sábado, 19 de março de 2011

Formulário do 1º Censo das Pessoas Com Deficiência de Nova Odessa começa a ser distribuído pela Coden

Mirela Leme

Parceira no projeto, a Coden (Companhia de Desenvolvimento) de Nova Odessa deu início nesta sexta-feira, 18 de março, à distribuição de casa em casa dos 16 mil formulários do 1º Censo das Pessoas Com Deficiência de Nova Odessa. Os formulários estão sendo entregues junto às contas de água com vencimento no mês de abril.

O Censo é uma iniciativa do Conselho Municipal de Direitos da Pessoa Portadora de Necessidades Especiais de Nova Odessa, que recebe o apoio da Prefeitura e de entidades da cidade, além da Coden.

O objetivo é levantar quantos são os novaodessenses com deficiência, onde eles moram, estudam e qual suas necessidades, para que possam sugerir à Prefeitura políticas públicas específicas a esta população. As informações são sigilosas e vão servir, por exemplo, ao Setor de Promoção Social, à Coordenadoria Municipal de Educação e à Secretaria de Saúde, na elaboração de políticos públicas.

Os membros do Conselho Municipal também já iniciaram a distribuição das 56 urnas nas quais a população poderá entregar o formulário preenchido. As urnas estão espalhadas em 23 bairros da cidade, e todos os pontos de recepção estão listados no verso do próprio formulário do Censo.

Portanto, a partir desta sexta-feira, todas as famílias da cidade, principalmente aqueles que possuem um integrante deficiente em sua residência, deverá preencher o formulário, cujas informações são bastante simples e sigilosas, e depois entregar o material até o dia 3 de maio nos pontos de coleta, que incluem escolas municipais, estaduais e particulares, as UBSs (Unidades Básicas de Saúde), a própria Coden, supermercados, etc.

O início da distribuição dos formulários foi motivo de comemoração do presidente do Conselho. “Acredito que a realização de um Censo específico para os deficientes era algo que todos que trabalham com atendimento a eles almejavam. Estou muito feliz por ser o presidente do Conselho neste momento em que estamos realizando esta meta. Este é apenas uma primeira ação para que, a partir dela, possamos conseguir desempenhar nosso papel com clareza e eleger prioridades no atendimento a estas pessoas, em toda a cidade”, comentou Renato Raugust.

“É uma satisfação que este Censo esteja começando. Agora, queremos pedir à comunidade que colabore e responda aos questionamentos e entregue o formulário em um dos postos de coleta até o dia 3 de maio. Além das famílias que possuem deficientes em casa, também pedimos que quem não tem deficientes em casa também responda ao formulário, para que, após o levantamento, consigamos enumerar o quanto da cidade conseguimos atingir”, diagnosticou o membro do Conselho Municipal e da Apnen, Carlos Raugust.

Além da Prefeitura, Conselho e Coden, a pesquisa terá apoio das entidades Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais), Apnen (Associação dos Portadores de Necessidades Especiais de Nova Odessa) e Apadano (Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos de Nova Odessa). O formulário foi produzido pela Prefeitura, através dos setores de Promoção Social e Comunicação. As urnas também foram cedidas pela Prefeitura de Nova Odessa, enquanto os cartazes de identificação das urnas foram doados pela Apnen.

Fonte: http://www.novaodessa.sp.gov.br/NoticiasConteudo.aspx?IDNoticia=9801

APNEN,colaborando na divulgação desta matéria: 19/03/2011

Indignação: o que nós pessoas com deficiência precisamos enfrentar

Artigo de Mirella Prosdocimo sobre as dificuldades enfrentadas por pessoas com deficiência.
Mirella Prosdocimo

Caros amigos e colegas, peço que me ajudem a divulgar esta mensagem e assim, quem sabe, a gente consiga criar uma maior conscientização a respeito de nossas necessidades como pessoas com deficiência e do respeito ao próximo.

Na última sexta-feira, dia 11 de março, estava eu saindo do supermercado Condor, quando vi uma pessoa estacionando seu carro em uma vaga reservada para pessoas com deficiência. Fiquei observando se a pessoa realmente necessitava daquela vaga, ou seja, se tinha algum tipo de deficiência, mas não era o caso. Tratava-se de uma mulher beirando os 40 anos acompanhada de dois filhos pequenos, um casal com mais ou menos 4 e 5 anos. Quando passaram por mim, eu educadamente alertei que ela havia estacionado em uma vaga reservada para pessoas com algum tipo de dificuldade de locomoção e que aquela vaga poderia vir a ser necessária para alguém que realmente precisasse, se então ela não poderia retirar o seu carro daquele local. A mulher além de dizer que não iria retirar o carro, ainda saiu dali dando risada ironicamente, zombando da minha cara.

Conversei com o gerente do supermercado para saber qual era o procedimento que o estabelecimento tomava em tais circunstâncias, e ele me informou que infelizmente eles não poderiam fazer nada, uma vez que é o Diretran quem faz a fiscalização e o único que pode multar o veículo infrator.

Telefonei para o Diretran que disse que mandaria uma viatura até o estabelecimento, mas durante todo o tempo em que permaneci tentando resolver a situação (mais ou menos 30 minutos), ninguém apareceu.

Depois de passados mais ou menos dez minutos, enquanto ainda guardávamos as compras no carro, a mulher retornou e então eu disse que ela estava de parabéns pelo exemplo de respeito e educação que ela estava dando para seus filhos. Nesse momento a mulher ficou completamente fora de si e veio para cima de mim dizendo que iria “Meter a mão na minha cara” e realmente veio a toda na minha direção para me agredir. Por sorte as meninas que trabalham comigo estavam ali e imediatamente se colocaram na minha frente para me proteger. Começou a juntar um monte de gente em volta, indignadas com o que estava acontecendo e virou um verdadeiro “barraco”, um monte de gente batendo boca com aquela mulher enlouquecida, até que ela resolveu ir embora.

Infelizmente, logo que a mulher saiu com seu carro, uma outra pessoa, também sem deficiência ou qualquer outra dificuldade de locomoção, estacionou na mesma vaga. Dessa vez tratava-se de um rapaz de mais ou menos vinte anos, mas como eu já estava dentro do carro, não pude falar nada. Então, minha assistente também o alertou a respeito da vaga e ele descaradamente disse que não iria tirar o carro, entrando no estabelecimento.

Aguardei mais alguns minutos pela viatura do Diretran, que não apareceu e fui embora indignada e chocada com a falta de respeito da nossa população.

Fonte: Bengala Legal - 18/03/2011
APNEN,colaborando na divulgação desta matéria: 19/03/2011

Comentário APNEN: Olá Mirella, em primeiro lugar, gostaria de parabenizala pela atitude, infelizmente este fato acontece em todas as cidades do nosso querido Brasil, as resoluçoes nº 303 e 304 de 18/12/2008 do CONTRAN( Conselho Nacional de Trânsito)sendo uma para estacionamento de Idosos e outra para Deficientes,ambas dizem que para fazer uso destas vagas especiais, é obrigatório o uso de uma credencial confeccionada no modelo proposto por estas Resoluções,e terá
validade em todo o território nacional, mais estas vagas não são respeitadas, as normas dizem, no Art. 4º O uso de vagas destinadas às pessoas portadoras de deficiência e com dificuldade de locomoção em desacordo com o disposto nesta Resolução caracteriza infração prevista no Art. 181, inciso XVII do CTB. (Multa, três pontos na Carteira, e Remoção do Veiculo.)o que falta na verdade, e uma fiscalização e punição a estes motoristas dito "Espertos".

Uso de capacetes reduz risco de lesões na espinha após colisão

“Estamos derrubando um mito popular de que o uso de capacete quando andar de moto pode ser prejudicial durante um acidente”.
da Redação

Os capacetes para motociclistas, muito conhecidos por reduzir o número de lesões cerebrais e as mortes por acidentes, parece também estar associado a um menor risco de lesão da coluna cervical. A conclusão é de uma pesquisa da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

“Estamos derrubando um mito popular de que o uso de capacete quando andar de moto pode ser prejudicial durante um acidente”, diz o líder do estudo Adil H. Haider, professor assistente de cirurgia na Johns Hopkins. “Não há dúvida de que os capacetes salvam vidas e reduzem ferimentos na cabeça. Agora sabemos que eles também estão associados com uma diminuição do risco de lesão da coluna cervical”.

Os pesquisadores relataram que ativistas norte-americanos lutaram, durante décadas, contra as leis que obrigam o uso de capacete, citando um pequeno estudo que sugere que, em caso de colisão, o peso de um capacete pode causar torque significativo no pescoço, algo devastador para a coluna .
Mas os resultados do presente estudo mostram que os pilotos com capacete apresentaram 22% menos probabilidade de sofrer lesão na coluna cervical do que aqueles sem capacetes. O estudo revisou um Banco de Dados Nacional de Trauma, analisando informações sobre mais de 40 mil colisões de motocicletas entre 2002 e 2006.

O estudo de Haider, como outros antes, encontrou uma redução no risco de traumatismo crânio-encefálico em pacientes portadores de capacete (65%) e diminuição nas probabilidades de morte (37%). Mas no novo estudo, a evidência mais forte é que os capacetes também reduzem significativamente a lesão na coluna cervical, que pode resultar em paralisia.

Fonte: Deficiente Ciente - 18/03/2011 - Imagens Internet
APNEN,colaborando na divulgação desta matéria: 19/03/2011

História de superação do amputado Oscar Pistorius

Oscar Pistorius é o “rei da mídia” no Mundial Paraolímpico.
da Redação

Oscar Pistorius, nasceu na África do Sul em 1986. É um atleta paraolímpico conhecido como “Blade Runner” (corredor lâmina) por não ter as 2 pernas e usar próteses finas feitas de fibra de carbono. Aos 11 meses, ele teve as duas pernas amputadas na altura do joelho após decisão dos médicos (Imagem ao lado: Oscar Pistorius convidado por Thierry Mugler para a recente campanha da colônia A*Men).

A sua participação nos Jogos Olímpicos de Verão de 2008 foi rejeitada pelo Comité Olímpico Internacional por se considerar que as suas próteses lhe conferiam vantagem sobre os demais atletas. O atleta recorreu da decisão, e em Maio de 2008 o Tribunal de Arbitragem Desportiva (TAD) autorizou-o a competir nos Jogos Olímpicos de Pequim. Para correr na prova de 400 metros deverá obter a marca mínima que lhe exige a FInternacional de Atletismoederação , mas poderá ser seleccionado para a prova de 4×400 estafetas independentemente do seu tempo.

Como forma de retribuir o sucesso nas pistas, Pistorius fez uma parceria com o empresário Mike Hendrick para apoiar a Fundação Mineseeker, que colabora com pessoas que foram amputadas ao se ferirem em minas na África. O apoio consiste na instalação de clínicas móveis em áreas remotas, tratamento e novas próteses.

No lado financeiro, Pistorius também não pode reclamar. O sul-africano é um dos atletas mais populares do seu país e tem como principais patrocinadores empresas gigantescas como Oakley e Volvo.

Fonte: Deficiente Ciente - 18/03/2011 - Imagem Internet

APNEN,colaborando na divulgação desta matéria: 19/03/2011

Mato Grosso perde campeão paraolímpico

Juarez Gaspar Souza travou grandes lutas pela inclusão do deficiente no mercado de trabalho.
da Redação

Mato Grosso perde Juarez Gaspar Souza, campeão mundial paraolímpico e ativista na luta pela inclusão social dos portadores de deficiência. Ele faleceu no dia 6 de março de 2011 em decorrência de trombose e insuficiência múltipla dos órgãos. O falecimento foi comunicado nesta quinta-feira pelo deputado estadual Luiz Marinho (PTB), através de encaminhamento de nota de pesar. Marinho disse que era amigo do ex-atleta.

Juarez, segundo Marinho, deixou exemplo de que não há limites para quem gosta da vida e cada um tem sua história de superação. Ele provou o seu valor como atleta e, principalmente como pai, amigo e cidadão”, disse Marinho.

Em 1982 Juarez teve que amputar as duas pernas depois que sofreu um grave acidente de trânsito. Na época foi difícil aceitar a condição de ter que andar em uma cadeira de rodas, mas com o tempo e com apoio dos familiares e amigos redescobriu a vida no esporte. Em muitas das entrevistas da época afirmava que depois do acidente passou a encarar a vida de outra forma. “Descobri o esporte e aprendi que uma pessoa em uma cadeira de rodas pode levar uma vida normal como qualquer outra. Só preciso derrubar as barreiras, especialmente as arquitetônicas”, ensinou.

Como atleta colecionou inúmeras vitórias. Foi paraolímpico em três modalidades: arremesso de peso, lançamento de dardos e discos. Conquistou o título de campeão Panamericano e Sul americano. Venceu vários campeonatos regionais brasileiros com 50 medalhas além de integrar a Seleção Brasileira de Atletismo.

Ao lado de Luiz Marinho travou grandes lutas pela inclusão do deficiente no mercado de trabalho, para fazer valer a lei que assegura aos deficientes o exercício de seus direitos individuais e sociais, além de sua efetiva integração social. Ajudou a fundar a Associação Matogrossense de Deficientes, ocupando a função de vice-presidente e tesoureiro da entidade. Atuou no Conselho Regional de Desporto (CONSED) e administrador da Empresa de Processamento de Dados da Previdência Social.

Juarez nasceu no município de Tesouro . Filho de José Gaspar de Souza e Olga Martins de Souza. Residia em Cuiabá desde os 18 anos de idade. Deixa esposa Nídia Silva Alves Souza, Juarez Gaspar Junior de 10 anos, as gêmeas Ana Cristina e Cristiana com 19 anos.

Fonte: http://www.paranatinganews.com.br/Site/NoticiasBVer2.asp?Codigo=296

APNEN,colaborando na divulgação desta matéria: 19/03/2011

Deficiente auditivo consegue direito de cursar faculdade em Dourados

Estudante teve vaga negada; apesar de ter passado no vestibular para Letras, ele ainda não havia concluído o ensino médio.
da Redação
O deficiente auditivo, João Paulo Romero Miranda, conseguiu o direito definitivo de frequentar o curso de Letras com habilitação na linguagem de sinais (Libras) oferecido pela Fundação Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Ele frequentava as aulas por conta de uma decisão judicial, que poderia ser cassada a qualquer momento. O processo judicial que João Paulo ajuizou contra as universidades transitou em julgado, ou seja, não há mais possibilidade de recurso e ele terá o direito de continuar o curso até o final.

No primeiro semestre de 2008, João Paulo foi aprovado no vestibular para o curso de Letras com especialização em Libras, curso oferecido em parceria pelas duas universidades na modalidade a distância. João Paulo foi um dos 25 aprovados, entre 64 candidatos ao curso. No entanto, ele foi impedido de efetuar a matrícula porque não havia concluído o terceiro ano do ensino médio. Ao mesmo tempo que o estudante teve sua vaga negada, depois de cinco chamadas o curso ainda não tinha todas as vagas preenchidas.

O estudante acionou a Defensoria Pública da União, que, em junho de 2008, ajuizou ação na Justiça Federal, defendendo o direito dele efetuar a matrícula. Em parecer, o Ministério Público Federal (MPF) foi favorável à ocupação da vaga pelo estudante. A Justiça Federal de Dourados, no entanto, negou o pedido e o MPF ajuizou recurso no Tribunal Regional Federal da Terceira Região (TRF-3).

Finalmente, em abril de 2009, o Tribunal deu ganho de causa ao estudante, determinando que a UFGD efetivasse a matrícula. Em seu relatório, o desembargador Lazarano Neto afirmou que a decisão da Justiça Federal de Dourados não havia atentado para as peculiaridades do caso, que envolvia direito de pessoa portadora de deficiência auditiva, o que terminou por ignorar valores estabelecidos pela Constituição Federal. “Não é justo vedar o acesso ao ensino superior a pessoa que tantas dificuldades já enfrenta por conta de sua própria condição física, considerando que a mesma já deu provas de seus conhecimentos e capacidade de aprendizagem, na medida em que venceu todas as etapas de disputado exame vestibular, sendo aprovado para o referido curso e classificado dentro do número de vagas”.

Após a decisão do TRF-3, a Justiça Federal de Dourados, em fevereiro de 2010, proferiu sentença que garantiu a legalidade da matrícula de João Paulo no curso. A decisão se baseou no preceito de que a Constituição Brasileira dá proteção aos portadores de deficiência, assegurando-lhes inclusão social e no mercado de trabalho. “Recusar a frequência do estudante no curso seria exigir anos de espera sem que ele pudesse entrar no mercado de trabalho”, afirma o juiz na sentença.

A inclusão de João Paulo no mercado de trabalho realmente aconteceu. No início desse ano, João Paulo foi aprovado em um concurso para professor temporário na rede estadual de ensino de Mato Grosso do Sul. Sua nomeação foi publicada no Diário Oficial do Estado em 14 de janeiro de 2011.

Fonte: Capital News - Grande Dourados - SC, 18/03/2011 - Imagem Internet
APNEN,colaborando na divulgação desta matéria: 19/03/2011

sexta-feira, 18 de março de 2011

Síndrome de Down: Pedido para tornar data oficial na ONU

Federação Brasileira quer que o dia internacional da síndrome de Down entre no calendário oficial das Nações Unidas.
da Redação

No ano passado, com o apoio da Down Syndrome International, o movimento de síndrome de Down pediu ao governo brasileiro para apesentar uma proposta junto às Nações Unidas para que o Dia Internacional da Síndrome de Down se tornasse data oficial da ONU. A ideia foi bem recebida mas acabou sendo impossibilitada pela falta de tempo hábil para negociação.

“Este ano estamos renovando o pleito e temos certeza de que a administração da Presidenta Dilma vai nos ajudar a levantar esta bandeira, no espírito do nosso tema – Inclusão acontecendo: amplie este exemplo”, diz Lourdes Lima, Presidente da Federação Brasileira de Associações de Síndrome de Down”.

A cada ano, no período da Assembleia Geral das Nações Unidas, que começa em setembro com os discursos dos Presidentes, os países membros da ONU propõem resoluções que são acatadas ou não pelos demais membros da organização. Tornar a data oficial é importante especialmente para os países em desenvolvimento, que ainda estão engatinhando em termos de inclusão.

Nada mais natural que o Brasil assuma esta tarefa, uma vez que desde a instituição da data o país foi o que mais eventos preparou e um dos que mais avançou em conscientização e políticas de inclusão. “Podemos citar a política de educação inclusiva do MEC, que beneficia não apenas os estudantes com síndrome de Down como todos os alunos com qualquer deficiência ou problema de aprendizagem, como dislexia, hiperatividade, entre outros”, afirma a presidente da FBASD.

Mas, de acordo com ela, ainda há muito a avançar na preparação de profissionais de educação para atender as especificidades das pessoas com deficiência, geração de emprego e programas de saúde. “São raros os estados e municípios que contam com fonoaudiólogos em seus quadros, por exemplo. Esses profissionais são essenciais para desenvolver a fala em indivíduos com síndrome de Down”, completa Lourdes.

Fonte: Inclusive - São Paulo - SP, 17/03/2011 - Imagem Internet
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 18/03/2011

Nota das Associações de Síndrome de Down do Brasil sobre o Dia Internacional da Síndrome

O Brasil comemora o Dia Internacional da Síndrome de Down no próximo 21/3 com extensa programação. Solenidades, caminhadas e festas, entre outros eventos, lembram a data.
da Assessoria de Imprensa

Por quê 21/3? A data foi instituída pela Down Syndrome International (DSI), entidade que congrega associações de Síndrome de Down de todo o mundo em alusão aos 3 cromossomos número 21 que cada pessoa com síndrome de Down carrega (21/3). No Brasil, é a Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD) quem articula e organiza eventos em todo o país. Com o tema “Inclusão acontecendo: amplie este exemplo!”, a FBASD e as associações filiadas estão reunindo a maior programação por país, segundo a DSI, para comemorar a data.

De acordo com Maria de Lourdes Marques Lima, presidente da FBASD, o tema escolhido para 2011 é uma evolução natural do tema de 2010, “Inclusão Social: Vamos fazer Acontecer!”. “A sociedade está vendo cada vez mais pessoas com síndrome de Down nas ruas, na escola, no trabalho, e comece a perceber que a inclusão é possível e depende de cada um de nós. Daí o convite: amplie este exemplo”, diz Lourdes.

Ferramenta de inclusão usada mundialmente por milhões de jovens, um clipe preparado para a data está sendo disseminado através do Facebook, Twitter, Orkut, MSN, e-mail, embalado pela emblemática canção de Lenine “Diversidade”. O clipe traz imagens de crianças, jovens e adultos com Síndrome de Down em situações cotidianas, entre elas das filhas do senador Lindbergh Farias e do Deputado Federal Romario. A letra da música foi traduzida para o inglês e o espanhol e será veiculada para todo o mundo através da Down Syndrome International. Assista o vídeo no link: http://www.youtube.com/CanalFBASD

Samuel Sestaro, Relações Públicas da FBASD, aprovou o resultado: "achei o vídeo muito legal e muito interessante". E deu seu recado para aqueles que, como ele, têm síndrome de Down: "todas as pessoas com Síndrome de Down podem vencer sobre a vida deles, mesmo com a síndrome. Podem vencer essa luta de escolas particulares perto de suas casas e os pais podem procurar uma escola pros seus filhos ou filhas na Prefeitura de cada cidade do Brasil. Quando eles superarem essas novas experiências, eles ou elas podem se virar sozinhas ou sozinhos para depois, como adultos, estarem superando suas dificuldades".

Programação

A programação inclui sessões solenes na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, assim como em várias Câmaras de Vereadores municipais, Assembléias Legislativas estaduais, ressaltando a relevância que a data alcançou junto ao poder público. Nestas oportunidades cidadãos com Síndrome de Down representarão a si próprios revelando suas conquistas e expondo suas demandas para que a inclusão em todas as esferas ocorra de forma cada vez mais abrangente no Brasil.

Haverá ainda eventos a nível internacional, como o seminário “Ser Inclusão”, em Itapetinga, Bahia, com a presença do educador José Pacheco, da Escola da Ponte em Lisboa, palestras sobre a evolução da genética, com o geneticista Dr. Francis Maciel Galera em Cuiabá, Mato Grosso, que caminha a passos largos no entendimento da síndrome e possibilidades efetivas de tratamentos que possibilitem a melhoria da qualidade de vida de quem tem um cromossomo a mais.

Mas como a idéia é celebrar, não vai faltar animação na já tradicional colorida e alegre “Caminhadown”, que ocupa a orla carioca e este ano vai acontecer no Leblon, terminando no Baixo Bebê, no Rio de Janeiro. Mais ritmo e animação no Bloco Carnadown, na Downceteria e na apresentação do banda Batalá no Parque da Cidade em Brasília. Exposições de arte e espetáculos de dança completam as comemorações por todo Brasil.

Fonte: Federação Nacional de Associações Brasileiras de Síndrome de Down
17/03/2011

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 18/03/2011

Cadeirantes se preparam para 2ª edição do Projeto Tibagi Sem Limites

Serão dois dias de viagem e cem quilômetros de cadeira de rodas.
da Redação

Nenhum desafio é grande o suficiente para intimidar quem tem força de vontade. Três cadeirantes para-atletas da Associação Ponta-Grossense de Esportes para Deficientes Físicos (APEDEF) da equipe Noel repetirão um feito histórico: percorrer 119 km entre as cidades de Ponta Grossa e Tibagi, na região dos Campos Gerais no Paraná, em três dias de muito esforço e determinação. É a segunda edição do Tibagi Sem Limites, que além de realizar o sonho dos atletas, também mostra como as dificuldades podem ser superadas quando há espírito aventureiro.

O Projeto Tibagi Sem Limites II inicia na próxima quinta-feira, dia 17, e encerra domingo, 20 de março, com ainda mais aventura no voo livre e rafting para os cadeirantes em Tibagi. “É a realização da etapa de um sonho de todo deficiente, superar limites”, comenta Noel Kostiurezko, idealizador do projeto e um dos paraatletas. “O Tibagi Sem Limites proporcionou em sua primeira edição, em 2006, a conquista do bem-estar social, físico e psíquico desses três aventureiros”, completa.

O objetivo é dar continuidade ao evento que ilustrou a capacidade da pessoa com deficiência em superar as mais diversas dificuldades no percurso sobre cadeiras de rodas. “Esperamos sensibilizar a opinião pública, a iniciativa privada, órgãos da imprensa, poder público e a comunidade em geral sobre a capacidade da pessoa com deficiência, buscando sua inclusão no mercado de trabalho e na sociedade”, ressalta Noel.

Além de Noel, participam do desafio os paraatletas Édson Ernani Mikos e Jorge Marcos Arruda, que completam a equipe Noel. A equipe de apoio conta com três ciclistas, que servem de staff aos cadeirantes, motorista, massagista, auxiliar geral e o responsável técnico Jean Leonardo Loss Machado. “Para mim é uma honra participar desse tão importante projeto de inclusão”, ressalta o técnico.

Fonte: Prefeitura de Tibagi - Tibagi - Paraná, 17/03/2011 - Imagem Internet
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 18/03/2011

Do aquário para o mar: testemunho de mãe sobre inclusão

Neusa Venditte, mãe de uma garota de 20 anos com síndrome de down, relata sua experiência de vida.
Por Neusa Venditte
Tenho uma linda jovem com síndrome de Down de 20 anos e passei por muitos momentos onde tive que me posicionar fortemente a favor dos direitos que Juliana tem à vida, à educação, à saúde, etc…

Começou em seu nascimento, numa maternidade renomada em SP, na qual o chefe do berçário não me visitou nenhuma vez como fazia com todas as mães que lá estavam para festejar o nascimento de seus filhos… Creio que ele não estava ”preparado” para os nascimentos de crianaças especiais… A deficiência era dele…

Além disso, por minha filha ter nascido com Síndrome de Down e 2 cardiopatias gravíssimas, ele também decidiu se omitir totalmente e apesar de ser impossível não notar os problemas cardíacos que ela apresentava,segundo especialistas, ele também decidiu não me contar dos mesmos,me fazendo crer que não estava preparado para ser médico também e sua deficiência ia além do suportável, pois colocou em risco de vida e morte a minha pequenina ,na época… Graças a Deus, consegui perceber com 1 mês de idade que ela estava com problemas , por intervenção de Deus, através de um sonho, e a levei ao médico para verificar e tirar as minhas dúvidas, pois ela nunca havia apresentado sinais visíveis aos meus olhos de leiga,mas o que ouvi do cardio pediatra é que mais 15 dias minha pequena Juliana estaria morta. Foi uma luta contra o tempo, tremenda e sofrida para todos nós, mas a vencemos e ela após a cirurgia com 1 ano de idade, nasceu de novo e está uma linda jovem para nossa alegria!!!

Conheci a APAE assim que ela nasceu,e confesso , foi outra experiência pessoal ruim. Além de não concordar com a forma como as mães eram “ensinadas” a cuidar de seus filhos, foi um ano de muitas perdas de vidas por infecções respiratórios, coração, etc e aquilo começou a me fazer muito mal e me causar muitas angústias… Até que mais uma vez fui desafiada a crer contra a esperança, com outra sentença negativa, dessa vez, da fisioterapeuta de Juliana,na APAE, ue apesar de ter tocado pouquíssimas vezes em Ju, sentenciou que ela não iria andar jamais porque sua hipotonia nas perrnas era enorme e incurável…

Foi meu momento de gritar CHEGA para tudo e para todos, inclusive tive que lutar contra idéias de familaires que só enxergavam a APAE como lugar para minha filha e me chamaram de louca por decidir retirá-la de lá. Bendita loucura e insanidade essa minha, pois através dessa decisão dei o direito da Juliana sair de um aquário e ser colocada em um mar de outras possibilidades, onde os limites seriam ditados por ela e não mais por “especialistas negligentes” e até desumanos que rotulavam as crianças de incapazes, ou decidiam que ela não teria o direito à vida por ter nascido com “defeito de fabricação” segundo a visão no mínimo desumana dessas pessoas.

Começou , então minha luta maior contra a exclusão e a favor da inclusão há 20 anos atrás e garanto que apesar das dificuldades de hoje, as daquela época eram bem maiores…

Enquanto aguardávamos condiçoes de peso para a cirurgia, conheci uma fisioterapeuta maravilhosa que ia à minha casa 3 vezes por semana para colocar as mãos na massa e me ensinar a trabalhar minha princesa e vencer a hipotonia que era grande mas não invencível.Entre exercícios de fisio e fono, fazia cerca de 90 exercícios por dia com Ju,aproveitava as atividades da vida diária para exercitá-la, momentos de lazer, e de todas as formas lutávamos com limites devido ao seu coração e sua fragilidade, mas nunca desistimos, nem eu dela e nem ela de si mesma.

Ju foi tendo sua musculatura do corpo inteiro muito bem trabalhada até que com 1 ano foi submetida à cirurgia corretiva de Defeito do septo atrioventricular forma total e comunicação da aorta com a pulmonar. Juliana operou o coração com 1 ano, 5 kg e 51 cm… resistiu bravamente à luta pela vida, foi curada graças à Deus e aos profissionais maravilhosos que também existem e a seu espírito de luta em querer viver. Após a cirurgia, ela cresceu, engordou e devido ao estado de saúde estar bem melhor pudemos, então intensificar as terapias e cuidar somente da Sindrome de Down, que até aquele momento era o menor problema dela. Ju começou a andar, seus membros inferiores me deram muito trabalho, me fizeram correr muito atrás dela que adorava também correr incansavelmente pelos parques e áreas de lazer e, apesar do cansaço,como me sentia feliz e realizada em vê-la forte, feliz, musculatura rígida, nem parecia minha bonequinha de pano como a chamávamos, brincando, enquanto ela era fortalecida pela terapia.

Depois chegou a hora de optar pela escola e aí começou nossa luta pela inclusão. Juliana sempre estudou em escolas normais, nunca em especializadas porque não acredito ser o caminho para ninguém vencer suas dificuldades. Não foi nada fácil porque os mesmos problemas e desculpas que se ouvem hoje em dia de despreparo de escolas e profissionais para atendê-la existia estampado em minha frente a cada porta que batia. A diferença é que eu me coloquei a disposição da escola e da minha filha para andarmos juntos, para dar o apoio e me comprometer em participar em tudo que a escola e Juliana precisasse de mim e fui em busca de apoio de profissionais que também tinham a mesma visão e com muita luta, muito empenho, muito comprometimento, fui desafiando as professoras e diretoras a darem oportunidades, a acreditarem em si mesmas a buscarem se informarem por si mesmas e levava informações a todo o tempo a elas e numa parceria profunda e diária fomos aos poucos vencendo as barreiras e Juliana conquistando seu espaço, lutando bravamente e vencendo seus limites, superando tudo o que aparecia a sua frente porque eu acreditava nela, a ensinei a acreditar em si mesma, a apoiava e a estimulava em seus desafios, deveres de casa, atividades de classe, e ao mesmo tempo, apoiava as professoras dando o reforço pedagógico que elas precisavam no horário alternado ao da escola e ainda tinha que conviver com o preconceito e a discriminação de pais e não de crianças que estudavam com ela.

Juliana é uma vencedora e eu me sinto também, porque nunca desistimos, porque aprendemos a vencer desafios e sentenças contrárias desde o seu nascimento, porque nos unimos numa atitude de total cumpliscidade e amor e fomos a luta juntas,porque convidamos os nossos professores e diretores das escolas que ela frequentou que o não era uma palavra limitada, que o não por desconhecer simplesmente não bastava, que o não sei era uma palavra que poderia ser vencida e que os limites seriam ditados pela Juliana e respeitados por todos nós para que ela tivesse o direito de atingir os objetivos, as metas aproveitando as oportunidades de acordo com o seu potencial e não os medos, preconceitos ou cegueira moral de ninguém.

Aprendi e me formei no que sou hoje: um ser humano muito melhor, muito mais feliz, uma pedagoga e coodenadora de um Projeto que realiza esse apoio que aprendi a dar às escolas, famílias e às nossas crianças com a minha luta por minha filha que é um exemplo de superação para mim e para todos que a conheceram e convivem com ela.

Incluir é sair da acomodação, pais, educadores e empresários, governantes e na convivência e relaçoes sociais dar as oportunidades iguais para todos. Incluir, professores, é vocês irem atrás de informações e formação sem se esconderem atrás dos seus diretores e de si mesmos porque o que não falta é acesso a essas informaçoes e formação desde que vocês queiram se comprometer com a educação e a formação de sujeitos ativos que constroem conhecimento o tempo todo e sairem do papel de transferidores de conhecimento, aliás de responsabilidades também,porque a partir do momento que você escolheu ser um educador assuma o seu papel e saiba que você lida com vidas e terá que se formar e informar constantemente porque a vida está em movimento.

E nós , familiares fazemos parte desse contexto, dessa luta e não devemos delegar às escolas, aos educadores aquilo que cabe a nós fazermos, a todos os pais e não só a pais de crianças especiais,acompanharmos diáriamente aos nossos filhos, sermos parceiros participantes de seus desafios, formação e crescimento por toda a vida.

Sou uma mulher ,uma mãe e uma profissional feliz e realizada e devo isso a oportunidade que Deus me deu em conviver com a minha Juliana que me desenvolveu como ser humano me tornando muito maior e melhor… Espero ter colaborado …um grande abraço…

Neusa Venditte, mãe de Vanessa, Matheus e Juliana com SD.


Fonte: Inclusive - São Paulo - SP, 17/03/2011 - Imagem Internet

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 18/03/2011

Congonhas ganha piso para deficientes visuais

Percurso leva o passageiro da entrada do aeroporto até o balcão de informações; especialista reclama da escassez de locais acessíveis.

Nataly Costa

O Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, instalou novos pisos podotáteis - sensíveis ao pisar, têm relevos para facilitar a movimentação de deficientes visuais. O percurso vai da entrada do aeroporto, pela praça de alimentação, até o balcão de informações. Lá, a pessoa pode ser orientada e seguir para as demais áreas de check-in, embarque ou desembarque.

Ainda em fase de testes, o novo piso é de modelo direcional, formado por várias linhas de borracha com o objetivo de guiar o caminho. É diferente do piso podotátil de alerta - também de borracha, mas com relevo circular -, que serve para avisar sobre mudanças de direção ou perigo.

O Decreto 5.296 da Lei de Acessibilidade, de dezembro de 2004, prevê instalação de pisos táteis em ruas, parques ou qualquer lugar de circulação pública, mas ainda é pouco respeitado no País. "Outro dia mesmo desci sozinho de um táxi em Congonhas. Não tem sinalização na calçada, orientação na porta, nada. Na verdade, são raros os locais que têm", diz o presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência, Moisés Bauer Luiz.

Além do que foi instalado no saguão, há outro percurso partindo do setor interno de identificação do aeroporto (onde as pessoas pegam crachá para visita interna) até o balcão de informações. O Aeroporto de Brasília já usa esse tipo de piso - e o de Florianópolis está em instalação. "Na maioria dos casos, quando se pensa em acessibilidade, as pessoas se preocupam se o lugar tem rampa ou elevador. Claro que é importante, mas não é só isso", diz Luiz.

O próximo passo do plano de investimentos em acessibilidade da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) é tornar as escadas rolantes e elevadores mais acessíveis. O custo é de R$ 1,7 milhão.

Fonte: O Estado de S.Paulo - São Paulo - SP, 17/03/2011 - Imagem Internet
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 18/03/2011

quinta-feira, 17 de março de 2011

Resolução de conflitos é mais difícil para crianças com DEL

Falhas na linguagem oral transformam simples conversas em batalhas.
Sandra O. Monteiro
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria:17/03/2011

Crianças com Distúrbio Específico de Linguagem (DEL) têm maior dificuldade de resolver conflitos, por isso, não dá para para isolar a doença e transformá-la em um distúrbio meramente linguístico. É mais do que isso, ele gera dificuldades sociais, de interação e de conversação.

Segundo a fonoaudióloga Erica Macêdo de Paula, o DEL é diagnosticável aos cinco anos. “Trata-se de uma dificuldade primária de linguagem em que as crianças têm dificuldade de expressar oralmente o que sentem ou pensam, tornando-se, em alguns casos, agressivas ou retraídas, sendo necessário, o tratamento fonoaudiológico”, descreve Erica

Ela esclarece que “o distúrbio não advém de quaisquer tipos de síndromes, deficiências mentais, psiquiátricas, articulatórias ou auditivas. O diagnóstico começa com a demora na fala, mas apenas se concretiza quando todas as outras hipóteses já se esgotaram.”

Para se ter uma ideia, “crianças com distúrbio apenas fonológico podem trocar os sons quando falam, como é o caso do “p e b”, do “d e t”, mas nos casos de DEL, as trocas são inusitadas e inconsistentes, como, por exemplo, a criança falar cisi quando quer dizer indicar o termo casa. E os sintomas não param por aí. Há trocas de vocabulário, gramaticais e, muitas vezes, dificuldade de compreensão.”

Algo interessante a se considerar diz a fonoaudióloga “é que não existe um padrão de características de crianças com DEL, elas são muito diferentes entre si”.

Dificuldade de resolver conflitos

Em sua pesquisa, Érica contou com o auxílio de um grupo controle de 20 crianças sem o distúrbio, estudantes de duas escolas públicas de São Paulo, e outra turma de 60 crianças com DEL, atendidas no Laboratório de Investigação Fonoaudiológica em Desenvolvimento de Linguagem e suas Alterações, do Curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). Todas as crianças tinham entre 7 e 8 anos. A orientação foi da professora Debora Maria Befi-Lopes. O mestrado foi realizado dentro do programa de ciências da reabilitação e financiado pela CAPES.

Para todas as crianças foram contadas cinco estorinhas, com ajuda de imagens, sobre temas que elas mesmas poderiam vivenciar, a pergunta final era como você se comportaria.

Um exemplo dados às crianças foi: “Rodrigo quer usar o computador pra jogar seu jogo favorito, mas seu irmão Lucas já está usando. Lucas odeia ser interrompido quando usa o computador. Se você fosse Rodrigo como o que você faria?”

As respostas foram pontuadas em uma escala de 0 a 4, as pontuações mais baixas (0,1 e 2) foram os recursos mais utilizados por crianças com DEL como bater, chorar, xingar, ou se isolar. Algumas vezes, a solução unilateral, nível 2, também foi utilizada. “A criança tenta resolver o conflito usando técnicas de suborno, se você fizer isto, eu faço… ou de chantagem, eu sempre fui seu amigo…”. Já crianças com desenvolvimento normal de linguagem, além de respostas unilaterais, conseguem também ter uma atitude de maior cooperatividade e interagir em busca de uma solução comum para o problema.

Isolamento e “bullying”

Grande parte das crianças com DEL é impopular porque ficam isoladas, têm dificuldade de interagir e conversar. “No laboratório, por exemplo, há o caso de um menino que foi convidado pela primeira vez para uma festa de aniversário, com quinze anos”.

Porém, o que mais incomoda é que elas são taxadas como burras, porque aparentam ter baixo desenvolvimento intelectual, mas isto não é verdade. São crianças inteligentes, apenas com um distúrbio de linguagem e esta rejeição social, muitas vezes, as tornam acuadas e com baixa auto-estima.

Fonte: Agência USP - 16/03/2011

Equipe multidisciplinar fortalece atendimento da educação especial

As equipes serão compostas por fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psicólogos, psicopedagogos e assistentes sociais.
da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria:17/03/2011

A Secretaria de Estado de Educação disponibiliza cerca de 50 profissionais nas equipes multidisciplinares para trabalhar com a educação especial. As equipes - compostas por fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psicólogos, psicopedagogos e assistentes sociais - atuam no desenvolvimento dos estudantes portadores de necessidades especiais.

Na Baixada Cuiabana quatro unidades especificas fazem o atendimento. São elas as escolas Raio de Sol, Livre Aprender, Luz do Saber o Centro de Habilitação Profissional – CHP Professora Célia Rodrigues Duque, Centro Educacional de Atendimento ao Deficiente Auditivo Professora Arlete Pereira Miguelete, e Centro de Apoio e Suporte à Inclusão da Educação Especial (Casies).

“Entendemos que a estimulação precoce é fundamental para o desenvolvimento da criança, do estudante”, explica a gerente de Educação Especial da Secretaria de Estado de Educação, Nágila Zambonato.

Na Escola Estadual Raio de Sol, instalada no bairro Santa Amália, em Cuiabá, existem turmas exclusivas para o atendimento de crianças de zero a três anos. Cada uma das turmas conta, no máximo, com seis estudantes. Os pequenos são incentivados desde muito cedo com exercícios específicos. Cores, formas, melodias são ferramentas empregadas nesse processo.

A fonoaudióloga Analigia Aparecida de Almeida explica que os exercícios possibilitam a reabilitação oral, a melhora da coordenação motora, da capacidade de memorização, à percepção visual.

Além desses profissionais, a Seduc disponibiliza para o atendimento aos alunos que possuem deficiência auditiva – cerca de 700 no Estado -, intérpretes em sala de aula. Mato Grosso possui 87 intérpretes que atuam na comunicação da língua oral para LIBRAS e LIBRAS para língua oral entre surdos e ouvintes, surdos e surdos, surdos-cegos e ouvintes, nas escolas.

Fonte: O Documento - Cuiabá - MT, 16/03/2011

Consumo vetado

"Finger", "ambulift", braile, acessibilidade: todos termos pouco conhecidos, mas que garantem a nós, pessoas com deficiência, dignidade.
Mara Gabrilli

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria:17/03/2011

Eram nove horas de uma noite chuvosa quando o avião da TAM aterrissou no aeroporto de Cumbica. Eu acabara de chegar de Brasília - episódio comum em minha rotina semanal desde que tomei posse na Câmara-, quando fui informada de que seria carregada por escada estreita e escorregadia no colo de um desconhecido.

O avião em que estava não desembarcou no "finger", equipamento que leva os passageiros diretamente ao terminal, e o "ambulift", espécie de ônibus com elevador para o transporte de cadeirantes, por sua vez, estava quebrado.

Uma semana depois, mais um episódio de desrespeito: a Gol é a única companhia aérea em terras brasileiras a se recusar a cumprir a resolução da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) que concede desconto para acompanhantes de pessoas com deficiência.

Situação diferente, mas não menos constrangedora ocorreu com a jovem Julie Nakayama, 24. Passeando pela avenida Paulista, gostou de uma camiseta que vira na vitrine da Hering. Quis comprar a roupa, mas a entrada do estabelecimento possuía três degraus nada convidativos para uma cadeirante.

Moral da história: Julie foi embora porque nenhum funcionário do local se prontificou a ajudá-la. Pelo contrário, questionaram sua presença ali, como se a cadeira de rodas subtraísse de uma garota sua vaidade ou poder de consumo.

Se conhecessem Nathalia Fernandez, 21, entenderiam essa realidade. Ela, que tem paralisia cerebral e utiliza um carrinho motorizado para se locomover, sempre encontra dificuldades com a falta de provadores adaptados.

Cego desde os 13 anos por conta de glaucoma, Ricardo Sigolo, 61, se formou em biblioteconomia e trabalhou durante muito tempo com informação por meio do braille.

No entanto, fora do local do trabalho, dificilmente tem acesso a recursos para uma pessoa com deficiência visual. Muitas vezes, ele tem de ouvir por horas a declamação de um vendedor sobre determinado produto, porque as embalagens não oferecem informação em braille, bem como os cardápios da maioria dos restaurantes.

"Finger", "ambulift", braille, acessibilidade: todos termos pouco conhecidos pela maioria da população brasileira, mas que garantem a nós, pessoas com deficiência, dignidade. Dignidade a que eu não tive acesso naquela noite em que fiquei presa durante duas horas aguardando a autorização da Infraero para uso de um "ambulift" que estava fora do aeroporto.

Dignidade negada também ao arquiteto cadeirante Fernando Vasconcelos, 71, que não teve sua cadeira amarrada quando utilizava o mesmo equipamento e acabou sofrendo um acidente que lhe rendeu um traumatismo craniano.

Nessas ocasiões, em que seus direitos de consumidor e cidadão são subtraídos, eu me sinto, de fato, imóvel. É aí que a tetraplegia vem à tona. Não pela minha deficiência física, mas pela deficiência de serviços, de acessos, de atendimento adequado a mim ou a qualquer outro cidadão com deficiência.

Fato é que a tutela dos direitos do consumidor é garantida pela Constituição, bem como a dignidade da pessoa humana. Neste 15 de março, Dia Internacional do Consumidor, ainda não temos muito a comemorar. Contudo, essa é uma data simbólica para refletir sobre o que, de fato, é o consumo no nosso país.


Estamos expandindo o mercado de crédito, mas não investimos no básico: o ser humano. Um cenário que contradiz a política de igualdade pregada pelo governo ao facilitar o poder de compra das pessoas.

Afinal, de nada adianta consumir bens se não possuirmos informação e educação econômica para lidar com todos os públicos, garantindo que todos tenham acesso digno a qualquer serviço. Após 20 anos da instituição do Código de Defesa do Consumidor, crescemos economicamente, mas não aprendemos a lidar com as pessoas e suas diferentes necessidades.

Mara Gabrilli, 43, psicóloga e publicitária, é deputada federal pelo PSDB-SP.

Fonte:Rede Saci - 16/03/2011 - Imagem Internet

Pais voltam para escola e auxiliam filhos

Educadores afirmam que esforço de inclusão das instituições de ensino não é suficiente para o pleno desenvolvimento educacional de crianças.
Bruna Gonçalves

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria:17/03/2011

Não basta a escola acolher alunos com deficiência e oferecer serviços como salas de recursos - espaços pedagógicos voltados para o atendimento às necessidades especiais. É preciso que os pais participem, acompanhem o processo de aprendizagem e, muitas vezes, até voltem para a sala de aula.

Para ajudar a filha Grazieli, 9 anos, que é surda, a dona de casa Gabriela Nepomuceno, 37, aceitou o desafio e fez no ano passado curso de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) pela Prefeitura de São Bernardo. "Em casa temos nossa linguagem, mas na rua tinha dificuldade, porque ela não me compreendia por causa do barulho. Com os sinais facilita."

Há dois anos a garota participa da sala de recursos, onde aprendeu LIBRAS. "É importante porque complementa o trabalho que ela faz com a fonoaudióloga e a psicopedagoga", explica a mãe.

A dona de casa Daiane Barbosa Ferreira, 27, e o autônomo José Mariano da Silva, 32, garantem que compreenderam melhor o filho Felipe, 9, que é autista, a partir das reuniões organizadas pela Prefeitura de Santo André. "Os professores e profissionais de saúde ensinam como lidar com meu filho, desde ensiná-lo a mexer com tesoura até a higiene", afirma Daiane, que aproveita os ensinamentos também com o caçula, que tem Síndrome de Down.

As aulas permitiram ao Felipe desenvolver a escrita, copiar e pintar. Para a professora Eliana de Lima, 50, as atividades suprem as dificuldades do dia a dia. "Trabalho com recursos para desenvolver essas habilidades. Por isso, a participação dos pais é importante."

A região atende 1.985 alunos com deficiência em 92 salas de recursos da rede municipal - com exceção de São Caetano, que estuda a implantação das salas, e Mauá e Rio Grande da Serra, que não responderam. Na rede estadual do Grande ABC, são 67 salas.

"Não se pode delegar tudo para a escola. Os pais precisam fazer parte da formação", afirma a presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia, Quezia Bombonatto.

Para a especialista, a sala de recursos deve ser apropriada com material pedagógico e profissional ligado à educação especial. "É um trabalho de inclusão que visa melhorias para o ensino regular, seja para quem vai aprender LIBRAS, braille ou para aqueles com desvio de atenção."

"Agora vejo uma evolução que antes eu nem imaginava"

A dona de casa de São Bernardo Lindamiris Francisca da Silva, 33 anos, relutou para colocar o filho Thiago, 11, que tem paralisia cerebral, na Emeb (Escola Municipal de Ensino Básico) Arlindo Miguel Teixeira.

A justificativa do atraso é o sentimento de proteção. "Queria que ele estudasse em escola especial. Mas me explicaram da política da inclusão e com nove anos coloquei na escola regular. Agora vejo uma evolução que antes eu nem imaginava, principalmente com a ajuda das aulas na sala de recursos", explica.

Segundo a dona de casa, Thiago está mais atencioso e tranquilo. O garoto estuda de manhã e duas vezes por semana participa da sala de recursos, onde realiza atividades de estímulo com brinquedos e no computador.

Para o professor Augusto Santos Silva, 32, o espaço ajuda na evolução escolar das crianças. "O aluno é atendido para desenvolver habilidades necessárias para o seu aprendizado. Isso reflete no desempenho do ensino regular." Na escola, são atendidos 35 alunos do Ensino Fundamental e do EJA (Educação para Jovens e Adultos).

Antes de iniciar as aulas, os pais são entrevistados e recebem orientação para estimular o filho em casa. Além de complementar o ensino, o professor da sala de recursos mantém contato direto com as lições da escola regular para que possa orientar e oferecer materiais que sejam trabalhados em sala de aula.

Fonte: Diário do Grande ABC - SP, 16/03/2011 - Imagem Internet

Os irmãos de pessoas com deficiência e seus sentimentos

Artigo de Sonia B. Hoffmann sobre a relação entre pessoas com deficiência e seus familiares.
Sonia B. Hoffmann

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria:17/03/2011

Um amplo repertório de sentimentos pode ser vivenciado intimamente ou externalizados através de diferentes linguagens pelos irmãos de pessoas com deficiência. Seu alvo é variável, abrangendo desde o próprio irmão, os pais, ela ou ele mesmo, as demais pessoas, o mundo, enfim.

Estes sentimentos se alternam em intensidade, em significado e em sua motivação, exprimindo geralmente sua raiva, alegria, excitação, tristeza, medo, ciúmes, frustração, culpa e solidão. É claro que todas estas expressões da emoção também estão presentes na relação entre irmãos sem deficiência, no entanto, naquela situação há uma realidade a qual poderá no máximo ser amenizada, mas não modificada: a deficiência. A não ser que pensemos em intervenções com células-tronco para alguns casos.

Talvez, algumas pessoas pensem ser um exagero dizer que muitos irmãos de alguém com deficiência sintam raiva, mas inicialmente pelo menos esta é uma reação bastante comum. Eles podem enraivecer-se ou odiarem tanto a pessoa e sua deficiência quanto seus pais, os profissionais na sua opinião incapazes, a sociedade e Deus porque sentem-se desvalorizados, ignorados e colocados à margem da dinâmica familiar e dos acontecimentos. Esta raiva também pode surgir quando percebem que os pais ficam tempo demasiado com a pessoa com deficiência, abandonando-os; quando sua vida social e o lazer são restringidos em função da deficiência do seu irmão ou irmã; quando pressentem a injustiça na qual a família está envolvida, planejando diferentes e discrepantes expectativas para os filhos, ficando para um segundo ou qualquer outro plano que certamente será desviado ou perdido no tempo e no espaço.

A sensação ou a veracidade de sentir-se rejeitado pode levar o irmão de uma pessoa com deficiência a buscar na solidão e no isolamento o seu porto seguro, o seu oásis de sossego ou a sua ilha povoada por fantasmas. Há momentos e fatos que os levam a considerar seus amigos, outros membros da família, seus vizinhos e colegas como verdadeiras ameaças, constrangendo-se por terem um irmão com deficiência, por ele não ter atitudes e comportamentos adequados e socialmente aceitáveis, por ele utilizar equipamentos ou instrumentos de adaptação que chamam a atenção dos outros para a deficiência e para a família ou, simplesmente, porque seu irmão com deficiência poderá ser foco de piedade, de maltrato ou de rejeição quando apresentado a um colega, a um namorado ou a qualquer outra pessoa da sua rede social próxima ou distante.

A confusão é outro sentimento instalado facilmente na mente dos irmãos de alguém com deficiência, pois em determinadas circunstâncias perdem o referencial de sua função e dos papéis por eles exercidos: ora são irmãos, ora são cuidadores, ora são pais substitutos, ora não são nada e veem, a todo momento, prioridades e desigualdades de tratamento serem indisciplinadamente atribuídas e esbanjadas por seus próprios pais, pressionando os demais filhos para unirem-se a sua neurose de atendimento vip das necessidades nem sempre tão urgentes da pessoa com deficiência.

A carência informativa sobre a deficiência do irmão é outro fator importante para a sua confusão mental e emocional. Daí para o medo existe um breve intervalo, que parece ser transposto rapidamente em algumas situações. Eles podem recear e amedrontar-se realmente com a possibilidade ou com ahipótese de "pegar" ou desenvolver a deficiência do irmão sem nem mesmo terem sido alertados dela ser ou não genética, hereditária ou transmissível por alguma via. A preocupação escessiva com o futuro e a vulnerabilidade do seu irmão, da sua família e dele mesmo podem deixá-los literalmente congelados e sem ação, com medo inclusive de um dia terem filhos porque não desejam que estes passem pela condição de deficiência, por suas limitações, por suas implicações, por sua fragilidade à exposição aos abusos, violências e hostilidades.

Constantemente rejeitado, abandonado, relegado para outro patamar inferior, é natural que um irmão sem deficiência fique ressentido e enciumado quando ele já possuia a fragilidade emocional antes da chegada daquela pessoa ou não receba, nem mesmo de outros familiares e profissionais, o apoio e o suporte necessários para sua (re)estruturação psíquica. A percepção contínua de que não representa para ninguém naquele grupo familiar um ser com necessidade de atenção e de acolhimento, que rotineiramente é injustiçado com a irregularidade de humor e afeto dos pais e que não é lembrado ao longo das conversas ou presenteado com o mais insignificante sorriso de saudação por algum visitante pode desencadear no irmão da pessoa com deficiência uma verdadeira avalanche concentrada com o ciúme e com os demais sentimentos dele derivados.

Em cadeia e agindo cumulativamente, estes sentimentos reúnem-se fermentando outras emoções, exacerbando o estresse emocional, liberando energias nocivas à saúde mental, afetiva e social do irmão sem deficiência, sem resultarem necessariamente na construção sadia de uma relação pelo menos respeitosa. A culpa e a frustração constituem, nesta hora, sentimentos controladores e sinalizadores da presença do desequilíbrio e da possível devastação deste filho sem deficiência.

Sentindo-se como algoz ou como vítima de alguém já marcado pelo comprometimento motor, sensorial e mental, depois de breves vislumbres da sua situação ou de ouvir interminavelmente que deve agradecer por não estar na condição do seu irmão, a culpa passa a corroê-lo por ter sentido raiva, ressentimento ou o desejo da sua morte. Procura, então, na (auto)punição redimir-se, reprimindo-se e agindo submissa e servilmente a qualquer pedido ou necessidade do irmão afetado pela deficiência. No entanto, esta não é uma relação natural e espontânea, assim frustra-se e todo um ciclo reinicia-se.

É difícil precisar a qualidade, a intensidade e a origem dos sentimentos circulantes entre os irmãos quando a deficiência está presente. Foram, entretanto, identificados vários fatores que podem influenciar a manifestação de emoções e sentimentos negativos ao convívio adequado e saudável, tais como: gravidade da deficiência; idade e sexo da pessoa comprometida; tamanho da família; pressões exercidas pelos pais e profissionais quanto a alteração de papéis, funções e responsabilidades; situação financeira da família e despesas excessivas com a pessoa com deficiência; maltratos com o irmão sem deficiência pelos pais e pelo próprio irmão com deficiência.

Neste último fator, surge um alerta que deve ser considerado com alto grau de preocupação: os sentimentos destrutivos e doentios nem sempre tem a direção do irmão sem deficiência para aquele com deficiência. Ressentimentos, mágoas, ciúmes, inveja e hostilidade também podem acontecer por parte do irmão com deficiência por sentir-se desconfortável com a condição de seu irmão não apresentar comprometimentos, limitações e desvios posturais, motores, sensoriais ou mentais.

Fonte: Bengala Legal - São Paulo - SP, 16/03/2011 - Imagem Internet

Lei de Cotas: São Paulo apresenta propostas para incluir pessoas com deficiência no trabalho.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria:17/03/2011

Quase 20 anos após a Lei de Cotas estar vigorando e ainda continuar desconhecida em inúmeros lugares do Brasil, a Câmara Paulista de Estudos sobre Inclusão de Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho Formal divulgou sua Carta de Proposições 2011.

A Carta é um conjunto de 14 pontos que criam condições para fortalecer a presença das pessoas com deficiência nas empresas.

O documento conta com o apoio de diversas organizações que atuam na área e já foi encaminhado para manifestação dos dirigentes nacionais do Ministério do Trabalho e Emprego

Será discutida a riqueza de detalhes durante o Fórum Lei de Cotas e Trabalho Decente para a Pessoa com Deficiência que será realizado na Reatech em 15 de Abril, organizado pelo Espaço da Cidadania e seus parceiros pela inclusão. Mas diante da novidade, antecipamos seu conteúdo para conhecimento de todos os interessados.


CARTA DE PROPOSIÇÕES 2011

DA CÂMARA PAULISTA DE ESTUDOS SOBRE

INCLUSÃO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NO

MERCADO DE TRABALHO FORMAL


A Câmara Paulista de Estudos sobre Inclusão das Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho Formal sugere que sejam levadas em consideração nos trabalhos do GT nacional constituído pela Portaria MTE nº 2.002, de 19/08/2010, as seguintes proposições que considera da mais alta relevância para o bom incremento da inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

1. A participação democrática de todos os setores da sociedade envolvidos na causa da inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho formal – tais como órgãos de governo, setores empresariais privados e organizações do Terceiro Setor – em todos os assuntos e decisões governamentais, bem como o repúdio a iniciativas que procuram deliberações exclusivistas e antidemocráticas.

2. O aprimoramento da legislação brasileira – notadamente aquela voltada para a inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho – sem que se abra mão da obrigatoriedade dessa inclusão pelas empresas privadas e entes públicos, a exemplo do que é estabelecido na Portaria SRTE-SP nº 92/2010, que estabelece medidas a serem adotadas no âmbito da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Estado de São Paulo, visando à celebração de pactos para a inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

3. A garantia de que as políticas de trabalho e emprego no país contemplem plenamente a inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho, de forma integrada com a Política Nacional de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, e que sua elaboração resulte de articulação interministerial, com a participação do setor privado, das organizações de trabalhadores e empregadores, bem como do Terceiro Setor.

4. A revisão da forma como a legislação classifica e tipifica as deficiências, levando-se em conta, dentre outras referências, a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde - CIF, da Organização Mundial de Saúde.

5. A maior participação de empresas privadas, sindicatos patronais e de trabalhadores e da sociedade civil, no aprimoramento dos procedimentos de fiscalização do cumprimento da legislação voltada para o preenchimento de vagas destinadas às pessoas com deficiência, inclusive dos pactos e eventuais acordos estabelecidos, em consonância com o papel institucional da Auditoria Fiscal do Trabalho.

6. O reconhecimento de que os setores empresariais são diversos, que alguns deles enfrentam dificuldades específicas para cumprir a legislação relativa à inclusão das pessoas com deficiência, sendo necessário o aprimoramento da legislação em face dessas especificidades para que haja a efetiva e adequada inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

7. O aprimoramento das políticas de benefícios legais – tais como o Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social e Aposentadoria por Invalidez – visando a evitar que eles sejam fatores dificultadores da inserção ou reinserção dos beneficiários no mercado de trabalho.

8. A maior articulação das políticas públicas e sinergismo entre os organismos governamentais, tais como Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério Público do Trabalho e demais órgãos governamentais que tenham interface com o tema.

9. A profunda reavaliação das políticas e práticas educacionais, gerais e profissionalizantes, de forma a garantir a real inclusão das pessoas com deficiência, envolvendo para isso o Ministério da Educação, as Secretarias Estaduais e Municipais de Educação e o “Sistema S”.

10. O aprimoramento e ampliação, pelas instituições públicas e privadas, dos sistemas de informação e serviços de colocação de mão-de-obra referentes à inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho, garantindo acesso democrático a todos os interessados.

11. A implementação e criação de políticas concretas de incentivos, inclusive financeiros, para a efetiva inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

12. O incentivo à inclusão de pessoas com deficiência no programa federal de Aprendizagem Profissional, aprimorando os critérios de adequação.

13. A valorização da questão da acessibilidade e do combate a qualquer tipo de discriminação na agenda Nacional em Defesa do Trabalho Decente.

14. O estímulo para que os sindicatos de trabalhadores e patronais realizem esforços para garantir compromissos nas convenções coletivas de trabalho que assegurem que as pessoas com deficiência tenham igualdade de oportunidade no local de trabalho, melhorando as perspectivas de emprego, facilitando sua contratação, reinserção profissional, manutenção de empregos e oportunidades de promoção, com a participação das mesmas.

Obs. A Câmara Paulista realizou sua 3º reunião ontem discutindo o Regimento Interno. Tem próxima reunião prevista para o dia 13 de Abril às 14 horas, no auditório da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo, na

Rua Martins Fontes, 109

2º andar - Centro-São Paulo

Poderão participar instituições públicas e privadas de acordo com o Regimento Interno.

Mais informações sobre a Câmara Paulista podem se obtidas através dos e-mails

leandro.antonialli@mte.gov.br ou atilio.peppe@mte.gov.br

Fonte:www.ecidadania.org.br - 16/03/2011 - Imagem Internet

quarta-feira, 16 de março de 2011

Afinal, quem são os devotees?

Em artigo, Vera Garcia explica o que o termo representa para a vida afetiva das pessoas com deficiência.
da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 15/03/2010


Devoteísmo é um assunto complexo e controverso, no entanto o debate é necessário. É um tema pouco discutido e pesquisado, talvez por tratar-se de um assunto em que uma discussão poderia cair em uma areia movediça, pois é um tema cheio de incertezas.

Acredito que muitas pessoas nunca ouviram falar desse termo. Devotee ou devoto, segundo dicionário americano, significa aquele ardentemente devotado a algo ou um defensor entusiasta. No dicionário brasileiro significa aquele que denota devoção ou um admirador. Dessa forma, penso que no campo da deficiência significa indivíduo ardentemente devotado ou defensor de pessoas com deficiência. Partindo dessa premissa, enquanto pessoa com deficiência entendo que meus pais, irmãos, familiares e amigos são devotees. Se essas pessoas devotam um amor tão grande por mim e são defensores desse segmento da sociedade, logo são devotees.

Assim como devotees sentem amor paternal, maternal ou fraternal pela pessoa com deficiência, certamente eles também sentirão atração física ou paixão por essas mesmas pessoas. Então entendo que meus ex-namorados sem deficiência são devotees. A partir dessa linha de pensamento concluo que felizmente há milhares de devotees no mundo, que há milhares de pessoas que sentem prazer em se relacionar ou conviver com as diferenças individuais, que há diversas pessoas que apreciam a diversidade humana e as singularidades de cada corpo.

A meu ver devotees sentem atração e desejo como qualquer outra pessoa sente por alguém que esteja fora do padrão de beleza idealizado pela sociedade ou até mesmo por uma questão de dizer não ao conservadorismo. Assim como há homens ou mulheres que sentem atração por pessoas muito altas ou muito baixas, muito gordas ou muito magras ou sentem atração pela pessoa do mesmo sexo, há os devotees que sentem atração por pessoas com deficiência. Acredito que cada pessoa é livre para fazer sua escolha.


Como há devotees interessados na pessoa com deficiência, com a intenção de um relacionamento efêmero ou duradouro, há também devotees interessados somente em satisfazer seus prazeres, seus fetiches, suas obsessões… Esses indivíduos estão interessados mais na deficiência do que na pessoa, certamente são casos patológicos e precisam ser tratados. Nesse caso a própria pessoa com deficiência deve ser cautelosa, a fim de evitar o envolvimento com essa pessoa. Se a pessoa com deficiência gosta de si mesma e se valoriza, certamente ela avaliará cuidadosamente a pessoa com quem pretende se envolver. Isso é muito importante. Quero ressaltar que assim como há devotees obsessivos e compulsivos, há também homens ou mulheres que não são devotees e têm a mesma doença.

Como disse no início do texto, há pouquíssima pesquisa sobre esse tema no Brasil. Entre os que conheço há o estudo da jornalista Lia Crespo. Seria muito interessante se houvesse mais pesquisadores interessados nesse assunto tão pertinente.

Para finalizar, no meu entendimento, não podemos afirmar que todo devotee que sente atração física por uma pessoa com deficiência é um predador, insensível e perverso. Como também acredito que a palavra “devotee” não pode ser rotulada como algo pernicioso. Tudo deve ser devidamente ponderado. Como tudo na vida, precisamos separar o joio do trigo.

Fonte: Deficiente Ciente - São Paulo - SP, 15/03/2011 - Imagem Internet

Museu guarda memória da luta dos deficientes físicos por seus direitos

O Memorial da Inclusão foi criado para que a história não se perca, uma luta que começou em 1981, Ano Internacional da Pessoa com Deficiência.
da Redação
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 15/03/2010


O Jornal Nacional apresenta um lugar que permite a pessoas com deficiência física entrar em contato direto com a arte, como mostra a repórter Neide Duarte.

O Museu da Pessoa com Deficiência é pequeno e ocupa pouco espaço. O memorial foi criado para que a história não se perca, uma luta que começou em 1981, Ano Internacional da Pessoa com Deficiência, tempo de passeata pelo centro de São Paulo, com cadeirantes e até uma mulher em uma maca. Os cartazes eram tão simples quanto os desejos.

A jornalista Lia Crespo estava lá. “Quando eu comecei, eu não esperava usufruir de nenhum dos resultados da minha luta. É legal me ver naquela imagem e pensar nisso, pensar no que eu esperava e o que a gente, de fato, conquistou”, afirma.

Caminhos sinalizados, informações em braile, áudio para substituir a leitura: essas são algumas conquistas reunidas no Memorial da Inclusão.
Na língua dos sinais, Natalia Frazão organiza como deve ser feita a entrevista. “Gostei bastante desse museu que contempla as pessoas com deficiência e a cultura”, aponta um rapaz.

É uma oportunidade rara. O radialista Beto Pereira pode dizer que viu uma obra de Portinari. “Uma replica perfeita eu consigo sentir os tecidos, o crucifixo. Eu já li muito sobre Candido Portinari, mas ter contato com a obra em si, esse contato tátil é algo que emociona”, comenta.

“Ao construir esse espaço acessível, um dos objetivos foi que as pessoas, principalmente as pessoas com deficiência, participem desse espaço que foi feito para elas”, aponta a curadora do Memorial da Inclusão, Elza Ambrósio.

Fonte: G1 - São Paulo - SP, 15/03/2011 - Imagem Internet

Toda nudez será revelada

Exposição de Kika de Castro, fotógrafa e publicitária, promete revelar a sensualidade das pessoas com deficiência na ReaTech.
da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 15/03/2010

Nos dias 14 a 17 de abril, em sua décima edição, a Reatech vai reunir mais uma vez no Centro de Exposições Imigrantes tecnologias e oportunidades diversas (algumas vagas empregos, acessibilidade, turismo adaptado, palestras…) para pessoas com alguma deficiência e profissionais da área.

A convite de Flávio Peralta, do site Amputados Vencedores, um dos expositores do evento, a publicitária e fotógrafa Kica de Castro, foi convidada a fazer uma exposição fotográfica. Castro é referencia em fotografar pessoas com deficiência desde 2002. Em 2007 abriu a primeira agência de modelos para profissionais com alguma deficiência, considerada única até esse momento.

Querendo quebrar as barreiras do preconceito, Kica, pesquisou o que seria interessante levar para essa exposição. Uma vez que se fala de inclusão da pessoa com deficiência, a questão da beleza e sensualidade, sempre ficou em último plano. Tento a visão que para incluir é preciso que seja como um todo, nada melhor do que levar para exposição fotográfica esse tema: Toda Nudez vai ser revelada. As imagens são sensuais, de pessoas deficientes, provando que beleza e deficiência não são palavras opostas. Com essa exposição o objetivo eémostrar que os padrões de beleza são diversos, e que pessoas com deficiência podem ser usadas com referência de beleza e sensualidade na moda e nos anúncios publicitários. Não se pode esquecer que existem no Brasil cerca de 30 milhões de consumidores com algum tipo de deficiência.

Visitação gratuita

14 a 17 de abril de 2011
Estante (E59) Amputados Vencedores
Quinta e Sexta-feira das 13hs às 21hs – Sábado e domingo das 10hs às 19hs
Centro de Exposições Imigrantes – Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 (São Paulo)

No dia 15 de abril, Kica de Castro vai dar uma palestra das 17hs às 18hs – Palestra: O DIFERENTE PODE SER SENSUAL E BELO?

Fonte: Deficiente Ciente - São Paulo - SP, 15/03/2011 - Imagem Internet
Comidas balanceadas e fontes de vitaminas e proteínas bem definidas ajudam a melhorar a qualidade de vida e a capacidade de resposta do autista.
da Redação
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 15/03/2010





O tratamento com base na equoterapia feito com portadores de autismo e paralisia cerebral ganha um aliado especial: a boa alimentação. Comidas balanceadas e fontes de vitaminas e proteínas bem definidas ajudam a melhorar a qualidade de vida, além de estimular a capacidade de resposta desses pacientes.

Estudos feitos por uma equipe do curso de nutrição do Centro Universitário UNA, de Belo Horizonte, comprovam os bons resultados. A pesquisa "Transdisciplinariedade em Ação", iniciada no segundo semestre do ano passado, analisou, a partir de novos hábitos alimentares, o comportamento e as reações de crianças e adolescentes carentes que praticam a terapia com cavalos no município de Itatiaiuçu, localizado na região metropolitana da capital mineira.

A professora Maria Cristina Santiago, uma das responsáveis pelo projeto, diz que o nutricionista não é referenciado como profissional de suporte à recuperação dos deficientes, ao contrário de outras áreas, como a psicologia e a fisioterapia. Mas os resultados apontam a necessidade de mudanças na composição desse quadro.

Fonte: Zero Hora - 14/03/2011 - Imagem Internet

Loja é condenada por não saber tratar pessoa com deficiência visual

“Isso evidencia o despreparo de ambas as empresas no trato com o consumidor portador de deficiência e não um excesso de cuidado para a liberação do crédito”
da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 15/03/2010

A Administradora de Consórcio Nacional Honda Ltda e a Mercantil Pollux Ltda (Honda Motos) foram condenadas a indenizar uma deficiente visual por danos morais. A sentença dada pela juíza do 2º Juizado Especial Cível de Ceilândia foi confirmada pela 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais, que apenas reduziu o valor da indenização de R$ 5 mil para R$ 2 mil. Não cabe mais recurso ao Tribunal.

A autora entrou com ação devido às exaustivas exigências que lhe foram feitas, em razão da sua deficiência visual, para receber o crédito que solicitara. Ela contou que se sentiu discriminada e constrangida com a situação e pediu indenização por danos morais.

Na 1ª Instância, a juíza se baseou no relato da autora, confirmado por duas testemunhas, para julgar o caso. De acordo com o relato, a empresa fez várias exigências em razão de sua deficiência visual. A autora precisou enviar a carta de solicitação de crédito, assinada por duas testemunhas, com firma reconhecida no cartório e mais uma assinatura de um representante legal. A consumidora alegou que tais exigências não foram solicitadas na contratação.

A juíza trouxe o relato da funcionária que informou não ter tido ideia de como proceder, pois era o primeiro caso envolvendo pessoa com deficiência visual na empresa. “Isso evidencia o despreparo de ambas as empresas no trato com o consumidor portador de deficiência e não um excesso de cuidado para a liberação do crédito“, concluiu a magistrada. A juíza condenou as rés a indenizarem a autora em R$ 5 mil.

Na 1ª Turma Recursal, os juízes votaram, por unanimidade, pela manutenção da sentença, apenas reformando o valor da indenização para R$ 2 mil. De acordo com a relatora do processo, a loja ré não poderia, na ocasião do fim do contrato, criar procedimentos para o recebimento do crédito que não foram informados e consentidos pela parte contratante.

A relatora somente achou que o valor da indenização não atendeu aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, já que a demora na concessão do crédito se deu por cerca de 20 dias.

Fonte: Deficiente Ciente - 15/03/2011

Lançamentos imobiliários ainda não contemplam acessibilidade

No Brasil, não existe legislação para impor padrões de construção para facilitar a movimentação dentro dos imóveis, só para as áreas comuns.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 15/03/2010

A arquiteta Silvana Cambiaghi está de apartamento novo. O imóvel, usado, tem corredores largos e cômodos espaçosos, opção ideal para a nova moradora: Silvana é cadeirante.

A arquiteta, que também preside a Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA) da Prefeitura, optou pelo apartamento da década de 1960, pois sabia que os lançamentos, salvo raras exceções, não são acessíveis. "Os imóveis modernos têm banheiros e cômodos pequenos, além de portas estreitas. Para um cadeirante, é praticamente impossível morar assim."

Não existe legislação para impor padrões de acessibilidade em imóveis no Brasil. A lei federal 5.296, de 2004, exige que todas as áreas comuns de edifícios novos tenham rampas ou elevadores. "Isso significa que o cadeirante ou o idoso pode até visitar o edifício, mas não morar nele", diz o vice-presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Claudio Bernardes.

De acordo com ele, ainda são raras as incorporações que levam em conta a questão da acessibilidade em seus projetos. "Isso ainda é uma tendência. Mas o mercado deve ficar de olho, pois quando falamos em mobilidade reduzida não estamos nos referindo somente a cadeirantes, mas também aos idosos." Segundo Bernardes, o fato de a população brasileira estar cada vez mais velha é argumento suficiente para que as construtoras se atentem para a questão.

Popular. No final do mês passado a Câmara Municipal aprovou uma lei que amplia em 30% a área útil das habitações de interesse social (HIS), como apartamentos da Cohab e da CDHU. "Os 52 m² anteriores impediam a aplicação, nos projetos, do desenho universal, modelo que permite a utilização do apartamento por qualquer pessoa, inclusive o cadeirante", explica Silvana.

De acordo com a arquiteta, uma metragem maior possibilita, por exemplo, a construção de banheiros quadrados - no lugar dos retangulares, que restringem a circulação da cadeira de rodas.

Para o titular da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED), Marcos Belizário, a única restrição do projeto de lei é a não obrigatoriedade de elevadores nos conjuntos. "O cadeirante pode optar por morar no primeiro andar. Mas os moradores dos outros andares vão envelhecer um dia, e terão de subir as escadas", explica, referindo-se à questão também levantada por Bernardes, do Secovi-SP.

Para Belizário, a sociedade brasileira ainda está construindo uma cultura da acessibilidade. "É preciso promover esta cultura, divulgá-la e desmistificá-la. A facilidade de acesso é um direito, e quem compra um apartamento, independentemente de ter alguma deficiência, deve pensar nisso", explica o secretário.

Na planta. A procuradora federal Maria Paula Teperino teve uma boa experiência com o mercado imobiliário. Cadeirante, procurava por um imóvel novo quando seu corretor sugeriu um empreendimento que seria entregue em um ano. "Visitei o estande, vi a maquete e questionei o arquiteto responsável sobre a presença de uma escada no acesso à piscina. Ele me explicou que ela seria substituída por uma rampa e, em seguida, perguntou se eu gostaria de fazer alguma alteração no apartamento."

Maria Paula aceitou. Transformou a dependência de empregada em uma suíte ampla e aumentou a largura das portas. "Também tirei um degrau da varanda e outro do box", conta. As mudanças foram possíveis porque o prédio ainda estava em construção, e a construtora não cobrou nada para fazê-las. "Só assim pude comprar um imóvel novo."

Fonte: http://economia.estadao.com.br

O QUE CONSIDERAR AO PROJETAR UM RECURSO DE CAA

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 15/03/2010

VOCABULÁRIO

O vocabulário a ser utilizado por determinado aluno em seu recurso de comunicação deve ser previamente selecionado. A seleção desse vocabulário leva em consideração dados da realidade concreta de cada aluno, tais como: idade, grupo de convívio, as expressões naturalmente utilizadas por eles, as coisas que estão disponíveis em seu ambiente familiar, social e escolar, os temas e conteúdos que estão sendo desenvolvidos na escola, a manifestação de necessidades que são individuais.

Para seleção do vocabulário é fundamental o envolvimento do aluno, dos familiares, dos professores, da equipe diretiva, dos funcionários da escola, dos colegas e de todos aqueles que estarão diretamente engajados na utilização deste recurso. O envolvimento dos vários parceiros de comunicação no processo de escolha de vocabulário certamente facilitará a compreensão e a aproximação dos mesmos na utilização posterior deste recurso, como demonstra a prancha abaixo:


Descrição da imagem: A ilustração apresenta uma prancha de comunicação com símbolos representativos da escolha de um lanche, confeccionada de forma personalizada, com sistema de símbolos PCS, e com vocabulário de acordo com as preferências do aluno. Apontando estes símbolos o aluno pode pedir ajuda, agradecer e escolher o que pretende comer ou beber.


SÍMBOLOS GRÁFICOS

Bibliotecas de símbolos gráficos são especialmente confeccionadas e disponibilizadas para a construção de recursos de comunicação. São imagens organizadas por categorias e que expressam ideias, sentimentos, ações, coisas, lugares, pessoas, temas de conhecimentos, entre outras possibilidades de representação. Ao apontar para um símbolo gráfico, o aluno escolhe e expressa a mensagem que deseja comunicar.

Existem vários sistemas simbólicos que são conhecidos e aplicados internacionalmente como BLIS, REBUS, PIC, PCS e outros. Cada um possui características distintas e pode corresponder mais adequadamente à necessidade específica de um usuário em particular.



Descrição da imagem: A figura mostra a representação gráfica de três diferentes tipos de sistemas de símbolos. No sistema Bliss, estão representados os símbolos MULHER, PROTEÇÃO e MÃE. Os símbolos são em preto e branco, abstratos e observa-se que a associação dos dois primeiros símbolos (MULHER e PROTEÇÃO) forma o terceiro (MÃE). O sistema PCS, aqui representado em sua versão preto e branco, mostra símbolos de fácil compreensão e nele estão representadas as palavras MÃE, CASA, DORMIR e FELIZ. O sistema PIC apresenta imagens em preto e branco, em alto contraste e de fácil interpretação. No PIC visualizam-se as expressões MÃE, COMER e CAMINHÃO."

Um dos sistemas simbólicos amplamente utilizado no Brasil é o PCS, sigla que em português é traduzida por símbolos de comunicação pictórica. Uma característica importante desse sistema simbólico é a sua transparência, ou seja, a sua capacidade de apresentar imagens que são facilmente reconhecidas tanto por crianças quanto por adultos. A grande quantidade de símbolos disponíveis no formato colorido ou preto e branco e a representação de expressões mais abstratas são também qualidades desta simbologia.



Descrição da imagem: Prancha com símbolos PCS na versão colorida. A imagem mostra mais um exemplo de prancha de comunicação, com símbolos PCS coloridos. A prancha apresenta várias expressões sociais utilizadas para cumprimentar, fazer perguntas e outras que representam sentimentos como FELIZ, TRISTE, COM FRIO, CALOR, DOENTE. Na parte inferior da prancha, estão os símbolos representativos de tempo verbal: PASSADO, PRESENTE e FUTURO. Associando estes últimos símbolos aos demais, o aluno pode expressar que o conteúdo da sua comunicação está acontecendo, aconteceu e irá acontecer.

Uma questão importante a ser considerada na escolha do sistema simbólico para o recurso de comunicação é a opinião do próprio usuário, que pode manifestar desinteresse por imagens mais infantis ou de difícil reconhecimento.

Outras alternativas de acesso a banco de imagens podem servir para a criação dos recursos de CAA personalizados como, por exemplo: fotografias digitais, escaneamento e digitalização de imagens, biblioteca de figuras ou fotos capturadas em clipartes ou internet. As pranchas podem ser feitas sem símbolos, quando esta for a opção do usuário; nesse caso, utilizam-se letras e palavras escritas.

Qualquer que seja a fonte para a obtenção de símbolos gráficos, é importante que a escolha desse símbolo seja feita com o usuário, ou confirmada por ele, e a partir de então, seja padronizada. Isso significa que se escolhermos com um aluno uma determinada imagem para representar a expressão "família", esta imagem será aplicada toda vez que necessitarmos construir para ele uma prancha e incluir a palavra "família". Tratando-se de um mesmo usuário, não devemos usar símbolos diferentes para a mesma expressão.

Para alunos com dificuldades visuais é possível que uma determinada simbologia colorida não seja indicada e que outro sistema de símbolos, que valorize o contraste de cores preto e branco ou amarelo e preto, seja mais eficiente. Para alunos cegos e surdocegos com impedimentos de comunicação, os símbolos gráficos não são indicados. Nesses casos, necessitamos, então, de outros sistemas simbólicos para a confecção das pranchas tais como símbolos com textura, com escrita Braille, miniaturas, partes de objetos ou objetos.

O professor encarregado de produzir recursos de comunicação para seu aluno deve ter uma boa organização e método de trabalho. Caso tenha a possibilidade de utilizar softwares específicos para a criação de recursos de comunicação, deve organizar sua biblioteca de imagens em arquivos por categorias para ter facilidade de encontrar as figuras de que necessita.

Outra dica importante de organização é criar uma pasta, com o nome do aluno, para guardar todo o material construído para ele.

FONTE DAS FOTOS - Revista - A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar Recursos Pedagógicos Acessíveis e Comunicação Aumentativa e Alternativa

Pedido desesperado! Criança Desaparecida

Olá! Meu nome é Jean e sou pai da PIETRA. Esta menina que aparece na foto Muito obrigado, Jean.
E-mail: jeanneves@terra.
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 15/03/2010

Por favor não retorne ..nem apague... passe adiante!!!
Estou pedindo pelo amor de DEUS que se você tiver qualquer informação sobre ela me avise.
Estou enviando este e-mail para vocês para que possam reenvia-lo para o maior numero de pessoas possível e caso tenham alguma informação. Por favor entrem em contato comigo.
Se fosse sua filha voce reenviaria ...



Pelo Amor de DEUS, DIVULGUEM estas Fotos!!!






Pelo Amor de DEUS, ajude a passar essa foto,
para o maior número de pessoas possível !!!
Esta garotinha foi seqüestrada na Praia do Engenho,
litoral norte de SP, ao lado de Barra do Una.
Passe a foto adiante, o custo é zero e pode ajudar muito.
Deus com certeza há de recompensar- te por isso.
Hoje estás ajudando alguém... Amanhã tu poderás ser o ajudado.
Pense nisso! Não fiques indiferente! ...

Pense nisso!
Muito obrigado, Jean
E-mail: jeanneves@terra. com.br Cel (47)8413-443








Que DEUS abençoe a todos quantos ajudarem!

Informações:

Disque Denúncia: 0800 15 63 15 ou

DEIC / DIVISÃO ANTI - SEQÜESTRO

(11)3823-5867 ou 3823-5868