sábado, 2 de abril de 2011

Gestos de solidariedade ajudam a mudar vidas em Belo Horizonte

Senhor resolveu aprender braile para ensinar cegos. Casal apadrinhou duas irmãs e um irmão em um abrigo.
da Redação
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 02/04/2011

Em Belo Horizonte, algumas pessoas dão exemplo de solidariedade no dia a dia. Gestos que vão desde aprender braile para ensinar cegos a ler a apadrinhar três crianças de um abrigo.

Um senhor resolveu aprender Braile na Biblioteca Pública de Belo Horizonte para ensinar cegos. Há 20 anos ele tem esta mesma rotina.

Um casal de Belo Horizonte apadrinhou duas irmãs e um irmão de um abrigo para crianças. O casal já entrou com o pedido de adoção das crianças.

Para quem tiver vontade de apadrinhar uma criança acesse o site do Centro de Voluntariado de Apoio ao Menor. A Biblioteca Pública de Belo Horizonte tem voluntários suficientes, mas precisa de livros em braile. Ela fica na Praça da Liberdade, 21, no bairro Funcionários.

Fonte: G1 - Belo Horizonte - MG, 01/04/2011 - Imagem Internet

Semelhanças e diferenças da acessibilidade entre Brasil e Portugal

Blog Deficiente Ciente entrevista o português Eduardo Jorge.
da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 02/04/2011

Caro leitor,
O entrevistado desse mês do Blog Deficiente Ciente é o amigo Eduardo Jorge, do Blog Tetraplégicos. Eduardo tem 48 anos e mora na cidade de Concavada, Portugal. Acompanhe a entrevista abaixo que Eduardo concedeu gentilmente ao blog.


1) Como você se tornou uma pessoa com deficiência?
Em 1991, sofri um acidente de viação. Viajava sozinho em trabalho, carro despistou-se e embateu contra um muro. Deu várias cambalhotas, e fui projetado a vários metros de distância por uma porta que abriu. Fracturei as vértebras C5 e C6. Traumatismo completo.

2) Quais são os obstáculos que você mais vê na luta das pessoas com deficiência?
Pobreza é o principal. Em Portugal a maioria vive com uma pensão de 189,52 €. Dou-te exemplo: Eu sou dependente. Se quiser lutar, pela minha inserção no mercado de trabalho e formação com outras pessoas, sem deficiência, não posso. Existe uma grande desigualdade. Ferramentas não são as mesmas. Faltam acessibilidades nos espaços físicos e transportes. Além de não nos facultarem auxiliares. Oportunidades têm que ser iguais. Mas se tiver uma boa renda mensal, poderei comprar um transporte adaptado e pagar a quem me auxilie. Para já não falar na possibilidade de teres um acompanhamento médico adequado e não teres que ser despejado num lar/asilo qualquer.

3) Como você se relaciona com a sociedade na questão da sua deficiência?
Direi que sou bem resolvido. Não sou feliz e nem gosto de ser tetraplégico, mas vivo relativamente bem com a situação e isso faz com que não note grandes diferenças na interação. Nunca senti discriminação absolutamente nenhuma, pelo contrário, sempre fui muito bem tratado.
Em relação a quem me ama e estima muito, é que nunca soube lidar bem com a questão. Dói-me vê-los sofrer por mim. Acho que não consigo resolver esse parte, porque não depende de mim e sim dos outros.

4) Em Portugal, como está a questão da inclusão? Você está satisfeito?
Não, não estou satisfeito. Embora estejamos a melhorar em alguns aspectos. Ainda há muito para fazer. Nem sempre a culpa é do Estado. É de todos. Sociedade, autarquias (municípios) que têm apoios à sua disposição e nem sempre os requisitam, associativismo fraquíssimo, egoísta e ultrapassado, muita falta de informação, má vontade nalguns casos e principalmente organismos públicos ou não, que trabalham nesta área, serem geridos e ocupados por pessoas sem deficiência. Ainda há um grande caminho a percorrer.

5) Quais são os pontos positivos e negativos em relação a acessibilidade em seu país?
Positivo é verificar várias cidades a preocuparem-se com esta questão e a tentarem alterar o rumo dos últimos anos, a terem mais rigor na aprovação de projetos e infraestruturas, a substituírem suas frotas de transportes públicos para acessíveis e aparecimento de táxis adaptados.
Negativo é a falta de fiscalização, não fazerem cumprir a lei e multas pesadas para os infractores, pessoas continuarem a estacionar seu veiculo em cima dos passeios impunemente, por exemplo. Também de o Estado ter dado um prazo até 2006, para edifícios eliminarem barreiras arquitetônicas, e em 2006, como quase nada estava feito, alargar o prazo até 2017. É caso para dizer que em 2017, lhes darão mais tempo.

6) No Brasil apesar de termos uma legislação específica, as vagas de estacionamento para pessoas com deficiência são constantemente desrespeitadas. Em Portugal, como a sociedade e as autoridades governamentais encaram essa questão?
Essa lei também existe há alguns anos em Portugal. Embora por cá também tenhamos a possibilidade de requisitar um estacionamento próprio em frente ao nosso local de trabalho ou residência, inscrevendo o número de matricula do nosso veículo, torna-se pessoal. Mas pelos relatos que leio, vindos do Brasil, poucas diferenças existem. Continuamos a ver lugares muitas vezes ocupados indevidamente. É uma questão de princípios, respeito pelo próximo. Continuo a achar que a única solução são multas pesadas. Em Portugal multas por estacionamento em local reservado vão de 60,00 euros até ao reboque do veículo. Se nosso lugar de estacionamento estiver ocupado ilegalmente, solução é alertar as autoridades que de seguida procedem ao reboque do veículo.

7) Em quais projetos está envolvido hoje?
A ultimar um processo contra o Estado português por discriminação. Discriminar em razão da deficiência é punido por lei desde 2006. Se não obter resultados desejados avançarei para o tribunal europeu;
A confrontar e reunir diretamente com organismos responsáveis pela deficiência no meu país e além de exigir respostas e mudanças apresentar sugestões;
A administrar o Tetraplégicos e colaborar com o Deficiente Fórum;
A tudo fazer para criar na minha localidade um gabinete inclusivo. Espaço físico já está pronto e mobilado, falta terminar a parte burocrática;
Colaboro com a Associação Nacional dos Deficientes Sinistrados do Trabalho, na minha área.

8)Conte-nos um pouco sobre a 1ª Marcha pela Igualdade, uma iniciativa pioneira, coordenada por você e alguns amigos, que será realizada esse ano em Lisboa.
É parecida com a vossa Passeata Superação. Diferença é uma lista de reivindicações que iremos distribuir pela imprensa e exigir do Estado respostas. Inclusive vamos começar brevemente a pedir que nos façam chegar queixas, factos e relatos de casos concretos, para os estudar e incluir nessa lista. No final também tencionamos criar um debate informal onde qualquer pessoa pode falar de si, da questão geral de deficiência e dos seus problemas. Intenção é continuar a luta após a Marcha até que nossas reivindicações sejam resolvidas.

9) Deixe uma mensagem aos leitores do Blog Deficiente Ciente.
Que nunca desistam. Já existiram e existirão mais vezes momentos que duvidaram de vocês e das vossas capacidades. É normal acontecer. Até porque num dia estamos aparentemente bem e cheios de vontade de enfrentar o mundo, mas noutro dia as nossas limitações vêm ao de cima. Gritam bem alto no nosso ouvido que estão ali e lá vem a dúvida e até o desespero. Acordamos e verificamos que realmente nossa realidade é essa. O principal é deixar passar esse momento ou fase difícil. Não lhe dar importância, não desanimar, porque nada como um dia após o outro.

Que me desculpem os outros, mas quero deixar um carinho especial aos dependentes. Principalmente os “despejados” e abandonados como números em lugares indignos de se viver. Revejo-me neles. Sei por experiência própria o que é depender dos outros, estar sujeito às vontades alheias. Sinto uma enorme tristeza por ver que só porque estão presos a um corpo diferente, serem excluídos desta maneira da nossa sociedade.

Para ti Vera, obrigado por tudo e tem sido muito gratificante conhecer-te cada vez melhor.

Fonte: Deficiente Ciente - 01/04/2011 - Imagem Internet

Eventos em SP ajudam a conscientizar sobre autismo

Dia A, como foi batizado, será marcado por atividades espalhadas pela capital.
da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 02/04/2011

Palestras, caminhadas, plantio de mudas e equoterapia marcarão, em São Paulo, o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado amanhã. O Dia A, como foi batizado, será lembrado no Parque Vila Guilherme-Trote, na zona norte da capital paulista, com atividades das 8h30 ao meio-dia. A prática de equoterapia será organizada pelo Regimento de Cavalaria 9 de Julho, da Polícia Militar (PM).

Será lançado também o número 1 da Revista Autismo, publicação feita por meio de trabalho voluntário de profissionais e pais de crianças autistas (www.revistaautismo.com.br). O evento, gratuito, é organizado pelo Centro Lumi e a Revista Autismo.

O Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, o Monumento às Bandeiras e o Viaduto do Chá, em São Paulo, e a Torre de Televisão, em Brasília, também foram incluídos nas celebrações e serão iluminados com a cor azul. Esta é a quarta edição do evento mundial, e a homenagem ocorrerá ainda em outros pontos turísticos brasileiros, como a Ponte Estaiada e a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), na capital paulista, e internacionais, como o Empire State Building, em Nova York.

Fonte: G1 - São Paulo - SP, 01/04/2011

Jovem portadora de deficiência faz música usando polegares e a cabeça

Com tecnologia, jovem deficiente faz música com polegares.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 02/04/2011

Charlotte usa tecnologia ao favor dela e faz música com os polegares e a cabeça
Foto: BBC Brasil
Uma adolescente britânica, que teve a maior parte do corpo paralisada depois de um acidente, consegue tocar música usando apenas movimentos de seus polegares e da cabeça. Charlotte White teve um de seus vídeos, no qual ela toca uma suíte para violoncelo de Bach, postada na internet e gerou muito interesse na comunidade musical. A adolescente de 16 anos usa uma nova tecnologia para tocar. Com pequenos movimentos da cabeça, ela consegue interromper um raio magnético, o que desencadeia as notas da música.
Usando movimentos dos polegares, Charlotte aprendeu a controlar a configuração das notas disponíveis, num processo parecido com o do guitarrista que muda a forma dos acordes. A trajetória de Charlotte White foi retratada em um documentário exibido em março na BBC. Golpe na cabeça. Aos 11 anos Charlotte sofreu um golpe na cabeça, o que fez com que ela perdesse todos os movimentos do corpo. A adolescente passou cinco anos em longas internações em hospital para depois passar por um período de reabilitação no qual conseguiu retomar os movimentos da cabeça e, gradualmente, dos dedos.
No entanto, a jovem começou a ter problemas. "Tudo o que eu esperava era ficar fisicamente mais forte, o que não estava acontecendo, então foi muito deprimente. Eu apenas via as pessoas que deveriam melhorar a minha vida, mas parecia que isso nunca iria acontecer", contou a adolescente.
Aos 16 anos, Charlotte começou a frequentar uma escola mas não gostou das atividades oferecidas. "A musicoterapia é alguém na sua frente, batendo em um tambor ou tocando violão, e você deve dizer a eles todos os problemas de sua vida. É incrivelmente condescendente e muito chato", disse.
A adolescente então foi para o projeto Drake Music, na cidade de Bristol, uma organização que usa tecnologia para ajudar pessoas portadoras de deficiências a participarem de iniciativas musicais. Neste projeto, ela começou a trabalhar com Doug Bott e aprendeu a usar seus movimentos para tocar. Bott afirma que Charlotte se destacou logo no começo. "Ela tinha interesse em música clássica, o que não acontecia com muitos dos jovens com quem eu trabalhava na época, era interessada em trabalhar sozinha e do jeito dela", afirmou.
O vídeo da adolescente tocando Bach ganhou destaque na internet. Depois de um tempo, Charlotte participou de uma apresentação na escola, para a qual ela ensaiou muito. "Queria conseguir fazer isso, pois eu seria vista como uma pessoa, ao invés de apenas uma pessoa deficiente", disse. O projeto Drake Music gravou a performance de Charlotte e postou o vídeo na internet, o que gerou muito interesse da comunidade musical. Mas, também levantou questões sobre se a música feita desta forma deveria ser examinada da mesma forma que estudantes usando instrumentos convencionais são examinados.
"Eu queria estudar música na universidade, mas os estabelecimentos que formam músicos não reconhecem (a forma como toco) e, por isso, não pude progredir", conta a adolescente. Os examinadores que permitem que músicos entrem em universidades de música britânicas não examinam música tocada de forma eletrônica, mas estão trabalhando com a Drake Music para desenvolver esta área. "Estamos discutindo formas de avaliar a qualidade da performance musical de uma maneira que não está ligada a um instrumento em particular que a pessoa esteja tocando", disse Doug Bott. Apesar de não conseguir fazer as provas tradicionais de música, Charlotte recebeu um prêmio de artes do Trinity College de Londres e seu trabalho também conseguiu reconhecimento internacional.
Os organizadores de um festival de música na Noruega pediram que Charlotte compusesse músicas para o evento. "A música me inspirou, fez com que eu acreditasse que poderia conseguir qualquer coisa", disse a adolescente sobre sua reabilitação. "Fiquei mais entusiasmada (...), eu queria quebrar as barreiras e fazer as mesmas coisas que todo mundo, ao invés de ser rotulada apenas como uma pessoa deficiente. Comecei a aproveitar a vida e viver coisas que um adolescente faz." A adolescente agora entrou em uma universidade britânica, onde escolheu estudar política social e criminologia.

Fonte: http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI5040753-EI12884,00-Com+tecnologia+jovem+deficiente+faz+musica+com+polegares.html - 01/04/2011

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Prefeitura anuncia Censo e promove debates na Reatech 2011

Estande com nichos temáticos, lançamento do Censo-Inclusão, além de um auditório que vai receber 16 mesas-redondas são os destaques deste ano.
da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 01/04/2011


O espaço da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida na REATECH 2011 será dividido em nichos temáticos (Trabalho, Saúde, Educação, Transportes, Acessibilidade), em que serão apresentados os principais programas e serviços oferecidos às pessoas com deficiência e mobilidade reduzida na Cidade de São Paulo. Haverá também áreas dedicadas à Câmara Municipal de São Paulo e ao Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência.

Um auditório com capacidade para até 60 pessoas receberá 16 mesas-redondas e oficinas, estimulando o debate sobre temas relevantes para as pessoas com deficiência, tais como: Educação Inclusiva x Bullying, Desafios da acessibilidade para a Copa de 2014 e Paraolimpíadas de 2016, Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência, Transporte Acessível na Cidade de São Paulo, Tem um Deficiente Lá em Casa - Adaptações residenciais mínimas, Como Baratear Produtos Voltados para PcD, entre outros.

A REATECH – Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade acontece de 14 a 17 de abril, no Pavilhão Imigrantes.

Censo-Inclusão

Logo após a abertura oficial da feira, no dia 14 de abril, a partir das 15h, a Prefeitura anuncia duas novidades: o Programa Censo-Inclusão. A apresentação acontece no auditório do estande, onde os coordenadores do programa vão detalhar a metodologia e os objetivos dos projetos. Haverá também um espaço permanente no estande durante toda a feira, em que técnicos estarão à disposição para esclarecer dúvidas e apresentar os programas aos visitantes.

Fonte: Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida
31/03/2011 - Imagem Internet

Isenção de ICMS para deficientes físicos é votada nesta quinta

Prorrogação de benefício para compra de carro será avaliada pelo Confaz. Para veículos de até R$ 70 mil, há direito à isenção de IPI e ICMS
da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 01/04/2011

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) vota nesta quinta-feira (31) a prorrogação da isenção de ICMS para compra de automóveis por pessoas com deficiência física. Atualmente, os portadores de deficiência física têm direito às isenções de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para a aquisição de automóveis de até R$ 70 mil. Como são direitos adquiridos, a cada dois anos, no caso do IPI, e três anos, para o ICMS, elas são revistas.

A do ICMS vence no dia 30 de abril, por isso o conselho terá de decidir se o imposto voltará a ser cobrado ou não. Nesta quarta-feira (30), técnicos das secretarias da Fazenda dos estados se reuniram para avaliar a necessidade do desconto. Nesta quinta, a avaliação dos técnicos será apresentada aos secretários da fazenda de cada estado, que irão decidir em conjunto sobre a cobrança dos impostos. Para que a isenção seja aprovada, é preciso da unanimidade do conselho.

Para o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Revendedores de Serviços para Pessoas com Deficiência (Abridef), Rodrigo Rosso, a situação é preocupante, especialmente porque o momento político é favorável a mudanças. “Os secretários são novos, porque os governos mudaram. Então, temos duas hipóteses: ou eles deixam como está para não mexer no que já existe e causar polêmicas ou tiram a isenção para ‘mostrar serviço’”, analisa Rosso.
A reportagem do G1 entrou em contato com o Confaz, mas não obteve resposta sobre o que será ponderado em tal avaliação.

De acordo com Rosso, a Abridref enviou ofícios para 36 autoridades entre ministros, governadores, deputados, senadores e secretários da fazenda, com o argumento de que a continuidade da isenção garante o direito de ir e vir do deficiente. “Essas pessoas dependem de carro para fazer tratamentos, ir ao médico, por exemplo. A isenção em outros países é permanente. Isso tem que mudar no Brasil”, argumenta o representante da entidade.

De acordo com dados da Abridef, mais de 29 mil carros foram vendidos no ano passado com isenção de imposto para deficientes físicos. “Imagina o que isso representa em arrecadação de imposto”, afirma. Ainda segundo a entidade cerca de 30 milhões de brasileiros são portadores de algum tipo de deficiência física. Do total, 42% pertencem às classes A e B, 44% à classe C e 14% são das classes D e E.

Fonte: G1 - 31/03/2011 - Imagem Internet

Projeto institui programa de acessibilidade e mobilidade urbana

A Câmara analisa o Projeto de Lei 97/11, do deputado Walter Tosta (PMN-MG), que institui o Programa de Acessibilidade e Mobilidade Urbana. A proposta torna obrigatória a adoção de uma linguagem universal no transporte público rodoviário municipal, intermunicipal e interestadual, para permitir a acessibilidade de toda a população, incluindo analfabetos, pessoas com deficiência física ou visual e surdos-mudos, além de turistas estrangeiros, idosos e crianças. Essa linguagem seria baseada em números e avisos sonoros e luminosos.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 01/04/2011


O autor informa que será necessário numerar cada ponto ou parada de veículos coletivos. "Dentro dos coletivos serão instalados dispositivos capazes de identificar cada parada por GPS e informar o número da próxima parada, em áudio, em até cinco idiomas, além de o número aparecer em vídeo instalado dentro do coletivo, em duas ou mais áreas", explica.
O projeto é inspirado num trabalho do engenheiro Sérgio Beaumord Gomes. Segundo o deputado, a sinalização poderá ser instalada também em trens, metrôs, barcas e veículos leves sobre trilhos (VLTs).


Veja também: Vagas preferenciais: deputada tetraplégica exige mudanças no plenário

Conforme o texto, será permitido que a prefeitura ou o governo do estado realize obras para a elevação dos pontos de embarque de passageiros e para a instalação de corrimãos, de forma a proporcionar mais segurança aos portadores de deficiências e de necessidades especiais e às pessoas com mobilidade reduzida no momento de entrada nos veículos.
Além disso, nos pontos de embarque poderão ser instaladas placas informativas, que mostrarão a localização do veículo coletivo em tempo real. De acordo com a proposta, nessas placas poderão ser veiculadas peças publicitárias pela iniciativa privada, como forma de gerar recursos que viabilizem economicamente a implantação da sinalização.


Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo. Rito de tramitação pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em duas situações: - se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra); - se, depois de aprovado ou rejeitado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário. e será analisada pelas comissões de Viação e Transportes; de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Veja: Lindbergh articula comissão para aperfeiçoar leis em favor de pessoas com deficiência

Fonte: http://www2.camara.gov.br/ - 31/03/2011

Escola é condenada por desrespeitar criança com deficiência auditiva

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 01/04/2011

Após três anos de uma Ação Civil Pública ajuizada pelo Mininistério Público do Maranhão contra o Colégio Dom Bosco, de São Luís, a Justiça condenou a escola a garantir à vítima ou a qualquer outro estudante com deficiência o acesso à educação. O estabelecimento educacional foi contestado judicialmente por recusar, em 2007, a matrícula de uma menina surda, à época com apenas nove anos.

Pela decisão, proferida pelo juiz José Américo Abreu Costa, os alunos com deficiência devem ser aceitos, sem qualquer pagamento adicional à mensalidade prevista para todos os alunos. A escola é obrigada, ainda, a elaborar projeto pedagógico prevendo a inclusão de alunos com deficiência.

De acordo com o texto da Constituição Federal, no art. 6º, a educação é direito de todos e dever do Estado e da família. Deve ser promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, “visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. “Como pode uma criança com deficiência amadurecer e desenvolver plenamente suas potencialidades se não lhe é propiciada a adequada integração social, incluindo-se o acesso à educação, principal instrumento desse processo integrador?”, questiona o promotor de justiça Ronald Pereira dos Santos, autor da Ação Civil Pública.

Ele menciona ainda o art. 206 da Constituição, também citado no art. 53 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que garante “igualdade de condições para o acesso e permanência na escola”. Além disso, segundo o promotor, negar à criança o direito de se matricular na rede regular de ensino é crime tipificado no art. 8º, da Lei Federal nº 7.853.

O colégio impôs como condição indispensável à matrícula a formalização de contrato para que a família custeasse todas as despesas com a contração do intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras), que seriam somadas ao valor da mensalidade.

Para o promotor, isso representa um ônus individual absurdo, ilegal e injusto, contrariando a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, nº 9.394/96. O código determina que os sistemas de ensino assegurem aos educandos com necessidades especiais “currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, para atender às suas necessidades especiais”.

Segundo Ronald Pereira dos Santos, o caso de Maria (nome fictício para preservar a identidade da vítima) é ilustrativo e demonstra como as escolas de São Luís estão se eximindo da obrigação de oferecer educação inclusiva.”Todas as escolas públicas e particulares deverão atender a todas as crianças e adolescentes, independente de sua condição física, inclusive as com deficiência auditiva”.

A argumentação é confirmada pela resolução nº 291/2002 do Conselho Estadual de Educação do Maranhão, que determina à escola o acolhimento de “todas as crianças, independentemente das suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, lingüísticas ou outras”, não fazendo qualquer distinção que justifique a imposição de cláusula contratual abusiva como condição à matrícula. Outra resolução do Conselho Nacional de Educação estabelece que as escolas devem prever nas classes comuns e de educação especial professores capacitados para o atendimento às necessidades dos alunos, serviços de apoio pedagógico especializado, bem como disponibilização de outros apoios necessários à aprendizagem, à locomoção e à comunicação.

(Ascom do MP-MA)

Fonte: Jornal Pequeno - 31/03/2011

Boa alimentação é fundamental na reabilitação de pessoas com deficiência

31/03, é o Dia da Saúde e da Nutrição; prevenção da obesidade e dietoterapia evitam que o paciente tenha complicações no tratamento.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 01/04/2011

Além dos exercícios da fisioterapia e a da terapia ocupacional, a boa alimentação tem importante papel no processo de reabilitação. Devido às limitações físicas, é essencial que pessoas com deficiência ou com sequelas de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) tenham uma alimentação balanceada, pois a dificuldade em perder peso pode prejudicar a reabilitação. Segundo a coordenadora da Nutrição da Rede de Reabilitação Lucy Montoro, ligada à Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Sofia Boschetti, é muito comum que pacientes com lesão medular apresentem excesso de peso. “Na fisioterapia, o paciente com sobrepeso pode ter dificuldade em ficar de pé e sobrecarregar o joelho, impedindo a continuidade do tratamento”, exemplifica Sofia.

Além da prevenção à obesidade, outra linha de tratamento é a dietoterapia. Trata-se de orientações baseadas no peso e nos hábitos alimentares do paciente para evitar problemas cardiovasculares e casos de hipertensão. “Quem já sofreu um AVC não está livre de outro. Nesses casos, preparações ricas em sódio, como feijoada, mortadela, macarrão instantâneo, hambúrguer e temperos devem ser evitados”, aconselha a nutricionista.

Sofia acredita que a obesidade pode ser fruto não só da má alimentação. “Os pacientes ficam ansiosos e exageram no consumo. Muitos dizem que já têm muitos problemas e ignoram o sobrepeso”. O ideal é que o paciente tenha uma dieta saudável e não ganhe peso.

Fonte:  http://www.vidamaislivre.com.br/noticias/noticia.php?id=3100&/boa_alimentacao_e_fundamental_na_reabilitacao_de_pessoas_com_deficiencia

quinta-feira, 31 de março de 2011

Associação treina cães que ajudam deficientes auditivos

Iniciativa foi tomada por uma associação espanhola que se localiza na Catalunha
da Redação
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 31/03/2011

Uma iniciativa de uma associação da Catalunha na Espanha treina cachorros para que sejam guias de pessoas com incapacidade auditiva, já que os caninos podem identificar diversos sons e avisar seus donos.

"Pincho", um dos primeiros cães treinados como guia para pessoas surdas, está capacitado para distinguir sons característicos como o do telefone ou a campainha.

Cristina Carles, diretora da associação em prol de deficientes auditivos, considera que esta iniciativa possibilita que as pessoas possam ter um maior controle sobre suas vidas


Fonte: Folha de S. Paulo - 30/03/2011

Fórum na Reatech sobre Lei de Cotas reunirá autoridades e especialistas

Programação conta com nomes como Mara Gabrilli e Romeu Sassaki, entre outros que são referência quando se trata de inclusão e acessibilidade.

da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 31/03/2011

O Espaço da Cidadania e seus parceiros pela inclusão realizarão o Fórum Lei de Cotas e Trabalho Decente para a Pessoa com Deficiência durante a Reatech - Feira Internacional de Tecnologias de Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade.



A feira á aberta à visitação gratuitamente e atualmente é considerada uma das 3 melhores do mundo. Funcionará de 14 a 17 de abril.



O Fórum é gratuito, mas o auditório que tem capacidade para 230 pessoas poderá ficar pequeno para o público interessado.(Há inscritos de diversos estados brasileiros).



Nos anos anteriores o “Espaço” levou situações exemplares de inclusão de pessoas com deficiência que eram praticadas por seus parceiros.



Neste ano o foco será nacional e já confirmaram presença:



Abertura:



José Roberto de Melo - Superintendente Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo



Marco Antonio Ferreira Pellegrini - Secretário Adjunto da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência



Roseane Cavalcante de Freitas - Deputada Federal por Alagoas (Deputada Rosinha)



Mara Gabrili – Deputada Federal por São Paulo



Palestras:



Convenção da ONU sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência e seu artigo 27(direito ao trabalho)



Romeu Sassaki - Consultor de Inclusão As Pessoas com Deficiência no Mercado Formal de Trabalho



Alexandre Loloian - Pesquisador da Fundação SEADE Conferências sobre Trabalho Decente preconizado pela OIT



Nilton Freitas - Assessor de Políticas Públicas e Sociais do Sindicato dos Químicos do ABC.



Câmara Paulista de Estudos sobre Inclusão de Pessoas com Deficiência no Mercado Formal de Trabalho - Carta de Proposições



José Carlos do Carmo (Kal) - Coordenador do Projeto de Inclusão da Pessoa com Deficiência da SRTE-SP



O Fórum será realizado no dia 15 de abril das 12 às 14 horas no Centro de Convenções Imigrantes. Auditório nº3 - Rodovia dos Imigrantes, KM 1,5



Mais informações no e-mail ecidadania@ecidadania.org.br ou com os parceiros do Espaço da Cidadania. As vagas são limitadas à capacidade do auditório.


Fonte: Espaço da Cidadania - São Paulo - SP, 30/03/2011

Cartilha dos direitos dos autistas vai ser lançada no sábado

Além de direitos legais, cartilha informa sobre rede de atendimento a autistas no Estado.

da Redação


APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 31/03/2011


No próximo sábado, 2 de abril, Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, a Defensoria Pública de São Paulo vai lançar a cartilha "Direitos das Pessoas com Autismo".


Além dos direitos do paciente, o material tem orientações sobre a rede de atendimento especializada e informações sobre sintomas, diagnóstico e tratamento.


O plano é distribuir 5.000 exemplares em duas caminhadas promovidas pelo Movimento Pró-Autista.


Uma será no sábado, em Guarulhos (Grande São Paulo), às 14h, a partir da praça Getúlio Vargas.


A outra será no domingo, em São Paulo. Começa às 8h, na avenida Roberto Marinho com a rua Miguel Sutil.


A cartilha já está disponível no site da Defensoria Pública de SP. (http://www.defensoria.sp.gov.br/dpesp/repositorio/34/figuras/DireitosPessoasAutismo_Leitura.pdf ) Fonte: Folha de S.Paulo - São Paulo, 30/03/2011

Paciente tetraplégica deixa hospital depois de 13 anos

A mais antiga moradora do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, tetraplégica desde os 14 anos, teve alta ontem.


da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 31/03/2011


A mais antiga moradora do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (313 km de SP), Karina Aparecida Chicória, 27, tetraplégica desde os 14 anos, teve alta ontem.


Karina Aparecida Chicória havia passado os últimos 13 anos internada, presa a uma cama, após receber uma facada na nuca que atingiu a medula cervical durante uma briga com uma colega que traficava drogas.


Para ser liberada, toda uma estrutura com equipamentos hospitalares foi instalada na sua casa. "Não via a hora de ir. Tudo graças ao respirador que o Estado enviou, à ajuda do pessoal do HC e também porque minha mãe poderá ficar em casa para cuidar de mim", disse ela.


Os problemas de Karina começaram quatro meses antes de completar 15 anos, quando ela se envolveu com uma garota que cuidava de um ponto de drogas.


Por R$ 80, ela aceitou vender 28 papelotes de cocaína para uma colega que precisava ver o namorado na prisão. "Eram 8h quando vendi um deles [papelote] para um cliente, mas depois percebi que só estava com 26 papelotes guardados na calcinha.


Havia perdido um", conta. Com medo, Karina tentou disfarçar a perda tirando um pouco de cocaína dos outros papelotes para formar um novo, mas foi descoberta.

A colega, furiosa, atacou Karina com uma faca.


Vida no Hospital


Depois de uma cirurgia de oito horas, foram 18 dias em coma e seis meses em um Centro de Terapia Intensiva. "Acordei com minha mãe me chamando. Eu me lembrava de tudo. Só xingava e queria me vingar", diz.


Karina diz que se sentia revoltada de ter ficado paralisada e pensou em suicídio. "Há dois anos, me mudei para esse quarto, sem janela. Fica no fim do corredor. Entrei em uma depressão feia."


Mas hoje, afirma, está feliz por voltar para casa. Karina faz pinturas, está escrevendo um livro sobre sua vida e, há três anos, criou um jornal-mural na unidade hospitalar. Tudo apenas com a boca.


"A internet me ajuda também. Tenho Orkut, MSN. Até o cantor Belo, que é meu ídolo, já veio me visitar", diz Karina, que, antes da internação, havia parado de estudar na 3ª série. No hospital, ela conseguiu terminar o ensino fundamental e planeja se formar em jornalismo.


Ontem, os funcionários do hospital fizeram uma festa de despedida. Pouco antes de perder os movimentos, os pais de Karina também planejavam uma festa surpresa para celebrar seus 15 anos -mas ela não pôde realizar o sonho de ter uma comemoração com luzes e DJ.


"Planejei como seria essa festa de despedida: as fotos projetadas em um telão, a música de fundo. Até mandei o convite para cada um." Fonte: Folha de S. Paulo - Ribeirão Preto - SP, 30/03/2011

Concurso Público

Candidato à vaga de deficiente deve comprovar comprometimento das funções físicas. APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 31/03/2011
Atenção Concurseiros!

Para concorrer à vaga de pessoa portadora de deficiência em concurso público o candidato deve comprovar, também, o comprometimento das funções físicas.

Esse é o entendimento da Advocacia-Geral da União (AGU), acolhido pela Justiça ao julgar ação movida contra o Centro de Seleção e Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe), responsável pelo concurso para preencher cargos de Técnico Administrativo do Ministério Público da União (MPU).


Um candidato com problema na perna direita alegava que participou do concurso concorrendo à vaga destinada a deficiente físico, e que embora a perícia médica tenha reconhecido que é portador de monoplegia – comprometimento mais sério de um membro – concluiu que a enfermidade não o incapacitaria para o exercício das funções físicas. Ele discordou do laudo e pleiteou sua inclusão na lista dos aprovados no certame. (Veja: Concurso Público e a pessoa com deficiência)(http://www.deficienteciente.com.br/2009/07/concurso-publico-e-pessoa-portadora-de_4408.html)


A Procuradoria Regional Federal da 1ª Região (PRF1) e a Procuradoria Federal junto à Fundação Universidade de Brasília (PF/FUB) observaram que o significado de pessoa portadora de deficiência, na categoria deficiência física, está no Decreto nº 5.296/04:( http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/97181/decreto-5296-04 ) “alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, ostomia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, nanismo, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções”. Ele exige que haja também o comprometimento da função física, para que candidatos a cargo público possam concorrer às vagas destinadas a deficientes físicos.


Com respaldo nessa definição, a magistrada entendeu que seria necessária a realização de prova pericial para comprovar se a enfermidade do candidato realmente o incapacitaria para o exercício das funções físicas. Porém, o tipo de ação apresentada – mandado de segurança – não permite a produção de provas. Por isso, extinguiu o processo, sem julgamento do mérito, mas considerou os argumentos da AGU. “Não obstante seja o autor portador de monoplegia, constato que outro requisito, também exigido pelo Decreto nº 3.298 -(http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/109697/decreto-3298-99) comprometimento da função física -, restou controvertido”, disse a decisão da 1ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal.


Fonte: Jus Brasil (24/03/11)

quarta-feira, 30 de março de 2011

Deficientes auditivos tem seu lugar no trânsito

A perda da audição não impede deficientes de dirigirem; saiba como tirar a CNH nesse caso.


da Redação


APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 30/03/2011

Talvez você ainda não saiba, mas os deficientes auditivos podem adquirir sua permissão para conduzir seu automóvel, a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), assim como todos os outros cidadãos. Essa notícia pode soar como algo insensato, já que boa parte de nossa atenção está relacionada a audição.


Porém, o DETRAN disponibiliza um treinamento específico para essas pessoas especiais possam usar seu direito de forma segura e consciente, fazendo com que a inclusão social possa ser posta em prática.


Isso é possível porque no Código Nacional de Trânsito não há nenhuma restrição em relação aos deficientes auditivos.


Caso tenha ficado curioso para saber como é feito o procedimento para a aquisição da carteira de habilitação especial, segue abaixo o passo a passo:


1) No caso do deficiente auditivo, para se obter uma carteira de habilitação é necessário estar acompanhado pela família, ou alguma pessoa que comprove sua deficiência;


2) Ir ao DETRAN no departamento de Gerência de Exames, para solicitação dos requisitos necessários;


3) Em seguida, procurar uma auto-escola credenciada e competente, cadastrada no sistema do DETRAN, para acompanhar até ao término do processo, juntamente com um intérprete de LIBRAS, que será providenciado pela auto-escola, ou pelo candidato particular;


4) Terminando todo procedimento, a auto-escola deverá solicitar via ofício à Gerência de Exames, acompanhamento de um Intérprete de LIBRAS para realização dos exames médico e psicotécnico, no qual o DETRAN disponibilizará intérprete de LIBRAS, somente para acompanhamento em atendimento em geral específico do órgão;


5) Ao ser aprovado nos exames, a auto-escola deverá encaminhar um ofício, solicitando prova especial sobre acompanhamento de um intérprete de libras para Coordenadoria de Exames. O Coordenador entregará um termo de Responsabilidade para a auto-escola assinar, juntamente com o candidato; o mesmo procedimento será para solicitação de prova prática.


6) Para Renovação, o deficiente auditivo deverá procurar os departamentos específicos citados acima, com todos os documentos pessoais sendo cópia, comprovante de endereço e a carteira de habilitação vencida original, para solicitação de Intérprete nas necessidades precisas.


Para ajudar os outros motoristas a identificar os deficientes auditivos no trânsito, o DETRAN criou um adesivo que deve ser colado no vidro traseiro do carro indicando que uma pessoa especial está guiando, o que pode ajudar muito a evitar acidentes.


Fonte: Deficiente Ciente - 29/03/201 - Imagem Internet

Gratuidade no transporte coletivo intermunicipal aos portadores de câncer coletivo intermunicipal aos portadores de câncer

Pleno assegura gratuidade no transporte coletivo intermunicipal aos portadores de câncer.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 30/03/2011


O Tribunal Pleno, por unanimidade, indeferiu a liminar na Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado da Paraíba.

O Sindicato pretendia suspender os efeitos da Lei Estadual nº 9.115/2010, que assegura passagem gratuita aos portadores de câncer e, caso necessário, a um acompanhante seu, cuja renda familiar seja inferior a quatro salários mínimos, em ônibus de linha intermunicipais em todo o Estado.

O Sindicato sustentou que a Lei diz respeito a matéria de competência privativa do Chefe do Poder Executivo, de acordo com a Constituição Estadual. Ocorre que a autoria da Lei foi do Poder Legislativo, portanto, seria inconstitucional. Argumentou, ainda, que a Lei infringiu o princípio da impessoalidade previsto no artigo 30 da CE, estabelecendo tratamento discriminatório quanto à utilização dos serviços públicos.

Aduziu, também, um vício de inconstitucionalidade em virtude de não haver indicação, na lei, da fonte de custeio, com consequente prejuízo para os concessionários. De acordo com relator, desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos, num exame superficial, se no âmbito federal não se atribuiu ao Presidente da República competência privativa para legislar sobre serviços públicos, e as regras pertinentes ao processo legislativo são de observância obrigatória pelos Estados-membros e municípios, não poderia o Constituinte Estadual atribuí-la ao Chefe do Executivo Estadual, sob pena de afronta ao princípio da simetria e, consequentemente, à Carta Magna.

Quanto a adução de ofensa ao princípio da impessoalidade, o desembargador ressaltou que o que a Lei fez foi, tão-somente, atender ao prisma da igualdade, constitucionalmente assegurado, tratando desigualmente os desiguais, a fim de manter o equilíbrio destes, acatando, ao final, o interesse público. Desse modo, não há que se falar, neste momento, em afronta ao princípio da impessoalidade, afirmou. Por fim, conforme o relator, a gratuidade não se enquadra na categoria de benefício assistencial da seguridade social, pelo que as disposições dos artigos 193 e 194 da CE não se aplicam a Lei.

Consequentemente, deve-se afastar, de início, qualquer alegação de inconstitucionalidade em face dos dispositivos invocados na ação, que tratam de seguridade social, concluiu. O desembargador Mário Murilo determinou a notificação da Assembleia Legislativa para prestar informações no prazo de 30 dias, além da citação do procurador-geral do Estado para se manisfestar no prazo de 40 dias. Com essas informações o magistrado vai analisar o mérito da Adin. Por Gabriella Guedes


Fonte:http://despertarparaser.blogspot.com/2011/03/pleno-assegura-gratuidade-no-transporte.html

Ah, o amor...

Em artigo, Adriana Lage comenta sobre relacionamentos e sexualidade na vida das pessoas com deficiência.

Adriana Lage

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 30/03/2011
Tive um chefe aqui no banco que sempre me dizia que Deus nunca nos dá uma cruz maior do que aquela que podemos carregar. Algumas características do ser humano que mais admiro são a capacidade de adaptação e a resiliência. Acho que, quando nascemos ou adquirimos alguma deficiência, não há como escapar dessas características. Sem elas, o fardo da vida fica muito mais pesado. No nosso dia a dia, não são poucas as situações de desrespeito aos nossos direitos, preconceitos e injustiças. Muitas vezes, ficamos de mãos atadas. Queremos mudar os fatos, mas nem sempre isso depende só de nós.

Ao longo da vida, desenvolvi uma boa resistência para lidar com frustrações e perdas. Mas, quando isso acontece na esfera dos relacionamentos amorosos, ainda perco o chão. Estou parecendo protagonista daquelas músicas sertanejas, bem dor de cotovelo, altamente lacrimejantes e chorosas. De domingo pra cá, já deu pra encher o Rio Arrudas aqui de BH. E, por que não, o Pinheiros e Tietê, já que a causa delas fica em Sampa! Não acho que a função do relacionamento seja causar tristeza e dor. É claro que, eventualmente, existirão desencontros e pequenas brigas. Algumas contornáveis. Outras, não! É como me disse meu amor Alê: os pregos podem ser retirados, mas suas marcas sempre ficarão. Para mim, o grande barato de namorar é sentir prazer, não só o físico/sexual, dar boas risadas juntos, se sentir flutuando nas nuvens, sentir o coração disparado quando recebo uma ligação da pessoa que amo, dividir os momentos de alegria e tristeza, ter cumplicidade, cuidado e carinho um com o outro... Já me disseram que ando procurando um marido ao invés de namorado. Também me falaram que busco um príncipe de contos de fadas. Não acho que seja isso. Não tenho culpa se sou uma pessoa romântica! Sei que príncipes não existem, mesmo porque, várias piadinhas ressaltam que o melhor mesmo é o Lobo Mau (te ouve melhor, te cheira melhor...)!!


Acho que, hoje em dia, as pessoas andam tão atarefadas e mais individualistas que se esquecem de cultivar o amor e dar valor às pequenas coisas da vida. Nossa rotina anda tão estressante, que, muitas vezes, ficamos tão absorvidos com nossos afazeres e com o bombardeio de informações, que vamos deixando pra depois aquilo que realmente nos interessa. Quando nos damos conta, nossas gavetas já estão cheias de sonhos esquecidos e amores perdidos. O bom é que sempre podemos recomeçar e tentar mudar o curso da vida. Fácil não é, mas o risco vale à pena. Isso vale pra qualquer pessoa. O fato de possuir alguma deficiência, pouco interfere. Todos os mortais sofrem com essas coisas. E que graça teria a vida sem os desafios e surpresas do amor?!


Ainda não tive muita sorte no amor. Dessa vez, pensei que as coisas seriam melhores. Mas não sei... Tomara que dê tudo certo. Embora já tenha 33 anos, nunca fui namoradeira. Provavelmente, muito mais por falta de oportunidade do que de vontade. O Alexandre foi o terceiro homem a disparar meu coração. Ele é uma gracinha. Tem todas as qualidades que sempre busquei em um namorado. Pena que ele não entenda muito meu lado romântico de ser. Os outros dois por quem me apaixonei, só foram me dar o devido valor depois que me perderam. Esse é um fator que acho terrível no amor. Por que, normalmente, as pessoas só dão valor ao outro depois que perdem? Embora os valores tenham se transformado por completo nos últimos anos, como boa mineirinha que sou, sou mais certinha. Não gosto de estar cada dia com uma pessoa diferente, nem sair ficando por aí...


Tenho vários amigos deficientes que considero muito loucos. Um amigo cadeirante vive reclamando que não consegue arrumar namorada. As mulheres sempre se encantam por ele, mas apenas como amigo. Com isso, acaba contratando garotas de programa e vive se arriscando em locais desertos. Freqüentemente, conversamos. Ele sempre me dá dicas sobre cadeiras de rodas motorizadas, cuidadores, gandaia e informática. Pena que não dê pra conversar muito. Basta dar um pouquinho de atenção que já coloca as asinhas de fora e me chama pra brincar no MSN. A teoria dele é que, no MSN, podemos brincar e ter prazer sem nos machucarmos e magoarmos. Não gosto disso. Além de me dar uma vergonha danada, nunca faria esse tipo de coisa sem ter um vínculo maior com a pessoa.


Já, uma amiga cadeirante, vive reclamando que anda na seca. Fala que nem bêbado olha pra ela. Com isso, na falta de algo melhor, acaba se sujeitando em ser a outra. Vive sendo amante dos outros. Também vive procurando namorados na internet. Quando encontra, arruma um jeito e logo vai conhecê-los pessoalmente. Só que, infelizmente, são relacionamentos de curtíssima duração. Conheci uma nadadora amputada que vive se relacionando com devottes. A mulher tentou me convencer de todo jeito que os devottes são a melhor alternativa para pessoas com deficiência. Falou que, no meu caso, já que sou bonita (palavras dela!), que não teria dificuldade nenhuma. Mas acho muito estranha essa história de devotte. Um dia desses estava conversando com a Vera que tem um blog sobre deficiências. Ela escreveu um artigo sobre devottes que não concordei 100%. Não conseguimos chegar num acordo. Pra mim, o tipo de preferência é diferente. Por exemplo, nunca vi alguém, que seja apaixonado por loiras, chegar pra uma mulher e perguntar qual sua marca da tintura, o número da coloração ou de qual região da Europa vieram seus ancestrais, etc. Eu não acho nada romântico alguém me perguntar se minhas pernas são finas, se uso sonda, fralda, etc. A embalagem é mero detalhe, mesmo porque, com o passar do tempo, todo mundo envelhece e o corpo se modifica.


Enfim, quem não tem talento pra escrever um modão dor de cotovelo, desabafa através do texto. Quando a sociedade passar a conhecer melhor as pessoas com deficiência, respeitando nossos direitos e anseios, com certeza teremos menos preconceito e poderemos exercer nossa sexualidade em toda sua plenitude. O bom da vida é que tudo passa. Estamos em constante aprendizado.
Fonte: Rede SACI - Belo Horizonte - MG, 29/03/2011 - Imagem Internet

Mulher recebe transplante de mão completo nos Estados Unidos

Cirurgia durou 19 horas e foi realizada em hospital universitário de Atlanta. Linda Lu, de 21 anos, vai passar mais 3 meses na cidade para recuperação.

da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 30/03/2011
O órgão recebido pela estudante de 21 anos em Atlanta
Uma mulher de 21 anos recebeu um transplante completo de mão em Atlanta, nos Estados Unidos, segundo anunciou a Escola de Medicina da Universidade Emory na segunda-feira (28). A estudante Linda Lu passou por uma cirurgia de 19 horas no dia 12 de março para poder contar com a “nova” mão. O material veio de um doador não identificado.


Duas equipes – uma dedicada à paciente e outra, à mão do doador – participaram da operação que terminou já no dia 13. Liderados pela médica Linda Cendales, cirurgiões, anestesiologistas, enfermeiras e auxiliares integraram o grupo, que conectou ossos, tendões, nervos, vasos sanguíneos e a pele do membro em Linda Lu.


A paciente ainda vai passar mais três meses em Atlanta para se recuperar do procedimento. Para Cendales, a cirurgia é uma esperança a pessoas que perdem mãos e braços, lembrando do caso de militares a serviço dos Estados Unidos no Afeganistão e no Iraque.


Histórico da cirurgia


Segundo a universidade, o primeiro transplante de mão foi realizado em 1964 no Equador, antes do desenvolvimento de imunossupressores – remédios que combatem o ataque por parte do corpo do paciente ao órgão recebido. O receptor, um marinheiro, precisou amputar o novo membro duas semanas após a operação por causa da rejeição aos tecidos transplantados. A segunda tentativa aconteceu anos mais tarde, em 1998, na França.


O paciente conseguiu manter o órgão durante dois anos, mas desistiu ao parar de tomar os imunossupressores e pediu para ter a nova mão removida. Nos Estados Unidos, o primeiro transplante foi feito em 1999, com Linda Cendales presente na equipe médica.


O receptor vive com o membro até hoje e é o caso mais duradouro deste tipo de transplante. A médica também participou do segundo transplante de mão no país, realizado em 2001.


Fonte: G1 - Estados Unidos, 29/03/2011 - Imagem Internet

terça-feira, 29 de março de 2011

Ministério da Saúde investe quatro vezes mais na atenção às pessoas com deficiência

Cerca de 1,3 mil unidades especializadas em reabilitação foram implementadas a partir de 2002, beneficiando 335.251 pacientes do SUS.

da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 29/03/2011


Dados do Ministério da Saúde mostram que a quantidade de recursos investidos na assistência às pessoas com deficiência é a maior desde a criação da Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência, em 2002.


O valor aplicado pelo governo federal, em 2009, foi de R$ 538,4 milhões – 315% superior ao total investido em 2002 (R$ 129,6 milhões).


Além do vultoso investimento na assistência à saúde das pessoas com deficiência, o ministério desenvolveu e incentivou ações para a ampliação da oferta de serviços a estes pacientes.

Nos últimos oito anos, foram implantadas, na rede pública de saúde, 1319 unidades de reabilitação física, visual, auditiva, intelectual e também para pacientes ostomizados (pessoas submetidas à cirurgia que adapta uma espécie de bolsa exterior ao abdômen).


Todos os estados contam com unidades de reabilitação, que beneficiaram, só em 2009, 335,2 mil pacientes do SUS. Em 2002, 157,7 mil pessoas foram atendidas nestas unidades. “Essa expansão tem sido uma prioridade do governo federal junto às secretarias de saúde e envolve desde o aumento de recursos financeiros para a estruturação de unidades de reabilitação até a elaboração de normas técnicas para a organização do cuidado à saúde dessas pessoas”, explica José Luiz Telles, Diretor do Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas (Dapes) do Ministério da Saúde, no qual a Área Técnica de Saúde da Pessoa com Deficiência está inserida.


Além dos serviços oferecidos nas unidades de reabilitação, os pacientes do SUS também são atendidos com próteses e órteses (aparelhos destinados a alinhar, prevenir ou corrigir deformidades ou melhorar a função das partes móveis do corpo). De acordo com censo do IBGE (2002), o número de pessoas com limitações severas no país equivale a um percentual de 2,5% da população, aproximadamente 4,3 milhões de brasileiros.


AVANÇOS – Para a reabilitação de autistas e pessoas com deficiência intelectual – por exemplo, pacientes com Síndrome de Down – o Ministério da Saúde investiu R$ 168,4 milhões só no ano passado. A oferta de serviços cadastrados passou de 129 em 2002 para 1.004, em 2010. Nessas unidades especializadas, os pacientes recebem atendimento e avaliação por uma equipe multidisciplinar (médicos, fisioterapeutas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, assistentes sociais, entre outros) e realizam atividades que envolvem desde o desenvolvimento neuropsicomotor até a participação em oficinas terapêuticas.


REFERÊNCIA – O Brasil tem avançado no tratamento de pessoas com deficiência auditiva, possuindo, atualmente, 144 serviços públicos de saúde. Até 2011, a meta do governo federal é habilitar mais 11 unidades. Em oito anos, o país também ampliou em quase cinco vezes o número de atendimentos nesta área. Em 2009, 90,4 mil pessoas com deficiência auditiva receberam atendimento pelo SUS. Em 2002, eram 19,6 mil. Segundo José Luiz Telles, os principais motivos para este avanço foram a organização do sistema e o incremento de recursos no setor. A quantidade de investimentos nesta área cresceu praticamente quatro vezes desde 2002. Em 2009, foram aplicados R$ 200 milhões contra R$ 54 milhões, em 2002. Dentro da assistência às pessoas com deficiência auditiva, também são fornecidas, pelo SUS, próteses auditivas de alta tecnologia. Uma delas - conhecida como ouvido biônico ou implante coclear - é implantada por meio de cirurgia no ouvido. Esse equipamento auxilia o cérebro a interpretar os estímulos sonoros, devolvendo o sentido ao paciente. Para cada implante coclear o Ministério da Saúde destina R$ 45,8 mil por paciente. Atualmente, são 19 unidades de saúde aptas a realizar o procedimento.


REABILITAÇÃO FÍSICA – Com a reabilitação física, os gastos federais saltaram de R$ 57,1 milhões (2002) para 137,5 milhões (2009). A reabilitação destes pacientes é feita por meio de acompanhamento multiprofissional e fornecimento de órteses e próteses, além da oferta de meios auxiliares de locomoção, como cadeira de rodas. A rede pública de saúde conta com 160 unidades especializadas, distribuídas nas 5 regiões do país.


REABILITAÇÃO VISUAL – Já na área de reabilitação visual, o país conta hoje com 11 unidades de referência no SUS. Essas redes começaram a ser implantadas no Brasil a partir de 2008. Cerca de 16,5 mil pacientes são atendidos, por ano, nessas unidades. Nestes locais, as pessoas com deficiência visual contam com equipes de profissionais para o diagnóstico, a prescrição e o fornecimento de recursos ópticos (lupas, bengala, prótese ocular), além de acompanhamento e terapias. Para manter em funcionamento estes centros, o Ministério da Saúde investiu R$ 4,8 milhões só no ano passado.


ÓRTESES E PRÓTESES – De acordo com José Luiz Telles, outra ação estratégica do Ministério da Saúde é a liberação de recursos para o financiamento de órteses e próteses a pacientes que se reabilitam nos serviços especializados em saúde física, auditiva, visual e para pessoas ostomizados. Nos últimos dois anos (2008 e 2009), 663.764 mil pacientes do SUS receberam órteses e próteses – como bengalas, muletas, aparelho auditivo, lupas, cadeira de rodas e palmilhas. Quase R$ 644 milhões foram investidos pelo governo federal para a oferta destes aparelhos como também em procedimentos terapêuticos necessários à assistência dos pacientes nos serviços de reabilitação.


Para qualificar o processo de concessão de órteses e próteses no SUS, o Ministério da Saúde está financiando a implantação de oficinas ortopédicas em unidades de reabilitação física, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste. Estas oficinas atuam na confecção e adaptação dos equipamentos.


Até o momento, estão sendo implementadas oito oficinas ortopédicas em Teresina (PI), Caruaru (PE), Salvador (BA), Maceió (AL), Sinop (MG), Cáceres (MG), Florianópolis (SC) e Manaus (AM). A meta do governo federal é financiar a implantação de 10 destas oficinas até 2011.


Gastos federais com a reabilitação de pessoas com deficiência no Brasil


ANO VALOR

2002 - R$ 129,6 mi

2003 - R$ 173,1 mi

2004 - R$ 275,8 mi

2005 - R$ 320,8 mi

2006 - R$ 347,5 mi

2007 - R$ 377,4 mi

2008 - R$ 406,9 mi

2009 - R$ 538,4 mi




Fonte: Portal da Saúde - 28/03/2011 - Imagem Internet

Inclusão empresarial ainda é restrita

Apenas 6% das empresas tem plano de retenção para colaboradores com deficiência.

da Redação


APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 29/03/2011


Segundo pesquisa da Plura Consultoria e Inclusão Social, baixo percentual é responsável pelo elevado turn over desses profissionais, que chega a 80%. A Plura Consultoria e Inclusão Social, empresa especializada na inclusão de profissionais com deficiência no mercado de trabalho, realizou a pesquisa Inclusão de Profissionais com Deficiência - Fatos e Dados, com objetivo de mapear as principais iniciativas das empresas na inserção destes profissionais. Os dados mostram que apenas 6% das companhias realizam ou realizaram um plano para reter estes colaboradores. O turn over de PCD’s (pessoas com deficiência) chega a 80% no mercado nacional. Deste total, 58% dos entrevistados afirmam que este turn over é o mesmo se comparado aos demais funcionários. Os outros 42% dizem que há maior rotatividade nos colaboradores com deficiência. “Entendemos que muitas empresas focam seus trabalhos em contratar e muito pouco esforço é despendido para mantê-los na organização”, explica o CEO da Plura e idealizador da pesquisa, Alex Vicintin. A pesquisa foi realizada entre os meses de agosto e novembro de 2010. Participaram 71 empresas de diversos setores, entre eles indústria química e farmacêutica, serviços, financeiro, energia, sindicatos e construção civil. Dentre elas, 65% têm mais de mil funcionários. O número de PCD’s contratados por estas empresas, na época em que a pesquisa foi realizada, totalizavam 5.578. Os entrevistados ressaltaram que a baixa qualificação/experiência dos candidatos é a principal dificuldade para inclusão, correspondendo a 36.1%, seguida pela resistência dos gestores em aceitar PCD’s em sua equipe, com 27.7%. A dificuldade em recrutar diante aos critérios do processo seletivo corresponde a 19.4%. Por último, 11.1% é responsável pela falta de engajamento na equipe, o que deve ser estimulado pelo gestor. Apenas 5.7% das empresas não encontraram dificuldades no recrutamento de profissionais com deficiência. Outro dado que merece ressalva é referente ao desempenho dos colaboradores com deficiência em comparação dos demais. 68% dos entrevistados afirmaram que o desempenho se assemelha ao dos outros funcionários, 26% julgam que a performance está aquém e 6% acham que o desempenho é superior ao dos demais. “Esse resultado mostra que as empresas estão aceitando melhor pessoas com deficiência em sua equipe e reconhecendo seus talentos e aptidões. Uma ideia que a Plura sempre trabalha para implantar nas empresas e em seus gestores”, comenta Vicintin. Em relação aos benefícios da inclusão deste público, 50% julgam que humanizou o ambiente de trabalho, 20% acham que a inclusão melhorou a percepção de gestores e equipes, 12% notaram melhora no clima organizacional e 18% não perceberam mudanças. Vale a ressalva que, de acordo com a Lei de Cotas (nº. 8.213/91) e Decreto 3.298/89, as empresas com 100 a 200 colaboradores devem ter em seu quadro de colaboradores 2% de pessoas com deficiência; 201 a 500 funcionários 3%; de 501 a 1000 4% e 1001 em diante 5%.

Fonte: Metanálise - 28/03/2011 - Imagem Internet

ONGs de São Paulo fazem processo seletivo para escolher os voluntários

Mais de três mil candidatos estão esperando uma vaga, para ser voluntário em uma organização não governamental de São Paulo. Não basta querer ser voluntário, o candidato precisa enfrentar entrevistas e até fazer provas.

da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 29/03/2011


O trabalho voluntário está cada dia mais concorrido. Em única ONG de São Paulo, quase quatro mil candidatos estão numa lista de espera. Hoje, não basta vontade. Para ser candidatar a uma vaga a pessoa precisa passar por provas, cumprir horários e até formação na área que vai trabalhar. Maria Cristina lê em voz alta para que a deficiente visual confira se o texto em braile está correto. A bancária aposentada é voluntária na ONG Dorina Nowill ajudando na revisão de livros para cegos. Maria Cristina precisa ficar quatros horas por semana na ONG. “É saber se a transcrição do livro em tinta está exatamente correto, ou seja, pontuação, grafia”, explica Maria Cristina Quintino de Araújo, voluntária. Para ser voluntário na fundação é preciso mais do que boa vontade. “Saber explicar para mim, se for uma figura, explicar como está em tinta e ter paciência com leitura”, conta Maria Helena Pereira Da Silva Araújo, revisora de livro em braile. Livros e revistas são gravados em cd por profissionais contratados. O mesmo trabalho pode ser feito por voluntários em casa e no computador. Susi conta que de 40 candidatos inscritos, apenas oito passam no processo seletivo. Poucos continuam. “Vem que não tem tempo, vem que não era exatamente o que elas estavam pensando e comprometimento realmente de continuar a leitura acaba se perdendo um pouco”, revela Susi Maluf, da Fundação Dorina Nowill. O que é preciso para ser um voluntário? Na maioria das ONGs, a pessoa tem que ter no mínimo 18 anos; dedicar um número de horas que a ONG estipular; não pode faltar e é preciso ter compromisso. Algumas ONGs exigem formação na área que o voluntário vai atuar. Outras oferecem treinamentos. Três mil e 500 pessoas estão na lista de espera para fazer parte do programa doutores cidadãos, mas antes de se caracterizar e levar alegria a hospitais e asilos, os interessados precisam passar por um treinamento intenso e por um processo de seleção rigoroso. Só é aceito o voluntário que conseguir realizar 12 tarefas. Abraçar quem você não conhece é um dos passos. É preciso ainda doar sangue, pesquisar sobre o trabalho dos políticos em quem você votou e arrecadar material para doação. O método serve para selecionar os candidatos e ao mesmo tempo permitir que eles exercitem o voluntariado enquanto aguardam por uma vaga no curso de formação. “Nós fazemos o possível para que ele se torne um voluntário. Não importa se é conosco, com outro. Isso não é problema. Não é o mais importante. O mais importante é essa pessoa se conscientizar de que o trabalho voluntário pode mudar o mundo”, explica Roberto Ravagnani, da ONG Canto Cidadão. O operador de bolsa de valores Marcelo foi aprovado e percorre os hospitais distribuindo bom humor. “Estamos sempre presos no nosso mundo. Aí quando você vem ao hospital, ver que tem pessoas necessidades, passando dificuldades. É muito gratificante pode levar um pouquinho de alegria para essas pessoas”, diz Marcelo Oya, voluntário.


Mais informações:






Fonte: G1 - São Paulo - SP, 28/03/2011 - Imagem Internet

segunda-feira, 28 de março de 2011

Menor mãe do Brasil tem filhão de 46 cm

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria:28/03/2011 R7 A paraense Maria do Socorro Gomes dos Santos, que mede 79 cm, deu à luz no Pará a um bebê de 46 cm, mais da metade de sua altura, como informou nesta sexta-feira (22) o hospital onde ocorreu o parto. O nascimento ocorreu na última segunda-feira (18) na Santa Casa de Misericórdia, em Belém. Os médicos tiveram que fazer uma cesárea na mulher, que sofre de nanismo. Maria do Socorro, de 37 anos, se tornou a segunda menor mãe do mundo. Em 2006, a americana Stacey Herald, que mede 71 cm, teve o primeiro de seus três filhos. O bebê de Maria do Socorro, que se chamará Abner, pesa 2,3 kg e nasceu sem complicações, como disse à agência Efe a assessora de imprensa do hospital, Etiene Andrade. A mulher sofre acondroplasia, um tipo de nanismo que é transmitido de pai para filho. As pessoas que sofrem do problema têm a cabeça e o tronco normais, mas as extremidades superiores e inferiores menores que o habitual. Segundo o relatório médico, a paciente teve uma gestação normal, embora nos casos de nanismo a gravidez possa criar complicações e pôr em risco a vida da mãe e do bebê. Além de nanismo, a mãe tem uma má-formação na coluna vertebral, o que forçou os médicos a usarem anestesia geral durante o parto, que durou cerca de 40 minutos. Durante a gravidez, Maria do Socorro chegou a pesar 26 kg, cinco a mais que o habitual, e não conseguia ficar de pé.

Fonte: http://www.portaldascuriosidades.com/forum/index.php?PHPSESSID=mputtmoq6c460k8gd38k97qme3&topic=73591.msg1028132#msg1028132">

Publicado em: 22/Jan/2010

domingo, 27 de março de 2011

Menina sofre de doença rara que a faz ser a menor criança do mundo

Ela sofre de nanismo primordial, doença que afeta apenas 100 pessoas em todo o mundo.

APNEN,colaborando na divulgação desta matéria: 27/03/2011


Rio - A jovem Charlotte Garside adora brincar com suas bonecas como qualquer outra menina de dois anos.
Mas com apenas 58 cm de altura ela é muito menor que vários de seus brinquedos.

A menina que vive com sua família em uma pequena cidade perto de Hull (Reino Unido), sofre de nanismo primordial, uma condição rara do nanismo que afeta somente 100 pessoas em todo o mundo.

Segundo os médicos a altura que ela tem hoje (58cm) é equivalente a metade do que ela deverá ter na fase adulta. A história de vida da menina é tema de um documentário que será exibido pela TV norte-americana. Emma Newman, mãe da criança disse: "Nossa filha sofre de nanismo primordial.

No entanto, os médicos não sabem especificar ao certo o seu problema. Pode ser que Charlotte seja a única pessoa no mundo com descrição parecida." Emma disse ainda não ter percebido que Charlotte tinha algo errado: "Ela não parecia diferente." "Apenas sabia que ela era muito pequena. Suas roupas eram de bonecas.

Foi quando os médicos me informaram da doença rara que ela tinha, mesmo assim sem muita certeza", continuou.

A pequena menina é incapaz de comer e digerir qualquer alimento, por isso mesmo ela é alimentada com uma fórmula de leite através de um tubo gástrico.

Quando nasceu ela tinha apenas 500g. Para se ter uma ideia, um bebê normal tem em média 3kg quando nasce. Charlotte tem mais três irmãs, todas sem qualquer problema de tamanho.

"Elas adoram nossa pequena e brincam com ela o tempo todo", contou Emma.


Para a mãe da menina, uma das coisas mais difíceis é lidar com a forma como as pessoas olham para Charlotte.

"Fico irritada quando ficam olhando para ela. Ao invés de cochicharem, elas poderiam vir até nós e perguntar sobre o que minha filha tem", explicou.

Depois de procurar por ajuda, Emma conheceu a Fundação dos Gigantes durante um evento que entidade promove para as pessoas que sofrem de nanismo primordial. "A Fundação foi uma das melhores coisas que já aconteceu na vida de Charlotte.

Eles deram a ela muita atenção e foi bom conhecer pessoas que estão na mesma situação", disse Emma.

A menina, que precisará de uma cirurgia no tendão de Aquiles para poder andar, já está rastejando. "Agora ela já vai para uma creche e se Deus quiser irá para uma escola regular em poucos anos", afirmou Emma, novamente ressaltando a importância da Fundação. "Esperamos que o futuro seja melhor.

Queremos apenas tê-la conosco, é o nosso feixe de energia", finalizou ela. O nanismo primordial é o tipo mais raro de nanismo e seus portadores têm tamanho corporal reduzido em todos os estágios da vida, desde antes do nascimento, e raramente crescem mais do que 90cm.

Calcula-se que existam apenas 100 indivíduos no mundo com este distúrbio. Fonte: http://odia.terra.com.br/portal/cienciaesaude/html/2010/6/menina_sofre_de_doenca_rara_que_a_faz_ser_a_menor_crianca_do_mundo_90910.html

Publicado em: 23.06.10