sábado, 11 de junho de 2011

Senzala 2.0

Artigo do blog "Xiita da inclusão" fala sobre o que é educação inclusiva.
Fábio Adiron

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 11/06/2011


Se eu falasse para uma famíla negra que seus filhos deveriam ser encaminhados para escolas ou atividades sociais só com outras pessoas negras, eu seria imediatamente taxado de racista e, muito provavelmente processado por tamanha besteira.

Não seria diferente se disser para algum conhecido gay que ele deveria procurar a sua turma, mesmo sem lei anti-homofobia eu seria exacrado publicamente.

No entanto, pais, professores, amigos e inimigos das pessoas com deficiência sempre estão em busca de guetos exclusivos.

Bailes para pessoas com síndrome de Down, aulas de judô para cegos, escolas para autistas...e o pior é que a própria comunidade das pessoas com deficiência acha que isso é ser normal.

Além de serem pseudo-defensores da diversidade essas pessoas acabam reforçando as superestruturas discriminatórias dominantes.

Acham que estão conscientizando o mundo sobre os direitos de todos com manifestações públicas quando estão apenas ressaltando a percepção de que "esses estranhos" devem viver apenas entre eles mesmos.

Defendem a perenização da senzala, do gueto, do manicômio em moldes mais moderninhos (versão 2.0 ou será 4G?), travestidos de clubes, redes sociais e até sites de namoro para pessoas com deficiência.

A alegação conceitual é que pessoas com mesmas características biológicas podem construir sua identidade no contato com os seus iguais. Que identidade, cara pálida? (ou de qualquer outra coloração).

A minha identidade é a de ser humano e é no contato com outros seres humanos que ela vai se construir. Minha humanidade não se define pela cor da minha pele, pelo número de cromossomos ou pela minha capacidade de ver ou ouvir.

Homem, ser social, realiza o desenvolvimento da sua identidade através da interação que mantém com o meio em que vive. A cada experiência vivida, a cada problema enfrentado, se está alimentando o processo de construção da identidade.

Se o meio for segregado é esse tipo de identidade que um indivíduo terá. Uma identidade pobre e limitada.

Certa estava a Cláudia Werneck quando lançou em 1992 o livro "Quem cabe no seu todos?" mostrando que preconceito e discriminação só mudavam de nome e endereço, mas estavam em todas as mentes e corações (inclusive daqueles que são excluídos)

Se, ao invés de defendermos a inclusão de todos, defendermos a inclusão ou os direitos de pessoas do tipo X, Y ou Z, deixamos de lutar contra a discriminação. Viramos parceiros dela.

Fonte: Xiita da Inclusão - São Paulo - SP, 10/06/2011 - Imagem internet

Um breve relato sobre os anos de invisibilidade social das pessoas com deficiência

Adriana Lage comenta sobre a exclusão das pessoas com deficiência ao longo da história da humanidade.
Adriana Lage

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 11/06/2011

Se compararmos a qualidade de vida das pessoas com deficiência, hoje em dia, com os deficientes dos anos anteriores, veremos que a situação está muito mais favorável. Tivemos conquistas relevantes, dentre elas o direito ao trabalho, à educação inclusiva, uma das legislações mais abrangentes – mesmo que, infelizmente, na prática, os direitos nem sempre sejam respeitados -, um grande aumento da participação das pessoas com deficiência na política, nos esportes e na cultura. Atualmente, não há limites para nós! Estamos presentes em quase todas as áreas: já temos modelo down, magistrado cego, cirurgião cadeirante, atores e cantores com deficiência, etc. Temas como acessibilidade, diversidade, maternidade e vulnerabilidade sexual ganharam visibilidade. A pessoa com deficiência, aos poucos, foi ganhando voz ativa e tomando as rédeas de sua vida.

O reconhecimento das pessoas com deficiência como cidadãos é bem recente. É fruto do movimento da inclusão. Ao longo da história, sempre fomos excluídos e, em várias épocas, éramos totalmente invisíveis!

Sempre existiram pessoas com deficiência. Independente de sua causa (uma doença ou adquirida com o passar dos anos), a humanidade sempre esteve cheia de deficientes, fossem eles anônimos ou não. Por exemplo, como não se encantar com as cores de Frida Kahlo (sou fascinada com sua história e talento; adoro mulheres poderosas!), as obras maravilhosas de Aleijadinho, Van Gogh, Beethoven, Stephen Hawking, Hellen Keller... São inúmeros os exemplos de superação. Mesmo com as dificuldades impostas pela deficiência, a falta de acessibilidade e o preconceito, lutaram e se fizeram visíveis perante a sociedade. Na minha listinha de ídolos com deficiência, destaco ainda Clodoaldo Silva, Edênia Garcia, Lars Grael, Mara Gabrilli e uma série de anônimos que me servem de exemplo e incentivo para ir sempre além dos meus limites.

Vamos voltar um pouquinho no túnel do tempo e relembrarmos esses tempos de agruras e invisibilidade.

Na mitologia grega, temos Hefesto, filho de Zeus e Hera, como representante. Ele era manco, o que lhe dava uma aparência grotesca aos olhos dos antigos gregos. Alguns relatos contam que se tornou manco após ter sido arremessado dos céus por Zeus. Outros autores dizem que foi arremessado por sua mãe, decepcionada por ter um filho com deficiência física. Como diria minha vó, Hefesto sempre foi da pá virada! Sua história é cheia de vinganças e muitas mulheres. Ele foi responsável pela fabricação de grande parte dos equipamentos utilizados pelos deuses. Era um exímio ferreiro. Dentre outras coisas, criou o elmo alado, as sandálias de Hermes, a cinta de Afrodite e o arco e flecha de Eros. Também deu ao cego Órion seu aprendiz, Cedálion, que se tornou seu guia. Outra criação importante teria sido Pandora.

Na Antiguidade, acreditava-se que as pessoas com deficiência eram amaldiçoadas. A deficiência era relacionada à bruxaria. Resultado: as pessoas com deficiência eram eliminadas sem dó nem piedade.

Com a ascensão do Cristianismo, na Idade Média, as pessoas com deficiência deixaram de ser eliminadas, uma vez que a Igreja Católica considerava todos os seres como criatura de Deus. Ao invés de serem mortas, passaram a ser abandonadas e ignoradas à própria sorte. Tiveram que contar com a caridade e boa vontade de outras pessoas para sobreviver. Vem dessa época a mendicância das pessoas com deficiência. Ainda nessa época, alguns deficientes passaram a ser ‘aproveitados’ com fins de entretenimento. Muitos se tornaram bobos da corte. Sempre brinco com meus amigos, quando faço muitas palhaçadas e me chamam de retardada, que estou apenas resgatando a história dos meus ‘companheiros’. Bobo da corte foi uma de nossas primeiras profissões! Brincadeiras à parte, os deficientes também eram aproveitados em circos, explorados como aberrações da natureza. Em outros casos, eram explorados sexualmente. Imagino o quanto sofreram as pessoas com deficiência nesses tempos difíceis e repugnantes.

No século XII, a sociedade começou a se incomodar com essa situação. Surgiram, então, as primeiras instituições para abrigar deficientes (sobretudo pessoas com deficiência mental) e as primeiras legislações sobre os cuidados necessários para a sobrevivência. Só que essas instituições, que ficavam bem longe dos centros urbanos, se transformaram em locais de confinamento. Conventos, asilos e hospitais psiquiátricos, ao invés de se transformarem em locais de tratamento para as pessoas com deficiência, se tornaram verdadeiras prisões. Vale lembrar que, ainda hoje, temos algumas instituições que funcionam dessa forma!

Esse período, conhecido como Paradigma da Institucionalização, permaneceu por mais de 500 anos. Nem mesmo a evolução da medicina, durante a Revolução Burguesa, a partir do século XVI, conseguiu mudar esse pensamento. Nessa época, a tese da organicidade reconheceu que as deficiências eram frutos de fatores naturais, acabando com a idéia de que fossem associadas a fatores espirituais. Tivemos avanços nas formas de tratamento, etiologias e funcionamento das deficiências.

A Institucionalização foi o primeiro padrão formal a caracterizar a interação da sociedade com as pessoas com deficiência. Pena que, no final das contas, as instituições serviam para a segregação. O deficiente era levado para longe da família e ficava ‘escondido’ do restante da sociedade. Minha mãe sempre me conta que existia, em BH, na época em que ela era criança, uma casa em que moravam apenas meninas com síndrome de down e paralisia cerebral. Todas eram filhas de famílias ricas. Por vergonha e preconceito da sociedade, as crianças ficavam esquecidas por lá até a morte. Minhas avós sempre contam casos de pessoas com deficiência que viviam trancadas em casa. Tive uma tia avó com poliomielite. Ela andava normalmente, mas tinha uma das pernas finas. Como, na época de sua mocidade, mulheres só usavam saia, ela acabou vivendo apenas dentro de casa. Tinha vergonha das outras pessoas. Nem sol ela tomava. Parecia uma albina! Ainda hoje temos escolas especializadas. Esse assunto é bem polêmico e deixarei para abordá-lo em outro texto.

A situação só começou a melhorar, em meados do século XX, por volta da década de 60. O Paradigma da Institucionalização começou a ser questionado e criticado, sobretudo pelo alto custo que era manter as pessoas com deficiência segregadas e na improdutividade. Várias áreas da sociedade fizeram pressão para que a situação se modificasse. A década de 60 tornou-se marcante na relação da sociedade com a pessoa com deficiência. Surgiram os conceitos de normalização e desinstitucionalização.

O movimento da desinstitucionalização iniciou-se, no ocidente, pela falha do Paradigma da Institucionalização na integração da pessoa com deficiência à sociedade, na restauração do funcionamento normal do indivíduo, nas relações interpessoais, nos estudos e no trabalho. “A ação era baseada na ideologia da normalização e defendia a necessidade de introduzir o cidadão com deficiência na sociedade, procurando ajudá-lo a adquirir as condições e os padrões de vida no nível mais próximo do considerado normal.”

Nessa época, os esportes adaptados ganharam visibilidade. Vários soldados americanos voltaram pra casa multilados e descobriram no esporte uma nova ocupação e sentido para a vida.

Criou-se o conceito de integração, no qual a pessoa com deficiência deveria ser modificada para se adequar à sociedade. Para um bom convívio social, as pessoas com deficiência deveriam se assemelhar, o máximo possível, às pessoas ditas ‘normais’ da sociedade. Esse conceito não deu certo, já que era muito relativo e subjetivo.

Finalmente, chegamos ao conceito da inclusão. Percebeu-se que esse processo de integração das pessoas à sociedade deveria ser bi-direcional. A sociedade também deveria ser modificada de forma a criar condições iguais para todos os cidadãos exercerem seus direitos e deveres.

“A sociedade inclusiva tem como principal objetivo oferecer oportunidades iguais para que cada pessoa seja autônoma e auto-suficiente. Portanto, esta sociedade é democrática e reconhece todos os seres humanos como livres e iguais e com direito a exercer sua cidadania.“ Só com a sociedade inclusiva deixamos pra trás o pensamento arcaico de que as pessoas com deficiência tinham uma vida com possibilidades reduzidas, viviam sem perspectivas e eram uns pobres coitados dignos de dó.

Se pararmos pra pensar, nosso reconhecimento com cidadãos é muito recente! Mesmo com tantas mudanças, ainda escuto, com freqüência, frases como:

- “Coitada! Você trabalha o dia todo! Se fosse você, iria me aposentar e ficar à toa”;
- “O que ela vai querer comer?” – várias pessoas ainda se referem ao acompanhante ao invés de tratar diretamente com a pessoa com deficiência;
- “Nossa! Você tem dinheiro? Pensei que seu pai pagava suas contas!”;
- “Se fosse minha filha, não teria saído de casa pra não se machucar no mundo”;
- “Quem é o doido que colocou um anel de compromisso na sua mão?”;
- “Quem nada é o Cielo! Não tem como nadar sem mexer as pernas e ter força nos braços.”;
- “Olha, você é muito inteligente, bonita e gente boa, mas melhor sermos apenas amigos ou irmos tirando umas casquinhas um do outro, sem chance de compromisso!”;
- “Que pena! Não estamos preparados para recebê-la. Mas as reformas já estão previstas no projeto” – entra ano, sai ano, as coisas ficam no mesmo lugar! As reformas nunca saem do papel!
- “Já pensou quantas travessuras podemos fazer? Vai voar pedaço de cadeira pra todo lado!”.

Esses são apenas alguns exemplos das situações que enfrento diariamente. Meus amigos também passam por situações semelhantes. Sem sombra de dúvida, a situação já melhorou muito. Mas ainda há muito a ser feito. Por exemplo, no centro de BH, temos vários cadeirantes vendendo chocolate ou consertando guarda-chuva. Uma amiga, que trabalha na Coordenadoria dos Direitos das Pessoas com Deficiência, da Prefeitura de Belo Horizonte, me disse que grande parte das pessoas com deficiência da cidade ‘está pendurada nos morros’ e que muitos preferem receber a aposentadoria que se arriscar em um emprego. Muitos acabam dando o dinheiro da aposentadoria para os familiares e aumentam sua renda na mendicância. Eu, particularmente, não dou dinheiro de jeito nenhum. Meu pai sempre fica sensibilizado quando vê algum deficiente pedindo esmola e não resisti; acaba dando algum dinheiro. Pouco a pouco, estou mudando essa mentalidade dele. Afinal, esmola não resgata a cidadania de ninguém e também não resolve o problema. Precisamos modificar/eliminar, sobretudo, as barreiras atitudinais. É muito mais fácil arrumar um saco de cimento e construir uma rampa, do que modificar pensamentos arcaicos e posturas preconceituosas sedimentadas ao longo de anos de exclusão e invisibilidade!

A quem possa interessar, as informações históricas foram retiradas da Cartilha “População com Deficiência no Brasil – Fatos e Percepções”, da FEBRABAN, publicada em 2006.

Fonte: Rede SACI
Belo Horizonte - MG, 10/06/2011 - Imagem Internet

Falece o atleta Antonio Maciel

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 11/06/2011

Antonio Maciel, com próteses nas duas pernas, na Reatech 2011, com a camiseta Ser Diferente é Normal.

O atleta Antonio Maciel faleceu aos 46 anos no dia 6/6 em um acidente com seu triciclo no Rio de Janeiro. Maratonista, ciclista e nadador e um dos fundadores da 3In, Inclusão Integridade e Independência, além de brilhar no esporte era um ativista dos direitos humanos e em especial das pessoas com deficiência.

Abaixo, a biografia de Antonio Maciel, extraída do site da 3In.

O carioca Antônio Maciel, superou vários obstáculos para conseguir exercer a profissão de técnico de enfermagem. Mas a carreira foi interrompida após sofrer um acidente automobilístico no ano de 2000. No acidente, ele sofreu amputação de ambos os pés. A adaptação a nova condição física foi lenta. Levou quase um ano até voltar a se locomover sozinho.

Para a mudança contou com o apoio do médico amputado Marco Antônio Guedes, de São Paulo, especialista em próteses. Com a utilização de próteses, Maciel retomou a vida e passou a participar de atividades esportivas, algo que não tinha costume de fazer. O esporte ajudou na reabilitação. Atualmente, conhecido pelo apelido carinhoso de Perna Elétrica, ele é um dos principais corredores de rua da categoria amputados do Brasil.

Maciel já participou de várias caminhadas e provas, como a Maratona Internacional do Rio de Janeiro e de São Paulo; Corrida de São Silvestre; Maratona de Nova York e a peregrinação pelo Caminho do Sol (percurso brasileiro inspirado no de Compostela, composto de aproximadamente 250 km). A primeira prova que disputou só aconteceu após dois anos do acidente, através do incentivo do ultramaratonista Paulo de Almeida, também amputado, que o inscreveu numa maratona de revezamento, na qual percorreu 5km sem treinar.

Em seguida participou de uma corrida de 10 milhas. Foi a partir dessa prova que Maciel começou a treinar e sentir satisfação em praticar esporte. No mesmo ano Perna Elétrica partiu para a primeira competição internacional da carreira, a Maratona de Nova York, onde se tornou o primeiro brasileiro bi-amputado a participar da corrida. Desse ano em diante os feitos do carioca só aumentaram.

Uma das principais conquistas do atleta foi quando percorreu, a convite, o Caminho de Santiago de Compostela. Por conta do desgaste da prótese, ele precisou de muita perseverança para concluir o trajeto de 800km. Muitas vezes, Maciel é o único brasileiro presente em sua categoria. Ele também concorre nas modalidades ciclismo e natação, utilizando para isso diferentes próteses. Hoje em dia, treina de 10 a 12km por dia, além de fazer musculação e natação três vezes por semana.

Para o futuro pensa em fazer o curso de Educação Física e de técnico em próteses para ajudar outras pessoas a ultrapassar obstáculos e alcançar seus objetivos e sonhos.

Fonte: 3In - 09/06/2011

Direitos humanos deverão ser ensinados nas escolas

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 11/06/2011




Os alunos do ensino básico poderão ter uma nova disciplina no próximo ano: os direitos humanos, em busca de uma escola livre de preconceitos, violência, abuso sexual e intimidação. As diretrizes nesse sentido estão sendo elaboradas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), conforme anunciou nesta quinta-feira (9) o representante do colegiado, Raimundo Feitosa, em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

- Hoje e amanhã, o conselho está realizando uma reunião técnica, com vários especialistas do Brasil, para que nós foquemos melhor e discutamos melhor a elaboração de conceitos, a elaboração de políticas, de caminhos que sejam capazes de trazer para nós uma diretriz em educação de direitos humanos que seja, de fato, consensuada, porque se trata de uma matéria extremamente sensível, extremamente complexa - disse Feitosa, anunciando também a realização de audiências públicas para debater o tema no país todo.

A intenção de incluir os direitos humanos no currículo do ensino básico foi anunciada no ano passado pelo então ministro da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência (SDH), Paulo Vannuchi.

O assunto é objeto de pesquisa em 5.565 secretarias municipais de educação, realizada por uma organização não governamental, a Gajop, a pedido da SDH. Iniciado em fevereiro, esse levantamento deverá ser concluído em setembro.

Os objetivos gerais e específicos da pesquisa, bem como sua síntese metodológica, foram expostos aos senadores da CDH, em reunião presidida por Humberto Costa (PT-PE) e Ana Rita (PT-ES).

Municípios

Ana Paula Portela, do Gajop, apresentou estudos preliminares, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicando que os princípios de direitos humanos já são incorporados pelos planos de educação de quase 40% dos municípios. Porém, na maioria (60%), estão ausentes.

O senador Humberto Costa disse que a pesquisa do Gajop pode traçar um quadro real da educação em direitos humanos no Brasil, e o representante do CNE acenou com a possibilidade de uma parceria com o objetivo de viabilizar a implantação da disciplina nas escolas.

Diretrizes

A senadora Marta Suplicy (PT-SP) observou que é a primeira vez que se fez uma pesquisa desse tipo no país. Para ela, o difícil mesmo será elaborar as diretrizes e colocá-las em prática no dia a dia das escolas.

Marta Suplicy citou sua experiência de trabalho como psicóloga, em conjunto com Paulo Freire, quando este foi secretário de Educação no município de São Paulo (gestão Luíza Erundina). As maiores barreiras encontradas na época eram as questões relacionadas a preconceito racial e sexualidade.

Segundo ela, o preconceito racial começou a ser superado com leituras de obras que resgatam a contribuição da raça negra na história do país. A questão da sexualidade, acrescentou, exigiu um acompanhamento contínuo da formação do próprio professor.

A pesquisa está sendo realizada com o objetivo de colocar em prática o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos (PNEDH), cujos conteúdos referenciais podem ser acessados aqui. A questão básica do levantamento é saber como os princípios e as ações programáticas do PNEDH estão contemplados na política educacional dos municípios brasileiros.

Djalba Lima / Agência Senado - 09/06/2011

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Denúncia sobre constrangimento de deficiente físico em banco

Cíntia, que é amputada desde 1995, relata momentos de constrangimento aos quais foi submetida em uma agência bancária.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 10/06/2011

da Redação

Olá,
Meu nome é Cintia, tenho 35 anos, sou bacharel em Direito. Amputada desde 1995, uso prótese ortopédica(perna mecânica) desde então. No dia 02/06/2011, quinta-feira, fui ao Banco Caixa Econômica Federal com meu marido, na Agência 1002, na Aclimação, em São Paulo. Utilizamos o caixa eletrônico e fomos bem tratados, por uma funcionária com o avental "Posso Ajudar?", que entregava senhas, e um outro funcionário, sentado no balcão, sem avental, mas com o crachá do Banco.

Decidimos depois de uns minutos adentrar o banco, para conversar com um gerente. Como sempre fazemos, em todos os bancos, meu marido entra antes, e eu em seguida, porque sempre apita quando eu passo na porta giratória. Eu retorno para trás da faixa amarela do chão e explico ao segurança que uso perna mecânica e peço para que chamem um gerente para autorizar a minha entrada. Em todos os bancos isso é feito facilmente, sem objeções e com educação. Eu sempre entro rapidamente, mas nesta agência da Caixa Econômica, não foi o que ocorreu! O segurança fez o seu papel e falou por rádio e em voz baixa que a cliente usava perna mecânica. Depois dele repetir por duas vezes, pediu que eu aguardasse. Algumas pessoas passaram na minha frente e entraram no Banco sem problemas. Veio uma mulher lá de dentro e falou para mim, já do lado de fora: "É você que está querendo entrar?". Respondi que sim, apesar da minha surpresa, uma vez que sempre o gerente se identifica do lado de dentro, usando crachá e utilizando termos diferentes (em geral "boa tarde, estou aqui para ajudá-la..."). Então, a tal funcionária ordenou como se fosse um general: "Você tem um documento que comprove?". Perguntei se era por causa da minha perna mecânica, ela afirmou que sim. Peguei a minha Carteira da AACD(Associação de Assistência da Criança Defeituosa) e dei nas mãos dela. Ela folheou, com desatenção e ficou me perguntando de que material era feita, se era maleável, o pé, a prótese. Respondi que é feita de fibra de carbono, é americana, e que o pé absorve os impactos qdo eu caminho. Ela me pediu então: "Você está com o RG?". Abri a carteira, enquanto ela ficou olhando dentro da minha bolsa; peguei o RG e dei a ela. Aí foi a hora da conferência. Ela olhou para o meu rosto e para o RG diversas vezes, até que me devolveu a carteira da AACD e o RG. Perguntei: "Eu posso entrar?", ao que ela disse que queria ver se minha bolsa estava apitando. Dei-a na mão dela e ela passou com minha bolsa, a qual não apitou. Me devolveu e eu fui, certa que acabaria o suplício. Passei e apitou, voltei e falei "É a minha perna mecânica!". Então, ela falou: "Pegue só suas coisas pessoais e deixe a bolsa comigo". Fiquei indignada! Respondi que então não entraria, já que meu marido já estava lá dentro(aliás entrou com chaves, cinto e celular, super rápido), e eu preferia esperar lá fora. Ela ordenou: "Não, se o seu marido tá lá dentro, então você deve entrar! Você se incomoda que eu vá atrás de você até lá dentro?". Diante das circunstâncias respondi que tudo bem. Resolvi ir confiante então, passei pela porta giratória e ela logo atrás de mim. Então ficou um segurança do meu lado, ela atrás e um segurança na frente com um aparelho na mão, o detector de metais, pedindo para eu abrir os braços, depois as pernas e por último a frase célebre: "Qual perna é a mecânica?". Será que aquela altura ninguém sabia? Fiquei tão envergonhada que respondi qual era e fiquei o tempo todo com a cabeça baixa, querendo me esconder...

Depois da tortura fui finalmente liberada para seguir adiante nas instalações daquele lugar comum, com filas nos caixas e repleto de pessoas. Não era um lugar proibido, a Polícia Federal, uma zona de guerra, um Consulado, era tão e somente um banco. Meu marido, estarrecido, perguntou se eu estava bem. Fomos aguardar ao atendimento da gerente que foi recomendada do lado de fora do banco, e estava na hora de almoço. Após pensar que deveria ter levantado minha calça e mostrado a perna mecânica na frente de todos ou chamado a polícia na hora que foram passar o detector de metais em mim, e ficar com o choro preso na garganta, respirei fundo e resolvi perguntar o nome da tal funcionária. Falaram-me Raquel. Foi a única coisa que soube sobre ela, quase na hora de ir embora. Apesar dela saber muito ao meu respeito e nem ter se apresentado, foi a única coisa que soube sobre ela, apesar de toda sua segurança ao falar e dar ordens, não sei sua função no Banco, mas sei que errou muito em suas atitudes!


O banco, ou melhor, aquela agência também! No seu treinamento, a Gerente Geral, que estava caminhando de um lado pro outro, falando alto, sem nem sequer tomar ciência do que estava acontecendo em SUA agência. Sinto vergonha, raiva(por ser tão educada) e indignação num nível tão alto quanto eu nunca havia sentido!



Comentário SACI: O constrangimento pelo qual passou a Cintia é mais um caso exemplar do despreparo das agências bancárias em acolher o seu cliente com deficiência. Problemas dos sistemas de segurança com pessoas que usam próteses são recorrentes e é comum o cliente com essa condição sair desgastado. Está mais do que na hora do pessoal da rede bancária ser devidamente capacitado para resolver questões dessa natureza com a presteza e o respeito merecido por qualquer cidadão. Encaminhamos esta notícia para conhecimento da ouvidoria da Caixa: ouvidoria@caixa.gov.br


Fonte: Rede SACI - São Paulo - SP, 09/06/2011 - Imagem internet

Orientações para a implementação da Política de Educação Inclusiva

Neste texto, você poderá conferir quais são as orientações.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 10/06/2011

Ilustração de 10 alunos de diferentes cores e habilidades, alguns sentados, outros de pé, em sala de aula e um professor com o braço nos ombros de dois dos alunos

Neste texto, você poderá conferir quais são as orientações para a implementação da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva.

Vale a pena ler, divulgar, discutir. São documentos que visam trazer ao público e aos educadores informações e orientações importantes para tornar as escolas de todo o país um lugar aberto à diferença e que respeita cada um.

1. Introdução
2. Contexto Histórico da construção da Educação Inclusiva no Brasil
3. Mecanismos para a garantia do direito das pessoas com deficiência à Educação Inclusiva
4. Programas e Ações de apoio ao desenvolvimento inclusivo dos sistemas de ensino
5. Documentos orientadores a implementação da Política de Educação Inclusiva

5.1. Notas Técnicas

2011

Nº 08 – MEC/SEESP/GAB
Assunto: Orientação para promoção de acessibilidade nos exames nacionais.

Nº 05 – MEC/SECADI/GAB
Assunto: Implementação da Educação Bilíngue.

Nº 03 – MEC/SECADI/GAB
Assunto: Crescimento da política de inclusão é realidade no país

Nº 05 – MEC/SEESP/DPEE
Assunto: Publicação em formato digital acessível – Mecdaisy

Nº 07 – MEC/SEESP/GAB
Assunto: INES e IBC

Nº 06 – MEC/SEESP/GAB
Assunto: Avaliação de estudante com deficiência intelectual

Nº 03 – MEC/SEESP/GAB
Assunto: Atendimento de estudantes público alvo da educação especial com 18 anos ou mais

2010

Nº. 19 – MEC/SEESP/GAB
Assunto: Profissionais de apoio para alunos com deficiência e transtornos globais do desenvolvimento matriculados nas escolas comuns da rede públicas de ensino

Nº. 15 – MEC/ CGPEE/GAB
Assunto: Orientações sobre Atendimento Educacional Especializado na Rede Privada

Nº. 11 – MEC/SEESP/GAB
Assunto: Orientações para a Institucionalização na Escola, da Oferta do Atendimento Educacional Especializado – AEE em Salas de Recursos Multifuncionais

Nº. 01 – Grupo Gestor Interministerial
Assunto: Pareamento de dados do Programa BPC na Escola/2010

Nº. 09 – MEC/SEESP/GAB
Assunto: Orientações para a Organização de Centros de Atendimento Educacional Especializado

2009

Nº. 17 – MEC/SEESP/GAB
Assunto: Projeto de Emenda à Constituição Federal – PEC 347 – A, de 2009, que altera o inciso III, do art. 208, propondo a seguinte redação: III – atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino, em qualquer faixa etária e nível de instrução.

2008

Nº. 13 – MEC/SEESP/DPEE
Assunto: A educação especial e sua operacionalização pelos sistemas de ensino

5.2. Pareceres

2011

Nº. 19 – MEC / SEESP / DPEE

Assunto: Parecer sobre o Projeto de Lei Nº 7699/2006, que institui o Estatuto do Portador de Deficiência.

2010

Nº. 124 – MEC/SEESP/GAB

Assunto: Substitutivo à Proposta de Emenda à Constituição Federal Nº 347 – A, de 2009, que altera a redação do inciso III, do art. 208, propondo a seguinte redação: III – atendimento educacional especializado às pessoas com deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino, em todas as faixas etárias e níveis de ensino, em condições e horários adequados às necessidades dos alunos.

Nº. 136 – MEC/SEESP/DPEE

Assunto: Parecer sobre os Projetos de Lei 3.638/2000 e 7.699/2006, que instituem o Estatuto da Pessoa com Deficiência.

Nº 14 – MEC/SEESP/DPEE

Assunto: O PL nº 6.651, de 2009, propõe alterar o Inciso II do art. 59 da lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996, incluindo a expressão sublinhada: “II – terminalidade específica por solicitação por escrito do aluno ou de seu representante legal, para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências, e aceleração para concluir em menor tempo o programa para os superdotados”.

2009

No. 31 – MEC/SEESP/DPEE

Assunto: Proposta de Emenda à Constituição nº 347, de 2009, de autoria da Deputada Rita Camata, que “Altera a redação do inciso III do art. 208 da Constituição Federal”.

Fonte: Inclusão Já

Há mais de um bilhão de pessoas com deficiência no mundo, segundo relatório pioneiro

Pessoas com deficiência em geral têm mais problemas de saúde, baixa escolaridade, poucas oportunidades econômicas e mais elevadas taxas de pobreza do que as pessoas sem deficiência.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 10/06/2011
                                                                  Várias crianças de uniforme azul sorrindo em torno de menino em cadeira de rodas

 O primeiro Relatório Mundial sobre a Deficiência produzido em conjunto pela OMS e pelo Banco Mundial, sugere que existam mais de um bilhão de pessoas com deficiência experiência no mundo de hoje.
Pessoas com deficiência em geral têm mais problemas de saúde, baixa escolaridade, poucas oportunidades econômicas e mais elevadas taxas de pobreza do que as pessoas sem deficiência. Isto é principalmente devido à falta de serviços disponíveis para eles e os muitos obstáculos que enfrentam no seu quotidiano. O relatório indica melhores práticas para superar as barreiras com os cuidados com a saúde, reabilitação, educação, emprego e serviços de apoio, e criar ambientes que permitam às pessoas com deficiência atingir o seu potencial. O relatório termina com um conjunto concreto de ações recomendadas para os governos e seus parceiros.
O relatório “World Report on Disability”, pioneiro na área da deficiência, contribuirá significativamente para a implementação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Elaborado de forma transversal, incluindo a saúde pública, direitos humanos e desenvolvimento, o relatório deve se tornar um recurso obrigatório para legisladores, autoridades governamentais, prestadores de serviços, profissionais liberais e defensores das pessoas com deficiência e suas famílias em todo mundo.
Em inglês

10 dados sobre deficiência

Mais de um bilhão de pessoas vivem com algum tipo de deficiência no mundo.


A deficiência afeta as populações vulneráveis desproporcionalmente.


Pessoas com deficiência muitas vezes não recebem o tratamento médico de que necessitam.


Crianças com deficiência têm menos probabilidade de frequentar a escola do que as crianças sem deficiência.


Pessoas com deficiência têm mais probabilidade de desemprego do que pessoas sem deficiência.


Pessoas com deficiência são vulneráveis à pobreza.


A reabilitação ajuda a maximizar a autonomia e estimula a independência.


Pessoas com deficiência podem viver na comunidade e participar dela.


Barreiras que limitam as pessoas com deficiência podem ser transpostas.


A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD) promove, protege e garante os direitos humanos para todas as pessoas com deficiência.


Relatório completo em inglês (PDF)

O que é a deficiência para mim – Histórias pessoais (em inglês)

Vídeos (em inglês)

Depoimento de Stephen Hawking (em inglês)

Fonte: ONU

Banheiro para cadeirantes em escola de SP não tem porta


APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 10/06/2011
Talita Bedinelli de  São Paulo

A escola estadual Buenos Aires, referência para o atendimento de deficientes físicos na zona norte de São Paulo, tem, há pelo menos um ano, um banheiro para cadeirantes que não pode ser usado por eles.

A porta e a divisória que separavam o vaso sanitário destinado a esses estudantes (com barras de apoio laterais) caíram, e resta aos alunos cadeirantes usar o local na frente de outras pessoas ou recorrer ao banheiro do edifício ao lado.

Raphael Pereira
Banheiro da escola estadual Buenos Aires, zona norte de São Paulo, após queda de porta e divisória
Banheiro da escola estadual Buenos Aires, zona norte de São Paulo, após queda de porta e divisória

No prédio vizinho, que também pertence à escola, funciona uma unidade da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente).

Os dois prédios são interligados por uma rampa. Mas, para chegar à AACD, os alunos têm que cruzar todo o pátio, passar pela rampa e entrar por um outro corredor.

"Eu vou [ao outro prédio] com facilidade porque tenho mais mobilidade. Mas outros têm menos, o que torna mais complicado", diz o estudante Raphael Pereira, 16.

Aluno do 1º ano do ensino médio, Raphael é cadeirante e desde 2008, segundo ele, luta para que seja possível usar o banheiro novamente.

Ele já foi do grêmio e representante dos alunos no conselho da escola. Mas até hoje não obteve sucesso.

Na escola, existem atualmente 42 cadeirantes, segundo a secretaria, sendo dez deles homens --o problema é no banheiro masculino.

Apesar de a secretaria afirmar que no distrito de Santana, onde fica a escola, existem cinco escolas adaptadas para cadeirantes, o pai de Raphael afirma que não as encontrou facilmente.

"Antes de matriculá-lo, procurei em toda a região e essa é a única escola da zona norte que tem arquitetura adequada para cadeirantes", conta Vitor Hugo Pereira, 50.

Um decreto federal exige que, desde 2007, todos os prédios públicos (incluindo, portanto, as escolas) sejam adaptados. Na rede estadual, só 40% das escolas são.

A escola adaptada Buenos Aires tem ainda outro problema: a calçada esburacada torna difícil a passagem das cadeiras de rodas dos alunos.

Gabo Morales/Folhapress
Estudante cadeirante Raphael Preto Alves Pereira, 16, em frente a Escola Estadual Buenos Aires, em São Paulo
Estudante cadeirante Raphael Preto Alves Pereira, 16, em frente a Escola Estadual Buenos Aires, em São Paulo

OUTRO LADO

A Secretaria de Estado da Educação de São Paulo disse que o problema da divisória do banheiro para cadeirantes aconteceu no ano passado, mas que deu início ontem a obras de reforma na escola, num valor total de R$ 83 mil.

Segundo o órgão, entre os serviços que serão executados está a construção da divisória do banheiro masculino, para permitir seu uso pelos estudantes cadeirantes.

A previsão é que a obra seja concluída em 60 dias.

A reportagem da Folha esteve ontem na escola e não viu nenhuma movimentação relacionada a obras perto do banheiro masculino.

De acordo com a secretaria, existem 2.097 escolas estaduais em São Paulo adaptadas para cadeirantes ou em processo de adaptação. São 5.300 escolas na rede.

"O secretário Herman Voorwald determinou a elaboração de um plano para assegurar a acessibilidade na rede estadual de ensino em todo o Estado de São Paulo", afirmou por meio de nota.

Fonte: Folha.com - Cotidiano - 09/06/2011

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Escolas públicas receberão invesvimento para adequações arquitetônicas que promovam a acessibilidade

O repasse de recursos pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) às unidades de ensino foi normatizado pela Resolução nº 27, de 2 de junho de 2011, publicada no Diário Oficial da União da última sexta-feira (3)
da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 09/06/2011

Escolas públicas de 3.433 municípios receberão R$ 100 milhões para realizar adequações arquitetônicas nas sedes e investir em outras melhorias para favorecer a igualdade de condições de acesso e aprendizagem aos alunos com deficiência.

Os recursos, provenientes do FNDE, destinam-se a 12.165 mil unidades municipais, estaduais e do Distrito Federal para serem aplicados, prioritariamente, na contratação de serviços de construção de rampas, alargamento de portas e passagens, assim como a instalação de corrimãos. Sanitários também devem ser adequados para acessibilidade e colocação de sinalização visual, tátil e sonora. A verba pode ser aplicada, ainda, na aquisição de itens como cadeiras de rodas, bebedouros, mobiliários acessíveis ou softwares específicos.

Censo Escolar de 2010

Quase 500 mil alunos matriculados em unidades de ensino regular são estudantes com deficiência e apenas 20% das escolas públicas de educação básica atendem a critérios de acessibilidade a esse público. Neste ano, serão atendidas as escolas que receberam sala de recursos multifuncionais em 2009 e registraram matrícula de estudantes com essa característica no Censo de 2010. Cada unidade de ensino pode receber recursos que variam de R$ 6 mil a R$ 9 mil, de acordo com o número de alunos. “Os estudantes com deficiência devem ter acesso a todas as dependências da escola”, pondera a diretora de políticas de educação especial do Ministério da Educação (MEC), Martinha Clarete.

A Escola Acessível faz parte do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), que reduz a burocracia na transferência de recursos. Para recebê-los, as escolas devem elaborar planos de ações que serão submetidos à aprovação das secretarias de educação, observados os critérios e normas gerais de acessibilidade nas obras.

Política de educação inclusiva foi lançada em 2008de educação inclusiva foi lançada em 2008

Os resultados do Censo Escolar da Educação Básica apontam um crescimento significativo nas matrículas da educação especial nas classes comuns do ensino regular. De acordo com o MEC, esse crescimento é reflexo de política adotada que inclui programas de implantação de salas de recursos multifuncionais, adequação de prédios escolares para a acessibilidade, formação continuada de professores da educação especial e do Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC) na escola, além do programa Educação Inclusiva: Direito à Diversidade. O objetivo é estimular a formação de gestores e educadores para a criação de sistemas educacionais inclusivos. A política nacional de educação especial na perspectiva da educação inclusiva foi lançada em 2008 paralelamente a aprovação, por meio de emenda constitucional, da convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os direitos das pessoas com deficiência. De acordo com a convenção, devem ser assegurados sistemas educacionais inclusivos em todos os níveis.

Fonte: SECOM  - São Paulo - SP, 08/06/2011 - Imagem Internet

Porta a Porta recebe dois novos carros e mais 50 cadeirantes serão beneficiados

Acessibilidade e mobilidade urbana têm sido uma das prioridades da Secretaria Municipal de Transportes, Trânsito e Infraestrutura Urbana (Setran)

da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 09/06/2011

Acessibilidade e mobilidade urbana têm sido uma das prioridades da Secretaria Municipal de Transportes, Trânsito e Infraestrutura Urbana (Setran).

Nesta quarta-feira (08), às 14h, no Centro de Referência para a Pessoa com Deficiência (CRPD), serão entregues dois novos carros do serviço Porta a Porta.

Atualmente, cerca de 140 usuários utilizam o serviço. Com a aquisição dos dois novos veículos, a frota sobe para oito veículos e mais 50 cadeirantes serão beneficiados.

O transporte Porta a Porta existe desde 2000 para atender às pessoas com deficiencia que dependem de cadeira de rodas para se locomoverem.

O serviço conta com seis veículos que buscam o cadeirante no local previamente estabelecido, encaminha-o ao seu destino e retorna com o mesmo ao ponto de partida. O Centro de Referência para a Pessoa com Deficiência fica na rua Professor Duarte Rabelo, nº 70, Segurança do Lar.

Fonte: Vitória News - Vitória - ES, 08/06/2011 - Imagem Internet

Ator e diretor Wolf Maya é condenado por injúria racial

Ele é acusado de chamar técnico de "preto fedorento'; defesa já recorreu

Segundo o técnico, Maya ficou furioso com erro dele durante peça em Campinas; diretor rejeita a acusação.

ANDRÉ CARAMANTEDE SÃO PAULO

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 09/06/2011


O diretor e ator Walfredo Campos Maya Júnior, conhecido como Wolf Maya, da TV Globo, foi condenado a dois anos e dois meses de prisão pelo crime de injúria com conotação racial contra um técnico de iluminação que trabalhou em uma de suas peças.
A condenação, em primeira instância, foi definida pelo juiz Abelardo de Azevedo Silveira, da 2ª Vara Criminal de Campinas (93 km de SP). A defesa já recorreu. Maya sempre negou a acusação.
O juiz substituiu a pena de prisão pelo pagamento de indenização no valor de 20 salários mínimos (R$ 10,9 mil ao todo) mais um período de trabalho comunitário a ser definido pela Vara de Execuções Penais.
De acordo com a sentença, Maya foi condenado por ter ofendido Denivaldo Pereira da Silva ao chamá-lo de "preto fedorento que saiu do esgoto com mal de Parkinson".
O caso de injúria com conotação racial ocorreu em 12 de agosto de 2000, num teatro de Campinas que encenava a peça "Relax... It's Sex", escrita e dirigida por Maya.
À época, Silva trabalhava numa prestadora de serviços de iluminação para a peça. Segundo o técnico, o diretor ficou furioso porque houve um erro ao iluminar um ator durante a peça.
"Foi uma longa batalha para que o ato racista de uma pessoa importante como o senhor Wolf Maya não ficasse impune. São quase 11 anos, mas nunca desistimos de demonstrar que ninguém tem o direito de discriminar o outro", disse o advogado Sinvaldo José Firmo, do Instituto do Negro Padre Batista, que auxiliou o técnico.
Após o técnico ter denunciado o caso, Maya moveu uma ação na área cível por danos morais e pediu indenização de R$ 100. O diretor alegou que a acusação prejudicou sua imagem.
Em maio de 2010, o juiz Gilberto Luiz C. Franceschini, da 6ª Vara Cível de Campinas, julgou improcedente o pedido de Maya e o condenou a pagar as custas processuais, no valor de R$ 2.000. Maya também já recorreu dessa decisão da Justiça.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0906201120.htm - 09/06/2011

Mercado de Trabalho

                                              APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 09/06/2011

                                                             Vitória Bernardes e a equipe da ONG Rumo Norte

Políticas públicas não parecem faltar quando o assunto é inclusão de portadores de deficiência no mercado de trabalho. Porém, o cenário aparentemente promissor mascara a realidade dos fatos, indicam pesquisas. Somente 5% das pessoas com deficiência estão incluídas no mercado de trabalho formal. Para especialistas, o problema é de cunho social. Segundo dados do Censo 2010, 15% da população brasileira é formada de pessoas com deficiência e somente 5% delas estão empregadas, segundo Vinícius Gaspar Garcia, economista, doutor e portador de lesão medular.

Em sua tese de doutorado pela Unicamp, Pessoas com deficiência e Mercado de Trabalho – Histórico e Contexto Contemporâneo, ele observou que apesar dos avanços na lei, a participação de pessoas com deficiência em trabalhos formais ainda é baixa. Nos últimos anos, diversas ações legislativas prometiam facilitar o ingresso de portadores de necessidades especiais no mercado.

Alguns exemplos são a Lei de Cotas, que estabelece que qualquer empresa acima de 100 funcionários deve ter entre 2% e 5% de trabalhadores portadores de deficiência, investimento em tecnologias voltadas para a melhoria da acessibilidade na educação e até Benefício de Prestação Continuada (BCP), programa que atende pessoas com deficiência de baixa renda. Porém, de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), de 2007 para 2009 o número de contratações de profissionais com deficiência diminuiu em torno de 17%.

Levando em conta a faixa etária considerada produtiva, que vai de 15 a 59 anos, Garcia chegou a conclusão de que haveria cerca de 6 milhões de pessoas nestas condições no Brasil. Vitória Bernardes, 24 anos, já fez parte das estatísticas. Com 16, a porto-alegrense foi vítima de bala perdida e se tornou tetraplégica. Em 2008, recém-formada em psicologia pela PUC-RS Vitória sentiu dificuldade na hora de ingressar de vez na sua profissão.

“Logo que saí da faculdade, pensei que seria fácil conseguir um emprego, até por causa da Lei de Cotas. Para minha decepção, deparei com uma realidade muito incoerente e contrária a isso. Para as empresas, o que conta na hora de contratar uma pessoa com deficiência não é a qualificação e sim o quão menos deficiente ela é. Muitas vezes ouvi que o que impedia minha contratação era a falta de acessibilidade”, disse.

Atualmente, trabalhando na ONG Rumo Norte, que auxilia pessoas com deficiência a conseguir vagas profissionais, Vitória percebeu que o problema é uma questão social. “Nossa maior dificuldade na ONG é de empregar pessoas de nível superior, pois vagas especializadas não são ‘confiadas’ a pessoas com deficiência”, explica.

A psicóloga ainda destaca que o preconceito é outra grande questão, e ocorre devido a falta de informação e principalmente de convivência. “Nossa cultura está muito atrelada a caridade. É necessário compreender que a deficiência é apenas uma característica que precisa de adaptação, mas que não minimiza a qualificação do portador”, diz.

O empresário Marcelo Borges Rodrigues, 23 anos, começou em 2007 a investir em um projeto que tem como objetivo recrutar profissionais portadores de necessidades especiais e qualificados. A Egalitê Recursos Humanos Especiais, do Rio Grande do Sul, visa a inclusão de pessoas com deficiência e seu diferencial é a preparação feita dentro da empresa empregadora, justamente para evitar visões preconceituosas.

“Nós temos duas frentes de clientes – os corporativos, que precisam organizar suas empresas para esse processo e as pessoas com deficiência, que auxiliamos em buscar oportunidades de emprego gratuitamente. Depois do recrutamento de pessoas com deficiência, atuamos como elo na relação entre os chefes e os contratados. Ou seja, trabalhamos também dentro do espaço empregador para preparar a acessibilidade, que é uma questão essencial para que um projeto inclusivo seja completo”, afirma o jovem empreendedor, destacando que isso engloba a parte física de acesso, mas principalmente a humana, que visa a preparar chefes e colegas de trabalho.

A empresa ganhou no ano de 2009 o prêmio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Ministério da Ciência e Tecnologia como empresa jovem mais inovadora do Brasil. “O problema é que enxergam as pessoas com deficiência como um prejuízo para a economia da organização, pelo fato de terem que investir em acessibilidade. Mas isso deveria ser considerado um lucro”, fala.

Para Vitória, além de acesso ser lei, isso ainda é rentável para a instituição. “Acessibilidade é lei, porém pouco fiscalizada. Muitas vezes se pensa que para tornar um local seguro é necessário montar uma grande estrutura e, mesmo se fosse verdade, falta compreender que isto facilitaria a vida de todos. A expectativa de vida aumenta cada vez mais e grande parte dos consumidores são idosos. Ou seja, tornar um local acessível é até rentável”, afirma.

Outras questões apontadas na tese de doutorado de Garcia foram a falta de fiscalização da Lei de Cotas e a aposentadoria por invalidez, uma política pública que acaba por estimular o desemprego. “Na aposentadoria por invalidez, a pessoa tem que atestar sua incapacidade para o trabalho e então passa a receber uma quantia do governo. Mas para isso ela não pode voltar a exercer funções formais, a não ser que abra mão do benefício”, explica.

Para o economista, a mudança desta realidade se encontra em cinco aspectos essenciais: a ampliação do conhecimento público sobre pessoas com deficiências; melhorias na legislação e políticas públicas; inclusão escolar e profissional, o que garantiria qualificação; investimentos em acessibilidade e nova forma de pensar a temática do deficiente na sociedade, acabando com estigmas como a visão que uma pessoa com deficiência é digna de pena.

Fonte: Portal Terra (07/06/11)

quarta-feira, 8 de junho de 2011

FOTOS DE UMA GUERREIRA !

E tem gente que ainda se preocupa em ter cada vez mais ..pra que me digam ... se o necessário já é suficiente.... tenhamos paz interior olhe o que isso vale...

Isto sim, é uma lição de vida. E ainda há quem se lamenta por coisas insignificantes!

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 08/06/2011

Qian HongYan - ela perdeu as pernas num acidente

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a familia dela na China é pobre e não têm os meios para comprar as pernas prosteticas, então ela usa uma bola de basket para ajudá-la a movimentar-se
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Qian usa dois apoios de madeira, ela nunca se queixa, mesmo que ela ja tenha gasto seis bolas de basket-
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ela vai as aulas
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ela está sempre com um sorriso


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sempre a sorrir

sempre animada

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sempre positiva
com a tua ajuda, ela vai poder ter um par de pernas protéticas
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Seja grato por tudo que tens!!!!

Inscrições abertas para 3º Concurso Moda Inclusiva

Podem participar estudantes matriculados em instituição de ensino superior ou escola técnica, ou profissionais formados na área de Moda.
da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 08/06/2011


Está aberto o período para as Inscrições do 3º Concurso Moda Inclusiva. Até o dia 15 de julho de 2011, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência recebe inscrições. O concurso tem o objetivo de contribuir para uma sociedade mais justa e inclusiva, na qual todos tenham acesso igualitário aos produtos, bens e serviços disponíveis. A finalidade do concurso é promover importante debate sobre moda diferenciada, além de incentivar o surgimento de novas soluções e propostas em relação ao vestuário para as pessoas com deficiência.

O Concurso Moda Inclusiva, realizado pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, foi o primeiro realizado no Brasil e, segundo pesquisas, também inédito no âmbito internacional nesse formato. A primeira edição foi na sede da Secretaria, em 2009, e a segunda, no Museu da Língua Portuguesa, em 2010, ambos em São Paulo.

A Comissão Julgadora selecionará os 20 melhores trabalhos, que participarão da segunda fase do concurso. Os 20 looks selecionados pela Comissão Julgadora serão apresentados ao Corpo de Jurados no momento do desfile. Os critérios pelos quais os trabalhos serão avaliados são:

(I) adequação ao tema;

(II) pesquisa, desenvolvimento e inovação;

(III) criatividade;

(IV) estilo e linguagem de moda; e

(V) ficha técnica.

O projeto Moda Inclusiva estimulou a criatividade de vários grupos, entre estudantes, professores e pessoas com deficiência, além de fomentar um mercado com foco na ergonomia e estender a questão da deficiência para diversos setores da sociedade, propondo uma reflexão comportamental, bem como uma moda influenciada pela diversidade com design inspirado na ótica do Desenho Universal. O Desenho Universal é uma resposta ao movimento da sociedade, que busca eficiência e funcionalidade para todos os indivíduos ao longo dos ciclos da vida, um fator decisivo quando o objetivo é a construção de uma sociedade para todos que prioriza a eliminação de barreiras arquitetônicas, ambientais e estéticas.

Inscrições

Podem participar estudantes matriculados em instituição de ensino superior ou escola técnica, ou profissionais formados na área de Moda. Cada participante poderá concorrer com apenas um número de inscrição, que lhe dará direito apresentar até três trabalhos (looks).

Para concorrer, os participantes deverão preencher a ficha de inscrição no hotsite: http://www.sedpcd.sp.gov.br/modainclusiva/inscricao.php e enviar um "look" (croqui e ficha técnica) para a sede da Secretaria (Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564, portão 10, Barra Funda - São Paulo - SP - CEP: 01156.001).

Agenda 3º Concurso Moda Inclusiva

Inscrições para o concurso: até 15/07/2011
Entrega dos trabalhos: até 25/07/2011
Divulgação dos 20 finalistas selecionados: 01/08/2011
Realização do desfile: Local e Data serão informados em breve. Aguarde.

Fonte: Secretaria dos Direitos das Pessoas com Deficiência
São Paulo - SP, 07/06/2011 - Imagem Internet

Acesso negado

Três prédios que representam os pilares da educação, cultura e lazer de Rio Preto não dispõem de mecanismos que garantam às pessoas com deficiência o direito inalienável de entrar e sair.
Nany Fadil

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 08/06/2011


Ausência de rampas de acesso, falta de banheiros adaptados, calçadas destruídas. Esses foram alguns dos obstáculos encontrados pelo BOM DIA ao visitar três prédios públicos de Rio Preto para avaliar se a lei de acessibilidade a portadores de deficiência física é cumprida pela administração municipal.

Com deficiência física, a vereadora Alessandra Trigo (PSDB), a convite do BOM DIA, foi aos prédios da Secretaria de Educação, da Casa de Cultura e ao ginásio Antonio Natalone.

Sem ajuda, Alessandra não teria conseguido acesso a nenhum deles. Na Secretaria de Educação, o problema começa antes de o início da calçada. Não há rampa próxima à vaga para deficientes. “Não consigo subir”, disse a vereadora, ao tentar ir para a calçada pela guia rebaixada.

Com a ajuda da assessora Michele Aguiar, na Secretaria da Educação Alessandra conseguiu chegar ao local de atendimento ao público depois de 12 minutos.

Na Casa de Cultura Dinorath do Valle, a vereadora não teria entrado sozinha. Após novamente ser ajudada por Michele, Alessandra chegou ao prédio, mas se quisesse ir até ao anfiteatro, não teria conseguido.
No começo do mandato, a vereadora tentou participar de uma audiência pública realizada no prédio, mas teve de ir embora.

“Era para debater se manteria ou não a Redentora como zona 1. Para chegar ao auditório, que fica no piso superior, é necessário vencer dois lances de escada com 18 degraus cada.”

A Casa de Cultura promove cursos frequentados por crianças com algum tipo de deficiência física. Entretanto, se um cadeirante quiser usar o banheiro, não conseguirá.

No Ginásio de Esportes Antonio Natalone os problemas se repetem, mas com um agravante. Em atendimento a um requerimento feito pela vereadora, logo na entrada foi construída uma rampa de acesso para deficientes físicos, impossível de ser usada. “É tão ingrime que se eu tentar descer vou parar na lua. Sinto muito que esse seja o resultado de um requerimento feito por mim.”

Em nenhum dos três espaços públicos há banheiro adaptado para deficientes.

Adequações /O prédio da Prefeitura de Rio Preto e da Câmara Municipal estão entre os que foram reformados e possuem acessibilidade aos deficientes físicos.

Contudo, as reformas na Câmara não atendem às especificações da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). A rampa de acesso, por exemplo, é acarpetada, e o banheiro também está fora das determinações.

Além das dificuldades nos prédios, a conservação das calçadas da cidade é um obstáculo. “Eu me sinto mais segura andando na rua”, afirmou a presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência Física, Márcia Gori.

Creche não oferece acesso a aluno especial

A creche Pinóchio, que fica no bairro São Francisco, em Rio Preto, atende aluno com necessidade especial, mas não recebeu as mudanças para que o acesso da criança seja feito. As professoras que ficam responsáveis por isso.

Prazo para município se adequar terminou em 2008

As administrações municipal, estadual e federal tiveram até o final de 2008 para adaptar todos os prédios de uso público já existentes, conforme o decreto presidencial 5296, de 2004. Mesmo com o prazo dado pelo governo federal, em muitos dos casos as reformas não vieram. A Prefeitura de Rio Preto foi questionada sobre cada local visitado pela vereadora Alessandra Trigo.

A resposta foi apenas de que os prédios públicos dependem do orçamento de cada secretaria previsto para o ano. E que todos os prédios novos são construídos dentro das especificações exigidas por lei.

Enquanto isso, o projeto de se tornar pequena empresária foi engavetado pela aposentada Angela Carvalho, 55 anos.

Ela chegou a alugar uma “portinha”, pintar e comprar artesanato e bijuterias que pretendia vender. No total, investiu R$ 10 mil.

Ao tentar regularizar a situação na Prefeitura de Rio Preto, descobriu que não tinha condições de levar adiante o projeto.

“Disseram que eu teria de reformar o local, colocar rampas de acesso e banheiro. Mas lá é tão pequeno que não caberia um banheiro adaptado.”

Quando o empresário vai pedir à prefeitura renovação ou alvará de funcionamento do estabelecimento, só consegue se tiver feito as adaptações, inviabilizando muitos dos futuros empreendimentos.

Fonte: Rede Bom Dia - Rio Preto - SP, 07/06/2011 - Imagem Internet

Pessoas com deficiência participam de Dia da Cidadania Especial, em Curitiba

Foram oferecidos diversos serviços municipais e estaduais para pessoas com deficiência, além de atividades recreativas para a população.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 08/06/2011

O prefeito Luciano Ducci participou da abertura do 3º Dia da Cidadania Especial, na manhã deste sábado (4), no Parque Barigui, em Curitiba (PR)Site externo.. Até as 17h foram oferecidos diversos serviços municipais e estaduais para pessoas com deficiência, além de atividades recreativas para a população.

“Hoje é um dia especial para a cidade. Ao longo dos últimos anos temos priorizado a inclusão das pessoas com deficiência e a promoção da cidadania. Neste evento estão sendo prestados vários serviços para a população”, afirmou o prefeito Luciano Ducci.

Cerca de 3 mil pessoas com deficiência foram atendidas neste sábado durante o Dia da Cidadania Especial. Contando familiares e amigos, a expectativa é que 5 mil pessoas passem ao longo do dia pelo evento.

Entre os serviços estão orientação para emissão de carteira de trabalho, oficinas socioeducativas da Fundação de Ação Social (FAS), informações sobre prevenção ao uso de drogas, exames de glicemia e diabetes, orientações sobre tributos municipais e cadastramento nos Armazéns da Família, entre outros.

Ao longo do dia haverá show com bandas musicais. Quem passou pelo Parque Barigui também pode fazer atividades esportivas oferecidas no local. Márcia Santos Vieira, moradora do Mossunguê, levou a filha Ana Suelen, de 17 anos, para participar do Dia da Cidadania Especial.

“É bom a Prefeitura realizar um evento como esse para dar mais oportunidades para pessoas com deficiência. Vamos aproveitar bem o dia, passear, fazer as atividades de lazer e ver os shows”, disse Márcia.

“Curitiba mais uma vez está de parabéns e dá exemplo por oportunizar vários serviços num mesmo local para pessoas com deficiência”, afirmou o secretário municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Irajá de Brito Vaz.

Acessibilidade

O prefeito caminhou pelas barracas e viu de perto os serviços oferecidos para a população. Luciano Ducci conversou com várias pessoas e ouviu pedidos e elogios à cidade. Mara Solange Pepplow Purcote falou com o prefeito sobre a instalação de uma rampa de acesso na Escola Municipal Caramuru, no bairro Cabral.

“Meu filho é cadeirante e com uma rampa o acesso à sala de aula ficaria bem mais fácil”, explicou Mara. O prefeito anotou a sugestão e explicou que irá resolver a situação. “Vou cobrar a instalação dessa rampa”, garantiu Luciano Ducci. Gustavo Moreira, morador do Boqueirão, também conversou com o prefeito e elogiou o Ligeirão.

“Nossa cidade está linda prefeito. Gostei do ônibus novo no Boqueirão”. “Vai vir mais Ligeirão circulando pela cidade”, disse Luciano Ducci.

O vice-governador do Estado, Flávio Arns, e os vereadores João Claudio Derosso, presidente da Câmara, Felipe Braga Cortes e Zé Maria também participaram da abertura do Dia da Cidadania Especial.

Fonte: http://www.curitiba.pr.gov.br/Site externo.

Apae-SP completa 50 anos com inclusão de 900

Apae vai investir em cursos profissionalizantes que permitam às pessoas com deficiência intelectual escolher uma carreira ou área de atuação.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 08/06/2011
O número de pessoas com deficiência intelectual inseridas no mercado de trabalho é muito baixo, mas se depender do trabalho da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de São PauloSite externo., essa realidade mudará. Ao completar 50 anos em 2011, a entidade evolui com os novos conceitos de inclusão social e no mercado de trabalho e procura garantir autonomia e protagonismo dos sujeitos com deficiência intelectual, criando cursos profisisonalizantes em áreas diversas e para treinamento.

A associação sempre tratou as pessoas com deficiência intelectual como capazes de produzir. Antes de existir a cultura de inclusão no mercado de trabalho, algo recente no mundo e especialmente no Brasil, a Apae já oferecia oficinas para inserção no mercado de trabalho, lembra Marília Costa Dias, coodernadora de formação da Apae-SP. Mas depois de 2003, as iniciativas se multiplicaram e foram aperfeiçoadas.

Durante os sete anos de realização do serviço de inclusão profissional, a Apae formou 2440 pessoas e 907 foram inseridas no mercado formal. Também neste período, a organização firmou parcerias com 50 empresas. "Temos uma equipe que visita as empresas. Fazemos um serviço customizado no qual identificamos postos de trabalho para pessoas com deficiência intelectual, fazemos palestras de sensibilização e acompanhamos os contratados por cerca de um ano", explica Marília.

Segundo ela, as empresas precisam flexibilizar algumas vagas, buscar uma pessoa para dar suporte ao deficiente intelectual e encontrar caminhos para inclusão no processo produtivo.

A entidade, no entanto, ainda encontra resistência a iniciativas como essa, mas acredita que este cenário mudando. Um dado da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2009 referente ao Estado de São Paulo mostra que a inclusão de pessoas com deficiência intelectual no mercado de trabalho cresceu 4,55% nos últimos dois anos e meio. "Temos tido reconhecimento da capacidade produtiva dessas pessoas", aponta Marília.

Ela lembra, por exemplo, que uma empresa de alimentação ficou muito satisfeita com a contratação de uma pessoa com deficiência intelectual para controlar o uso dos equipamento de higiene necessários para a manipulação de alimentos. "Ela não deixava passar nada. As pessoas com deficiência intelectual são muito cumpridoras daquilo que lhes pedem se entenderem a importância. Além disso, têm facilidade de relacionamento com os demais funcionários, o que pode ajudar em alguns cargos."

Mesmo com o sucesso de seu projeto de inserção no mercado formal, a Apae quer agora dar mais um passo e investir cada vez mais em cursos profissionalizantes que permitam às pessoas com deficiência intelectual escolher uma carreira ou área de atuação. "Assim como os demais jovens, eles pensam sobre o futuro e sobre o que querem fazer profissionalmente".

No mês passado, a Apae de São Paulo, com a Proseguir, inaugurou um centro de capacitação de serviços de Lavanderia Industrial e está montando outra pista de capacitação, na área da cozinha industrial, em parceria com a GRSA - Soluções em Alimentação em Serviços de SuporteSite externo..

Mas, segundo Marília, esses são apenas alguns exemplos de parcerias que a organização mantém com empresas, pois há muitas outras, para que seja possível seguir ofertando oportunidades aos atendidos.

Fonte: http://invertia.terra.com.br/terra-da-diversidadeSite externo.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Liberados recursos para adequar as escolas a alunos com deficiência

Ministério da Educação fornece 100 milhões de reais para que municípios tornem suas escolas acessíveis.
da Assessoria de Imprensa

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 07/06/2011

Apenas 20% das escolas públicas de educação básica atendem critérios de acessibilidade a estudantes com deficiência. Dados do Censo Escolar de 2010 apontam quase 500 mil desses estudantes matriculados em unidades de ensino regular. Para adequá-las às necessidades dos alunos, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) vai repassar recursos de R$ 100 milhões a 3.433 municípios.

Os recursos destinam-se, prioritariamente, à promoção da acessibilidade arquitetônica de 12.165 mil escolas públicas municipais, estaduais e do Distrito Federal. Podem ser aplicados, também, na aquisição de itens como cadeiras de rodas ou softwares específicos. “Trata-se de um apoio que a União oferece aos sistemas de ensino” disse a diretora de políticas de educação especial do Ministério da Educação, Martinha Clarete. “Apoio esse que está previsto em lei.”

A iniciativa tem o apoio do programa Escola Acessível. Este ano, serão atendidas as escolas que receberam sala de recursos multifuncionais em 2009 e registraram matrícula de estudantes com deficiência no Censo de 2010. Cada unidade de ensino pode receber recursos que vão de R$ 6 mil a R$ 9 mil, de acordo com o número de alunos. O dinheiro pode ser usado na aquisição de material para a construção de rampas, alargamento de portas, adequação de corredores, sanitários, bibliotecas e quadras de esportes. “Os estudantes com deficiência devem ter acesso a todas as dependências da escola”, ponderou a diretora.

A Escola Inclusiva faz parte do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), que reduz a burocracia na transferência de recursos. Para recebê-los, as escolas devem elaborar plano de ações, a ser submetido à aprovação das secretarias de educação, observados os critérios e normas gerais de acessibilidade nas obras.

O repasse de recursos pelo FNDE às unidades de ensino está normatizado na Resolução nº 27, de 2 de junho de 2011, publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 3, seção 1 página 51.

Fonte: Planeta Universitário - 06/06/2011 - Imagem Internet

Peça retrata a dificuldade de se aceitar um filho com síndrome de down

"O filho eterno" é baseado no livro que o premiado Cristovão Tezza escreveu sobre sua vivência pessoal.
Valmir Moratelli.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 07/06/2011

“Crianças com down são feias, baixinhas, como ogros de boca grande... O que me conforta é que não há velhos mongoloides. Eles morrem logo”. É com frases de natureza nua e crua que o personagem de “O filho eterno” vai destrinchando sua relação com o inesperado de sua paternidade.

O monólogo, adaptado do premiado livro do curitibano Cristovão Tezza, aborda a relação de um pai e seu filho, portador da síndrome de down. Nos quinze primeiros minutos, o personagem se comporta em uma euforia comum a quem, aos 28 anos de idade, vai saborear a missão de ser pai pela primeira vez.

Muito fiel ao relato pessoal que Tezza fez na literatura – o que lhe rendeu oito importantes prêmios, incluindo o Jabuti 2008 de melhor livro-, a peça desmascara o preconceito interior que, muitas vezes, não se tem coragem de levar à tona. “Não vejo como sendo uma peça que fala unicamente da síndrome de down, mas como não sabemos lidar com o que nos é diferente. A universalidade do livro está neste ponto, ao falar da dificuldade de aceitarmos o que não é como a gente queria que fosse”, explica Charles Fricks, ator que surpreende com suas mudanças de tempo em cena.

Dos olhos brilhantes dos primeiros minutos de encenação à consternação solitária no quarto da maternidade, ao lidar com a frieza dos médicos que lhe entregam a notícia, o personagem parece caminhar para a loucura. Frases apontadas como lanças afiadas são jogadas à plateia. “Não há mongoloides na história. Nem Dostoiévski comenta, este sempre atento aos humilhados e ofendidos”, compara o pai, sempre no limite entre a perplexidade e a tentativa de se segurar numa falsa normalidade de vida.

Em voz alta

Em cartaz a desde sexta-feira, 3 de junho, no Oi Futuro Flamengo - Rio de Janeiro, “O filho eterno” é uma montagem da Cia de Atores da Laura, com 18 anos de estrada. O diretor Daniel Herz defende o personagem. “Estas frases de impacto podem provocar reações diversas no público. No fundo, são pensamentos que não temos coragem de dizer em voz alta. Mas aos poucos ele aprende a lidar com isso e percebe o amor que tem pelo filho”, afirma.

Em tempos de bullying e campanhas pela tolerância com as minorias, a peça vem abrir mais uma ponte de diálogo quanto ao preconceito. O que a torna mais ácida e vil é o fato de que os personagens se encontram todos no seio familiar, o primeiro núcleo social de uma criança e, por isso mesmo, onde ela deveria estar protegida dos olhos em chamas do mundo.

“O filho eterno” tem uma dinâmica bem direta. Não basta guardar o preconceito para si, mas fazê-lo diluir em compreensão da vida.

Fonte: IG - Rio de Janeiro - RJ, 06/06/2011 - Imagem Internet

Pessoas com deficiência poderão ter preferência em causas judiciais e administrativas

Projeto de lei dá prioridade para processos tratem da deficiência de algum cidadão.
da Assessoria de Imprensa

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 07/06/2011

Causas judiciais e administrativas que tenham pessoas com deficiência como parte ou intervenientes poderão contar com prioridade de tramitação. Esse tratamento diferenciado é contemplado em projeto de lei (PLS 216/04) do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), aprovado em decisão terminativa , nesta quinta-feira, dia 2, pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

Ao apresentar parecer favorável à proposta, o relator, senador Eduardo Amorim (PSC-SE), optou por aproveitar o teor do substitutivo aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Assim, a concessão do benefício ficará condicionada às causas que tenham vinculação com a deficiência do interessado. Essa ressalva deve-se à necessidade de respeitar o princípio constitucional da isonomia.

Para viabilizar a concessão dessa preferência, o projeto altera a Lei nº 7.853/89, que trata do apoio e da integração social das pessoas com deficiência, e o Código de Processo Civil (Lei nº 5.869/73). Segundo assinalou Alvaro Dias na justificação do PLS 216/04, a Constituição de 1988 inovou ao institucionalizar a proteção especial do Estado às pessoas com deficiência.

A intenção era, acrescentou em seguida, garantir "tratamento prioritário e apropriado aos deficiêntes, para que lhes seja efetivamente assegurado o pleno exercício dos seus direitos individuais e sociais, bem como sua completa integração social".

Fonte: Agência Senado - 06/06/2011 - Imagem Internet