sábado, 23 de abril de 2011

Deficiência burocrática

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 23/04/2011

Por Andrei Bastos
Hoje, muito a contragosto, requeri a renovação da minha “Autorização Especial de Estacionamento para Portadores de Necessidades Especiais” (sic). Resolvi fazê-lo por receio de protagonizar “um dia de fúria” anti-burocrática ao enfrentar alguma obtusa postura da Guarda Municipal.

Tirei o cartão de estacionamento para deficientes, que tem o pomposo e equivocado nome acima, quando amputei a perna em 2003 e ele tinha a absurda validade de um ano. Depois, indignado pela falta de sentido em provar periodicamente que não havia me crescido outra perna, deixei essa coisa de maluco pra lá.

Mas é difícil ser feliz com discernimento entre pessoas que vivem de carimbar papéis. O máximo que conseguiram avançar foi aumentar a validade do cartão para três anos (!).

Como de outras vezes que usei os ônibus adaptados “para inglês ver” da máfia do transporte coletivo carioca, consegui embarcar e seguir viagem apenas no terceiro veículo, pois nos dois primeiros os elevadores não funcionaram.

Fui até a repartição da prefeitura na Rua Dona Mariana, em Botafogo, o que já se constitui na primeira idiotice. Afinal, se tal serviço é destinado a pessoas com deficiência, por que não é oferecido em todas as subprefeituras? Se assim fosse, eu só precisaria ir até a esquina na minha cadeira de rodas.

Mas vamos às demais incongruências: para requerer o famigerado cartão, os barnabés pedem Comprovante de Residência, Carteira de Identidade, CPF, Carteira Nacional de Habilitação, Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo e atestado médico.

A deficiência de discernimento da burocracia não percebe que Identidade, CPF e atestado médico já constam na Carteira Nacional de Habilitação, o que dispensaria a apresentação dos três primeiros documentos. No meu caso, por exemplo, as letras A e G nas observações da minha carteira de motorista querem dizer, respectivamente, que sou obrigado a usar lentes corretivas (óculos) e a dirigir veículos sem embreagem (não tenho a perna esquerda).

Mas a deficiência burocrática não acaba aí e continua na exigência do Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo, o que vincula o sempre famigerado cartão a um veículo e não à pessoa com deficiência. Isto significa que terei que voltar à repartição se trocar de carro ou quiser dirigir o automóvel automático que meu filho poderá comprar.

Por último, embora o aumento do prazo de validade dê um sinal, apesar de fraco, de que existe alguma vida inteligente na repartição, será que daqui a três anos terá me crescido uma nova perna esquerda? Será que a prefeitura sabe de alguma conquista tecnológica ou científica que neste prazo me devolverá aos bailes da Estudantina? Torço por isso!

* ANDREI BASTOS é jornalista e integra a Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ - 21/04/2011

Bicca é a primeira pessoa com síndrome de Down a finalizar um curso técnico profissionalizante no Brasil

Bicca é a primeira pessoa com síndrome de down a finalizar um curso técnico profissionalizante no Brasil.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 23/04/2011

Foto: Gustavo Bicca, em primeiro plano, de pé, segurando o diploma com o braço direito erguido, como se portasse uma espada; a mão esquerda está na cintura. Sua pose é a de um vitorioso. Como os demais, ele veste uma toga preta, longa, com uma faixa azul na cintura; na cabeça, o chapéu, que tem o nome de "capelo" e arminho nas bordas. Ao fundo, a mesa com as autoridades.

Sancler Ebert, Zero Hora

O diploma entregue a Gustavo Bicca, 30 anos, neste sábado (2) à noite em Pelotas, representou uma conquista única para família do rapaz, assim como também para o país.

Formado em Agroindústria pelo Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul), Bicca é a primeira pessoa com síndrome de down a finalizar um curso técnico profissionalizante no Brasil.

- Como o país é pólo inovador em educação inclusiva na América do Sul, talvez ele seja também o pioneiro da América Latina, apostou o coordenador de educação profissional e tecnológica inclusiva do Ministério da Educação, Franclin Nascimento. O funcionário do MEC fez questão de participar da colação no Theatro Guarany, onde discursou sobre a inclusão de alunos.

Enquanto o curso normal tem três anos, Bicca levou quase nove para fazê-lo. Para o reitor do IFSul, Antonio Carlos Brodi, para que os alunos diferentes possam se desenvolver e se formar é preciso respeitar suas diferenças.

- Cada um tem seu tempo próprio, desenvolve de acordo com sua potencialidade. O senso comum diz que temos de tratar todos iguais. Ele demorou mais porque nós não estávamos preparados para ele, o que precisamos fazer foi preparar a instituição para receber todo tipo de estudante, concluiu.

Outro ponto abordado durante a formação de Bicca foi o pós-curso. De acordo com a diretora de ações inclusivas do IFSul, Gisela Loureiro Duarte, houve uma preocupação de que o estudante pudesse trabalhar após finalizar as aulas. Como a família de Bicca é proprietária de uma chácara, o recém-formado desenvolveu um projeto para cultivar e vender rosas.

- Assim ele pode agregar o conhecimento que aprendeu no curso com o que ele vai trabalhar, reflete Gisela.

*Pelotense deve continuar estudando*

Perfeita. É assim que Bicca resume a noite em que se formou. O coração parecia que ia sair pela boca, confessa ele que estava nervoso com a colação. Com a capacidade de conquistar qualquer um com poucas palavras, o pelotense foi ovacionado ao ter seu nome chamado durante a formatura.

- Nos surpreendeu ver todos os outros colegas levantando e batendo palmas para ele, porque uma das maiores dificuldades para a inclusão é o preconceito, conta a mãe do recém-formado, Marilene Bicca.

Antes mesmo de ter o diploma do curso técnico em mãos, o estudante já estava vivendo seu novo desafio. Matriculado no curso de jornalismo, Bicca tem participado de algumas disciplinas como aluno especial. O vestibular ele deve tentar no ano que vem. O seu sonho é trabalhar com marketing. Mas e as rosas, questionam os familiares? ? Vou continuar vendendo elas, revela com um largo sorriso, pouco antes de oferecer à reportagem a compra de alguns botões da flor.

Família Tecnepiana

Sábado passado, dia 2, foi um dia mais que especial em minha vida. É que nesse dia tive a honra de participar da formatura do nosso querido Estudante GUSTAVO BICCA. Seria mais uma celebração de amigos e parentes dos estudantes do Curso de Agroindústria do Campus Pelotas – Visconde da Graça (antigo CAVG) se não fosse por um detalhe: O Guga (como é carinhosamente chamado) iniciou o curso em 2001. Ao longo da entrega dos “canudos”, eu ouvia os nomes de umas tantas “Andréas”, uns tantos “Tiagos”, “Marias” e outr@s… E apenas um Gustavo: o Bicca. Enquanto eu o parabenizava, durante minha fala na cerimônia, lhe disse que mesmo sendo 1 Gustavo, várias formaturas ocorreram durante aquele momento. Querem ver?

Se formou com ele sua família, que apostou em seu potencial e o encaminhou ao então CAVG para, como disse Marilene (sua mãe): Ver o que ia dar…;

Se formou com ele todo o Campus Pelotas Visconde da Graça do IFSulriograndense (CAVG), que aceitou o desafio, mudou todo seu processo pedagógico para fazer inclusão na Educação Profissional quando a Ação TEC NEP mal começava a “vender” essa idéia…;

Também se formou a comunidade pelotense de profissionais da educação e da saúde (Profª Regina Sanches, Dr. Gilberto, Cíntia, etc) que, como sua família e o CAVG, apostava no êxito do Guga;

O Juarez Pontes (Gestor Regional Sul – TEC NEP), a Andréa Sonza (Gestora Estadual RS – TEC NEP), a Gisela Duarte (Diretora de Ações Inclusivas IFSul) e o NAPNE do Campus, que incansavelmente batalharam por esse momento;

Se formou a SEESP (atual SECAD), que tão bravamente lutou e luta para que as políticas públicas de inclusão sejam praticadas em todo Brasil;

A Coordenação de EPT Inclusiva da SETEC (antiga: Amélia, Cândida, Fernando, Josimar, Nazaré e Camila; atual: Carla, Cleibes, Eu, Jô e Márcia), que lutou, pesquisou e induziu para que nossos pares acreditassem no processo de inclusão;

A SETEC, com o apoio permanente do Prof. Eliezer, do Getúlio, Luiz Caldas e da Caetana, possibilitando o apoio logístico (material, humano e financeiro) para que a Rede Federal de EPCT acreditasse, desde aquela época, que era possível a inclusão acontecer na Educação Profissional;

E, finalmente, se formou o MEC que, por meio de determinações do Ministro Haddad, do então Presidente Lula e da atual Presidente Dilma, tomou a inclusão plena como ferramenta de luta e a levou a cabo.

Poderíamos dizer que completamos o “ciclo da inclusão”: O estudante Guga teve acesso ao curso, permaneceu, concluiu e já teve a inserção sócio-laboral garantida (vejam a matéria abaixo). Mas ele ainda não “chegou lá”. Lhes digo, isso é só o começo pois ele acaba de se inscrever em um curso de tecnologia no Campus Pelotas e faz matérias isoladas de jornalismo na UFPEL. Nós ainda escreveremos muito sobre esse sujeito.

Viva o Guga! Viva a educação profissional e tecnológica inclusiva!

Viva a inclusão!

Abs,

Franclin

Fonte: MATÉRIA DO JORNAL ZERO HORA - 21/04/2011

sexta-feira, 22 de abril de 2011

TELECONFERÊNCIA

Prezados gestores, técnicos, conselheiros e representantes de entidades de Assistência Social:

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 22/04/2011

O processo que regula a relação do Estado com as entidades beneficentes de Assistência Social e sua interação ao Sistema único de Assistência Social – SUAS – tem o reconhecimento de suas atividades junto ao poder público e das entidades privadas de Assistência Social.

Com o objetivo de reforçarmos a importante parceria para consolidar o modelo de proteção social estabelecido com o SUAS, informamos que o Departamento da Rede Socioassistencial Privada do SUAS – DRSP e o Conselho Nacional de Assistência Social – CNAS – realizam no próximo 29 de abril, sexta-feira, das 16:30 às 18:00, uma Teleconferência, que pretende esclarecer:

Temáticas relativas ao Departamento da Rede Privada do SUAS.

 a) - Certificação de Entidades Beneficentes de Assistência Social – CEBAS.

 b) - Papel dos Conselhos de Assistência Social na Resolução 16/2009.

 c) - Competências e procedimentos necessários, entre outros assuntos.

                  Informações para acompanhar a Teleconferência

- Ao Vivo – Sexta feira, das 16h30 às 18h;
- Reapresentações:
4ª Feira das 7h30 às 9h;
Sábado das 8:30 às 10:00
Segunda de 0h30 ás 2h.

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COMO SINTONIZAR E ACESSAR A TV NBR

A captação do sinal da NBR, conforme parâmetros indicados abaixo, poderá ser feita de várias formas.

1) Assistir através do no canal 146 da Sky TV e dos canais da NET tv a cabo por assinatura.

2) Nos sites da EBC (http://www.ebcservicos.ebc.com.br/veiculos/nbr/nbr-ao-vivo) e da Presidência da República (www.imprensa.planalto.gov.br) é possível assistir ao vivo pela internet.

3) E através dos sites do twitter (www.twitter.com/tvnbr) e no YouTube (www.youtube.com/TVNBR).

4) link do stream:
http://200.130.35.33:6500/nbr.wmv?data_proto=http&rota=200.130.15.55_7007&encoder=wme&format=wmv&resource=/nbr.wmv

5) link de acesso:
http://www.radiobras.gov.br/estatico/tv_nbr.htm#

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Para assistir à reprise via satélite, sintonize a antena parabólica com base nos seguintes parâmetros (sinal da NBR):
Recepção Digital de Satélite:
Satélite: Star One C2
Posição Orbital do Satélite: 70°W
Polarização: Horizontal
Frequência: 3632
Padrão: DVB-S
SYMBOL RATE: 4.6875
FEC 3/4
PID DE VÍDEO: 0308
PID DE ÁUDIO: 0256
PID DE PCR: 8190
Recepção Analógica de Satélite:
Satélite: Star One C2
Posição Orbital do Satélite: 70°W
Freq.: 4030
Banda L : 1120
Polarização : Vertical

Pela NET (canais das cidades que captam o sinal da NBR):

Anápolis - GO 12
Belo Horizonte - MG 02
Blumenau - SC 19
Brasília - DF 13 (no digital o canal é 05)
Campinas - SP 06
Campo Grande - MS 09
Florianópolis - SC 19
Goiânia - GO 10
Indaiatuba - SP 06
Porto Alegre - RS 15
Ribeirão Preto - SP 07
Rio de Janeiro - RJ 04
Santos - SP 14
São José do Rio Preto - SP 07
São Paulo - SP 05

Pelo site da EBC:

Acesse a página inicial (www.ebcservicos.ebc.com.br) e, no menu Veículos, clique em NBR. Em seguida, clique em Ao vivo (http://www.ebcservicos.ebc.com.br/veiculos/nbr/nbr-ao-vivo)

Pelo site da Presidência da República (www.imprensa.planalto.gov.br), clique em NBR ao Vivo, na página inicial.

Pela Sky TV: canal 146.

Pela OiTV: canal 696

Pela EmbratelTV: canal 54

Lembramos a importância da participação de todos neste espaço de discussão e contamos com cada um de vocês.

Atenciosamente,

Fonte: Coordenação Geral de Acompanhamento da Rede Socioassistencial do SUAS

Departamento da Rede Socioassistencial Privada do SUAS

CGARSS/DRSP/SNAS/MDS

MOVIMENTO ESSA VAGA NÃO É SUA NEM POR UM MINUTO


                                                     APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 22/04/2011
O uso indevido de vagas destinadas a pessoas com deficiência em estacionamentos de estabelecimentos – que resultou no lançamento da campanha “Esta vaga não é sua nem por um minuto” em meados de março deste ano – é o foco do vídeo que a agência TheGetz colocou no ar neste fim de semana nas redes sociais.

Como a principal desculpa para a ocupação de vagas exclusivas para deficientes e idosos é sempre a do pouco tempo de permanência no estabelecimento, o “apenas um minuto”, a TheGetz colocou cadeiras de rodas em vagas normais e registrou a reação das pessoas em um estacionamento de Curitiba. O resultado é o vídeo que pode ser visualizado nas páginas da campanha no Facebook, Twitter, Youtube e Vimeo. O filme também pode ser acessado pelo blog do movimento.

O movimento

Concebido para circular nas redes sociais, o movimento “Essa vaga não é sua nem por um minuto” foi uma iniciativa de mobilização da TheGetz para chamar a atenção da sociedade para a necessidade de respeito às vagas de estacionamento para pessoas com deficiência depois de um episódio de desrespeito a uma deficiente em um estacionamento de supermercado em Curitiba. Em pouco mais de um mês, o movimento ganhou mais de mil adeptos no Facebook e se propaga por outras mídias online. O selo do movimento também ganhou pontos fixos na capital paranaense.

Segundo o diretor institucional da TheGetz, o propósito da campanha, além de mobilizar pessoas para esta causa, é provocar ações efetivas por parte dos governantes. “Com o movimento, o que se pretende é ampliar a visibilidade para a necessidade do respeito à figura do deficiente, que em nada se diferencia, em direitos e deveres, das pessoas tidas como normais. Para isso, o apoio das esferas políticas é fundamental para que causas como essas possam ser vistas e ampliadas”, completa.

Esse vídeo é imperdível!

Veja como participar da Campanha “Esta vaga não é sua nem por um minuto!

Fonte: http://www.adnews.com.br

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Um teste para os nervos

BOM DIA acompanhou a aventura urbana enfrentada por uma pessoa com deficiência para pegar um ônibus adaptado no ABCD.
Evandro Enoshita

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 21/04/2011

Uma queda dentro de casa mudou a vida da autônoma Antônia Sá dos Santos, 48 anos. Moradora do bairro Cerqueira Leite, em Mauá, essa ex-operadora de telemarketing sofreu fraturas nas pernas, bacia e coluna, que prejudicaram em muito a sua mobilidade.

Ela até consegue dar uns poucos passos com auxílio de muletas. Mas um passeio mais longo, para o centro da cidade, por exemplo, só é possível em sua cadeira de rodas.

Desde o acidente, Antônia começou a sentir o mundo de uma forma diferente. Percebeu o quanto as cidades, e muitas pessoas, não estão preparadas para lidar com as pessoas com deficiência.

O BOM DIA acompanhou, na tarde quente e ensolarada de sábado (16), o passeio de ônibus da autônoma de sua casa até o Centro de Mauá. O que era para ser um trajeto curto se transformou em sofrimento, humilhação e preconceito.

A começar pela saída de sua residência. A porta da casa de Antônia dá para uma estreita viela de cimento, poucos centímetros mais larga do que sua cadeira de rodas. É botar a cadeira para fora de casa e rezar para que o final da viela não esteja obstruído.

“Por aqui não tem nenhuma rampa para deficientes ou faixa de pedestres. E ainda tem pessoas que estacionam bem em frente à saída da viela. Quando reclamo, me desrespeitam. Xingam, chamam de aleijada”, lamentou.

Mas as coisas não melhoram quando ela finalmente chega à calçada. Felizmente não havia carro estacionado sobre ela. Mas o nervosismo tomou conta de Antônia. Desta vez, o motivo da apreensão era se o motorista do ônibus atenderia ao seu sinal de parada.

“Tem motoristas que não sabem lidar com os deficientes. Dizem que eu deveria estar no ponto de ônibus [o mais próximo fica a 200 metros de sua casa]. Mas as calçadas estão muito ruins, não consigo ir até lá. Eu inclusive já caí dentro de um coletivo, porque o motorista não esperou eu me acomodar”, destacou a comerciante.

ELEVADOR QUEBRADO -

Após esperar por meia hora, um ônibus passou. Antônia fez o sinal. O motorista obedeceu. Mas foi a comerciante entrar no ônibus, e o elevador do veículo quebrou.

O motorista até tentou sair com o coletivo. Percorreu 100 metros e parou. “Com o elevador fora da posição, o carro não sai do lugar”, disse o motorista. Por cerca de 20 minutos, ele tentou resolver o problema. Sem sucesso.

Nesse meio tempo, um passageiro colocou a cabeça para fora do veículo e começou a reclamar da demora. Iniciou-se um bate boca entre esse passageiro e pedestres, que observavam a cena, e reprovaram a atitude.

Passaram-se outros trinta minutos. Os outros passageiros já haviam embarcado em outro ônibus, mas Antônia permanecia no interior do coletivo quando a manutenção da empresa chegou e o veículo foi consertado. Dez minutos depois, o ônibus estacionava no terminal municipal.

A autônoma desembarcou. Ainda estava com uma expressão de preocupação. Havia se passado uma hora desde o início da jornada. A comerciante, então, decidiu desabafar. “Nessas horas, sempre fico com medo, porque não foi a primeira vez que isso aconteceu comigo. Em outras vezes, vieram brigar. Chego a me sentir culpada”, afirmou.

A casa de Antônia fica a cerca de 1,5 km do terminal de ônibus da cidade. Um percurso curto, mas que foi cheio de contratempos. Imagine então situações como essa se repetindo várias vezes, em vários locais e cidades diferentes. Haja paciência.

36% dos ônibus são adaptados

Mesmo com todos os contratempos, a autônoma Antônia Sá dos Santos não desiste. “Tenho consciência de que preciso lutar pelos meus direitos. Se eu não fizer algo, nada vai mudar”.

Um Decreto Federal assinado em dezembro de 2004 determina que, até 2014, todo ônibus urbano no país terá que estar preparado para o transporte de cadeirantes.

Faltando três anos para esse prazo final, cerca de 36%, ou 473 veículos, dos pouco mais de 1,3 mil ônibus municipais e trólebus em circulação pelas cidades do ABCD, possuem adaptações para o transporte de PCDs (pessoas com deficiência). Dentre as cidades da região, Ribeirão Pires, São Caetano e São Bernardo possuem um índice de adaptação da frota maior que a média regional, de 36%.

Em São Caetano, dos 49 coletivos, 28 (57%) são veículos adaptados. Já em São Bernardo, cidade onde 37% da frota (135 de 365 coletivos) conta com elevadores, a previsão da administração municipal é de que já em 2013 todos veículos das linhas municipais estejam preparados para PCDs.

Diadema, onde apenas 41 (24%) dos 168 ônibus da cidade são adaptados, informou que o processo de concessão de linhas da ETCD (Empresa de Transporte Coletivo de Diadema) prevê que o vencedor da licitação ofereça uma frota 100% preparada para pessoas com deficiência.

Os piores números da região, no entanto, ficaram com Santo André, cidade onde apenas 81 (20%) dos 398 ônibus municipais podem transportar passageiros com cadeiras de rodas.

Para a presidente da ONG (Organização Não-Governamental) Capacidade, Alice Tebcherane Affonso, apesar na melhora da situação do transporte público nos últimos anos, ainda existem vários problemas que precisam ser resolvidos para que o transporte coletivo possa ser considerado de boa qualidade. A ONG, de Santo André, promove ações para a cidadania de PCDs.

“Ainda falta muita coisa para [o transporte público] ser considerado ideal. Muitas linhas não são atendidas, e o intervalo entre os coletivos é muito grande. Além disso, existem motoristas e cobradores que não estão preparados para o atendimento aos portadores de necessidades especiais”, destacou Alice.

Questionada a respeito dos números da cidade, a Prefeitura de Mauá não havia se manifestado até o fechamento desta edição.

Fonte: Rede Bom Dia - Santo André - SP, 20/04/2011 - Imagem Internet

Comentário APNEN:  Esta frase diz tudo: “Lidar com a deficiência é ver alem da aparência física, é lidar com a sensibilidade humana é confrontar a possibilidade de nós tornamos um”

Conselheira leva denúncia ao MP

Elizena Teixeira irá protocolar no Ministério Público denúncia contra a Administração Pública.
da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 21/04/2011

                                                   mundi.com.br/Fotos-Santa-Barbara-dOeste

A conselheira de Pessoas com Deficiência de Santa Bárbara d'Oeste, Elizena Teixeira, irá protocolar no MP (Ministério Público) na próxima quarta, dia 20, uma denúncia contra a Administração Municipal por intolerância contra o deficiente e por ações antidemocráticas. Elizena, que é nora e esposa de deficientes visuais, foi uma das denunciantes da falta de acessibilidade nos prédios públicos e acredita que por isso passou a ser perseguida pela Prefeitura de Santa Bárbara d'Oeste. "Falar é fácil. Essa informação de que poucas rampas precisam ser construídas na cidade pode até ser verdade, mas as elas são inacessíveis e construídas sem nenhuma técnica. Os cadeirantes não conseguem passar por elas", questionou.

Em fevereiro, a conselheira foi multada após estacionar o carro em uma vaga demarcada para deficientes mesmo estando com o registro de vaga especial exposto no vidro do carro. Mesmo assim, tanto a Secretaria de Trânsito quanto a Ciretran rejeitaram seus recursos. Segundo Elizena, após questionar a conduta do agente de trânsito, ela recebeu como resposta da Corregedoria da Guarda Municipal, na semana passada, que o patrulheiro atua há 14 anos na cidade e que, além disso, seria pastor evangélico e não agiria em desacordo com a função. "O guarda negou que tivesse me multado indevidamente, mesmo eu tendo apresentado todas as provas, como cópias do registro, do bilhete da Zona Azul e do comprovante do banco, onde levei meu sogro no dia em que recebi a multa", apontou.

A reportagem do LIBERAL não conseguiu contato por meio de telefone, na noite de ontem, com o secretário de Trânsito, Eliel Miranda, para comentar o assunto.

Fonte: O Liberal - São Paulo - SP, 20/04/2011

Vereadores de Maringá discutem criação de condomínio para deficientes

Projeto cria condomínio de uso exclusivo de pessoas com deficiência; pauta será discutida na Câmara Municipal.
da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 21/04/2011

O projeto que cria o condomínio para portadores de deficiência em Maringá está na pauta de discussão da Câmara Municipal de Vereadores nesta terça-feira (19). A proposta é do vereador Aparecido Domingos Regini Zebrão (PP).

A intenção, segundo Zebrão, é fazer um condomínio aos moldes do que foi construído para os idosos ano passado. "Seria um local totalmente adaptado para a locomoção dos deficientes físicos, facilitando a vida deles", ressalta.

Caso seja sancionado, o projeto do condomínio deve ser realizado em até 120 dias após a assinatura do prefeito. "A intenção é que a Prefeitura construa o condomínio, com o auxílio de programas do Governo Federal", explica Zebrão.

De acordo com o texto do projeto, os interessados em morar no condomínio deverão comprovar que residem em Maringá e que a renda família não ultrapasse três salários mínimos.

Condomínio para idosos

Em setembro de 2010, foi inaugurado no Parque Residencial Cidade Nova, em Maringá, um conjunto de 40 apartamentos projetados para abrigar idosos. O condomínio atende moradores com mais de 60 anos de baixa renda em situação de vulnerabilidade social.

O condomínio conta com rampas de acessibilidade, pátio de convivência, paisagismos e espaços destinados à horta com plantas medicinais e à Academia da Terceira Idade - ATI.

Em pauta

Os vereadores votam, também nesta terça-feira, o projeto do vereador Dr. Manoel Álvares Sobrinho (PCdoB) que estende o programa de alimentação diferenciada da rede municipal de ensino para crianças portadoras de hipertensão arterial, doença celíaca e intolerância à lactose. Atualmente, somente os alunos diabéticos são beneficiados.

Ainda em primeira discussão será votado o projeto do vereador Mário Verri (PT) que torna obrigatória a manutenção de aparelho desfibrilador externo automático e de profissional treinado em primeiros socorros em eventos que reúnam ou tenham capacidade acima de mil pessoas.

De autoria do vereador Luiz do Postinho (PRP), os vereadores vão discutir o projeto determinando a higienização dos equipamentos utilizados nos cinemas para a exibição de filmes 3D. Pelo texto original, os cinemas teriam 90 dias para se adequar à nova lei. Quem descumprir a lei será multado e correrá o risco de ter o alvará cassado.

Também será analisada nesta terça-feira a proposta do vereador Aparecido Domingos Regini Zebrão (PP) de implantar um campo de rugby oficial em Maringá. O projeto autoriza o Executivo a abrir um crédito adicional especial no valor de R$ 30 mil para a realização da obra.

Combate às drogas

Dois projetos de prevenção e combate ao uso de drogas estão na pauta de votação - ambos levam as assinaturas dos vereadores Dr. Heine Macieira (PP), Dr. Carlos Eduardo Sabóia (PMN), Dr. Paulo Soni (PSB) e Dr. Manoel Álvares Sobrinho (PCdoB).

O primeiro propõe que cartilhas preventivas ao uso de drogas façam parte dos kits escolares distribuídos pela administração aos alunos da rede municipal de ensino. O segundo cria o programa permanente de prevenção e combate às drogas no município. Pela proposta, o Executivo deverá realizar campanhas educativas todos os meses. Entre outras iniciativas, estão a veiculação de mensagens publicitárias em todos os veículos de comunicação e a realização de palestras.

Fonte: O diário - Maringá - PR, 20/04/2011

COMO ENTENDER E RESPEITAR A PESSOA COM DEFICIÊNCIA

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 21/04/2011

1.Lembre-se de que as pessoas com deficiência são indivíduos próprios. Elas não pertencem a você, à família, aos médicos ou à sociedade.

2.Cada pessoa com deficiência é diferente das outras e que, independente do rótulo que lhe seja imposto para a conveniência de outras pessoas, ela ainda assim é uma pessoa “única”. Não existem duas crianças com síndrome de Down que sejam iguais, ou dois adultos com deficiência auditiva que respondam ou reajam da mesma forma.

3.Elas são pessoas antes de tudo e têm o mesmo direito à auto-realização que quaisquer outras pessoas, no seu ritmo próprio, à sua maneira e por seus próprios meios. Somente elas podem superar suas dificuldades e encontrar a si mesmas.

4.As pessoas com deficiência têm a mesma necessidade que você de amar e ser amado, de aprender, partilhar, crescer e experimentar, no mesmo mundo em que você vive. Elas não têm um mundo separado. Existe apenas um mundo.

5.As pessoas com deficiência têm o mesmo direito que você de fraquejar, falhar, sofrer, desacreditar, chorar, proferir impropérios, se desesperar. Protegê-las dessas experiências é evitar que vivam.

6.Somente as pessoas com deficiência podem lhe dizer o que é possível para elas. Nós, que as amamos, devemos ser observadores atentos e sintonizados.

7.As pessoas com deficiência devem agir por conta própria. Podemos oferecer-lhes alternativas, possibilidades e instrumentos necessários – mas somente elas podem colocá-los em ação. Nós podemos apenas permanecer firmes, e estar presentes para reforçar, encorajar, ter esperanças e ajudar quando possível.

8.As pessoas com deficiência, assim como nós, estão preparadas para viver como desejarem. Elas também devem decidir se desejam viver em paz, com amor e alegria, como são e com o que têm, ou deixar-se ficar numa apatia lacrimosa, esperando a morte.

9.As pessoas com deficiência, independente do grau, têm um potencial ilimitado para se tornar não o que nós queremos que sejam, mas o que elas desejam ser.

10.As pessoas com deficiência devem encontrar sua própria maneira de fazer as coisas – impor-lhes nossos padrões (ou os da cultura) é irreal e até mesmo destrutivo. Existem muitas maneiras de se amarrar os sapatos, beber em um copo, chegar até o ponto do ônibus. Há muitas formas de se aprender e se adaptar. Elas devem encontrar a forma que melhor se lhes ajuste.

11.As pessoas com deficiência também precisam do mundo e das outras pessoas para que possam aprender. O aprendizado não acontece apenas no ambiente protetor do lar ou em uma sala de aula, como muitas pessoas acreditam. O mundo é uma escola, e todas as pessoas são professores. Não existem experiências insignificantes. Nosso trabalho é agir como seres humanos afetuosos, com curativos emocionais sempre prontos para uma possível queda, mas com novos mapas à mão para novas aventuras!

12.Lembre-se de que todas as pessoas com deficiência têm direito à honestidade em relação a si mesmas, a você e a sua condição. Ser desonesto com elas é o pior serviço que alguém pode lhes prestar. A honestidade constitui a única base sólida sobre a qual qualquer tipo de crescimento pode ocorrer. E, acima de tudo, lembre-se de que elas necessitam do que há de melhor em você. A fim de que possam ser elas mesmas e que possam crescer, libertar-se, aprender, modificar-se, desenvolver-se e experimentar, você deve ter essas capacidades. Você só pode ensinar aquilo que sabe. Se você é aberto ao crescimento, ao aprendizado, às mudanças, ao desenvolvimento e às novas experiências, permitirá que elas também o sejam.

Declaração de Manágua

“Queremos uma sociedade baseada na igualdade, na justiça, na equiparação e na interdependência, que assegure uma melhor qualidade de vida para todos, sem discriminação de nenhum tipo, que reconheça e aceite a diversidade como fundamento para a convivência social. Uma sociedade onde o primeiro direito seja a condição de pessoa, de todos os seus integrantes, que garanta sua dignidade, seus direitos humanos, sua autodeterminação, sua contribuição à vida comunitária e seu pleno acesso aos bens sociais.












Neste link, veja a Declaração de Managuá na íntegra com a tradução de Romeu Sassaki.

http://docs.google.com/viewer?a=v&q=cache:_EAWx-zeLAQJ:www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/saude/arquivos/deficiencia/Declaracao_de_Managua.pdf+DECLARA%C3%87%C3%83O+DE+MANAGU%C3%81&hl=pt-BR&gl=br&pid=bl&srcid=ADGEEShIueIbbIyZSYiIddClt2GOooET5xQMD80JCstQWSFlIx63MGUpmfOMD04Gc8A6L127oTSInXyMZGWpfmMM9QNff71IvpGnHT2fGUnNYAL5a7reMI0V3nG6gx-a6FlbiFC-AFXA&sig=AHIEtbQUJYT1Q0PZ33Ak9A266Md9NMeS_w&pli=1


Fonte: Bengala Legal | Leo Buscaglia, educador ítalo-americano.
Texto adaptado para divulgação no site do Instituto Indianópolis

quarta-feira, 20 de abril de 2011

As dez mulheres especiais homenageadas na feira Reatech

Iniciativa do Anjos sem Visão buscou homenagear mulheres que estiveram a frente da luta pela inclusão e são exemplos de superação.
da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 20/04/2011

O Grupo Anjos de Visão, coordenado por Cheila Felton homenageou no dia 15/04 na Feira Reatech, dez ” mulheres especiais” de São Paulo e do Rio de Janeiro. Tive a grata e feliz surpresa de estar incluída nessa lista. Essa notícia me deixou muito feliz e me senti muito honrada. Agradeço ao grupo “Anjos de Visão” pelo reconhecimento do trabalho realizado no blog Deficiente Ciente, a querida Cheila Felton, as duas grandes incentivadoras que também foram premiadas: Kica de Castro e Márcia Gori, ao Webmaster do blog, Leonardo Sueza, e a todos os leitores que nos prestigiam diariamente. Muito obrigada!



A cada mulher homenageada, foi entregue a Estatueta “Vitória”, confeccionada pelo ceramista Waldir Lopes, pessoa com deficiência visual, componente do Grupo Anjos de Visão.

As dez mulheres homenageadas foram:


Kica de Castro - fotógrafa e empresária de agência de modelos com e sem deficiência

Helena Werneck – Coord. Geral do Instituto Meta Social;

Vera Lúcia Garcia – Pres. do Blog Deficiente Ciente (deficiência física)

Flávia Cintra: jornalista (deficiência física)

Priscila Menucci- modelo e atriz (nanismo);

Paola Kloker- modelo (deficiência física);

Solange Gueiros – Prof. de dança de salão para deficientes visuais da academia de dança Passos e Compassos;

Mara O. de Campos Siauly – Pres. da Associação LARAMARA;

Márcia Gori – Pres. do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de São
José do Rio Preto /SP (deficiência física)

Linamara Rizzo Battistella – Médica fisiatra e Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência;

Maria Luiza Sevieri – Dir. Grupo Cipa

Parabéns a todas essas mulheres que certamente representaram e representam toda mulher corajosa, determinada e que no dia a dia luta por uma sociedade humanizadora e inclusiva.

Fonte: Deficiente Ciente - São Paulo - SP, 19/04/2011

Apenas 25% das vagas de trabalho para as pessoas com deficiência são respeitadas no país

Informação abriu o Fórum da Lei de Cotas durante a última Reatech.
da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 20/04/2011

Foi a informação de abertura do Fórum Lei de Cotas e Trabalho Decente para a Pessoa com Deficiência realizado durante a Feira Internacional de Tecnologias de Reabilitação, Acessibilidade e Inclusão, encerrada neste domingo, em São Paulo.

Fornecida por Carlos Clemente, Coordenador do Espaço da Cidadania, o percentual é a comparação entre a projeção de vagas estimada pela Lei de Cotas (883.434 vagas) e os resultados da ação fiscal do Ministério do Trabalho que garantiu 223.308 inserções até Dezembro de 2010.

O Fórum reuniu cerca de 250 participantes de 11 estados, que atuam em diversas áreas como Poder Público, entidades especializadas, escolas, sindicatos, empresas e pesquisadores.

Vários dirigentes e duas deputadas federais estiveram presentes demonstrando seus compromissos com a causa da inclusão:

-José Roberto de Melo - Superintendente Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo

-Marco Antonio Pellegrini - Secretário Adjunto da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

-Rosinha da ADEFAL - Deputada Federal por Alagoas Presidente da Frente Parlamentar do Congresso Nacional em Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência

-Deputada Federal Mara Gabrilli (São Paulo) - Autora do projeto de lei que altera a Lei de Licitações (Nº 8.666/93), incluindo a observância da Lei de Cotas nessa legislação.

-Moisés Bauer – Presidente do CONADE

-Melissa Bahia – Secretaria do Trabalho da Bahia

-Lianne Carvalho de Oliveira – Ministério do Desenvolvimento Social

-Tenente Syllas Yaddach - Responsável pela Equoterapia da Cavalaria 9 de Julho do Polícia Militar do Estado de São Paulo

As palestras foram conduzidas pelos especialistas:

.Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu artigo 27(direito ao trabalho)

- Profº Romeu Kazumi Sassaki - Consultor de Inclusão Social. Diretor do Centro de Vida Independente Araci Nallin. Membro do Comitê Avaliador do "Prêmio Tecnologia Assistiva" da Universidade do Estado do Pará. E-mail: romeukf@uol.com.br

.As pessoas com deficiência no mercado formal de trabalho

-Alexandre Jorge Loloian - Fundação SEADE. Email: aloloian@seade.gov.br Conferências sobre Trabalho Decente preconizado pela OIT.

- Eng. Nilton Freitas-Assessor de Políticas Públicas e Sociais do Sindicato dos Químicos do ABC. Email: niltonfreitas@quimicosabc.org.br

.Apresentação da Carta de Proposições da Câmara Paulista de Estudos sobre Inclusão de Pessoas com Deficiência no Mercado Formal de Trabalho.
- Dr. José Carlos do Carmo (Kal)-Auditor Fiscal e Coordenador do Projeto de Inclusão da Pessoa com Deficiência da SRTE-SP. Email: jose.carmo@mte.gov.br

Os palestrantes colocaram-se à disposição do público para contatos através de e-mail, que deixamos anotado.

Quem não pode participar, perdeu grande chance de ampliar os conhecimentos sobre a Lei de Cotas, mas poderá estar interagindo em outra oportunidade.

Nota do Espaço: No Fórum mostramos que apenas 25% das vagas destinadas às pessoas com deficiência estavam preenchidas. E no domingo, 17 de Abril, o Jornal Folha de São Paulo estampou manchete no caderno de Emprego (página E-4), afirmando que “País cumpre 20% da cota de aprendiz”.

Fonte: Espaço da Cidadania - São Paulo - SP, 19/04/2011 - Imagem Internet

O pulso ainda pulsa

Artigo de Beto Volpe faz reflexão sobre a vida e a deficiência.
Beto Volpe

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 20/04/2011

Ontem pela manhã, mal refeito da maratona Reatech, a maior feira de equipamentos e tecnologias inclusivas para pessoas com deficiência da América Latina, recebi uma péssima notícia pelo Facebook: um amigo de Sampa teria seu pé amputado. Como? Semana passada havíamos comemorado sua última sessão de quimioterapia para combater um câncer que ainda não se sabe de onde veio e as perspectivas eram as melhores! Pois uma trombose decorrente do tratamento havia obstruído as finas artérias do pé e não seria possível preservá-lo. E meu amigo, matriculado no serviço público de tratamento em AIDS, na oncologia de um renomado hospital, agora está pensando em como encarar mais esse desafio de paciência e perseverança que é uma reabilitação para minimizar os impactos de uma deficiência física.

Um tanto angustiado, subi a serra logo após o almoço e após uma pequena espera fui autorizado a entrar na UTI, onde finalmente cheguei a seu leito. Muito magro, fios por todo lado (brincamos sobre sua noção de conectividade), o pé em questão coberto pelo lençol e.... O brilho no olhar! Ele estava lá, ainda que um pouco ofuscado por uma situação extrema para qualquer ser humano, mas estava lá. E era o brilho de uma pessoa que, cortejada pela Morte, insiste em sua relação com a Vida. Isso acalmou meu coração uma barbaridade, o princípio ativo estava mais ativo que nunca e a conversa transcorreu em clima de resignação e otimismo. Mas na hora da despedida não conseguimos evitar uma troca de olhares mais turvos, preocupados com o que virá amanhã.

Voltei para casa bastante abatido, fazia muito tempo que uma situação alheia não me atingia tão duramente Nem tanto pelo episódio de meu amigo, tenho certeza que ele irá superar isso tudo de forma gloriosa. Mas onde iremos parar? Os cortejos mortais têm sido cada vez mais assertivos e qualquer hora dessas não será possível resistir. Por mais que os nervos sejam de aço, a carne é fraca. Primeiro foram as oportunistas, que ceifaram muita gente querida. Aí veio a lipodistrofia, mostrando no espelho que a ameaça ainda estava por perto. Danos ósseos, problemas cardiovasculares, hepáticos, renais, tumores, hanseníase, alterações metabólicas, deficiência e demência. Dentro de pouco tempo nosso prontuário médico mais parecerá a letra de Arnaldo Antunes, da qual pincei o título deste desabafo. Música que, apesar de elencar tudo que é doença, enfatiza que o pulso ainda pulsa. E enquanto houver pulso, há Vida.

FONTE: Rede SACI - São Paulo - SP, 19/04/2011

Jaqueta com GPS pode ajudar pessoas com dificuldades de visão

André Fogaça Para o TechTudo
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 20/04/2011
Point Locus (Foto: Divulgação)
Pessoas com qualquer dificuldade na visão tem um grande problema quando andam sozinhas pela cidade. Alguns avanços na medicina podem surgir no futuro para, quem sabe, curar algumas destas deficiências, mas a tecnologia de hoje já pode ajudar bastante estas pessoas para se locomoverem, como é o caso desta jaqueta.

O protótipo, chamado de Point Locus, é uma jaqueta equipada com antena GPS que treme em certa lateral do corpo para indicar onde a pessoa deve virar. Além de indicar o caminho, a jaqueta ainda é equipada com o recurso de reconhecimento de voz, para que o usuário consiga modificar ou adicionar um destino no que já está traçado.

Claro que esta jaqueta não elimina a ajuda que um acompanhante faz para estas pessoas, muito menos da bengala para ter a noção do chão a frente, mas pode trazer mais independência para elas. Infelizmente o sistema GPS não oferece mapas para lugares fechados, como shoppings e supermercados.

Mas se a pessoa quiser ir a um ponto da cidade em que jamais esteve, conseguirá fazer da melhor maneira possível. Além deste projeto, há o NAVI (Auxílio à Navegação para Deficientes Visuais, em inglês), que utiliza a câmera do Kinect para mapear o ambiente e enviar sinais sonoros e sensitivos para o usuário evitar colisões, por exemplo.

Estes são dois projetos que poderiam se encontrar e acabarem sendo desenvolvidos juntos, já que as possibilidades da união destes dois são imensas.

Fonte: http://www.techtudo.com.br/artigos/noticia/2011/04/jaqueta-com-gps-pode-ajudar-pessoas-com-dificuldades-de-visao.html (Acesse este link e veja o video)

Sem ação coordenada, preconceito vai continuar; neuropediatra diz que paralisia cerebral exige análise individual

Para os especialistas, como as sequelas da paralisia cerebral (PC) dependem da extensão e do local da lesão, é importante que os casos sejam analisados individualmente.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 20/04/2011

“Há crianças com Paralisia Cerebral que têm atraso intelectual e outras que são capazes de tarefas como traduzir textos”, explica Luiz Celso Villanova, neuropediatra da Unifesp. “O problema é que acham que todos os indivíduos que têm grave comprometimento motor também têm grave comprometimento intelectual.”

Segundo a professora Walkíria de Assis, especialista em educação especial, o preconceito será vencido quando, além da reforma física das escolas, os professores forem capacitados. “Não dá para exigir sem ensinar. Ele está acostumado a uma sala com 40 alunos, não sabe o que fazer quando vê um aluno especial.”

A lei brasileira diz que escolas públicas e particulares têm a obrigação de aceitar a matrícula de qualquer aluno com deficiência física desde que ele tenha capacidade para acompanhar o ensino regular. Quando o envolvimento motor é importante, a escola deve usar estratégias que viabilizem a aprendizagem.

O decreto federal 5.296, de 2004, determinou que todos os estabelecimentos de ensino proporcionassem condições de acesso e utilização de todos os seus ambientes para pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. As edificações tinham até 30 meses para garantir a acessibilidade – o prazo venceu em 2007.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação disse que considera inadmissível que uma escola não faça o cadastro de um estudante e fará uma apuração para verificar se houve recusa da escola Tenente José Maria Pinto Duarte em cadastrar Natasha. (entenda melhor essa matéria, recomendo a leitura “Crônica da exclusão escolar de Natasha”,postado neste blog no dia 19/04/2011)
O Grupo de Atuação Especial de Proteção às Pessoas com Deficiência (Gaeppd) do Ministério Público afirma que os principais problemas apontados pelas famílias são falta de acessibilidade e transporte, projeto pedagógico inadequado e recusa de matrícula nas escolas particulares.

(Des)inclusão

25% das escolas estaduais da capital estão completamente adaptadas para receber deficientes físicos

50% da rede municipal de educação é acessível a estudantes que usam cadeiras de rodas

Fonte: http://www.estadao.com.br/

terça-feira, 19 de abril de 2011

Crônica da exclusão escolar de Natasha

Mãe de criança com paralisia cerebral conta a saga para matricular a filha em escola pública.
Ocimara Balmant

APNEN.colaborando na divulgação desta matéria: 19/04/2011

Na semana em que se comemorou o Dia Nacional de Luta pela Educação Inclusiva, 14 de abril, a reportagem do Estado acompanhou a saga de Natasha Pinheiro Batista, de 12 anos, e de sua mãe, Martinha dos Santos, por uma vaga na escola. Natasha sofre de paralisia cerebral, o que não lhe traz déficit intelectual, apenas dificuldade motora e de fala. Em vez do caderno, já que não consegue escrever, usa um notebook.

Terça-feira

Acomodada em seu carrinho elétrico, Natasha passa a tarde subindo e descendo as ladeiras próximas à sua casa, no Pacaembu. A cada letreiro com nome de escola, elas param.

Nas mãos, Martinha leva o laudo neurológico que atesta as condições de aprendizagem da filha. Mas papel não ajuda. Colégio nenhum - nem municipal, nem estadual, nem particular - se diz preparado para receber a criança.

A primeira tentativa foi num colégio particular tradicional do bairro, onde Natasha precisou esperar do lado de fora por causa das escadas logo na entrada. Na secretaria, a funcionária disse que havia vaga, mas seria necessário conversar com a diretora para saber se Natasha poderia estudar ali.

Quando viu mãe e filha, a diretora esclareceu que não havia vaga. A informação teria sido um equívoco da funcionária. Indagada se poderia ser feita uma pré-reserva para 2012, explicou que a escola exige uma prova de aptidão e o modelo pedagógico do colégio não seria adequado às necessidades da menina. "Sugiro que você procure um local preparado para esses casos. Sinceramente, acho prejudicial uma escola como a nossa para sua filha. Você ia expô-la a situações que ela não acompanharia."

Carrinho na rua, a procura continua. Uma quadra à frente, Martinha entra em outro colégio particular, desta vez bem pequeno. Parece perfeito. A turma do 6.º ano só tem quatro alunos e a diretora se prontifica a preparar provas especiais: com o mesmo conteúdo, mas em um formato acessível. Em vez de ter de responder a questões discursivas, Natasha faria prova de múltipla escolha.

Um detalhe, no entanto, atravanca a matrícula: Martinha precisaria acompanhar a filha ou providenciar um cuidador que ficasse o tempo todo na escola para carregar a garota na escada, levá-la ao banheiro e dar o lanche. "Se eu pudesse parar de trabalhar... Mas não posso."

Alguns quarteirões acima, chegamos à Escola Municipal Tenente José Maria Pinto Duarte. Por lá, as salas de aula ficam no primeiro e segundo andares. No térreo, só funciona a administração. Martinha já havia passado por ali na semana anterior e feito uma requisição de matrícula. A funcionária a atende outra vez e diz que a escola tem duas alunas especiais, mas que não são cadeirantes. Cortês, conta que trabalha no colégio há décadas e, quando era mais nova, aceitava cadeirantes e os carregava no colo. "Agora, não aguento mais."

Natasha também não. Mas ninguém a escuta e ela volta para casa chorando, mais uma vez.

Quarta-feira

Logo cedo, Martinha vai ao Centro de Formação e Acompanhamento à Inclusão da Prefeitura, o Cefai. Lá, encontra, por acaso, a diretora da escola municipal onde esteve no dia anterior. "Ela disse que se eu me prontificasse a ficar na escola levando a Natasha de um lado ao outro, ela faria a matrícula." Martinha aceita a proposta. O trabalho seria feito por uma prima, no momento desempregada.

Quinta-feira

No Dia de Luta pela Educação Inclusiva, Martinha chega à escola com a papelada. Sai chorando. A diretora não estava e um funcionário diz que não pode fazer a matrícula por causa da deficiência da garota.

Sexta-feira

A saga, com final improvisado, tem fim após o Estadão confrontar as secretarias municipal e estadual de Educação. Martinha é autorizada a matricular a filha na escola municipal, desde que acompanhe Natasha escada acima até que a escola consiga um auxiliar de vida escolar (AVE), profissional contratado para ajudar as crianças portadoras de deficiências mais severas. Atualmente há 400 deles em toda a rede municipal.

A secretaria estadual informa à mãe que há vagas disponíveis em duas escolas completamente adaptadas que ficam a menos de três quilômetros da residência de Natasha. Nelas, a menina se locomoveria sozinha e teria acesso ao serviço de apoio pedagógico, mas não receberia atenção especial na hora de se alimentar e ir ao banheiro, por exemplo, já que não há cuidadores.

"Cada uma resolveu metade do problema. Na estadual, ela se locomove sozinha, mas não tem um cuidador à disposição. Na municipal, ela depende de ajuda para subir e descer as escadas, mas existe a esperança de chegar alguém para ajudá-la. Decidi enfrentar as escadas. Mas, fala a verdade, você acha que algum dia minha filha vai ter uma escola totalmente inclusiva?"

Fonte: Estadão - São Paulo - SP, 18/04/2011 - Imagem Internet

Comentário APNEN: São relatos de verdadeiros descasos com a pessoa com deficiência, não há vagas nas escolas, vagas de estacionamento não são respeitadas, acessibilidade nas cidades, esta então nem pensar, as pessoas com deficiência são lembradas somente em epocas de eleições, afinal somos 14.5% da população. Temos que exijir os nossos direitos, "Custe o que Custar".

Prefeitura de SP regulamenta cadastro de deficientes físicos.

Objetivo é obter informações sobre cidadão com mobilidade reduzida. Munícipe deve enviar dados a cada 4 anos.

da Redação

APNEN.colaborando na divulgação desta matéria: 19/04/2011

A Prefeitura de São Paulo regulamentou nesta sexta-feira o Programa Censo-Inclusão e Cadastro-Inclusão, que tem como objetivo identificar, mapear e cadastrar o perfil socioeconômico das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida residentes na capital.

De acordo com decreto publicado hoje no Diário Oficial, os munícipes que se enquadram no programa devem enviar à administração pública um questionário elaborado pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPed), a cada quatro anos.

O questionário pode ser enviado ao contribuinte por remessa postal para o endereço constante do banco de dados da Secretaria Municipal de Finanças, retirado nas praças de atendimento das Subprefeituras, no portal da prefeitura, e remetido à secretaria gratuitamente pelos Correios.

O Programa Cadastro-Inclusão deverá emitir relatórios semestrais pela página que será criada no portal da prefeitura, e os dados constantes do Programa Cadastro-Inclusão poderão ser constantemente alterados e atualizados pelos munícipes. A administração municipal também que as informações enviadas terão caráter sigiloso e serão usadas exclusivamente para fins estatísticos.

O cidadão pode obter mais informações pelo telefone 156.

Fonte: IG - São Paulo - SP, 18/04/2011

Mogi das Cruzes faz censo direcionado a deficientes

Prefeitura busca dados para poder melhorar política de inclusão, por exemplo, no esporte e no trabalho.

da Redação
APNEN,colaborando na divulgação desta matéria: 19/04/2011

Orientações com integrantes da Coordenadoria da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida é outro serviço que pôde ser encontrado no evento. O órgão iniciou em fevereiro um censo para cadastrar todos os deficientes da cidade. O objetivo é que, com o levantamento, algumas melhorais possam ser realizadas para essa parcela da população.

Cerca de 200 urnas estão espalhadas por diversos pontos da cidade, como postos de saúde, hospitais, escolas e mercados. Para participar do censo, as pessoas devem preencher um formulário com informações básicas, como endereço, telefone e escolaridade.

"Queremos saber quantos deficientes existem no município. Temos um número parcial de 9 mil, por conta das carteiras de ônibus", informou o gestor de projetos da coordenadoria, Vanadir da Silva Alves.

Alves disse que a aceitação por parte das pessoas está boa. "Os formulários podem ser retirados nos locais e levados para ser preenchidos em casa. Pensamos nisso também para não atrapalhar o fluxo de pessoas no local. Qualquer cidadão pode pegar e levar para um amigo ou parente que seja deficiente", afirmou.

O levantamento vai auxiliar no direcionamento das pessoas deficientes para o mercado de trabalho. "As empresas nos procuram para indicarmos pessoas. Com os dados, poderemos conhecer a qualificação profissional de cada um deles e encaminhá-los", acrescentou Alves.

Ele explicou que a ideia é melhorar a qualidade de vida dos deficientes. "No formulário, é perguntado sobre o interesse em esportes. Vamos ver a demanda para cada esporte e ver se é viável montar equipes. Isso é importante para tirá-los de casa e mostrar que eles têm condições de fazer muitas atividades", destacou.

Os formulários devem ser entregues no fim do mês. "A data era de 60 dias. Se for necessário, vamos estender. Estamos tendo uma grande adesão. Agora, uma empresa está sendo procurada para fazer o levantamento", informou o gestor.

Fonte: Moginews - Mogi das Cruzes - SP, 18/04/2011

Empresário gaucho agredido ao advertir um motorista que estacionou em uma vaga para deficiente esta desmotivado a exigir o cumprimento das leis e das regras de convivência.

Há um ano, Léo Mainardi sofre com sequelas físicas e psíquicas da agressão.

APNEN.colaborando na divulgação desta matéria: 19/04/2011

O empresário que teria uma filha cadeirante e repreendeu um motorista( http://www.deficienteciente.com.br/2010/04/camera-grava-briga-por-vaga-em.html) que estava na vaga reservada para pessoas com deficiência no Rio Grande do Sul? Esse mesmo empresário foi ferido nessa briga e passou por uma cirurgia. Após um ano, veja abaixo como ficou a situação.
Atingido com uma barra de ferro há um ano ao advertir um motorista de que ele estacionara em uma vaga para deficiente, Léo Mainardi afirma que as suas sequelas não são apenas físicas. As dores e as cirurgias a que precisou ser submetido também o desmotivaram a exigir o cumprimento das leis e das regras de convivência. Enfim, o cidadão se calou.

Um ano depois de se insurgir contra o que considerou um caso de falta de civilidade no trânsito, o comerciante Léo Mainardi, 50 anos, sofre todos os dias as dolorosas consequências de seu ato. Atingido na cabeça por um motorista a quem chamara a atenção por ter estacionado em uma vaga reservada a deficientes, em um supermercado da Capital, ele continua limitado 12 meses depois pelas sequelas daquela tarde. E, pior, as consequências não são apenas físicas. Antes empenhado, no dia a dia, em promover e estimular a conscientização no trânsito, ele confessa que agora, amedrontado, fecha os olhos para as barbaridades de todo dia.

O episódio que mudou a vida de Mainardi ocorreu em 18 de abril passado, no estacionamento do supermercado Makro, no bairro Anchieta. Pai de uma cadeirante de 26 anos, deficiente desde o nascimento, o morador de Novo Hamburgo revoltou-se ao ver o comerciante Rudicir Fernandes de Freitas, 34 anos, ocupar indevidamente uma vaga de estacionamento reservada a pessoas com dificuldade de locomoção. Na briga que se seguiu, após agressões verbais, Mainardi levou uma pancada na cabeça, o que o deixou com um coágulo e forçou a realização de cirurgias:

– Eu disse que a vaga era para deficientes e que analfabetismo não é deficiência. Não coloquei da melhor maneira. Poderia ter dito de outra maneira – avalia hoje.

(Mainardi concedeu uma entrevista ao Jornal Zero Hora)

O comerciante ficou mais de dois meses afastado do trabalho e deve se submeter em breve a uma nova cirurgia. A entrevista destas páginas não tem o objetivo de retornar ao fato, hoje nas mãos da Justiça e de advogados. Ao ler as declarações de Mainairdi, o leitor vai perceber que o tema, aqui, é a cidadania – ou melhor, a costumeira falta dela, em especial nas ruas e rodovias do país. Na conversa, o agredido relata que, por causa das perfurações no crânio, teve de mudar tudo em sua vida para evitar o risco de batidas na cabeça, que podem ser fatais.

O caso deu origem a um inquérito policial, que levou o Ministério Público a denunciar Freitas por lesão corporal grave. A primeira audiência foi marcada para setembro.

– Fiquei aflito com a espera, mas vi um caso como o do Eliseu Santos, que está fechando um ano e só agora estão começando a ouvir as testemunhas. Ou seja, é demorado mesmo – resigna-se Mainardi.

Zero Hora procurou Rudicir de Freitas, mas ele preferiu não comentar o assunto.

Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Cresce inclusão de estudantes com deficiência em sala comum

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 18/04/2011

Nos últimos dez anos, o número de alunos com deficiência matriculados em turmas regulares de escolas públicas aumentou 493%. Em 2000, eram 81.695 estudantes; em 2010, 484.332 ingressaram em classes comuns. Os dados do Censo Escolar são comemorados pela secretária de Educação Especial do Ministério da Educação, Cláudia Dutra. Segundo ela, os dados positivos são resultado de uma política de inclusão que começou a ser discutida com a sociedade e sistemas de ensino em 2003. “Esta é uma conquista que representa um amplo processo de mobilização educacional”, observa.




A secretária explica que, a partir da implementação dessa política, o foco passa a ser a acessibilidade e não a deficiência do estudante. “Antes, acreditava-se que o estudante com deficiência não tinha condições de estudar e que esta falta de condição estaria nele, quando na verdade pouco havia sido feito para eliminar as barreiras de acesso ao aprendizado dessas pessoas”, afirma.

De acordo com a secretária, outro marco para a educação especial ocorreu em 2008, quando foi dobrado o valor investido por aluno com deficiência no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Em 2010, foram investidos R$ 317 milhões em ações que vão desde o incentivo à implementação de salas multifuncionais e obras de acessibilidade até formação de professores para atuar com alunos com deficiência.

A secretária destaca que, a partir do projeto pedagógico, é importante que o aluno com deficiência frequente a classe comum, e no turno oposto tenha um atendimento na sala de recursos multifuncionais. Para estimular essa política nas redes estaduais e municipais de educação, o MEC financiou a implantação de 24.301 salas de recursos multifuncionais, em 83% dos municípios e 42% das escolas públicas, no período de 2005 a 2010.

As redes locais que queiram instalar as salas multifuncionais podem fazer o pedido no Plano de Ação Articulada (PAR). Já as escolas interessadas em melhorar a acessibilidade devem solicitar os recursos por meio do Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE Escola). Os recursos são repassados direto para a escola.

Outra iniciativa considerada importante é a formação de professores. Em 2010, 68.117 professores receberam formação para atuar em educação especial em cursos financiados pelo MEC.

Fonte:http://mundoconectado.net/ - 18/04/2011

domingo, 17 de abril de 2011

STF pode por fim a impasses sobre Lei de Cotas

Julgamento no Supremo pode criar precedente para aplicação da Convenção da ONU para pessoas com deficiência.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 17/04/2011

Pela primeira vez, o Supremo Tribunal Federal (STF) tem a chance de colocar um ponto final a sucessão de equívocos que rondam o cumprimento do artigo 93 da lei 8.213/91, a Lei de Cotas.
O Tribunal terá de analisar recurso do grupo Jerônimo Martins, antigo proprietário do Sé Supermercados, que questiona diversos aspectos da Lei.

De acordo com a notícia publicada no Jornal Valor Econômico de 6 de abril, o grupo argumenta que o Sé Supermercados cumpria a cota de contratações de pessoas com deficiência, mas sofreu uma ação civil pública do Ministério Público do Trabalho. A empresa questiona o conceito de deficiência e caberá ao ministro Ricardo Lewandowski a relatoria do caso.

Com isso, pode ser que finalmente a Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência seja respeitada. Basta que o ministro Lewandowski atente para o fato Brasil tê-la ratificada e para a contradição entre este compromisso com o fato dela ser ignorada em boa parte dos julgamentos de que se tem notícia, quando se envolve a Lei de Cotas. Como toda decisão suprema, a decisão do excelentíssimo ministro seja exemplar.

Hoje muitas empresas apostam na lentidão da Justiça e apóiam sua defesa no Decreto 3298 que já foi superado pelo Decreto 5296/2004, que exige que as empresas garantam também a acessibilidade arquitetônica às pessoas com deficiências.

A discussão no STF poderá trazer à tona não só esse fato, mas também os resultados dos Censos Demográficos de 2000 e 2010, que mostram que no país há 17 milhões de pessoas com deficiência em idade para trabalhar. Pessoas barradas por muitas empresas privadas e também públicas, que não garantem o acesso às vagas geradas pela Lei de Cotas, e têm o seu direito ao trabalho desrespeitado.

Ao julgar o caso, o STF terá de enfrentar o preconceito velado que está por trás do descumprimento da lei, expresso também nos dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), que mostram que mensalmente há desvios de R$ 1,2 bilhões em salários não pagos as pessoas com deficiência, pelo simples descumprimento da lei.

Com o julgamento, também abre-se uma oportunidade de o STF conhecer as fontes de dados disponibilizadas por entidades especializadas e assim aprofundar e difundir o debate sobre a inclusão de pessoas com deficiência no país.

Fonte: Espaço Cidadania - 16/04/2011 - Imagem Internet

Cirurgia com células-tronco pode devolver movimentos aos pacientes

Numa terapia inédita no país, as células são retiradas do osso do quadril do próprio paciente e podem se transformar em vários tipos de tecido.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 17/04/2011

Uma técnica usada pela primeira vez no Brasil pode devolver alguns movimentos a pacientes que ficaram paralíticos. Médicos realizaram na última quinta-feira (14), em Salvador, a cirurgia inédita: implantaram células-tronco em um policial militar.
A caminho da sala de cirurgia, um policial militar de 45 anos que ficou paraplégico em 2006 depois de cair de um telhado. O PM recebeu injeções de células-tronco mesenquimais diretamente no local onde a medula foi atingida. A técnica, segundo os pesquisadores, nunca tinha sido usada no país.
O método começou a ser desenvolvido há seis anos por cientistas da Fundação Oswaldo Cruz em um hospital de Salvador, onde fica um dos mais modernos centros de terapia celular da América Latina. As células mesenquimais são retiradas do osso do quadril do próprio paciente e podem se transformar em vários tipos de tecido.
Na primeira fase da pesquisa, cães e gatos com paralisia nas patas traseiras receberam injeções dessas células. Todos apresentaram melhora na musculatura que controla o fluxo de fezes e urina, e mais da metade recuperou a sensibilidade e a força nas patas.


Até o fim do ano, outras 19 pessoas com paralisia já selecionadas serão submetidas a esse mesmo tipo de cirurgia. Depois de operadas, todas irão fazer fisioterapia por seis meses para fortalecer a musculatura atrofiada e serão acompanhadas pela equipe nos próximos dois anos.
Os médicos esperam que, daqui a um tempo, os pacientes consigam, pelo menos, realizar alguns movimentos.
“Estamos iniciando uma nova terapia, uma nova forma de tratar o paciente. Hoje em dia a medicina não tem uma terapia eficiente para tratá-los. Qualquer melhora que possa estar aumentando a qualidade de vida desse paciente, para nós, já vai ser um ganho”, explica o neurocirurgião Marcus Vinícius Mendonça.

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Fonte: http://deficientesunidos.blogspot.com/2011/04/cirurgia-com-celulas-tronco-pode.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+DeficientesUnidos+%28Deficientes+Unidos%29

16/04/2011 - Imagem Internet