sábado, 14 de maio de 2011

Aprovada isenção de Imposto de Renda para aposentadoria de deficiente

Benefício, que já existia para pessoas com síndromes, é extendido para pessoas com qualquer tipo de deficiência.
da Agência Câmara de Notícias

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 14/05/2011

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou nesta quarta-feira, dia 11, o Projeto de Lei 6990/10, do deputado Eleuses Paiva (DEM-SP), que isenta do Imposto de Renda os proventos de aposentadoria de pessoas com deficiência física, auditiva, visual e mental. Atualmente, a legislação já isenta do Imposto de Renda as aposentadorias pessoas com doenças graves, câncer e mal de Parkinson.

Segundo o texto aprovado, “a pessoa com deficiência é aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdades de condições com as demais pessoas”. Serão beneficiados pela isenção de IR os proventos de aposentados que se enquadrarem nessa definição.

Elcione Barbalho disse que a isenção de IR é necessária porque os aposentados com deficiência possuem gastos elevados com tratamentos de saúde, cadeiras de rodas, medicamentos e transportes especiais. Ela lembra que esses gastos, por vezes, superam a renda dos aposentados e exigem complementação por parte de familiares e amigos.

Fonte: Diário Comércio, Indústria e Serviços - 12/05/2011 - Imagem Internet

Comissão de Constituição e Justiça aprova expressão "pessoa com deficiência" para a Constituição Federal

Aprovação do projeto segue a orientação da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 14/05/2011


A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou nesta terça-feira (10) a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 431/09, do deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG), que substitui a expressão “portador de deficiência” por “pessoa com deficiência” em todos os dispositivos nos quais aparece no texto constitucional.

O objetivo é seguir a orientação da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência. O relator, deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), foi favorável à aprovação do texto.

Eduardo Barbosa argumenta que o Congresso, que já aprovou a convenção da ONU sobre o tema, precisa agora mudar a Constituição. “A tarefa legislativa mostra-se ainda incompleta”, afirma o autor.

Fonte: Agência Câmara - Distrito Federal, 13/05/2011

Empresas deixam de contratar 5.385 deficientes

Até o fim de 2009, das 14.219 vagas ofertadas a portadores de necessidades especiais com carteiras assinada, apenas 8.834 (62,1) foram preenchidas.
da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 14/05/2011

O número de pessoas com deficiência no mercado de trabalho do Grande ABC ainda está aquém do nível esperado por especialistas ouvidos pelo Diário. Até o fim de 2009, das 14.219 vagas ofertadas a portadores de necessidades especiais com carteiras assinada, apenas 8.834 (62,1) foram preenchidas. A diferença – de 5.385 – é o mínimo de postos que as empresas precisam contratar para obedecer a Lei de Cotas na região. O volume desse perfil contratado na região corresponde a apenas 9,1% de todo o contingente de portadores de necessidades especiais formalizados no Estado. Na mesma época, no Brasil, eram 288.593 empregados.

Os últimos dados da SRTE/SP (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo), órgão do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), apontam que, na gerência de São Bernardo – que soma o montante de Diadema, o total de vagas disponíveis no fim de 2009 era de 7.242 postos. Na de Santo André – que reúne as demais cidades da região – eram 6.977 postos.

Para o presidente da Fenavape (Federação Nacional das Avape), Carlos Ferrari, o problema é que as empresas argumentam que contratar esse profissional traz riscos, dependendo da função. A solução seria ação conjunta entre sociedade civil e governo, na forma de políticas públicas. “Junto a associações, movimentos sindicais. Todos os atores envolvidos precisam se reunir para quebrar o gelo e apontar que é possível contratar”, disse ele ao acrescentar que o empresário é muito pragmático. “Precisa-se pensar na competência, e não na limitação.”

A vice-presidente de inclusão e capacitação da Avape (Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência), Eliana Victor, afirmou que cerca de 50% das empresas do Estado já cumprem a lei de cotas. Apesar do grande volume de indústrias, como em São Bernardo, não há penetração do perfil no mercado.

Eliana afirmou que o setor da economia que mais emprega pessoas com deficiência é o de serviços, com foco na área de administração. “Para as empresas, esse é o segmento que menos exige adaptações e investimentos”, explicou.

A preferência é pelos deficientes auditivos, já que podem se locomover e utilizar computadores sem muitas dificuldades. “As companhias ainda possuem resistência em contratar deficientes. Não entendem que podem exercer qualquer profissão, desde que sejam treinados. E isso não envolve tanto investimento assim”, diz Eliana.

Não foi o caso da estudante de cinema Grasiele Lorraine de Moraes, 20 anos, que precisa usar aparelho auditivo desde o seu nascimento. “Quando me apresentei, a empresa disse que não precisava de gente com problemas auditivos porque já havia atingido a cota para deficientes”, disse, sobre processo seletivo em uma companhia de Santo André.

Outro entrave indicado pelas corporações é que, muitas vezes, portadores de necessidades especiais não possuem qualificação e, com a ausência de oportunidades, falta também experiência profissional. “Os deficientes físicos encontram grande dificuldade para andar nas ruas, porque não há estrutura e, por isso, deixam de ir a escola”, exemplificou Eliana.

O autônomo cadeirante Rodrigo Paula Fuzzi, 27 anos, nasceu com distrofia muscular. Apesar de ter completado a formação básica há 10 anos, nunca trabalhou. As vagas existem, mas não há flexibilização das empresas para o transporte. “Pelas dificuldades, teria de ter um carro para me levar. Quando eu perguntava, falavam que não havia (meio de transporte) e diziam ‘até logo”. Nunca deu certo”, disse ele ao acrescentar que compareceu a cerca de seis entrevistas de emprego, todas com o mesmo desfecho.

Ensino é saída para elevar contratação

Mais qualificação é um dos pilares que faltam para que os portadores de necessidades especiais possam aumentar a presença no mercado de trabalho. O presidente da Comissão da Pessoa com Deficiência da OAB, Antônio Rulli Neto, disse que empresas argumentam que muitas vezes não podem contratar esse perfil. Mas não oferecem contrapartidas. “Há excessões, mas se não dá para absorver, essas empresas deveriam oferecer bolsas de estudos, seja para Ensino Superior ou cursos de aperfeiçoamento.” Outra hipótese, segundo o representante, seria custear equipamentos que contornem a deficiência, como cadeiras de rodas e aparelhos de surdez.

O presidente da Fenavape, Ferrari, ressaltou projeto de ação conjunta entre diversos atores para moldar os trabalhadores com deficiência e oferecer atividade que não o limite. Exemplo de ação conjunta foi realizado junto à Febraban (Federação Brasileira de Bancos), a fim de treinar 444 deficientes. O projeto, com a atuação dessa mão de obra nos bancos, já dura seis meses. Após o período ele serão contratados pelas entidades.

“Primeiro tem o processo de seleção, para mapear nível de conhecimento. Com a contratação, o objetivo não é cumprir cotas, mas oferecer elementos que agreguem valor a esses profissionais na atuação no segmento”, declarou Ferrari.

Eliana afirmou que as pessoas com deficiência se adaptam muito bem em departamentos administrativos, TI (Tecnologia da Informação) e call center. Para ela, o investimento que as empresas precisam fazer não é grande. Os treinamentos, as cobranças, as funções são as mesmas. “O que pode mudar é quanto ao fazer uma rampa ou comprar um software para o computador.”

Fiscalização insere 7.000 profissionais especiais no Estado

A falta de fiscalização nas empresas se reflete na ineficiência da Lei de Cotas, em vigor há quase 20 anos e que obriga empresários a destinar de 2% a 5% das vagas aos deficientes nas firmas com mais de 100 funcionários. Tanto que, como decorrência da ação do MTE, apenas 7.508 deficientes foram absorvidos no mercado no País nos três primeiros meses do ano – crescimento de 40,7% em relação ao mesmo período em 2010.

Há empresas, inclusive, que preferem arcar com o pagamento de multas por descumprimento da Lei, ao invés de investir na capacitação e adaptação desses trabalhadores. “É uma questão de responsabilidade social, e as empresas estão começando a enxergar isso”, afirmou Eliana, da Avape.

O presidente da Fenavape, Ferrari, disse que ainda é preciso amadurecer todo o mercado trabalhista do País, e não apenas que o empresário aumente a consciência do que o deficiente tem a oferecer. “Há uma lógica em que o empresário pensa o homem como um apêndice de ferramenta e não como um detentor de conhecimento.”

O representante da OAB, Neto, destacou três pontos a serem lapidados para aumentar o emprego ao perfil. Intensificar a fiscalização sobre o cumprimento das cotas é a medida mais rápida. Ampliar a formação profissional e eliminar barreiras arquitetônicas, com vias mais fáceis de se locomover e transportes com acesso simples, complementam o pacote.

Neto citou caso de empresas que afirmam que cumprir as cotas seria o mesmo que deixar portadores de necessidades especiais enconstados no emprego. “Esse tipo de comentário é lamentável”, criticou. “É preciso ver os deficientes como pessoas normais que querem batalhar para ganhar a vida, pagar contas e se manterem no mercado”, completou.

Só o cumprimento de cotas quase que eliminaria o problema da exclusão profissional, diz Neto, ao defender que nos próximos cinco anos o cenário tende a ser melhor para empregar deficientes.

Fonte: Deficiente Ciente - São Paulo - SP, 13/05/2011

ABONG assina manifesto pelo cumprimento da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 14/05/2011

Assine neste link a petição pública. Link abrirá em uma nova janela ou aba.
Em defesa do Direito Indisponível à Educação para Todos e Todas e da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, que tem por base a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU – CDPD:

No ano de 2006, quatro anos depois do início dos debates e das negociações que resultaram na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, um sopro de ar fresco e esperança tomou conta do nosso país. Os 33 artigos de conteúdo e os 17 do protocolo facultativo da Convenção foram ratificados com quorum previsto no art. 5°, § 3° da Constituição Federal. A aprovação com o quorum qualificado de três quintos dos votos dos membros da Câmara e Senado Federal, em dois turnos, garantiu ao tratado o status de normal constitucional, e esse fato ocorreu em 9 de julho de 2008, tornando esse dia um marco histórico para a sociedade brasileira.

A ratificação, que foi fruto de incansável e intenso trabalho de pessoas com e sem deficiência de todos os cantos do Brasil, foi mais uma prova da força do movimento de defesa dos direitos da pessoas com deficiência/direitos humanos e de suas lideranças, que disseram não ao modelo de saúde/assistencialismo que antes imperava.

Os princípios e as obrigações gerais da CDPD colocam o artigo 24 em evidência, pois o exercício da cidadania, a equiparacão de direitos e a igualdade de oportunidades e de condicões, bem como a eliminação da discriminação, dependem do acesso e da permanência na educação, com todos os sistemas inclusivos e recursos disponiblizados, com inclusão, acessibilidade e prevalência do desenho universal.

CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA: Decreto Legislativo nº. 186, de 9 de julho de 2008 e do Decreto Executivo nº 6.949, de 25 de agosto de 2009

ARTIGO 24 – EDUCAÇÃO.

1. Os Estados Partes reconhecem o direito das pessoas com deficiência à educação. Para efetivar esse direito sem discriminação e com base na igualdade de oportunidades, os Estados Partes assegurarão sistema educacional inclusivo em todos os níveis, bem como o aprendizado ao longo de toda a vida, com os seguintes objetivos:

a) O pleno desenvolvimento do potencial humano e do senso de dignidade e auto-estima, além do fortalecimento do respeito pelos direitos humanos, pelas liberdades fundamentais e pela diversidade humana;
b) O máximo desenvolvimento possível da personalidade e dos talentos e da criatividade das pessoas com deficiência, assim como de suas habilidades físicas e intelectuais;
c) A participação efetiva das pessoas com deficiência em uma sociedade livre.

2. Para a realização desse direito, os Estados Partes assegurarão que:

a) As pessoas com deficiência não sejam excluídas do sistema educacional geral sob alegação de deficiência e que as crianças com deficiência não sejam excluídas do ensino primário gratuito e compulsório ou do ensino secundário, sob alegação de deficiência;
b) As pessoas com deficiência possam ter acesso ao ensino primário inclusivo, de qualidade e gratuito, e ao ensino secundário, em igualdade de condições com as demais pessoas na comunidade em que vivem;
c) Adaptações razoáveis de acordo com as necessidades individuais sejam providenciadas;
d) As pessoas com deficiência recebam o apoio necessário, no âmbito do sistema educacional geral, com vistas a facilitar sua efetiva educação;
e) Medidas de apoio individualizadas e efetivas sejam adotadas em ambientes que maximizem o desenvolvimento acadêmico e social, de acordo com a meta de inclusão plena.

3. Os Estados Partes assegurarão às pessoas com deficiência a possibilidade de adquirir as competências práticas e sociais necessárias de modo a facilitar às pessoas com deficiência sua plena e igual participação no sistema de ensino e na vida em comunidade. Para tanto, os Estados Partes tomarão medidas apropriadas, incluindo:

a) Facilitação do aprendizado do braille, escrita alternativa, modos, meios e formatos de comunicação aumentativa e alternativa, e habilidades de orientação e mobilidade, além de facilitação do apoio e aconselhamento de pares;
b) Facilitação do aprendizado da língua de sinais e promoção da identidade lingüística da comunidade surda;
c) Garantia de que a educação de pessoas, em particular crianças cegas, surdocegas e surdas, seja ministrada nas línguas e nos modos e meios de comunicação mais adequados ao indivíduo e em ambientes que favoreçam ao máximo seu desenvolvimento acadêmico e social.

4. A fim de contribuir para o exercício desse direito, os Estados Partes tomarão medidas apropriadas para empregar professores, inclusive professores com deficiência, habilitados para o ensino da língua de sinais e/ou do braille, e para capacitar profissionais e equipes atuantes em todos os níveis de ensino. Essa capacitação incorporará a conscientização da deficiência e a utilização de modos, meios e formatos apropriados de comunicação aumentativa e alternativa, e técnicas e materiais pedagógicos, como apoios para pessoas com deficiência.

5. Os Estados Partes assegurarão que as pessoas com deficiência possam ter acesso ao ensino superior em geral, treinamento profissional de acordo com sua vocação, educação para adultos e formação continuada, sem discriminação e em igualdade de condições. Para tanto, os Estados Partes assegurarão a provisão de adaptações razoáveis para pessoas com deficiência.

CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA: CUMPRA-SE!

Os signatários

Fonte: ABONG

Direitos Humanos apóia aposentadoria especial para pessoas com deficiência

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 14/05/2011

A secretária em exercício da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Ana Paula Crosara de Resende, representou a Secretaria de Direitos Humanos (SDH/PR) na Subcomissão Permanente das Pessoas com Deficiência, da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), realizada na quinta-feira passada (5). A pauta abordou temas relativos à aposentadoria especial no Regime Geral de Previdência Social e no serviço público, ao Benefício da Prestação Continuada e à pensão por morte.

A aprovação do projeto que garante aposentadoria especial às pessoas com deficiência vinculadas ao Regime Geral de Previdência Social (PLC 40/10) “tem condições de ser aprovada no senado, de acordo com o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que é presidente da subcomissão e relator do projeto na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Ele já conversou com os segmentos envolvidos e com o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho.

O PLC 40/10 já foi aprovado na Câmara, na Comissão de Direitos Humanos (CDH) e na CAS. Autor da proposta, o ex-deputado Leonardo Mattos disse estar preocupado quanto à indefinição das categorias de pessoas com deficiência.

A diretora do Departamento de Benefícios Assistenciais do Ministério do Desenvolvimento Social, Maria José de Freitas, ressaltou que o critério para concessão do BPC é o sugerido pela Organização Mundial da Saúde, que incorpora fatores socioambientais para caracterizar as pessoas com deficiência.

Para a subprocuradora-geral do Trabalho Maria Aparecida Gugel, as regras devem ser aperfeiçoadas para assegurar reabilitação, acesso a próteses e habilitação ao trabalho.

“É importante que a Secretaria de Direitos Humanos participe de todas as discussões que envolvam as pessoas com deficiência. Os temas tratados na Audiência Pública merecem reflexões, como as proporcionadas neste evento.” assegura Ana Paula.

Fonte: Agência Senado - 12/05/2011

Três anos após dar à luz, mãe portadora de síndrome de down revela detalhes de seu dia a dia

Aos 27 de idade, Maria Gabriela engravidou do marido, o estudante Fábio Marchete. O casal se conheceu quando frequentava a APAE.
Tatiane Moreno

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 14/05/2011

“Calma gente, não está doendo, está tudo bem”. Era dessa forma que Maria Gabriela Andrade Demate, portadora de síndrome de down, tentava acalmar os pais e os dois irmãos ao seguir para uma maternidade em Campinas, no interior de São Paulo, onde daria à luz sua primeira filha.

Com 27 anos, ela engravidou do marido, o estudante Fábio Marchete de Moraes, com quem já mantinha um relacionamento há 3 anos e meio.

Os dois se conheceram na APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), por volta dos 7 anos de idade, mas logo Fábio, que tem retardo intelectual devido a um acidente vascular pós-parto, saiu da escola. Anos depois, quando retornou, Gabriela já namorava outro rapaz que também tinha síndrome de down, porém ela se lembrou dos presentinhos que ganhava do colega de infância e ficou balançada. “Ele me dava caixa de bombom, correntinha, dava tudo”, relembra Gabriela.

Durante algum tempo, a estudante se viu em um triângulo amoroso, mas logo que se deu conta da situação a comerciante Laurinda Ferreira de Andrade, de 55 anos, disse que a filha precisava se decidir com quem realmente queria manter um relacionamento. ”Ela ficou levando o Erick e o Fábio no banho-maria, mas chegou uma hora que falei: você pode até namorar, mas só um, porque desse jeito você já está exagerando. Foi aí que ela optou pelo Fábio, com quem está até hoje”, revela a mãe da moça.

A decisão não foi muito difícil, já que a aluna cobiçada usou um critério muito simples que não deixou qualquer dúvida na hora da escolha. "O Fábio saía à noite para comer lanche, ia na praça, fazia tudo, e o outro não”, conta Gabriela.

Com o apoio dos pais, o casal reatou o romance e, passado algum tempo, não conseguia mais se desgrudar.

“Quando começaram a namorar os dois não queriam mais se separar, ficavam juntos o tempo todo. Com seis meses de namoro ninguém segurava mais. Foi ai que resolvemos colocar uma cama na minha casa e uma cama na casa da sogra dela e os dois passavam um tempo em cada lugar até que não se desgrudaram mesmo. Como o Fábio tem mais dificuldade de largar a mãe dele, os dois mudaram para lá”, diz Laurinda.

Como qualquer outro casal, Fábio e Gabriela mantinham relações sexuais frequentes, porém não imaginavam que poderiam gerar um filho. Na época em que descobriu a gravidez, a jovem já tinha passado por pelo menos três médicos que garantiram que ela não tinha chances de ter um bebê. Porém, um geneticista alertou que isso poderia ocorrer, sim, sem esperar que ela já estivesse grávida.

“Lembro que fiquei encantada com a ideia, mas a Gabriela foi categórica ao dizer que não queria ser mãe porque filho dava muito trabalho. Como ela tomava anticoncepcional e começou a sentir umas dores de estômago, a levei ao médico para colocar um método contraceptivo intra-pele e nesse ir e voltar ela já estava grávida”, afirma a comerciante.

A surpresa da gravidez

Laurinda, mãe de Gabriela, percebeu que a filha estava mais “cheinha”, mas nunca imaginou que ela pudesse estar esperando um filho. “Eu sempre chamava a atenção dela por estar comendo muito e achei estranho o tamanho da barriga, porém não liguei muito. Foi quando o Fábio contou para um amigo que a barriga dela estava dando socos. Ao levá-la ao médico descobrimos que a Gabriela estava de seis meses. A Valentina nasceu com oito meses e alguns dias, o que quer dizer que eu soube da gravidez e exatamente dois meses depois minha neta já tinha nascido”, recorda.

A maior preocupação dos familiares foi em relação ao fato da estudante não ter feito o pré-natal e não ter acompanhado a gestação. “Durante a gravidez ela fez natação, equitação, musculação e estava fazendo balé, então era um ritmo de exercício físico imenso”, afirma Laurinda.

Porém, enquanto a mãe se descabelava, Gabriela mantinha a calma e o otimismo. “Ela nunca teve medo de nada porque sempre foi muito conversado esse tipo de coisa em casa. Só ficou um pouco com receio da cesárea porque queria tentar o parto normal, mas expliquei que era muito mais difícil e ela aceitou numa boa”.

Laurinda acabou dando todo o apoio que ela mesma não teve quando a filha nasceu. Há 30 anos, não se tinha nenhuma informação sobre o que era a síndrome de down. “O meu sonho era ter uma menina, porque eu já tinha um menino de quatro anos, e você espera sair de um parto com um filho lindo, maravilhoso e perfeito, de preferência o mais lindo da maternidade. Foi um choque quando um dos médicos disse que ela iria andar, falar, teria problemas cardíacos e iria morrer”, relata.

A notícia caiu como uma bomba. Desorientada, a comerciante procurou um geneticista para saber detalhes da enfermidade e chegou a passar dias trancada dentro de casa, chorando, sem querer mostrar a filha para ninguém. “Um dia uma amiga minha chegou e falou: não tem o que fazer, é para sempre. Não é uma coisa que tenha cura, mas se você estiver mal e quiser ficar trancada dentro de casa será uma opção de vida sua. Agora, se você quiser sair com ela e enfrentar o povo, que com certeza vai ‘cair matando’, é outra opção sua. Nisso me deu um estalo, me questionei por quanto tempo ia ficar ali chorando e decidi encarar o mundo. Vesti minha filha com a melhor roupa, a embonequei mesmo, e fui para a rua”, lembra.

A chegada de Valentina

Laurinda lembra que durante a gravidez de Gabriela ficou bastante perdida por conta da rapidez em que os fatos aconteceram. ”Costumo dizer que fiquei cega, surda e muda neste período. No dia em que a bolsa estourou, eu estava na maior correria, com pedreiros em casa construindo o quarto que seria da Valentina, e não percebi que ela estava prestes a ter a criança. Por volta das 7h da manhã, a Gabriela me disse que tinha feito xixi na cama, mas só na hora do almoço é que eu fui descobrir que na verdade a bolsa tinha rompido, mesmo porque ainda não estava no tempo do parto. Foi uma loucura, fomos voando para Campinas e ela tranquilizando a gente. Eu quase morri”, diverte-se.

Valentina chegou ao mundo um mês antes do previsto sem herdar a síndrome de down da mãe e a deficiência intelectual do pai. “Minha neta é uma verdadeira benção, linda, maravilhosa, inteligente e meiga. É a consequência da vida que a Gabriela sempre levou. Eu fiz questão de que ela tivesse uma vida normal, que conseguisse o máximo que quisesse na vida e sempre procurei realizar todos os seus sonhos na medida do possível. As pessoas acham que os deficientes não têm sonhos, só precisam de cuidados, mas isso não é verdade. Eles têm muitos sonhos”, alerta.

Papeis invertidos

Embora não more com a filha, que hoje tem 3 anos, Gabriela orgulha-se ao falar de Valentina e lamenta quando sua mãe, que é quem cria a menina, precisa dar algumas broncas. “Ela passa mal sempre que vê a gente chamando a atenção da Valentina e diz que não gosta porque sente um aperto no peito. É o instinto materno mesmo”, afirma Laurinda.

Valentina foi registrada pelos pais biológicos após a avó enfrentar algumas dificuldades no Cartório de Registro Civil da cidade de Socorro, onde moram. "Eu não tinha dúvidas de que isso seria possível, só gostaria que tivesse sido com mais respeito", conta ela que passou cerca de dois meses lutando para que o local aceitasse o pedido depois de alegarem que Fábio não conseguia declarar a paternidade, nem dizer seu endereço residencial.

No dia a dia, Gabriela costuma levar a filha à escola com a mãe e adora brincar com a menina. “Ela me chama de mãe, a gente pula na cama elástica, assiste televisão. Ela é bem boazinha comigo”, diz a jovem que também não poupa elogios à mãe. “Ela [Laurinda] me leva até café na cama e eu ajudo a arrumar a cozinha”, ressalta.

Segundo a avó, Valentina é bastante apegada à mãe. “Ela é completamente apaixonada pela Gabriela e a chama de minha mamãe gorducha (risos). Quando ela chega, a Valentina já fica cheia de manha, faz birra. Acabei meio que assumindo o papel de mãe e ela o de avó, que deixa fazer tudo”, confessa.

Ao ser questionada pelo eBand se gostaria de ter outro filho, Gabriela é categórica. “Não, eu operei, um já está bom”.

Enfim, casados

Um ano após o nascimento de Valentina, Gabriela e Fábio oficializaram a união com direito a uma festança que movimentou a pacata cidade de Socorro. “Fizemos uma cerimônia religiosa no melhor clube no dia 19 de março de 2009, quando minha neta completou 1 ano. A Gabriela casou de branco e a Valentina entrou de daminha”, conta a avó.

Gabriela também lembra a data com carinho. “Foi muita gente, estava tudo lotado, minhas tias, meus tios, meu pai”.

Durante a entrevista, ela estava passando alguns dias na casa da mãe, perto da filha e longe do marido. “Eu estou doentinha e a Valentina também. O Fábio está lá na nossa casa, cuidando, mas ele liga todo dia porque está com saudade”, diz envaidecida.

Fonte: Band - Campinas - SP, 11/05/2011

Tamo’ na roça!

Conheça a incrível história de um '' lavrador cadeirante ''
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 14/05/2011

Quando a história de hoje caiu na caixa do meu correio, eu não acreditei. Por mais que eu tenha certeza que o projeto de dominação do mundo por parte dos ‘matrixianos’ para que ele seja mais acessível a todos esteja bombando, ainda sou surpreendido dia após dia.
E claro que fico mais contente que porco na lama de saber que vou ter, mais uma vez, um ‘causo’ para fazer todo mundo refletir, pensar sobre sua realidade, suas possibilidades e desafios na vida.

Bem, depois de mostrar aqui ‘malacabado’ voando, cantando, namorando, conquistando, enfrentando... Estropiados que encaram profissões tidas como “impossíveis”: veterinários, arquitetos, médicos, artistas, jornaliiiiistas.... ...

Hoje, abro as cortinas para um cidadão brasileiro, cadeirante, baiano, que ganha a vida trabalhando... sim, acreditem.... na roça!

O Ediçon Machado (é com cedilha, mesmo ) trabalha com enxada, com terra, com plantação, com semente, com colheita, tudo a bordo de uma cadeira de rodas.

“Tenho 48 anos, sendo que 13 deles na cadeira por ter sofrido um acidente de moto. Sou casado e tenho duas filhas. Precisei continuar a trabalhar para criar minhas filhas que na época do acidente elas eram pequenas”
‘Zente’, eu admito que sou mais empolgado que formiga em pote de açúcar e que a necessidade faz a gente se mexer do jeito que for, mesmo, mas imagine vocês que tocar a cadeira no asfalto, nas calçadas, já é um desafio danado, imagem como é fazer isso em um terreno de plantação, de terra?

Depois do acidente, fiquei seis meses na cama, fui para o hospital Sarah em Salvador, fiz minha reabilitação e voltei aqui pro interior da Bahia. Adaptei um carro e comecei a labuta na roça. A vida tinha de seguir”

Eu crio galinhas caipiras, vendo cerca de 300 por mês, o que me dá livre uns R$ 600. Também produzo 600 caixas de atemóia (uma espécie de fruta), produzo 2.000 caixas de frutas do conde por ano e uns 90 cordeiros. Tudo isso, me dá recurso para manter as meninas na faculdade.”

O Ediçon não só conseguiu driblar todo o perrengue trazido por uma lesão medular que o deixou paraplégico, como também enfrentou aquilo que melhor sabia fazer: tirar o sustento da terra para crescer financeiramente, sustentar a família e ‘estudar’ as filhas.

“Hoje eu emprego oito pessoas que me ajudam na labuta da roça. Mantenho um apartamento no Rio, onde uma filha estuda direito (Sandilla, de 22 anos), uma casa em Feira de Santana, onde a outra menina estuda economia (Gana, de 24 anos), mantenho minha casa, minha esposa. Graças a Deus me mantenho sempre ocupado, faço duas viagens por ano ao litoral.”

Claro, meu povo, que troquei várias mensagens com o Ediçon para saber como era possível tocar a cadeira no meio dos pomares, da buraqueira. Ele me explicou que vai do jeito que dá... .

E é assim mesmo, né? Eu mesmo, quando adolescente, tocava minha cadeira em ruas de um areião danado, de mato, de buracos. É pedreira, é duro, mas é melhor do que ficar parado vendo a vida passar. É enfrentando que a gente vai conseguindo meios de superar.

“Toda semana levo um tombo da cadeira e, às vezes, no meio do pomar, dou de cara com casa de marimbondo, mas é até divertido. Participo de feiras agropecuárias e seminários da área q atuo. E faço encontros do povo ‘matrixiano’ aqui na minha roça de vez em quando.”

Além dos desafios da própria profissão, o Ediçon enfrenta a total falta de acessibilidade da cidade onde mora, com ruas de paralelepípedos, transporte público ausente, rampas... Mas, com toda certeza, temos um representante fantástico para que essa situação se transforme.

Fico muito contente de saber que o blog tá chegando com força no Nordeste e que posso trazer para os meus dois ou três leitores do resto do Brasil, sil, sil... histórias ‘maraviwonderful”.

*Fotos de Arquivo Pessoal

Escrito por Jairo Marques fonte : portal uol
Postado por beto ribeiro junior diretor às 19:09

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Rede Globo diz estar pronta para a audiodescrição

Globo se diz preparada para oferecer audiodescrição na TV, a partir de julho próximo.
Francisco Lima

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 11/05/2011
Nota do Blog da Audiodescrição: E esperamos que o Ministério das Comunicações não volte atrás, mais uma vez…

Em visita ao curso de Comunicação (rádio e jornalismo) da UFPE, representante da Globo disse que a empresa está preparada para oferecer audiodescrição na TV Digital, a partir de primeiro de julho próximo.

De acordo com o representante, a audiodescrição se dará na TV Digital porque nessa modalidade se pode ter outros canais de áudio. Mas ele lembrou que na TV analógica o canal SAP também transmite áudio. "Mas a audiodescrição será na TV digital".

Segundo Augusto, a Globo tem superado a previsão legal, oferecendo mais "Close Caption" que o exigido por lei.

Dos poucos minutos de conversa que tivemos em nossa sala de aula, bem quando estávamos na disciplina de audiodescrição, ficou-nos claro que a lei, desta vez, vai ser cumprida. Resta agora o Supremo julgar pela audiodescrição da forma que inicialmente foi definida legalmente e não as míseras horas que agora querem que aceitemos.

Fiquemos alertas, então, e lutemos por audiodescrição já: já, com qualidade, com empoderamento e em toda a programação!

Fonte: Blog da Audiodescrição - Recife - PE, 10/05/2011

Reforma da escola do Culto a Ciência, em Campinas, exclui acesso a deficientes

Segundo a Secretaria de Educação, rampas e elevadores não foram construídos para não descaracterizar o espaço, que é tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico.da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 11/05/2011

Com um investimento de mais de R$ 4 milhões, a reforma da escola Culto à Ciência, em Campinas-SP, não previu a construção de rampas de acesso para cadeirantes e deficientes físicos. Segundo a diretora da escola, Debora Seneme Gobbi, alunos que possuam alguma dificuldade de locomoção têm de ser matriculados em outra unidade. O prédio possui mais de 138 anos e, segundo a Secretaria de Educação, rampas e elevadores não foram construídos para não descaracterizar o espaço, que é tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico (Condephaat) e Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc).

Na reforma foram mantidas as escadarias, algumas delas de mármore, que caracterizam a arquitetura de mais de cem anos. Do portão até o prédio escolar é necessário descer pelo menos dois lances de escadas. Parte da sala está localizada no segundo andar, sem qualquer opção de locomoção acessível. O auditório que fica em um prédio anexo à escola – não incluído na reforma – também não tem condições de acessibilidade. O espaço é usado por alunos, pais, e também é emprestado para entidades como a Associação de Pais e Alunos Excepcionais (APAE). “É difícil usar com essas escadas”, disse a diretora pedagógica da APAE, Eliane de Fátima Trevisan Nogueira. A acessibilidade aos deficientes físicos é obrigatória e está prevista no Decreto Federal 5.296, de 2004. A presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Roseli Bianco, diz que todos os prédios novos ou reformados têm de oferecer condições de acessibilidade.

Nota do Blog Deficiente Ciente: A preocupação aqui não é com os direitos humanos, mas sim com o patrimônio público. O tombamento do prédio é muito mais importante do que assegurar o direito à educação de todos alunos.

Fonte: Deficiente Ciente - Campinas - SP, 10/05/2011

Preconceito contra Pessoas com Deficiência.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 11/05/2011

O presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Heron Carlos Alves de Souza, concorda com Neusa que a falta de preparo da sociedade para lidar com as diferenças é uma forma de preconceito. "Não respeitar a dificuldade de aprendizado também é discriminação".
De acordo com pesquisa, as pessoas com deficiência (física ou intelectual, em especial a intelectual) são as que mais sofrem rejeição dentro do ambiente escolar. Do universo entrevistado, 96,5% demonstram querer distância deste grupo. A intensidade da atitude preconceituosa chega a 32,4%.

Para Heron, o resultado do estudo mostra que a discriminação é velada. Embora não seja direta, a sociedade não acredita na capacidade de quem tem deficiência. Isso fica mais nítido quando existe concorrência para vagas em empregos e a pessoa considerada "normal" sempre é escolhida.

No entendimento da presidente da Associação da Síndrome de Down de Mato Grosso, Júlia Ulrich Alves de Souza, essa rejeição contra as pessoas com deficiência é reflexo da própria educação familiar e ambiente escolar, que deve promover a a inclusão. O contato com as diferenças é importante para o entendimento de que a pessoa com deficiência tem capacidade para desenvolver as atividades.

"Hoje, o Ministério da Educação praticamente obriga que faça a inclusão no Ensino Regular e isso é importante para o relacionamento. É a falta de contato que promove o preconceito. A escola é a vivência, é o contato com outras crianças. As vezes as pessoas falam que não gostam da pessoa com deficiência, mas nunca conviveu com ela".

Heron destaca que a inclusão deve começar no seio familiar. "Se a própria família não tiver a capacidade de amar, como vai querer que os outros respeitem a pessoa com deficiência?".

E a extensão dessa inclusão deve ocorrer na escola, que precisa estar preparada para receber este aluno. A falta de preparo para trabalhar a diversidade dentro das escolas mostra que a educação precisa de reforma. As instituições trabalham e educam da mesma maneira há décadas e é necessário buscar meios para atender as necessidades da sociedade como um todo.
Heron defende que existem várias formas de ensinar, além do emprego obrigatório do livro e da prova escrita. Porém, a maioria dos professores não procura adaptar o currículo como forma de atender a diversidade.


Pesquisa sobre o Preconceito.

O estudo sobre Preconceito e Discriminação no Ambiente Escolar foi encomendado a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao MEC.

O coordenador do trabalho, José Afonso Mazzon, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), comenta que ficou surpreso com o resultado. Ele destaca que as escolas são ambientes onde o preconceito é bastante disseminado por todos. "Não existe alguém que tenha preconceito em relação a uma área e não tenha em relação a outra. A maior parte das pessoas tem de três a cinco áreas de preconceito. O fato de todo indivíduo ser preconceituoso é generalizada e preocupante".

Postado por Deficientes Unidos: http://deficientesunidos.blogspot.com/2011/05/preconceito-contra-pessoas-com.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+DeficientesUnidos+%28Deficientes+Unidos%29

Corinthians e Santos recebem a Campanha da Acessibilidade

A ação no domingo contou com o apoio e participação da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, por meio do Secretário Adjunto, Marco Antonio Pellegrini, e assessores.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 11/05/2011

Corinthians e Santos disputaram o primeiro jogo da final do campeonato paulista, neste domingo, 8. O resultado foi zero x zero, mas o espetáculo principal foi no intervalo do jogo, quando a histórica rivalidade dos dois times foi deixada de lado. Os dois clubes abraçaram a "Campanha Nacional da Acessibilidade - Siga essa Ideia!", da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade). Pessoas com e sem deficiência estenderam no gramado do Pacaembu o Bandeirão da Acessibilidade, com 25m x 18m.
A ação no domingo contou com o apoio e participação da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Governo de São Paulo, por meio do Secretário Adjunto, Marco Antonio Pellegrini, e assessores.
Também participaram o presidente do Conselho Estadual para Assuntos da Pessoa com Deficiência (CEAPcD), José Oliveira Justino, e o ex-jogador e atual secretário municipal do Esporte do município de São Sebastião (SP), Wladimir Rodrigues, entre outros apoiadores.
"A Campanha Nacional da Acessibilidade - Siga essa Ideia! cumpre a função de sensibilizar a sociedade para uma situação 'contingencial' vivida por muitas pessoas com deficiência, as quais devem contar com igualdade de oportunidades e acessibilidade", destaca o ex-craque.
Concretamente, o objetivo da ação é conscientizar o público sobre a importância de se eliminar as barreiras que impedem as pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida de participarem efetivamente da vida em sociedade, ressaltando a importância dos direitos humanos e a defesa da acessibilidade como um direito universal.
A "Campanha Nacional da Acessibilidade - Siga essa Ideia!" é apoiada pelos atletas Pelé, Zico, Roberto Dinamite, Ronaldinho Gaúcho e Rivellino, além de grandes clubes brasileiros como Botafogo, Vasco da Gama, Fluminense, Internacional, Grêmio, Santos, Corinthians, Atlético/MG, Cruzeiro, Bahia, Vitória e Fortaleza. Seus embaixadores são os atletas Adriana Behar, Clodoaldo Silva, Paulo Victor e Júlio César.

A Campanha - A "Campanha Nacional da Acessibilidade - Siga essa Ideia!" é coordenada pelo Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, órgão integrante da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Tem como objetivos a sensibilização, a conscientização e a mobilização para a eliminação das barreiras culturais, de informação, arquitetônicas e outras que impedem as pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida de participarem efetivamente da vida em sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.
A campanha conta com o apoio e a adesão do Supremo Tribunal Federal, do Ministério Público Federal, de Governos Estaduais, Prefeituras e atletas de renome como Pelé, Zico, Roberto Dinamite, Ronaldinho Gaúcho, Dentinho e Rivellino. Também apoiam a campanha o bloco carnavalesco Galo da Madrugada e escolas de samba como Portela, Beija-Flor e Vai Vai, e agremiações folclóricas como Boi Garantido e Boi Caprichoso.

Fonte:Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência

Mercado de Trabalho/Pessoas com Deficiência

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 11/05/2011

Lissandra têm deficiência auditiva e é funcionária da Cagece
Pioneira na contratação de pessoas com deficiência no Ceará, Estado que tem maior percentual de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) tem profissionais com deficiência se aposentando, que entraram na empresa em 1971. A empresa porém não se dá por satisfeita e busca estagiários e aprendizes com deficiência, além de exigir que suas prestadoras de serviço busquem também estes profissionais.
De acordo com a supervisora de serviço social da Cagece, Niédja Pinheiro, mesmo antes da necessidade de cumprimento da cota em concurso público, a companhia sempre teve empregados com deficiência em seu quadro funcional. Mas foi por meio da reserva de vagas nos concursos que a empresa pública atingiu o percentual mínimo de pessoas com deficiência contratadas.
(Veja: Ceará é o Estado que mais cumpre lei de cotas)
Agora, a inserção de jovens por meio dos estágios e do programa de Menor Aprendiz (Primeiro Passo), além da exigência de alocação de mão-de-obra com deficiência no contrato de prestação de serviço com terceiros, por meio de um termo de referência, é uma demonstração do compromisso da empresa com o tema. “Claro que as contratações são realizadas com o devido cuidado de alocar o profissional deficiente, de modo a desenvolver e aproveitar as competências, mantendo assim a inclusão do profissional na empresa”, explica Niédja.
A companhia tem 3,7 mil colaboradores, entre empregados, terceirizados, estagiários e menores aprendizes, sendo que atualmente emprega 14 pessoas com deficiência diretamente e conta com mais cinco estagiários. O número de pessoas com deficiência contratadas indiretamente por conta da exigência dos prestadores de serviço ainda está sendo levantada. Para ampliar este número, no entanto, a Cagece criou recentemente uma área denominada Supervisão de Serviço Social, que deve estabelecer diretrizes para ampliar as contratações de profissionais com deficiência de forma institucionalizada.
“Sabemos que a inclusão social é efetivada por meio de políticas, que além de oficializar, viabilizam a inserção dos indivíduos”, afirma. Além disso, algumas reformas nas isntalações da empresa de água e esgoto estão em andamento tais como: rampas de acesso, cadeira de rodas em pontos estartégicos, construção de banheiros de acordo com as exigências legais e também garantia de vagas para deficientes no estacionamento.

Um passo para o futuro

Alissandra Souza de Góes Pontes, 20, é deficiente auditivo e está tendo sua primeira oportunidade de emprego na Cagece. “Estou gostando muito. É muito rico para mim. Todo mundo me ajudou e eu aprendi rápido. As pessoas me ensinaram o serviço e eu ensinei Libras (língua dos sinais)”, disse. Segundo ela, o começo de sua atuação profissional não foi fácil. “Senti vergonha, no início. Fiquei tímida”.
Com o tempo a coisa foi melhorando à medida que Alissandra se entrosava com os colegas. Hoje, afirma ter amigos em seu ambiente profissional. Satisfeita, ela pensa que esta primeira experiência é de grande ajuda para sua inserção posterior no mercado de trabalho em sua área de interesse: o ensino de libras. “Meu sonho é me tornar professora de Libras, para crianças. Faço pedagogia. Estou no quarto ano, estou quase me formando.”

Fonte: Portal Terra (09/05/11)

terça-feira, 10 de maio de 2011

Projeto exige planos de telefonia mais baratos para deficientes auditivos

Apesar de já existir lei que garanta tarifas mais baixas, Senado considera que o princípio não tem sido aplicado e vota alterações na Lei.
Agência Senado

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 10/05/2011


A oferta obrigatória de planos mais baratos de telefonia celular a deficientes auditivos ou com dificuldade de fala é um dos itens da pauta da reuniãodesta quarta-feira, 11 de maio, da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática. Pelo Projeto de Lei do Senado (PLS) 238/08, de autoria do ex-senador Flávio Arns (PR), ficam assegurados às pessoas com deficiência que usam os serviços de mensagem de texto para se comunicar planos de serviços de telefonia a preços mais baixos.

A proposta será analisada em caráter terminativo (tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado). Quando tramita terminativamente, o projeto não vai a Plenário: dependendo do tipo de matéria e do resultado da votação, ele é enviado diretamente à Câmara dos Deputados, encaminhado à sanção, promulgado ou arquivado.

A oferta do serviço de mensagens de texto já é garantida às pessoas com deficiência auditiva ou problemas na fala pela Lei de Acessibilidade (Lei 10.098/00). Na Resolução 477, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que regulamenta o serviço de telefonia movel, há ainda a determinação de que as prestadoras deste serviço devem garanti-lo aos deficientes auditivos a preços razoáveis.

A norma, no entanto, não estaria sendo cumprida, o que levou à proposta de alteração da Lei Geral de Telecomunicações (Lei 9.472/97) para inclusão do benefício. O relator da proposta na comissão é o senador Paulo Paim (PT-RS), que deu parecer favorável à sua aprovação.

Fonte:Correio do Estado - 09/05/2011

Psicologia da Diferença

Se eu não podia ser como as outras pessoas, pelo menos seria eu mesmo, da melhor maneira possível“. (Christy Brown – My Left Foot- Filme: Meu pé esquerdo)

Caro leitor,
O texto abaixo foi extraído do site
Bengala Legal.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 10/05/2011


Psicologia da Diferença

Por Renata do Carmo de Assis Trugillo
Grande parte da psicologia do deficiente está intimamente ligada à psicologia social, ou seja, da interação desse indivíduo com outras pessoas e no ambiente próprio de cada um. Dessa forma, o indivíduo portador de alguma deficiência será menos limitado pela sua deficiência que pela atitude da sociedade em relação à deficiência.
Há uma história espanhola que pode ilustrar isto. Fala a respeito de uma terra em que seus habitantes um a um passam a desenvolver caudas. Os primeiros habitantes que passam a desenvolver tal coisa, semelhante a dos macacos, fazem o que podem para escondê-la. Desajeitadamente enfiam suas caudas em calças e camisas largas a fim de ocultar sua estranheza. Mas ao descobrirem que todos estão desenvolvendo cauda, a história muda de forma drástica. Na verdade, a cauda revela-se de grande utilidade para carregar coisas, para dar maior mobilidade, para abrir portas quando os braços estiverem ocupados. Estilistas de moda começam a criar roupas para acomodar, na verdade, acentuar e libertar as recém-formadas caudas. Logo começam a usar adornos para chamar a atenção a esta novidade. Então, de repente, aqueles que não desenvolveram caudas são vistos como esquisitos e começam freneticamente a procurar formas de esconder tal fato comprando caudas postiças ou retirando-se completamente da sociedade de “cauda”.

Que vergonha, não ter cauda!

Essa influência da sociedade em excluir o diferente pode ser observada no comportamento de crianças pequenas que parecem não terem sido influenciadas pelos padrões da sociedade. Brincam livremente com as crianças diferentes: somente após incorporarem os padrões culturais de perfeição e beleza é que passam a zombar da criança de olhos vesgos, do garoto chamando-o de “retardado” ou imitando a gagueira ou a deficiência física dos outros. É a atitude da sociedade, na maior parte das vezes, que definirá a deficiência como uma incapacidade e é o indivíduo portador de deficiência que sofrerá as consequências de tal definição.

A Família

Do momento em que nasce uma criança com deficiência e esta é trazida para a casa, o clima emocional da família se transforma. Grande parte da reação inicial a esta notícia será determinada pelo tipo de informação fornecida, a forma como ela é apresentada e a atitude da pessoa que faz a comunicação. Estes aspectos citados serão bastante relevantes podendo determinar a aceitação desta criança no núcleo familiar. É pouco adequada a atitude dos pais em tentar disfarçar os fatos a fim de amenizar o choque dos familiares, principalmente em relação as crianças que conhecem tão bem a “psicologia” dos pais e sentem quando estão sendo enganadas.

Todos os pais que aguardam o nascimento de um filho idealizam essa criança que está por vir ao mundo, seja nos aspectos físicos ou comportamentais deste novo ser. Nos primeiros dias após o nascimento da criança é importante que os pais possam conciliar a imagem do bebê que formaram no período da gravidez (bebê idealizado) com as impressões que elas passam a ter deste bebê real. No caso de casais que venham a ter uma criança com qualquer deficiência este momento é muito mais difícil. Assim, alguns mecanismos de defesa surgem no psiquismo destes pais e são manifestos em comportamentos tais como:

Negação

Pais negam a importância do problema. Após alta da maternidade médicos encaminham para avaliação em centro de reabilitação e os pais não realizam tal coisa.

Projeção

Pais projetam a culpa sentida por eles próprios em pessoas próximas, geralmente nos profissionais envolvidos com a criança. Em alguns casos, colocam a culpa no próprio cônjuge.

Rejeição
  • Pais afastam-se do bebê, não por que não se preocupem, mas porque é doloroso demais preocupar-se tão profundamente e sentir-se ao mesmo tempo tão completamente impotentes.
  • Os filhos, cujos pais apresentam esse comportamento de rejeição podem desenvolver sentimentos que interfiram em seu comportamento tais como: ansiedade, tensão, sentimentos de inferioridade, auto conceito negativo, insegurança, falta de confiança em si, falta de iniciativa.
Superproteção


Mãe (geralmente nota-se esse tipo de comportamento nas mães) não permite que o filho sofra o mínimo de frustração que é importante para o seu desenvolvimento. Dessa forma, ela deixa de lado sua vida e passa a dirigir toda a sua atenção a esse filho. Frequentemente essa mulher passa a ter dificuldades no seu relacionamento conjugal e com os outros filhos. Ela não se sente digna de ter um momento para si, não consegue uma descarga adequada para as suas tensões e seu conflito aumenta.

A criança que a mãe manifesta esse tipo de conduta pode desenvolver comportamentos como: possessividade e egocentrismo, baixa tolerância à frustração, revolta ou apatia. É comum observarmos nesses pais sentimentos naturais de medo, dor, desapontamento, culpa, vergonha, frustrações e uma sensação geral de incapacidade e impotência. Todos esses sentimentos são naturais, pois são raros os seres humanos que poderiam aceitar de imediato um filho portador de uma deficiência.

A Pessoa com Deficiência

No que se refere a personalidade, não existe um tipo ou tipos que definam os indivíduos com de deficiência. O único ponto em comum entre as pessoas com deficiência é a própria limitação, ou seja, todos apresentam um déficit que os discrimina da população “normal”.
A deficiência física ou sensorial será vivenciada de formas diversas de acordo com a estrutura de personalidade de cada um. Assim alguns encaram a deficiência como um DESAFIO a ser superado com novas formas de adaptação, busca de outros referenciais. Outros mostram reações negativas de acomodação à situação com momentos depressivos e de angústia.
De uma forma geral a deficiência significa limites de ação e expansão pessoais e, consequentemente, pode acabar por segregar o indivíduo do convívio social afastando-o das oportunidades normais de realização (pessoal, profissional, social, afetiva, etc.).
A pessoa com deficiência tem as mesmas necessidades de qualquer outro indivíduo. Ele necessita ser amado, valorizado e sentir-se participante do grupo familiar e social. Incentivado pode tornar-se um adulto integral e produtivo.

Inclusão do trabalhador com deficiência cresce ano a ano

Dados da fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego mostram que foram inseridas mais de 143 mil pessoas desde 2005. Em 2011, 7.508 pessoas conquistaram empregos.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 10/05/2011

Ações de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)Site externo. incluíram no mercado de trabalho 143.631 pessoas com deficiência desde 2005. Balanço divulgado pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) do MTE mostra ainda que o número de inserções tem aumentado ano a ano: em 2005, foram 12.786 pessoas, saltando para 28.752 ao final de 2010.
Nos três primeiros meses de 2011, 7.508 pessoas com algum tipo de deficiência foram inseridas no mercado de trabalho formal, crescimento de 40,7% em relação ao primeiro trimestre de 2010, quando foram incluídos 5.338 trabalhadores.
Dos mais de 12 mil trabalhadores que ingressaram no mercado de trabalho em 2005, 8.655 são do estado de São Paulo. No ano seguinte, o número saltou para 19.976 pessoas contratadas, também com destaque para São Paulo: 9.684. Em 2007, foram 22.314 pessoas contratadas; em 2008, 25.844; e, em 2009, a fiscalização incluiu outras 26.449 em todo o país.
"Os deficientes provam todos os dias que são capazes de superar todos os desafios impostos; só precisam de oportunidade. O MTE está fazendo a sua parte, incluindo estas pessoas no mercado de trabalho por meio da fiscalização. O empresariado precisa se conscientizar da necessidade de cumprir a lei, para que tenhamos uma sociedade mais justa e com oportunidades iguais para todos", comentou o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.
A inclusão dessas pessoas está amparada na Lei 8.213/91 (Lei de Cotas), que determina que as empresas que possuam a partir de 100 empregados devem cumprir uma cota, proporcional ao seu tamanho, com cargos para trabalhadores reabilitados ou pessoas com deficiência. Dessa forma, empresas com até 200 empregados devem reservar 2% de seu quadro para atender à Lei. De 201 a 500 trabalhadores, 3%. De 501 a mil funcionários, 4%. De 1.001 em diante, 5%.
Normas internacionais - No Brasil, as convenções internacionais 159/83 da Organização Internacional do Trabalho (OIT)Site externo. e a Convenção Interamericana para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra as Pessoas Portadoras de Deficiência estão ratificadas.

As duas normas tratam da garantia de emprego adequado e da possibilidade de integração ou reintegração das pessoas com deficiência na sociedade. Quem as ratifica, deve formular e aplicar política nacional para a readaptação profissional e de emprego para pessoas deficientes.

Vagas Preferenciais

TUDO POR UMA VAGA!

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 10/05/2011

O desrespeito às vagas exclusivas para deficientes físicos e idosos levou o Esporte Clube Pinheiros e o Shopping Anália Franco, em São Paulo, a adotarem medidas para controlar o uso do estacionamento. O primeiro apostou em câmeras de segurança e o segundo, em cavaletes que são retirados pelos seguranças quando os clientes vão estacionar.

No Pinheiros, na zona sul, duas câmeras foram instaladas nos dois corredores de seu estacionamento, onde ficam 50 vagas reservadas a idosos e portadores de necessidades especiais. Os equipamentos estão em operação desde agosto. O sócio que desrespeita a regra tem a placa identificada e recebe em casa uma carta de advertência. Em caso de reincidência, pode até ser suspenso.

Já o Shopping Anália Franco, na zona leste, colocou cavaletes na frente das vagas de portadores de deficiência. Elas só são liberadas por seguranças que circulam pelo local. Quando o deficiente se identifica, o vigia tira o cavalete e, após o veículo ser estacionado, coloca o obstáculo novamente. Atualmente, das 4 mil vagas disponíveis no shopping, 82 são para deficientes. As de idosos, no entanto, não têm o cavalete.

Fonte: Estadão (10/05/11)

domingo, 8 de maio de 2011

8 a 14 de maio – Semana Ponseti – Tratamento para pé torto congênito

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 08/05/2011

Cinco fotografias de pernas de bebê com gesso e abaixo 5 fotos do pé da criança mostrando o progresso no tratamento Ponseti para pé torto.
Agradecemos sua ajuda para divulgar o método Ponseti entre pais e profissionais de saúde de tratamento para pé torto congênito nesta semana de 8 a 14 de maio.

O pé torto congênito afeta entre 1 e 2 a cada 1000 bebês nascidos e ocorre mais freqüentemente em meninos do que meninas. Em cerca de 50% dos casos, ambos os pés serão afetados. No entanto, usando o “método Ponseti”, um tratamento não-cirúrgico e não-invasivo, 95% dos casos resultará em pleno funcionamento dos pés, sem dor. Nem todos os hospitais do Brasil realizam o tratamento de Ponseti e gostaríamos de ver essa mudança.

Atualmente, não existem diretrizes oficiais que descrevam exatamente o Método Ponseti e nenhum órgão regulador para garantir que os profissionais sejam devidamente treinados para realizar o tratamento. Gostaríamos que todos os pais que têm uma criança com esta ocorrência soubessem sobre o método Ponseti e onde eles podem ter acesso a ele. O livreto para pais chamado “Um guia para pais / Pé torto congênito”, inclui a lista de tópicos do Método Ponseti , descrita pelo Dr. José Morcuende (Ponseti International Association) para que os pais com filhos diagnosticados com pé torto possam verificar se o hospital está cumprindo as orientações ou não.

O método Ponseti envolve uma técnica de engessamento específica e uma rotina rígida, com botas e uma barra de suporte que só deve ser realizada por profissionais especialmente treinados. O mau uso da técnica, das botas e da barra pode ocasionar maus resultados. Veja abaixo uma breve descrição do método Ponseti:

• As botas de gesso Ponseti cobrem toda a perna do pé até a região da virilha. Os dedos dos pés devem ficar claramente visíveis.

PREOCUPAÇÃO: Bota de gesso abaixo do joelho não deve ser utilizada

• A maioria dos bebês precisam de 5-6 modelos com cada bota de gesso usada por 5-7 dias. Para casos mais difíceis podem ser utilizadas mais botas de gesso.

PREOCUPAÇÃO: um bebê não deve usar cada gesso por mais do que uma semana (exceto para a última bota)

• Quando um dos gessos é removido, o novo gesso deve ser aplicado imediatamente. As botas e a barra devem ser colocadas no mesmo dia em que o gesso último for retirado.

PREOCUPAÇÃO: O gesso não deve ser retirado um dia antes do novo gesso ser aplicado. Após o gesso final sair, se houver um atraso antes da criança ser colocada na barra com botas e cinta, isso poderá resultar em recidiva precoce.

• Após a retirada de cada molde do pé, os pés devem parecer melhores

PREOCUPAÇÃO: Caso a melhora não seja visível, procure uma segunda opinião.

• A maioria das crianças precisa de uma cirurgia no calcanhar antes do último gesso. O último gesso colocado após a cirurgia será deixado por 2-3 semanas para ajudar a cicatrização.

PREOCUPAÇÃO: A cirurgia não deve ser recomendada muito cedo, devendo-se esperar até pouco antes do gesso final.

• Usar as botas e barra com cinta até a idade de 5/4 anos reduz a chance de uma recaída.

PREOCUPAÇÃO: Há um risco de 30% de recaída se as botas e as barras pararem de ser usadas antes dos três anos de idade

COMO VOCÊ PODE AJUDAR:

Divulgue informações sobre o tratamento Ponseti.

Contate o seu jornal local e começar sua história caracterizada por favor entrar em contato para solicitar os comunicados de imprensa genérica e embalar

Fonte: Steps