sábado, 30 de julho de 2011

Câmara demite seis que ocupavam vaga de deficiente

Assessores de vereadores não se enquadravam, segundo laudo da USP.
Raoni Zambi - Paulínia

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 30/07/2011


A Câmara de Paulínia exonerou ontem seis assessores parlamentares que foram contratados para vagas de pessoas com necessidades especiais. Cada um dos exonerados recebia cerca de R$ 3,2 mil.
A publicação oficial das exonerações será feita no próximo Semanário Oficial da cidade, quarta-feira. O MPE (Ministério Público Estadual) havia recomendado à presidência da Câmara que demitisse os funcionários em situação irregular, após receber denúncia de um morador da cidade.

No início de maio, 20 assessores da Câmara foram até o Inrea (Instituto Médico de Reabilitação) do HC (Hospital das Clínicas) da USP (Universidade Estadual de São Paulo) para perícia de comprovação de deficiência.

Doze não se enquadravam no que determina a lei municipal de Paulínia para a contratação de pessoas com necessidades especiais. A lei prevê que sejam atendidas pessoas com deficiência auditiva, visual ou de locomoção.

MAIS EXAMES

De acordo com o promotor Danilo Roberto Mendes, a Câmara pediu prazo de 30 dias para que os outros seis assessores façam exames no INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) para confrontar o laudo do Inrea.

Além do laudo dos seis assessores dado pelo INSS, a Câmara deverá informar ao MPE as medidas que tomará para evitar que casos semelhantes se repitam.

BOA FÉ

“A Câmara de Paulínia agiu com boa fé e parece que está determinada a não repetir o mesmo erro. Seis assessores que comprovadamente não se encaixavam nas vagas oferecidas já foram exonerados. Agora, a preocupação deve ajustar a conduta e (permitir) contratar aqueles a quem as vagas se destinam”, disse o promotor.

O vereador Francisco Almeida Barros Bonavita (PMDB) revelou que teve uma assessora exonerada e outra fará o exame de confronto no INSS. “Parabéns ao promotor pelas exonerações, só lamento pelos pais e mães de família que perderam o emprego”, ironizou Bonavita.

O vereador disse que os exames não foram realizados em São Paulo por especialistas das respectivas áreas das supostas deficiências dos assessores demitidos. O Inrea informou, na época dos exames, que eles foram feitos com rigor cientifíco.

A Câmara foi procurada para informar quais vereadores contrataram pessoas em situação irregular em vagas destinadas aos portadores de necessidades especiais, mas nenhuma resposta foi enviada até o fechamento desta edição.

Fonte: Jornal TodoDia - http://portal.tododia.uol.com.br/?TodoDia=cidades&Materia=558668 - Imagem Internet

Mochila em cadeira de rodas...

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 30/07/2011
Na vida tem coisas que sempre vem para o nosso bem e esse video mostra uma pequena coisa e simples coisa que facilita muito a vida de quem usa cadeira de rodas.


 


VEJAM E COMENTEM

Fonte:http://pdsul.blogspot.com/search/label/mochila%20em%20cadeira%20de%20rodas
























Indenização para cadeirante por queda em via pública

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 30/07/2011

O Distrito Federal foi condenado a pagar R$ 20 mil a uma mulher portadora de necessidades especiais vítima de acidente em via pública, provocado pelo desnível entre uma rampa e o asfalto. A cadeirante sofreu fraturas em uma das pernas e precisou receber atendimento de urgência.

A autora relata na ação que ao transitar na região próxima à Esplanada dos Ministérios, não percebeu o desnível entre a rampa de acesso à calçada e caiu da cadeira de rodas.

O acidente resultou em uma fratura no fêmur da cadeirante, que acusou o Distrito Federal de ter responsabilidade civil objetiva pelo ocorrido.

Na contestação, o Distrito Federal se defendeu alegando inexistência de nexo de causalidade entre o dano sofrido pela autora e a conduta da Administração. Ressaltou que o acidente decorreu da ausência de cuidados do agente que conduzia a cadeira de rodas. Por fim, pediu pelo julgamento de improcedência do pedido.

A calçada onde a autora transitava apresenta um desnível, justamente para facilitar o trânsito de pessoas portadoras de deficiência física que utilizam cadeiras de rodas. Mas, conforme o julgado proferido pelo juiz Alvaro Ciarlini, apesar da preocupação com a obra de acesso a cadeiras de rodas no local, a calçada e o asfalto ainda se encontram em níveis distintos, o que causou o acidente. "Tal circunstância indica a existência de obrigação, por parte do réu, em compensar a demandante pelos danos morais e materiais sofridos" - destacou.

O local onde ocorreu o acidente não atende às prescrições técnicas previstas no item 6.10.11 da NBR ABNT nº 9050, demonstrando, no mínimo, o descaso da Administração Pública em relação às pessoas portadoras de necessidades especiais e franca inobservância ao instituído na Lei nº 10.098/2000.

A Defensria Pública do Distrito Federal atua em favor da autora da ação. (Proc.nº 2009.01.1.010046-5 - com informações do TJ-DFT e da redação do Espaço Vital).

Fonte: http://www.espacovital.com.br/noticia_ler.php?id=24700 - Imagem Internet

Professora que lecionava para alunos especiais tem direito à gratificação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 30/07/2011

O Distrito Federal deverá pagar cerca de R$ 3 mil a uma professora da rede pública de ensino que, apesar de não atuar exclusivamente com alunos portadores de necessidades especiais, também faz jus ao recebimento da Gratificação de Atividade de Ensino Especial - GAEE. A decisão é do 2º Juizado da Fazenda Pública, ratificada pela 1ª Turma Recursal do TJDFT.

A ação em análise visava ao pagamento dos valores relativos à Gratificação de Atividade de Ensino Especial - GAEE, correspondentes a 2006, uma vez que a autora alega ter lecionado em turma com alunos portadores de necessidades especiais no ano em questão. Assim, a professora sustenta o cabimento da referida gratificação, acrescidos os seus reflexos no 13º salário e nas férias do ano correspondente.

O Distrito Federal contesta tal pagamento com argumento na Lei 4.075/07 que, ao disciplinar a matéria, restringe o direito ao recebimento da gratificação somente aos servidores que atuam exclusivamente com portadores de necessidades educativas ou em situações de risco e vulnerabilidade, e que, por sua vez, estejam em exercício nas unidades especializadas da rede pública ou nas instituições conveniadas, excluindo-se, portanto, o ensino na modalidade de inclusão em salas de aulas convencionais, assim como ocorre no presente caso.

Ao analisar o feito, porém, o julgador ressalta que, inicialmente, tal benefício foi instituído pela Lei Distrital 540/93, vindo a ser alterado depois pela Lei 4.075/07. Somente nesta última, a concessão da GAEE foi restringida a profissionais que atuassem exclusivamente com o público em questão. Como o pedido se refere ao ano de 2006 - quando a Lei vigente não previa tal restrição - é esta que deve ser adotada no julgamento da lide. Consoante essa disciplina, para que o educador fizesse jus à GAEE, bastava que exercesse trabalho especializado com alunos portadores de necessidades especiais, independentemente do número de estudantes especiais matriculados na turma ou do fato desta ser ou não mista.

Tendo a autora comprovado que lecionou no ano de 2006 para alunos com necessidades especiais, o magistrado entendeu que ela faz jus à percepção da aludida gratificação, contudo, tão-somente com relação ao interstício de 24 de janeiro a 31 de dezembro de 2006, uma vez que as parcelas anteriores ao quinquênio do ajuizamento da demanda (24/01/2011) estão prescritas. Assim, concluiu que o Distrito Federal deve indenizar a autora a título de GATE, nos termos da Lei n. 540/1993, durante o período não acobertado pela prescrição, acrescidos dos respectivos reflexos no 13º salário e terço de férias do período correspondente.

De acordo com os cálculos realizados, o montante total devido à autora corresponde a R$ 2.837,33, valor que deverá ser acrescido de juros e correção monetária. (Nº do processo: 2011.01.1.011177-7)

Fonte: TJDFT - 29/07/2011
(http://despertarparaser.blogspot.com/2011/07/professora-que-lecionava-para-alunos.html)

Movimento de apoio a deficientes colam adesivos em carros nas calçadas

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 30/07/2011

Ação visa conscientizar motoristas que estacionam em frente a acessos para pessoas com deficiência
Mesmo com a atuação do Ministério Publico Estadual (MPE), que gerou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a prefeitura de Dourados - que ficou responsável pela fiscalização para inibir e coibir a pratica de se colocar carros em calçadas -, a situação continua a mesma. Comerciantes e motoristas fazem vistas grossas e insistem em impedir o livre fluxo de pedestres e principalmente de pessoas com deficiência, que se vêem obrigadas a ir para o meio da rua.

Porém, na manhã de ontem, dia 21 de julho, um grupo de 15 estudantes resolveu fazer uma campanha na qual colam adesivos em carros estacionados em calçadas, em rampas de acesso a cadeirantes ou em vagas destinadas a pessoas com deficiência. O adesivo diz a seguinte frase: “Este carro impediu uma pessoa com deficiência de transitar na calçada”. A medida adotada partiu do estudante Ademir Ferreira, 22 anos, que contraiu poliomielite na infância e hoje se locomove através de uma cadeira de rodas doada por um Rotary clube da cidade.

A ação foi repetida em diversos pontos da cidade, sempre onde há grande quantidade de carros em calçadas. Os carros adesivados chamaram a atenção de quem viu e deixaram bastante revoltados os motoristas infratores ao verem seus carros “notificados”, um deles inclusive bateu boca com um dos estudantes deficiente físico, dizendo que era uma falta de respeito. Segundo Ademir a ação não para por aqui, “temos ainda mais 2.000 adesivos a serem colados”, comenta.

Fonte: Agora MS

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Nada sobre nós, sem nós: Da integração à inclusão

Artigo de Romeu Sassaki publicado no site Planeta Educação

Romeu Kazumi Sassaki

Introdução: Analisemos o lema “Nada sobre nós, sem nós”. São meus todos os grifos e caixas altas em certas palavras, que constam no presente texto (Partes 1 e 2).

Nada quer dizer “Nenhum resultado”: lei, política pública, programa, serviço, projeto, campanha, financiamento, edificação, aparelho, equipamento, utensílio, sistema, estratégia, benefício etc. Cada um destes resultados se localiza em um dos (ou mais de um dos ou todos os) campos de atividade como, por exemplo, educação, trabalho, saúde, reabilitação, transporte, lazer, recreação, esportes, turismo, cultura, artes, religião.

Sobre Nós, ou seja, “a respeito das pessoas com deficiência”. Estas pessoas são de qualquer etnia, raça, gênero, idade, nacionalidade, naturalidade etc., e a deficiência pode ser física, intelectual, visual, auditiva, psicossocial ou múltipla. Segue-se uma vírgula (com função de elipse, uma figura de linguagem que substitui uma locução verbal) que, neste caso, substitui a expressão “haverá de ser gerado”.

Sem Nós, ou seja, “sem a plena participação das próprias pessoas com deficiência”. Esta participação, individual ou coletiva, mediante qualquer meio de comunicação, deverá ocorrer em todas as etapas do processo de geração dos resultados acima referidos. As principais etapas são: a elaboração, o refinamento, o acabamento, a implementação, o monitoramento, a avaliação e o contínuo aperfeiçoamento.
APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 29/07/2011
Leia a matéria na integra: http://saci.org.br/index.php?modulo=akemi&parametro=32377

Gaúcha de 2,40 metros pode ser a mais alta do mundo

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 29/07/2011

Fernando Gomes/Agência RBS
Kátia D'Ávilla Rodrigues, 48, pode entrar no livro de recordes do Guinness como a mulher mais alta do mundo. Atualmente o título é da chinesa Yao Defen, que tem 2,34 metros. A gaúcha de Gravataí (RS) sofre de gigantismo e por causa da doença já atinge quase 2,40 metros. Devido ao tamanho, Kátia não consegue mais andar sem a ajuda de sua cadeira de rodas improvisada, conforme informado na reportagem da RBC TV. Mas, com o medicamento que iKátia D'Ávilla Rodrigues, 48, pode entrar no livro de recordes do Guinness como a mulher mais alta do mundo. Atualmente o título é da chinesa Yao Defen, que tem 2,34 metros. A gaúcha de Gravataí (RS) sofre de gigantismo e por causa da doença já atinge quase 2,40 metros. Devido ao tamanho, Kátia não consegue mais andar sem a ajuda de sua cadeira de rodas improvisada, conforme informado na reportagem da RBC TV. Mas, com o medicamento que inibe o crescimento, a gaúcha sonha um dia voltar a andar nibe o crescimento, a gaúcha sonha um dia voltar a andar.


Fonte: UOL – Notícias – 29/07/2011

‘Essa vaga não é sua nem por um minuto’ pode virar campanha nacional

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 29/07/2011

Poderá virar nacional a campa­nha “Essa vaga não é sua nem por um minuto”,desenvolvida pela agência curitibana TheGetz de­pois da repercussão alcançada pelo incidente envolvendo a em­­presária Mirella Prosdócimo no estacionamento de um supermer­cado de Curitiba, em março. O fa­­to foi amplamente noticiado pela imprensa curitibana.

Ao receber, na semana passada, em Brasília, Mirella e o diretor institucional da agência, Maurício Ramos, a mi­­nistra Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, prometeu propor à presi­­den­­te Dilma Rousseff a criação de um programa federal de acessi­bilidade para pessoas com defi­ciência a partir do projeto “Por um Brasil sem Barreiras”, que lhe foi entregue pelos dois.

O projeto propõe ao governo fede­ral o lançamento de um plano na­­cional para garantir a acessibili­dade das pessoas com deficiência em todo o País, com diagnósticos e soluções para as cidades brasileiras. Gleisi aprovei­tou para convidar Maurício e Mirella para contribuir com a elaboração do projeto Inclusão e Acessibilidade, que vai ocorrer em agosto.

Fonte: RAC

Desembargador defende a Lei de Cotas, inclusive para pequenas e médias empresas

Eu quero iniciar minha fala trazendo a experiência que vivi na ONU, na inauguração da Convenção, que foi impar. Quero trazer um pouquinho também da minha experiência como pessoa com deficiência e também como advogado dentro do Ministério Público e juiz. Vou tentar ser o mais suscinto possível.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 29/07/2011

Inicialmente quero frisar um aspecto muito bem lembrado pela Doutora Linamara, se trata do processo civilizatório, do avanço do processo civilizatório, intimamente ligado aos direitos humanos e essa expressão direitos humanos parece a muitos que não lidam com direitos, uma expressão redundante, porque direito tem que ser humano, naturalmente, só assim talvez a quem não seja da área jurídica.
Mas os direitos só se tornaram realmente dirigidos as pessoas a partir do século XVIII, por causa da revolução liberal francesa, que até então o direito nada mais era do que a manifestação da vontade do rei, do imperador, do estado, da igreja. O direito não servia a população, o direito subjugava.

Não se trata, meus amigos, de levar pessoas com deficiência para o mercado, trata-se de trazer o mercado para as pessoas, vocês estão entendendo o que eu estou dizendo? Estão compreendendo o que eu estou falando? O mercado existe para servir as pessoas e não o contrário, isso é uma questão de afirmação ideológica

Leia a matéria na integra: http://www.inclusive.org.br/?p=20473

Brasil poderá ser 1º país a reparar danos por separar filhos de pais com Hanseníase

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 29/07/2011

Representantes do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan) foram recebidos em audiência, nesta segunda-feira (25), pela ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR). Em pauta, o Grupo de Trabalho que vai analisar os pedidos de indenização dos filhos das pessoas atingidas por hanseníase.

“O Brasil será o primeiro país do mundo a reconhecer o dano causado aos filhos que foram separados dos pais, isso num momento em que já existia cura para a hanseníase”, comemora o coordenador nacional do Morhan, Artur Custódio Souza. Ele disse que está bastante confiante e que tem “ótima expectativa” a respeito do Grupo de Trabalho.

A coordenadora do Morhan em Barueri, Teresa Oliveira, reconheceu o empenho do governo e entregou à ministra um abaixo-assinado com o apoio de sete mil pessoas. Maria do Rosário garantiu que dará prioridade às reivindicações do Movimento das Pessoas Atingidas pela Hanseníase.

“Vamos trabalhar para que o Grupo de Trabalho seja instituído o mais rápido possível. Estamos absolutamente comprometidos com a luta das pessoas atingidas pela hanseníase”, disse a ministra.

Para sensibilizar a população e dar mais visibilidade à sua luta, o Morhan vem promovendo assembleias estaduais em todo o Brasil. Até o momento, já foram realizados esses encontros no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Acre. Os próximos estados a serem visitados pelo movimento são: Pernambuco, Ceará, Amazonas, Espírito Santo e Goiás.

Fonte: SDH

A Conferência de Salamanca de 1994 e além

Extrato da biografia de Peter Mittler, da Inclusion International, trazendo um relato de sobre a Conferência de Salamanca em 1994, onde foi aprovada a Declaraçãp de Salamanca, primeiro documento internacional a defender a inclusão escolar de estudantes com deficiência.
Tradução Patricia Almeida

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 29/07/2011

“A maior conquista da UNESCO na área da deficiência foi, sem dúvida, a Conferência de Salamanca, na Espanha, de 1994 e a resultante sua Declaração de Acompanhamento e Quadro de Ação, que havia sido preparada de antemão por Lena Saleh, representante da UNESCO, e seus assessores. Estiveram presentes representantes governamentais de 94 países, bem como muitas ONGs, inclusive ILSMH (Antiga Liga Internacional de Sociedades para Pessoas com deficiência Mental, que se transformou em Inclusion International) que foi representada por Walter Eigner. Minha tarefa era preparar o Relatório Final.

A conferência ocorreu em um esplêndido cenário histórico no país com o registro mais impressionante de planejamento sistemático e cuidadoso para criar um sistema educacional inclusivo. O crédito principal disso vai para Álvaro Marchesi, que havia começado sua carreira como psicólogo de escola, foi nomeado chefe da educação especial e mais tarde de desenvolvimento de currículo do Ministério da Educação espanhol e, finalmente, tornou-se Ministro da Educação. Seu discurso de abertura não foi, portanto, uma mera formalidade.

A declaração de Salamanca estabeleceu com firmeza e sem ambiguidade que as crianças com deficiência devem ser incluídas no âmbito mais amplo da Educação para Todos, que visa à inclusão de todas as crianças que, por qualquer motivo, estão fora da escolar. Entre elas as que vivem em situação de pobreza severa ou sofrem de desnutrição crônica, crianças que vivem nas ruas ou são forçadas a trabalhar, as refugiadas e vítimas de guerra ou de catástrofes naturais, as crianças incapazes de ir à escola por causa da distância ou por não poderem pagar as mensalidades escolares. Há também dezenas de milhões de crianças que freqüentam a escola, mas que por variedas de razões são marginalizadas ou excluídas do seu currículo e atividades.

A meta de Educação para Todos das Nações Unidas a de educação primária gratuita para todos até 2000, teve um início muito lento após seu lançamento, em Jomtien, em 1990. Um impulso renovado foi dado pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, que estabeleceu novas metas para 2015. Mas apesar de 33 milhões de crianças que estavam de for a terem sido capazes de ir à escola nos últimos 10 anos em todas as regiões do mundo, exceto na África Subsaariana, o mais recente UNESCO Relatório de Monitoramento Global mostra que as crianças com deficiência estão entre os 77 milhões que permanecem excluídos .

A Inclusion International declarou muito claramente que os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio não podem ser cumpridos até 2015 a menos que as crianças com deficiência sejam incluídas na educação. Os 88 (NT – hoje já são 103) países que já ratificaram a Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência estão agora sob a obrigação legal de criar ambientes de educação inclusiva para crianças com deficiência (artigo 24) e enviar relatório sobre o seu progresso para o Alto Comissariado das Nações em Direitos Humanos. Cabe agora às sociedades dos países membros assegurarem que sejam tomadas medidas para garantir que todos os seus filhos sejam incluídos.

Fonte: http://www.inclusion-international.org/about-us/history/

Inclusão de jovens com deficiência em ações para o desenvolvimento é discutida na ONU

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 29/07/2011

Por Patricia Almeida
Especialistas, delegados de países membros e ativistas em deficiência, juventude e desenvolvimento, se reuníram dia 25/7 na ONU em Nova York para debater a inclusão de jovens com deficiência em todos os aspectos dos esforços para o desenvolvimento global.
O evento, organizado pelo DESA (Department of Economic and Social Affairs), IDA (International Disability Alliance), em colaboração com o UNICEF e Leonard Cheshire Disability International, ocorreu em paralelo com a reunião de altas autoridades sobre juventude na ONU.
Daniela Bas, Diretora da Divisão para Políticas Sociais de Desenvolvimento da DESA, abriu o encontro, destacando a importância da resolução que incluiu a deficiência transversalmente entre os objetivos do milênio da ONU, ao lado da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, ratificada pelo Brasil com equivalência constitucional em 2008..
Vladimir Cuk, da IDA, disse que o caminho típico da pessoa com deficiência era ficar em casa ou no máximo frequentar uma escola especial, que provavelmente não a prepararia para a o trabalho e a vida. Já com apoio, a mesma pessoa tem possibilidade de passar pela educação primária, secundária e até chegar a cursos técnicos e universidade, conseguindo melhores empregos e independência dos serviços sociais. Para que isso aconteça, os jovens com deficiência devem ser incluídos e atuar ativamente em conselhos, sindicatos e outras agremiações, onde possam expressar as suas necessidades. Cuk defendeu que ONGs e o governo trabalhem no sentido de apoiar esta participação.
A especialista em Direitos Humanos do UNICEF, Nicola Brandt fez um breve histórico do papel das crianças e adolescentes com deficiêcia dado pelo UNICEF, passando do modelo médico e de reabilitação, para o de proteção e finalmente, após a aprovação da Convenção da NU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, para a abordagem de direitos humanos. Disse que em janeiro de 2010 o UNICEF contratou uma especialista em deficiência para um cargo sênior, a brasileiraRosangela Berman-Bieler, que em apenas 5 meses muita coisa vem sendo feita para mudar a organização e sua cultura. Segundo Brandt, Rosangela está trabalhando numa estratégia para que as ações do UNICEF incluam crianças e adolescentes com deficiência.
Para James Aniyamuzaala, da African Youth with Disabilities Network, deve ser dada prioridade à preparação de jovens líderes com deficiência para atuarem e falarem por si próprios. Ele próprio, natural de Uganda, tem deficiência auditiva, representa a África em vários fóruns, incluindo Aids, juventude e deficiência.
Mohammed Ishan Jalill, do Sri Lanka, representante da organização Leonard Cheshire Disability Young Voices, disse que as questões básicas de jovens com deficiência podem ser resumidas em 4 áreas: acessibilidade, inclusive para dar acesso a direitos como educação; tecnologia, garantir que a internet, por exemplo, chegue a todas as pessoas com deficiência; jovens em regiões de conflito, citou o caso de um jovem surdo que não tinha como saber sobre o toque de recolher e foi morto e participação política, não apenas por representação, mas participação efetiva e democrática, entre elas o direito ao voto.
O encontro foi encerrado com a exibição de um video clip da canção “Deficiência não é Ineficiência”(Disability is not Inability), do Zimbábue.

Fonte: www.inclusive.org.br - 27/07/2011

Informativo do Conade – Julho/2011

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 29/07/2011


Baixe o boletim no endereço abaixo

Conade Informa – Julho/2011

CONSELHO NACIONAL DOS DIREITOS DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

Setor Comercial Sul, Quadra 9, Lote “C”, 8o andar, Ed. Cidade Parque Corporate, Torre “A”. Brasília/DF – CEP 70308-200 Telefone: (61) 2025-9219 / 2025-3673 / Fax: (61) 2025-9967 E-mail: conade@sedh.gov.br Página na internet: www.presidencia.gov.br/sedh/conade

Fonte:http://www.inclusive.org.br

Notícias da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 29/07/2011





Boletim nº 48 - Quinta-feira, 28 de julho de 2011

A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência encaminha seu BoletimInformativo com o resumo das principais notícias relacionadas a inclusão e promoção dos direitos da pessoa com deficiência.


Governador Geraldo Alckmin inaugura novas instalações do HC de SP
O governador Geraldo Alckmin inaugurou novas instalações no Hospital das Clínicas de São Paulo. A Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Doutora Linamara Rizzo Battistella e o Secretário Estadual da Saúde, Giovani Guido Cerri estiveram presentes. Durante a inauguração foi também anunciada a redução no índice de gravidez na adolescência: 37% em 11 anos.

Inscrições abertas para o 3. Encontro Internacional de Tecnologia e Inovação

As inscrições já estão abertas para o 3. Encontro Internacional de Tecnologia e Inovação para Pessoas com Deficiência, que acontece em São Paulo, de 24 a 26 de Outubro de 2011. Este ano, o tema do evento será "O Desenho Universal na Indústria Brasileira", tendo por objetivo discutir o quanto os princípios do Desenho Universal. Durante o 3. Encontro haverá a Exposição de Inovação em Tecnologias Assistivas. As vagas estão abertas também para expositores.


Lei de Cotas completa 20 anos e Seminário em São Paulo recebe autoridadesSão Paulo realizou no dia 22 de julho o Seminário "Lei de Cotas 20 anos: Chegamos ao fim, ou não?". A mobilização reuniu cerca de 700 pessoas. Trata-se de iniciativa conjunta entre Superintendência Regional do Ministério do Trabalho e Emprego de São Paulo, Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Espaço da Cidadania e parceiros pela inclusão como: entidades, empresas, sindicatos, escolas e órgãos públicos.

Congresso Brasileiro de Turismo Acessível acontece de 28 a 30 setembro, em Socorro.
O evento acontecerá de 28 a 30 de setembro de 2011 na cidade Estância de Socorro, tendo como parceiros a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa Com Deficiência e a Prefeitura Municipal da Estância Turística de Socorro e com o apoio do Ministério do Turismo e da Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo.

Curso de Baixa Visão para Oftalmologistas na USP
O Departamento de Oftalmologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, com o apoio da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e Rede de Reabilitação Lucy Montoro, realiza o Curso de Baixa Visão para Oftalmologistas dentro dos Cursos Integrados de Oftalmologia da USP. Será realizado no dia 29 de julho de 2011, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo.

Inscrições abertas para curso de Pós Graduação em Design Universal

O Curso tem como objetivo capacitar o profissional para refletir criticamente, desenvolver objetos e configurar espaços inclusivos, tendo como princípio o Desenho Universal e a Arquitetura da Acessibilidade que se propõe a pensar objetos e espaços adequados ao uso e ao bem estar humano, atendendo a todos, sem distinção ou segregação, contemplando a universalidade dos ambientes.

1° Festival de Projetos Sociais – Musicais Inclusivos
O Teatro Dias Gomes está realizando o 1° Festival de Projetos Sociais - Musicais Inclusivos, que ocorre nesse mês de julho, as peças apresentadas contam com a participação de pessoas com deficiência, física, visual, auditiva e intelectual.

Seminário de Arte Acessível: 11 e 12 de agosto
Com realização do Governo do Estado de São Paulo em conjunto com a Secretaria de Estado da Cultura, o evento acontece em dois dias, em São Paulo. O evento acontecerá na Oficina Cultural Oswald de Andrade. Confira Programação.

Expediente
Boletim Informativo da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência
Governo do Estado de São Paulo
Secretária de Estado: Dra. Linamara Rizzo Battistella

Responsabilidade: Assessoria de Comunicação Institucional

Gestora: Maria Isabel da Silva

Elaboração e Emissão: Marco Antonio Ramos e Simone Nieves
Contato: (11) 5212.3700

Site:
www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br
Redes Sociais:
facebook.com/deficiencia.spe twitter.com/deficienciasp

Com 34 dedos, menino de 1 ano bate record e entra no Guiness

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 29/07/2011

 Pequeno Akshat Saxen, de 1 ano.

O pequeno Akshat Saxena, de 1 ano, quebrou o recorde mundial ao ser constatado que ele nasceu com 34 dedos. O indiano, da Uttar Pradesh, no norte da Índia, tinha sete dedos em cada mão e 10 dedos em cada pé, segundo um representante do Guiness World Records.O menino realizou uma série de cirurgias para amputar os dedos a mais e reconstruir suas mãos e pés. Segundo os médicos, a condição de de Akshat é complicada, mas não coloca sua vida em risco e não tem nenhuma influência sobre sua saúde.

Pequeno Akshat Saxen, de 1 ano.

Fonte: O Dia Online (26/07/11)

Referência: http://www.deficienteciente.com.br/2011/07/com-34-dedos-menino-de-1-ano-bate-recorde-mundial-e-entra-no-guiness.html

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Programa do GUGU: Cabine dos Sonhos ou dos Pesadelos.

Caro leitor, esta matéria foi retirada do blog: http://www.deficienteciente.com.br/2011/07/programa-do-gugu-cabine-dos-sonhos-ou-dos-pesadelos.html


   APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 28/07/2011

Recebi o e-mail abaixo do amigo João Pereira Lima, mais conhecido como João Motoka, pessoa com paraplegia. João trabalha fabricando triciclos na cidade de Abadiânia, Goiás. Como se trata de um desabafo ou até mesmo uma denúncia, pedi sua autorização para publicar no blog.

Cabine dos Sonhos” do “Programa do Gugu”, esteve nesta sexta, sábado e domingo em Goiânia, Goiás. Fiquei pasmo ao ver quanta maldade com o ser humano. Na quinta-feira (21/07) já tinha gente dormindo na fila, a falta de respeito com as pessoas com deficiência foi um absurdo, a Constituição Federal para eles não vale nada. Olha, na fila tinha mais de mil pessoas, era distribuída 70 senhas das 11 da manhã ao meio dia. A gravação começava às 13 horas e o restante da fila ia aumentando cada vez mais, ficava esperando… Só no outro dia que seria distribuído mais 70 senhas. Fiquei chocado com a quantidade de gente que estava na fila esperando, esperando o quê? Acho muita maldade usar as pessoas desprovidas de informações. “Só vendo pra crer”… Idosos, crianças, pessoas com deficiência sendo usados só para dar Ibope. Quando procurei alguém da produção sabe qual foi a resposta “não falo com ninguém”. Perguntei a pessoa que estava distribuindo as senhas, se as pessoas com deficiência tinha algum tratamento diferenciado, ela me respondeu “seca” a preferência é de quem dorme na fila.

Será que o Gugu sabe disso? Será que precisa usar o sofrimento de cinco ou seis mil pessoas para beneficiar “uma só”? Vera qual sua opinião?

Segundo João, ele ligou duas vezes para a emissora local para perguntar de que forma as pessoas com deficiência seriam tratadas nesse evento, e recebeu a resposta de que essas pessoas teriam um tratamento que atendesse suas necessidades. Entretanto não foi isso que o João presenciou. Quando questionou a um dos organizadores, recebeu a resposta “não falo com ninguém” e “tem prioridade quem dorme na fila”. Pergunto: por acaso o João é invisível só porque ele é um homem simples e tem deficiência? Essa fala nos mostra o quanto ainda somos invisíveis aos olhos da sociedade.

Indignado, João imaginou a situação dos cadeirantes dormindo na fila, uma vez que eles não terão acesso aos banheiros químicos, pois esse tipo de banheiro, pelo que me consta, não tem adaptação necessária.

Diante do relato de João, penso que a “Cabine dos Sonhos” pode se transformar na “Cabine dos Pesadelos” para alguns. Tudo em nome do Ibope!

J
João Pereira Lima, mais conhecido
como João Motoka.

Tags:Denúncias

Fonte: http://www.deficienteciente.com.br/2011/07/programa-do-gugu-cabine-dos-sonhos-ou-dos-pesadelos.html

Seminário Mídia e deficiência:Falta de informação gera preconceito

“O principal desafio do jornalista e da mídia é enfrentar a situação de despreparo”, diz o gerente de jornalismo da Record.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 28/07/2011

No primeiro painel do seminário Mídia e Deficiência, que se realizou ao longo na quarta-feira (27), no Teatro Dante Barone, os participantes abordaram o tema “Mídia para a Inclusão”. Sob a mediação da coordenadora do projeto Assembleia Inclusiva e do Movimento Superação RS, Juliana Carvalho, os jornalistas Gustavo Trevisi, Edelberto Behs, Givanildo Menezes e Jairo Marques falaram sobre a importância da informação na quebra dos preconceitos.

O painel foi aberto com a exibição de um vídeo mostrando dúvidas e questionamentos de jornalistas e estudantes de comunicação sobre terminologias e formas de tratamento aos deficientes. Em seguida, o jornalista Gustavo Trevisi fez um breve relato da sua trajetória. Com paralisia cerebral, ele atua hoje na Secretaria Estadual da Saúde como concursado. Ele criticou a falta de espaços específicos, fixos, na mídia para pessoas com deficiência. Na sua opinião, será preciso uma pressão maior para que esse quadro se modifique.

O coordenador do curso de jornalismo da Unisinos, Edelberto Behs, falou sobre a importância da informação na quebra de preconceitos. “As palavras têm força, empoderam os seus usuários, constroem e destroem”, disse. Citou o livro “A Conquista da América: A Questão do Outro”, de Tzvetan Todorov, para lembrar que a conquista do continente se deu principalmente pela superioridade na comunicação humana. “Antes de dominar, é preciso estar informado”, declarou.
Para o professor, “os jornalistas são artesãos que usam palavras como matéria-prima e podem contribuir na quebra dos preconceitos e propiciar um olhar holístico para a deficiência”. No entanto, segundo ele, a realidade das redações não tem permitido que isso ocorra. Disse que os manuais de redação cobram um maior preparo dos jornalistas, mas as empresas de comunicação não estão preparadas. Encerrou sua fala citando Umberto Eco, segundo o qual “todas as formas de racismo e de exclusão constituem, em última análise, maneiras de negar o corpo do outro”.

(Veja: Seria possível afirmar que a mídia realmente trata as pessoas com deficiência sem discriminação?)

Também o gerente de jornalismo da Record, Givanildo Menezes, abordou a questão do despreparo da imprensa. “O principal desafio do jornalista e da mídia é enfrentar a situação de despreparo”, disse. Citou Mino Carta para dizer que “não é que a mídia brasileira seja em sua maioria mal-intencionada, ela é despreparada, ruim mesmo”.

Segundo Menezes, é preciso melhorar a informação. Disse que passou quatro anos em uma faculdade de jornalismo sem nunca ter ouvido falar, no curso, do tema da inclusão. “E sem informação surgem os preconceitos”, declarou. “Nós, jornalistas, devemos nos preparar para dar acessibilidade à informação”, continuou. “E não é tanto o quanto se fala da pessoa com deficiência, mas como se fala”, opinou. Ele concordou com o painelista anterior ao dizer que o problema não se refere somente ao jornalista, mas também à empresa, e disse que a discussão deve vir já da academia. Na sua avaliação, porém, a mídia não está despreparada apenas para a questão da deficiência, e sim para uma série de outros assuntos, como as questões de gênero e de raças, por exemplo.

Já na opinião do chefe de reportagem da Agência Folha e colunista do caderno Cotidiano, Jairo Marques, outros grupos sociais já galgaram um espaço que os deficientes ainda não têm. Segundo ele, essa ampliação dos espaços é fundamental para se quebrar os conceitos irracionais que estão na cabeça das pessoas. “Só com um trabalho exaustivo de mídia vamos quebrar esses conceitos”, disse.

O jornalista apresentou o trabalho que tem sido feito pela Folha de São Paulo, que, segundo ele, vem incluindo matérias sobre o tema da acessibilidade em todas as suas editorias. Ele também questionou chavões na abordagem da mídia sobre os deficientes, que, na sua avaliação, abusa das ideias de “superação” e “avanços da medicina”.

Jairo Marques falou ainda sobre a invisibilidade das pessoas com deficiência aos olhos da sociedade. Como exemplo, citou uma cena recente e recorrente, segundo ele: a recepcionista do hotel que, em vez de se dirigir a ele, dirige-se à pessoa que o acompanha. Disse que o mesmo ocorre em lojas quando a vendedora pergunta à mulher dele o que ele quer. Segundo ele, as pessoas com deficiência não querem ser vistas como especiais. “O máximo que se pode fazer é perguntar: como posso ajudar?”, disse o jornalista. “Ou como posso ajudar a empurrar a sua cadeira?”, completou.

Fonte: Jus Brasil (27/07/11)
Referência: http://www.augustopinz.com.br

Garota de 15 anos escolhe ter perna amputada para voltar a dançar

Britânica teve um tumor benigno raro que afeta os ossos. 'Meu pé parecia uma pata de elefante', disse Chanel Carter.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 28/07/2011

Uma bailarina de 15 anos escolheu ter a perna amputada para voltar a dançar. A britânica Chanel Carter teve um tumor benigno na perna direita, que a deixou com um pé gigante e incapaz realizar os passos da dança.


Chanel Carter teve um tumor benigno na perna direita. (Foto: Caters)Os médicos conseguiram remover o tumor benigno, mas, depois de algumas semanas, ele havia crescido novamente.

A adolescente, que mora em Coventry, no Reino Unido, tomou uma decisão corajosa e optou para que a perna fosse amputada, pois ela acredita que tem uma chance melhor de poder dançar com uma prótese.

E sua recuperação tem sido considerada incrível pelos médicos. Apenas 11 meses após a amputação, Chanel aprendeu a andar com a prótese e tem realizado atividades esportivas na escola.

Chanel, que foi diagnosticada com um fibroma desmoplásico (tumor benigno raro que afeta os ossos) há quatro anos, disse: "Meu pé parecia uma pata de elefante e eu não conseguia praticar qualquer esporte que eu amava".

"Eu tinha uma paixão pelo balé e sapateado e sabia que não seria capaz de continuar se minha perna ficasse do jeito que estava. Foi a decisão mais difícil que já tive de tomar, mas eu sei que teria sido muito pior se não tivesse feito isso", afirmou.

Após 11 meses desde a cirurgia, a garota destacou que está feliz com a escolha que fez. "Eu posso viver uma vida normal que eu nunca poderia ter se tivesse ainda meu pé".

Para mãe de Chanel, June, de 40 anos, a filha tomou uma decisão corajosa. "É muito difícil para qualquer garota tomar essa decisão, mas ela lidou com isso de uma forma brilhante", disse a mãe.

Fonte :Tammy Hughes  Da Caters News - BRASIL ; G1
Ref: http://www.ligeirinhodoradio.com/2011/07/garota-de-15-anos-escolhe-ter-perna.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+LigeirinhoDoRdio+%28LIGEIRINHO+DO+R%C3%81DIO%29

Na contramão do país, cidade de Campinas tem baixa contratação de DEFICIENTES

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 28/07/2011

Já não basta os escândalos em que a cidade de Campinas está imersa: irregularidades na administração de Hélio de Oliveira Santos, corrupção, fraudes, organização criminosa, formação de quadrilhas…Agora, uma cidade que tinha tudo para ser inclusiva, está na contramão da inclusão. Vergonhoso! (Nota do blog)


Campinas bateu recordes de contratação desde o fim da crise econômica de 2008. Multinacionais e indústrias estão de olho na mão-de-obra qualificada que a cidade oferece por conta da presença de grandes universidades e importantes centro de pesquisa, e não é difícil encontrar trabalho na cidade. Mas, apesar da lei de cotas para pessoas com deficiência (Lei 8213/91), que obriga, por exemplo, empresas com cem funcionários ou mais a preencher de 2% a 5% dos seus cargos com esses trabalhadores, a inclusão de deficientes no mercado de trabalho ainda é um desafio na cidade, que acaba de completar 237 anos. Competitividade, baixa escolaridade, falta de qualificação e adaptação das empresas são os principais motivos.

Dados do Programa Emprega São Paulo e do CPAT (Centro Público de Apoio ao Trabalhador) de Campinas mostram que o interesse dos deficientes nas vagas abertas é grande, mas menos da metade delas são contratados. Das 766 pessoas com deficiência inscritas nos últimos três anos no CPAT, apenas 22,59% foram absorvidas pelo mercado. A procura é maior para deficientes físicos (63%), seguido por pessoas com deficiência auditiva (20%). Deficiências visuais e intelectuais compõem, juntas, 17% das admissões. As funções que mais empregam são auxiliar administrativo, auxiliar de linha de produção, auxiliar de escritório, auxiliar de limpeza, auxiliar de serviços gerais, operador de caixa e operador de telemarketing.

No Programa Emprega SP, o número de contratações é ainda menor. Em três anos, 7.328 vagas para pessoas com deficiência em Campinas foram cadastradas pelas empresas. Quase dois mil candidatos foram encaminhados para entrevistas, mas apenas 100 foram contratados. O Emprega SP tem 890 deficientes cadastrados no sistema.

Os números em Campinas não seguem os dados do Ministério do Trabalho, que mostrou, através de um levantamento, que o número de pessoas com deficiência que consquistaram um posto de trabalho formal cresceu nos últimos anos. No comparativo com o 1º trimestre de 2010 com o mesmo período de 2011, as contratações no Brasil aumentaram 40,7%.

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Trabalho e Renda de Campinas, um outro motivo da baixa procura dos deficientes para as vagas de emprego é que muitos deles não querem perder o benefício da Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), que oferece um salário mínimo pago pelo pessoas que comprovam que não conseguem trabalhar por causa de sua deficiência. Se a proposta de remuneração da empresa for no mesmo valor, a procura é baixa, já que, se deficiente é contratado, o benefício é suspenso. Em caso de demissão, o trabalhador terá novamente que provar sua necessidade para voltar a recebê-lo.

Na Page Personnel, consultoria especializada em recrutamento, possui uma divisão que se dedica apenas aos processos de seleção voltados às pessoas com deficiência, a maior dificuldade de aceitação são de deficientes físicos devido à dificuldade de acessibilidade das empresas, seguidas pela deficiencia visual e auditiva. O preconceito em relação à capacidade desses candidatos também é outra barreira, mas segundo a consultoria, muitas pessoas estão aptas a assumirem desde posições de suporte até cargos de gestão, gerência e diretoria.


Qualificação

O gerente do departamento de educação do Instituto Eldorado, Luis Rogério Gomes, explica que as pessoas com deficiência sofrem com a falta de qualificação porque desde crianças, muitas vezes, não são sequer inseridas na educação formal. A instituição oferece cursos de qualificação gratuitos a deficientes, em parceira com empresas de comunicação e tecnologia da informação de Campinas, e já formou 250 pessoas desde 2007. “As empresas têm muita demanda para preencher o número de vagas, mas não encontram profissionais capacitados para serem contratadas”, disse Gomes ao EP Campinas.

As aulas começaram há três anos, em um curso piloto. Neste período, empresas como a Foxcom, IBM e CI&T fizeram parcerias com o instituto para capacitar mão de obra, muitas vezes absorvida logo após a conclusão. Em geral, as vagas abertas são para a função de suporte e linha de producao, mas é comum que o funcionário com deficiência suba de cargo em pouco tempo. “A competência faz a diferença. Em muitos casos, as pessoas até esquecem que têm a deficiência”, conclui o Luis Rogério Gomes.

REF :  http://www.deficienteciente.com.br/
Fonte: http://eptv.globo.com/

Kassab inaugura CDC sem os requisitos minímos de acessibilidade.


APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 28/07/2011
por Aglécio Dias

                                                    Presidente do Movimento Inclusão Já, Valdir Timóteo.
Órgão público que oferece diversas atividades esportivas para jovens e adultos foi inaugurado pelo prefeito no fim do ano passado, mas não existiu nenhuma preocupação com relação à acessibilidade para pessoas com deficiência.
Contrariando a lei 10.098 de 2000, que obriga todos os estabelecimentos particulares ou públicos de uso coletivo, a promover a acessibilidade o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab inaugurou no dia 19 de novembro de 2010, o CDC (Clube da Comunidade) Flor da Mocidade no Burgo Paulista em Ermelino Matarazzo.
Reformado com verba de 200 mil reais, oriunda de emenda do vereador Antonio Donato (PT) o prefeito inaugurou a obra com palanque, festa e a presença de diversos vereadores e lideranças políticas do bairro. Em seu discurso disse que estava fazendo melhorias com relação à inclusão de todas as pessoas na cidade de São Paulo, em determinado momento chegou a falar em inclusão para toda cidade. Segundo o coordenador do Movimento Inclusão Já, Valdir Timóteo que participou do evento, foi um discurso cheio de emoção, mas completamente vazio de ação, uma vez que o local não respeita os quesitos mínimos de acessibilidade. Foi por sentir essa falta de acessibilidade que Valdir, em conversa com o vereador Adolfo Quintas no dia da inauguração pediu para que este fizesse uma emenda para destinar verbas para obras de adaptação no Clube, pedido que, de acordo com o coordenador, foi atendido pelo vereador que destinou um valor de pelo menos R$ 200.000,00, através de emenda orçamentária, para esse fim.
“O vereador destinou uma verba, segundo e-mail de sua assessoria, de pelo menos duzentos mil reais para ser utilizado única e exclusivamente para fazer obras de adaptação para promover a acessibilidade plena para quem quiser utilizar o espaço”, disse Valdir comentando que o valor poderá ser utilizado para fazer banheiros adaptados, rampas de acesso e comprar brinquedos adaptados para que crianças com deficiências possam brincar no clube.
Valdir Timóteo esteve no último dia 21, para junto com o presidente do CDC, Edson Bernardo da Silva discutir qual a melhor formar de investir o dinheiro para promover acessibilidade no local. O coordenador do Inclusão Já comentou ainda que irá, nos próximos dias, visitar todos os CDCs da cidade para ver se estes locais, que são públicos e de uso coletivo, estão de acordo com as leis de acessibilidade. “É um absurdo um órgão público, que deveria cumprir e se fazer cumprir a lei não respeitar os direitos dos cidadãos”, lamentou.
O presidente do CDC, Edson Bernardo disse que ainda não sabe qual valor real da emenda, mas que irá acompanhar de perto as obras para que todo o dinheiro seja utilizado para o fim ao qual foi destinado. “Se a verba é para promover acessibilidade então que seja utilizado cada centavo para esse fim”, concluiu.
Presidente do Movimento Inclusão Já, Valdir Timóteo

Fonte: http://www.deficienteciente.com.br/2011/07/kassab-inaugura-cdc-sem-os-requisitos-minimos-de-acessibilidade.html

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Mulher com deficiência é proibida de ver os filhos para não traumatizá-los

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 27/07/2011

                            Abbie Dorn viu seus filhos apenas uma vez, em quatro anos, desde que sofreu danos cerebrais graves após dar à luz.

Americana Abbie Dorn sofreu danos cerebrais após o nascimento de seus filhos e, com medo de chocar as crianças, o ex-marido as proibiu de ver a mãe.

Abbie Dorn, de 34 anos, sofreu danos cerebrais após o nascimento dos trigêmeos, 4 anos atrás, e, por conta disso, hoje é paraplégica e tem problemas mentais. O ex-marido, Dan Dorn, alega que as crianças podem ficar traumatizadas ao verem o estado em que a mãe se encontra e, por isso, resolveu proibir o contato dos filhos com ela desde então.

Na sexta-feira, o juiz da suprema corte de Los Angeles decidiu que as crianças poderão visitá-la durante cinco dias consecutivos por ano, segundo noticiou a revista Time. Os trigêmeos, que vivem na Califórnia, terão de se deslocar todo ano para a Carolina do Sul para encontrar a mãe, que agora vive com parentes. O juiz também ordenou ao pai que as crianças façam visitas mensais à Abbie através do Skype. Dan Dorn, que até recentemente não havia contado às crianças sobre a mãe, também deverá criar um espaço em sua casa em homenagem à Abbie, com fotografias e recordações. Essa espécie de santuário precisa estar aberto e disponível para os filhos 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Mesmo sem conseguir se movimentar, o neurologista responsável afirmou que ela consegue responder perguntas com “sim” e “não”, além de poder ouvir sons e ver imagens. Isso significa que, aparentemente, ela pode ver e ouvir seus filhos. “Embora Abbie não consiga interagir com as crianças, elas podem interagir com a mãe – e essa interação é benéfica para as crianças”, declarou o juiz Frederico Shaller à revista. “Eles podem tocá-la, vê-la, ter vínculo com ela, e ela pode carregar várias memórias deles”, disse. A mãe de Abbie, Susan Cohen, contou ao Los Angeles Times que, ao saber da decisão, a filha “deu uma piscada longa, longa e um sorriso enorme”.

As visitas, no entanto, serão controladas por Dan Dorn. O receio da família agora é que ele tem o poder de decidir quais membros da família podem estar presentes durante esses encontros.

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/
http://www.deficienteciente.com.br/2011/07/mulher-com-deficiencia-e-proibida-de-ver-os-filhos-para-nao-%e2%80%9ctraumatiza-los%e2%80%9d.html

Miss Cadeira de rodas

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 27/07/2011

Eu não sabia que existia miss de cadeira de rodas,estou surpresa e admirada.
Futricando em face vi uma amiga virtual que ganhou o concurso de miss,acho que estamos mudando,pelo menos lá em Washington as pessoas estão nos vendo com outros olhos,com menos preconceito,fico feliz porque temos tantas meninas lindas,e que sonham em ser modelos ou miss e não podem por serem deficientes!!Mas lá as mulheres estão tendo oportunidades....Quem quiser saber mais sobre o assunto aqui está o site http://www.allamericanrollmodels.com/ nome da miss Kendra Schraml .



Fonte:http://aldreylaufer.blogspot.com/2011/07/miss-cadeira-de-rodas.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+VidaSobreRodas+%28Vida+sobre+rodas%29

Casal com nanismo gera criança sem problema físico.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 27/07/2011

                               Os pequenos Fabíola Dreher Guimarães e Fernando Vieira Guimarães, pais da recém-nascida Lívia

Os “pequenos” Fabíola Dreher Guimarães e Fernando Vieira Guimarães comemoram a chegada de Lívia, que nasceu nesta segunda (25) em Campinas

A ciência garante que é possível, mas a maioria duvida: pessoas pequenas podem gerar filhos que terão estatura padrão. Fabíola Dreher Guimarães e Fernando Vieira Guimarães são a prova viva disso. O casal, que mora em Campinas, deu à luz, nesta segunda-feira (25), Lívia, uma bebê com saúde e que não terá problema de crescimento. Qual a expectativa da mamãe novata? “Se Deus me deu uma filha e ela terá uma estatura padrão, é porque eu terei capacidade de criá-la!”

O parto aconteceu na Maternidade de Campinas e Lívia veio ao mundo pelas mãos dos médicos Francisco Carmona e Márcia Teresinha Stefano Carmona. A bebê nasceu às 19h, pesando 2,865kg e com 48,5cm de comprimento. A doutora Márcia acompanhou toda a gestação.

Fabíola tem 21 anos e mede 1,20m. Fernando tem 28 anos e mede 1,35m. Eles se conheceram há cerca de três anos, pela internet. “O Orkut tem uma comunidade só de gente pequena”, explica Fabíola, contando que foi pela web que travou os primeiros contatos com Fernando. Em maio de 2009, eles se viram pela primeira vez, “numa balada de pequenos” – diz a jovem – em São Paulo. Começaram a namorar e, em um ano, estavam casados.

Nenhum dois dois nasceu em Campinas. Ela é da cidade de Cianorte, no Paraná. Ele nasceu na Capital paulistana. “Vim para Campinas em busca de melhores oportunidades, tanto de estudo quanto de trabalho”, conta Fabíola que escolheu a cidade porque sua irmã já morava por aqui. Fernando veio atrás de Fabíola. “Me apaixonei por ela”, confessa.

Histórico

A história de vida de Fabíola e de Fernando são bem diferentes, assim como a origem de seus respectivos nanismos acondroplásico. Este é o nome científico da patologia que acomete a maioria das pessoas que não desenvolvem um tamanho de estatura padrão. Vulgarmente chamados de anões, as pessoas com nanismo, em geral, não ultrapassam 1,40m de altura. O problema de crescimento pode ter origem glandular ou óssea. No caso da acondroplasia, é óssea. Por causa de uma mutação no momento da gestação, acontece uma má formação óssea que vai comprometer o desenvolvimento do esqueleto do feto.

Fabíola é a única “pequena” de sua família – é assim que ela prefere ser denominada. A caçula de três irmãs surpreendeu os pais ao nascer. Ela conta que sua mãe nunca teve uma posição médica oficial explicando o motivo de ter sido afetada com a acondroplasia. “Baladeira” – como ela própria se define – Fabíola diz nunca ter se sentido rejeitada. “Minha mãe nunca me tirou do público. Ela tinha lanchonete e eu ficava o tempo todo com ela. Todo mundo me conhecia. Eu ia pra balada desde criança, com as amigas da minha irmã.”

Já Fernando é filho de uma mulher que também tinha esta má formação óssea. Mas a mãe dele, por sua vez, também era a única com essa característica. “Minha mãe era a 18ª de uma prole de 20 filhos e foi a única que nasceu com nanismo”, relata Fernando, cujos pais eram da Bahia.

Mas ter nascido com acondroplasia foi o que menos pesou na infância de Fernando: ele não conheceu o pai; perdeu a mãe aos 4 anos, passando ser criado pela avó; perdeu também a avó aos 11 anos; e foi criado pelos tios. “Meus tios não tinham filhos e me criaram com muito amor. Sou superfeliz, eles me ensinaram a ter dignidade”, afirma Fernando.

Gravidez

Fabíola ficou grávida sem planejar. Ela e o marido dizem que ainda era muito cedo, queriam esperar mais um pouco. No entanto, filhos sempre estiveram nos planos de ambos. “Sempre quis ser mãe”, conta ela, seguida de perto por ele: “Eu sempre quis ser pai. Acompanhar a gravidez da Fabíola me ajudou a crescer como pessoa. Casamento já era bom e, agora, está melhor ainda”.

Nos três primeiros meses, Fabíola passou muito mal por causa dos enjoos. Mas nada que não seja esperado da maioria das gestações. Depois, teve uma gravidez tranquila. Nem mesmo a barriga avantajada a impediu de ter uma vida normal, com agilidade e disposição.

Ela foi acompanhada durante toda a gestação pela médica Márcia Teresinha Stefano Carmona e fez ultrassonografia periodicamente – numa frequência maior do que a maioria das grávidas, para um completo monitoramento do crescimento do feto. “No começo, eu fiquei apreensiva, não sabia os riscos para a saúde da Fabíola e do feto. Poderia haver problema de toximia, a diabetes poderia aparecer precocemente e eu tinha, ainda, a preocupação com a formação do bebê”, conta a médica. “Mas tudo transcorreu normalmente.”

Fabíola e Fernando preferiam ter gerado um bebê como eles – que se tornasse também um “pequeno”. “Os médicos torciam para que nossa filha tivesse estatura padrão e achavam que a gente torcia pra isso também”, conta o pai. Ambos estão ainda em suspenso a respeito de como será criar uma criança “grande”.

“No começo, eu estava pirando com o fato do bebê não ser um ‘pequeno’”, confessa Fernando. “Mas, agora, penso que tudo será uma questão de como vamos educá-lo.” A mamãe ainda não sabe como vai agir e se sentir frente à doce Lívia que acaba de nascer. Mas sabe o que quer para o futuro de sua bebê: “Quero que ela estude e aprenda várias línguas”.

Fabíola tem 21 anos e mede 1,20m. Fernando tem 28 anos e mede 1,35m
Fabíola tem 21 anos e mede 1,20m. Fernando tem 28 anos e mede 1,35m

Fonte: Correio Popular de Campinas (25/07/11)
Fotos: Janaína Maciel/AAN

Homem é condenado por deixar mulher paraplégica

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 27/07/2011

Um homem deverá ficar preso 10 anos, em regime inicialmente fechado, por homicídio qualificado tentado contra uma mulher, divulgou o Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo nesta terça-feira, 26.

A vítima ficou paraplégica e o acusado disse em interrogatório não ter ser arrependido do que fez. “Isso evidencia uma personalidade fria e desvirtuada”, considerou a juíza Érica Aparecida Ribeiro Lopes e Navarro Rodrigues em sua sentença no 1º Tribunal do Júri de São Paulo.

Segundo a juíza, Valdemir Parreira atirou na mulher pelas costas por ela ter se recusado a passar a noite com ele em um bar. A vítima “somente satisfaz suas necessidades fisiológicas por meio de sonda e remédios, tem o corpo cheio de escaras, sente muita dor e tem constantes infecções”, acrescentou a juíza.

Em virtude de decisão proferida no habeas corpus impetrado por sua defesa, Valdemir Parreira poderá apelar em liberdade.

O crime aconteceu em um bar, no dia 25 de janeiro de 2008, e foi registrado no 80º Distrito Policial – Vila Joaniza, zona sul da capital.

Segundo o TJ, o Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do delito de homicídio imputado ao réu, que somente não se consumou por circunstâncias alheias à sua vontade, bem como a incidência da qualificadora de motivo fútil.

Fonte: Jornal da Tarde (Carolina Spillari)

'Eu me sinto feliz salvando vidas', diz cadeirante que integra blitz Lei Seca

Cerca de 30 cadeirantes vítimas de acidentes trabalham na operação no RJ.

Rodrigo Vianna

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 27/07/2011

                                    Márcio, Marcelo e Geraldo trabalham na operação Lei Seca desde 2009 (Foto: Rodrigo Vianna / G1)

Conscientizar motoristas sobre os perigos do álcool na direção. Essa é a missão de um grupo de cadeirantes vítimas de acidentes no trânsito que há mais de 2 anos trabalha na Operação Lei Seca, no Rio de Janeiro. Durante uma blitz, realizada na noite de quinta-feira, dia 22 de julho na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio do Janeiro, eles compartilharam suas histórias com pessoas abordadas pelos agentes.

Enquanto a equipe montava a tenda e interditava parte da pista, um grupo de três cadeirantes vestia os coletes da operação e separava os panfletos que seriam distribuídos. Um deles é o mecânico Márcio da Silva Alcântara, 39 anos, que ficou tetraplégico após um acidente em 1993. Ele afirma que passou a ser visto de outra forma desde que começou a trabalhar nas ruas.

“As pessoas me olhavam como um inútil, um coitado que estava todo quebrado em cima da cama, e hoje eu vou para a rua e vejo que consigo salvar vidas, incentivando as pessoas que forem dirigir que não bebam, ou vice-versa, porque não quero ver ninguém na minha situação. Eu me sinto feliz salvando vidas. É o melhor prêmio que eu tive na minha vida”, disse ele.

Márcio, que também é jogador de rúgbi em cadeira de rodas, passou 13 anos na cama até ser convidado pelo governo a participar da operação como agente. Ele disse que no dia do acidente tinha exagerado na bebida e que não tinha consciência do que aquilo poderia lhe causar. “Eu estava sob o efeito do álcool e peguei a moto para trabalhar. Dois ‘caras’ tentaram tomar a minha moto, eu tentei fugir e não pensei na hora, e acabei batendo no carro e quebrei o pescoço”, contou.

"Passar a nossa experiência é uma obrigação"

Com fôlego de sobra, o funcionário público Marcelo de Oliveira Santos, de 29 anos - paraplégico desde que caiu de moto após ser atingido por um motorista com sinais de embriaguez – divide o tempo entre o trabalho no Departamento de Trânsito do Rio (Detran-RJ) e na campanha de conscientização e educação. Para ele, é uma oportunidade “de mostrar a realidade de forma crua”.

“Eu comecei em 2009. Até então eu fazia apenas campanhas pela minha ONG. Para mim, é uma oportunidade incrível de passar para as pessoas a realidade, de mostrar o nosso valor. A gente tem que dar o nosso melhor. Passar a nossa experiência é uma obrigação. No fim, sinto que ajudei a evitar mais uma morte no trânsito”, afirmou.

Em vigor no Rio de Janeiro desde 19 de março de 2009, a Operação Lei Seca realiza blitzes em vários pontos do estado e já conseguiu evitar que mais de 5,2 mil pessoas fossem vitimadas no trânsito, com ferimentos, mutilações ou mortes, segundo a Subsecretaria estadual de Governo. Além dos cadeirantes, policiais militares e funcionários do Detran-RJ participam da ação.

A abordagem é simples: após ser parado na blitz, o motorista salta do veículo e segue para o teste do bafômetro. É nessa hora que os cadeirantes entram em ação e tentam alertar e sensibilizar as pessoas. Veterano nas operações na Barra da Tijuca, o músico Geraldo Batista, de 62 anos, disse que ganha cerca de quatro salários mínimos por mês pelo trabalho na operação.

“Eu estava desempregado quando eles (governo do estado) me chamaram e eu aceitei na mesma hora. No início eu não sabia muito bem do que se tratava, mas logo após as primeiras reuniões eu comecei a entender bem. Nós trabalhamos durante a noite, pelo menos três vezes por semana, e, além de ser gratificante, isso ajuda muito a gente e mostra que nós somos capazes”, disse ele.

Quando se trata de teste do bafômetro, multas, prisões e apreensão de carros e carteiras de motorista, as reações, segundo Geraldo, vão de risadas a escândalos e xingamentos: “Teve uma vez que um homem bêbado parou com o carro e durante a abordagem dormiu na calçada, ele foi acordado e ainda tentou fugir com o carro, arrastando até os cones. Acabou na delegacia”, disse.

Anjos da guarda

                                        Márcio distribuiu panfletos durante blitz na Barra da Tijuca (Foto: Rodrigo Vianna / G1)

Com a sua cadeira posicionada ao lado da tenda, o mecânico Márcio da Silva Alcântara tentava chamar a atenção das pessoas, algumas até com sinais de embriaguez. Ao ser questionado como classificaria a sua função no meio de tantos agentes, ele respondeu sem titubear: “me sinto como um anjo da guarda”.

Atualmente, cerca de 30 cadeirantes participam da Operação Lei Seca no Rio. Além das blitzes, eles também realizam palestras em escolas e campanha em bares e estádios. “No começo as pessoas ficavam desconfiadas, mas agora fazemos até amigos”, contou Marcelo.

Dezoito anos após o acidente, Márcio da Silva Alcântara tem planos e sonha até com uma vaga na seleção brasileira paraolímpica de rúgbi. “Agora eu sinto que eu posso mais. Quando a gente fica cadeirante a nossa família também fica. Na época do acidente, meu pai perdeu o emprego e minha mãe largou o trabalho para cuidar de mim. Hoje eu não sou mais aquele homem que passou parte da vida na cama, eu tenho um motivo para viver”, completou ele.

Fonte: G1 - Rio de Janeiro - RJ, 26/07/2011

Justiça de SP decide que deficientes poderão ter CNH profissional

Legislação anterior impedia o uso de carros adaptados em atividade remunerada.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 27/07/2011

da Redação

A Justiça Federal em São Paulo determinou que o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) mantenha uma resolução que regula o exame de aptidão física e mental às pessoas portadoras de deficiência e revoga proibições anteriores, que impediam a habilitação de pessoas com deficiência para as categorias profissionais (C, D e E). O Contran havia definido que "ao condutor de veículos adaptados será vedada a atividade remunerada".

O órgão sustentava que a medida violava o principio da legalidade, da igualdade e da livre iniciativa. Na ocasião, a liminar foi concedida parcialmente, o que motivou a publicação da nova resolução pelo próprio Contran. A Justiça afirmou que a Lei federal n.º 7.853/1989 estabelece as "normas gerais que asseguram o pleno exercício dos direitos individuais e sociais das pessoas portadoras de deficiências, e sua efetiva integração social".

Fonte: Portal Terra - São Paulo - SP, 26/07/2011

Rio é multado em mais de R$ 5 bi por não adaptar prédios públicos a pessoas com deficiência

Lei estadual estabelece que os prédios públicos em todo o Brasil devem ter acessibilidade a partir de 3 de junho de 2007.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 27/07/2011

Entrar em um prédio público no Rio de JaneiroSite externo. deveria ser fácil para qualquer morador do Estado. Mas ainda não é para os mais 2 milhões de deficientes físicos, que por lei deveriam ter acesso facilitado nesses locais desde abril de 2010. A multa diária para os prédios não acessíveis é de R$ 10 mil. O MP (Ministério Público)Site externo. e o IBDD (Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência)Site externo. entraram na Justiça do Rio de Janeiro com pedido de execução de multa de R$ 5,016 bilhões contra a União, o Estado e o Município pelo descumprimento da lei.

A lei estadual tem como base o decreto federal 5.296, de 2004, que estabeleceu que os prédios públicos em todo o Brasil deveriam ter acessibilidade a partir de 3 de junho de 2007.

De abril do ano passado até 13 de janeiro deste ano, data em que o pedido foi protocolado na Justiça, a multa era de R$ 5,016 bilhões, segundo informaram o MP e o IBDD. Entretanto, considerando os demais meses deste ano - de 13 de janeiro até este mês -, a multa já ultrapassa os R$ 8 bilhões, segundo cálculo feito pela reportagem do R7 a partir de determinação judicial.

A quantia se refere a 26 prédios da União, 533 do Estado e 1.393 do município que, segundo o relatório dos próprios administradores entregue à Justiça, ainda não estão adaptados. O valor foi calculado a partir da sentença da juíza da 6ª Vara Federal Regina Coeli que determinou, em abril de 2009, que todos os prédios públicos do Rio fossem adaptados no prazo de um ano.

Para os deficientes, o direito de ir e vir deveria ser para todos. A cadeirante Cristiana Costa, que é administradora e trabalha no centro da cidade, onde fica concentrada a maioria desses prédios, relata a dificuldade de entrar em alguns edifícios.

- Se eu precisar tirar uma carteira de trabalho no Ministério do Trabalho, eu não consigo entrar no prédio, porque tem uma escadaria enorme. Eu preciso passar pela situação constrangedora de pedir e depender de alguém para me carregar no colo. É um absurdo. Se algum cadeirante quiser resolver qualquer problema em relação à sua cidadania, não consegue.

Em nota, o governo do Rio informou que, desde 2007, vem reformando prédios públicos do Estado para garantir a acessibilidade das pessoas com deficiências.

A Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro diz não questionar o mérito da lei, que está sendo cumprida pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro. No entanto, informou que existe um recurso sob apreciação do Tribunal Regional Federal e outro no Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, que discute o valor da multa e a data do início da cobrança.

De acordo com o governo do Estado, já existem vários imóveis completamente ou parcialmente adaptados às pessoas com deficiência, como delegacias legais, a Secretaria de Segurança PúblicaSite externo., a Procuradoria Geral do Estado, prédios dos fóruns, entre outros.

Já a Prefeitura do Rio diz que todos os novos projetos desenvolvidos garantem a todos, inclusive idosos, a plena acessibilidade. Quanto à adaptação dos prédios públicos construídos há décadas, alguns tombados pelo patrimônio, a prefeitura diz que estuda a melhor forma de promover a adaptação desses espaços. A prefeitura não informou se recorreu ou vai recorre à decisão da Justiça.

Fonte: http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/Site externo.

Câmara analisa inclusão de aparelhos auditivos em deduções de IR

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 27/07/2011

DE BRASÍLIA

A Câmara dos Deputados analisa a proposta que inclui os aparelhos auditivos entre as despesas médicas que podem ser deduzidas da base de cálculo do imposto de renda.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Otologia, 25 milhões de brasileiros têm diminuição auditiva, desse total 90% podem ser ajudados por tratamento médico, cirúrgico ou por aparelhos de audição.

Atualmente, despesas médicas e odontológicas, além de próteses e órteses já podem ser descontadas no imposto de renda, aumentando assim a restituição recebida pelo contribuinte.

O deputado Sandes Junior, do (PP-GO), reapresentou a proposta original de 2008 e defende a ampliação desses descontos para empresários que queiram adquirir os aparelhos beneficiando a população que não tem poder aquisitivo para a compra.

Sandes Junior afirmou que vai pedir ao relator da proposta que inclua também as empresas.

"Desses 25 milhões têm pessoas de todas as classes sociais, tem pessoas que podem comprar, mas a esmagadora maioria não pode comprar. A intenção deste projeto é atingir todos que compram aparelho, não só pessoa individual. Mas uma prefeitura que faz aquisição de vários aparelhos, uma entidade que faça aquisição de vários aparelhos."

O tributarista Luiz Gustavo Bichara, da Comissão Tributária da OAB do Rio de Janeiro, é favorável à proposta porque ela possibilita a melhoria da qualidade de vida de parcela da população que sofre de diversos problemas de saúde.

"Nada mais justo que dar essa pequena benesse fiscal a essas pessoas tão sofridas que têm essa patologia auditiva. Eu acho que é um projeto que milita na linha da dignidade da pessoa humana acho que é uma coisa superválida."

A proposta está sendo analisada pela Comissão de Finanças e Tributação, depois segue para a Comissão de Constituição e Justiça. Aprovada nas duas comissões, não precisa ser apreciada em Plenário.
As informações são da Rádio Câmara

Fonte: Folha.com - 26/07/2011