sábado, 2 de julho de 2011

Brasil Sem Miséria deixou de lado pessoas com deficiência, diz coordenadora de ONGs

Laércio Franzon / Agência Senado

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 02/07/2011

Homem com paraplegia mendigando em semáforo.
Em audiência pública realizada pela Subcomissão Permanente de Assuntos Sociais das Pessoas com Deficiência, na quinta-feira (30/06), a coordenadora da rede latino-americana de ONGs do setor, Regina Atalla, criticou o fato de o programa Brasil Sem Miséria, lançado no início de junho pela presidente da República, Dilma Rousseff, não ter contemplado as pessoas com deficiência.

- Por que as pessoas são invisíveis às políticas publicas? Por que esse plano foi elaborado sem se mencionar as pessoas com deficiência que comprovadamente vivem em situação de pobreza extrema? – questionou.

Em resposta a Regina Atalla, a representante do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Simone Aparecida Albuquerque, disse que o programa Brasil Sem Miséria não fez distinções, buscando localizar as pessoas que não foram contempladas pelas demais políticas sociais do governo federal.

Ao final da reunião, o presidente da subcomissão, senador Lindbergh Farias (PT-RJ), mencionou como um dos desafios das políticas públicas para as pessoas com deficiência a destinação de recursos públicos diretos a programas voltados para a doação de cadeiras de rodas.

Fonte: http://correiodobrasil.com.br/

Imagem: http://saladamedica.wordpress.com/

Cirurgiôes britanicos criam novo crânio para menino com Síndrome de Apert

Em um dos lados da sala de cirurgia, o menino Finley, com um ano de idade, está inconsciente. O crânio do paciente foi removido e seu cérebro está exposto.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 02/07/2011

Do outro lado da sala, o especialista em cirurgias plásticas de reconstrução David Johnson corta, serra e separa as diversas partes do crânio de Finley antes de juntá-las novamente para criar um crânio com novo formato.

Dentro de 30 minutos, o médico começará a colocar o crânio remodelado sobre o cérebro de Finley, costurando o couro cabeludo do paciente, em zigue-zague, de uma orelha até a outra.

No andar de cima, na sala de espera do John Radcliffe Hospital, em Oxford, na Inglaterra, os pais de Finley aguardam, ansiosos, pela notícia de que a operação correu bem e de que seu bebê está seguro. Foram doze longos meses de espera para o casal Diane e Lee Amey.

Diferente

Quando Finley nasceu, em Salisbury, na Inglaterra, seus pais logo notaram que ele era diferente. “Sua cabeça tinha um formato estranho, com um chifre, como um rinoceronte”, disse o pai. “Suas mãos estavam grudadas e seus olhos eram esbugalhados”.

A família foi vista pela Unidade Craniofacial do John Radcliffe Hospital e os médicos constataram que Finley sofria de uma rara condição genética chamada Síndrome de Apert. Crianças que sofrem desta síndrome apresentam vários problemas associados ao crescimento.

Todos nós temos suturas em nossos crânios, elas permitem que o cérebro em crescimento empurre as placas do crânio para que ele se expanda. Em crianças com Síndrome de Apert, no entanto, as suturas são coladas. Isto explica o formato distorcido do crânio de Finley e os olhos esbugalhados.

Na medida em que o cérebro cresce, a pressão pode aumentar dentro do espaço restrito no interior do crânio da criança e isto pode ser perigoso. O hospital faz complexas cirurgias para remodelar o crânio dos bebês, criando espaço para que o cérebro cresça. É uma cirurgia extraordinária.
É como carpintaria em 3D”, disse David Johnson. “Muitas das técnicas que usamos são similares (às da carpintaria), porém o material com que trabalhamos é osso”.

Após quatro ou cinco horas, a cirurgia de Finley é concluída e ele é levado para a UTI. Os pais veem um bebê que parece diferente após a cirurgia e que é capaz, pela primeira vez, de fechar seus olhos. No entanto, esta não é a última cirurgia a que o menino terá de ser submetido.

Síndrome de Apert

Bebês que sofrem da Síndrome de Apert nascem com os dedos das mãos e dos pés colados, então Finley será submetido a outras cirurgias para que consiga usar suas mãos.

E embora o problema com seu crânio tenha sido resolvido, sua face não crescerá em proporções normais.

Dentro de alguns anos, uma outra operação vai separar os ossos de seu rosto. Depois, ao longo de alguns meses, uma estrutura de metal colocada em sua cabeça irá empurrar os ossos de sua face para a frente.

A equipe do John Radcliffe Hospital faz três grandes cirurgias de cabeça por semana. No entanto, apenas 20% dos pacientes com Síndrome de Apert têm uma alteração genética que requer várias operações.

Na maioria dos casos, os bebês nascem com uma das suturas da cabeça colada, normalmente em consequência de pressão mecânica no útero. Nesses casos, apenas uma operação para remodelar seus crânios é necessária.

Além dos cirurgiões plásticos, as crianças são vistas por neurocirurgiões, fonoaudiólogos, optometristas e psicólogos.

Os terapeutas oferecem suporte aos pais durante períodos de estresse e também os auxiliam a lidar com o estigma associado à síndrome.

“O mais difícil são as pessoas olhando para ele”, disse o pai de Finley, Lee Amey. “No começo, achava isso muito difícil, mas hoje incentivo as pessoas a fazer perguntas para que eu possa explicar o que aconteceu”.

“Finley não é diferente de ninguém. Ele apenas parece diferente”.

Fonte: Estadão (maio/2011)

Síndrome de Apert, causas e tratamento

A Síndrome de Apert se trata de uma anomalia craneofacial, denominada Acrocefalosindactilia Tipo I, que produz malformações no crâneo, face, mãos e pés, além de diversas alterações funcionais como: aumento da pressão intracraneal, problemas cardio-respiratórios, deficiência mental, cegueira, perda da audição, otite, entre outras.

É um defeito genético que pode ser herdado de um dos pais ou pode ser uma mutação nova. Ocorre em aproximadamente em 1 para cada 160 a 200 mil nascidos vivos.

Outras alterações que também podem estar presentes na Síndrome de Apert:

fenda palatal;
alterações cardíacas;
atresia pulmonar;
fístula traqueoesofageal;
estenose pilórica;
rins policísticos;
útero bicornado;
hidrocefalia;
otites de repetição;
apnéa do sono;
acne severa;
palato ogival;
problemas oculares;
macroglossia.

Causas da síndrome de Apert
As causas estão em uma mutação durante o período de gestação, nos fatores de crescimento dos fibroblastos (FGFR2) que se produz durante o processo de formação dos gametas. Desconhecem-se as causas que produzem essa mutação.

Tratamento da Síndrome de Apert
Para corrigir alterações, requer-se várias intervenções cirúrgicas para descomprimir o espaço intracraneal, melhorar a função respiratória, permitir o desenvolvimento normal e impedir que as distintas áreas cerebrais sejam afetadas.

Quanto antes se faça a cirurgia, melhor, já que se a hipertensão intracraneal não for tratada, pode produzir atrofia ótica, cegueira e apnéia, além de colocar em risco a vida da criança.

Fonte: http://br.guiainfantil.com/apert.html

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Esperança para cegos

Avanços em pesquisas de cura e tratamento para Retinose Pigmentar levam deficientes visuais a voltarem a ler e caminhar com autonomia

da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 01/07/2011

Com o avanço das pesquisas e os novos tratamentos para as doenças hereditárias da retina, pacientes com Retinose Pigmentar, cegos por mais de 15 anos, conseguem voltar a ler e a caminhar sozinhos. A divulgação deste e outros resultados de pesquisas e testes clínicos serão apresentados no encontro do Grupo Retina Minas, no dia 2 de julho, a partir das 9h, no auditório da Faculdade Promove, na avenida João Pinheiro, 164.

Dr. Rubens Siqueira e Dra. Fernanda Porto, doutores em oftalmologia, especialistas e pesquisadores em retina, são os convidados para apresentar os avanços das pesquisas científicas para tratamento e cura de doenças hereditárias da retina, com enfoque no chip de retina, células tronco, diagnóstico molecular e terapia gênica. O encontro é destinado a pacientes, familiares, profissionais de saúde e todos que tenham interesse sobre o assunto. A entrada é franca, com inscrição antecipada através do site http://www.retinaminas.org

O Grupo Retina Minas comemora, este ano, 10 anos de luta pela cura das doenças hereditárias da retina. É uma organização civil sem fins lucrativos, criada por pacientes com doenças hereditárias da retina para dar apoio e informação a pacientes e familiares.

Fonte: Retina Minas - Belo Horizonte - MG, 30/06/2011
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Mundo dos cegos

Reflexões de um deficiente visual que enxerga o mundo de dentro para fora.
Geilson de Sousa Santo

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 01/07/2011

Muitas pessoas ficam impressionadas quando vem uma pessoa cega fazendo suas atividades normais! Andando, correndo, brincando, dançando, pulando, lavando uma louça, fazendo um café, etc. Ficam se perguntando: Como é que ele consegue fazer isso? Como ele consegue fazer aquilo? Ficam se adimirando, com que fazemos e falamos!

Mais o que eles mais tem curiosidade de saber é o que pensamos, o que sentimos, como percebemos as coisas, enfim, querem saber como é o nosso Mundo. Com certeza, você já deve ter ouvido falar que um cego tem o seu próprio mundo! Eles tem muita vontade de saber como é viver o mundo só escutando e tocando. Com certeza, você já deve ter ouvido isso: "Os cegos vem mais do que nós!". E com certeza, você deve ter ficado confuso. Ou então: "Eles não podem ver com os olhos mais podem ver com o coração!" Você deve está se perguntando: mas como é isso? Como eles enxergam melhor do que nós se são cegos? Para que você intenda como é isso, vou explicar.

Quando você vê um objeto, você presta atenção no modelo, na cor e no tamanho. Não é? Mais nós, cegos, quando pegamos em um objeto, prestamos atenção no tamanho, o material que ele é feito, qual é sua textura, se áspero, liso, macio, grosso, fino, mole ou duro. E se alguém descrever pra gente a cor do objeto, pronto, a nossa visão daquele objeto já está completa. É assim que vemos.

Isso é muito comum acontecer, quando uma pessoa cega fala pra uma pessoa que enxerga que lhe acha bonita, lá vem a pergunta: Como é que você sabe não está me vendo? Muitas pessoas que enxergam acham que a beleza é vista pelos olhos, o que não é verdade.

Quando você olha pra uma pessoa, e diz que ela é bonita, você está olhando o corpo dela. Se é gordo ou magro, a cor dos cabelos, dos olhos, etc.
Nós cegos vemos as pessoas da seguinte forma:

Ouvindo sua vós, quando ouvimos a voz de alguém, prestamos atenção de onde ela vem, em qual direção, em qual distância, se é alta ou se é baixa, Se é grossa ou se é fina, se a vós de homem ou de mulher, se a qué-la vós é de algum conhecido ou amigo! Prestamos atenção na tonalidade, se a vós é macia, ou uma vós raivosa, triste ou feliz, se é uma voz doce, carinhosa, irritada, cansada ou rouca! Prestamos atenção o jeito que a pessoa está falando! Se é um jeito amigo, ou inimigo. Se é querendo ajudar, ou não. Se está falando com medo ou com segurança. E você que enxerga? Presta atenção nisso? Nós cegos, podemos ver com as mãos, com os ouvidos, com o coração e com a imaginação. Com as mãos, vemos as texturas dos objetos, o material que ele é feito, o tamanho, a temperatura e o peso. Com os ouvidos, vemos o som que ele tem, se é um som alto ou baixo, grave ou agudo, rápido ou lento. Com a imaginação, imaginamos a cor que ele tem. Com o coração, vemos os sentimentos das pessoas, se são bons ou ruins, se gostam da gente ou se é só falsidade, se são amigas de verdade ou só por interesse em alguma coisa. Prestamos muita atenção nas sensações, a sensação de voar de avião, de um beijo, de um carinho, de se sentir amado, apaixonado, etc.

O objetivo desse texto é pra mostrar para as pessoas que enxergam, a forma que os cegos veem! Por favor, compartilhe esse texto com todos em sua volta e peça que eles façam o mesmo.

Fonte: Rede SACI - São Paulo - SP, 30/06/2011 - Imagem Internet

Defesa dos direitos das pessoas com deficiência é tema de reunião

Entre os assuntos abordados, estão o Loas, o atendimento da Receita Federal, a elaboração de uma cartilha com os direitos das pessoas com deficiência.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 01/07/2011

O Defensor Público Federal André Luiz Naves Silva Ferraz, da Defensoria Pública da UniãoSite externo. em São Paulo (DPU/SP), se reuniu com a deputada federal Mara GabrilliSite externo. (PSDB/SP) para discutir a realização de ações conjuntas em prol das pessoas com deficiência.

Um dos temas mais pontuados durante o encontro foi a concessão de benefício da Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS) para pessoas com deficiência. Nos últimos tempos, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)Site externo. tem indeferido muitos pedidos deste benefício, que é dado após avaliação do serviço social e da perícia médica do próprio órgão. A DPU/SP quer deixar esse recurso mais maleável e acessível para a população que tem o direito de recebê-lo.

Outro assunto abordado foi a demora no atendimento ao deficiente nos postos da Receita FederalSite externo.. Há poucas filas preferenciais, o que aumenta o tempo de espera e, consequentemente, prejudica o assistido. A melhora do serviço de locomoção interurbana, a gratuidade do transporte, o aumento do fornecimento de cadeiras de rodas pelo Sistema Único de Saúde (SUS)Site externo. e o atendimento jurídico especial para essa população também foram pautas da reunião.

Além dessas questões, foi discutido ainda um modo mais eficaz de difusão dos direitos dos deficientes. Uma das sugestões foi a elaboração de cartilha com explicações simples sobre o que o Estado assegura às pessoas com deficiência.

Fonte: http://www.dpu.gov.br/Site externo.

PM de São Paulo divulga cartilha de atendimento a pessoas com deficiência

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 01/07/2011

A Policia Militar do Estado de São Paulo lançou, nessa sexta (17) uma cartilha que visa facilitar a abordagem e o atendimento a pessoas com deficiências. O proposito da publicação é levar, aos policiais paulistano, dicas e orientações de como abordar e se comunicar com este público independente da sua deficiência quer seja física, visual, auditiva, intelectual ou múltipla.
A cartilha trás noções básicas da Língua Brasileira de Sinais, usada na comunicação com pessoas surdas bem como, dicas para o transporte de cadeirante, além de outros itens importantes.


A iniciativa do governo do Estado de São Paulo deveria ser copiada uma vez que, em todo o país, pessoas com deficiência são vitimas do despreparo de policiais , seja ao ir dar queija em um distrito policial , ou quando são abordadas, de formas truculência em operações de patrulhamento.


Fonte: http://www.redebomdia.com.br

quinta-feira, 30 de junho de 2011

INCLUSÃO

Diego de Nadai anuncia centro de capacitação.
RODRIGO PEREIRA

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 30/06/2011

O prefeito de Americana, Diego De Nadai (PSDB), anunciou ontem o início das obras para construção de um Centro de Capacitação para Pessoas com Deficiência e a instalação de calçamento podotátil destinado a deficientes visuais no Centro. O investimento total será de R$ 709 mil.

“Trabalhamos, mais uma vez, com ações voltadas para a inclusão social e assim seguiremos em todos os nossos trabalhos”, disse Diego.

A verba para a construção do Centro de Capacitação para Pessoas com Deficiência, que ficará ao lado da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), foi intermediada pelo vereador Celso Zoppi (PT) com o deputado federal Paulo Teixeira (PT).

O repasse é de R$ 300 mil, e a prefeitura fará contrapartida de R$ 59,9 mil. O prazo para construção do centro de capacitação é de quatro meses.

Fonte: Jornal TodoDia - Cidades - 30/06/2011

Moto: Um em cada três acidentes deixa sequela

Léo Arcoverde  do Agora

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 30/06/2011

Estudo do Instituto de Ortopedia e Traumatologia (IOT) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo mostra que um em cada três acidentados de motocicleta têm sequelas permanentes.

Durante seis meses, dos 255 acidentados acompanhados, 84 precisaram de internação e, destes, 54% tiveram fratura exposta, 32,3% tiveram sequelas permanentes, 14,7% ficaram paraplégicos ou sofreram amputação e 82,4% ficaram mais de seis meses afastados do emprego.

A média foi de 18 dias de internação, sendo que 14% dos pacientes, após a alta médica, precisaram ser reinternados. A maioria dos acidentes ocorreu em colisões com carro e 71% dos envolvidos são jovens no auge da produtividade. Dos pacientes acompanhados, 12% tiveram lesões neurológicas periféricas.

Fórum

Por conta desses dados, o Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, ligado à Secretaria de Estado da Saúde, realiza nesta sexta-feira, 1, o I Fórum Segurança e Saúde. O evento, organizado em parceria com a Secretaria Municipal de Transportes, é voltado para motociclistas, técnicos de saúde e trânsito. O objetivo é buscar propostas que diminuam o número de acidentes com motocicletas.

Os interessados em participar podem se inscrever gratuitamente até amanhã (30) por e-mail, ou por telefone (11) 3086-4106. Solange Spigliatti

Os números, divulgados parcialmente ontem, serão apresentados amanhã em um fórum de segurança e saúde.

Fonte: Jornal da Tarde - 29/06/2011

Dilma quer que Pronatec incorpore direitos dos deficientes, diz Haddad

Projeto do governo prevê investimentos no ensino técnico no país. Ministro da Educação participou de audiência na Câmara dos Deputados.
da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 30/06/2011

Crédito: Roberto Stuckert Filho/PR
Presidente Dilma Roussef discursa na cerimônia de lançamento do Pronatec
O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (29) que a presidente Dilma Rousseff "determinou" que sua pasta "sinalizasse positivamente" para que o Congresso incorpore o direito das pessoas com deficiência ao Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Ele participou de audiência pública na Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados.

"Conversei semana passada com a presidente e ela determinou, quando soube das emendas que estavam sendo criadas para o projeto, que o ministério nesta audiencia sinalizasse positivamente para incoporação dos direitos das pessoas com deficiência neste programa, disse o ministro. "Ela quer que o Pronatec também tenha um dispostivo que garanta um atendimento adequado aos deficientes nos moldes do programa".

Para a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), que é cadeirante e participou da audiência, o pedido da presidente é um grande avanço para a qualificação profissional dos deficientes físicos. "Nós não estamos pedindo cota. As empresas estão levando muitas multas por não contratarem profissionais deficientes, mas porque eles não estão encontrando público capacitado. Hoje o cenário é caótico, já que a empregabilidade deste público caiu, desde 2008, 17%", destacou a parlamentar.

Haddad informou ainda que a previsão do governo é de investir proximadamente R$ 2 bilhões na oferta de bolsas-formação para os alunos do ensino profissionalizante até 2012. "Nós vamos consignar no orçamento do ano que vem, já que não temos uma reserva para este ano, se a lei for aprovada a tempo", completou o ministro, que também destacou não haver atualmente previsão dos custos totais do projeto.

De acordo com ele, a proposta do Pronatec é reforçar os investimentos no ensino técnico, com ênfase nos jovens que deixam o ambiente escolar sem profissionalização."Eu sou fã incondicional da nossa rede federal de educação profissional, mas nossa dívida com a educação é grande e de um século", defendeu Haddad.

Pronatec tramita na Câmara

O Projeto de Lei que trata do programa (1209/11), tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados e, se for aprovado pelo plenário, segue para votação no Senado.

O programa tem como objetivo ampliar as vagas e expandir as redes estaduais de educação profissional. Outra ação será a ampliação da Escola Técnica Aberta do Brasil (E-Tec), modalidade a distância, que instalou 259 polos em 19 estados até 2010, atendendo a cerca de 29 mil estudantes. Em 2011, serão mais de 47 mil vagas; 77 mil em 2012; mais de 197 mil em 2013 e cerca de 263 mil em 2014.

Segundo o governo, a ideia é “dar mais celeridade” ao acordo firmado no governo anterior com o Sistema S (Sesi, Senai, Sesc e Senac), segundo o qual essas entidades devem aplicar dois terços de seus recursos advindos do imposto sobre a folha de pagamentos do trabalhador na oferta de cursos gratuitos.

Dessa forma, as escolas do Sesi, Senai, Sesc e Senac receberão alunos das redes estaduais do ensino médio, que complementarão a sua formação com a capacitação técnica e profissional.

As escolas do Sistema S e das redes públicas também ofertarão cursos de formação inicial e continuada para capacitar os favorecidos do seguro-desemprego, reincidentes nesse benefício. A ação se aplicará também ao público beneficiado pelos programas de inclusão produtiva, como o Bolsa Família.

Fonte: G1 - São Paulo - SP, 29/06/2011 - Imagem Internet

Inscrições abertas para 3º Concurso Moda Inclusiva

Podem participar estudantes matriculados em instituição de ensino superior ou escola técnica, ou profissionais formados na área de Moda.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 30/06/2011

Está aberto o período para as Inscrições do 3º Concurso Moda Inclusiva. Até o dia 15 de julho de 2011, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência recebe inscrições. O concurso tem o objetivo de contribuir para uma sociedade mais justa e inclusiva, na qual todos tenham acesso igualitário aos produtos, bens e serviços disponíveis. A finalidade do concurso é promover importante debate sobre moda diferenciada, além de incentivar o surgimento de novas soluções e propostas em relação ao vestuário para as pessoas com deficiência.
O Concurso Moda Inclusiva, realizado pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, foi o primeiro realizado no Brasil e, segundo pesquisas, também inédito no âmbito internacional nesse formato. A primeira edição foi na sede da Secretaria, em 2009, e a segunda, no Museu da Língua Portuguesa, em 2010, ambos em São Paulo.
A Comissão Julgadora selecionará os 20 melhores trabalhos, que participarão da segunda fase do concurso. Os 20 looks selecionados pela Comissão Julgadora serão apresentados ao Corpo de Jurados no momento do desfile. Os critérios pelos quais os trabalhos serão avaliados são:
(I) adequação ao tema;
(II) pesquisa, desenvolvimento e inovação;
(III) criatividade;
(IV) estilo e linguagem de moda; e
(V) ficha técnica.
O projeto Moda Inclusiva estimulou a criatividade de vários grupos, entre estudantes, professores e pessoas com deficiência, além de fomentar um mercado com foco na ergonomia e estender a questão da deficiência para diversos setores da sociedade, propondo uma reflexão comportamental, bem como uma moda influenciada pela diversidade com design inspirado na ótica do Desenho Universal. O Desenho Universal é uma resposta ao movimento da sociedade, que busca eficiência e funcionalidade para todos os indivíduos ao longo dos ciclos da vida, um fator decisivo quando o objetivo é a construção de uma sociedade para todos que prioriza a eliminação de barreiras arquitetônicas, ambientais e estéticas.
Inscrições
Podem participar estudantes matriculados em instituição de ensino superior ou escola técnica, ou profissionais formados na área de Moda. Cada participante poderá concorrer com apenas um número de inscrição, que lhe dará direito apresentar até três trabalhos (looks).
Para concorrer, os participantes deverão preencher a ficha de inscrição no hotsite: http://www.sedpcd.sp.gov.br/modainclusiva/inscricao.php e enviar um "look" (croqui e ficha técnica) para a sede da Secretaria (Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564, portão 10, Barra Funda - São Paulo - SP - CEP: 01156.001).
AgendaConcurso Moda Inclusiva

Inscrições para o concurso
: até 15/07/2011
Entrega dos trabalhos: até 25/07/2011
Divulgação dos 20 finalistas selecionados: 01/08/2011
Realização do desfile: Local e Data serão informados em breve. Aguarde.

Fonte: http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/sis/lenoticia.php?id=754 - 24/06/2011

Geração 2016 dá show em Campinas

A Regional de São Paulo foi marcada pela quebra de 31 recordes brasileiros. Foram cinco no halterofilismo, 12 na natação e 14 no atletismo.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 30/06/2011

A menos de seis anos dos Jogos do Rio 2016, o desejo de disputar uma Paraolimpíada está cada dia mais forte para muitos atletas. Considerada importante para a detecção de novos talentos, a Etapa Regional de São Paulo do Circuito Loterias CAIXA Brasil de Atletismo, Halterofilismo e NataçãoSite externo. reuniu mais de 800 atletas, neste fim de semana, em Campinas (SP)Site externo.. Todos que fizeram 70% do recorde mundial em sua prova e classe conquistaram vaga para seguir na competição nacional, no segundo semestre.

Com apenas 13 anos, Lucas Lamente, classe S9, de Jundiaí, começou a competir no ano passado e já conquistou índice para dividir a piscina com os melhores nadadores do país, no Circuito Nacional. “Estar numa Paraolimpíada é o auge para o atleta e eu já sonho competir em uma”, garante o nadador, que conquistou o ouro nos 400m livre e a prata nos 200m medley.

Com o mesmo sonho que o colega, Gabriel Tanzi (S10), 16, de São Roque, Andrey Garbo (S9), 14, e Jean Gomes (S8), 17, ambos de Bragança, conquistaram vaga para o Circuito Nacional e estão animados. “Treinamos ao lado do Daniel DiasSite externo. e ele é nossa maior fonte de inspiração. Em cinco anos conquistou recordes mundiais, medalhas paraolímpicas e mundiais e o Laureus (Oscar do esporte). Ele nos incentiva, dá dicas e também puxa a orelha. Vemos que é preciso muito treino para chegar onde ele chegou e é o que queremos”, afirmou Andrey.

Pronto para disputar a Copa Canadense de Paranatação, em Montreal, na próxima semana, o atleta da seleção brasileira permanente e educador físico da UnisantaSite externo., Carlos Farrenberg, acompanhou sua equipe na competição em Campinas e ficou atento às provas. “A Regional foi bastante cheia e tivemos alguns novos atletas aparecendo. Na minha classe mesmo (S13), tem um menino chamado Guilherme que tem bastante potencial. Se ele se esforçar e treinar muito, dará trabalho, mas vai ser bem difícil me vencer”, avisou.

O atleta citado por Carlão é Guilherme Silva, 15, de Franca. Apaixonado pela natação, o jovem tem treinado cada dia mais forte e melhorado seus tempos. Ainda assim, ele acha que ainda precisa melhorar para realizar o sonho paraolímpico. “Dou sempre o meu melhor e tenho conseguido baixar meu tempo. Sei que posso melhorar. Ser elogiado pelo Carlão me motiva a treinar e me dedicar ainda mais ao esporte”, disse o atleta da AdefiSite externo..

Mais de 30 recordes batidos

 A Regional de São Paulo foi marcada pela quebra de 31 recordes brasileiros. Foram cinco no halterofilismo, 12 na natação e 14 no atletismo. Segundo o coordenador nacional da modalidade, Ciro Winkler, a etapa chamou atenção por revelar possíveis nomes para a próxima geração. “Muitos dos recordes quebrados foram de jovens com menos de 20 anos. Isso representa uma boa perspectiva de nomes para os Jogos Rio 2016. Já temos uma Seleção forte para Londres 2012, mas é importante a renovação para mantermos os resultados”, avaliou Winkler.

Geração 2016, oito atletas com menos de 20 anos sagraram-se os novos donos das melhores marcas nacionais no atletismo e na natação. Kelly Peixoto, 15, no lançamento de disco (F40); Yagonny de Souza, 19, nos 800m rasos (T45); Géssica Rodrigues, 18, nos 100m e 200m rasos (T36); Alan Augusto dos Santos, 15, nos 100m costas (S12); Carolaine da Silva, 14, nos 50m e 100m livre (S14); Miriele Gonçalves, 15, nos (S14); Paloma Sampaio (SB5) e Pamella Andrade (SB7), 18, nos 100m peito.

“Só caiu a ficha que quebrei o recorde quando recebi a medalha. Treino três horas por dia e vou me empenhar para ir longe, pois sonho disputar uma Paraolimpíada”, revelou Yagonny.

A paulista Kelly Peixoto, de apenas 15 anos, e o carioca Yagonny de Souza, 19, são alguns dos jovens que podem despontar. Yagonny (T45) treina há apenas nove meses, fez os índices nacionais da prova que disputou, além do recorde brasileiro nos 800m, (2m10s70) e do ouro nos 400m (56s16).

Kelly (F40) começou no atletismo há dois anos, nas Paraolimpíadas Escolares, e sagrou-se a mais nova recordista brasileira no lançamento de disco (13.06), além do índice nacional no arremesso de peso F40.

Além dos recordes e novos talentos, a competição reuniu grandes nomes da modalidade, como o medalhista mundial Ozivam Bonfim, bronze na Maratona T46 no Mundial da Nova Zelândia (2011). Ozivan confirmou o favoritismo e venceu as duas provas que competiu: os 5.000m, com o tempo de 16min10s e os 10.000m com 33min47s39.

Recordistas

Halterofilismo
Rodrigo Marques (MG), até 90kg – 185kg
Bruno Carra (SP), até 60kg – 147,5kg
Dádila Rodrigues(MG), até 56kg – 45kg
Terezinha Santos (RN), até 60kg – 92,5kg
Márcia Menezes (PR), até 82,5kg – 100kg

Natação
 Ailton Nóbrega (S12) – 100m costas – 01:31:02
Alan Santos (S12) - 100m costas – 01:51:77
Carolaine da Silva (S14) – 100m livre – 01:21:13
Carolaine da Silva (S14) – 50m livre – 00:36:28
Guilherme Marczuk (S12) – 100m costas – 01:45:93
Kelly Antunes (SM14) – 200m medley – 03:49:70
Miriele Gonçalves (S14) – 100m costas – 01:37:02; 200m medley – 03:40:69; 50m livre – 00:37:19; 100m livre – 01:20:81
Paloma Sampaio (SB5) – 100m peito – 02:12:54
Pamella Andrade (SB7) – 100m peito – 02:06:01

Atletismo

Evandro de Souza (T34) – 100m rasos – 00:21.13
Evanilson França (F58) – lançamento de dardo – 41.10
Fernando Ferreira (F20) – arremesso de peso – 10.37
Gessica Rodrigues (T36) – 100m rasos – 00:16.95
Gessica Rodrigues (T36) – 200m rasos – 00:37.05
Kelly Cristina Peixoto (F40) – lançamento de disco – 13.06
Luciano Pereira (F11) – arremesso de peso – 10.97
Márcia dos Santos (F11) – arremesso de peso – 8.80
Marco Aurélio Borges (F44) – lançamento de disco – 48.02
Paulo Ferreira (T20) – 1.500m rasos 3 04:18.48
Raquel Adriana Clemente (T37) – 400m rasos – 01:23.66
Renan de Souza (T35) – 200m rasos – 00:36.25
Vanderlei Oliveira (F13) – lançamento de dardo – 44.91
Yagonny de Souza (T46/45) – 800m rasos – 02:10.70

Fonte: http://www.cpb.org.br/Site externo.

Seguridade agrava punição por uso indevido de vaga de idoso ou deficiente.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 30/06/2011

Pastor Março Feliciano defendeu a aprovação do texto apensado. A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou nesta quarta-feira o Projeto de Lei 460/11, da deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), que torna infração grave (cinco pontos na carteira de habilitação) o uso indevido de vagas de estacionamento para idosos e portadores de deficiência física. O texto tramita apensado ao PL 131/11 , do deputado Antonio Bulhões (PRB-SP), que trata do mesmo tema, mas rejeitado pela comissão.

Hoje, o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97 ) não prevê punição específica para esse tipo de conduta. A norma determina apenas que estacionar o carro em desacordo com a sinalização para vagas exclusivas seja considerado infração leve (três pontos na carteira), punida com multa e remoção do veículo.

O relator da proposta, deputado Pastor Março Feliciano (PSC-SP), concordou com o aumento da punição para os infratores. Frequentemente as vagas de estacionamento reservadas às pessoas idosas ou com deficiência são utilizadas por aqueles que não atendem aos requisitos necessários para o usufruto do direito, disse.

Feliciano defendeu a aprovação do PL 460/11, apensado, sob argumento de que o texto estabelece as mesmas medidas da proposição principal, adotando, no entanto, outra forma de redação e apresentando detalhamento de conceitos.

Tramitação

Os projetos tramitam em caráter conclusivo e ainda serão analisados pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta: PL-131/2011

PL-460/2011

Fonte: Jus Brasil (29/06/11)
Imagem: http://trocandopalavras.wordpress.com/

Uma em cada set pessoas na Terra apresenta deficência ou limitação física.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 30/06/2011

Um homem empurra um amigo em uma cadeira de rodas após um evento em Pequim para promover a sensibilização para as questões de acessibilidade para as pessoas com deficiência.

Mais de 1 bilhão de pessoas no mundo vivem com algum tipo de deficiência, de acordo com uma nova pesquisa internacional . Isso é cerca de 15 por cento da população mundial, ou quase um em cada 7 pessoas.

Os números vêm de um esforço conjunto da Organização Mundial de Saúde e do Banco Mundial . A última vez que se teve uma estimativa da prevalência de incapacidades foi na década de 1970, quando a OMS constatou que era cerca de 10 por cento. O relatório atual sugere que a estimativa de 15 por cento irá crescer à medida que a população mundial avança em expectativa de vida.

Como nos anos 70, os números de hoje são na melhor das hipóteses, uma aproximação. Muitos países não coletam os dados com cuidado, e definições de deficiência diferem de lugar para lugar. O Banco Mundial e a OMS buscaram englobar pessoas que têm dificuldade para enxergar, ouvir, andar,problemas de memória, limitação de cuidado pessoal ou de comunicação. Mundialmente, a deficiência mais comum em pessoas com menos de 60 anos é a depressão profunda, seguida pela deficiência auditiva e deficiência visual.

(Veja: Mais de um bilhão de pessoas são portadoras de deficiência, diz relatório da ONU)

O relatório inclui um prefácio do físico teórico Stephen Hawking , que não consegue se alimentar, vestir ou falar sem ajuda, em razão da esclerose lateral amiotrófica, uma doença fatal e geralmente incapacitante. Ele diz que há um dever moral de se ajudar as pessoas com deficiência.

O chefe da OMS, Margaret Chan , oferece-se, além da moral, uma outra razão: “Provavelmente cada um de nós vai estar permanente ou temporariamente deficiente, em algum momento na vida.” Um editorial no jornal médico The Lancet aponta que as acomodações para pessoas com deficiência, tais como cortes de meio-fio, também ajudam a não-deficientes (como pessoas com carrinhos de criança).
Porque os dados estatísticos são importante? A razão é que conhecer a prevalência de deficiência ajuda as organizações a definir prioridades e configurar os programas providos pela OMS e pelo Banco Mundial – medidas que possibilitem às pessoas com deficiência cuidar de si, trabalhar e se locomover.
O relatório não estima o custo total do estabelecimento de tais programas. E também não oferece soluções para o maior desafio: encontrar o dinheiro.

Do original em http://www.npr.org/blogs/health/2011/06/09/137084239/nearly-1-in-7-people-on-earth-are-disabled-survey-finds.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Casa de eventos sem acessibilidade é multada em dez mil reais pela Subprefeitura de Itaquera

No Buffet La-Felicitá, para que uma pessoa com deficiência consiga chegar ao seu interior, a única maneira é por meio de uma escadaria de mais de vinte degraus

da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 29/06/2011

O Buffet Lá-Felicitá que fica na avenida Jacu – Pêssego, 5.500, em Itaquera é uma casa com espaço para receber 500 convidados – de acordo com seu site. O local, porém não obedece a lei 10.098, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, nem o decreto 5.296 que regulamenta a lei.Para que uma pessoa com deficiência consiga chegar ao interior do Buffet a única maneira é por meio de uma escadaria de mais de vinte degraus, que fica na entrada principal, o mesmo problema acontece se a pessoa quiser entrar pela porta de emergência. No local é possível notar também a falta de banheiros adaptados e exclusivos para pessoas com deficiência. Tudo isso vai contra a lei que diz que todos os estabelecimentos de uso coletivo, tanto públicos quanto privados têm que promover acessibilidade plena para quem se utiliza de seus espaços.

Mesmo com tantas irregularidades, de acordo com um funcionário do Lá-Felicitá que se identificou apenas como Silvestre, a Subprefeitura de Itaquera esteve no local recentemente, não para fechar a casa, mas para pedir que fosse feito as demarcações de estacionamento exclusivo para pessoas com deficiência e para idosos.

Na opinião do Coordenador do Movimento Inclusão Já, Valdir Timóteo a informação do funcionário parece piada. Ele questionou o fato de o local não oferecer rampas de acesso nem elevadores e mesmo assim a Subprefeitura solicitar apenas que façam vagas de estacionamento exclusivas. Valdir que havia ido até o local para alugar o espaço para uma festa ficou indignado com o que viu. “A acessibilidade aqui é zero, aliás, abaixo de zero, falta tudo aqui”, desabafou.

Os comentários de Valdir Timóteo têm grande significado, uma vez que, ainda de acordo com Silvestre a rampa de acesso que iria ser construída junto a escadaria não foi autorizada pelo CONTRU e por conta disso a rampa de acesso não foi construída. “O CONTRU não autorizou que fizéssemos a rampa, mas nós temos todas as licenças e alvarás tudo certinho”, disse.

Segundo Juliana Sender, Técnica do CONTRU, para que o órgão libere a alvará de funcionamento para estabelecimentos como o Buffet Lá-Felicitá é preciso que o local ofereça total acessibilidade. “Toda edificação tem que ser acessível. Para que a gente dê o alvará de funcionamento o imóvel tem que atender a legislação que exige que o local seja acessível, se essa casa não conseguiu o alvará é porque ela não obedece as normas e técnicas exigidas por lei”, esclareceu.

Questionada sobre os comentários acima a Subprefeitura de Itaquera informou por meio de sua assessoria de imprensa, que o Lá-Felicitá não tem licença de funcionamento e por conta disso foi autuado e multado em R$ 7.321,56. Quanto à falta de acessibilidade foi intimado a se adequar no prazo máximo de 30 dias, sob pena de multa no valor de R$ 3.558,50.

Nota da redação – O CONTRU – que é o órgão que atua na prevenção, fiscalização de instalações e sistemas de segurança de edificações e também é o responsável por conceder licença e alvarás de funcionamento para edificações como esse caso, não deu licença de funcionamento para o Buffet La’Felicitá, alegando falta de estrutura. Como é que o funcionário da casa diz que eles têm licença de funcionamento? Quem concedeu tal licença de funcionamento alegada pelo funcionário?

Outra questão que causa estranheza é o fato de uma casa de eventos tão grande e localizada em um ponto de grande fluxo ter permanecido aberta por tanto tempo sem licença de funcionamento e sem acessibilidade, sem que os órgãos públicos tomassem alguma providência. De quem foram as vistas grossas?

Fonte: Fato Paulista - São Paulo - SP, 28/06/2011

Deficiente demorou um mês para conseguir bilhete aéreo da TAP

Jorge Nascimento quis comprar uma viagem de avião, mas ele tem paralisia cerebral e usa uma cadeira de rodas. Ao contrário de qualquer cidadão comum, ele teve de esperar um mês para isso

Ricardo Shimosakai

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 29/06/2011

Jorge Nascimento quis algo aparentemente simples: comprar uma viagem de avião com partida do Porto e destino a Viena, na Áustria. Ao contrário de qualquer cidadão comum, que levaria cerca de dez minutos na Internet a concretizar esta tarefa, Jorge teve de esperar um mês, até que ontem, após sucessivas trocas de e-mails, decidiu dirigir-se ao balcão de atendimento da TAP no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, onde esteve mais de quatro horas para, finalmente, conseguir a emissão do ambicionado bilhete. A diferença é que Jorge, de 40 anos e estudante do ensino superior, tem paralisia cerebral e usa uma cadeira de rodas. Jorge Nascimento foi ontem ao aeroporto e só aí resolveu o problema

“Não compreendo. Não dá para compreender”, repetia Jorge Nascimento junto ao balcão de atendimento da companhia aérea portuguesa. O estudante da Faculdade de Letras da Universidade do Porto foi ao aeroporto acompanhado de Luísa Magalhães, da associação GAIAC (Grupo de Acção Intercâmbio Artístico e Cultural), que o convidou a participar no projecto europeu Valid Voice, sobre os direitos das pessoas com mobilidade reduzida, que decorre de 23 a 29 de Maio, em Viena. No balcão, para ajudar Jorge, esteve também Carlos Afonso, que o acompanha na viagem a Viena, e José Soeiro, deputado do BE.

Jorge Nascimento tentou fazer a reserva para o voo, via agência de viagens, a 21 de Abril. Os obstáculos colocados foram muitos: porque era um avião pequeno sem possibilidade de levar a cadeira de rodas no porão, porque Jorge teria de pagar o transporte da cadeira noutro avião como se tratasse de um vulgar envio de carga, porque era preciso dar pormenores sobre o peso da cadeira e informações mais detalhadas sobre a mobilidade do passageiro, porque o voo implicava uma escala e uma mudança para outra companhia aérea…

Passou quase um mês e a viagem que inicialmente tentou reservar por cerca de 300 euros já custava praticamente o dobro. Revoltado, Jorge Nascimento foi ontem para o aeroporto e recusou sair de lá sem a sua situação resolvida. Saiu com os bilhetes e novo itinerário. Em vez de Porto-Bruxelas-Viena, Jorge e Carlos Afonso vão fazer o voo Porto-Lisboa-Zurique-Viena. Com a cadeira de rodas a bordo e com preço reduzido.

“Qualquer pessoa compra uma viagem em minutos na Internet e eu fui obrigado a esperar um mês e a ficar aqui um dia para resolver isto. Não é justo. A minha vontade é ir para tribunal”, dizia o estudante de ensino superior, lembrando que há dez anos viajou para a Argentina, noutra companhia aérea, sem problemas. Desta vez, Jorge sente que foi discriminado e, por isso, já com os bilhetes na mão após mais de quatro horas passadas junto ao balcão de atendimento da TAP, pediu o livro de reclamações. TAP admite falhas

António Monteiro, porta-voz da TAP, admite que houve falhas. E, por isso, Jorge Nascimento pagou pela viagem o que pagaria há um mês. “Admito que não tenha havido a eficácia desejada para resolver este problema mais rapidamente”, refere o responsável, sugerindo que, em situações “com este tipo de especificidades, e que não são padronizadas”, os passageiros se dirijam aos balcões, onde há “formas directas de relacionamento”. António Monteiro reafirma que o problema foi a impossibilidade de transportar a cadeira com o passageiro no avião que faria o voo entre Porto e Bruxelas. E, rejeitando a acusação de discriminação, concede que “não houve sensibilidade e capacidade de resolver o problema”.

A TAP violou, com esta atitude, as disposições do Regulamento (CE) n.º 1107/2006 do Parlamento Europeu e do Conselho de 5 de Julho de 2006, nomeadamente o disposto:

No Artigo 3.º:

Proibição da recusa de transporte

As transportadoras aéreas, os seus agentes ou os operadores turísticos não se recusarão, com fundamento na deficiência ou na mobilidade reduzida:

a) A aceitar uma reserva para um voo com partida num aeroporto ao qual se aplique o presente regulamento;

b) A embarcar uma pessoa com deficiência ou uma pessoa com mobilidade reduzida num aeroporto ao qual se aplique o presente regulamento, desde que a pessoa em causa tenha um bilhete e uma reserva válidos.

E no Artigo 10.º

Assistência prestada pelas transportadoras aéreas

As transportadoras aéreas devem prestar a assistência especificada no anexo II, sem encargos adicionais, às pessoas com deficiência ou às pessoas com mobilidade reduzida que partam, cheguem ou se encontrem em trânsito num aeroporto a que se aplique o presente regulamento, desde que as pessoas em questão satisfaçam as condições estabelecidas nos números 1, 2 e 4 do artigo 7.º

Fonte: Turismo adaptado - Portugal, 28/06/2011

Deficiente é mantida presa em quarto escuro trancado por corrente em MS

Vítima sofre de deficiência intelectual e era trancada pela mãe, diz Polícia Civil. Suspeita disse ter solicitado internação da filha em hospital psiquiátrico

da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 29/06/2011

Uma mulher de 38 anos, que tem deficiência intelectual, foi encontrada nesta quarta-feira (22) em Campo Grande presa em um quarto de nove metros quadrados, de janelas fechadas, sem luz elétrica e com uma porta de um metro e meio de altura trancada com uma corrente. Segundo informações da Polícia Civil, a mãe, uma mulher de 58 anos, mantinha a vítima no local.
O boletim de ocorrência foi registrado na 2ª DP da cidade. A mulher foi encontrada por membros do Conselho Estadual dos Direitos das Pessoas com Deficiência e policiais civis. A casa fica no bairro Nova Lima, região norte de Campo Grande.

De acordo com a polícia, o cômodo estava repleto de fezes e urina. A vítima estava de roupas íntimas e usava um sobretudo. A mãe levou os policiais até o local onde prendia a filha e vai ser investigada por maus-tratos.
Segundo informações do delegado da 2ª DP Valdir Rogério Benetti, a vítima não apresentava qualquer tipo de lesão.

A mãe, segundo ele, alegou que a filha apresenta comportamento agressivo por causa da doença e por isso a mantinha presa, principalmente quando fazia serviços em outros cômodos da casa. De acordo com o registro da ocorrência, a suspeita relatou que aguarda, do Centro de Referência em Assistência Social (Cras) do bairro, providências para internar a filha em hospital psiquiátrico. A vítima, de acordo com a mãe, não toma medicamento algum para minimizar os efeitos da doença mental. Não foi informado local para onde a vítima foi levada.

Fonte: G1 - Campo Grande - MS, 28/06/2011

Cadeirante de 19 anos pede ajuda à população

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 29/06/2011


Sem andar desde os três anos de idade, devido a uma rara doença,
Amanda Cristina Gomes Sarmento começou uma campanha para angariar
recursos para realizar duas cirurgias nas pernas. A garota, de
apenas 19 anos, sofre de osteogenesis imperfecta, popularmente
conhecida como ossos de vidro. Com mais de 50 fraturas pelo
corpo, Amanda não desanima. “Sei que vou conseguir voltar a
andar”, anima-se.http://www.blogger.com/img/blank.gif
A cirurgia é delicada e cara. Será necessário colocar placas e
pinos de titânio nos ossos da perna, cujos custos são elevados. E
a equipe médica que irá operar Amanda está cobrando R$ 12 mil por
cada cirurgia (ela precisa fazer duas).
Para conseguir esse dinheiro, Amanda e um grupo de amigos deram
início à campanha “Quem Acredita Sempre Alcança”. Com a venda de
camisetas e adesivos com a logomarca da campanha, eles esperam
arrecadar, pelo menos, R$ 12 mil para a operação de uma perna,
que está marcada para julho.

Fonte: Correio de Lins

Delegado acusado de agredir cadeirante vai trabalhar na Delegacia Seccional de Presidente Venceslau

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 29/06/2011

O mesmo delegado que está sendo investigado pela corregedoria da Polícia Civil de São Paulo, por ter agredido um cadeirante, foi designado para atuar na área da Delegacia Seccional de Presidente Venceslau!

O juiz Carlos Gutemberg de Santis Cunha terminou na tarde de hoje de ouvir todas as testemunhas relacionadas do caso da agressão do delegado Damasio Marino ao cadeirante Anatole Magalhães Morandini.

Foram ouvidos o próprio delegado e Vernei Antonio de Freitas, delegado titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais).

A defesa manteve a versão de que Damasio agrediu o cadeirante com dois tapas após receber uma cusparada no rosto. Já a promotoria afirma que Anatole foi agredido com coronhadas.

Ainda não há um prazo para que o juiz determine a decisão em primeira instância.

Fonte: http://www.ovale.com.br/
Veja: Delegado bate em cadeirante em briga por vaga especial em São José dos Campos (SP)

Delegado acusado de agredir cadeirante vai trabalhar em Venceslau

O Diário Oficial do Estado publicou nesta sexta-feira (17/06) a designação do delegado Damásio Marino para atuar na área da Delegacia Seccional de Presidente Venceslau. É o mesmo delegado investigado pela Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo sob acusação de ter agredido um advogado cadeirante durante uma briga por uma vaga de estacionamento reservada para portadores de deficiência física. A agressão teria ocorrido em janeiro passado defronte o Fórum de São José dos Campos.

De acordo com a denúncia, o delegado retornava ao seu veículo particular quando foi abordado pelo advogado Anatole Magalhães Macedo Morandini, que reclamou do uso da vaga especial. Houve a seguir uma discussão e briga.

Em seu depoimento, Marino nega ter usado uma arma, mas admitiu que deu “dois tapas” no cadeirante após ser xingado e receber uma cusparada no rosto. O caso teve repercussão nacional.

No noticiário da Internet não consta se já houve a conclusão do caso pela Corregedoria.

A transferência de Marino para uma delegacia de Venceslau já era cogitada pela imprensa em nota divulga na Internet, recentemente.

Fonte: http://jornaldiariodracena.com.br/

terça-feira, 28 de junho de 2011

Celular especial para deficientes auditivos e visuais já está a venda no Brasil

Aparelho também reconhece possíveis casos de acidente, além de lembrar horário de remédios e consultas médicas.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 28/06/2011

Um celular que presta ajuda às pessoas com perdas auditivas ou visuais, ou que sofrem com problemas de mobilidade e memória. Essa foi a ideia da empresa brasileira CellDesign ao desenvolver o modelo BP01. O celular, que pode ser manuseado de forma bastante rápida e fácil, mantém o usuário conectado, o tempo todo, aos seus parentes ou cuidadores.

As teclas são em alto-relevo, com números em fontes bem grandes, para facilitar a visualização. As cores e o tamanho das letras exibidas na tela também são pensadas para aqueles que têm problemas visuais. Já os deficientes auditivos podem configurar o volume para até 25 dB – muito mais que os modelos comuns, que normalmente não passam de 10 dB.

O aparelho ainda apresenta um acabamento emborrachado, e é resistente a quedas de até 1,80m. Aliás, esta é mais uma vantagem: um sensor de quedas é capaz de detectar grandes impactos. Dessa forma, ele é capaz de reconhecer acidentes e, automaticamente, aciona 5 números cadastrados pelo usuário. Esses contatos são alertados via SMS e, caso não haja retorno, o sistema de ligação é acionado automaticamente, até que algum deles responda. Com a chamada atendida, os celulares entram no modo viva-voz, para facilitar o contato. O botão SOS, para situações emergenciais, possui funcionamento semelhante e é localizado na parte posterior do aparelho.

Aqueles que têm pouca memória e vivem esquecendo o horário de tomar remédios também podem aproveitar dos recursos de assistência médica. O telefone controla o horário e a recarga de medicamentos, e lembra seu dono do dia e horário de consultas médicas, mesmo se o equipamento estiver desligado.

O celular também vem com Bluetooth, lanterna LED, rádio FM e bloqueador de chamadas. Os aparelhos estão à venda no site da empresa por R$ 575,00, ou 10 x R$ 63,98.

Site: http://www.celldesign.com.br/

Fonte: Olhar Digital (09/06/11)

Direito a educação em pauta

AMPID divulga Nota Oficial em apoio à Política de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 28/06/2011

Está inserido, na própria Constituição da República de 1988, em seu artigo 205, que a educação é um direito de todos e dever do estado e da família, e será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, “visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. Constituindo, ainda, como dever do Estado o atendimento educacional especializado às pessoas com deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino (artigo 208, III, da CF).

Nesse mesmo sentido a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas, ratificada pelo Brasil em 2008 e incorporada ao ordenamento jurídico pelo Decreto Legislativo 186/08 e pelo Decreto Executivo nº 6.949/2009, inclusive equiparada a Emenda Constitucional pela redação da EC nº 45/2004, em seu artigo 24, reconhece o direito das pessoas com deficiência à educação, e que, para efetivar tal direito, sem discriminação e com base na igualdade de oportunidade, deverão os Estados Partes assegurar “um sistema educacional inclusivo em todos os níveis, bem como o aprendizado ao longo de toda a vida”, tendo como um dos seus objetivos “a participação efetiva das pessoas com deficiência em u ma sociedade livre”.
Para o exercício do direito à educação, estabelece ainda a mencionada Convenção que os Estados deverão assegurar que:

a. As pessoas com deficiência não sejam excluídas do sistema educacional geral sob alegação de deficiência e que as crianças com deficiência não sejam excluídas do ensino primário gratuito e compulsório ou do ensino secundário, sob a alegação de deficiência;
b. As pessoas com deficiência possam ter acesso ao ensino primário inclusivo, de qualidade e gratuito, e ao ensino secundário, em igualdades de condições com as demais pessoas na comunidade em que vivem;
c. Adaptações razoáveis de acordo com as necessidades individuais sejam providenciadas;
d. As pessoas com deficiência recebam o apoio necessário, no âmbito do sistema educacional geral, com vistas a facilitar sua efetiva educação.
e.Medidas de apoio individualizadas e efetivas sejam adotadas em ambientes que maximizem o desenvolvimento acadêmico e social, de acordo com a meta de inclusão plena.

Verifica-se que a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva do Ministério da Educação encontra-se de acordo com o que preceituam a Constituição Federal e a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, posto não aceitar que a criança e o adolescente estejam fora da sala de aula comum, único lugar capaz de maximizar o seu desenvolvimento, diante da diversidade de características de seus alunos, contribuindo enormemente para sua inclusão plena.

Também prevê o investimento em acessibilidade ao meio físico das escolas e à comunicação, em capacitação de professores, em salas de recursos multifuncionais e no oferecimento de atendimento educacional especializado, o que pode ser visto do próprio texto da Política Nacional de Educação Especial (2008), no Decreto nº 6.571/2008 (que dispõe sobre o Atendimento Educacional Especializado, entre outros assuntos), das várias Notas Técnicas, entre outros documentos político pedagógicos.

Assim, está amplamente respaldado no direito constitucional o fato de só se admitir a escolarização da pessoa com deficiência na escola comum, assim como acontece com as demais crianças e adolescentes sem deficiência, sendo o atendimento educacional especializado não substitutivo à escolarização dos alunos público alvo da educação especial, de caráter complementar e oferecido preferencialmente na rede de ensino, no contraturno do ensino regular. Inclusive, ressaltamos que instituições especializadas de surdos, cegos e pessoas com deficiência intelectual continuarão a ter seu relevante papel no contraturno da escola.

Portanto, as classes e escolas especiais ainda existentes, para que cumpram com o que estabelece a nossa Carta Magna e a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, devem ser transformadas em Centro de Atendimento Educacional Especializado, contribuindo para uma efetiva inclusão das pessoas com deficiência na sociedade em que vivem, rompendo, assim, de forma irreversível, a invisibilidade em que, ainda hoje, muitas vezes aquelas se encontram.

É importante ressaltar que, desde o inicio da implementação dessa Política Nacional do Ministério da Educação em todo o Brasil, o Censo Escolar registra significativos avanços nos sistemas de ensino em relação às matrículas de estudantes público alvo da educação especial no ensino regular: de 1998, início do processo inclusivo, a 2006 houve um crescimento de 640%, passando de 43.923 alunos em 1998 para 325.316 em 2006. De 2007 para 2010 passou-se a ter 484.332 estudantes matriculados em classes comuns do ensino regular, totalizando uma taxa de crescimento neste período de 37 %.

Desta forma, a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público em Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência e dos Idosos – AMPID, diante desse panorama nacional, e considerando sua finalidade precípua de defesa dos direitos humanos e da dignidade e autonomia das pessoas com deficiência, além da garantia do respeito ao estado democrático de direito, posiciona-se favorável à Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva do Ministério da Educação – MEC, requerendo a sua continuidade, seu avanço e aperfeiçoamento, sem alterações que possam desvirtuá-la, garantindo o respeito aos ditames constitucionais e legais supracitados que garantem dignidade e autonomia à pessoa com deficiência no Brasil.

Brasília-DF, 20 de maio de 2011.

Rebecca Monte Nunes Bezerra
Promotora de Justiça e Presidente da AMPID

Waldir Macieira da Costa Filho
Promotor de Justiça e Vice-Presidente da AMPID

Fonte: http://www.inclusive.org.br/?p=19595

Procurando emprego? Que tal ser bancário?

Adriana Lage dá dicas de emprego para pessoas com deficiência no setor bancário

Adriana Lage


Grande parte das pessoas com deficiência no Brasil ainda está fora do mercado de trabalho. Algumas por falta de qualificação ou de oportunidades. Outras preferem manter a segurança de uma aposentadoria a correr riscos no mercado de trabalho.

Vários países usam o sistema de cotas para assegurar a contratação de pessoas com deficiência pelas empresas. Em muitos países desenvolvidos esse sistema já se encontra extinto. O Brasil ainda necessita desse recurso para tentar amenizar as desigualdades e preconceitos em relação ao trabalho das pessoas com deficiência. A Lei de Cotas, nº 8.213 de 1991, obriga empresas com cem funcionários ou mais a reservarem um percentual de 2% a 5% das vagas para pessoas com deficiência. Foi um grande avanço para esse segmento da população. Sinceramente, ainda espero que nosso país passe a respeitar a população com deficiência da mesma forma que países do primeiro mundo e não precisemos mais de leis como essa.

Mesmo com a Lei de Cotas e as melhorias nas questões de acessibilidade - tais como adaptações nos meios de transporte/comunicação e a existência de escolas realmente inclusivas -, várias empresas ainda não conseguem cumprir o previsto na Lei de Cotas. O setor bancário é um dos que mais sofre com isso.

Nos bancos públicos, como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, a admissão de funcionários somente é realizada através de concurso público. Reserva-se, normalmente, 10% das vagas para pessoas com deficiência. Os candidatos são recrutados de acordo com as vagas existentes no seu pólo de classificação. Se compararmos o quantitativo de funcionários com deficiência e o total de empregados, veremos que ainda são poucos os empregados com alguma deficiência.

Os bancos privados também sofrem para cumprir a Lei de Cotas, embora a forma de contratação seja mais flexível que a dos bancos públicos. Visando reduzir esse problema, a FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos), criou, em 2009, o programa FEBRABAN de Capacitação Profissional e Inclusão de Pessoas com Deficiência no Setor Bancário, cujo objetivo é “selecionar e incluir profissionalmente pessoas com deficiência interessadas em atuar no setor bancário, de modo a oferecer capacitação profissional durante cerca de 6 meses, abrangendo aulas de língua portuguesa, matemática financeira, etiqueta empresarial, informática, negócios bancários, negociação e vendas.”

Nesse ano, o programa inovou incluindo também pessoas com deficiência intelectual. Sabemos que esse segmento tem dificuldades ainda maiores para sua inserção no mercado de trabalho. O programa, que conta com parceria da AVAPE, visa capacitar e incluir 444 pessoas com deficiência, sendo 31 profissionais com deficiência intelectual, nas agências dos bancos que fazem parte do projeto: BANIF, Bicbanco, Bradesco, Citibank, Cruzeiro do Sul, Carrefour Soluções Financeiras, HSBC, Itaú - Unibanco, Safra, Santander e Votorantim. O processo de capacitação profissional é feito pela AVAPE.

Mais informações sobre o Programa podem ser encontradas em www.febraban.org.br/oportunidade.

Esse programa é mais voltado para o Estado de São Paulo, mas os bancos sempre estão à procura de pessoas com deficiência para integrar seu corpo funcional. Aqui em BH, por exemplo, constantemente existem vagas no setor bancário para esse segmento. Um bom local para busca de informações e cadastramento é o SESI/CIRA – Centro de Integração e Apoio ao Portador de Deficiência Rogéria Amato (telefone: (31) 3313-7211). Normalmente, as vagas disponíveis são para empresas de BH e Contagem. Tenho um amigo que, em 2009, fez seu cadastramento e, em poucas semanas, começou a trabalhar no HSBC. Meu amigo Arthur também encontrou emprego rapidamente numa das agências do Bradesco em SP.

Enfim, leitor, querendo uma oportunidade de emprego, não deixe de procurar o setor bancário. Posso garantir, no alto dos meus quase 11 anos de banco, que é um trabalho muito legal. Temos metas estressantes e, a cada ano, mais desafiadoras, sofremos muita pressão, em alguns casos somos xingados até nossa última geração pelos clientes e sofremos ameaças, mas nada é mais gratificante que ajudar uma pessoa na concretização de seus sonhos (uma casa própria, um empréstimo para abrir uma micro-empresa, o dinheiro para ajudar na faculdade, etc). Lidar com pessoas é sempre um desafio diário. Mas essa troca de experiências é única e aprendemos muito com isso. Agora, se meus argumentos ainda não foram suficientes, vale ressaltar que o setor bancário, há anos, é um dos mais lucrativos do país. Temos direito à PLR – participação nos lucros e resultados. Ou seja, sempre recebemos um dindim a mais! E, como diriam meus amigos e colegas de trabalho, a gente ganha pouco, mas se diverte!

Fonte: Rede SACI - Belo Horizonte - MG, 27/06/2011 - Imagem internet

Empresa adota rotação de cargos para encontrar aptidões

Técnica ajuda a superar barreiras como, a resistência dos gestores, o baixo nível de escolaridade e a falta de experiência dos candidatos com deficiência.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 28/06/2011


A Unimed PaulistanaSite externo. adotou uma estratégia diferente para encontrar cargos ideais para as pessoas com deficiência interessadas e capacitadas a trabalhar em uma empresa da área de saúde: a rotação de funções.

O projeto consiste de duas etapas. A primeira é a formação, três meses de treinamento e capacitação para as pessoas com deficiência selecionadas previamente, sem qualquer restrição a tipo de deficiência. Na seqüência, os profissionais vão para o processo de rotação de cargos e passam por diversas áreas administrativas da empresa.

"Neste momento o profissional poderá conhecer a empresa de maneira efetiva e na prática. É também aí que ele mostra seu trabalho, podendo ser efetivado", explica Juliana Monteiro, Coordenadora de Recrutamento e Seleção da Unimed Paulistana. Até o momento a companhia tem contratados 89 profissionais com deficiência.

De acordo com a área de recursos humanos, a rotatividade por vários funções antes da contratação foi uma forma encontrada pela empresa para superar as barreiras encontradas na inserção de pessoas com deficiência no quadro da empresa, como a resistência por parte dos gestores em disponibilizar vagas para esses profissionais, o baixo nível de escolaridade dos candidatos e a falta de experiência.

Para ampliar o número de pessoas contratadas, a Unimed Paulistana tem feito também um trabalho de divulgação. Entre uma das iniciativas tomadas pela companhia foi a participação na Feira de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade (Reatech)Site externo..

"Participamos pelo segundo ano consecutivo. Nosso interesse é divulgar o trabalho desenvolvido pela Unimed Paulistana e captar novos profissionais, pois o projeto está em andamento e nossa meta é superar as expectativas e acima de tudo, continuar contratando pessoas que possam contribuir com o desenvolvimento e o crescimento da empresa", afirma Juliana.

Fonte: http://invertia.terra.com.br/terra-da-diversidade/Site externo.

Idosa doente de 95 anos é obrigada a tirar a fralda que vestia durante revista em aeroporto

Idosa de 95 anos sofre de leucemia e alega ter sido humilhada em aeroporto da Flórida.


APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 28/06/2011


Idosa de 95 anos sofre de leucemia e alega ter sido humilhada em aeroporto da Flórida

Uma idosa de 95 anos foi revistada minuciosamente por funcionários da agência americana de Segurança nos Transportes (TSA, na sigla em inglês) e foi obrigada a retirar a fralda geriátrica que vestia, em um aeroporto da Flórida, nos Estados Unidos.

A velhinha, que sofre de leucemia, e sua filha, Jean Weber, iriam embarcar para Michigan. Durante a revista, antes do embarque, uma funcionária da TSA afirmou ter sentido "algo suspeito" na perna da idosa e a levou a uma sala privada.

Como a fralda da idosa estava suja, a agente pediu para que a filha limpasse a mãe para que o procedimento pudesse ser feito.
Jean conta que começou a chorar ao ver a mãe ser minuciosamente revistada no aeroporto.

"Minha mãe está muito doente. Ela havia passado por uma transfusão de sangue, uma semana antes, justamente para aguentar a viagem", contou à CNN.
A TSA considera que a funcionária não agiu de forma errada ao pedir para a idosa retirar a fralda. Segundo a agência, "todas as pessoas e itens precisam passar por triagem antes do embarque."

"Nós revisamos as circunstâncias do incidente e consideramos que nossa funcionária agiu de maneira profissional e de acordo com os procedimentos padrões", disse a TSA, em nota.

Para Jean, não há justificativa para se revistar uma idosa doente em uma cadeira de rodas.

"Se este é seu procedimento, o que eu entendo, considero precisa ser mudado", opinou.

*Com informações da CNN

Fonte:UOL Notícias -São Paulo - 27/06/2011

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Cachorro que perdeu as quatro patas ganha próteses biônicas para voltar a andar

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 27/06/2011

As aplicações da robótica podem ser vistas em diversos segmentos como indústria, desativação de bombas e até a arte, mas essa aplicação que vamos falar no artigo surpreende e dá esperanças àqueles que têm animal de estimação em casa que não tenha algum membro.


Cão com prótese (Foto: Incredible Features)
Naki’o foi um cãozinho que viveu com muito sofrimento: sua mãe faleceu, ele foi abandonado pela família que o criava e enquanto era filhote, teve as suas 4 patas amputadas depois que foram congeladas, após ficar preso em uma parte com muito gelo, depois de um inverno rigoroso.

Porém, um veterinário chamado Christie Tomlinson, que necessitava de uma companhia para o seu outro cão chamado Jack Russell, ficou com muita pena de Naki’o e arrecadou fundos para que arrumasse uma prótese para ele. O seu entusiamo foi tão contagiante que ortopedistas especializados em animais domésticos da Orthopets fizeram o trabalho de graça.

Naki’o teve dificuldades, inicialmente, para se adaptar com a sua nova prótese, mas depois de pouquíssimo, tempo já estava andando. Essa nova prótese permite que ele corra, pule, brinque com o seus irmãos e que até nade.

Veja o vídeo de Naki’o com a nova prótese:



Fonte: http://www.techtudo.com.br

Deputados aprovam inclusão de deficientes monoculares

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 27/06/2011

No Brasil, a proteção à pessoa com deficiência é um preceito resguardado pela Constituição Federal, porém, há caminhos a serem percorridos para que esta proteção se faça plena. Nesta quarta-feira, 15/6, São Paulo deu mais um passo em direção à promoção da igualdade com a aprovação do Projeto de Lei 591/2008, de Marcos Martins (PT), em Plenário.

O PL, aprovado por unanimidade, versa sobre a classificação da visão monocular, também definida como pessoas que só podem enxergar com um dos olhos, como deficiência visual no Estado, a fim de que seus portadores tenham acesso aos benefícios legais destinados aos demais deficientes.

É comprovado que a visão monocular dificulta a definição de profundidade e distância, podendo ser impeditiva em várias esferas, principalmente na área profissional. Nesta, a disputa por uma vaga no mercado de trabalho se torna cada dia mais acirrada e as exigências para o ingresso nele também.

(Veja: Visão Monocular é considerada como deficiência em concursos públicos?)

O Poder Judiciário já apresentou decisões em favor da inclusão da visão monocular nos quadros de deficiência, objetivando a condução de seus portadores ao acesso a direitos já garantidos em lei, como reserva de vagas em concursos públicos, isenção em transporte coletivo, inserção na iniciativa privada e aquisição de próteses oculares, por exemplo.

Segundo a Associação Brasileira dos Deficientes com Visão Monocular, em média, de 1% a 2% da população possui visão monocular, percentual que integra um contingente de 400 mil pessoas.

Autor: Da assessoria do deputado Marcos Martins

Fonte: Jus Brasil (17/06/11)