sábado, 12 de fevereiro de 2011

Polícia apura ameaça contra cadeirante; ligação veio de delegacia

O advogado cadeirante Anatole Magalhães Macedo Morandini, agredido mês passado por um delegado após discussão por vaga especial, denunciou à Corregedoria da Polícia Civil uma ameaça de morte por telefone.
da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 12/02/2011

Uma perícia feita no aparelho celular de Morandini constatou que o número de onde partiu a ligação com a suposta ameaça é de um dos telefones da Delegacia Seccional de São José dos Campos (97 km de São Paulo).

O delegado Damasio Marino, que agrediu o cadeirante, era titular da 6ª Delegacia de Polícia de São José. Após o episódio, ele foi afastado das funções pela Secretaria de Segurança Pública.

De acordo com o corregedor da Polícia Civil no Vale do Paraíba, Antonio Alvaro Sá de Toledo, a ameaça aconteceu no dia 28 de janeiro. Um inquérito foi aberto para investigar o caso.

No dia 17 de janeiro, Morandini repreendeu o delegado Damasio Marino por ele ter estacionado em uma vaga destinada a deficientes físicos que fica em frente a um cartório, no centro de São José.

O cadeirante afirma que, após discussão, foi agredido com coronhadas pelo delegado. Cinco testemunhas confirmaram à corregedoria ter visto o delegado usar a arma para agredi-lo.

Marino negou o uso do revólver, mas admitiu ter dado "dois tapas" no cadeirante após receber uma cusparada no rosto.

Fonte: Deficiente Ciente - São José dos Campos - SP, 11/02/2011

Vitória para as crianças com deficiência

Aprovada a instalação de brinquedos adaptados para crianças deficientes.
da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 12/02/2011

Os vereadores aprovaram em 2º turno na reunião desta sexta-feira, 4 de fevereiro, o Projeto de Lei 482/2009, de Leonardo Mattos (PV), que prevê a instalação de brinquedos adaptados para crianças portadoras de deficiência em parques, praças e áreas de lazer abertas ao público da Capital. Além dos brinquedos para deficientes físicos, a norma também prevê a instalação de equipamentos para crianças com deficiência visual, como tabuleiros e baralhos táteis. Todos os equipamentos deverão atender aos padrões da Associação Brasileira de Normas Técnicas.

Para Leonardo Mattos, “esses brinquedos permitirão que crianças com deficiência, que são geralmente retraídas devido às suas limitações, possam desfrutar do prazer de brincar com liberdade, em perfeita harmonia com as outras crianças, trazendo assim um efeito fisiológico e psíquico positivo para o crescimento pessoal”. A norma determina que ficará a cargo da Prefeitura firmar parcerias com empresas para executar as adaptações nas praças.

Fonte:Deficiente Ciente - São Paulo - SP, 11/02/2011

Desarquivamento PLS 112: um risco aos direitos adquiridos pelas Pessoas com Deficiência

A PLS 112 contradiz a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência em vários aspectos.
da Redação
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 12/02/2011

Feito hoje Requerimento de Inclusão na Ordem do Dia n. 99/2011 da Câmara dos Deputados , pelo Dep. Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), que: "Requer a inclusão do PL nº 7.699, de 2006, que Institui o Estatuto da Pessoa com Deficiência e dá outras providências".

As seguintes matérias de seu interesse sofreram ações em:
09/02/2011

- SF PLS 00112 2006

- Ementa: Acrescenta e altera dispositivos da Lei nº 7.853, de 24 de outubro de 1989, dá nova redação a dispositivo da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, e a...

Lido e aprovado o Requerimento nº 60, de 2011, tendo como primeiro signatário o Senador José Sarney, solicitando o desarquivamento da presente matéria. A matéria retorna ao exame da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania; posteriormente, vai às Comissões de Assuntos Sociais e de Direitos Humanos e Legislação Participativa, cabendo à última a decisão terminativa.

Pedido para a retirada do PLS 112/2006 da pauta da Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal (2008)

Prezado(a) Senador(a)

tendo em vista que o PLS 112 de 2006 da autoria do Sen. Jose Sarney está incluso na pauta da CCJ do dia 29 de abril, pedimos a sua atenção:

O Projeto de Lei, uma propositura com certeza bem intencionada, provoca alguns retrocessos nos direitos das pessoas com deficiência, inclusive em relação aos direitos já duramente conquistados.

Em vários aspectos contradiz a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que foi ratificada por essa casa com equivalência de Emenda Constitucional, passando pelo uso de terminologias inadequadas, pela descaracterização da deficiência como uma característica do ser humano ao tentar estabelecer um padrão de normalidade.

Fere direitos adquiridos à educação e ao trabalho; entre outras coisas, apresenta a deficiência como justificativa de exclusão ou de incompatibilidade plena, o que é incompatível com os direitos humanos.

Nesse sentido, pedimos que o PLS 112 de 2006 seja retirado da pauta para uma melhor análise dos senhores Senadores e principalmente para que os órgãos e entidades de defesa dos direitos das pessoas com deficiência sejam ouvidos.

Entendendo que é do vosso interesse que não haja retrocessos, perdas de direitos e incompatibilidades legais, esperamos que o nosso pedido seja atendido.

Assinam entidades que lutam por uma sociedade para Tod(a)os.

Comentário SACI: Por Claudia Grabois: Além da possibilidade de inclusão em pauta do PL 7699, que institui o estatuto da pessoa com deficiência, foi solicitado o desarquivamento do PLS 112 que retorna à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania.. Segue abaixo o manifesto base que escrevemos em 2008. Foi colocado em link na internet, assinado por entidades e enviado para todos os parlamentares. Entre outras coisas ... "Fere direitos adquiridos à educação e ao trabalho; entre outras coisas, apresenta a deficiência como justificativa de exclusão ou de incompatibilidade plena, o que é incompatível com os direitos humanos.

Fonte: Rede SACI - 11/02/2011

Brasília recebe os melhores tenistas em cadeira de rodas do país

Masters Cup 2011 será de 11 a 13 de fevereiro, na Vila do Tênis. Destaque para Carlos Jordan, 1º do ranking brasileiro, e Rejane Cândida e Natalia Mayara, as duas melhores do ranking nacional.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 12/02/2011

Os 12 melhores atletas do tênis em cadeira de rodas brasileiro disputam, a partir de sexta-feira, 11, o Masters Cup 2011. A competição reunirá em Brasília os oito melhores tenistas do Brasil na chave masculina e as quatro melhores na chave feminina. “Essa competição reúne os melhores atletas de 2010. É como uma premiação pelo ano”, explica o coordenador da modalidade, Wanderson Cavalcante.

O Masters Cup é a primeira grande competição nacional do ano e vale pontos para o ranking. Entre os destaques, estão Carlos Jordan e Daniel Rodrigues, respectivamente nº 23 e nº 45 do mundo. Atual nº 1 do ranking brasileiro e grande favorito para a conquista do título da Masters no masculino, Jordan terá a favor o fato de jogar em casa.

No feminino as favoritas são Rejane Cândida e Natalia Mayara, atuais nº 1 e 2 do ranking brasileiro. As duas também são de Brasília e prometem uma boa disputa durante a competição.

Após alguns anos sem ser realizado, o Masters Cup volta com o tênis em cadeira de rodas brasileiro em alta. Em 2010 o Brasil alcançou seu melhor resultado em Mundiais: conquistou a nona colocação na competição masculina. Carlos Jordan e Rejane Cândida alcançaram o melhor ranking internacional na história da modalidade. Ele chegou à posição de nº 22 e ela à de nº 42. Além disso, Natalia Mayara se firmou em 2º no ranking juvenil mundial.

“O tênis em cadeira de rodas do Brasil merece um evento desta grandeza, nossos jogadores estão com um bom nível técnico. Esperamos ver excelentes jogos nestes três dias de competição”, avalia o coordenador da modalidade, Wanderson Cavalcante.

Os jogos serão realizados na Vila do Tênis (ao lado do Porcão – Setor de Clubes Sul) nos dias 11, 12 e 13 de fevereiro, a partir das 9h. Serão 12 partidas diárias. As finais serão no domingo.

As chaves serão definidas na quinta-feira, à noite. Disputam a chave masculina Carlos Jordan (DF), Daniel Rodrigues (MG), Mauricio Pomme (SP), Rafael Medeiros (MG), Fabio Padilla (DF), Christophe Royet (MG), Marcos Vasconcelos (SP) e Zilmar Pires (SP). Na feminina estão Rejane Cândida (DF), Natalia Mayara (DF), Graciele de Paula (MG) e Alessandra Lopes (MG).

O evento é patrocinado e realizado pela Confederação Brasileira de Tênis, e conta com o apoio do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) e Vila do Tênis/CETEFE.



Fonte:http://www.cpb.org.br/

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Pesquisadores criam cadeira de rodas para mundo subdesenvolvido

Para driblar falta de acessibilidade em ruas e calçadas, a cadeira foi projetada para terrenos acidentados.

Revista Galileu

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 11/02/2011


Protótipo de cadeira adaptada para buracos
A acessibilidade é uma das maiores críticas ao espaço urbano das grandes cidades do mundo subdesenvolvido. A falta de rampas de acesso, as calçadas esburacadas e o transporte público precário dificultam a vida de quem precisa da cadeira de rodas para se locomover. Foi pensando nas necessidades e dificuldades de cadeirantes do mundo subdesenvolvido que Amos Winter, do Laboratório de Mobilidade do MIT, criou a Leveraged Freedom Chair (algo como cadeira de liberdade alavancada).

A cadeira de rodas projetada para terrenos esburacados foi construída com materiais leves e aproveitados da estrutura de bicicletas. A ideia dos criadores é que ela possa ser reparada em qualquer lugar que arrume bicicletas. O design simples também possibilita que o equipamento seja construído por qualquer um que tenha acesso ao projeto.

As alavancas acima das rodas servem para dar impulso extra na hora de subir ladeiras e aumentar a velocidade quando em lugares planos. A cadeira é testada por usuários em países do terceiro mundo e está um pequeno lote deve ser fabricado na Índia em breve.

Fonte:Correio do Estado - 10/02/2011

Conviver com Pessoa com Deficiência

Artigo de Deise Fernandes disserta sobre o assunto; "como diz Reinaldo bulgarelli, 'Diversos não são os outros, diversos somos todos nós'”

Como diz Reinaldo bulgarelli, “Diversos não são os outros, diversos somos todos nós”.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 11/02/2011

Todos acreditamos na frase acima, ninguém duvida que somos todos diferentes, com características físicas, psicológicas, e culturais muito diferentes, e quando pensamos na história mais e maiores diferenças encontramos. Todavia, quando pensamos em uma pessoa com deficiência, essas diferenças vão além. As diferenças de uma pessoa com deficiência vêm carregadas de significados, de interpretações, que levam a construção de imagens, que por sua vez também estão carregadas de emoção impregnadas das vivências ou não, com uma pessoa com deficiência. Isso sem falar do medo que todos temos de adquirir uma deficiência ao longo da vida.

Muitos foram os que tentaram eliminar a incoerência dos conceitos, mas a palavra “deficiente” tem um significado muito forte. Freqüentemente é confundido “deficiente” como antônimo de “eficiente”, que por sua vez leva à idéia de “incapaz”. Idéia que se fortalece, quando não existe vivência com uma pessoa com deficiência, ou se a vivência for com uma pessoa cuja deficiência seja de fato limitante e incapacitante.

E aqui outra questão aparece, “generalização”. De novo, a frase “Diversos não são os outros, Diversos somos todos nós”, não é aplicada para a pessoa com deficiência. O simples fato de ter uma deficiência semelhante ao outro, já é determinante que seja igual. As diferenças individuais, familiares, socioeconômicas, psicológicas, não são levadas em consideração.
A sociedade constrói seus valores culturais, se organiza conforme eles, e se expressam através das palavras. Portanto, o primeiro grande desafio das pessoas com deficiência é superar o significado e a imagem que lhes é imposta pela palavra “deficiente”.

Seu desafio começa na família, que não espera e nem quer ter um filho com deficiência, depois na escola, na sociedade, e por fim na empresa. Outro valor cultuado pela sociedade é o sucesso, que define que para se ter sucesso é necessário ser perfeito, completo, forte, ter tudo em ordem, portanto, aquele que não tem alguma parte do seu corpo, não pode conseguir o sucesso, a ordem, o progresso, e leva o estigma de dependente, com necessidade de tutela.

No fundo, a frase “Diversos não são os outros, diversos somos todos nós” é muito mais frase de desejo do que de realidade, na medida em que a sociedade reconhece e valoriza os iguais, homogêneos, aqueles que de todas as formas atendam suas exigências.

O mais cruel é que a sociedade cria suas regras, e mesmo que essas sejam incoerentes ou injustas, todos acreditam e as seguem. Mesmo aqueles que são os estigmatizados acreditam que de fato são inferiores, menores, menos. E as pessoas com deficiência também trazem dentro de si os conceitos impostos pela cultura, e precisam superar os sentimentos de inferioridade e incapacidade.

Este artigo tem o objetivo de trazer essas questões para serem debatidas pelas pessoas, por ser necessário que se reconstruam esses valores, tanto da pessoa com deficiência, como da sem deficiência, porque as imagens construídas estão na cabeça dos dois lados, e de muitas formas se alimentam, impedindo que se estabeleçam relacionamentos maduros e sustentáveis.

Para escrever essas reflexões, li e reli inúmeros textos, de diversos autores, sensíveis, interessados na questão da pessoa com deficiência. Apesar de reconhecer a riqueza de informações e a dedicação e esforço desses autores em definir e conceituar o que é ser pessoa com deficiência e o que é incluí-las na sociedade, devo confessar que pouquíssimas vezes me senti representada, e raramente reconheci minha vida e meu jeito de ver as coisas nos relatos que li.

Sou cega desde os 15 anos, em conseqüência de um deslocamento de retina, que teve como causa alta miopia. Talvez exatamente por ter perdido a visão aos 15 anos, tenha outro jeito de enxergar as coisas, mas um caso como o meu não é único. Conheço muitos deficientes visuais que adquiriram a cegueira depois de adultos, e não só a deficiência visual como todas as outras, por conta de doenças ou principalmente acidentes de trânsito e de trabalho. Portanto, somos muitos que não nos sentimos retratados pelos estudiosos e pesquisadores do tema “Inclusão das Pessoas com Deficiências”.

Não quero falar em nome das pessoas com deficiência, nem ao menos dos deficientes visuais, não fiz nenhuma pesquisa e não tenho autorização de ninguém para falar em nome do grupo. Tudo que estou escrevendo são minhas próprias reflexões e que eventualmente possam refletir o jeito de viver de várias dessas pessoas.

Em primeiro lugar, não podemos esquecer que estamos no Brasil e que temos carência de quase tudo, e que a desigualdade entre as pessoas no nosso país é um aspecto mundialmente conhecido e que muito nos envergonha como brasileiros.

O ideal de uma sociedade verdadeiramente inclusiva está na cabeça de poucos, e ainda temos muito que avançar para termos uma sociedade com igualdade e respeito a todos.

Percebemos as dificuldades do Brasil na falta de escolas, que é sentida não só pelas pessoas com deficiência, mas por muitas crianças que, em idade escolar, não encontram vagas para estudar; no sistema de saúde, que não previne e nem cuida de todos os nossos doentes; nas poucas vagas e postos de trabalho para os brasileiros em idade economicamente ativa; na realidade de que nem todos possuem casa própria, e que muitos vivem em condições subumanas, e assim por diante. Com esse cenário brasileiro, não podemos e nem devemos esperar que especificamente as pessoas com deficiência tenham tudo o que grande parte dos brasileiros não possui. Não podemos cobrar dos governos, empresas, escolas, e mesmo famílias, o que ainda não sabem e nem podem oferecer. O Brasil está em plena construção de uma sociedade democrática e justa. E nessa construção precisa de todos trabalhando juntos de forma compartilhada e cooperativa, para sermos uma nação forte e sustentável.

Além de sermos brasileiros e vivermos nessa realidade antes de sermos deficientes, somos pessoas, com tudo o que isso significa. Sonhos, medos, história de vida, oportunidades, tendências, vocações, e tudo mais. É comum em minhas palestras eu pedir que as pessoas fechem os olhos e que percebam que continuam sentindo, pensando, desejando as mesmas coisas de quando com os olhos abertos. A deficiência é quase como uma característica pessoal, como cor de cabelo, altura, cor dos olhos.

Desde que nascemos, ou algum tempo depois de adquirirmos uma deficiência, incorporamos suas características, suas limitações, como qualquer outra característica física. Todos nós somos acostumados com a nossa altura, por exemplo, e nos adaptamos às suas particularidades e às vezes até mesmo nos aproveitamos de suas vantagens. Assim também acontece com a deficiência.

A rotina, o sentimento de sobrevivência e a repetição das atividades fazem com que aprendamos a lidar com as limitações e superar as dificuldades, valorizando e explorando ao máximo as facilidades e possibilidades.

Existem inúmeros exemplos de pessoas com deficiência que fizeram e fazem coisas que ninguém acreditava ser possível. Mas eles conseguiram porque convivem consigo mesmos o tempo todo e sabem o que, como, onde e quando devem avançar.

Durante um tempo, e esse tempo depende de cada pessoa, a deficiência causa algum desconforto. A falta de instituições capacitadas, as dificuldades da família na aceitação e no apoio que precisamos, as barreiras arquitetônicas, nos causam insegurança e algumas vezes impotência para superar as dificuldades, mas a vida, com sua força extraordinária, nos impulsiona para o desafio de crescer, de se desenvolver, de avançar.

A deficiência não é doença, a deficiência não dói, portanto nossa vontade, alegria, coragem continuam dentro de nós, e chega um momento que não suportamos a clausura e saímos para a vida.

Sair para a vida, não significa que sabemos o que queremos, nem sempre sabemos ao menos onde estamos, o que somos, quantos somos. Queremos sair para fazer a nossa história, do nosso jeito, de algum jeito.

As crianças fazem birra, gritam, exigem, querem porque querem ir à escola, sair, brincar. Já presenciei inúmeras cenas assim, por um lado a criança tem fome e necessidade de vida, pelo outro os familiares seguram, impedem, proíbem, por medo, por desinformação, por superproteção. Não sei a medida certa. Não tenho receitas prontas, mas sei que falta diálogo entre pais e filhos. Não só das famílias com pessoa com deficiência, infelizmente, mas nesse caso, existe um componente a mais. Cada deficiência tem seus cuidados especiais.

E aqui começam as confusões. O que precisa de cuidados especiais são as deficiências, e não as pessoas. Em algum momento essas duas coisas se cruzam, mas na maioria das vezes deveriam ser tratadas em planos diferentes.

Em um primeiro plano, a pessoa com deficiência, de nascença ou adquirida, precisa de informações, de capacitação, de formas e técnicas de como desenvolver os outros sentidos ou órgãos para superar e compensar ao que foi perdido. Aos deficientes visuais é necessário aprender o uso da bengala, a escrita Braille, a coordenação motora, a noção de espaço, o desenvolvimento do olfato, do ver com os ouvidos. Ao deficiente físico, o desenvolvimento e fortalecimento do membro não afetado e principalmente a exploração do membro deficiente, para que faça o máximo que puder. Aos auditivos, como fazer leitura dos lábios, como aprender a falar (a grande maioria dos deficientes auditivos possuem as cordas vocais perfeitas), aprender LIBRAS (Linguagem Brasileira de Sinais), precisam aprender a se comunicar de alguma forma. Aos deficientes mentais, a se comunicar com clareza, a fazer as atividades da vida diária com facilidade, e aos múltiplos aquilo que precisarem e puderem aprender para se tornarem o mais independente possível.

Algumas vezes esses aprendizados parecem muito esforço e até crueldade para uma criança, ou mesmo um adulto que ficou deficiente e terá que reaprender muitas coisas. Mas na verdade, cruel é não incentivá-los, apoiá-los, empurrá-los, para que aprendam a fazer tudo o que for possível e um pouco mais.

Cruel e desumano é fazer que a deficiência seja motivo da dependência, da submissão, de sua descaracterização. É fazer essas pessoas mais limitadas do que a própria deficiência já o faz. Cuidar do aprendizado específico para cada deficiência é ser responsável e humano.

Em um outro plano encontramos as pessoas que desde o nascimento ou depois de adultos adquiriam uma deficiência. E aqui os cuidados são outros. Alguns aceitam rapidamente e partem para recuperar o que perderam, outros, no entanto, ficam paralisados, sem saber por onde começar. Respeitar o tempo de luto de cada um é fundamental. Ensiná-los as coisas mais práticas ajuda muito. Como escovar os dentes, tomar banho, pentear os cabelos. Na medida em que percebem que conseguem resolver suas necessidades primárias, a mente, o psicológico, vai ousando avançar em outros campos da vida.

Importante entender que as deficiências simplesmente trazem as limitações específicas de sua natureza, nada mais. A cegueira apenas traz à pessoa a limitação de não enxergar, a surdez de não ouvir, a paraplegia de não andar, e assim por diante, portanto é incorreto pensar que a deficiência determina o jeito de ser da pessoa que a possui.

A pessoa é a somatória de suas experiências, oportunidades, sua formação psicológica, sua maturidade espiritual. Por isso é comum encontrarmos pessoas com a mesma deficiência, porém com trajetórias de vida muito diferentes.

Esse é outro conceito importante: as pessoas com deficiência, apesar das semelhanças de suas limitações, não são de forma nenhuma iguais. A generalização, muito comum na cabeça das pessoas, não tem fundamentos sólidos e nem lógicos.

Nesse sentido, as pessoas com deficiências não são santas, e nem diabólicas. Não são absolutamente corajosas, e nem covardes. Nem felizes, nem sofredoras. Não necessariamente ajudam a motivação no ambiente de trabalho, nem prejudicam. As pessoas com deficiência são antes de tudo pessoas, com tudo o que isso significa, somado a um esforço diferente, que é aprender a viver, apesar de sua limitação física, sensorial ou mental.

Pessoas com deficiência trazem consigo medos, inseguranças, desânimos, preguiça, comodismo, rebeldia, tanto como coragem, determinação, alegria, vontade, inteligência, bom senso. Como, aliás, todas as pessoas que estão vivendo e que precisam levantar todos os dias de manhã e ir à luta. E que muitas vezes gostariam de ficar deitadas, que outras tantas se sentem desvalorizadas, cansadas e tristes, e em outros dias, estão absolutamente felizes, realizadas, esperançosas.

Ser pessoa é uma mistura de todos os sentimentos, é ter que enfrentar as limitações, que não são apenas aquelas oficialmente consideradas deficiências, mas todas as outras, como ser loira, ser obesa, ser baiana, ser magra demais, ser mais lenta, ter necessidade de pensar um pouco mais antes de decidir, e assim por diante.

Na verdade, “diversos não são os outros. Diversos somos todos nós”. E em alguma medida, todos precisamos ser aceitos, incluídos, reconhecidos e valorizados.

Relatos como o de Guga Dorea, logo abaixo, são mais comuns do que deveriam. A maioria das famílias não estão preparadas para receber um membro deficiente.

“Eram 12h30 da tarde. Algo de novo estava preste a acontecer em minha existência. O primeiro filho. Sensações inéditas percorriam o meu corpo naquele instante quando, de repente, experimentei o inesperado, que se instalou em meu organismo – fortemente marcado por cargas estigmatizadas – como se fosse um pontiagudo aguilhão.

As horas já haviam se passado. No momento mágico do nascimento, quando aquela nova vida já fazia parte de minha subjetividade, a enfermeira se postou em minha frente, com uma fisionomia de desalento e de quase perplexidade. Thiago estava em seus braços quando ela disse: ‘olhe a testa de seu filho’. Sem compreender o porquê, olhei e, em função da requisição da própria enfermeira, fui levado a confirmar que realmente aquele não compreensível olhar havia se concretizado.

Logo em seguida, a própria enfermeira apontou o corredor ao lado da sala de parto e me chamou para informar, da pior maneira possível, que meu filho poderia ter nascido com alguma ‘anomalia’ genética, mas era para que eu voltasse ao lado da mãe e não transmitisse nenhuma fisionomia contrária àquele momento de habitual alegria e de incontável realização. Afinal, a sua barriga ainda estava aberta.

Nesse instante, e não poderia ter sido diferente, a minha vida parecia haver desabado, o que significou, na prática, a saída instantânea de um mundo aparentemente seguro e confortável, repleto de opiniões e convicções supostamente formadas, para um universo desesperador do caos, da incerteza, da fúria, do ódio, enfim, a minha impressão era de que toda uma existência havia se quebrado, sem chances de retorno a um mar calmo, a um porto seguro.

É como se eu estivesse sendo sugado, exatamente naquele segundo, por um mar extremamente bravio, surgido do nada, que havia me lançado para outro mundo, preocupadamente intolerável e enigmático. O meu corpo não se reconhecia mais naquele ‘eu’, que havia se transformado em um outro corpo, uma outra subjetividade, em suma, estava assustadoramente no limiar de um outro mundo em que meus projetos de futuro não caberiam mais.” (Guga Dorea).

As familias não estão preparadas, principalmente, porque receberam toda carga ideológica que reina no interior de nossa cultura. Deste modo, as reações podem ser as mais variadas: rejeição, simulação, segregação, superproteção, paternalismo exacerbado, ou mesmo piedade. Em geral, um casal nunca tem a idéia de que um dia poderá ter um filho que nasça com qualquer tipo de deficiência. Uma família não tem a idéia de que um membro poderá um dia sofrer um acidente que o faça deficiente. A palavra “deficiente” adquire uma conotação negativa. Deficiente será aquele membro que dará sempre muito trabalho, que viverá encostado à custa da família. Outra angústia é a culpa que a maioria dos pais, particularmente as mães, sentem em relação a um filho deficiente. Sempre encontram falhas, equívocos, esquecimentos, que imaginam ter sido a causa da deficiência do filho. Também existem os casais que culpam um ao outro pelo que aconteceu e é muito comum, os casais se separarem depois do nascimento do filho deficiente, o que só aumenta a culpa e o desconforto com a deficiência.

Alguns pais procuram centros de reabilitação, ou clínicas para um acompanhamento, o que, aliás, é absolutamente necessário, sob pena do agravamento da limitação se isso não for feito em tempo certo. Mas infelizmente, não são todos os pais que podem ou têm a consciência desse dever, e negligenciam os cuidados consigo mesmos, com o filho, e com as necessidades da deficiência. O resultado é, na maioria das vezes, deprimente e cruel, porque traz seqüelas a todos da família, não só para a pessoa com deficiência, mas para todos, e muitas delas limitadoras e traumáticas até mesmo para aqueles que não possuem nenhuma deficiência.

Nesse ambiente de restrições, incompreensões, as crianças com deficiência vão se desenvolvendo como podem, com as dificuldades de qualquer criança, acrescidas das dificuldades da sua deficiência, porque não possuem parâmetros de comparação (em geral, nas famílias, existe uma única pessoa com deficiência). Como essas crianças são mantidas dentro de casa, até por conta da preocupação com sua segurança, ou pelos constrangimentos que trazem, ou mesmo pelo trabalho que dão, não conseguem ter grandes vivências ou experiência, que sabemos serem fundamentais no desenvolvimento infantil. Assim, temos um outro problema sendo construído. Além das limitações da deficiência, encontramos, com bastante freqüência, pessoas com deficiência com dificuldades cognitivas, de desenvolvimento motor e, claro, com imensos comprometimentos psicológicos.

Não é uma tarefa fácil ser pai ou mãe, é um papel dos mais exigentes. Ser pai ou mãe de uma criança com deficiência é significativamente mais difícil, exigindo desses pais dedicação, tempo disponível, autocontrole, energia, e muitos outros atributos que nem sempre são possíveis, até porque não existe uma cartilha que possam seguir, e a maioria das instituições para pessoa com deficiência não possuem programas eficazes para orientação de pais.

A peregrinação de médico em médico, de clínicas especializadas, de Instituições, em busca de ajuda, de entendimento do que está acontecendo com seu filho, é constante e nem sempre frutífera. Na maioria das vezes causa grandes frustrações.

Mas a única saída para que essas crianças tenham maiores perspectivas, mais condições de enfrentar a vida adulta, de conseguirem ser independentes e se sustentarem, é a conscientização dos pais. É a coragem de enterrar o “filho ideal” e de aceitar o “filho real”. Com tudo o que isso significa, inclusive e principalmente a dedicação que lhes será exigida a vida inteira. Não é fácil, porém é a única forma de encontrarem alguma felicidade, quando observarem seus filhos adultos e independentes.

Depois que as crianças crescem, e chegam a idade escolar, a situação não fica mais fácil. Já começa pelo esforço da criança e da família na organização e na superação da insegurança de ir para a Escola. Depois as dificuldades com a locomoção desde a porta de sua casa até a porta da Instituição Escolar. Os cadeirantes, muletantes e cegos, muito mais do que as Deficiências moderadas e leves, mas na falta quase total de acessibilidade nas calçadas, ruas e meio de transporte, em alguma medida todos enfrentam grandes desafios.

Quando conseguem chegar no prédio da escola, se deparam com outros três grandes obstáculos: O primeiro é conseguir entrar no prédio. Na maioria das vezes possuem escadas, (sem rampas ou elevadores) salas super lotadas, com carteira fixas. Depois tem a falta de material didático adaptado. Dificilmente uma escola possui livros em Braille ou com letras ampliadas, computadores com ledores de telas, filmes e documentários com legendas, etc., e, por fim, os professores e diretores, sem nenhum preparo e interesse em ter em sala de aula uma pessoa com Deficiência.
É sempre um esforço sobre-humano da pessoa com Deficiência e suas famílias, a conquista de uma vaga e a aquisição de conhecimentos escolares. Aqueles que conseguem sempre possuem histórias de desconforto, exclusão e até mesmo de humilhações.
Com tantos desafios a enfrentar, agravados pelas dificuldades financeiras, ainda não é grande o número de pessoas com Deficiência que conseguem avançar nos estudos e chegarem até a Universidade e a Pós Graduação.

A Lei de Cotas, (lei 8213/91) que determina que as Empresas tenham um percentual de pessoas com deficiência no quadro de empregados efetivos, trouxe um grande incentivo ao avanço dessas pessoas em todos os aspectos. Provocou efeitos colaterais importantíssimos no processo de inclusão e de respeito pelas Diferenças.

Ao conseguirem emprego e salário, a auto-estima e as condições de consumidores, os tiraram de suas casas e os colocaram nos shoping, cinemas, teatros, nas escolas para se aprimorarem, nas ruas, na vida enfim.

Por outro lado, as pessoas sem Deficiência também tiveram a oportunidade de conviverem com pessoas com Deficiência, e os estigmas, paradigmas, velhos conceitos, pouco a pouco vão se desfazendo, transformando, desaparecendo, e dando lugar a um pensamento inclusivo, humano, natural.

Ouso afirmar, que a comunidade de pessoas com Deficiência, começa ter a Esperança de que a frase “Diversos não são os outros, diversos somos todos nós” seja de fato Realidade. E que a Sociedade, dentro de pouco tempo, seja Inclusiva, Ética e Humana.

Deise Fernandes
Consultora Interna de RH na CPFL – Energia
Responsável pelo programa de Valorização da Diversidade
Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=1978

PLC 40/2010 tramita no Senado

Campanha pela internet está sendo estimulada para incluir a PLC na pauta do plénario do Senado
Isabela Rodrigues
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 11/02/2011
Está sendo realizada na internet uma campanha para promover a ampla divulgação de um projeto de lei que se encontra no senado.É o PLP 277/05 que já foi aprovado na Câmara e tramita no Senado como PLC – Projeto de Lei da Câmara nº 40/10. Ele estabelece critérios para a concessão de aposentadoria aos segurados com alguma deficiência do Regime Geral de Previdência Social.

O projeto foi aprovado na CDH - Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa e na CAS – Comissão de Assuntos Sociais e agora deverá ser apreciado pelo Plenário. A pauta do Plenário é decidida pela Reunião em conjunto do Presidente do Senado com os Líderes. Dessa forma, uma vez que o projeto em questão beneficia os trabalhadores, não envolve custo financeiro significativo à União e é de extrema importância às pessoas com deficiência, temos que pressionar os senadores fazendo gestão para incluí-lo em pauta, com a URGÊNCIA que o caso requer.

A campanha é a seguinte: divulgar o PLC, publicar nos sites material sobre o assunto, nos murais, nos panfletos, como puderem, inclusive pedindo às pessoas que mandem e-mails, fax, tefonemas aos senadores, líderes do Senado e Presidente do Senado pedindo a inclusão em pauta, com urgência.


Fonte: Lista de e-mails - 10/02/2011

Justiça concede atendimento domiciliar pago pelo Estado para paciente

"Esse tipo de tratamento tem total amparo legal, tanto em âmbito publico como privado, o que acontece é que 90% da população brasileira desconhece totalmente seus direitos, principalmente no que tange a àrea da saúde, uma vez que, a maioria já está acostumada a receber as devidas negativas de tratamento, seja do Estado ou dos Planos Privados e menos de 1% tem acesso aos seus direitos."
APNEN, colaborando na divulgação destamatéria: 11/02/2011

Graças a ação judicial ingressada pela família contra a Secretária da Saúde do Estado de São Paulo, com deferimento conquistado através do Advogado especialista na área da saúde, a paciente, menor de idade, portadora de SINDROME DE LEIGH (Encefalopatia Mitocondrial Progressiva). Tratam-se de patologias que altera a energia do metabolismo, o que ocasiona necrose cerebral progressiva e distrofia muscular progressiva. Assim, como se vê a evolução é crônica, progressiva sem perspectivas de tratamento curativo, sendo necessário manter o tratamento medicamentoso contínuo com a intenção atenuar as complicações, aumentando a qualidade de vida.

Devido a progressão do seu estado clínico, das doenças que afligem a paciente, tratam-se de patologias de evolução, necessitando de Traqueostomia, Gastrotomia e de todos os regulares controles laboratorias freqüentes, sob risco iminente de óbito, necessitando manter o tratamento medicamentoso continuo com a intenção de minimizar as complicações, diminuir o grau de dependência e melhorar a qualidade de vida.

Segundo o advogado , vale a pena ressaltar que o tratamento domiciliar, conhecido como “home care”, é um procedimento adquirido a qualquer portador de enfermedades que necessitem de constante assistência médica.

Esse tipo de tratamento tem total amparo legal, tanto em âmbito publico como privado, o que acontece é que 90% da população brasileira desconhece totalmente seus direitos, principalmente no que tange a àrea da saúde, uma vez que, a maioria já está acostumada a receber as devidas negativas de tratamento, seja do Estado ou dos Planos Privados e menos de 1% tem acesso aos seus direitos.

Para a Presidente da Ong Portal Saúde – Adriana da Cunha Leocádio, o termo “processo judicial” é algo que asusta a maioria das pessoas. É preciso realizar um trabalho de informação para população que a justiça na área da saúde funciona de forma imediata, pois o bem que está em pauta é a VIDA. Também é importante informar aos pacientes e aos médicos que esas ações podem ser realizadas sem custo. O paciente pode procurar a Defensoria Pública, Juízado Especial Civel ou ONGs. Mesmos os Advogados Especialistas trabalham com honorarios diferenciados.

Caso queiram maiores informações procurem a ONG – http://www.portalsaude.org/ – e-mail: contato@portalsaude.org ou telefone: (11) 6085.1311

Fonte: Jornal do Brasil (07/02/11)
Referência: http://www.advsaude.com.br/


Veja neste link, a carta de pessoas com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) e de seus familiares na luta por direitos.
http://www.deficienteciente.com.br/2011/02/esclerose-lateral-amiotrofica-ela.html

Itaú é condenado a pagar R$ 5 mil a deficiente visual por falha na prestação do serviço.

A instituição financeira também terá que emitir para K.S.L. cartão bancário, extratos, faturas e comprovantes de transações, entre outros documentos, em linguagem em braile.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 11/02/2011

O juiz Flavio Citro, do 23º Juizado Especial Cível da Capital, condenou o Banco Itaú a pagar R$ 5 mil de indenização, a título de dano moral, a uma deficiente visual por não prestar serviços adequados que possibilitem sua autonomia, conforme determinação legal.

A instituição financeira também terá que emitir para Kátia de Sousa Lima cartão bancário, extratos, faturas e comprovantes de transações, entre outros documentos, em linguagem em braile. Além disso, o banco terá que efetuar as adaptações necessárias nos caixas eletrônicos, ao menos na agência da autora, e disponibilizar fones de ouvido para fornecimento de informações necessárias à prestação dos serviços. (Projeto obriga agências a manter caixa em braile).

De acordo com o magistrado, de nada adianta o acesso físico ao serviço se não é dada autonomia e segurança ao portador de necessidades especiais para que possa utilizá-lo. “É notória a grandiosidade empresarial da parte ré no mercado financeiro, não sendo admissível que ainda não tenha disposto os meios corretos e necessários para atender aos portadores de necessidades especiais”, destacou.

Nº do processo: 0336497-83.2010.8.19.0001

Fonte: http://jornal.jurid.com.br/

Mais de 6 mil pensões para ex-internos de hospitais colônias de hanseníase em três anos

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 11/02/2011

Arthur Custodio, do Morhan
A Comissão Interministerial de Avaliação, coordenada pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR), avaliou até dezembro de 2010, 11.200 requerimentos de pensão especial de ex-internos dos hospitais colônias de Hanseníase, internados e confinados compulsoriamente pelo Estado até 1986. O número total de pedidos deferidos analisados em 36 meses (de dezembro de 2007 a dezembro de 2010) é de 6.057. Do total geral, 4.600 processos entraram em diligência e aguardam respostas de ofícios que a Comissão enviou às instituições hospitalares.

O total pago no período é de cerca de R$ 200 milhões, segundo informações do Instituto Nacional de Seguro Social . Os ex-internos têm direito a receber pensão especial vitalícia de R$ 884 – instituída pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva por Medida Provisória, assinada em 25 de maio de 2007. Em todo o mundo, somente o Brasil e o Japão estabeleceram indenizações para reparar as internações compulsórias.

“A comissão continua recebendo requerimentos, mas a partir de agora e a nossa prioridade é conceder a pensão especial para todas as pessoas que têm direito”, explica Sueli Paula Dias, coordenadora da SDH que lidera os trabalhos desenvolvidos pela força-tarefa interministerial.

Sueli conta que o trabalho durante este período foi difícil e constante. “Não daremos trégua até chegarmos à meta estabelecida”, diz ela. Na avaliação da coordenadora, sem o empenho irrestrito de todas as pessoas da equipe não seria possível dar cabo da missão. “Houve muito comprometimento a partir da sensibilização de cada um dos 31 servidores envolvidos no processo”, relembra.

Ela avalia que a principal motivação neste trabalho foi saber da satisfação dos beneficiados aos receber a pensão.

“O resultado do trabalho representa um grande avanço e vai além do planejado inicialmente”, avalia Artur Custódio, coordenador nacional do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan). Ele conta que somente o Brasil e o Japão estabeleceram indenizações para reparar as internações compulsórias. “O nosso processo foi conquistado a partir de uma ação entre os poderes Legislativo e Executivo. No Japão, as indenizações foram resultado de uma ação judicial”, avalia Custódio. Ele diz que a maior dificuldade enfrentada muitas vezes é a falta de provas e da colaboração dos entes públicos nos Estados que abrigam as antigas Colônias.

“A Lei representou um avanço e coloca ao Brasil na dianteira em relações a muitos países mundo afora”, afirma Artur

Estimativa – A estimativa inicial era que existissem no País 3 a 4 mil pessoas nessa situação. Ela havia sido feita a partir do número de ex-internos que continuavam vivendo nas antigas colônias e não incluía ex-internos que viviam em outras localidades.

Equipe interministerial – A Comissão, coordenada pela SDH/PR, é integrada por representantes do: Ministério da Previdência Social, Ministério da Saúde, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. A atribuição é analisar os processos e conceder a pensão às pessoas que se enquadram nas regras da lei. A coordenação do trabalho está sob supervisão da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

Histórico - Desde a década de 1920 até 31 de dezembro de 1986, as pessoas com diagnóstico de hanseníase, na época denominada “lepra”, eram obrigadas pelo Estado a se isolarem ou se internarem em hospitais-colônia, para evitar o contato com o restante da sociedade. Assim, elas eram afastadas de suas famílias e de todo o seu círculo social, onde dificilmente conseguiriam se reinserir. O isolamento era feito independentemente da idade da pessoa, e mesmo crianças eram levadas para as colônias, mesmo sem autorização do responsável. Após o período de confinamento obrigatório, algumas dessas pessoas tentaram voltar a conviver em sociedade, porém o preconceito impediu essa integração e, por fim, muitas precisaram voltar para as antigas colônias que se transformaram em vilas residenciais.

Fonte: http://www.direitoshumanos.gov.br/2011/02/08-fev-2011-governo-federal-concede-em-tres-anos-6-057-pensoes-de-ex-internos-de-hospitais-colonias-de-hanseniase

Informações:

Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República

Setor Comercial Sul - B, Quadra 9, Lote C, Edificio Parque Cidade Corporate, Torre "A", 10º andar, Brasília, Distrito Federal, Brasil

CEP: 70308-200

Telefones: (61) 2025.3536 / 3454 / 3106

Ouvidoria-Geral da Cidadania

Telefone: (61) 2025.3116

E-mail: direitoshumanos@sedh.gov.br




quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Sumaré instala brinquedos para cadeirantes em escolas municipais

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 10/02/2011

A Prefeitura de Sumaré iniciou a instalação de brinquedos de playground adaptados para os alunos cadeirantes nas escolas municipais. São carrosséis e balanços frontais que visam melhorar o aproveitamento escolar destes alunos e evitar que a criança fique excluída nas horas de recreação.
De acordo com o secretário de Educação, João José Haddad Araújo, ao todo serão instalados 52 brinquedos especiais e mais 84 brinquedos comuns. O investimento é de aproximadamente R$ 300 mil.

Como são 26 escolas municipais, cada uma vai receber dois brinquedos acessíveis. “Isso significa que todos os alunos com algum tipo de deficiência física serão beneficiados. Atualmente, temos matriculados na rede municipal de ensino 23 alunos cadeirantes”, ressaltou o secretário.

Os brinquedos adaptados podem ser utilizados por qualquer aluno.

PÂMELA PADUAN - SUMARÉ
Fonte: Jornal TodoDia - 09/02/2011 - Imagem Internet

MP vai apurar motivos da falta de acessibilidade em S. Bárbara

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 10/02/2011

A promotora de justiça do Meio Ambiente de Santa Bárbara d’Oeste, Alexandra Faccioli Martins, informou que vai instaurar inquérito civil para apurar as razões da falta de acessibilidade em prédios públicos da cidade.
Segundo denúncia, o município não cumpre a lei federal 10.098/2000, que prevê normas gerais e critérios básicos para acessibilidade, mediante a suspensão de barreiras e de obstáculos nas vias e espaços públicos, no mobiliário urbano, na construção e reforma de edifícios e nos meios de transporte e de comunicação. A principal reclamação dos cadeirantes é conseguir atendimento em postos médicos.

DENÚNCIA

Uma denúncia já havia sido protocolada no Ministério Público do município em janeiro por Elizena Teixeira dos Santos, membro do Conselho das Pessoas com Deficiência. Ontem, Elizena, três cadeirantes e um grupo de cinco mães que possuem filhos na Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) - que utilizam ônibus especial - procuraram pessoalmente a promotora para cobrar sobre as providências que serão tomadas.

O secretário de Obras e Serviços, Celso Cresta, afirmou que está programado o levantamento da situação de todos os prédios públicos para que sejam feitos os projetos de acessibilidade.

A Secretaria de Educação informou que “há duas vans para cadeirantes, para atender alunos da Apae e da rede estadual e três ônibus de 44 lugares cada”, também direcionados para o atendimento da Apae.

ALESSANDRA SANTOS - SANTA BÁRBARA D’OESTE
Fonte: Jornal TodoDia - 09/02/2011 - Imagem Internet

Inclusão de pessoas com deficiência reúne profissionais em São Paulo

Na pauta do evento estão os aspectos legais, preconceitos e os benefícios da inclusão de Pessoas com deficiência no mercado de trabalho.
da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 10/02/2011


A inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho é o tema central de palestra que acontece no dia 17 de fevereiro, em São Paulo. Para falar sobre o assunto foi convidada a especialista em Gestão Estratégica de Pessoas Maria de Fátima e Silva, que há 12 anos atua nesse setor.

Direcionada para profissionais de RH, universidades, instituições de atendimento especializado, empresários e o público geral, a palestra tem o intuito de informar os benefícios e as dificuldades que ainda existem para a total inclusão desses trabalhadores, cerca de 30 milhões, segundo o Censo realizado em 2000.

Mais que uma imposição da lei, que define cotas para a contratação de pessoas com deficiência, as empresas já perceberam que podem contribuir para a sociedade ao contratar esses profissionais, além de enriquecer seus quadros funcionais.

A palestra acontece no auditório da Omnia Saúde Ocupacional, em São Paulo, e a inscrição é gratuita por meio dos telefones 4227-7218 ou 4227-7219, com Letícia; ou pelo e-mail: letícia@omnia.com.br. As vagas são limitadas.

Fonte: Ominia - 09/02/2011 - Imagem Internet

Como detectar a perda auditiva em crianças

Por meio do teste da Orelhinha e de um acompanhamento por parte dos pais, é possível detectar a perda auditiva mais cedo e, consequentemente, ter menos prejuízos .
da Redação
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 10/02/2011

Com a evolução da tecnologia é possível ter o diagnóstico da deficiência auditiva cada vez mais cedo. O Teste da Orelhinha, obrigatório em maternidades e hospitais públicos e privados de todo o País e realizado nos primeiros dias de vida do bebê, é um exemplo de como pode ser feita a constatação precoce do problema.

"O ideal é que a deficiência seja detectada o mais cedo possível, para minimizar os prejuízos causados pela perda de audição no desenvolvimento da criança. Habilidades auditivas, linguísticas e cognitivas podem ser afetadas", explica a fonoaudióloga do Grupo Microsom, Maria do Carmo Branco, que ainda orienta os pais a prestarem atenção em algumas atitudes dos filhos para detectar previamente o problema, conforme o desenvolvimento auditivo esperado para cada fase da criança:

- Até quatro meses de idade um bebê deve: mover ou reagir quando alguém fala ou em resposta a qualquer ruído, como um susto quando há um barulho muito alto;

- Aos sete meses, um bebê deve: virar sua cabeça em direção a uma voz ou a um ruído;

- Aos nove meses um bebê deve: virar sua cabeça para descobrir a direção do som, se mexer ou se mover em resposta à voz ou a qualquer som;

- Aos 12 meses, um bebê deve: virar sua cabeça em todas as direções e mostrar interesse na voz de uma pessoa ou um determinado som, repetir alguns sons que os pais fazem;

- Aos dois anos de idade a criança deve: ser capaz de apontar uma parte de seu corpo quando perguntado, de apontar para a imagem certa quando solicitado, ser capaz de executar tarefas simples, como dar-lhe um dos seus brinquedos, quando perguntado;

- Se dentro dessas etapas a criança não reagir como o esperado, deve-se procurar um médico otorrinolaringologista ou um fonoaudiólogo urgente para uma avaliação da audição;

- No caso da presença de perda de audição, o desenvolvimento da linguagem oral poderá não ocorrer normalmente. Algumas alterações na fala e dificuldades na escola podem surgir, podendo até mesmo ser identificadas por um professor durante as aulas, de acordo com o desempenho da criança;

- Recomenda-se que os pais estimulem a audição das crianças por meio de músicas e da produção de sons durante as brincadeiras, além de oferecer brinquedos com temas sonoros e observar a reação delas.

Segundo a fonoaudióloga, os sintomas de alterações auditivas podem passar despercebidos em um primeiro momento. Se os pais não perceberem nos primeiros meses de vida da criança, certamente identificarão ao longo dos anos. "Quanto antes o problema for detectado melhores serão os resultados do tratamento, possibilitando um desenvolvimento de linguagem adequado e também para melhorar qualidade de vida da criança", afirma Maria do Carmo.

Na grande maioria dos casos, o tratamento se iniciará com a adaptação de aparelhos auditivos. Após o diagnóstico, muitas considerações devem ser feitas no momento de escolher a melhor tecnologia para cada criança. Alguns aspectos, como o tipo e o grau da perda auditiva, a idade da criança e a causa da deficiência, são fundamentais para nortear a escolha dos modelos e dos recursos que o aparelho auditivo deve ter.

Cada criança tem características e necessidades únicas e o avanço da tecnologia aumentou o número de opções disponíveis no mercado, com design e tecnologia sofisticados. Deste modo, a escolha do aparelho mais indicado é um processo que envolve o fonoaudiólogo, a criança e sua família. Para as crianças em idade escolar, recomenda-se também a orientação ao professor, para que este possa ter uma papel positivo no desenvolvimento geral do seu aluno.

Fonte: Bonde - 09/02/2011 - Imagem Internet

Crescer com um irmão deficiente não é essencialmente negativo

Pesquisa mostra que pessoas que vivem esta realidade são mais tolerantes e menos egoístas.
da Redação
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 10/02/2011

O nascimento de uma criança deficiente é um acontecimento que modifica a estrutura de toda a família, que implica na reconfiguração para atender às necessidades e cuidados exigidos quando da convivência com uma doença. O artigo “O impacto da deficiência nos irmãos: história de vida”, publicado na Revista Ciência & Saúde Coletiva ano passado, realizou um debate com cinco adultos que têm irmãos com deficiência, a fim de analisar como este acontecimento influenciou o andamento de suas vidas.

A pesquisa, escrita por Alcione Aparecida Messa e Geraldo Antônio Fiamenghi Jr., da Pós-Graduação em Distúrbios do Desenvolvimento da Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP), tentou se afastar da tendência de estudos sobre deficiência, que, segundo os pesquisadores, costumam estar “mais voltados a questões de vulnerabilidade dessa relação, ou seja, voltados para as repercussões mais dolorosas”.

Na visão dos autores, a experiência de crescimento ao lado de um irmão deficiente é única para cada indivíduo, e seus impactos dependem de múltiplas variáveis, como os recursos ao alcance da família e a própria personalidade de cada um. Assim, tal realidade “compreende vivências negativas e positivas”, devendo ser considerada “segundo uma rede de influências e peculiaridades intrínsecas das relações familiares”.

Na conversa realizada com irmãos de pessoas com deficiência, ocorrida numa associação que “busca incluir jovens e adultos com deficiência mental na sociedade, envolvendo famílias e profissionais”, as discussões foram estimuladas a partir da pergunta: “como é a vivência com um irmão com deficiência?”. A partir das respostas, os autores puderam descriminar como, de fato, sentimentos positivos e negativos se intercalavam e eram modificados à medida que os irmãos cresciam.

Segundo o artigo, pessoas com irmãos deficientes desenvolvem mais rapidamente o senso de responsabilidade, uma vez que se sentem “responsabilizados pelos cuidados desses irmãos e devessem educá-los, ensinar valores e protegê-los”. Essa relação, que se aproxima mais de uma “paternalidade” do que propriamente “fraternidade”, se reflete em características positivas: irmãos de deficientes “desenvolvem o sentimento de tolerância e preocupações humanitárias, podendo desenvolver atitudes altruístas, preocupando-se mais com o bem-estar de outras pessoas”, afirmam os pesquisadores.

Ao mesmo tempo, esses benefícios convivem com sentimentos negativos como a vergonha em algum momento da deficiência do irmão, culpa pelo desenvolvimento da doença, ciúmes da maior atenção dada à criança doente pelos pais e confusão perante a doença do irmão. Esta última característica pode ser exacerbada pela ação dos pais, que, muitas vezes, “privam os irmãos de informações, pois presumem que seus filhos não serão capazes de compreender o que se passa e as peculiaridades da deficiência”.

Os pesquisadores ressaltam ainda que irmãos com famílias maiores relatam ter maior facilidade para lidar com a deficiência, uma vez que obrigações e responsabilidades são divididas e há uma maior rede de apoio. Além disso, experiências como a discussão promovida pela pesquisa foram avaliadas como valorosas, pois, segundo os autores, “propicia o aumento de informações, maior entendimento da condição de deficiência, conhecer e dividir experiências com outros irmãos que vivenciam a mesma condição e sentir que possuem atenção focada a eles”.


Fonte: O Serrano - 09/02/2011 - Imagem Internet

Gorduras e açúcares podem afectar inteligência das crianças

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 10/02/2011

Uma dieta rica em gorduras e açúcares durante os primeiros anos de vida pode afectar o desenvolvimento de quociente de inteligência (QI) das crianças, revela um estudo divulgado no British Medical Journal.

Os autores do ensaio, da Universidade de Bristol, no Reino Unido, basearam as suas conclusões no estudo ALSPAC, realizado em 14 mil crianças nascidas entre 1991 e 1992 e que pretendia fazer o acompanhamento a longo prazo da saúde dos participantes.

Com este objectivo, os pais responderam a questionários detalhados sobre o tipo de comida e bebida que os filhos comeram no terceiro, quarto, sétimo e oitavo ano de vida.

As crianças foram submetidas periodicamente ao teste de inteligência Wechsler, que revelou que aquelas cuja dieta era pouco saudável tinham um QI mais baixo, segundo o estudo.

Os padrões de alimentação entre os quatro e os sete anos não tiveram impacto sobre o nível de inteligência das crianças, mas sim o tipo de dieta entre os zero e três anos.

Os especialistas esclarecem que esses estudos sugerem que "os efeitos cognitivos relacionados com os hábitos alimentares no início da vida podem persistir mesmo se fosse alterada a dieta".

No entanto, os especialistas afirmam que estes resultados são "modestos" e recomendam novas pesquisas para entender melhor o efeito sobre a inteligência que pode ter um determinado tipo de dieta numa idade avançada.

Fonte: JN online - 09/02/2011 - Imagem Internet.

CONHEÇA A INCOMPETÊNCIA DO PRESIDENTE DO CONSELHO MUNICIPAL DOS DEFICIENTES DE JACAREÍ(SP)

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 10/02/2011


Apuramos que o anti-cidadão e ''promotor da exclusão'' de prenome ( Ademilson Floriano) que está no cargo por ''puro... puxa-saquismo'' ao ser perguntado pelo Prefeito (Sr. Hamilton Ribeiro) sobre o que ela achava da ''cobrança'' de ''vagas exclusivas'' destinadas aos deficientes físicos...haja vista o conselho de trânsito leia- se ''indústria de multas '' queria implantar a ''tarifação destas vagas também ''. ou seja, caso ele ( representante dos deficientes de jacareí) fosse contrário..a prefeitura entraria com recurso para impedir a tal cobrança !

pasmén ! Srs leitores...

Este sujeito de nome (Ademilson Floriano) que ''luta apenas pelo seu sultuoso salário ''sem trabalhar''...disse o seguinte :

'' DEFICIENTE NÃO É SINÔNIMO DE ''POBREZA'' E ''EU'' SR.PREFEITO ACHO SIM QUE AS '' VAGAS EXCLUSIVAS'' DEVERÃO SER ''TARIFADAS''

NOTA DO BLOG DO LIGEIRINHO :

ATÉ CONCORDAMOS QUE SER ''DEFICIENTE'' NÃO É ''SINÔNIMO DE POBREZA '' ...MÁS CARO SR. ADEMILSON FLORIANO É OFICIALMENTE SABIDO COM ESTÁSTICAS QUE 97% DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NO NOSSO PAÍS...TEM RENDA MINÍMA E ATÉ POR ESSAS PESSOAS SEREM DEFICIENTES O CUSTO DE ''VIDA'' DELAS SEMPRE É ''MAIOR''...EXEMPLO: MEDICAMENTOS, CADEIRA DE RODAS, MULETAS, ÓCULOS, CIRURGIAS, FISIOTERAPIAS..ETC E TAL !

O SR. ADEMILSON ...CLARO, DESCONHECE ESSAS INFORMAÇÕES, MESMO PORQUE HÁ ANOS, FEZ O USO DESTAS ''VAGAS EXCLUSIVAS'' AÍ NA SUA CIDADE QUE LHE SUSTENTA COM SALÁRIO ''ALTISSÍMO'' SEM TRABALHAR...E ESTACIONAVA SEU VEÍCULO '' CORSA SEDAN CINZA'' ! NESTAS VAGAS ... E PELO QUE SABEMOS, ATÉ QUE PROVE O CONTRÁRIO, O SR. ADEMILSON FLORIANO ''NÃO TEM NENHUMA DEFICIÊNCIA DE LOCOMOÇÃO''.

SUA DEFICIÊNCIA É APENAS UMA : INCOMPETÊNCIA !

BETO RIBEIRO JR( INTERINO)

Fonte:http://www.ligeirinhodoradio.com/2011/02/conheca-incompetencia-do-presidente-do.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+LigeirinhoDoRdio+%28LIGEIRINHO+DO+R%C3%81DIO%29

'' JACAREÍ...A CIDADE CRESCE VOCÊ TAMBÉM '' ? ''DESRESPEITANDO DEFICIENTES '' ?

OBSERVAÇÃO: A '' COBRANÇA/TARIFADA'' EM JACAREÍ É UMA REALIDADE..GRAÇAS A AÇÃO DO INFELIZ SR.ADEMILSON FLORIANO...QUE DEVE TER ÓDIO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA !

E É UM COVARDE...POIS ''NÃO'' QUIZ FALAR COM NOSSA EQUIPE PARA RESPONDER SOBRE SUA POSIÇÃO DE ACEITE A COBRANÇA EM ''VAGAS EXCLUSIVAS '' ! TALVE NÃO TENHA NADA PARA FALAR MESMO ! NOSSA EQUIPE FEZ 08 LIGAÇÕES E O MESMO NUNCA ESTÁ !
DEVE SER VERDADE...NÃO TRABALHA !

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Justiça manda estado contratar cuidadores para alunos com deficiência

Secretaria Estadual de Educação será obrigada a contratar novos profissionais para o cargo; a determinação é válida para crianças com dificuldade de locomoção ou alimentação.
da Redação
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 09/02/2011


A Secretaria Estadual da Educação será obrigada a contratar profissionais cuidadores para alunos com deficiência matriculados nas escolas estaduais de Americana. A determinação é válida para as crianças que apresentarem dificuldades como por exemplo para se alimentar ou ir ao banheiro sozinhas. A decisão é do juiz da Vara da Infância e Juventude de Americana, Gerdinaldo Quichaba Costa, que acolheu pedido de liminar em ação civil pública ajuizada pelo promotor de Justiça dos Direitos Humanos, Jorge Umberto Aprile Leme.
A ação é fruto de um inquérito civil instaurado a partir da denúncia de um pai que, apesar de ter conseguido vaga para o filho de 11 anos na Escola Estadual Mário Patarra, no bairro Colina, precisa desse tipo de atendimento específico. Essa demanda ocorre com o início da inclusão das crianças com deficiência nas escolas regulares. A decisão garante prioridade nesse atendimento à escola citada na ação.

O Governo do Estado terá prazo de 45 dias a partir da notificação para providenciar a contratação desses profissionais onde for identificada a demanda. A pena para o caso de descumprimento é de multa diária de R$ 1 mil. A princípio, o pedido de liminar havia sido negado pela juíza substituta Juliana Maria Finati, mas foi reconsiderado pelo juiz titular da pasta. O Governo do Estado ainda poderá recorrer da decisão.

O juiz considerou que o Ministério Público tem mantido contatos com a Secretaria Estadual da Educação, que admitiu a falta desses profissionais. Ele lembrou, no despacho, que as crianças com necessidades especiais não podem esperar mais para usufruir do direito à educação. O magistrado destacou ainda que é o orçamento público que deve se preparar para garantir o cumprimento dos direitos fundamentais dos cidadãos.

"O Estado certamente vai contestar, mas espero que essa decisão seja confirmada em sentença", avaliou o promotor. Ele disse que, a partir dessa determinação da Justiça, as famílias que tiverem filhos que se enquadrem nesse tipo de necessidade poderão solicitar a contratação do funcionário para as escolas onde estudarem. Ele lembrou que a decisão é válida somente para os casos em que for comprovada a necessidade de cuidados especiais para o estudante.

Durante a tramitação do procedimento pelo Ministério Público, a Delegacia Regional de Ensino informou que não há previsão para que esse profissional seja incluído no quadro de funcionários. A assessoria de imprensa do Governo do Estado informou que a Secretaria Estadual da Educação está ciente do problema e busca parcerias com entidades especializadas no atendimento a crianças com deficiência.


Fonte:O Liberal - Americana - SP, 09/02/2011 - Imagem Internet

Tetraplegia e o controle do intestino

Artigo de Eduardo Jorge comenta os incômodos da falta de controle do intestino que possuem as pessoas com lesão medular.
Eduardo Jorge

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 09/02/2011


Todos nós tetraplégicos, sabemos o quanto é difícil e imprevisível controlar o nosso intestino e por sua vez "treino intestinal". É óbvio que em uns é mais complicado que em outros.

Verifico que a maioria fica aliviadissíma ao saber que não é o único a ter acidentes intestinais e problemas, por isso, embora seja desconfortável falar no assunto por se tratar de algo íntimo, é importante que o façamos, para que nossas trocas de experiências nos possam ser úteis, e ajudarmo-nos mutuamente.

Todas as pessoas com lesão medular têm o potencial para perdas intestinais involuntárias, devido à falta de sensação, e a incapacidade de sentir quando o intestino reto está cheio. Nada a fazer.

Para mim, estes acidentes intestinais, são um dos aspectos mais angustiantes das nossas vidas pós-lesão. Têm um enorme impacto negativo sobre a nossa autoconfiança, limitam nosso convívio social, prática de desporto, dificultam-nos o emprego...

Nessas horas parece que até a dignidade desaparece, sentimo-nos indefesos, limitados, frágeis, envergonhados e até incapazes. É muito constrangedor. Principalmente, o que mais desejaríamos era não ter que nos entregar nas mãos dos outros, quando nos acontece uma perda. É muita impotência...Embora maioria das vezes sejam pessoas habituadas a fazerem essa tarefa, é sempre um momento muito desagradável.

Eu não consigo nunca disfarçar o mal estar. Faríamos tudo para que esses momentos não existissem. Se fossemos capazes de nos limpar, vestir e fazer de conta que nada aconteceu... tudo seria diferente. Digo-vos, para mim é um momento que ainda não consigo viver sem constrangimento, angústia, vergonha e pedidos de desculpa contínuos. Acho que é um dos momentos que eu sinto mais minha deficiência e até incapacidade. Mas fazer o que?

Em 19 anos de lesão tive uma perda fora do dia do "treino intestinal". É excelente e sinto-me muito feliz por isso. Embora não seja dos mais afetados, o dia do "treino" (dia e hora que educamos com apoio de laxantes o intestino a funcionar) para mim é um sofrimento. Um dia que desejaria nunca ter. Cólicas, suores, mal estar, ansiedade, falta de apetite...nestes dias, não vivo. Sobrevivo. Não viajo, evito esforços, isolo-me, mudo a alimentação, não ingerindo fibras...

Felizmente no outro dia estou normalíssimo e parece que nada aconteceu. Estou sem sintomas nenhuns e apto para tudo, isto se estiver em minha casa. Mas se for viajar e dormir noutros lugares e claro colchões, coração está sempre na mão com a preocupação de que será hoje? Logo aqui que não têm colchão impermeável...cadeira de banho...casa de banho adaptada....pessoas que desconhecem esta minha situação...sempre este fantasma na minha vida.

Fonte: Tetraplégicos - 08/02/2011

Discriminação contra deficiente físico vai a julgamento

Justiça manda cartório indenizar deficiente que teve recusada assinatura com a boca.
da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 09/02/2011

A Justiça do Rio condenou uma escrivã de Itaguaí a pagar indenização de R$ 3 mil por danos morais a um amputado das duas mãos, que foi impedido de ser testemunha de uma procuração no próprio cartório onde tem firma registrada da assinatura feita com a boca.

Genilson do Nascimento foi aposentado por invalidez depois de um acidente com eletricidade em 1999, que obrigou a amputação de seus membros superiores. Ele aprendeu a assinar seu nome com a boca, fez um novo documento de identidade e registrou firma em cartório.

Quando procurou o cartório do 1º Ofício de Justiça de Itaguaí, em 2008, para servir de testemunha na procuração de uma amiga, foi impedido de assinar com a boca.

O escritório de defesa dos direitos da pessoa com deficiência do IBDD entrou com ação de indenização por danos morais. A sentença foi da juíza Jane Carneiro de Amorim, da 2ª Vara Cível de Itaguaí.

Fonte: Deficiente Ciente - 08/02/2011

Triciclo adaptado é opção para deficientes físicos

Modelo consiste em uma espécie de triciclo ao contrário: suas duas rodas, dessa vez frontais, dão mais estabilidade ao usuário com deficiência.
da Redação
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 09/02/2011

Na onda da acessibilidade, a Sol Metal, empresa situada em Diadema, disponibiliza no mercado uma nova opção de transporte para os deficientes físicos: um triciclo adaptado

Trata-se de uma adaptação de uma Burgman 125cc, da Suzuki. Nos triciclos convencionais, a rodagem dupla é traseira. Já no Sun Trike, como é chamado, as duas rodas estão localizadas na parte da frente, o que proporciona mais agilidade e estabilidade, segundo um dos idealizadores do produto, o mecânico Cleber Chamelet.

A ideia surgiu após um dos irmãos de Chamelet sofrer um acidente de parapente, em 2003, que o deixou paraplégico. "Ele era meu companheiro de motocross e, depois do acidente, sentiu vontade de andar de moto de novo. Por isso, elaboramos esse modelo adaptado, que passou a atrair a atenção de muitas outras pessoas", conta.

Hoje, a Sol Metal é responsável pela comercialização do triciclo. "Atualmente, somos a única indústria no Brasil a fazer esse trabalho", afirma o sócio-gerente da empresa Armando Ciccone. "É um conceito novo no Brasil. Trata-se de um transporte urbano pequeno, versátil e ágil, que pode servir tanto para cadeirantes como para qualquer outra pessoa", explica.
Além da adaptação da dupla rodagem dianteira, foi feita a diminuição da altura do centro de gravidade. O banco original também foi trocado por um assento mais anatômico e ao mesmo nível da cadeira de rodas, a fim de facilitar a transferência do deficiente, que pode fazê-la sozinho, de forma simples e segura.

Segundo Ciccone, o valor da adaptação, que pode ser feita tanto em uma moto usada quanto em uma 0km, gira em torno de R$ 5 mil.
O Sun Trike já foi aprovado pelo Inmetro e pelo Denatran e, desde abril de 2010, possui código do Renavan. Até agora, treze unidades já foram vendidas. Nenhum morador do Grande ABC, no entanto, fez a aquisição.
"A sensação de liberdade não tem preço. Com o triciclo, você não depende de ninguém pra te proporcionar o prazer de pilotar uma moto e, além disso, é uma opção de transporte diário", afirma Ciccone.
Quem adquiriu o produto, diz não se arrepender. É o caso do aposentado Márcio Silva do Rosário, 35 anos. Cadeirante desde 2002, ele usa o meio de locomoção há cerca de oito meses e garante ter feito um ótimo negócio. "Ganhei mais mobilidade e independência. Agora posso passear, ir à beira da praia... é um ‘brinquedinho'' bem legal."

Fonte: Deficiente Online - 08/02/2011 - Imagem Internet

Alzheimer: baixa acuidade visual é fator de risco para o desenvolvimento da doença

Pacientes idosos que vão ao oftalmologista pelo menos uma vez por ano reduzem em 63% o risco de desenvolver a demência.
da Redação
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 09/02/2011

Segundo dados publicados no American Journal of Epidemiology, - Untreated Poor Vision: A Contributing Factor to Late-Life Dementia - o aparecimento de demências parece estar relacionado a uma baixa visão do paciente, pois idosos com baixa acuidade visual apresentam maior probabilidade de sofrer declínio cognitivo, ao longo do tempo. Mas este quadro pode ser revertido com uma visita anual ao oftalmologista. Os pesquisadores constataram uma redução de 63% no risco de demência com a realização de exames oftalmológicos preventivos.

O objetivo da pesquisa da Universidade de Michigan era analisar os diferentes procedimentos que precedem o aparecimento da demência. Relacionando dados do sistema de saúde e de aposentadoria, os pesquisadores americanos perceberam um déficit nos procedimentos relacionados à visão nas pessoas que foram diagnosticadas com algum tipo de comprometimento cognitivo ou demência.

Depois de perceber esta relação, os cientistas passaram a analisar o prontuário médico dos aposentados para determinar se a perda da visão resultou em déficit cognitivo. Foram incluídos neste estudo retrospectivo 625 idosos aposentados, cujo nível de conhecimento era normal no início da pesquisa. Durante a realização do estudo, de 1992 a 2005, atenção especial foi dada às informações sobre pessoas que tinham cognição normal, aposentados que tinham problemas cognitivos, mas não tinham demência, e idosos que sofriam com algum tipo de demência.

Os pesquisadores concluíram que aqueles que tinham uma melhor visão, no início do estudo, apresentaram menor probabilidade de desenvolver demência. Apenas 9,7% daqueles que iniciaram o estudo com uma excelente visão passaram a desenvolver demência.

Já os indivíduos que não foram ao oftalmologista, durante o período da pesquisa, se saíram pior, apresentaram um risco aumentado de desenvolver Alzheimer. Os indivíduos com pior visão que não foram ao oftalmologista nos últimos 8 anos, apresentaram um risco 9,5% maior de desenvolver Alzheimer e um aumento de cinco vezes no comprometimento cognitivo, sem o desenvolvimento de demência.

Visão x Alzheimer

Para compreender corretamente as informações fornecidas pelo estudo americano é preciso saber que a baixa capacidade visual causa alterações na estrutura do cérebro. "A visão adequada também é um requisito essencial para uma série de atividades diferentes que são preventivas ao aparecimento do Alzheimer. Atividade física, jogos, quebra-cabeças e palavras cruzadas fazem parte de um estilo de vida que colabora com o não aparecimento ou o retardamento do Alzheimer”, explica o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.

Os resultados do estudo não podem ser encarados como um teste preditivo, mas para fazer muitas das atividades mencionadas é preciso ter uma boa acuidade visual. “Por exemplo, pessoas com perdas de visão por catarata ou retinopatia, que não recebem tratamento apropriado, em tempo, tornam-se funcionalmente incapacitadas mais cedo. Como resultado, esses pacientes poderão ser diagnosticados, um pouco mais cedo, com algum tipo de demência ou disfunção cognitiva. A baixa visão é como se fosse uma co-patologia aqui”, explica Centurion.

Muitos estudos anteriores já discutiam os problemas de visão dos pacientes diagnosticados com demência ou doença de Alzheimer. “O dado novo e animador quanto a este estudo é que os resultados mostraram uma melhora nos resultados cognitivos dos pacientes idosos que visitaram o seu oftalmologista pelo menos uma vez por ano”, destaca o diretor do IMO.

Para complementar as informações sobre este tema, leia também o texto 'Seus exames oftalmológicos estão em dia?' clicando no link:
http://ww.imo.com.br/prevencao/seus-exames-oftalmologicos-estao-em-dia-.aspx

Fonte: IMO - São Paulo - SP, 08/02/2011 - Imagem Internet

Apresentação Comunicação e a Convenção, no site do Senado

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 09/02/2011


Apresentação feita pela coordenadora da Inclusive, Inclusão e Cidadania no evento Senado Debate Brasil, em dezembro de 2010, postado no website do Senado Federal.


http://www.senado.gov.br/debatebrasil/pdf/%284%29%20SDB%20-%20PATRICIA%20ALMEIDA.pdf

Fonte: Senado Federal

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Promotora de Justiça de Roraima vai representar o MP no CONADE

Janaína Carneiro COsta Menenez foi eleita pela AMPID para compor o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
da Redação
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 08/02/2011


A promotora de Justiça de Defesa da Pessoa com Deficiência e Idoso, Janaína Carneiro Costa Menezes, foi eleita pela Associação Nacional dos Membros do Ministério Público de Defesa dos Direitos dos Idosos e das Pessoas com Deficiência (AMPID), para compor o colegiado nacional do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade), biênio 2011 a 2013, com isso será a representante nacional do Ministério Público brasileiro, no conselho. A posse ocorrerá no dia 14 de fevereiro, em Brasília.

O Conade é um órgão superior de deliberação colegiada criado para acompanhar e avaliar o desenvolvimento de uma política nacional para inclusão da pessoa com deficiência e das políticas setoriais de educação, saúde, trabalho, assistência social, transporte, cultura, turismo, desporto, lazer e política urbana dirigidos a esse grupo social. O Conselho faz parte da estrutura básica da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (Lei 10.683/03, art. 24, parágrafo único).

De acordo com a promotora Janaína Carneiro Costa Menezes , titular da Pro-DIE, o resultado da eleição é um reconhecimento do trabalho realizado. “Com uma história de 14 anos de atuação no Ministério Público de Roraima vejo essa escolha como um reconhecimento do trabalho que desempenhamos ao longo da carreira, sempre pautado no respeito e defesa dos direitos da coletividade, agora, especificamente, da pessoa com deficiência. O Conade é um importante órgão superior deliberativo, e fazer parte de sua composição por certo permitirá que nossa instituição possa ter a visibilidade necessária para continuar crescendo.”

Janaína Menezes assumiu a Promotoria de Defesa da Pessoa com Deficiência no dia 23 de janeiro de 2009. Desde então vem realização diversas ações em prol da Pessoa com Deficiência, por meio de Termos de Ajustamento de Conduta, Recomendações e Ações Civis Públicas.

Ações realizadas

O MPE por meio da Pro-DIE firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com as escolas públicas e privadas para o acompanhamento da Política Nacional de Educação na perspectiva de inclusão da pessoa com deficiência, Termo de Ajustamento de Conduta com a Federação Brasileira de Bancos para garantir acessibilidade de pessoas com deficiência nas agências bancárias do Estado, Inquérito Civil Público para apurar as condições de acessibilidade no prédio e nas provas práticas do Detran/RR, dentre outras.

Fonte:BV News - Boa Vista - RR, 07/02/2011

Alunos com deficiência ganham a ajuda de auxiliares nas escolas de SP

Profissionais vão trabalhar com crianças com dificuldades motoras. Rede municipal tem cerca de 14 mil alunos com necessidades especiais.
da Redação
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 08/02/2011

As escolas da rede municipal de São Paulo deram início nesta segunda-feira (7) ao ano letivo. São mais de 1,1 milhão de alunos matriculados em cerca de 3 mil escolas. Para alunos com necessidades especiais, a Secretaria de Educação leva às escolas de 409 auxiliares de vida escolar (AVE), que apoiarão crianças e jovens matriculados na rede, que não têm autonomia para alimentar-se, fazer a própria higiene e locomover-se em decorrência de deficiência física ou autismo. Os profissionais são moradores da comunidade que foram treinados para trabalhar com os alunos.

Cerca de 14 mil alunos com algum tipo de deficiência estão matriculados na rede municipal. São estudantes que precisam de maior atenção e nem sempre a professora, sozinha, consegue dar conta. Os alunos Cosme Emanuel, de 10 anos, e Rigor Silveira, de 9 têm dificuldades de locomoção. Eles estão na terceira série e sempre sentam na primeira fileira. "Eu queria voltar prá escola quando eu tava lá na minha casa. por que? porque sim, porque eu quero estudar", diz Cosme.

A professora destaca as dificuldades operacionais que encontra. "Quando eles precisam ir ao banheiro, a sala é grande, como que eu faço prá deixar os outros sozinhos?", questiona Maria do Socorro de Almeida Santos, que tem que dar conta de 35 alunos na classe.

Com a companhia dos auxiliares de vida escolar, o trabalho deve ficar melhor para professores e alunos. "Ajudamos a criança na sua necessiade dentro da escola para ir ao banheiro, tomar água, se alimentar. Até mesmo prá higiene dela pessoal nós ajudamos", afirma a auxiliar Vanessa Silva Santos. Os auxiliares podem acompanhar até quatro alunos. Vanessa trabalhava como recepcionista há dez meses. Agora, ela tem uma nova profissão. "As dificuldadades deles são maiores, mas eles estão sempre felizes, e isso ajuda muito a gente", destaca.

Fonte: G1 - 07/02/2011

Autistas podem ter uma esperança de cura com medicamento que conserta neurônio

Cientista conseguiu aumentar, com drogas, número de sinapses por neurônio.
da Redação
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 08/02/2011

Um cientista brasileiro deu esperança aos mais de 190 milhões de pessoas autistas do país. Alysson Muotri descobriu, em laboratório, diferenças entre neurônios autistas e normais e, assim, conseguiu “consertar” aqueles com problema. O próximo passo é desenvolver um medicamento para tratar os neurônios humanos.

A pesquisa começou com uma análise da pele de crianças autistas e normais. Nas análises, as células da pele foram transformadas em células-tronco embrionárias humanas, que podem dar origem a neurônios.

De acordo com os resultados, era menor o tamanho do núcleo de neurônios nos autistas, assim como o número de sinapses - estrutura que permite a comunicação entre um neurônio e outro - era reduzido.

Neurônios com problemas foram tratados com duas drogas e, segundo o grupo de estudiosos, a sinapse aumentou e os pacientes passaram a se comportar como os normais. “Esse foi o momento mais impressionante e de muita emoção do nosso trabalho, porque nos mostra que essa característica autista - crianças com dificuldade para se comunicar, interagir e com comportamento repetitivo - não é permanente. Ela pode ser revertida”, afirma Muotri.

“Essa nova descoberta sobre autismo do neurocientista brasileiro, pode fazer que os humanos possam a mudar o seu comportamento, agindo como normais”, diz Carolina Cysne, tutora do Portal Educação.

Sobre a droga que pode trazer a esperança, o pesquisador afirma ainda que é preciso encontrar fórmulas eficazes. “Estamos caminhando para uma medicina personalizada em que será possível retirar células do feto no útero para experimentos e diagnósticos”, diz.

No caso dos medicamentos utilizados em laboratório, o especialista não orienta a ingestão porque poderiam causar efeitos colaterais tóxicos. É preciso ainda descobrir a dose correta, para não haver problemas como provocar ataques epilépticos em pacientes.

Fonte: Pantanal News - 07/02/2011

Estabilidade de empregados reabilitados ou portadores de deficiência gera polêmica

Foram criadas medidas de inclusão para deficientes e pessoas em reabilitação, a fim de assegurar espaço para tais profissionais dentro das empresas.
da Redação
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 08/02/2011

A administração de empresas atual enxerga cada vez mais o cuidado com as pessoas como grande foco de sustentação do negócio. Diante disso, foram criadas medidas de inclusão para deficientes e pessoas em reabilitação, a fim de assegurar espaço para tais profissionais dentro das empresas. Exemplo disso é que a legislação atual obriga as empresas com mais de 100 funcionários a contratar de 2% a 5% de profissionais com algum tipo de deficiência.

As regras para manutenção dos deficientes e reabilitados nos empregos, no entanto, tem gerado certa polêmica no meio empresarial – há dúvidas sobre possibilidade de demissões e como fazer a substituição do profissional. Saber se é possível demitir uma pessoa portadora de deficiência ou se há a necessidade de substituição direta por outro profissional na mesma condição estão entre as principais dúvidas dos gestores de RH das empresas.

Para esses gestores, é importante esclarecer que, por lei, a demissão imotivada de um portador de deficiência ou reabilitado exige que a empresa apenas arque com o ônus da demissão, assim como na demissão de quaisquer outros funcionários – se, após a demissão, a empresa ainda se encontrar dentro do parâmetro legal de ter em seu quadro de funcionários o número mínimo de portadores de deficiência (entre 2% e 5% do total).

Desta forma, não é necessário que a substituição de um portador de deficiência demitido seja realizada por outro na mesma situação. Para empresas que buscam um posicionamento conservador e livre de riscos o indicado é substituir os empregados nos casos de dispensa imotivada. No entanto, o mais importante é permanecer cumprindo a meta de cotas imposta pela Lei, uma vez que o objetivo principal da lei de proteção aos empregados reabilitados ou portadores de deficiência visa exclusivamente resguardar os interesses desses empregados.

Fonte: Administradores - 07/02/2011

Justiça manda cartório indenizar deficiente que teve recusada assinatura com a boca

PRECONCEITO!

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 08/02/2011

A Justiça do Rio condenou uma escrivã de Itaguaí a pagar indenização de R$ 3 mil por danos morais a um amputado das duas mãos, que foi impedido de ser testemunha de uma procuração no próprio cartório onde tem firma registrada da assinatura feita com a boca.

Genilson do Nascimento foi aposentado por invalidez depois de um acidente com eletricidade em 1999, que obrigou a amputação de seus membros superiores. Ele aprendeu a assinar seu nome com a boca, fez um novo documento de identidade e registrou firma em cartório.

Quando procurou o cartório do 1º Ofício de Justiça de Itaguaí, em 2008, para servir de testemunha na procuração de uma amiga, foi impedido de assinar com a boca.

O escritório de defesa dos direitos da pessoa com deficiência do IBDD entrou com ação de indenização por danos morais. A sentença foi da juíza Jane Carneiro de Amorim, da 2ª Vara Cível de Itaguaí.

Fonte: http://extra.globo.com/

Mais qualidade de vida aos portadores de Down

Artigo do Diretor do Instituto Nacional de Cardiologia comenta sobre os diversos avanços que a medicina e a tecnologia obtiveram no tratamento de pessoas com síndrome de Down.
Marco Antônio de Mattos
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 08/02/2011

Há 51 anos, quando a síndrome de Down teve sua caracterização genética descoberta, a expectativa era a de que os portadores não passassem dos 15 anos. Hoje, graças aos avanços da medicina e da tecnologia, eles podem chegar aos 70, levando uma vida com cada vez menos limitações. Durante anos, a síndrome foi encarada como deformação genética de características únicas. Pensava-se que todos os portadores se desenvolviam da mesma forma. Aos poucos, essa concepção foi mudando, contribuindo para a qualidade de vida das 300 mil pessoas portadoras da síndrome no Brasil.

Apesar disso, ainda existem alguns obstáculos em função das doenças que esses indivíduos são mais propensos a ter. A má formação cardíaca, por exemplo, acontece em metade dos casos e afeta a saúde e o desenvolvimento. Pensando na qualidade de vida de quem tem a síndrome, o Instituto Nacional de Cardiologia, unidade de referência do Ministério da Saúde, criou um programa que dá prioridade cirúrgica ao portador — preferencialmente no primeiro ano de vida. É que grande parte dos pacientes apresenta uma comunicação anormal entre o coração e o pulmão, cuja cirurgia corretiva deve ser feita o quanto antes para evitar a insuficiência cardíaca e a desnutrição em função da cardiopatia.

O programa de prioridade cirúrgica, que já atendeu mais de 100 crianças, é uma tentativa de fazer valer a prioridade a quem dela mais necessita e de mostrar que é mais fácil do que parece adotar ações que fazem a diferença quando o assunto é dar qualidade de vida aos portadores de Down. Trabalhar pela inserção destes indivíduos na sociedade é um compromisso que não deve ser assumido de forma isolada e que deveria constar da agenda de mais serviços de saúde públicos e privados.


Fonte: O Dia -07/02/2011

Legislação actual complica a contratação de pessoas com deficiência

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 08/02/2011

A atual legislação da contratação pública “veio complicar” o recrutamento de deficientes intelectuais por não salvaguardar as suas especificidades, denuncia a Associação de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental. O Governo diz não poder haver exceções em cima de exceções.

A diretora do Centro de Apoio Ocupacional (CAO) da Quinta dos Inglesinhos, estrutura pertencente à Associação de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM), explicou que a nova legislação, aprovada em 2008, trouxe novos procedimentos concursais.

De acordo com Ana Silvestre, “é obrigatório” passar por três fases de avaliação, entre uma prova escrita ou prática, uma prova de aptidão psicológica e uma entrevista.

“Acontece que neste procedimento não está especificado que as pessoas com deficiência, nomeadamente as pessoas com deficiência mental, têm um tratamento diferente dos outros e quando vão a concurso acabam por na prova prática ter um bom desempenho e depois na prova de aptidão psicológica acabam por falhar e já não passam à fase seguinte”, denunciou.

Situação que, na opinião de Ana Silvestre, não acontecia antes da entrada em vigor desta legislação porque as provas eram adaptadas às particularidades de cada pessoa com deficiência.

“Tive três pessoas que consegui pôr a trabalhar numa junta de freguesia através de um concurso público ao qual concorreram no contingente da deficiência. Uma delas tinha trissomia 21 e não sabia ler nem escrever, mas foi acompanhada na prova e em vez da prova escrita fizeram-lhe uma prova oral”, exemplificou.

A diretora do CAO da Quinta dos Inglesinhos entende que na nova legislação este acompanhamento “não foi acautelado”, o que “veio complicar a contratação”. Dá como exemplo um concurso para assistentes operacionais na Câmara Municipal de Almada onde “as pessoas tiveram uma boa nota na prova de execução e depois na entrevista psicológica falharam”.

A responsável diz mesmo que desde a entrada em vigor da nova legislação, em 2008, nunca mais conseguiu integrar ninguém na administração pública, um problema que diz ser agravado por “não entrar ninguém com menos do 9.º ano”.

Ana Silvestre pede alguma discriminação positiva para com os deficientes intelectuais, justificando que “uma pessoa com uma deficiência motora não pode ser tratada de igual forma do que uma pessoa com deficiência intelectual”.

Na opinião da secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação, “tem de haver algum bom senso de parte a parte”, mas lembra que "as diferentes fases da avaliação têm de ter em conta aqueles que são os perfis exigidos para determinadas funções, seja uma pessoa com deficiência ou não".

Idália Salvador Serrão assume que a temática da deficiência obriga a “olhar para cada pessoa como uma pessoa com características às vezes únicas” e que só é possível intervir a partir do momento que se conhece o caso concreto, mas assume também uma posição pragmática.

“Não podemos estar aqui a criar exceções em cima de exceções que criem duplas discriminações às pessoas com deficiência relativamente umas às outras. Temos de ser muito claros, temos leis gerais, mas temos de olhar para os problemas de forma muito específica”, sublinhou.

Jornalista: SV.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***


Fonte: http://www.ajudas.com/notver.asp?id=5045 - 07/02/2011