sábado, 7 de maio de 2011

Você estaciona em cima da Calçada??

Se você estaciona em cima de calçadas, veja este video e reflita!!

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 07/05/2011




Autoescolas sem adaptação para deficientes serão descredenciadas

As autoescolas que não estiverem adaptadas para receber alunos com deficiência física serão descredenciadas pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PI). Já no início de 2011, duas delas foram reprovadas em vistoria do órgão por não possuírem infraestrutura adequada para estes alunos.
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 07/05/2011

De acordo com a resolução Nº 358, de 13 de agosto de 2010, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), todos os Centros de Formação de Condutores (CFC) devem possuir rampas nas suas entradas e apoio nos banheiros, devidamente adaptados para candidatos com deficiência física.
As áreas de circulação devem possuir o Símbolo Internacional de Acesso, estando livres de obstáculos (escadas), permitindo livre movimentação de pessoas que usam cadeira de rodas, além de vagas no estacionamento devidamente sinalizadas com placas para identificá-las.

Os banheiros devem possuir portas tipo alavanca, área suficiente para manobra de cadeirantes, barras laterais de apoio para uso de sanitários, pia com altura de 0,8m do piso e torneira tipo pressão.

A vistoria é realizada pela equipe de Fiscalização da Coordenação de CFC do Detran-PI. As empresas devem adaptar sua infraestrutura até o prazo de 13 de agosto de 2011, quando a resolução completa um ano em vigor. Do contrário, o local não terá sua licença para funcionar.

De acordo com a Resolução Nº 68 do Contran, os candidatos com deficiência física também podem realizar os exames de baliza e percurso em carro próprio adaptado, desde que a autoescola entre em contato com o Detran-PI, agendando uma vistoria do veículo. Caso o aluno não possua carro, o órgão disponibiliza um automóvel adaptado.

Fonte: http://www.jornalista292.com.br/noticia_detalhe.php?id=5294

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Direitos precisam ser conhecidos por deficientes

Falta de informação causa desconhecimento de direitos, afirma advogada.
da Redação
APNEN,colaborando na divulgação desta matéria: 06/05/2011

A Constituição brasileira prevê que todos têm direitos iguais. Para que esses direitos sejam respeitados quando se refere às pessoas com deficiência, foram criados leis e decretos que determinam que haja acessibilidade em todos os lugares, principalmente de uso público.

Ter direito de andar pelas calçadas sem se incomodar com desníveis ou objetos no meio do caminho. Ir à escola e ter recursos e professores capacitados para que o aluno com qualquer deficiência tenha a mesma aprendizagem do que os demais. Poder trabalhar sem que a deficiência seja um impedimento, com uma lei de cotas. Ter acesso a tratamentos de saúde que melhorem as condições de vida.

Fonte: Deficiente Ciente - São Paulo - SP, 05/05/2011 - Imagem Internet

Escola especial para crianças com síndrome de Down corre o risco de fechar, no Rio de Janeiro

A Escola Colibri tem 36 anos e pais têm medo de matricular seus filhos em escolas regulares.
Martha Neiva Moreira

APNEN,colaborando na divulgação desta matéria: 06/05/2011

Dalva Rodrigues está de mudança. Terá que sair do casarão da Rua Fonte da Saudade, na Lagoa, onde oferece atendimento especializado para 80 crianças, jovens e adultos com Síndrome de Down. Há 36 anos ela dirige a escola que fundou, a Colibri, e agora busca um novo endereço para se estabelecer porque o proprietário pediu o imóvel. Há tempos a instituição passa por dificuldades. A dívida de IPTU chega a R$ 120 mil, mas Dalva não desanima e os pais agradecem porque temem ter que matricular os filhos em uma escola regular. Mais do que o fim de um projeto de vida, que beneficiou inúmeras famílias, a ameaça de fechamento da Colibri traz à tona um tema que, no debate sobre Educação no país, acaba ficando à margem: o da inclusão de deficientes no sistema formal de ensino.

Desde 1996, quando foi sancionada a Lei de Diretrizes e Base da Educação (LDB), é dever do Estado oferecer "atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com necessidades especiais, preferencialmente na rede regular de ensino". No entanto, na prática, o que ocorre é que os pais ainda ficam apreensivos em ver seus filhos em uma turma convencional. "Tenho muitos alunos cujos pais nunca tentaram colocá-los em uma escola regular" conta Dalva.

É o caso de Maria do Carmo Germano, mãe de Solange, que hoje tem 43 anos e frequenta a Colibri desde 1986. Ela disse que a filha jamais entrou numa escola tradicional e os conhecimentos que aprendeu, como escrever o nome por exemplo, foi ela ou as professoras da Colibri que ensinaram. "Tenho muitos alunos cujos pais nunca tentaram colocá-los em uma escola regular"

Ex-secretária municipal de Educação do Rio de Janeiro e consultora na área de ensino, Regina de Assis defende que crianças surdas, cegas e com Síndrome de Down frequentem a escola regular. Ela entende que não há razão para segregá-los, pois, embora possam ter algum comprometimento cognitivo ou de linguagem, têm condições afetivas para conviver socialmente.

Nas redes públicas de ensino, por exigência da LDB, é obrigatório que as escolas mantenham classes ou salas especiais para que alunos portadores de deficiência tenham atendimento especializado, além das aulas regulares caso necessário. Mesmo assim, segundo informações do site da Secretaria Municipal de Educação do Rio, há pouco mais de cinco mil alunos matriculados nas classes de Educação Especial na rede, menos de 1% do total de matrículas, hoje em 640 mil.

A quantidade relativamente pequena encontra justificativa no que hoje faz parte do discurso dos pais de crianças da Colibri. Eles temem não encontrar nas escolas convencionais profissionais preparados para lidar com as necessidades dos filhos. A tarefa exige especialização. O que, segundo Regina de Assis, ainda deixa a desejar tanto na rede pública quanto na particular: "Os professores não são bem preparados para trabalhar com essas crianças nos cursos de formação e ainda são poucos os que buscam especialização. Os sistemas de ensino deveriam capacitá-los, o que também ainda não acontece como deveria."

Iara Ferreira do Santos, mãe de Tuany, 13 anos, também aluno da Colibri, levou durante alguns meses a filha a uma escola da rede municipal do Rio, a experiência não foi boa. "Esta escola tinha as tais salas especiais, mas mesmo assim minha filha não se adaptou. A professora não era preparada para lidar com ela, achava minha filha muito pirracenta e dizia isso para mim. Até que um dia, cheguei para pegá-la e quando olhei pelo vidro da sala vi que tinha outras crianças segurando a porta para ela não sair. Não tinha ninguém na sala. Esse tipo de situação pode até ser corriqueira, mas para famílias que criam crianças com algum tipo de problema gera estresse. A nossa relação com o professor e com a escola precisa ser de muita confiança."

Daniela Nobre, mãe de Tomás, 9 anos, tem insistido. Ela matriculou o menino no início do ano na rede pública e diz que não está sendo fácil. O menino tem dificuldade para se adaptar e ela tem medo de preconceito das outras crianças com ele. Mas quer insistir, pois acha que a oportunidade é única para seu filho desenvolver alguma autonomia e para as outras crianças terem contanto com o diferente. "Acho que uma sociedade que prega a sustentabilidade deve tratar quem tem necessidades diferentes de forma diferenciada"

A apreensão de Daniela é para Marta Porto, secretária de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, reflexo de uma sociedade que ainda não conseguiu consolidar um senso de justiça social: "Vivemos um momento de inclusão econômica e redução de indicadores de pobreza. Somos protagonistas mundiais no que se refere às preocupações ambientais. Mas ainda não conseguimos melhorar nossa consciência ética. Os cadeirantes têm sua mobilidade comprometida porque a nossa sociedade não cria condições para ele sobreviver com dignidade. Acho que uma sociedade que prega a sustentabilidade deve tratar quem tem necessidades diferentes de forma diferenciada."v

Fonte: O Globo - Rio de Janeiro - RJ, 05/05/2011 - Imagem Internet

Ana Isabel obrigada a circular na estrada

APNEN,colaborando na divulgação desta matéria: 06/05/2011
Quem faz as leis não anda de cadeira de rodas", critica Ana Isabel, 33 anos, de Setúbal. Mesmo rebaixadas, as passadeiras continuam altas, obrigando-a a circular na estrada. Como se não bastasse, refere, os autocarros adaptados, em Setúbal, não estão identificados nem os motoristas sabem lidar com deficientes.

A Câmara de Setúbal ganhou a medalha de ouro no que toca a acessibilidades. "Mais de 70% dos passeios estão rebaixados e cumprem a lei, que estipula três centímetros de lancil", disse ao CM fonte camarária. Acrescenta, porém, que há passeios mal rebaixados porque as condições não permitem uma construção eficaz devido aos materiais utilizados ou à existência de ruas estreitas.

Por sua vez a Transportes Sul do Tejo garante que o dístico de veículo adaptado será colocado à medida que o processo de remodelação se for concretizando. "Está em curso a colocação de estruturas internas de fixação das cadeiras de rodas em seis viaturas, situação que se pretende generalizar à restante frota", explicou Luís Guedes Machado, administrador da empresa. Trinta viaturas já têm rampas para cadeiras de rodas e os motoristas serão objecto de formação.

"HÁ PESSOAS EM SITUAÇÃO PIOR"

Há cinco anos, Ana Isabel Cardoso, de 33 anos, teve um tumor na base do crânio que a deixou tetraplégica. Apesar de ter conseguido recuperar grande parte dos movimentos do lado esquerdo, esta antiga agente imobiliária ficou paralisada do lado direito, estando completamente dependente de terceiros para sair de casa. Dentro da habitação desloca-se sozinha, com a ajuda de uma cadeira de rodas manual, e consegue tratar da higiene pessoal sem ajuda graças à casa de banho adaptada oferecida pela Associação Salvador.

"Sempre fui uma pessoa muito optimista, vi sempre as coisas pelo lado positivo pois há sempre pessoas em piores situações", explica Ana Isabel, para quem o facto de ter recuperado de uma tetraplegia foi uma grande vitória. "Só mexia os olhos", recorda a antiga agente imobiliária, actualmente reformada por invalidez. A filha Sara, de 11 anos, é a sua maior companhia em pequenas deslocações pela praceta do Monte Belo, em Setúbal.

Fonte: Correio da Manhã online

Médicos britânicos criam crânio para menino com doença genética

Cirurgia separa e depois reconecta ossos da cabeça para acomodar cérebro de criança com Síndrome de Apert.
Da BBC
APNEN,colaborando na divulgação desta matéria: 06/05/2011

                                                                          O jovem Finley Amey, portador da Síndrome de Apert
                                                                             (Foto: Kitty Gale / Landmark Films / via BBC)
Em um dos lados da sala de cirurgia, o menino Finley, com um ano de idade, está inconsciente. O crânio do paciente foi removido e seu cérebro está exposto.
Do outro lado da sala, o especialista em cirurgias plásticas de reconstrução David Johnson corta, serra e separa as diversas partes do crânio de Finley antes de juntá-las novamente para criar um crânio com novo formato.

Dentro de 30 minutos, o médico começará a colocar o crânio remodelado sobre o cérebro de Finley, costurando o couro cabeludo do paciente, em zigue-zague, de uma orelha até a outra.

No andar de cima, na sala de espera do John Radcliffe Hospital, em Oxford, na Inglaterra, os pais de Finley aguardam, ansiosos, pela notícia de que a operação correu bem e de que seu bebê está seguro.

Foram doze longos meses de espera para o casal Diane e Lee Amey.

Diferente

Quando Finley nasceu, em Salisbury, na Inglaterra, seus pais logo notaram que ele era diferente. "Sua cabeça tinha um formato estranho, com um chifre, como um rinoceronte", disse o pai. "Suas mãos estavam grudadas e seus olhos eram esbugalhados."

A família foi vista pela Unidade Craniofacial do John Radcliffe Hospital e os médicos constataram que Finley sofria de uma rara condição genética chamada Síndrome de Apert. Crianças que sofrem desta síndrome apresentam vários problemas associados ao crescimento.

Todos nós temos suturas em nossos crânios, elas permitem que o cérebro em crescimento empurre as placas do crânio para que ele se expanda. Em crianças com Síndrome de Apert, no entanto, as suturas são coladas. Isto explica o formato distorcido do crânio de Finley e os olhos esbugalhados.

Na medida em que o cérebro cresce, a pressão pode aumentar dentro do espaço restrito no interior do crânio da criança e isto pode ser perigoso. O hospital faz complexas cirurgias para remodelar o crânio dos bebês, criando espaço para que o cérebro cresça.

"É como carpintaria em 3D", disse David Johnson. "Muitas das técnicas que usamos são similares (às da carpintaria), porém o material com que trabalhamos é osso." Após quatro ou cinco horas, a cirurgia de Finley é concluída e ele é levado para a UTI.

Os pais veem um bebê que parece diferente após a cirurgia e que é capaz, pela primeira vez, de fechar seus olhos. No entanto, esta não é a última cirurgia a que o menino terá de ser submetido.

Síndrome de Apert Bebês que sofrem da Síndrome de Apert nascem com os dedos das mãos e dos pés colados, então Finley será submetido a outras cirurgias para que consiga usar suas mãos. E embora o problema com seu crânio tenha sido resolvido, sua face não crescerá em proporções normais.

Dentro de alguns anos, uma outra operação vai separar os ossos de seu rosto. Depois, ao longo de alguns meses, uma estrutura de metal colocada em sua cabeça irá empurrar os ossos de sua face para a frente.
A equipe do John Radcliffe Hospital faz três grandes cirurgias de cabeça por semana. No entanto, apenas 20% dos pacientes com Síndrome de Apert têm uma alteração genética que requer várias operações.

Na maioria dos casos, os bebês nascem com uma das suturas da cabeça colada, normalmente em consequência de pressão mecânica no útero. Nesses casos, apenas uma operação para remodelar seus crânios é necessária.

Além dos cirurgiões plásticos, as crianças são vistas por neurocirurgiões, fonoaudiólogos, optometristas e psicólogos. Os terapeutas oferecem suporte aos pais durante períodos de estresse e também os auxiliam a lidar com o estigma associado à síndrome.

"O mais difícil são as pessoas olhando para ele", disse o pai de Finley, Lee Amey. "No começo, achava isso muito difícil, mas hoje incentivo as pessoas a fazer perguntas para que eu possa explicar o que aconteceu."

"Finley não é diferente de ninguém. Ele apenas parece diferente."



Fonte: G1

O projeto de lei que garante aposentadoria especial às pessoas com deficiência.

APNEN,colaborando na divulgação desta matéria: 06/05/2011

O projeto de lei que garante aposentadoria especial às pessoas com deficiência vinculadas ao Regime Geral de Previdência Social (PLC 40/10) tem todas as condições para ser aprovado no Senado. A afirmação foi feita durante discussão da proposta nesta quinta-feira (5), na Subcomissão Permanente de Assuntos Sociais das Pessoas com Deficiência, pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que também é relator da proposta na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

(Veja a atual situação do projeto de lei Aposentadoria Especial para Pessoa com Deficiência)

Lindbergh disse esperar pela breve aprovação da proposta, de autoria do ex-deputado Leonardo Mattos, uma vez que já conversou com os segmentos envolvidos e com o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves. A reunião também tratou do Benefício de Prestação Continuada e da pensão por morte.

A proposta de Mattos já foi aprovada na Câmara dos Deputados e nas comissões de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e de Assuntos Sociais (CAS) do Senado.

Na audiência desta quinta, o ex-deputado, que atualmente é vereador em Belo Horizonte, lembrou que a matéria ficou cinco anos na Câmara e já está no Senado há um ano. Na avaliação do senador Wellington Dias (PT-PI), mesmo que a matéria volte à Câmara em razão de alterações feitas pelo Senado, será rapidamente aprovada naquela Casa.

Uma das preocupações de Leonardo Mattos se refere à indefinição das categorias de deficientes. Esse ponto, informou a representante do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Maria José de Freitas, está sendo discutido em minuta de proposta que vai sanar limitações do Decreto 6.214/07, que Regulamenta o Benefício de Prestação Continuada da assistência social devido à pessoa com deficiência e ao idoso.

Também a concessão do Benefício de Prestação Continuada depende do conceito de deficiência. Maria José de Freitas ressaltou que o critério adotado para concessão dos benefícios é o sugerido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que incorpora fatores sócio-ambientais para caracterizar as pessoas com deficiências.

A subprocuradora-geral do Trabalho Maria Aparecida Gugel observou que a legislação cria incapacidade para o trabalho não prevista na Constituição ou na Convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Em sua opinião, as regras devem levar à reabilitação da saúde e acesso a próteses, assim como à habilitação ao trabalho.

Fonte: http://www.senado.gov.br/

Os deficientes não agradecem

APNEN,colaborando na divulgação desta matéria: 06/05/2011


Muito bacana o ônibus ecologicamente correto da Volkswagen.
Só não vi no texto e nas fotos nenhum indício de acessibilidade, como determina o Decreto 5.296/2004, na Seção II do seu Capítulo V:



http://www.planalto.gov.br/ccivil/_ato2004-2006/2004/decreto/d5296.htm

Fonte: http://andreibastos-orebate.blogspot.com/

Educação inclusiva: onde ela começa?

Por Eliana Tao * no Megafone, rede cidadania na comunicação

APNEN,colaborando na divulgação desta matéria: 06/05/2011

Ilustração em fundo preto, desenho em giz representando professor mostrando quadro enquanto três alunos assistem sentados, um deles em cadeira de rodas. No alto a direita, uma lâmpada acesa ilumina a cena.  Ilustração: Reinaldo Baeta
Que Foz do Iguaçu é conhecida mundialmente pela geografia privilegiada e pelos atrativos turísticos, isso muitos sabem. Sociologicamente, a cidade também é merecedora de admiração, uma vez que acolhe, convive e respeita pessoas de diferentes origens étnicas.

Nesse sentido, acredito que cabe também à Terra das Cataratas uma detalhada análise sob o aspecto pedagógico, uma vez que trabalha diariamente a educação inclusiva.

Aqui abro um parêntese, pois não me refiro apenas a inclusão de alunos com necessidades especiais nas instituições de ensino regular, mas também à composição multicultural das salas de aula.

E eu posso falar do tema com propriedade inclusive sob os dois aspectos, pois sou chinesa nascida em São Paulo Capital, portadora de necessidades especiais em razão de um parto prematuro e iguaçuense de coração.

Em meus anos de estudante, quase todas as turmas que integrei tinham basicamente a seguinte composição de alunos: brasileiros, mulçumanos (meninas com apenas o rosto e as mãos expostas), chineses oriundos da China Continental e de Taiwan.

Estou relembrando tempos remotos da educação inclusiva, pois sou da geração Coca-Cola enquanto o Capítulo V que trata da educação especial na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional é de 20 de dezembro de 1996.

Ou seja, eu estava 14 anos a frente da Lei nº 9394/96, onde os dois primeiros parágrafos do Art. 58 dizem respectivamente que “haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender as peculiaridades da clientela de educação especial” e “o atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns do ensino regular”.

Ainda que com o apoio dos meus pais e médicos eu tenha conseguido ingressar no ensino regular não sofri algo que seja considerado bullying ou xenofobia por parte dos meus colegas, que em sua maioria se mostravam muito receptivos e solidários a ponto de alguns serem meus melhores amigos até os dias atuais.

Mas como não lembrar o episódio ocorrido quando eu tinha cinco anos de idade. A professora não me chamou para colocar o meu enfeite na árvore de Natal (e na sequência fazer meu pedido secreto) por considerar que eu não caminhava sem apoio e dava muito trabalho me levar.

A cada um dos alunos que ela chamava, perguntavam quando seria a minha vez e muitos se prontificavam em me ajudar. Ela dizia: “depois”. Mas a “educadora” acabou não me colocando na atividade até o fim do dia e transformou a resposta em um “nunca” disfarçado.

Mesmo assim, não adianta ficar preso, fugindo, se escondendo do mundo para evitar possíveis sofrimentos. Isso é uma ilusão, uma forma de adiar o acontecimento. Porque vai acontecer, um dia ou outro, mesmo quando descobrir que vai ter que sair da zona de conforto em busca de conhecimento. E não tem como proporcionar educação inclusiva para alguém que se exclui.

Então onde começa a educação inclusiva? Para o arquiteto Reinaldo Baeta – autor do desenho que ilustra esta crônica – começa cedo, na escola, para todas as pessoas.

A Convenção da Guatemala (1999), promulgada no Brasil pelo Decreto nº 3.956/2001, afirma que as pessoas com deficiência têm os mesmos direitos humanos e liberdades fundamentais que as demais pessoas, definindo como discriminação com base na deficiência, toda diferenciação ou exclusão que possa impedir ou anular o exercício dos direitos humanos e de suas liberdades fundamentais.

Esse decreto tem importante repercussão na educação, exigindo uma reinterpretação da educação especial, compreendida no contexto da diferenciação adotada para promover a eliminação das barreiras que impedem o acesso à escolarização.

As instituições de ensino, por sua vez, são compostas por pessoas. Portanto, a educação inclusiva tem início em cada ser humano que tem sua formação desencadeada pela família, onde se “deve” transmitir valores como tolerância, respeito às diferenças, solidariedade, amizade incondicional.

Afinal, outra canção de Jay Vaquer traduz bem a condição daquele que é considerado o ser “mais evoluído” entre todos os seres vivos existentes, independente de ser ou não portador de necessidades especiais: “Eu não sei viver sem ter carinho, é a minha condição. Eu não sei viver triste sozinho, é a minha condição”.

* Eliana Tao é jornalista em Foz do Iguaçu.

Fonte:http://www.inclusive.org.br/?p=19373 - 05/05/2011

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Prefeitura abre licitação para colocar piso a deficiente visual

MEDIDA INCLUSIVA
Prefeitura abre licitação para colocar piso a deficiente visual
RO­DRI­GO PE­REI­RA

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 05/05/2011

A Pre­fei­tu­ra de Ame­ri­ca­na pu­bli­cou on­tem, no Di­á­rio Ofi­ci­al, aber­tu­ra de li­ci­ta­ção para a im­plan­ta­ção de cal­ça­men­to po­do­tá­til no tre­cho que liga o Ter­mi­nal Ur­ba­no ao CPC (Cen­tro de Pre­ven­ção à Ce­guei­ra). O tipo de piso é em­pre­ga­do em es­pa­ços pú­bli­cos e pos­su­em re­le­vos que in­di­cam aos de­fi­ci­en­tes vi­suais qual a di­re­ção que de­vem to­mar.
O tre­cho, de cer­ca de 700 me­tros, co­me­ça na sede do CPC, na Ave­ni­da Ban­dei­ran­tes, pas­sa pela Rua Fran­cis­co Ma­no­el, Rua Ca­ri­o­ba, até che­gar à Ave­ni­da Dr. An­tô­nio Lobo, onde fica o ter­mi­nal.

“Para eles (usu­á­ri­os do CPC) é es­sen­ci­al que te­nha isso. Foi um pro­je­to bem ela­bo­ra­do, por­que hou­ve a par­ti­ci­pa­ção dos usu­á­ri­os”, afir­mou a co­or­de­na­do­ra ad­mi­nis­tra­ti­va do Cen­tro, Ro­sa­na Lu­chi­a­ri. Se­gun­do ela, um ou­tro tre­cho, en­tre o Ter­mi­nal Me­tro­po­li­ta­no e o Ur­ba­no, já pos­sui o cal­ça­men­to. “Tam­bém pe­di­mos um se­má­fo­ro para ce­gos para o novo tre­cho”, res­sal­tou.

“É um piso para di­re­ci­o­nar, como há nos ban­cos. O sis­te­ma é cons­ti­tu­í­do pelo piso de di­re­ção e o de aler­ta. O de di­re­ção pos­sui li­nhas con­tí­nua e é pre­to. Já o de aler­ta é ama­re­lo e cons­ti­tu­í­do por boli­nhas”, ex­pli­ca a as­sis­ten­te so­ci­al do CPC, Ro­se­mary Fa­va­rel­li To­le­do.

Envelopes

A en­trega dos en­ve­lo­pes para a con­cor­rên­cia será no dia 23, das 8h às 9h. A aber­tu­ra dos en­ve­lo­pes será fei­ta no mes­mo dia, às 9h30. A re­ti­ra­da do edi­tal pode ser fei­ta do dia 6 ao dia 20 de maio, na Uni­da­de de Su­pri­men­tos da pre­fei­tu­ra, me­di­an­te o pa­ga­men­to da taxa de R$ 20.

Se­gun­do nota da pre­fei­tu­ra, in­for­ma­ções como va­lor de in­ves­ti­men­to, pra­zo de iní­cio e fi­na­li­za­ção da obra se­rão di­vul­ga­dos “so­men­te no fi­nal da li­ci­ta­ção para não pre­ju­di­car o pro­ces­so”.

Fonte: Jornal TodoDia - 05/05/2011 - Cidades.

A audiência do delegado que agrediu Advogado Cadeirante foi adiada.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 05/05/2011

Advogado cadeirante Anatole Morandini
Audiência marcada para a tarde da quarta-feira (04/04/11) na sede da Corregedoria da Polícia Civil em São José dos Campos (SP), que trataria do processo movido pelo advogado e cadeirante Anatole Magalhães Macedo Morandini contra o delegado Damasio Marino, foi adiada.

(Veja: Delegado que agrediu cadeirante volta ao trabalho)
Em janeiro, Morandini repreendeu o delegado por ter estacionado seu carro em uma vaga pública destinada a deficientes físicos em frente a um cartório da cidade. Ele diz que o delegado o agrediu com coronhadas na cabeça, bateu com a ponta da arma em seu rosto e o ameaçou.

A audiência de hoje foi adiada depois que a defesa de Marino apresentou atestado alegando problemas de saúde, segundo a Folha apurou. A reportagem tentou confirmar a informação com o advogado do delegado por diversas vezes, via telefone, sem sucesso.

Uma nova audiência do caso está marcada para o próximo dia 17. O delegado se tornou réu em processo em que é acusado de crimes de injúria, ameaça e lesão corporal dolosa (quando há intenção), depois que a Justiça acatou denúncia do Ministério Público.

Fonte: Folha de S. Paulo  (04/04/11)

Câmara aprova proposta de casas adaptadas à deficientes

A proposta que garante o percentual mínimo de 3% de residências adaptadas ao uso por pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e idosos,foi aprovado ontem durante sessão da Câmara Federal.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 05/05/2011

A proposta que garante o percentual mínimo de 3% de residências adaptadas ao uso por pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e idosos, dentro do programa federal Minha Casa, Minha Vida, foi aprovado ontem durante sessão da Câmara Federal. O teor do projeto foi incluído na medida provisória 514/10, que detalha novas regras da segunda etapa do programa federal.

O deputado André Vargas (PT/PR), relator da proposta, informou em seu parecer ter acatado o teor do projeto apresentado pelo deputado Jhonatan de Jesus (PRB), justificando a iniciativa devido a sua importância social. A proposta foi defendida também pela deputada Rosinha da Adefal (PT do B/AL). Estamos satisfeitos porque a iniciativa será transformada em uma lei que vai beneficiar não só a população de Roraima, mas também milhões de brasileiros , comentou Jhonatan.

André Vargas reforçou em seu relatório a relevância social da medida. É brilhante e não podíamos deixar de fora do nosso parecer , discursou. A partir de agora, o texto da portaria 93/2010 do Ministério das Cidades, no qual o Poder Executivo estabelece o percentual mínimo de 3% das unidades residenciais em termos de exigência de construções habitacionais adaptadas ao uso por pessoas com essas características, se não houver legislação municipal ou estadual específica, será elevado à lei.

A MP 514 prevê a construção ou reforma de dois milhões de moradias entre 2011 e 2014. Ela também aumenta de R$ 14 bilhões para R$ 16,5 bilhões os recursos que a União poderá transferir ao Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), uma das fontes de financiamento do programa.

O Projeto de Lei de Conversão segue para apreciação do Senado e em seguida, para sanção da presidente Dilma. Sempre reforçamos o fato de que o programa Minha Casa, Minha Vida é o carro-chefe das iniciativas do governo federal no campo da habitação, e apenas em Roraima temos 1480 pessoas cadastradas junto à Associação dos Deficientes Físicos de Roraima. Os números apontam que a questão da acessibilidade se torna cada vez mais importante na medida em que a população dos centros urbanos cresce , frisou o parlamentar.

Fonte: CBIC – 28/04/2011

Curso de capacitação em políticas públicas

Capacitação em Políticas Públicas na área das deficiências.
da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 05/05/2011

A ASSOCIAÇÃO DE VOLTA PRA CASA e a SECRETARIA NACIONAL DE PROMOÇÃO DOS DIREITOS DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA desenvolverão ao longo de 2011 o projeto CAPACITAÇÃO EM POLÍTICAS PÚBLICAS NA ÁREA DAS DEFICIÊNCIAS - GESTÃO INCLUSIVA, que consiste na realização de diversos cursos sobre o tema.
Destinada às prefeituras do estado de São Paulo, a iniciativa visa capacitar profissionais (gestores e co-gestores) de administrações municipais.

Com carga horária de 16 horas e capacidade para até 40 pessoas, cada curso abordará temas como:

-Definições de deficiência
-História da deficiência e movimentos de luta
-Concepções, mitos, verdades e atitudes
-Novo papel das instituições na era da inclusão
-Desafios do poder público
-Legislação, documentos e Convenção da ONU
-Ações afirmativas de direitos
-Estratégias de empoderamento (RBC, etc.)
-Atuação intersetorial em administrações públicas (gestão inclusiva)
-Exemplos de políticas inclusivas

Maiores informações:

Equipe Atende
atendesaci@gmail.com
usplegal@usp.br
telefone: (11) 3091-4155 - horário comercial

Endereço:
Av. Professor Luciano Gualberto 374 , trav.J, térreo sala 20
Cidade Universitária - CEP 05508-900 - São Paulo (SP)
Tel: (11) 3091-4155 / (11) 3091-4371 / (11) 3091-2939
Fax: (11) 3091-4371



Fonte: Rede SACI - São Paulo - SP, 04/05/2011

Juiz determina cuidador para alunos com deficiência em Lins (SP)

Juiz justificou a ação defendendo que as crianças acompanhem o curso em pé de igualdade com os outros.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 05/05/2011

Decisão da 2ª Vara Criminal da Infância e da Juventude de LinsSite externo. (431 km de SP) determinou que o governo do EstadoSite externo. disponibilize cuidadores para atender três crianças com deficiência que estão matriculadas na rede estadual de ensino na cidade. Um dos alunos é cego e outros dois têm deficiências físicas, o que causa dificuldades para frequentar a escola.
A ação foi julgada em 6 de abril, e a decisão foi divulgada ontem (2) pelo Tribunal de Justiça de São PauloSite externo..
De acordo com o tribunal, o juiz Luís César Bertoncini justificou a ação defendendo que as crianças com deficiência sejam incluídas nas escolas regulares, obrigadas a disponibilizar os recursos técnicos necessários para que elas acompanhem o curso em pé de igualdade com os outros.
Os cuidadores devem ser disponibilizados em 90 dias. Caso a decisão não seja cumprida, a rede pública estadual em Lins corre o risco de ser punida com multa diária de R$ 500 para cada aluno não atendido.
O processo corre em segredo de Justiça, por envolver menores de idade.

Metalúrgicos incluem acessibilidade em negociação salarial

Em Congresso realizado no início de abril, Metalúrgicos de São Paulo querem lutar pela inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 05/05/2011

Em seu 6º Congresso realizado no início de abril, a Federação do Sindicato dos Metalúrgicos de São PauloSite externo. aprovou resoluções para lutar pela inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Em debate durante o evento, os trabalhadores apontaram que as políticas públicas atualmente vigentes são insuficientes e é preciso um esforço para ampliar a contratação no segmento de metalurgia.
Segundo Edvaldo Souza Santos, coordenador da Comissão de Trabalhadores(as) Metalúrgicos(as) com Deficiência, em 2002 o Sindicato dos Metalúrgicos do ABCSite externo. realizou um seminário chamado Capacitação e Renda dos(as) trabalhadores(as) com Deficiência, que abriu a categoria para a importância da questão. Desde então foi criada a comissão e agora aprovadas propostas para nortear a ação da Federação.
"A luta tem sido constante e incansável. Entre muitas bandeiras desta comissão, a principal tem sido a criação de condições para a contratação de pessoas com deficiência", afirmou. Para isso, os metalúrgicos aprovaram no Congresso que durante as negociações salariais a pauta do respeito à lei de cotas e de acessibilidade sejam incluídas como demanda da categoria.
Além disso, os trabalhadores deliberaram favoravelmente à criação de um programa de qualificação profissional a ser desenvolvido em parceria com instituições públicas ou privados do tipo "Sistema S", por meio de suas secretarias de Políticas Sociais e Formação.
Foi aprovada também a criação de um coletivo estadual de trabalhadores metalúrgicos com deficiência e o incentivo para que os sindicatos filiados à Federação criem também seus coletivos locais. A Federação ainda prometeu incentivar a participação e envolver os trabalhadores nos Conselhos Municipais e Estaduais da Pessoa com Deficiência.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Esther Vergeer nasceu em 18 de julho de 1981. É holandesa e joga tênis em cadeira de rodas.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 04/05/2011

Esther Vergeer nasceu em 18 de julho de 1981. É holandesa e joga tênis em cadeira de rodas. Vergeer tornou-se uma pessoa com paraplegia devido a uma cirurgia mal sucedida aos oito anos de idade. Durante sua reabilitação, aprendeu a jogar vôlei, basquete e tênis em cadeira de rodas. Depois de jogar basquete por muitos anos a nível de clubres, recebeu um convite para participar da equipe de Cadeira de rodas nacional de basquete holandesa.

Verneer conquistou vários campeonatos que lhe renderam muitos títulos e medalhas. Ela foi nomeada cinco vezes para o Prêmio Laures de Atleta com Deficiência do ano, vencendo duas vezes em 2002 e 2008.

Em outubro de 2010, ela pousou nua para a ESPN The Magazine. Essa foi a primeira vez que a revista apresentou uma atleta com deficiência.

Em dezembro de 2010, Esther Vergeer foi apresentada na CNN para registrar suas 401 vitórias consecutivas de tênis. Recebeu parabéns de Roger Federer e Kim Clysters.

Em 2011 ganhou dois títulos na Austrália. Veja algumas fotos de Verneer abaixo:






                                                            Austrália Open 2011

Vejam o video:http://www.youtube.com/watch?v=wOwqClsxkuk&feature=player_embedded

Fonte:http://www.deficienteciente.com.br/2011/05/esther-vergeer-maior-jogadora-de-tenis-em-cadeira-de-rodas.html

Dentro de um ano, membros robóticos controlados exclusivamente pela mente podem estar disponíveis para pessoas paralisadas.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 04/05/2011

Um teste está sendo feito com macacos, treinados para controlar o braço robótico mais sofisticado já feito até hoje, com aparência humana.

Eles nunca tocam a prótese ou qualquer controle remoto: os macacos guiam o braço com seus pensamentos.
Se os testes forem bem sucedidos, em poucos meses pessoas com lesões na medula espinhal podem aprender a fazer o mesmo.

Em 2008, um pesquisador afirmou que dois macacos aprenderam a se alimentar com marshmallow e frutas usando um membro bruto robótico controlado por eletrodos implantados em seus cérebros.
Mas os pesquisadores queriam algo mais sofisticado – daí entra o Membro Prostético Modular (MPM), um membro biônico que se aproxima bastante da forma e agilidade de um braço e mão humanos.

O MPM é feito de uma combinação de fibra de carbono ultraleve e ligas de alta resistência. Ele tem 22 graus de liberdade, em comparação com os 30 do braço humano, e pode captar com precisão e firmeza, sem esmagar objetos frágeis. O pulso e o cotovelo giram com facilidade e, como um membro humano médio, pesa pouco menos de 4,5 kg.

Não dá para fazer de tudo (como fechar a mão em concha), mas é possível controlar todos os dedos individualmente, e nenhum outro membro prostético se aproxima dessa eficácia.

Um protótipo do MPM também está sendo testado por pessoas que tiveram um ou ambos os braços amputados. Os pesquisadores redirecionam cirurgicamente os nervos que controlam o braço para músculos peitorais normalmente não utilizados, onde os sinais nervosos são interpretados por eletrodos que guiam o membro robótico.

Um dos pacientes foi capaz de usar o braço quase imediatamente; foi uma coisa muito natural. Segundo os cientistas, o cérebro ainda acha que o braço da pessoa está lá; se é possível aproveitar esses sinais, coisas surpreendentes podem ocorrer.

Porém, pessoas paralisadas do pescoço para baixo não poderão se beneficiar desta técnica, já que os sinais do cérebro não podem alcançar o peito.

O próximo passo da pesquisa é treinar os macacos para usar o MPM com cinco dedos e executar tarefas diárias mais complexas. Se os macacos demonstrarem que é possível controlar o braço com inteligência sozinho, os pesquisadores vão dar às pessoas com lesão medular a oportunidade de experimentar o MPM.

Segundo os cientistas, para uma pessoa com lesão medular, é um grande passo poder se alimentar sozinho. Até agora, ninguém alcançou este nível de controle em seres humanos com uma prótese comandada pelo cérebro; esse é o objetivo do estudo.

Fonte: http://hypescience.com/  (01/05/11)

Contos Narrados para deficientes e não deficientes

Blog inova narrando contos da literatura brasileira
da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 04/05/2011

Para quem gosta de contos e tem alguma dificuldade para ler, seja por algum problema motor ou por deficiência visual, o blog Contador de Contos traz diversos contos narrados para que você não perca a sua sede por literatura. O projeto é interessante e feito de forma voluntária por duas contadoras, a Lu e a Cassiana, que colocam a emoção através de lindas vozes nos contos.

O projeto delas visa apenas disseminar a cultura e os trabalhos de autores importantes da literatura para aqueles que gostam de ouvir histórias. E o mais interessante é o lema delas “Quando você era criança, sua avó te contava histórias. Agora que você cresceu, deixa que a gente conta.”

Fonte:Blog do Deficiente Físico - São Paulo - SP, 03/05/2011

Medalhista paraolímpico caminha com pernas robóticas

Dave MacCalman utilizou o exoesqueleto desenvolvido na Nova Zelândia
da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 04/05/2011

O medalhista paraolímpico Dave MacCalman, de 30 anos, foi o primeiro comprador do exoesqueleto de US$ 150 mil criado pela empresa Rex Bionics, da Nova Zelândia. O equipamento permite que paralíticos “voltem a andar” com a ajuda de pernas robóticas.

Desenvolvido durante sete anos, o exoesqueleto suporta o peso de uma pessoa para que ela consiga se mover usando as duas pernas. O robô é operadora por um controle joystick.

MacCalman ficou paralítico depois de sofrer uma lesão medular ao mergulhar em um rio. “É difícil descrever como é estar de pé novamente”, disse ao site da Nova Zelândia “3 News”. MacCalman ficou sabendo sobre o exoesqueleto quando ele foi lançado pela Rex e se ofereceu para testar o equipamento.

Assita o video; http://www.youtube.com/watch?v=EGw5DYngHTo&feature=player_embedded#at=86

Fonte:Ser Lesado - Estados Unidos, 03/05/2011

Mais de 4 mil pessoas com deficiência estão contratadas em Sorocaba (SP)

Às vezes, o deficiente prefere não trabalhar para não perder o benefício concedido pela Lei Orgânica de Assistência Social (Loas).

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 04/05/2011

Ter a carteira profissional assinada é uma das grandes conquistas dos trabalhadores, independente do cargo ou função, e motivo de comemoração neste 1º de maio, data consagrada aos trabalhadores. Se trabalhar na sua área de formação, melhor ainda, porque a atualização constante é premissa para galgar postos cada vez melhores na sua trajetória profissional.

Para a pessoa com deficiência, estar contratada por uma empresa representa uma vitória maior ainda, mesmo considerando que as qualidades técnicas e comportamentais têm de fazer parte do currículo de todos os que pretendem se projetar no imenso e diversificado mercado de trabalho.

Desde o início da vigência da lei 8213, de 24 de julho de 91, mais de 4 mil deficientes foram contratados por empresas instaladas nos 58 municípios da abrangência da Gerência Regional do Trabalho e Emprego em SorocabaSite externo., vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)Site externo. e a lei de cotas, como é chamada, vem sendo gradativamente cumprida, segundo o gerente regional do Trabalho, Vitório José Cattai.

Cita que não há estatística oficial quanto à demanda de deficientes por vagas nas empresas, e que também até mesmo o entendimento do que é, de fato, deficiência para efeito do cumprimento da lei de cotas, tem provocado controvérsias. Mas levantamento feito pelas entidades há 4 anos apontou a existência de cerca de 8 mil trabalhadores com deficiência que poderiam ser inseridos no mercado de trabalho. A falta de qualificação ainda é desafio para as empresas e desde 2005 até este ano, 234 deficientes foram capacitados pelo Senai de SorocabaSite externo. e de ItuSite externo. e novas turmas estão sendo treinadas.

Cattai informa que as empresas têm firmado com o Ministério Público do Trabalho (MPT)Site externo. um termo de ajuste de conduta, o que lhes garante um prazo para preencher as vagas destinadas aos deficientes. Mesmo assim, em 2010, trinta empresas foram autuadas por não cumprir a legislação e este ano pelo menos duas receberam autuação.

O MTE determina que as empresas que não atenderem à legislação poderão ser multadas em valores baseados nos benefícios mantidos pela Previdência Social e de acordo com o número de empregados e da cota a ser cumprida. O valor pode chegar a R$ 152 mil.

Parcerias
O Ministério Público do Trabalho (MPT) atua em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para o cumprimento das normas de contratação das pessoas com deficiência, buscando aproximar os empresários, autoridades, organizações não governamentais e entidades dos deficientes interessados em ingressar (ou retornar) ao mercado de trabalho.

Entre as instituições qualificadas para ministrar cursos de qualificação para deficientes estão o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat) e Serviço Nacional de Cooperativismo (Sescoop). Também estão habilitadas as escolas técnicas e as entidades sem fins lucrativos, que têm programas focados na educação profissional e estejam registradas no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.

LoasHá casos, porém, em que mesmo estando apto para ser contratado por uma empresa, o deficiente prefere não trabalhar, segundo Cattai, para não abrir mão do benefício previdenciário garantido pela Lei Orgânica de Assistência Social (Loas). "O deficiente, acima dos 35 ou 40 anos, prefere manter esse benefício, ao invès de trabalhar, porque se ele for demitido, a recuperação desse direito é uma incógnita; então, a nossa meta, junto com o Senai e as empresas é apostar nos mais jovens, promovendo a qualificação desse pessoal", completa Cattai.


Fonte: http://portal.cruzeirodosul.inf.br/Site externo.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Catálogo de Produtos Inclusivos

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 03/05/2011
O Instituto Brasil Acessível disponibiliza na internet um catálogo que reúne informações de produtos avaliados segundo critérios propostos pelo conceito de desenho universal que facilitam a acessibilidade.
 
São características como segurança no uso, acessibilidade, uso independente e igualitário, conforto, flexibilidade, fácil percepção e entendimento.
Os produtos são fabricados por empresas como Eliane, de pisos cerâmicos; e Yale La Fonte, de ferragens.

São cerca de 200 produtos: 28 para cozinha e lavanderia, 19 para o banheiro e 28 para áreas de circulação, além de 14 relacionados à transposição vertical; 19 à caixilharia; dez à sinalização; 21 relacionados à automação; e 56 a sistemas.

Os produtos têm potencial para certificação de acordo com a presidente do instituto Sandra Perito. “Colhemos produtos nos quais identificamos essas características. Verificamos que, em um ano, foram lançados novos itens no mercado que não são específicos para portadores de deficiência física, mas facilitam a vida de qualquer pessoa com mobilidade reduzida, como barras de apoio, que também são usadas por idosos e gestantes”, explica.

Fonte: http://www.forumdaconstrucao.com.br/catalogo/

Cientista traz esperança à vida de tetraplégicos

Miguel Nicolelis não precisa ser reconhecido por mais ninguém – e nem ganhar o Nobel no qual é listado como eterno candidato – para provar que é o cientista brasileiro mais importante hoje.

Confira a entrevista com o neurocientista Miguel Nicolelis

O paulistano da Bela Vista ganhou no ano passado um prêmio de mais de US$ 2,5 milhões (R$ 4,4 milhões) dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA (NIH, na sigla em inglês) que, distribuído ao longo de cinco anos, financiará sua pesquisa sobre a fusão entre homens e máquinas, cujos resultados vêm devolvendo a esperança para tetraplégicos e pacientes de Parkinson. Há mais vinte anos à frente de um laboratório na Universidade Duke, o neurocientista acaba de reunir suas ideias, teorias e descobertas em um livro publicado em março nos EUA e que chega em junho ao Brasil, pela Companhia das Letras, como Muito além do nosso eu – A nova neurociência que une cérebro e máquinas e como ela pode mudar nossas vidas.
Agora, ele se prepara para finalizar seus dois maiores projetos na vida: a construção de um polo de ciência em Macaíba, Natal, e a finalização de uma veste robótica que poderá fazer que tetraplégicos voltem a andar, usando só a força do pensamento. “É o que quero fazer com um adolescente brasileiro paralisado na abertura da Copa do Mundo de 2014. Não me interesso por prêmios. Esse sim é o meu maior sonho. Se tudo der certo, esse menino dará o pontapé inicial”, promete.
E, se tudo der certo, o Nobel também parece mais próximo. O cientista foi convidado para apresentar um simpósio em plena Fundação Nobel, em Estocolmo, na Suécia. Pela primeira vez, os comitês responsáveis pelas premiações nas área da Medicina, Química e Física se reuniram para organizar um evento multidisciplinar, cujo tema é justamente a fusão homem-robô, assunto do qual ele é a maior autoridade no mundo.

Quais foram as descobertas mais importantes da neurociência nos últimos dez anos?

Primeiramente, ela possibilitou observar populações de células de uma dimensão que ninguém tinha visto ainda. No meu livro, separei dez princípios descobertos pela nova neurociência. Experimentos nos últimos dez anos mostraram, por exemplo, que o processamento não é localizado, mas distribuído. Que os neurônios podem participar de vários circuitos simultaneamente. Que o sistema incorpora ferramentas artificiais como extensões do modelo do seu próprio corpo. O nosso corpo não termina no epitélio, mas se estende até o limite da ferramenta que a gente usa sobre o controle do cérebro. E uma série de outras descobertas mais técnicas e específicas, mas que na minha opinião formam o corpo de uma nova ciência do cérebro.

A resposta de um membro biônico já é similar à do corpo? Pode explicar como o órgão se adapta a uma estrutura externa?

Mesmo se você enviar o sinal para o Japão e esperar ele voltar, é 20 milissegundos mais rápido do que o sinal que sai da cabeça e vai para o músculo do macaco. Mas, para que isso ocorra, o cérebro tem de ser retreinado. Esse é outro princípio, o da plasticidade, o cérebro pode se adaptar. Uma vez que você está usando um artefato robótico, artificial, o cérebro tem de remapear sua relação com ele. Nós medimos isso, pela primeira vez, em tempo real. Com isso, o que demonstramos foi a capacidade do corpo de se estender, a libertação dos limites físicos através do cérebro. A mente pode entrar em um diálogo bidirecional com outro dispositivo. Era isso que ninguém sabia ainda. Mas esse meu experimento ainda era uma parte básica da pesquisa. Na verdade, ele surgiu para tentar provar uma teoria de quase duzentos anos. Queríamos resolver essa questão, e conseguimos, mas, no processo, notamos que estávamos mexendo em uma área que tinha um enorme potencial clínico. Poderia realmente ajudar as pessoas.

Quando isso poderá ser aplicado nas pessoas?

Nos próximos três anos e meio queremos fazer a demonstração do projeto Walk Again, um consórcio multinacional de pesquisadores de neurociência e robótica que está desenvolvendo uma estrutura robótica para fazer que tetraplégicos voltem a se movimentar com autonomia completa, apenas com a força do pensamento. Estamos concluindo a primeira fase, demonstrando que é possível extrair sinais de controle motor de todo o corpo. Já mostramos que isso é valido para os membros superiores e inferiores e agora podemos controlar o balanço e o equilíbrio, o que é fundamental para andar.

O primeiro protótipo do exoesqueleto já foi finalizado?

O exoesqueleto está sendo desenvolvido por um roboticista com o qual trabalho há muitos anos, Gordon Cheng. Está sendo finalizado agora, em Munique. Criamos uma versão que será controlada de forma autônoma por um macaco – o que ele pensar, a tecnologia reproduzirá. Será uma estrutura de corpo inteiro, muito similar à que estamos desenvolvendo para a aplicação clínica em pessoas. Claro que o macaco não vai sair jogando bola, mas, se demonstrarmos que ele pode ter autonomia de movimento, cumpriremos o objetivo final. Conseguimos mexer com três variáveis fundamentais: tempo – a tecnologia é mais veloz que o ‘hardware biológico’ –, espaço – o membro biônico pode estar em qualquer lugar do universo – e força – o cérebro pode movimentar um guindaste industrial ou uma ferramenta nanométrica com o mesmo esforço. O controle do robô mistura os sinais dos pensamentos com reflexos robóticos. É como se fosse o corpo da gente, que tem comandos central e local. Ele é movimentado por motores hidráulicos. É feito de um material muito leve, que, apesar de resistente, pode ser dobrado.

Que tecnologias podem surgir a partir do seu trabalho?

O aprimoramento da nanomedicina, por exemplo. Será possível fazer intervenções dentro da célula, retirar uma única célula cancerígena. Teoricamente, com a nossa tecnologia, no futuro, o operador poderia controlar essa ferramenta diretamente pela mente. Também seria possível controlar um foguete com a força do pensamento, ou mesmo um avatar.

Isso não é só ficção?

A prova de que isso não é ficção é que a maioria das grandes empresas de tecnologia do mundo já têm departamentos dedicados a estudar o impacto da tecnologia no cérebro e o desenvolvimento de interfaces entre a mente e os computadores. Google, Microsoft, Intel e IBM já têm essas divisões, o que é uma coisa inédita. Eu mesmo já fui palestrar no Google três vezes.
Muito picareta entrou nesse ramo nos últimos anos, puxado por essa onda do futurismo?
Sim, muitos. A maioria ligada a essa história de Singularidade, essa ideia de que as máquinas podem resolver todos os problemas humanos. Acho mais fácil ter uma invasão de aliens que isso que eles propõem acontecer. Eu tenho uma opinião totalmente oposta a deles. Não acredito na proposta filosófica de que as máquinas vão dominar o mundo e nos substituir. Acredito no oposto, que qualquer máquina é uma imagem do que nosso cérebro imaginou. Elas são continuações do nosso processo de pensar ou de tentar imitar a natureza. Acredito em um simbiose homem-máquina em que o cérebro humano vai continuar controlando e assimilando tudo. O cérebro assimila o que usa com frequência, não é a toa que somos viciados em celular, computador, TV. Aquilo é parte de nós. A imortalidade para mim vai chegar, mas vai acontecer de outra maneira: quando pudermos fazer um download dos nossos pensamentos, das nossas ideias, das nossas memórias. Isso é possível. Tudo o que fazemos é por meio de sinais elétricos e isso pode ser reproduzido até em avatares. Mas um avatar não inventa nada, não tem novas experiências. Eu gosto dessa ideia, acho até poética, mas não tem nada a ver com a imortalidade física. No futuro, quando criarmos métodos não-invasivos para captar a atividade cerebral com grande resolução – e esse equipamentos vão vir, é inevitável – ou mesmo se um dia as pessoas acharem que tudo bem implantar um chip, poderemos registrar milhares, um dia quem sabe milhões, de células individuais ao mesmo tempo. Hoje conseguimos registrar cerca de mil células ao mesmo tempo. Nesse patamar, já é possível sonhar com alguém andando, e é isso que eu quero fazer na abertura da Copa do Mundo, aqui no Brasil, com um adolescente brasileiro.

O cérebro humano pode ser simulado por um computador?

Nunca. Não há como reduzir a nossa mente, que é o produto de uma infinidade de eventos aleatórios, a um simples algoritmo. Existe um conceito, de numero ômega, que é o número mais aleatório que se pode criar. O processo evolutivo humano é exatamente isso.
Como você vê o modelo de investimento científico nos Estados Unidos e no Brasil?
Os EUA estão em uma crise séria de pesquisa. Eles estão tendo um êxodo enorme. Ainda colocam uma quantidade enorme de dinheiro em ciência, mas o parque científico deles é muito grande. Para sustentar isso, mais de US$ 250 bilhões por ano, cerca de US$ 500 bilhões contando empresas privadas. O Brasil investe US$ 4 milhões. Quando eu falo que quero criar a Cidade do Cérebro em Natal, poucas pessoas me entendem. Mas existe algo bem previsível: alguém vai ter o primeiro parque neurotecnológico do mundo. E eu acredito que pode ser o Brasil. É o momento ideal para o Brasil se tornar um país que produz tecnologia de ponta, não dá só para ficar copiando o que os outros fazem. A nossa ciência precisa ser mais inovadora. O Brasil nunca pôde praticar a inovação. Quando conseguiu, se deu bem: Embraer, Petrobrás, Vale do Rio Doce. Mas um dia o minério de ferro vai acabar, precisamos produzir conhecimento. Temos de ensinar as crianças, desde bem cedo, a pensar criativamente. Não dá para importar inovação. Nos EUA, eles têm a ousadia no DNA, não sofrem com uma educação de colonizado como nós. Os norte-americanos não dormem no ponto. Muito menos na ciência. Quando eles veem que precisam investir, vão com tudo, como foi o caso da corrida espacial, que incentivou o pensamento criativo de uma maneira impressionante. Ainda hoje, os EUA vivem a última onda da inovação trazida pelo projeto espacial. Os engenheiros de ponta, matemáticos e molecada que cria ciência hoje, é toda daquela geração. O Brasil inteiro precisa ter uma educação libertadora. E não pode esperar que os talentos venham só de São Paulo. Pensa no Rivaldo, ídolo do meu Palmeiras. Ele foi visto na periferia de Pernambuco, jogando na rua. Se tem olheiro para futebol, por que não tem para a ciência? A academia brasileira não dá a cara para a sociedade. Nos EUA é diferente, o povo sabe que paga pela ciência. Meu vizinho chega para mim e pergunta o que estou fazendo com o dinheiro dele.

Você é um crítico do modelo de universidade adotado no Brasil, que chama de “colonial”. O que deve mudar? Como vocês estão conseguindo financiar o Campus do Cérebro, em Natal?

Somos um projeto privado, temos parcerias com o governo federal, mas temos de achar recursos no mundo inteiro. Estamos conseguindo. Para cada R$ 1 público que conseguimos, temos R$ 1 ou R$ 2 privados. Por isso, a Cidade do Cérebro, última fase do projeto, é nossa ideia de autossustentabilidade. Já a academia brasileira é muito provinciana. Vê mal quando um cientista escreve um livro como o meu, de divulgação científica. Bem, eu escrevi porque isso é importante. As pessoas têm imagens de pura ficção na cabeça, de Hollywood, e alguém precisa chegar para elas e explicar como funciona. Na área tecnológica, as pessoas têm essas fantasias de que as máquinas vão nos dominar, de que o Big Brother vai entrar nas nossas mentes. Isso tem de ser esclarecido. Nos EUA, isso é bem-vindo. Aqui não. Acredito que, no futuro, o conhecimento produzido por essas instituições será inteiramente colaborativo. É só ver o projeto Walk Again, que envolve duas instituições alemãs, uma suíça, a Universidade Duke e o nosso instituto em Natal. A lógica colaborativa é muito emblemática do que o cérebro faz, por isso funciona tão bem.

Como assim?

Eu tenho uma teoria, que ainda não posso provar cientificamente e que por enquanto é só uma hipótese, de que os modelos colaborativos funcionam tão bem porque a mente os reconhece como naturais. Somos animais sociais, não é à toa que as redes sociais são um sucesso. Temos de ter contato com os nossos pares. Nossas ações o muitas vezes são mímicas de como nossa mente age, até nossos modelos políticos refletem isso – nosso cérebro é uma democracia. Nós nos sentimos bem nesse modelo distribuído, exemplificado pela internet. Nossa cabeça funciona assim.

APNEN, Colaborando na divulgação desta matéria: 03/05/2011

Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo, 2/5/2011
Referência: Portal Mara Gabrilli

Como definir "acessibilidade"?

APNEN, Colaborando na divulgação desta matéria: 03/05/2011
O dicionário nos diz que "acessibilidade" é um substantivo que denota a qualidade de ser acessível; "acessível", por sua vez, é um adjetivo que indica aquilo a que se pode chegar facilmente; que fica ao alcance. Na área da Deficiência, quando este termo começou a ser utilizado, estava restrito ao ambiente construído e designava a eliminação de barreiras arquitetônicas. Na verdade, a expressão mais freqüentemente usada era "eliminação de barreiras", pois ficava subentendido que a pessoa se referia às barreiras arquitetônicas. A sensação que as pessoas tinham (tanto as pessoas com deficiência quanto familiares, amigos e profissionais) era muito negativa: a cidade era vista como um lugar perigoso, cheio de armadilhas e obstáculos a serem enfrentados, que requeriam disposição e paciência, todo dia. Nada era fácil, nada era possível. A ilustração de Ricardo Ferraz1 traduz brilhantemente a percepção e o sentimento dessa época.
Legenda: cadeirante, à esquerda do desenho, olha perplexo para a palavra "NÃO",
que se ergue à sua frente como uma barreira enorme e ameaçadora.

"A acessibilidade é um direito, não um privilégio" William Loughborough

Fonte: deficientesunidos.blogspot.com -02/05/2011

Estudos mostram que novo videogame ajuda crianças com autismo a aprender novas habilidades

Console ensina crianças autistas a realizar pequenas tarefas como lavar as mãos.
da Redação

APNEN, Colaborando na divulgação desta matéria: 03/05/2011

Abril é o mês da conscientização do autismo e dois estudos, um publicado na revista Intellectual and Developmental Disabilities, e o outro publicado na revista Education and Training in Developmental Disabilities, mostram que um novo videogame ajuda as crianças com autismo e necessidades intelectuais especiais a aprender novas habilidades de independência.

"Small Steps, Big Skills" é o novo videogame com desenvolvimento e pesquisa financiados pelo Departamento de Educação dos EUA que combina métodos de análise de comportamento aplicado (ABA, Applied Behavior Analysis) de modelagem por vídeo e estratégia que parte do menor estímulo para maior para ensinar 22 habilidades de independência.

As sessões de aprendizagem começam com a modelagem por vídeo, depois as crianças praticam a habilidade usando uma versão simulada da estratégia do menor para o maior estímulo. A modelagem de vídeo é um método em que as habilidades são ensinadas por meio de um vídeo da habilidade utilizada corretamente.

A estratégia do menor para o maior estímulo é um método em que a habilidade é dividida em uma sequência de etapas. Por exemplo, lavar as mãos envolve abrir a torneira, molhar as mãos, pegar o sabonete, etc. A criança realiza cada uma das etapas de forma independente e passa para a etapa seguinte ou, se a etapa não for realizada corretamente, recebe uma hierarquia de três níveis de estímulo. Isso permite uma "aprendizagem sem erros" ou apoio em cada etapa até que a criança conclua a habilidade.

Fonte: PR Newswire - 02/05/2011 - Imagem Internet

A síndrome de Down e a inclusão

Por ter a economia baseada na agricultura, grande parte dos autistas de Irineópolis já está no mercado de trabalho.
Ellen Colombo

APNEN, Colaborando na divulgação desta matéria: 03/05/2011
No Brasil existem 300 mil pessoas com a síndrome de Down. Em pouco mais de 50 anos, a expectativa de vida de portadores da síndrome aumentou de 15 para 70 anos. Com a Lei de Inclusão Social do ano de 2004, que determina que toda empresa com mais de 100 funcionários preencha de 2% a 5% de suas vagas com deficientes, a oferta de emprego para portadores dessa síndrome tem crescido.

Em Irineópolis, a realidade de inclusão acontece gradativamente. Elizete Stasiak, diretora da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Irineópolis, que trabalha há 24 anos na área de educação especial, acredita que a inclusão é um ponto positivo. “Há muito tempo que existe esse processo de inclusão dentro das Apaes”, destaca. Atualmente, existem 11 alunos portadores de Síndrome de Down freqüentando a instituição do município. “Para eles existem atividades do serviço pedagógico, aulas de informática, artes e educação física, bem como oficinas de produção e ocupacionais”, comenta a diretora.

Do ano passado para este ano, 8 alunos em idade escolar da Apae foram para o ensino regular, estadual e municipal. “Atualmente existem profissionais capacitados no município e na rede estadual para atender os inclusos, o que facilita no processo de aprendizagem e integração desses alunos”, avalia.

Aos 28 anos, Joaninha, como é conhecida na instituição, é um dos destaques nas apresentações de dança. “Ela chama atenção de todo mundo pela desenvoltura que demonstra na dança”, comenta a professora Cristiane Lech, que há 16 anos trabalha com educação especial. Joana Alves é portadora de Síndrome de Down. Ela fala com satisfação de sua paixão pela dança e conta também que em casa ajuda seu pai em todo serviço doméstico. “Gosto também de Educação Física para movimentar o corpo”, comenta.

A diretora Elizete acredita que, por ter a economia baseada na agricultura, grande parte dos portadores de deficiência em Irineópolis já está inclusa no mercado de trabalho. “Eles já trabalham em casa e na lavoura como ajudantes ou em casa no serviço doméstico, já estão fazendo parte do mercado de trabalho”, destaca. “Ainda não estão colocados nas empresas, mas a maioria que reside na área rural faz parte do mercado de trabalho que é sua propriedade, que exige sua mão de obra”, argumenta.

Quase depois de 150 anos da descoberta da síndrome, as pessoas com essa anomalia querem inclusão e independência para fazer o que gostam. Quando questionada sobre suas preferências, Joana é rápida nas respostas e aproveita para avaliar as qualidades de seus colegas. “Gosto do Jairo porque é inteligente, do Vitor porque tem um bom coração, da Jucélia porque é muito querida e do Junior porque é um bom amigo”. E da professora Cris? “Ah a professora Cris é uma Florzinha de Mel, amo muito”.

Fonte: Correio do Norte Online - Irineópolis - SC, 02/05/2011 - Imagem Internet

Lindbergh defende maior fiscalização nas empresas para garantir inclusão de pessoas com deficiência

Previdência é outro problema apontado entre os que afastam os deficientes do mercado de trabalho.
APNEN, Colaborando na divulgação desta matéria: 03/05/2011

O senador Lindbergh FariasSite externo. acredita ser necessário aumentar a fiscalização nas empresas para que a Lei de Cotas de Deficientes (Lei 8.213) seja cumprida no país. O senador, que é presidente da Subcomissão Permanente das Pessoas com Deficiência, explicou que a Lei determina que empresas com mais de 100 funcionários mantenham em seus quadros de 2% a 5% de trabalhadores com algum tipo de deficiência. “No Brasil, cerca de 14% da população é composta por deficientes. Desse total, apenas 1% está empregada. É como se os deficientes do país vivessem sempre no final da fila. Temos de encontrar uma forma de fazer cumprir a legislação”, afirmou Farias.
Com o objetivo de discutir os principais entraves que afastam os deficientes físicos do mercado de trabalho, a audiência pública mostrou a complexidade do problema. Reunindo representantes do empresariado, Ongs e governo, o debate apresentou as diversas visões do problema.
A falta de capacitação profissional foi citada pelo representante da Confederação Nacional do Trabalho, Flávio Benatti.Segundo ele, 60% dos deficientes brasileiros não possuem nível de escolaridade para o enquadramento no mercado de trabalho, o que foi contestado pelo presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade)Site externo., Moisés Bauer. Para ele, a questão está mais ligada ao preconceito dentro das empresas privadas e públicas do que à falta de infraestrutura.
“Um das justificativas para não contratar deficientes visuais, por exemplo, é a falta de banheiros adaptados. Para quê um cego precisa de um banheiro adaptado?”, questionou Bauer, acrescentando que a desobediência à Lei de Cotas está presente tanto no governo como nas empresas privadas.
Para aumentar a qualificação dessa fatia da sociedade, o senador Lindbergh Farias afirmou que fará gestões, junto à presidenta Dilma Rousseff, para incluir ações específicas que atendam os deficientes físicos no Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica (Pronatec). O Programa, que foi lançado na quinta-feira (28), visa à ampliação do caminho de acesso à educação profissional para jovens do ensino médio e trabalhadores sem formação.
Fiscalização

Enquanto a Lei de Cotas estabelece que as empresas com mais de 100 funcionários mantenham entre 2% a 5% de deficientes em seus quadros, esse índice não passa de 0,45% no setor privado. No governo, esse percentual cai para 0,30%. “A desobediência provocada pela falta de fiscalização”, afirmou o senador Lindbergh Farias. Por outro lado, o número insuficiente de auditores fiscais do trabalho foi apontado como um fator que dificulta a fiscalização, argumentou representantes do Ministério do Trabalho e EmpregoSite externo..
Outro problema apontado entre os que afastam os deficientes do mercado de trabalho é previdenciário. “O medo de perder a pensão pela morte dos pais ou o Benefício de Prestação Continuada da Previdência Social acaba afastando essas pessoas do mercado. Mesmo que o contrato seja temporário”, explicou o senador.
O assunto será analisado na audiência pública com o ministro da Previdência Social, na semana que vem (05/05), que já estuda uma saída para o problema.
Fonte: http://www.senado.gov.br/Site externo.02/05/2011 - Imagem Internet

Concursos podem ter reserva de vagas para pessoas com deficiência, negro e índio

Colunista do G1 explica o que é obrigação legal. A reserva de vagas para pessoas com deficiência pode ter percentuais diferentes.

APNEN, Colaborando na divulgação desta matéria: 03/05/2011

Algumas regras de concursos públicos podem variar conforme a unidade da federação –União, estado ou município- desde que estejam amparadas em lei, e de acordo com os ditames constitucionais e normas gerais estabelecidas pela União, quando for o caso. Assim, a reserva de vagas para pessoas com deficiência pode ter percentuais diferentes, e cotas para negros ou indígenas podem constar em editais de algumas partes do país e não em outros.
Pessoas com deficiência

A lei 8112, que rege o servidor público civil federal, determina que sejam reservadas até 20% das vagas oferecidas em concurso público para deficientes, desde que as atribuições do cargo sejam compatíveis com a deficiência. Mas foi o decreto 3298/99 que definiu o percentual mínimo de 5%, ao regulamentar a lei 7853/89, que é matéria de obrigação nacional, ou seja, deve ser aplicado em todo o país. Caso o resultado seja um número fracionário, o número de vagas reservadas deverá ser arredondado para cima.
Com o passar do tempo, as normas de proteção às pessoas com deficiência vão se consolidando. O decreto 6944/09, que estabelece normas gerais relativas a concurso público, repete a exigência estabelecida no decreto 3298/99, no sentido de constar do edital o número de cargos ou empregos reservados às pessoas com deficiência e os critérios para sua admissão.
Tudo isso está em consonância com valores básicos de igualdade de tratamento e oportunidade, da justiça social, do respeito à dignidade da pessoa, do bem-estar, e outros, indicados na Constituição. É o caso em que é preciso apoio e proteção aos menos favorecidos, para que todos possam efetivamente ser iguais perante a lei, conforme diz o artigo 5º.
Vale ressaltar que nada disso se aplica a cargo ou emprego público que exija aptidão plena do candidato, como no caso de concurso para agente da polícia.
* Lia Salgado, colunista do G1Site externo., é fiscal de rendas do município do Rio de Janeiro, consultora em concursos públicos e autora do livro “Como vencer a maratona dos concursos públicos”
Fonte: http://g1.globo.com/Site externo. - 02/05/2011

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Só 20% das escolas estão prontas para todos

Degraus por todo lado e falta de rampas dificultam a vida dos estudantes brasileiros que têm uma deficiência.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 02/05/2011

Desde que perdeu o movimento das pernas, após passar por uma cirurgia para remoção de um tumor na coluna, há sete meses, o estudante Willian Júnior Bernardo, de 14 anos, descobriu que suas perdas não pararam por aí. Ele já não consegue beber água sozinho na Escola estadual Joaquim Alves, em Demócrito Rocha, bairro de Fortaleza, onde cursa onde cursa o 9º ano. O bebedouro fica sobre um batente inacessível a sua cadeira de rodas.
A sede persistente, devido a um medicamento para inibir a urina frequente, é a primeira coisa de que o estudante lembra quando perguntado sobre os momentos difíceis na escola.

"Às vezes peço um copo (na cozinha) e, quando não me dão, fico com sede", afirma Willian, cuja cadeira de rodas não encaixa na mesa, na sala de aula.
Assim como Willian, milhares de crianças e adolescentes portadores de deficiências enfrentam obstáculos em suas escolas. Números do Censo Escolar de 2010 apontam que apenas 20,7% (40.420 prédios) da Educação Básica têm banheiros e vias de acesso adequadas a alunos com deficiências. Na rede pública, o percentual é ainda menor: 18%. E, na privada, é de 32,4%.

O número é baixo e, na verdade, deve ser ainda menor. O que declaram como acessibilidade às vezes é uma rampinha na entrada da escola - alerta a superintendente do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD), Teresa Costa d"Amaral.

No Rio, direção improvisa com rampas de madeira

Para Igor Ramos da Costa, de 14 anos, aluno do 5º ano da Escola municipal Antônio Austregésilo, em Bangu, Zona Oeste do Rio, a dificuldade começa ainda no caminho para a escola.

Conseguimos, na Justiça, que um transporte traga as crianças cadeirantes, mas, se têm aula de reforço, temos que pagar a van. Em frente à escola, a calçada é cheia de buracos e não tem rampas. A entrada deles tem de ser por um local diferente das outras crianças, porque onde elas entram há dois degraus - conta sua mãe, a dona de casa Cláudia Regina da Costa.

Dentro da escola não há rampas, e a saída da direção foi improvisar: uma inclinação de madeira é removida de sala a sala. No banheiro, foi colocada uma mesa escolar com um colchão, usada para que as mães troquem as fraldas das crianças.

"Todas as escolas têm obrigação de se preparar para receber alunos especias", defende a dona de casa Patrícia Amorim, mãe de Rafaela Amorim, de 11 anos, aluna do 3º ano da Antônio Austregésilo. "Há alguns anos, fui a uma escola perto da minha casa, em Realengo, tentar matricular Rafaela. Disseram que não trabalhavam com crianças especias. Quando uma mãe ouve isso, fica deprimida".

Angústia parecida viveu o empresário José Borges, pai de Bernardo Borges, de 16 anos. O menino estuda, desde pequeno, numa escola particular, na Ilha do Governador, no Rio. Aos 6 anos, por conta de uma distrofia muscular, começou a usar cadeira de rodas. Foi o início de uma batalha de dois anos para conseguir que o colégio se adaptasse.

"O antigo diretor queria me convencer de que era mais fácil mudar meu filho de colégio. Quando mudou a direção, as coisas ficaram mais fáceis. Hoje há até um elevador", conta.
"Antes, eu era carregado em uma cadeira para subir as escadas. Tinha medo de cair e me sentia constrangido", completa Bernardo.

O presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), José Augusto de Mattos Lourenço, afirmou desconhecer os números do Censo Escolar e disse ter ficado surpreso ao saber que quase 80% das escolas não são acessíveis.

"O número é alarmante. Acho que a nossa obrigação é nos adaptarmos à legislação. Em alguns prédios é complicado fazer rampas de acesso e elevador, por serem muito antigos, mas todos têm que fazer as melhorias. A federação orienta sobre a necessidade, mas isso depende de cada unidade escolar".
Os dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) mostram uma realidade ainda pior há dez anos. Em 2000, o percentual de escolas acessíveis era de apenas 2,9%. A adequação dos prédios escolares é determinada por decreto federal.

Para a secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão, Claudia Dutra, apesar do percentual ainda baixo, é preciso destacar o aumento do número de estabelecimentos adaptados.

O indicador de 20% demonstra, por um lado, o desafio de manter e fortalecer políticas de inclusão escolar. E, por outro, o crescimento do número de escolas acessíveis demonstra que há uma busca do sistema de ensino de apoiar a adequação arquitetônica dos prédios.

Segundo Cláudia, desde 2004 o Ministério da Educação repassa às escolas verbas específicas para a adequação dos prédios escolares. De acordo com a secretária, o investimento, que em 2004 foi de R$ 2 milhões, passou para R$32 milhões em 2009 e R$57 milhões em 2010. Para 2011, a previsão é de R$100 milhões.

Rampas e elevadores em escolas particulares

No Rio, há exemplos de escolas particulares que, além de adequar seus prédios, tentam adotam a questão da acessibilidade como política.
A Edem, em Laranjeiras, na Zona Sul, 20% dos alunos têm necessidades especiais. Há rampas nas salas e nos banheiros. A direção planeja instalar um elevador em breve.

"Quando é necessario, fazemos adaptação de currículo e buscamos especialistas - neurologistas, fonoaudiólogos e outros que já trabalham com as crianças para, juntos, desenvolvermos o caso", explica a diretora da escola, Judy Galper.

Os irmãos Leonardo, de 13 anos, e Carolina Ayres, de 15 anos, estudam na Edem. Eles têm dificuldade de locomoção por conta de uma doença que afeta o sistema muscular. Mãe dos meninos, a advogada Fernanda Ayres conta que teve dificuldade para encontrar uma escola adequada.
"Embora sejam obrigadas a fazer as adequações, as escolas não estão preparadas, desde o ambiente escolar até a questão psicológica".

No Colégio Notre Dame, em Ipanema, três elevadores foram instalados para dar acesso a salas e outros espaços de convivência, como ginásio de esportes de biblioteca.
"É importante para aperfeiçoar nossa busca de igualdade e transformação social. Mas, não é só a escola, a sociedade toda precisa acolher naturalmente na convivência diária",afirma a diretora do colégio, irmã Leci Salete Paier.

Fonte: O Globo - Dandara Tinoco e Isabela Martin
Imagem: www.vidadeprofa.blogspot.com
Referência: Portal Mara Gabrilli