sábado, 25 de junho de 2011

Isenção de impostos sobre cadeira de rodas

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 25/06/2011

Os preço dos produtos para as pessoas com deficiência são na maioria das vezes muito caros, por isto falo que o governo deveria isentar estes produtos de impostos. Pesquisando na internet hoje, li no blog mão na roda que as cadeiras de rodas já são livres destes pesados impostos.


Todos os impostos que incidem sobre as cadeiras fabricadas no Brasil (IPI, o ICMS, o PIS e COFINS) foram zerados. E se a cadeira for importada, só é necessário pagar o II (imposto de importação), que é de 12% para cadeiras manuais e 2% para cadeiras motorizadas. Uma pena que mesmo assim os preços continuam salgados.

Abaixo está uma tabela mostrando cada imposto, sua alíquota e também um link com mais informações sobre as alíquotas/isenções.

As isenções são também para aparelhos ortopédicos, próteses e até almofadas antiescaras. Agora só falta o governo oferecer boas cadeiras pelo SUS.

Impostos incidentes, no Brasil, sobre cadeiras de rodas



<> 
Imposto
Alíquota
Mais informações
IPI
0%
ICMS
0%
PIS
  

COFINS
0%
II (cadeira manual)
12%
II (cadeira motorizada)
2%



Que o governo faça mais leis como está, que realmente beneficia quem precisa.

Fonte:http://fezago.blogspot.com/2011/06/httpmaonarodablogcombr20100602impostos.html

Criança com deficiência começa a virar prioridade na ONU

Por Patricia Almeida

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 25/06/2011

Sala de reunião com várias pessoas sentadas à volta da mesa e apresentação sendo projetada em tela, mostrando menina pequena com vestido azul.

Vários especialistas e defensores dos direitos das crianças com deficiência compareceram à sede da ONU em Nova York na última sexta-feira(17/6) para discutir a promoção e proteção dos direitos destas crianças, que vem ganhando lugar de destaque na agenda das Nações Unidas.

O encontro foi organizado pela Delegação da União Europeia(UE) para a ONU, Missão Permanente do Uruguai junto à ONU, UNICEF, e Departamento da ONU de Assuntos Econômicos e Sociais.

O Chefe em exercício da delegação da UE para ONU, Pedro Serrano, destacou que deficiência será o tema principal proposto na resolução sobre os direitos da criança na próxima Assembléia Geral das Nações Unidas, o que constitui um passo importante na direção da implementação dos direitos das crianças com deficiência.

“Espero que esta resolução ajude todos os estados membros a entender melhor as necessidades das crianças com deficiência e as opções políticas para atendê-las, a fim de produzir um impacto real na prática”, disse ele, que também afirmou o compromisso da União Europeia para o progresso das medidas.

Orientação estratégica

Vladimir Cuk, Diretor de Desenvolvimento dos Direitos Humanos da Aliança Internacional da Deficiência (IDA), começou sua exposição falando sobre a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência(CDPD), adotada pela ONU em 2006, ratificada até agora por 101 países. Disse que o tratado traz as diretrizes estratégicas para a realização dos direitos de todas as crianças com deficiência, reconhecendo que o foco deve ser colocado em seu direito inerente a uma vida livre de discriminação, e receber proteção em grau de igualdade com as demais crianças, incluindo o acesso à educação e à participação plena.

Falando sobre as principais barreiras que as crianças com deficiência enfrentam no dia a dia, o representante da IDA cobrou dos estados partes medidas imediatas contra a discriminação e para garantir pelo menos um mínimo de acessibilidade.

Cuk defendeu ainda a necessidade de mais ampla sensibilização para a questão dos direitos das crianças com deficiência, formação adequada de quadros de profissionais, acessibilidade na comunidade, além de garantia de serviços inclusivos.

O representante da IDA observou que a percepção de que as crianças com deficiência precisariam ter a sorte de nascer em uma comunidade com serviços e apoio adequados estava errada. Para ele, isso “não pode ser uma questão de sorte. “Remover barreiras e aumentar o apoio e a conscientização, bem como proporcionar educação inclusiva, reduz a pressão sobre a família e a criança”, frisou.

De acordo com Cuk é fundamental envolver as famílias para que conheçam os direitos de seus filhos e ganhem maior confiança: “É comum ouvir dos pais que é difícil ter um filho com deficiência, quando o difícil não é ter o filho, mas ter que lutar por transporte, escola e médicos para ele”.

Maior risco de abuso

Marta Santos Pais, representante especial do Secretário-Geral da ONU para assuntos sobre violência contra crianças afirmou que, junto com a Convenção sobre os Direitos das Crianças, a CDPD é um instrumento fundamental, porque adotando-a os estados não precisam reinventar a roda em matéria de legislação. Ela também destacou como extremamente positivo o fato da União Européia ter ratificado o tratado e estar trabalhando para implementá-lo.

Segundo a representante, crianças com deficiência estão em séria desvantagem pois muitas vezes são vistas como um castigo e um fardo, havendo famílias que têm vergonha delas e que as esconde. Por outro lado, muitas famílias não recebem qualquer apoio e várias crianças terminam em instituições de caridade ou acabam nas ruas mendigando. Embora haja poucos estudos a respeito, sabe-se que estas crianças correm maior risco de abuso. Situações extremas incluem a exploração sexual, tortura e até magia negra.

A falta de dados e pesquisas, segundo ela, é devido à invisibilidade das crianças com deficiência e à indiferença da sociedade. Afirmando a urgência de investir na sensibilização e informação, inclusive em pesquisas, Marta Santos Pais alerta também para a necessidade de criar mecanismos amigáveis e acessíveis para coletar as denúncias: “Quando os incidentes de violência ocorrem, as crianças não sabem para onde ir e para quem ligar para pedir conselhos e apoio”, disse ela. “Para as crianças com deficiência, esses desafios são claramente maiores. Se ela for cega, por exemplo, como identificar seu agressor?”

Para ela, o enfoque que será dado à questão durante a próxima Assembleia Geral da ONU será uma oportunidade sem precedentes de chamar a atenção para o assunto.

Corinna Csáky, Conselheira de Proteção Infantil da Save the Children do Reino Unido, prosseguiu com o tema, abordando a questão da violência sexual contra crianças com deficiência.

“Mesmo nos lugares mais desenvolvidos, as crianças com deficiência são sete vezes mais propensas a sofrer abusos do que crianças não-deficientes”, disse ela. “Envolto em tabus e longe de ser uma prioridade política, muito pouca pesquisa tem sido feita sobre este assunto.”

Csáky compartilhou um estudo feito pela Save the Children em colaboração com a Handicap International, intitulado “Out from the Shadows”, que visa lançar luz sobre a questão pouco estudada de violência sexual contra crianças com deficiência e fazer recomendações sobre como enfrentar o problema.

Das sombras

O Diretor de Política e Prática do UNICEF Richard Morgan, reiterou a necessidade de produção de maior número de relatórios que sejam mais abrangentes sobre as crianças com deficiência, a quem se referiu como as mais estigmatizadas e excluídas de todas as crianças do mundo.

“É por causa de seu nível de exclusão que não temos dados confiáveis sobre o número de crianças com deficiência ou onde encontrá-las”, disse ele. “Melhorar a disponibilidade de dados sobre crianças com deficiência deve ser uma prioridade.”

Ele disse que a UNICEF estava dando prioridade ao assunto, tendo contratado a brasileira Rosangela Berman-Bieler para o cargo de assessora sênior sobre crianças com deficiência. Ativista de longa data dos direitos das pessoas com deficiência no Brasil e internacionalmente, Rosangela Berman-Bieler vem orientando os escritórios do UNICEF em todo o mundo sobre a questão.

Concluindo o evento, Lilian Silveira, Representante Permanente Adjunto do Uruguai na ONU, expressou a esperança de que o painel de discussão ajude os participantes a compreender melhor as suas obrigações e compromissos em matéria de crianças com deficiência.

Fonte: UNICEF e Inclusive

Uma reflexão sobre acessibilidade e inclusão

O tema acessibilidade parece ser ainda controverso, ou seja, há muitas perspectivas de julgamento sobre uma obra ser ou não acessível.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 25/06/2011


O tema acessibilidade parece ser ainda controverso, ou seja, há muitas perspectivas de julgamento sobre uma obra ser ou não acessível. Começo com um exemplo simples, recente, público. Ao assistir a um vídeo que tratava sobre educação, no You Tube, reclamei ao responsável pela postagem, dizendo-lhe que o vídeo não era acessível e a resposta dada iniciou com uma pergunta “acessível para quem?”.
Tenho que concordar: aquele vídeo era acessível para pessoas alfabetizadas em Libras, para essas era, somente para elas. Mesmo as pessoas sem deficiência visual que não soubessem Libras, não poderiam aproveitar nada, pois não havia legenda em língua portuguesa com a transcrição das falas. O pseudo público-alvo era os surdos. Por que pseudogrupo? Porque mesmo dentro do grupo dos surdos houve uma parcela de pessoas que não teve acesso ao seu conteúdo pelo simples fato de não serem usuários de Libras.

Apesar disso, o responsável pela postagem julgava que o vídeo era acessível aos surdos. Claro, dentro de seu limitado conceito de quem são os surdos, dos quais se julgava ser porta-voz, surdo é aquele que domina Libras. Se adotarmos esse princípio, em outro contexto poderíamos dizer que pessoas analfabetas não poderiam ser computadas como pessoas porque não dominam a língua portuguesa. Nenhum língua é propriedade de ninguém, de nenhum povo. As pessoas são usuárias da língua, não proprietárias.

Evidentemente que as pessoas com deficiência visual nem foram lembradas como possíveis interessadas naquele vídeo, já que não existe absolutamente nenhum áudio. E o que falar de pessoas com deficiência intelectual, dislexia e outras pessoas como eu que, mesmo sem deficiências, não dominam a Libras?

E assim, cada dia mais se evidencia a exclusão e, como se pode perceber, às vezes a exclusão ocorre dentro do próprio grupo de excluídos. Está na hora de os surdos reverem sua posição sobre as diferentes formas de comunicação humana (acredito que os surdos ainda fazem parte da humanidade) e, em particular, percebam que ninguém é dono de uma língua, ou seja, tão certo como o inglês não pertence aos britânicos ou o castelhano ao povo de Castilha, a língua de sinais não pertence ao povo surdo. A língua não é propriedade de nenhuma academia de letras, nenhuma língua é.

Está na hora de ficar claro que nem todos os surdos nasceram assim, que muitos que nasceram com surdez, por diferentes caminhos, voltaram a ouvir; que muitos emudeceram, mas outros se comunicam oralmente sem maiores dificuldades; que entre os brasileiros há analfabetos da língua portuguesa; da mesma forma, entre os surdos, há muitos que desconhecem a Libras e muitos que a dominam sem jamais terem sido surdos. Está na hora de os surdos se conhecerem melhor, de incluir-se a si mesmos em seu grupo.

Imaginemos o seu Zé, de 75 anos, que teve um acidente há um ano e perdeu totalmente a audição. Será que um dia vai ser reconhecido como surdo? E dona Joana, que tem mais idade, tem tendinite e osteoporose e teve o mesmo problema? Vamos querer que aprenda e use Libras? Ou será considerada uma falsa surda? Será considerada nas estatísticas ou descartada como irrelevante?

Porém, se essa limitação no entendimento de o que seja acessibilidade num vídeo silencioso e sem legendas, no qual as pessoas se comunicam em Libras ficasse apenas no âmbito de um grupo de pessoas que luta por causa própria (a defesa da Libras), estaria entendido e até justificado. Entretanto, quando essa ideia limitada passa para grupos que levam o nome da acessibilidade em seu título, o assunto parece carecer de melhor referencial teórico.Muitos pensam que:

É impossível conceber uma única versão de conteúdo da web que seja igualmente compreensível por completo por todas categorias de deficiências, ou até mesmo dentro do espectro das deficiências cognitivas. O conceito de um formato verdadeiramente universal soa como uma idéia maravilhosa, mas é inatingível. Ainda assim, é possível a criação de conteúdo web que se aproxime do ideal do design universal, mesmo que não muito bem sucedida no sentido absoluto. (DEFICIÊNCIA, 2011).

O autor do texto acima usa palavras que evocam o “ideal” e a “plenitude”. Evidentemente, situações perfeitas não são para os humanos, são para os deuses. Desta forma, afirmar que nenhum conteúdo será acessível idealmente para todos é, no mínimo, desnecessário. Logicamente, se a pessoa não tiver um computador disponível não poderá acessar esse conteúdo, se não tiver energia elétrica não poderá acessar esse conteúdo, se não tiver um sistema operacional, um browser e todas as condições que lhe permitam acessar o conteúdo ela não conseguirá acessá-lo. Por acaso isso é diferente para algum de nós, é diferente para uma pessoa sem deficiência? Todos dependeremos de um design que nos permita acessibilidade e, aqui, design nada tem a ver com cores e flores numa página web. Ora, se um conteúdo pode ser acessado apenas com uma senha, então ele é inacessível para aqueles que não a tenham, trata-se, pois, de uma barreira.

A Lei 10.098/2000 garante às pessoas com deficiência o direito à acessibilidade, definida no item I do artigo 2º como:

Condição para utilização, com segurança e autonomia, total ou assistida, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos serviços de transporte e dos dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação, por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida. (BRASIL, 2000)

Igualmente, o mesmo artigo no item II deixa claro que barreiras são “qualquer entrave ou obstáculo que limite ou impeça o acesso, a liberdade de movimento e a circulação com segurança das pessoas” e podem ser classificadas em diversos grupos, entre os quais a “barreira nas comunicações” que se refere a “qualquer entrave ou obstáculo que dificulte ou impossibilite a expressão ou o recebimento de mensagens por intermédio dos meios ou sistemas de comunicação, sejam ou não de massa” (BRASIL, 2000).

Não estamos no mundo do ideal, estamos no mundo do real. Não se buscam atitudes de perfeição, mas atitudes coerentes com a cultura de inclusão, com os princípios de inclusão. Esses princípios foram definidos por diversos estudiosos, a partir de pesquisas tanto com o público consumidor como com desenvolvedores, pesquisadores e gestores.

Na Convenção da ONU de 2006, que tratou sobre as pessoas com deficiência, ficou claro que é necessário:

Realizar ou promover a pesquisa e o desenvolvimento de produtos, serviços, equipamentos e instalações com desenho universal, conforme definidos no Artigo 2 da presente Convenção, que exijam o mínimo possível de adaptação e cujo custo seja o menor possível, destinados a atender às necessidades específicas de pessoas com deficiência, a promover sua disponibilidade e seu uso e a promover o desenho universal quando da elaboração de normas e diretrizes. (BRASIL, 2007).

O Brasil, como membro e signatário, compromete-se em:

Realizar ou promover a pesquisa e o desenvolvimento, bem como a disponibilidade e o emprego de novas tecnologias, inclusive as tecnologias da informação e comunicação, ajudas técnicas para locomoção, dispositivos e tecnologias assistivas, adequados a pessoas com deficiência, dando prioridade a tecnologias de custo acessível. (BRASIL, 2007).

Assim, seria de esperar que entidades que trabalham e divulgam temas de acessibilidade e inclusão estivessem preocupadas em ampliar sua visão ou, pelo menos, assumir sua limitação sem apresentar desculpas sem fundamento.

As emissoras de televisão durante anos vêm alegando o alto custo da inclusão do recurso da audiodescrição em sua grade de programação. A mesma alegação foi dada por um canal de televisão disponível na web ao lançar uma série de programas sobre acessibilidade e inclusão, limitando-se a inserir uma pequena janela de Libras nas reportagens. Sobre a ausência de legenda com a transcrição das falas, a alegação foi o custo desse trabalho.

Entretanto, o mesmo grupo, que num bloco de vídeos divulgados não trazia a audiodescrição, posteriormente divulgou os mesmos vídeos, mas agora incluindo o recurso de acessibilidade para cegos e outros que possam se beneficiar dele. O que preocupa é que em lugar de avançar, a atitude foi de retrocesso, já que anteriormente esse mesmo canal divulgava vídeos com legendas.

Prática semelhante foi adotada por outro canal de televisão que disponibilizou seu material na web com uma série de reportagens feitas na ReaTech 2011. Também eles duplicaram o número de vídeos: uma série sem audiodescrição e uma outra série com os mesmos vídeos com audiodescrição. Essa prática é de trabalho dobrado, ocupa espaços em servidores, separa os usuários e, assim, as discussões e comentários dos vídeos. Tudo isso está longe de enquadrar-se no desenho universal e na política de inclusão e acessibilidade legalmente regulamentada.

A legislação, o desenho universal, a praticidade, a economia e até mesmo o sempre questionável bom senso indicam que todos devem compartilhar do mesmo espaço e dos mesmos produtos, cada um com suas características, a seu modo. Orientam que se devem eliminar as barreiras existentes em um produto e permitir o seu acesso a todos. Em nenhum lugar se orienta que se deva criar outro produto para dar acesso a outras pessoas. Se os criadores dos vídeos dos canais citados fossem arquitetos, por acaso construiriam um edifício com escadas e outro edifício com rampas? Um edifício para andantes e outro para cadeirantes?

É curioso, porém, que nos vídeos desses dois canais de televisão a janela de Libras esteja presente nas duas versões. Por que, então, não terem feito apenas um vídeo com a Libras, com a legenda (que nesses dois canais não existe e parece que não pretendem incluir) e com a audiodescrição?

E se apesar de todos os esforços ainda não é possível que tudo esteja acessível a todos, comecemos a eliminar as barreiras das atitudes e, pois isso, ainda podemos.

As barreiras atitudinais, portanto, partem de uma predisposição negativa, de um julgamento depreciativo em relação às pessoas com deficiência, sendo sua manifestação a grande responsável pela falta de acesso e à conseqüente exclusão e marginalização social vivenciada por todos os grupos vulneráveis, mais particularmente, por aquelas pessoas vulneráveis em função da deficiência. (LIMA et. al, 2010, 3)

O certo é que não basta incluir janela de Libras nos vídeos na web ou na televisão, é preciso considerar que há surdos que não usam Libras. É preciso incluir legendas com transcrição das falas. Acima de tudo, é preciso incluir todos os surdos dentro da cultura surda. Da mesma forma que homens, mulheres, crianças, amarelos, negros, brancos, ricos e pobres e outras tantas diferenças, juntas, formam a sociedade. Não basta incluir a audiodescrição no cinema, na televisão, no teatro, é preciso incluir a ideia de que isso não é favor, não é despesa, não é investimento, isso é respeito às diferenças.

Referências

BRASIL. Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência: Protocolo Facultativo à Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Tradução Oficial/Brasil, Brasília: Presidência da República Secretaria Especial dos Direitos Humanos Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, Setembro/2007. 48p.

BRASIL. Ministério das Comunicações. Lei 10.098 – de 19 de dezembro de 2000. Disponível em: . Acesso em: 23 abr. 2010.

DEFICIÊNCIA Visual versus Cognitiva. Disponível em . Acesso em: 28 mai. 2011.

LIMA, Francisco José de et al. Áudio-descrição: orientações para uma prática sem barreiras atitudinais. Disponível em: . Acesso em: 01 jun. 2010.

Sobre os autores

Elton Vergara Nunes
Possui graduação em Letras pela Universidade Federal de Pelotas (1997) , graduação em Superior de Teologia pelo Seminário Teológico da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (1988) e mestrado em Educação pela Universidade Federal de Pelotas (2002) . Atualmente é professor titular da Universidade Federal de Pelotas e Pesquisador da Universidade Federal de Santa Catarina. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Línguas Estrangeiras Modernas. Atuando principalmente nos seguintes temas: conhecimento, audiodescrição, tecnologia assistiva.

Gertrudes Aparecida Dandolini
Possui graduação em Matemática Licenciatura pela Universidade Federal de Santa Catarina (1992), mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (1997) e doutorado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (2000). Atualmente é professora Associada da Universidade Federal de Santa Catarina. Tem experiência na área de Engenharia de Produção, com ênfase em Inteligência Aplicada, Matemática, Ensino de Matemática, Educação a Distância. Atualmente tem atuado nas áreas de Estatística, Métodos de Pesquisa Quantitativa e Mídias do Conhecimento.

João Artur de Souza
Possui graduação em Matemática Licenciatura pela Universidade Federal de Santa Catarina (1989), mestrado em Matemática e Computação Científica pela Universidade Federal de Santa Catarina (1993), doutorado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (1999) e pós-doutorado pela Universidade Federal de Santa Catarina (2000) . Atualmente é Professor Associado da Universidade Federal de Santa Catarina e Membro de corpo editorial da Revista do CCEI. Tem experiência na área de Matemática, com ênfase em Matemática Aplicada. Atuando principalmente nos seguintes temas: Reconhecimento de padrões, Redução de Dimensionalidade, Indexação de Padrões, Redes Neurais Artificiais, Inteligência Aplicada.

Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=2050

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Injeção de proteína do corpo humano recupera lesões na Medula Espinhal

Testada em ratos, se a laminina for injetada até 10 dias após animal ser lesionado, há uma melhora maior na locomoção.

APNEN, colabrorando na divulgação desta matéria: 24/06/2011

Os estudos com células-tronco não são os únicos que visam achar soluções para lesões do tipo medular. Pesquisa desenvolvida pelo Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), possui resultados promissores para recuperação de lesões na medula, através da injeção de laminina – uma proteína natural do corpo humano. O estudo foi realizado em ratos e, se aprovado pelo protocolo no Comitê de Ética Municipal, o estudo inicia a fase de pesquisa clínica (com humanos), quando o tratamento deve focar em pacientes do tipo agudos, que acabaram de sofrer lesões.

Segundo a pesquisadora, professora Tatiana Lobo Coelho Sampaio, a análise laboratorial mostrou que se a proteína for injetada imediatamente ou até 10 dias após o animal ter sofrido a lesão, há uma melhora maior na locomoção nos que receberam o tratamento. ” A laminina, nos ratos, protege a medula da destruição e promove a regeneração dos axônios” , afirma a professora.

(Veja: Laminina pode curar lesões medulares)

De acordo com Tatiana Sampaio, há duas diferenças desse tratamento para o das células-tronco. Segundo ela, o estudo com as células embrionárias não tem obtido resultados satisfatórios e, ao contrário da injeção da laminina, o tratamento funcionalmente agiria como um remédio, uma droga que procuraria reconstruir os tecidos, como se fosse uma bomba de secreção de células. ” O tratamento com a injeção medular da laminina, não. Ele ajuda o tecido a se reconstruir com suas próprias células” .

Função

A função natural da laminina é a de ancoragem de vários tipos celulares, como as células epiteliais e musculares. Desde 2000, ela é objeto de pesquisa do laboratório chefiado pela professora e, há mais de cinco anos, ela desenvolve um estudo com ratos lesionados em laboratório, nos quais a proteína é injetada na medula, para tentar regenerar os axônios.

” A maior dificuldade superada foi a de estabilizar a laminina para armazenamento” , conta a professora. A proteína quando retirada da placenta humana, perde a sua estrutura natural e, por meio do método de polimerização, desenvolvido no laboratório, os pesquisadores conseguem fazê-la voltar a sua estrutura natural e, com uma agulha, fazem a injeção intramedular da substância no animal.
Esse estudo foi desenvolvido pelos doutorandos Karla Menezes e Marcos Assis, pelo aluno de mestrado, Raphael Ciqueira campos, em colaboração com o professor João Menezes, do laboratório de Neoroanatomia celular, do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, e coordenado pela professora Tatiana Sampaio.

Fonte: http://www.isaude.net/pt-BR/

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Deficiência Psicossocial - A Nova Categoria de Deficiência

Texto de Romeu Sassaki Romeu Sassaki


APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 23/06/2011

Citação bibliográfica
SASSAKI, Romeu Kazumi. Deficiência psicossocial: a nova categoria de deficiência. Fortaleza: Agenda 2011 do Portador de Eficiência, 2010.

A deficiência psicossocial também chamada “deficiência psiquiátrica” ou “deficiência por saúde mental” foi incluída no rol de deficiências pela Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD), adotada na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em 13/12/06. No Artigo 1 (Propósito), a Convenção afirma que “Pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdades de condições com as demais pessoas.” Trata-se de uma afirmação e não de uma definição. Se fosse uma definição, ela estaria no Artigo 2 (Definições). De acordo com essa afirmação:

Se uma pessoa tem impedimentos...
Ela é uma pessoa...
... de natureza física
... com deficiência física
... de natureza mental (saúde mental)
... com deficiência psicossocial
... de natureza intelectual
... com deficiência intelectual
... de natureza sensorial (auditiva)
... com deficiência auditiva
... de natureza sensorial (visual)
... com deficiência visual

A inserção do tema “deficiência psicossocial” representa uma histórica vitória da luta de pessoas com deficiência psicossocial, familiares, amigos, usuários e trabalhadores da saúde mental, provedores de serviços de reabilitação física ou profissional, pesquisadores, ativistas do movimento de vida independente e demais pessoas em várias partes do mundo. Convém salientar que o termo “pessoa com deficiência psicossocial” não é o mesmo que “pessoa com transtorno mental”. Trata-se, isto sim, de “pessoa com sequela de transtorno mental”, uma pessoa cujo quadro psiquiátrico já se estabilizou. Os transtornos mentais mais comuns são: mania, esquizofrenia, depressão, síndrome do pânico, transtorno obsessivo-compulsivo e paranóia. O Dr. João Navajas já dizia em 1997: “Se houver sequelas, essas pessoas poderão se adequar às limitações sem deixar suas atividades do dia a dia, como estudar ou trabalhar” (Sociedade Brasileira de Psiquiatria e Comunidade Terapêutica Dr. Bezerra de Menezes). Também alunos com certos tipos de transtorno global do desenvolvimento (TGD) poderão, a partir de agora, fazer parte do segmento das pessoas com deficiência e beneficiar-se das medidas asseguradas na CDPD. Alguns desses tipos são: síndrome de Rett, síndrome de Asperger, psicose (http://lucimaramaia.com.br/index.php option=com_content&task=view&id=15&Itemid=8) e autismo (“Autismo: inserção social é possível?”, Cinthia Pascueto, Jornal da UFRJ, ed. n. 200, 24/4/03).

Em documentos a respeito da CDPD, a ONU usa o termo “deficiência psicossocial” ao comentar os impedimentos de natureza mental, ou seja, relativa à saúde mental. Um desses documentos produzidos pela ONU é o PowerPoint que explica o conteúdo da CDPD (Secretariado da ONU para a CDPD: www.un.org/disabilities.

O documento “The United Nations Convention on the Rights of Persons with Disabilities: Towards a Unified Field Theory of Disability”, de 22 páginas, que originalmente foi uma palestra ministrada em 10/10/09 pelo prof. Gerard Quinn é todo dedicado a traçar a trajetória de dois campos, o das deficiências e o da saúde mental, que se desenvolveram paralelamente no passado, mas que foram juntados em igualdade de condições no contexto da CDPD. Gerard Quinn é Diretor do Centro de Lei e Política da Deficiência, da Universidade Nacional da Irlanda (www.nuigalway.ie/cdlp).

Desta forma, pela primeira vez na história dos direitos humanos, pessoas do campo da saúde mental e pessoas do campo das deficiências trabalharam em torno do mesmo objetivo a elaboração da CDPD. Ao cabo de quatro anos, reconhecendo que a sequela de um transtorno mental constitui uma categoria de deficiência, elas a colocaram como deficiência psicossocial junto às tradicionais deficiências (física, intelectual, auditiva e visual). Com a ratificação da CDPD por um crescente número de países-membros da ONU, estabelece-se uma ótima perspectiva para profundas mudanças nos procedimentos destes dois campos. Pois, mais de 40% dos países ainda não possuem políticas públicas para pessoas com deficiência psicossocial e mais de 30% dos países não possuem programas de saúde mental. Em todo o mundo, mais de 400 milhões de pessoas têm algum tipo de transtorno mental, conforme a Organização Mundial de Saúde. No Brasil, são 3 milhões de pessoas com transtornos mentais graves (esquizofrenia e transtorno bipolar), mas considerando os tipos menos severos (depressão, ansiedade e transtorno de ajustamento), cerca de 23 milhões de pessoas necessitam de algum tipo de atendimento em saúde mental. Acontece que em nosso país há somente 1.513 Centros de Atenção Psicossocial (Caps), segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria (http://www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2& idnot=7154, 29/6/2010).

Grupos de apoio: PcDP

O termo “pessoa com deficiência psicossocial” (PcDP) é relativamente novo, quase contemporâneo do nome anterior, “pessoa com deficiência psiquiátrica”. Mas, estas pessoas já se organizavam em grupos de autoajuda na década de 50, quando eram chamadas “ex-pacientes psiquiátricos”. Na década de 80, consideravam-se “sobreviventes da saúde mental” (ou “sobreviventes da psiquiatria”) e começaram a se chamar “deficientes psiquiátricos”. De acordo com um estudo feito nos EUA em 1958 pela Joint Commission on Mental Illness and Health (JCMIH), já havia naquele ano mais de 70 organizações de “ex pacientes psiquiátricos” em 26 estados, sendo 14 na Califórnia. A organização Recovery, Inc. tinha 250 pequenos grupos em 20 estados, totalizando 4.000 membros. Inicialmente, as pessoas se reuniam interessadas em relacionamentos sociais e troca de histórias de vida (“Action for Mental Health”, JCMIH, 1961, p.186-187).

As reuniões eram informais, coordenadas por uma pessoa com deficiência psicossocial ou por um consultor voluntário. O local era geralmente um hospital, clínica ou escritório de órgão público. Em 1989, 1991 e 1996, tive a oportunidade de participar dessas reuniões na Families and Friends Alliance for the Mentally Ill (Aliança de Famílias e Amigos de Pessoas com Transtorno Mental), um grupo que se reunia no Centro de Saúde Mental Acadiana, em Lafayette, Louisiana, EUA.

Hoje, as PcDP que lideram organizações e grupos de apoio são consideradas ativistas ou autodefensoras e lutam pelos seus direitos. Na Colômbia, o projeto “Reconhecimento da Capacidade Jurídica das Pessoas com Deficiências Intelectual e Psicossocial”, é executado pelas organizações Asdown e Fundamental Colombia, que reúnem pessoas com deficiência psicossocial (http://www.riadis.net/riadis-em-acao-15/inicia-se-execuccedilatildeo-e-seguimento-dos-micr/).

Fonte: Conversando sobre Inclusão - São Paulo - SP - 22/06/2011

Nova Zelândia é acusada de promover abortos de fetos com síndrome de Down


Agencia EFE
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 23/06/2011
Sydney (Austrália), 22 jun (EFE).- Um grupo de pais denunciará na semana que vem o Governo da Nova Zelândia perante o Tribunal Penal Internacional (TPI) por supostamente promover o aborto de fetos com síndrome de Down, revelou nesta quarta-feira a imprensa neozelandesa.

Os pais alegam que os testes subvencionados pelas autoridades para identificar os fetos com a doença têm o objetivo de fazer as mães abortarem, o que representa uma violação dos direitos das pessoas com síndrome de Down.

"O TPI trata os casos de perseguição contra grupos identificáveis na sociedade, e acreditamos que este é o caso na Nova Zelândia", assinalou ao canal de televisão "News 3" Mike Sullivan, um dos litigantes.

Na sua opinião, o programa estatal "financia e promove a eliminação dos fetos quando se diagnostica a síndrome de Down".

O Ministério da Saúde neozelandês apontou que, embora o exame seja oferecidos a todas as grávidas, seu objetivo não é fazê-las abortar, e acrescentou que os serviços de saúde oferecem seu apoio às que decidem continuar a gravidez.

Segundo dados oficiais, cerca de 90% das mães abortam quando seus fetos têm síndrome de Down.

O TPI julga casos contra indivíduos e não contra Estados, mas este detalhe não desanimou os pais, que esperam que o caso chegue à Corte internacional. EFE

Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/06/nova-zelandia-e-acusada-de-promover-abortos-de-fetos-com-sindrome-de-down.html

Violinista cego é convidado a tocar com maestro João Carlos Martins

Maestro fez convite ao musicista durante apresentação em Campo Grande.
Problema genético fez jovem perder totalmente a visão aos 9 anos.

Hélder Rafael Do G1 MS
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 23/06/2011

Violinista cego Rittlher Martins (Foto: Crédito Hélder Rafael/G1 MS)

O violinista e deficiente visual Rittlher Martins, de 22 anos, foi convidado pelo maestro João Carlos Martins para participar de um concerto em São Paulo. O convite foi feito durante a apresentação do musicista ao lado do maestro em uma palestra em Campo Grande, na quinta-feira (16). O concerto ainda não tem data marcada, mas deve acontecer até o fim do ano, segundo Martins.

Um problema genético fez com que Rittlher perdesse totalmente a visão aos 9 anos, mas isso não o impediu de iniciar os estudos de música. Filho de pais musicistas, o jovem conta que a paixão pelos sons nasceu na infância.

"Eu identificava a música da natureza, a voz do vento soprando na copa das árvores, a arrebentação do mar. Já cego, veio o desejo de tocar violino, porque eu me identificava com o timbre do instrumento", diz.

Nas primeiras aulas, aos 12 anos, Rittlher já demonstrava aos professores facilidade para o aprendizado. Em pouco tempo, ele já conseguia interpretar as composições.

Em vez de ser um empecilho, a cegueira serviu como estímulo para o violinista. "As pessoas se motivam vendo a minha capacidade de lidar com o problema. Eu tenho o privilégio de transmitir essa força", afirma. Atualmente ele participa de várias atividades no Instituto Sul-Mato-Grossense para Cegos (Ismac), em Campo Grande.

Rittlher conta que se identificou com a história de vida de João Carlos Martins. "Ele tem uma determinação incrível, porque depois de adquirir tanta habilidade, perdê-la e recuperá-la é algo muito difícil. O maestro transmite alegria e felicidade e serve de espelho para qualquer um", diz o jovem.

O violinista está empolgado com as possibilidades que podem surgir a partir desse convite e sonha com uma carreira internacional. "O ser humano é do tamanho do seu sonho. Acredito que estou a poucos passos de alcançar algo que era quase inatingível para um jovem de cidade pequena e família humilde", diz Rittlher.

Fonte: G1 - MS - 22/06/2011

Jovem com síndrome de Down comanda orquestra na Venezuela

José Dávila dirigiu a Orquestra Sinfônica Infantil Núcleo La Rinconada. Jovem de 26 anos iniciou carreira musical aos quatro.
da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 23/06/2011

O venezuelano José Omar Dávila, portador de síndrome de Down, dirigiu na sexta-feira (3) a Orquestra Sinfônica Infantil Núcleo La Rinconada, que faz parte do Sistema Nacional de Orquestras, em um concerto intitulado ‘Homenagem aos jovens em batalha’.

A mãe do diretor, Teresa de Dávila, disse que seu filho, atualmente com 26 anos, foi educado "com muito apoio moral e espiritual". Ela destacou que "o amor é a nota mágica para descobrir o potencial que têm estas crianças especiais".

Dávila iniciou sua carreira musical quando tinha quatro anos na cidade andina de Mérida, onde ingressou no Programa Educativo Experimental para crianças com necessidades especiais e de desenvolvimento normal pertencente à Associação Merideña de Pais e Amigos de Crianças Excepcionais. Ele participou como diretor da inauguração do Meeting International Special Olympics Figueres 2010, realizado na Espanha, e é o único diretor de orquestra com síndrome de Down na Venezuela, segundo a instituição cultural da petrolífera PDVSA, que cedeu seu Centro de Arte La Estancia para o concerto de sexta.

Dávila foi reconhecido também com a Ordem José Félix Ribas em sua Segunda Classe pelo Conselho Legislativo do estado de Mérida por sua participação no Special Olympic Meeting International e com o prêmio Raymond Turpin à trajetória.

Fonte: G1 - Venezuela, 22/06/2011

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Justiça do DF condena universidade a indenizar aluna cadeirante

Segundo decisão, falta de instalações acessíveis causaram dano moral. Universidade deve pagar R$ 10 mil, mas pode recorrer da decisão

da Redação
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 22/06/2011



A Justiça do Distrito Federal condenou uma universidade de Brasília a pagar R$ 10 mil a uma estudante com deficiência física devido à falta de acessibilidade dos prédios da faculdade. A indenização por danos morais foi determinada pelo juiz da 4ª Vara Cível de Brasília. A universidade pode recorrer da decisão.

Segundo a estudante, a universidade não cumpria as normas de acessibilidade, com problemas na inclinação das rampas, ausência de corrimãos e elevadores com defeitos. Os computadores destinados aos deficientes também permaneceriam desligados e não haveriam banheiros acessíveis em um dos andares, além de problemas com as vagas destinadas aos deficientes. Por isso, o pedido original da estudante era de uma indenização de R$ 50 mil, além da adaptação das instalações.

A universidade contestou os argumentos da estudante, dizendo que as rampas estavam de acordo com as regras, que os elevadores eram vistoriados mensalmente, que o computador poderia ser religado quando solicitado e que durante os dois meses em que estudou no local, a universitária não havia feito nenhuma reclamação administrativa dos problemas.

Após a produção de provas, que mostraram a adaptação dos problemas reclamados, o juiz extinguiu a primeira parte da ação, mas determinou o pagamento da indenização por danos morais. Segundo ele, as provas demonstraram o sofrimento da autora da ação no período que passou na universidade, e que a falta de instalações adequadas viola o direito de locomoção de pessoas com deficiência.

"Evidente que a negligência da ré em oferecer instalações adequadas atinge direito da personalidade da autora que se viu, em várias oportunidades, em situação vexatória e constrangedora", disse o juiz.

Fonte: G1 - Brasília - DF, 21/06/2011

Deficiente físico inventa prótese de mogno para trabalhar em sítio

Engenhoca criada por sitiante já resiste há mais de 20 anos.Ele foi atendido em mutirão ortopédico em Cuiabá e vai ganhar nova prótese.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 22/06/2011


Idoso se inspirou em cochos de alimentação do
gado para criar a prótese de mogno
(Foto: Dhiego Maia/G1 MT)
Uma engenhoca feita de mogno – madeira de lei resistente e de grande valor comercial no mercado moveleiro -, ferro, parafusos e borracha faz o idoso José Caron, 75, andar de um lugar a outro sem o mínimo esforço. O idoso é deficiente físico desde criança. A perna esquerda dele foi amputada em um momento de descuido quando ele cortava justamente uma árvore. E na última semana, ele esteve em Cuiabá e foi atendido em um mutirão ortopédico para ganhar uma nova prótese.

“Eu passei o machado para dar o último corte, quando vi já tinha decepado a minha perna”, lembra Caron. O acidente causou um grande susto na família e nos moradores da cidade natal do idoso, Erexim, localizada no interior do Rio Grande do Sul. Várias décadas se passaram e com elas também muitas próteses ortopédicas.

Acostumado à lida do campo, já que é sitiante, o idoso disse em entrevista ao G1, que nunca se adaptou com as próteses usuais, pois não resistiam ao trabalho rural e incomodavam. “O maior desconforto delas é que queimavam a pele da gente”, afirma. Mesmo assim, por recomendação médica, continuou a usar as próteses.

Caron deixou o Rio Grande do Sul já casado, assim como milhares de conterrâneos incentivados pelo programa de colonização de terras do governo, na região norte do país, na década de 1970. O gaúcho escolheu terras da pequena cidade de Colorado D’Norte, em Rondônia, para construir um sítio. Um dia, enquanto trabalhava, a prótese quebrou. “Eu estava limpando arroz e a prótese quebrou. Eu tive que ir pulando da roça até a minha casa. Não foi fácil”, aponta.

Criatividade

As dificuldades de deslocamento e a falta de recursos financeiros forçaram o idoso a criar a própria prótese para continuar a trabalhar. Ele disse que procurou na natureza um material que fosse resistente e ao mesmo tempo confortável. A inspiração veio dos cochos - espécie de um grande recipiente feito de madeira escavada que armazena sal e água para o gado. “Eu percebi que poderia pegar um tronco de mogno e abrir no meio assim como um cocho”, revela.

Caron vai ganhar nova prótese, mas disse que não
abandonará a antiga, de mogno
(Foto: Dhiego Maia/G1 MT)
Um tronco de mogno, parafusos, uma braçadeira de ferro e uma estaca de teca que se move de um lado a outro simulando o movimento do joelho com uma borracha fixada na ponta. Esta é a prótese de Caron, que resiste há mais de 20 anos.

A mulher do idoso, Diva Caron, diz que a engenhoca nunca a incomodou e que o marido faz de tudo no sítio. “Ela (prótese) vai afrouxando, a estaca quebra, mas ele conserta e continua usando”, afirma Diva. O atrito da madeira com a pele é desfeito com o uso de uma meia bem fina presa com uma alça na cintura do idoso.

Nova prótese

Os fisioterapeutas do Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa (Cridac), de Cuiabá, se surpreenderam com a invenção do idoso e, após uma avaliação, constataram que a prótese de madeira não comprometeu a estrutura óssea de Caron. Ele esteve na capital mato-grossense com o intuito de conseguir uma prótese termoplástica, de material resistente, flexível e ligeiramente leve.

Em dois meses, o idoso deve passar por exercícios de adaptação para conseguir andar com a nova prótese, mas já deixou um recado. “Vou usá-la apenas para sair de casa, ir às festas. No meu sítio, vou continuar usando a de madeira”, sentencia.

A diretora do Cridac, Lúcia Provenzano, disse que o centro pretende criar um museu para expor ao público em geral todas as engenhocas criadas pelos pacientes.

Fonte: G1 - 21/06/2011

Menino símbolo de campanha contra leucemia morre no Rio Grande do Sul

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 22/06/2011
Lucas Azevedo - Especial para o UOL Notícias - Em Porto Alegre

O menino Ismael de Campos Gomes morreu na madrugada de domingo, no Hospital Conceição, em Porto Alegre
Um dos símbolos da campanha de doação de medula no Rio Grande do Sul, Ismael de Campos Gomes, 7, morreu na madrugada do último domingo (19) vítima de leucemia. O menino, que era natural de Rio Grande (309 km de Porto Alegre), aguardava um transplante. Ele havia conseguido um doador compatível de medula –algo muito raro–, mas sua imunidade caiu nos últimos dias, enquanto aguardava para realizar o transplante no Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

Durante o último mês, Ismael, que passava por frequentes sessões de quimioterapia, piorou. De acordo com o Hospital Nossa Senhora da Conceição, onde o menino estava internado, após algumas melhoras, ele teve uma forte recaída. A leucemia foi descoberta em 2007, e apenas em novembro do ano passado um doador compatível foi encontrado.

Segundo o Hospital de Clínicas, através de nota à imprensa, o transplante não foi realizado “em decorrência de recaída da leucemia, que impossibilitava a realização do procedimento”. A informação foi confirmada pelo Hospital Conceição, onde o menino morreu.

A instituição, única no Rio Grande do Sul a realizar transplantes de medula de não aparentados (quando o doador não é familiar do paciente), dispõe de seis leitos para esse tipo de procedimento, o que é insuficiente para atender à demanda no Estado, ainda segundo a nota oficial.

“Por isso, os pacientes que precisam de transplantes aguardam em uma ‘fila’. A ordem de chamada da fila, contudo, não é o único critério para a realização do procedimento, que não inclui somente a presença de doador, mas também considera suas condições clínicas”, encerra o documento.

O corpo de Ismael foi enterrado na manhã desta segunda-feira na sua cidade natal, Rio Grande.

Fonte: Bol Notícias – 21/06/2011 

Dilma premia vencedores de olimpíada de matemática; deficiente visual é campeã

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 22/06/2011

Cerca de 500 estudantes de todo o país foram premiados nesta terça-feira (21), no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com medalhas de ouro da Obmep (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas). A cerimônia começou às 14h e teve a participação da presidente Dilma Rousseff, dos ministros Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), Fernando Haddad (Educação), Luis Sérgio (Pesca e Aquicultura) e de Luiz Fernando Pezão, governador do Rio de Janeiro em exercício.

Esta é a sexta edição da Obmep, que teve a participação recorde de 19,6 milhões de alunos do ensino fundamental e do ensino médio, de 44,7 mil escolas públicas de quase todas as cidades brasileiras (5.518 municípios, 99,16% do total). 
 A presidente Dilma cumprimenta Laura Ribeiro Franco, 13, deficiente visual, pelo prêmio da 6ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas Roberto Stuckert Filho/PR
Premiada é deficiente visual

Uma das premiadas do dia foi a deficiente visual Laura Ribeiro Franco, aluna do 9º ano da Escola Municipal Professora Maria da Costa Ferreira, de Senador José Bento (MG). Com 13 anos de idade, ela utilizou um notebook para estudar matemática.
Laura teve a ajuda da mãe, Deise, e da professora de matemática Letícia Gomes na preparação para a prova. Fera nos números, a garota trocou o sonho anterior de ser advogada pelo de se tornar engenheira.

*Com informações da Agência Brasil

Fonte: UOL Notícias – Educação – 21/06/2011
















terça-feira, 21 de junho de 2011

Obesidade: risco também para pessoas com deficiência

A quantidade de pessoas com excesso de peso aumenta em todo o mundo e esse número chega a ser duas ou três vezes maior entre pessoas com deficiência.
Daniel Limas, da Reportagem do Vida Mais Livre

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 21/06/2011

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)Site externo. divulgou, no segundo semestre de 2010, pesquisa que mostra que metade da população adulta do País (a partir de 20 anos) está acima do peso. No entanto, não existem estatísticas que indiquem se estes dados são maiores ou menores na população com deficiência – o que se sabe é que algumas deficiências ou algumas doenças acarretam mais chances de desenvolver a obesidade.

Em países como os Estados Unidos, a obesidade já vem sendo tratada como epidemia. No Brasil, essa mesma pesquisa do IBGE indicou que o excesso de peso em homens subiu consideravelmente, de 18,5% para 50,1%, em 2008-09, e o das mulheres, que era de 28,7%, foi para 48%. “Os índices de obesidade têm aumentado em todo o mundo, e não é diferente no Brasil. Inclusive, os indicadores apontam para o crescimento de obesos, não só entre adultos, como também no grupo de crianças e adolescentes. Atualmente, muitos fatores têm contribuído para isso, como maior sedentarismo, aumento no consumo de alimentos ricos em açúcares, gorduras e sal, lanches fast food, entre outros”, explica Solange de Oliveira Saavedra, gerente técnica do Conselho Regional de Nutricionistas de São Paulo e Mato Grosso do SulSite externo..

Vale lembrar o conceito que a medicina dá para a obesidade: “Obesidade é um distúrbio da composição corporal definido pelo excesso absoluto ou relativo de gordura corporal e caracterizado por diversas manifestações clínicas singulares. Também pode ser medido pelo Índice de Massa Corporal (IMC) – peso da pessoa dividido por sua altura ao quadrado – acima de 30”, explica Dr. Cley Rocha de Farias, médico endocrinologista do Hospital das Clínicas da FMUSPSite externo..

Com as pessoas com deficiência, esse contexto não é diferente e, para alguns tipos de deficiência, é até pior. “A porcentagem de obesos é elevada, chegando a cerca de duas a três vezes maior, pois essa população tem o gasto energético diário diminuído, que, associado a motivos emocionais, aumenta a ingestão calórica”, explica Dra. Cláudia Cozer, endocrinologista e membro da diretoria da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (ABESO)Site externo.. Ela lembra também que algumas situações aumentam as chances de a pessoa ter excesso de peso, como Síndrome de Down e TurnerSite externo., acidentes na coluna vertebral e doenças neuromusculares.

Claudia CozerNo caso da Síndrome de Down (SD), os pacientes tendem a apresentar um abdômen saliente e tecido adiposo (gorduroso) abundante. “Além disso, eles têm dificuldades para se alimentar e para deglutir, o que pode afetar o seu estado nutricional. Mesmo assim, essas pessoas tem grande probabilidade de apresentar um alto índice de problemas de sobrepeso e obesidade, mesmo com ingestão insuficiente de vitaminas e minerais”, afirma Solange.

Segundo a nutricionista, outro fator que contribui diretamente para essa tendência de excesso de peso é que os indivíduos com Síndrome de Down apresentam um metabolismo basal - quantidade calórica ou energética que o corpo utiliza durante o repouso para o funcionamento de todos os órgãos - cerca de 10 a 15% mais baixo em relação a outros grupos da população. “Como consequência, as crianças com Síndrome de Down gastam menos energia e estarão sujeitas a um ganho maior de peso, podendo chegar à obesidade. Além disso, existe uma tendência a hiperfagia – ingestão compulsiva de alimentos – e episódios compulsivos por alteração no centro hipotalâmico da fome/saciedade, além de terem menor tônus muscular e menor metabolismo”, explica a Dra. Cláudia Cozer.

Há também pessoas com a Síndrome de Prader-WilliSite externo., uma alteração genética, mais frequente em mulheres, que gera um índice de obesidade de 100%. Essa síndrome pode levar à baixa estatura, deficiência intelectual e instabilidade emocional. “Em geral, essas pessoas apresentam uma hipotonia severa (pouco tônus muscular) e problemas alimentares na primeira infância, como fome insaciável, hiperfagia e obesidade mórbida”, explica Dr. Cley Rocha de Farias.

O médico também ressalta que outras duas síndromes relacionadas a pessoas com deficiência levam à obesidade: Bardet-BiedlSite externo. e Laurence-MoonSite externo.. “Ambas causam excesso de peso, estatura baixa, deficiência visual e intelectual. As pessoas com Bardet-Biedl têm polidactilia e as com Laurence-Moon têm paraplegia. Essas síndromes são pouco conhecidas e afetam apenas 0,1% da população”, complementa.

Pessoas com lesão medular também devem se preocupar com o aumento de peso. Além de estarem mais propensos ao sedentarismo, esses indivíduos podem ter funções metabólicas e hormonais afetadas, com disfunção em hormônios produzidos pela hipófise, pela adrenal e pela tireóide, que juntos controlam produção de insulina, hormônio de crescimento e outros.

Problemas causados pelo excesso de peso

A obesidade é considerada uma doença crônica multifatorial, e pode estar diretamente relacionada a diversos agravos à saúde, tanto do ponto de vista físico, como psicológico e até social. Médicos e demais profissionais que estudam este assunto apontam a relação que existe entre a obesidade e doenças cardiovasculares, hipertensão e colesterol elevado. Sabe-se também que, quanto maior o peso, mais risco a pessoa corre de se tornar diabética.

O que fazer para evitar a obesidade?

As recomendações sobre como evitar o excesso de peso não são muito diferentes para pessoas com ou sem deficiência. Em geral, o mais recomendado é que a pessoa com deficiência com excesso de peso busque auxílio do médico, nutricionista, psicólogo e educador físico. O trabalho em conjunto desses profissionais garante um resultado mais efetivo.
Homem e mulher grisalhos fazem refeição. O homem é cadeirante.Solange orienta que, sempre que possível, uma avaliação individualizada deve ser feita. “Cada pessoa tem necessidades distintas, de acordo com sexo, idade, biotipo, momento fisiológico (infância, adolescência, gestação, terceira idade, etc.), atividades que desenvolve (físicas e/ou profissionais), hábitos alimentares, se há alguma enfermidade que precisa ser considerada, entre outros fatores detectados durante anamnese alimentar”, explica.

Com base nesse levantamento, todos os envolvidos devem ser orientados sobre a melhor forma de conduzir a alimentação, para garantir boas condições de saúde, o que refletirá em qualidade de vida, independente da deficiência da pessoa em questão.

Mas além da alimentação, que tem por finalidade fornecer energia e nutrientes em quantidades diárias necessárias, deve-se aliar alguma atividade física regular, que será útil para manter um peso adequado e reduzir os riscos de doenças associadas à obesidade. “Porém, essa atividade deve sempre ser adequada ao biotipo da pessoa, às suas condições de vida e de saúde e às suas limitações ou deficiências”, orienta Solange. “A prática esportiva, inclusive, pode ajudar muitas pessoas a superarem suas deficiências e até se tornarem atletas paraolímpicos, que muito têm orgulhado o nosso país nos últimos anos, dando lições de vida para todos nós”.

Dicas:

- Fazer várias refeições ao dia (5 a 6), e em pequenos volumes por vez. Isso facilita a digestão e evita a sensação de fome, o que pode provocar um consumo exagerado na refeição seguinte;
- Mastigar bem os alimentos para propiciar uma melhor digestão;
- Consumir frutas, legumes e verduras diariamente para garantir vitaminas, minerais e mais fibras na alimentação, o que vai ajudar no bom funcionamento intestinal e evitar a prisão de ventre;
- Consumir diariamente alimentos fonte de cálcio (leite, queijo, iogurte, peixes, vegetais de folha verde escura, como espinafre, agrião, rúcula, brócolis, couve, etc.);
- Dar preferência aos alimentos integrais do tipo: arroz, pães, farinhas, bolachas, farelos de cereais, etc.
- Consumir menores quantidades de açúcar e doces, para evitar fermentação intestinal e a formação de gases (flatulência), além de diminuir o consumo calórico;
- Evitar o consumo de frituras e alimentos gordurosos, como toucinho, peles de frango, maioneses, etc., para controle do peso e do colesterol;

- Moderar no uso de sal e temperos prontos (estes têm muito sódio) para manter a pressão arterial estável;
- Evitar beber líquidos durante as refeições; deixar para os intervalos (facilita a digestão);
- Beber, no mínimo, 2 litros de líquidos por dia, de preferência água, para manter o corpo hidratado;
- Evitar o consumo de refrigerantes e bebidas alcoólicas (não fornecem calorias de valor nutricional).

Fonte: http://www.vidamaislivre.com.br/especiais/materia.php?id=3495&/obesidade_risco_tambem_para_pessoas_com_deficiencia