sábado, 9 de julho de 2011

Deficiente visual é preso e torturado no Mato Grosso por roubo que não cometeu, afirma defensora pública

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 09/07/2011
Jorge Estevão - Especial para o UOL Notícias - Em Cuiabá
Um deficiente visual aposentado pelo INSS foi preso e submetido a tortura por policiais civis da delegacia municipal de Bom Jesus do Araguaia (a 983 km de Cuiabá). A denúncia foi feita pela defensora pública Maria Lúcia Prati, que também é autora da ação por danos morais a ser movida por Uelton Santana de Lima, 22 anos. O anúncio da ação foi feito nesta quinta-feira (07).

Segundo a defensora, no último dia 28 de abril, Uelton, que tem a visão esquerda nula, e a direita, com 70% de deficiência, viajava na garupa de uma motocicleta da cidade onde mora, Ribeirão Cascalheira, para Bom Jesus do Araguaia. No trajeto de 150 quilômetros ele e o piloto foram parados por uma barreira da Polícia Civil, que, naquela região, costuma promover esse tipo de operação em estradas secundárias.

Policiais descobriram que a moto tinha sido roubada em Canarana, município que faz parte da região. O piloto da moto e o deficiente foram levados para a delegacia de Bom Jesus, onde foram indiciados por roubo, colocados de volta no carro da polícia e levados para Ribeirão, já que em Bom Jesus não há celas.

O piloto da moto confessou ter roubado o veículo. Uelton disse que apenas conhecia o motociclista e havia pagado a ele R$ 100 para levá-lo a Bom Jesus. Os policiais não teriam acreditado na história do rapaz e, no trajeto, pararam o carro num canavial e começaram a sessão de torturas.

Uelton e o piloto da moto teriam sido esmurrados no rosto e agredidos com socos no peito e no estômago. Segundo o deficiente visual, os policiais colocaram um saco plástico na cabeça dele e perguntaram qual era a participação no roubo da motocicleta. Ele voltou a negar, mas a tortura se intensificou.

Após quase uma hora de espancamento, os dois foram colocados na viatura e levados para Ribeirão. Na delegacia, os suspeitos foram recebidos sem que antes fossem submetidos a exames de lesão corporal, que é ato rotineiro quando uma pessoa passa para a custódia da polícia.

Defensoria pública

Alguns dias depois, a família de Uelton soube que o rapaz estava preso, procurou pela Defensoria Pública e foi atendida pela defensora Maria Lucia Prati. Segundo ela, Uelton ficou preso até final de maio, mesmo depois da comprovação de que o jovem não tinha envolvimento com o roubo da moto.

“Aparecem muitos casos de denúncias de tortura, mas este conseguimos provar por meio de exames realizados uma semana depois da prisão”, disse Maria Lúcia. Em princípio, a família não queria divulgação do caso por temer represálias de policiais civis da região. Mas, no início desta semana, eles procuraram a defensora e se mostraram dispostos a entra com ação de reparação por danos morais cometidos contra Uelton.

A defensora afirmou que o rapaz estava muito machucado no rosto. “O único olho, que funciona com deficiência, foi atingido”, disse Prati, que ainda não sabe se o aposentado vai perder a visão, já que novo exame no local será feito em alguns dias.

Outro lado

O delegado de Polícia do Interior Jales Batista informou que ainda não recebeu informações sobre a suposta tortura cometida por policiais civis. Segundo Batista, assim que obtiver formalização da denúncia, ele deve remeter o inquérito para a Corregedoria-Geral e verificar quem são os acusados para tomar medidas administrativas, como o afastamento.



Fonte: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2011/07/08/deficiente-visual-e-preso-e-torturado-no-mato-grosso-por-roubo-que-nao-cometeu.jhtm

Ministra assina manifesto em favor da inclusão das pessoas com deficiência

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 09/07/2011

A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), Maria do Rosário, recebeu nesta quinta-feira (7) um manifesto com mais de 11 mil assinaturas pelo cumprimento da Convenção sobre Direitos das Pessoas com Deficiência. No documento, entregue por representantes do movimento Inclusão Já e da Rede Inclusiva – Direitos Humanos no Brasil, as entidades pedem a manutenção das metas originais sobre educação inclusiva previstas no Plano Nacional de Educação (PNE 2011-2020), elaborada pelo Ministério da Educação (MEC).

O principal temor das entidades, segundo a presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público de Defesa dos Direitos dos Idosos e Pessoas com Deficiência, Rebecca Nunes Bezerra, é de haja perdas em relação às metas voltadas ao segmento no PNE.

“A meta quatro do PNE que prevê a universalização, para a população de 4 a 17 anos, do atendimento escolar aos estudantes com algum tipo de deficiência, física ou mental, já recebeu 187 emendas parlamentares. Muitas delas vão totalmente de encontro aos avanços previstos na Convenção dos Direitos Humanos”, explicou Rebecca. No total, o relator da matéria na Câmara, deputado Ângelo Vanhoni (PT-PR), já recebeu mais de 3 mil emendas ao PNE.

Ao receber o documento, a ministra não só manifestou apoio às reivindicações, como também o assinou. “Acreditamos que devemos ser guardiões da conquista da convenção Internacional dos Direitos Humanos. A partir do reconhecimento dos direitos da pessoa com deficiência, nós podemos ter um país melhor para todos. Já temos um amplo processo de debate acerca destes temas em andamento, e com certeza daremos continuidade à luta pela inclusão e acessibilidade, que é dever de todos”, afirmou Rosário.

De acordo com a ministra, o governo prepara um amplo programa de âmbito nacional, voltado para o direito das pessoas com deficiência, que envolverá quase todos os ministérios na construção de políticas públicas para o segmento. “Inspirados na universalização do direito à educação, deveremos anunciar em breve um programa para superarmos todos os desafios para a universalização da inclusão das pessoas com deficiência no Brasil. Estamos pensando todos os aspectos que envolvem o dia a dia dessas pessoas, que começa desde o momento em que eles deixam suas casas para ir ao trabalho ou à escola”, adiantou.

Rosário informou ainda ao grupo que irá solicitar uma reunião com o relator do PNE para tratar do assunto. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) também integrou a comitiva, que contou com representantes de mais de 20 entidades ligadas às questões de Direitos Humanos e da pessoa com deficiência.

Fonte: http://www.inclusive.org.br/?p=20246

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Miss deficiente visual DF tenta título nacional com vestido emprestado

Misses de 14 estados e do DF disputam título no Rio Grande do Norte.
Rafaela Céo

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 08/07/2011

Uma funcionária terceirizada do Tribunal Regional Federal de Brasília disputa no próximo dia 23, com vestido emprestado e sandália doada, o título de Miss Deficiente Visual Brasil, que será realizado no Rio Grande do Norte. O concurso, que está em sua primeira edição, reúne candidatas de 14 estados e do Distrito Federal.

Ciraiane Alves Aguiar tem 25 anos e mora em Samambaia, região administrativa do DF a cerca de 35 km de Brasília. Há pouco mais de um mês, a rotina dela se resumia a tarefas domésticas, cuidados com os dois filhos e o marido e ao trabalho no tribunal. Porém, Ciraiane teve a vida transformada depois de ser escolhida Miss Deficiente Distrito Federal, no dia 31 de maio. Agora, além das tarefas do dia a dia, ela se desdobra para cuidar do corpo, do cabelo e da pele e para conseguir apoio para concretizar o sonho de ser eleita no concurso nacional.

O vestido que ela pretende usar na festa de gala do concurso foi emprestado por uma loja de Taguatinga, junto com a sandália doada por outro estabelecimento da cidade. Uma comerciante também ofereceu tratamento estético que, junto com as atividades físicas em uma academia, ajudou a miss DV Distrito Federal a sair dos 55,5 kg para 53 kg.

A passagem aérea para a capital do Rio Grande do Norte também está garantida – foi doada por um sindicato a pedido da administração de Samambaia. Uma organização social fez uma doação de R$ 1.000, que vai ajudar a custear parte do bilhete aéreo de uma das acompanhantes de Ciraiane. A hospedagem é oferecida pela organização do evento.

Com duas lesões nas retinas causadas por uma toxoplasmose congênita - doença transmitida por gatos e outros felinos contaminados -,ganhando pouco mais de um salário mínimo e com o marido desempregado, Ciraiane diz que teve de lutar contra o preconceito para concorrer ao título.

Ela afirma ter ido a um shopping de Taguatinga atrás de apoio e, de loja em loja, explicou sua situação e falou da chance de ser eleita miss deficiente visual Brasil. Ciraiane disse que não conseguiu ajuda e ainda esbarrou no preconceito. “Quando estava saindo de uma das lojas, quando eu já estava de costas, uma vendedora perguntou como é que uma cega poderia desfilar”, conta.

"As pessoas ainda têm aquela imagem de que o deficiente precisa ficar dentro de casa, recebendo pelo INSS. Somos totalmente capazes de trabalhar e fazer tudo, se nos derem oportunidade. Com o concurso, me redescobri mulher, tinha assumido o papel de mãe e esquecido um pouco desse lado", conta Ciraiane.

Fonte: G1 - 07/07/2011 - Imagem Internet

A amizade como alicerce da inclusão escolar - saindo das fraldas?

Saindo das fraldas?


Jorge Márcio Pereira de Andrade


APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 08/07/2011

Há um ano atrás escrevi um dos posts, texto deste blog, mais comentados e acessados até agora (leia o post no endereço: http://infoativodefnet.blogspot.com/2010/07/inclusao-escolar-ainda-usa-fraldas.html). Ele tratava da Inclusão Escolar. Indagava sobre a utilização de fraldas pelo processo inclusivo. Perguntava sobre os modos e meios de uso das novas tecnologias e cuidados para inventar novos e criativos modos de efetivação do direito à educação. Um ano passou, novos acontecimentos, novas descobertas, novos avanços, mas ainda permanecem questões sobre o que é e como incluir pessoas com deficiência no ensino regular.

Uma das questões que mais me atormentam é a das barreiras educacionais que ainda permanecem quanto às pessoas com paralisia cerebral, principalmente quando se trata dos chamados "casos graves e institucionalizados". Creio que essas barreiras são mais intensas e mais sutis do que as sofridas pela comunidade surda ou pelos demais sujeitos com deficiência que defendem escolas especiais.

A escola enquanto um dispositivo, seguindo o pensamento de Giorgio Agamben, é apenas uma interface entre os seres viventes e o mundo (as substâncias que nos cercam ou cerceam) que produz, em serialização, o que chamamos de sujeitos. O processo de inclusão/exclusão não ocorre apenas "entre os muros da escola". Depois de Realengo e seus tiros reais não mais podemos crer que possamos tornar a escola e os múltiplos ambientes totalmente responsáveis pela formação de um sujeito. A educação é que precisa ampliar seu campo de atuação e de intervenção na formação de cidadãos e cidadãs, plenos, críticos e amorosos.

Há no campo educacional uma resistência maior provocada, no ato de incluir, quando se trabalha com a heteregeneidade de condições físicas, mentais e de linguagem que um sujeito com paralisia cerebral apresenta. A maioria das mensagens, comunicações ou notícias que leio, e depois retransmito, apontam para uma permanência de um modelo biomédico e reabilitador para as pessoas com paralisias cerebrais. Seja dentro de escolas, onde poucos permanecem ou têm acesso, ou nos centros de reabilitação e, principalmente, nas chamadas entidades que os mantêm em internação ad infinitum.

A mais recente notícia é: "portador de paralisia cerebral escreve livro contando sua história". È a de um homem de 40 anos, Dudu, que, segundo as descrições: " ...nasceu com paralisia cerebral grave (coreoatetóide com quadro de disartria) além de apresentar semi-dependência nas mais simples atividades do dia a dia". Ele conseguiu lançar um livro: "Minha Casa Verde", onde nos conta "ao longo de 47 páginas" a história de uma vida dentro e fora da instituição.

Este sujeito vive e é cuidado em uma entidade filantrópica. No texto diz-se sobre sua condição de paralisia cerebral: "Traduzindo: ele não sabe ler nem escrever e sua fala é desarticulada, o que dificulta a compreensão de quem ouve. Também não consegue realizar as mais simples tarefas pessoais, como tomar banho, trocar de roupa e nem mesmo se alimenta sem ajuda". Pergunto, então, aos 40 ele ainda usa fraldas? Talvez sim ou não. Mas o mais importante é que ele é muito parecido com muitos amigos com paralisia que conquistei. Segundo a reportagem é "dono de um carisma excepcional e de uma força de vontade inabalável, de levar adiante seu grande sonho...".

Ele, nessa busca de realização, tem as mesmas características de Ronaldos, de Suelys, de Edgars, de Priscilas, de Sachas, de Carolinas, de Eduardos, de Malus, de mais de um amigo ou amiga que conheci ou vivo tentando reconhecer. Todos eles e elas receberam o "diagnóstico" de paralisia cerebral. O que os diferencia de Dudu da Casa Verde? Eles tiveram a chance de frequentar uma escola (pelo menos por um bom período), de conviver com uma família, completar um curso, terminar uma faculdade ou não, mas todos são amigos de amigos. Passaram e/ou ainda passam por processos de reabilitação, mas não se tornaram pacientes.

Eles e elas estiveram buscando com garra sair das imobilidades físicas geradas por seus diferentes quadros neuromotores. Fundamentalmente, também, são tão carismáticos e sonhadores como Dudu. Mas nenhum deles esteve ou está internado em uma instituição de reabilitação. Eles e elas não são menos nem mais "paralisados" que o Dudu. São e foram apenas mantidos em plena inclusão social, com todas as barreiras e dificuldades que este processo apresenta e re-apresenta para pessoas com deficiência.

O sujeito Dudu está há muitos anos em uma Casa Verde. O mesmo nome que Machado de Assis deu ao local de confinamento dos "alienados mentais" do seu Alienista(1882). Ele nunca saiu de lá, pelo menos é o que nos diz a reportagem, assim como os demais 205 pacientes (internos). A sua possível melhor "amiga", Claudinha, está lá há mais de 20 anos. E o que me faz pensar que talvez possamos um dia ter espaços de desinstitucionalização que não se digam amigos de pessoas tão carismáticas, porém mantidas, filantropicamente, tão institucionalizadas como milhares de outros dudus pelo Brasil adentro.

Retornando a Agamben precisamos afirmar que: "O amigo não é um outro eu, mas uma alteridade imanente na 'mesmidade', um tornar-se outro do mesmo. No ponto em que eu percebo a minha existência como doce, a minha sensação é atravessada por um com-sentir que a desloca e deporta para o amigo, para o outro mesmo. A amizade é essa des-subjetivação no coração mesmo da sensação mais íntima de si."

Aqueles que só têm muitos amigos institucionalizados não "têm" nenhum amigo. Por isso é que o processo de educar para a inclusão irrestrita do Outro, da Alteridade e da Diferença de mim e do meu Eu, pode ser o devir e é o princípio de uma educação fundamentada em Direitos Humanos.

É uma educação potencialmente instituinte que pode subverter os endurecimentos afetivos que alimentam bullyings, rejeições, escárnios, apelidos ou discriminações. É nos corações que perderam a doçura que podemos alimentar os ódios raciais, étnicos, homofóbicos, xenofóbicos ou deficiente-fóbicos. Não há nesses espaços de dis-córdia, como produção de subjetividade, a possibilidade da empatia e do re-conhecimento do Outro.

Por isso defendi, defendo a busca de uma Educação Inclusiva e diferente da que estamos vivenciando, nesse momento macropolítico, com tantas resistências e discursos de oposição. Cada segmento buscando a defesa de suas conquistas históricas. Cada forma de ser e estar com uma deficiência afirmando suas singularidades e seus direitos. Defendo, e, docemente creio, que todos poderíamos aprender muito mais se frequentassemos, com 'phylia', a desinstitucionalização de nossos feudos ou espaços segregados ou segregantes.

Quais são, então, os pilares da Educação no século XXI? Para além do aprender a aprender, há ênfase, entre estes, da amizade e o aprender a ser/estar amigo?

Uma pergunta final: quantos amigos ou amigas, mesmo que como oposição, tinha o jovem Wellington? Aquele jovem e posterior serial killer que denunciava o bullying em vídeo, e que aprendeu apenas o desprezo que alguns com-sentem, fanaticamente, pela vida alheia. Aquele mesmo e idêntico escolar que sacrificou 13 jovens alunos em nossa Columbine Realengo. Aquele dos tiros reais, em um local/dispositivo onde se espera que aprendamos a fazer o oposto da exclusão e da Morte: a Escola de e para a Vida.

Assinado: Dr. Simão Bacamarte

Em tempo: lembrar que Paralisia Cerebral não é uma doença, e que os sujeitos com esta condição não são doentes ou portadores de uma encefalopatia, apesar de serem tratados e diagnosticados assim, baseando-se apenas no modelo biomédico. As paralisias cerebrais são as resultantes, diferenciadas, em graus variados, de uma lesão cerebral que lhes causou uma anóxia ou hipóxia antes, durante ou após o parto, sendo um grande número consequência de tocotraumatismos no momento do parto.

Hoje 07 de julho há um manifesto de apoio à Educação Inclusiva a ser apoiado, amanhã esperamos haja a manifestação de uma Sociedade indignada e crítica que se lembre desses ''diferentes'' que ainda permanecem em restrição de seu direito humano e inalienável à Educação, para além de quaisquer gravidades ou profundidades de suas sequelas ou incapacidades físicas, sensoriais ou mentais. E, teremos Dudus escrevinhadores com ponteiras eletrônicas e rastreadores de movimentos de pálpebras que se tornarão os livros digitais e acessíveis para todos e todas.

copyright jorgemarciopereiradeandrade 2011-2012 (favor citar o autor e as fontes em republicações livres pela Internet ou outros meios de comunicação de massa)

Feira apresenta óculos inovador para pessoas com sérios problema de visão

Óculos simulam dificuldades de pessoa com baixa visão, sendo usados em testes de novas tecnologias.
da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 08/07/2011

Acontece nesta semana a Feira Anual de Ciências de Londres, que tem como destaque o protótipo de um óculos que pode ajudar pessoas com sérios problemas de visão a enxergarem melhor objetos e pessoas.

Os óculos devem ajudar os portadores de alguns tipos de problemas visuais como a degeneração macular relacionada à idade e a retinopatia diabética. "Estamos falando do tipo de visão reduzida no qual você pode ver sua mão se movendo na sua frente, mas não identifica os dedos", diz o pesquisador Stephen Hicks, da Universidade de Oxford, que desenvolveu o projeto.

Na feira, os visitantes usam óculos que simulam a visão limitada dos deficientes e "podem ver se as formas e as cores brilhantes são o bastante para elas possam encontrar o caminho sozinhas", diz. O evento da Royal Society, que termina no sábado, acontece todo verão há mais de 150 anos. Seu objetivo é explicar ciência para não-cientistas.

"Me lembro de minhas visitas à feira quando tinha apenas 15, 16 anos e de ficar muito animado com todas as experiências que via, as coisas para brincar e assistir. Não é apenas ler palavras no papel, são objetos interativos, então você pode aprender brincando", diz Paul Nurse, presidente da Royal Society.

Fonte: BBC Brasil - 07/07/2011

Cinema em Porto Alegre indeniza cadeirante impossibilitado de assistir filme

A rede GNC Cinemas terá que indenizar o cliente em R$ 6 mil. Até março de 2010, o local não possuía acessibilidade adequada.
da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 08/07/2011

A 3ª Turma Recursal Cível da Justiça Especial gaúcha condenou no dia 30/6, o GNC Cinemas a indenizar em R$ 6 mil um casal que tentou assistir o filme Ilha do Medo em sala do Shopping Praia de Belas, em Porto Alegre. O local não possuía em março de 2010, acessibilidade adequada para cadeirantes entrarem na sala de cinema.

Os autores ajuizaram ação na Justiça Especial, requerendo indenização por dano moral por serem impedidos de assistir ao filme, pois ele é portador de deficiência física que o obriga a utilizar cadeira de rodas. Na sala em que estava sendo exibida a película não há forma de acesso possível ao cadeirante. O casal reside próximo ao Shopping. Informaram que uma das soluções propostas pelo gerente foi oferecer ingressos do mesmo filme no Shopping Iguatemi, sem, contudo, disponibilizar um meio de deslocamento entre os locais.

Irresignados com os fatos, os autores da ação requereram indenização por danos morais junto à Justiça Especial. O 3º Juizado Especial Cível julgou improcedente a ação. Os autores recorreram da decisão à 3ª Turma Recursal Cível.

Relatou o Juiz de Direito Carlos Eduardo Richinitti, Presidente do colegiado, que a Lei Federal nº 10.098/00 prevê que a construção, ampliação ou reforma de edifícios públicos ou privados destinados ao uso coletivo deverão ser executados de modo que sejam ou se tornem acessíveis às pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. Lembra ainda o julgador que a Lei nº 10.379/08, do Município de Porto Alegre, torna obrigatório espaço para cadeira de rodas e de assentos reservados para pessoas portadoras de necessidades especiais em salas de exibição de cinema.

Considerou o Juiz Richinitti que o objetivo das normas protetivas nada mais é do que a superação de desvantagens impostas pelo meio, decorrentes de limitações de ordem pessoal, pretendendo a inclusão efetiva do cidadão na vivência em sociedade, primando pelo absoluto respeito aos princípios da igualdade e de guarda dos valores protetores da dignidade da pessoa humana. Registrou que o Cinema GNC instalado no shopping Praia de Belas não possui qualquer meio de acessibilidade que permita ao cadeirante entrar na sala dos filmes de maneira adequada e minimamente cômoda. Afirmou ainda que quando o agir do estabelecimento, por omissão, acaba por lesar direito dos quais os autores são titulares, nasce o dever de indenizar.

Legislação regulamentando a questão existe há vários anos, antes dos fatos discutidos no processo, e optou a demandada por desconsiderá-la, só agora referindo a realização de reformas que eventualmente venham a atender as exigências, salientou. A omissão que ora se discute, então, na não-adequação a preceitos do poder público, refletem diretamente em lesão à dignidade da pessoa portadora de deficiência física e mácula ao princípio constitucional da igualdade, privando o indivíduo do acesso ao lazer, à dignidade e à convivência comunitária junto dos seus.

Questiona o magistrado: que sentimento nutre o portador de alguma deficiência, e ainda a sua companheira, em entrar em um local de divertimento por acesso diferente das demais pessoas e necessitando de auxílio, quando a simples instalação física de uma rampa interna ou elevador resolveria o problema? Sem dúvida que é o de desconforto e de inferioridade diante da indiferença!

Os Juízes de Direito Eduardo Kraemer e Fabio Vieira Heerdt acompanharam o voto do relator.

Fonte: Deficiente Ciente - Porto Alegre - RS, 05/07/2011

Deficientes visuais que trabalham na indústria paulista ganham cães guia

O plano é entregar 32 cães às famílias selecionadas pelo programa ainda este ano. No próximo ano, a ideia é treinar mais de 100 cachorros.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 08/07/2011

O Projeto Cão-Guia do Sesi-SPSite externo. vai alcançar mais de 30 pessoas com deficiência visual e a meta para o próximo ano é promover a inclusão social com mais de 100 cachorros treinados, afirmou na manhã desta terça-feira o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)Site externo., Paulo Skaf, durante lançamento do programa.

O projeto, que viabiliza o treinamento e a doação de cachorros das raças Labrador e Golden Retriever para deficientes visuais, é o primeiro a ser colocado em prática no País, segundo os organizadores.

“Hoje tem muito pouco (cão-guia), e a maior parte vem lá de fora, não é uma tecnologia brasileira. Então chegamos à conclusão da importância de ter uma tecnologia para isso aqui no Brasil”, afirmou Paulo Skaf em entrevista antes do lançamento. Ele acrescentou que o custo para preparar um cão-guia no estado de São Paulo chega a R$ 24 mil.

O plano é entregar 32 cães às famílias selecionadas pelo programa ainda este ano. No lançamento desta terça-feira, foram entregues sete. Mas “para o próximo ano, a nossa meta é triplicar esse número. Temos uma meta de chegar a 100 cãezinhos treinados e doados”, estimou Skaf.

A primeira etapa é conviver com o animal em diversos ambientes sociais até o filhote completar um ano. No segundo momento, o cachorro deixará a família que o acolheu e será encaminhado para o centro de treinamento do Instituto Meus Olhos têm Quatro Patas para adestramento especializado. O treinamento dura de seis a oito meses.

A terceira e última etapa é o período de instrução no qual o cachorro escolhe o seu futuro dono para dar início ao processo de adaptação. Os cães serão doados mediante análise feita pelo Sesi-SP de cada caso dos inscritos no programa.

De acordo com levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE)Site externo. em 2000, São PauloSite externo. é o estado com maior número de pessoas com deficiência visual (23.900). No Brasil existiam 148 mil e 2,4 milhões com grande dificuldade de enxergar. O projeto tem apoio da Fundação Dorina NowillSite externo..

Fonte: http://www.sesisp.org.brSite externo.

Fonte: http://www.vidamaislivre.com.br/noticias/noticia.php?id=3582&/deficientes_visuais_que_trabalham_na_industria_paulista_ganham_caes_guia

Inclusão e acessibilidade urbana

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 08/07/2011

Estamos vivendo um momento especial. A questão da inclusão gradualmente vai ocupando seu espaço no meio social. Apesar das dificuldades ainda presentes, as pessoas com deficiência aparecem mais nas escolas, empresas e área de lazer. Assim estamos construindo uma sociedade mais justa e fraterna, onde as diferenças são respeitadas e valorizadas e são objetos de harmonia entre todos.


Evidentemente que a acessibilidade urbana acaba sendo um item fundamental nesse processo. As pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida precisam se deslocar de um ponto a outro com autonomia e segurança. Para que isso ocorra algumas medidas já vêm sendo implementadas na cidade de São Paulo:

 Reformas de calçadas;

 Maior oferta de ônibus adaptados;

 Sinalização de tátil de alerta e direcional para pessoas com deficiência visual;

 Leis que garantem o processo de equidade;

 Acessibilidade no comércio, bancos, cinemas, teatros, igrejas e escolas e outras.

Em função da idade, estado de saúde, estatura e outras condicionantes, várias pessoas têm necessidades especiais em relação a receber informações, chegar até os terminais e pontos de parada, entrar nos veículos e realizar seu deslocamento através dos meios coletivos de transporte ou, simplesmente, se deslocar no espaço público. Essas pessoas são as consideradas Pessoas com Restrição de Mobilidade e, neste grupo, estão incluídas as Pessoas Com Deficiência.

As cidades apresentam-se com inúmeras barreiras: econômicas, políticas, sociais e arquitetônicas. A existência de barreiras físicas de acessibilidade ao espaço urbano acaba por dificultar ou impedir o deslocamento de pessoas com deficiências e outras que possuem dificuldades de locomoção.

A acessibilidade deve ser vista como parte de uma política de inclusão social que promova a equiparação de oportunidades e o exercício da cidadania das pessoas com deficiência e não deve se resumir à possibilidade de entrar em um determinado local.

Tão importante quanto adequar os espaços públicos para garantir a circulação dessas pessoas, eliminando-se as barreiras existentes, é não serem criadas diariamente novas barreiras, o que pode ser percebido na quase totalidade dos municípios brasileiros.

O CETET/CETSP adotou como uma de suas estratégias a realização de cursos para professores. São cursos presenciais e a distancia (EAD). Vale ressaltar a importância de trabalhar com os educadores que estão em contato diariamente com os alunos na sala de aula, e que podem continuar o trabalho de educação para o trânsito no cotidiano escolar. Na realização desta atividade, é importante que o professor desperte para a necessidade de educar a criança para ser pedestre, ciclista, condutor ou passageiro de veículo. O professor precisa estar ciente de seu papel enquanto multiplicador de atitudes cidadãs e seguras no trânsito, para transmitir aos alunos valores como responsabilidade, gentileza, respeito e cidadania. Os professores inclusive são orientados no atendimento para alunos com deficiência.

O que as pessoas precisam entender que a acessibilidade urbana é um processo que não visa beneficiar apenas as pessoas com deficiência, ao contrário disso, uma cidade acessível é uma garantia permanente para o deslocamento de qualquer pessoa, tenha ela uma deficiência ou não, seja ela idosa, gestante ou tenha qualquer restrição de mobilidade, ainda que temporária. Inclusão é isso, é uma oportunidade da sociedade se abrir para as diferenças.

Fonte: http://arivieiracet.blogspot.com/2011/07/inclusao-e-acessibilidade-urbana.html

Pacientes podem ter morrido de frio em hospital de SP

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 08/07/2011
Funcionários do hospital psiquiátrico Vale das Hortênsias, na região de Sorocaba (SP), denunciaram a morte de pacientes pelo frio no interior da unidade. De acordo com a denúncia, encaminhada hoje ao Forum da Luta Antimanicomial de Sorocaba (Flamas), dos três pacientes que morreram no dia 14 de junho, dois podem ter sido vítimas de hipotermia em razão da exposição ao frio excessivo.

O terceiro paciente era o único que estava em estado grave. De acordo com a denúncia, não havia médicos no hospital nesse dia. Os atestados de óbito informam como causas das mortes insuficiência respiratória e edema pulmonar.

Imagens gravadas no interior do hospital mostram pacientes descalços, sem camisa ou completamente nus. Um idoso nu aparece numa imagem se encolhendo de frio. Os funcionários disseram que os médicos não passam em três alas reservadas para pacientes com casos mais críticos de demência. O hospital é privado, mas tem 475 leitos para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

O Vale das Hortênsias é um dos sete hospitais da região sob investigação do Ministério Público e da Secretaria Nacional de Direitos Humanos pelo número excessivo de mortes. De acordo com levantamento do Flamas, 459 pacientes morreram em quatro anos nessas unidades. No Vale das Hortênsias, segundo a entidade, dos 77 óbitos registrados entre 2006 e 2009, pelo menos 35 tinham a pneumonia como a única ou uma das causas.

A Secretaria Estadual de Saúde informou que vai fazer uma vistoria técnica no hospital. A direção do Vale das Hortênsias informou que as três mortes no mesmo dia foram coincidência e que o número geral de óbitos está dentro do aceitável. Segundo o hospital, todos os pacientes são devidamente agasalhados, mas aqueles em estado mais crítico costumam tirar as roupas. A reposição é imediata, segundo o hospital, que negou a falta de médicos.


Fonte: http://noticias.bol.uol.com.br/brasil/2011/07/07/pacientes-podem-ter-morrido-de-frio-em-hospital-de-sp.jhtm

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Para-atletas já se preparam para 2016 em treino para Mundial

No Mundial de Jovens da IBSA, que acontece entre os dias 12 e 17 de julho, nos Estados Unidos, a maior esperança de medalha do Brasil está no judô, com Victória Santos.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 07/07/2011

A partir da próxima segunda-feira, seis atletas do Judô para cegosSite externo. e um time de GoalballSite externo. começam fase de treinamento especial de olho no Mundial de Jovens da IBSA e já pensando na Olimpíada no RioSite externo.. "É bom eles se acostumarem com grandes competições desde cedo", comentou o presidente da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV)Site externo., Sandro Laina.

Para Laina, também responsável pela missão, a participação desses atletas no evento é importante na preparação para a 2016, quando estarão no auge da carreira.

No Mundial de Jovens da IBSA, que acontece entre os dias 12 e 17 de julho, nos Estados Unidos, a maior esperança de medalha do Brasil está no judô, com Victória Santos. A atleta, de apenas 17 anos, é considerada uma das judocas mais técnicas do país. Ela já conta com participação em grandes eventos e bons resultados, como a medalha de bronze no Mundial adulto em 2010.

Victória nasceu com baixa visão e descobriu o esporte há pouco mais de um ano. Caçula da Seleção, ela sonha com as Paraolimpíadas de Londres e do Rio 2016.

Os Jogos Mundiais para Jovens, promovido pela Federação Internacional de Esportes para Cegos (IBSA), existe desde 2005 e tem como objetivo a formação e revelação de novos talentos. Estudantes entre 12 e 19 anos podem participar. O Brasil marcou presença em todas as edições do Mundial até agora.

Confira os convocados:

Goalball
Alex de Melo Souza
Alexsandro dos Santos Lopes
Leando Henrique Silva de Souza
Leomon Moreno da Silva
Luciano de Souza Batista

Judô
Arthur Barbosa Felipe
Arthur Cavalcante da Silva
Bruno Fernando da Silva Marques
Rayfran Mesquita Pontes
Victória Santos de Almeida e Silva
Willians Silva de Araújo

Fonte: http://esportes.terra.com.brSite externo.

Novo método de identificar o autismo tem 94% de precisão

Pesquisadores estadunidenses estão desenvolvendo teste que lança mão da ressonância magnética para detectar o autismo.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 07/07/2011

Ainda que descrito pela medicina há mais de meio século, o autismo continua um grande enigma para a ciência. O diagnóstico, baseado nas observações médicas e no relato de cuidadores, pode levar meses para ser confirmado. Invariavelmente, ele assusta. “A maioria esmagadora dos pais leva tempo para aceitar”, afirma a professora Adriana Alves. Ela conta que, depois de um ano peregrinando de consultório em consultório com o filho, a primeira sensação foi de desespero quando soube que o menino era autista. Até os 2 anos, o garoto era absolutamente indistinguível de outras crianças da mesma idade. Falava, brincava e se movimentava muito bem.

“De um dia para o outro, notamos os movimentos repetitivos. Fernandinho parou de falar, não se envolvia mais em brincadeiras e parecia não ouvir e entender ninguém. O diagnóstico foi feito quando ele já tinha 3 aninhos”, relata a mãe. De lá para cá, Adriana e o marido passaram a esmiuçar o assunto. Nem todas as respostas foram encontradas. “Imaginamos que a culpa era nossa, perguntávamos onde havíamos errado. Foi e continua sendo um enorme desafio”, diz o inspetor da Polícia Rodoviária Federal Fernando Cotta.

O autismo não é uma disfunção única, mas um espectro de problemas que variam em intensidade e tipos. O único consenso até o momento é que, quanto antes o diagnóstico for feito, melhor. Não existem ainda exames específicos que detectem o distúrbio. Pesquisadores da Universidade de HarvardSite externo., porém, deram um passo importante nesse sentido. Com colegas da Universidade de UtahSite externo., também nos Estados Unidos, estão desenvolvendo um teste de base biológica que lança mão da ressonância magnética para detectar o autismo de alta funcionalidade. Batizado de DTI6, o exame monitora o fluxo de água ao longo das fibras nervosas do cérebro para produzir um mapa detalhado dos circuitos cerebrais.

O professor de psiquiatria da Faculdade de Medicina de Harvard, Nicholas Lange, explica que a fiação do cérebro dos autistas é menos organizada nas áreas relacionadas a alguns aspectos do transtorno, incluindo déficit de linguagem, comportamento social e emoções. “Há também uma inversão da organização hemisférica. Estamos aprimorando o teste, mas ele poderá fornecer aspectos biológicos do cérebro que a ciência ainda não conseguiu detectar e que seriam importantíssimos para fechar o diagnóstico com objetividade e certeza”, avalia Lange, o principal pesquisador envolvido no estudo. Por enquanto, 30 pacientes autistas e 30 voluntários com desenvolvimento normal foram estudados. Todos do sexo masculino. “O teste identificou corretamente os autistas com precisão de 94%. Acredito que levaremos três anos para aprimorá-lo. Nossa intenção é combinar o DTI6 com as informações genéticas do paciente. Acredito que esse seja o caminho para fazê-lo promissor”, conclui.

Genoma Um artigo publicado recentemente na revista científica Neuron também traz novidades. Pesquisadores do Cold Spring Harbor Laboratory, em Nova York, constataram que centenas de pequenas variações genéticas raras e espontâneas desempenham papel importante nos casos de autismo. A pesquisa confirma a hipótese de que muitas mutações não seriam hereditárias, mas se manifestariam apenas nos indivíduos afetados.

“Estudamos mais de mil famílias nas quais uma criança tem autismo e outra não. Conseguimos mostrar que os autistas nascem com uma predisposição quatro vezes maior de sofrer tais mutações em relação ao irmão que não desenvolveu o transtorno”, detalha o cientista Michael Ronemus, um dos autores do estudo. De acordo com ele, o trabalho mostra pela primeira vez que existem de 250 a 300 regiões do genoma humano nas quais variantes podem provocar uma das formas de autismo. “A identificação exata desses genes ajudará a direcionar melhor o tratamento”, avalia.

A psiquiatra infantil Rosa Horita explica que o diagnóstico clínico é possível no terceiro ano de vida. Antes disso, o cérebro da criança ainda está em uma fase intensa de desenvolvimento. No entanto, é comum que o veredicto médico venha somente na adolescência. Para a médica, a falta de conhecimento sobre as reais e diversas manifestações do espectro e a pouca informação posterga a diagnose.

Segundo a especialista, o autismo nem sequer é contemplado na grade curricular da maioria das faculdades de medicina no Brasil. “Muitos médicos ignoram o distúrbio. A sociedade continua encarando o autismo com preconceito ou simplesmente o entende da forma restrita com que é reproduzido no cinema, em livros ou em seriados de TV”, lamenta. O atraso no diagnóstico retarda também o início de terapias importantes para amenizar o transtorno. “O diagnóstico é subjetivo, mas há sinais claros. Crianças que não interagem, não compartilham emoções e descobertas, ligam-se mais a objetos do que a pessoas e que têm dificuldade no desenvolvimento da linguagem devem ser avaliadas”, afirma.

Amplo espectro
De maneira geral, as desordens do espectro autista englobam a incapacidade de se relacionar socialmente, problemas com a linguagem, com o comportamento e com o aprendizado em níveis muito variados. “Quanto mais cedo se identificam os sinais, maiores as chances de se intervir”, pondera a psiquiatra Rafaella Oliveira de Almeida. “O tratamento psiquiátrico, assim como o acompanhamento com fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicopedagogos e psicólogos, é fundamental para proporcionar o mínimo de qualidade de vida ao autista e a sua família”, avalia.

O problema é que a atenção especializada é dispendiosa. Em BrasíliaSite externo., a única unidade pública voltada a esses pacientes perdeu espaço ao longo dos anos. Hoje, leva-se pelo menos seis meses para conseguir atendimento médico ou com terapeutas e fonoaudiólogos. “Perder tempo para uma criança autista significa abrir mão de se amenizar os danos causados pelo distúrbio”, observa Adriana Alves, presidente do Movimento Orgulho Autista do Brasil.

A aposentada Juarina Sales Bastos reforça as palavras da colega. Ela lembra que o filho foi diagnosticado quando já tinha 14 anos. “Eduardo fez 27 e tem síndrome de AspergerSite externo., uma forma branda de autismo”, revela. A capacidade cognitiva e a linguagem do rapaz foram preservadas, mas ele apresenta diversas outras características de um autista severo. “Meu filho passou em dois vestibulares, mas não consegue acompanhar as aulas. Nenhuma instituição atende suas necessidades especiais. Ele foi vítima de preconceito várias vezes. Poderia ter sido pior se eu não tivesse bancado psicopedagogas, psicólogas e fonoaudiólogas”, acrescenta.

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/Site externo.

Filhotes de cães-guia são doados para treinamento em SP

Cachorros ficarão com donos provisórios até 1 ano de idade. Nesse período, irão se acostumar a conviver em diversos ambientes.
da Redação.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 07/07/2011

Filhotes de cães serão doados para 32 famílias nesta terça-feira (5) em São Paulo. Os donos provisórios terão a missão de ajudar os cachorros, que poderão se tornar guias de pessoas com deficiência visual, a se acostumar a conviver em diversos ambientes.

A ideia da ação foi do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP). Os animais, das raças labrador e golden retriever, têm entre 3 e 4 meses de idade. “A família devolve quando ele tiver 1 ano. Esse é o sacrifício”, afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf. Eles, então, serão encaminhados ao centro de treinamento do Instituto Meus Olhos têm 4 patas para adestramento intensivo e especializado.

Nessa segunda etapa, o cachorro será avaliado, permanentemente, por treinadores qualificados. O treinamento tem duração de 6 a 8 meses, dependendo da evolução do animal. No terceiro momento, os cães escolhem seu futuro dono e passam por um período de instrução.

Os cães serão doados gratuitamente a industriários com deficiência visual previamente selecionados pelo Sesi. “Ele trabalha até os 7 anos com o deficiente visual. Depois, se aposenta”, completou Skaf.


Fonte: G1 - São Paulo - SP, 05/07/2011 - Imagem Internet

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Lei de Cotas entra em debate nesta quarta-feira.

Às véspera de completar 20 anos, os debates em torno do respeito a Lei de Cotas ganham força total


da Redação

A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, localizada à Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564 portão 10 – Barra Funda – São Paulo, recebe os organizadores do Seminário “Lei de Cotas 20 anos: Chegamos ao fim, ou não?” em seu mini-auditório, sala 1 do 2º andar, das 09:00 às 11:30 horas. O Seminário acontecerá em 22 de Julho com a participação de 500 pessoas. Até ontem estavam inscritas 320 pessoas.

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados faz audiência pública sobre BPC e Trabalho para Pessoas com Deficiência. A audiência pública tem como objetivo discutir como o Beneficio de Prestação Continuada pode vir a incentivar a pessoa com deficiência a entrar no mercado de trabalho. Foram convidados o Ministro do Trabalho, Carlos Lupi; o Presidente do CONADE, Moisés Bauer; a Sub procuradora Geral do Trabalho, Maria Aparecida Gugel; e o Vice-Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Coordenador do Espaço da Cidadania, Carlos Clemente. A audiência pública será dia 06 de Julho as 14:00 horas no Plenário 9 – Anexo II da Câmara dos Deputados, em Brasília.

Já o Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco discute Previdência Social nesta quinta-feira. O 32º Ciclo de Debates sobre CIPAS, Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais será encerrado nesta quinta-feira, dia 7, com a palestra do Drº. Antonio José de Arruda Rebouças, um dos maiores especialistas do assunto no país. O debate será realizado na Sede do Sindicato, na rua Erasmo Braga, 307, em Osasco. Inscrições gratuitas através do e-mail geraldo.assessoria@sindmetal.org.br. Mais informações no telefone 3651-7200.

Fonte: Espaço da Cidadania - Osasco - SP, 05/07/2011

Mobilização pela educação inclusiva e os direitos humanos

Dia 07 de julho estaremos em Brasilia junto com a Rede Inclusiva e Direitos Humanos Brasil entregando o manifesto.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 06/07/2011

Dia 07 de julho estaremos em Brasilia junto com a Rede Inclusiva e Direitos Humanos Brasil entregando o manifesto. Precisamos de voluntários que possam entregar o manifesto em outros estados também para que possamos formar uma grande rede em defesa ao cumprimento da CDPP. O ideal é que as proprias pessoas com deficiência fossem junto para uma grande articulação.
Abaixo as diretrizes da mobilização:

Mobilização pela educação inclusiva e os direitos humanos

Convidamos a tod@s que apoiam a educação de qualidade, que defendem o direito à educação inclusiva, de acordo com a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, e que valorizam a diversidade na sociedade das diferenças para uma mobilização NO DIA 07 DE JULHO (haverá também ações nos dias 06, 08 e 09 de julho):

No dia 07, quinta-feira, faremos a entrega do Manifesto “Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência: CUMPRA-SE!”, em Brasília. Se você ainda não o assinou, clique abaixo. E divulgue!

http://www.peticaopublica.com.br/?pi=INCLUSAO

Queremos levar ao Planalto a voz de cada cidadão deste país que defende o direito à educação inclusiva. E contamos com a mobilização geral de tod@s por meio de suas redes sociais e também com ações em seus municípios.

Lembre-se: estamos ameaçados pelo retrocesso e pela restrição de direitos, e a sociedade civil não pode se calar!

VEJA O QUE VOCÊ PODE FAZER PARA MOBILIZAR:

Dias 06, 07 (principalmente), 08 e 09 de julho (de quarta-feira a sábado)

Vamos fazer as seguintes ações:

1.Debates nas redes e blogagens sobre o assunto;
2.Divulgação do Manifesto nas redes sociais (Orkut, Twitter, Facebook;
3.Fazer um grande barulho no Twitter, usando a hashtag #inclusaoja. Aqui no site há diversos textos que podem fornecer boas frases para serem tuitadas!
4.Publicar comentários nas páginas dos políticos (em seus sites ou nas redes sociais);
5.Mandar e-mails para vereadores, deputados, senadores, secretários, prefeitos, governadores;
6.Vale também acionar a imprensa.

Só vamos encerrar a mobilização no dia 09 de julho, que é o dia do aniversário da ratificação da Convenção.

Dia 07 (quinta-feira) DIA MAIS IMPORTANTE

Nesse dia, faremos a entrega do Manifesto do CUMPRA-SE em apoio à Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva nas câmaras e nas assembléias. Enquanto nós faremos isso em Brasília, cada um de vocês (que puder) poderá ir a conselhos e secretarias municipais e estaduais de Educação, da Pessoa com Deficiência, de Direitos Humanos e outras (depende do contexto local) para também fazer a entrega do Manifesto localmente.

E isso é simples. Basta você acessar aqui o MODELO PARA IMPRESSÃO DA ENTREGA DO MANIFESTO e preencher, ao final dele, as informações que estão em amarelo.

Desse modelo constam as seguintes informações:

1.Texto de introdução;
2.Texto do manifesto;
3.Número de assinaturas até o momento em que foi feita a impressão (nessa parte você terá que colocar data e horário da última conferência);
4.Dois links onde estão registradas as assinaturas do Manifesto online e das assinaturas enviadas por e-mail (o número total é a somatória das assinaturas
dos dois links):

Petição on-line:
http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoListaSignatarios.aspx?pi=INCLUSAO

Assinaturas a mão ou por e-mail:
http://inclusivarede.blogspot.com/2011/04/assinaturas-do-manifesto-cum.html

Importante: no link das assinaturas a mão ou por e-mail, há o registro de nomes nos comentários. Para ver o número total, cheque o último comentário.

Dias 07 e 08 de julho (quinta-feira e sexta-feira) Ao longo desses dois dias, vamos nos articular (falar com os deputados e parlamentares) para que eles façam, em plenária, a leitura do Manifesto, usando como mote o aniversário da ratificação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que será comemorado no dia 09 de julho, sábado.

De hoje em diante:
Além disso, vamos constantemente assinar e DIVULGAR o Manifesto, pedindo e recolhendo assinaturas. Ele está apenas começando, não tem data para sair do ar. A mobilização desta semana é como a “inauguração” do nosso Manifesto pela Educação Inclusiva (que já tem 11 mil assinaturas!).

Vamos?

Nós em Brasília, vocês em seus municípios e estados: o importante é a ação no lugar onde estivermos e nas redes sociais!

Junt@s Somos Fortes!!!

Equipe do Inclusão Já! e Equipe da Rede Inclusiva – Direitos Humanos Brasil

Fonte: Inclusão Já

Seguridade agrava punição por uso indevido de vaga de idoso ou deficiente

Projeto de Lei torna a prática uma infração grave, com cinco pontos na carteira de habilitação.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 06/07/2011


A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou nesta quarta-feira o Projeto de Lei 460/11, da deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP)Site externo., que torna infração grave (cinco pontos na carteira de habilitação) o uso indevido de vagas de estacionamento para idosos e pessoas com deficiência física. O texto tramita apensado ao PL 131/11, do deputado Antonio BulhõesSite externo. (PRB-SP), que trata do mesmo tema, mas rejeitado pela comissão.

Hoje, o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) não prevê punição específica para esse tipo de conduta. A norma determina apenas que estacionar o carro em desacordo com a sinalização para vagas exclusivas seja considerado infração leve (três pontos na carteira), punida com multa e remoção do veículo.

O relator da proposta, deputado Pastor Marco FelicianoSite externo. (PSC-SP), concordou com o aumento da punição para os infratores. “Frequentemente as vagas de estacionamento reservadas às pessoas idosas ou com deficiência são utilizadas por aqueles que não atendem aos requisitos necessários para o usufruto do direito”, disse.

Feliciano defendeu a aprovação do PL 460/11, apensado, sob argumento de que o texto “estabelece as mesmas medidas da proposição principal, adotando, no entanto, outra forma de redação e apresentando detalhamento de conceitos”.

Tramitação

 Os projetos tramitam em caráter conclusivo e ainda serão analisados pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara de NotíciasSite externo.

Ministério Público investiga “fábrica de deficientes”

O Ministério Público do Trabalho (MPT) está investigando um novo esquema de fraudes em concursos públicos. Trata-se de “fabricar deficientes físicos” através de um esquema bem montado, que envolve médicos peritos que assinavam atestados falsos para supostos portadores de deficiência física.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 06/07/2011

A maioria dos casos envolvia pessoas sem qualquer deficiência que compravam atestados por até cinco mil reais, mas também havia pessoas com leves deficiências, insuficientes para caracterizá-las como portadores de deficiência, que buscavam concorrer às vagas destinadas a pessoas com necessidades especiais.

O MPT está investigando para evitar que pessoas que não deveriam estar concorrendo a essas vagas, se beneficiem de brechas da lei. Um dos recursos que têm sido utilizados é a verificação junto aos Departamentos de Recursos humanos das empresas para saber se os candidatos aprovados já eram contratados como tal. – Num país como o Brasil, mais de 70% das empresas não ocupa as vagas destinadas a portadores de necessidades especiais, incorrendo em pesadas multas. É claro que existir um candidato qualificado, que já fosse empregado na iniciativa privada, e lá não estivesse enquadrado como tal, seria um indício de fraude. Isso porque as empresas são ávidas por pessoas enquadráveis na lei e se eles pudessem ser enquadrados como tal, já teriam sido. Como a sanção administrativa para o golpe normalmente se restringe à reclassificação do candidato para as vagas normais, a medida não desencoraja os golpistas. Assim, o MPT resolveu atuar, sendo que a pena para esses casos pode chegar a até cinco anos de prisão.

Opinião do Icep Brasil

As pessoas com deficiência sempre tiveram grandes dificuldades no que diz respeito ao acesso a educação, (ensino fundamental, médio, superior, Cursos em geral e cursinhos pra concursos), isso reflete quando essas pessoas se inscrevem nos concursos fazem as provas e depois do resultado, verifica-se que os candidatos aprovados é inferior ao número de vagas disponibilizadas 5% do total. Não bastasse a omissão por parte dos governos nas ações que promovem a Inclusão Social e Igualdade de Oportunidades agora mais essa modalidade de fraude nos concursos públicos. Achamos importante as empresas responsáveis pelos concursos, pesquisar a situação do candidato aprovado, se o mesmo já trabalhou ou se o seu atestado é da rede do SUS ou conveniada para evitar a "fabrica de deficientes".

Considero que as entidades tem um papel fundamental e pode muito contribuir com informações com o objetivo de dificultar esse tipo de fraude. O Icep Brasil vai se colocar a disposição das empresas responsáveis pelos concursos públicos e do Ministério Público com o objetivo de contribuir para sanar com mais esse absurdo.

Fonte de informação da assessoria de comunicação do ICEP BRASIL
Site: www.icepbrasil.com.br
Email: icepbrasil@icepbrasil.com.br
twitter: www.twitter.com/icepbrasil
Telefone: 61 3031 - 1700

Fonte:  http://www.icepbrasil.com.br

Primeira dificuldade é frequentar a escola, diz cadeirante.

“Também depende de nós a mudança.Precisamos nos colocar no mundo, nos espaços. Ir em frente mesmo diante das adversidades e nos posicionar.”

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 06/07/2011


Davi Rodrigues da Cruz
A primeira grande dificuldade das pessoas com deficiência é frequentar a escola regularmente. Esta é a opinião de Davi Rodrigo da Cruz que teve uma lesão macro medular e perdeu o movimento das pernas aos 18 anos. À época cursando o ensino médio, Davi acabou desistindo do curso porque a escola não tinha acessibilidade, e o transporte até o local era precário.

“Falta tanta coisa. Falta rampa para os cadeirantes, material escolar adequado para os deficientes visuais, tradutor de libra para os deficientes auditivos”, afirmou. Com 32 anos, ele está empregado na empresa do setor de energia CPFL, e entende que situações como as enfrentadas em sua juventude ainda são muito comuns no País.

“São tantas as dificuldades para chegar na escola, entrar na sala e conseguir condições adequadas para aprender que a pessoa com deficiência acaba perdendo a vontade, a autoestima e desiste¿, disse. Há cerca de seis anos, Davi teve então uma oportunidade de retomar os estudos. Quando foi selecionado para trabalhar na empresa de energia, tinha metade do horário regular de trabalho ocupado com aulas para que finalmente concluísse o ensino regular. “Às vezes demora, mas a oportunidade surge.”

Hoje ele é auxiliar administrativo da ouvidoria da CPFL e gosta de dizer para os colegas cadeirantes do time de basquete, e para quem mais encontrar pelo caminho, que o mais importante é não desistir. As empresas, em sua opinião, mudaram bastante e muitas têm as portas abertas para pessoas com deficiência. Quando entrou na CPFL, Davi ficou surpreso com o nível de acessibilidade nas instalações da companhia.

À época, 80% da estrutura física já estava pronta para receber cadeirantes e, logo depois, uma grande reforma no prédio conclui as adaptações para total acessibilidade. “Sei que essa não é uma realidade, mas podemos ver avanços”, comentou. Ele lembra ainda do papel dos deficientes para a conquista de direitos. “Também depende de nós a mudança.Precisamos nos colocar no mundo, nos espaços. Ir em frente mesmo diante das adversidades e nos posicionar.”

Fonte: Portal Terra

terça-feira, 5 de julho de 2011

Emissoras devem ter 2h de programas para deficientes visuais

Audiodescrição passa a ser obrigatória para todas as concessões públicas digitais à partir desta sexta feira.
da Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 05/07/2011

A partir desta sexta-feira, dia 8, as emissoras de TV com sinal aberto e já licenciadas para transmitir com o sinal digital terão de exibir pelo menos duas horas semanais de produções adaptadas para o público com alguma deficiência visual ou intelectual. A chamada audiodescrição permite que quem não enxerga possa acompanhar as cenas sem diálogos ou textos de qualquer programa. Feita por especialistas, a narração detalhando o que se passa na tela será disponibilizada em um canal de áudio secundário, por meio da função SAP.

O recurso - que é comum em outros países e que já vem sendo utilizado em espetáculos teatrais, cinemas, óperas, exposições e em eventos esportivos - garantirá a uma parcela significativa da população brasileira a compreensão integral de um programa de TV. O início das transmissões, contudo, ainda não irá beneficiar toda a população brasileira já que o sinal digital ainda não está disponível em todas as cidades do País.

Além da audiodescrição, os programas transmitidos em outros idiomas, como filmes estrangeiros, terão que ser integralmente adaptados, com a dublagem das conversas ou da voz do narrador. As legendas ocultas que já são usadas para permitir que deficientes auditivos acompanhem os programas continuarão sendo obrigatórias. A portaria do Ministério das Comunicações que torna a adaptação obrigatória foi publicada em 2006. O prazo para que entrasse em vigor, entretanto, foi prorrogado duas vezes pelo próprio ministério para que as emissoras de TV tivessem tempo de se adequar.

A atual norma prevê que, até 2020, as geradoras e retransmissoras tenham de exibir 20 horas semanais de programas adaptados. A ministra da Secretaria dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, no entanto, já sinalizou que o governo federal pode reduzir o prazo para que a meta seja atingida em menos tempo. "Isso é muito possível, porque confio na capacidade do Brasil de responder bem às causas da inclusão."

Fonte: Jornal do Brasil - Rio de Janeiro - RJ, 04/07/2011

Senado aprova lei para incluir autista em cotas

O texto aprovado pelos senadores indica também a criação de um cadastro único de autistas, com o objetivo de criar estatísticas nacionais sobre esse tipo de distúrbio.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 05/07/2011

O Senado FederalSite externo. aprovou no dia 15 de junho o projeto de lei 168/11 que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa Autista. De acordo com a nova lei, os autistas têm os mesmos direitos atribuídos às pessoas com deficiência como, por exemplo, cota de vagas de emprego em empresas com mais de cem funcionários. O texto segue para a Câmara dos DeputadosSite externo..

A projeto de lei aprovado também prevê o incentivo à formação e capacitação de pessoas com autismo, bem como de seus pais e familiares. Segundo o texto, as pessoas autistas devem ser incluídas no ensino regular, em classes comuns, mas também está previsto no texto a garantia de atendimento educacional especializado quando não for necessário cuidados específicos.

O texto aprovado pelos senadores indica também a criação de um cadastro único de autistas, com o objetivo de criar estatísticas nacionais sobre esse tipo de distúrbio.

O projeto prevê ainda direitos dos autistas, como proteção contra exploração e acesso a serviços de saúde, à moradia e à assistência social. Também estende o direito a jornada especial a servidor público que tenha sob seus cuidados cônjuge, filho ou dependente autista.

O projeto é de autoria da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH)Site externo. do Senado, mas o texto tem como base sugestão da Associação em Defesa do Autista (Adefa)Site externo.. O relator do projeto na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) foi Paulo Paim (PT-RS)Site externo., também presidente da CDH.

Fonte: http://invertia.terra.com.br/terra-da-diversidade/Site externo.
Fonte II: http://www.vidamaislivre.com.br/noticias/noticia.php?id=3553&/senado_aprova_lei_para_incluir_autista_em_cotas

Unilever abre vagas para pessoas com deficiência

Gigante do setor de Bens de Consumo está em busca de profissionais para atuarem como promotores de vendas em todo Brasil.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 05/07/2011

A UnileverSite externo., uma das maiores empresas de Bens de Consumo do Mundo, está em busca de profissionais com deficiência para atuar como promotores de vendas em todo Brasil.

A empresa oferece salário de R$961,59 mais benefícios. Os interessados devem ser maiores de 18 anos e possuir escolaridade a partir do Ensino Médio. Quem ainda estiver cursando o Ensino Médio também pode concorrer às vagas abertas.

A seleção vai até o dia 30 de julho, por meio da iSocialSite externo., consultoria responsável pela seleção. Os candidatos devem agendar entrevistas pelo telefone (11) 3891-2511 ou e-mail unilever@isocial.com.br.

Fonte:  http://www.vidamaislivre.com.br/noticias/noticia.php?id=3561&/unilever_abre_vagas_para_pessoas_com_deficiencia

Deficientes ainda enfrentam obstáculos para entrar no mercado de trabalho.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 05/07/2011





A lei que determina que as empresas tenham cotas para deficientes completa 20 anos. Só que eles precisam enfrentar o preconceito e empresas esbarram na falta de capacitação dos candidatos.
Fonte: http://rodrigo-silveira.blogspot.com/2011/07/deficientes-ainda-enfrentam-obstaculos.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+ReflexoSobreRodas+%28REFLEX%C3%83O+SOBRE+RODAS%29

Aids e Deficiências Físicas

Aids e Deficiências Físicas

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 05/07/2011


Aids e Deficiências: um tema com dois enfoques - de um lado, 14,5% da população brasileira apresentam algum tipo de deficiência, e encontram-se muitas vezes “invisíveis” nas ações de prevenção realizadas; de outro, muitas Pessoas vivendo com Aids adquirem algum tipo de deficiência em decorrência do tratamento e/ou da ação do próprio vírus. O que você pensa sobre este tema? Considera que as pessoas com deficiência são vulneráveis as DST/Aids? Por quê? Comente suas experiências!
Olá pessoal! sejam muito bem vindos a sala de discussão sobre Aids e Deficiências. Teremos certamente muito a comentar, conhecer, debater. Esta sala é fruto da indicação de internautas e por isso certamente despertará muito interesse e a discussão contará com a presença de muitos participantes!
Para começar uma pergunta: A sexualidade de pessoas com deficiência é em grande medida considerada "inexistente e invisibilizada" na sociedade. Você acha que esta visão torna as pessoas com deficiência mais vulneráveis?

AIDS E DEFICIÊNCIA

Tudo o que fica escondido "de baixo do tapete", como se diz, que é mascarado ou desconsiderado pelo próprio preconceito da sociedade torna as pessoas mais vulneráveis. É mais fácil fingir que não vê ou que não sente. Assim não preciso falar daquilo que também me encomoda. Acho que torna sim estas pessoas mais vulneráveis.

Deficiência e AIDS

Um dos maiores problemas para a pessoa com deficiência e AIDS é a falta de acessibilidade aos serviços de saúde, escolas, delegacias, meios de comunicação, ruas, dentre outros. Não há folhetos informativos disponíveis à população sobre sexualidade da pessoa com deficiência(os cartazes dos serviços de DST/AIDS não mostra cadeirantes, deficiêntes visuais, etc). Não há material em Braille disponível. E profissional que fale em Libras?
Observo também que na maioria das instituições direcionadas à pessoas com deficiência o tema sexualidade é ignorado.
Andei buscando por pesquisas ligadas ao tema e o que encontrei de mais significativo foi um Levantamento do Banco Mundial. E no Brasil? Vamos pesquisar, pessoal!
__________________
Lilian Mota

Pesquisa Aids e Deficiência

Lilian,
Participei , como pesquisadora, junto com Mina Regen e Ana Rita de Paulo, com coordenação de Marta Gil da Pesquisa" Aids e deficiência: interfaces e perspecivas" . Um dos temas que aborda é justamente a questão da acessibilidade aos serviços na cidade de São Paulo.
Caso tenha interesse, entre em contato, para que eu te mande este material.
Um abraço
Fernanda G Sodelli

As Pessoas Com deficiência são mais vulneraveis?

Primeiramento percebo, que a sexualidade da pessoa com deficiência ela é vista como muito limitada,ou inexistente para a agrande maioria da sociedade e muitas vezes dentro da própria familia da pessoa com deficência, este é um aspecto que torna esta população vulneravel.
Outro aspecto que percebo importante e a falta de profissionais habilitados nós serviços de saúde nos três níveis para o atendimento desta pessoa, impossibilitando buscar um serviços de saúde que acolha e promova discurções, sobre sexualidade, acessibilidade, provocando um maior desconhecimento, falta profissionais habilitados e sensiveis ao trato a pessoa com deficiência.
Estamos falando da pessoa com deficência como um todo! ou seja na capital e no interior, ainda vejo um forte desafio proporcionar esta discurssão junto a está população, é preciso proporcionar recursos financeiros vias ações governamentais e não governamentais para ampliar as discurssões e buscar conhecer e apoioar as boas praticas existentes junto a está tematica no Brasil e em outros países.
Violência sexual junto a pessoas com deficiência, é outra grande invisibilidade trazer está realidade para está população e a sociedade em geral, pois muitas vezes a violência ocorre muito próximo a elas e não tem como denunciar, tornando também vulneraveis.
Abraços
Wladimir Reis - Recife - PE

Serviços de saúde e pessoas com deficiências

Olá pessoal! Wladimir e outros participantes nos apontam inúmeros fatores de vulnerabilidade frente as DST/Adis das pessoas com deficiência, dentre estes o próprio acesso e a acessibilidade aos serviços de saúde. E então o que vocês pensam: os serviços de saúde são acessíveis a pessoas com deficiências? Como fica o pré e pós aconselhamento para testagem anti-HIV no que se refere às pessoas com deficiência auditiva?Conseguem acessar em suas cadeiras de roda as salas de testagem e/ou consultórios?

Serviço de Saúde e pessoas com deficiências

A maioria dos serviços de saúde não estão preparados para receberem pessoas com deficiências, principalmente para os deficientes auditivos, ainda hoje há muitos cadeirantes com impossiblidade de consultas e até mesmo nas salas de testagem, vejo que ainda temos muito a avançar no serviço de DST/Aids e as várias deficiências, como melhorar a prevenção repassando estas informações para os usuários.

Diagnóstico tardio

O sistema governamental esta se aprimorando e oferecendo material para pessoas testarem sua sorologia.
Agora, o que me preocupa é as pessoas encararem e vencerem o medo, o auto preconceito de fazerem o teste.
Este é um grande desafio próprio de cada indivíduo na minha opinião.
Um diagnótico tardio pode levar a uma deficiência, no meu caso a neurotoxoplasmose.
Atitudes de risco, depois auto negação de estar infectado pelo virus HIV, que culminou em uma deficiência motora irreversível, limitado profissionalmente e socialmente.
Falta de informação? Medo de encarar uma realidade?
Atualmente acho que a segunda opção é a mais apropriada.
A pergunta é, o que poderemos fazer para que as pessoas possam superar este medo, e em tempo hábil terem o diagnótico, assim evitando complicações maiores e irreversíveis como a deficiência?

Pessoas vivendo com Aids e com deficiências

Olá pessoal! O Fábio nos traz a questão das infecções oportunistas que podem resultar em deficiências as pessoas vivendo com Aids. Um caminho apontado é ampliar as oportunidades de testagem e garantir o acesso ao tratamento em tempo adequado. Por outro lado também precisamos conhecer mais e melhor esta realidade no Brasil. Como esta questão vem se apresentando nos grupos de pessoas vivendo com Aids, nos serviços..Vamos comentar sobre as experiências com o tema?

Pessoas vivendo com Aids e com deficiências

Sinto na pele esta questão da deficiência nas PVHA. Em setembro de 2002 meu médico trocou meu esquema de ARV não me adaptando ao novo esquema decidi por conta própria não tomar, ia às consultas pegava medicação quando chegava em casa guardava no armário essa rotina durou até maio de 2003 quando fiquei doente estive internada por trinta dias tive neurotoxoplasmose e de presente ganhei uma paralisia irreversível na mão direita e na perna direita me tornei uma pessoa com deficiência. Diferente do Fabio minha deficiência foi por pura falta de adesão, então hoje meu compromisso com os ARVs é sagrado faça chuva ou faça sol tomo eles direitinho e sempre estou lembrando para as PVHA que conheço sobre a importância da adesão.
Fonte: http://deficientesunidos.blogspot.com/2011/07/aids-e-deficiencias-fisicas.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+DeficientesUnidos+%28Deficientes+Unidos%29

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Crianças com necessidades especiais participam de desfile no DF

A ideia surgiu como um apoio à inclusão social. As crianças são maquiadas e participam do mundo da moda. Um ex-modelo profissional que ficou paraplégica orienta as crianças na passarela.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 04/07/2011

Assitam ao vídeo: http://g1.globo.com/videos/distrito-federal/v/criancas-com-necessidades-especiais-participam-de-desfile-no-df/1552145/#/Todos os Vídeos/page/3

Fonte: G1 - DFTV 1ª Edição - 01/07/2011

Cadeirantes têm dificuldade para embarcar ou desembarcar no Aeroporto JK

O local não cumpre as regras de acessibilidade da ANAC. Quando não há rampas ou o avião para longe do terminal, funcionários treinados das companhias aéreas devem ajudar quem tem mobilidade reduzida.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 04/07/2011

Assitam ao vídeo: http://g1.globo.com/videos/distrito-federal/v/cadeirantes-tem-dificuldade-para-embarcar-ou-desembarcar-no-aeroporto-jk/1553153/#/Todos os Vídeos/page/2

Fonte: G1 - DFTV 2ª Edição - 02/07/2011

Estudantes de Sobradinho vencem o preconceito e ganham as passarelas

O que era um sonho se transformou no Fashion Inclusivo. O quadro Posso Ajudar mostra um grupo de modelos que vence preconceitos e faz o maior sucesso nas passarelas.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 04/07/2011

Assistam ao vídeo:http://g1.globo.com/videos/distrito-federal/v/estudantes-de-sobradinho-vencem-o-preconceito-e-ganham-as-passarelas/1551815/

Fonte: G1 - DF - 01/07/2011