de segunda a sexta - e receberão salário inicial de R$ 760,09. Após 90 dias, a remuneração passa a ser de R$ 833,33. Entre os benefícios estão vale-refeição, cesta-alimentação, participação nos lucros e resultados, vale-transporte, seguro de vida e plano de saúde.

As inscrições podem ser feitas, até o dia 28 de fevereiro, no site da Febraban. É possível encaminhar currículos para o e-mail oportunidade@avape.org.br ou se cadastrar em uma das unidades do CAT (Centro de Apoio ao Trabalhador):

- Avenida Interlagos, 6122 - Interlagos
- Rua Barão do Rio Branco, 864 - Santo Amaro
- Rua Gregório Ramalho, 12 - Itaquera
- Rua Catão, 312 – Lapa
- Rua Voluntários da Pátria, 1553 - Santana
- Rua Galvão Bueno, 782 - Liberdade
- Rua Prestes Maia, 913 - Centro

As atividades terão início a partir do mês de abril.

Serviço
Programa Febraban de Capacitação Profissional e Inclusão de Pessoas com Deficiência
Central de Atendimento: (11) 4362-9368


Fonte: http://noticias.uol.com.br/empregos/ultimas-noticias/2011/01/21/febraban-inscreve-para-444-vagas-no-programa-de-capacitacao-profissional-para-deficientes.jhtm

domingo, 23 de janeiro de 2011

'EE de Bolso': o brasileiro que ajuda vítimas da guerra através do esporte

Joaquim Cruz chegou aos EUA com 20 anos, se especializou em atletismo e, hoje, detêm a nobre missão de reabilitar soldados feridos vindos do Iraque.
Por GLOBOESPORTE.COM - Rio de Janeiro - 14/01/2011

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 23/01/2011

Em agosto do ano passado foi decretado o fim da guerra contra o Iraque declarada pelos EUA em 20 de março de 2003. Em sete anos, cerca de 100 mil iraquianos foram mortos. Já as baixas americanas foram bem menores, quase cinco mil soldados. Dos que voltaram com vida, muitos de cadeira de rodas ou usando próteses nas pernas. Para estes, jovens rebeldes, na maioria das vezes revoltados, inconformados com a tragédia, um novo horizonte se abria fruto do trabalho nobre de um brasileiro.

Veja o video:http://video.globo.com/Videos/Player/Esportes/0,,GIM1410226-7824-EE+DE+BOLSO+MOSTRA+O+BRASILEIRO+QUE+RECUPERA+VITIMAS+DA+GUERRA+COM+O+ESPORTE,00.html

Entrevistado pelo repórter Thiago Asmar, do "Esporte Espetacular", em San Diego, EUA, Joaquim Cruz contou como é ser o responsável pela missão de reabilitar soldados feridos da guerra do Iraque por meio do esporte:

Ex-soldado vítima da guerra do Iraque pratica
atletismo nos EUA (Foto: Reprodução)
- Eu tenho o melhor trabalho do mundo. Tinha esse asiático que chegou com duas muletas. No primeiro dia, ele não fez nada, no segundo tentou mais ou menos e no terceiro praticou vôlei sentado. No último dia, ele fez toda a atividade física e levou um tombaço. Levantou sozinho e todo mundo aplaudiu. Naquele momento, eu me senti um treinador realizado. Peguei um cara que chegou de muletas e saiu sem muletas, você vê a transformação de um menino, e o esporte pode fazer isso - conta Joaquim.

Joaquim Cruz tem uma história importante no mundo do atletismo. É um dos nove brasileiros que já conquistaram medalhas de ouro olímpicas em provas individuais e foi primeiríssimo lugar nos 800 metros rasos dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984.

A relação de Joaquim com os Estados Unidos começou quando ele tinha apenas 20 anos através de uma bolsa de estudos da Universidade de Oregon para fazer parte da equipe de atletismo. Depois de encerrar a carreira, continuou no país que é excelência no esporte e se especializou. Foi o técnico da equipe que defendeu os Estados Unidos no Parapan de 2007, no Rio de Janeiro, e nas Paraolimopíadas de Pequim, em 2008.

Fonte:http://globoesporte.globo.com/programas/esporte-espetacular/noticia/2011/01/ee-de-bolso-o-brasileiro-que-ajuda-vitimas-da-guerra-atraves-do-esporte.html

Brasileiros conquistam a primeira medalha e o primeiro recorde no Mundial Paraolímpico de Atletismo

O estreante Paulo Douglas Santos ganhou a primeira medalha do Brasil na competição: a prata no arremesso de dardo.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 23/01/2011

Os brasileiros foram muito bem no primeiro dia do Campeonato Mundial Paraolímpico de Atletismo, disputado na Nova Zelândia. Com direito a recorde e medalha, como conta o repórter Renato Peters.

O esporte é mesmo capaz de transformar uma vida. Até pouco tempo, o mexicano Javier era eletricista. Depois de um assalto, foi baleado e ficou paraplégico. Mas virou corredor, mesmo numa cadeira de rodas, e ganhou a quarta medalha em um Mundial.

“Não há limites quando estamos determinados a fazer algo. É só uma questão do que podemos fazer e alcançar", diz o cadeirante.

No Mundial Paraolímpico de Atletismo há exemplos assim para onde se olhe. São mais de mil atletas. Setenta e cinco países estão representados lá, entre eles o Brasil. E nossa seleção já mostrou que não veio à Nova Zelândia a passeio.

Terezinha Guilhermina, velocista deficiente visual, que corre com guia, mostrou que é mesmo veloz. Bateu o recorde mundial nos 200 metros rasos na eliminatória. A marca pertencia a outra brasileira, Adria dos Santos, e Terezinha diz que já previa.

“Na sexta-feira (21), eu falei com o Guilherme assim: 'hoje nós vamos dormir Terezinha e Guilherme, no sábado vamos acordar recordistas mundiais dos 200 metros'".

Surpreso ficou Paulo Douglas Souza, estreante em Mundiais, que ganhou a primeira medalha do Brasil na competição. A prata no arremesso de dardo o tornou alvo das câmeras. “Vão vir cada vez mais medalhas para mim e, se Deus quiser, eu estou de volta. Muitas fotos e muitas medalhas para o Brasil", garante.

E Odair dos Santos conquistou a primeira medalha de ouro para o Brasil no Mundial Paraolímpico de Atletismo. Ele venceu a prova dos 10 mil metros para deficientes visuais.


Brasil conquista primeira medalha de ouro no Mundial Paraolímpico.

CHRISTCHURCH, Nova Zelândia - O Brasil conquistou neste sábado sua primeira medalha de ouro no Mundial Paraolímpico de Atletismo do Comitê Paraolímpico Internacional (CPI), que está sendo realizado no Estádio Rainha Elizabeth II, em Christchurch, na Nova Zelândia. Na prova dos 10 mil metros, o brasileiro Odair Ferreira dos Santos foi o vencedor, com o tempo de 32m13s04, recorde da competição.

Odair, que é deficiente visual, passou em agosto da categoria T12 (baixa visão) para T11 (cego total). Ele corre com o apoio de um guia, ao qual fica ligado por uma cordinha de tamanho padronizado. O guia jamais pode passar à frente do competidor. Paulista de Osvaldo, Odair já havia conquistado duas pratas e quatro bronzes em Jogos Paraolímpicos. O fundista disputará também as provas de 1.500m e 5.000m, igualmente com chances de pódio.

Brasil ganha o ouro nos 100m no Mundial Paraolímpico.
Claudio Nogueira, O Globo 23/01/2011

O velocista brasileiro Lucas Prado, que é da classe T11 (totalmente cego), acaba de conquistar a medalha de ouro na prova dos 100m do Mundial Paraolímpico de Atletismo, aqui em Christchurch, na Nova Zelândia. Tricampeão paraolímpico, Lucas obteve o tempo de 11s38, novo recorde da compeitção. Em segundo, ficou o russo Andrey Koptev, com 11s54, e em terceiro, o brasileiro Daniel Silva, no tempo de 11s59. Lucas é responsá el pelo terceiro ouro do Brasil na programação deste domingo, na Nova Zelândia, depois do de Odair Fereira dos Sanots, nos 10.000m, e de Terezinha Guilhermina, nos 200m. Os três medalhistas de ouro são cegos, da classe T11.

Bicampeã mundial no atletismo paraolímpico, Terezinha elogia seu guia.
Claudio Nogueira, O Globo 2301/2011

Pouco depois de ter conquistado o bicampeonato mundial da prova dos 200m no atletismo paraolímpico, no Campeonato Mundial em andamento em Christchurch, na Nova Zelândia, a brasileira Terezinha Guilhermina, que é da classe T11 (totalmente cega) elogiou o trabalho do guia Guilherme Santana. Ela conquistou o ouro na tarde deste domingo na Nova Zelândia (madrugada de domingo no Brasil), com o tempo de 24s98, dois segundos à frente da vice-campeã, a brasileira Jerusa Santos (26s98).

- O Guilherme foi feito sob medida para mim. Este é o meu guia. O melhor elogio que posso fazer a ele é que ele é o homem invisível. Ele não fica falando o tempo todo. Só fala quando eu entro na reta (a prova de 200m começa numa curva da pista), e isso me dá uma sensação de liberdade - disse ela, que também vai competir nos 100m, 400m e 4x100m

Video: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2011/01/brasileiros-conquistam-primeira-medalha-e-o-primeiro-recorde-no-mundial-paraolimpico-de-atletismo.html

Delegado agride cadeirante: algumas considerações sobre o caso

DELEGADO AGRIDE CADEIRANTE

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 23/01/2011

Caro leitor,


O psicólogo e escritor Carlos Ferraz Batista, do blog Sujeito e Cultura, escreveu um texto muito reflexivo sobre o caso do delegado que agrediu o cadeirante. Confira!


Veja, abaixo, uma breve introdução do texto:

Ontem a mídia, escrita e televisiva, local e nacional, apresentou uma reportagem em que um delegado agrediu um cadeirante. http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/863389-delegado-bate-em-cadeirante-em-briga-por-vaga-especial-em-sao-jose-dos-campos-sp.shtml A contenta derivou-se de uma disputa por uma vaga de estacionamento, para pessoas que têm alguma deficiência. De um lado, o delegado, supostamente, o representante da Lei. No lado oposto, o cadeirante, advogado e militante. Perguntei-me porque o episódio foi tão chocante. Talvez seja pela minha inocência ou otimismo em acreditar na Justiça.

Postado no blog Sujeito e Cultura:http://ca.ferraz.blog.uol.com.br/ continue lendo este texto.

DELEGADO AGRIDE CADEIRANTE

Ontem a mídia, escrita e televisiva, local e nacional, apresentou uma reportagem em que um delegado agrediu um cadeirante. http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/863389-delegado-bate-em-cadeirante-em-briga-por-vaga-especial-em-sao-jose-dos-campos-sp.shtml A contenta derivou-se de uma disputa por uma vaga de estacionamento, para pessoas que têm alguma deficiência. De um lado, o delegado, supostamente, o representante da Lei. No lado oposto, o cadeirante, advogado e militante. Perguntei-me porque o episódio foi tão chocante. Talvez seja pela minha inocência ou otimismo em acreditar na Justiça. Acalento a ilusão de que as leis são para todos, norteadores de conduta e que mantêm a cultura. Minha escolha é apostar nestas premissas. Afinal, a desconsideração das leis fere o laço social e produz barbárie. O episódio desvelou conflitos humanos, em que uma autoridade pública perverte sua função, deixando de ser o representante da Lei para ser a própria Lei. Ser a Lei consiste em erigir-se em poder absoluto. Remete a idéia dos governos totalitários e ditatoriais. As conseqüências são percebidas hoje, pelas mazelas sociais. Entre outras: a opressão social. O cadeirante do referido caso parece acreditar nas leis e luta por seus direitos. Em posse destes, reivindicou de modo enfático, suscitando reações extremadas e violentas. O absurdo deste caso consiste em uma oportunidade para repensarmos em nossas condutas, valores, distribuição e aplicação das leis. Somos Sujeitos de Direitos? A assunção da Lei e participação na cultura demanda: direitos e deveres. Teoricamente, não respeitar esses preceitos é incorrer em transgressão, que requer uma sanção. Uma amiga me perguntou: Só porque ele é delegado, pode bater nos outros? Respondi: Não, mas se não houver punição, a Justiça estará dizendo que sim. Penso que a Justiça é um bem social, apesar de limitar, restringir e castrar: ela causa o desejo. Como manter nossa posição de Sujeito de Direito e de Desejo?

Escrito por Carlos Ferraz Batista
Fonte: http://ca.ferraz.blog.uol.com.br/ - 21/01/2011