sábado, 21 de maio de 2011

Começou a votação para o prêmio Top Blog 2011.

Aos nossos seguidores, leitores, participantes, amigos etc.
o blog da APNEN, esta concorrendo ao premio Top Blog 2011, peço sua colaboração e seu voto.
Obrigado.
              Top Blog 2011

Começou a votação para o prêmio Top Blog 2011.

Vamos levar o Blog ao Top do Top Blog 2011 é simples, basta clicar em votar no botão azul, que aparece ao lado do nome do blog no link: Link abaixo.
http://www.topblog.com.br/2011/index.php?pg=Busca


Abraço a todos(as)

Carlos Raugust

Polícia Militar realiza 1ª Olimpíada Especial de Equoterapia

Participam da competição crianças com diversas deficiências. Atualmente, o centro atende 63 pessoas.
Bruna Campos

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 21/05/2011
Cada movimento que as crianças conseguiam realizar com o cavalo, por mais simples que fosse, era comemorado por todos. Na plateia, em vez de barulho, viam-se mãos erguidas e tremulando (palmas para surdos). Assim foi a "1ª Olimpíada Especial da Equoterapia da Polícia Militar do Pará, realizada na manhã desta quinta-feira, dia 19, no Complexo Hípico Sócio-Operacional Cassulo de Melo.

Foi a primeira vez que as crianças que fazem parte do programa, todas portadoras de deficiência ou alguma necessidade especial, participaram de uma competição, colocando em prática tudo o que aprenderam durante as aulas de equoterapia. O primeiro competidor a subir no cavalo foi o pequeno Sandro Heitor, 6 anos, portador de autismo. Com o apoio de um policial militar e de uma fonoaudióloga, ele montou no cavalo e completou todo o trajeto da prova. “É impressionante o desempenho que ele está tendo desde que começou a praticar a Equoterapia. Antes, ele não falava, não apresentava vínculo afetivo e não aceitava o tocássemos. Hoje, ele é outra pessoa”, disse a fonoaudióloga Bruna Silva.

Enquanto esperava sua vez de competir, Rafael Cardoso, 12 anos, portador da Síndrome de Down, olhava o percurso que iria ter que cumprir. “Quero fazer tudo certinho, do jeito que aprendi”. E assim ele fez, com um dos melhores tempos, ele completou a prova. A mãe dele, Fábia Cardoso, ficou emocionada ao ver o filho interagindo. “Depois que ele começou a frequentar as aulas de equoterapia, ele virou um menino mais feliz. Ficou mais carinhoso e muito mais alegre”, contou. Ao final da competição, as crianças receberam medalhas como premiação e participaram de um lanche com os pais, os profissionais que trabalham no programa e os policias militares.

“Um gesto de amor”. É assim que o tenente coronel Cláudio Polaro, coordenador do Centro Interdisciplinar de Equoterapia (Cieq/Belém), define o trabalho dos Policiais Militares que participam do programa. “O principal objetivo é prestar assistência em equoterapia às pessoas com necessidades especiais, contribuindo para sua reabilitação e educação”, disse.

O programa que já existe desde 1993, conta com 15 policiais militares que auxiliam os deficientes no processo de reabilitação. “Acaba sendo uma troca de experiência. Nós ensinamos as coisas técnicas e aprendemos muito mais com eles. Para nós, eles são um exemplo de superação”. O tenente coronel Polaro disse também que no início, os policias ficavam um pouco receosos, com vergonha de demonstrar seus sentimentos. “Mas, não há como não se envolver. Nós nos emocionamos e ficamos felizes com cada conquista. É muito bom ver aquele aluno que não conseguia nem andar e hoje já até corre, compensa qualquer coisa”.

Exemplo

Um ex-participante do Programa de Equoterapia da PM virou um exemplo para todos. É o jovem Bruno Silva, 26 anos. Ele, que tem paralisia cerebral, participou do programa durante 10 anos e hoje é campeão nacional de paraolimpíada. “Tudo começou por causa do meu contato com o cavalo. Quando comecei, eu tinha medo do cavalo. Depois tirei de letra e passei a me interessar por outros esportes”.

Atualmente o atendimento do programa de Equoterapia da Polícia Militar atende 63 pacientes, de forma gratuita, quatro vezes por semana pela manhã, com cinco pacientes para cada horário, o que totaliza mensalmente uma média variável de 250 sessões. Os policiais militares têm a função de preparar o local das sessões de equoterapia, preparar os cavalos e atuar como auxiliar–guia. Já a equipe interdisciplinar, composta por profissionais da área de saúde, educacional e equitação, são responsáveis pela elaboração do plano terapêutico, condução dos trabalhos nas sessões e pela elaboração das avaliações e registros.

O Tenente Coronel Polaro explicou que não é possível determinar a duração do tratamento, já que é acompanhado por avaliações periódicas da equipe técnica. Segundo ele, o atendimento passou a ter a duração de um a dois anos, de acordo com o plano terapêutico individual para cada paciente. Atualmente existe uma lista de espera com mais de 600 pessoas que têm interesse em fazer parte do programa.

Fonte: Agência Pará - Pará, 20/05/2011- Imagem Internet

Mergulhar sem os devidos cuidados pode causar danos irreversíveis a coluna

Um forte impacto na cabeça pode ser transmitido para coluna cervical e acabar provocando lesões neurológicas, levando à perda de movimentos; conheça a história de Guilherme e João Maurício, que hoje são cadeirantes por causa de um mergulho inconsequente.
da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 21/05/2011

Você sabia que um simples mergulho no mar ou na piscina pode provocar danos irreversíveis à coluna? A pessoa corre o risco de perder todos os movimentos do corpo. Guilherme Palácio e João Maurício Rocha passaram por essa situação. Eles foram obrigados a mudar de vida, superar o sofrimento e dar a volta por cima.

Foi em 22 de setembro de 2001, numa tarde de sol na Ilha de Itamaracá, que o empresário Guilherme Palácio enfrentou o dia mais difícil de sua vida. Ele estava em um barco, com os amigos, quando decidiu dar um mergulho no mar. Mas, assim que caiu na água, sentiu um impacto forte na cabeça.

“Senti um impacto muito forte na cabeça. E não imaginava que tivesse tão raso. Quando eu senti o impacto, eu paralisei e fiquei com a cabeça dentro d’ água. Logo em seguida, me puxaram… E levaram até a areia. Chamei o amigo e disse que não estava sentindo do peito para baixo, eu não estava sentindo nada. Não tinha sensibilidade nenhuma”, conta.

Levado ao hospital, Guilherme passou por exames e ficou meses internado até receber a notícia. “Foi um psicólogo que chegou para mim, me chamou numa sessão e quebrou um lápis. E me mostrou. Ele disse ‘você está vendo isso aqui [o grafite do lápis]? Isso aqui foi o que aconteceu com a sua medula’. Então, ele disse que eu tinha tido uma ruptura total da medula. E que eu não iria mais voltar meus movimentos e que daí em diante eu ia ficaria tetraplégico o resto da vida. Nesse momento. Foi um baque muito grande. Eu passei algumas horas, para baixo, deprimido… Chorei muito”.

A depressão veio nos primeiros anos, depois do acidente. O corpo de Guilherme paralisou do pescoço para baixo. Consciente da nova vida que levaria, não perdeu a esperança de dias melhores. E eles vieram. A rotina em casa mudou… Tudo foi adaptado para o “novo” morador. Incentivado pela esposa, Guilherme, que tem 47 anos, montou uma nova empresa. Hoje, conta com a ajuda dos funcionários para visitar os clientes.

“Intimamente, eu até esqueço que estou com esse problema. Não sei se foi uma coisa que eu desenvolvi com o passar do tempo, mas tem horas que eu esqueço. Hoje eu escovo o dente só, faço a barba só, levo a comida até a boca. Eu uso computador, uso mouse, mesmo sem mexer os dedos, eu consigo os movimentos, que você vai procurando adquirir”, diz.

Acidentes por mergulho estão entre as principais causas de lesões medulares no mundo inteiro. João Maurício Rocha, superintendente da SEAD, também ficou paraplégico por causa de uma grave lesão na medula. Foi no verão de 2000, quando João mergulhou e bateu a cabeça no fundo da piscina.

“O mais intrigante disso tudo é que naquela época eu tinha pavor a olhar uma cadeira de rodas. Eu nem olhava. Inclusive nas minhas andanças, nas práticas de esportes radicais, enfim, ou até em viagens, quando a gente conversa com Papai do Céu, eu sempre pedi outra coisa que não acontecesse isso comigo, por incrível que pareça. E a primeira coisa que eu falei no momento do acidente, a um amigo que estava comigo, Rafael, eu disse a ele se fosse pra ficar desse jeito, naquele momento a gente tinha percebido que minhas pernas não se movimentavam e nem havia sensibilidade, disse a ele que preferia morrer a ficar daquele jeito”, admite.

Mas tudo mudou na vida de João, inclusive esse conceito. Cadeirante, o jovem de 31 anos hoje trabalha diretamente pelas causas dos deficientes físicos no estado de Pernambuco.

“A partir daquele instante eu percebi que eu não podia andar mais com as minhas pernas, mas que eu era o mesmo João, que tenho uma vida ativa, uma alegria, uma vontade de querer viver, e participar do convívio social. E percebi que me eram impostas barreiras, não pela minha limitação, não por mim, mas as barreias que me eram impostas. Como a falta de acessibilidade arquitetônica, nos espaços tantos públicos como provados, e que me foram tolhidos por causa da minha nova condição. Mas a disposição existia antes, continuando existindo”, afirma.

João e Guilherme têm histórias parecidas, iguais a de milhares de outras pessoas. As dificuldades impostas depois de um descuido hoje não afetam mais a vida destes dois guerreiros. Se o corpo não responde mais aos instintos, a mente continua fluindo. “Os valores mudam. A forma de você ver a vida muda. Seus objetivos mudam, aquela ganância que você tem, até a forma de se divertir, tudo muda”, conta Guilherme.

Tocando apenas um dos dedos da mão no teclado, Guilherme digita no computador uma frase que resume bem esse sentimento: “Nós, deficientes, temos que ultrapassar os nossos limites, tendo todos os dias forças renováveis que vençam nossas dificuldades”.

Saúde

De acordo com o neurocirurgião do Hospital da Restauração Geraldo de Sá Carneiro o que é comum nesse tipo de acidente, de um modo geral, é que o impacto na cabeça é transmitido para coluna cervical e acaba provocando lesões neurológicas.

“A coluna é um arcabouço ósseo que protege a medula e está localizada entre o crânio e o tórax. A medula é prolongamento do cérebro. O comando que vem do cérebro e passa por esse grande fio, que é uma estrutura nervosa. As informações vêm do cérebro para a periferia e da periferia para o cérebro”, explica o médico.

Ele afirma que 50% das pessoas que apresentam lesões vertebrais podem apresentar lesões medulares. “Às vezes, o paciente tem fraturas graves, mas a medula não está sofrida, ou está parcialmente. O HR recebe muito esses pacientes, pelo menos 50% são lesões neurológicas, sobretudo na época do verão”, diz o especialista.

Segundo ele, se o impacto é leve e ocorre numa pessoa jovem, a dor será essencialmente muscular. Mas se aparecer um sinal neurológico, a orientação é procurar um hospital o mais rápido possível.

No caso dos idosos, principalmente os que sofrem de osteoporose, qualquer impacto, por mais leve que seja, pode provocar sérias lesões. “Até uma tosse violenta, passar por uma lombada no ônibus, pode provocar uma fratura. Porque o osso é frágil e isso pode causar deformidade e até complicações neurológicas”, alerta.

Cuidados

Na hora de mergulhar, é importante seguir algumas instruções básicas de como proteger a coluna e a cabeça. Se você nunca pulou, não sabe uma técnica de como saltar, ou não conhece a profundidade da piscina, do mar, é melhor não se arriscar. Por causa de uma atitude inconsequente, o que era para ser um momento de diversão e lazer, pode se tornar uma tragédia.

“O ideal é que a pessoa saiba realizar a técnica de salto e conheça a profundidade. Ou então não deve fazer nenhum salto que exponha a cabeça e o pescoço. A gente não pode confiar na água, pois a lâmina da água pode mascarar a real profundidade”, explica o chefe do Grupamento Marítimo, major Ferraz.

E se você está num clube, na praia, e percebe que alguém se acidentou após o mergulho, o que fazer? A orientação é manter a calma e tentar levar a vítima para um local raso, mas, sempre, fazendo o máximo para não mexer muito a coluna. “Socorre esse acidente para um local raso, sempre estabilizando a coluna, fazendo a proteção da coluna. Tem que manter a cervical até o devido resgate”, alerta o major.

Fonte: Deficiente Ciente - São Paulo - SP, 20/05/2011 - Imagem Internet

Tam comenta episódio com deputada Mara Gabrilli

Em carta aberta, a empresa de aviação se desculpa pelo ocorrido e reitera o preparo de seus funcionários para atender as pessoas com deficiência.da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 21/05/2011


A assessoria de imprensa da Tam enviou à Redação da PANROTAS uma nota onde comenta o episódio ocorrido com a deputada federal Mara Cristina Gabrilli (PSDB-SP). Leia abaixo a íntegra do comunicado da aérea:

“A respeito da reportagem Tam pede desculpas a deputada tetraplégica, publicada nesta tarde no Portal Panrotas, a Tam informa que hoje conta com quatro ambulifts (veículos equipados com elevadores, para embarque e desembarque de pessoas com deficiência de mobilidade ou mobilidade reduzida), distribuídos nos seguintes aeroportos: Guarulhos, Congonhas, Porto Velho e Rio Branco, além de ter adquirido recentemente cadeiras motorizadas, que estão distribuídas em diversos aeroportos brasileiros.

Na indisponibilidade de seus equipamentos, ou em aeroportos em que não dispõe de ambulift, a companhia usa os veículos da Infraero. A Tam também ressalta que mantém uma equipe treinada para operar com segurança tais equipamentos, de acordo com a Resolução Anac nº 009, a qual trata do atendimento às pessoas portadoras de deficiência ou mobilidade reduzida.

Assim, o comentário citado do vice-presidente comercial e de Alianças da Tam, Paulo Castello Branco, referia-se a aquisição de novos equipamentos, além dos que a companhia já disponibiliza aos seus passageiros.

Sobre o episódio que envolveu a deputada Mara Cristina Gabrilli, a Tam informa que o voo JJ-3563 (Brasília/DF – Guarulhos/SP), que chegou ao destino às 21h23 na quarta-feira, 2 de março, ficou em uma posição remota porque não havia posições com ponte de embarque/desembarque livres para realizar o desembarque dos passageiros.

Após o pouso, a Tam solicitou e aguardou a autorização para utilizar seu próprio ambulift para o desembarque da parlamentar, passageira do voo. Às 22h28, a deputada Mara Gabrilli desembarcou com segurança e foi acompanhada até seu carro. A Tam lamenta os transtornos causados à cliente e reitera que mantém uma equipe treinada para transportar com segurança pessoas com mobilidade reduzida em seus aeroportos.

Roberta Isfer, Relações com a Imprensa
Tam Linhas Aéreas S/A”

Fonte: Panrotas - São Paulo - SP, 20/05/2011 - Imagem Internet

Anunciado novo Secretário Nacional de Promoção da Pessoa com Deficiência

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 21/05/2011

Na foto, Antônio José do Nascimento Ferreira
A ministra Maria do Rosário comunicou que o atual secretário interino, Antonio José do Nascimento Ferreira, assumirá a titularidade da Secretaria Nacional de Promoção da Pessoa com Deficiência (SNPD), durante reunião do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONADE). Ela destacou o empenho e compromisso de Antonio nas causas da pessoa com deficiência, ressaltando que sua vida pessoal demonstra preparação para o exercício do cargo.

O presidente do Conade, Moisés Bauer, parabenizou a ministra pela sua escolha ao indicar Antonio José como secretário. Moisés aproveitou ainda para destacar a importância da campanha de acessibilidade durante os jogos de futebol, com a entrada do bandeirão.

Antonio José do Nascimento Ferreira, 39 anos, vem do movimento social das pessoas com deficiência; foi o primeiro presidente da Organização Nacional dos Cegos do Brasil (ONCB), no momento em que o movimento de cegos foi unificado. Em Recife, trabalhou por oito anos como Gestor de Política Pública para Pessoas com Deficiência. No ano de 2010 exerceu o cargo de coordenador-geral de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Em 2011 assumiu a chefia de gabinete da SNPD e há um mês exerce o cargo de secretario nacional interino.

Na mesma ocasião, a Ministra lançou a Publicidade de Utilidade Pública (PUP) Cidade Acessível é Direitos Humanos. Ela assinou Portaria que institui uma comissão para o acompanhamento e monitoramento de políticas públicas em prol das pessoas surdas, demonstrando que as obrigações assumidas com a Convenção, sobre os direitos das pessoas com deficiência, estão sendo cumpridas.

A campanha Cidade Acessível é Direitos Humanos, que conta com todos os recursos de acessibilidade (audiodescrição, legenda e intérprete de Libras), tem duração de 1 minuto, estando ainda segmentada em três temas (Educação Inclusiva; Semáforos Sonoros; e Guias Rebaixadas e Ônibus Acessíveis) de 30 segundos. A PUP está disponível à imprensa para veiculação gratuita e também aos conselhos de Direitos das Pessoas com Deficiência como material educativo.

Fonte: SDH - 20/05/2011

Tratamento faz paraplégico ficar de pé e caminhar nos EUA.

Estímulos que simulam os sinais do cérebro vão direto para a medula.Pesquisadores ressaltam que o caso do paciente era especial.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 21/05/2011

Uma equipe de pesquisadores norte-americanos conseguiu fazer um paraplégico ficar de pé e caminhar novamente. O tratamento pioneiro se baseia no que os cientistas chamam de “estímulo epidural”, além de muito treinamento físico.

O paciente é capaz de manter-se de pé durante vários minutos, dando ele mesmo o impulso muscular necessário para se levantar. Com a ajuda de outras pessoas também pode dar vários passos e movimentar de maneira voluntária os quadris, os joelhos, os tornozelos e os dedos dos pés. Além disso, recuperou parcialmente o funcionamento de seus órgãos sexuais e de sua bexiga.

Os pesquisadores basearam seu projeto na estimulação elétrica epidural contínua e direta da parte inferior da medula espinhal do paciente, simulando os sinais que o cérebro transmite em condições normais para iniciar um movimento.

Quando o sinal é transmitido, a própria rede neurológica da medula, em combinação com a informação sensorial que as pernas enviam à medula, é capaz de dirigir os movimentos do músculo e das articulações necessários para erguer-se, caminhar, sempre com a ajuda de outras pessoas.
O outro aspecto chave do trabalho foi “reeducar” as redes neurológicas da medula de Summers para produzir o movimento muscular necessário para levantar-se e dar alguns passos.

O processo do treinamento durou mais de dois anos de trabalho, após o paciente ter passado por uma cirurgia que implantou nas costas um dispositivo de estimulação elétrica, que é o responsável da voluntariedade dos movimentos.

O estudo foi uma parceria entre três instituições norte-americanas: a Universidade de Lousiville, no estado de Kentucky, a Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA), e o Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech). Os resultados foram publicados na última edição da revista médica “The Lancet”.

“É um grande passo adiante. Abre uma grande oportunidade para melhorar a vida diária destes indivíduos, mas temos um longo caminho a percorrer”Susan Harkema, pesquisadora

Explicações

A professora Susan Harkema e o professor Reggie Edgerton, que dirigiram a pesquisa, expressaram em “The Lancet” seu desejo que seu trabalho permita aos pacientes que sofreram lesões medulares levar uma unidade portátil de estímulo elétrico.

O objetivo é facilitar a possibilidade dos paciente de se levantarem, se manterem em pé e darem alguns passos de maneira independente, embora sempre com a necessidade de se apoiarem em um andador.

No entanto, Harkema e Edgerton se mostraram cautelosos e ressaltaram que ainda há muito trabalho pela frente antes que esta técnica possa se transformar em uma prática habitual.

“É um grande passo adiante. Abre uma grande oportunidade para melhorar a vida diária destes indivíduos, mas temos um longo caminho a percorrer”, manifestou a professora Harkema.
Edgerton insistiu que “a medula espinhal está pronta, já que as redes neurológicas são capazes de iniciar os movimentos que implicam suportar peso e dar passos relativamente coordenados sem nenhum tipo de informação procedente do cérebro”.

“Isto é possível em parte graças à informação que devolvem as pernas diretamente à medula espinhal”, explicou.

“Esta retroalimentação dos pés e pernas para medula melhora o potencial do indivíduo para manter o equilíbrio e dar uma série de passos, e decidir sobre a direção que vai caminhar e sobre o nível de peso que suporta”, indicou Edgerton.

“A medula pode interpretar estes dados de maneira independente e enviar instruções de movimento outra vez às pernas, tudo isso sem participação cortical”, acrescentou o investigador.
Este procedimento mudou totalmente minha vida”Rob Summers, o paciente

O paciente

Os autores sublinharam também que o caso de Rob Summers é especial, porque embora esteja paralisado desde o tronco do corpo humano até os pés apresenta uma certa sensibilidade na zona imobilizada.

Summers, de 25 anos, ficou paraplégico depois que sofreu um acidente de trânsito em 2006. “Este procedimento mudou totalmente minha vida. Para alguém que há quatro anos era incapaz de movimentar um só dedo do pé, ter a liberdade e a capacidade de levantar-se sozinho é uma sensação incrível”, manifestou o rapaz.

“Poder levantar um pé e poder voltar a colocá-lo no solo outra vez foi incrível, mas além de isso, minha sensação de bem-estar mudou. Meu tom psíquico e muscular melhorou muito, até o ponto que muita gente não acredita que esteja paralisado. Acho que a estimulação epidural me permitirá deixar a cadeira de rodas”, disse.

Fonte: G1 - 20/05/2011

Jovem decide amputar mão e substituí-la por prótese mecânica

Em procedimento feito em Viena, prótese captará os mesmos impulsos cerebrais que controlariam a mão natural.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 21/05/2011

A ideia de substituir um membro danificado por outro biônico gera discussão. (Foto: BBC)
O sérvio Milo perdeu os movimentos do braço direito em um acidente de motocicleta dez anos atrás. Cirurgias conseguiram recuperar o braço parcialmente, mas sua mão ainda é incapaz de fazer movimentos básicos.

Por causa disso, ele optou por amputar a mão disfuncional para colocar uma prótese mecânica em seu lugar. Milo, que tem 26 anos, diz que a solução de amputar sua mão é a melhor que pode imaginar, depois de viver uma década com uma mão deficiente.

A cirurgia está sendo oferecida pelo cirurgião austríaco Oskar Aszmann, da Universidade Médica de Viena, que a descreve como uma "reconstrução biônica". Aszmann diz que a ideia de dar uma mão artificial ao paciente veio depois de observar suas dificuldades após tantos anos convivendo com os problemas da falta de movimento na mão.

O repórter da BBC Neil Bowdler explica que, apesar dos recentes avanços na ciência dos membros biônicos, mesmo algumas próteses de ponta ainda têm limitações de movimentos.
Já nova geração de mãos biônicas oferece mais flexibilidade e é capaz até mesmo de girar a partir do pulso.

Sensores

A prótese mecânica funciona captando os mesmos impulsos cerebrais que controlariam a mão natural. Os sinais são detectados através de sensores dentro da prótese.

Em 2010, um jovem chamado Patrick, de 24 anos, foi a primeira pessoa no mundo a escolher a troca por uma mão biônica, também em Viena.

Ele perdeu as funções da mão depois de ser eletrocutado no trabalho. Hoje, ele consegue abrir rapidamente uma garrafa e até amarrar os sapatos, usando os mesmos sinais que utilizava para controlar sua mão real.

A experiência de Patrick ajudou Milo a decidir-se pela operação. Mas remover partes vivas do corpo humano, mesmo que danificadas, levanta sérias questões éticas. Bennet Foddy, especialista em ética médica da Universidade de Oxford, diz que é sempre difícil certificar-se de que o paciente sabe o que está fazendo e que não se arrependerá.

Para ele, na medida em que a tecnologia evolui, podemos ter mãos biônicas melhores do que as mãos naturais, e pessoas com mãos saudáveis querendo fazer substituições.

Mas Oskar Aszmann diz que não tem problemas com a ideia de cortar a mão natural de Milo, já que a reconstrução biológica dos movimentos seria um processo longo e, possivelmente, ele ainda teria uma mão disfuncional no fim.

Fonte: G1 - 20/05/2011

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Cidade de SP amplia frota de vans para pessoas com deficiência

Prefeitura diz que está perto de alcançar a meta da Agenda 2012 neste item.
Serviço é gratuito e cadastro deve ser feito nas subprefeituras.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 20/05/2011

Prefeitura de São Paulo colocou em circulação nesta quinta-feira (19) mais 39 veículos para transporte de deficientes físicos. Agora faltam cinco vans para que o município atinja a frota de 379 carros, estabelecida pela Agenda 2012 - programa de metas da cidade de São Paulo. Em 2009 e em 2010, a Prefeitura realizou menos do que a meta prevista, de ampliação da frota em 20%. O serviço Atende é gratuito. Para obter acesso, o usuário deve procurar os postos de atendimento das subprefeituras. Pode encontrar mais informações também no site do Atende (Foto: Divulgação

Fonte: G1
Foto: Divulgação

Paraplégico anda após receber implante

Experiência com estimulação elétrica da espinha traz esperança a pacientes paralisados.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 20/05/2011

Foto: AP
Rob Summers durante sessão de fisioterapia com o estimulador elétrico: passos na esteira
Após Rob Summers ficar paraplégico por conta de uma acidente de carro em 2006, seus médicos lhe disseram que jamais andariam de novo. Eles estavam errados.

Em 2009, o americano de 25 anos se submeteu à implantação de um estimulador elétrico em sua medula espinhal para tentar “acordar” seu sistema nervoso danificado. Depois de alguns dias, Summers conseguia se manter em pé sem precisar de ajuda. Meses depois, mexia os dedos do pé, os joelhos, tornozelo e quadris, e conseguia dar alguns passos em uma esteira.

“Foi a sensação mais inacreditável,” afirmou. “Depois de não poder se mexer por quatro anos, eu pensei que as coisas finalmente iam mudar”.

Apesar desse otimismo, Summers só fica em pé durantes suas sessões de duas horas diárias de fisioterapia, quando o estimulador é ligado, e para o dia-a-dia, continua em uma cadeira de rodas. Os médicos estão limitando o uso do dispositivo a algumas horas por dia.

Seu caso está descrito em um estudo publicado esta semana pelo periódico médico The Lancet. A pesquisa foi financiada pelo Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos e pela Fundação Christopher e Dana Reeves.

Por anos, algumas pessoas com lesões na medula espinhal, que ainda retêm algum controle sobre seus membros, têm sentido melhoras após experimentos para estimular eletricamente seus músculos. Mas um progresso como o de Summers, após um dano tão grande à medula, era inédito até então.

“Não é um cura completa, mas pode ajudar alguns pacientes”, afirmou Gregoire Courtine, chefe do departamente de neuroreabilitação experimental da Universidade de Zurique, que não esteve associado ao estudo. Courtine ressaltou que a recuperação de Summers não implicou em mudanças em sua rotina, e que mais pesquisas seriam necessárias para chegar a uma mudança real na vida de paraplégicos e tetraplégicos.

O estimulador elétrico usado em Summers é normalmente usado para alívio de dores, e pode custar até 20 mil dólares. Ele foi implantado em uma região mais baixa que o de costume, na parte inferior de suas vértebras. “Ele manda um sinal elétrico genérico para a medula, para levantar ou andar”, afirmou Susan Harkena, principal autora do estudo.

Kakema e sua equipe ficaram surpresos em ver que o paciente conseguia voluntariamente mexer as pernas. “Isso mostra que conseguimos alcançar os circuitos do sistema nervoso, o que abre um novo caminho para tratar paralisia”, disse. Ela acrescentou que alguns remédios também ajudaram o processo de recuperação.

Para John McDonald, diretor do Centro Internacional de Ferimentos na Medula Espinhal, no Instituto Kennedy Krieger, em Baltimore, a estratégia pode ser adotada em 10 a 15% de seus pacientes paraplégicos que podem ser beneficiados. “Vamos fazer isso em nossos pacientes, sem dúvida”.

Para Summers, suas duas horas andando são apenas o começo: “Meu objetivo é andar e correr novamente. Acredito que tudo é possível e que eu vou sair da minha cadeira de rodas algum dia”.

Fonte:http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/paraplegico+anda+apos+receber+implante/n1596966078996.html
19/05/2011

Manifestantes defendem educação especial para deficientes auditivos

Representantes de associação se reuniram com o ministro da Educação. Eles querem escola que use linguagem de sinais como principal idioma.
Tiago Falqueiro

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 20/05/2011

Um grupo de aproximadamente 500 manifestantes protestou em frente ao Ministério da Educação hoje, contra a intenção do governo federal de fechar as escolas especiais e incluir deficientes sensoriais, como cegos e surdos, em escolas regulares. Uma comissão formada por dirigentes de associações de deficientes visuais e auditivos foi recebida pelo ministro Fernando Haddad.

Os manifestantes querem a incorporação dos programas de educação inclusiva à Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi). Em nota, o MEC disse que "o ministro da Educação, Fernando Haddad não pretende encerrar as atividades de nenhuma instituição ou escola destinada a estudantes com deficiência". Ainda segundo a nota, "o ministro ressaltou que o Brasil é signatário da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU, 2006) e deve ofertar o direito a um sistema educacional inclusivo em todos os níveis. O acordo estabelece o compromisso dos Estados Partes com a adoção de medidas de apoio necessárias no âmbito da educação regular".

Em seguida, os manifestantes seguiram para o Congresso Nacional, onde iam se reunir com uma comissão de senadores. Paulo Vieira, presidente da Associação de Surdos de São Paulo, classificou a reunião como "difícil". "Existe um obstáculo muito grande para que eles entendam nossa posição. Não adianta dar um curso de 40 horas de língua de sinais os professores consigam receber alunos surdos e ouvintes na mesma sala", defende.

Nidia Regina Sá, professora da Universidade Federal do Amazonas, que acompanhava o movimento, pede mudanças no Plano Nacional de Educação. Segundo a acadêmica, termos como "escola especial" foram banidos do documento. "Eles querem transformar as escolas especiais em centros que prestam atendimento especializado, como fonoaudióloga, o que não é suficiente", afirma Nídia.

Para os surdos, os manifestantes defendem que há uma cultura própria, e que a primeira língua deles é a Língua Brasileira dos Sinais (LIBRAS). "Precisamos de escolas bilíngues, que ensinem o português a partir da LIBRAS. Como um índio, que tem outra língua materna e vai estudar depois", desta Paulo Vieira. O manifestante ainda lembrou para os perigos de se incluir crianças que não estão preparadas para o convívio dentro de uma escola regular.

"Eu mesmo estudei em uma escola para ouvintes e sofri bullying. Tenho conhecimento de casos de agressões graves, que a criança não consegue reagir porque não sabe se comunicar", conta. Já os cegos reclamaram de um abandono do braille. "Os cegos, nas primeiras séries, estão sendo relegados a meros ouvintes", reclama Maria Glória Mota, secretária da Organização Nacional de Cegos.

Segundo o Ministério da Educação, de 2002 a 2010, a inclusão em turmas regulares passou de 110.704 (25%) matrículas para 484.332 (69%) e o número de escolas inclusivas cresceu de 17.164 (8%) para 85.090 (44%), nesse período.

Regionalidades

Com representantes de nove estados (Pará, Maranhão, Rondônia, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Piauí, Ceará, Rio de Janeiro e São Paulo), os manifestantes também lembraram das dificuldades que as diferenças regionais podem causar caso a educação especial seja toda transferida para escolas regulares. Jerônimo Ferreira Cavalcanti Filho, presidente da Federação de Apaes do Maranhão, falou da dificuldade ao transferir alunos.

"Ano passado, em Imperatriz do Maranhão, passamos 300 alunos para que a prefeitura incluísse no ensino regular, deixando a Apae, e somente 80 conseguiram vaga. Os outros perderam o ano", conta.

Fonte: G1 - Brasília - DF, 19/05/2011 - Imagem Internet

Exame de sangue detecta mal de Alzheimer

Cientistas da Universidade McGill, no Canadá, criaram um diagnóstico bioquímico simples e preciso que identifica os pacientes com a doença.
da Redacao

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 20/05/2011

Um novo exame de sangue capaz de diagnosticar o Mal de Alzheimer deverá chegar em breve ao mercado.

Cientistas da Universidade McGill, no Canadá, criaram um diagnóstico bioquímico simples e preciso que identifica os pacientes com a doença.

“Até agora, não há nenhuma ferramenta de diagnóstico definitivo para a doença de Alzheimer, a não ser a análise do tecido cerebral post-mortem,” diz o Dr. Vassilios Papadopoulos.

“Nosso estudo clínico mostra que um exame de sangue não-invasivo, baseado em um processo bioquímico, pode ser usado para diagnosticar o Alzheimer numa fase inicial e diferenciá-lo de outros tipos de demência,” explica.

Teste bioquímico

O exame de sangue para detecção de Alzheimer baseia-se na produção de um hormônio cerebral, chamado dehidroepiandrosterona (DHEA).

Este hormônio está presente em altos níveis no cérebro, onde ele tem uma vasta gama de efeitos biológicos.

Os pesquisadores conseguiram induzir a produção de DHEA, utilizando um processo químico chamado oxidação, no sangue colhido de pacientes sem doença de Alzheimer.

Entretanto, a oxidação do sangue de pacientes com Alzheimer não resultou em um aumento do DHEA.

“Há uma correlação clara entre a incapacidade de produzir DHEA por oxidação no sangue e o grau de comprometimento cognitivo encontrado na doença de Alzheimer,” disse Papadopoulos.

Exame preciso

A descoberta permitirá a realização de exames para detecção do Mal de Alzheimer com grande precisão, o que poderá ajudar a identificação a doença em seus estágios iniciais.

Atualmente, o diagnóstico da doença de Alzheimer segue a sequência histórico familiar, informações do paciente, avaliação mental e exame físico, com foco nos sinais neurológicos.

“Um teste bioquímico exato, fácil, específico e não-invasivo, que se correlacione com as conclusões clínicas é essencial. Acreditamos que o exame de sangue de oxidação-DHEA pode ser usado para diagnosticar a doença de Alzheimer em um estágio muito precoce e controlar o efeito das terapias e a evolução da doença,” conclui o pesquisador.

Fonte: Deficiente Ciente - Canada, 19/05/2011 - Imagem Internet

Acordo facilita transporte gratuito de deficiente em SP

Termo de ajustamento de conduta, assinado ontem, vai agilizar o processo de isenção de pagamento de passagens no transporte público dentro do Bilhete Único Especial para pessoas com alguma deficiência.
da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 20/05/2011

Um termo de ajustamento de conduta, assinado ontem, vai agilizar o processo de isenção de pagamento de passagens de ônibus e metrô dentro do Bilhete Único Especial para pessoas com deficiência física ou mental. O acordo foi assinado pela Defensoria Pública de São Paulo, Ministério Público de São Paulo, SPTrans e secretarias municipais de Transporte e Saúde.

De acordo com o termo, não será mais necessário que os interessados no benefício sejam encaminhados às Unidades Básicas de Saúde (UBS). Agora, os passageiros deverão entregar os documentos necessários, como relatórios e laudos médicos, para a SPTrans. Além disso, o bilhete deverá ser revalidado anualmente, e não mais renovado, e o prazo para pedir a revalidação do Bilhete Único Especial foi ampliado de 30 para 60 dias.

No termo, a SPTrans se comprometeu a dar uma resposta para o cidadão que pleiteia o benefício em 20 dias. Se o pedido for indeferido, o cidadão poderá apresentar um pedido de reconsideração, o que antes não acontecia.

O acordo resulta de uma ação civil pública proposta no final de 2009 pela Defensoria Pública, após o recebimento de diversas reclamações. Em dezembro do mesmo ano, a 12.ª Vara da Fazenda Pública da capital concedeu decisão liminar obrigando a SPTrans e o município de São Paulo a não exigirem requisitos, além dos especificados pela lei, para a concessão do bilhete.

Fonte: G1 - São Paulo - SP, 19/05/2011 - Imagem Internet

Atleta de taubaté conquista medalha na 2ª etapa do Campeonato Paulista de Judô

Mesmo sem patrocínio, o judoca Alessandro Braga conquistou a segunda colocação no torneio
da Redação

Aconteceu no último dia 15 a segunda etapa do Campeonato Paulista de Judô para cego e pessoa com baixa visão, na cidade de Embu-Guaçu, com realização da Federação Paulista de Desporto para Cegos - FPDC. Com o trabalho realizado pela Associação de Deficiente Visual de Taubaté e Vale do Paraíba a equipe conquistou mais um título para a cidade e no currículo.

O judoca Alessandro Luiz Braga é vice-campeão na categoria até 90 kg, na final lutou com um atleta experiente da equipe do Olhar Tátil / S.M.E.L. da cidade de Mogi das Cruzes.

“Estou me preparando cada vez mais em busca de aperfeiçoamento e aprimoramento técnico e físico, não vou parar de treinar”, disse Alessandro. Infelizmente o atleta não tem patrocínio e essa é a segunda medalha conquistada no circuito da FPDC.
Seu próximo desafio vai ser em agosto que disputará o Grand Prix brasileiro em Goiás. Em sua última participação em um evento desse nível trouxe para casa a terceira colocação.

O ranking Paulista de judô paraolímpico vem crescendo e está ficando cada vez mais difícil levar medalhas para casa. “Estamos trabalhando para conquistar nosso espaço dentro do judô paraolímpico. Vamos aguardar a terceira etapa que acontecerá no mês de outubro com data e local a ser definido”, disse o professor Regis. “O Alessandro esta treinando forte junto com a equipe de regular que irá representar a cidade nos Jogos Regionais na cidade de Pindamonhangaba”, afirma.

Fonte: Diário de Taubaté - Embu-Guaçu - SP, 19/05/2011 - Imagem Internet
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 20/05/2011

Tarifa reduzida para mensagem de texto usada por pessoa com deficiência será debatida

Senador lembra que esse benefício já está previsto na legislação de acessibilidade, mas não é cumprida pelas operadoras.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 20/05/2011

Planos de celular específicos para que pessoas com deficiência auditiva ou de fala possam enviar mensagens de texto com custo menor é o tema do projeto (PLS 238/08) que será debatido em audiência pública pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT).

A realização do debate foi aprovada nesta quarta-feira (18), no momento em que o relator do projeto, senador Paulo Paim (PT-RS)Site externo., começava a ler seu voto concluindo pela aprovação da matéria. Antes, porém, o parlamentar anunciou aos colegas de comissão a intenção de Valdir Raupp (PMDB-RO) de pedir vista da proposta. "Eu concordei com o entendimento para continuar dialogando sobre o assunto", afirmou Paim.

Raupp se justificou, afirmando que o projeto é "altamente meritório e digno de elogios, mas que é preciso aperfeiçoá-lo um pouco mais". Com a aprovação da audiência, sugerida pelo presidente da CCT, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), Raupp retirou o pedido de vistas e a votação da matéria foi adiada até a realização do debate.

Projeto

O projeto, de autoria do ex-senador Flávio Arns, acrescenta dispositivo ao artigo 3º da Lei Geral de Telecomunicações (Lei 9.742/97) para garantir que "o usuário do serviço de telecomunicação com deficiência auditiva ou da fala, sem prejuízo dos demais direitos estabelecidos neste artigo, tem direito a plano com tarifas reduzidas para serviços de mensagem de texto, nas diversas modalidades de pagamento".

Segundo justifica o autor da proposta, ao longo dos anos, o Brasil observa o gradual aumento da participação das pessoas com deficiência nas atividades sociais e setores produtivos. Isso, conforme explica, tem sido possível pela maior oferta de recursos tecnológicos capazes de reduzir as limitações dessas pessoas. Arns menciona, em particular, a evolução da telefonia celular, que permitiu ao portador de deficiência auditiva ou de fala comunicar-se com desenvoltura, especialmente por mensagens de texto.

Para Arns, no entanto, para que esse serviço seja efetivamente acessível ao segmento mais pobre da população brasileira, "é fundamental que existam planos específicos, de baixo custo, para a utilização exclusiva de mensagens de texto".

O projeto já foi aprovado pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Legislativa (CDH). Ao justificar seu voto favorável à aprovação da matéria na CCT, Paim assinala que a integração das pessoas com deficiência constitui "imensa dívida social que o país vem conseguindo alcançar gradativamente".

Paim lembra, no entanto, que o benefício proposto pelo projeto já está previsto na legislação de acessibilidade, mas "tal norma não é cumprida pelas operadoras, o que justifica o tratamento da questão por via legislativa, em norma de maior poder coercitivo".

Fonte: http://www.expressomt.com.brSite externo.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

APNEN REALIZA DOAÇÕES.

A APNEN, (Associação dos Portadores de Necessidades Especiais de Nova Odessa),informa aos seus colaboradores, que depositam sua confiaça no nosso trabalho, a toda  comunidade, os ultimos trabalhos realizados pela entidade, sendo o valor total das doações de R$ 4.210,00

Realizamos a doação, de uma “Cadeiras de Rodas, Marca Ortobras, mod: ULX”, um par de “Mafo Rígido Bilateral”, estas doações foram realizadas em parceria com o serviço social da prefeitura, onde a APNEN colaborou com 50% do valor , e o serviço social com os outros 50%, valor total de R$1.400,00.

Para este mesmo morador, a APNEN também realizou  doações de um “Colchão Espuma Caixa de Ovo”, uma “Almofada Dágua”, e dois tipos de “Medicamentos”, e um “Par de Rodas de Cadeira, Especial para Tetraplegicos” no valor de R$410,00

Em outra parceria com o Lions Club de Nova Odessa, a APNEN realizou a doação de Uma “Cadeira de Rodas marca Jaguaribe”, para um Idoso morador no Jardim Santa Rosa, com sequelas de um AVC, valor desta cadeira, R$260,00 sendo 50% pela APNEN, e os outros 50% doado pelo Lions Club de Nova Odessa.

O Lions Club de Nova Odessa, atendeu a uma solicitação da APNEN, e realizou a doação de uma Cadeira de Rodas adaptada para uma garota, moradora no Jardim São Jorge, a mãe da garota, havia feito o pedido para a APNEN, em Julho de 2010, na época, a APNEN não dispunha desta verba em caixa, então solicitamos ajuda aos membros do Lions Club de Nova Odessa, que atenderam ao nosso pedido, realizando assim a doação, esta Cadeira de Rodas teve um valor de R$2.980,00

Outra doação, foi de uma” Cadeira de Rodas, marca Jaguaribe Mod:1009PI”, para um Idoso morador no Jardim São Jorge, com sequela de AVC, valor desta cadeira, R$280,00

Nesta sexta-feira 13/05, a APNEN realizou a doação de uma “Cadeira de Rodas Adaptada”, para um jovem morador no Jardim São Jorge, no valor de R$2.690,00, esta cadeira havia sido encomendada pela APNEN, em dezembro de 2010, ficando pronta somente agora, devido a sua adaptação ser feita em acordo com a solicitação médica,

O Conselho Municipal de Direitos da Pessoa Portadora de Necessidades Especiais de Nova Odessa, com o apoio da APNEN, APAE e APADANO, e em parceria com aPrefeitura Municipal, e Codem, realizou o 1º Censo da Pessoa com Deficiência de Nova Odessa, estamos em fase final do prjeto, em breve divulgaremos o resultado final.

Gostariamos de agradecer, a Diretoria do Lions Club de Nova Odessa, o Serviço Social da Prefeitura,pela atenção e a realização desta parceria, onde foi possivel atender os pedidos solicitados.

Seja um colaborador, entre em contato com a APNEN: Fone 3466-3321, ou e-mail; apnen.novaodessa@gmail.com,

Pesquisa: 39% dos deficientes contratados tem ensino médio

De acordo com a Relação Anual de Informações Sociais, grande parte das pessoas com alguma deficiência empregadas no mercado formal têm o Ensino Médio completo.
da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 19/05/2011

De acordo com a última Relação Anual de Informações Sociais (Rais), de 2010, grande parte das pessoas portadoras de alguma deficiência empregadas no mercado formal têm o Ensino Médio completo. Do total de 306 mil funcionários no Brasil, 121,1 mil são de pessoas com deficiência que alcançaram este grau de escolaridade, o equivalente a 39,5%. O segundo maior volume é de pessoas que terminaram o Ensino Fundamental (41,2 mil), o que corresponde a 13,4% do valor total, enquanto apenas somam 37,1 mil (12,1%) têm Ensino Superior completo.

Já as pessoas com Ensino Fundamental incompleto, tendo parado os estudos entre o sexto e o nono ano, representam 10,7% do total dos empregados formais com alguma deficiência. E, 25,7 mil, o mesmo que 8,4% dos empregados formais não concluíram o Ensino Médio. São apenas 3,6 mil os profissionais com deficiência analfabetos (1,18%), 15 mil os com o Ensino Fundamental incompleto até o quinto ano (4,9%), 16,9 mil os com Ensino Fundamental incompleto tendo concluído o quinto ano (5,5%) e 12 mil os com Ensino Superior incompleto (4,12%).

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou na última quarta-feira, os dados da Rais 2010 em que foi registrado aumento de 6% do número de pessoas com deficiência empregadas no mercado formal. O número de empregos formais no Brasil, no entanto, cresceu 6,9%.

Fonte: Deficiente Ciente - São Paulo - SP, 18/05/2011 - Imagem Internet

Pais afirmam que restaurante expulsou criança com distúrbio

Sócio do restaurante nos Jardins pediu aos pais que se retirassem após o filho do casal gritar em voz alta; ele alega não saber que a criança possuia algum distúrbio.
Cristina Moreno de Castro

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 19/05/2011

No último sábado, o casal de advogados Glauber Salomão Leite, 37, e Carolina Valença Ferraz, 37, combinou de se encontrar com parentes no restaurante Epice, nos Jardins (zona oeste de São Paulo).

Eles estavam com o filho de sete anos, que, logo que chegou, começou a pedir, em tom de voz alto, por suco e pão. Portador de um distúrbio com características do autismo, o garoto às vezes gesticula e fala alto.

Pouco tempo depois, um dos sócios do restaurante, Pedro Keese de Castro, se aproximou e pediu que controlassem a situação, pois estava preocupado com o bem-estar dos outros clientes.

Segundo Glauber, ele ficou parado em frente à mesa, até que os recém chegados resolveram sair. "Ele ficou aguardando que a gente saísse. Nunca me aconteceu nada parecido", diz.

"Nosso filho ficou atônito, sem perceber totalmente o que havia ocorrido, pois acabamos deixando o restaurante quase imediatamente após a nossa chegada."

Para ele, houve discriminação, pelo fato de a criança ter necessidades especiais.

Glauber afirma que os clientes das outras duas mesas ocupadas não aparentavam ter sido incomodados com o barulho da criança, até porque tinha se passado muito pouco tempo.

O irmão de Glauber, George Salomão Leite, 35, que também estava à mesa, foi ontem ao Ministério Público Estadual para saber como formalizar uma denúncia contra o restaurante "para que isso não se repita com outras pessoas".

Os donos do local negam preconceito e dizem que não convidaram os clientes a sair, apenas pediram que o barulho fosse controlado, sem perceber que a criança tinha necessidades especiais.

"Pensamos que era uma criança bagunceira. Os clientes começaram a olhar e a se movimentar e pensamos: isso vai dar problema", diz a sócia Lara Ezzeddine, 26.

Segundo ela, seu sócio ficou parado ao lado da mesa esperando resposta, não aguardando que saíssem.

"Com qualquer criança a gente teria tido a mesma reação. Pedimos para manterem o controle, porque é um ambiente tranquilo. Não quero que eles pensem que somos pessoas desumanas", afirmou a sócia.

Fonte: Folha Online - São Paulo - SP, 18/05/2011

Ciência e Tecnologia // Deficiência Visual

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 19/05/2011

Cadeira de rodas robótica

A principal função da tecnologia é melhorar a vida dos seres humanos, seja nos impedindo de fazer trabalhos enfadonhos, aqueles que ninguém gosta de fazer, ou então criando mecanismos de operação para dar autonomia para as pessoas que mais precisam, como aqueles que têm alguma deficiência visual, por exemplo. Com este objetivo, os pesquisadores da Luleå University of Technology (Suécia), dedicam horas e dias procurando soluções tecnológicas para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

O ultimo invento é uma cadeira de rodas que, acreditem, pode oferecer a visão. A cadeira usa um sensor de laser para fazer um mapa do que está ao seu redor, permitindo que um robô também integrado à cadeira possa navegar pelo ambiente, sabendo onde estão os obstáculos. Foi feito um teste com um aluno da universidade que possui deficiência visual, e ele afirmou que se sentiu seguro para movimentar-se, dizendo que usar esta cadeira é o equivalente a tradicional bengala branca.

Porém, os pesquisadores da universidade dizem que ainda há muito o que corrigir na cadeira. Por exemplo, os sensores só reconhecem objetos em uma altura específica, ignorando tudo que não está ao alcance do seu campo de visão, por isto a próxima etapa é uma cadeira capaz de fazer um mapa 3D completo do ambiente. Eles esperam que a cadeira tenha uso comercial em no máximo cinco anos.

Saiba mais sobre o projeto da cadeira no site da Luleå University of Technology.

Fonte: http://www.techtudo.com.br/ (17/05/11)

MULHER RECEBE CÉLULA-TRONCO E VOLTA A ANDAR

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 19/05/2011

Vítima de derrame recupera a fala e o controle dos movimentos depois de fazer tratamento experimental
Uma terapia inédita testada pela primeira vez no Brasil indica que as células-tronco podem ser eficazes na recuperação de vítimas de acidente vascular cerebral — problema que afeta principalmente pessoas idosas e para o qual não há tratamento. Depois de se submeter à terapia, uma mulher paralisada por um derrame voltou a andar em 17 dias, uma recuperação considerada excepcionalmente rápida por especialistas.

A paciente testada com sucesso é a primeira de uma experiência que englobará outras 14 pessoas e está sendo conduzida por uma equipe da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Hospital Pró-Cardíaco — a mesma que já testou com sucesso o uso de células-tronco na recuperação de cardíacos. O teste, de fase 1, foi concebido para avaliar a segurança da terapia, mas os médicos consideraram o resultado bastante promissor no que diz respeito à eficácia.

Médico disse que paciente jamais voltaria a andar.
Uma experiência com apenas uma pessoa é ainda muito incipiente e não significa que os resultados positivos se repetirão em outros pacientes. Ainda assim, dizem os cientistas, já pode ser considerada um marco dados o ineditismo e as perspectivas de tratamento.
— Eu diria que estamos iniciando uma nova era na busca do tratamento para essa doença — afirmou o coordenador do estudo, Hans Fernando Dohmann, diretor científico do Pró-Cardíaco. — Trata-se de apenas um caso no mundo inteiro e, é claro, precisamos ser cautelosos, mas estamos muito animados.

A dona-de-casa Maria das Graças Pomaceno, de 54 anos, sofreu um derrame em agosto e foi atendida no Hospital Lourenço Jorge. Ela teve todo o lado direito do corpo paralisado, não falava e tinha grande dificuldade de compreensão.
— O médico disse que ela ficaria com o lado direito do corpo paralisado — lembrou o vigilante Márcio da Costa Filho, de 34 anos, filho da paciente. — Foi horrível ouvir que ela não voltaria a andar e a falar.

No dia seguinte, entretanto, o médico contou sobre o estudo que estava sendo realizado no Pró-Cardíaco.
— Ele disse que ela seria a primeira pessoa a passar por esse tipo de implante e que, antes dela, a técnica só tinha sido usada em animais de laboratório — lembrou Costa. — Ele explicou que havia riscos, mas achamos que valia a pena. Seria horrível ela ter que passar o resto da vida numa cadeira de rodas, sem conseguir se comunicar.

Cinco dias depois de sofrer o derrame, ela recebeu o implante de células-tronco adultas retiradas de sua própria medula óssea. Em pouco mais de duas semanas, já caminhava, conseguia falar algumas palavras e apresentava bem menos dificuldade de compreensão.
— O resultado foi maravilhoso — comemorou Costa. — Ela está andando, entende bem o que a gente diz e, quando fica irritada, fala algumas coisas. Já varre a casa e toma banho sozinha.

As células foram injetadas por meio de um cateter introduzido pela artéria femoral da paciente, na virilha. Elas foram liberadas só na artéria cerebral média, onde normalmente ocorrem as obstruções que causam o derrame.
— Ao injetar essas células, nossa expectativa não era de que virassem neurônios — disse Rosália Mendez-Otero, chefe do Laboratório de Neurobiologia Celular e Molecular da UFRJ.
Quando um paciente sofre um derrame, os neurônios da parte mais afetada do cérebro morrem em 15 segundos. Uma grande área ao redor dessa lesão irrecuperável também é danificada, mas pode ser salva se for devidamente revascularizada. É justamente essa área que os especialistas visam em seu estudo. As células-tronco implantadas nessa região se mostraram capazes de formar novos vasos sangüíneos.

— Com a geração de novas pequenas artérias, aumenta a vascularização da região e a oferta de oxigênio, glicose e de outras substâncias que ajudam a recuperar os neurônios — observou a especialista.
Exames realizados antes e depois do procedimento, revelaram uma atividade crescente na área lesionada. Para os especialistas, um sinal de que a técnica pode revolucionar o tratamento dos derrames a médio prazo.

Postado por Deficientes Unidos

Fonte: http://deficientesunidos.blogspot.com/2011/05/mulher-recebe-celula-tronco-e-volta.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+DeficientesUnidos+%28Deficientes+Unidos%29 - 18/05/2011

Doug Forbis: sem a coluna vertebral e com muitos objetivos na vida

Agenesia sacral é uma rara condição de saúde. Pessoas que nascem com ela, acabam tendo suas pernas amputadas devido a sua coluna vertebral não se desenvolver adequadamente no útero.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 19/05/2011


   
Curiosamente, enquanto muitas pessoas saudáveis acabam ficando insatisfeitas com suas vidas, Doug Forbis, que não tem as pernas, é um exemplo real de otimismo (Veja fotos).

Doug Forbis devido a doença Agenesia Sacral, teve suas pernas amputadas ainda bebê. Ele aprendeu a andar sobre as mãos ou usar uma cadeira de rodas. (Veja também o caso da garota chinesa Qian Hongyan, perdeu as duas pernas num acidente de carro, e é um grande exemplo de superação).

Aos 24 anos, ele adora esportes, namora e sonha em se tornar professor de educação especials e trabalhar como voluntário. Ele afirma que sua condição nunca o impediu de fazer qualquer coisa que queira.

Sua namorada, Elizabeth Tilden, 24 anos, trabalha na polícia rodoviária. Eles planejam se casar.
É interessante perceber como sua condição de saúde não o impediu de alcançar os objetivos de sua vida.






















Fonte: Blog Deficiente Ciente

‘Tênis Nova Odessa’, da Prefeitura, completa 1 ano de existência e convida novos interessados

Nayara de Oliveira

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 19/05/2011

Lançado no dia 15 de maio de 2010, o Projeto “Tênis Nova Odessa”, mantido pela Prefeitura de Nova Odessa através da CEL (Coordenadoria de Esportes e Lazer), completou seu primeiro ano de vida. Para comemorar a data, a Prefeitura convida novos atletas interessados em aprender a modalidade gratuitamente.

O projeto é executado pela empresa vencedora de licitação, a Academia Raquetes Brasil. O “Tênis Nova Odessa” atende a crianças com idades entre 8 e 16 anos, que podem participar das aulas gratuitas oferecidas durante a semana.

O Programa também oferece a modalidade para pessoas com deficiências físicas, além de manter a equipe que representa a cidade em competições oficiais. Nova Odessa é a pioneira na região em atender pessoas com deficiência física com a modalidade de tênis.

Segundo o técnico Rogério Kawakami, “o projeto está dando certo, mas ainda precisa de novos adeptos e de pessoas que queiram contribuir com a evolução da modalidade na cidade”.

As aulas dos estudantes da Rede Pública são conduzidas pelo professor Flavio Feitosa, sob a supervisão de Rogério Kawakami. Já as aulas aos cadeirantes são ministradas pessoalmente por Kawakami. Nas aulas especificas para cadeirantes, a regra permite dois pingos da bolinha na quadra.

“O projeto para deficientes é um grande orgulho. Nossos atletas são ótimos e possuem muita vontade. Nova Odessa se destacada nas aulas para crianças e adolescentes, pois prioriza estudantes da rede pública de ensino, o que não acontece em outros projetos de aulas sociais, onde os frequentadores normalmente são de classes média e alta”, disse Kawakami.

“O tênis é uma modalidade que trabalha muito com a educação, honestidade e autocontrole. É uma modalidade que sempre gostei e estou feliz com a oportunidade de praticar”, disse Renato Raugust, um dos atletas deficientes atendidos gratuitamente pelo programa municipal.

É necessário que os interessados em fazer parte da escolinha municipal de tênis façam uma inscrição prévia pessoalmente na sede da Coordenadoria que fica na Rua João Bassora, nº 543, no Jardim Santa Rosa, ou pelo telefone (19) 3498-1561. Ai, basta que os interessados compareçam aos horários dos treinos específicos para cada categoria.

Apoio

“Para o conforto e melhor aproveitamento da prática da modalidade, os cadeirantes precisam utilizar cadeiras de rodas próprias para a atividade física. Esperamos poder contar com voluntários para a aquisição destas cadeiras. Ficaríamos muito gratos”, disse o vice-presidente da Apnen (Associação dos Portadores de Necessidades Especiais de Nova Odessa), Carlos Alberto Raugust. Quem quiser contribuir para a aquisição destas cadeiras de rodas, podem entrar em contato com a Apnen pelo telefone (19) 3466-3321.

Fonte: http://www.novaodessa.sp.gov.br/NoticiasConteudo.aspx?IDNoticia=10078

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Inclusão - Petição Publica

Caro amigos(as) leitores (as), recebi o e-mail abaixo, estou ajudando a divulgar, e apoiar esta causa.
Grato.
Carlos Raugust

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 18/05/2011

Olá!
Queridos(as) colegas Professores(as) ,
Peço-lhes  que leiam este e-mail, que trata de assunto muito sério, até o final. E pensem com carinho sobre o que escrevi.

Como muitos e muitas de vocês já sabem, estamos em campanha pela coleta de assinaturas de um manifesto em prol da inclusão, disponível em:
http://www.peticaopublica.com.br/?pi=INCLUSAO

Mas, para que vocês tenham ciência da urgência e da gravidade do assunto (e, assim, possam agir no que for possível) resolvi escrever esse e-mail/pedido.

Estão acontecendo fortíssimas campanhas (no Senado e na Câmara Federal) para atacar alguns documentos FUNDAMENTAIS para a inclusão. Um deles é a Meta 4 do Plano Nacional de Educação, que ainda está em tramitação e, portanto, é a mais frágil de todas.

Há, ainda, movimentos para a dissolução da Polítca Nacional de Educação na Perspectiva da Educação Inclusiva, que vocês tanto conhecem e que embasa nosso trabalho. Estão sendo também desarquivados projetos de lei que já tinham sido rejeitados por pareceres técnicos do MEC (inclusive um de emenda à Constituição Federal).

E tudo isso porque as pessoas que apoiam as políticas de segregação e assistencialismo das escolas especiais estão aproveitando a mudança de governo para tentar retomar o espaço que perderam por causa da nossas conquistas na inclusão (digo nossas porque essa é uma luta de todos nós).

Nós sabemos muito bem que a proposta do MEC foi flexível: permitiu que as escolas especiais não fechassem, mas que, em vez de escolarizar, apenas oferecessem o AEE. No entanto, manipulam a imprensa e a opinião pública, dizendo que o MEC vai fechar o INES, o Instituto Benjamin Constant e outras intituições "importantes para a sociedade". Com isso, TENTAM MODIFICAR NOSSAS LEIS PARA REGULARIZAR DE VEZ A ESCOLA ESPECIAL!!! Isso é muito grave.

Não podemos esquecer que os opositores da inclusão são fortes perante a opinião pública. Bradam que "a sociedade" quer a escola especial. Mas nós todos sabemos que isso não é verdade. E VAMOS FICAR PARADOS??? Tenho certeza de que não. Temos que mostrar que existe um exército que luta todo santo dia para fazer a inclusão nesse país dar certo. Temos que dar voz às mães e aos pais que choram quando vêem que o filho tem direitos, que aprendeu, fez amigos, avançou, está feliz...
Está havendo uma manipulação da informação para deixar a população contra as política de inclusão do MEC e para, inclusive, derrubar a secretária de Educação Especial e sua equipe (tem uma passseata marcada em Brasília para o dia 19 de maio).

E, pior de tudo, é que, em meio a todo esse absurdo, as crianças são o que menos contam.

O QUE PODEMOS FAZER???

TUDO. Existe um abaixo-assinado do INES contra a inclusão que já tem mais de 7,5 mil assinaturas. Nossa meta é chegar à marca de 10 mil assinaturas no NOSSO MANIFESTO. Como vamos fazer isso? Criando redes. Sabemos muito bem fazer isso!

Importante: para assinar a petição online, é preciso que a pessoa tenha um e-mail válido. Mas, caso vocês queiram coletar assinaturas de pais e mães que não tenham e-mail, é simples: basta que vocês apenas peguem o nome completo, a cidade e o estado e o CPF da pessoa e enviem PARA O E-MAIL DA MEIRE CAVALCANTE: mecavalcante@gmail.com

Temos apenas uma semana para atingir a meta de 10 mil assinaturas. Acredito que conseguiremos. Depois de ver a revolução que conseguimos fazer até hoje nas escolas do país (e que ainda vamos fazer, porque nãoi desistimos do que conquistamos!), tenho certeza de que NADA É IMPOSSÍVEL. E vocês, acham que é possível?

Contamos com cada um(a) de vocês.

http://www.peticaopublica.com.br/?pi=I  abraço da Maria Teresa Mantoan

Assessoria para Inclusão de Pessoas com Necessidades Especiais
Universidade Metodista de Piracicaba
Profa. Dra. Darlene Barbosa Schützer
Michelly Puga - bolsista da manhã
Samuel Indjalá - estagiário da tarde
Bruna Davatz Mattos - bolsista da noite
telefone: (19)3124.1592

Justiça do Trabalho de São Paulo exige respeito à Lei de Cotas

14ª Turma entendeu que dificuldades em encontrar pessoas com deficiência que preencham requisitos não devem impedir contratação.
da Redação
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 18/05/2011

O Tribunal Regional do Trabalho (2ª Região) decidiu pela manutenção de multa trabalhista à empresa EDS Eletronic Data Systems do Brasil, que não cumpria a Lei de Cotas alegando que não encontrava trabalhadores que preenchessem os requisitos da admissão.

O relator do Acordão, Juiz convocado Marcos Neves Fava, da 14ª Turma, entendeu que não há razão na argumentação da empresa. Segundo o magistrado, a Lei 8213/1991, art. 93 (Lei de Cotas) “concretiza parâmetros constitucionais preciosos e inegociáveis, a saber, a solidariedade (3º, I), promoção da justiça social (170, caput), busca do pleno emprego (170, VIII), redução das desigualdades sociais (170, VII), valor social do trabalho (1º, IV), dignidade da pessoa humana (1º III) e isonomia (5º caput).”

Além disso, o juiz observou a questão da evolução da proteção dos direitos humanos e do conceito de eficácia horizontal dos direitos em questão, “o que aponta para a necessidade de efetiva participação dos membros do tecido social, na implementação das garantias fundamentais. O que até então era obrigação exclusiva do Estado, contra quem – verticalmente – endereçavam-se as demandas sociais, passou a ser dever de todos em favor de todos.”

Fonte: Espaço da Cidadania - São Paulo - SP, 17/05/2011 - Imagem Internet

Servidor concursado com visão monocular será indenizado por demora na posse

O servidor será indenizado por danos materiais uma vez que a perícia médica entendeu que a sua visão monocular era insuficiente para classificá-lo como deficiente visual. da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 18/05/2011
Um servidor público de Pernambuco será indenizado em danos materiais porque foi nomeado com atraso depois de passar em concurso. Ele havia sido impedido de tomar posse após a perícia médica do certame entender que a visão monocular do candidato não era suficiente para sua classificação nas vagas destinadas aos portadores de deficiência física. Por força de uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em 2008, o servidor público finalmente assumiu o cargo de técnico judiciário em órgão do estado.

Na ocasião, ao julgar recurso em mandado de segurança, a Quinta Turma reconheceu o direito do candidato com visão monocular a concorrer nas vagas destinadas aos portadores de deficiência física. O entendimento foi de que “a visão monocular cria barreiras físicas e psicológicas na disputa de oportunidades no mercado de trabalho, situação esta que o benefício da reserva de vagas tem o objetivo de compensar”.

Depois de garantir a posse, o servidor ingressou na Justiça com pedido de indenização pelo tempo em que ficou impedido de exercer o cargo. O juiz de primeira instância e o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) entenderam que ele tinha direito à reparação por danos materiais.

O Estado de Pernambuco apresentou recurso especial ao STJ, alegando que o afastamento do candidato do concurso público, em razão das conclusões da perícia médica, não representaria ato ilícito e não geraria obrigação de indenizá-lo. A Primeira Turma confirmou a decisão monocrática do relator do caso, ministro Benedito Gonçalves, e reconheceu a necessidade de compensação.

Benedito Gonçalves considerou que uma pessoa aprovada em concurso público concorrido, dentro do número de vagas oferecidas, tem o direito de ser nomeada e usufruir da estabilidade e ganhos significativos por meio de seu trabalho. Na opinião do ministro, a “frustração de uma expectativa legítima” justifica a obrigação da compensação por danos materiais no caso.

O relator disse, ainda, que ao permitir que o servidor público fosse desclassificado do certame, “o Estado de Pernambuco acabou por violar seus direitos à nomeação e posse, o que lhe ocasionou, logicamente, danos patrimoniais”. Citando o artigo 186 do Código Civil, ele reiterou que “aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito”.

Com a decisão, os ministros reconheceram o direito do servidor público a receber o pagamento das verbas remuneratórias que deveriam ter sido conferidas a ele caso tivesse tomado posse na data correta. O valor da compensação por danos materiais havia sido estabelecido na sentença de primeira instância e confirmado no acórdão do TJPE.

Benedito Gonçalves destacou que “não se trata de determinar o pagamento de remuneração retroativa àquele que não trabalhou, mas de fixação de um montante que reflita o dano patrimonial que o autor da ação experimentou por não ter tomado posse da época certa”.

O ministro lembrou que a jurisprudência tem entendido que o valor a título de indenização por danos materiais, em casos assim, deve considerar os vencimentos e vantagens que o servidor público deixou de receber no período em que lhe era legítima a nomeação.

Fonte: Correio do Brasil - São Paulo - SP, 17/05/2011

Paim comemora aprovação de projetos em benefício de idosos, obesos e pessoas com deficiência

O projeto de lei visa priorizar a aquisição de unidades residenciais térreas em programas habitacionais públicos ou subsidiados com recursos públicos.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 18/05/2011

Em discurso no Plenário, o senador Paulo Paim (PT-RS)Site externo. comemorou a aprovação pelo SenadoSite externo., na tarde da quinta-feira (12), de três projetos que beneficiam os idosos, pessoas com deficiência e pessoas obesas, os projetos de lei da Câmara (PLC) 150/08, 156/08 e 184/08.

O PLC 156/08, relatado por Paim na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH)Site externo. e na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), altera o Estatuto do Idoso para garantir a prioridade dos idosos na aquisição de unidades residenciais térreas em programas habitacionais públicos ou subsidiados com recursos públicos.

O PLC 150/08, relatado por Paim na CDH, reserva aos idosos pelo menos 3% das unidades residenciais em programas habitacionais públicos ou subsidiados com recursos públicos.

Já o PLC 184/08, também relatado por Paim na CDH, dispõe sobre a criação de áreas específicas para pessoas com deficiência e instalação de assentos para pessoas obesas.

Paim lamentou, porém, que o projeto de lei do Senado (PLS) 168/11, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, não tenha sido votado. Por requerimento do senador Romero Jucá (PMDB-RR), a proposta, que constava da pauta do Plenário, será analisada pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS). O senador espera realizar uma sessão de homenagem às pessoas com autismo depois da aprovação do projeto.

"Tenho certeza de que a Comissão de Assuntos Sociais votará de forma urgente, poderei usar o termo em caráter de urgência urgentíssima e o projeto será votado aqui antes da sessão de homenagem. Nós não podemos fazer sessão de homenagem aos autistas sem que o esse Senado aprove uma matéria que é consenso."

Fonte: http://correiodobrasil.com.br/Site externo. e Agência SenadoSite externo.

Empresas deixam de contratar 5.385 pessoas com deficiência

O número de pessoas com deficiência no mercado de trabalho do Grande ABC ainda está aquém do nível esperado por especialistas.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 18/05/2011
O número de pessoas com deficiência no mercado de trabalho do Grande ABC ainda está aquém do nível esperado por especialistas ouvidos pelo DiárioSite externo.. Até o fim de 2009, das 14.219 vagas ofertadas a pessoas com deficiência com carteiras assinada, apenas 8.834 (62,1) foram preenchidas. A diferença - de 5.385 - é o mínimo de postos que as empresas precisam contratar para obedecer a Lei de Cotas na região. O volume desse perfil contratado na região corresponde a apenas 9,1% de todo o contingente de pessoas com deficiência formalizadas no Estado. Na mesma época, no Brasil, eram 288.593 empregados.

Os últimos dados da SRTE/SP (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São PauloSite externo.), órgão do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego)Site externo., apontam que, na gerência de São BernardoSite externo. - que soma o montante de DiademaSite externo., o total de vagas disponíveis no fim de 2009 era de 7.242 postos. Na de Santo André - que reúne as demais cidades da região - eram 6.977 postos.

Para o presidente da Fenavape (Federação Nacional das Avape)Site externo., Carlos Ferrari, o problema é que as empresas argumentam que contratar esse profissional traz riscos, dependendo da função. A solução seria ação conjunta entre sociedade civil e governo, na forma de políticas públicas. "Junto a associações, movimentos sindicais. Todos os atores envolvidos precisam se reunir para quebrar o gelo e apontar que é possível contratar", disse ele ao acrescentar que o empresário é muito pragmático. "Precisa-se pensar na competência, e não na limitação."

A vice-presidente de inclusão e capacitação da Avape (Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência)Site externo., Eliana Victor, afirmou que cerca de 50% das empresas do Estado já cumprem a lei de cotas. Apesar do grande volume de indústrias, como em São Bernardo, não há penetração do perfil no mercado.

Eliana afirmou que o setor da economia que mais emprega pessoas com deficiência é o de serviços, com foco na área de administração. "Para as empresas, esse é o segmento que menos exige adaptações e investimentos", explicou.

A preferência é pelos deficientes auditivos, já que podem se locomover e utilizar computadores sem muitas dificuldades. "As companhias ainda possuem resistência em contratar deficientes. Não entendem que podem exercer qualquer profissão, desde que sejam treinados. E isso não envolve tanto investimento assim", diz Eliana.

Não foi o caso da estudante de cinema Grasiele Lorraine de Moraes, 20 anos, que precisa usar aparelho auditivo desde o seu nascimento. "Quando me apresentei, a empresa disse que não precisava de gente com problemas auditivos porque já havia atingido a cota para deficientes", disse, sobre processo seletivo em uma companhia de Santo André.

Outro entrave indicado pelas corporações é que, muitas vezes, pessoas com deficiência não possuem qualificação e, com a ausência de oportunidades, falta também experiência profissional. "Os deficientes físicos encontram grande dificuldade para andar nas ruas, porque não há estrutura e, por isso, deixam de ir a escola", exemplificou Eliana.

O autônomo cadeirante Rodrigo Paula Fuzzi, 27 anos, nasceu com distrofia muscular. Apesar de ter completado a formação básica há 10 anos, nunca trabalhou. As vagas existem, mas não há flexibilização das empresas para o transporte. "Pelas dificuldades, teria de ter um carro para me levar. Quando eu perguntava, falavam que não havia (meio de transporte) e diziam ‘até logo''. Nunca deu certo", disse ele ao acrescentar que compareceu a cerca de seis entrevistas de emprego, todas com o mesmo desfecho.

Ensino é saída para elevar contratação Mais qualificação é um dos pilares que faltam para que as pessoas com deficiência possam aumentar a presença no mercado de trabalho. O presidente da Comissão da Pessoa com Deficiência da OABSite externo., Antônio Rulli Neto, disse que empresas argumentam que muitas vezes não podem contratar esse perfil. Mas não oferecem contrapartidas. "Há exceções, mas se não dá para absorver, essas empresas deveriam oferecer bolsas de estudos, seja para Ensino Superior ou cursos de aperfeiçoamento." Outra hipótese, segundo o representante, seria custear equipamentos que contornem a deficiência, como cadeiras de rodas e aparelhos de surdez.

O presidente da Fenavape, Ferrari, ressaltou projeto de ação conjunta entre diversos atores para moldar os trabalhadores com deficiência e oferecer atividade que não o limite. Exemplo de ação conjunta foi realizado junto à Febraban (Federação Brasileira de Bancos)Site externo., a fim de treinar 444 deficientes. O projeto, com a atuação dessa mão de obra nos bancos, já dura seis meses. Após o período ele serão contratados pelas entidades.

"Primeiro tem o processo de seleção, para mapear nível de conhecimento. Com a contratação, o objetivo não é cumprir cotas, mas oferecer elementos que agreguem valor a esses profissionais na atuação no segmento", declarou Ferrari.

Eliana afirmou que as pessoas com deficiência se adaptam muito bem em departamentos administrativos, TI (Tecnologia da Informação) e call center. Para ela, o investimento que as empresas precisam fazer não é grande. Os treinamentos, as cobranças, as funções são as mesmas. "O que pode mudar é quanto ao fazer uma rampa ou comprar um software para o computador."

Fiscalização insere 7.000 profissionais especiais no Estado A falta de fiscalização nas empresas se reflete na ineficiência da Lei de Cotas, em vigor há quase 20 anos e que obriga empresários a destinar de 2% a 5% das vagas aos deficientes nas firmas com mais de 100 funcionários. Tanto que, como decorrência da ação do MTE, apenas 7.508 deficientes foram absorvidos no mercado no País nos três primeiros meses do ano - crescimento de 40,7% em relação ao mesmo período em 2010.

Há empresas, inclusive, que preferem arcar com o pagamento de multas por descumprimento da Lei, ao invés de investir na capacitação e adaptação desses trabalhadores. "É uma questão de responsabilidade social, e as empresas estão começando a enxergar isso", afirmou Eliana, da Avape.

O presidente da Fenavape, Ferrari, disse que ainda é preciso amadurecer todo o mercado trabalhista do País, e não apenas que o empresário aumente a consciência do que o deficiente tem a oferecer. "Há uma lógica em que o empresário pensa o homem como um apêndice de ferramenta e não como um detentor de conhecimento."

O representante da OAB, Neto, destacou três pontos a serem lapidados para aumentar o emprego ao perfil. Intensificar a fiscalização sobre o cumprimento das cotas é a medida mais rápida. Ampliar a formação profissional e eliminar barreiras arquitetônicas, com vias mais fáceis de se locomover e transportes com acesso simples, complementam o pacote.

Neto citou caso de empresas que afirmam que cumprir as cotas seria o mesmo que deixar que pessoas com deficiência encostadas no emprego. "Esse tipo de comentário é lamentável", criticou. "É preciso ver os deficientes como pessoas normais que querem batalhar para ganhar a vida, pagar contas e se manterem no mercado", completou.

Só o cumprimento de cotas quase que eliminaria o problema da exclusão profissional, diz Neto, ao defender que nos próximos cinco anos o cenário tende a ser melhor para empregar deficientes.

Fonte: http://www.dgabc.com.br/Site externo.