sábado, 6 de agosto de 2011

Casal acorrenta idoso como cachorro por cinco dias na Rússia


APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 06/08/2011

Idoso ficou acorrentado por cinco dias no quintal de sua casa

Um casal está sendo procurado pela polícia russa por ter acorrentado um idoso, como se faz com um cachorro, no quintal de casa.

Segundo a polícia, a vítima de 70 anos conseguiu gritar por ajuda e chamou a atenção dos vizinhos. O idoso ficou preso por cinco dias.

A vítima, pai da mulher acusada de cárcere privado ao lado do marido, está muito doente e, segundo a imprensa local, escuta e enxerga com dificuldades.

O casal, com medo de ser preso e, até mesmo, ser linchado pelos vizinhos, fugiu.

Da cama do hospital, o idoso, identificado como Mikhail B., afirmou que foi agredido e recebeu um banho de água gelada para parar de gritar. Como resultado, contraiu uma pneumonia.

“Eles tomaram minha aposentadoria. Quando eu queria comer, eles jogavam água gelada em mim”, afirmou.

Mikhail está internado em um hospital local. A polícia procura o homem de 48 anos e a mulher de 40 que estão foragidos.

Fonte:  UOL Notícias - São Paulo - 05/08/2011 (http://noticias.bol.uol.com.br/internacional/2011/08/05/casal-acorrenta-idoso-como-cachorro-por-cinco-dias-na-russia.jhtm)

Teste rápido detecta autismo em bebês aos 12 meses de vida

Pesquisa propõe questionário que pode ser preenchido pelos pais durante consultas ao pediatra. Descoberta precoce permite melhorar sintomas do transtorno.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 06/08/2011

Um teste com 24 perguntas, que pode ser respondido em cinco minutos, identifica os primeiros sinais de autismo em crianças de um ano. É o que propõe um estudo financiado pelos National Institutes of Health dos EUA, publicado hoje no "Journal of Pediatrics".

A pesquisa, feita por neurocientistas da Universidade da Califórnia, recrutou 137 pediatras para aplicar o teste em 10 mil crianças na consulta dos 12 meses de idade. Os pais responderam ao questionário, com perguntas sobre gestos, compreensão e comunicação, e os pediatras avaliavam as respostas.

Ao todo, 184 das crianças que pontuaram abaixo da média foram acompanhadas nos meses seguintes. Delas, 32 receberam o diagnóstico precoce de autismo. Segundo a pesquisa, isso corresponde a 75% de acerto no diagnóstico, levando em conta outros distúrbios, como atraso no desenvolvimento e na linguagem, também detectados pelo teste.

DIAGNÓSTICO

O autismo afeta o desenvolvimento da criança e compromete áreas como a sociabilidade. Quanto mais tardio o diagnóstico, piores as perspectivas de melhora. Na média, os casos demoram a ser detectados, segundo o psiquiatra Marcos Mercadante, da Unifesp. "No Brasil, o diagnóstico geralmente é dado quando a criança já tem cinco anos e perdeu muita oportunidade de ter uma melhora", diz.

Se o problema for apontado cedo, tratamentos como terapia comportamental, para estimular áreas do cérebro afetadas, são mais eficazes. Para o psiquiatra Estevão Vadasz, coordenador do ambulatório de autismo do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, a ferramenta pode ser útil principalmente na rede pública.

"Um pediatra de posto de saúde atende centenas de crianças. Não há tempo para fazer uma triagem adequada e encaminhar ao psiquiatra." Para ele, é importante que o pediatra assuma essa tarefa. "É ele quem tem o primeiro contato com a criança." Mas Vadasz ressalva que alguns sintomas só aparecem após os 18 meses. "O ideal seria repetir o teste depois."
Fonte: http://deficientesunidos.blogspot.com/2011/08/teste-rapido-detecta-autismo-em-bebes.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+DeficientesUnidos+%28Deficientes+Unidos%29 - 05/08/2011

Candidato com surdez unilateral entra em vaga de deficiente no concurso público

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 06/08/2011
Pessoas com deficiência auditiva unilateral podem concorrer às vagas reservadas aos portadores de necessidades especiais nos concursos públicos. A decisão é da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em recurso da União contra candidata aprovada em concurso do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF). A questão já havia sido decidida pela ministra Laurita Vaz e foi confirmada pela Turma de forma unânime.
A candidata impetrou mandado de segurança contra a União por causa da exclusão de seu nome da lista dos candidatos aprovados que se declararam portadores de necessidades especiais no concurso para técnico judiciário do TJDF de 2007. Ela alegou surdez no ouvido direito, com apresentação do laudo médico comprovando a deficiência no momento da inscrição no concurso.

O TJDF, no julgamento, concedeu a segurança, determinando a inclusão do nome da candidata na relação dos aprovados. A União recorreu ao STJ, com a alegação de que, para ser considerada deficiência auditiva, a surdez deve ser bilateral, nos termos do Decreto 3.298/99.

Entretanto, a relatora, ministra Laurita Vaz, considerou a decisão do tribunal distrital de acordo com a jurisprudência do STJ, que assegura ao portador de deficiência auditiva unilateral a reserva de vagas destinadas a deficientes no concurso público.

Fonte: http://pdsul.blogspot.com/2011/08/candidato-com-surdez-unilateral-entra.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+ProjetoDeficienciaSuperandoLimites+%28Projeto+D%27Eficiencia+Superando+Limites%29 - 05/08/2011

Proposta aumenta penas de crimes contra jovens com deficiência


APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 06/08/2011
A Câmara analisa proposta que aumenta as penas para os crimes ou infrações administrativas cometidas contra crianças ou adolescentes com deficiência. Para os crimes, as penas serão aumentadas em 1/3; para as infrações administrativas, em 1/4 daquelas já previstas para os jovens sem deficiência. A medida consta do Projeto de Lei 660/11, que modifica o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA - Lei 8.069/90).

O ECA lista crimes e infrações contra crianças e adolescentes e estabelece penas. Entre os crimes, estão: entregar filho a terceiro mediante recompensa (pena de reclusão de um a quatro anos e multa) e filmar cena de sexo envolvendo criança ou adolescente (pena de reclusão de quatro a oito anos e multa). Entre as infrações administrativas, estão: deixar de comunicar às autoridades competentes suspeita de maus-tratos contra criança ou adolescente, hospedar jovem desacompanhado dos pais ou sem autorização escrita desses ou da autoridade judiciária. Em ambos os casos as penas são de multa.


A autora da proposta, deputada Nilda Godim (PMDB-PB), argumenta que os crimes cometidos contra crianças e adolescentes com deficiência “assumem grau de crueldade ainda mais acentuado”. “As pessoas com deficiência são muitas vezes incapazes de compreender ou mesmo de se defender minimamente”, diz.

Tramitação

A proposta será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, seguirá para o Plenário
Fonte:http://pdsul.blogspot.com/2011/08/proposta-aumenta-penas-de-crimes-contra.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+ProjetoDeficienciaSuperandoLimites+%28Projeto+D%27Eficiencia+Superando+Limites%29  - 05/08/2011

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Acessibilidade para todos

Feiras, exposições, seminários: produtores começam a pensar em acessibilidade.
Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 05/08/2011

Ter o direito de ir e vir parece algo simples e fácil de realizar. Para portadores de necessidades especiais (PNEs), porém, é um desafio diário na sua rotina em casa, no trabalho, no lazer. Não são raras as reclamações da falta de transporte adequado, ruas cheias de buracos, escadarias sem rampas paralelas.

Quando se pensa nos espaços de eventos, o problema parece ser o mesmo. Porém, os donos dos espaços e organizadores de feiras e congressos parecem
estar mais atentos a esse público.

“Pelo que temos acompanhado, as empresas ligadas a eventos começam a se preocupar com a questão da acessibilidade. Muitas vezes o que nos impede de ter um evento mais acessível é o próprio local, que não tem em sua estrutura facilidades para essas pessoas. A alternativa é montar acessibilidades provisórias que envolvem custos altos e nem sempre são possíveis”, comenta Malu Sevieri, diretora da Reatech – Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, realizada pelo Grupo Cipa no Centro de Exposições Imigrantes, na capital paulista.

Para a executiva, não é possível fazer algum tipo de comparação entre o cenário atual e o de dez anos atrás. “Hoje há uma percepção de que existe um aumento na quantidade de PNEs. Na verdade, não é isso o que ocorre. Essas pessoas há dez anos ficavam em casa. Agora estão na rua, passeando, consumindo, namorando”, argumenta.

Para atendê-las, vários segmentos do mercado têm se mobilizado. O setor de eventos, porém, ainda tem muito a fazer, apesar de vários espaços já disponibilizarem rampas, cadeira de roda, banheiros e vagas especiais. Todo evento, por exemplo, deveria ter um tradutor de libras para facilitar o contato com os deficientes auditivos. Nos congressos se deveria disponibilizar o material da palestra em braile ou em formato digital acessível e áudio descrição. São modificações que ajudariam a promover ainda mais a inclusão.

Fonte: BKC Produções - 04/08/2011 - Imagem internet

Suspeita de glaucoma exige acompanhamento personalizado

De cada 10 pessoas com glaucoma, uma fica cega sem saber que tinha a doença

Redação


APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 05/08/2011
Identificar e acompanhar os pacientes com maior predisposição para desenvolver glaucoma, a fim de realizar um bom controle desde os primeiros
impactos no nervo óptico, é essencial para garantir a qualidade de vida dos pacientes. Com este enfoque a diretora do departamento de glaucoma do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), Luciana Malta de Alencar, defendeu tese de doutorado na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) na última semana.

O glaucoma leva a alterações o nervo óptico e pode causar cegueira irreversível. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que de cada 10 pessoas com glaucoma, uma fica cega sem saber que tinha a doença. Estimativas do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) indicam que haja, atualmente, pelo menos um milhão de brasileiros glaucomatosos, sendo que mais da metade (635 mil) sequer sabe que é portador do problema.

Segundo a especialista, algumas pessoas apresentam maior predisposição para desenvolver estas alterações no nervo óptico, independente de seus hábitos, mas porque têm características de risco.

Perfil suspeito - Luciana Alencar comenta que o histórico familiar, a idade avançada, e a pressão intraocular, bem como resultados alterados em alguns exames são alguns dos fatores que agravam o perfil de risco para o desenvolvimento do glaucoma. "Esses fatores, o oftalmologista tem condições de detectar nas avaliações clínicas de rotina e fazer um acompanhamento individualizado e mais competente quando associados aos exames específicos que medem desde a espessura da retina ao tamanho do nervo óptico, pois essas são as áreas afetadas pelo glaucoma, é aí que é possível ver a alteração", explica. Este conjunto de cálculos, análises e ações aplicadas de forma individual, para avaliar o perfil de risco de cada paciente com suspeita de glaucoma embasaram a tese da médica do HOB.

O acompanhamento dos pacientes com maior risco de desenvolver o glaucoma vai permitir que a doença seja detectada desde os primeiros sinais, e assim, o paciente poderá iniciar um tratamento efetivo e ter sua vida com autonomia e qualidade asseguradas, observa a médica.

Individual

Ter um risco aumentado para desenvolver o glaucoma não significa que inevitavelmente vai desenvolver a doença. Mas permite um acompanhamento mais atento, com visitas regulares ao oftalmologista para que o nervo óptico seja examinado e a pressão dos olhos seja medida, por exemplo. Na tese de doutorado, Luciana Alencar salienta a importância do acompanhamento, pois os resultados podem mudar de um ano para o outro paciente.

Luciana defende a individualização tanto na avaliação do perfil de risco como na interpretação dos resultados de exames, e na decisão quanto ao tratamento. "É fundamental estudar a estrutura individual do nervo óptico em cada paciente com suspeita de glaucoma. Não há regras que sirvam indistintamente a todos em uma investigação", assinala.

Conforme a médica, a avaliação de risco para quem tem suspeita de glaucoma deve ser feita no mínimo durante o check up anual. Caso o indivíduo já tenha uma avaliação com resultado que exija maior atenção, o médico vai orientar a frequência com que os exames de acompanhamento deverão ser realizados.

A oftalmologista sublinha que o glaucoma acontece por um conjunto de fatores, os quais se desenvolvem de forma progressiva, lenta e individual. "Não há, por exemplo, uma linha de corte definida sobre a pressão intraocular que determine a existência de glaucoma, como acontece em outras disfunções do organismo como o caso do diabetes", compara.

Fonte: Assessoria de imprensa do Hospital Oftalmológico de Brasília - Brasília, 04/08/2011

Audiodescrições na Globo: uma no cravo, outra na ferradura

Artigo de Paulo Romeu sobre a audiodescrição no canal Globo

Paulo Romeu


APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 05/08/2011

Desde o início da vigência da Portaria 188, tenho acompanhado todos os programas que o SBT, a Globo e a MTV estão transmitindo com audiodescrição. Inclusive, atendendo a pedidos, abro aqui um parênteses para novamente divulgar os dias e horários em que cada emissora está veiculando seus programas audiodescritos:

Globo: Temperatura Máxima nas tardes de domingo e Tela Quente nas noites de segunda-feira;
SBT: Chaves no início da noite de sexta-feira e início do dia aos sábados;
MTV: MTV Comédia nas noites de quarta-feira com reprise nas noites de sábado.

Continuamos aguardando que emissoras como Record, Bandeirantes, Rede TV e muitas outras divulguem quais programas pretendem audiodescrever, e a data em que pretendem iniciar a prestação desse serviço. Mas hoje quero falar especificamente sobre a audiodescrição dos programas da Rede Globo.

Em minha opinião, a qualidade do serviço de audiodescrição que a Globo vem oferecendo tem melhorado paulatinamente. Vários problemas com a narração e com o roteiro da audiodescrição fizeram-me desistir de assistir aos primeiros filmes até o final, tanto no Tela Quente, quanto no Temperatura Máxima.

Batendo no cravo:

Mas nesta segunda-feira, no Tela Quente, tive uma grata surpresa durante a apresentação do filme "Zohan - O Agente Bom de Corte". O roteiro da audiodescrição teve uma sensível, uma significativa, e porque não dizer, uma "tremenda" melhora! O nível de detalhamento nas descrições das cenas aumentou bastante, chegando até mesmo, em alguns momentos, a existir sobreposição da voz do narrador com falas menos importantes no contexto de algumas cenas do filme. Este foi um fato que me surpreendeu bastante, porque os radiodifusores, de modo geral, diziam considerar esta sobreposição um sacrilégio quando, na verdade, é uma prática necessária em determinadas situações. Nos filmes anteriores ocorriam longos períodos sem qualquer descrição, o que não percebi na exibição de ontem. Parabenizo a emissora por esses avanços práticos e conceituais!

Batendo na ferradura:

O prazer de assistir Zohan com audiodescrição só não foi completo porque, no quesito narração, a emissora novamente deixou a desejar. Houve momentos em que não consegui entender o que dizia o narrador, houve momentos em que não consegui sequer ouvir o que ele dizia, os responsáveis pela mixagem dos áudios das descrições e do filme precisam prestar mais atenção nas variações de volume do filme e fazerem os ajustes necessários no volume das descrições. Também continuo achando a locução exageradamente monocórdia. Estes são pontos que ainda precisam melhorar.

Fazendo um balanço entre as batidas no cravo e as batidas na ferradura, passei toda a terça-feira bocejando de sono, mas valeu a pena ter ficado acordado até mais tarde para assistir ao programa com uma audiodescrição que começo a considerar de qualidade!

Fonte: Blog da Audiodescrição - 04/08/2011

Projeto de lei prevê que lojistas conheçam Libras

Projeto estipula que locais de contato com o público, com mais de 20 funcionários, deverão manter um profissional intérprete em Libras.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 05/08/2011

A iniciativa da deputada estadual Vanessa Damo (PMDB)Site externo., determina que os estabelecimentos comerciais tenham profissionais capacitados em Libras (Língua Brasileira de Sinais), devidamente identificados, para atender às pessoas com deficiência auditiva.

Segundo o PL (Projeto de Lei), os locais de contato direto com o público em geral, com mais de 20 funcionários, deverão manter em seu quadro funcional, pelo menos um profissional habilitado e capacitado para atuar como intérprete em Libras. De acordo com a deputada, a proposta visa o reconhecimento da cidadania das pessoas com deficiência auditiva.

 "Acredito que estes cidadãos têm os mesmos direitos de serem atendidos e compreenderem as informações que estão recebendo assim como os demais. Não podemos aceitar a discriminação com os deficientes auditivos e temos que garantir que seus direitos como cidadãos sejam exercidos. E esta lei é uma maneira para isso", afirmou Vanessa.

Parecer O projeto está em andamento nas comissões da Assembleia Legislativa e aguarda parecer favorável das mesmas para entrar em votação em plenário.

Fonte: http://www.jornalabcreporter.com.brSite externo.
(http://www.vidamaislivre.com.br/noticias/noticia.php?id=3727&/projeto_de_lei_preve_que_lojistas_conhecam_libras)

Projeto isenta pessoas com deficiência das tarifas de água e luz

Benefício seria concedido para famílias que morem em casa de 50 m2, no máximo, e que tenham renda mensal per capita de meio salário mínimo.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 05/08/2011

Tramita na CâmaraSite externo. o Projeto de Lei 644/11, do deputado José Chaves (PTB-PE)Site externo., que isenta as famílias de pessoas com deficiência do pagamento das tarifas de energia elétrica, água e esgoto.

Pelo texto, para ter direito ao benefício, as famílias devem residir em casa de 50 m2, no máximo, e ter renda mensal per capita de meio salário mínimo. A isenção começa a vigorar 90 dias após a solicitação do benefício. As empresas prestadoras dos serviços poderão solicitar da União o reembolso dos valores que deixaram de receber.

Chaves considera a proposta um instrumento de grande impacto social, que fará justiça a pessoas com deficiência e suas famílias. Ele cita dados do IBGESite externo. segundo os quais, no ano 2000, o Brasil possuía 24,6 milhões de pessoas com deficiência – 14,5% da população.

Tramitação

A proposta foi apensada ao PL 3245/08, que cria tarifa social para subsidiar a prestação de serviços públicos essenciais aos consumidores de baixa renda. Os projetos serão analisados pelas comissões de Trabalho, Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, seguirão para o Plenário.

Fonte: Agência Câmara de NotíciasSite externo.
(http://www.vidamaislivre.com.br/noticias/noticia.php?id=3728&/projeto_isenta_pessoas_com_deficiencia_das_tarifas_de_agua_e_luz)

Entendendo as terminologias

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 05/08/2011
 
O Brasil é um país com uma população total de 190.755.799 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 2010, distribuídos por uma extensão territorial de 8.502.728,269 Km2.

O País caminha velozmente rumo a um perfil demográfico cada vez mais envelhecido, pois o índice de envelhecimento aponta para mudanças na estrutura etária da população brasileira. Em 2008, para cada grupo de 100 crianças de 0 a 14 anos, existiam 24,7 idosos de 65 anos ou mais. Em 2050, o quadro muda e para cada 100 crianças de 0 a 14 anos existirão 172,7 idosos.

Os resultados do Censo 2000 mostram que, aproximadamente, 24,6 milhões de pessoas, ou 14,5% da população total, apresentam algum tipo de deficiência. O IBGE levou em conta que deficientes são pessoas com ao menos alguma dificuldade de enxergar, ouvir, locomover-se ou alguma deficiência física ou mental.

É importante destacar que a proporção de deficientes aumenta com a idade, passando de 4,3% nas crianças até 14 anos para 54% do total das pessoas com idade superior a 65 anos. À medida que a estrutura da população está mais envelhecida, a proporção de pessoas com deficiência aumenta, surgindo um novo elenco de demandas para atender as necessidades específicas deste grupo. Abaixo, o gráfico ilustra os números referentes à distribuição por tipo de deficiência:




Fonte: IBGE

Fontes: IBGE e Portal do Envelhecimento


Leia a matéria na integra, acessando: http://acessibilidadenapratica.blogspot.com/2011/08/entendendo-as-terminologias.html

Boa Leitura!!

Osmar Santos supera adversidades e expõe a sua arte

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 05/08/2011


Considerado um dos maiores narradores esportivos do rádio e da TV brasileira, Osmar Santos, 62 anos, esteve expondo suas pinturas, que possuem um estilo abstrato, na Fapija (Feira Agropecuária e Industrial de Jacareí) no mês passado.

Formado em Educação Física, Administração e Direito, Osmar Santos, também conhecido como “O Pai da Matéria”, trabalhou como locutor esportivo nas rádios Jovem Pan, Record e Globo onde continua contratado mas sem narrar mais as partidas devido ao grave acidente de automóvel que sofreu em 22 de dezembro de 1994 e que afetou sua fala, que era seu dom. Hoje como artista plástico, dedica parte de seu tempo em pinturas sobre telas. Trabalhou também nas redes de televisão Rede Globo, Rede Record e Rede Manchete. Narrou a Copa do Mundo de 1986 pela Rede Globo como primeiro locutor, na companhia de Galvão Bueno (2º locutor) e Luís Alfredo (3º locutor). Fez para a Rede Manchete a Copa do Mundo de 1990 com comentários de Zagallo.

Foi um dos melhores narradores de futebol do rádio brasileiro.

Em 1994 sofreu um grave acidente de carro que lhe produziu graves seqüelas devido aos danos cerebrais que sofreu quando viajava de Marília para cidade de Lins, em São Paulo, quando ele foi atingido por um motorista de caminhão bêbado. Após uma grande recuperação, pôde recuperar várias funções, porém sua fala ficou comprometida, sendo capaz de pronunciar menos de cem palavras, impedindo-lhe de continuar trabalhando como narrador. Hoje se dedica à pintura, e seus trabalhos se encontram em importantes coleções. [1]

O Troféu Osmar Santos é concedido a cada ano à equipe que termina o primeiro turno do Campeonato Brasileiro de Futebol no primeiro lugar.

O locutor criou bordões que ecoavam nos estádios, como “Parou por quê, por que parou?”. Ao começar uma partida, sempre dizia “Ripa na chulipa e pimba na gorduchinha” e constantemente evocava o “Aí, garotinho!”.

Confira Osmar Santos narrando um gol de Bebeto contra a Holanda, na Copa de 1994:


Osmar Santos expondo seu trabalho na Fapija.

Fontes: http://www.nossajacarei.com.br/ Wikipédia

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Gonçalo Borges: por outra perspectiva da arte e da vida

Conheça a história do artista plástico que nasceu com uma deficiência congênita e que, trocando as mãos pelos pés, é hoje um dos 500 artistas que a Associação Pintores com a Boca e os Pés tem ao redor do mundo.

Por Daniel Limas, da Reportagem do Vida Mais Livre

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 04/08/2011

Gonçalo BorgesSite externo. nasceu de uma forma diferente: as pernas para cima dos ombros e, entre elas, os braços. A paisagem de fundo era uma fazenda em Novo Horizonte (SP)Site externo., e a parteira foi sua avó, numa casa de pau a pique. “Certamente, é uma maneira original de nascer, que marcou minha vida para sempre, mas esse detalhe de design estético não me abateria”, brinca o artista plástico, integrante da Associação dos Pintores com a Boca e os PésSite externo., que nasceu com uma deficiência congênita, causada, possivelmente, por uma febre alta de sua mãe.

Ele conta que suas artes, em todos os sentidos, começaram cedo. Ao invés de ficar em casa sozinho, seus pais o levavam com eles para o trabalho na roça. Esperando que terminassem o trabalho, ele começou a trocar, literalmente, as mãos pelos pés, ao abrir garrafas de água ou café.

Quando Gonçalo tinha três anos, seus pais decidiram morar em São PauloSite externo. para buscar ajuda para o seu caso. No Hospital das ClínicasSite externo., virou tema de estudo. “Por fim, fizeram uma cirurgia no meu braço esquerdo, próximo ao cotovelo, para facilitar os movimentos. E facilitou mesmo!”, lembra. Brincar de carrinho, bolinha de gude, empinar pipa, soltar balões... Aos cinco anos, Gonçalo fazia tudo isso, porém de uma forma diferente: com os pés, em vez das mãos. E foi nessa época que ele começou a desenhar e pintar. “Nunca fui excluído das brincadeiras com a minha turma. Sempre fui atrevido e briguento e ia atrás quando queria. Porém, sabia de qual brincadeira eu não conseguia participar e saía fora”, relembra.

Aos sete anos, ele vivia em casa de amigos. Pouco parava em casa, o que causava pavor em sua mãe – ele nem sempre se lembrava de dizer onde estava. Aos oito, sua mãe tratou de procurar uma escola e logo começou a ser vítima de preconceito, pois várias negaram seu ingresso. “Em uma delas, a diretoria não aceitou a minha matrícula, alegando que minha presença atrapalharia os outros alunos por causa de minha forma de escrever com a boca ou com os pés”, lamenta Gonçalo.

Até que, por indicação, foi procurar a AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente)Site externo.. Lá, aprendeu a ler e a escrever, e foi incentivado a conhecer materiais de arte, como lápis, pincéis e tinta aquarela. Também praticou natação e mergulho, realizou inúmeros trabalhos manuais e aprendeu datilografia – “ou seria pedilografia?”, brinca. Participou de diversos concursos de desenho e ganhou prêmios.

Ele viveu em regime de internato na AACD durante seis anos. “Só ia pra casa duas vezes ao ano, durante as férias. Quando voltei pra casa, meus irmãos – ele é o terceiro de seis irmãos – não me reconheciam. Nem meus amigos da rua estavam acostumados comigo. Mas logo consegui me entrosar novamente”, lembra. Ele se considera uma pessoa com excelente humor. “Por eu já ter nascido com a deficiência, isso não muda nada meu estado emocional. Mas acredito que aqueles que se tornaram deficientes em algum momento tendem a sofrer mais de depressão. Isso não significa que eu não fique triste. Significa que fico triste como qualquer pessoa”, pontua.

O tempo passou e, quando tinha 17 anos, teve seu nome indicado por um amigo que trabalhava como office-boy em um local que produzia cartões de Natal. “Depois de um tempo, entraram em contato comigo e marcamos um encontro. Quando me viram, foi uma grande surpresa. Não podiam imaginar que eu era a pessoa que eles estavam esperando. A empresa se chama Associação Pintores com a Boca e os Pés. Na época, o Sr. Carlos Henrich, hoje já falecido, era o diretor responsável pela publicação e vendas dos cartões. Ele fez uma visita a minha casa e pediu que mostrasse meu trabalho”, recorda.

Posteriormente, foi apresentado à diretoria da Associação para ser avaliado. Resultado: foi aprovado como artista bolsista e passou a receber para estudar desenho e pintura. Após um ano, uma de suas obras foi transformada em um cartão de Natal. “Daí em diante, não parei mais. Fiz outros cursos na minha área, aprendi a pintar em aquarela e guache, além da tinta óleo, e ampliei muito a minha experiência ao trabalhar com modelos ao vivo, nus e outras situações”, relata.

Enquanto pintava para a Associação, cursou Comunicação Social, com ênfase em Publicidade, e fazia trabalhos para agências de publicidade. Em 2000, passou a ser um membro da Associação, que já atua em mais de 70 países e tem aproximadamente 500 artistas em todo o mundo, e ganhou direito de votar nas decisões da direção. “E é assim, apesar e até graças a minha deficiência, que me fez superar limites e atravessar fronteiras, que vou caminhando pra frente”, orgulha-se. E por falar em situações importantes, ele ressalta uma em especial: “Minha habilitação como motorista foi uma luta de três anos com o Detran”, lembra.

Hoje, Gonçalo, além de artista, dá palestras motivacionais para todos os públicos e pretende, em breve, voltar a dar aulas de desenho e pintura. Além disso, faz questão de ressaltar suas duas principais obras. “Sempre que me perguntam, cito que, como artista, meus dois filhos são as melhores pinceladas que eu já dei. Inclusive, tenho orgulho de dizer que tenho a guarda da minha filha do primeiro casamento”, finaliza.

Fonte: www.vidamaislivre.com.br

"Pessoas com aids e deficiência são invisíveis para o governo"

Opina ativista Beto Volpe no programa Cidadania em Destaque

Redação

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 04/08/2011
Participando na manhã deste domingo do programa Cidadania em Destaque, na allTV, o fundador do Grupo Hipupiara, Beto Volpe, afirmou que "ainda é um grande desafio os gestores enxergarem as conexões entre aids e deficiência".

Segundo Beto, existem duas relações principais entre os temas. A primeira é a vulnerabilidade à aids ocasionada pela deficiência."As pessoas acham que quem vive com deficiência não faz sexo, mas não é assim", disse. Além disso, segundo ele, a negociação do uso da camisinha é mais difícil com esse público.

Outra relação, segundo Beto, é a deficiência desenvolvida em decorrência da aids ou dos efeitos dos antirretrovirais. "Esse é o meu caso", afirmou o ativista, que teve que tirar o fêmur por causa de complicações ósseas e já passou por pelo menos 15 cirurgias.

O entrevistado também criticou a falta de integração entre os militantes dos dois movimentos. "O movimento de pessoas com deficiência não discute, por exemplo, as vulnerabilidades relativas à sexualidade".

Serviço

O programa Cidadania em Destaque é uma produção do Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo e é veiculado aos domingos, das 11h ao meio-dia, pelo site www.alltv.com.br.

Fonte: Agência de Notícias da Aids - São Paulo, 03/08/2011

Multa em Vaga Reservada

PL de Mara que aumenta punição para desrespeito a vaga reservada é aprovado em Comissão.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 04/08/2011

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou nesta quarta-feira o Projeto de Lei 460/11, da deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), que torna infração grave (cinco pontos na carteira de habilitação) o uso indevido de vagas de estacionamento para idosos e portadores de deficiência física. O texto tramita apensado ao PL
131/11, do deputado Antonio Bulhões (PRB-SP), que trata do mesmo tema, mas rejeitado pela comissão.
Hoje, o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) não prevê punição específica para esse tipo de conduta.

A norma determina apenas que estacionar o carro em desacordo com a sinalização para vagas exclusivas seja considerado infração leve (três pontos na carteira), punida com multa e remoção do veículo.
 
O relator da proposta, deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), concordou com o aumento da punição para os infratores. “Frequentemente as vagas de estacionamento reservadas às pessoas idosas ou com deficiência são utilizadas por aqueles que não atendem aos requisitos necessários para o usufruto do direito”, disse.

Feliciano defendeu a aprovação do PL 460/11, apensado, sob argumento de que o texto “estabelece as mesmas medidas da proposição principal, adotando, no entanto, outra forma de redação e apresentando detalhamento de conceitos”.

Tramitação

Os projetos tramitam em caráter conclusivo e ainda serão analisados pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta:


(Fonte: Agência Câmara de Notícias)

Proposta prevê ensino a distância para alunos com deficiência

A proposta prevê atendimento educacional em local especial, recursos pedagógicos de educação a distância e outros que se utilizem da internet.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 04/08/2011

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 508/11, do Senado, que assegura o acesso escolar ao aluno cuja deficiência o impede de frequentar estabelecimentos de ensino. A proposta prevê atendimento educacional em local especial, recursos pedagógicos de educação a distância e outros que se utilizem da internet.

O autor, ex-senador Augusto Botelho (RR), ressalta que a deficiência pode impedir que o estudante se desloque para as escolas especiais, o que cercearia seu acesso à educação.

Lei atual

O projeto altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, Lei 9.394/96). A lei estabelece que o dever do Estado com educação escolar pública será efetivado mediante diversas garantias, entre elas o atendimento educacional especializado gratuito aos alunos com deficiências, preferencialmente na rede regular de ensino.

A lei também obriga os sistemas de ensino a assegurar aos alunos com deficiências, entre outros pontos:

- currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, para atender às suas necessidades;
- professores com especialização adequada em nível médio ou superior, para atendimento especializado, bem como professores do ensino regular capacitados para a integração desses educandos nas classes comuns.

Tramitação

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: http://deficientesunidos.blogspot.com/2011/08/proposta-preve-ensino-distancia-para.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+DeficientesUnidos+%28Deficientes+Unidos%29

Elevadores exclusivos para deficientes

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 04/08/2011

A Câmara Federal analisa o Projeto de Lei nº 100/11 que obriga shoppings centers, centros comerciais e hipermercados a oferecer elevadores exclusivos para uso de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

Segundo o texto, esses elevadores deverão estar indicados por meio de placas fixadas em locais visíveis nas áreas externa e interna do estabelecimento.

Quem descumprir a medida estará sujeito a multa de R$ 5 mil, valor que será corrigido anualmente pelo IGPM. A multa será aplicada em dobro em caso de reincidência. O projeto encarrega os órgãos do Poder Executivo de fiscalizar o cumprimento da lei.

O projeto tramita em conjunto com a proposta do Estatuto da Pessoa com Deficiência (PL nº 7699/06 ). Os textos estão prontos para serem analisados pelo Plenário.

Fonte: http://www.espacovital.com.br

É importante falar sobre deficientes, diz Herbert Vianna

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 04/08/2011

Hebert Vianna

Depois de um acidente com um avião ultraleve aos 39 anos, o músico Herbert Vianna ficou paraplégico e passou a trabalhar na cadeira de rodas, sendo um exemplo para outros em situação semelhante. Hoje, com 50 anos, continua rodando o Brasil com o Paralamas do Sucesso. “É importante falar sobre este assunto para conscientizar as pessoas das necessidades”, afirmou.

“No momento, estamos na estrada com gás total fazendo o show do nosso último disco”, conta. Ele é um dos poucos músicos conhecidos do grande público que tem alguma deficiência. Além de seu próprio caso, ele menciona o de Marcelo Yuka, fundador da banda O Rappa, que ficou paraplégico depois de ser atingido por um tiro durante assalto. “Eu conheço e sou amigo de outro artista cadeirante, o Marcelo Yuka.”

Mas Vianna admite que ainda são poucos os exemplos de músicos brasileiros com deficiência e que é necessário discutir este assunto para mudar a realidade. Obviamente a falta de acessibilidade em muitos locais como hotéis e casas de show ainda são uma grande barreira para a ampliação dos quadros de artistas com deficiência – além de impedir que as pessoas com deficiência possam apreciar produtos culturais.

Essa dificuldade, no entanto, Vianna contorna com o apoio de sua equipe. “Por ter uma equipe muito afiada trabalhando comigo, as dificuldades que teria, como o embarque no avião e o livre acesso nos quartos dos hotéis, são resolvidos sem maiores problemas”, explica. Infelizmente, não são todas as pessoas que podem contar com um grupo de profissionais dedicados.

Fonte: Portal Terra (03/08/11)

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Discriminação: impedimento de uso do transporte aéreo por pessoa com deficiência visual usuária de cão-guia

Usuário de cão-guia impedido de embarcar em voo da Tam Linhas Aéreas



APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 03/08/2011


Daniel Monteiro

Prezados senhores.

Meu nome é Daniel de Moraes Monteiro.

Sou pessoa com deficiência visual e há mais de 05 anos concecutivos, faço uso do transporte aéreo por todo o Brasil, invariavelmente acompanhado por meu cão-guia Mac, da raça labrador, com quem chego a voar até 02 vezes na mesma semana, por diversas companhia aéreas.

Tal situação é possível por conta da legislação acerca do tema: decreto 5296/04, 5904/06 e leis 10048, 10098 e 11.126/05, os quais asseguram, dentre outras medidas, a entrada e permanência de cães-guias em todos os locais de uso público e coletivo no Brasil, inclusive o transporte aéreo, punindo aqueles que tentarem obstarem tasis disposições.

Para fazer jus ao premissivo legal sempre andei com a documentação do referido cão em ordem, conforme disposição da própria legislação vigente.

Vale lembrar que desde 2006 especificamente deixou de ser exigido dos usuários de cão-guia o transporte de guias de trânsito de animais e também de atestados de saúde dos cães para viagens, conforme legislação acima exposta.

Me dirijo a vossas senhorias para relatar um acontecimento pelo qual passei ontem, quando estava na cidade de Vitória, retornando para São Paulo após proferir palestra em um evento.

Ao chegar no aeroporto de Vitória me identifiquei à supervisora do atendimento da TAM linhas aéreas, de nome Viviane Bruschi.

A mesma informou que o vôo no qual eu viajaria originalmente, com orário de decolagem prevista para as 17:00H já estava encerrado, pelo que eu deveria embarcar no próximo, com decolagem prevista para as 19:15H, o que aceitei prontamente.

Enquanto fazia meu atendimento, a mesma solicitou os documentos do cão-guia como de costume, no que foi atendida, no que para mim parecia ser o encerramento de mais uma viagem dentr tantas que faço, sendo a sexta concecutiva nos últimos 30 dias.

Para minha surpresa a senhorita Viviane questionou se eu havia tirado algum atestado do cão para poder viajar.
Expliquei que não era necessário, conforme expus acima, tentando faze-la entender que tal procedimento era descabido.
A mesma então disse que eu não poderia embarcar, pois o “procedimento da companhia” exigiria tal apresentação.
Insisti e a supervisora em apresso se propôs a consultar sua direção e supervisão, pelo que se recusaria a liberar meu cartão de embarque.
Após longos minutos e sem saber o que estava acontecendo retornei ao balcão de atendimento, e depois de mais uma espera a senhorita Viviane regressou dizendo que nada poderia fazer, pois a legislação apenas proibia de exigir o uso de focinheira, mas não proibia de exigir atestado de saúde do animal.
Desta forma fica caracterizada a interpretação restritiva de uma lei, em malefício de uma pessoa em situação desfavorável, pois não sou morador daquela cidade e estava necessitado de retornar para minha residência.
Desesperado saí à procura de um balcão da ANAC, que não existia naquele momento, pois a sita daagnência não tem funcionamento naquele aeroporto aos domingos.
Não encontrei qualquer ajuda, até que encontrei algumas pessoas conhecidas, que coincidentemente voariam junto comigo. Tentamos repetir as explicações já dadas, mas nada foi feito e mesmo com a presençada Polícia Militar, que fora chama por último recurso nada foi feito, a funcionária continuou dizendo que deveria cumprir o procedimento da empresa aérea, que fora aprovado pelos órgãos competentes.
Pedimos então o endoço do bilhete para outra companhia que me transportasse e que cumprisse o que está disposto na legoslação, mas a funcionária continuou se recusando, talvez por medo de reconhecer que estaria errada, alegando qualquer desculpa.
Pedimos então para tomar conhecimento da tal normativa, mas não pudemos pois documentos de caráter interno não podem ser exibidos aos passageiros, como se estes tivessem mais valor que a legislação do Brasil.
Só pude contar com o apoio de colegas moradores da cidade e de policiais militares, os quais me ajudaram a providenciar a ida até a delegacia mais próxima para registar boletim de ocorrência.
Como último recurso, por puro desespero de não ter como retornar para São Paulo fui obrigado a procurar uma clínica veterinária, que mediante pagamento de consulta, no valor de R,00 (noventa reais) emitiu um atestado de saúde para meu cão, para que eu tivesse permissão de viajar.
Só pude retornar para São Paulo em um vôo da mesma companhia às 23:00H de domingo, chegando ao meu destino final apenas às 02:00H de segunda-feira..Requeiro a vossa intervenção no sentido da garantia de direitos humanos, do simples respeito e da dignidade extendidas a todos os seres humanos, valores estes que me foram negados em um ato tão simples como o de voltar para casa após uma viagem de trabalho.
De nada adianta embarcar em um vôo com todo o conforto, com som ambiente e outros agrados aos passageiros, se para poder exercer o direito de ir e vir precisamos nos sujeitar a toda a sorte de humilhações e dissabores.
Desde já agradeço a vossa atenção e disponibilidade.
Saudações,

Daniel M. Monteiro
d-mm@uol.com.br

Fonte: Daniel Monteiro - 02/08/2011

Mensagem de uma criança cega

texto em prosa poética


Geilson de Sousa Santos

Quando eu nasci, você se desesperou .
Fez muitas perguntas, e depois chorou.
Mas o que foi que eu fiz de errado?
O que houve de errado?
Isso não pode ser verdade não, meu filho nasceu sem a visão.
Não posso ver o seu rosto, do meu pai nem dos meus irmãos.
Mas posso sentir o carinho, que está no seu coração.
Te peço por favor, queira me escutar.
Quero conversar contigo, tenho uma coisa pra te falar.
Às vezes quando eu saio correndo você se apavora, às vezes quando
olha pra mim sinto que você chora.
Tenha paciência comigo, me da só uma oportunidade pra te mostrar.
Que pra viver a vida com alegria não precisa enxergar.

Esse texto é pequeno, mas o coração de quem escreveu é grande.
Você já parou pra pensar, que seu filho tem alguma coisa pra te mostrar,
te ensinar e te falar?
Você já lhe deu uma oportunidade pra ele te mostrar, falar ou dizer
alguma coisa?
E Você? Já tentou mostrar pra sua mãe que você é feliz do jeito que é?
Vocês já se deram uma oportunidade?
É só uma oportunidade! Não vai Le custar nada.
Compartilhe esse texto com quem você ama e peça que eles façam o mesmo.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 03/08/2011
Fonte: Geilson de Sousa Santos - 02/08/2011

Farmácias podem ter de oferecer bulas em braile

Projeto de Lei quer obrigar farmácias a manter um exemplar em braille da bula de cada remédio comercializado.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 03/08/2011

Tramita na CâmaraSite externo. o Projeto de Lei 670/11, do deputado Weliton Prado (PT-MG)Site externo., que obriga as farmácias a manter um exemplar em braile da bula de cada medicamento comercializado. Prado argumenta que os deficientes visuais encontram dificuldades para conhecer as orientações constantes nas bulas dos medicamentos. Ele ressalta, também, que o acesso à informação é condição fundamental para o exercício da cidadania.

Segundo a proposta, o descumprimento da medida sujeitará o infrator às seguintes penalidades:

- advertência para corrigir a irregularidade em 15 dias;
- multa de R$ 1.090, caso o problema não seja corrigido no prazo previsto;
- multa em dobro, em caso de reincidência.

Tramitação

O projeto tramita em conjunto com a proposta que cria o Estatuto da Pessoa com Deficiência (PL 7699/06). O texto aguarda inclusão na pauta do Plenário.

Fonte: Agência Câmara de NotíciasSite externo.

Em protesto cadeirante quebra rampa no Centro de Campinas

Campinas: modelo de inclusão e cidade acessível??

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 03/08/2011

Ato foi em protesto contra más condições das calçadas; Emdec informou que a região central já foi atendida anteriormente e deverá receber melhorias, mas não há previsão de data.

José Roberto Pedro, que tem deficiência física e trabalha nas ruas do Centro de Campinas vendendo volantes de loteria, quebrou nesta quinta-feira (21) a rampa da calçada que fica entre as ruas Barão de Jaguara e a Dr. Thomaz Alves porque, de acordo com ele, ‘as rampas são mal feitas e muito inclinadas – o que dificulta a locomoção dos cadeirantes’.
‘Elas não dão segurança pra gente. A gente tem que ficar segurando na cadeira para não sofrer uma queda’, disse.

Pedro, que já quebrou outras rampas na cidade, utilizou uma marreta e uma talhadeira nesta quinta. Amanhã, pretende continuar o trabalho no Centro, mas com uma picadeira.

(Veja: Na contramão do país cidade de Campinas tem baixa contratação de deficientes)
O cadeirante afirma que já reclamou várias vezes a respeito na Prefeitura e que, da última vez, em 4 de julho, ela teria ficado de resolver o problema dentro de um prazo de 15 dias – vencidos na terça-feira (19).

A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), que é o órgão Municipal que cuida das ruas campineiras, informou, por meio de sua assessoria de imprensa, ‘que a região central já foi atendida anteriormente e deverá receber melhorias. Entretanto, não há ainda previsão de datas no cronograma de trabalhos para o Centro’.

Informou também que ‘em alguns pontos da área central não contam com as especificações necessárias para a implantação de rampas, por conta da altura de calçadas e guias, da presença de obstáculos entre outros’.

Ainda de acordo com a assessoria, ‘as demandas são constantes e essa infraestrutura tem sido levada para diversas regiões da cidade’, tais como: no Parque Vista Alegre, na Avenida João Prata Vieira X Rua Aldo Fernandes; no Instituto dos Cegos (Av. Washignton Luis); no Jardim Ipaussurama/ Parque Valença I (na Rua Manoel Machado Pereira), no Jd. Primavera, Nova América e no Corredor Viracopos.

Fonte: Correio Popular de Campinas

Tratamento Inovador as pessoas que sofreram lesão medular chega á capital.

Atendimento é destinado a pessoas que sofreram lesão medular. Método é referência em reabilitação nos EUA.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 03/08/2011

Karen Sakayo, uma das fundadoras do projeto que foi implantado recentemente no DF

O Distrito Federal possui mais uma instituição que trata pessoas que sofreram lesões na medula espinhal. Inaugurado em 11 de julho, o Projeto Caminhar já está com cerca de cinco alunos e possui previsão de receber mais dois neste mês. A instituição funciona no Núcleo Bandeirante e é uma franquia do Project Walk – Spinal Cord Injury Recovery, que atende em Carlsbad, na Califórnia (EUA).

O projeto atende os seus alunos com o método de Ted Dardzinski, buscando a recuperação da pessoa com lesão medular por meio de estímulos e exercícios, que promovem a reativação do sistema nervoso, melhorando sua capacidade de resposta. O método Dardzinski é algo ainda não trabalhado no DF e consiste em um programa inovador de exercícios personalizados e desafiadores.

Virgínia Lira, uma das fundadoras do projeto, diz que o principal objetivo de utilizar o método Dardzinski é fazer com que as pessoas em tratamento ganhem mais independência. Segundo ela, o método é diferente de uma sessão de fisioterapia, pois possui uma série de exercícios intensos. O tratamento exige, no mínimo, duas horas de treino. O custo é de R$ 115,00 a hora. Informações: (61) 3399-0800.

Ideia de franquia

Karen Sakayo, outra fundadora do Projeto Caminhar, ficou paraplégica há quatro anos e meio, após cair de uma altura de seis metros em um show acrobático que fazia no circo no qual trabalhava. Ela fez o tratamento nos EUA acompanhada da amiga de infância, Virgínia. Ficaram contagiadas com as diversas histórias de superação, motivando a dupla a trazer a experiência para o DF. Segundo Karen, o método Dardzinski é o que mais dá resultado, ela afirma isso depois de tentar várias outras reabilitações. Hoje, Karen já consegue movimentar as pernas.

Fonte: http://coletivo.maiscomunidade.com/
http://www.deficienteciente.com.br/2011/08/tratamento-inovador-a-pessoas-que-sofreram-lesao-medular-chega-a-capital.html

terça-feira, 2 de agosto de 2011

O Juquinha e sua cadeira

Crônica sobre as dificuldades de uma criança com deficiência física na escola.

Jorge Márcio Pereira

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 02/08/2011


Imagem publicada- foto de uma sala de aula no Mato Grosso, onde estão sentadas diferentes crianças, sentados em suas carteiras enfileiradas, e onde não encontramos nenhuma criança com deficiência, à primeira vista, tendo um menino de olhar interrogativo e calçando um par de sandálias (tipo havaianas) que se destaca nessa foto de Lenine Martins (Secom-MT). Ele representa o personagem criado por meu texto abaixo, caso consigam vê-lo ou imaginá-lo sentado em uma cadeira de rodas: o Juquinha.

Em homenagem a todos e todas que persistem na luta por uma educação diferente, inclusiva, laica e pública, republico o texto que foi distribuído no "I Encontro Interestadual por uma Educação Diferente", realizado com o apoio e no espaço da UNIRIO, na cidade do Rio de Janeiro, RJ, em 1997. Era uma das primeiras iniciativas do DefNet em prol do debate entre os diferentes protagonistas do movimento em prol da Educação Inclusiva no Brasil.

Tive a honra de organizar este evento, assim como de conhecer muitos dos que ainda estão ativamente discutindo e propagando as idéias fundamentais do processo de inclusão escolar - por exemplo, a Profª Drª Rosita Edler de Carvalho, que já me ajudou a colocar os pingos nos "is" da educação inclusiva.

O tempo passou mas nossas lutas continuam na direção do aprender a aprender, e a cada dia mais ficam claras as heterogeneidades humanas que compõem os alunos do atendimento educacional especializado, e para tanto reconhecer suas diferenças poderá nos levar àquela tão sonhada e desejada educação diferente, fundamentada nos direitos humanos e no multiculturalismo.

"O Juquinha e sua cadeira"

Era uma vez um menino, o Juquinha, muito Diferente, que contrastava com a sua escola muito Igual a todas, grande, cheia de escadas, alunos, professores, e a temível diretora. Quando um dia a mãe do Juquinha descobriu que ele precisava ir para escola, ela procurou, e descobriu que não tinha escola para “gente diferente” como ele.

E então ela tentou e conseguiu que esta escola igual a todas deixasse o pequeno Juquinha entrar pela porta da rua, todo feliz e inocente, porém ainda diferente. A escola continuava grande, enorme, mas já não era tão grande como antes do Juquinha entender o que era a ESCOLA.

Um dia, numa daquelas manhãs que o Sol entra pela janela da sala de aula, a professora D. Norma, disse: “Hoje nós vamos fazer um desenho”.

“Que bom!” pensou o Juquinha, que, aliás, não falava direito além de ser diferente, mas que sabia desenhar, e gostava de rabiscar papéis (e até paredes, quando a sua mãe não estava presente). Ele desenhava bichos, brinquedos, meninos e meninas, e um tal de ‘doutor’. Ele pegou sua caixa de giz de cera, pois isto ele conseguia pegar com a mão direita, e começou a desenhar.

Então, de súbito, D. Norma disse: “Parem!!! Ainda não é hora de começar, eu não autorizei ninguém ainda...”. Ela olhava furibunda para o Juquinha e esperou todos os outros da sala ficarem "quietos e arrumadinhos" para dizer: “Podem começar...- e frisou - Nós iremos desenhar flores e árvores”, e começou como lápis verde, e disse (solene): ”Como eu os amo muito, EU vou ensinar e mostrar como deve ser feita uma Flor”. E fez uma flor vermelha com pétalas amarelas e caule verde, bem certinha, e com as raízes fincandinhas no chão. Tudo muito arrumadinho e certinho como ela gostava.

Juquinha olhou, olhou e tresolhou a flor (ele usa uma grande armação com lentes muito grossas, parecendo os antigos professores com seus óculos, os Lentes), e não gostou da flor. Gostou mais dos bichos e das pererecas que havia desenhado, mas não podia dizer isto, além do que ele não falava direito... Virou o papel, com algum esforço e desenhou uma flor igual à da professora Norma. Era vermelha e com o caule verdinho.

Outro dia, durante a aula, depois de ter dificuldade para entrar na sala de aula, o Juquinha ouviu a professora dizer: “Hoje nós iremos fazer algumas coisas com a Argila”. Mais uma vez, pensou o Juquinha, eis a minha oportunidade de mostrar o que sei fazer com o barro, apesar de ter o braço meio torto. Ele gostava de criar pequenos homenzinhos com a argila, e até carrinhos e caminhões ele já conseguiu fazer (muito embora esses objetos não sejam tão perfeitinhos assim, eles ficam meio tortos, feito o braço dele), e foi logo pondo a mão na massa, aliás no barro.

Aí ouviu a voz retumbante de D. Norma: “ESPEREM!, NÃO mandei ninguém começar ainda! - e após aquele silêncio terrível disse do alto de sua capacidade e poder - Hoje nós vamos modelar um prato e eu vou mostrar como se faz isso direito. Vocês podem começar”. Fez um prato certinho e redondinho, perfeitinho, e até parecia muito bonitinho.

E o Juquinha olhou, olhou e tresolhou (às vezes as lentes ficam sujas, ainda mais no meio de tanto barro, e com tanto descontrole das mãos), e ele viu que começava a fazer um homenzinho, baixinho, gordinho, defeituoso por acaso, mas ele NÃO podia fazer isto. E então ele amassou a argila e fez um prato, um prato bem fundo, embora raso e igual ao da professora.

Então sentado naquela cadeira, uma cadeira que nunca desgrudava dele, ele procurou aprender que era melhor esperar a D. Norma autorizar, com o olhar e sua fala forte, a fazer exatamente como ela. Afinal quem estava ensinando naquela escola?! E logo em seguida aprendeu também a ficar quietinho, arrumadinho, sentadinho e bem comportado. Afinal quem estava ali para ser educado?!

Um dia ele, o Juquinha, teve de mudar de escola. A nova escola era ainda maior e mais escola que a que tinha a D. Norma. Ele tinha de subir as grandes escadarias com a sua cadeira colada no traseiro, com pessoas ajudando, e entrar por aquela porta estreitinha da sua sala...

Um dia a sua nova professora, D. Orma disse: “Hoje, meus pequeninos, nos vamos fazer um desenho”. “Que maravilha!” pensou e exultou o Juquinha, e esperou que a ‘fessora’ dissesse o que desenhar.

E ela, como perdera “N” coisas de seus conceitos e preconceitos, não disse nada. Apenas andava calmamente pela sala. E se aproximou do Juquinha e perguntou: “Você não quer desenhar?” E o Juquinha perguntou:
- Mas desenhar o quê?
- Eu não posso saber até que você faça - respondeu D.Orma.
- Então o que posso fazer? - retrucou o Juquinha,
- O que você gostar e o que conseguir fazer...
- Mas eu aprendi a copiar e fazer sempre IGUAL, todo mundo deve ser igual na escola...- diz consternado, o ‘pobre” Juquinha
- Mas se todo mundo fizer sempre o mesmo desenho, e ninguém for diferente, todo mundo fizer flores vermelhas e caules verdes, ficaremos todos IGUAIS, e eu não vou poder saber quem foi o “artista” que andou pintando lindos homenzinhos, baixinhos, gordinhos e diferentes nas paredes desta sala, sempre com uma flor diferente nas mãos...

e o Juquinha desenhou pela primeira vez uma cadeira de rodas, com um menininho segurando uma flor na mão...”

Fonte: http://infoativodefnet.blogspot.com/2011/07/juquinha-e-sua-cadeira-por-um-educacao.html - 31/07/2011

1/5 das crianças à guarda do Estado tem problemas mentais

Dos 5620 menores até à idade de 14 anos entregues aos cuidados do Estado ou a famílias de acolhimento, 1134 apresentam deficiências mentais. Ou seja, cerca de um quinto das crianças até essa idade.



APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 02/08/2011


Estamos a falar de miúdos que foram retirados temporariamente aos pais pelo Estados, abandonados ou ainda menores disponíveis para adopção.

Os dados constam no relatório "Caracterização das Crianças e Jovens em situação de Acolhimento em 2010", a que o DN teve acesso. O documento fala de deficiências mentais profundas - caso de crianças de 12 anos com um nível intelectual igual ao de uma de sete - e também de dificuldades emocionais agudas e de socialização, que pedem acompanhamento psiquiátrico regular ou mesmo contínuo.

Fonte: http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1940175

Plano de saúde não pode dificultar ingresso de consumidores devido à idade, doença ou deficiência

Nova norma impõe multa de até R$ 50 mil para a operadora que impor qualquer tipo de restrição para entrada de novos consumidores.



APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 02/08/2011



A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) publicou nesta sexta-feira (29/7) a súmula normativa 19 que trata da comercialização de planos de saúde. O dispositivo esclarece que as operadoras, tanto na venda direta quanto por terceiros, não poderão criar barreiras para a contratação dos planos em razão da idade, condição de saúde ou deficiência do contratante.

O Idec, há anos, já denuncia essa atitude que se tornou recorrente em várias operadoras. "Diversas delas lançam mão de práticas abusivas para impedir o acesso e expulsar os idosos dos planos de saúde", afirma a advogada do Idec, Juliana Ferreira. O Instituto pôde comprovar essa situação enfrentada pelos consumidores com mais de 59 anos por meio da pesquisa de barreiras anti-idosos, que avaliou os preços e as condições de contratação de dezesseis operadoras de assistência médica. O levantamento revelou que todas as empresas pesquisadas adotam práticas abusivas ou mesmo ilegais para, de forma discriminatória, barrar os consumidores idosos.

Com a nova súmula as operadoras que desestimularem, impedirem ou dificultarem a contratação do plano estarão sujeitas a multa de R$ 50 mil."Espera-se agora que a ANS passe efetivamente a fiscalizar estas práticas e aplique as penalidades cabíveis às empresas", acrescenta Juliana.

Além de descumprirem a súmula normativa 19, as empresas que têm tal atitude também estão agindo em desacordo com as regras que regem o Estatuto do Idoso e a resolução normativa 124 da ANS, publicada em março de 2006.

Caso o consumidor sofra algum tipo de restrição ou seja impedido de contratar o plano de saúde, deve primeiramente tentar negociar a resolução do problema com a operadora. Se o contato com a empresa não tiver um retorno satisfatório, o beneficiário pode registrar uma reclamação formal na ANS pelo telefone 0800 701 9656 ou pelo site da agência.

O consumidor pode ainda procurar ainda o Procon para fazer a reclamação. Em casos mais graves, o usuário pode contatar o JEC (Juizado Especial Civil) e entrar com uma ação na Justiça contra a operadora.

Restrições aos idosos

São diversas as práticas das operadoras para restringir o acesso do consumidor idoso ao plano. Por isso, é preciso ficar atento aos seus direitos. As empresas não podem, por exemplo, exigir avaliação ou fazer uma entrevista médica do usuário antes da contratação do plano só porque ele possui mais 59 anos, impor que a compra de carências só pode ser realizada até determinada idade, somente aceitar contratar plano familiar se a soma das idades do casal não for superior a 96 anos, entre outras atitudes.

Autor: IDEC

Fonte: http://www.idec.org.br/emacao.asp?id=2784 - Imagem Internet

ANS - SÚMULA NORMATIVA Nº 19, DE 28 DE JULHO DE 2011
http://www.brasilsus.com.br/legislacoes/49-ans/109004-19.html

Alunos de engenharia constroem bicicleta adaptada para menina que nasceu sem parte do braço

Britânica de 2 anos agora já consegue se divertir andando de bicicleta com crianças da sua idade.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 02/08/2011

Sophie Smith, de 2 anos, nasceu com apenas uma parte do braço direito, porém, graças a adolescentes da escola onde sua avó trabalha, a menina agora é capaz de se divertir andando de bicicleta. Os jovens, que têm entre 14 e 15 anos, são parte de uma turma que estuda engenharia e construíram uma extensão no guidão da bicicleta que permite que a pequena britânica se divirta com segurança.



Em entrevista ao jornal britânico Daily Mail, Kelly Rogers, mãe de Sophie, contou que a bicicleta ajuda a filha a não se sentir diferente das outras crianças. “Ela é muito ativa e assim que começou a brincar com a bicicleta não quis mais parar”, disse. Os alunos tiveram o cuidado de fazê-la na cor rosa, a favorita da menina.

A ideia da adaptação surgiu quando a avó de Sophie, Pat, contou ao diretor de tecnologia da escola onde trabalha que a neta tinha problemas para conseguir se equilibrar na bicicleta. Ele, então, decidiu que a sua turma iria construir um protótipo que ajudasse a menina. E deu certo. “O que esses alunos fizeram foi algo muito especial, eu nunca tinha visto um gesto como esse” disse Pat.

A deficiência de Sophie se deve a um problema que sua mãe teve durante a gravidez: síndrome da banda amniótica, quando a bolsa amniótica é rompida e suas fibras envolvem os membros do bebê, prejudicando o seu crescimento.

Fonte: Revista Crescer - G1 Brasil
(http://www.ligeirinhodoradio.com/2011/08/alunos-de-engenharia-constroem.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+LigeirinhoDoRdio+%28LIGEIRINHO+DO+R%C3%81DIO%29)

Nada sobre nós, sem nós: Da integração á inclusão.

Caro leitor, O artigo abaixo, é do especialista em inclusão Romeu Sassaki e foi publicado no site Planeta Educação. Acompanhe hoje a primeira parte desse relevante artigo.

Parte 1

Introdução: Analisemos o lema “Nada sobre nós, sem nós”. São meus todos os grifos e caixas altas em certas palavras, que constam no presente texto(Partes 1 e 2).

Nada quer dizer “Nenhum resultado”: lei, política pública, programa, serviço, projeto, campanha, financiamento, edificação, aparelho, equipamento, utensílio, sistema, estratégia, benefício etc. Cada um destes resultados se localiza em um dos (ou mais de um dos ou todos os) campos de atividade como, por exemplo, educação, trabalho, saúde, reabilitação, transporte, lazer, recreação, esportes, turismo, cultura, artes, religião.

Sobre Nós, ou seja, “a respeito das pessoas com deficiência”. Estas pessoas são de qualquer etnia, raça, gênero, idade, nacionalidade, naturalidade etc., e a deficiência pode ser física, intelectual, visual, auditiva, psicossocial ou múltipla. Segue-se uma vírgula (com função de elipse, uma figura de linguagem que substitui uma locução verbal) que, neste caso, substitui a expressão “haverá de ser gerado”.

Sem Nós, ou seja, “sem a plena participação das próprias pessoas com deficiência”. Esta participação, individual ou coletiva, mediante qualquer meio de comunicação, deverá ocorrer em todas as etapas do processo de geração dos resultados acima referidos. As principais etapas são: a elaboração, o refinamento, o acabamento, a implementação, o monitoramento, a avaliação e o contínuo aperfeiçoamento.

Juntando as palavras grifadas, temos: “Nenhum resultado a respeito das pessoas com deficiência haverá de ser gerado sem a plena participação das próprias pessoas com deficiência”. Em outras palavras, as pessoas com deficiência estão dizendo: “Exigimos que tudo que se refira a nós seja produzido com a nossa participação. Por melhores que sejam as intenções das pessoas sem deficiência, dos órgãos públicos, das empresas, das instituições sociais ou da sociedade em geral, não mais aceitamos receber resultados forjados à nossa revelia, mesmo que em nosso benefício.”

O lema comunica a ideia de que nenhuma política deveria ser decidida por nenhum representante sem a plena e direta participação dos membros do grupo atingido por essa política. Assim, na essência do lema Nada Sobre Nós, Sem Nós está presente o conceito de Participação Plena das pessoas com deficiência.

Leiam esta excelente matéria na integra: http://www.deficienteciente.com.br/2011/08/nada-sobre-nos-sem-nos-da-integracao-a-inclusao.html#comment-6118



APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 02/08/2011

Toyota Sienna ganha sistema para Cadeirantes.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 02/08/2011


Toyota Sienna
Minivan foi doada à casal após noiva ter sofrido acidente

A Toyota, em parceria com a The Braun Corporation, empresa especializada na fabricação de itens para pessoas portadoras de deficiências físicas*, apresentou a minivan Sienna totalmente adaptada para cadeirantes. O veículo conta com uma rampa projetada para a entrada e saída do equipamento. Além disso, há um espaço interno suficientemente grande para a acomodação, tanto dos passageiros, quanto do motorista, que pode até ser o próprio cadeirante.

Essa iniciativa entre as empresas começou após Rachelle Friedman, 23 anos, sofrer um acidente e quebrar a vértebra C6, deixando-a tetraplégica na véspera do casamento. Rachelle ficou 14 meses internada e passou por diversas cirurgias e terapias, até ser liberada. O carro foi doado por ambas as marcas como um presente de casamento para os noivos.



Minivan Sienna
Minivan Sienna

Assista o vídeo.
* A terminologia correta, segundo a Convenção da ONU e a Legislação Nacional do Brasil, é Pessoa com Deficiência Física e não Pessoa Portadora de Deficiências Físicas.

Fonte: Carro Online

Filha de Roberto Justos e Ticiane Pinheiro completa 2 anos.

Roberto Justus e Ticiane Pinheiro comemoram o aniversário de 2 anos da filha Rafaela em São Paulo

(31/7/11 - AgNews

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 02/08/2011





Mais detalhes: http://celebridades.uol.com.br/album/aniversario_2_anos_filha_justus_ticiane_album.jhtm?abrefoto=8

Agradecimento

Nossos amigos leitores, agradecemos  a atenção de vocês, ontem tivemos:
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Carlos Raugust
 
 

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Implante de aparelho auditivo entra na cobertura de planos de saúde.

Agência de Saúde divulgou resolução sobre o ‘implante coclear’. Conhecido como ‘ouvido biônico’, ele substitui as próteses tradicionais.

APNEN, colaborando na divulgação desta matéria: 01/08/2011

Reprodução artística de um implante coclear em um ouvido humano. Equipamento estimula nervo auditivo, que transmite sinais ao cérebro para recuperar a audição

O “implante coclear” foi incluído entre os procedimentos cobertos pelos planos de saúde, conforme resolução publicada no dia 29/07 no Diário Oficial da União. A cirurgia consiste na colocação de um aparelho auditivo que substitui as próteses tradicionais para pessoas com diagnóstico de surdez total ou quase total.

A resolução é da Agência Nacional de Saúde Suplementar, que inclui o implante no “Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde”, lista que determina a cobertura assistencial mínima dos planos privados de assistência à saúde contratados a partir de 1º de janeiro de 1999.

De acordo com o Grupo de Implante Coclear do Hospital das Clínicas e da FMUSP, o aparelho de alta complexidade tecnológica, popularmente conhecido como “ouvido biônico”, é composto de duas partes: uma interna e outra externa.

“O implante é que estimula diretamente o nervo auditivo através de pequenos eletrodos que são colocados dentro da cóclea e o nervo leva estes sinais para o cérebro. É um aparelho muito sofisticado que foi uma das maiores conquistas da engenharia ligada à medicina. Já existe há alguns anos e hoje mais de 100.000 pessoas no mundo já o estão usando”, informa o site do grupo.

Avanço

Segundo a fonoaudióloga Maria Cecília Bevilacqua, professora titular em audiologia da Universidade de São Paulo e que trabalha com o implante coclear nas redes privada e pública de saúde, a resolução publicada pelo governo é um avanço tecnológico importante para os deficientes auditivos.

“O implante é recomendado para quem teve perdas severas ou profundas na audição, ou seja, é para quem não consegue entender o que outra pessoa fala ao telefone, por exemplo. O Sistema Único de Saúde (SUS) financiou no ano passado 680 cirurgias, um número baixo. Agora com os convênios realizando este procedimento, o alcance será maior”, disse.

De acordo com a especialista, aproximadamente 300 mil pessoas no Brasil sofrem com problemas graves de audição e necessitariam receber um “ouvido biônico”, denominado desta forma por ter sido o primeiro órgão humano a ser recriado tecnologicamente. O custo da cirurgia e do aparelho é de aproximadamente R$ 100 mil.

Fonte: G1 (29/07/11)